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18.10.18

Nasce Uma Estrela

Um filme sobre amor, relacionamento, vício, talento e fama.

Bradley Cooper faz Jackson Maine um cantor de música country (com um pouco de rock) que está no auge do sucesso, enchendo arenas e cantando para milhares de pessoas. Acontece que ele é um alcoolatra e não pode passar muito tempo sem ver um bar e uma bebida.

Depois de um show Jackson Maine entra num bar de drag queens, só porque foi o primeiro que ele viu, e se tem bebida é perfeito para ele. A Lady Gaga faz Ally, uma garçonete que já tentou a carreira musical, que não deu certo, e canta de vez em quando no bar das drags.

E no meio de uma performance dela de La Vie En Rose, the eyes meet the eyes, Jackson reconhece talento, passam a noite papeando e ele convida Ally para ver seu show. Ela resiste mas vai e lá ele a convida para cantar. Daí nasce uma estrela.

Esse filme já foi feito com Judy Garland e Barbra Streisand (e tem algumas referências a esses dois filmes anteriores). Lady Gaga é boa fez bem o papel da estrela em ascensão.

Mas esse filme é do Bradley Cooper. Maravilhoso. Desde a primeira cena que a gente vê do ponto de vista de quem está no palco e ele canta um rock country ótimo. Dirigiu o filme, atuou e canta bem.

O trabalho de voz dele é incrível! Ele fez uma voz bem grave, muito mais grave do que voz natural dele e mais grave do quando ele dubla o Rocket de Guardiões da Galáxia. O Sam Elliot está nesse filme, ele é um ator com uma voz naturalmente muito grave e o Bradley Cooper conseguiu falar no mesmo tom dele. Incrível.

O Sam Elliot tem uma das cenas mais emocionantes do filme.

As músicas são todas boas. Bradley Cooper consegue acompanhar a cantora maravilhosa que é Lady Gaga em duetos muito bons. Minhas músicas preferidas são as que ele canta sozinho porque é um estilo que gosto. E as que ela canta sozinha...bem...é Lady Gaga né?

Alguma música (ou várias) desse filme vai concorrer ao Oscar ano que vem (e deve ganhar). Minha aposta está em Shallow.




A Tia Helô iria ficar hipnotizada com aqueles olhos azuis. 361 "Ai, Jesus!" para toda vez que Bradley Cooper passa a mão no cabelo.

hey

26.7.18

+Filmes

Missão Impossível Fallout

Se tem uma coisa que o Tom Cruise não faz é decepcionar quem gosta dos filmes dele, especialmente essa série do Missão Impossível. Ele faz por merecer cada centavo dos milhões que recebe especialmente nas cenas de ação. E vamos combinar que Tom Cruise preenche bem a tela do cinema.

Nesse sexto filme o Ethan Hunt tem que recuperar umas bolas de plutônio que ele deixou escapar e evitar que o vilão do MI:Rogue Nation (o filme 5) faça bombas atômicas explodir e matar 1/3 da população mundial.

Para isso a CIA se mete na história e diz que Ethan Hunt só pode seguir com a missão se levar um de seus agentes. Entra em cena o agente Walker feito pelo Henry Cavill, Superman himself, com um bigodão pornô anos 70. Achei Tom e Henry tiveram uma ótima química em cena, poderiam fazer mais filmes juntos.

Daí pra frente é muita ação e diversão. Simon Pegg continua engraçado, o Ving Rhames dá o tom paternal, Rebecca Ferguson chuta muitas bundas e Vanessa Kirby (a Princess Margaret de The Crown) não fica atrás.

Esse filme tem um pouco de cada um dos 5 filmes anteriores em alguma cena de ação, em um personagem ou na lembrança de um outro personagem. Tem até uma referência a outro filme do Tom Cruise numa cena entre Ethan e Walker.

As cenas de ação são espetaculares e faz toda diferença que tenha sido o Tom Cruise mesmo que as fez. E ele se dedica (se dedica tanto que até quebrou o pé no meio das filmagens). Saber que é ele que está ali, e não um dublê, faz da ponta da cadeira do cinema um lugar cativo. Tom Cruise pilota um helicóptero. Apenas. Tom Cruise até fala francês.

E é para ver no cinema, de preferência numa tela IMAX.

MI: Fallout é o filme pipoca do ano e é o melhor filme de ação do ano (até agora, mas acho difícil vir outro como esse).

A Tia Helô iria ver esse filme por entre os dedinhos das mãos. 618 "Ai, Jesus!" para as estripulias do menino Tom.

E se alguém quiser saber: O MI:4 (Ghost Nation) era o meu Missão Impossível favorito, até ver esse. Mas o melhor vilão da série ainda é o Philip Seymour Hoffmann do MI:3.


Homem Formiga e a Vespa

Continuando a saga de filmes da Marvel temos esse segundo do Homem Formiga, agora com a Vespa.

O Homem Formiga não estava no filme dos Vingadores contra Thanos porque ele estava preso em casa depois da confusão com a briguinha entre Capitão América e Homem de Ferro.

Scott Lang está lá no bem bom de casa, na sua rotina de tocar bateria, jogar bola na parede, ter visitas da filha, e trabalhar com seu amigo Luis (ótimooo!). Ele está brigado com Hope (a Vespa) e o Hank (pai dela) porque pegou a roupa do Homem Formiga emprestada sem avisar para acompanhar o Capitão América na briga do aeroporto. Acontece que Hpe e Hank precisam do Scott para encontrar a Mamãe Vespa que está presa no mundo quantico e para chegar lá precisam de alguns epquipamentos.

No meio do caminho surge a tal da Ghost que precisa do equipamento para poder se curar de um mal quantico que ela tem.

E ainda tem o vilão meia boca que vende os equipamentos e está lá para dificultar as coisas.

É divertido, é família, é bem feito e a Vespa é muito mais badass do que o Homem Formiga. Pronto falei.

A Tia Helô ia achar tudo muito fofo, até a formiga que toca bateria. 317 "Ai, Jesus!" para tanta variação de tamanho.


Isle of Dogs

O Wes Anderson tem uma estética que é facilmente reconhecida e seu estilo tem fãs. Gosto muito da estética dele, é linda de ver. Vide: Grande Hotel Budapeste, Os Excentricos Tenenbaums, Vida Aquatica de Steve Sissou, o fofo Moonrise Kingdom e The Darjeeling Limited.

Nesse filme ele fez uma animação stopmotion com uma história com cachorros e crianças. E a animação é LINDA de ver. E a forma de contar histórias é ressaltada de um jeito que acho que esse é o filme mais Wes Anderson do Wes Anderson.

É sobre cachorros e crianças. A história passa num Japão no futuro onde os cachorros tem uma espécie de gripe canina e são isolados numa ilha de lixo, literalmente de lixo. Um dia o menino Atari consegue voar até a ilha e vai procurar seu cãozinho de estimação que foi banido. Atari é ajudado por outros cachorros, enquanto que no Japão o responsável pelo menino (ele era orfão) organiza uma equipe para tirar o menino da ilha. Ao mesmo tempo que isso acontece tem um cientista que estuda a cura da doença dos cachorros mas os governantes responsáveis não querem os cachorros de volta. É uma fábula para adultos.

Confesso que achei a animação mais interessante que a história.

A Tia Helô iria achar tudo muito bonitinho. 12 "Ai, Jesus!" só para a ilha de lixo, como o ser humano é imundo.

10.7.18

+ Filmes

Hereditário

Um filme tenso, que dá medo mesmo.

A história é sobre uma família e começa com o funeral de uma senhora onde descobrimos que sua filha não sabia muito coisa da vida da mãe. A Toni Collete faz a filha, ela é casada com o Gabriel Byrne e eles tem 2 filhos. O menino tem uns 17 anos e a garotinha 13 anos e algum problema que nunca é mencionado.

A personagem da Toni Collete começa a ver algumas coisas pela casa, sente o baque da perda de um familiar e passa a frequentar reuniões para desabafar. Ficamos sabendo do histórico de doenças mentais na sua família e mais não conto.

Esse filme não tem susto fácil e nos deixa tensos o tempo todo. As vezes é um filme de drama familiar (dos bons) e as vezes é puro terror. É muito bem feito. Não sei se veria outra vez mas acho que vale a pena ver uma vez. Para quem gosta do gênero.

A Tia Helô iria se acabar no "Ai, Jesus!" até ficar rouca. Pelo menos 917.


Disobedience

Ronit recebe a notícia que seu pai morreu e ela volta para Londres para as cerimônias de luto. O pai dela era o rabino de uma comunidade de judeus ortodoxos. Ronit tinha saído da comunidade há alguns anos procurando uma vida de mais liberdade.

Ao voltar ela é acolhida por Dovid, o aprendiz de seu pai, e Esti, esposa de Dovid e amiga de infância de Ronit.
Acontece que Ronit e Esti eram um pouco mais do que apenas boas amigas e esse foi um dos motivos pelo qual Ronit foi embora.

Ronit etende as imposições da religião mas não as aceita e tinha conflitos com seu pai. Na sua volta ela tenta fazer as pazes com a comunidade participando das homenagens a seu pai.

