Filmes
Com o Oscar batendo na porta aí vão mais alguns filme que eu andei vendo.
Johnny e June (Walk the line)
Joaquin Irmão do River Phoenix faz o cantor meio bad boy Jonnhy Cash nessa cine biografia. Johnny Cash foi criança pobre, rejeitado pelo pai chato, depois foi casado com uma mulher mais chata ainda que não acreditava no seu talento, tocou com Elvis e Jerry Lee Lewis, se viciou em drogas (também com amigos como Elvis e Jerry Lee) e no meio de tudo isso conheceu June Carter.
Reese Legalmente Loira Witherspoon faz a June, cantora country que sobe nos palcos desde que usava fraldas, engraçada, casada (e divorciada) e certinha.
Jonnhy e June se apaixonam, cantam juntos, mas demora pra ficarem juntos, ela o ajuda a superar o vício e o amor é lindo. Além disso, mostra o famoso show na prisão Folsom e muitas outras apresentações. Uma pequena parte da vida do Johnny Cash.
Eu gostei, os dois atores estão realmente muito bem. Eu gosto do estilo country do Johnny Cash, e da voz grossa dele. Se bem que é o próprio Joaquin Phoenix que canta as músicas, palmas pra ele, que voz bonita. Walk the Line que dá o título original ao filme é muito boa, mas a música do Johnny Cash que eu mais gosto é A Satisfied Mind que nem toca nesse filme, mas está na trilha sonora do Kill Bill 2.
Talvez a Tia Helo gostasse desse filme. Tem música, gente religiosa, repressão social dos anos 50....ela diria 102 “Ai Jesus!” para esse filme.
How many times have
You heard someone say
If I had his money
I could do things my way
But little they know
That it's so hard to find
One rich man in ten
With a satisfied mind
Syriana
Depois de ver Syriana eu vou pensar 10 vezes antes de encher o tanque do carro. O mundo não tem jeito. Só negociações, quem for mais esperto ganha. Aqui, nos EUA e nos países árabes.
O que fazer quando o poder bélico é tão sofisticado que é possível explodir um carro em qualquer lugar do mundo sentado no escritório apertando um botão no joystick? Nem dá remorso.
George Über Clooney faz um agente da CIA que leva as suas missões adiante com a certeza que está fazendo um bem para o mundo. Mas ele quebra a cara, perde as unhas e explode. O pior é acreditar numa causa e saber que foi enganado pela mesma.
É um filme político, lento mas interessante. Mostra que a mesma indústria petroleira que leva dinheiro para os países árabes, também tira empregos, demite trabalhadores locais e as decisões são nas mesas de reuniões dos escritórios a milhares de quilômetros dos poços. E não tem bom nessa história, nem o advogado mor Christopher Von Trap Plummer, nem o consultor ingênuo Matt Gênio Indomável Damon.
Eu gostei, apesar de achar um pouco lento. A Tia Helo não ia gostar, principalmente da cena da tortura...263 “Ai Jesus!” para esse filme.
Orgulho e Preconceito
Jane Austin e Shakespere são dois Ingleses que ninguém cansa de repetir as histórias.
Em Orgulho e Preconceito a mocinha Elizabeth Bennet (uma entre 5 irmãs) é a esperta, intelectual e romântica da história. Ao chegar um rapaz rico no interior onde elas moram a mãe logo propõe que a filha mais velha conquiste o moço, afinal alguém tem que garantir o sustento da família. O tal rapaz chega com a irmã e um amigo, o bonitão e nada simpático Sr. Darcy. O rapaz se apaixona pela irmã mais velha da Elizabeth, mas não propõe casamento e vai embora. Elizabeth se revolta quando sabe que foi o Sr. Darcy que separou sua irmã do pretendente, aí se sucedem muitos mal entendidos e no fim descobrimos que o Sr. Darcy é um príncipe encantado que salva o mundo.
Pensando bem, O diário de Bridget Jones é uma versão moderna dessa história.
É filme de mulherzinha e é muito bom. No cinema que mais curtiu a trama foi um coroa de uns 70 anos que não parava de reagir ao filme (ohhh, ahhhh, hahahahha).
A Tia Helo ia adorar esse filme. Só diria 23 “Ai, Jesus!”.
Match Point
Esse novo filme do Woody Allen já começa com a frase “The man who said “I’d rather be lucky than good” saw deeply into life.”; e com uma imagem clássica da bola de tênis batendo no topo da rede sem definir de lado ela vai cair, ou seja, pode ser sorte ou azar.
A trama é sobre um ex-jogador profissional de tênis que decide ser professor, mas já se vê as suas intenções de subir na vida. Ele se envolve com Chloe irmã de um de seus alunos (que vira amigo), mas tem uma paixão por Nola, namorada desse aluno/amigo/irmão da Chloe. O tenista se casa com Chloe, mas tem um caso com Nola e vai tudo bem, até que um acontecimento ameaça a vida boa que ele conseguiu. A partir daí as decisões dele são uma surpresa e o fim é de um humor trágico que só o Mr. Allen sabe fazer. Sem esquecer todas as referências e homenagens a “Crime e Castigo” do Dosta.
Melhor mesmo é ser sortudo.
Eu gostei muito. Geralmente eu gosto dos filmes do Woody Allen, mas acho que, coincidência ou não, os que ele não participa como ator são os melhores (com exceção Noivo Neurótico, Noiva Nervosa). E os ingleses dão um ar mais sofisticado às histórias. Muito bom mesmo. A bola caiu do lado de lá da quadra para o Woody.
Tia Helo não deve gostar do Woody Allen, homem pequeno, feio, neurótico...sei não...ele deve ser um “deles”. Ela diria 215 “Ai Jesus!” para esse filme.
1.3.06
26.2.06
Maracanã no sábado de carnaval
Maracanã no sábado de carnaval
Eu adoro futebol, e não tem nada melhor do que ver um jogo no Maracanã. Fui ontem assistir Flamengo x Botafogo pela taça Rio.
Antes, quero dizer que essa reforma no Maracanã ficou ótima, está quase um estádio europeu, só falta o público ter um pouquinho mais de educação (mas isso é outra história).
Nós ficamos na arquibancada branca, aquela que nem é de um time nem de outro, teoricamente onde nunca dá confusão, porque o nosso grupo era composto de flamenguistas e botafoguenses sofredores. E tinha muito turista, grupos inteiros, tinha até aqueles guias com bandeirinhas pro pessoal não se perder. A única coisa ruim da arquibancada branca é que na hora do gol não dá pra sentir a emoção de um negão subindo a arquibancada só pra te dar um abraço suado.
Bem, o mengão ganhou de 3x2 de virada! Quem não gosta de um jogo assim com muitos gols e disputas?
Se a Tia Helo alguma vez foi ao Maracanã, foi lá pela década de 60 onde as mulheres iam de chapéu e luva, muito chique. A Tia Helo é flamenguista de coração e ficou feliz com essa vitória sobre o Botafogo.
Eu adoro futebol, e não tem nada melhor do que ver um jogo no Maracanã. Fui ontem assistir Flamengo x Botafogo pela taça Rio.
Antes, quero dizer que essa reforma no Maracanã ficou ótima, está quase um estádio europeu, só falta o público ter um pouquinho mais de educação (mas isso é outra história).
Nós ficamos na arquibancada branca, aquela que nem é de um time nem de outro, teoricamente onde nunca dá confusão, porque o nosso grupo era composto de flamenguistas e botafoguenses sofredores. E tinha muito turista, grupos inteiros, tinha até aqueles guias com bandeirinhas pro pessoal não se perder. A única coisa ruim da arquibancada branca é que na hora do gol não dá pra sentir a emoção de um negão subindo a arquibancada só pra te dar um abraço suado.
Bem, o mengão ganhou de 3x2 de virada! Quem não gosta de um jogo assim com muitos gols e disputas?
Se a Tia Helo alguma vez foi ao Maracanã, foi lá pela década de 60 onde as mulheres iam de chapéu e luva, muito chique. A Tia Helo é flamenguista de coração e ficou feliz com essa vitória sobre o Botafogo.
21.2.06
U2 na TV
Vi o U2 pela TV. Estou frustrada porque não estava lá, porque não me esforcei o suficiente para estar lá e principalmente porque foi um show muito bom! Aquele telão in loco deve ser uma coisa de doido, ainda mais pra mim que adoro um efeito visual. Droga!
Ver pela TV tem muitos defeitos. Começando pela legenda ridícula que a Globo insistiu em colocar, ninguém merece. Depois o Zeca Camargo dando pitaco, um saco. E quando começava a entrar no clima, se é que isso foi possível em algum momento, lá vem a porcaria da propaganda, só de mal eu nem lembro quem foram os anunciantes.
Se eu estivesse lá eu não teria visto o Bono suando que nem uma porca prenha, totalmente sem folego e com a impressão de que não dura mais 10 anos. Eu não teria prestado atenção na cara do Larry Mullen a cada biquinho que ele fazia. E teria achado tudo uma maravilha, além de ter perdido a voz de tanto cantar.
O show foi excelente, a seleção musical foi na medida, tudo muito profissional. O Adam Clayton é o cara mais cool da banda e sem o The Edge nada acontece. Mesmo com todo blá, blá, blá do Bono o rock tocado pelos outros 3 foi da melhor qualidade, como sempre. E eles terminaram com "40", nada mais justo com o Larry Mullen(o último a sair do palco) já que, como o próprio Bono disse, ele que começou a banda.
Apesar de toda parafernalha tecnológica e efeitos visuais a Tia Helo não ia gostar muito. Ela é mais tradicional, tipo Freddy Mercury e Elton John.
Ver pela TV tem muitos defeitos. Começando pela legenda ridícula que a Globo insistiu em colocar, ninguém merece. Depois o Zeca Camargo dando pitaco, um saco. E quando começava a entrar no clima, se é que isso foi possível em algum momento, lá vem a porcaria da propaganda, só de mal eu nem lembro quem foram os anunciantes.
Se eu estivesse lá eu não teria visto o Bono suando que nem uma porca prenha, totalmente sem folego e com a impressão de que não dura mais 10 anos. Eu não teria prestado atenção na cara do Larry Mullen a cada biquinho que ele fazia. E teria achado tudo uma maravilha, além de ter perdido a voz de tanto cantar.
O show foi excelente, a seleção musical foi na medida, tudo muito profissional. O Adam Clayton é o cara mais cool da banda e sem o The Edge nada acontece. Mesmo com todo blá, blá, blá do Bono o rock tocado pelos outros 3 foi da melhor qualidade, como sempre. E eles terminaram com "40", nada mais justo com o Larry Mullen(o último a sair do palco) já que, como o próprio Bono disse, ele que começou a banda.
Apesar de toda parafernalha tecnológica e efeitos visuais a Tia Helo não ia gostar muito. Ela é mais tradicional, tipo Freddy Mercury e Elton John.
19.2.06
Os Doze Trabalhos da Tia Helô - 1
Quem acha que Hércules é o máximo porque executou 12 trabalhos, não sabe de nada... e não conhece a Tia Helô. Vamos ver os trabalhos de Hércules... e os trabalhos da Tia Helô. Quem é mais poderoso?
Trabalho um - combate contra o leão de Neméia
Hércules tentou de tudo, todo tipo de arma, e nada do leão sequer mancar. Uma bela hora, o herói encheu o saco e atacou o leão na unha e resolveu o assunto. Depois tirou a pele do bicho com a mão e usou de vestimenta e no seu escudo. Queria só ver se ele conseguia fazer a Tia Helô entregar a bolsa dela para ele! O leão ia parecer um gatinho recém-nascido!
Trabalho Dois - combate contra a hidra de Lerna
Essa hidra dizem uns, tinha sete cabeças; outros dizem nove; outros ainda dizem cinquenta. Cabeçuda, a bicha. O pior é que não adiantava cortar uma das cabeças, ela crescia de novo na mesma hora. Bem, Hércules cortou todas de uma vez só e encerrou o assunto. Queria ver ele cortar todas as manias da Tia Helô de uma vez só. Acontece que Hércules não é bobo, e sai de fininho toda vez que falam na Tia Helô.
Trabalho Três - matar o javali de Erimanto
Erimanto é uma montanha onde morava um javali "sinistro", que destruía tudo. Pois Hércules nem matou o bichinho: pegou ele com as mãos e colocou vivo no pescoço, feito um boá. Causou sensação na época, esta coisa de usar javalí nos ombros. Pois eu queria ver se ele conseguia mexer em um único santinho da Tia Helô...
Trabalho Quatro - vitória sobre a corça dos pés de bronze
A gazela tinha pés de bronze e chifres de ouro... e era tão veloz, mas tão rápida que ninguém conseguia alcançá-la. Hércules não queria flechar a bichinha, que além de lindona (meio perua) era consagrada à Deusa Diana. então ele correu pela Grécia inteira atrás da bicha, até alcançar. Alcançar a corça dos pés de bronze é mole. Difícil foi acompanhar a Tia Helô na Missa Campal que o Papa João Paulo II celebrou no Aterro do Flamengo!
Trabalho Cinco - exterminação dos pássaros no Lago Estínfalo
Calma, povo do Greenpeace. Segura os "Ai, Jesus", Tia Helô! Não são passarinhos bonitinhos cantarolando na beira do lago. Eram monstros com asas, cabeça e bico de ferro, que lançavam dardos de ferro contra as pessoas. tinham sido criados pelo Deus da guerra, Marte. Ninguém dava contra deles, mas Hércules os exterminou a golpes de flecha. Queria ver Hércules exterminar "Eles", para Tia Helô poder abrir as janelas sem que "Eles" gritem.
Trabalho Seis - domar o touro de Creta.
Este trabalho teve retrabalho, ou seja, o pobre Hércules teve de domar o touro duas vezes, porque ele pegou o bicho e deu de presente a Euristeu, mas o cara deixou o bicho escapar, e ele estava fazendo um estago na planícia de Maratona. Lá foi Hércules DE NOVO catar o bicho. É mais ou menos como manter o ventilador da Tia Helô ligado: você liga, vira as costas e ela desliga. Queria ver ele conseguir fazer ela DEIXAR o ventilador ligado!
Deixo vocês meditando sobre os primeiros seis trabalhos. No próximo post, vou escrever mais sobre cada trabalho da Tia Helô, e num próximo termino os trabalhos de Hércules. Tem muito assunto!
Trabalho um - combate contra o leão de Neméia
Hércules tentou de tudo, todo tipo de arma, e nada do leão sequer mancar. Uma bela hora, o herói encheu o saco e atacou o leão na unha e resolveu o assunto. Depois tirou a pele do bicho com a mão e usou de vestimenta e no seu escudo. Queria só ver se ele conseguia fazer a Tia Helô entregar a bolsa dela para ele! O leão ia parecer um gatinho recém-nascido!
Trabalho Dois - combate contra a hidra de Lerna
Essa hidra dizem uns, tinha sete cabeças; outros dizem nove; outros ainda dizem cinquenta. Cabeçuda, a bicha. O pior é que não adiantava cortar uma das cabeças, ela crescia de novo na mesma hora. Bem, Hércules cortou todas de uma vez só e encerrou o assunto. Queria ver ele cortar todas as manias da Tia Helô de uma vez só. Acontece que Hércules não é bobo, e sai de fininho toda vez que falam na Tia Helô.
