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27.4.18

Vingadores: a Guerra Infinita



Depois de 10 anos e 26381718 filmes da Marvel finalmente temos um filme com (quase) todos os heróis reunidos.

Mas antes uma contabilidade real dos filmes:

3 filmes do Homem de Ferro (e tem post de 2008 do primeiro filme), 3 filmes do Capitão América (contei Guerra Civil como sendo dele, ele tem os melhores filmes), 3 filmes do maravilhoso o Thor, um filme do Doctor Strange, um filme sensacional do Pantera Negra (Wakanda Forever!), 2 dos Vingadores unidos, um filme fofo do SpiderTeen, 2 filmes para divertidos Guardiões da Galáxia, um filme para o Homem Formiga, e um filme do Hulk (que sempre esqueço de contar).

Foram 18 filmes para chegar nesse. Apenas. Nesse e mais um porque certamente tem uma segunda parte. E valeu a pena.

Não vou contar o filme todo mas não vou conseguir fazer um post sem entregar nada. Então, daqui para frente tem SPOILER. Avisei.

Começando com o vilão. Nem lembro a primeira vez que Thanos apareceu, mas foi numa cena pós-créditos. E foi ele que mandou o Loki vir causar na Terra na primeira reunião de condomínio dos Vingadores. Confesso que achava que não ia gostar desse vilão, ainda mais ele sendo todo de CGI.

Mas...para minha supresa, Thanos é um excelente vilão. Ninguém está seguro perto dele.

Todas suas facetas são mostradas no filme. Sua motivação é boa (não é legal, mas faz sentido). Ele quer juntar as 6 infinity stones (pedras mágicas que dominam: tempo, alma, poder, espaço, mente e realidade) numa manopla que o tornará o ser mais poderoso do universo. E para que ele quer todo esse poder? Para estalar os dedos e metade dos seres existentes no universo sumirem (morrerem?). E por que ele quer fazer isso? Ele acha que está tudo muito cheio, pessoas (povos) estão consumindo todos seus recursos naturais e, para ele, nada mais justo do que eliminar metade (sem distinção) dando espaço para a outra metade se desenvolver. Depois que ele conseguir fazer isso ele só quer descansar, nada de dominação universal. Thanos é poderoso e inteligente. (Palmas para o Josh Brolin que mesmo com todo CGI fez um ótimo trabalho)

Vou logo dizer que esse é praticamente um filme do Thor, a jornada do herói é dele. Thanos é ser intergaláctico e para enfrentá-lo só o pessoal da Terra não ia dar conta (nem com um Hulk), por isso é dada ao Thor, o Deus do Trovão, a missão (junto com alguns dos Guardiões da Galáxia) de ir atrás de uma arma que possa destruir Thanos.

Thor perdeu pai, mãe, amigo, e o planeta dele foi destruído. Thor é basicamente a Princesa Leia da Marvel.

Enquanto Thanos vai atrás das pedras em outros planetas, ele manda suas amigues virem a Terra pegar a pedra do tempo (que fica com o Doctor Strange) e a pedra da mente que está na cabeça do Visão.

Um deles consegue levar o Doctor Strange, Homem de Ferro e SpiderTeen para o espaço depois de uma batalha nas ruas de NYC. O SpiderTeen está ótimo nesse filme.

Os outros suam um bocado para tentar pegar a pedra do Visão mas a Bruxa Escarlate é poderosa. Mesmo assim quase que os ETs levam a pedra se não fosse pelo Capitão América and Friends (Viúva Negra e Falcão) aparecerem de surpresa.

Então temos vários pequenos grupos:

- Thor, Rocket e Teen Groot vão atrás da arma.
- Resto dos Guardiões vai atrás de outra pedra (e do Thanos)
- Homem de Ferro, Doctor Strange e SpiderTeen tem que se livrar o amigo bizarro do Thanos (e depois se juntam a Peter Quill e cia)
- Capitão América and Friends junto com Bruce Banner vão até a maravilhosa Wakanda tentar, com a ajuda do Pantera Negra e sua irmã, separar o Visão da pedra para que possam destruí-la antes do Thanos conseguir completar sua manopla.

As batalhas/lutas são todas boas. As piadinhas são divertidas, como sempre.

Melhores Entradas:

- Guardiões da Galáxia indo ao som de Mr. Rubberband Man responder o chamado da nave do Thor, porque eles sempre tem a MELHOR trilha sonora para tudo.
- Entrada triunfal no filme do Capitão América de barba. Toda vez que ele aparecia (e Chris Evans de barba preenche lindamente aquela tela enorme do IMAX) não tinha ar condicionado que desse jeito no calor.
- Uniforme novo do SpiderTeen.
- Thor, quase todas as vezes.

Melhores Interações:

- Tony Stark e Doctor Strange. Um filme dos dois para já!
- Guardiões da Galáxia e Thor.
- Capitão América e Bucky, sempre.
- Viúva Negra, Feiticeira Escarlate e Okoye no momento mais girl power do filme.
- Thor e Capitão América, os olhos agradecem.

Esse filme contém a santa trindade dos Chris. E só isso já vale o ingresso.

hemsworth, evans e pratt.

Gostei muito desse filme, achei divertido com um final digno do emoji do grito e aguardo a segunda parte, afinal Thanos já avisou que vai voltar.

A Tia Helo não iria entender todas as funções da manopla do Thanos. 726 "Ai, Jesus!" para todas as vezes que dão um close no Capitão América bom moço.



31.3.18

50 Tons de Liberdade

Para começar: não li os livros.

Até gostei do primeiro filme, achei melhor do que esperava pelo que falavam. O segundo filme tinha um certo potencial que foi ralo abaixo quando transformaram o Jack num vilão Dick Vigarista.

Como disse, não abandono uma série cinematográfica (vi todos do Crepúsculo e de Velozes e Furiosos) então vi o terceiro e espero que seja o último dessa história da Tatá e Mr. Grey.

Já vou dizer que esse terceiro filme é o PIOR de todos. Ruim mesmo.

Li que o segundo e terceiro filmes foram filmados ao mesmo tempo, faz sentido.

O segundo filme terminou com Mr. Grey pedindo Tatá em casamento e uma cena do Jack Vigarista com cara de quem ia aprontar.

O 50 Tons de Liberdade começa com o casamento de Tatá e Mr. Grey que é emendado numa lua de mel volta ao mundo com direito a cenas cafonas dele carrengando ela nos braços para dentro de seu jatinho particular e mais diálogos péssimos.

Aliás, diálogos ruins tem nos três filmes.

Acontece que a lua de mel é cortada porque o Jack Vigarista decide sabotar a empresa do Mr. Grey e eles voltam para Seattle.

Chegando no apê Tatá conhece seu novo staff: dois seguranças e a cozinheira (copeira?). Dos dois seguranças só um aparece mais tempo, o Sawyer, e ele é ótimo. Inclusive Tatá poderia ter se engraçado com ele só para animar a festa.

Nesse filme deram mais espaço para o Taylor, o segurança/motorista do Mr. Grey, unico ponto positivo desse filme.

Tatá ganha mais uma promoção, não sei da onde porque ela nunca trabalha, e Mr. Grey dá um piti porque ela não trocou o e-mail para o nome de casada.

Nem preciso dizer que esgotei a cota de revirar olhos nesse filme.

Depois Mr. Grey leva Tatá para conhecer a casa que ele comprou para os dois só para a gente ver que Tatá não deixa qualquer uma dar em cima de seu marido. Ridícula essa cena.

Esse filme tem até uma perseguição de carro, que com todo prazer usei o botão de FF para passar rapidinho. Se eu quero ver perseguição de carro vejo Velozes e Furiosos.

Tem toda uma sequencia que Mr. Grey leva Tatá e seus amigos para um feriado nas montanhas que só serve para a cena do sexo com comida (que 9 semanas e 1/2 fez muito melhor) e para a gente ver Mr. Grey assassinar Maybe I'm Amazed do Paul McCartney no piano.

Tatá descobre que está grávida, Mr. Grey dá outro piti porque ele não quer disputar sua esposa com ninguém, nem com o próprio filho. Aí ele sai de casa e vai beber com a ex-amante. Tatá fica sabendo, eles tem uma DR e Tatá vai trabalhar.

No trabalho ela recebe uma ligação do Jack Vigarista.

Resumindo: Jack Vigarista consegue sair da cadeia, sequestra a irmã do Mr. Grey e exige que Tatá dê a ele 5 milhões de doletas. Tatá dá um baile no segurança, vai no banco tirar o dinheiro, o gerente liga para Mr. Grey avisando mas ele autoriza mesmo sem ela dizer para o que é. Tatá chega no encontro, leva uma porrada do Jack Vigarista mas consegue dar um tiro nele.

E o filme termina com uma montagem dos melhores momentos dos outros filmes (mais cenas do primeiro filme porque é melhor mesmo).

A Tia Helô iria dormir na metade mas se acordasse para ver os acontecimentos na cozinha diria 312 "Ai, Jesus!" e taparia os olhos com as mãos.



14.3.18

Annihilation

Um filme de ficção científica dirigido pelo Alex Garland que também dirigiu o ótimo Ex-Machina (ficção científica sobre inteligência artificial).



Aniquilação só passou no cinema em 2 lugares: Estados Unidos e Canada. No resto do mundo foi direto para a Netflix porque acharam que esse filme não daria bilheteria.

Eu teria ido ao cinema ver esse filme tranquilamente. Inclusive até teria preferido porque tem cenas muito boas que na tela grande devem ser melhores.