Esti conseguiu se adaptar a vida na comunidade e casou com Dovid mas o retorno de Ronit atiçou algumas vontades adormecidas.

É um filme lento, sem trilha sonora, mas é bom.

A Tia Helô diria 421 "Ai, Jesus!" nas cenas de exploração nas fronteiras entre fé e sexualidade.

15.6.18

+ Filmes

Oito Mulheres e Um Segredo

Um filme que passa no mesmo universo do Onze Homens e Um Segredo e cia.

Nesse a Sandra Bullock faz Debbie Ocean, a irmã do personagem do George Clooney, que está saindo da cadeia e já se junta a sua amiga Lou (Cate Blanchett fazendo um Brad Pitt melhor que o próprio) para um novo trabalho.

Elas querem roubar um colar de diamantes da Cartier avaliado em sei lá quantos milhões de dolares e para isso se juntam as outras seis mulheres para planejar e executar tudo a perfeição.

É um filme divertido, bem sessão da tarde, mas não é tão bom quanto os filmes do Soderbergh. Para mim faltou alguma coisa dar um pouco errado e as soluções tecnológicas foram todas muito fáceis.

Dito isso, oito mulheres são muito mais eficientes num roubo do que os onze, doze ou treze homens.

A Tia Helô ia curtir essa sororidade. 214 "Ai, Jesus!" para tanto brilho dos diamantes.


Tully

Esse é um filme sobre maternidade. A Charlize Theron faz a Marlo, mãe de um casal (o menino com dificuldades) e com um terceiro filho na barriga. Ela tem um marido fofo que é daqueles que mais ajuda do que assume as responsabilidades. Ele trabalha o dia inteiro, chega em casa, ajuda no dever de casa e vai jogar video games na cama.

Marlo por sua vez já está naquela fase final da gravidez que nada é confortável. O irmão da Marlo decide dar de presente para ela uma babá noturna que vai ajudar com o bebê.

A criança nasce e Marlo tenta fazer tudo sozinha até que ela vê que precisa de ajuda e chama a tal babá. Entra em cena a Tully que passa as noites com a bebê e ainda limpa a casa.

Tem um plot twist interessante que é previsível mas não tira a importância da história. Esse é um filme que: para quem tem filhos vai se identificar; quem não tem vai pensar 2 vezes antes de ter depois de ver Marlo se virando nos 30.

Charlize Theron está maravilhosa.

A Tia Helô iria ficar horrorizada com tantas coisas acumuladas naquela casa. 417 "Ai, Jesus!" para a rapidez da Tully em limpar tudo.


Jurassic World

Esse é o quinto filme dos dinossauros e até hoje não entendi a necessidade de trazer os bichos de volta. Como disse o Dr. Ian Malcom (Jeff Goldblum) no primeiro filme: a vida dá um jeito (Life finds a way). Traduzindo: os dinossauros vão dominar o mundo. O poder genético é perigoso.

Ian Malcom está de volta nesse quinto filme explicando porque manter os dinossauros vivos não é uma boa idéia.

A ilha onde era o parque (que foi destruído no filme 4 - o primeiro com o Chris Pratt) tem um vulcão em erupção e os dinos estão correndo perigo. Os políticos estão decidindo se deixam a natureza agir e extinguir os dinossauros mais uma vez ou não. A Claire, a ruiva de salto alto do filme passado, trabalha para uma ONG que está tentando salvar os bichanos.

Um vovô ricaço que era sócio do John Hammond (o criador do primeiro Jurassic Park e quem começou toda essa confusão), chama Claire em sua mansão e diz que tem uma outra ilha para salvar os dinossauros e que já está fazendo o transporte mas que o velociraptor Blue está difícil de pegar.

Entra Owen (Chris Pratt lindão) que é o encantador de dinossauros. Claire o chama e os dois junto com um nerd dos computadores (todo filme agra tem que ter um), uma veterinária de dinos e uns militares vão até a ilha procurar a Blue.

Daí pra frente é só ação, aventura e manadas de dinossauros.

Ah! Quem também está nesse filme é o cientista que adora criar novas espécies. Pra que??

É divertido, mas os dinos desse filme não são tão críveis quanto os do primeiro Jurassic Park que foi feito em 1993. Isso mesmo há 25 anos.

A cena inicial desse filme é ótima! Já temos T-Rex e baleia dinossauro (melhor dino) e vale o ingresso.

Aguardo a volta dos dinos em um próximo filme. Afinal, agora é Jurassic World.

25.5.18

Han Solo

Acho que depois que a Disney comprou Star Wars decidiram que ia ter um filme por ano, alternando entre a história principal e spin offs.

O primeiro spin off foi Rogue One que a história se encaixa logo antes do A New Hope (que para mim é o primeiro Star Wars e acho estranho chamar de New Hope) e agora um filme do Han Solo nos anos antes dele se juntar a Luke e Leia.



O Han Solo é um personagem muito querido no universo Star Wars, ele é o mercenário gente boa, charmoso, e dono da Millenium Falcon (que junto com a Enterprise de Star Trek deve ser a nave mais conhecida do mundo galaxia). Arrisco dizer que ele é mais popular que o Luke Skywalker.

A minha preferida sempre foi Princesa Leia. Just saying.

Então, precisavamos de um filme sobre Han Solo nos seus dias pré fora da lei? Not really. Mas já que fizeram fui ver.

A produção do filme foi cheia de contra tempos, trocaram de diretor e tiveram outros problemas, mas Ron Howard assumiu e terminou o filme (ele é eficiente).

E o que acontece com o Han Solo nesse filme? Ficamos sabendo como ele se tornou o mercenário contrabandista (e cínico), como ele conheceu Chewbacca e ficaram BFFs, vemos como o Império agia nos anos antes dos rebeldes se unirem (inclusive com propagandas em telões), como ele e Lando Calrissian disputaram a Millenium Falcon numa mesa de jogo, e algumas outras coisas.

O filme tem muita ação boa, a sequencia do monorail nas montanhas com neve é ótima, a famosa história dos 12 parsecs faz justiça, a rebelião dos andróides é hilária e o Han Solo se vira bem nos 30, ele pode não ter a Força nivel Jedi, mas tem sorte.

O Alden Ehrenreich, que faz o Han Solo jovem, se saiu muito bem. Ele conseguiu pegar algumas expressões do Harrison Ford o suficiente para que fosse possível identificar o personagem. Isso não é fácil porque esse Han Solo ainda tem uma certa ingenuidade mas dá para ver como ele se torna o Han Solo do futuro. (Na linha do tempo, esse filme passa 10 anos antes do A New Hope)

O Donald Glover faz um Lando Calrissian charmoso, interesseiro e totalmente compatível com o que todos conhecemos em O Império Contra Ataca.

Emilia Clarke faz Qui'ra a amiga do Han Solo (e interesse amoroso pré Princesa Leia) e sua personagem sempre nos deixa um pouco na dúvida. Woody Harrelson é o "mentor" do Han Solo e o Paul Bettany faz um vilão bom que faz a gente ter medo dele sem ele ter que fazer muita coisa.

A andróide L3-37, ou L3 para os íntimos, é sensacional. Ela gosta de ver o circo pegar fogo.

Achei divertido. A curiosidade foi na sessão que fui, era dia de estréia no IMAX e a sala estava vazia, não tinha 30 pessoas. Quando que um filme star wars tem sala vazia no dia de estréia?

A Tia Helô iria achar tudo muito confuso, para que tantos ETs com caras esquisitas e multi olhos, 415 "Ai, Jesus!" para as capas personalizadas do Lando.


18.5.18

Deadpool 2

O Deadpool é o rei da anarquia, gosta de trabalhar sozinho e no início desse segundo filme ele está com a agenda cheia, trabalhando duro de 9 as 5.


Deadpool nos atualiza na sua vida nas últimas 6 semanas e nos leva a uma das melhores aberturas de filme com Celine Dion e uma música digna de qualquer Bond.

Algumas coisa dão errado e Deadpool acaba na mansão dos X-Men (mas sem os mutantes que importam) e o Colossus (num CGI bem melhor do que filme anterior) o leva para resolver uma parada.

Deadpool já diz no início que esse é um filme sobre família. O primeiro filme era sobre amor.

Deadpool tem que convencer o pré-adolescente mutante Russell a não colocar fogo em tudo e todos  e os dois acabam na prisão para mutantes. E Deadpool sem seu poder regenerativo é apenas uma pessoa morrendo de cancer.

Aí surge Cable na história, ele vem do futuro para se vingar do Russell que quando adulto aparentemente continua queimando tudo e todos. O Cable é cheio de tecnologia, e Josh Brolin (esse é o ano dele nos films de super heróis) está muito bem.

Deadpool consegue sair da prisão mas Russell não e o herói com roupa colada vermelha (cada vez mais suja) decide juntar uma equipe para resgatar o menino punhos de fogo. Só essa parte de juntar outras pessoas com poderes até chegar na frota de caminhões levando os presos é ÓTIMA!

O Vanisher é a melhor surpresa, mas a Domino é a melhor aquisição na equipe. O poder dela é sorte. Apenas sorte. MELHOR PODER. Ela arrasa.

