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10.2.20

Oscar 2020

Esse ano consegui assistir um bom número de filme indicados nas variadas categorias, na categoria de melhor filme vi todos.

O tapete vermelho teve muito rosa com preto, alguns vestidos reutilizados (certíssimas e sustentáveis), teve o vestido dourado fantasia de Oscar (que foi a Rebel Wilson e ela estava muito bonita) e os tomara que caias de sempre. Natalie Portman inovou levando a causa das diretoras mulheres para o tapete vermelho, ela bordou os nomes delas na capa que usou.

Um parenteses para dizer que diretoras eram essas: Celine Sciamma (Retrato de uma Jovem em Chamas), Greta Gerwig (Adoraveis Mulheres), Alma Har'El (Honey Boy), Marielle Heller (Beautiful Day in the Neighborhood), Lulu Wang (A Despedida), Mati Diop (Atlantics), Lorene Scafaria (Hustlers) e Melina Matsoukas (Queen & Slim).

(desses filmes só não vi Queen & Slim, mas verei)

A cerimônia começou com um musical da Janelle Monae com referencias a alguns filmes que foram esnobados pelo Oscar, como o ótimo Midsommar e o divertido Dolemite.

Os comediantes foram todos meio sem graça, mas as piadas do Chris Rock com o Jeff Bezos da Amazon foram muito boas. A Olivia Coleman foi a pessoa mais engraçada em toda cerimônia.

As apresentações musicais foram ok. Na música do Frozen 2 tiveram a ótima idéia de trazer as dubladoras de vários países para cantar com a Idina Menzel, pena que a música era muito chata. Poderiam ter repetido Let it Go.

O maior momento WTF da noite foi quando apareceu Eminem cantando a música Lose Yourself, que deu a ele um Oscar em 2003. Na época ele não foi buscar o Oscar e acho que também não pode apresentar na cerimônia na época porque a música tinha muitos palavrões, mas como o Oscar ficou mais moderninho, agora pode.

Na apresentação das trilhas sonoras indicadas quem conduziu a orquestra foi uma mulher e ela era ótima.

A Billie Eilish estava lá de pijama Chanel, cabelo verde e unhas tão grandes que a única coisa que as pessoas pensam é "como vai no banheiro?". Ela cantou Yesterday dos Beatles durante o In Memoriam. Acho a voz dela bonita, mas ela me pareceu muito entediada com tudo aquilo. Anyway, acho que passei da idade para entender o apelo dela.

Então vamos a premição:

Documentário curta foi para o único filme premiado que não vi (mas verei): Learning to skateboard in a warzone (if you're a girl).
Documentário longa foi para America Factory que está na Netflix (e foi produzido pelos Obamas).
Animação curta foi para o fofíssimo Hair Love (tem no Youtube).
Animação longa foi para Toy Story 4, o garfinho ganhou.
Filme curta foi para Neighbor's Window que tem no Vimeo.

Efeitos Visuais foi para 1917. Nos últimos anos os filmes que tem os efeitos menos óbvios ou menos computadorizados tem ganho, e acho justo. Até agora quer saber como aquele menino perdeu sangue e ficou branco até morrer.

Edição de som foi para os vrum vrum dos carros de Ford v Ferrari, mas a Mixagem de som foi para 1917. (essas categorias sempre vão para filmes de guerra ou de carros).

Ford v Ferrari também ganhou Edição (Montagem), aquelas corridas de carro são muito bem feitas.

Figurino foi para Adoravéis Mulheres. Design de Produção para Era Uma Vez em Hollywood, valeu a pena o Tarantino pedir para o comércio local deixar ele trocar os letreiros. Maquiagem foi para a transformação da Charlize Theron na Megan Kelly em Bombshell.

Fotografia foi para o mestre Roger Deakins pelo trabalho magnífico que ele fez em 1917.

Roteiro Original foi para Bong Joon Ho, e nesse prêmio Parasita começava sua noite.
Roteiro Adaptado foi para Taika Watiti por Jojo Rabbit. Acho Taika Watiti muito divertido.

Musica original só poderia ter ido para Elton John e Bernie Taupin (e era a melhor mesmo) e a finlandesa Hildur Guadnotóttir ganhou pela Trilha Sonora Original do Coringa.

Brad Pitt lindão foi buscar seu Oscar de ator coadjuvante e ficou emocionado. A cena do shirtless no telhado valeu a pena. E ele agradeceu a Geena Davis, que estava lá, por ter dado a primeira oportunidade em Thelma e Louise (filme que ele fez outro shirtless pra lá de digno).
Laura Dern também foi lá pegar o seu pela advogada de História de Casamento.



Joaquin Phoenix ganhou pelo trabalho incrível dele como Coringa. Joaquin fez um discurso longo, todo engajado.

Renee Zewellger ganhou seu segundo Oscar por Judy. O filme é chato mas ela está realmente muito bem e canta.

E Parasita foi a estrela da noite. Mais do que merecido. Foi o melhor filme que vi ano passado. Estava concorrendo a 6 Oscars e ganhou 4.

2 de 4


Ganhou Filme Internacional, Bong Joon Ho foi o Melhor Diretor e no fim das mãos de Jane Fonda (que foi com vestido de 2014 e casaco de ser presa) o Oscar de Melhor Filme.



E esse foi o Oscar 2020. Nos meus pitacos coloquei 1917 (esqueci de escrever um post sobre esse filme) como vencedor mesmo torcendo por Parasita. Não achava que os votantes da academia dariam premio de melhor filme para um filme falado em outra língua que não inglês. Ainda bem que errei.

16.1.20

+ Filmes

Três filmes concorrendo no Oscar.

Jojo Rabbit

Filme do Taika Watiti que também dirigiu os ótimos What We Do In The Shadows, Hunt for The Wilder People e o melhor dos Thors: Thor Ragnarok.

É sobre um menino que faz parte da juventude hitlerista durante a segunda guerra. Ele participa de uma espécie de acampamento para jovens nazistas e lá ele aprendem que judeus são monstros. Monstros com chifres e rabos. Jojo (o menino) tem um amigo imaginário que é ninguém menos que Hitler himself.

Acontece que Jojo vai descobrir que as coisas na vida não são bem como a galera da colonia de férias nazista diz que é. Que a vida tem beleza e terror.

Esse filme é fofo, tem muita rapidez nos diálogos, que se piscar você não pega, e emociona.

A Tia Helô gostaria do menino Jojo e do Yorki, o melhor amigo do Jojo (sem ser imagináro). 215 "Ai, Jesus!" para Hitler dançando.

Esse filme concorre a 6 Oscars: Filme, Roteiro Adaptado, Atriz Coadjuvante (Scarlett Johasson), Figurino, Design de Produção e Edição.

(e, como falei do post do TIFF, o vencedor do Festival de Toronto sempre é indicado ao Oscar de Melhor Filme)


Adoráveis Mulheres

Little Women é uma história mais do que conhecida. O livro é de 1868 e já teve 4 adaptações para o cinema (incluindo essa) e mais algumas para TV.

É a história das irmãs March no período da Guerra Civil americana, e depois quando Jo March tenta ser escritora em NYC.

O livro é semi autobiografico, baseado na vida da própria Louisa May Alcott. Estive na casa dela em Concord e fiz o tour guiado.

Greta Gerwig fez um trabalho incrível nesse filme. Ela foi fiel ao livro e a vida da Louisa May Alcott, ao mesmo tempo que deixou a história contemporânea. A Saoirse Ronan como Jo March está excelente, Emma Watson é a irmã mais velha, Eliza Scanlen é Beth e a ótima Florence Pugh faz a irmã mais nova Amy. O vizinho amigo (e interesse amoroso) é o Timotheé Chalamet.

Gostei muito desse filme. Só duas coisas me incomodaram um pouco: Florence Pugh faz a Amy de 13 anos e de 20 anos, só que ela quando tem 13 anos fica parecendo uma adulta fazendo uma criança, mas ela adulta é sensacional. A outra coisa foi o menino Timotheé que os anos passam no filme e ele continua com cara de criancinha perdida, mas tem uma cena com a Saoirse Ronan que é ótima.

A Tia Helô gostaria de ver as meninas March tão bem representadas. 21 "Ai, Jesus!" para o professor Friedrich, esse comeu croissant de primeira quando criança na França.

Concorre a 6 Oscars: Filme, Atriz (Saoirse Ronan), Atriz Coadjuvante (Florence Pugh), Roteiro Adaptado, Figurino e Trilha Sonora Original. Achei que Greta Gerwig merecia estar na categoria Direção.


O Farol

Um filme sobre dois homens que vão tomar conta de um farol. Eles tem que ficar lá por um mês. Só os dois numa ilha. No meio de uma tempestade.

