Maracanã no sábado de carnaval
Eu adoro futebol, e não tem nada melhor do que ver um jogo no Maracanã. Fui ontem assistir Flamengo x Botafogo pela taça Rio.
Antes, quero dizer que essa reforma no Maracanã ficou ótima, está quase um estádio europeu, só falta o público ter um pouquinho mais de educação (mas isso é outra história).
Nós ficamos na arquibancada branca, aquela que nem é de um time nem de outro, teoricamente onde nunca dá confusão, porque o nosso grupo era composto de flamenguistas e botafoguenses sofredores. E tinha muito turista, grupos inteiros, tinha até aqueles guias com bandeirinhas pro pessoal não se perder. A única coisa ruim da arquibancada branca é que na hora do gol não dá pra sentir a emoção de um negão subindo a arquibancada só pra te dar um abraço suado.
Bem, o mengão ganhou de 3x2 de virada! Quem não gosta de um jogo assim com muitos gols e disputas?
Se a Tia Helo alguma vez foi ao Maracanã, foi lá pela década de 60 onde as mulheres iam de chapéu e luva, muito chique. A Tia Helo é flamenguista de coração e ficou feliz com essa vitória sobre o Botafogo.
26.2.06
21.2.06
U2 na TV
Vi o U2 pela TV. Estou frustrada porque não estava lá, porque não me esforcei o suficiente para estar lá e principalmente porque foi um show muito bom! Aquele telão in loco deve ser uma coisa de doido, ainda mais pra mim que adoro um efeito visual. Droga!
Ver pela TV tem muitos defeitos. Começando pela legenda ridícula que a Globo insistiu em colocar, ninguém merece. Depois o Zeca Camargo dando pitaco, um saco. E quando começava a entrar no clima, se é que isso foi possível em algum momento, lá vem a porcaria da propaganda, só de mal eu nem lembro quem foram os anunciantes.
Se eu estivesse lá eu não teria visto o Bono suando que nem uma porca prenha, totalmente sem folego e com a impressão de que não dura mais 10 anos. Eu não teria prestado atenção na cara do Larry Mullen a cada biquinho que ele fazia. E teria achado tudo uma maravilha, além de ter perdido a voz de tanto cantar.
O show foi excelente, a seleção musical foi na medida, tudo muito profissional. O Adam Clayton é o cara mais cool da banda e sem o The Edge nada acontece. Mesmo com todo blá, blá, blá do Bono o rock tocado pelos outros 3 foi da melhor qualidade, como sempre. E eles terminaram com "40", nada mais justo com o Larry Mullen(o último a sair do palco) já que, como o próprio Bono disse, ele que começou a banda.
Apesar de toda parafernalha tecnológica e efeitos visuais a Tia Helo não ia gostar muito. Ela é mais tradicional, tipo Freddy Mercury e Elton John.
Ver pela TV tem muitos defeitos. Começando pela legenda ridícula que a Globo insistiu em colocar, ninguém merece. Depois o Zeca Camargo dando pitaco, um saco. E quando começava a entrar no clima, se é que isso foi possível em algum momento, lá vem a porcaria da propaganda, só de mal eu nem lembro quem foram os anunciantes.
Se eu estivesse lá eu não teria visto o Bono suando que nem uma porca prenha, totalmente sem folego e com a impressão de que não dura mais 10 anos. Eu não teria prestado atenção na cara do Larry Mullen a cada biquinho que ele fazia. E teria achado tudo uma maravilha, além de ter perdido a voz de tanto cantar.
O show foi excelente, a seleção musical foi na medida, tudo muito profissional. O Adam Clayton é o cara mais cool da banda e sem o The Edge nada acontece. Mesmo com todo blá, blá, blá do Bono o rock tocado pelos outros 3 foi da melhor qualidade, como sempre. E eles terminaram com "40", nada mais justo com o Larry Mullen(o último a sair do palco) já que, como o próprio Bono disse, ele que começou a banda.
Apesar de toda parafernalha tecnológica e efeitos visuais a Tia Helo não ia gostar muito. Ela é mais tradicional, tipo Freddy Mercury e Elton John.
19.2.06
Os Doze Trabalhos da Tia Helô - 1
Quem acha que Hércules é o máximo porque executou 12 trabalhos, não sabe de nada... e não conhece a Tia Helô. Vamos ver os trabalhos de Hércules... e os trabalhos da Tia Helô. Quem é mais poderoso?
Trabalho um - combate contra o leão de Neméia
Hércules tentou de tudo, todo tipo de arma, e nada do leão sequer mancar. Uma bela hora, o herói encheu o saco e atacou o leão na unha e resolveu o assunto. Depois tirou a pele do bicho com a mão e usou de vestimenta e no seu escudo. Queria só ver se ele conseguia fazer a Tia Helô entregar a bolsa dela para ele! O leão ia parecer um gatinho recém-nascido!
Trabalho Dois - combate contra a hidra de Lerna
Essa hidra dizem uns, tinha sete cabeças; outros dizem nove; outros ainda dizem cinquenta. Cabeçuda, a bicha. O pior é que não adiantava cortar uma das cabeças, ela crescia de novo na mesma hora. Bem, Hércules cortou todas de uma vez só e encerrou o assunto. Queria ver ele cortar todas as manias da Tia Helô de uma vez só. Acontece que Hércules não é bobo, e sai de fininho toda vez que falam na Tia Helô.
Trabalho Três - matar o javali de Erimanto
Erimanto é uma montanha onde morava um javali "sinistro", que destruía tudo. Pois Hércules nem matou o bichinho: pegou ele com as mãos e colocou vivo no pescoço, feito um boá. Causou sensação na época, esta coisa de usar javalí nos ombros. Pois eu queria ver se ele conseguia mexer em um único santinho da Tia Helô...
Trabalho Quatro - vitória sobre a corça dos pés de bronze
A gazela tinha pés de bronze e chifres de ouro... e era tão veloz, mas tão rápida que ninguém conseguia alcançá-la. Hércules não queria flechar a bichinha, que além de lindona (meio perua) era consagrada à Deusa Diana. então ele correu pela Grécia inteira atrás da bicha, até alcançar. Alcançar a corça dos pés de bronze é mole. Difícil foi acompanhar a Tia Helô na Missa Campal que o Papa João Paulo II celebrou no Aterro do Flamengo!
Trabalho Cinco - exterminação dos pássaros no Lago Estínfalo
Calma, povo do Greenpeace. Segura os "Ai, Jesus", Tia Helô! Não são passarinhos bonitinhos cantarolando na beira do lago. Eram monstros com asas, cabeça e bico de ferro, que lançavam dardos de ferro contra as pessoas. tinham sido criados pelo Deus da guerra, Marte. Ninguém dava contra deles, mas Hércules os exterminou a golpes de flecha. Queria ver Hércules exterminar "Eles", para Tia Helô poder abrir as janelas sem que "Eles" gritem.
Trabalho Seis - domar o touro de Creta.
Este trabalho teve retrabalho, ou seja, o pobre Hércules teve de domar o touro duas vezes, porque ele pegou o bicho e deu de presente a Euristeu, mas o cara deixou o bicho escapar, e ele estava fazendo um estago na planícia de Maratona. Lá foi Hércules DE NOVO catar o bicho. É mais ou menos como manter o ventilador da Tia Helô ligado: você liga, vira as costas e ela desliga. Queria ver ele conseguir fazer ela DEIXAR o ventilador ligado!
Deixo vocês meditando sobre os primeiros seis trabalhos. No próximo post, vou escrever mais sobre cada trabalho da Tia Helô, e num próximo termino os trabalhos de Hércules. Tem muito assunto!
Trabalho um - combate contra o leão de Neméia
Hércules tentou de tudo, todo tipo de arma, e nada do leão sequer mancar. Uma bela hora, o herói encheu o saco e atacou o leão na unha e resolveu o assunto. Depois tirou a pele do bicho com a mão e usou de vestimenta e no seu escudo. Queria só ver se ele conseguia fazer a Tia Helô entregar a bolsa dela para ele! O leão ia parecer um gatinho recém-nascido!
Trabalho Dois - combate contra a hidra de Lerna
Essa hidra dizem uns, tinha sete cabeças; outros dizem nove; outros ainda dizem cinquenta. Cabeçuda, a bicha. O pior é que não adiantava cortar uma das cabeças, ela crescia de novo na mesma hora. Bem, Hércules cortou todas de uma vez só e encerrou o assunto. Queria ver ele cortar todas as manias da Tia Helô de uma vez só. Acontece que Hércules não é bobo, e sai de fininho toda vez que falam na Tia Helô.
Trabalho Três - matar o javali de Erimanto
Erimanto é uma montanha onde morava um javali "sinistro", que destruía tudo. Pois Hércules nem matou o bichinho: pegou ele com as mãos e colocou vivo no pescoço, feito um boá. Causou sensação na época, esta coisa de usar javalí nos ombros. Pois eu queria ver se ele conseguia mexer em um único santinho da Tia Helô...
Trabalho Quatro - vitória sobre a corça dos pés de bronze
A gazela tinha pés de bronze e chifres de ouro... e era tão veloz, mas tão rápida que ninguém conseguia alcançá-la. Hércules não queria flechar a bichinha, que além de lindona (meio perua) era consagrada à Deusa Diana. então ele correu pela Grécia inteira atrás da bicha, até alcançar. Alcançar a corça dos pés de bronze é mole. Difícil foi acompanhar a Tia Helô na Missa Campal que o Papa João Paulo II celebrou no Aterro do Flamengo!
Trabalho Cinco - exterminação dos pássaros no Lago Estínfalo
Calma, povo do Greenpeace. Segura os "Ai, Jesus", Tia Helô! Não são passarinhos bonitinhos cantarolando na beira do lago. Eram monstros com asas, cabeça e bico de ferro, que lançavam dardos de ferro contra as pessoas. tinham sido criados pelo Deus da guerra, Marte. Ninguém dava contra deles, mas Hércules os exterminou a golpes de flecha. Queria ver Hércules exterminar "Eles", para Tia Helô poder abrir as janelas sem que "Eles" gritem.
Trabalho Seis - domar o touro de Creta.
Este trabalho teve retrabalho, ou seja, o pobre Hércules teve de domar o touro duas vezes, porque ele pegou o bicho e deu de presente a Euristeu, mas o cara deixou o bicho escapar, e ele estava fazendo um estago na planícia de Maratona. Lá foi Hércules DE NOVO catar o bicho. É mais ou menos como manter o ventilador da Tia Helô ligado: você liga, vira as costas e ela desliga. Queria ver ele conseguir fazer ela DEIXAR o ventilador ligado!