Deadpool e migues conseguem chegar no Russell, mas o menino já tem um novo amigo gigantesco e está decidido a destruir o orfanato/escola e matar o diretor abusivo.

Deadpool continua com sua metralhadora de piadas, quebra da quarta parede, hits dos anos 80, muita ação, violência e soluções inusitadas.

Esse filme continua com a censura 16 anos (aumentaram para 18 anos mas depois voltaram). Não é para crianças.

É um filme muito divertido. Ri muito, tanto quanto no primeiro filme. E tem a melhor cena pós-créditos desse ano com uma música da Cher.

A Tia Helô continuaria horrorizada com o Deadpool, ainda que ele continue sendo atencioso com senhoras idosas cegas. Ele usa Crocs azuis. 732 "Ai, Jesus!" para Pool, Deadpool.

27.4.18

Vingadores: a Guerra Infinita



Depois de 10 anos e 26381718 filmes da Marvel finalmente temos um filme com (quase) todos os heróis reunidos.

Mas antes uma contabilidade real dos filmes:

3 filmes do Homem de Ferro (e tem post de 2008 do primeiro filme), 3 filmes do Capitão América (contei Guerra Civil como sendo dele, ele tem os melhores filmes), 3 filmes do maravilhoso o Thor, um filme do Doctor Strange, um filme sensacional do Pantera Negra (Wakanda Forever!), 2 dos Vingadores unidos, um filme fofo do SpiderTeen, 2 filmes para divertidos Guardiões da Galáxia, um filme para o Homem Formiga, e um filme do Hulk (que sempre esqueço de contar).

Foram 18 filmes para chegar nesse. Apenas. Nesse e mais um porque certamente tem uma segunda parte. E valeu a pena.

Não vou contar o filme todo mas não vou conseguir fazer um post sem entregar nada. Então, daqui para frente tem SPOILER. Avisei.

Começando com o vilão. Nem lembro a primeira vez que Thanos apareceu, mas foi numa cena pós-créditos. E foi ele que mandou o Loki vir causar na Terra na primeira reunião de condomínio dos Vingadores. Confesso que achava que não ia gostar desse vilão, ainda mais ele sendo todo de CGI.

Mas...para minha supresa, Thanos é um excelente vilão. Ninguém está seguro perto dele.

Todas suas facetas são mostradas no filme. Sua motivação é boa (não é legal, mas faz sentido). Ele quer juntar as 6 infinity stones (pedras mágicas que dominam: tempo, alma, poder, espaço, mente e realidade) numa manopla que o tornará o ser mais poderoso do universo. E para que ele quer todo esse poder? Para estalar os dedos e metade dos seres existentes no universo sumirem (morrerem?). E por que ele quer fazer isso? Ele acha que está tudo muito cheio, pessoas (povos) estão consumindo todos seus recursos naturais e, para ele, nada mais justo do que eliminar metade (sem distinção) dando espaço para a outra metade se desenvolver. Depois que ele conseguir fazer isso ele só quer descansar, nada de dominação universal. Thanos é poderoso e inteligente. (Palmas para o Josh Brolin que mesmo com todo CGI fez um ótimo trabalho)

Vou logo dizer que esse é praticamente um filme do Thor, a jornada do herói é dele. Thanos é ser intergaláctico e para enfrentá-lo só o pessoal da Terra não ia dar conta (nem com um Hulk), por isso é dada ao Thor, o Deus do Trovão, a missão (junto com alguns dos Guardiões da Galáxia) de ir atrás de uma arma que possa destruir Thanos.

Thor perdeu pai, mãe, amigo, e o planeta dele foi destruído. Thor é basicamente a Princesa Leia da Marvel.

Enquanto Thanos vai atrás das pedras em outros planetas, ele manda suas amigues virem a Terra pegar a pedra do tempo (que fica com o Doctor Strange) e a pedra da mente que está na cabeça do Visão.

Um deles consegue levar o Doctor Strange, Homem de Ferro e SpiderTeen para o espaço depois de uma batalha nas ruas de NYC. O SpiderTeen está ótimo nesse filme.

Os outros suam um bocado para tentar pegar a pedra do Visão mas a Bruxa Escarlate é poderosa. Mesmo assim quase que os ETs levam a pedra se não fosse pelo Capitão América and Friends (Viúva Negra e Falcão) aparecerem de surpresa.

Então temos vários pequenos grupos:

- Thor, Rocket e Teen Groot vão atrás da arma.
- Resto dos Guardiões vai atrás de outra pedra (e do Thanos)
- Homem de Ferro, Doctor Strange e SpiderTeen tem que se livrar o amigo bizarro do Thanos (e depois se juntam a Peter Quill e cia)
- Capitão América and Friends junto com Bruce Banner vão até a maravilhosa Wakanda tentar, com a ajuda do Pantera Negra e sua irmã, separar o Visão da pedra para que possam destruí-la antes do Thanos conseguir completar sua manopla.

As batalhas/lutas são todas boas. As piadinhas são divertidas, como sempre.

Melhores Entradas:

- Guardiões da Galáxia indo ao som de Mr. Rubberband Man responder o chamado da nave do Thor, porque eles sempre tem a MELHOR trilha sonora para tudo.
- Entrada triunfal no filme do Capitão América de barba. Toda vez que ele aparecia (e Chris Evans de barba preenche lindamente aquela tela enorme do IMAX) não tinha ar condicionado que desse jeito no calor.
- Uniforme novo do SpiderTeen.
- Thor, quase todas as vezes.

Melhores Interações:

- Tony Stark e Doctor Strange. Um filme dos dois para já!
- Guardiões da Galáxia e Thor.
- Capitão América e Bucky, sempre.
- Viúva Negra, Feiticeira Escarlate e Okoye no momento mais girl power do filme.
- Thor e Capitão América, os olhos agradecem.

Esse filme contém a santa trindade dos Chris. E só isso já vale o ingresso.

hemsworth, evans e pratt.

Gostei muito desse filme, achei divertido com um final digno do emoji do grito e aguardo a segunda parte, afinal Thanos já avisou que vai voltar.

A Tia Helo não iria entender todas as funções da manopla do Thanos. 726 "Ai, Jesus!" para todas as vezes que dão um close no Capitão América bom moço.



31.3.18

50 Tons de Liberdade

Para começar: não li os livros.

Até gostei do primeiro filme, achei melhor do que esperava pelo que falavam. O segundo filme tinha um certo potencial que foi ralo abaixo quando transformaram o Jack num vilão Dick Vigarista.

Como disse, não abandono uma série cinematográfica (vi todos do Crepúsculo e de Velozes e Furiosos) então vi o terceiro e espero que seja o último dessa história da Tatá e Mr. Grey.

Já vou dizer que esse terceiro filme é o PIOR de todos. Ruim mesmo.

Li que o segundo e terceiro filmes foram filmados ao mesmo tempo, faz sentido.

O segundo filme terminou com Mr. Grey pedindo Tatá em casamento e uma cena do Jack Vigarista com cara de quem ia aprontar.

O 50 Tons de Liberdade começa com o casamento de Tatá e Mr. Grey que é emendado numa lua de mel volta ao mundo com direito a cenas cafonas dele carrengando ela nos braços para dentro de seu jatinho particular e mais diálogos péssimos.

Aliás, diálogos ruins tem nos três filmes.

Acontece que a lua de mel é cortada porque o Jack Vigarista decide sabotar a empresa do Mr. Grey e eles voltam para Seattle.

Chegando no apê Tatá conhece seu novo staff: dois seguranças e a cozinheira (copeira?). Dos dois seguranças só um aparece mais tempo, o Sawyer, e ele é ótimo. Inclusive Tatá poderia ter se engraçado com ele só para animar a festa.

Nesse filme deram mais espaço para o Taylor, o segurança/motorista do Mr. Grey, unico ponto positivo desse filme.

Tatá ganha mais uma promoção, não sei da onde porque ela nunca trabalha, e Mr. Grey dá um piti porque ela não trocou o e-mail para o nome de casada.

Nem preciso dizer que esgotei a cota de revirar olhos nesse filme.

Depois Mr. Grey leva Tatá para conhecer a casa que ele comprou para os dois só para a gente ver que Tatá não deixa qualquer uma dar em cima de seu marido. Ridícula essa cena.

Esse filme tem até uma perseguição de carro, que com todo prazer usei o botão de FF para passar rapidinho. Se eu quero ver perseguição de carro vejo Velozes e Furiosos.

Tem toda uma sequencia que Mr. Grey leva Tatá e seus amigos para um feriado nas montanhas que só serve para a cena do sexo com comida (que 9 semanas e 1/2 fez muito melhor) e para a gente ver Mr. Grey assassinar Maybe I'm Amazed do Paul McCartney no piano.

Tatá descobre que está grávida, Mr. Grey dá outro piti porque ele não quer disputar sua esposa com ninguém, nem com o próprio filho. Aí ele sai de casa e vai beber com a ex-amante. Tatá fica sabendo, eles tem uma DR e Tatá vai trabalhar.

No trabalho ela recebe uma ligação do Jack Vigarista.