Conhecemos a rotina dos dois e aos poucos acompanhamos como a loucura vai se instalando. A comida acaba, só sobra bebida. O mais novo sente que o mais velho não o deixa fazer nada além do básico. O mais velho acha que o mais novo que tomar seu lugar e os dois brigam pela luz do farol.

Robert Pattinson (que só chamo de Vampirinho) está ótimo nesse filme, o Willem Dafoe também. O que me tirou um pouco desse filme é o diálogo teatral que me cansa demais e no meio do monólogo do Willem Dafoe eu já estava pensando se precisava lavar roupa, se tinha desligado o ventilador quando saí de casa....

A Tia Helô iria achar esse filme muito louco. 519 "Ai, Jesus!" para as gaivotas.

Esse filme concorre a um Oscar: Fotografia. E merece. É todo em preto e branco e tem uma iluminação maravilhosa.

14.1.20

+Filmes

Três filmes em francês.

Atlantics

Filme do Senegal (está na Netflix) que conta a história de um casal jovem. Soulemain trabalha em obras mas não recebe mais o salário e decide se refugiar em outro país, e para isso vai num barco com outros colegas. Ada está de casamento marcado com um jovem rico mas ela gosta mesmo é do Soulemain.

O barco com Soulemain e colegas some, Ada casa mas no dia do casamento sua cama pega fogo e alguém diz que viu Soulemain.

Para resolver o mistério entra em cena um policial que não está bem de saúde e acha que Ada é a culpada pelo incêndio.

Gostei desse filme, nunca tinha visto nada do Senegal.

A Tia Helô diria 612 "Ai, Jesus!" para cada vez que Ada olha no espelho do bar.


Retrato de Uma Jovem Em Chamas

A história é sobre Marianne que é uma pintora (numa época que poucas mulheres eram) e é contratada para pintar o retrato de Heloise.

A mãe da Heloise quer mandar o retrato da filha para um pretendente e Heloise se recusa a posar porque ela não quer casar, ela quer ser freira.

Então Marianne tem que dizer que está lá para ser acompanhante de Heloise em suas caminhadas e a noite tem que pintar de memória.

Esse filme é lindo. Cada frame é como se fosse uma pintura, inclusive parece ser iluminado como nos quadros dos pintores holandeses. A diretora desse filme merecia uma indicação a qualquer prêmio, a fotografia é primorosa.

até o cartaz é lindo

A cena final é maravilhosa. A Tia Helô gostaria da Heloise mas diria 428 "Ai, Jesus!" para cada caminhada na beira do desfiladeiro.

Não sei porque a França não indicou esse filme como seu representante no Oscar.


Synonyms

Esse filme ganhou o Urso de Ouro em Berlim (2019). É sobre um rapaz israelense que quer de todo jeito ser francês. Ele chega em Paris e no primeiro lugar que fica tem suas coisas roubadas enquanto toma banho.

Sim, o início desse filme é quase o Homem Nu. Ele é ajudado por um casal que mora no apartamento vizinho e segue a vida tentando arranjar emprego.

Ele se recusa a falar em sua língua mãe e só fala francês o filme inteiro. Quando fala com seu pai no telefone (que não entende francês) ele fala inglês.

A idéia desse filme é boa, é sobre cultura e língua materna, mas confesso que achei tudo confuso. A trilha sonora é boa.

Tia Helô não pararia de dizer "Ai, Jesus!", a berinjela do moço está presente nos primeiros 10 minutos de filme.

12.1.20

+ Filmes

Filmes que vi ainda em 2019.

The Farewell

Esse filme conta a história de Billi, uma chinesa que mora desde criança nos USA e resiste a idéia da família de não contar para a avó que ela tem uma doença terminal.

O que a família faz? Eles organizam um casamento do primo para que a família se reúna na China para se despedir da vózinha.

O filme é quase todo falado em madarim, tem planos abertos em momentos chave, a vó é ótima e a Billi tem que rever seus conceitos.

Gostei muito desse filme.

A Tia Helô teria gostado da Vó. 31 "Ai, Jesus!" para aquela festa de casamento do primo.


Knives Out 

Esse filme em português saiu com o título ridículo Entre Facas e Segredos, mas é um filme ótimo.

É daqueles filmes de detetive que acontece um crime e ninguém sabe quem foi o culpado.

O patriarca da família Thrombey aparece morto depois de uma reunião de família. A polícia diz que foi suicídio mas alguém contratou o detetive particular Benoit Blanc para investigar o que realmente aconteceu.

Daí para frente o elenco faz sua parte e é tudo muito divertido. A Ana de Armas que faz a enfermeira do morto está ótima!

E tem Chris Evans vestindo uns sweaters maravilhosos.

A Tia Helô iria gostar da bisavó dessa família. 412 "Ai, Jesus!" para quem não consegue mentir nesse filme.


Uncut Gems

Um filme que não é do Adam Sandler com o Adam Sandler e ele está ótimo.

É um drama sobre um comerciante de jóias que gosta de fazer apostas com dinheiro que ele não tem. Ele descobre uma pedra preciosa ainda em estado bruto que ele pretende vender por um milhão de doletas. No meio do caminho ele se mete em muitas confusões, perde dinheiro, apanha, recupera dinheiro, problemas com a família, e por aí vai.

É um filme que não deixa você relaxar nenhum momento, as pessoas falam gritando o tempo todo. Não simpatizei com o problema do personagem do Adam Sandler mas gostei do filme.

A Tia Helô diria 613 "Ai, Jesus!" pra que tanta gritaria???

20.12.19

Star Wars: The Rise of Skywalker

E chegamos ao nono e último filme da saga Star Wars e dos Skywalkers.


Contei minha história com Star Wars quando escrevi sobre O Despertar da Força (o filme 7).

Lembro que na década de 1980 já tinha os rumores que George Lucas teria escrito essa história em 9 partes e os três primeiros filmes eram as 3 partes do meio. Mais de 15 anos se passaram depois do Retorno do Jedi e George Lucas lançou a três primeiras partes. Não agradou tanto os fãs mais antigos mas os mais novos se empolgaram. (Não gosto da estética dessa segunda leva de filmes, os diálgos são péssimos, mas Ewan McGregor salva. E sendo Star Wars é sempre divertido)

Aí George Lucas vendeu tudo para Disney (argh) que resolveu fazer as últimas 3 partes. O JJ Abrams veio e fez um reboot da série com o Despertar da Força (porque vamos combinar que é mais reboot do que continuação).

O Rian Johnson veio a seguir com Os Últimos Jedi e meio que deu continuação e meio que ignorou os acontecimentos anteriores e sugeriu um novo rumo. Foi um divisor de águas. Gosto desse filme (com exceção dos 20 minutos no cassino)

No meio tempo teve os filmes fora da história principal: Rogue One, que acho o melhor filme dessa leva nova, e Han Solo, que foi desnecessário mas é divertido.

Então vamos a conclusão dessa saga que segue há mais de 40 anos.

COM TODOS OS SPOILERS

No fim dos Últimos Jedi a Rey salvou o que restou dos rebeldes, que tinham mandado pedido de ajuda mas ninguém respondeu. Kylo Ren se tornou o poderoso chefão da New Order, Luke Skywalker morreu e a General Leia resistia.

Quando começa The Rise of Skywalker, Kylo Ren está matando um bando de gente por uma piramidezinha que tem informações de como chegar no Imperador Palpatine. Sim, ele ainda está vivo e se escondendo em algum planeta obscuro.

Kylo Ren chega lá e descobre que o Snoke era só um fantoche do Imperador (literalmente, inclusive tem uns fetos de Snoke sendo preservados num líquido) e que por tabela ele, Kylo Ren, também era um fantoche. O Imperador quer que Kylo Ren mate a Rey, mas menino Kylo é mais esperto.

Poe Dameron e Finn foram pegar uma informação vazada da New Order onde descobrem que quem está organizando todo o evento é o Imperador Palpatine. Acabam sendo perseguidos mas chegam bem na base rebelde.

Rey está completando treinamento sob o comando da General Leia (que depois descobrimos também treinou para sei Jedi com o Luke), e ela é poderosa.

Queria dizer que usaram muito bem as cenas não usadas que Carrie Fisher tinha feito para os outros filmes, encaixou direitinho nesse (ou encaixaram o resto do filme nas cenas que tinham).

Rey, Poe, Finn, Chewie, C3PO e BB8 se juntam para uma aventura no Burning Man (ou um Holi no deserto) para encontrar um mapa para chegar até o Imperador Palpatine. Lá eles encontram o Lando que virou hippie. Eles encontram a nave, encontram a adaga que tem informações onde encontrar o mapa e de quebra vão parar num ninho de cobra. A cobra está machucada e Rey a cura com a força (porque descobrimos via Baby Yoda, na série Mandalorian, que isso é possível).

