30.4.06

+ Filmes (e muito açúcar)

+ Filmes (e muito açúcar)

Terapia do Amor

Woody Allen, filho judeu de primeira, nos apresentou a típica mãe judia ao colocar uma velhota (que, por sinal, era parecida com a Tia Helo) no céu de Manhattan contando os podres do filho traumatizado. O maior trunfo das mães judias é embutir a culpa na cabeça de seus pimpolhos para mantê-los sempre por perto (seja em casa ou na religião) vide Bubi e sua frigideira, aliás, as mães italianas também têm uma tática eficiente.

Nesse filme a Meryl Mil Faces Streep faz uma mãe judia, que também é terapeuta (que combinação hein?). Acontece que coincidentemente uma de suas pacientes (Uma Kill Bill Thurman) começa a sair com o seu filhote (Bryan Gostosão Greenberg) querido. Ela descobre, mas decide manter a relação com a paciente achando que o caso não vai dar em nada....doce ilusão....ela passa horas escutando detalhes da vida amorosa do filho com uma mulher 14 anos mais velha (problema 1), e não judia (problema 2).

Os americanos têm muito problema com a diferença de idade, lembro de um filme desses da sessão da tarde que o garoto de 17 anos não se conformava que a menina de 14 tinha mentido ao fingir ter 16. Bem, as três palpiteiras desse blog e a Tia Helô são totalmente a favor dos homens mais novos (já dito aqui).

Eu gostei da mãe judia e do filho gostosão, do resto eu acho que foi tudo muito preto no branco. Como disse o Cacá, os americanos conseguem um final feliz mesmo quando o casal não termina junto, o pessoal lá sofre sorrindo, have a nice day. OPS!! Contei o fim....desculpa gente, foi a glicose.

A Tia Helo provavelmente gostaria desse filme, mesmo com as cenas mais picantes (picante pra ela, claro), ela diria “Ai, Jesus!” 55 vezes. A Bubi bateria a frigideira na cabeça mais vezes.


Armações do Amor

Sinceramente, os títulos de comédia romântica estão de matar, é muito açúcar. Esse aqui se chama Failure to Launch no original, que faz muito mais sentido já que se refere ao fracasso de lançar ao mar, de zarpar, de se mandar....

Tripp (Matthew Tudo de Bom McConaughey) é um trintão que não quer sair da casa dos pais. Também a mãe dele faz tudo, lava, passa, cozinha.... Mas não é só isso, o bonitão não quer se envolver com ninguém e ao menor sinal do relacionamento ficar sério ele leva a garota para casa, só para ela descobrir que ele ainda mora com os pais (outro grande problema pros americanos) e então ela termina o que seria um namoro.

Os pais de Tripp por sua vez querem curtir a vida, andar pelado pela casa, etc. Eles então contratam Paula (Sarah Jessica Sex In the City Parker) para tirar o rebento da barra da saia. A estratégia dela consiste em fazê-lo gostar dela e querer algo mais da vida e assim querer morar sozinho. Acontece que ele tem trabalho, tem dinheiro, se diverte com os amigos e não ta a fim de sair de casa.

Bom, eles se apaixonam, o amor é lindo e ele vai morar num barco, com ela. Pronto. Contei o fim outra vez. Definitivamente estou com uma boa dose de açúcar no sangue.

A Tia Helo ia gostar desse filme....se bem que a bunda do pai do Tripp aparece e ela não ia gostar muito de ver isso (e nem eu, se vai aparecer bum bum que seja o do Tripp), provavelmente 45 “Ai, Jesus!” para esse filme.

Depois dessa dose elevada de glicose eu vou escutar umas músicas do Radiohead e ver se o nível de açúcar no sangue volta ao normal.

28.4.06

Trilha Sonora

Trilha Sonora

Desde que inventaram o primeiro instrumento musical, um tambor feito de um tronco e alguns pauzinhos lá no tempo das cavernas, o ser humano precisa de uma trilha sonora pra a sua vida. A música sempre esteve presente em todos os momentos, só que antes não podia levá-la para todos os lugares.

Passamos pelo gramofone, rádio, rádio no carro, fita de rolo, fita cassete, toca fitas no carro, walkman, mini rádio, cds, cds queimados, discman, toca mp3 de carro e finalmente (ou não) os mp3 portáteis.

Genial!! Mp3 portátil e a possibilidade do ser humano ter a trilha sonora da sua vida em qualquer momento, e com as músicas que gosta. Além de ser uma economia de espaço nas viagens. Eu sempre levava fitas, e depois cds, que ocupavam um bom espaço na bagagem de mão. Difícil era escolher quais seriam os melhores para determinada viagem. Agora que a Beth disse que a minha vida tem que caber numa mala pequena, está tudo lá no meu Ipod querido, as músicas que eu gosto para todos os momentos. E as vezes eu coloco no modo shuffle e deixo ele me surpreender (com certeza a música vai me agradar já que fui eu que a coloquei lá).

Ter uma boa lembrança com uma música boa é ótimo. Uma má lembrança com uma música boa não é legal, mas ainda dá para escutar a música em outras ocasiões. Agora, nada pior do que ter uma boa lembrança com uma música da qual não se gosta, só porque era o que estava tocando no rádio naquele momento. (eu confesso que a minha música ruim para uma boa lembrança é Shania Twain com You’re Still The One, infelizmente não tem como eu escutar essa música e não sorrir, argh!).

Com o Ipod (ou qualquer outro aparelhinho que toque mp3 – é que o Ipod tem o design mais legal ou o melhor marketing) é possível fazer como nos filmes e novelas nos quais as músicas acompanham beijos, conversas, sexo, brigas, corrida na praia, etc.