Mas o que importa é que a Netflix está aí e podemos ver esse filme onde, quando e quantas vezes quiser. E é preciso mais de uma vez para tentar decifrar algumas coisas, interpretar outras e criar teorias. Filmes de ficção científica são ótimos para isso.

A história do filme começa com um meteoro caindo num farol na Florida e cria uma área que é coberta por uma luz bem colorida, prismática. Na fronteira com essa area de luz, que no filme chamam de Shimmer, tem um quartel general de pesquisadores e militares. Durante três anos enviaram grupos para explorar o que tem dentro do Shimmer mas as pessoas nunca voltaram (e perdem qualquer sinal de comunicação quando entram lá). E a área do Shimmer está só aumentando.

Um dia um sargento volta para casa depois de um ano sumido. Oscar Isaac meio zumbi volta para sua esposa Natalie Portman que também é bióloga, pesquisadora e ex-militar. Ele passa mal e os dois são levados até o quartel general na fronteira da luz.

Enquanto Oscar Isaac respira por aparelhos Natalie Portman vai se inteirando do que está acontecendo ali. Ela conhece a psicóloga (Jennifer Jason Leigh) e descobre que em poucos dias um grupo vai entrar no Shimmer. Natalie se junta a psicóloga e mais três mulheres: uma paramédica (Gina Rodriguez de Jane the Virgin), uma física (Tessa Thomposon de Thor Ragnarock) e uma geomorfologista (Tuva Novotny).

Essas cinco mulheres vão entrar numa área em que não sabem o que vão encontrar lá dentro e sabem que podem não voltar.

Dentro do Shimmer muitas coisas acontecem, não darei spoilers, e o objetivo do grupo é chegar no farol.

Posso dizer que a personagem da Natalie Portman sai do Shimmer porque isso aparece no início quando ela é questionada sobre o que aconteceu lá dentro. É ela que conta toda a história.

É um filme que cabe muitas interpretações (tem algumas questões filosóficas), o final deixa a gente um pouco confuso, tem uma cena genial que é quase uma dança, e é ótimo. Gostei muito desse filme .

O ritmo do filme é lento mas tem diálogos intrigantes, boas cenas de ação e prende a atenção.

A Tia Helô iria ficar horrorizada com algumas formas dentro do Shimmer. 315 "Ai, Jesus!" para essa coisa alienígena que vai tomando conta de tudo.

5.3.18

Oscar 2018

Esse ano o Oscar foi todo correto e previsível. Nada de babados como o ano passado, inclusive mudaram o design dos envelopes para não dar confusão. Lição aprendida.

Jimmy Kimmel foi o apresentador. O monólogo inicial dele foi mais político do que engraçado e foi bom. Como disse ano passado, ele entende que menos é mais e tenta agilizar onde pode. Esse ano ele até ofereceu um jet ski para quem fizesse o discurso de agradecimento mais curto.

Esse ano o tema da festa era o cinema século 20 (início). E estavam homenageando as pessoas que vão ver os filmes. A pegadinha da vez foi que o Jimmy Kimmel levou atrizes e atores (Gal Gadot, Mark Hamill, Armie Hammer, Margot Robbie, etc) para distribuir balas, doces e hot dogs para os espectadores em um cinema ao lado. A pegadinha do ano passado foi mais engraçada, mas essa foi mais rápida.

Não teve brincadeira com o Matt Damon, que nem foi, mas ele foi mencionado quando Jimmy Kimmel pediu desculpas por ele ter aparecido em uma das montagens.

As montagens por sinal estavam ótimas.

As apresentações musicais foram cansativas. Uma música mais chata que a outra. Nem a música do Coco - A Vida é uma festa- acho boa, e foi a que ganhou.

A única exceção foi Eddie Vedder cantando Room At The Top do Tom Petty no in memoriam. Maravilhoso.

Então vamos as premiações.

(Esse ano vi quase tudo. Meu filme preferido foi A Trama Fantasma, mas só levou melhor figurino)

Nas categorias técnicas: o belíssimo Blade Runner 2049 ganhou melhor fotografia e finalmente Roger Deakins levou um Oscar para casa. Esse filme também ganhou melhores efeitos visuais, que são ótimos mas essa categoria me surpreendeu porque achava que Planeta dos Macacos A Guerra iria ganhar, poxa, aqueles macacos são perfeitos!

Dunkirk levou montagem e mixagem de som (agora sei a diferença) e melhor edição. Esse filme é tecnicamente perfeito.

Maquiagem foi para a transformação do Gary Oldman em Churchill no Destino de Uma Nação.

A Forma da Agua levou melhor direção de arte (os cenários eram lindos) e trilha sonora. Confesso que achei a trilha de A Trama Fantasma muito melhor mas essa também é boa.

Uma Mulher Fantástica levou melhor filme estrangeiro e é realmente muito bom (e foi o único que vi).

Melhor documentário foi o Icarus (também o único que vi) sobre o doping dos atletas russos.

Kobe Bryant, o jogador de basquete, ganhou um Oscar por animação curta chamada Dear Basketball (claro). Deve ter sido a pessoa mais alta a ganhar um Oscar.

Coco foi a melhor animação, mas gostei mesmo foi de ver o Oscar Isaac empolgado quando anunciou e ainda gritou "Viva latinoamerica!". Viva você Oscar Isaac (que ainda deu uma coçadinha na barriga do BB8 para acabar com a gente).

todos querem ser BB8 nesse momento.

James Ivory, aos 89 anos, ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado por Me Chame Pelo Seu Nome. E o Jordan Peele levou o de roteiro original para casa por Corra!, super merecido.

Nas atuações nenhuma surpresa. Os melhores atores coadjuvantes foram: Allison Janney pela mãe da Tonya, Sam Rockwell pelo policial de Três Anuncios Para Um Crime. Os melhores atores foram: Gay Oldman pelo seu Chruchill e Frances Mcdormand pela mãe que coloca os três anuncios (e o discurso dela de agradecimento abalou estruturas).

Guillermo del Toro foi o melhor diretor e ainda levou outro Oscar porque a Forma da Água foi o melhor filme. (Acho que desde O Senhor Dos Anéis 3 um filme de fantasia não ganhava um Oscar).

Chamaram Warren Beatty e Faye Dunaway para apresentar outra vez o melhor filme, achei justa essa segunda chance. Claro que o Guillermo del Toro deu uma conferida no envelope para ter certeza.

Só acho que faltou Oscar Isaac voltar e gritar "Viva latinoamerica!" para o Guillermo del Toro.

Foi isso. Ano que vem tem mais.


E quem ganhou o jet ski? Foi o Mark Bridges, o figurinista de A Trama Fantasma.

entregue pela Helen Mirren

20.2.18

Black Panther

Esse é o 2671460174º filme da Marvel, e dessa vez capricharam.



O Pantera Negra surgiu no confuso Guerra Civil depois que seu pai foi assassinado em uma reunião da ONU. No fim do filme da picuinha entre os Avengers, o Pantera Negra chega para colocar ordem na casa e ainda dá uma mãozinha para o Capitão América guardando seu amigo Bucky em Wakanda para ele se recuperar.

O filme do Pantera Negra começa pouco depois dos acontecimentos de Guerra Civil. Ele está em Wakanda e precisa passar pelo ritual para ser Rei. O ritual consiste em perguntar as outras tribos se alguém quer desafiá-lo pelo trono. Teve um lá que tentou, o M'Baku (que depois salva o dia), mas o T'Challa (nome do Pantera Negra quando ele não está com uniforme) mostra que é o cara acerto para o trabalho, mesmo sem os poderes do Pantera Negra que tiram dele para o desafio e devolvem depois que ele ganha.

(Aqui tenho que dizer que os poderes do Pantera Negra vem de planta que surgiu no solo de Wakanda depois que o meteorito de Vibranium caiu por lá.)

E assim conhecemos Wakanda, esse país maravilhoso na Africa que tem muita tecnologia e modernidade. A Africa futurista é muito bacana. Isso tem até um nome: Afrofuturismo. Wakanda é tecnologicamente avançado e seus habitantes vivem todos bem e felizes, até a galera da fronteira que trabalha em fazendas e protege o escudo que esconde a cidade moderna.

(status: pesquisando como chegar em Wakanda)

Acontece que para o resto do mundo Wakanda é apenas mais um país pobre africano de fazendeiros. A faceta avançada e futurista tem que ser escondida porque os locais tem medo do que o resto do mundo pode fazer se descobrir que eles tem uma caverna quase infinita do metal poderoso.

Aí entra o vilão do filme. Inicialmente dá a entender que o vilão vai ser o homem branco, Klaue, que só quer explorar o metal e vender para quem pagar mais. Logo descobrimos que o rapaz que ajuda o Klaue a roubar uma picareta de vibranium do museu, tem outros planos que incluem ir até Wakanda e disputar o trono.

E quem é esse rapaz na fila do pão de Wakanda? Ele é Erik Killmonger, filho de um wakandiano (wakandiense?) importante que saiu do país, viu a realidade fora da sua Africa futurista, e achava que poderia ajudar (ou conquistar, depende de quem está contando a história) o resto do mundo usando o vibranium. Killmonger compartilha das ideias de seu pai e quer distribuir o metal precioso estrategicamente pelo mundo. Então vai lá desafiar o T'Challa pelo trono.

É basicamente isso, é bem feito e bem contado. Esse é um dos melhores vilões da Marvel. Palmas para o Michael B Jordan que faz esse personagem lindamente.