Aí todos correm para a nave para fugir, Chewie vai fazer xixi e é preso. Rey vai enfrentar Kylo Ren numa cena sensacional. No meio da briga a Rey lança uns raios que explodem a nave onde o Chewie estava sendo levado. Por 5 minutos achamos que ele morreu, mas depois descobrimos que não, ele estava em outra nave.

O C3PO, que está maravilhoso nesse filme, disse que traduziu o que está na adaga mas não pode dizer porque é coisa do Dark Side e sua programação o impede. Aí a galerinha tem que ir atrás de um hacker para saber o que a mensagem na cabeça no C3PO significa. Poe Dameron (eu coração Oscar Isaac) os leva até um planeta onde ele conhece um pessoal (da época que ele era traficante) que pode resolver. E aí conhecemos o Babu Frik, melhor pessoa das galáxias.

obrigada JJ Abrams por todos esse
tempo de tela do Oscar Isaac

Problema resolvido, eles vão na nave mãe da New Order pegar o Chewie e lá a Rey descobre o quartinho de lembranças do Kylo Ren. Os dois fazem aquele negócio de Sense 8 e lutam com seus sabres de luz. Kylo quer que Rey se junte a ele para que os dois derrotem o Imperador, ele sabe que os dois juntos formam uma Díade da Força, mas ela não quer. Não sei como Rey resiste o Kylo quando ele tira aquele capacete.

Todas as cenas envolvendo KyRey ou ReyLo pra mim foram muito boas.



Rey and friends seguem para um planeta (ou lua de um plantea) onde tem restos da Estrela da Morte e é lá que tem o mapa. Rey vai até lá, acha o mapa e de quebra vê sua versão Dark Side. Kylo Ren chega e os dois começam a lutar outra vez (se transassem seria bem melhor par aliviar essa tensão sexual entre os dois) dessa vez com umas ondas gigantescas batendo na carcaça da Estrela da Morte. É lindo. Rey leva a melhor e enfia seu sabre em Kylo Ren, mas nesse momento os dois sentem a energia da Leia que está morrendo. Rey usa seu poder de cura salva Kylo e vai embora para ilha do Luke Skywalker onde ele aparece de fantasminha camarada e convence a Rey que ela precisa enfrentar seu avô, o Imperador Palpatine (isso mesmo, os pais da Rey no filme passado eram ninguém, mas nesse filme o pai dela é filho do Palpatine.).

Kylo Ren, que está mais para Ben Solo nesse momento, vê seu pai e os dois tem basicamente a mesma conversa que tiveram no Despertar da Força mas dessa vez Ben Solo enterra Kylo Ren. (o Adam Driver é excelente, deu a esse personagem todas as camadas).

Aí Poe Dameron agora é lider da resistência e decide seguir Rey até o Imperador e suas milhares de naves com canhões capazes de destruir planetas. Poe Dameron chega com sua pequena frota e começa atacar (eles querem inutilizar uma antena).

Enquanto isso Rey encontra o vovô Imperador Palpatine e ele que que ela o mate para poder ocupar o corpinho xóven dela. Ben Solo chega junto (depois de lutar com uns ex-amigos). Acontece que o Imperador é sabido e rouba a vida dos dois para rejuvenescer.

As naves da rebelião estão sendo destruídas mas aí, igual em Avengers, chega milhares de outras naves amigas para ajudar (o Lando que trouxe).

Ben Solo consegue se levantar mas é atirado longe. Rey se levanta e com a força de todos os jedi antes dela e 2 sabres de luz (do Luke e da Leia) derrota o Imperador mas morre. Ben Solo consegue sair do buraco e chega nela. Ele a ressuscita, dá um sorriso lindo, os dois se beijam (finalmente!) e morre.

As naves do Imperador são destruídas e todos voltam para o planeta floresta. Rey vai morar com BB8 em Tatooine na casa onde Luke morava quando adolescente e adota o nome Skywalker com a benção dos fantasminhas camaradas de Luke e Leia.

De resto:
- Aparece umas pessaos montadas em cavalos que eram stormtroopers e abandonaram a New Order igual ao Finn mas who cares nessa altura do campeonato.
- General Hux, coitado, era o espião e acabou morrendo.
- Finn diz que tem algo a dizer para Rey mas nunca sabemos o que é, e nem fiquei curiosa.
- A Rose foi quase que apagada do rolê, ficou trabalhando no escritório da resistência.
- R2D2 vai na batalha com o Poe Dameron e depois devolve a memória do C3PO.
- Tem um robô novo que parece um secador de cabelo e é muito bobo.
- Uma coisa reparrei no figurino da Rey: no Despertar da Força a roupa dela é um misto de branco com cinza, no Ultimos Jedi ela está de cinza escuro e nesse a roupa é branca. Achei um indicativo de onde ela se encontra nos lados da força.

dessa vez C3PO foi estrela


Resumindo: é um filme divertido, tem partes boas, cenas bonitas, Rey Girl Power, Oscar Isaac sempre vale a pena, o Adam Driver está de parabéns, os droids são os melhores.

O filme é um pouco atrapalhado, exagerado e explicativo demais. Pelo jeito o JJ Abrams (ou a Disney) não gostou do que o Rian Johnson fez e resolveram usar o modo nostálgico default.

Mas é Star Wars e mesmo quando é não dos melhores ainda é divertido.

A Tia Helô ficaria aliviada dessa saga chegar ao fim e que Kylo Ren birrento no fim virou bom menino. 614 "Ai, Jesus!" os Stormtroopers agora voam!

E para quem quiser saber, minha ordem dos filmes Star Wars: Império Contra-Ataca > Uma Nova Esperança > Retorno do Jedi > Rogue One > Despertar da Força > Ultimos Jedi > Rise of Skywalker > Han Solo >Vingança dos Sith > Ataque dos Clones > Ameaça Fantasma.

23.11.19

+ Filmes

Dois filmes que refletem bem aquela expressão "medição de beringela".

O Irlandês

Filme do Martin Scorsese com Robert DeNiro, Al Pacino, Joe Pesci e todos os outros atroes que já participaram em filmes de máfia.


E sim, é um filme de mafiosos. Baseado num livro chamado I heard you paint houses (não li).

Bobby DeNiro faz um irlandês, Frank Sheeran, adotado pela mafia italo-americana para fazer "serviços". Frank é um cara que lutou na guerra, depois foi dirigir caminhões, passou a fazer trambiques e assim foi parar nas asas do Russell Bufalino (Joe Pesci). Frank é um cara calado, introspectivo e fiel.

Russell Bufolino é calmo mas todo mundo tem medo dele porque ele faz as coisas acontecerem. Joe Pesci saiu da aposentadoria para fazer esse papel e está incrível. É um personagem muito diferente dos outros tipos mafiosos histéricos dele.

O Al Pacino faz o Jimmy Hoffa, sindicalista americano que foi brincar com a máfia e desapareceu.

É um filme sobre mafiosos envelhecendo.

São mais de 3 horas de filme, mas passa rápido e em nenhum momento é cansativo. É muito bem feito, os efeitos para deixar os atores mais jovens funcionam muito bem. A única coisa que me incomodou foram as lentes azuis nos olhos do DeNiro, ficou bizarro.

É um clube do bolinha. A única personagem feminina que faz algo nesse filme é a filha do Frank que serve como uma crítica silenciosa ao estilo de vida dele e de quem ele escolheu ser fiel.

É um filme de silêncios e isso achei muito interessante mas aqueles diálogos sem objetividade dos mafiosos me cansam.

Gostei do filme, dificilmente um filme do Martin Scorsese vai ser ruim, ele é um mestre, ainda mais sobre máfia e com um elenco desses. Mas não entra no meu top 5 filmes do Martin Scorsese. Pronto, falei.

A Tia Helô gostaria de ver Robert DeNiro mais novo outra vez. 621 "Ai, Jesus" para os gritos do Al Pacino.


Ford vs Ferrari

Homens e suas máquinas. Nos anos 1960 (e antes) a Ferrari era campeã absoluta das pistas de Le Mans, uma corrida que os carros ficam dando voltas na pista por 24 horas.



Aí, a Ford, que durante a guerra se fez com produtos bélicos, precisava dar um up na sua produção. O Lee Iacocca (que fez sucesso com sua autobiografia anos depois) teve a idéia de produzir um carro de corrida para competir com a Ferrari para alavancar a imagem da empresa para os jovens. Afinal, os jovens não queriam os mesmos carros que seus pais.

Entra em cena o ex-piloto Carroll Shelby, que se tornou um designer de carros esportivos. Ele chamou o Ken Miles, que era um piloto e mecânico de carros experiente, para ajudar nessa empreitada. Acontece que Ken Miles era um britânico que fazia as coisas do jeito dele e aí batia de frente com o estilo da Ford.