Resumindo: Jack Vigarista consegue sair da cadeia, sequestra a irmã do Mr. Grey e exige que Tatá dê a ele 5 milhões de doletas. Tatá dá um baile no segurança, vai no banco tirar o dinheiro, o gerente liga para Mr. Grey avisando mas ele autoriza mesmo sem ela dizer para o que é. Tatá chega no encontro, leva uma porrada do Jack Vigarista mas consegue dar um tiro nele.

E o filme termina com uma montagem dos melhores momentos dos outros filmes (mais cenas do primeiro filme porque é melhor mesmo).

A Tia Helô iria dormir na metade mas se acordasse para ver os acontecimentos na cozinha diria 312 "Ai, Jesus!" e taparia os olhos com as mãos.



14.3.18

Annihilation

Um filme de ficção científica dirigido pelo Alex Garland que também dirigiu o ótimo Ex-Machina (ficção científica sobre inteligência artificial).



Aniquilação só passou no cinema em 2 lugares: Estados Unidos e Canada. No resto do mundo foi direto para a Netflix porque acharam que esse filme não daria bilheteria.

Eu teria ido ao cinema ver esse filme tranquilamente. Inclusive até teria preferido porque tem cenas muito boas que na tela grande devem ser melhores.

Mas o que importa é que a Netflix está aí e podemos ver esse filme onde, quando e quantas vezes quiser. E é preciso mais de uma vez para tentar decifrar algumas coisas, interpretar outras e criar teorias. Filmes de ficção científica são ótimos para isso.

A história do filme começa com um meteoro caindo num farol na Florida e cria uma área que é coberta por uma luz bem colorida, prismática. Na fronteira com essa area de luz, que no filme chamam de Shimmer, tem um quartel general de pesquisadores e militares. Durante três anos enviaram grupos para explorar o que tem dentro do Shimmer mas as pessoas nunca voltaram (e perdem qualquer sinal de comunicação quando entram lá). E a área do Shimmer está só aumentando.

Um dia um sargento volta para casa depois de um ano sumido. Oscar Isaac meio zumbi volta para sua esposa Natalie Portman que também é bióloga, pesquisadora e ex-militar. Ele passa mal e os dois são levados até o quartel general na fronteira da luz.

Enquanto Oscar Isaac respira por aparelhos Natalie Portman vai se inteirando do que está acontecendo ali. Ela conhece a psicóloga (Jennifer Jason Leigh) e descobre que em poucos dias um grupo vai entrar no Shimmer. Natalie se junta a psicóloga e mais três mulheres: uma paramédica (Gina Rodriguez de Jane the Virgin), uma física (Tessa Thomposon de Thor Ragnarock) e uma geomorfologista (Tuva Novotny).

Essas cinco mulheres vão entrar numa área em que não sabem o que vão encontrar lá dentro e sabem que podem não voltar.

Dentro do Shimmer muitas coisas acontecem, não darei spoilers, e o objetivo do grupo é chegar no farol.

Posso dizer que a personagem da Natalie Portman sai do Shimmer porque isso aparece no início quando ela é questionada sobre o que aconteceu lá dentro. É ela que conta toda a história.

É um filme que cabe muitas interpretações (tem algumas questões filosóficas), o final deixa a gente um pouco confuso, tem uma cena genial que é quase uma dança, e é ótimo. Gostei muito desse filme .

O ritmo do filme é lento mas tem diálogos intrigantes, boas cenas de ação e prende a atenção.

A Tia Helô iria ficar horrorizada com algumas formas dentro do Shimmer. 315 "Ai, Jesus!" para essa coisa alienígena que vai tomando conta de tudo.

5.3.18

Oscar 2018

Esse ano o Oscar foi todo correto e previsível. Nada de babados como o ano passado, inclusive mudaram o design dos envelopes para não dar confusão. Lição aprendida.

Jimmy Kimmel foi o apresentador. O monólogo inicial dele foi mais político do que engraçado e foi bom. Como disse ano passado, ele entende que menos é mais e tenta agilizar onde pode. Esse ano ele até ofereceu um jet ski para quem fizesse o discurso de agradecimento mais curto.

Esse ano o tema da festa era o cinema século 20 (início). E estavam homenageando as pessoas que vão ver os filmes. A pegadinha da vez foi que o Jimmy Kimmel levou atrizes e atores (Gal Gadot, Mark Hamill, Armie Hammer, Margot Robbie, etc) para distribuir balas, doces e hot dogs para os espectadores em um cinema ao lado. A pegadinha do ano passado foi mais engraçada, mas essa foi mais rápida.

Não teve brincadeira com o Matt Damon, que nem foi, mas ele foi mencionado quando Jimmy Kimmel pediu desculpas por ele ter aparecido em uma das montagens.

As montagens por sinal estavam ótimas.

As apresentações musicais foram cansativas. Uma música mais chata que a outra. Nem a música do Coco - A Vida é uma festa- acho boa, e foi a que ganhou.

A única exceção foi Eddie Vedder cantando Room At The Top do Tom Petty no in memoriam. Maravilhoso.

Então vamos as premiações.

(Esse ano vi quase tudo. Meu filme preferido foi A Trama Fantasma, mas só levou melhor figurino)

Nas categorias técnicas: o belíssimo Blade Runner 2049 ganhou melhor fotografia e finalmente Roger Deakins levou um Oscar para casa. Esse filme também ganhou melhores efeitos visuais, que são ótimos mas essa categoria me surpreendeu porque achava que Planeta dos Macacos A Guerra iria ganhar, poxa, aqueles macacos são perfeitos!

Dunkirk levou montagem e mixagem de som (agora sei a diferença) e melhor edição. Esse filme é tecnicamente perfeito.

Maquiagem foi para a transformação do Gary Oldman em Churchill no Destino de Uma Nação.

A Forma da Agua levou melhor direção de arte (os cenários eram lindos) e trilha sonora. Confesso que achei a trilha de A Trama Fantasma muito melhor mas essa também é boa.

Uma Mulher Fantástica levou melhor filme estrangeiro e é realmente muito bom (e foi o único que vi).

Melhor documentário foi o Icarus (também o único que vi) sobre o doping dos atletas russos.

Kobe Bryant, o jogador de basquete, ganhou um Oscar por animação curta chamada Dear Basketball (claro). Deve ter sido a pessoa mais alta a ganhar um Oscar.

Coco foi a melhor animação, mas gostei mesmo foi de ver o Oscar Isaac empolgado quando anunciou e ainda gritou "Viva latinoamerica!". Viva você Oscar Isaac (que ainda deu uma coçadinha na barriga do BB8 para acabar com a gente).

todos querem ser BB8 nesse momento.

James Ivory, aos 89 anos, ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado por Me Chame Pelo Seu Nome. E o Jordan Peele levou o de roteiro original para casa por Corra!, super merecido.

Nas atuações nenhuma surpresa. Os melhores atores coadjuvantes foram: Allison Janney pela mãe da Tonya, Sam Rockwell pelo policial de Três Anuncios Para Um Crime. Os melhores atores foram: Gay Oldman pelo seu Chruchill e Frances Mcdormand pela mãe que coloca os três anuncios (e o discurso dela de agradecimento abalou estruturas).

Guillermo del Toro foi o melhor diretor e ainda levou outro Oscar porque a Forma da Água foi o melhor filme. (Acho que desde O Senhor Dos Anéis 3 um filme de fantasia não ganhava um Oscar).

Chamaram Warren Beatty e Faye Dunaway para apresentar outra vez o melhor filme, achei justa essa segunda chance. Claro que o Guillermo del Toro deu uma conferida no envelope para ter certeza.

Só acho que faltou Oscar Isaac voltar e gritar "Viva latinoamerica!" para o Guillermo del Toro.

Foi isso. Ano que vem tem mais.


E quem ganhou o jet ski? Foi o Mark Bridges, o figurinista de A Trama Fantasma.

entregue pela Helen Mirren

20.2.18

Black Panther

Esse é o 2671460174º filme da Marvel, e dessa vez capricharam.



O Pantera Negra surgiu no confuso Guerra Civil depois que seu pai foi assassinado em uma reunião da ONU. No fim do filme da picuinha entre os Avengers, o Pantera Negra chega para colocar ordem na casa e ainda dá uma mãozinha para o Capitão América guardando seu amigo Bucky em Wakanda para ele se recuperar.

O filme do Pantera Negra começa pouco depois dos acontecimentos de Guerra Civil. Ele está em Wakanda e precisa passar pelo ritual para ser Rei. O ritual consiste em perguntar as outras tribos se alguém quer desafiá-lo pelo trono. Teve um lá que tentou, o M'Baku (que depois salva o dia), mas o T'Challa (nome do Pantera Negra quando ele não está com uniforme) mostra que é o cara acerto para o trabalho, mesmo sem os poderes do Pantera Negra que tiram dele para o desafio e devolvem depois que ele ganha.

(Aqui tenho que dizer que os poderes do Pantera Negra vem de planta que surgiu no solo de Wakanda depois que o meteorito de Vibranium caiu por lá.)

E assim conhecemos Wakanda, esse país maravilhoso na Africa que tem muita tecnologia e modernidade. A Africa futurista é muito bacana. Isso tem até um nome: Afrofuturismo. Wakanda é tecnologicamente avançado e seus habitantes vivem todos bem e felizes, até a galera da fronteira que trabalha em fazendas e protege o escudo que esconde a cidade moderna.