As mulheres nesse filme são maravilhosas. Tem a Okoye que é a general das tropas do Rei e ela sabe usar uma lança (e despreza armas de fogo). Tem a Nakia que é uma espiã e idealista dona do coração do Pantera Negra (tanto que o deixa com joelhos fracos). Nakia é quem toma todas as atitudes certas na hora do perrengue. Tem a Shuri que é a irmã do Pantera Negra e apenas a responsável por todas as coisas tecnológicas de Wakanda, sem perder o ótimo senso de humor.

Gostei desse filme, tem coisas de todos os filmes da Marvel e ao mesmo tempo muda o cenário e as motivações. Trilha sonora excelente que vai dos tambores africanos a um rap/hip hop bem inserido.

A Tia Helô iria ficar passada com tanta modernidade em Wakanda. 517 "Ai, Jesus!" para a peruca usada como arma.



16.2.18

+ Filmes

Phantom Thread (Trama Fantasma)

A dupla Paul Thomas Anderson e Daniel Day Lewis rende ótimos filmes (vide There Will Be Blood). Coloca o Jonny Greewood (do Radiohead) fazendo a trilha sonora e só melhora.

A história é sobre Reynolds Woodcock um estilista/costureiro da alta sociedade inglesa na década de 1950. Ele é um gênio na sua arte e é uma pessoa que se dedica totalmente a ela. Os seus relacionamentos não duram porque sua atenção não pode ser dividida. As pessoas na sua vida tem lugar e movimentos certos (como um jogo de xadrez).

Um dia Reynolds conhece a Alma, uma garçonete que desperta o interesse dele e o inspira a criar mais vestidos.

Esse relacionamento está fadado ao fracasso já que ele fica entediado facilmente (e sua irmã faz suas vontades ao mesmo tempo que leva a empresa adiante, e ela é ótima!), mas Alma é mais sagaz do que imaginamos.

People are strange.

Gostei desse filme.

A Tia Helô iria gostar das roupas, tudo da época dela. 215 "Ai, Jesus!" para os segredinhos que ele costura nas roupas.


All The Money In The World (Todo o Dinheiro Do Mundo)

O Jean Paul Getty foi em algum ponto o homem mais rico de todos os tempos ever. Dono de uma conglomerado de empresas no ramo do petróleo, ele fez muito dinheiro quando foi explorar o que tinha no Oriente Médio antes de todo mundo. Ele até aprendeu a falar árabe para negociar melhor.

O filme é sobre o sequestro de um dos netos do JP Getty na década de 1970. O rapaz foi pego em Roma (a família morava na Itália na época) e os sequestradores começaram pedindo 17 milhões de doletas.

Acontece que eles não contavam com a mão de vaca faraônica do JP Getty. Quando a mãe do menino (a nora) foi pedir o dinheiro ele disse que não pagava e ponto. Contratou um negociador para ver até onde os sequestradores iam.

Essa mesquinharia do JP é mostrada no filme através de detalhes e na insistência dele de que tudo é negociável e ninguém tira nada dele.

Uma coisa o JP tinha: bom gosto para arte e nisso ele gastava seu dinheiro. Depois que ele morreu construiram 2 museus de arte em Los Angeles: um, o Getty Center, eu visitei e é maravilhoso; o outro, o Getty Villa, ainda não conheço.

Esse foi o filme que o Ridley Scott, faltando um mês para o lançamento, resolveu refilmar todas as cenas que tinham o Kevin Spacey e o trocou pelo Christopher Plummer (que era quem ele queria inicialmente).

Acho que por conta de toda essa troca o filme perdeu um pouco do ritmo, achei tudo muito escuro e o sequestrador poderia ter sido menos vilão da Disney.

Mas a indicação do Christopher Plummer é justa.

A Tia Helô iria gostar do JP Getty, homem que lava as própria cuecas e meias. 316 "Ai, Jesus!" para todo esse dinheiro.

22.1.18

+ Filmes

Filmes infantis pero no mucho.

Coco (A Vida é Uma Festa)

Uma animação da Pixar sobre a morte. Mas é a morte como os mexicanos celebram, cheia de cores e flores.

Miguel vem de uma família de sapateiros que não gosta de música, mas tudo que Miguel quer é tocar violão e ser famoso como o Ernesto de la Cruz, o cantor mais famoso do México que veio de sua cidadezinha. A família toda é contra, sua avó, Abuelita (claro), dá cada bronca toda vez que ele imagina em tocar uma nota. Sua bisavó Coco é uma velhinha fofa que só escuta o que acontece, e ela também já está ficando esquecida.

A birra da família do Miguel com a música é porque o pai da Coco abandonou a família para ser músico e nunca mais voltou.

Miguel decide que vai participar sim do show na pracinha da vila mas Abuelita quebrou seu violão, aí ele vai no cemitério pegar "emprestado" o violão do túmulo do Ernesto. Como tudo isso se passa no Dia dos Mortos, o dia em que os mortos podem vir para o lado de cá ver seus parentes (contanto que eles deixem fotos e flores), Miguel é levado para o outro lado porque tentou roubar um elemento de um morto. Chegando na cidade dos mortos ele encontra as outras pessoas da sua família que já morreram e precisa que eles o perdoem para ele voltar. Acontece que a Tataravó do Miguel diz que perdoa mas ele nunca mais vai poder tocar uma nota.

Miguel então vai atrás de outro parente: Ernesto de La Cruz que ele acredita que é seu Tatatravô e que vai entender sua vontade de ser músico.

O desenho é lindo, super colorido e claro que ninguém vai sair do cinema com os olhos secos.

A Tia Helô certamente está lá na terra dos mortos se divertindo, se depender do blog ela não será esquecida enquanto a internet existir. 22 "Ai, Jesus!" para todas aquelas caveiras.


Wonder (O Extraordinário)

Auggie é um  garoto que nasceu com um problema resultante da união de dois genes vindo de seus pais. Por isso passou por 27 cirurgias para poder ver, escutar e respirar, e as marcas estão em seu rosto.

Ele é ensinado pela mãe em casa mas ela acha que está na hora dele ir para escola. Então Auggie vai primeiro conhecer a escola com três alunos escolhidos pelo diretor. O Auggie vai vendo a escola, se anima com a sala de ciências e diz que vai frequentar a escola.

Claro que todas as crianças olham para ele, o acham esquisito, e criancinhas podem ser cruéis. Auggie consegue fazer amigos mas também se decepciona e aprende um bocado.

Julia Roberts faz a mãe dedicada, Owen Wilson faz o pai boa praça crianção (acho que a Julia Roberts estava criando 3 filhos) e tem a irmã que se sente um pouco de lado com toda atenção dos pais para o irmão.

O interessante nesse filme é que a história é contada de pontos de vista variados (não sei se no livro é assim porque não o li).

É um filme onde adultos e crianças podem aprender muito sobre como tratar os outros.

A Tia Helô iria se emocionar com o pequeno Auggie mas ela iria achar aquele professor muito moderninho. 3 "Ai, Jesus!" para a mãe do coleguinha que faz photoshop.





16.1.18

+ Filmes

The Shape of Water (A Forma Da Água)

Gillermo Del Toro sabe fazer filmes com monstros, O Labirinto do Fauno é lindo. Nesse filme ele conta uma história de amor que se passa num laboratório do governo americano na década de 1960.

Elisa é uma mulher muda que trabalha de faxineira no laboratório. Um dia chega um novo ser para ser estudado (e torturado pelo vilão do filme). Esse ser aquático, de certa forma também mudo, começa a se comunicar com Elisa e surge uma amizade. Acontece que no meio da guerra fria tudo era motivo de desconfiança e Elisa pede ajuda a seu vizinho artista e sua colega de faxina para tirar o "monstro" do laboratório.

É sobre amor, sobre se sentir um peixe fora da água (literalmente no caso do monstro), sobre amizade, sobre aceitar as pessoas como elas são. Todos so personagens são bem construídos. A fotografia é linda e a trilha sonora idem.

A Tia Helô iria ficar desconfiada de tantas escamas caindo, 316 "Ai, Jesus!" para a cena do banheiro cheio de água.


Professor Marston and the Wonder Women

A Mulher Maravilha foi criada no meio da segunda guerra pelo psicólogo e professor William Marston. Ele e sua esposa Elizabeth Marston trabalhavam em Radcliffe (uma das faculdades de Harvard) e inventaram o detector de mentiras.

O filme conta a história de como o casal conheceu Olive, uma das alunas do Prof. Marston que foi ser sua assistente em um projeto e os três acabaram se tornando um trio. Foram morar juntos e ele teve filhos com ambas as mulheres que eram criados por todos. No filme mostra os paralelos entre a vida deles e o que ele levou para as histórias da Mulher Maravilha.

O filme também mostra um pouco do fim da era de ouro dos quadrinhos quando os moralistas americanos começaram a ver coisas nos quadrinhos que poderiam afetar as mentes jovens.

Gostei desse filme.

Nem preciso dizer que a Tia Helô iria ficar horrorizada com esse trio e iria concordar 100% com a mulher que investiga todo aquele bondage nos quadrinhos da Mulher Maravilha. 513 "Ai, Jesus!" para tanta gente enrolada em cordas.


The Darkest Hour (O Destino de uma Nação)

Esse filme conta a história dos 15 dias entre o Winston Churchill se tonar primeiro ministro em maio de 1940 e a retirada das tropas britânicas de Dunkirk que terminou no início de junho de 1940.

É todo focado em Winston Churchill e o Gary Oldman o faz com excelência mesmo com toda aquela maquiagem. O Churchill é retratado nesse filme com várias de suas peculiaridades (whiskey para o café da manhã, soneca a tarde, grandes discursos, uso magistral das palavras) e mostra que ele teve que tomar decisões difíceis e enfrentar um punhado de políticos que estavam dispostos a fazer paz com Hitler.