Na verdade esse filme deveria se chamar Ford x Ken Miles porque o Ferrari aparece muito pouco e só para a gente se divertir com os italianos. Seria bom um filme com o lado dos italianos.

As cenas de corrida são bem feitas, Christian Bale está incrível como Ken Miles e Matt Damon tem os melhores óculos escuros do cinema nesse ano.

É um filme divertido, a cena do Henry Ford II no carro com o Shelby é ótima.

Para ver no IMAX.

A Tia Helô iria gostar do filho fofo do Ken Miles. 421 "Ai, Jesus!" para cada derrapada na curva.

11.11.19

+ Filmes

Doctor Sleep

Esse filme é uma espécie de sequencia ao O Iluminado. Não li o livro do Iluminado nem o do Doctor Sleep, mas vi o filme do Stanley Kubrick.

Parece que o Stephen King detestou o que o Kubrick fez com a história do livro dele mas não tem como negar que o filme se tornou um clássico do gênero e com cenas icônicas.



Em Doctor Sleep o Danny Torrance aprende a guardar seus fantasmas e segue a vida. Danny adulto é alcoolatra, viciado e autodestrutivo. Um dia depois de uma noite vida louca, Danny decide tentar começar outra vez e vai para uma cidade pequena. Lá ele consegue um emprego e usa seus poderes para ajudar as pessoas no sono eterno, se é que vocês me entendem.

Mas existe um grupo de hippies que estão torturando e roubando a fumacinha de vida de crianças para poder viver mais tempo.

E no meio de tudo isso ainda tem a Abra, uma garotinha com o mesmo poder do Danny só que turbinado.

O filme é muito bom, não é visualmente incrível como O Iluminado mas é bem feito. O design de som é excelente e dá todo o clima do filme. Ewan McGregor é ótimo como homem torturado.

A Tia Helô gostaria do Danny mas ficaria preocupada com aquelas caixinhas no labirinto. 513 "Ai, Jesus!" para o tapete do hotel.


Downton Abbey

A série acabou mas porque não um filme para que possamos matar as saudades da propriedade inglesa mais querida da tv e seus habitantes?

No filme a família Crawley vai receber a visita do Rei George V e da Rainha Mary e para isso eles tem que estar prontos. A visita consiste em uma parada pela vila, um jantar na mansão e o pernoite da realeza.

Os empregados da casa ficam empolgados (nem todos) mas logo descobrem que não vão fazer nada, nem comida, nem servir, nem arrumar a casa, já que a realeza viaja com toda sua entourage, inclusive o chef de cozinha.

Então enquanto os empregados da casa dão um jeito de participar dos eventos, a vó Crawley está ocupada tramando contra uma prima, o Tom é abordado por uma figura estranha, e o Barrow finalmente acha um amigo.

Quem nunca assistiu a série consegue acompanhar o filme mas não tem a mesma graça porque o envolvimento com os personagens não é o mesmo.

A Tia Helô iria gostar de ver que a Lady Mary está feliz com seu marido. 12 "Ai, Jesus!" para quem consegue manter aquela casa enorme limpa.


A seguir três filmes que estão na Netflix

The Laundromat

Um filme do Steven Soderberg sobre o escândalo das Panama Papers. É um filme que lembra o estilo didático do The Big Short e explica como funciona as fraudes dos seguros e a lavagem de dinheiro.



Tem um elenco bom, tem Antonio Banderas, tem Gary Oldman e tem Meryl Streep. Eu tiraria alguns pedaços que achei desnecessário mas o filme funciona.

A Tia Helô teria dormido com 5 minutos. Um "Ai, Jesus!" para o acidente que mata o marido da Meryl Streep no filme.


The King

Esse filme conta a história do Rei Henrique V, como ele foi de fanfarrão a rei que ganhou batalhas na guerra dos 100 anos. Uma das batalhas foi a de Agincourt na França. Li um livro sobre essa batalha e como os ingleses que estavam em número bem menor venceram o exército francês usando táticas novas e uma variedade de arcos e flechas.



O Timothee Chalamet é um bom ator, o Joel Edgerton também está ótimo. Gosto muito do Robert Pattinson (o Vampirinho) mas o sotaque francês dele foi um erro.

A cena da batalha é bem feita, mas GoT fez melhor. Fora isso achei o filme chatinho, inclusive dormi algumas vezes.

Me incomodou demais que o Chalamet começava falar francês com algum dos personagens franceses eles diziam "vamos falar em inglês".

Tia Helô iria gostar do menino Chalamet, 256 "Ai, Jesus" para aquele corte de cabelo cuia.


Dolemite Is My Name

Eddie Murphy andava sumido, pelo menos eu nunca mais tinha visto nada dele. Me recuso a ver aqueles filmes que ele faz todos os personagens.



Nesse filme ele que conta a história do Rudy Ray Moore, um ator/comediante que tinha esse alterego lutador de kung fu Dolemite. O Rudy Ray Moore gravava seus shows em discos e ficou conhecido na comunidade afro americana, com isso ele decidiu fazer um filme.

E foi na raça, ele pagou tudo, se individou mas conseguiu colocar Dolemite nas telas dos cinemas. Um fenômeno da blaxploitation dos anos 1970.

O filme é muito engraçado, Eddie Murphy está ótimo (e nada exagerado), Wesley Snipes é uma surpresa e o Titus Burgess (de Unbreakable Kimmy Schmidt) é diversão garantida.

A Tia Helô iria ficar horrorizada com o tanto de palavrão que fala Eddie Murphy. 628 "Ai, Jesus!" para Dolemite no carro.


5.10.19

+ Filmes

Ad Astra

O filme do Brad Pitt no espaço.



Nesse filme Roy McBride (Brad Lindão) é um engenheiro/astronauta calmo, eficiente e introspectivo, que no início do filme está em uma estação espacial quando acontece um acidente, ele cai mas dada sua calma ele consegue abrir o paraquedas e pousar.

O acidente foi causado por uma sobrecarga elétrica que veio de Netuno e descobrimos que o pai do Roy está viajando pelo espaço há 30 anos. E há pelo menos 16 anos ninguém sabia onde ele estava. O governo então coloca Roy numa missão para se comunicar com ele e isso deve ser feito de Marte.

É um filme muito bem feito, lindo, tem uma fotografia belíssima, tem elementos futuristas muito interessantes (a viagem comercial a lua e outros detalhes), o design de som é ótimo (mas a trilha nem tanto), Brad Pitt está maravilhoso (tanto visualmente quanto atuando) e tem uma história que permite uma filosofada sobre o a vida o universo e tudo mais.

MAS achei esse filme chato e arrastado. Tem até algumas cenas de ação para agitar um pouco mas se perdem na imensidão filosófica do personagem. A música me cansou e não me apeguei ao personagem do Brad Pitt o suficiente para me importar e confesso que revirei os olhos em uma cena com o Tommy Lee Jones. É uma história de pais e filhos. Esse filme tem uma narração que vai questionando, explicando e é muito melancólica.

A Tia Helô teria tirado uma boa soneca nesse filme. 35 "Ai, Jesus!" Só para a cena inicial.


Coringa




O Coringa é o melhor vilão do Batman, talvez de todos os super heróis. Ele é um anarquista, quer ver o mundo pegar fogo e ver todo mundo perder a sanidade mental. Dele pode-se esperar tudo. Tudo mesmo.

O Coringa do Heath Ledger é um primor, pela primeira vez deu para sentir um medo real desse personagem sem limites. O Coringa do Jack Nicholson era mais fanfarrão e o do Cesar Romero (da TV) divertido.

Nesse filme com o Joaquin Phoenix temos a origem do personagem. Ele deixou de ser o cara que caiu num barril de produtos químicos (o do Jack Nicholson) e um cara que conta histórias variadas e sombrias do seu passado (Heath Ledger) e agora é um homem perturbado, doente mental e com um passado traumático que vive numa sociedade decadente.

A historia de Arthur Fleck é desenvolvida até o ponto em que ele vira o Coringa de fato. E que transformação.

Joaquin Phoenix carrega esse filme nas costas, foi feito para ele e não decepciona. A atuação dele é sim tudo isso que estão falando.

A trilha sonora é ótima.

Estava achando o filme só bom (além do Joaquin Phoenix que brilha o filme inteiro), até os 30 minutos finais que são sensacionais.

A Tia Helô iria ficar tensa a cada risada do Arthur Fleck, mas iria achar ele bom menino por cuidar da mãe. 814 "Ai, Jesus!" para cada piada que ele anota no caderninho.


Midsommar

Hereditário foi um dos melhores filmes que vi ano passado e o mais perturbador, então claro que fui ver o filme novo do Ari Aster.



Midsommar não é terror como Hereditário, pelo menos não o mesmo tipo de terror. Midsommar anda mais na linha do terror psicológico.