Eu acho que é isso, a possibilidade de ter a trilha sonora da sua vida só com músicas das quais se gosta é que faz do Ipod e seus semelhantes tão populares. E com todos aqueles acessórios ficou mais fácil, leve e prático levar a trilha sonora da sua vida para todos os lados. Por isso as pessoas andam com aqueles fones no ouvido no shopping, no ônibus, na rua, na chuva, na fazenda...

Como disse o Ricardo Freire no seu blog num post muito legal sobre o Ipod, onde ele se diz um dos últimos no planeta a não ter o aparelhinho reprodutor de músicas, “Steve Jobs descobriu que ouvir música é a necessidade biológica número 1 do ser humano deste milênio.”.

A Tia Helo ia achar que o Ipod era coisa do capeta. Ela ia dizer que “eles” estariam sussurrando músicas indecentes no seu ouvido. Talvez ela mudasse de idéia com uma seqüência especialmente preparada para ela com muito Queen e Elton John.

24.4.06

At thirty-one

At thirty-one

N. Bassoso na passarela....

Camisa Levis, calça Cipolla (claro!!) e tênis Vans (o xadrez clássico).

Frase do dia: "I am an icon". Yes you are!

Feliz aniversário!! Beijo grande!

22.4.06

Naranjito

Naranjito

A copa de 82 foi a que mais me marcou. Eu tinha acabado de chegar do EUA, uma criança completamente americanizada, e a copa foi o meu reencontro com o Brasil, porque nada mais brasileiro do que torcer para a seleção.

Lembro de ter pintado vários naranjitos (naranrrito, para os íntimos), a laranja mascote da copa da Espanha, no playground do prédio. A nossa turminha se organizou para ver os jogos e torcer bastante. A seleção era impecável, os jogos muito bons, a animação não tinha fim.

E aí aconteceu o fatídico jogo com a Itália. Aquele fdp endiabrado do Paolo Rossi fez o que não podia. Até hoje não consigo simpatizar com nenhum time que a azurra coloque em campo, tamanha a minha frustração.

Hoje morreu o grande mestre daquela seleção de 82, Telê Santana. Excelente técnico e um cara muito legal (ele jogava tênis lá no clube que eu sou sócia). Por causa daquela seleção eu adoro futebol, gosto de ver jogos na tv, no estádio, acompanho o campeonato brasileiro e até os da Europa. Telê foi um técnico vitorioso, levantou vários times, e só faltou mesmo aquele mundial na Espanha que ele tanto mereceu.

Voa canarinho, voa...

18.4.06

Ping Pong

Ping Pong

Com o Ney

Comida: Acarajé!
Bebida: Coca-cola


Com a Beth

Comida: Pão com manteiga
Bebida: champagne

10.4.06

+ Filmes

+ Filmes

V de Vingança

V foi preso, torturado, virou cobaia e sobreviveu, mas ele é um cara inteligente e sabe que a vingança é um prato que se come frio. No futuro a Inglaterra está dominada por um quase Hitler que chegou ao poder garantindo a segurança e moral do país, mesmo que isso significasse banir obras de arte, livros, religiões e opções sexuais (imagina Londres sem os gays!?!?).

V se espelha num inglês do século 17, Guy Fawkes, um camarada que tentou explodir o parlamento inglês, mas não conseguiu e foi enforcado. O 5 de novembro é comemorado até hoje na Inglaterra (remember,remember the fith of november...). V então arquiteta sua vingança durante anos e executa o seu plano em um ano entre dois 5 de novembro, com mortes, alguns atos considerados terroristas e humor inglês.

Numa de suas cruzadas ele conhece Evey (Natalie Closer Portman) que trabalha no único canal de tv do país, e teve os pais e irmão mortos numa conspiração que depois descobre-se foi do governo. V salva Evey. Evey salva V. E assim começa uma relação. Evey vira sua aliada, foge da polícia, é presa, torturada e tem a cabeça raspada (tipo Laços de Família). Ele apresenta Evey ao Conde de Monte Cristo e a ensina a ser livre como o Estrangeiro de Camus (é amigos, V também é um cara culto).

V usa sua inteligência e força a favor de uma causa e é bem sucedido. Como não respeitar de um cara que consegue explodir o parlamento inglês? Ele seria bem mais útil aqui no Brasil, mas cada um tem o V que merece.

Alan Moore criou V na época da Dama de Ferro Thatcher, mal sabia ele que a coisa só ia piorar e que sua história fica cada vez mais atual.

Palmas para o Hugo Weaving que conseguiu a melhor atuação atrás de uma máscara que eu já vi.

Tia Helo não ia gostar desse filme. Provavelmente ela iria concordar com chanceler em muitos pontos. Ela diria 231 “Ai, Jesus!” para esse filme.


Capote

Esse filme também pode ser chamado de Como Manipular Pessoas. Truman Capote era um homenzinho agradável, detestável e um escritor genial, tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Grande parte da sua escrita era, ou é, muito boa porque ele não media esforços para retratar situações reais, mesmo que isso significasse perder alguns amigos.

Esse filme conta a história de como Capote (o oscarizado Phillip Seymour Hoffman) escreveu o seu melhor livro “A Sangue Frio” que conta a história de um assassinato no meio da terra da Dorothy. Ao ler a reportagem no jornal, Capote vê a oportunidade de fazer um livro-jornalistico e se manda para o Kansas** com sua amiga Harper Lee. Chegando lá ele fica intrigado com Perry Smith, um dos assassinos, e começa uma relação de troca de informações para que o culpado dê a ele elementos para o novo livro. Capote usa todos os seus truques para tirar os segredos de Perry e este por sua vez usa o escritor para conseguir um advogado e adiar sua execução.