Trabalho Três - matar o javali de Erimanto
Erimanto é uma montanha onde morava um javali "sinistro", que destruía tudo. Pois Hércules nem matou o bichinho: pegou ele com as mãos e colocou vivo no pescoço, feito um boá. Causou sensação na época, esta coisa de usar javalí nos ombros. Pois eu queria ver se ele conseguia mexer em um único santinho da Tia Helô...
Trabalho Quatro - vitória sobre a corça dos pés de bronze
A gazela tinha pés de bronze e chifres de ouro... e era tão veloz, mas tão rápida que ninguém conseguia alcançá-la. Hércules não queria flechar a bichinha, que além de lindona (meio perua) era consagrada à Deusa Diana. então ele correu pela Grécia inteira atrás da bicha, até alcançar. Alcançar a corça dos pés de bronze é mole. Difícil foi acompanhar a Tia Helô na Missa Campal que o Papa João Paulo II celebrou no Aterro do Flamengo!
Trabalho Cinco - exterminação dos pássaros no Lago Estínfalo
Calma, povo do Greenpeace. Segura os "Ai, Jesus", Tia Helô! Não são passarinhos bonitinhos cantarolando na beira do lago. Eram monstros com asas, cabeça e bico de ferro, que lançavam dardos de ferro contra as pessoas. tinham sido criados pelo Deus da guerra, Marte. Ninguém dava contra deles, mas Hércules os exterminou a golpes de flecha. Queria ver Hércules exterminar "Eles", para Tia Helô poder abrir as janelas sem que "Eles" gritem.
Trabalho Seis - domar o touro de Creta.
Este trabalho teve retrabalho, ou seja, o pobre Hércules teve de domar o touro duas vezes, porque ele pegou o bicho e deu de presente a Euristeu, mas o cara deixou o bicho escapar, e ele estava fazendo um estago na planícia de Maratona. Lá foi Hércules DE NOVO catar o bicho. É mais ou menos como manter o ventilador da Tia Helô ligado: você liga, vira as costas e ela desliga. Queria ver ele conseguir fazer ela DEIXAR o ventilador ligado!
Deixo vocês meditando sobre os primeiros seis trabalhos. No próximo post, vou escrever mais sobre cada trabalho da Tia Helô, e num próximo termino os trabalhos de Hércules. Tem muito assunto!
Rolling Stones em Copa
Rolling Stones em Copa
Lá fui eu, Bi, Ney, Beth e Nick ver os Rolling Stones na praia de Copacabana com mais de um milhão de pessoas....é isso mesmo....mais de um milhão! Segundo o Ney a festa do ano novo parecia uma reunião de condôminos comparada à multidão do show. Com tanta gente esperava-se confusão, mas foi tudo muito tranqüilo, muita gente bonita, muitos barquinhos no mar e muita festa.
A disputa na areia era pra ver quem conseguia fazer o maior montinho para ficar mais alto, e, acreditem, surgiram várias muralhas da china, a praia amanheceu cheia de trincheiras.
Foi tudo ótimo!!! O som estava baixo no começo, tinha um mané com uma bandeira atrapalhando um pouco, mas resolvemos tudo mudando de lugar (para bem pertinho do repetidor e bem no meio para ver o telão, porque ver Sir Mick Jagger e Cia de perto só na área VIP).
Os vovôs Stones estão com tudo. Keith Richards se esbaldou, Charlie Watts suou muito e continuou sério, Ron Wood era só sorriso e Sir Mick Jagger rebolou como só ele sabe fazer deixando a platéia enlouquecida. Foram 2 horas de show e 20 músicas (as melhores, quase todas do começo), começando com Jumpin’ Jack Flash e terminando com Satisfaction.
Quem foi sabe que foi muito bom! Quem ficou em casa com medo da confusão perdeu um dos melhores momentos da praia de Copacabana e dos Stones. It’s a gas! gas! gas!
A Tia Helo não deve gostar nem um pouco dos Stones, afinal são eles que cantam Sympathy for the Devil. E ela ia concordar com os americanos que não dá para escutar “you make a dead man come” de Start Me Up. Ela não sabe o que está perdendo.
Lá fui eu, Bi, Ney, Beth e Nick ver os Rolling Stones na praia de Copacabana com mais de um milhão de pessoas....é isso mesmo....mais de um milhão! Segundo o Ney a festa do ano novo parecia uma reunião de condôminos comparada à multidão do show. Com tanta gente esperava-se confusão, mas foi tudo muito tranqüilo, muita gente bonita, muitos barquinhos no mar e muita festa.
A disputa na areia era pra ver quem conseguia fazer o maior montinho para ficar mais alto, e, acreditem, surgiram várias muralhas da china, a praia amanheceu cheia de trincheiras.
Foi tudo ótimo!!! O som estava baixo no começo, tinha um mané com uma bandeira atrapalhando um pouco, mas resolvemos tudo mudando de lugar (para bem pertinho do repetidor e bem no meio para ver o telão, porque ver Sir Mick Jagger e Cia de perto só na área VIP).
Os vovôs Stones estão com tudo. Keith Richards se esbaldou, Charlie Watts suou muito e continuou sério, Ron Wood era só sorriso e Sir Mick Jagger rebolou como só ele sabe fazer deixando a platéia enlouquecida. Foram 2 horas de show e 20 músicas (as melhores, quase todas do começo), começando com Jumpin’ Jack Flash e terminando com Satisfaction.
Quem foi sabe que foi muito bom! Quem ficou em casa com medo da confusão perdeu um dos melhores momentos da praia de Copacabana e dos Stones. It’s a gas! gas! gas!
A Tia Helo não deve gostar nem um pouco dos Stones, afinal são eles que cantam Sympathy for the Devil. E ela ia concordar com os americanos que não dá para escutar “you make a dead man come” de Start Me Up. Ela não sabe o que está perdendo.
13.2.06
Esquis e patins em Turim
Esquis e patins em Turim
Eu adoro as Olimpíadas de inverno! O branco da neve e do gelo contrasta muito bem com todo aquele colorido das roupas. E os atletas com aquelas bochechas rosadas?
As modalidades são ótimas. É tudo muito difícil (eu sei, já tentei esquiar) e exige muita coragem –como, por exemplo, descer uma montanha a sei-lá-quantos quilômetros por hora, saltar uma rampa, tentar correr na neve de esqui, se enfiar num trenó num tubo de gelo a outros tantos kms por hora, se equilibrar em lâminas para correr, saltar, dar piruetas e ainda brigar por um disco preto muito pequeno na tentativa de fazer um gol.
E como se tudo isso não bastasse, a maioria das medalhas é disputada a uma temperatura agradável de menos 2 graus. Brrrrrrrrrrrrrrrrr. Quantos litros de chocolate quente eles consomem? Ou vinho? Ou vodka?
É a Olimpíada dos países nórdicos, não só porque eles tem muita neve e gelo, mas porque eles tem mais dinheiro e os esportes de inverno não são baratos. Imagina, um trenó de 25 mil dólares, um par de esquis não sai por menos de.....sei lá quanto custa um par de esquis, e aquelas roupichas térmicas de alta performance e design arrojado também não são vendidas na C&A.
Eu continuo achando tudo muito bonito. Os espectadores estão sempre bem vestidos com gorros e luvas, dá impressão que são todos lindos. Até os nerds do curling (aquele esporte onde eles empurram uma pedra no gelo e usam vassouras) ficam bem.
Eu, aqui no calor carioca, vou torcer para os 4 brasileiros do bobsled ficarem entre os top 20.
Acho que a Tia Helo nunca viu as Olimpíadas de inverno, ela desistiu da tv 20 anos atrás, mas, com todo mundo tapado até o pescoço, ela ia achar tudo muito mais decente do que os jogos de verão.
Eu adoro as Olimpíadas de inverno! O branco da neve e do gelo contrasta muito bem com todo aquele colorido das roupas. E os atletas com aquelas bochechas rosadas?
As modalidades são ótimas. É tudo muito difícil (eu sei, já tentei esquiar) e exige muita coragem –como, por exemplo, descer uma montanha a sei-lá-quantos quilômetros por hora, saltar uma rampa, tentar correr na neve de esqui, se enfiar num trenó num tubo de gelo a outros tantos kms por hora, se equilibrar em lâminas para correr, saltar, dar piruetas e ainda brigar por um disco preto muito pequeno na tentativa de fazer um gol.
E como se tudo isso não bastasse, a maioria das medalhas é disputada a uma temperatura agradável de menos 2 graus. Brrrrrrrrrrrrrrrrr. Quantos litros de chocolate quente eles consomem? Ou vinho? Ou vodka?
É a Olimpíada dos países nórdicos, não só porque eles tem muita neve e gelo, mas porque eles tem mais dinheiro e os esportes de inverno não são baratos. Imagina, um trenó de 25 mil dólares, um par de esquis não sai por menos de.....sei lá quanto custa um par de esquis, e aquelas roupichas térmicas de alta performance e design arrojado também não são vendidas na C&A.
Eu continuo achando tudo muito bonito. Os espectadores estão sempre bem vestidos com gorros e luvas, dá impressão que são todos lindos. Até os nerds do curling (aquele esporte onde eles empurram uma pedra no gelo e usam vassouras) ficam bem.
Eu, aqui no calor carioca, vou torcer para os 4 brasileiros do bobsled ficarem entre os top 20.
Acho que a Tia Helo nunca viu as Olimpíadas de inverno, ela desistiu da tv 20 anos atrás, mas, com todo mundo tapado até o pescoço, ela ia achar tudo muito mais decente do que os jogos de verão.
10.2.06
Fala Ney!
Fala Ney!
O Ney é uma das minhas pessoas favoritas e, assim como a Tia Helo, ele existe sim. Quem conhece adora, que não conhece...azar...ele já não está mais fazendo novos amigos.
Ney por Ney: "Não consigo manter prazos, sou perdulário e um pouco sacana." Só um poquinho né?
Ele tem as melhores tiradas e apartir de agora eu vou colocar algumas delas por aqui (com permissão dele é claro).
Ontem ele mandou essa:
"Se os estados fossem pessoas o Ceará seria o novo rico, aquela coisa de couro com renda e muito dourado....o Piauí seria a empregada do Ceará, ia fazer todo o trabalho."
Ney, bem vindo ao caderninho. Aquela banda que tem um tal de Mick Jagger como vocalista está nos esperando nas areias de Copacabana...Start me up!
O Ney é uma das minhas pessoas favoritas e, assim como a Tia Helo, ele existe sim. Quem conhece adora, que não conhece...azar...ele já não está mais fazendo novos amigos.
Ney por Ney: "Não consigo manter prazos, sou perdulário e um pouco sacana." Só um poquinho né?
Ele tem as melhores tiradas e apartir de agora eu vou colocar algumas delas por aqui (com permissão dele é claro).
Ontem ele mandou essa:
"Se os estados fossem pessoas o Ceará seria o novo rico, aquela coisa de couro com renda e muito dourado....o Piauí seria a empregada do Ceará, ia fazer todo o trabalho."
Ney, bem vindo ao caderninho. Aquela banda que tem um tal de Mick Jagger como vocalista está nos esperando nas areias de Copacabana...Start me up!
6.2.06
+Filmes
Filmes
Brokeback Mountain
Uma história de amor entre dois cowboys do meio do nada americano que começa quando eles vão contar ovelhas na tal Brokeback Mountain. É um daqueles amores que dura 20 anos com alguns encontros, sofrimento, angústia, etc. Tem um deles pulando que nem uma menina adolescente esperando o encontro, tem o outro com cobrança de amante que manda escolher entre a mulher ou ela (no caso ele), e tem carinho. Mas como são dois cowboys (e que cowboys!!) nada é muito explícito (bem, só alguns beijos, abraços e olhares), mesmo quando estão só os dois nas suas “pescarias”.
O Heath Ledger (australiano macho-que-é-macho) faz o cowboy mais contido, Ennis Del Mar, aquele que assume menos e sofre mais. Jake Gyllenhaal (os olhos azuis mais bonitos do cinema atual) faz o cowboy mais assumido, Jack Twist, o que parte pra cima e o que cobra uma atitude. Os dois estão muito bem, palmas para eles. Duas cenas resumem o filme, a do Jack relembrando um momento do passado antes de ir embora do último encontro, e a do Ennis olhando as duas camisas sobrepostas no armário. A paisagem é linda, e o amor é difícil.
A Tia Helo com certeza não ia entender tamanho desperdício de matéria prima. Ela diria 241 “Ai, Jesus!” para os amantes vaqueiros.
Cinema, Aspirinas e Urubus
O fato que os alemães são os precursores da propaganda em massa e que eles também são ingênuos pra caramba (senão Hitler não tinha conseguido nada com eles) deve ter inspirado esse filme.
Aqui um alemão (alguém pode me dizer onde arranjaram esse ator?) fugindo da segunda guerra vai vender um produto novo que alivia as dores de cabeça, a tal aspirina. Ele faz isso através de filmes publicitários os quais eram mostrados em telas de cinema improvisadas. Onde ele vendia? Bem, no interior do nordeste, lá onde o povo tem dor de cabeça de fome, e os urubus rondam o céu. Ele tem um caminhão, um rádio e muita comida em lata, e com isso ele vai desbravando o sertão. No meio do caminho ele dá carona a um nordestino que quer chegar ao Rio de Janeiro e esse carona vira seu ajudante.
A partir daí vemos as diferenças entre o brasileiro e o estrangeiro, em tudo. Chega num momento em que o Brasil decide sair de cima do muro e toma o lado dos aliados, então os alemães e suas empresas passam a ser perseguidos aqui na terra tupiniquim. Com isso o alemão se desfaz de seus documentos e vai para a Amazônia onde ele acredita que a vida pode ser melhor. O nordestino, que já sabe que tirar borracha no seringal é uma roubada, fica com o caminhão das aspirinas e segue destino. O interessante é que o lugar que para o alemão é segurança contra a guerra, para o nordestino é a própria guerra (fome e miséria).
Foi o melhor filme nacional que eu vi desde Cidade de Deus.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem miséria, gente sofrendo, alemão tomando banho de cuia....ela diria um 157 “Ai, Jesus!”.
Munique
E lá vamos nós para uma incursão de Spielberg na rixa mais antiga do mundo: judeus x árabes.
Dessa vez ele conta a história da perseguição do Mossad aos árabes que arquitetaram o atentado terrorista nas Olimpíadas de Munique.
Eric Hulk Tróia Bana (e australiano macho-que-é-macho) faz Avner, um agente do Mossad que é recrutado pela vovozinha primeiro-ministro de Israel, Golda Meir, para a tal missão. Ele é mandado para Europa com uma lista de 11 nomes, muito dinheiro e 4 ajudantes (entre eles o futuro 007). No começo tudo é festa, eles conseguem as informações e começam a eliminar os nomes da lista. Mas no meio da história Avner percebe que o buraco é mais embaixo, que ao eliminar um nome da lista vai sempre aparecer um substituto, que os mercenários trabalham para os dois lados, que os árabes tem muito mais foco e vontade de vencer essa disputa e que ele também faz parte da lista de alguém.
Como um bom judeu, a culpa faz dúvidas pipocarem na mente de Avner. Será que essas pessoas são realmente culpadas por esses crimes? Será que eu sou um assassino? Será que minhas ações são melhores que as do inimigo? Será que vale a pena essa guerra? Será que algum dia vai ter paz mundial? E é com essas dúvidas que ele abandona Israel, onde seria um herói, e vira mais um estrangeiro no Brooklyn.