Acho que esse filme fica melhor se visto antes ou depois do Dunkirk do Christopher Nolan.

Dunkirk é um film experiência mostra toda a parte prática da guerra (te coloca dentro da batalha) mas nada dos bastidores e The Darkest Hour é todo bastidores e política. Um filme complementa o outro e aguardo alguém fazer um supercut com os dois filmes contando essa história.

Não sei o que a Tia Helô achava do Winston Churchill mas ele estava do lado certo. 213 "Ai, Jesus!" para aquela ligação para o Franklin Roosevelt pré-Pearl Harbor.

8.1.18

+ Filmes

O Globo de Ouro foi ontem, todos vestidos de preto em protesto, Seth Meyers até que foi bem de apresentador, Oprah fez um discurso ótimo que só faltou anunciar sua candidatura, Three Billboards ganhou melhor filme drama (yeah!), Lady Bird melhor filme comédia (rolling eyes), Handmaid's Tale melhor série drama (óbvio), The Marvelous Mrs. Maisel melhor série comédia, Big Little Lies levou tudo, Gary Oldman ganhou o dele, a divertida Frances McDormand ganhou um, Sam Rockwell (adoro) também levou o dele e Guillermo Del Toro foi o melhor diretor (preciso ver Shape of Water!).

(lista completa aqui)

Então está aberta a temporada de premiações e até o Oscar (4 de março) ainda vou colocar uma penca de posts de filmes.


The Disaster Artist

Tommy Wiseau é uma pessoa que se ele não existisse de verdade ninguém iria conseguir criar. Ele é uma figura. Ninguém sabe de onde ele veio, quantos anos tem e de onde ele tem tanto dinheiro.

Em 2003 ele decidiu escrever, dirigir e financiar seu próprio filme já que não conseguia papéis em lugar nenhum. Tommy chamou seu amigo Greg para participar e fizeram The Room.

The Room é MUITO RUIM. Tão ruim que é engraçado. Tem na Netflix. Tão ruim que virou cult, passa em sessões da meia noite em vários lugares e Tommy já recuperou seu investimento inicial de 6 milhões de doletas.

The Disaster Artist é um filme que conta como Tommy e Greg se juntaram par afazer The Room. E é um ótimo filme. James Franco acertou em cheio o Tommy e consegue fazer a gente simpatizar com um cara tão estranho. É também um filme sobre amizade.

A Tia Helô iria desligar a TV com 5 segundos de The Room, mas acho que ela conseguiria ver até a parte que Tommy insiste que seu bum bum vai dar mais público. 519 "Ai, Jesus!" para esse homem tão peculiar.

James Franco ganhou um Gobo de Ouro por sua interpretação do Tommy Wiseau, eu diria que é uma imitação perfeita.


Uma Mulher Fantástica

Filme chileno sobre uma mulher, Marina, que vê seu namorado Orlando (que já é um senhor) passar mal depois de uma noite mais animada. Marina o leva para o hospital mas ele morre.

Ela passa, então, a ter que lidar com a família dele. O filho já foi logo pedir o apartamento de volta, a ex-mulher pede o carro e ainda diz que Marina não pode comparecer ao velório nem enterro.

Todos conheciam a Marina, todos sabia de sua existência e todos sabia que Orlando a amava, mas como Marina é uma mulher transgenero o preconceito dos familiares todo vem a tona depois da morte do Orlando.

Daniela Vega está ótima nesse papel. O filme é muito bom.

A Tia Helô nem iria desconfiar que Marina um dia foi Daniel. 129 "Ai, Jesus!" para os amigos truculentos do filho do Orlando.

5.1.18

+Filmes

Stronger (O que te faz mais forte)

Essa tradução do título em português parece livro da autoajuda.

Nesse filme o Jake Gyllenhaal faz o Jeff Bauman, uma das vítimas das bombas na Maratona de Boston em 2013. O Jeff é um cara boa praça que ainda mora com a mãe, trabalha num supermercado e tem uma relação iô-iô com sua namorada Erin.

Erin vive reclamando que ele não comparece a nada que não a apoia e no dia que ele resolve fazer isso...boom...vai direto para o hospital. Jeff teve as duas pernas amputadas acima dos joelhos mas viu um dos terroristas e deu seu depoimento a polícia. Jeff virou meio que herói e símbolo desse acontecimento e teve que lidar com a fama repentina junto com a fisioterapia e a adaptação a uma nova vida.

A Tia Helô iria gostar do Jeff. 416 "Ai, Jesus!" para as cenas pós-bombas.


The Florida Project (Projeto Florida)

Esse filme foi dirigido pelo Sean Baker que ficou conhecido por seu outro filme Tangerine que foi todo filmado com um iPhone.

Dessa vez o orçamento do Sean Baker foi maior e ele teve cameras profissionais e até o Willem Dafoe.

A história gira em torno de uma garotinha a Moonee, sua mãe e seus amiguinhos. Tudo passa em Orlando, mas na parte de Orlando em volta dos parques que se resume a hotéis mais baratos, estabelecimentos com fachadas duvidosas e avenidas muito largas com trânsito intenso.

Moonee mora com a mãe, que é jovem e vive de pequenos bicos, vende perfumes duvidosos, e de vez em quando faz um programa. As duas moram num hotel beira de estrada que é gerenciado pelo Willem Dafoe.

É a vida americana white trash como ela é (com pitadas de brincadeiras de crianças).

A atriz mirim que faz a Moonee é ótima!

Tem uns turistas brasileiros fazendo uma ponta que é muito engraçado.

A Tia Helô provavelmente daria umas broncas na Moonee. 238 "Ai, Jesus!" para tanta tinta rosa e lilás.


A Ghost Story

Esse filme é sobre uma história de amor. E é sobre o tempo. Um casal (Casey Affleck e Rooney Mara, não lembro o nome deles no filme) vai mudar de uma casa. Ele é super apegado a algumas coisas e ela é a encarregada de arrumar tudo. No início do filme os dois estão juntinhos abraçados no sofa falando sobre alguém que deixou vários bilhetinhos pela casa para outra pessoa achar.

Vemos a intimidade desse casal e algumas poucas discordâncias.

Um dia o personagem do Casey Affleck morre. Kaput. Acontece que ainda no hospital ele volta como fantasma. E não é fantasma tipo holograma que atravessa paredes, é um fucking fantasma de lençol com buraco nos olhos. Isso mesmo, uma fantasia de fantasma.

Confesso que adorei essa idéia!

Aí o fantasma volta para a casa. Ele é invisível para todos menos o outro fantasma de lençol estampado que mora na casa vizinha. Ele vê a Rooney Mara passando pela tristeza da perda. Depois ela vê que a vida segue e se muda mas não sem antes deixar um bilhetinho enfiado na parede.

O fantasma continua na casa, que agora tem uma família mexicana, e ele aprende a mexer nas coisas e deixar as crianças assustadas.

O tempo para o fantasma é diferente. Ele passeia pelo passado, presente e futuro, algumas coisas passam rápido e outras nem tanto. Ele está ali vagando até achar o que procura.

É a vida, o universo e tudo mais.

Esse é um filme de cenas longas, demoradas, muito silêncio, contemplativo. Inclusive é apresentado em um frame menor com bordas arrendondadas, quase um filtro do instagram.

A Tia Helô iria achar que o fantasma estava lá fazendo trick or treating. 517 "Ai, Jesus!" para a cena mais demorada EVER de alguém comendo uma torta.

3.1.18

+ Filmes

Dois filmes bem diferentes mas que tem como base o mesmo crime: uma mulher jovem estuprada e morta. Já adianto que são dois filmes excelentes.


Three Billboards Outside Ebbing Missouri (Três Anúncios Para Um Crime)

A Mildred (a ótima Frances McDormand) é um mulher que mora numa cidadezinha no interior dos USA e sua filha foi estuprada e morta. Sete meses se passaram do crime e nada foi feito, então Mildred decide usar os três outdoors (meio abandonados), na beira da estrada menor que leva até a cidade, para dar seu recado. Nos anúncios ela simplesmente pergunta diretamente para o chefe de polícia porque ninguém foi preso até agora.

E tome polêmica na cidadezinha que tem um policial racista e maluco (adoro o Sam Rockwell), tem o Tyrion de GoT, tem o filho da Mildred que está no meio do fogo cruzado, tem o Woody Harrelson fazendo o chefe de polícia e mais uma penca de personagens ótimos.

É um filme que me lembrou Fargo, não só pela Frances McDormand, mas por aquela coisa de eventos que vão acontecendo e as pessoas tomam atitudes baseadas em julgamentos rápidos dos outros.

É um filme com um certo humor (sim, dei risadas) e muita área cinza na ética dos personagens.

A Tia Helô iria simpatizar coma Mildred só até a cena com o padre. 617 "Ai, Jesus!" para os três anúncios.


Wind River (Terra Selvagem)

Nesse filme a jovem em questão é uma nativa-americana e o crime acontece no norte dos USA num lugar remoto que neva bastante.

A Jane, uma agente do FBI chega para investigar o crime na comunidade de nativos americanos e conta com a ajuda do Cory, um homem branco que foi casado com uma nativa e sua filha também morreu. Cory é uma espécie de rastreador. E é isso.

Os dois vão investigando o crime no meio da neve e nós vamos descobrindo os detalhes. Bem escrito, bem dirigido, bem feito.