No fim desse toma-lá-dá-cá Capote vê a execução do seu “amigo” e descobre por mais que ele batesse os calcanhares de seus sapatinhos vermelhos ele nunca mais ia voltar para 'casa'. Escreveu o seu último grande livro e depois mais nada.

A Tia Helo não ia gostar desse fime. Diria “Ai, Jesus!” pelo menos 253 vezes. Eu gostei.

** O que será que tem no Kansas?? Além da Dorothy e o mágico de Oz, é o lugar dos grandes twisters, é onde Capote foi buscar sua maior inspiração e é onde fica Smallville, hometown do Superman. Os ingleses criam mundos fantásticos...os americanos vão pro Kansas.


O Matador

Ai,ai... Pierce 007 Brosnan...até de bigodinho ele fica bem...

Bem, vamos ao filme. Pierce faz um matador profissional que depois de executar vários trabalhos com sucesso começa a vacilar. No seu segundo vacilo o chefe manda colocá-lo no arquivo, ou melhor, apagá-lo. Ele conhece o Gary Chatinho Kinnear, que faz um nerd, no México e eles curiosamente se tornam amigos e o Gary vai ajudá-lo num serviço básico. As diferenças são engraçadas e o Pierce, sem vergonha nenhuma de parecer ridículo, é o melhor do filme.

Eu achei muito divertido, a trilha sonora é boa. A Tia Helo ia gostar muito do Pierce, mas diria “Ai, Jesus!” 155 vezes ao vê-lo de cueca e botas caindo na piscina.


Shop Girl

Fui ver esse filme com a Luizinha. Gostamos bastante.

Nele o Steve Comédia Martin faz um papel sério, e ele é tão bom nisso quanto quando faz rir.

A história gira em torno da Claire Julieta Danes que faz uma vendedora de luvas da Sack’s com vontade de ser artista. Ela é bem sem sal e nada de interessante parece acontecer em sua vida até que Jeremy (Jason Cabeludo Schwartzman), um garotão muito desastrado e engraçado aparece em sua vida. Eles saem e ficam juntos. Para ele é ótimo, para ela nem tanto.

Eis que surge Ray (Steve Martin, que também assina o roteiro), um homem, hum, digamos, maduro, rico e inteligente que a conquista aos poucos. Ela se apaixona por Ray, mas ele é um solteirão convicto. O filme então se divide entre a relação dela com Ray e a busca do Jeremy (que sai viajando com uma banda de rock).

No fim o Ray não consegue assumir nada com ela apesar de amá-la. Ela então se liberta e dá outra chance ao Jeremy, que se reformulou (mas nem tanto). E que o Ray tenha aprendido a sua lição.

Talvez a Tia Helo Gostasse desse filme. 95 “Ai, Jesus!” pra ele.

8.4.06

Ideais

Ideais

Cá: Estou me descobrindo uma pessoa de direita.

Ka: Isso quer dizer que vai ter garçom no seu aniversário esse ano?

Cá: Vai sim.

(pausa....)

(espanto!!)

Cá: O que aconteceu com os meus ideais?!?!?!!!!!

Ka: hahhahahahahahahahaha


Feliz Aniversário Cá!!! Um grande beijo!

30.3.06

Manias

Manias

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."

Como a Tia Helo é a campeã das manias aqui vão as top 6 dela.

1- Lavar as mãos cada vez que pega em algum objeto (jornal,bolsa e etc).
2- Conferir minunciosamente a bolsa váarias vezes antes de sair.
3- Conferir váarias vezes se a porta está devidamente trancada ao sair.
4- Documentos que ela considera importantes e já não tem mais valor: rasga em tamanhos minúsculos e joga na privada.
5- Mantem as janelas fechadas e as luzes apagadas para "eles" não reclamarem.
6- Após usar o telefone ,tirá-lo da tomada. Quando ela era mais jovem, bastava um travesseiro em cimado aparelho e a porta do quarto fechada.

As minhas são mais simples (ou pelo menos eu acho que são)

1- Ler revistas e jornais da última página para a primeira.
2- Bater a escova de dentes 3 vezes na pia depois de escovar os dentes.
3- De ler com a tv ligada.
4- De ver 3 programas na tv ao mesmo tempo (se o controle remoto quebra ou acaba a pilha é o fim)
5- Manter os relógios pelo menos 10 minutos adiantados.

Eu vou convocar a Luizinha e a Sue para colocar 5 de suas manias aqui. E quem quiser participar pode confessar aí nos comentários.

25.3.06

Pensamento

Pensamento...

Os australianos podiam fazer um bem a humanidade exportando leitinho de canguru.

19.3.06

Ocean Race

Ocean Race



Já que o banco onde eu deposito o meu din din está patrocinando dois barcos na Volvo Ocean Race, a regata volta ao mundo, eu fui lá na marina ver se o meu dinheiro está sendo bem aplicado nos barquinhos. Barquinhos o ca.....! Super veleiros, isso sim!

Na minha visita eu vi o mastro sendo colocado no barco do Brasil, as quilhas sendo colocadas no Holanda 1, muitos homens lixando, pintando e limpando seus veleiros para a próxima etapa. Hummmm, tem alguma coisa nesses velejadores que me agrada, homens que trabalham com as mãos, pele curtida do sol, mãos calejadas, um certo ar aventureiro....Como disse a Luizinha: Vikings!