Confesso que depois daquele final ridículo de Guerra dos Mundos eu me decepcionei com o Spielba, mas eu gostei de Munique. É sempre bom ver os dois lados do confronto, que não tem bom nessa história. E ele sabe o que fazer com a câmera.
A Tia Helo, como boa católica, talvez gostasse de ver a confusão entre judeus e árabes. Ela só não gostaria de ver a violência. 247 “Ai Jesus!” para
esse filme.
Boa Noite e Boa Sorte
George Über Clooney dirige e atua nesse filme sobre um time de jornalistas que desvendou a CPI de caça aos comunistas.
Os jornalistas foram liderados por Edward Murrow, o William Bonner da década de 50, que fazia os dois tipos de jornalismo, o de denuncia e esclarecimento e também o fútil para pagar as contas. Nos anos 50 ele resolveu denunciar o absurdo que era a comissão de inquérito encabeçada pelo Senador McCarthy, um caipira que acreditava seriamente que os comunistas comiam criancinhas e sentia-se ameaçado por eles. Só que o senador esqueceu que a América é land of the free e home of the brave e foi longe demais na sua caça as bruxas. Claro que os meses entre as reportagens eram repletos de muita tensão, abandono de patrocinadores, mas o pessoal só queria fazer a coisa certa. E no fim fica a mensagem que a televisão enquanto jornalismo tem o dever de informar o público, mesmo que esse público só queira ver game shows.
Os atores estão muito bem, a fotografia em preto e branco dá um ar de documentário, e o George é o George. Uma coisa me chamou atenção, era tanta gente fumando nesse filme que eu acho que era uma mensagem subliminar para acabar com o preconceito anti-tabagista. Poxa América, deixa o povo fumar!
Tia Helo não gosta de comunistas, não gosta de fumantes, não tá nem aí pros americanos....mas ela ia gostar do George, ainda mais com aqueles óculos de garoto inteligente. Ela diria 183 “Ai Jesus!” Para esse filme.
Dizem por aí
Depois dos 4 filmes aí em cima fico até com vergonha de ter ido ver esse aqui. Mas vamos lá....
Nesse filme meio nonsense a Jennifer Friends Aniston descobre que a sua família foi inspiração para o livro e filme “The Graduate” (A Primeira Noite de um Homem). A Shirley Vida Passadas Maclaine faz a Mrs. Robinson, que, diga-se de passagem, virou uma mulher amarga, infeliz, porém muito engraçada. O Kevin Campo dos Sonhos Costner faz uma versão muuuuuuuito melhorada do Dustin Hoffman (e que upgrade!).
Mas pensando bem as coisas não se encaixam. No primeiro filme a Sra. Robinson pega o garotão porque teoricamente ela está entediada com a vida e quer tirar sarro de um pamonha virgem. O Dustin Hoffman por sua vez aprende a lição com ela e depois se apaixona pela filha dela. A Sra. Robinson dá um piti quando descobre esse fato. Piti esse que só fundamento se ela acha que o pamonha não aprendeu nada e que a filha dela vai sofrer. Duvido que ela estivesse super a fim do graduate, como querem que a gente acredite. Ora, a Sra. Robinson foi uma das primeiras mulheres a explorar um garotão para satisfação própria no cinema.
Nesse filme moderno me custa acreditar que o Kevin Costner fosse precisar aprender alguma coisa com alguém. Se alguém ensinou algo foi ele, à avó, à mãe e à filha. E tudo termina com um casamento e ninguém foge, blergh!
Difícil saber se a Tia Helo ia gostar ou não desse filme, em todo caso acho que ela diria uns 114 “Ai, Jesus!” para esse filme, sendo que 15 deles só para o Kevin Costner.
Brokeback Mountain
Uma história de amor entre dois cowboys do meio do nada americano que começa quando eles vão contar ovelhas na tal Brokeback Mountain. É um daqueles amores que dura 20 anos com alguns encontros, sofrimento, angústia, etc. Tem um deles pulando que nem uma menina adolescente esperando o encontro, tem o outro com cobrança de amante que manda escolher entre a mulher ou ela (no caso ele), e tem carinho. Mas como são dois cowboys (e que cowboys!!) nada é muito explícito (bem, só alguns beijos, abraços e olhares), mesmo quando estão só os dois nas suas “pescarias”.
O Heath Ledger (australiano macho-que-é-macho) faz o cowboy mais contido, Ennis Del Mar, aquele que assume menos e sofre mais. Jake Gyllenhaal (os olhos azuis mais bonitos do cinema atual) faz o cowboy mais assumido, Jack Twist, o que parte pra cima e o que cobra uma atitude. Os dois estão muito bem, palmas para eles. Duas cenas resumem o filme, a do Jack relembrando um momento do passado antes de ir embora do último encontro, e a do Ennis olhando as duas camisas sobrepostas no armário. A paisagem é linda, e o amor é difícil.
A Tia Helo com certeza não ia entender tamanho desperdício de matéria prima. Ela diria 241 “Ai, Jesus!” para os amantes vaqueiros.
Cinema, Aspirinas e Urubus
O fato que os alemães são os precursores da propaganda em massa e que eles também são ingênuos pra caramba (senão Hitler não tinha conseguido nada com eles) deve ter inspirado esse filme.
Aqui um alemão (alguém pode me dizer onde arranjaram esse ator?) fugindo da segunda guerra vai vender um produto novo que alivia as dores de cabeça, a tal aspirina. Ele faz isso através de filmes publicitários os quais eram mostrados em telas de cinema improvisadas. Onde ele vendia? Bem, no interior do nordeste, lá onde o povo tem dor de cabeça de fome, e os urubus rondam o céu. Ele tem um caminhão, um rádio e muita comida em lata, e com isso ele vai desbravando o sertão. No meio do caminho ele dá carona a um nordestino que quer chegar ao Rio de Janeiro e esse carona vira seu ajudante.
A partir daí vemos as diferenças entre o brasileiro e o estrangeiro, em tudo. Chega num momento em que o Brasil decide sair de cima do muro e toma o lado dos aliados, então os alemães e suas empresas passam a ser perseguidos aqui na terra tupiniquim. Com isso o alemão se desfaz de seus documentos e vai para a Amazônia onde ele acredita que a vida pode ser melhor. O nordestino, que já sabe que tirar borracha no seringal é uma roubada, fica com o caminhão das aspirinas e segue destino. O interessante é que o lugar que para o alemão é segurança contra a guerra, para o nordestino é a própria guerra (fome e miséria).
Foi o melhor filme nacional que eu vi desde Cidade de Deus.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem miséria, gente sofrendo, alemão tomando banho de cuia....ela diria um 157 “Ai, Jesus!”.
Munique
E lá vamos nós para uma incursão de Spielberg na rixa mais antiga do mundo: judeus x árabes.
Dessa vez ele conta a história da perseguição do Mossad aos árabes que arquitetaram o atentado terrorista nas Olimpíadas de Munique.
Eric Hulk Tróia Bana (e australiano macho-que-é-macho) faz Avner, um agente do Mossad que é recrutado pela vovozinha primeiro-ministro de Israel, Golda Meir, para a tal missão. Ele é mandado para Europa com uma lista de 11 nomes, muito dinheiro e 4 ajudantes (entre eles o futuro 007). No começo tudo é festa, eles conseguem as informações e começam a eliminar os nomes da lista. Mas no meio da história Avner percebe que o buraco é mais embaixo, que ao eliminar um nome da lista vai sempre aparecer um substituto, que os mercenários trabalham para os dois lados, que os árabes tem muito mais foco e vontade de vencer essa disputa e que ele também faz parte da lista de alguém.
Como um bom judeu, a culpa faz dúvidas pipocarem na mente de Avner. Será que essas pessoas são realmente culpadas por esses crimes? Será que eu sou um assassino? Será que minhas ações são melhores que as do inimigo? Será que vale a pena essa guerra? Será que algum dia vai ter paz mundial? E é com essas dúvidas que ele abandona Israel, onde seria um herói, e vira mais um estrangeiro no Brooklyn.
Confesso que depois daquele final ridículo de Guerra dos Mundos eu me decepcionei com o Spielba, mas eu gostei de Munique. É sempre bom ver os dois lados do confronto, que não tem bom nessa história. E ele sabe o que fazer com a câmera.
A Tia Helo, como boa católica, talvez gostasse de ver a confusão entre judeus e árabes. Ela só não gostaria de ver a violência. 247 “Ai Jesus!” para
esse filme.
Boa Noite e Boa Sorte
George Über Clooney dirige e atua nesse filme sobre um time de jornalistas que desvendou a CPI de caça aos comunistas.
Os jornalistas foram liderados por Edward Murrow, o William Bonner da década de 50, que fazia os dois tipos de jornalismo, o de denuncia e esclarecimento e também o fútil para pagar as contas. Nos anos 50 ele resolveu denunciar o absurdo que era a comissão de inquérito encabeçada pelo Senador McCarthy, um caipira que acreditava seriamente que os comunistas comiam criancinhas e sentia-se ameaçado por eles. Só que o senador esqueceu que a América é land of the free e home of the brave e foi longe demais na sua caça as bruxas. Claro que os meses entre as reportagens eram repletos de muita tensão, abandono de patrocinadores, mas o pessoal só queria fazer a coisa certa. E no fim fica a mensagem que a televisão enquanto jornalismo tem o dever de informar o público, mesmo que esse público só queira ver game shows.
Os atores estão muito bem, a fotografia em preto e branco dá um ar de documentário, e o George é o George. Uma coisa me chamou atenção, era tanta gente fumando nesse filme que eu acho que era uma mensagem subliminar para acabar com o preconceito anti-tabagista. Poxa América, deixa o povo fumar!
Tia Helo não gosta de comunistas, não gosta de fumantes, não tá nem aí pros americanos....mas ela ia gostar do George, ainda mais com aqueles óculos de garoto inteligente. Ela diria 183 “Ai Jesus!” Para esse filme.
Dizem por aí
Depois dos 4 filmes aí em cima fico até com vergonha de ter ido ver esse aqui. Mas vamos lá....
Nesse filme meio nonsense a Jennifer Friends Aniston descobre que a sua família foi inspiração para o livro e filme “The Graduate” (A Primeira Noite de um Homem). A Shirley Vida Passadas Maclaine faz a Mrs. Robinson, que, diga-se de passagem, virou uma mulher amarga, infeliz, porém muito engraçada. O Kevin Campo dos Sonhos Costner faz uma versão muuuuuuuito melhorada do Dustin Hoffman (e que upgrade!).
Mas pensando bem as coisas não se encaixam. No primeiro filme a Sra. Robinson pega o garotão porque teoricamente ela está entediada com a vida e quer tirar sarro de um pamonha virgem. O Dustin Hoffman por sua vez aprende a lição com ela e depois se apaixona pela filha dela. A Sra. Robinson dá um piti quando descobre esse fato. Piti esse que só fundamento se ela acha que o pamonha não aprendeu nada e que a filha dela vai sofrer. Duvido que ela estivesse super a fim do graduate, como querem que a gente acredite. Ora, a Sra. Robinson foi uma das primeiras mulheres a explorar um garotão para satisfação própria no cinema.
Nesse filme moderno me custa acreditar que o Kevin Costner fosse precisar aprender alguma coisa com alguém. Se alguém ensinou algo foi ele, à avó, à mãe e à filha. E tudo termina com um casamento e ninguém foge, blergh!
Difícil saber se a Tia Helo ia gostar ou não desse filme, em todo caso acho que ela diria uns 114 “Ai, Jesus!” para esse filme, sendo que 15 deles só para o Kevin Costner.
30.1.06
Macaé 2
Como prometido, aqui o meu post sobre Macaé e Búzios.
Euzinha como boa taurina preguiçosa que sou, deixo tudo para depois...se não precisa fazer agora, vamos fazer daqui há um mês hahaha.
Como todos os nossos 7 ou 8 leitores sabem, este ano foi muito complicado para mim por causa da doença do meu pai. Como o pior já passou, curti Macaé e Búzios na contagem regressiva.
Macaé realmente como falou a Ká é "inha", falta calor humano lá. Não adianta todo o din din do petróleo...precisa de vida. Imaginem, aquela praia linda e vazia!!
Mas vamos aos nossos vizinhos australianos, os aborígenes. Gente era a coisa mais lindinha. Nunca vi tanta organização em um terreno baldio. Lixo para um lado, cozinha para o outro, quarto para o outro e por aí vai.
Mas o que eu mais gostei foi chegar um dia em casa e ver que eles estavam se arrumando para um cineminha. Pasmem, os "homeless" com DVD e duas fitas de locadora. Eles estavam num clima BBB, filminho no quarto do líder.
Agora o que me deu mais raiva, foi no dia da nossa volta, nós sem água em casa e eles com água no terreno.
Mas eles eram super educados e solícitos.
No dia que fomos ao Mexicano, tia Beth quase que vira o pé no meio da rua. Na mesma hora um deles veio ajudar.
Chegou a vez de Búzios, ah Búzios...falar o que daquele paraíso que já não tenha sido dito!Que é lindo, chique, charmoso e cheio de gente interessante...
A única coisa ruim era que estava lotado , um calor dos infernos e eles estavam consertando o asfalto e isso estava tumultuando um pouco a cidade. Mas nem assim tira o impacto que Búzios sempre causa nas pessoas.
Mas o mais importante meus queridos é que eu estava nessa trip com duas pessoas muito importantes na minha vida que eu amo muito.O que torna qualquer roubada uma grande alegria.
Estou partindo para Recife na semana que vem, mas antes de ir passo por aqui para dar um alô!
Tia Helo vai ficar com saudades!
Como prometido, aqui o meu post sobre Macaé e Búzios.
Euzinha como boa taurina preguiçosa que sou, deixo tudo para depois...se não precisa fazer agora, vamos fazer daqui há um mês hahaha.
Como todos os nossos 7 ou 8 leitores sabem, este ano foi muito complicado para mim por causa da doença do meu pai. Como o pior já passou, curti Macaé e Búzios na contagem regressiva.
Macaé realmente como falou a Ká é "inha", falta calor humano lá. Não adianta todo o din din do petróleo...precisa de vida. Imaginem, aquela praia linda e vazia!!
Mas vamos aos nossos vizinhos australianos, os aborígenes. Gente era a coisa mais lindinha. Nunca vi tanta organização em um terreno baldio. Lixo para um lado, cozinha para o outro, quarto para o outro e por aí vai.
Mas o que eu mais gostei foi chegar um dia em casa e ver que eles estavam se arrumando para um cineminha. Pasmem, os "homeless" com DVD e duas fitas de locadora. Eles estavam num clima BBB, filminho no quarto do líder.
Agora o que me deu mais raiva, foi no dia da nossa volta, nós sem água em casa e eles com água no terreno.
Mas eles eram super educados e solícitos.
No dia que fomos ao Mexicano, tia Beth quase que vira o pé no meio da rua. Na mesma hora um deles veio ajudar.
Chegou a vez de Búzios, ah Búzios...falar o que daquele paraíso que já não tenha sido dito!Que é lindo, chique, charmoso e cheio de gente interessante...