Deixo vocês meditando sobre os primeiros seis trabalhos. No próximo post, vou escrever mais sobre cada trabalho da Tia Helô, e num próximo termino os trabalhos de Hércules. Tem muito assunto!
Rolling Stones em Copa
Rolling Stones em Copa
Lá fui eu, Bi, Ney, Beth e Nick ver os Rolling Stones na praia de Copacabana com mais de um milhão de pessoas....é isso mesmo....mais de um milhão! Segundo o Ney a festa do ano novo parecia uma reunião de condôminos comparada à multidão do show. Com tanta gente esperava-se confusão, mas foi tudo muito tranqüilo, muita gente bonita, muitos barquinhos no mar e muita festa.
A disputa na areia era pra ver quem conseguia fazer o maior montinho para ficar mais alto, e, acreditem, surgiram várias muralhas da china, a praia amanheceu cheia de trincheiras.
Foi tudo ótimo!!! O som estava baixo no começo, tinha um mané com uma bandeira atrapalhando um pouco, mas resolvemos tudo mudando de lugar (para bem pertinho do repetidor e bem no meio para ver o telão, porque ver Sir Mick Jagger e Cia de perto só na área VIP).
Os vovôs Stones estão com tudo. Keith Richards se esbaldou, Charlie Watts suou muito e continuou sério, Ron Wood era só sorriso e Sir Mick Jagger rebolou como só ele sabe fazer deixando a platéia enlouquecida. Foram 2 horas de show e 20 músicas (as melhores, quase todas do começo), começando com Jumpin’ Jack Flash e terminando com Satisfaction.
Quem foi sabe que foi muito bom! Quem ficou em casa com medo da confusão perdeu um dos melhores momentos da praia de Copacabana e dos Stones. It’s a gas! gas! gas!
A Tia Helo não deve gostar nem um pouco dos Stones, afinal são eles que cantam Sympathy for the Devil. E ela ia concordar com os americanos que não dá para escutar “you make a dead man come” de Start Me Up. Ela não sabe o que está perdendo.
Lá fui eu, Bi, Ney, Beth e Nick ver os Rolling Stones na praia de Copacabana com mais de um milhão de pessoas....é isso mesmo....mais de um milhão! Segundo o Ney a festa do ano novo parecia uma reunião de condôminos comparada à multidão do show. Com tanta gente esperava-se confusão, mas foi tudo muito tranqüilo, muita gente bonita, muitos barquinhos no mar e muita festa.
A disputa na areia era pra ver quem conseguia fazer o maior montinho para ficar mais alto, e, acreditem, surgiram várias muralhas da china, a praia amanheceu cheia de trincheiras.
Foi tudo ótimo!!! O som estava baixo no começo, tinha um mané com uma bandeira atrapalhando um pouco, mas resolvemos tudo mudando de lugar (para bem pertinho do repetidor e bem no meio para ver o telão, porque ver Sir Mick Jagger e Cia de perto só na área VIP).
Os vovôs Stones estão com tudo. Keith Richards se esbaldou, Charlie Watts suou muito e continuou sério, Ron Wood era só sorriso e Sir Mick Jagger rebolou como só ele sabe fazer deixando a platéia enlouquecida. Foram 2 horas de show e 20 músicas (as melhores, quase todas do começo), começando com Jumpin’ Jack Flash e terminando com Satisfaction.
Quem foi sabe que foi muito bom! Quem ficou em casa com medo da confusão perdeu um dos melhores momentos da praia de Copacabana e dos Stones. It’s a gas! gas! gas!
A Tia Helo não deve gostar nem um pouco dos Stones, afinal são eles que cantam Sympathy for the Devil. E ela ia concordar com os americanos que não dá para escutar “you make a dead man come” de Start Me Up. Ela não sabe o que está perdendo.
13.2.06
Esquis e patins em Turim
Esquis e patins em Turim
Eu adoro as Olimpíadas de inverno! O branco da neve e do gelo contrasta muito bem com todo aquele colorido das roupas. E os atletas com aquelas bochechas rosadas?
As modalidades são ótimas. É tudo muito difícil (eu sei, já tentei esquiar) e exige muita coragem –como, por exemplo, descer uma montanha a sei-lá-quantos quilômetros por hora, saltar uma rampa, tentar correr na neve de esqui, se enfiar num trenó num tubo de gelo a outros tantos kms por hora, se equilibrar em lâminas para correr, saltar, dar piruetas e ainda brigar por um disco preto muito pequeno na tentativa de fazer um gol.
E como se tudo isso não bastasse, a maioria das medalhas é disputada a uma temperatura agradável de menos 2 graus. Brrrrrrrrrrrrrrrrr. Quantos litros de chocolate quente eles consomem? Ou vinho? Ou vodka?
É a Olimpíada dos países nórdicos, não só porque eles tem muita neve e gelo, mas porque eles tem mais dinheiro e os esportes de inverno não são baratos. Imagina, um trenó de 25 mil dólares, um par de esquis não sai por menos de.....sei lá quanto custa um par de esquis, e aquelas roupichas térmicas de alta performance e design arrojado também não são vendidas na C&A.
Eu continuo achando tudo muito bonito. Os espectadores estão sempre bem vestidos com gorros e luvas, dá impressão que são todos lindos. Até os nerds do curling (aquele esporte onde eles empurram uma pedra no gelo e usam vassouras) ficam bem.
Eu, aqui no calor carioca, vou torcer para os 4 brasileiros do bobsled ficarem entre os top 20.
Acho que a Tia Helo nunca viu as Olimpíadas de inverno, ela desistiu da tv 20 anos atrás, mas, com todo mundo tapado até o pescoço, ela ia achar tudo muito mais decente do que os jogos de verão.
Eu adoro as Olimpíadas de inverno! O branco da neve e do gelo contrasta muito bem com todo aquele colorido das roupas. E os atletas com aquelas bochechas rosadas?
As modalidades são ótimas. É tudo muito difícil (eu sei, já tentei esquiar) e exige muita coragem –como, por exemplo, descer uma montanha a sei-lá-quantos quilômetros por hora, saltar uma rampa, tentar correr na neve de esqui, se enfiar num trenó num tubo de gelo a outros tantos kms por hora, se equilibrar em lâminas para correr, saltar, dar piruetas e ainda brigar por um disco preto muito pequeno na tentativa de fazer um gol.
E como se tudo isso não bastasse, a maioria das medalhas é disputada a uma temperatura agradável de menos 2 graus. Brrrrrrrrrrrrrrrrr. Quantos litros de chocolate quente eles consomem? Ou vinho? Ou vodka?
É a Olimpíada dos países nórdicos, não só porque eles tem muita neve e gelo, mas porque eles tem mais dinheiro e os esportes de inverno não são baratos. Imagina, um trenó de 25 mil dólares, um par de esquis não sai por menos de.....sei lá quanto custa um par de esquis, e aquelas roupichas térmicas de alta performance e design arrojado também não são vendidas na C&A.
Eu continuo achando tudo muito bonito. Os espectadores estão sempre bem vestidos com gorros e luvas, dá impressão que são todos lindos. Até os nerds do curling (aquele esporte onde eles empurram uma pedra no gelo e usam vassouras) ficam bem.
Eu, aqui no calor carioca, vou torcer para os 4 brasileiros do bobsled ficarem entre os top 20.
Acho que a Tia Helo nunca viu as Olimpíadas de inverno, ela desistiu da tv 20 anos atrás, mas, com todo mundo tapado até o pescoço, ela ia achar tudo muito mais decente do que os jogos de verão.
10.2.06
Fala Ney!
Fala Ney!
O Ney é uma das minhas pessoas favoritas e, assim como a Tia Helo, ele existe sim. Quem conhece adora, que não conhece...azar...ele já não está mais fazendo novos amigos.
Ney por Ney: "Não consigo manter prazos, sou perdulário e um pouco sacana." Só um poquinho né?
Ele tem as melhores tiradas e apartir de agora eu vou colocar algumas delas por aqui (com permissão dele é claro).
Ontem ele mandou essa:
"Se os estados fossem pessoas o Ceará seria o novo rico, aquela coisa de couro com renda e muito dourado....o Piauí seria a empregada do Ceará, ia fazer todo o trabalho."
Ney, bem vindo ao caderninho. Aquela banda que tem um tal de Mick Jagger como vocalista está nos esperando nas areias de Copacabana...Start me up!
O Ney é uma das minhas pessoas favoritas e, assim como a Tia Helo, ele existe sim. Quem conhece adora, que não conhece...azar...ele já não está mais fazendo novos amigos.
Ney por Ney: "Não consigo manter prazos, sou perdulário e um pouco sacana." Só um poquinho né?
Ele tem as melhores tiradas e apartir de agora eu vou colocar algumas delas por aqui (com permissão dele é claro).
Ontem ele mandou essa:
"Se os estados fossem pessoas o Ceará seria o novo rico, aquela coisa de couro com renda e muito dourado....o Piauí seria a empregada do Ceará, ia fazer todo o trabalho."
Ney, bem vindo ao caderninho. Aquela banda que tem um tal de Mick Jagger como vocalista está nos esperando nas areias de Copacabana...Start me up!
6.2.06
+Filmes
Filmes
Brokeback Mountain
Uma história de amor entre dois cowboys do meio do nada americano que começa quando eles vão contar ovelhas na tal Brokeback Mountain. É um daqueles amores que dura 20 anos com alguns encontros, sofrimento, angústia, etc. Tem um deles pulando que nem uma menina adolescente esperando o encontro, tem o outro com cobrança de amante que manda escolher entre a mulher ou ela (no caso ele), e tem carinho. Mas como são dois cowboys (e que cowboys!!) nada é muito explícito (bem, só alguns beijos, abraços e olhares), mesmo quando estão só os dois nas suas “pescarias”.
O Heath Ledger (australiano macho-que-é-macho) faz o cowboy mais contido, Ennis Del Mar, aquele que assume menos e sofre mais. Jake Gyllenhaal (os olhos azuis mais bonitos do cinema atual) faz o cowboy mais assumido, Jack Twist, o que parte pra cima e o que cobra uma atitude. Os dois estão muito bem, palmas para eles. Duas cenas resumem o filme, a do Jack relembrando um momento do passado antes de ir embora do último encontro, e a do Ennis olhando as duas camisas sobrepostas no armário. A paisagem é linda, e o amor é difícil.
A Tia Helo com certeza não ia entender tamanho desperdício de matéria prima. Ela diria 241 “Ai, Jesus!” para os amantes vaqueiros.
Cinema, Aspirinas e Urubus
O fato que os alemães são os precursores da propaganda em massa e que eles também são ingênuos pra caramba (senão Hitler não tinha conseguido nada com eles) deve ter inspirado esse filme.