E pelos vikings que eu vi fica difícil escolher só um barco para torcer. Vou torcer pelo Brasil 1 só por causa do super simpático Torben Grael, mas o Holanda 2 (patrocinado por mim, mesmo que o meu dinheirinho no banco só compre 2 metros de corda) tem toda a minha simpatia.

Sábado a regata é na Baía de Guanabara. Vou lá ver as velas passeando em frete ao Pão de Açúcar.

15.3.06

Tia Helo reloaded

Tia Helo reloaded

Luizinha está desnorteada. Já não sabe mais quando chega 2 da tarde, seu alarme diário e infalível não pode telefonar, pelo menos por alguns dias. Eu explico.

A Tia Helo não ascende a luz. Tia Helo não abre as janelas. Tia Helo não tomou o remedinho. Tia Helo ficou tonta. Tia Helo caiu. Puf! Não só caiu, mas, como toda tiazinha na idade dela depois de uma queda, quebrou a cabeça do fêmur. É, amigos admiradores da Tia Helo, ela teve que fazer uma cirurgia. Foi tudo bem, ela agora está cimentada e parafusada. Reloaded e pronta para mais aventuras.

Respira fundo Luizinha que já, já esse telefone toca, pontualmente, às 2 da tarde.

6.3.06

E o Oscar foi para...

E o Oscar foi para...

Mais uma vez eu fiquei acordada para assistir a cerimônia do Oscar. Nada de novo, nem as piadas do apresentador eram muito engraçadas (confesso que achei algumas grosseiras), mas 2 coisas valeram a pena.

Uma foi o George Über Clooney. Foi lá, bonito como sempre, simpático, candidato a 3 estatuetas, recebeu uma de ator coadjuvante por Syriana (muito justo) e no discurso mandou essa “acho que agora eu não ganho a de diretor” no maior bom humor. Dez, nota dez!

Outra foi no fim, quando todo mundo esperava que Brokeback Mountain ganhasse melhor filme já que o Ang Lee tinha saído com o Oscar de melhor diretor. Foi uma surpresa geral quando o Jack Sempre Cool Nicholson disse “Crash!”.

Confesso que o meu preferido era Munique, mas o Spielba saiu de lá sem nenhum homenzinho dourado, uma pena.

Agora, alguém pode me explicar o que foram aqueles rappers?? Eu estava assistindo com a tecla SAP e me arrependi de não escutar a tradução simultânea.... duvido que aquela mulher tenha entendido um palavra. Era preciso a tecla SAP da tecla SAP. Mas que eles eram os caras mais animados a receber um Oscar na noite, ah, isso eles eram.

A Tia Helo jogou a TV fora antes das transmissões do Oscar começarem aqui no Brasil. Acho que ela ia gostar de ver todo aquele glamour no tapete vermelho e o George Clooney, óbvio.

1.3.06

+ Filmes

Filmes

Com o Oscar batendo na porta aí vão mais alguns filme que eu andei vendo.

Johnny e June (Walk the line)

Joaquin Irmão do River Phoenix faz o cantor meio bad boy Jonnhy Cash nessa cine biografia. Johnny Cash foi criança pobre, rejeitado pelo pai chato, depois foi casado com uma mulher mais chata ainda que não acreditava no seu talento, tocou com Elvis e Jerry Lee Lewis, se viciou em drogas (também com amigos como Elvis e Jerry Lee) e no meio de tudo isso conheceu June Carter.

Reese Legalmente Loira Witherspoon faz a June, cantora country que sobe nos palcos desde que usava fraldas, engraçada, casada (e divorciada) e certinha.

Jonnhy e June se apaixonam, cantam juntos, mas demora pra ficarem juntos, ela o ajuda a superar o vício e o amor é lindo. Além disso, mostra o famoso show na prisão Folsom e muitas outras apresentações. Uma pequena parte da vida do Johnny Cash.

Eu gostei, os dois atores estão realmente muito bem. Eu gosto do estilo country do Johnny Cash, e da voz grossa dele. Se bem que é o próprio Joaquin Phoenix que canta as músicas, palmas pra ele, que voz bonita. Walk the Line que dá o título original ao filme é muito boa, mas a música do Johnny Cash que eu mais gosto é A Satisfied Mind que nem toca nesse filme, mas está na trilha sonora do Kill Bill 2.

Talvez a Tia Helo gostasse desse filme. Tem música, gente religiosa, repressão social dos anos 50....ela diria 102 “Ai Jesus!” para esse filme.

How many times have
You heard someone say
If I had his money
I could do things my way
But little they know
That it's so hard to find
One rich man in ten
With a satisfied mind


Syriana

Depois de ver Syriana eu vou pensar 10 vezes antes de encher o tanque do carro. O mundo não tem jeito. Só negociações, quem for mais esperto ganha. Aqui, nos EUA e nos países árabes.

O que fazer quando o poder bélico é tão sofisticado que é possível explodir um carro em qualquer lugar do mundo sentado no escritório apertando um botão no joystick? Nem dá remorso.

George Über Clooney faz um agente da CIA que leva as suas missões adiante com a certeza que está fazendo um bem para o mundo. Mas ele quebra a cara, perde as unhas e explode. O pior é acreditar numa causa e saber que foi enganado pela mesma.

É um filme político, lento mas interessante. Mostra que a mesma indústria petroleira que leva dinheiro para os países árabes, também tira empregos, demite trabalhadores locais e as decisões são nas mesas de reuniões dos escritórios a milhares de quilômetros dos poços. E não tem bom nessa história, nem o advogado mor Christopher Von Trap Plummer, nem o consultor ingênuo Matt Gênio Indomável Damon.