A única coisa ruim era que estava lotado , um calor dos infernos e eles estavam consertando o asfalto e isso estava tumultuando um pouco a cidade. Mas nem assim tira o impacto que Búzios sempre causa nas pessoas.
Mas o mais importante meus queridos é que eu estava nessa trip com duas pessoas muito importantes na minha vida que eu amo muito.O que torna qualquer roubada uma grande alegria.
Estou partindo para Recife na semana que vem, mas antes de ir passo por aqui para dar um alô!
Tia Helo vai ficar com saudades!
25.1.06
Bye, Bye Macaé
Bye Bye Macaé
Teoricamente esse é o meu último dia aqui na terra do petróleo. Faz um pouco menos de um ano que vim pra cá, mas andei fazendo as contas e concluí que só passei 100 dias (ou menos) de fato em Macaé city. Os outros sei lá quantos dias eu passei entre o Rio, Fortaleza, Salvador....
Macaé é bonitinha, arrumadinha, limpinha, inha, inha, inha. Mas falta um pouco de vida. Vida que não veio com o dinheiro do petróleo....pensando bem, a vida parece que parou em Búzios e ficou por lá (e quem não ficaria?).
Hoje eu me despeço daqui. A Luizinha veio para os momentos finais...aliás ela esperou até o último minuto do segundo tempo. Ela passou 3 dias aqui e já deu para ver o que tem de bom aqui. Ela conheceu a nossa cobertura super bem decorada pela Beth, os vizinhos aborígenes, o mexicano, alguns nativos e claro que fomos a Búzios que é o melhor de Macaé. (coisas que ela vai contar depois, num post já prometido)
E para fechar o ciclo com chave de ouro faltou água em casa e estamos indo para o Rio que nem duas porquinhas, oinc, oinc. Tia Helo não ia gostar nada disso, imagina passar mais de 15 minutos sem lavar as mãos.
Eu gostei desse quase um ano com algumas paradas em Macaé. Por isso esse post para me despedir da cidade petroleira que eu espero tenha, no mínimo, mais 2 cinemas decentes se eu algum dia voltar.
Um beijo, tchau!
Teoricamente esse é o meu último dia aqui na terra do petróleo. Faz um pouco menos de um ano que vim pra cá, mas andei fazendo as contas e concluí que só passei 100 dias (ou menos) de fato em Macaé city. Os outros sei lá quantos dias eu passei entre o Rio, Fortaleza, Salvador....
Macaé é bonitinha, arrumadinha, limpinha, inha, inha, inha. Mas falta um pouco de vida. Vida que não veio com o dinheiro do petróleo....pensando bem, a vida parece que parou em Búzios e ficou por lá (e quem não ficaria?).
Hoje eu me despeço daqui. A Luizinha veio para os momentos finais...aliás ela esperou até o último minuto do segundo tempo. Ela passou 3 dias aqui e já deu para ver o que tem de bom aqui. Ela conheceu a nossa cobertura super bem decorada pela Beth, os vizinhos aborígenes, o mexicano, alguns nativos e claro que fomos a Búzios que é o melhor de Macaé. (coisas que ela vai contar depois, num post já prometido)
E para fechar o ciclo com chave de ouro faltou água em casa e estamos indo para o Rio que nem duas porquinhas, oinc, oinc. Tia Helo não ia gostar nada disso, imagina passar mais de 15 minutos sem lavar as mãos.
Eu gostei desse quase um ano com algumas paradas em Macaé. Por isso esse post para me despedir da cidade petroleira que eu espero tenha, no mínimo, mais 2 cinemas decentes se eu algum dia voltar.
Um beijo, tchau!
22.1.06
Tia Helo e os garotões
Tia Helo e os garotões
A Tia Helo é um bando de coisa, mas não é boba. Ela sabe muito bem escolher quem vai ajudá-la, seja no supermercado ou no spa da terceira idade. E a Tia Helo gosta dos garotões e dos bonitos, porque pra ela beleza é fundamental. Como ela já passou dos 70, a faixa dela de garotões vai de 18 a 50.
Lá no spa da terceira idade tem um enfermeiro que vai nos quartos visitar as hóspedes. A Tia Helo se derrete toda para ele, exige até beijinho. E para o amigo da sua sobrinha... ”Que rapaz educado....que rapaz bonito...” suspira a Tia Helo.
A Tia Helo está muito certa. Eu e a Luizinha aprendemos bem com ela. Nada como um garotão que sabe se divertir e nos divertir. Eu já sei disso desde quando eu ainda tinha a idade deles, se bem que mentalmente eu ainda estou lá. Eu não tenho preferência, mas os mais velhos (mais velhos do que eu) não gostam muito de mim não, azar o deles.
Na ficção e na vida real tem muitas histórias de rapazes e suas amantes maduras (aqui em casa tem uma, minha mãe é mais velha que o meu padrasto garotão). Mas uma das melhores músicas sobre o assunto é do Rod Stewart, quando ele era garotão (é gente....ele já foi garotão um dia, lá na década de 70 quando ele ainda fazia umas músicas legais) e fez uma música pra tal da Maggie.
Maggie May
Wake up Maggie I think I got something to say to you
It’s late September and I really should be back at school
I know I keep you amused but I feel I’m being used
Oh Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home just to save you from being alone
You stole my heart and that’s what really hurt
The morning sun when it’s in your face really shows your age
But that don’t worry me none in my eyes you’re everything
I laughed at all of your jokes my love you didn’t need to coax
Oh, Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home, just to save you from being alone
You stole my soul and that’s a pain I can do without
All I needed was a friend to lend a guiding hand
But you turned into a lover andMother what a lover, you wore me out
All you did was wreck my bed
And in the morning kick me in the head
Oh Maggie I couldn’t have tried anymore
You lured me away from home ’cause you didn’t want to be alone
You stole my heart I couldn’t leave you if I tried
I suppose I could collect my books and get on back to school
Or steal my daddy’s cue and make a living out of playing pool
Or find myself a rock and roll band that needs a helpin’ hand
Oh Maggie I wish I’d never seen your face
You made a first-class fool out of meBut I’m as blind as a fool can be
You stole my heart but I love you anyway
A Tia Helo é um bando de coisa, mas não é boba. Ela sabe muito bem escolher quem vai ajudá-la, seja no supermercado ou no spa da terceira idade. E a Tia Helo gosta dos garotões e dos bonitos, porque pra ela beleza é fundamental. Como ela já passou dos 70, a faixa dela de garotões vai de 18 a 50.
Lá no spa da terceira idade tem um enfermeiro que vai nos quartos visitar as hóspedes. A Tia Helo se derrete toda para ele, exige até beijinho. E para o amigo da sua sobrinha... ”Que rapaz educado....que rapaz bonito...” suspira a Tia Helo.
A Tia Helo está muito certa. Eu e a Luizinha aprendemos bem com ela. Nada como um garotão que sabe se divertir e nos divertir. Eu já sei disso desde quando eu ainda tinha a idade deles, se bem que mentalmente eu ainda estou lá. Eu não tenho preferência, mas os mais velhos (mais velhos do que eu) não gostam muito de mim não, azar o deles.
Na ficção e na vida real tem muitas histórias de rapazes e suas amantes maduras (aqui em casa tem uma, minha mãe é mais velha que o meu padrasto garotão). Mas uma das melhores músicas sobre o assunto é do Rod Stewart, quando ele era garotão (é gente....ele já foi garotão um dia, lá na década de 70 quando ele ainda fazia umas músicas legais) e fez uma música pra tal da Maggie.
Maggie May
Wake up Maggie I think I got something to say to you
It’s late September and I really should be back at school
I know I keep you amused but I feel I’m being used
Oh Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home just to save you from being alone
You stole my heart and that’s what really hurt
The morning sun when it’s in your face really shows your age
But that don’t worry me none in my eyes you’re everything
I laughed at all of your jokes my love you didn’t need to coax
Oh, Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home, just to save you from being alone
You stole my soul and that’s a pain I can do without
All I needed was a friend to lend a guiding hand
But you turned into a lover andMother what a lover, you wore me out
All you did was wreck my bed
And in the morning kick me in the head
Oh Maggie I couldn’t have tried anymore
You lured me away from home ’cause you didn’t want to be alone
You stole my heart I couldn’t leave you if I tried
I suppose I could collect my books and get on back to school
Or steal my daddy’s cue and make a living out of playing pool
Or find myself a rock and roll band that needs a helpin’ hand
Oh Maggie I wish I’d never seen your face
You made a first-class fool out of meBut I’m as blind as a fool can be
You stole my heart but I love you anyway
20.1.06
As Crônicas de Narnia
As Crônicas de Narnia
Não, esse não está virando um blog de cinema, mas acontece que estamos na época dos Globos de Ouro e do pré-Oscar então nada mais justo do que falar de filmes (mesmo que sejam muitos blockbusters, um bocado de comédias românticas e alguns filmes cabeça).
Então lá fui eu a mais uma sessão de cinema no Cine Macaé...um parênteses aqui....sim, eu estou em Macaé e aqui não tem nada melhor para fazer a não ser ir para Búzios...fecha parênteses. O Cine Macaé não é dos melhores, a sala é pequena (a cidade idem), as cadeiras não são muito confortáveis, na falta do ar condicionado central do “shopping” eles colocaram 4 aparelhos de sei lá quantos btus que fazem um barulho danado e a tela é pequena. Tirando esses pequenos defeitos, incrivelmente a cópia de As Crônicas de Narnia aqui era legendada, então eu fui.
Como eu já disse num post aí para trás, eu li “O leão, a feiticeira e o guarda roupas” na pré-adolescência. Foi a minha iniciação aos mundos fantásticos e lembro de ter gostado bastante. Pula para 2006. Fui ver o filme do qual eu só sabia do guarda roupa, do leão e do frio de Narnia. Nem lembrava o nome de todas as crianças, mas com meia hora de filme a esclerose deu um tempo e eu fui me lembrando da história.
E que história fantástica. Tem: muitos bichos falantes, faunos, a feiticeira má, o papai noel, árvores mágicas, o leão sangue bom que dá um golpe de mestre na feiticeira, a tal mesa de pedra, centauros contra minotauros, e as quatro crianças. Lucy a corajosa (que descobriu a passagem no armário), Peter o mais velho e por isso quem manda, Susan a cabeça lógica e muitas vezes medrosa e o Edmund, o irmão traidor, mas que no fim se redime. Ok, é o velho bem versus mal, bonito contra feio (se bem que a feiticeira é chique), limpinhos x sujos, afinal é para crianças (e elas gostam).
Eu gostei. A Tia Helo talvez gostasse. Dizem que é uma alegoria a uma passagem da Bíblia e que o C.S. Lewis era um católico fervoroso, e disso a Tia Helo gosta muito. Ela não ia apreciar muito os bichos falantes, nem as cenas de guerra, mas no fim acho que ela só diria “Ai Jesus!” 53 vezes.
Não, esse não está virando um blog de cinema, mas acontece que estamos na época dos Globos de Ouro e do pré-Oscar então nada mais justo do que falar de filmes (mesmo que sejam muitos blockbusters, um bocado de comédias românticas e alguns filmes cabeça).
Então lá fui eu a mais uma sessão de cinema no Cine Macaé...um parênteses aqui....sim, eu estou em Macaé e aqui não tem nada melhor para fazer a não ser ir para Búzios...fecha parênteses. O Cine Macaé não é dos melhores, a sala é pequena (a cidade idem), as cadeiras não são muito confortáveis, na falta do ar condicionado central do “shopping” eles colocaram 4 aparelhos de sei lá quantos btus que fazem um barulho danado e a tela é pequena. Tirando esses pequenos defeitos, incrivelmente a cópia de As Crônicas de Narnia aqui era legendada, então eu fui.
Como eu já disse num post aí para trás, eu li “O leão, a feiticeira e o guarda roupas” na pré-adolescência. Foi a minha iniciação aos mundos fantásticos e lembro de ter gostado bastante. Pula para 2006. Fui ver o filme do qual eu só sabia do guarda roupa, do leão e do frio de Narnia. Nem lembrava o nome de todas as crianças, mas com meia hora de filme a esclerose deu um tempo e eu fui me lembrando da história.
E que história fantástica. Tem: muitos bichos falantes, faunos, a feiticeira má, o papai noel, árvores mágicas, o leão sangue bom que dá um golpe de mestre na feiticeira, a tal mesa de pedra, centauros contra minotauros, e as quatro crianças. Lucy a corajosa (que descobriu a passagem no armário), Peter o mais velho e por isso quem manda, Susan a cabeça lógica e muitas vezes medrosa e o Edmund, o irmão traidor, mas que no fim se redime. Ok, é o velho bem versus mal, bonito contra feio (se bem que a feiticeira é chique), limpinhos x sujos, afinal é para crianças (e elas gostam).
Eu gostei. A Tia Helo talvez gostasse. Dizem que é uma alegoria a uma passagem da Bíblia e que o C.S. Lewis era um católico fervoroso, e disso a Tia Helo gosta muito. Ela não ia apreciar muito os bichos falantes, nem as cenas de guerra, mas no fim acho que ela só diria “Ai Jesus!” 53 vezes.
16.1.06
Os Produtores (The Producers)
Atendendo digamos a "um pedido " da Ká, este post era minha rsponsabilidade.
Ontem em uma linda tarde de sol escaldante no Rio de Janeiro, as três lindinhas: Ká, Luizinha e Suzinha foram ver os Produtores.
Uma refimalgem de um longa de 1968 do Mel Brooks aonde Nathan "gaiola das loucas" Lane,o nosso querido ícone Matthew "Ferris Bueller" Broderick e Uma "Kill Bill" Thurman dão um verdadeiro show de entretenimento( para quem gosta do estilo musical humor negro é claro).
A história é simples famoso produtor (Lane) fracassado e endividado tem a idéia com o seu contador (Ferris) de montar uma peça que seja um fracasso na estréia para eles poderem lucrar .
O estilo Mel Brooks é único e exclusivo. Um humor fino e refinado para poucos. O desenrolar deste filme é tudo de bom...eles procurando o pior diretor,o pior elenco a pior peça. A Uma Thurman se revelou uma comediante nata neste filme.Ela está ótima.
Esta peça está em cartaz desde 2001 na Brodway com Lane e Broderick no elenco.
O filme é divertido e nos faz sair leve do cinema...vale a pena conferir.
Ai meu deus!!!Tô parecendo o Rubens Edwald Filho...vocês lembram quando ele comentava filme no Jornal Hoje?Abafa o caso se não vai entregar a minha idade hehehehe.
Agora sinceramente não sei se a Tia Helo ia gostar desse filme.Acho que ela daria uma nota 5,0 . Ela iria gostar da parte musical do filme, mas a parte do deboche e sátira...não sei não.
Ela acharia que "eles" estariam debochando junto o que seria uma pouca vergonha.Então, nossa heroína ia pegar sua bolsa seu guarda-chuva e seu cardigan e iria embora no meio do filme!Nós três ficamos até o final e amamos!
Atendendo digamos a "um pedido " da Ká, este post era minha rsponsabilidade.
Ontem em uma linda tarde de sol escaldante no Rio de Janeiro, as três lindinhas: Ká, Luizinha e Suzinha foram ver os Produtores.
Uma refimalgem de um longa de 1968 do Mel Brooks aonde Nathan "gaiola das loucas" Lane,o nosso querido ícone Matthew "Ferris Bueller" Broderick e Uma "Kill Bill" Thurman dão um verdadeiro show de entretenimento( para quem gosta do estilo musical humor negro é claro).