(status: pesquisando como chegar em Wakanda)

Acontece que para o resto do mundo Wakanda é apenas mais um país pobre africano de fazendeiros. A faceta avançada e futurista tem que ser escondida porque os locais tem medo do que o resto do mundo pode fazer se descobrir que eles tem uma caverna quase infinita do metal poderoso.

Aí entra o vilão do filme. Inicialmente dá a entender que o vilão vai ser o homem branco, Klaue, que só quer explorar o metal e vender para quem pagar mais. Logo descobrimos que o rapaz que ajuda o Klaue a roubar uma picareta de vibranium do museu, tem outros planos que incluem ir até Wakanda e disputar o trono.

E quem é esse rapaz na fila do pão de Wakanda? Ele é Erik Killmonger, filho de um wakandiano (wakandiense?) importante que saiu do país, viu a realidade fora da sua Africa futurista, e achava que poderia ajudar (ou conquistar, depende de quem está contando a história) o resto do mundo usando o vibranium. Killmonger compartilha das ideias de seu pai e quer distribuir o metal precioso estrategicamente pelo mundo. Então vai lá desafiar o T'Challa pelo trono.

É basicamente isso, é bem feito e bem contado. Esse é um dos melhores vilões da Marvel. Palmas para o Michael B Jordan que faz esse personagem lindamente.

As mulheres nesse filme são maravilhosas. Tem a Okoye que é a general das tropas do Rei e ela sabe usar uma lança (e despreza armas de fogo). Tem a Nakia que é uma espiã e idealista dona do coração do Pantera Negra (tanto que o deixa com joelhos fracos). Nakia é quem toma todas as atitudes certas na hora do perrengue. Tem a Shuri que é a irmã do Pantera Negra e apenas a responsável por todas as coisas tecnológicas de Wakanda, sem perder o ótimo senso de humor.

Gostei desse filme, tem coisas de todos os filmes da Marvel e ao mesmo tempo muda o cenário e as motivações. Trilha sonora excelente que vai dos tambores africanos a um rap/hip hop bem inserido.

A Tia Helô iria ficar passada com tanta modernidade em Wakanda. 517 "Ai, Jesus!" para a peruca usada como arma.



16.2.18

+ Filmes

Phantom Thread (Trama Fantasma)

A dupla Paul Thomas Anderson e Daniel Day Lewis rende ótimos filmes (vide There Will Be Blood). Coloca o Jonny Greewood (do Radiohead) fazendo a trilha sonora e só melhora.

A história é sobre Reynolds Woodcock um estilista/costureiro da alta sociedade inglesa na década de 1950. Ele é um gênio na sua arte e é uma pessoa que se dedica totalmente a ela. Os seus relacionamentos não duram porque sua atenção não pode ser dividida. As pessoas na sua vida tem lugar e movimentos certos (como um jogo de xadrez).

Um dia Reynolds conhece a Alma, uma garçonete que desperta o interesse dele e o inspira a criar mais vestidos.

Esse relacionamento está fadado ao fracasso já que ele fica entediado facilmente (e sua irmã faz suas vontades ao mesmo tempo que leva a empresa adiante, e ela é ótima!), mas Alma é mais sagaz do que imaginamos.

People are strange.

Gostei desse filme.

A Tia Helô iria gostar das roupas, tudo da época dela. 215 "Ai, Jesus!" para os segredinhos que ele costura nas roupas.


All The Money In The World (Todo o Dinheiro Do Mundo)

O Jean Paul Getty foi em algum ponto o homem mais rico de todos os tempos ever. Dono de uma conglomerado de empresas no ramo do petróleo, ele fez muito dinheiro quando foi explorar o que tinha no Oriente Médio antes de todo mundo. Ele até aprendeu a falar árabe para negociar melhor.

O filme é sobre o sequestro de um dos netos do JP Getty na década de 1970. O rapaz foi pego em Roma (a família morava na Itália na época) e os sequestradores começaram pedindo 17 milhões de doletas.

Acontece que eles não contavam com a mão de vaca faraônica do JP Getty. Quando a mãe do menino (a nora) foi pedir o dinheiro ele disse que não pagava e ponto. Contratou um negociador para ver até onde os sequestradores iam.

Essa mesquinharia do JP é mostrada no filme através de detalhes e na insistência dele de que tudo é negociável e ninguém tira nada dele.

Uma coisa o JP tinha: bom gosto para arte e nisso ele gastava seu dinheiro. Depois que ele morreu construiram 2 museus de arte em Los Angeles: um, o Getty Center, eu visitei e é maravilhoso; o outro, o Getty Villa, ainda não conheço.

Esse foi o filme que o Ridley Scott, faltando um mês para o lançamento, resolveu refilmar todas as cenas que tinham o Kevin Spacey e o trocou pelo Christopher Plummer (que era quem ele queria inicialmente).

Acho que por conta de toda essa troca o filme perdeu um pouco do ritmo, achei tudo muito escuro e o sequestrador poderia ter sido menos vilão da Disney.

Mas a indicação do Christopher Plummer é justa.

A Tia Helô iria gostar do JP Getty, homem que lava as própria cuecas e meias. 316 "Ai, Jesus!" para todo esse dinheiro.

22.1.18

+ Filmes

Filmes infantis pero no mucho.

Coco (A Vida é Uma Festa)

Uma animação da Pixar sobre a morte. Mas é a morte como os mexicanos celebram, cheia de cores e flores.

Miguel vem de uma família de sapateiros que não gosta de música, mas tudo que Miguel quer é tocar violão e ser famoso como o Ernesto de la Cruz, o cantor mais famoso do México que veio de sua cidadezinha. A família toda é contra, sua avó, Abuelita (claro), dá cada bronca toda vez que ele imagina em tocar uma nota. Sua bisavó Coco é uma velhinha fofa que só escuta o que acontece, e ela também já está ficando esquecida.

A birra da família do Miguel com a música é porque o pai da Coco abandonou a família para ser músico e nunca mais voltou.

Miguel decide que vai participar sim do show na pracinha da vila mas Abuelita quebrou seu violão, aí ele vai no cemitério pegar "emprestado" o violão do túmulo do Ernesto. Como tudo isso se passa no Dia dos Mortos, o dia em que os mortos podem vir para o lado de cá ver seus parentes (contanto que eles deixem fotos e flores), Miguel é levado para o outro lado porque tentou roubar um elemento de um morto. Chegando na cidade dos mortos ele encontra as outras pessoas da sua família que já morreram e precisa que eles o perdoem para ele voltar. Acontece que a Tataravó do Miguel diz que perdoa mas ele nunca mais vai poder tocar uma nota.

Miguel então vai atrás de outro parente: Ernesto de La Cruz que ele acredita que é seu Tatatravô e que vai entender sua vontade de ser músico.

O desenho é lindo, super colorido e claro que ninguém vai sair do cinema com os olhos secos.

A Tia Helô certamente está lá na terra dos mortos se divertindo, se depender do blog ela não será esquecida enquanto a internet existir. 22 "Ai, Jesus!" para todas aquelas caveiras.


Wonder (O Extraordinário)

Auggie é um  garoto que nasceu com um problema resultante da união de dois genes vindo de seus pais. Por isso passou por 27 cirurgias para poder ver, escutar e respirar, e as marcas estão em seu rosto.

Ele é ensinado pela mãe em casa mas ela acha que está na hora dele ir para escola. Então Auggie vai primeiro conhecer a escola com três alunos escolhidos pelo diretor. O Auggie vai vendo a escola, se anima com a sala de ciências e diz que vai frequentar a escola.

Claro que todas as crianças olham para ele, o acham esquisito, e criancinhas podem ser cruéis. Auggie consegue fazer amigos mas também se decepciona e aprende um bocado.

Julia Roberts faz a mãe dedicada, Owen Wilson faz o pai boa praça crianção (acho que a Julia Roberts estava criando 3 filhos) e tem a irmã que se sente um pouco de lado com toda atenção dos pais para o irmão.

O interessante nesse filme é que a história é contada de pontos de vista variados (não sei se no livro é assim porque não o li).

É um filme onde adultos e crianças podem aprender muito sobre como tratar os outros.

A Tia Helô iria se emocionar com o pequeno Auggie mas ela iria achar aquele professor muito moderninho. 3 "Ai, Jesus!" para a mãe do coleguinha que faz photoshop.





16.1.18

+ Filmes

The Shape of Water (A Forma Da Água)

Gillermo Del Toro sabe fazer filmes com monstros, O Labirinto do Fauno é lindo. Nesse filme ele conta uma história de amor que se passa num laboratório do governo americano na década de 1960.

Elisa é uma mulher muda que trabalha de faxineira no laboratório. Um dia chega um novo ser para ser estudado (e torturado pelo vilão do filme). Esse ser aquático, de certa forma também mudo, começa a se comunicar com Elisa e surge uma amizade. Acontece que no meio da guerra fria tudo era motivo de desconfiança e Elisa pede ajuda a seu vizinho artista e sua colega de faxina para tirar o "monstro" do laboratório.