Eu gostei, apesar de achar um pouco lento. A Tia Helo não ia gostar, principalmente da cena da tortura...263 “Ai Jesus!” para esse filme.


Orgulho e Preconceito

Jane Austin e Shakespere são dois Ingleses que ninguém cansa de repetir as histórias.

Em Orgulho e Preconceito a mocinha Elizabeth Bennet (uma entre 5 irmãs) é a esperta, intelectual e romântica da história. Ao chegar um rapaz rico no interior onde elas moram a mãe logo propõe que a filha mais velha conquiste o moço, afinal alguém tem que garantir o sustento da família. O tal rapaz chega com a irmã e um amigo, o bonitão e nada simpático Sr. Darcy. O rapaz se apaixona pela irmã mais velha da Elizabeth, mas não propõe casamento e vai embora. Elizabeth se revolta quando sabe que foi o Sr. Darcy que separou sua irmã do pretendente, aí se sucedem muitos mal entendidos e no fim descobrimos que o Sr. Darcy é um príncipe encantado que salva o mundo.

Pensando bem, O diário de Bridget Jones é uma versão moderna dessa história.

É filme de mulherzinha e é muito bom. No cinema que mais curtiu a trama foi um coroa de uns 70 anos que não parava de reagir ao filme (ohhh, ahhhh, hahahahha).

A Tia Helo ia adorar esse filme. Só diria 23 “Ai, Jesus!”.

Match Point

Esse novo filme do Woody Allen já começa com a frase “The man who said “I’d rather be lucky than good” saw deeply into life.”; e com uma imagem clássica da bola de tênis batendo no topo da rede sem definir de lado ela vai cair, ou seja, pode ser sorte ou azar.

A trama é sobre um ex-jogador profissional de tênis que decide ser professor, mas já se vê as suas intenções de subir na vida. Ele se envolve com Chloe irmã de um de seus alunos (que vira amigo), mas tem uma paixão por Nola, namorada desse aluno/amigo/irmão da Chloe. O tenista se casa com Chloe, mas tem um caso com Nola e vai tudo bem, até que um acontecimento ameaça a vida boa que ele conseguiu. A partir daí as decisões dele são uma surpresa e o fim é de um humor trágico que só o Mr. Allen sabe fazer. Sem esquecer todas as referências e homenagens a “Crime e Castigo” do Dosta.

Melhor mesmo é ser sortudo.

Eu gostei muito. Geralmente eu gosto dos filmes do Woody Allen, mas acho que, coincidência ou não, os que ele não participa como ator são os melhores (com exceção Noivo Neurótico, Noiva Nervosa). E os ingleses dão um ar mais sofisticado às histórias. Muito bom mesmo. A bola caiu do lado de lá da quadra para o Woody.

Tia Helo não deve gostar do Woody Allen, homem pequeno, feio, neurótico...sei não...ele deve ser um “deles”. Ela diria 215 “Ai Jesus!” para esse filme.

26.2.06

Maracanã no sábado de carnaval

Maracanã no sábado de carnaval

Eu adoro futebol, e não tem nada melhor do que ver um jogo no Maracanã. Fui ontem assistir Flamengo x Botafogo pela taça Rio.

Antes, quero dizer que essa reforma no Maracanã ficou ótima, está quase um estádio europeu, só falta o público ter um pouquinho mais de educação (mas isso é outra história).

Nós ficamos na arquibancada branca, aquela que nem é de um time nem de outro, teoricamente onde nunca dá confusão, porque o nosso grupo era composto de flamenguistas e botafoguenses sofredores. E tinha muito turista, grupos inteiros, tinha até aqueles guias com bandeirinhas pro pessoal não se perder. A única coisa ruim da arquibancada branca é que na hora do gol não dá pra sentir a emoção de um negão subindo a arquibancada só pra te dar um abraço suado.

Bem, o mengão ganhou de 3x2 de virada! Quem não gosta de um jogo assim com muitos gols e disputas?

Se a Tia Helo alguma vez foi ao Maracanã, foi lá pela década de 60 onde as mulheres iam de chapéu e luva, muito chique. A Tia Helo é flamenguista de coração e ficou feliz com essa vitória sobre o Botafogo.

21.2.06

U2 na TV

Vi o U2 pela TV. Estou frustrada porque não estava lá, porque não me esforcei o suficiente para estar lá e principalmente porque foi um show muito bom! Aquele telão in loco deve ser uma coisa de doido, ainda mais pra mim que adoro um efeito visual. Droga!


Ver pela TV tem muitos defeitos. Começando pela legenda ridícula que a Globo insistiu em colocar, ninguém merece. Depois o Zeca Camargo dando pitaco, um saco. E quando começava a entrar no clima, se é que isso foi possível em algum momento, lá vem a porcaria da propaganda, só de mal eu nem lembro quem foram os anunciantes.

Se eu estivesse lá eu não teria visto o Bono suando que nem uma porca prenha, totalmente sem folego e com a impressão de que não dura mais 10 anos. Eu não teria prestado atenção na cara do Larry Mullen a cada biquinho que ele fazia. E teria achado tudo uma maravilha, além de ter perdido a voz de tanto cantar.

O show foi excelente, a seleção musical foi na medida, tudo muito profissional. O Adam Clayton é o cara mais cool da banda e sem o The Edge nada acontece. Mesmo com todo blá, blá, blá do Bono o rock tocado pelos outros 3 foi da melhor qualidade, como sempre. E eles terminaram com "40", nada mais justo com o Larry Mullen(o último a sair do palco) já que, como o próprio Bono disse, ele que começou a banda.