O diretor desse filme, Taylor Sheridan, escreveu um dos filmes do ano passado que mais gostei: Hell or High Water (A Qualquer Custo). O roteiro de Sicario também é dele. É o rei dos westerns modernos e esse Wind River não fica atrás.

A Tia Helô não iria curtir muito o frio extremo, 427 "Ai, Jesus!" para Wind River.

1.1.18

+ Filmes

Oi 2018, tudo bem? Feliz ano novo! 

Vou começar o ano com um post de filmes porque assisti vários no fim de ano e os Golden Globes acontecem no próximo fim de semana.


I, Tonya

Lembro muito bem do incidente que antecedeu as Olimpiadas de Lillehammer em 1994. Nancy Kerrigan teve seu joelho estourado meses antes da competição e a polícia descobriu que o marido da Tonya Harding (e ela por tabela) estavam envolvidos.

Ambas patinaram nas Olimpiadas num dia que o mundo inteiro estava de olho, Nancy, que conseguiu se recuperar a tempo, ficou com a medalha de prata e Tonya em oitavo.

Esse filme conta a história da Tonya Harding em depoimentos (dela, do ex-marido, da mãe, do "segurança"). A mãe da Tonya é bizarra e a Allison Jenney está sensacional nesse papel. A Margot Robbie que faz a Tonya está excelente e tem uns 2 minutos de close up nela que vão valer várias indicações.

Gostei muito desse filme: tem humor, trilha sonora ótima, as cenas de patinação são muito bem feitas e no fim eu até simpatizei com a Tonya Harding.

A Tia Helô iria ficar assustada com a vida white trash da Tonya. 617 "Ai, Jesus!" só para a sequência dela com o marido.


The Battle of The Sexes (A Guerra dos Sexos)

Outro filme sobre mulheres no esporte e dessa vez é no tênis.

A Billie Jean King já tinha sido campeã várias vezes quando decidiu colocar a boca no trombone e exigir que as mulheres tenistas ganhassem o mesmo que os homens (premiação). Foi negada pela o pessoal da ATP e montou sua própria liga com as melhores tenistas da época.

O Bobby Riggs também tinha sido campeão nas quadras, já tinha se aposentado mas ainda gostava de um jogo (apostando claro). Ele era um fanfarrão que gostava de fazer polêmica para provocar uma aposta.

Bobby Riggs lançou um desafio as mulheres dizendo que elas não ganhariam dele. Billie Jean King disse: challenge accepted!

Esse filme é sobre esse jogo. As cenas nas quadras são muito bem feitas! O Steve Carrell faz o Bobby Riggs e você até acha que ele está fazendo Steve Carrell até ver um video do Bobby original e ver que ele era daquele jeito mesmo.

Emma Stone faz Billie Jean King.

(Tem um outro filme sobre o mesmo jogo, de 2001, com a Holly Hunter fazendo a Billie Jean.)

Não sei se a tia Helô gostava de tênis, mas acho que ela iria ficar interessada. 216 "Ai, Jesus!" para as raquetadas de Billie x Bobby.


Lady Bird

Esse é um filme sobre uma garota que vem de uma família que está em dificuldades (pai e irmão desempregados) mas ela tem uma bolsa numa escola católica de ricos. Lady Bird se acha muito criativa e tem alguns problemas coma a mãe (nada demais e quem nunca?). A mãe da Lady Bird é uma ótima personagem.

Lady Bird e sua BFF (que é ótima) vão fazer teatro e ela começa namorar o ator principal. Esse namoro não rende e depois ela tenta fazer parte da galera cool e arranja outro namorado.

Tudo que Lady Bird quer na vida é fazer faculdade em NYC porque ela está entediada em sua cidade e não aguenta mais o sol da California.

Esse filme é bom, mas é apenas mais um filme teen sobre uma garota que está se descobrindo e crescendo. Gosto da Greta Gerwig (que escreveu e dirigiu esse filme), mas ela é superestimada pelo pessoal de Hollywood.

Eu esperava um pouco mais desse filme, foi muito buzz promovendo. Esperava mais especialmente da trilha sonora depois que vi as cartas que a Greta Gerwig escreveu para os artistas pedindo para liberar as músicas para o filme. Não lembro de nenhuma música que tocou nesse filme. (Já as de I, Tonya lembro de todas).

A Tia Helô iria gostar da Lady Bird, afinal ela estuda numa escola católica. 123 "Ai, Jesus!" para o padre chorão.



23.12.17

+Filmes

Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

A Rainha Victoria no ano do seu Jubileu recebeu uma moeda da India que fazia parte de seu império. Quem foi entregar essa moeda foi o Abdul. O Abdul era um escrituário em uma prisão na India e foi escolhido porque era alto.

A Rainha Victoria se encantou com o Abdul, ficaram amigos e ele se tornou o Mushi dela. Mushi é uma espécie de professor espiritual. A Rainha queria aprender as coisas da India, afinal ela era a Imperatriz da porra toda, e Abdul a ensinou a língua e os costumes.

Acontece que nem o filho da Rainha (e futuro Rei) nem o staff real curtiu essa amizade e colocaram uma pressão para mandar Abdul de volta para India. A Rainha Victoria não cedeu e ele só voltou quando ela morreu.

Para quem gosta das histórias da realeza britânica esse filme é bom. A Rainha Victoria foi monarca por 64 anos e certamente tem muitas histórias aí que ainda podem ser contadas.

A Tia Helô iria gostar da Rainha, já da esposa do Abdul escondida atrás da burka nem tanto. 51 "Ai, Jesus!" para Vic and Abs.


Me Chame Pelo Seu Nome

Esse filme é do mesmo diretor do ótimo A Bigger Splash (com Tilda Swinton e Ralph Fiennes).

Call Me By Your Name é um filme sobre: amor, sexo, descobrimento e crescimento. É um filme sexy e sensível.

Armie Hammer faz Oliver um estudante universitário que vai passar o verão na Itália, na casa de um professor. O professor tem um filho adolescente, o Elio. A família do professor é plural: ele é americano, sua esposa não descobri se era francesa ou italiana mas ela também falava alemão, o filho fala francês, inglês e italiano e estão todos inserido naquele ambiente de "moramos numa vila numa cidade pequena italiana".

Oliver é o típico americano confiante, com um pé na arrogância, mas afff que homem lindo! Todos amam Oliver, todos querem Oliver. Mas Oliver só queria uma pessoa.

O mais interessante nesse filme é a reação dos pais do Elio.

A cena final certamente vai render alguma indicação mara o Timothée Chalamet (o Elio) que consegue com o olhar, na duração de uma música, enquanto os créditos estão rolando, resumir toda experiência emocional do Elio até aquele momento.

Acho que esse filme poderia ter alguns diálogos melhores no início, só, o resto gostei de tudo. Quem não gosta de ver Armie Hammer dançando, nadando, jogando vôlei....

A Tia Helô iria tapar os olhos. 412 "Ai, Jesus!" para um pessego.



O Sacrifício do Cervo Sagrado (The Killing of the Sacred Deer)

Mais um filme do diretor de The Lobster e é tão esquisto quanto.

Colin Farrell e Nicole Kidman são um casal de médicos. Ele é cardiologista e cirurgião e ela é oftalmologista. Eles tem dois filhos.

Um dos pacientes do Colin Farrell morre na mesa de cirurgia e ele passa a dar atenção ao filho desse paciente. Acontece que esse rapaz tem uma surpresinha para o Colin Farrell onde o médico tem que fazer uma escolha.

Esse filme é muito interessante e assim como Mother! (mas mais sutil e melhor) faz suas referências bíblicas (e mitológicas).

Gostei desse filme.

A Tia Helô iria sacar logo as referências. Ou não. 622 "Ai, Jesus!" para o coração batendo no início.

15.12.17

Star Wars: Os Últimos Jedi


 The Last Jedi é o episódio VIII de Star Wars.

(Rogue One faz sim parte dessa saga mas é considerado quase um spin off e na linha do tempo seria o episódio 3.9)

COM TODOS OS SPOILERS. Avisei. (Não vou conseguir fazer um post sem spoilers.)

No fim do Despertar da Força (o episódio VII) a situação era a seguinte:
- Os rebeldes destruiram mais uma estrela da morte.
- Finn quase morreu e estava na ala médica da nave dos rebeldes.
- Poe Dameron feliz que explodiram tudo e General Leia triste com a morte do Han Solo.
- Kylo Ren revoltadinho com seu novo look (um corte na cara) fugiu junto com alguns outros da First Order.
 - e a Rey encontrou o Luke Skywalker em sua ilha.

O episódio VIII já começa com uma espetacular perseguição de naves com muitas explosões e Poe Dameron no comando. Meu pedido de darem mais tempo de tela ao Oscar Isaac foi atendido, obrigada! Acontece o Poe Dameron toma as piores decisões nesse filme e muitos rebeldes morrem. Poe é aquele cara que quer fazer tudo agora, "vamos explodir coisas!", "precisamos reagir", e enquanto isso toma PAH! da General Leia e da Almirante Holdo. Felizmente no fim o Poe Dameron é capaz de aprender sua lição e consegue ver que nem sempre explodir tudo é a solução.

Falando na Almirante Holdo, ela chegou agora e já teve a cena mais impactante e maravilhosa de todo o filme.

Do querido BB-8 vou só dizer que ele salva muita gente nesse filme. Muito amor por esse androide.

Kylo Ren foi chamado pelo Snoke que o chamou de garoto mimado e incapaz. Kylo teve um ataque de birra no elevador, pegou sua nave e decidiu que ia explodir as naves dos rebeldes que estavam tentando fugir.