Aqui um alemão (alguém pode me dizer onde arranjaram esse ator?) fugindo da segunda guerra vai vender um produto novo que alivia as dores de cabeça, a tal aspirina. Ele faz isso através de filmes publicitários os quais eram mostrados em telas de cinema improvisadas. Onde ele vendia? Bem, no interior do nordeste, lá onde o povo tem dor de cabeça de fome, e os urubus rondam o céu. Ele tem um caminhão, um rádio e muita comida em lata, e com isso ele vai desbravando o sertão. No meio do caminho ele dá carona a um nordestino que quer chegar ao Rio de Janeiro e esse carona vira seu ajudante.
A partir daí vemos as diferenças entre o brasileiro e o estrangeiro, em tudo. Chega num momento em que o Brasil decide sair de cima do muro e toma o lado dos aliados, então os alemães e suas empresas passam a ser perseguidos aqui na terra tupiniquim. Com isso o alemão se desfaz de seus documentos e vai para a Amazônia onde ele acredita que a vida pode ser melhor. O nordestino, que já sabe que tirar borracha no seringal é uma roubada, fica com o caminhão das aspirinas e segue destino. O interessante é que o lugar que para o alemão é segurança contra a guerra, para o nordestino é a própria guerra (fome e miséria).
Foi o melhor filme nacional que eu vi desde Cidade de Deus.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem miséria, gente sofrendo, alemão tomando banho de cuia....ela diria um 157 “Ai, Jesus!”.
Munique
E lá vamos nós para uma incursão de Spielberg na rixa mais antiga do mundo: judeus x árabes.
Dessa vez ele conta a história da perseguição do Mossad aos árabes que arquitetaram o atentado terrorista nas Olimpíadas de Munique.
Eric Hulk Tróia Bana (e australiano macho-que-é-macho) faz Avner, um agente do Mossad que é recrutado pela vovozinha primeiro-ministro de Israel, Golda Meir, para a tal missão. Ele é mandado para Europa com uma lista de 11 nomes, muito dinheiro e 4 ajudantes (entre eles o futuro 007). No começo tudo é festa, eles conseguem as informações e começam a eliminar os nomes da lista. Mas no meio da história Avner percebe que o buraco é mais embaixo, que ao eliminar um nome da lista vai sempre aparecer um substituto, que os mercenários trabalham para os dois lados, que os árabes tem muito mais foco e vontade de vencer essa disputa e que ele também faz parte da lista de alguém.
Como um bom judeu, a culpa faz dúvidas pipocarem na mente de Avner. Será que essas pessoas são realmente culpadas por esses crimes? Será que eu sou um assassino? Será que minhas ações são melhores que as do inimigo? Será que vale a pena essa guerra? Será que algum dia vai ter paz mundial? E é com essas dúvidas que ele abandona Israel, onde seria um herói, e vira mais um estrangeiro no Brooklyn.
Confesso que depois daquele final ridículo de Guerra dos Mundos eu me decepcionei com o Spielba, mas eu gostei de Munique. É sempre bom ver os dois lados do confronto, que não tem bom nessa história. E ele sabe o que fazer com a câmera.
A Tia Helo, como boa católica, talvez gostasse de ver a confusão entre judeus e árabes. Ela só não gostaria de ver a violência. 247 “Ai Jesus!” para
esse filme.
Boa Noite e Boa Sorte
George Über Clooney dirige e atua nesse filme sobre um time de jornalistas que desvendou a CPI de caça aos comunistas.
Os jornalistas foram liderados por Edward Murrow, o William Bonner da década de 50, que fazia os dois tipos de jornalismo, o de denuncia e esclarecimento e também o fútil para pagar as contas. Nos anos 50 ele resolveu denunciar o absurdo que era a comissão de inquérito encabeçada pelo Senador McCarthy, um caipira que acreditava seriamente que os comunistas comiam criancinhas e sentia-se ameaçado por eles. Só que o senador esqueceu que a América é land of the free e home of the brave e foi longe demais na sua caça as bruxas. Claro que os meses entre as reportagens eram repletos de muita tensão, abandono de patrocinadores, mas o pessoal só queria fazer a coisa certa. E no fim fica a mensagem que a televisão enquanto jornalismo tem o dever de informar o público, mesmo que esse público só queira ver game shows.
Os atores estão muito bem, a fotografia em preto e branco dá um ar de documentário, e o George é o George. Uma coisa me chamou atenção, era tanta gente fumando nesse filme que eu acho que era uma mensagem subliminar para acabar com o preconceito anti-tabagista. Poxa América, deixa o povo fumar!
Tia Helo não gosta de comunistas, não gosta de fumantes, não tá nem aí pros americanos....mas ela ia gostar do George, ainda mais com aqueles óculos de garoto inteligente. Ela diria 183 “Ai Jesus!” Para esse filme.
Dizem por aí
Depois dos 4 filmes aí em cima fico até com vergonha de ter ido ver esse aqui. Mas vamos lá....
Nesse filme meio nonsense a Jennifer Friends Aniston descobre que a sua família foi inspiração para o livro e filme “The Graduate” (A Primeira Noite de um Homem). A Shirley Vida Passadas Maclaine faz a Mrs. Robinson, que, diga-se de passagem, virou uma mulher amarga, infeliz, porém muito engraçada. O Kevin Campo dos Sonhos Costner faz uma versão muuuuuuuito melhorada do Dustin Hoffman (e que upgrade!).
Mas pensando bem as coisas não se encaixam. No primeiro filme a Sra. Robinson pega o garotão porque teoricamente ela está entediada com a vida e quer tirar sarro de um pamonha virgem. O Dustin Hoffman por sua vez aprende a lição com ela e depois se apaixona pela filha dela. A Sra. Robinson dá um piti quando descobre esse fato. Piti esse que só fundamento se ela acha que o pamonha não aprendeu nada e que a filha dela vai sofrer. Duvido que ela estivesse super a fim do graduate, como querem que a gente acredite. Ora, a Sra. Robinson foi uma das primeiras mulheres a explorar um garotão para satisfação própria no cinema.
Nesse filme moderno me custa acreditar que o Kevin Costner fosse precisar aprender alguma coisa com alguém. Se alguém ensinou algo foi ele, à avó, à mãe e à filha. E tudo termina com um casamento e ninguém foge, blergh!
Difícil saber se a Tia Helo ia gostar ou não desse filme, em todo caso acho que ela diria uns 114 “Ai, Jesus!” para esse filme, sendo que 15 deles só para o Kevin Costner.
Brokeback Mountain
Uma história de amor entre dois cowboys do meio do nada americano que começa quando eles vão contar ovelhas na tal Brokeback Mountain. É um daqueles amores que dura 20 anos com alguns encontros, sofrimento, angústia, etc. Tem um deles pulando que nem uma menina adolescente esperando o encontro, tem o outro com cobrança de amante que manda escolher entre a mulher ou ela (no caso ele), e tem carinho. Mas como são dois cowboys (e que cowboys!!) nada é muito explícito (bem, só alguns beijos, abraços e olhares), mesmo quando estão só os dois nas suas “pescarias”.
O Heath Ledger (australiano macho-que-é-macho) faz o cowboy mais contido, Ennis Del Mar, aquele que assume menos e sofre mais. Jake Gyllenhaal (os olhos azuis mais bonitos do cinema atual) faz o cowboy mais assumido, Jack Twist, o que parte pra cima e o que cobra uma atitude. Os dois estão muito bem, palmas para eles. Duas cenas resumem o filme, a do Jack relembrando um momento do passado antes de ir embora do último encontro, e a do Ennis olhando as duas camisas sobrepostas no armário. A paisagem é linda, e o amor é difícil.
A Tia Helo com certeza não ia entender tamanho desperdício de matéria prima. Ela diria 241 “Ai, Jesus!” para os amantes vaqueiros.
Cinema, Aspirinas e Urubus
O fato que os alemães são os precursores da propaganda em massa e que eles também são ingênuos pra caramba (senão Hitler não tinha conseguido nada com eles) deve ter inspirado esse filme.
Aqui um alemão (alguém pode me dizer onde arranjaram esse ator?) fugindo da segunda guerra vai vender um produto novo que alivia as dores de cabeça, a tal aspirina. Ele faz isso através de filmes publicitários os quais eram mostrados em telas de cinema improvisadas. Onde ele vendia? Bem, no interior do nordeste, lá onde o povo tem dor de cabeça de fome, e os urubus rondam o céu. Ele tem um caminhão, um rádio e muita comida em lata, e com isso ele vai desbravando o sertão. No meio do caminho ele dá carona a um nordestino que quer chegar ao Rio de Janeiro e esse carona vira seu ajudante.
A partir daí vemos as diferenças entre o brasileiro e o estrangeiro, em tudo. Chega num momento em que o Brasil decide sair de cima do muro e toma o lado dos aliados, então os alemães e suas empresas passam a ser perseguidos aqui na terra tupiniquim. Com isso o alemão se desfaz de seus documentos e vai para a Amazônia onde ele acredita que a vida pode ser melhor. O nordestino, que já sabe que tirar borracha no seringal é uma roubada, fica com o caminhão das aspirinas e segue destino. O interessante é que o lugar que para o alemão é segurança contra a guerra, para o nordestino é a própria guerra (fome e miséria).
Foi o melhor filme nacional que eu vi desde Cidade de Deus.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem miséria, gente sofrendo, alemão tomando banho de cuia....ela diria um 157 “Ai, Jesus!”.
Munique
E lá vamos nós para uma incursão de Spielberg na rixa mais antiga do mundo: judeus x árabes.
Dessa vez ele conta a história da perseguição do Mossad aos árabes que arquitetaram o atentado terrorista nas Olimpíadas de Munique.
Eric Hulk Tróia Bana (e australiano macho-que-é-macho) faz Avner, um agente do Mossad que é recrutado pela vovozinha primeiro-ministro de Israel, Golda Meir, para a tal missão. Ele é mandado para Europa com uma lista de 11 nomes, muito dinheiro e 4 ajudantes (entre eles o futuro 007). No começo tudo é festa, eles conseguem as informações e começam a eliminar os nomes da lista. Mas no meio da história Avner percebe que o buraco é mais embaixo, que ao eliminar um nome da lista vai sempre aparecer um substituto, que os mercenários trabalham para os dois lados, que os árabes tem muito mais foco e vontade de vencer essa disputa e que ele também faz parte da lista de alguém.