O filme é sobre uma garota, Dani, que está num relacionamento muito perto do fim (onde um pede para fazer uma coisa e o outro diz "mas combinamos isso?") e os amigos dele estão pressionando para ele acabar o namoro. Ela está preocupada com um e-mail que recebeu da irmã e logo depois descobrimos que a irmã matou os pais e se matou.

Dani entra numa depressão, os meses passam e no verão seu namorado (que não acabou com ela depois do acontecido) diz que vai passar 2 semanas na Suécia com os amigos.

O sueco Pelle que convidou os amigos para irem a Suécia conhecer sua comunidade durante os festejos do Midsommar. O namorado da Dani e um dos amigos estudam antropologia e acham que pode ser um bom estudo.

Dani decide ir junto, a contra gosto dos amigos do namorado. Menos do Pelle que é super gentil com ela. Chegando no interior da Suécia a primeira coisa que fazem é tomar um cházinho. Aí, amigos, tomou chazinho já era.

Os americanos então começam a conhecer os rituais do Midsommar da comunidade do Pelle.

A fotografia desse filme é linda, tem transições interessantes, a Florence Pugh como Dani é ótima, o figurino e desenho de produção são impecáveis, e, sim, tem rituais bizarros ou então não seria um filme do Ari Aster.

Gostei desse filme, é longo, são mais de 2 horas mas até que passou rápido. Você acaba imerso na comunidade do Pelle junto com a Dani.

A Tia Helô iria ficar horrorizada, 825 "Ai, Jesus!" para cada vez que alguém oferece um chazinho.

Eu só queria saber como é que os suecos fazem para manter aquelas roupas tão brancas.


Blinded By The Light

Esse filme usa as músicas do Bruce Springsteen para contar a história do Javed um jovem britânico de família paquistanesa que mora numa cidade nos burbs de Londres no fim da década de 1987.

Javed quer ser escritor mas seu pai quer que ele tenha um emprego e uma noiva paquistanesa. O pai do Javed fica com todo dinheiro que os membros da familia ganham. Ele controla tudo, não deixa nem o Javed ir numa festinha do outro lado da rua.

Javed tem um melhor amigo, Matt, que está numa banda e tem uma namorada. Matt está sempre querendo arranjar uma namorada pro Javed e curte um som new wave.

Um dia Javed é apresentado as músicas do Bruce Springsteen, começando por Dancing In The Dark, e ele se identifica com todas as letras do Boss.

Javed começa a se vestir como Bruce e inspirado escreve um artigo para o jornal da escola que ganha fama e dá a ele um prêmio. Javed até arranja uma namorada. E o filme é sobre o gap cultural e geracional entre o Javed e seu pai.

O filme é baseado numa história real e no fim tem fotos do Javed da vida real com Bruce Springsteen.

É um filme ok, não é um musical mas tem partes musicais. Adoro Bruce Springsteen mas a história do Javed não me empolgou. A trilha sonora é ótima, além das músicas do Bruce Springsteen tem outros clássicos da época.

A Tia Helo talvez gostasse da linha dura do pai do Javed. 216 "Ai, Jesus!" para cada vez que um walkman aparece na tela.

13.9.19

Toronto - TIFF

A ida ao Canadá e Toronto também foi motivada pelo TIFF, Toronto International Film Festival, o festival de cinema da cidade.



A King Street fecha para carros e bondes, vira uma rua de pedestres com food trucks e stands de patrocinadores. Andar na King Street durante o TIFF é animado, e tem vários bares e restaurantes em volta, a chance de encontrar um famoso é grande. (Nós vimos Gael Garcia Bernal num restaurante Tailandês)

na king street tem a calçada da fama canadense

Como ali tem a maioria dos cinemas que passam os filmes, a organização monta vários tapetes vermelhos por onde passam as celebridades. E tem muitas pessoas que ficam lá até na chuvinha fina esperando os famosos.



Demos sorte de ter uma amiga trabalhando no TIFF esse ano e conseguimos alguns ingressos. Quase todas as sessões que fomos eram da primeira exibição então tinha a presença dos diretores e de atores apresentando seus filmes. Não é tão fácil conseguir ingressos para o que se quer ver, as vezes tem que ir no que tem, mas alguns filmes até dá para conseguir na rush line (a fila para comprar ingressos que sobram daquela sessão).


Alguns filmes passam em teatros com balcões e camarotes. Um dos teatros que fomos parecia uma filial do Rainforest Café de tanta planta no teto.

Aqui está o que vimos no TIFF.

Seberg - filme sobre a atriz americana Jean Seberg, que fez muito sucesso na França, e foi perseguida pelo FBI que achava que ela tinha ligações com os panteras negras. Ela foi vigiada por muitos anos. Filme dirigido por Benedict Andrews com Kristen Stewart, Anthony Mackie e Jack O'Connel. Essa história tinha muito potencial que achei desperdiçado. A Kristen Stewart está bem e a melhor coisa do filme é o figurino dela. O elenco estava lá e depois do filme teve um perguntas e respostas.

kristen stewart no tapete vermelho
elenco e diretor respondendo perguntas

Ema - filme chileno sobre uma mulher, professora de dança e bailarina, que quer recuperar seu filho adotivo. Esse filme é ótimo, moderno, atual. Dirigido por Pablo Larrain que dirigiu Jackie com a Natalie Portman. Em Ema ele conta com Gael Garcia Bernal, Santiago Cabrera e Mariana Di Girolamo (que está maravilhosa como Ema). O elenco e diretor estavam lá e responderam várias perguntas sobre o filme. Vimos tudo na primeira fileira. Gael é um fofo e Santiago é lindão.

gael, santiago e mariana de pertinho

Marriage Story - um ótimo filme sobre divórcio que consegue colocar muito bem os pontos de vista de cada um e como esse processo é encarado por ambos. Adam Driver e Scarlett Johansson fazem o casal nesse filme dirigido pelo Noah Baumbach (que gosta do tema já que também dirigiu A Lula e a Baleia). Scarlett Johansson deve estar no Oscar ano que vem assim como Adam Driver que quase rouba o filme. Levem lencinhos. Nessa sessão o Noah Baumbach apareceu no início para apresentar seu filme mas não teve perguntas depois.

Two Popes - filme sobre o período entre o Papa Bento deixar o cargo e o Papa Francisco assumir. E mostra também um pouco da história do Papa Francisco. A conversa entre os dois é sempre ótima, a trilha sonora é certeira e tem uma cena na Capela Sistina que me deixou querendo saber como tinham conseguido filmar lá dentro. Filme dirigido pelo Fernando Meirelles com Sir Anthony Hopkins e Jonathan Pryce. No fim do filme Fernando Meirelles e Jonathan Pryce estavam lá para responder as perguntas e é claro que alguém perguntou da Capela Sistina. Resposta do Fernando Meirelles: "A Netflix tem tanto dinheiro que construimos nossa Capela Sistina nos estudios da Cinecitta". BUFO! E queria agradecer a Netflix que distribuiu ingressos na rush line e vimos esse filme de graça.

na hora que fernando meirelles explicava a cena da capena sistina

A Vida Invisível de Euridice Gusmão - sim, vimos um filme brasileiro em Toronto. Filme do cearense Karim Ainouz, baseado no excelente livro da Martha Batalha. O filme é sobre Euridice e sua irmã Guida e como suas vidas seguiram caminhos, eu diria, frustrantes, mas que infelizmente na época em que passa a história (1950-1960) a realidade das mulheres era essa. O livro é maravilhoso e leve, o filme é bom e muito pesado. Como eu tinha a expectativa de quem leu o livro acho que quem não leu o livro achou o filme melhor. No fim o Karim respondeu perguntas e uma senhora se levantou e disse "Na minha família sou conhecida por dormir em filmes bons, dormi nesse.". O Wagner Moura estava na platéia, foi simpático com nosso grupo de cearenses e até tirou uma foto.



Honey Boy - filme sobre um ator mirim e sua relação difícil com seu pai. O roteiro desse filme é do Shia LaBeouf e é meio autobiográfico. Nesse filme Shia interpreta seu pai e o menino Noah Jupe faz ele jovem. Shia adulto é feito pelo Lucas Hedges. Todos talentosos mas o menino Noah é maravilhoso. Filme dirigido pela Alma Har'el e esse é o primeiro filme dela que vi. O filme é bom. No fim estavam todos no palco respondendo as perguntas. O Shia LaBeouf é muito inquieto, mas a diretora disse que estavam todos emocionados porque foi a primeira vez que viram o filme pronto.

diretora e elenco de honey boy


O filme que venceu a escolha do povão (People's Choice) foi Jojo Rabbit que queriamos ver mas não conseguimos. A minha amiga Branca conseguiu ver no encerramento do festival e disse que é ótimo, foi merecida a vitória. E reza a lenda que vencedor do TIFF é sempre indicado ao Oscar e alguns ganham (Green Book foi um.)