Apesar de toda parafernalha tecnológica e efeitos visuais a Tia Helo não ia gostar muito. Ela é mais tradicional, tipo Freddy Mercury e Elton John.

19.2.06

Os Doze Trabalhos da Tia Helô - 1

Quem acha que Hércules é o máximo porque executou 12 trabalhos, não sabe de nada... e não conhece a Tia Helô. Vamos ver os trabalhos de Hércules... e os trabalhos da Tia Helô. Quem é mais poderoso?

Trabalho um - combate contra o leão de Neméia

Hércules tentou de tudo, todo tipo de arma, e nada do leão sequer mancar. Uma bela hora, o herói encheu o saco e atacou o leão na unha e resolveu o assunto. Depois tirou a pele do bicho com a mão e usou de vestimenta e no seu escudo. Queria só ver se ele conseguia fazer a Tia Helô entregar a bolsa dela para ele! O leão ia parecer um gatinho recém-nascido!

Trabalho Dois - combate contra a hidra de Lerna

Essa hidra dizem uns, tinha sete cabeças; outros dizem nove; outros ainda dizem cinquenta. Cabeçuda, a bicha. O pior é que não adiantava cortar uma das cabeças, ela crescia de novo na mesma hora. Bem, Hércules cortou todas de uma vez só e encerrou o assunto. Queria ver ele cortar todas as manias da Tia Helô de uma vez só. Acontece que Hércules não é bobo, e sai de fininho toda vez que falam na Tia Helô.

Trabalho Três - matar o javali de Erimanto

Erimanto é uma montanha onde morava um javali "sinistro", que destruía tudo. Pois Hércules nem matou o bichinho: pegou ele com as mãos e colocou vivo no pescoço, feito um boá. Causou sensação na época, esta coisa de usar javalí nos ombros. Pois eu queria ver se ele conseguia mexer em um único santinho da Tia Helô...

Trabalho Quatro - vitória sobre a corça dos pés de bronze

A gazela tinha pés de bronze e chifres de ouro... e era tão veloz, mas tão rápida que ninguém conseguia alcançá-la. Hércules não queria flechar a bichinha, que além de lindona (meio perua) era consagrada à Deusa Diana. então ele correu pela Grécia inteira atrás da bicha, até alcançar. Alcançar a corça dos pés de bronze é mole. Difícil foi acompanhar a Tia Helô na Missa Campal que o Papa João Paulo II celebrou no Aterro do Flamengo!

Trabalho Cinco - exterminação dos pássaros no Lago Estínfalo

Calma, povo do Greenpeace. Segura os "Ai, Jesus", Tia Helô! Não são passarinhos bonitinhos cantarolando na beira do lago. Eram monstros com asas, cabeça e bico de ferro, que lançavam dardos de ferro contra as pessoas. tinham sido criados pelo Deus da guerra, Marte. Ninguém dava contra deles, mas Hércules os exterminou a golpes de flecha. Queria ver Hércules exterminar "Eles", para Tia Helô poder abrir as janelas sem que "Eles" gritem.

Trabalho Seis - domar o touro de Creta.

Este trabalho teve retrabalho, ou seja, o pobre Hércules teve de domar o touro duas vezes, porque ele pegou o bicho e deu de presente a Euristeu, mas o cara deixou o bicho escapar, e ele estava fazendo um estago na planícia de Maratona. Lá foi Hércules DE NOVO catar o bicho. É mais ou menos como manter o ventilador da Tia Helô ligado: você liga, vira as costas e ela desliga. Queria ver ele conseguir fazer ela DEIXAR o ventilador ligado!

Deixo vocês meditando sobre os primeiros seis trabalhos. No próximo post, vou escrever mais sobre cada trabalho da Tia Helô, e num próximo termino os trabalhos de Hércules. Tem muito assunto!

Rolling Stones em Copa

Rolling Stones em Copa

Lá fui eu, Bi, Ney, Beth e Nick ver os Rolling Stones na praia de Copacabana com mais de um milhão de pessoas....é isso mesmo....mais de um milhão! Segundo o Ney a festa do ano novo parecia uma reunião de condôminos comparada à multidão do show. Com tanta gente esperava-se confusão, mas foi tudo muito tranqüilo, muita gente bonita, muitos barquinhos no mar e muita festa.

A disputa na areia era pra ver quem conseguia fazer o maior montinho para ficar mais alto, e, acreditem, surgiram várias muralhas da china, a praia amanheceu cheia de trincheiras.

Foi tudo ótimo!!! O som estava baixo no começo, tinha um mané com uma bandeira atrapalhando um pouco, mas resolvemos tudo mudando de lugar (para bem pertinho do repetidor e bem no meio para ver o telão, porque ver Sir Mick Jagger e Cia de perto só na área VIP).

Os vovôs Stones estão com tudo. Keith Richards se esbaldou, Charlie Watts suou muito e continuou sério, Ron Wood era só sorriso e Sir Mick Jagger rebolou como só ele sabe fazer deixando a platéia enlouquecida. Foram 2 horas de show e 20 músicas (as melhores, quase todas do começo), começando com Jumpin’ Jack Flash e terminando com Satisfaction.

Quem foi sabe que foi muito bom! Quem ficou em casa com medo da confusão perdeu um dos melhores momentos da praia de Copacabana e dos Stones. It’s a gas! gas! gas!