Como um bom judeu, a culpa faz dúvidas pipocarem na mente de Avner. Será que essas pessoas são realmente culpadas por esses crimes? Será que eu sou um assassino? Será que minhas ações são melhores que as do inimigo? Será que vale a pena essa guerra? Será que algum dia vai ter paz mundial? E é com essas dúvidas que ele abandona Israel, onde seria um herói, e vira mais um estrangeiro no Brooklyn.
Confesso que depois daquele final ridículo de Guerra dos Mundos eu me decepcionei com o Spielba, mas eu gostei de Munique. É sempre bom ver os dois lados do confronto, que não tem bom nessa história. E ele sabe o que fazer com a câmera.
A Tia Helo, como boa católica, talvez gostasse de ver a confusão entre judeus e árabes. Ela só não gostaria de ver a violência. 247 “Ai Jesus!” para
esse filme.
Boa Noite e Boa Sorte
George Über Clooney dirige e atua nesse filme sobre um time de jornalistas que desvendou a CPI de caça aos comunistas.
Os jornalistas foram liderados por Edward Murrow, o William Bonner da década de 50, que fazia os dois tipos de jornalismo, o de denuncia e esclarecimento e também o fútil para pagar as contas. Nos anos 50 ele resolveu denunciar o absurdo que era a comissão de inquérito encabeçada pelo Senador McCarthy, um caipira que acreditava seriamente que os comunistas comiam criancinhas e sentia-se ameaçado por eles. Só que o senador esqueceu que a América é land of the free e home of the brave e foi longe demais na sua caça as bruxas. Claro que os meses entre as reportagens eram repletos de muita tensão, abandono de patrocinadores, mas o pessoal só queria fazer a coisa certa. E no fim fica a mensagem que a televisão enquanto jornalismo tem o dever de informar o público, mesmo que esse público só queira ver game shows.
Os atores estão muito bem, a fotografia em preto e branco dá um ar de documentário, e o George é o George. Uma coisa me chamou atenção, era tanta gente fumando nesse filme que eu acho que era uma mensagem subliminar para acabar com o preconceito anti-tabagista. Poxa América, deixa o povo fumar!
Tia Helo não gosta de comunistas, não gosta de fumantes, não tá nem aí pros americanos....mas ela ia gostar do George, ainda mais com aqueles óculos de garoto inteligente. Ela diria 183 “Ai Jesus!” Para esse filme.
Dizem por aí
Depois dos 4 filmes aí em cima fico até com vergonha de ter ido ver esse aqui. Mas vamos lá....
Nesse filme meio nonsense a Jennifer Friends Aniston descobre que a sua família foi inspiração para o livro e filme “The Graduate” (A Primeira Noite de um Homem). A Shirley Vida Passadas Maclaine faz a Mrs. Robinson, que, diga-se de passagem, virou uma mulher amarga, infeliz, porém muito engraçada. O Kevin Campo dos Sonhos Costner faz uma versão muuuuuuuito melhorada do Dustin Hoffman (e que upgrade!).
Mas pensando bem as coisas não se encaixam. No primeiro filme a Sra. Robinson pega o garotão porque teoricamente ela está entediada com a vida e quer tirar sarro de um pamonha virgem. O Dustin Hoffman por sua vez aprende a lição com ela e depois se apaixona pela filha dela. A Sra. Robinson dá um piti quando descobre esse fato. Piti esse que só fundamento se ela acha que o pamonha não aprendeu nada e que a filha dela vai sofrer. Duvido que ela estivesse super a fim do graduate, como querem que a gente acredite. Ora, a Sra. Robinson foi uma das primeiras mulheres a explorar um garotão para satisfação própria no cinema.
Nesse filme moderno me custa acreditar que o Kevin Costner fosse precisar aprender alguma coisa com alguém. Se alguém ensinou algo foi ele, à avó, à mãe e à filha. E tudo termina com um casamento e ninguém foge, blergh!
Difícil saber se a Tia Helo ia gostar ou não desse filme, em todo caso acho que ela diria uns 114 “Ai, Jesus!” para esse filme, sendo que 15 deles só para o Kevin Costner.
30.1.06
Macaé 2
Como prometido, aqui o meu post sobre Macaé e Búzios.
Euzinha como boa taurina preguiçosa que sou, deixo tudo para depois...se não precisa fazer agora, vamos fazer daqui há um mês hahaha.
Como todos os nossos 7 ou 8 leitores sabem, este ano foi muito complicado para mim por causa da doença do meu pai. Como o pior já passou, curti Macaé e Búzios na contagem regressiva.
Macaé realmente como falou a Ká é "inha", falta calor humano lá. Não adianta todo o din din do petróleo...precisa de vida. Imaginem, aquela praia linda e vazia!!
Mas vamos aos nossos vizinhos australianos, os aborígenes. Gente era a coisa mais lindinha. Nunca vi tanta organização em um terreno baldio. Lixo para um lado, cozinha para o outro, quarto para o outro e por aí vai.
Mas o que eu mais gostei foi chegar um dia em casa e ver que eles estavam se arrumando para um cineminha. Pasmem, os "homeless" com DVD e duas fitas de locadora. Eles estavam num clima BBB, filminho no quarto do líder.
Agora o que me deu mais raiva, foi no dia da nossa volta, nós sem água em casa e eles com água no terreno.
Mas eles eram super educados e solícitos.
No dia que fomos ao Mexicano, tia Beth quase que vira o pé no meio da rua. Na mesma hora um deles veio ajudar.
Chegou a vez de Búzios, ah Búzios...falar o que daquele paraíso que já não tenha sido dito!Que é lindo, chique, charmoso e cheio de gente interessante...
A única coisa ruim era que estava lotado , um calor dos infernos e eles estavam consertando o asfalto e isso estava tumultuando um pouco a cidade. Mas nem assim tira o impacto que Búzios sempre causa nas pessoas.
Mas o mais importante meus queridos é que eu estava nessa trip com duas pessoas muito importantes na minha vida que eu amo muito.O que torna qualquer roubada uma grande alegria.
Estou partindo para Recife na semana que vem, mas antes de ir passo por aqui para dar um alô!
Tia Helo vai ficar com saudades!
Como prometido, aqui o meu post sobre Macaé e Búzios.
Euzinha como boa taurina preguiçosa que sou, deixo tudo para depois...se não precisa fazer agora, vamos fazer daqui há um mês hahaha.
Como todos os nossos 7 ou 8 leitores sabem, este ano foi muito complicado para mim por causa da doença do meu pai. Como o pior já passou, curti Macaé e Búzios na contagem regressiva.
Macaé realmente como falou a Ká é "inha", falta calor humano lá. Não adianta todo o din din do petróleo...precisa de vida. Imaginem, aquela praia linda e vazia!!
Mas vamos aos nossos vizinhos australianos, os aborígenes. Gente era a coisa mais lindinha. Nunca vi tanta organização em um terreno baldio. Lixo para um lado, cozinha para o outro, quarto para o outro e por aí vai.
Mas o que eu mais gostei foi chegar um dia em casa e ver que eles estavam se arrumando para um cineminha. Pasmem, os "homeless" com DVD e duas fitas de locadora. Eles estavam num clima BBB, filminho no quarto do líder.
Agora o que me deu mais raiva, foi no dia da nossa volta, nós sem água em casa e eles com água no terreno.
Mas eles eram super educados e solícitos.
No dia que fomos ao Mexicano, tia Beth quase que vira o pé no meio da rua. Na mesma hora um deles veio ajudar.
Chegou a vez de Búzios, ah Búzios...falar o que daquele paraíso que já não tenha sido dito!Que é lindo, chique, charmoso e cheio de gente interessante...
A única coisa ruim era que estava lotado , um calor dos infernos e eles estavam consertando o asfalto e isso estava tumultuando um pouco a cidade. Mas nem assim tira o impacto que Búzios sempre causa nas pessoas.
Mas o mais importante meus queridos é que eu estava nessa trip com duas pessoas muito importantes na minha vida que eu amo muito.O que torna qualquer roubada uma grande alegria.
Estou partindo para Recife na semana que vem, mas antes de ir passo por aqui para dar um alô!
Tia Helo vai ficar com saudades!
25.1.06
Bye, Bye Macaé
Bye Bye Macaé
Teoricamente esse é o meu último dia aqui na terra do petróleo. Faz um pouco menos de um ano que vim pra cá, mas andei fazendo as contas e concluí que só passei 100 dias (ou menos) de fato em Macaé city. Os outros sei lá quantos dias eu passei entre o Rio, Fortaleza, Salvador....
Macaé é bonitinha, arrumadinha, limpinha, inha, inha, inha. Mas falta um pouco de vida. Vida que não veio com o dinheiro do petróleo....pensando bem, a vida parece que parou em Búzios e ficou por lá (e quem não ficaria?).
Hoje eu me despeço daqui. A Luizinha veio para os momentos finais...aliás ela esperou até o último minuto do segundo tempo. Ela passou 3 dias aqui e já deu para ver o que tem de bom aqui. Ela conheceu a nossa cobertura super bem decorada pela Beth, os vizinhos aborígenes, o mexicano, alguns nativos e claro que fomos a Búzios que é o melhor de Macaé. (coisas que ela vai contar depois, num post já prometido)
E para fechar o ciclo com chave de ouro faltou água em casa e estamos indo para o Rio que nem duas porquinhas, oinc, oinc. Tia Helo não ia gostar nada disso, imagina passar mais de 15 minutos sem lavar as mãos.
Eu gostei desse quase um ano com algumas paradas em Macaé. Por isso esse post para me despedir da cidade petroleira que eu espero tenha, no mínimo, mais 2 cinemas decentes se eu algum dia voltar.
Um beijo, tchau!
Teoricamente esse é o meu último dia aqui na terra do petróleo. Faz um pouco menos de um ano que vim pra cá, mas andei fazendo as contas e concluí que só passei 100 dias (ou menos) de fato em Macaé city. Os outros sei lá quantos dias eu passei entre o Rio, Fortaleza, Salvador....
Macaé é bonitinha, arrumadinha, limpinha, inha, inha, inha. Mas falta um pouco de vida. Vida que não veio com o dinheiro do petróleo....pensando bem, a vida parece que parou em Búzios e ficou por lá (e quem não ficaria?).
Hoje eu me despeço daqui. A Luizinha veio para os momentos finais...aliás ela esperou até o último minuto do segundo tempo. Ela passou 3 dias aqui e já deu para ver o que tem de bom aqui. Ela conheceu a nossa cobertura super bem decorada pela Beth, os vizinhos aborígenes, o mexicano, alguns nativos e claro que fomos a Búzios que é o melhor de Macaé. (coisas que ela vai contar depois, num post já prometido)
E para fechar o ciclo com chave de ouro faltou água em casa e estamos indo para o Rio que nem duas porquinhas, oinc, oinc. Tia Helo não ia gostar nada disso, imagina passar mais de 15 minutos sem lavar as mãos.