E fomos ver Hustlers (As Golpistas), filme que estava no TIFF mas só conseguimos ver depois que estreiou nos cinemas canadenses. A única coisa que tenho a dizer sobre esse filme é que o pole dancing da J.Lo vale o ingresso.



4.9.19

+ Filmes

Bacurau



Bacurau é uma cidadezinha no interior de pernambuco, um lugar muito pequeno que para chegar sem carro só de carona no carro pipa que abastece a cidade.

E Bacurau é um distrito de outra cidade maior que tem um prefeito que só aparece em Bacurau para pedir votos e deixar doações duvidosas.

O filme começa com Teresa voltando para o enterro de sua avó. É Teresa que nos apresenta a Bacurau e seus moradores. Tudo isso num futuro próximo.

Alguns forasteiros aparecem passando rapidamente pela cidade e são oferecidos uma visita ao museu local.  O museu aparece muitas vezes mas o que tem dentro e a história de Bacurau só ficamos sabendo depois. Saber a história local de qualquer lugar por menor que seja é sempre importante.

Mas um dia Bacurau some do google maps e aí a confusão começa.

É um black mirror western nordestino. Gostei desse filme, é nordeste raiz.

A Tia Helô não iria gostar nada que a igreja virou depósito. 712 "Ai, Jesus!" para Bacurau.


Parasite



Filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2019, do diretor coreano Joon-ho Bong que também dirigiu Snowpiercer (com o Chris Evans) e Okja (com Tilda Swinton).

Difícil falar desse filme sem spoilers porque você pode esperar uma coisa e é outra. É melhor ver esse filme sem saber de nada.

Mas é sobre uma familia pobre que mora num apartamento subterrâneo e sobrevive de pequenos trabalhos (e talvez alguns golpes). Um dia o filho consegue ser professor particular de uma adolescente na casa de uma família rica.

Mais não vou dizer. É um filme ótimo, bem feito, que varia entre o engraçado, o drama, o tenso, o suspense e talvez um terrorzinho.

Esse filme já está na minha lista de melhores do ano.

A Tia Helô acharia a casa dos ricos muito minimalista. 489 "Ai, Jesus!" para o janelão que dá para o gramado perfeito do jardim.


Yesterday




E se os Beatles não tivessem gravado todas aquelas músicas?

Jack é um músico que tem zero sucesso. Ele toca em bares para sua agente e seus 4 amigos, em pequenos palcos para poucas pessoas e ele acha que chegou a hora de desistir.

Acontece um apagão e Jack é atropelado por um ônibus. Quando ele acorda no hospital, além de perder dois dentes, descobre que o mundo não sabe quem foram os Beatles. Isso mesmo, John, Paul, George e Ringo nunca se juntaram para compor todas aquelas músicas.

O que Jack faz? Primeiro tenta lembrar de todas as músicas dos Beatles e depois sai tocando nos pubs como se fossem dele. Um dia o Ed Sheeran o chama para fazer um show de abertura e Jack fica famoso.

Acontece que Jack tem consciência que essas músicas não são suas, e que todo o sucesso pode não ser o que ele quer.

É um filme divertido, dei muitas risadas e a trilha sonora é, obviamente, muito boa.

Um dos melhores diálogos é a nova agente do Jack tentando dizer para ele que não gostou de uma música que ele compôs (que era dele mesmo e não dos Beatles).

Minhas dúvidas antes de ver o filme eram: 1) será que qualquer pessoa sera famosa com as músicas dos Beatles? e 2) Será que Ed Sheeran e Colplay tocariam as mesmas músicas hoje se os Beatles nunca tivessem existido?

E não foram só os Beatles que nunca existiram nesse mundo pós-apagão.

A Tia Helô sempre foi fã do Freddy Mercury e do Elton John, não sei o que ela achava dos Beatles (vou perguntar para a Luizinha). 217 "Ai, Jesus!" para o coitado do Jack depois do atropelamento.

13.6.19

Rocketman

Um filme sobre Sir Elton John na desde a sua infância, passando por sua fase sexo, drogas e rock n' roll até ele ficar sóbrio. Não poderia deixar de ver esse filme, o primeiro disco que tive na vida foi um compacto do Elton John com Your Song de um lado e Don't Go Breaking My Heart do outro. Sou fã desde criancinha.



É um musical. Dos bons. E como musical funciona muito bem já que Elton está contando sua história no grupo da rehab.

O filme usa as músicas do Elton John, independente da época, para contar sua história. Assim temos I Want Love de 2001 para marcar um momento do sua infância. Genial.

O filme mostra como o garotinho gênio (sim, o menino Reggie Dwight era capaz de tocar qualquer coisa de ouvido) se transformou em Elton John, como ele tocou com uma banda de soul americana, como ele conheceu seu parceiro em composições (e melhor amigo) Bernie Taupin e como sua carreira começou e o rumo que tomou.

A amizade e parceria de Elton com Bernie é a relação central desse filme.

A cena da composição de Your Song é linda, Goodbye Yellow Brick Road ganhou um novo significado (para mim), o momento que o define como showman no Troubadour é mágico, a passagem de tempo com Pinball Wizard funciona muito bem e no fim, é claro, I'm Still Standing.

Todas as músicas são reconhecíveis nos primeiros acordes e com arranjos excelentes e muito bem executadas pelos atores. Taron Egerton está de parabéns, depois de ver o filme não consigo ver mais ninguém fazendo Elton John, e como canta bem esse menino (pessoal do Oscar lembrem dele!). Jamie Bell como Bernie Taupin está um fofo.

Claro que tem alguns personagens caricatos: a mãe, o pai e o empresário mau caráter, mas faz sentido dentro do formato lúdico do filme.

A comparação com o Bohemian Rhapsody é inevitável. São filmes sobre artistas contemporâneos, vindos do mesmo país, os dois filmes tem o personagem do John Reid que foi empresário da banda e do cantor, e os dois filmes tiveram o mesmo diretor (que em Bohemian dirigiu só uns 15%).

Como filme, eu gostei mais de Rocketman. E eu gostei de Bohemian Rhapsody, mas como disse no post, é um filme para fãs.

Inclusive faço a afirmação polêmica que Taron Egerton fez um Elton John melhor que Rami Malek fez Freddy Mercury. Pronto. Falei.

A única coisa que o filme do Queen tem que é melhor que Rocketman são aqueles 20 minutos finais do Live Aid, que deu ao filme um final apoteótico.

Rocketman tem um final mais calmo, com o Elton John chegando a sobriedade que foi no início da década de 1980. Depois disso Elton John ainda teve 30 anos de sucessos e continua fazendo shows.

A Tia Helô era fã do Elton John (assim como ela era fã do Freddy Mercury), ela teria gostado muito desse filme (mesmo tapando os olhos em algumas cenas), especialmente sabendo que Elton é meio filho de vó. 417 "Ai, Jesus!" para o menino Elton e sua coleção de óculos.


PS. Esse filme merecia a tela do IMAX mas aqui em Fortaleza só passou no cinema normal.
PS. 2 Já analisei Empy Garden.

28.4.19

Vingadores: Ultimato




Em 2019 três séries que acompanho há alguns anos acabam. Game of Thrones chega ao fim em maio, o último capítulo da saga Star Wars é em dezembro e essa semana foi a vez dos Vingadores.

Depois de conseguir desviar de 7367383903033 spoilers e só ver um dos trailers chegou minha vez de ver Vingadores Ultimato. Acho que agora chegamos ao fim de uma saga que durou 11 anos e 22 filmes. Vingadores: Ultimato é a continuação de Guerra Infinita onde o Thanos estalou os dedos e metade de todos os seres do universo sumiram.

Além de ser a continuação de Guerra Infinita é também dos outros 20 filmes. Se você não viu todos não vai ficar muito perdido mas vai perder todos os detalhes e fan service que esse filme tem.

Vingadores:Ultimato é ótimo, é grandioso, diversão e emoção garantidas, para bater palmas, chorar e rir. (mas, como filme, gosto mais de Guerra Infinita. Pronto, falei.)

É um filme de 3 horas mas passa rápido. Nem tive vontade de ir no banheiro.

Esse vai ser um post recheado de SPOILERS. Avisei. SPOILERS!



Para começar tem que ter visto o filme da Capitã Marvel até o fim das letrinhas porque esse já começa de um ponto onde os diretores já assumem que todo mundo viu o filme da Capitã.

Tony Stark está lá abandonado no espaço com a Nebula, já quase sem oxigênio na nave, se preparando para morrer e PAH! chega a Capitã Marvel para salvá-lo.