A Tia Helo não deve gostar nem um pouco dos Stones, afinal são eles que cantam Sympathy for the Devil. E ela ia concordar com os americanos que não dá para escutar “you make a dead man come” de Start Me Up. Ela não sabe o que está perdendo.

13.2.06

Esquis e patins em Turim

Esquis e patins em Turim

Eu adoro as Olimpíadas de inverno! O branco da neve e do gelo contrasta muito bem com todo aquele colorido das roupas. E os atletas com aquelas bochechas rosadas?

As modalidades são ótimas. É tudo muito difícil (eu sei, já tentei esquiar) e exige muita coragem –como, por exemplo, descer uma montanha a sei-lá-quantos quilômetros por hora, saltar uma rampa, tentar correr na neve de esqui, se enfiar num trenó num tubo de gelo a outros tantos kms por hora, se equilibrar em lâminas para correr, saltar, dar piruetas e ainda brigar por um disco preto muito pequeno na tentativa de fazer um gol.

E como se tudo isso não bastasse, a maioria das medalhas é disputada a uma temperatura agradável de menos 2 graus. Brrrrrrrrrrrrrrrrr. Quantos litros de chocolate quente eles consomem? Ou vinho? Ou vodka?

É a Olimpíada dos países nórdicos, não só porque eles tem muita neve e gelo, mas porque eles tem mais dinheiro e os esportes de inverno não são baratos. Imagina, um trenó de 25 mil dólares, um par de esquis não sai por menos de.....sei lá quanto custa um par de esquis, e aquelas roupichas térmicas de alta performance e design arrojado também não são vendidas na C&A.

Eu continuo achando tudo muito bonito. Os espectadores estão sempre bem vestidos com gorros e luvas, dá impressão que são todos lindos. Até os nerds do curling (aquele esporte onde eles empurram uma pedra no gelo e usam vassouras) ficam bem.

Eu, aqui no calor carioca, vou torcer para os 4 brasileiros do bobsled ficarem entre os top 20.

Acho que a Tia Helo nunca viu as Olimpíadas de inverno, ela desistiu da tv 20 anos atrás, mas, com todo mundo tapado até o pescoço, ela ia achar tudo muito mais decente do que os jogos de verão.

10.2.06

Fala Ney!

Fala Ney!

O Ney é uma das minhas pessoas favoritas e, assim como a Tia Helo, ele existe sim. Quem conhece adora, que não conhece...azar...ele já não está mais fazendo novos amigos.

Ney por Ney: "Não consigo manter prazos, sou perdulário e um pouco sacana." Só um poquinho né?

Ele tem as melhores tiradas e apartir de agora eu vou colocar algumas delas por aqui (com permissão dele é claro).

Ontem ele mandou essa:

"Se os estados fossem pessoas o Ceará seria o novo rico, aquela coisa de couro com renda e muito dourado....o Piauí seria a empregada do Ceará, ia fazer todo o trabalho."

Ney, bem vindo ao caderninho. Aquela banda que tem um tal de Mick Jagger como vocalista está nos esperando nas areias de Copacabana...Start me up!

6.2.06

+Filmes

Filmes

Brokeback Mountain

Uma história de amor entre dois cowboys do meio do nada americano que começa quando eles vão contar ovelhas na tal Brokeback Mountain. É um daqueles amores que dura 20 anos com alguns encontros, sofrimento, angústia, etc. Tem um deles pulando que nem uma menina adolescente esperando o encontro, tem o outro com cobrança de amante que manda escolher entre a mulher ou ela (no caso ele), e tem carinho. Mas como são dois cowboys (e que cowboys!!) nada é muito explícito (bem, só alguns beijos, abraços e olhares), mesmo quando estão só os dois nas suas “pescarias”.

O Heath Ledger (australiano macho-que-é-macho) faz o cowboy mais contido, Ennis Del Mar, aquele que assume menos e sofre mais. Jake Gyllenhaal (os olhos azuis mais bonitos do cinema atual) faz o cowboy mais assumido, Jack Twist, o que parte pra cima e o que cobra uma atitude. Os dois estão muito bem, palmas para eles. Duas cenas resumem o filme, a do Jack relembrando um momento do passado antes de ir embora do último encontro, e a do Ennis olhando as duas camisas sobrepostas no armário. A paisagem é linda, e o amor é difícil.

A Tia Helo com certeza não ia entender tamanho desperdício de matéria prima. Ela diria 241 “Ai, Jesus!” para os amantes vaqueiros.

Cinema, Aspirinas e Urubus

O fato que os alemães são os precursores da propaganda em massa e que eles também são ingênuos pra caramba (senão Hitler não tinha conseguido nada com eles) deve ter inspirado esse filme.

Aqui um alemão (alguém pode me dizer onde arranjaram esse ator?) fugindo da segunda guerra vai vender um produto novo que alivia as dores de cabeça, a tal aspirina. Ele faz isso através de filmes publicitários os quais eram mostrados em telas de cinema improvisadas. Onde ele vendia? Bem, no interior do nordeste, lá onde o povo tem dor de cabeça de fome, e os urubus rondam o céu. Ele tem um caminhão, um rádio e muita comida em lata, e com isso ele vai desbravando o sertão. No meio do caminho ele dá carona a um nordestino que quer chegar ao Rio de Janeiro e esse carona vira seu ajudante.

A partir daí vemos as diferenças entre o brasileiro e o estrangeiro, em tudo. Chega num momento em que o Brasil decide sair de cima do muro e toma o lado dos aliados, então os alemães e suas empresas passam a ser perseguidos aqui na terra tupiniquim. Com isso o alemão se desfaz de seus documentos e vai para a Amazônia onde ele acredita que a vida pode ser melhor. O nordestino, que já sabe que tirar borracha no seringal é uma roubada, fica com o caminhão das aspirinas e segue destino. O interessante é que o lugar que para o alemão é segurança contra a guerra, para o nordestino é a própria guerra (fome e miséria).