Eu gostei desse quase um ano com algumas paradas em Macaé. Por isso esse post para me despedir da cidade petroleira que eu espero tenha, no mínimo, mais 2 cinemas decentes se eu algum dia voltar.
Um beijo, tchau!
22.1.06
Tia Helo e os garotões
Tia Helo e os garotões
A Tia Helo é um bando de coisa, mas não é boba. Ela sabe muito bem escolher quem vai ajudá-la, seja no supermercado ou no spa da terceira idade. E a Tia Helo gosta dos garotões e dos bonitos, porque pra ela beleza é fundamental. Como ela já passou dos 70, a faixa dela de garotões vai de 18 a 50.
Lá no spa da terceira idade tem um enfermeiro que vai nos quartos visitar as hóspedes. A Tia Helo se derrete toda para ele, exige até beijinho. E para o amigo da sua sobrinha... ”Que rapaz educado....que rapaz bonito...” suspira a Tia Helo.
A Tia Helo está muito certa. Eu e a Luizinha aprendemos bem com ela. Nada como um garotão que sabe se divertir e nos divertir. Eu já sei disso desde quando eu ainda tinha a idade deles, se bem que mentalmente eu ainda estou lá. Eu não tenho preferência, mas os mais velhos (mais velhos do que eu) não gostam muito de mim não, azar o deles.
Na ficção e na vida real tem muitas histórias de rapazes e suas amantes maduras (aqui em casa tem uma, minha mãe é mais velha que o meu padrasto garotão). Mas uma das melhores músicas sobre o assunto é do Rod Stewart, quando ele era garotão (é gente....ele já foi garotão um dia, lá na década de 70 quando ele ainda fazia umas músicas legais) e fez uma música pra tal da Maggie.
Maggie May
Wake up Maggie I think I got something to say to you
It’s late September and I really should be back at school
I know I keep you amused but I feel I’m being used
Oh Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home just to save you from being alone
You stole my heart and that’s what really hurt
The morning sun when it’s in your face really shows your age
But that don’t worry me none in my eyes you’re everything
I laughed at all of your jokes my love you didn’t need to coax
Oh, Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home, just to save you from being alone
You stole my soul and that’s a pain I can do without
All I needed was a friend to lend a guiding hand
But you turned into a lover andMother what a lover, you wore me out
All you did was wreck my bed
And in the morning kick me in the head
Oh Maggie I couldn’t have tried anymore
You lured me away from home ’cause you didn’t want to be alone
You stole my heart I couldn’t leave you if I tried
I suppose I could collect my books and get on back to school
Or steal my daddy’s cue and make a living out of playing pool
Or find myself a rock and roll band that needs a helpin’ hand
Oh Maggie I wish I’d never seen your face
You made a first-class fool out of meBut I’m as blind as a fool can be
You stole my heart but I love you anyway
A Tia Helo é um bando de coisa, mas não é boba. Ela sabe muito bem escolher quem vai ajudá-la, seja no supermercado ou no spa da terceira idade. E a Tia Helo gosta dos garotões e dos bonitos, porque pra ela beleza é fundamental. Como ela já passou dos 70, a faixa dela de garotões vai de 18 a 50.
Lá no spa da terceira idade tem um enfermeiro que vai nos quartos visitar as hóspedes. A Tia Helo se derrete toda para ele, exige até beijinho. E para o amigo da sua sobrinha... ”Que rapaz educado....que rapaz bonito...” suspira a Tia Helo.
A Tia Helo está muito certa. Eu e a Luizinha aprendemos bem com ela. Nada como um garotão que sabe se divertir e nos divertir. Eu já sei disso desde quando eu ainda tinha a idade deles, se bem que mentalmente eu ainda estou lá. Eu não tenho preferência, mas os mais velhos (mais velhos do que eu) não gostam muito de mim não, azar o deles.
Na ficção e na vida real tem muitas histórias de rapazes e suas amantes maduras (aqui em casa tem uma, minha mãe é mais velha que o meu padrasto garotão). Mas uma das melhores músicas sobre o assunto é do Rod Stewart, quando ele era garotão (é gente....ele já foi garotão um dia, lá na década de 70 quando ele ainda fazia umas músicas legais) e fez uma música pra tal da Maggie.
Maggie May
Wake up Maggie I think I got something to say to you
It’s late September and I really should be back at school
I know I keep you amused but I feel I’m being used
Oh Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home just to save you from being alone
You stole my heart and that’s what really hurt
The morning sun when it’s in your face really shows your age
But that don’t worry me none in my eyes you’re everything
I laughed at all of your jokes my love you didn’t need to coax
Oh, Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home, just to save you from being alone
You stole my soul and that’s a pain I can do without
All I needed was a friend to lend a guiding hand
But you turned into a lover andMother what a lover, you wore me out
All you did was wreck my bed
And in the morning kick me in the head
Oh Maggie I couldn’t have tried anymore
You lured me away from home ’cause you didn’t want to be alone
You stole my heart I couldn’t leave you if I tried
I suppose I could collect my books and get on back to school
Or steal my daddy’s cue and make a living out of playing pool
Or find myself a rock and roll band that needs a helpin’ hand
Oh Maggie I wish I’d never seen your face
You made a first-class fool out of meBut I’m as blind as a fool can be
You stole my heart but I love you anyway
20.1.06
As Crônicas de Narnia
As Crônicas de Narnia
Não, esse não está virando um blog de cinema, mas acontece que estamos na época dos Globos de Ouro e do pré-Oscar então nada mais justo do que falar de filmes (mesmo que sejam muitos blockbusters, um bocado de comédias românticas e alguns filmes cabeça).
Então lá fui eu a mais uma sessão de cinema no Cine Macaé...um parênteses aqui....sim, eu estou em Macaé e aqui não tem nada melhor para fazer a não ser ir para Búzios...fecha parênteses. O Cine Macaé não é dos melhores, a sala é pequena (a cidade idem), as cadeiras não são muito confortáveis, na falta do ar condicionado central do “shopping” eles colocaram 4 aparelhos de sei lá quantos btus que fazem um barulho danado e a tela é pequena. Tirando esses pequenos defeitos, incrivelmente a cópia de As Crônicas de Narnia aqui era legendada, então eu fui.
Como eu já disse num post aí para trás, eu li “O leão, a feiticeira e o guarda roupas” na pré-adolescência. Foi a minha iniciação aos mundos fantásticos e lembro de ter gostado bastante. Pula para 2006. Fui ver o filme do qual eu só sabia do guarda roupa, do leão e do frio de Narnia. Nem lembrava o nome de todas as crianças, mas com meia hora de filme a esclerose deu um tempo e eu fui me lembrando da história.
E que história fantástica. Tem: muitos bichos falantes, faunos, a feiticeira má, o papai noel, árvores mágicas, o leão sangue bom que dá um golpe de mestre na feiticeira, a tal mesa de pedra, centauros contra minotauros, e as quatro crianças. Lucy a corajosa (que descobriu a passagem no armário), Peter o mais velho e por isso quem manda, Susan a cabeça lógica e muitas vezes medrosa e o Edmund, o irmão traidor, mas que no fim se redime. Ok, é o velho bem versus mal, bonito contra feio (se bem que a feiticeira é chique), limpinhos x sujos, afinal é para crianças (e elas gostam).
Eu gostei. A Tia Helo talvez gostasse. Dizem que é uma alegoria a uma passagem da Bíblia e que o C.S. Lewis era um católico fervoroso, e disso a Tia Helo gosta muito. Ela não ia apreciar muito os bichos falantes, nem as cenas de guerra, mas no fim acho que ela só diria “Ai Jesus!” 53 vezes.
Não, esse não está virando um blog de cinema, mas acontece que estamos na época dos Globos de Ouro e do pré-Oscar então nada mais justo do que falar de filmes (mesmo que sejam muitos blockbusters, um bocado de comédias românticas e alguns filmes cabeça).
Então lá fui eu a mais uma sessão de cinema no Cine Macaé...um parênteses aqui....sim, eu estou em Macaé e aqui não tem nada melhor para fazer a não ser ir para Búzios...fecha parênteses. O Cine Macaé não é dos melhores, a sala é pequena (a cidade idem), as cadeiras não são muito confortáveis, na falta do ar condicionado central do “shopping” eles colocaram 4 aparelhos de sei lá quantos btus que fazem um barulho danado e a tela é pequena. Tirando esses pequenos defeitos, incrivelmente a cópia de As Crônicas de Narnia aqui era legendada, então eu fui.
Como eu já disse num post aí para trás, eu li “O leão, a feiticeira e o guarda roupas” na pré-adolescência. Foi a minha iniciação aos mundos fantásticos e lembro de ter gostado bastante. Pula para 2006. Fui ver o filme do qual eu só sabia do guarda roupa, do leão e do frio de Narnia. Nem lembrava o nome de todas as crianças, mas com meia hora de filme a esclerose deu um tempo e eu fui me lembrando da história.
E que história fantástica. Tem: muitos bichos falantes, faunos, a feiticeira má, o papai noel, árvores mágicas, o leão sangue bom que dá um golpe de mestre na feiticeira, a tal mesa de pedra, centauros contra minotauros, e as quatro crianças. Lucy a corajosa (que descobriu a passagem no armário), Peter o mais velho e por isso quem manda, Susan a cabeça lógica e muitas vezes medrosa e o Edmund, o irmão traidor, mas que no fim se redime. Ok, é o velho bem versus mal, bonito contra feio (se bem que a feiticeira é chique), limpinhos x sujos, afinal é para crianças (e elas gostam).
Eu gostei. A Tia Helo talvez gostasse. Dizem que é uma alegoria a uma passagem da Bíblia e que o C.S. Lewis era um católico fervoroso, e disso a Tia Helo gosta muito. Ela não ia apreciar muito os bichos falantes, nem as cenas de guerra, mas no fim acho que ela só diria “Ai Jesus!” 53 vezes.
16.1.06
Os Produtores (The Producers)
Atendendo digamos a "um pedido " da Ká, este post era minha rsponsabilidade.
Ontem em uma linda tarde de sol escaldante no Rio de Janeiro, as três lindinhas: Ká, Luizinha e Suzinha foram ver os Produtores.
Uma refimalgem de um longa de 1968 do Mel Brooks aonde Nathan "gaiola das loucas" Lane,o nosso querido ícone Matthew "Ferris Bueller" Broderick e Uma "Kill Bill" Thurman dão um verdadeiro show de entretenimento( para quem gosta do estilo musical humor negro é claro).