Isso tudo 20 dias depois do estalo do Thanos. Tony Stark chega no prédio dos vingadores e lá estão Capitão América (já sem a barba, RIP barba, I will miss you), a Viúva Negra, o War Machine, o Rocket e o Thor (deprimido achando que foi tudo culpa dele).

sdds caps com barba
Tony Stark não está bem, emagreceu muito, e se recusa a continuar. Faz todo um discurso colocando a culpa no Capitão América e se retira. O resto decide ir atrás do Thanos lá na fazendinha dele.

Chegam no planeta jardim (primeira vez do Capitão Amérca e Viúva Negra no espaço) e Thanos diz que deu fim nas pedras e isso o deixou debilitado.

Queria dizer que gosto do Thanos como vilão, como disse no post do Guerra Infinita, ele se aposentou depois que atingiu seu objetivo de eliminar aleatoriamente metade dos seres para que os recursos naturais não acabassem. O objetivo dele é o equilíbrio. Na visão dele, os que sobram seguem em frente e constróem um novo mundo.

Mas o Thanos não conhece os humanos que guardam uma mágoa eterna.

Thor que aprendeu com seus erros não vacila dessa vez, vai para a cabeça mas isso não resolve o problema de ninguém.

Cinco anos depois.... e a terra ainda não se recuperou. Capitão América em grupos de apoio, Viúva Negra voltou a ser ruiva, e Tony Stark foi para o sítio com a Pepper e agora tem uma filha.

Um rato decide apertar botões na van do Scott Lang e Homem Formiga volta do mundo quantico mas para ele só se passaram 5 horas. Aí ele vai atrás dos Vingadores para dizer que precisam fazer um assalto no tempo, voltar, pegar as jóias antes do Thanos e fazer todo mundo voltar.

Para isso precisam da ajuda do Tony Stark, que inicialmente se recusa, e de Bruce Banner/Hulk que está bem diferente.

O Thor criou a New Asgard na Noruega e está lá bebendo, comendo e jogando video games. Eu amei o Thor Lebowski. Acho que a linha que seguiram com o Deus do Trovão desleixado, deprimido, fez todo sentido, e ao mesmo tempo é engraçado. Depois que (Melhor) Chris Hemsworth se achou na comédia e deu equilíbrio com um pouco de drama, o Thor ficou um personagem maravilhoso, com ou sem tanquinho.

Aí a turminha se junta, se divide em grupos, e vão atrás das pedras em épocas e lugares diferentes.

Capitão América, Homem Formiga, Hulk e Homem de Ferro vão para NYC no dia da invasão do primeiro filme dos Vingadores, buscar a pedra do tempo (que fica na casa onde mora o Dr. Strange), a pedra da mente que estava com Loki e a pedra do espaço que fica no tesseract. Além de referencias ao primeiro filme dos Vingadores tem várias ótimas ao filme do Capitão América: Soldado Invernal (a-do-ro esse filme, já vi váárias vezes).

Capitão América está maravilhoso em Ultimato. Sou fã. E o Chris Evans, mesmo sem a barba, preenche a tela do cinema como poucos. (emoji coração nos olhos) 

Viúva Negra e Hawkeye (que perdeu toda a família no estalo) vão atrás da pedra da alma e a gente sabe que alguém tem que morrer. Thanos matou a Gamorra no outro filme. Dessa vez foi resolvido numa luta entre os dois amigos.

Nebula e o War Machine vão atrás da pedra do poder no momento que Peter Quill também está lá dançado ao som de Come And Get Your Love.

E Thor e Rocket (melhor dupla) vão atrás da pedra da realidade que estava dentro da Jane quando ela foi visitar Asgard.

Claro que muitas coisas dão errado. Caps e Tony Stark tem que ir para 1970 pegar o tesseract porque Loki foi esperto e sumiu com a pedra. E onde está o tesseract em 1970? Na SHIELD onde trabalham Howard Stark e Peggy Carter. O momento de Tony Stark com seu pai é fofo. Já Caps só vê Peggy pelo vidro, mas é suficiente.

Thor encontra sua mãe e tem uma conversa sincera, além de pegar o martelo. Nebula tem problemas porque seu eu do passado tem conexão wifi com seu eu do presente e ela acaba entregando os planos dos Vingadores para o Thanos.

Pausa para falar de Viagem no Tempo. É um terreno perigoso para histórias porque tem muitos paradoxos e deixam muitas perguntas e dúvidas. Nesse filme fazem referências a De Volta Para o Futuro, tentam explicar a teorias das linhas do tempo paralelas, mas me deixaram mais confusa. 

Anyway, conseguem recuperar as pedras, voltam para o presente, colocam numa manopla feita pelo Tony Stark e o Hulk enfia a mão (afinal ele é o único forte suficiente para aguentar todas as pedras juntas). Hulk consegue dar o estalo mas antes de descobrir se deu certo mesmo o Thanos do passado chega quebrando tudo. 

E aí começa a batalha. Só queria dizer que.... (MEGA SPOILER A SEGUIR)

Capitão América segurando o martelo do Thor e soltando raios foi a melhor parte desse filme! Que coisa linda! Suei.

Steve Rogers é o vencedor do jogo "Quem segura o martelo do Thor".

Thanos é muito forte, bate em todo mundo, nem Thor com martelo AND machado dá jeito. Só o Capitão América resiste.

Depois de apanhar um bocado, o Capitão America está lá, com escudo quebrado, mas pronto para enfrentar o exercito do Thanos sozinho, quando chega TODO MUNDO. Sim, todos os heróis de todos os filmes até agora. Pantera Negra volta, Spiderteen abraça Tony Stark, Bucky, o Falcão, a ruiva poderosa, Dr. Strange e o resto da cambada que tinha sumido. Até a Valquíria, que estava organizando New Asgard chega num pegasus (onde ela estava guardando esse cavalo alado eu não sei).

ÓBVIO que iam voltar. É tanto fan service nessa batalha que é maravilhoso. Os fãs merecem mesmo. E é muito bem feita porque juntar todo mundo desse jeito não é fácil. Palmas para todos envolvidos.

A Capitã Marvel que eu achava que seria a pessoa a destruir Thanos, já que ela é über poderosa, apareceu mas foi só para dar uma ajudinha.

O objetivo é tentar devolver as pedras de onde vieram no meio da batalha mas no meio do caminho a van do homem formiga kaput, o Tony Stark acaba com a manopla e dá o estalo sumindo com Thanos e sua galera. 

"I am Iron Man."

Mas Tony Stark morre. Snif, snif.

É isso. Tem um funeral emocionante para Tony Stark com os Avengers reunidos.

Depois desse momento lágrimas nos olhos, Spiderteen volta pra escola (mesmo depois de 5 anos, se bem que o tempo para ele não passou) porque o próximo filme dele é já já. 

Thor vai com Peter Quill e cia ser os Asguardians of The Galaxy. Melhor. Turma. Quero muito ver Thor no próximo filme dos guardiões, imagina a trilha sonora? 

Aí chegou a hora de devolver as pedras para seus lugares de origem porque né, tem que ajustar a linha do tempo (whatever that means), e Capitão América é que tem essa tarefa. Ele se despede de Bucky (que foi estranho para quem iria votar 5 segundo depois) e vai. Volta 5 segundos depois, só que velhinho. Fico feliz que Steve Rogers decidiu ter a vida que não teve com Peggy, achei um fim digno. (só não entendo como fica a linha do tempo mas tudo bem, estamos aqui pela diversão).

Será que em algum momento ele deixou a barba crescer para Peggy? #prioridades

Ainda tem filme para o Pantera Negra (afinal, como ficou Wakanda sem seu rei por 5 anos?). Tem Spiderteen, deve ter mais Capitã Marvel (que teve bilheteria acima do bilhão de doletas) e estou torcendo muito para o terceiro dos Guardiões feat. Thor. Parece que Loki e Bucky terão séries no streaming do ratinho mais famoso da terra e assim segue a Marvel.

Mas que uma era chegou ao fim, chegou. Um beijo Tony Stark, te perdoo pela destruição da sua casa no Homem de Ferro 3. E Capitão América do Chris Evans mora no meu coração faz tempo.

tenho thor e caps em casa

7.4.19

+ Filmes

Os filmes infantis da temporada.

Dumbo


Sempre gostei do desenho da Disney, o Dumbo é um fofo.

Quando anunciaram que a live action do Dumbo seria um filme do Tim Burton sabia que ia ver. Gosto do estilo dele, o design de produção nunca decepciona. E dessa vez ele nem trouxe um pingo de esquisitice para a história do elefantinho com orelhas enormes.

Inclusive acho que melhorou a história. Nesse filme o foco, além do Dumbo, é na família do Colin Farrel que faz um artista de circo que volta da guerra para um circo falido. Seus filhos estão lá mas sua esposa morreu. Aí ele passa de cavaleiro (venderam os cavalos) a cuidador de elefantes.