Foi o melhor filme nacional que eu vi desde Cidade de Deus.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem miséria, gente sofrendo, alemão tomando banho de cuia....ela diria um 157 “Ai, Jesus!”.

Munique

E lá vamos nós para uma incursão de Spielberg na rixa mais antiga do mundo: judeus x árabes.

Dessa vez ele conta a história da perseguição do Mossad aos árabes que arquitetaram o atentado terrorista nas Olimpíadas de Munique.

Eric Hulk Tróia Bana (e australiano macho-que-é-macho) faz Avner, um agente do Mossad que é recrutado pela vovozinha primeiro-ministro de Israel, Golda Meir, para a tal missão. Ele é mandado para Europa com uma lista de 11 nomes, muito dinheiro e 4 ajudantes (entre eles o futuro 007). No começo tudo é festa, eles conseguem as informações e começam a eliminar os nomes da lista. Mas no meio da história Avner percebe que o buraco é mais embaixo, que ao eliminar um nome da lista vai sempre aparecer um substituto, que os mercenários trabalham para os dois lados, que os árabes tem muito mais foco e vontade de vencer essa disputa e que ele também faz parte da lista de alguém.

Como um bom judeu, a culpa faz dúvidas pipocarem na mente de Avner. Será que essas pessoas são realmente culpadas por esses crimes? Será que eu sou um assassino? Será que minhas ações são melhores que as do inimigo? Será que vale a pena essa guerra? Será que algum dia vai ter paz mundial? E é com essas dúvidas que ele abandona Israel, onde seria um herói, e vira mais um estrangeiro no Brooklyn.

Confesso que depois daquele final ridículo de Guerra dos Mundos eu me decepcionei com o Spielba, mas eu gostei de Munique. É sempre bom ver os dois lados do confronto, que não tem bom nessa história. E ele sabe o que fazer com a câmera.

A Tia Helo, como boa católica, talvez gostasse de ver a confusão entre judeus e árabes. Ela só não gostaria de ver a violência. 247 “Ai Jesus!” para
esse filme.


Boa Noite e Boa Sorte

George Über Clooney dirige e atua nesse filme sobre um time de jornalistas que desvendou a CPI de caça aos comunistas.

Os jornalistas foram liderados por Edward Murrow, o William Bonner da década de 50, que fazia os dois tipos de jornalismo, o de denuncia e esclarecimento e também o fútil para pagar as contas. Nos anos 50 ele resolveu denunciar o absurdo que era a comissão de inquérito encabeçada pelo Senador McCarthy, um caipira que acreditava seriamente que os comunistas comiam criancinhas e sentia-se ameaçado por eles. Só que o senador esqueceu que a América é land of the free e home of the brave e foi longe demais na sua caça as bruxas. Claro que os meses entre as reportagens eram repletos de muita tensão, abandono de patrocinadores, mas o pessoal só queria fazer a coisa certa. E no fim fica a mensagem que a televisão enquanto jornalismo tem o dever de informar o público, mesmo que esse público só queira ver game shows.

Os atores estão muito bem, a fotografia em preto e branco dá um ar de documentário, e o George é o George. Uma coisa me chamou atenção, era tanta gente fumando nesse filme que eu acho que era uma mensagem subliminar para acabar com o preconceito anti-tabagista. Poxa América, deixa o povo fumar!

Tia Helo não gosta de comunistas, não gosta de fumantes, não tá nem aí pros americanos....mas ela ia gostar do George, ainda mais com aqueles óculos de garoto inteligente. Ela diria 183 “Ai Jesus!” Para esse filme.

Dizem por aí

Depois dos 4 filmes aí em cima fico até com vergonha de ter ido ver esse aqui. Mas vamos lá....

Nesse filme meio nonsense a Jennifer Friends Aniston descobre que a sua família foi inspiração para o livro e filme “The Graduate” (A Primeira Noite de um Homem). A Shirley Vida Passadas Maclaine faz a Mrs. Robinson, que, diga-se de passagem, virou uma mulher amarga, infeliz, porém muito engraçada. O Kevin Campo dos Sonhos Costner faz uma versão muuuuuuuito melhorada do Dustin Hoffman (e que upgrade!).

Mas pensando bem as coisas não se encaixam. No primeiro filme a Sra. Robinson pega o garotão porque teoricamente ela está entediada com a vida e quer tirar sarro de um pamonha virgem. O Dustin Hoffman por sua vez aprende a lição com ela e depois se apaixona pela filha dela. A Sra. Robinson dá um piti quando descobre esse fato. Piti esse que só fundamento se ela acha que o pamonha não aprendeu nada e que a filha dela vai sofrer. Duvido que ela estivesse super a fim do graduate, como querem que a gente acredite. Ora, a Sra. Robinson foi uma das primeiras mulheres a explorar um garotão para satisfação própria no cinema.

Nesse filme moderno me custa acreditar que o Kevin Costner fosse precisar aprender alguma coisa com alguém. Se alguém ensinou algo foi ele, à avó, à mãe e à filha. E tudo termina com um casamento e ninguém foge, blergh!

Difícil saber se a Tia Helo ia gostar ou não desse filme, em todo caso acho que ela diria uns 114 “Ai, Jesus!” para esse filme, sendo que 15 deles só para o Kevin Costner.