É sobre amor, sobre se sentir um peixe fora da água (literalmente no caso do monstro), sobre amizade, sobre aceitar as pessoas como elas são. Todos so personagens são bem construídos. A fotografia é linda e a trilha sonora idem.

A Tia Helô iria ficar desconfiada de tantas escamas caindo, 316 "Ai, Jesus!" para a cena do banheiro cheio de água.


Professor Marston and the Wonder Women

A Mulher Maravilha foi criada no meio da segunda guerra pelo psicólogo e professor William Marston. Ele e sua esposa Elizabeth Marston trabalhavam em Radcliffe (uma das faculdades de Harvard) e inventaram o detector de mentiras.

O filme conta a história de como o casal conheceu Olive, uma das alunas do Prof. Marston que foi ser sua assistente em um projeto e os três acabaram se tornando um trio. Foram morar juntos e ele teve filhos com ambas as mulheres que eram criados por todos. No filme mostra os paralelos entre a vida deles e o que ele levou para as histórias da Mulher Maravilha.

O filme também mostra um pouco do fim da era de ouro dos quadrinhos quando os moralistas americanos começaram a ver coisas nos quadrinhos que poderiam afetar as mentes jovens.

Gostei desse filme.

Nem preciso dizer que a Tia Helô iria ficar horrorizada com esse trio e iria concordar 100% com a mulher que investiga todo aquele bondage nos quadrinhos da Mulher Maravilha. 513 "Ai, Jesus!" para tanta gente enrolada em cordas.


The Darkest Hour (O Destino de uma Nação)

Esse filme conta a história dos 15 dias entre o Winston Churchill se tonar primeiro ministro em maio de 1940 e a retirada das tropas britânicas de Dunkirk que terminou no início de junho de 1940.

É todo focado em Winston Churchill e o Gary Oldman o faz com excelência mesmo com toda aquela maquiagem. O Churchill é retratado nesse filme com várias de suas peculiaridades (whiskey para o café da manhã, soneca a tarde, grandes discursos, uso magistral das palavras) e mostra que ele teve que tomar decisões difíceis e enfrentar um punhado de políticos que estavam dispostos a fazer paz com Hitler.

Acho que esse filme fica melhor se visto antes ou depois do Dunkirk do Christopher Nolan.

Dunkirk é um film experiência mostra toda a parte prática da guerra (te coloca dentro da batalha) mas nada dos bastidores e The Darkest Hour é todo bastidores e política. Um filme complementa o outro e aguardo alguém fazer um supercut com os dois filmes contando essa história.

Não sei o que a Tia Helô achava do Winston Churchill mas ele estava do lado certo. 213 "Ai, Jesus!" para aquela ligação para o Franklin Roosevelt pré-Pearl Harbor.

8.1.18

+ Filmes

O Globo de Ouro foi ontem, todos vestidos de preto em protesto, Seth Meyers até que foi bem de apresentador, Oprah fez um discurso ótimo que só faltou anunciar sua candidatura, Three Billboards ganhou melhor filme drama (yeah!), Lady Bird melhor filme comédia (rolling eyes), Handmaid's Tale melhor série drama (óbvio), The Marvelous Mrs. Maisel melhor série comédia, Big Little Lies levou tudo, Gary Oldman ganhou o dele, a divertida Frances McDormand ganhou um, Sam Rockwell (adoro) também levou o dele e Guillermo Del Toro foi o melhor diretor (preciso ver Shape of Water!).

(lista completa aqui)

Então está aberta a temporada de premiações e até o Oscar (4 de março) ainda vou colocar uma penca de posts de filmes.


The Disaster Artist

Tommy Wiseau é uma pessoa que se ele não existisse de verdade ninguém iria conseguir criar. Ele é uma figura. Ninguém sabe de onde ele veio, quantos anos tem e de onde ele tem tanto dinheiro.

Em 2003 ele decidiu escrever, dirigir e financiar seu próprio filme já que não conseguia papéis em lugar nenhum. Tommy chamou seu amigo Greg para participar e fizeram The Room.

The Room é MUITO RUIM. Tão ruim que é engraçado. Tem na Netflix. Tão ruim que virou cult, passa em sessões da meia noite em vários lugares e Tommy já recuperou seu investimento inicial de 6 milhões de doletas.

The Disaster Artist é um filme que conta como Tommy e Greg se juntaram par afazer The Room. E é um ótimo filme. James Franco acertou em cheio o Tommy e consegue fazer a gente simpatizar com um cara tão estranho. É também um filme sobre amizade.

A Tia Helô iria desligar a TV com 5 segundos de The Room, mas acho que ela conseguiria ver até a parte que Tommy insiste que seu bum bum vai dar mais público. 519 "Ai, Jesus!" para esse homem tão peculiar.

James Franco ganhou um Gobo de Ouro por sua interpretação do Tommy Wiseau, eu diria que é uma imitação perfeita.


Uma Mulher Fantástica

Filme chileno sobre uma mulher, Marina, que vê seu namorado Orlando (que já é um senhor) passar mal depois de uma noite mais animada. Marina o leva para o hospital mas ele morre.

Ela passa, então, a ter que lidar com a família dele. O filho já foi logo pedir o apartamento de volta, a ex-mulher pede o carro e ainda diz que Marina não pode comparecer ao velório nem enterro.

Todos conheciam a Marina, todos sabia de sua existência e todos sabia que Orlando a amava, mas como Marina é uma mulher transgenero o preconceito dos familiares todo vem a tona depois da morte do Orlando.

Daniela Vega está ótima nesse papel. O filme é muito bom.

A Tia Helô nem iria desconfiar que Marina um dia foi Daniel. 129 "Ai, Jesus!" para os amigos truculentos do filho do Orlando.

5.1.18

+Filmes

Stronger (O que te faz mais forte)

Essa tradução do título em português parece livro da autoajuda.

Nesse filme o Jake Gyllenhaal faz o Jeff Bauman, uma das vítimas das bombas na Maratona de Boston em 2013. O Jeff é um cara boa praça que ainda mora com a mãe, trabalha num supermercado e tem uma relação iô-iô com sua namorada Erin.

Erin vive reclamando que ele não comparece a nada que não a apoia e no dia que ele resolve fazer isso...boom...vai direto para o hospital. Jeff teve as duas pernas amputadas acima dos joelhos mas viu um dos terroristas e deu seu depoimento a polícia. Jeff virou meio que herói e símbolo desse acontecimento e teve que lidar com a fama repentina junto com a fisioterapia e a adaptação a uma nova vida.

A Tia Helô iria gostar do Jeff. 416 "Ai, Jesus!" para as cenas pós-bombas.


The Florida Project (Projeto Florida)

Esse filme foi dirigido pelo Sean Baker que ficou conhecido por seu outro filme Tangerine que foi todo filmado com um iPhone.

Dessa vez o orçamento do Sean Baker foi maior e ele teve cameras profissionais e até o Willem Dafoe.

A história gira em torno de uma garotinha a Moonee, sua mãe e seus amiguinhos. Tudo passa em Orlando, mas na parte de Orlando em volta dos parques que se resume a hotéis mais baratos, estabelecimentos com fachadas duvidosas e avenidas muito largas com trânsito intenso.

Moonee mora com a mãe, que é jovem e vive de pequenos bicos, vende perfumes duvidosos, e de vez em quando faz um programa. As duas moram num hotel beira de estrada que é gerenciado pelo Willem Dafoe.

É a vida americana white trash como ela é (com pitadas de brincadeiras de crianças).

A atriz mirim que faz a Moonee é ótima!

Tem uns turistas brasileiros fazendo uma ponta que é muito engraçado.

A Tia Helô provavelmente daria umas broncas na Moonee. 238 "Ai, Jesus!" para tanta tinta rosa e lilás.


A Ghost Story

Esse filme é sobre uma história de amor. E é sobre o tempo. Um casal (Casey Affleck e Rooney Mara, não lembro o nome deles no filme) vai mudar de uma casa. Ele é super apegado a algumas coisas e ela é a encarregada de arrumar tudo. No início do filme os dois estão juntinhos abraçados no sofa falando sobre alguém que deixou vários bilhetinhos pela casa para outra pessoa achar.

Vemos a intimidade desse casal e algumas poucas discordâncias.

Um dia o personagem do Casey Affleck morre. Kaput. Acontece que ainda no hospital ele volta como fantasma. E não é fantasma tipo holograma que atravessa paredes, é um fucking fantasma de lençol com buraco nos olhos. Isso mesmo, uma fantasia de fantasma.

Confesso que adorei essa idéia!

Aí o fantasma volta para a casa. Ele é invisível para todos menos o outro fantasma de lençol estampado que mora na casa vizinha. Ele vê a Rooney Mara passando pela tristeza da perda. Depois ela vê que a vida segue e se muda mas não sem antes deixar um bilhetinho enfiado na parede.

O fantasma continua na casa, que agora tem uma família mexicana, e ele aprende a mexer nas coisas e deixar as crianças assustadas.

O tempo para o fantasma é diferente. Ele passeia pelo passado, presente e futuro, algumas coisas passam rápido e outras nem tanto. Ele está ali vagando até achar o que procura.