A história é simples famoso produtor (Lane) fracassado e endividado tem a idéia com o seu contador (Ferris) de montar uma peça que seja um fracasso na estréia para eles poderem lucrar .
O estilo Mel Brooks é único e exclusivo. Um humor fino e refinado para poucos. O desenrolar deste filme é tudo de bom...eles procurando o pior diretor,o pior elenco a pior peça. A Uma Thurman se revelou uma comediante nata neste filme.Ela está ótima.
Esta peça está em cartaz desde 2001 na Brodway com Lane e Broderick no elenco.
O filme é divertido e nos faz sair leve do cinema...vale a pena conferir.
Ai meu deus!!!Tô parecendo o Rubens Edwald Filho...vocês lembram quando ele comentava filme no Jornal Hoje?Abafa o caso se não vai entregar a minha idade hehehehe.
Agora sinceramente não sei se a Tia Helo ia gostar desse filme.Acho que ela daria uma nota 5,0 . Ela iria gostar da parte musical do filme, mas a parte do deboche e sátira...não sei não.
Ela acharia que "eles" estariam debochando junto o que seria uma pouca vergonha.Então, nossa heroína ia pegar sua bolsa seu guarda-chuva e seu cardigan e iria embora no meio do filme!Nós três ficamos até o final e amamos!
15.1.06
+ Filmes
Filmes
2046
A China tem mais de um bilhão de habitantes mas só 5 ou 6 atores. Nesse filme meio futurista, meio anos 60, meio ocidental tem aquela chinesinha muito bonita que está em todos os filmes chineses dos últimos 5 anos, tem um outro ator que eu vi em Herói, e mais alguns que eu não identifiquei mas são os de sempre.
É um filme sobre o amor. A história se passa em Hong Kong o que torna esse um filme oriental para ocidente, ou seja, as pessoas são chinesas mas o figurino é ocidental, a música e os hábitos dos personagens idem. 2046 é o lugar onde nada muda, é onde as pessoas vão buscar suas lembranças, e pode ser um quarto num hotel ou um ano no futuro. O filme transita entre os anos 60 e o ano de 2046 para contar histórias de amor e paixão tendo como figura central o Sr. Chow (ou Chong, não lembro).
“O verdadeiro amor é impossível, logo só o amor impossível é verdadeiro.” Assim Arnaldo Jabor definiu 2046, numa coluna muito boa sobre o filme.
Achei esse filme muito bonito. No começo eu fiquei um pouco confusa com o vai e vem na linha do tempo, com os chineses em cena (eles são muito parecidos) e em ter que ler as legendas (coisa que eu não estou acostumada). Felizmente o filme é lento e as falas são poucas (e muito boas), no fim eu consegui juntar os pauzinhos e entendi tudo.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem sexo, tem dúvidas existenciais, tem paixão não correspondida, tem paixões escondidas....ela provavelmente diria 231 “Ai, Jesus!” para esse filme.
A Marcha dos Pingüins (La Marche de L'empereur)
Os pingüins são lindos. A penugem deles é maravilhosa, brilha com uma intensidade no contraste com a neve e gelo do seu habitat. Confesso que eu não sabia absolutamente nada sobe essas aves que adoram o mar, fazem a dança do acasalamento, ficam meses sem comer, fogem de outros animais predadores, enfrentam um frio que ninguém merece e ainda assim conseguem sobreviver. Incrível.
A fotografia do filme é muito bonita, impressionante o que o diretor conseguiu captar. A única coisa do filme que é uma droga é a narração. Sinceramente não precisava dar “voz” aos bichinhos, não combinou. Como disse a Luizinha menos National Geographic e mais Discovery.
A Tia Helo ia gostar desse filme, ela só não ia querer ver as cenas tristes, mas é um filme educativo. Ela diria 20 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Tudo em Família (The Family Stone)
Nesse filme a Sarah Sex in the City Jessica Parker resolveu ficar uptight e conhecer a família nada convencional do namorado. A família toda acha ela uma chata e ela só dá fora. No desespero ela chama a irmã (Claire Danes) que acaba fazendo mais sucesso com a família bizarra e com o namorado da irmã inclusive. O irmão do tal namorado é o lindo Luke Wilson que acaba levando a chatinha certinha para um bar onde ela toma todas e se revela (boooring...). Depois dessa tradicional troca de casais descobre-se que a mãe (Diane Keaton) está doente e vai morrer. Chega né? Eu quis dormir contando essa história.
Fui ver esse filme achando que ia rir um bocado mas saí do cinema triste. Triste porque não ri muito, triste porque o Luke Wilson não é o meu namorado, e triste porque eu estava morrendo de fome.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, muitos americanos neuróticos em cena. Ela diria 157 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Em seu Lugar (In Her Shoes)
Aqui a Cameron Diaz prova que não sabe muito sobre atuação e faz uma louquinha disléxica que deixa a irmã (Toni Collete) maluca. Depois de, hum, ficar com o namorado da irmã, esta a coloca para fora de casa e a Cameron vai tentar dar um golpe na avó (Shirley Vidas Passadas Maclaine) a qual ela nem sabia que estava viva. No fim o amor fraterno (coisa que eu não entendo) prevalece e tudo se resolve.
Mesmo com a atuação fraca da Cameron Diaz, e de outras bobagens eu gostei desse filme. As velhinhas do asilo dão um show.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, acho que ela nem ia se identificar com as velhinhas, provavelmente ela ia ficar com inveja do condomínio que elas moram. Ela diria 93 “Ai, Jesus!” para esse filme.
E se fosse verdade (Just Like Heaven)
Esse é um filme de mulher. Comédia romântica absurda. Vamos a sinopse.
Médica workaholic (Reese Witherspoon), sem vida social, tem um acidente e não sabe se morreu. Nessa dúvida ela continua a habitar o apartamento que agora é alugado por um cara (Mark Ruffalo), que é uma gracinha, e que consegue ver e falar com ela. Eles precisam resolver o impasse do apartamento e descobre-se que ela está em coma. Claro que ele se apaixona por ela, blá, blá, blá e tudo se resolve no fim. Como? Ah vai ver essa baboseira e descobre.
Eu gostei, apesar de ser uma besteira previsível, eu sou mulherzinha e adoro um filme bobinho de vez em quando.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem esse negócio de espírito falando com gente viva...se bem que ela já está acostumada com “eles”. Acho que ela diria 112 “Ai Jesus!” para esse filme.
2046
A China tem mais de um bilhão de habitantes mas só 5 ou 6 atores. Nesse filme meio futurista, meio anos 60, meio ocidental tem aquela chinesinha muito bonita que está em todos os filmes chineses dos últimos 5 anos, tem um outro ator que eu vi em Herói, e mais alguns que eu não identifiquei mas são os de sempre.
É um filme sobre o amor. A história se passa em Hong Kong o que torna esse um filme oriental para ocidente, ou seja, as pessoas são chinesas mas o figurino é ocidental, a música e os hábitos dos personagens idem. 2046 é o lugar onde nada muda, é onde as pessoas vão buscar suas lembranças, e pode ser um quarto num hotel ou um ano no futuro. O filme transita entre os anos 60 e o ano de 2046 para contar histórias de amor e paixão tendo como figura central o Sr. Chow (ou Chong, não lembro).
“O verdadeiro amor é impossível, logo só o amor impossível é verdadeiro.” Assim Arnaldo Jabor definiu 2046, numa coluna muito boa sobre o filme.
Achei esse filme muito bonito. No começo eu fiquei um pouco confusa com o vai e vem na linha do tempo, com os chineses em cena (eles são muito parecidos) e em ter que ler as legendas (coisa que eu não estou acostumada). Felizmente o filme é lento e as falas são poucas (e muito boas), no fim eu consegui juntar os pauzinhos e entendi tudo.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem sexo, tem dúvidas existenciais, tem paixão não correspondida, tem paixões escondidas....ela provavelmente diria 231 “Ai, Jesus!” para esse filme.
A Marcha dos Pingüins (La Marche de L'empereur)
Os pingüins são lindos. A penugem deles é maravilhosa, brilha com uma intensidade no contraste com a neve e gelo do seu habitat. Confesso que eu não sabia absolutamente nada sobe essas aves que adoram o mar, fazem a dança do acasalamento, ficam meses sem comer, fogem de outros animais predadores, enfrentam um frio que ninguém merece e ainda assim conseguem sobreviver. Incrível.
A fotografia do filme é muito bonita, impressionante o que o diretor conseguiu captar. A única coisa do filme que é uma droga é a narração. Sinceramente não precisava dar “voz” aos bichinhos, não combinou. Como disse a Luizinha menos National Geographic e mais Discovery.
A Tia Helo ia gostar desse filme, ela só não ia querer ver as cenas tristes, mas é um filme educativo. Ela diria 20 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Tudo em Família (The Family Stone)
Nesse filme a Sarah Sex in the City Jessica Parker resolveu ficar uptight e conhecer a família nada convencional do namorado. A família toda acha ela uma chata e ela só dá fora. No desespero ela chama a irmã (Claire Danes) que acaba fazendo mais sucesso com a família bizarra e com o namorado da irmã inclusive. O irmão do tal namorado é o lindo Luke Wilson que acaba levando a chatinha certinha para um bar onde ela toma todas e se revela (boooring...). Depois dessa tradicional troca de casais descobre-se que a mãe (Diane Keaton) está doente e vai morrer. Chega né? Eu quis dormir contando essa história.
Fui ver esse filme achando que ia rir um bocado mas saí do cinema triste. Triste porque não ri muito, triste porque o Luke Wilson não é o meu namorado, e triste porque eu estava morrendo de fome.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, muitos americanos neuróticos em cena. Ela diria 157 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Em seu Lugar (In Her Shoes)
Aqui a Cameron Diaz prova que não sabe muito sobre atuação e faz uma louquinha disléxica que deixa a irmã (Toni Collete) maluca. Depois de, hum, ficar com o namorado da irmã, esta a coloca para fora de casa e a Cameron vai tentar dar um golpe na avó (Shirley Vidas Passadas Maclaine) a qual ela nem sabia que estava viva. No fim o amor fraterno (coisa que eu não entendo) prevalece e tudo se resolve.
Mesmo com a atuação fraca da Cameron Diaz, e de outras bobagens eu gostei desse filme. As velhinhas do asilo dão um show.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, acho que ela nem ia se identificar com as velhinhas, provavelmente ela ia ficar com inveja do condomínio que elas moram. Ela diria 93 “Ai, Jesus!” para esse filme.
E se fosse verdade (Just Like Heaven)
Esse é um filme de mulher. Comédia romântica absurda. Vamos a sinopse.
Médica workaholic (Reese Witherspoon), sem vida social, tem um acidente e não sabe se morreu. Nessa dúvida ela continua a habitar o apartamento que agora é alugado por um cara (Mark Ruffalo), que é uma gracinha, e que consegue ver e falar com ela. Eles precisam resolver o impasse do apartamento e descobre-se que ela está em coma. Claro que ele se apaixona por ela, blá, blá, blá e tudo se resolve no fim. Como? Ah vai ver essa baboseira e descobre.
Eu gostei, apesar de ser uma besteira previsível, eu sou mulherzinha e adoro um filme bobinho de vez em quando.
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem esse negócio de espírito falando com gente viva...se bem que ela já está acostumada com “eles”. Acho que ela diria 112 “Ai Jesus!” para esse filme.
13.1.06
Tia Helo mofou
Tia Helo mofou
Mofo. Argh! Acontece em todo canto. Geralmente é porque as coisas ficam esquecidas no fundo do armário, por muito tempo, no escuro e úmido. No caso da Tia Helo, que não está no fundo do armário (ainda), é uma questão de ambiente, ou ecossistema.
Como ela não deixa ninguém abrir a janela, porque “eles” não podem entrar. Não ascende a luz porque “eles” podem ver o que ela está fazendo. Não liga o ventilador porque “eles” vão chamar a polícia por causa do barulho. E, para completar, ela lava as mãos 250 vezes por dia. Então vamos à matemática:
Luz (zero) + ar fresco (zero) + ventilação (zero) + calor carioca + água (muita) = mofo (muito)
Como a Tia Helo é professora de português acho que ela não entende equações ‘complicadas’ como essa.
Tia Helo para o sol, já!
Mofo. Argh! Acontece em todo canto. Geralmente é porque as coisas ficam esquecidas no fundo do armário, por muito tempo, no escuro e úmido. No caso da Tia Helo, que não está no fundo do armário (ainda), é uma questão de ambiente, ou ecossistema.
Como ela não deixa ninguém abrir a janela, porque “eles” não podem entrar. Não ascende a luz porque “eles” podem ver o que ela está fazendo. Não liga o ventilador porque “eles” vão chamar a polícia por causa do barulho. E, para completar, ela lava as mãos 250 vezes por dia. Então vamos à matemática:
Luz (zero) + ar fresco (zero) + ventilação (zero) + calor carioca + água (muita) = mofo (muito)
Como a Tia Helo é professora de português acho que ela não entende equações ‘complicadas’ como essa.
Tia Helo para o sol, já!
7.1.06
Em 2006....

Em 2006....
Felizmente eu e Luizinha estamos separadas dos doces por esse vidro grosso, um atendente não muito simpático e vários reais. O nosso objetivo para 2006 é se desfazer do shape da foto na geladeira (e essa eu não mostro aqui de jeito nenhum!). Por isso vamos ser solidárias a Tia Helo, que não pode mais comer doces, coitadinha.
31.12.05
Ano Novo
Ano Novo:
Finalmente chegou o grande dia: 31 de Dezembro. Como todos sabem Eu e a Ká vamos infrentar a fúria frenética de Copacabana. Estaremos lá com milhares de turistas do mundo inteiro para brindar 2006.
Nesta época do ano, todo mundo faz planos: financeiros, amorosos , de iniciar uma dieta ou simplesmente mudar velhos hábitos.Agora eu pergunto, por que não fazemos isso durante todo ano ? Por que somos solidários em apenas em alguns períodos do ano? Pois é, seria ideal se ,de tempos em tempos, tentássemos crescer e mudar velhos hábitos.Vamos ver se neste ano que se inicia consigo essas modificações hehehe.
Desejo a todos um ótimo ano novo cheio de paz e saúde. O resto a gente corre atrás.
Beijo a todos!
Finalmente chegou o grande dia: 31 de Dezembro. Como todos sabem Eu e a Ká vamos infrentar a fúria frenética de Copacabana. Estaremos lá com milhares de turistas do mundo inteiro para brindar 2006.
Nesta época do ano, todo mundo faz planos: financeiros, amorosos , de iniciar uma dieta ou simplesmente mudar velhos hábitos.Agora eu pergunto, por que não fazemos isso durante todo ano ? Por que somos solidários em apenas em alguns períodos do ano? Pois é, seria ideal se ,de tempos em tempos, tentássemos crescer e mudar velhos hábitos.Vamos ver se neste ano que se inicia consigo essas modificações hehehe.
Desejo a todos um ótimo ano novo cheio de paz e saúde. O resto a gente corre atrás.
Beijo a todos!
28.12.05
Outras Tias
Outras Tias
Meu primo (que é filho único) tem 5 tias solteironas. Duas delas nós compartilhamos, mas as outras três são exclusivas dele, e uma dessas três é tão excêntrica quanto a Tia Helo (levanta a mão aí quem não tem uma tia dessas).