A história é simples famoso produtor (Lane) fracassado e endividado tem a idéia com o seu contador (Ferris) de montar uma peça que seja um fracasso na estréia para eles poderem lucrar .
O estilo Mel Brooks é único e exclusivo. Um humor fino e refinado para poucos. O desenrolar deste filme é tudo de bom...eles procurando o pior diretor,o pior elenco a pior peça. A Uma Thurman se revelou uma comediante nata neste filme.Ela está ótima.
Esta peça está em cartaz desde 2001 na Brodway com Lane e Broderick no elenco.
O filme é divertido e nos faz sair leve do cinema...vale a pena conferir.
Ai meu deus!!!Tô parecendo o Rubens Edwald Filho...vocês lembram quando ele comentava filme no Jornal Hoje?Abafa o caso se não vai entregar a minha idade hehehehe.
Agora sinceramente não sei se a Tia Helo ia gostar desse filme.Acho que ela daria uma nota 5,0 . Ela iria gostar da parte musical do filme, mas a parte do deboche e sátira...não sei não.
Ela acharia que "eles" estariam debochando junto o que seria uma pouca vergonha.Então, nossa heroína ia pegar sua bolsa seu guarda-chuva e seu cardigan e iria embora no meio do filme!Nós três ficamos até o final e amamos!
Atendendo digamos a "um pedido " da Ká, este post era minha rsponsabilidade.
Ontem em uma linda tarde de sol escaldante no Rio de Janeiro, as três lindinhas: Ká, Luizinha e Suzinha foram ver os Produtores.
Uma refimalgem de um longa de 1968 do Mel Brooks aonde Nathan "gaiola das loucas" Lane,o nosso querido ícone Matthew "Ferris Bueller" Broderick e Uma "Kill Bill" Thurman dão um verdadeiro show de entretenimento( para quem gosta do estilo musical humor negro é claro).
A história é simples famoso produtor (Lane) fracassado e endividado tem a idéia com o seu contador (Ferris) de montar uma peça que seja um fracasso na estréia para eles poderem lucrar .
O estilo Mel Brooks é único e exclusivo. Um humor fino e refinado para poucos. O desenrolar deste filme é tudo de bom...eles procurando o pior diretor,o pior elenco a pior peça. A Uma Thurman se revelou uma comediante nata neste filme.Ela está ótima.
Esta peça está em cartaz desde 2001 na Brodway com Lane e Broderick no elenco.
O filme é divertido e nos faz sair leve do cinema...vale a pena conferir.
Ai meu deus!!!Tô parecendo o Rubens Edwald Filho...vocês lembram quando ele comentava filme no Jornal Hoje?Abafa o caso se não vai entregar a minha idade hehehehe.
Agora sinceramente não sei se a Tia Helo ia gostar desse filme.Acho que ela daria uma nota 5,0 . Ela iria gostar da parte musical do filme, mas a parte do deboche e sátira...não sei não.
Ela acharia que "eles" estariam debochando junto o que seria uma pouca vergonha.Então, nossa heroína ia pegar sua bolsa seu guarda-chuva e seu cardigan e iria embora no meio do filme!Nós três ficamos até o final e amamos!
15.1.06
+ Filmes
Filmes
2046
A China tem mais de um bilhão de habitantes mas só 5 ou 6 atores. Nesse filme meio futurista, meio anos 60, meio ocidental tem aquela chinesinha muito bonita que está em todos os filmes chineses dos últimos 5 anos, tem um outro ator que eu vi em Herói, e mais alguns que eu não identifiquei mas são os de sempre.
É um filme sobre o amor. A história se passa em Hong Kong o que torna esse um filme oriental para ocidente, ou seja, as pessoas são chinesas mas o figurino é ocidental, a música e os hábitos dos personagens idem. 2046 é o lugar onde nada muda, é onde as pessoas vão buscar suas lembranças, e pode ser um quarto num hotel ou um ano no futuro. O filme transita entre os anos 60 e o ano de 2046 para contar histórias de amor e paixão tendo como figura central o Sr. Chow (ou Chong, não lembro).
“O verdadeiro amor é impossível, logo só o amor impossível é verdadeiro.” Assim Arnaldo Jabor definiu 2046, numa coluna muito boa sobre o filme.
Achei esse filme muito bonito. No começo eu fiquei um pouco confusa com o vai e vem na linha do tempo, com os chineses em cena (eles são muito parecidos) e em ter que ler as legendas (coisa que eu não estou acostumada). Felizmente o filme é lento e as falas são poucas (e muito boas), no fim eu consegui juntar os pauzinhos e entendi tudo.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem sexo, tem dúvidas existenciais, tem paixão não correspondida, tem paixões escondidas....ela provavelmente diria 231 “Ai, Jesus!” para esse filme.
A Marcha dos Pingüins (La Marche de L'empereur)
Os pingüins são lindos. A penugem deles é maravilhosa, brilha com uma intensidade no contraste com a neve e gelo do seu habitat. Confesso que eu não sabia absolutamente nada sobe essas aves que adoram o mar, fazem a dança do acasalamento, ficam meses sem comer, fogem de outros animais predadores, enfrentam um frio que ninguém merece e ainda assim conseguem sobreviver. Incrível.
A fotografia do filme é muito bonita, impressionante o que o diretor conseguiu captar. A única coisa do filme que é uma droga é a narração. Sinceramente não precisava dar “voz” aos bichinhos, não combinou. Como disse a Luizinha menos National Geographic e mais Discovery.
A Tia Helo ia gostar desse filme, ela só não ia querer ver as cenas tristes, mas é um filme educativo. Ela diria 20 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Tudo em Família (The Family Stone)
Nesse filme a Sarah Sex in the City Jessica Parker resolveu ficar uptight e conhecer a família nada convencional do namorado. A família toda acha ela uma chata e ela só dá fora. No desespero ela chama a irmã (Claire Danes) que acaba fazendo mais sucesso com a família bizarra e com o namorado da irmã inclusive. O irmão do tal namorado é o lindo Luke Wilson que acaba levando a chatinha certinha para um bar onde ela toma todas e se revela (boooring...). Depois dessa tradicional troca de casais descobre-se que a mãe (Diane Keaton) está doente e vai morrer. Chega né? Eu quis dormir contando essa história.
Fui ver esse filme achando que ia rir um bocado mas saí do cinema triste. Triste porque não ri muito, triste porque o Luke Wilson não é o meu namorado, e triste porque eu estava morrendo de fome.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, muitos americanos neuróticos em cena. Ela diria 157 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Em seu Lugar (In Her Shoes)
Aqui a Cameron Diaz prova que não sabe muito sobre atuação e faz uma louquinha disléxica que deixa a irmã (Toni Collete) maluca. Depois de, hum, ficar com o namorado da irmã, esta a coloca para fora de casa e a Cameron vai tentar dar um golpe na avó (Shirley Vidas Passadas Maclaine) a qual ela nem sabia que estava viva. No fim o amor fraterno (coisa que eu não entendo) prevalece e tudo se resolve.
Mesmo com a atuação fraca da Cameron Diaz, e de outras bobagens eu gostei desse filme. As velhinhas do asilo dão um show.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, acho que ela nem ia se identificar com as velhinhas, provavelmente ela ia ficar com inveja do condomínio que elas moram. Ela diria 93 “Ai, Jesus!” para esse filme.
E se fosse verdade (Just Like Heaven)
Esse é um filme de mulher. Comédia romântica absurda. Vamos a sinopse.
Médica workaholic (Reese Witherspoon), sem vida social, tem um acidente e não sabe se morreu. Nessa dúvida ela continua a habitar o apartamento que agora é alugado por um cara (Mark Ruffalo), que é uma gracinha, e que consegue ver e falar com ela. Eles precisam resolver o impasse do apartamento e descobre-se que ela está em coma. Claro que ele se apaixona por ela, blá, blá, blá e tudo se resolve no fim. Como? Ah vai ver essa baboseira e descobre.
Eu gostei, apesar de ser uma besteira previsível, eu sou mulherzinha e adoro um filme bobinho de vez em quando.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem esse negócio de espírito falando com gente viva...se bem que ela já está acostumada com “eles”. Acho que ela diria 112 “Ai Jesus!” para esse filme.
2046
A China tem mais de um bilhão de habitantes mas só 5 ou 6 atores. Nesse filme meio futurista, meio anos 60, meio ocidental tem aquela chinesinha muito bonita que está em todos os filmes chineses dos últimos 5 anos, tem um outro ator que eu vi em Herói, e mais alguns que eu não identifiquei mas são os de sempre.
É um filme sobre o amor. A história se passa em Hong Kong o que torna esse um filme oriental para ocidente, ou seja, as pessoas são chinesas mas o figurino é ocidental, a música e os hábitos dos personagens idem. 2046 é o lugar onde nada muda, é onde as pessoas vão buscar suas lembranças, e pode ser um quarto num hotel ou um ano no futuro. O filme transita entre os anos 60 e o ano de 2046 para contar histórias de amor e paixão tendo como figura central o Sr. Chow (ou Chong, não lembro).
“O verdadeiro amor é impossível, logo só o amor impossível é verdadeiro.” Assim Arnaldo Jabor definiu 2046, numa coluna muito boa sobre o filme.
Achei esse filme muito bonito. No começo eu fiquei um pouco confusa com o vai e vem na linha do tempo, com os chineses em cena (eles são muito parecidos) e em ter que ler as legendas (coisa que eu não estou acostumada). Felizmente o filme é lento e as falas são poucas (e muito boas), no fim eu consegui juntar os pauzinhos e entendi tudo.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem sexo, tem dúvidas existenciais, tem paixão não correspondida, tem paixões escondidas....ela provavelmente diria 231 “Ai, Jesus!” para esse filme.
A Marcha dos Pingüins (La Marche de L'empereur)
Os pingüins são lindos. A penugem deles é maravilhosa, brilha com uma intensidade no contraste com a neve e gelo do seu habitat. Confesso que eu não sabia absolutamente nada sobe essas aves que adoram o mar, fazem a dança do acasalamento, ficam meses sem comer, fogem de outros animais predadores, enfrentam um frio que ninguém merece e ainda assim conseguem sobreviver. Incrível.
A fotografia do filme é muito bonita, impressionante o que o diretor conseguiu captar. A única coisa do filme que é uma droga é a narração. Sinceramente não precisava dar “voz” aos bichinhos, não combinou. Como disse a Luizinha menos National Geographic e mais Discovery.