É a vida, o universo e tudo mais.

Esse é um filme de cenas longas, demoradas, muito silêncio, contemplativo. Inclusive é apresentado em um frame menor com bordas arrendondadas, quase um filtro do instagram.

A Tia Helô iria achar que o fantasma estava lá fazendo trick or treating. 517 "Ai, Jesus!" para a cena mais demorada EVER de alguém comendo uma torta.

3.1.18

+ Filmes

Dois filmes bem diferentes mas que tem como base o mesmo crime: uma mulher jovem estuprada e morta. Já adianto que são dois filmes excelentes.


Three Billboards Outside Ebbing Missouri (Três Anúncios Para Um Crime)

A Mildred (a ótima Frances McDormand) é um mulher que mora numa cidadezinha no interior dos USA e sua filha foi estuprada e morta. Sete meses se passaram do crime e nada foi feito, então Mildred decide usar os três outdoors (meio abandonados), na beira da estrada menor que leva até a cidade, para dar seu recado. Nos anúncios ela simplesmente pergunta diretamente para o chefe de polícia porque ninguém foi preso até agora.

E tome polêmica na cidadezinha que tem um policial racista e maluco (adoro o Sam Rockwell), tem o Tyrion de GoT, tem o filho da Mildred que está no meio do fogo cruzado, tem o Woody Harrelson fazendo o chefe de polícia e mais uma penca de personagens ótimos.

É um filme que me lembrou Fargo, não só pela Frances McDormand, mas por aquela coisa de eventos que vão acontecendo e as pessoas tomam atitudes baseadas em julgamentos rápidos dos outros.

É um filme com um certo humor (sim, dei risadas) e muita área cinza na ética dos personagens.

A Tia Helô iria simpatizar coma Mildred só até a cena com o padre. 617 "Ai, Jesus!" para os três anúncios.


Wind River (Terra Selvagem)

Nesse filme a jovem em questão é uma nativa-americana e o crime acontece no norte dos USA num lugar remoto que neva bastante.

A Jane, uma agente do FBI chega para investigar o crime na comunidade de nativos americanos e conta com a ajuda do Cory, um homem branco que foi casado com uma nativa e sua filha também morreu. Cory é uma espécie de rastreador. E é isso.

Os dois vão investigando o crime no meio da neve e nós vamos descobrindo os detalhes. Bem escrito, bem dirigido, bem feito.

O diretor desse filme, Taylor Sheridan, escreveu um dos filmes do ano passado que mais gostei: Hell or High Water (A Qualquer Custo). O roteiro de Sicario também é dele. É o rei dos westerns modernos e esse Wind River não fica atrás.

A Tia Helô não iria curtir muito o frio extremo, 427 "Ai, Jesus!" para Wind River.

1.1.18

+ Filmes

Oi 2018, tudo bem? Feliz ano novo! 

Vou começar o ano com um post de filmes porque assisti vários no fim de ano e os Golden Globes acontecem no próximo fim de semana.


I, Tonya

Lembro muito bem do incidente que antecedeu as Olimpiadas de Lillehammer em 1994. Nancy Kerrigan teve seu joelho estourado meses antes da competição e a polícia descobriu que o marido da Tonya Harding (e ela por tabela) estavam envolvidos.

Ambas patinaram nas Olimpiadas num dia que o mundo inteiro estava de olho, Nancy, que conseguiu se recuperar a tempo, ficou com a medalha de prata e Tonya em oitavo.

Esse filme conta a história da Tonya Harding em depoimentos (dela, do ex-marido, da mãe, do "segurança"). A mãe da Tonya é bizarra e a Allison Jenney está sensacional nesse papel. A Margot Robbie que faz a Tonya está excelente e tem uns 2 minutos de close up nela que vão valer várias indicações.

Gostei muito desse filme: tem humor, trilha sonora ótima, as cenas de patinação são muito bem feitas e no fim eu até simpatizei com a Tonya Harding.

A Tia Helô iria ficar assustada com a vida white trash da Tonya. 617 "Ai, Jesus!" só para a sequência dela com o marido.


The Battle of The Sexes (A Guerra dos Sexos)

Outro filme sobre mulheres no esporte e dessa vez é no tênis.

A Billie Jean King já tinha sido campeã várias vezes quando decidiu colocar a boca no trombone e exigir que as mulheres tenistas ganhassem o mesmo que os homens (premiação). Foi negada pela o pessoal da ATP e montou sua própria liga com as melhores tenistas da época.

O Bobby Riggs também tinha sido campeão nas quadras, já tinha se aposentado mas ainda gostava de um jogo (apostando claro). Ele era um fanfarrão que gostava de fazer polêmica para provocar uma aposta.

Bobby Riggs lançou um desafio as mulheres dizendo que elas não ganhariam dele. Billie Jean King disse: challenge accepted!

Esse filme é sobre esse jogo. As cenas nas quadras são muito bem feitas! O Steve Carrell faz o Bobby Riggs e você até acha que ele está fazendo Steve Carrell até ver um video do Bobby original e ver que ele era daquele jeito mesmo.

Emma Stone faz Billie Jean King.

(Tem um outro filme sobre o mesmo jogo, de 2001, com a Holly Hunter fazendo a Billie Jean.)

Não sei se a tia Helô gostava de tênis, mas acho que ela iria ficar interessada. 216 "Ai, Jesus!" para as raquetadas de Billie x Bobby.


Lady Bird

Esse é um filme sobre uma garota que vem de uma família que está em dificuldades (pai e irmão desempregados) mas ela tem uma bolsa numa escola católica de ricos. Lady Bird se acha muito criativa e tem alguns problemas coma a mãe (nada demais e quem nunca?). A mãe da Lady Bird é uma ótima personagem.

Lady Bird e sua BFF (que é ótima) vão fazer teatro e ela começa namorar o ator principal. Esse namoro não rende e depois ela tenta fazer parte da galera cool e arranja outro namorado.

Tudo que Lady Bird quer na vida é fazer faculdade em NYC porque ela está entediada em sua cidade e não aguenta mais o sol da California.

Esse filme é bom, mas é apenas mais um filme teen sobre uma garota que está se descobrindo e crescendo. Gosto da Greta Gerwig (que escreveu e dirigiu esse filme), mas ela é superestimada pelo pessoal de Hollywood.

Eu esperava um pouco mais desse filme, foi muito buzz promovendo. Esperava mais especialmente da trilha sonora depois que vi as cartas que a Greta Gerwig escreveu para os artistas pedindo para liberar as músicas para o filme. Não lembro de nenhuma música que tocou nesse filme. (Já as de I, Tonya lembro de todas).

A Tia Helô iria gostar da Lady Bird, afinal ela estuda numa escola católica. 123 "Ai, Jesus!" para o padre chorão.



23.12.17

+Filmes

Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

A Rainha Victoria no ano do seu Jubileu recebeu uma moeda da India que fazia parte de seu império. Quem foi entregar essa moeda foi o Abdul. O Abdul era um escrituário em uma prisão na India e foi escolhido porque era alto.

A Rainha Victoria se encantou com o Abdul, ficaram amigos e ele se tornou o Mushi dela. Mushi é uma espécie de professor espiritual. A Rainha queria aprender as coisas da India, afinal ela era a Imperatriz da porra toda, e Abdul a ensinou a língua e os costumes.

Acontece que nem o filho da Rainha (e futuro Rei) nem o staff real curtiu essa amizade e colocaram uma pressão para mandar Abdul de volta para India. A Rainha Victoria não cedeu e ele só voltou quando ela morreu.

Para quem gosta das histórias da realeza britânica esse filme é bom. A Rainha Victoria foi monarca por 64 anos e certamente tem muitas histórias aí que ainda podem ser contadas.

A Tia Helô iria gostar da Rainha, já da esposa do Abdul escondida atrás da burka nem tanto. 51 "Ai, Jesus!" para Vic and Abs.


Me Chame Pelo Seu Nome

Esse filme é do mesmo diretor do ótimo A Bigger Splash (com Tilda Swinton e Ralph Fiennes).

Call Me By Your Name é um filme sobre: amor, sexo, descobrimento e crescimento. É um filme sexy e sensível.

Armie Hammer faz Oliver um estudante universitário que vai passar o verão na Itália, na casa de um professor. O professor tem um filho adolescente, o Elio. A família do professor é plural: ele é americano, sua esposa não descobri se era francesa ou italiana mas ela também falava alemão, o filho fala francês, inglês e italiano e estão todos inserido naquele ambiente de "moramos numa vila numa cidade pequena italiana".

Oliver é o típico americano confiante, com um pé na arrogância, mas afff que homem lindo! Todos amam Oliver, todos querem Oliver. Mas Oliver só queria uma pessoa.

O mais interessante nesse filme é a reação dos pais do Elio.

A cena final certamente vai render alguma indicação mara o Timothée Chalamet (o Elio) que consegue com o olhar, na duração de uma música, enquanto os créditos estão rolando, resumir toda experiência emocional do Elio até aquele momento.

Acho que esse filme poderia ter alguns diálogos melhores no início, só, o resto gostei de tudo. Quem não gosta de ver Armie Hammer dançando, nadando, jogando vôlei....