A Tia Maura quer muito comprar um apartamento. E ela já está a procura tem 25 anos, mas ela não consegue achar um que satisfaça suas exigências.
A Tia Maura tem um super poder, mas ela não sabe disso. Ela consegue escutar menor som que seja e achar que é barulho. Imaginem se ela conseguisse dominar esse poder e usa-lo para o bem? Mas infelizmente ela usa para procurar um apartamento que não tenha barulho. Então a Tia Maura segue um pequeno ritual antes de comprar um apartamento.
Primeiro ela pergunta se faz barulho. Se a resposta for sim, ela já vai embora, se for não ela pede para passar dois dias (e dormir, claro) no lugar para confirmar se não tem barulho.
Depois ela interfona para todos os vizinhos para saber quem tem filhos, de que idade são esses filhos, se não tem filhos quando vão ter, etc...
Não contente ainda ela vai de porta em porta no prédio para saber quem é solteiro, quem vai casar, etc
E se ela escuta um carro passando na rua na hora de fechar o negócio, já era, nada feito, não dá para ela, o apartamento tem barulho.
Por isso ela ainda vai passar mais 25 anos procurando. E olha que a Tia Maura não escuta “eles” porque senão ela fazia que nem a Tia Helo que deixou de comprar um apartamento com medo que suas irmãs a matassem para ficarem com a herança.
Meu primo (que é filho único) tem 5 tias solteironas. Duas delas nós compartilhamos, mas as outras três são exclusivas dele, e uma dessas três é tão excêntrica quanto a Tia Helo (levanta a mão aí quem não tem uma tia dessas).
A Tia Maura quer muito comprar um apartamento. E ela já está a procura tem 25 anos, mas ela não consegue achar um que satisfaça suas exigências.
A Tia Maura tem um super poder, mas ela não sabe disso. Ela consegue escutar menor som que seja e achar que é barulho. Imaginem se ela conseguisse dominar esse poder e usa-lo para o bem? Mas infelizmente ela usa para procurar um apartamento que não tenha barulho. Então a Tia Maura segue um pequeno ritual antes de comprar um apartamento.
Primeiro ela pergunta se faz barulho. Se a resposta for sim, ela já vai embora, se for não ela pede para passar dois dias (e dormir, claro) no lugar para confirmar se não tem barulho.
Depois ela interfona para todos os vizinhos para saber quem tem filhos, de que idade são esses filhos, se não tem filhos quando vão ter, etc...
Não contente ainda ela vai de porta em porta no prédio para saber quem é solteiro, quem vai casar, etc
E se ela escuta um carro passando na rua na hora de fechar o negócio, já era, nada feito, não dá para ela, o apartamento tem barulho.
Por isso ela ainda vai passar mais 25 anos procurando. E olha que a Tia Maura não escuta “eles” porque senão ela fazia que nem a Tia Helo que deixou de comprar um apartamento com medo que suas irmãs a matassem para ficarem com a herança.
26.12.05
Minas, uai
Minas, uai
A capital
Esse ano o Natal foi em Belo Horizonte. Fui lá ver o lado mineiro da família.
A cidade cresceu bastante desde a última vez que eu estive lá, mas BH pra mim é uma confusão arquitetônica. Lá se encontra muitos exemplos da arquitetura desde 1890 até hoje, com muitas coisas boas (igreja da Pampulha, alguns prédios do Niemeyer, muitas praças, casas) e ruins (prédios com pilotis, colunas em V, fachadas de vidro, fachadas de concreto aparente), e por aí vai. E está tudo misturado e espalhado naquelas avenidas laaargas. Só que dessa vez o que mais me impressionou foi a nova igreja do Bispo Macedo, um exagero, um prédio enorme. Dizem que ele derrubou casas antigas e tombadas ( tsc, tsc), e ainda ficou parecendo a loja nova da Daslu em SP, só que no prédio do bispo vende-se vaga no céu.
A festa do Natal foi muito boa! Fazia tempo que eu não via os primos, as tias e tios e foi bom conhecer a nova geração, os filhos dos primos.
Um passeio na Estrada Real
Na volta para o Rio passamos por Congonhas, Tiradentes e Barbacena.
A Tia Helo ia adorar Congonhas. Lá tem uma basílica com os 12 profetas (em pedra sabão) e mais 6 capelas cada uma com esculturas (em madeira) desde a Santa Ceia até Jesus na cruz. Tudo feito pelo Aleijadinho. Muito bonito, muito expressivo. O guia lá disse que era o maior acervo de arte barroca da América Latina, ok, eu acredito. A Tia Helo ia querer levar tudo para o quarto dela, se “eles” deixassem, é claro.
Não vi muito da cidade de Barbacena, dizem que lá tinha muita casa de repouso para, hum, doentes mentais. Parece que o clima de lá fazia bem para os maluquinhos. Mas eu não vi nada disso, só vi a EPCAR (escola da aeronáutica), onde o meu pai estudou. A escola é enorme, com ginásio, piscina aquecida, cinema, campo de futebol, laboratórios, sei-lá-quantos alojamentos, tudo muito organizado. Infelizmente os cadetinhos estavam de férias.
Tiradentes é linda. É típica da época colonial. As ruas ainda são de pedra, o que dificulta a passagem dos carros e deixa a cidadezinha mais simpática. O centro histórico está bem preservado, com muitas lojinhas e galerias de arte. Os restaurantes são quase todos de comida mineira.
E confesso que o meu estômago é mineiro....hummm....feijão tropeiro, tutu, couve, torresminho.....doce de leite, biscoitinhos, bolo....ô trem bom é essa comida mineira, sô.
A capital
Esse ano o Natal foi em Belo Horizonte. Fui lá ver o lado mineiro da família.
A cidade cresceu bastante desde a última vez que eu estive lá, mas BH pra mim é uma confusão arquitetônica. Lá se encontra muitos exemplos da arquitetura desde 1890 até hoje, com muitas coisas boas (igreja da Pampulha, alguns prédios do Niemeyer, muitas praças, casas) e ruins (prédios com pilotis, colunas em V, fachadas de vidro, fachadas de concreto aparente), e por aí vai. E está tudo misturado e espalhado naquelas avenidas laaargas. Só que dessa vez o que mais me impressionou foi a nova igreja do Bispo Macedo, um exagero, um prédio enorme. Dizem que ele derrubou casas antigas e tombadas ( tsc, tsc), e ainda ficou parecendo a loja nova da Daslu em SP, só que no prédio do bispo vende-se vaga no céu.
A festa do Natal foi muito boa! Fazia tempo que eu não via os primos, as tias e tios e foi bom conhecer a nova geração, os filhos dos primos.
Um passeio na Estrada Real
Na volta para o Rio passamos por Congonhas, Tiradentes e Barbacena.
A Tia Helo ia adorar Congonhas. Lá tem uma basílica com os 12 profetas (em pedra sabão) e mais 6 capelas cada uma com esculturas (em madeira) desde a Santa Ceia até Jesus na cruz. Tudo feito pelo Aleijadinho. Muito bonito, muito expressivo. O guia lá disse que era o maior acervo de arte barroca da América Latina, ok, eu acredito. A Tia Helo ia querer levar tudo para o quarto dela, se “eles” deixassem, é claro.
Não vi muito da cidade de Barbacena, dizem que lá tinha muita casa de repouso para, hum, doentes mentais. Parece que o clima de lá fazia bem para os maluquinhos. Mas eu não vi nada disso, só vi a EPCAR (escola da aeronáutica), onde o meu pai estudou. A escola é enorme, com ginásio, piscina aquecida, cinema, campo de futebol, laboratórios, sei-lá-quantos alojamentos, tudo muito organizado. Infelizmente os cadetinhos estavam de férias.
Tiradentes é linda. É típica da época colonial. As ruas ainda são de pedra, o que dificulta a passagem dos carros e deixa a cidadezinha mais simpática. O centro histórico está bem preservado, com muitas lojinhas e galerias de arte. Os restaurantes são quase todos de comida mineira.
E confesso que o meu estômago é mineiro....hummm....feijão tropeiro, tutu, couve, torresminho.....doce de leite, biscoitinhos, bolo....ô trem bom é essa comida mineira, sô.
19.12.05
É Natal?
É Natal?
Vinte anos atrás uns ingleses, ok, britânicos (só porque o Bono é irlandês) resolveram fazer uma música para arrecadar uma graninha pro pessoal faminto lá na África. Esse grupo ficou conhecido como Band Aid e a música era "Do They Know It’s Christmas?" .
"It's Christmas time, there's no need to be afraid
At Christmas time, we let in light and we banish shade
And in our world of plenty we can spread a smile of joy
Throw your arms around the world, at Christmas time
But say a prayer, pray for the other ones
At Christmas time it's hard, but when you're having fun
There's a world outside your window, and it's a world of dread and fear
Where the only water flowing is the bitter sting of tears
And the Christmas bells that ring thereare the clanging chimes of doom
Well tonight thank God it's theminstead of you
And there won't be snow in Africa this Christmas time
The greatest gift they'll get this year is life(Oooh)
Where nothing ever grows
No rain or rivers flow
Do they know it's Christmas time at all?
(Here's to you) raise a glass for everyone
(Here's to them) underneath that burning sun
Do they know it's Christmas time at all?
Feed the world
Let the know it’s Christmas time
Feed the world
Let the know it’s Christmas time again"
Fez o maior sucesso no Natal de 1984, o single até apareceu aqui no Brasil, naqueles disquinhos de vinil, o compacto. Eu não consegui comprar mas a Luizinha tinha (ou tem??). Ora, quem não ia querer uma música com Bono Vox, Sting, Simon Le Bon, Boy George e George Michael, entre outros, cantando juntos (insira aqui muitos gritinhos histéricos)??
Do single, veio o Live Aid (que teve outra edição em 2005), e até hoje esse projeto arrecada dinheiro para os africanos, melhorando a vida de muitos. Começou com a alimentação, mas hoje eles já contribuem com a educação. Na época em que não tinha internet eles conseguiram chamar atenção do mundo para a situação nada humana de alguns lugares. E depois deles surgiram muitas outras organizações de caridade que atuam não só na África, mas no resto do mundo.
A música, que foi composta em 24 horas, mesmo com uma letra básica, convida a refletir sobre a época do Natal.
E essa festa está perdendo o sentido. E não falo do sentido religioso porque eu não tenho religião (perdi pontos com a Tia Helo), mas do sentido que essa data é a primeira das que encerram um ano, um ciclo, uma volta ao redor do sol. É nela que mandamos cartões para os amigos distantes geograficamente e telefonamos para aqueles que não são tão próximos, mas são queridos, dando um resumo do ano e sabendo das novidades. É nela que juntamos a família pela enésima vez ou pela única vez no ano para falar besteira, contar da vida, comer e beber. E os presentes? Ahhh, os presentes são muito legais, mas não são obrigatórios(exceto para crianças, óbvio). E sinceramente o consumismo é absurdo, acabamos dando voltas no shopping, entrando em lojas, sendo torturados pela versão horrorosa da Simone para a música de outro britânico ( o John), só para comprar coisas, coisas e mais coisas....
Esse ano a Beth aboliu a troca de presentes aqui em casa. Ela até resolveu fazer a ceia de Natal uns dias antes. Foi hoje no almoço. Teve peru assado com Christmas Pudding (coisa de inglês) de sobremesa.
Que o Papai Noel traga muita serenidade para a Tia Helo. E espero que “ele” lembre de não usar a janela.
Feliz Natal para todos!!
Vinte anos atrás uns ingleses, ok, britânicos (só porque o Bono é irlandês) resolveram fazer uma música para arrecadar uma graninha pro pessoal faminto lá na África. Esse grupo ficou conhecido como Band Aid e a música era "Do They Know It’s Christmas?" .
"It's Christmas time, there's no need to be afraid
At Christmas time, we let in light and we banish shade
And in our world of plenty we can spread a smile of joy
Throw your arms around the world, at Christmas time
But say a prayer, pray for the other ones
At Christmas time it's hard, but when you're having fun
There's a world outside your window, and it's a world of dread and fear
Where the only water flowing is the bitter sting of tears
And the Christmas bells that ring thereare the clanging chimes of doom
Well tonight thank God it's theminstead of you
And there won't be snow in Africa this Christmas time
The greatest gift they'll get this year is life(Oooh)
Where nothing ever grows
No rain or rivers flow
Do they know it's Christmas time at all?
(Here's to you) raise a glass for everyone
(Here's to them) underneath that burning sun
Do they know it's Christmas time at all?
Feed the world
Let the know it’s Christmas time
Feed the world
Let the know it’s Christmas time again"
Fez o maior sucesso no Natal de 1984, o single até apareceu aqui no Brasil, naqueles disquinhos de vinil, o compacto. Eu não consegui comprar mas a Luizinha tinha (ou tem??). Ora, quem não ia querer uma música com Bono Vox, Sting, Simon Le Bon, Boy George e George Michael, entre outros, cantando juntos (insira aqui muitos gritinhos histéricos)??
Do single, veio o Live Aid (que teve outra edição em 2005), e até hoje esse projeto arrecada dinheiro para os africanos, melhorando a vida de muitos. Começou com a alimentação, mas hoje eles já contribuem com a educação. Na época em que não tinha internet eles conseguiram chamar atenção do mundo para a situação nada humana de alguns lugares. E depois deles surgiram muitas outras organizações de caridade que atuam não só na África, mas no resto do mundo.
A música, que foi composta em 24 horas, mesmo com uma letra básica, convida a refletir sobre a época do Natal.
E essa festa está perdendo o sentido. E não falo do sentido religioso porque eu não tenho religião (perdi pontos com a Tia Helo), mas do sentido que essa data é a primeira das que encerram um ano, um ciclo, uma volta ao redor do sol. É nela que mandamos cartões para os amigos distantes geograficamente e telefonamos para aqueles que não são tão próximos, mas são queridos, dando um resumo do ano e sabendo das novidades. É nela que juntamos a família pela enésima vez ou pela única vez no ano para falar besteira, contar da vida, comer e beber. E os presentes? Ahhh, os presentes são muito legais, mas não são obrigatórios(exceto para crianças, óbvio). E sinceramente o consumismo é absurdo, acabamos dando voltas no shopping, entrando em lojas, sendo torturados pela versão horrorosa da Simone para a música de outro britânico ( o John), só para comprar coisas, coisas e mais coisas....
Esse ano a Beth aboliu a troca de presentes aqui em casa. Ela até resolveu fazer a ceia de Natal uns dias antes. Foi hoje no almoço. Teve peru assado com Christmas Pudding (coisa de inglês) de sobremesa.
Que o Papai Noel traga muita serenidade para a Tia Helo. E espero que “ele” lembre de não usar a janela.
Feliz Natal para todos!!
15.12.05
Mundos Fantásticos
Mundos Fantásticos
Eu li The Lion, The Witch and The Wardrobe (desculpem, mas O leão, a feiticeira e o guarda-roupa soa muito estranho) quando eu tinha 10 ou 11 anos de idade. Estudei em escola americana e tanto as ‘Crônicas de Nárnia’ como ‘O Senhor dos Anéis’ era leitura obrigatória (melhor do que ler ‘Senhora’ hein?). Não lembro de muita coisa sobre Nárnia, mas lembro que gostei muito das histórias e lembro do leão Aslan, do inverno eterno e do tal guarda-roupa que era a passagem secreta para um mundo fantástico. (Não vi o filme... ainda... fica para o próximo post)
Alias, mundo fantástico é uma especialidade inglesa. Eles não sabem cozinhar, mas sabem criar línguas, países, mapas, reinos, criaturas, etc.