O Dumbo nasce e logo veem que aquelas orelhas vão assustar o público (não sei porque, o Dumbo é a coisa mais fofa ever!). A mãe do Dumbo se revolta e é vendida para outro circo.

Os filhos do Colin Farrell ensinam o Dumbo a voar e ele faz sucesso. (As crianças são ok, pouco expressivas mas não chegam estragar o filme)

Aí aparece um dono de um parque temático (como se fosse um circo do futuro) e compra o Dumbo. No novo circo o Dumbo tem que voar com a trapezista feita pela Eva Green.

Gostei da solução que o Tim Burton deu para a cena dos elefantes de bola de sabão. No desenho o Dumbo fica bebum mas no filme é como se fosse parte de um show do circo.

A Tia Helô iria gostar do Dumbo, ele é fofo demais. 14 "Ai, Jesus!" para toda vez que aspira aquela pena para voar.


Shazam

Mais um filme dos heróis da DC, que ultimamente até acertou com a Mulher Maravilha e o Aquaman.



O Shazam é um garoto, Billy, que por ter um coração puro recebe de um mago os poderes. Quando ele fala a palavra "Shazam!" ele vira um adulto e tem quase tantos poderes quanto o Superman.

No filme, o Billy criancinha se perde da mãe e vai parar no sistema. Um dia ele, depois de ser pego pela polícia, vai para uma família bacana que tem outras crianças e lá ele conhece o Freddy, um menino que sabe tudo de superherois, coleciona jornais com as noticias do Superman e do Batman. Freddy sofre bullying na escola, um dia Billy o ajuda e ao fugir dos bullies vai parar no metrô onde ele é convocado pelo mago para receber os poderes.

Quando fala Shazam! Billy se transforma no Zachary Levi que faz um homem com cabeça de 14 anos muito bem. Ele e Freddy testam seus poderes de uma forma divertida.

A comparação com Quero Ser Grande, filme com o Tom Hanks da década de 1980, é inevitável, inclusive tem uma referência óbvia a esse filme no Shazam.

O que eu não curti foi o vilão. Achei péssimo, tinha uns monstros que pareciam restos do que explodiu no filme do Batman x Superman. E eu gosto muito do Mark Strong, o ator que faz o vilão, mas dessa vez tinha alguma coisa que não estava dando certo.

Fora isso, é um filme divertido e engraçado. Todas as partes que tem a família, as outras crianças e principalmente Zachary Levi com o Freedy são ótimas.

A Tia Helô iria gostar do Shazam, menino coração bom. 187 "Ai, Jesus!" para aquele raio aceso no peito dele.


21.3.19

+Filmes

Nós

Esse é um filme de terror (meio black mirror) que já no cartaz dá medo.



O filme é sobre uma família que vai passar uns dias de férias na sua casa beira lago. Depois de passar o dia na praia eles estão se preparando para dormir quando o filho mais novo diz que "tem pessoas do lado de fora da casa".

E aí a família descobre que existe doppelgangers do mal de cada um de seus membros. Os quatro estranhos vestem macacões vermelhos, se movimentam rápido e meio mecanicamente e todos tem tesouras. Bem afiadas. E como todo bom filme de terror começa com uma invasão da casa e desenvolve para uma perseguição.

Não vou contar mais para não dar spoilers, mas vou dizer que a trilha sonora é excelente (tanto a original quanto a de músicas conhecidas) e a Lupita Nyong'o está maravilhosa fazendo as duas Addys. Aliás, todos os atores estão muito bem fazendo os dois papéis, a menina que faz a filha da Lupita tem a doppleganger mais assustadora de todos.

É daqueles filmes que você demora um pouco para entender o que acabou de acontecer e gera bons debates.

A Tia Helô iria querer aquela tesoura super afiada. 618 "Ai, Jesus!" para Ophelia, a Alexa genérica do filme.



Triple Frontier

Esse filme da Netflix tem um elenco para arrancar emoji com coração nos olhos de qualquer um. Tem: Oscar Isaac, Pedro Pascal, Garret Hedlund, Charlie Hunnam e Ben Affleck.



Os 5 formam um grupo de amigos ultra especializados em táticas de guerra (infiltração e recuperação de qualquer coisa). Eles estão aposentados do exército e cada um levando a vida como dá. O Oscar Isaac trabalha para uma empresa de segurança privada e está atrás de um traficante sul americano. Oscar Isaac descobre onde o homem se esconde e que tem uma pilha de dinheiro na casa. Ele vai e chama as amigues para "recuperar" o dinheiro e de quebra da um fim ao traficante.

Os amigos que estavam entediados aceitam e lá vão eles para algum lugar que tem fronteira com o Brasil.

Seria um ótimo filme de ação, mas não é. A parte de achar o traficante, dar um fim nele e pegar o din din é até rápido, acontece que o filme foca na amizade dos caras e aí não rolou química. Ben Affleck foi um erro nesse filme, mas faltou alguma coisa para que eu me importasse com a amizade do resto.

Com tanto homem bonito como é que faltou tesão nesse filme?

A Tia Helô não iria entender como tantos homens aparentemente inteligentes fazem tanta burrice. 178 "Ai, Jesus!" para o bromance que não foi.

9.3.19

Capitã Marvel

E seguimos na saga dos filmes da Marvel. Esse é o vigésimo filme nessa série (3 filmes do Homem de Ferro, 3 do Capitão América, 3 do Thor, 3 dos Vingadores, 2 do Homem Formiga, 2 dos Guardiões das Galaxias, 1 do Dr. Strange, 1 do Pantera Negra e 1 do Spiderteen, nem incluí o do Hulk), e eu não abandono uma série.


E porque a Capitã Marvel só apareceu agora? Quem é ela? O que ela come? Como vive? O que faz? Na falta de um Globo Reporter sobre ela, finalmente temos um filme.

Eu nem sabia da existência dela e muito menos quem é ela na fila das canetadas do Stan Lee. Quando na cena extra dos Vingadores Guerra Infinita o Nick Fury deixa cair o pager com um símbolo tive que perguntar para o nerd do lado que símbolo era aquele.

Então fui ver esse filme sabendo só do que vi no trailer, que é quase nada.

Gostei da Capitã Marvel. Ela é uma espécie de soldado num grupo de força especial de algum planeta com alienígena que se acham a polícia do universo. Inicialmente ela tem um poder que solta uns blasts das mãos e luta muito bem.

Acontece que ela não tem memória. Segundo o chefe dela (o Jude Law com uns olhos amarelos) ela sofreu um acidente e ela perdeu a memória, mas que não interessa o passado porque deram a ela o poder de soltar raios de energia pelas mãos.

Um dia eles vão tentar recuperar um espião e a Capitã Marvel (que nesse ponto de chama Vers) é capturada pelos Skrulls, que são uns alienígenas que tem o poder de se transformar em qualquer pessoa (ser) até o DNA. E parece que eles são os vilões porque tentam recuperar as memórias da Capitã Marvel. Aparentemente ela sabe de algum babado mas esqueceu.

No meio tempo ela se solta, bate em vários Skrulls e vai parar numa Blockbuster na Terra dos anos 1990.

E é aqui que ela conhece o Nick Fury jovem. Palmas para o CGI de rejuvenescimento do Samuel L Jackson, ficou perfeito.

Os dois vão atras de saber quem é a Doutora Lawson que apareceu numa memória da Capitã Marvel e se metem em muitas confusões (além de achar um gatinho, que é ótimo!).

Daí pra frente Capitã vai recuperando as memórias e nem tudo é o que parece. Ela muda a cor do uniforme e seu poder atinge o todo o potencial, o que faz dela um dos seres mais poderosos do universo.

E tem que ser já que mandaram um pager para ela e é esperada no próximo filme dos Vingadores, o Endgame, que vai dar continuidade aos acontecimentos de Guerra Infinita.

Não vou nem tentar adivinhar o que ela pode fazer contra o Thanos (ou para reverter o que ele fez), mas que ela tem poder para isso, tem. Em abril saberemos. Capitã Marvel é girl power.

A Brie Larson esta bem, ela consegue dar aquele ar de quem sempre está querendo saber o que esqueceu e a química dela com o Samuel L. Jackson é boa. Só acho que falta ela um pouco de timing cômico, mas nas cenas de drama ela é muito boa.

E tem muitas referências a Top Gun, algumas acho que intencionais (afinal, Carol Danvers era piloto de aviões - não é spoiler porque está no trailer) outras nem tanto.

A trilha sonora é um apanhado clássico dos anos 1990. De Garbage a Hole. De Nirvana a No Doubt.

A Tia Helô iria gostar da Capitã Marvel, 419 "Ai, Jesus!" para tanta energia dentro uma uma só pessoa.