Aliás, esses rebeldes passam o filme todo fugindo e a First Order está só esperando eles acabarem o combustível. (Quando que combustivel foi problema em Star Wars?)

Kylo Ren quase aperta o botão para mandar General Leia, sua mãe, pelos ares mas não faz. Mesmo assim alguém joga uma bomba e Leia vai parar no meio do espaço mas usa seus poderes Jedi para sobreviver numa cena bonita.

Enquanto isso....Rey está na ilha com Luke Skywalker.

Luke nem quer ouvir falar dos Jedi, ele está curtindo sua vida subindo e descendo escadas, tomando leite verde de criaturas com 4 tetas, pescando de forma inusitada e sendo cuidado por umas freiras bem engraçadas.

Chewbacca também está na ilha e faz novos amigos: os fofos e engraçados Porgs.

Mas Luke não consegue ignorar a Força em Rey (ela é poderosíssima) e decide treiná-la em 4 lições, mas só vemos 2 mesmo. Rey é chamada pelo lado negro da força e vai ver qual é. Ela quer saber muito quem são seus pais. (depois o Kylo Ren conta para ela)

Rey e Kylo Ren começam a se comunicar via Sense 8. Eles se veem, conversam e até se tocam mesmo estando em lugares beeeem diferentes (uma nova faceta da Força até então desconhecida para todos nós). Kylo Ren quer que Rey seja sua BFF no lado negro da Força.

(Pausa para dizer que Kylo Ren está com a malhação em dia.)

Luke diz que não vai a lugar nenhum e Rey decide resolver a parada indo encontrar Kylo Ren e tentar convencê-lo a voltar a ser Ben Solo. Chegando na nave Kylo Ren a leva direto para o Snoke.

Quem é Snoke? De onde vem? O que ele come? Ninguém sabe. Ele só falou muito, não disse nada e morreu. É isso. Vilão que só serviu para a gente ver uma das cenas de luta com sabre de luz mais bacanas de toda a saga: Kylo Ren e Rey juntos lutando contra soldados samurais vestidos lindamente de vermelho.

Logo depois Kylo Rey e Rey se enfrentam e a única coisa que acontece é partir o sabre de luz do Luke no meio.

Gosto do Kylo Ren/Ben Solo. Acho que o Adam Driver acertou mesmo nesse personagem. O Kylo Ren tem muitos daddy issues: com Han Solo, com o Snoke e com o Luke. Vai um Freud aí?

Também gosto muito da Rey, ela arrasa.

Outro personagem que acho divertido é o General Hux, e acho que ele não vai mais deixar as birras do Kylo Ren passarem em branco no próximo filme.

E aí chegamos na parte final do filme que acontece num planeta que tem uma base antiga dos rebeldes e os 20 rebeldes restantes vão para lá. A First Order que está decidida a dizimar todos os rebeldes chega lá com uma mini estrela da morte (porque não é Star Wars se não tiver uma estrela da morte) e temos mais uma batalha. Cenas lindas num lugar que parece um deserto de sal, mas que embaixo da camada branca tem uma vermelha que deixa tudo mais bonito.

Se O Despertar da Força é laranja, Os Últimos Jedi é vermelho.

Nessa batalha até Poe Dameron se retira e Finn vai numa vibe kamikaze mas a Rose o salva. Sinceramente, se Finn tivesse morrido ali teria sido digno. Quem é Rose? É a nova personagem que ficou melhores amigas do Finn e os dois tiveram a PIOR parte do filme no planeta cassino. Poderiam ter cortado toda essa parte, mas volto a comentar isso mais na frente.

Luke tem uma conversa linda e sincera com o querido e divertido Yoda (o boneco e não CGI, yes!) e aprende que os erros e os fracassos também importam.

Luke aparece lá na base, troca uma idéia com a Leia e vai resolver a parada. Kylo Ren e Luke Skywalker, sobrinho e tio, decidem as diferenças numa luta e no fim descobrimos que Kylo estava enfrentando uma projeção de seu tio. Whaaaaat? Pois é. Toma essa Kylo Ren!

Nisso a Rey apareceu do nada na Millenium Falcon e foi salvar os 10 rebeldes que acharam um buraco para sair da base. Poe Dameron, Finn, Rose e General Leia incluídos. C3PO também.

E R2D2? Ele aparece para um momento nostálgico que vale a pena.

Sinto dizer mas Luke Skywalker cansado da luta em proejeção com Kylo Ren vira ar no fim desse filme e é muito bonita essa cena, especialmente ele olhando os 2 sóis assim como fazia em Tatooine em A New Hope.

Então para o episódio IX, que será dirigido pelo JJ Abrams, temos:

- Rey e o que restou dos rebeldes ainda estão fugindo da First Order. (Os pais da Rey a venderam por uns drinks e não são ninguém na fila do pão, segundo o Kylo Ren e espero que ele não esteja mentido. Ponto positivo a Rey não ser de linhagem conhecida.)
- Kylo Ren é o novo chefão da First Order, mas General Hux está de olho.
- Poe Dameron e Rey finalmente se conhecem, e se fosse a Rey não perdia a oportunidade. Just saying.
- Poe Dameron e BB-8 ficam separados um tempo e seu reencontro é lindo. Eu coração Oscar Isaac.
- Finn está cuidando da Rose machucada.
- General Leia está viva e com muita esperança na nova Aliança Rebelde que vai surgir. (e nós curiosos como vão fazer sem a Carrie Fisher)
- Luke Skywalker kaput, mas sempre pode voltar como fantasma camarada da Força.
- Ah, e tem aquele garotinho no planeta cassino que tem a Força e o anel dos rebeldes que a Rose deu para ele. (20 minutos inuteis de filme só para esse garotinho fazer sentido no fim).

Resumindo: Achei esse filme divertido, tem cenas muito bonitas e tem cenas emocionantes, mas tem o ritmo quebrado e certamente poderia ter 20 minutos a menos. Gostei de muitas coisas porém, as vezes, achei que era didático demais. Confesso que em algumas partes revirei os olhos. Pronto. Falei.

Vamos ver o que vai acontecer no próximo.

A Tia Helô iria ficar aliviada de ter visto menos Stormtroopers morrendo dessa vez. 157 "Ai, Jesus!" para Os Últimos Jedi.


Update: uma foto do Poe Dameron (Oscar Isaac) por motivo de: adoro.





6.12.17

Liga da Justiça

Depois do Homem de Aço, de Batman x Superman e do ótimo filme da Mulher Maravilha temos todos juntos.



(Teve o Suicide Squad no meio mas esse filme é tão ruim que é melhor nem mencionar)

No Batman x Superman eles enfrentaram um monstro megalomaníaco meio ET meio sei lá o que e para matar o bicho o Superman teve que morrer.

Aí o Batman ficou (mais) deprimido e em uma de suas caçadas descobriu que outro ser mitológico (ou extra terrestre) está planejando atacar a terra e sozinho ele não dá conta. Especialmente porque ele não tem poder nenhum, só muito dinheiro.

Aí ele bate um fio para a Diana, que está em Paris limpando estátuas e prendendo bandidos de vez em quando, e diz que precisam juntar a turma.

Batman vai atrás do Aquaman e Diana vai tentar convencer o Cyborg. O Flash topou na hora.

O vilão é o Steppenwolf, um ser que quer transformar a terra em trevas e para isso ele precisa de 3 caixas. Uma das caixas está com as Amazonas, a outra está no fundo do mar e a terceira está com os homens. Steppenwolf consegue duas e vai atrás da terceira capturando o pai do cyborg (que usou a caixa para salvar o filho).

A energia da caixa é tão poderosa que eles usam para trazer o Superman de volta. Isso mesmo. Vão lá desenterrar o caixão do Clark Kent, jogam ele num líquido e o Flash liga a caixa com sua super velocidade.

O problema é que Superman lembra que o Batman queria matá-lo e a turminha tem que convencer o ser mais poderoso a se juntar a eles para destruir o Steppenwolf que criou um QG na Russia.

As críticas desse filme eram as piores mas não achei esse filme ruim, foi melhor do que esperava. Tem muitas coisas que poderiam ser melhores? Sim, especialmente aquele efeito tosco que fizeram para apagar o bigode do Henry Cavill.

A Mulher Maravilha é a melhor coisa da DC no cinema, ainda gosto do Batman do Ben Affleck, achei o Flash divertido (nem achei que a piadinhas foram exageradas), Cyborg contribuiu bastante, e gostei to Aquaman, vereio filme dele.

No fim de todas as letrinhas tem uma cena extra que deixou um gancho muito bom para um próximo filme. É só trabalhar nos defeitos desse Liga da Justiça que o próximo pode ser melhor.

A Tia Helô provavelvente gostaria de ver o Superman de volta, ele é bom moço. 215 "Ai, Jesus!" para as tatuagens do Aquaman.

27.10.17

Thor Ragnarok

Depois do Thor 1 e Thor 2 agora temos mais um filme do loirão deus nórdico do trovão. E esse veio colorido igual capa de disco de rock psicodélico na década de 1970. ( e não a toa tem Immigrant Song do Led Zeppelin na trilha)


No primeiro filme o Thor teve contato com a Terra e seu povo. Ele chegou aqui meio durão, todo sério mas aí ele se juntou aos Vingadores para dar jeito no seu irmão Loki, fez amigos, voltou para casa, veio outra vez para a Terra para um segundo estágio, depois foi ver qual era a do Ultron junto com os Vingadores e ficou de fora da Guerra Civil entre Capitão América e Homem de Ferro.