J.R.R. Tolkien com a sua Terra Média, seus hobbits e o Um Anel.
C.S. Lewis com as crianças que entram no armário e encontram Narnia.
Lewis Carroll com a sua Alice na tal Wonderland.
J.K. Rowling com Harry Potter e Hogwarts separando os magos dos trouxas.
Douglas Adams com Arthur, o seu mochileiro das galáxias pegando carona em espaçonaves indo comer no restaurante no fim do universo.
E no mundo fantástico do mistério e espionagem temos Sir Arthur Conan Doyle com Sherlock, Agatha Christie com Poirot e Ian Fleming com seu Bond, James Bond.
Sem esquecer a lenda do Rei Arthur e Camelot.
Na minha próxima viagem à Inglaterra eu já tenho muitas coisas para fazer: entrar no armário alheio para saber se o Aslan precisa de alguma coisa, tentar pegar um trem para Hogwarts na King’s Cross para ver o que o Harry vai fazer sobre o Voldemort; seguir algum coelho branco até o País das Maravilhas e tomar um chá; me juntar a távola redonda com Lancelot; solucionar alguns assassinatos; salvar o mundo de uma chantagem atômica e depois pegar a minha toalha e apontar o dedão pro céu na esperança de pegar uma carona extraterrestre até a Nova Zelândia onde fica a Terra Média, vê se eu encontro o Rei Aragorn e o elfo Legolas para uma aula de arco e flecha. Ufa!!
Será que os ingredientes secretos para se criar mundos fantásticos estão no leite da vaca louca??
Se bem que a Tia Helo nem é inglesa e já fica com esse papo de “eles” pra cá, “eles” pra lá.....
Eu li The Lion, The Witch and The Wardrobe (desculpem, mas O leão, a feiticeira e o guarda-roupa soa muito estranho) quando eu tinha 10 ou 11 anos de idade. Estudei em escola americana e tanto as ‘Crônicas de Nárnia’ como ‘O Senhor dos Anéis’ era leitura obrigatória (melhor do que ler ‘Senhora’ hein?). Não lembro de muita coisa sobre Nárnia, mas lembro que gostei muito das histórias e lembro do leão Aslan, do inverno eterno e do tal guarda-roupa que era a passagem secreta para um mundo fantástico. (Não vi o filme... ainda... fica para o próximo post)
Alias, mundo fantástico é uma especialidade inglesa. Eles não sabem cozinhar, mas sabem criar línguas, países, mapas, reinos, criaturas, etc.
J.R.R. Tolkien com a sua Terra Média, seus hobbits e o Um Anel.
C.S. Lewis com as crianças que entram no armário e encontram Narnia.
Lewis Carroll com a sua Alice na tal Wonderland.
J.K. Rowling com Harry Potter e Hogwarts separando os magos dos trouxas.
Douglas Adams com Arthur, o seu mochileiro das galáxias pegando carona em espaçonaves indo comer no restaurante no fim do universo.
E no mundo fantástico do mistério e espionagem temos Sir Arthur Conan Doyle com Sherlock, Agatha Christie com Poirot e Ian Fleming com seu Bond, James Bond.
Sem esquecer a lenda do Rei Arthur e Camelot.
Na minha próxima viagem à Inglaterra eu já tenho muitas coisas para fazer: entrar no armário alheio para saber se o Aslan precisa de alguma coisa, tentar pegar um trem para Hogwarts na King’s Cross para ver o que o Harry vai fazer sobre o Voldemort; seguir algum coelho branco até o País das Maravilhas e tomar um chá; me juntar a távola redonda com Lancelot; solucionar alguns assassinatos; salvar o mundo de uma chantagem atômica e depois pegar a minha toalha e apontar o dedão pro céu na esperança de pegar uma carona extraterrestre até a Nova Zelândia onde fica a Terra Média, vê se eu encontro o Rei Aragorn e o elfo Legolas para uma aula de arco e flecha. Ufa!!
Será que os ingredientes secretos para se criar mundos fantásticos estão no leite da vaca louca??
Se bem que a Tia Helo nem é inglesa e já fica com esse papo de “eles” pra cá, “eles” pra lá.....
11.12.05
Taxis e seus motoristas
Taxis e seus motoristas
A Tia Helo é preguiçosa, andar não é com ela. Pega táxi pra tudo. A Luizinha disse que ela, a essa altura, já sustentou uma cooperativa inteira.
A Tia Helo não pega qualquer táxi. Ela para o veículo, examina bem a cara do motorista e decide se vai entrar ou não no carro. A Tia Helo é muito criteriosa, afinal nunca se sabe se “eles” vão estar ao volante.
A Luizinha, como boa sobrinha que é, também é chegada num táxi. Ela tem vários números de motoristas amigos para diferentes ocasiões (noite, dia, longe, perto, etc).
Eu quase nunca ando de táxi. Mas quando a Beth (para quem não sabe, é a minha mãe) vem me visitar aqui no Rio a gente só anda nos amarelinhos. Não escolhemos motoristas como a Tia Helo e nem temos um personal taxista que nem a Luizinha, vai o primeiro que parar mesmo. E exatamente por essa falta de critério é que pegamos os motoristas mais engraçados da praça.
Só para mencionar alguns:
- o ligeirinho: contou toda a vida numa corrida de 6 reais.
- o língua solta: esse falava demais, de Botafogo ao Leme non stop, segundo a Beth ele falava mais que qualquer mulher.
- o do contra: na volta de uma noitada o motorista teve a cara de pau de me dizer que aquela banda antiiiiga (os Beatles) não prestava, e eu tentando o convencer do contrário.
-o spoiler: indo com a Beth para o cinema o homem ao volante contou toda a história do filme que estávamos pensando em ver.
- o fofoqueiro: voltando do teatro depois de ver um balé o motorista nos colocou a par de todo inside do meio artístico, ou seja, quem comia quem, quem se drogava e com o que, quem bebia com quem, tudo, ele sabia tudo.
- o economista: esse reclamava da situação atual do país, e dava as suas soluções pouco ortodoxas.
- e, o melhor de todos, o romântico: ao entrar na Av. Atlântica, ali no posto 6, e avistar a praia de Copacabana com uma lua cheia, o motorista disse “ vou dar uma paradinha aqui e ligar pra minha senhora”....aí ao telefone “querida, vai para a janela e olha a lua....maravilhosa...lembrei de você...” depois disso até chegar no Leme ficamos sabendo que ele tinha 30 anos de casado, dois filhos, que o amor é lindo, blá, blá, blá........
A Tia Helo é preguiçosa, andar não é com ela. Pega táxi pra tudo. A Luizinha disse que ela, a essa altura, já sustentou uma cooperativa inteira.
A Tia Helo não pega qualquer táxi. Ela para o veículo, examina bem a cara do motorista e decide se vai entrar ou não no carro. A Tia Helo é muito criteriosa, afinal nunca se sabe se “eles” vão estar ao volante.
A Luizinha, como boa sobrinha que é, também é chegada num táxi. Ela tem vários números de motoristas amigos para diferentes ocasiões (noite, dia, longe, perto, etc).
Eu quase nunca ando de táxi. Mas quando a Beth (para quem não sabe, é a minha mãe) vem me visitar aqui no Rio a gente só anda nos amarelinhos. Não escolhemos motoristas como a Tia Helo e nem temos um personal taxista que nem a Luizinha, vai o primeiro que parar mesmo. E exatamente por essa falta de critério é que pegamos os motoristas mais engraçados da praça.
Só para mencionar alguns:
- o ligeirinho: contou toda a vida numa corrida de 6 reais.
- o língua solta: esse falava demais, de Botafogo ao Leme non stop, segundo a Beth ele falava mais que qualquer mulher.
- o do contra: na volta de uma noitada o motorista teve a cara de pau de me dizer que aquela banda antiiiiga (os Beatles) não prestava, e eu tentando o convencer do contrário.
-o spoiler: indo com a Beth para o cinema o homem ao volante contou toda a história do filme que estávamos pensando em ver.
- o fofoqueiro: voltando do teatro depois de ver um balé o motorista nos colocou a par de todo inside do meio artístico, ou seja, quem comia quem, quem se drogava e com o que, quem bebia com quem, tudo, ele sabia tudo.
- o economista: esse reclamava da situação atual do país, e dava as suas soluções pouco ortodoxas.
- e, o melhor de todos, o romântico: ao entrar na Av. Atlântica, ali no posto 6, e avistar a praia de Copacabana com uma lua cheia, o motorista disse “ vou dar uma paradinha aqui e ligar pra minha senhora”....aí ao telefone “querida, vai para a janela e olha a lua....maravilhosa...lembrei de você...” depois disso até chegar no Leme ficamos sabendo que ele tinha 30 anos de casado, dois filhos, que o amor é lindo, blá, blá, blá........
7.12.05
+ Filmes
Filmes
Uma Vida Iluminada
Nesse filme Elijah Frodo Wood deixa de lado aquele negócio de destruir o anel e vai até a Ucrânia colecionar memórias. Ele faz um americano descendente de judeus ucranianos que vai atrás da mulher que salvou a vida do seu avô durante a segunda guerra. O curioso é que ele coleciona memórias através de objetos que ele guarda em ziplocs armazenados na sua pochete. Memórias dele e de outras pessoas.
Na Ucrânia ele contrata como tradutor e guia um rapaz (que é quem narra a história, num inglês muito engraçado), o avô do rapaz como motorista (esse avô se acha cego), e a cadela guia do avô. Os três, bem, quatro contando a cadela, entram no carro e rumam a uma cidadezinha chamada Trachimbrod que ninguém conhece, e a muitas descobertas.
As diferenças culturais são muito engraçadas e as traduções feitas pelo rapaz também. No fim eles acham a tal vila e o final é muito tocante. Eu gostei muito.
Esse filme é baseado no livro Everything is Illuminated, ou Tudo se ilumina.
A Tia Helo talvez gostasse desse filme, tem um fundo família, mas tem palavrões, falam de sexo, judeus sendo mortos....hummm...acho que ela diria 57 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Flores Partidas
O ghostbuster Bill Murray fica meio lost in translation outra vez e vai atrás dos fantasmas do passado. Ele recebe uma carta misteriosa de uma mulher do passado dizendo que ele tem um filho e que esse filho foi procurá-lo. O vizinho viciado em mistérios o convence a fazer uma lista das suas amantes de 20 anos atrás (curioso que ele lembre de todas) e prepara para ele um roteiro para encontrá-las e saber qual delas é a mãe do seu filho.
Como nos EUA ninguém faz uma pergunta direta tipo: “ Foi você que mandou a carta?” ou “ Você teve um filho meu?”; o amigo curioso diz para ele ficar atento a detalhes como coisas de cor rosa e uma máquina de escrever.
Ele vai lá, atrás das 5 mulheres que ele conseguiu listar (sendo que uma estava morta). Todas tinham coisas cor de rosa, uma tinha uma máquina de escrever, e nenhuma conseguia responder o que ele queria saber.
E o tal filho?? Pois é, ele cruza com um rapaz, mas ao invés de perguntar diretamente o que ele quer saber fica num papo viagem...
“O passado já era..... o futuro ninguém sabe..... só existe o agora...”
E o agora dele é muito parado. Não decidi sei se gostei ou não desse filme. Ri algumas vezes no meio do filme e no fim dei uma boa risada....eu e mais 2 pessoas no cinema.
A Tia Helo não ia gostar desse filme. Ela diria 114 “Ai Jesus!” num tom normal e depois um “Ai, Jesus!” bem escandaloso no fim.
Uma Vida Iluminada
Nesse filme Elijah Frodo Wood deixa de lado aquele negócio de destruir o anel e vai até a Ucrânia colecionar memórias. Ele faz um americano descendente de judeus ucranianos que vai atrás da mulher que salvou a vida do seu avô durante a segunda guerra. O curioso é que ele coleciona memórias através de objetos que ele guarda em ziplocs armazenados na sua pochete. Memórias dele e de outras pessoas.
Na Ucrânia ele contrata como tradutor e guia um rapaz (que é quem narra a história, num inglês muito engraçado), o avô do rapaz como motorista (esse avô se acha cego), e a cadela guia do avô. Os três, bem, quatro contando a cadela, entram no carro e rumam a uma cidadezinha chamada Trachimbrod que ninguém conhece, e a muitas descobertas.
As diferenças culturais são muito engraçadas e as traduções feitas pelo rapaz também. No fim eles acham a tal vila e o final é muito tocante. Eu gostei muito.
Esse filme é baseado no livro Everything is Illuminated, ou Tudo se ilumina.
A Tia Helo talvez gostasse desse filme, tem um fundo família, mas tem palavrões, falam de sexo, judeus sendo mortos....hummm...acho que ela diria 57 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Flores Partidas
O ghostbuster Bill Murray fica meio lost in translation outra vez e vai atrás dos fantasmas do passado. Ele recebe uma carta misteriosa de uma mulher do passado dizendo que ele tem um filho e que esse filho foi procurá-lo. O vizinho viciado em mistérios o convence a fazer uma lista das suas amantes de 20 anos atrás (curioso que ele lembre de todas) e prepara para ele um roteiro para encontrá-las e saber qual delas é a mãe do seu filho.
Como nos EUA ninguém faz uma pergunta direta tipo: “ Foi você que mandou a carta?” ou “ Você teve um filho meu?”; o amigo curioso diz para ele ficar atento a detalhes como coisas de cor rosa e uma máquina de escrever.
Ele vai lá, atrás das 5 mulheres que ele conseguiu listar (sendo que uma estava morta). Todas tinham coisas cor de rosa, uma tinha uma máquina de escrever, e nenhuma conseguia responder o que ele queria saber.
E o tal filho?? Pois é, ele cruza com um rapaz, mas ao invés de perguntar diretamente o que ele quer saber fica num papo viagem...
“O passado já era..... o futuro ninguém sabe..... só existe o agora...”
E o agora dele é muito parado. Não decidi sei se gostei ou não desse filme. Ri algumas vezes no meio do filme e no fim dei uma boa risada....eu e mais 2 pessoas no cinema.
A Tia Helo não ia gostar desse filme. Ela diria 114 “Ai Jesus!” num tom normal e depois um “Ai, Jesus!” bem escandaloso no fim.
5.12.05
Pearl Jam
Pearl Jam
Seguindo a tradição das bandas estrangeiras só aparecem aqui no Brasil depois de, pelo menos, 10 anos de sucesso, eu finalmente tive o prazer de ver o Pearl Jam. Eu e mais 40 mil pessoas, aqui no Rio.
Não vale a pena mencionar os problemas de organização, som meio baixo, falta de banheiros etc, porque o show foi na Apoteose e tudo isso já era esperado.