A Tia Helo ia gostar desse filme, ela só não ia querer ver as cenas tristes, mas é um filme educativo. Ela diria 20 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Tudo em Família (The Family Stone)
Nesse filme a Sarah Sex in the City Jessica Parker resolveu ficar uptight e conhecer a família nada convencional do namorado. A família toda acha ela uma chata e ela só dá fora. No desespero ela chama a irmã (Claire Danes) que acaba fazendo mais sucesso com a família bizarra e com o namorado da irmã inclusive. O irmão do tal namorado é o lindo Luke Wilson que acaba levando a chatinha certinha para um bar onde ela toma todas e se revela (boooring...). Depois dessa tradicional troca de casais descobre-se que a mãe (Diane Keaton) está doente e vai morrer. Chega né? Eu quis dormir contando essa história.
Fui ver esse filme achando que ia rir um bocado mas saí do cinema triste. Triste porque não ri muito, triste porque o Luke Wilson não é o meu namorado, e triste porque eu estava morrendo de fome.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, muitos americanos neuróticos em cena. Ela diria 157 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Em seu Lugar (In Her Shoes)
Aqui a Cameron Diaz prova que não sabe muito sobre atuação e faz uma louquinha disléxica que deixa a irmã (Toni Collete) maluca. Depois de, hum, ficar com o namorado da irmã, esta a coloca para fora de casa e a Cameron vai tentar dar um golpe na avó (Shirley Vidas Passadas Maclaine) a qual ela nem sabia que estava viva. No fim o amor fraterno (coisa que eu não entendo) prevalece e tudo se resolve.
Mesmo com a atuação fraca da Cameron Diaz, e de outras bobagens eu gostei desse filme. As velhinhas do asilo dão um show.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, acho que ela nem ia se identificar com as velhinhas, provavelmente ela ia ficar com inveja do condomínio que elas moram. Ela diria 93 “Ai, Jesus!” para esse filme.
E se fosse verdade (Just Like Heaven)
Esse é um filme de mulher. Comédia romântica absurda. Vamos a sinopse.
Médica workaholic (Reese Witherspoon), sem vida social, tem um acidente e não sabe se morreu. Nessa dúvida ela continua a habitar o apartamento que agora é alugado por um cara (Mark Ruffalo), que é uma gracinha, e que consegue ver e falar com ela. Eles precisam resolver o impasse do apartamento e descobre-se que ela está em coma. Claro que ele se apaixona por ela, blá, blá, blá e tudo se resolve no fim. Como? Ah vai ver essa baboseira e descobre.
Eu gostei, apesar de ser uma besteira previsível, eu sou mulherzinha e adoro um filme bobinho de vez em quando.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem esse negócio de espírito falando com gente viva...se bem que ela já está acostumada com “eles”. Acho que ela diria 112 “Ai Jesus!” para esse filme.
13.1.06
Tia Helo mofou
Tia Helo mofou
Mofo. Argh! Acontece em todo canto. Geralmente é porque as coisas ficam esquecidas no fundo do armário, por muito tempo, no escuro e úmido. No caso da Tia Helo, que não está no fundo do armário (ainda), é uma questão de ambiente, ou ecossistema.
Como ela não deixa ninguém abrir a janela, porque “eles” não podem entrar. Não ascende a luz porque “eles” podem ver o que ela está fazendo. Não liga o ventilador porque “eles” vão chamar a polícia por causa do barulho. E, para completar, ela lava as mãos 250 vezes por dia. Então vamos à matemática:
Luz (zero) + ar fresco (zero) + ventilação (zero) + calor carioca + água (muita) = mofo (muito)
Como a Tia Helo é professora de português acho que ela não entende equações ‘complicadas’ como essa.
Tia Helo para o sol, já!
Mofo. Argh! Acontece em todo canto. Geralmente é porque as coisas ficam esquecidas no fundo do armário, por muito tempo, no escuro e úmido. No caso da Tia Helo, que não está no fundo do armário (ainda), é uma questão de ambiente, ou ecossistema.
Como ela não deixa ninguém abrir a janela, porque “eles” não podem entrar. Não ascende a luz porque “eles” podem ver o que ela está fazendo. Não liga o ventilador porque “eles” vão chamar a polícia por causa do barulho. E, para completar, ela lava as mãos 250 vezes por dia. Então vamos à matemática:
Luz (zero) + ar fresco (zero) + ventilação (zero) + calor carioca + água (muita) = mofo (muito)
Como a Tia Helo é professora de português acho que ela não entende equações ‘complicadas’ como essa.
Tia Helo para o sol, já!
7.1.06
Em 2006....

Em 2006....
Felizmente eu e Luizinha estamos separadas dos doces por esse vidro grosso, um atendente não muito simpático e vários reais. O nosso objetivo para 2006 é se desfazer do shape da foto na geladeira (e essa eu não mostro aqui de jeito nenhum!). Por isso vamos ser solidárias a Tia Helo, que não pode mais comer doces, coitadinha.
31.12.05
Ano Novo
Ano Novo:
Finalmente chegou o grande dia: 31 de Dezembro. Como todos sabem Eu e a Ká vamos infrentar a fúria frenética de Copacabana. Estaremos lá com milhares de turistas do mundo inteiro para brindar 2006.
Nesta época do ano, todo mundo faz planos: financeiros, amorosos , de iniciar uma dieta ou simplesmente mudar velhos hábitos.Agora eu pergunto, por que não fazemos isso durante todo ano ? Por que somos solidários em apenas em alguns períodos do ano? Pois é, seria ideal se ,de tempos em tempos, tentássemos crescer e mudar velhos hábitos.Vamos ver se neste ano que se inicia consigo essas modificações hehehe.
Desejo a todos um ótimo ano novo cheio de paz e saúde. O resto a gente corre atrás.
Beijo a todos!
Finalmente chegou o grande dia: 31 de Dezembro. Como todos sabem Eu e a Ká vamos infrentar a fúria frenética de Copacabana. Estaremos lá com milhares de turistas do mundo inteiro para brindar 2006.
Nesta época do ano, todo mundo faz planos: financeiros, amorosos , de iniciar uma dieta ou simplesmente mudar velhos hábitos.Agora eu pergunto, por que não fazemos isso durante todo ano ? Por que somos solidários em apenas em alguns períodos do ano? Pois é, seria ideal se ,de tempos em tempos, tentássemos crescer e mudar velhos hábitos.Vamos ver se neste ano que se inicia consigo essas modificações hehehe.
Desejo a todos um ótimo ano novo cheio de paz e saúde. O resto a gente corre atrás.
Beijo a todos!
28.12.05
Outras Tias
Outras Tias
Meu primo (que é filho único) tem 5 tias solteironas. Duas delas nós compartilhamos, mas as outras três são exclusivas dele, e uma dessas três é tão excêntrica quanto a Tia Helo (levanta a mão aí quem não tem uma tia dessas).
A Tia Maura quer muito comprar um apartamento. E ela já está a procura tem 25 anos, mas ela não consegue achar um que satisfaça suas exigências.
A Tia Maura tem um super poder, mas ela não sabe disso. Ela consegue escutar menor som que seja e achar que é barulho. Imaginem se ela conseguisse dominar esse poder e usa-lo para o bem? Mas infelizmente ela usa para procurar um apartamento que não tenha barulho. Então a Tia Maura segue um pequeno ritual antes de comprar um apartamento.
Primeiro ela pergunta se faz barulho. Se a resposta for sim, ela já vai embora, se for não ela pede para passar dois dias (e dormir, claro) no lugar para confirmar se não tem barulho.
Depois ela interfona para todos os vizinhos para saber quem tem filhos, de que idade são esses filhos, se não tem filhos quando vão ter, etc...
Não contente ainda ela vai de porta em porta no prédio para saber quem é solteiro, quem vai casar, etc
E se ela escuta um carro passando na rua na hora de fechar o negócio, já era, nada feito, não dá para ela, o apartamento tem barulho.
Por isso ela ainda vai passar mais 25 anos procurando. E olha que a Tia Maura não escuta “eles” porque senão ela fazia que nem a Tia Helo que deixou de comprar um apartamento com medo que suas irmãs a matassem para ficarem com a herança.
Meu primo (que é filho único) tem 5 tias solteironas. Duas delas nós compartilhamos, mas as outras três são exclusivas dele, e uma dessas três é tão excêntrica quanto a Tia Helo (levanta a mão aí quem não tem uma tia dessas).
A Tia Maura quer muito comprar um apartamento. E ela já está a procura tem 25 anos, mas ela não consegue achar um que satisfaça suas exigências.
A Tia Maura tem um super poder, mas ela não sabe disso. Ela consegue escutar menor som que seja e achar que é barulho. Imaginem se ela conseguisse dominar esse poder e usa-lo para o bem? Mas infelizmente ela usa para procurar um apartamento que não tenha barulho. Então a Tia Maura segue um pequeno ritual antes de comprar um apartamento.
Primeiro ela pergunta se faz barulho. Se a resposta for sim, ela já vai embora, se for não ela pede para passar dois dias (e dormir, claro) no lugar para confirmar se não tem barulho.
Depois ela interfona para todos os vizinhos para saber quem tem filhos, de que idade são esses filhos, se não tem filhos quando vão ter, etc...
Não contente ainda ela vai de porta em porta no prédio para saber quem é solteiro, quem vai casar, etc
E se ela escuta um carro passando na rua na hora de fechar o negócio, já era, nada feito, não dá para ela, o apartamento tem barulho.
Por isso ela ainda vai passar mais 25 anos procurando. E olha que a Tia Maura não escuta “eles” porque senão ela fazia que nem a Tia Helo que deixou de comprar um apartamento com medo que suas irmãs a matassem para ficarem com a herança.
26.12.05
Minas, uai
Minas, uai
A capital
Esse ano o Natal foi em Belo Horizonte. Fui lá ver o lado mineiro da família.
A cidade cresceu bastante desde a última vez que eu estive lá, mas BH pra mim é uma confusão arquitetônica. Lá se encontra muitos exemplos da arquitetura desde 1890 até hoje, com muitas coisas boas (igreja da Pampulha, alguns prédios do Niemeyer, muitas praças, casas) e ruins (prédios com pilotis, colunas em V, fachadas de vidro, fachadas de concreto aparente), e por aí vai. E está tudo misturado e espalhado naquelas avenidas laaargas. Só que dessa vez o que mais me impressionou foi a nova igreja do Bispo Macedo, um exagero, um prédio enorme. Dizem que ele derrubou casas antigas e tombadas ( tsc, tsc), e ainda ficou parecendo a loja nova da Daslu em SP, só que no prédio do bispo vende-se vaga no céu.
A festa do Natal foi muito boa! Fazia tempo que eu não via os primos, as tias e tios e foi bom conhecer a nova geração, os filhos dos primos.
Um passeio na Estrada Real
Na volta para o Rio passamos por Congonhas, Tiradentes e Barbacena.