O que o Thor estava fazendo nesse tempo todo entre Vingadores Ultron e Ragnarok não é mistério, tem videos no youtube contando: ele foi morar com o Darryl e depois o Darryl tentou fazer com que o Thor arranjasse um emprego (mas ele só quer ficar de bermuda e a gente não acha ruim).

Aí acho que ele cansou da vida mundana na casa do Darryl e foi atrás de alguns aliens e é assim que começa Ragnarok. Ele está preso em algum planeta e precisa pegar uma máscara para que Asgard não seja destruída.

Ragnarok é o nome da destruição de Asgard.

Thor consegue pegar a máscara e volta para Asgard e quando ele chega lá vê Odin bebendo vinho e assistindo uma peça (ótimaaaaa!). Claro que Thor deixou de ser bobo faz tempo e saca que aquele é o Loki (a gente adora o Loki!). E KD Odin? Está na terra.

Os irmãos vem até aqui tem um encontro surpresa e acham o Odin. Papai Odin diz que está morrendo e revela que Thor tem uma irmã mais velha chamada Hela e que ela é a deusa da morte. Apenas.

Hela (Cate Blanchett se divertindo) veio para animar a festa, ela acha que 9 reinos é pouco e tem que ser rainha de toda a bagaça. Ela é poderosa. Hela vai para Asgard e apronta muitas confusões.

Thor e Loki vão parar num mundo que é o lixão do universo e lá Thor é capturado pela Valquiria que o vende para lutar gladiador style. Contra quem? Vou dizer porque não é spoiler já que está no poster: contra o Hulk. (Hulk também sumiu depois de Vingadores Ultron)

Chega né? Vão ver o filme que é divertidíssimo. Pela primeira vez nesses filmes achei Chris Hemsworth melhor que o Tom Hiddleston (o Loki). Chris Hemsworth se achou na comédia e o Thor dele agora é um fanfarrão delicioso (pelo jeito o deus do trovão aprendeu tudo com Tony Stark e cia).

Esse filme não tem a insossa da Natalie Portman (Jane) que só isso já é uma coisa muito boa. Tem a Tessa Thompson de Valquiria que é ótima! Chegou agora e já tem mais química com o Thor que a Jane em 2 filmes.

Tem outras participações especiais que não vou contar e que valem muito a pena.

A Tia Helô iria sentir falta dazamigues do Thor dos outros filmes mas acho que ela ia curtir essa coisa mais colorida. 517 "Ai, Jesus!" para os cavalos alados.




8.10.17

+Filmes

Blade Runner 2049



O primeiro Blade Runner é de 1982 mas a história se passa em 2019. É baseado no livro do Philip K. Dick Do Androids Dream of Eletric Sheep? (ótima pergunta). O filme tem algumas linhas gerais do livro mas é bem diferente.

No primeiro filme o Harrison Ford faz Deckard, um caçador de andróides (como no título nacional), uma espécie de policial que vai atrás de replicantes fugitivos para "aposentá-los". Nesse futuro distópico, os andróides foram criados para trabalharem nas colônias fora do mundo em funções perigosas e como escravos mesmo. São robôs cópias perfeitas de seres humanos (por isso são chamados de replicantes) mas com tempo de vida de 4 anos. Acontece que os replicantes adquirem uma certa vontade de viver e de "ser mais humano que humanos", fazem uma revolução e são proibidos na Terra. Alguns conseguem fugir e vem para Terra buscar uma solução para o seu problema de vida de 4 anos. Aí acontecem muitas conversas filosóficas em Los Angeles no meio de um cenário distópico, escuro e que chove muito.

No fim desse primeiro filme (spoiler?) Deckard vai embora com a Rachael para um futuro indefinido.

De 2019 para 2049 a Tyrell (empresa que fabricava os replicantes) faliu, teve um blackout e os novos replicantes são menos filosóficos e mais trabalhadores. Só que ainda existem alguns modelos antigos circulando (que tiveram tempo de vida indefinido além dos 4 anos), ainda estão a fim de uma revolução e são perseguidos. E é nesse Blade Runner 2049 que o K (Ryan Gosling) trata de ir atrás deles, na mesma Los Angeles distópica, escura e com neve.

K também é um replicante, a gente fica sabendo disso no início do filme (ao contrário do Deckard do Harrison Ford que até hoje discutem se ele é ou não um robô). K é um modelo mais novo que sabe que suas memórias foram colocadas ali (ou não).

K descobre um corpo enterrado que gera um mistério e ele passa o filme juntando as peças do quebra-cabeça. Entre uma investigação e outra ele passa tempo com Joi, uma espécie de sistema operacional igual no HER, mas que tem um holograma.

Jared Leto faz o Wallace, que é o novo criador e produtor de replicantes. Ele comprou a Tyrell e desenvolveu novos modelos, mas ele quer saber como pode aumentar essa produção e o segredo está no que o K achou. Ele tem um braço direito, a Luv, que é super eficiente.

O Deckard aparece, isso não é spoiler porque ele está no cartaz do filme. Harrison Ford retoma o ranzinza Deckard muito bem e todas as ligações com o primeiro filme são feitas.

Aliás, esse Blade Runner 2049 é um filme para os fãs. A gente agradece. A fotografia magistral (como definiu um amigo) respeita a original e ao mesmo tempo a deixa mais atual. O design de cenários é sensacional. É o filme mais bonito que vi esse ano, cada frame é um flash.

O som é muito bom. Falaram muito da falta da trilha do Vangelis, mas para ser sincera lembro que era cheia de sintetizadores e lembro muito daquela música de depois virou tema de abertura do Fogo No Rabo (Tv Pirata, sim sou velha). A trilha do Hans Zimmer é um pouco mais pesada, mas é muito boa.

É para ser visto no cinema, numa tela grande com som bom.

Eu gostei muito desse filme, achei longo, mas é lindo de ver.

Acho que nós humanos temos que pensar bem ao criar inteligência artificial e androides tão parecidos conosco. O que Blade Runner (A.I., HER, Ex-Machina e outros) mostra é que eles vão ganhando humanidade a medida que nós vamos perdendo. Tem muita gente que não gosta de ficção científica mas depois não vem reclamar que ninguém avisou quando o mundo for dominado por macacos.

A Tia Helô ia ficar muito confusa com esse negócio de replicantes, só mais gente falsa para ela ficar desconfiada. 317 "Ai, Jesus!" para o caçador de andróides.



Kingsman: Circulo Dourado

Achei o primeiro filme divertido então fui ver essa segunda aventura do Eggsy e seus amigos Kingsman.

Eggsy está com a vida ganha, mora numa Mew em Londres com sua namorada a princesa sueca. Ele ainda vai comer bolo e beber com os amigos mas seu trabalho continua exigindo um certoo jogo de cintura.

Logo no início tem uma sequência ótima ao som de Let's Go Crazy do Prince e acho que essa foi a primeira vez que uma música do Prince tocou num filme (que o Prince não participa).

Eggsy se safa dessa perseguição mas logo depois todos os Kingsman são explodidos (inclusive a sede). Sobra Eggsy e o Mark Strong (esqueci o nome dele no filme). Os dois descobrem que existe uma agência de espiões americana chamada Statesman que é que vai ajudá-los.

Os Statemen tem: Canning Tatum, Jeff Bridges, Halle Berry e o nosso querido Pedro Pascal (também conhecido como Oberyn e Agente Peña).

A vilã do filme é uma traficante de drogas que adora um moedor de carne e quer que as drogas sejam legalizadas porque ela não quer mais viver escondida na mata do Camboja. Ela coloca um virus em seus produtos que deixa um bom número de pessoas doente e só vai dar o antidoto se o presidente americano assinar a legalização.

A melhor coisa desse filme é Sir Elton John. Mais não digo.

Gostei mais do primeiro filme, tinha mais novidade. Esse filme tem uma cena que poderia ser dispensada (mesmo, foi ridícula) mas é divertido, é colorido e se leva muito menos a sério.

A Tia Helô ia acha tudo besteira, mas acho que ela iria gostar de ver Elton na tela. 415 "Ai, Jesus!" para os homens do rei e do estado.

30.9.17

+ Filmes

Feito na América

Nesse filme o garoto de Negócio Arriscado fez um curso com o Maverick de Top Gun e foi parar em Narcos.

Baseado numa história real.

O Tom Cruise faz Barry Seal, um piloto de aviação comercial que é recrutado pela CIA para sobrevoar a America Central e tirar fotos dos grupos rebeldes que se organizavam por lá (início dos anos 1980).

Barry começou fazendo esse trabalho para a CIA e um belo dia teve que abastecer seu avião na Colombia e para sair vivo de lá foi convencido por Pablito and friends a traficar algumas quantias de cocaína de volta para os EUA.

E assim viveu Barry, entre os dois mundos. Claro que ele se mete em muitas confusões. O filme conta como ele fazia para levar as drogas (e armas) nos aviões e também como a CIA armou e treinou (ou pelo menos tentou) alguns grupos rebeldes.

É um assunto pesado mas feito de forma divertida. Achei o Tom Cruise ótimo nesse filme, você fica sem saber se o Barry é um idiota útil ou se ele foi muito esperto no que ele fez para sobreviver.

E sim, o Tom Cruise pilotou os aviões. Não tem nada que ele não faça.

Eu continuo sem entender quem é que consome toda essas drogas porque as quantidades são em toneladas e os traficantes tem tanto dinheiro que enterram nos quintais.

A Tia Helô não ia se deixar enganar pelos olhos verdes do Tom Cruise, 517 "Ai, Jesus!" para cada rasante que ele dá.