A Tia Helô iria tapar os olhos. 412 "Ai, Jesus!" para um pessego.



O Sacrifício do Cervo Sagrado (The Killing of the Sacred Deer)

Mais um filme do diretor de The Lobster e é tão esquisto quanto.

Colin Farrell e Nicole Kidman são um casal de médicos. Ele é cardiologista e cirurgião e ela é oftalmologista. Eles tem dois filhos.

Um dos pacientes do Colin Farrell morre na mesa de cirurgia e ele passa a dar atenção ao filho desse paciente. Acontece que esse rapaz tem uma surpresinha para o Colin Farrell onde o médico tem que fazer uma escolha.

Esse filme é muito interessante e assim como Mother! (mas mais sutil e melhor) faz suas referências bíblicas (e mitológicas).

Gostei desse filme.

A Tia Helô iria sacar logo as referências. Ou não. 622 "Ai, Jesus!" para o coração batendo no início.

15.12.17

Star Wars: Os Últimos Jedi


 The Last Jedi é o episódio VIII de Star Wars.

(Rogue One faz sim parte dessa saga mas é considerado quase um spin off e na linha do tempo seria o episódio 3.9)

COM TODOS OS SPOILERS. Avisei. (Não vou conseguir fazer um post sem spoilers.)

No fim do Despertar da Força (o episódio VII) a situação era a seguinte:
- Os rebeldes destruiram mais uma estrela da morte.
- Finn quase morreu e estava na ala médica da nave dos rebeldes.
- Poe Dameron feliz que explodiram tudo e General Leia triste com a morte do Han Solo.
- Kylo Ren revoltadinho com seu novo look (um corte na cara) fugiu junto com alguns outros da First Order.
 - e a Rey encontrou o Luke Skywalker em sua ilha.

O episódio VIII já começa com uma espetacular perseguição de naves com muitas explosões e Poe Dameron no comando. Meu pedido de darem mais tempo de tela ao Oscar Isaac foi atendido, obrigada! Acontece o Poe Dameron toma as piores decisões nesse filme e muitos rebeldes morrem. Poe é aquele cara que quer fazer tudo agora, "vamos explodir coisas!", "precisamos reagir", e enquanto isso toma PAH! da General Leia e da Almirante Holdo. Felizmente no fim o Poe Dameron é capaz de aprender sua lição e consegue ver que nem sempre explodir tudo é a solução.

Falando na Almirante Holdo, ela chegou agora e já teve a cena mais impactante e maravilhosa de todo o filme.

Do querido BB-8 vou só dizer que ele salva muita gente nesse filme. Muito amor por esse androide.

Kylo Ren foi chamado pelo Snoke que o chamou de garoto mimado e incapaz. Kylo teve um ataque de birra no elevador, pegou sua nave e decidiu que ia explodir as naves dos rebeldes que estavam tentando fugir.

Aliás, esses rebeldes passam o filme todo fugindo e a First Order está só esperando eles acabarem o combustível. (Quando que combustivel foi problema em Star Wars?)

Kylo Ren quase aperta o botão para mandar General Leia, sua mãe, pelos ares mas não faz. Mesmo assim alguém joga uma bomba e Leia vai parar no meio do espaço mas usa seus poderes Jedi para sobreviver numa cena bonita.

Enquanto isso....Rey está na ilha com Luke Skywalker.

Luke nem quer ouvir falar dos Jedi, ele está curtindo sua vida subindo e descendo escadas, tomando leite verde de criaturas com 4 tetas, pescando de forma inusitada e sendo cuidado por umas freiras bem engraçadas.

Chewbacca também está na ilha e faz novos amigos: os fofos e engraçados Porgs.

Mas Luke não consegue ignorar a Força em Rey (ela é poderosíssima) e decide treiná-la em 4 lições, mas só vemos 2 mesmo. Rey é chamada pelo lado negro da força e vai ver qual é. Ela quer saber muito quem são seus pais. (depois o Kylo Ren conta para ela)

Rey e Kylo Ren começam a se comunicar via Sense 8. Eles se veem, conversam e até se tocam mesmo estando em lugares beeeem diferentes (uma nova faceta da Força até então desconhecida para todos nós). Kylo Ren quer que Rey seja sua BFF no lado negro da Força.

(Pausa para dizer que Kylo Ren está com a malhação em dia.)

Luke diz que não vai a lugar nenhum e Rey decide resolver a parada indo encontrar Kylo Ren e tentar convencê-lo a voltar a ser Ben Solo. Chegando na nave Kylo Ren a leva direto para o Snoke.

Quem é Snoke? De onde vem? O que ele come? Ninguém sabe. Ele só falou muito, não disse nada e morreu. É isso. Vilão que só serviu para a gente ver uma das cenas de luta com sabre de luz mais bacanas de toda a saga: Kylo Ren e Rey juntos lutando contra soldados samurais vestidos lindamente de vermelho.

Logo depois Kylo Rey e Rey se enfrentam e a única coisa que acontece é partir o sabre de luz do Luke no meio.

Gosto do Kylo Ren/Ben Solo. Acho que o Adam Driver acertou mesmo nesse personagem. O Kylo Ren tem muitos daddy issues: com Han Solo, com o Snoke e com o Luke. Vai um Freud aí?

Também gosto muito da Rey, ela arrasa.

Outro personagem que acho divertido é o General Hux, e acho que ele não vai mais deixar as birras do Kylo Ren passarem em branco no próximo filme.

E aí chegamos na parte final do filme que acontece num planeta que tem uma base antiga dos rebeldes e os 20 rebeldes restantes vão para lá. A First Order que está decidida a dizimar todos os rebeldes chega lá com uma mini estrela da morte (porque não é Star Wars se não tiver uma estrela da morte) e temos mais uma batalha. Cenas lindas num lugar que parece um deserto de sal, mas que embaixo da camada branca tem uma vermelha que deixa tudo mais bonito.

Se O Despertar da Força é laranja, Os Últimos Jedi é vermelho.

Nessa batalha até Poe Dameron se retira e Finn vai numa vibe kamikaze mas a Rose o salva. Sinceramente, se Finn tivesse morrido ali teria sido digno. Quem é Rose? É a nova personagem que ficou melhores amigas do Finn e os dois tiveram a PIOR parte do filme no planeta cassino. Poderiam ter cortado toda essa parte, mas volto a comentar isso mais na frente.

Luke tem uma conversa linda e sincera com o querido e divertido Yoda (o boneco e não CGI, yes!) e aprende que os erros e os fracassos também importam.

Luke aparece lá na base, troca uma idéia com a Leia e vai resolver a parada. Kylo Ren e Luke Skywalker, sobrinho e tio, decidem as diferenças numa luta e no fim descobrimos que Kylo estava enfrentando uma projeção de seu tio. Whaaaaat? Pois é. Toma essa Kylo Ren!

Nisso a Rey apareceu do nada na Millenium Falcon e foi salvar os 10 rebeldes que acharam um buraco para sair da base. Poe Dameron, Finn, Rose e General Leia incluídos. C3PO também.

E R2D2? Ele aparece para um momento nostálgico que vale a pena.

Sinto dizer mas Luke Skywalker cansado da luta em proejeção com Kylo Ren vira ar no fim desse filme e é muito bonita essa cena, especialmente ele olhando os 2 sóis assim como fazia em Tatooine em A New Hope.

Então para o episódio IX, que será dirigido pelo JJ Abrams, temos:

- Rey e o que restou dos rebeldes ainda estão fugindo da First Order. (Os pais da Rey a venderam por uns drinks e não são ninguém na fila do pão, segundo o Kylo Ren e espero que ele não esteja mentido. Ponto positivo a Rey não ser de linhagem conhecida.)
- Kylo Ren é o novo chefão da First Order, mas General Hux está de olho.
- Poe Dameron e Rey finalmente se conhecem, e se fosse a Rey não perdia a oportunidade. Just saying.
- Poe Dameron e BB-8 ficam separados um tempo e seu reencontro é lindo. Eu coração Oscar Isaac.
- Finn está cuidando da Rose machucada.
- General Leia está viva e com muita esperança na nova Aliança Rebelde que vai surgir. (e nós curiosos como vão fazer sem a Carrie Fisher)
- Luke Skywalker kaput, mas sempre pode voltar como fantasma camarada da Força.
- Ah, e tem aquele garotinho no planeta cassino que tem a Força e o anel dos rebeldes que a Rose deu para ele. (20 minutos inuteis de filme só para esse garotinho fazer sentido no fim).

Resumindo: Achei esse filme divertido, tem cenas muito bonitas e tem cenas emocionantes, mas tem o ritmo quebrado e certamente poderia ter 20 minutos a menos. Gostei de muitas coisas porém, as vezes, achei que era didático demais. Confesso que em algumas partes revirei os olhos. Pronto. Falei.

Vamos ver o que vai acontecer no próximo.

A Tia Helô iria ficar aliviada de ter visto menos Stormtroopers morrendo dessa vez. 157 "Ai, Jesus!" para Os Últimos Jedi.


Update: uma foto do Poe Dameron (Oscar Isaac) por motivo de: adoro.