A Tia Helo ia adorar Congonhas. Lá tem uma basílica com os 12 profetas (em pedra sabão) e mais 6 capelas cada uma com esculturas (em madeira) desde a Santa Ceia até Jesus na cruz. Tudo feito pelo Aleijadinho. Muito bonito, muito expressivo. O guia lá disse que era o maior acervo de arte barroca da América Latina, ok, eu acredito. A Tia Helo ia querer levar tudo para o quarto dela, se “eles” deixassem, é claro.
Não vi muito da cidade de Barbacena, dizem que lá tinha muita casa de repouso para, hum, doentes mentais. Parece que o clima de lá fazia bem para os maluquinhos. Mas eu não vi nada disso, só vi a EPCAR (escola da aeronáutica), onde o meu pai estudou. A escola é enorme, com ginásio, piscina aquecida, cinema, campo de futebol, laboratórios, sei-lá-quantos alojamentos, tudo muito organizado. Infelizmente os cadetinhos estavam de férias.
Tiradentes é linda. É típica da época colonial. As ruas ainda são de pedra, o que dificulta a passagem dos carros e deixa a cidadezinha mais simpática. O centro histórico está bem preservado, com muitas lojinhas e galerias de arte. Os restaurantes são quase todos de comida mineira.
E confesso que o meu estômago é mineiro....hummm....feijão tropeiro, tutu, couve, torresminho.....doce de leite, biscoitinhos, bolo....ô trem bom é essa comida mineira, sô.
A capital
Esse ano o Natal foi em Belo Horizonte. Fui lá ver o lado mineiro da família.
A cidade cresceu bastante desde a última vez que eu estive lá, mas BH pra mim é uma confusão arquitetônica. Lá se encontra muitos exemplos da arquitetura desde 1890 até hoje, com muitas coisas boas (igreja da Pampulha, alguns prédios do Niemeyer, muitas praças, casas) e ruins (prédios com pilotis, colunas em V, fachadas de vidro, fachadas de concreto aparente), e por aí vai. E está tudo misturado e espalhado naquelas avenidas laaargas. Só que dessa vez o que mais me impressionou foi a nova igreja do Bispo Macedo, um exagero, um prédio enorme. Dizem que ele derrubou casas antigas e tombadas ( tsc, tsc), e ainda ficou parecendo a loja nova da Daslu em SP, só que no prédio do bispo vende-se vaga no céu.
A festa do Natal foi muito boa! Fazia tempo que eu não via os primos, as tias e tios e foi bom conhecer a nova geração, os filhos dos primos.
Um passeio na Estrada Real
Na volta para o Rio passamos por Congonhas, Tiradentes e Barbacena.
A Tia Helo ia adorar Congonhas. Lá tem uma basílica com os 12 profetas (em pedra sabão) e mais 6 capelas cada uma com esculturas (em madeira) desde a Santa Ceia até Jesus na cruz. Tudo feito pelo Aleijadinho. Muito bonito, muito expressivo. O guia lá disse que era o maior acervo de arte barroca da América Latina, ok, eu acredito. A Tia Helo ia querer levar tudo para o quarto dela, se “eles” deixassem, é claro.
Não vi muito da cidade de Barbacena, dizem que lá tinha muita casa de repouso para, hum, doentes mentais. Parece que o clima de lá fazia bem para os maluquinhos. Mas eu não vi nada disso, só vi a EPCAR (escola da aeronáutica), onde o meu pai estudou. A escola é enorme, com ginásio, piscina aquecida, cinema, campo de futebol, laboratórios, sei-lá-quantos alojamentos, tudo muito organizado. Infelizmente os cadetinhos estavam de férias.
Tiradentes é linda. É típica da época colonial. As ruas ainda são de pedra, o que dificulta a passagem dos carros e deixa a cidadezinha mais simpática. O centro histórico está bem preservado, com muitas lojinhas e galerias de arte. Os restaurantes são quase todos de comida mineira.
E confesso que o meu estômago é mineiro....hummm....feijão tropeiro, tutu, couve, torresminho.....doce de leite, biscoitinhos, bolo....ô trem bom é essa comida mineira, sô.
19.12.05
É Natal?
É Natal?
Vinte anos atrás uns ingleses, ok, britânicos (só porque o Bono é irlandês) resolveram fazer uma música para arrecadar uma graninha pro pessoal faminto lá na África. Esse grupo ficou conhecido como Band Aid e a música era "Do They Know It’s Christmas?" .
"It's Christmas time, there's no need to be afraid
At Christmas time, we let in light and we banish shade
And in our world of plenty we can spread a smile of joy
Throw your arms around the world, at Christmas time
But say a prayer, pray for the other ones
At Christmas time it's hard, but when you're having fun
There's a world outside your window, and it's a world of dread and fear
Where the only water flowing is the bitter sting of tears
And the Christmas bells that ring thereare the clanging chimes of doom
Well tonight thank God it's theminstead of you
And there won't be snow in Africa this Christmas time
The greatest gift they'll get this year is life(Oooh)
Where nothing ever grows
No rain or rivers flow
Do they know it's Christmas time at all?
(Here's to you) raise a glass for everyone
(Here's to them) underneath that burning sun
Do they know it's Christmas time at all?
Feed the world
Let the know it’s Christmas time
Feed the world
Let the know it’s Christmas time again"
Fez o maior sucesso no Natal de 1984, o single até apareceu aqui no Brasil, naqueles disquinhos de vinil, o compacto. Eu não consegui comprar mas a Luizinha tinha (ou tem??). Ora, quem não ia querer uma música com Bono Vox, Sting, Simon Le Bon, Boy George e George Michael, entre outros, cantando juntos (insira aqui muitos gritinhos histéricos)??
Do single, veio o Live Aid (que teve outra edição em 2005), e até hoje esse projeto arrecada dinheiro para os africanos, melhorando a vida de muitos. Começou com a alimentação, mas hoje eles já contribuem com a educação. Na época em que não tinha internet eles conseguiram chamar atenção do mundo para a situação nada humana de alguns lugares. E depois deles surgiram muitas outras organizações de caridade que atuam não só na África, mas no resto do mundo.
A música, que foi composta em 24 horas, mesmo com uma letra básica, convida a refletir sobre a época do Natal.
E essa festa está perdendo o sentido. E não falo do sentido religioso porque eu não tenho religião (perdi pontos com a Tia Helo), mas do sentido que essa data é a primeira das que encerram um ano, um ciclo, uma volta ao redor do sol. É nela que mandamos cartões para os amigos distantes geograficamente e telefonamos para aqueles que não são tão próximos, mas são queridos, dando um resumo do ano e sabendo das novidades. É nela que juntamos a família pela enésima vez ou pela única vez no ano para falar besteira, contar da vida, comer e beber. E os presentes? Ahhh, os presentes são muito legais, mas não são obrigatórios(exceto para crianças, óbvio). E sinceramente o consumismo é absurdo, acabamos dando voltas no shopping, entrando em lojas, sendo torturados pela versão horrorosa da Simone para a música de outro britânico ( o John), só para comprar coisas, coisas e mais coisas....
Esse ano a Beth aboliu a troca de presentes aqui em casa. Ela até resolveu fazer a ceia de Natal uns dias antes. Foi hoje no almoço. Teve peru assado com Christmas Pudding (coisa de inglês) de sobremesa.
Que o Papai Noel traga muita serenidade para a Tia Helo. E espero que “ele” lembre de não usar a janela.
Feliz Natal para todos!!
Vinte anos atrás uns ingleses, ok, britânicos (só porque o Bono é irlandês) resolveram fazer uma música para arrecadar uma graninha pro pessoal faminto lá na África. Esse grupo ficou conhecido como Band Aid e a música era "Do They Know It’s Christmas?" .
"It's Christmas time, there's no need to be afraid
At Christmas time, we let in light and we banish shade
And in our world of plenty we can spread a smile of joy
Throw your arms around the world, at Christmas time
But say a prayer, pray for the other ones
At Christmas time it's hard, but when you're having fun
There's a world outside your window, and it's a world of dread and fear
Where the only water flowing is the bitter sting of tears
And the Christmas bells that ring thereare the clanging chimes of doom
Well tonight thank God it's theminstead of you
And there won't be snow in Africa this Christmas time
The greatest gift they'll get this year is life(Oooh)
Where nothing ever grows
No rain or rivers flow
Do they know it's Christmas time at all?
(Here's to you) raise a glass for everyone
(Here's to them) underneath that burning sun
Do they know it's Christmas time at all?
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Fez o maior sucesso no Natal de 1984, o single até apareceu aqui no Brasil, naqueles disquinhos de vinil, o compacto. Eu não consegui comprar mas a Luizinha tinha (ou tem??). Ora, quem não ia querer uma música com Bono Vox, Sting, Simon Le Bon, Boy George e George Michael, entre outros, cantando juntos (insira aqui muitos gritinhos histéricos)??
Do single, veio o Live Aid (que teve outra edição em 2005), e até hoje esse projeto arrecada dinheiro para os africanos, melhorando a vida de muitos. Começou com a alimentação, mas hoje eles já contribuem com a educação. Na época em que não tinha internet eles conseguiram chamar atenção do mundo para a situação nada humana de alguns lugares. E depois deles surgiram muitas outras organizações de caridade que atuam não só na África, mas no resto do mundo.
A música, que foi composta em 24 horas, mesmo com uma letra básica, convida a refletir sobre a época do Natal.
E essa festa está perdendo o sentido. E não falo do sentido religioso porque eu não tenho religião (perdi pontos com a Tia Helo), mas do sentido que essa data é a primeira das que encerram um ano, um ciclo, uma volta ao redor do sol. É nela que mandamos cartões para os amigos distantes geograficamente e telefonamos para aqueles que não são tão próximos, mas são queridos, dando um resumo do ano e sabendo das novidades. É nela que juntamos a família pela enésima vez ou pela única vez no ano para falar besteira, contar da vida, comer e beber. E os presentes? Ahhh, os presentes são muito legais, mas não são obrigatórios(exceto para crianças, óbvio). E sinceramente o consumismo é absurdo, acabamos dando voltas no shopping, entrando em lojas, sendo torturados pela versão horrorosa da Simone para a música de outro britânico ( o John), só para comprar coisas, coisas e mais coisas....
Esse ano a Beth aboliu a troca de presentes aqui em casa. Ela até resolveu fazer a ceia de Natal uns dias antes. Foi hoje no almoço. Teve peru assado com Christmas Pudding (coisa de inglês) de sobremesa.
Que o Papai Noel traga muita serenidade para a Tia Helo. E espero que “ele” lembre de não usar a janela.
Feliz Natal para todos!!
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