Mãe!

O filme polêmico da temporada. Ame ou odeie.

Nem amei nem odiei. É pretencioso pacas, mas tem algumas coisas que gostei (a edição sonora é ótima!), outras não entendi, e outras achei chatas mesmo (aquela camera atrás da cabeça da J.Law).

Esse filme tem mais alegorias do que 10 alas de escola de samba.

Ao contrário da Tia Helô, que era carola, eu não entendo nada da Bíblia, mas consegui identificar algumas coisas do meio para o fim do filme. Depois escutei um podcast onde apontaram todas as referências bíblicas no filme e aí consegui ver um pouco mais sentido.

Pelo que depois entendi é como se todo o babado principal da Bíblia se passasse dentro de uma casa. (da criação do mundo, Adão e Eva, Caim e Abel, o dilúvio indo até Jesus). Javier Bardem é um poeta/Deus, J.Law é a Mãe/natureza (que fica tentando deixar a casa habitável, bonita, mas as pessoas insistem em destruí-la). Deus está ali para ficar pensando em poemas (afinal ele é o criador) e a Mãe faz todo o resto. Ed Harris é o Adão sem costela (adorador do deus), Michelle Pfeiffer é a curiosa e provocadora Eva, os filhos deles chegam brigando e depois que um mata o outro a casa de enche de gente. As pessoas que chegam não respeitam a casa, tentam mudar, tiram pedaços e aí vem o dilúvio. Tudo fica calmo, poeta e Mãe se entendem, ela fica grávida até o dia que o poeta consegue terminar um poema, chegam os fãs e daí pra frente só confusão....até que a mãe natureza não aguenta mais.

Então o filme tem todas essas alegorias bíblicas, mas também dá para associar a outras coisas como relações amorosas, pais e filhos, culto a celebridade/divindade, misoginia, destruição da natureza, gente cara de pau, etc.

Revirei os olhos um bocado vendo esse filme, especialmente nos diálogos finais que conseguiram ser piores do que os de 50 Tons de Cinza. Pode até ser que esses diálogos sejam cafonas intencionalmente (pelo menos o Javier Bardem consegue dizê-los sem rir) mas eram muito ruins.

A Tia Helô iria entender tudinho que se passa naquela casa mas não iria gostar de como retrataram essas histórias, 813 "Ai Jesus!" para Mãe que não conseguia dizer não, para o poeta convencido e para todas aquelas pessoas sem noção.


8.9.17

+ Filmes

Palhaços e espiã

Bingo

Esse filme conta a história do ator que fez o Bozo no Brasil. Bozo era um palhaço de um programa infantil importado dos EUA e quando chegou por aqui deram uma boa abrasileirada.

Quando o Bozo apareceu na TV eu já era pré-adolescente e achava tudo aquilo muito bizarro, mas confesso que tentei ligar para o programa dele uma ou duas vezes, mas nunca tive sucesso.

Na verdade sempre achei esse programas infantis da década de 1980 muito bizarros, mas o Bozo era o que me parecia menos. Da Xuxa nem falo porque detestava o programa dela, só gostava dos desenhos.

A primeira metade do filme é ótima! Traduz bem a época e o entusiasmo de novas possibilidades do entretenimento. A trilha sonora é excelente (tem Echo and the Bunnymen, DEVO, Tokyo, Metrô, e outros classicos 80's). O Vladimir Brichta está sensacional na pele do Bozo.

A segunda metade que mostra a decadência do ator não curti tanto mas sei que um filme biográfico é assim. Contudo tem cenas muito bem filmadas e até surpreendentes. Achei que valeu o ingresso.

A Tia Helô certamente deveria achar o Bozo coisa dos "outros" para desviar as criançinhas. 417 "Ai Jesus!" para esse palhaço bizarro.

It

Em português esse filme tem o título de It - A Coisa e é baseado no livro do Stephen King. Não li o livro, mas lembro do filme para tv feito nos anos 1990 com o Tim Curry no papel do palhaço e era um filme com enfase no terror. Nesse filme novo o centro das atenções são os pré-adolescentes, seus problemas e medos. Só vou dizer que tem muita coisa mais assustadora que o palhaço.

A história passa na pequena cidade de Derry nos EUA e começa com o sumiço do Georgie, irmão do Bill. Georgie sai num dia de chuva para brincar com seu barco de papel e encontra o palhaço no bueiro.

O porque do Georgie não sair correndo de um fu**ing palhaço no bueiro é um mistério, mas ele fica lá papeando e o palhaço o pega. Bye, bye Georgie. (isso está no trailer)

Depois ficamos sabendo que esse palhaço aparece a cada 27 anos e durante um ano crianças e adolescentes somem.

No verão seguinte ao sumiço do Georgie (e outras crianças) a turminha de férias da escola se junta e vão desvendar esse mistério.

É mais um filme que bebe na fonte dos anos 1980 e isso quase nunca é ruim, vide: Stranger Things e Super 8. Eu gostei desse filme, esperava uma coisa e vi outra melhor. O palhaço é bem feito, tomei muito susto com ele quando aparecia. Em alguns momentos eu me contorcia com coisas mais assustadoras que o palhaço e até pedia para ele aparecer.

A Tia Helô ia morrer com aquele palhaço cabeçudo. 552 "Ai, Jesus!" para o Pennywise.


Atômica

Charlize Theron (lindíssima, como sempre) faz uma espiã numa missão em Berlim na semana da queda do muro.

Ela encontra o James McAvoy por lá e eles tem que recuperar uma lista que foi roubada por um russo.

É isso. Espionagem da boa e muita pancadaria. Charlize Theron chuta muitas bundas. As cenas de ação são muito bem feitas!

Mas o que esse filme tem de muito bom é a trilha sonora. São classicos da década de 1980 que na época eram considerados alternativos (mas que hoje são bem conhecidos). E como passa na Alemanha, temos únicos três hits alemães que fizeram sucesso mundial: 99 Luftballons, Major Tom e Der Kommissar. Tem David Bowie, porque uma trilha sonora de filme sem David Bowie não é uma trilha de respeito. E tem até uma banda que eu adoro mas não escutava há algum tempo: Siouxie and the Banshees. Me deu vontade de dançar todas as músicas.

As músicas são muito bem encaixadas nas cenas e tocam tempo suficiente para a gente poder apreciar (não fica aquela coisa picada que frustra como alguns filmes fazem).

Eu gostei, mesmo com toda aquela violência.

A Tia Helô iria gostar da Atômica girl power, mas para que tantas costelas quebradas? 613 "Ai, Jesus!" para a loira.


7.8.17

+ Filmes

Planeta dos Macacos: A Guerra

Esse é o terceiro filme da trilogia que começou com o Planeta dos Macacos: A Origem (2011), e depois O Confronto (2014).

Nesse filme a história se passa alguns anos depois de O Confronto onde o Koba (um macaco que odiava humanos) começou uma discórdia entre macacos e humanos e agora um exercito de humanos está perseguindo os macacos no meio da floresta.

Cesar e sua turma são inteligentes e organizados mas do lado dos humanos tem um coronel maluco (o Woody Harrelson). O Cesar não quer guerra, ele até gosta dos humanos, mas o coronel insiste em ser desagradável e mata a família do Cesar.

Cesar com sangue nos olhos vai atrás do coronel e descobre que o buraco é mais embaixo. É um filme sobre guerra e intimista ao mesmo tempo.

Esse filme fecha muito bem a trilogia de prequels (prólogos?) e deixa tudo bem amarrado para o Planeta dos Macacos original de 1968.

O Andy Serkis está maravilhoso. O trabalho dele junto com os efeitos especiais é fantástico, aliás todos os macacos são bem feitos.

Continuo dizendo: cientistas apenas parem de inventar virus e deixem os macacos em paz.

A Tia Helô iria gostar do Cesar, macacão da porra. 516 "Ai, Jesus!" para nós humanos que só fazemos besteiras.



Baby Driver

Quando estava em Londres a coisa que mais vi nas ruas e ônibus era propaganda desse filme, depois era só crítica boa vindo de todos os lados, então fui ver né?

Baby Driver é um musical moderno sobre um garoto que é motorista de carros de fuga em assaltos. O Baby tem um problema qualquer nos ouvidos que faz com que ele escute música o tempo todo (para neutralizar um zumbido ou por TOC mesmo) e tudo que ele faz é no ritmo dessas músicas, inclusive dirigir o carro que nem um louco.

Todas as cenas de ação são sincronizadas com a música e a trilha sonora é muito boa, mas do meio para o fim o filme fica uma droga. Pronto falei.

A história não é tão boa assim, a melhor cena ficou logo no início do filme, e no fim se perde com vilão Dick Vigarista indestrutível, mocinha boba que está ali preenchendo vaga de donzela em perigo e um julgamento ridículo.

O cinema que vi esse filme não tinha um som bom e prejudicou meu aproveitamento das cenas coordenadas com a música, mas não teria mudado minha percepção da história. A melhor coisa desse filme é o Jamie Foxx.

Escutei um podcast com cinéfilos e todos elogiando esse filme até dizer chega, mas tudo muito cheio de detalhes que eu não teria reparado de qualquer jeito (como uma música é cortada e editada para significar que o Baby passou de bonzinho para revoltado). E se eu preciso ver um filme mais que uma vez para perceber porque é bom, sinto em dizer, talvez não seja tão bom assim.

O Ansel Egolrt é simpático mas é péssimo no lip sync.

A Tia Helô ia revirar os olhos para Baby e seus amigos, 417 "Ai, Jesus!" para cada cantada de pneu.