Começou com "Animal", mas eu não vou lembrar a seqüência das músicas, o que importa é que eles tocaram todas as boas (se bem que todas são boas né? teve até uma dos Ramones). O Sr. Vedder estava...digamos... tão "legal" no começo do show que o português dele era mais compreensível do que o inglês, aliás, parece que só ele conseguiu beber alguma coisa com alcool( parecia vinho) depois das 20:30. Ah! Dane-se. Ele cantou maravilhosamente bem, deixou o povo cantar bastante – e todo mundo sabia TUDO. O guitarrista de cabelos vermelhos saradão e o baterista galã, pra mim, foram os melhores dos melhores no palco. (O homem das baquetas então....muito bom! Confesso que sou chegada numa bateria).
E, claaaro, o Sr. Vedder, com aquela voz única, é a essência do grupo. Lá no fim do show (e foram mais de 2 horas de puro rock), depois de apresentar a banda ele mandou essa: “ Eu sou Eddie, meu telefone está no verso do seu ingresso e quando forem a Seattle é só ligar.” Incrível!! Em menos de um dia no Rio de Janeiro Eddie Vedder aprendeu o famoso “passa lá em casa” carioca.
A Tia Helo não ia gostar do Pearl Jam. Eles não usam roupas coloridas, não tem tendências a ópera e fazem muito barulho. Talvez ela achasse o Eddie Vedder bonito, mas ia dizer que ele é muito cabeludo. Azar o dela.
Eu adorei!!! Estou cantando até agora...oh oh oh I’m still alive....
Seguindo a tradição das bandas estrangeiras só aparecem aqui no Brasil depois de, pelo menos, 10 anos de sucesso, eu finalmente tive o prazer de ver o Pearl Jam. Eu e mais 40 mil pessoas, aqui no Rio.
Não vale a pena mencionar os problemas de organização, som meio baixo, falta de banheiros etc, porque o show foi na Apoteose e tudo isso já era esperado.
Começou com "Animal", mas eu não vou lembrar a seqüência das músicas, o que importa é que eles tocaram todas as boas (se bem que todas são boas né? teve até uma dos Ramones). O Sr. Vedder estava...digamos... tão "legal" no começo do show que o português dele era mais compreensível do que o inglês, aliás, parece que só ele conseguiu beber alguma coisa com alcool( parecia vinho) depois das 20:30. Ah! Dane-se. Ele cantou maravilhosamente bem, deixou o povo cantar bastante – e todo mundo sabia TUDO. O guitarrista de cabelos vermelhos saradão e o baterista galã, pra mim, foram os melhores dos melhores no palco. (O homem das baquetas então....muito bom! Confesso que sou chegada numa bateria).
E, claaaro, o Sr. Vedder, com aquela voz única, é a essência do grupo. Lá no fim do show (e foram mais de 2 horas de puro rock), depois de apresentar a banda ele mandou essa: “ Eu sou Eddie, meu telefone está no verso do seu ingresso e quando forem a Seattle é só ligar.” Incrível!! Em menos de um dia no Rio de Janeiro Eddie Vedder aprendeu o famoso “passa lá em casa” carioca.
A Tia Helo não ia gostar do Pearl Jam. Eles não usam roupas coloridas, não tem tendências a ópera e fazem muito barulho. Talvez ela achasse o Eddie Vedder bonito, mas ia dizer que ele é muito cabeludo. Azar o dela.
Eu adorei!!! Estou cantando até agora...oh oh oh I’m still alive....
4.12.05
Contrabando 2
Como vocês sabem, a Tia Helo sempre gostou de fazer compras.
Na época em que ela trabalhava, adorava gastar din din com badulaques e bugingangas que não teriam a menor utilidade para ela. Sempre teve adoração por sapatos e pela Rua da Alfândega no centro da cidade, conhecida carinhosamente como Saara.
Não é só a Rua da Alfândega que faz parte desse paraíso popular do consumo.Existem ruas ao redor que fazem parte da Disney consumista.Encontra-se de tudo lá , desde caneta bic até peça para carro. Existe estação de rádio própria e as lojas são digamos originais...carioca que é carioca tem que ir pelo menos de vez em quando no Saara fazer uma reciclagem.
Como sobrinha, também amo gastar dinheiro e comprar aquelas futilidades que no fundo, você sabe que não precisa ,mas compra pelo simples prazer de gastar...existe coisa melhor do que um sapatinho novo quando baixa a depressão? Existe endorfina melhor do que gastar dinheiro? Eu não conheço.
Pois bem, esta semana em homengem a tia Helo e a nossa genética gastona, tive no Saara.Realmente aquilo lá é uma loucura, o próprio mercado persa.
Milhares de pessoas indo e vindo e óbvio todas esbarrando em você. Só para lembrar a r.da alfandega é no centro do Rio, aonde nesta época do ano faz um calor infernal. E esta semana o calor aqui estava de matar.
É impressionante a fúria consumista que bate em você num lugar desses.Eu por exemplo não tenho nenhuma habilidade para trabalhos artesanais, tipo bijús , bordados e afins. Nesta minha última visita ao Saara saí com um monte de canutilhos, miçanças e paetês.
Não seria melhor, nós mulheres consumistas ficarmos na segurança de um shopping center?
Como vocês sabem, a Tia Helo sempre gostou de fazer compras.
Na época em que ela trabalhava, adorava gastar din din com badulaques e bugingangas que não teriam a menor utilidade para ela. Sempre teve adoração por sapatos e pela Rua da Alfândega no centro da cidade, conhecida carinhosamente como Saara.
Não é só a Rua da Alfândega que faz parte desse paraíso popular do consumo.Existem ruas ao redor que fazem parte da Disney consumista.Encontra-se de tudo lá , desde caneta bic até peça para carro. Existe estação de rádio própria e as lojas são digamos originais...carioca que é carioca tem que ir pelo menos de vez em quando no Saara fazer uma reciclagem.
Como sobrinha, também amo gastar dinheiro e comprar aquelas futilidades que no fundo, você sabe que não precisa ,mas compra pelo simples prazer de gastar...existe coisa melhor do que um sapatinho novo quando baixa a depressão? Existe endorfina melhor do que gastar dinheiro? Eu não conheço.
Pois bem, esta semana em homengem a tia Helo e a nossa genética gastona, tive no Saara.Realmente aquilo lá é uma loucura, o próprio mercado persa.
Milhares de pessoas indo e vindo e óbvio todas esbarrando em você. Só para lembrar a r.da alfandega é no centro do Rio, aonde nesta época do ano faz um calor infernal. E esta semana o calor aqui estava de matar.
É impressionante a fúria consumista que bate em você num lugar desses.Eu por exemplo não tenho nenhuma habilidade para trabalhos artesanais, tipo bijús , bordados e afins. Nesta minha última visita ao Saara saí com um monte de canutilhos, miçanças e paetês.
Não seria melhor, nós mulheres consumistas ficarmos na segurança de um shopping center?
30.11.05
Contrabando
Contrabando
A Tia Helo ligou pontualmente as 14:00 para Luizinha e disfarçou a voz para que "eles" não entendessem o seu pedido...
Luizinha: Oi Tia Helo...
Tia Helo: Luiiiiziiinha, eu quero Dalva.
Luizinha: Dalva??? Que Dalva??Ah! Valda...pastilha valda..
Tia Helo: Não, Dalva! (sussurrando)
Luizinha: Valda, porra Tia Helo!
Tia Helo: não Luiiizinha, Dalva! (ainda sussurrando)
Luizinha: a Dalva não existe mais...vai ser a VALDA! Tchau Tia Helo!
E assim o lixo escondido da Tia Helo vai ter mais algumas embalagens verdinhas junto com as black and white do hipoglós.....
A Tia Helo ligou pontualmente as 14:00 para Luizinha e disfarçou a voz para que "eles" não entendessem o seu pedido...
Luizinha: Oi Tia Helo...
Tia Helo: Luiiiiziiinha, eu quero Dalva.
Luizinha: Dalva??? Que Dalva??Ah! Valda...pastilha valda..
Tia Helo: Não, Dalva! (sussurrando)
Luizinha: Valda, porra Tia Helo!
Tia Helo: não Luiiizinha, Dalva! (ainda sussurrando)
Luizinha: a Dalva não existe mais...vai ser a VALDA! Tchau Tia Helo!
E assim o lixo escondido da Tia Helo vai ter mais algumas embalagens verdinhas junto com as black and white do hipoglós.....
29.11.05
Teoria 2
Luizinha anda meio rebelde mas voltou...
Andei meio ausente das postagens pois a minha vidinha andou meio enrolada. Mas estou de volta! Linda, loira e japonesa!!
Em alguns posts atrás a Ká colocou a teoria que "o que o msn junta o orkut separa" .
Vamos desenvolver um pouco este tema.
Não existe nada mais feroz do que a curiosidade humana. Quem nunca na adolescência mexeu na agenda alheia só por curiosidade? Quem nunca futucou em uma carteira querendo descobrir algo diferente? Aquela perversidade comum em todos nós.
Fazemos isso por vários motivos, o mais simple é a curiosidade mesmo. Mas na maioria das vezes é porque não podemos confiar nessa raça maravilhosa que são os homens. Eu particularmente acho que eles começam a mentir na maternidade. Essa mania que eles tem de tentar conquistar todas as mulheres do universo , achando que vão ser correspondidos...isso que é mais engraçado, faz com que alguma de nós tenha um comportamento meio Sherlock.
Vejam a tia Helo, nem "neles"confia. Acho que a tia está coberta de razão.
Sempre que entro em um relacionamento, entro light e confiando na pessoa...não ligo 150 vezes por dia para saber se ele dormiu , tomou banho ou está simplesmente respirando.
Mas quando o fofo começa com comportamento digamos, esquisito ponho todo o meu lado Sherlock para fora.
Ano passado me relacionei com um fofo que quando conheci achei que ele era tudo de bom...era o cara, mas não era. Ele introduziu o orkut em nossas vidas. E foi ele que nos separou
Fez todo o jogo de sedução básica: amanhecer no mirante do Leblon, chuva com vinho e endredon,passeios românticos...me deixou de quatro.
Aí veio o comportamento estranho: não atendia os meus telefonemas , marcava e não aparecia.
Depois de toda essa nóia, virei especialista em espionagem orkutiana. Descobri que o fofo tinha uma namorada em um buraco no Espirito Santo.
Esse meio de comunicação tão importante que é a net , as vezes pode ser uma vilã. Tanto o msn quanto o orkut são objetos de trabalhos maravilhosos. Trabalho com msn e encontrei pessoas importantíssimas na minha vida...mas essa situação me traumatizou.
Hoje em dia nem pergunto nada de orkut ou msn...vivo a minha vida.
E com certeza a teria da Ká é verdadeira e foi testada e aprovada por mim.
Tia Helo que está certa de só se comunicar quando e com quem ela quer.
Luizinha anda meio rebelde mas voltou...
Andei meio ausente das postagens pois a minha vidinha andou meio enrolada. Mas estou de volta! Linda, loira e japonesa!!
Em alguns posts atrás a Ká colocou a teoria que "o que o msn junta o orkut separa" .
Vamos desenvolver um pouco este tema.
Não existe nada mais feroz do que a curiosidade humana. Quem nunca na adolescência mexeu na agenda alheia só por curiosidade? Quem nunca futucou em uma carteira querendo descobrir algo diferente? Aquela perversidade comum em todos nós.
Fazemos isso por vários motivos, o mais simple é a curiosidade mesmo. Mas na maioria das vezes é porque não podemos confiar nessa raça maravilhosa que são os homens. Eu particularmente acho que eles começam a mentir na maternidade. Essa mania que eles tem de tentar conquistar todas as mulheres do universo , achando que vão ser correspondidos...isso que é mais engraçado, faz com que alguma de nós tenha um comportamento meio Sherlock.
Vejam a tia Helo, nem "neles"confia. Acho que a tia está coberta de razão.
Sempre que entro em um relacionamento, entro light e confiando na pessoa...não ligo 150 vezes por dia para saber se ele dormiu , tomou banho ou está simplesmente respirando.
Mas quando o fofo começa com comportamento digamos, esquisito ponho todo o meu lado Sherlock para fora.
Ano passado me relacionei com um fofo que quando conheci achei que ele era tudo de bom...era o cara, mas não era. Ele introduziu o orkut em nossas vidas. E foi ele que nos separou
Fez todo o jogo de sedução básica: amanhecer no mirante do Leblon, chuva com vinho e endredon,passeios românticos...me deixou de quatro.
Aí veio o comportamento estranho: não atendia os meus telefonemas , marcava e não aparecia.
Depois de toda essa nóia, virei especialista em espionagem orkutiana. Descobri que o fofo tinha uma namorada em um buraco no Espirito Santo.
Esse meio de comunicação tão importante que é a net , as vezes pode ser uma vilã. Tanto o msn quanto o orkut são objetos de trabalhos maravilhosos. Trabalho com msn e encontrei pessoas importantíssimas na minha vida...mas essa situação me traumatizou.
Hoje em dia nem pergunto nada de orkut ou msn...vivo a minha vida.
E com certeza a teria da Ká é verdadeira e foi testada e aprovada por mim.
Tia Helo que está certa de só se comunicar quando e com quem ela quer.
28.11.05
Criatividade
Criatividade


Esse fim de semana eu fui a Friburgo aqui na serra fluminense. Lá é conhecido pela imigração de europeus, pelo frio e pelas inúmeras confecções de peças íntimas. Eu fui lá comprar peças íntimas.... pro carro (amortecedores).
Mas lá em Friburgo também tem um escultor conhecido. O Nêgo (que, acreditem, é cearense). Ele faz esculturas de, hum, musgo. Ele vai cavando os barrancos do terreno e forma esculturas com a terra, depois cobre com um plástico até criar musgo. As figuras são variadas, mas ele começou com uma mulher, e a última foi uma índia dando a luz, essa aí da foto.
Ele estava lá, trabalhando na índia, limpando o terreno em volta....ele e o seu tapa-olho na testa. Tapa-olho na testa?? Eu fiz a mesma pergunta. “É para tapar o terceiro olho” ele disse.
Ok. Mas, por que?
“É que a energia entra pela cabeça e sai pelos pés, volta pelos pés e sai pela cabeça. Aí ela fica acumulada aqui na linha da cintura. Você já reparou que os bispos usam aquela faixa na cintura? É para não escapar energia. Saí também pelo sexo. Eu tive uma desilusão sentimental, fiquei sozinho muito tempo e a primeira escultura que saiu foi aquela mulher lá embaixo....Sabe, sem sexo a energia fica acumulada e sai em forma de criatividade...de arte...Salvador Dali? Captava energia pelo bigode...”
Tá, eu não entendi nada, mas se esse negócio de que energia sexual acumulada resulta em criatividade e arte é verdade, eu deveria estar escrevendo que nem o Gabriel Garcia Marquez.
A Tia Helo então......já deveria ter escrito três óperas, cinco novelas, vinte livros....


Esse fim de semana eu fui a Friburgo aqui na serra fluminense. Lá é conhecido pela imigração de europeus, pelo frio e pelas inúmeras confecções de peças íntimas. Eu fui lá comprar peças íntimas.... pro carro (amortecedores).
Mas lá em Friburgo também tem um escultor conhecido. O Nêgo (que, acreditem, é cearense). Ele faz esculturas de, hum, musgo. Ele vai cavando os barrancos do terreno e forma esculturas com a terra, depois cobre com um plástico até criar musgo. As figuras são variadas, mas ele começou com uma mulher, e a última foi uma índia dando a luz, essa aí da foto.
Ele estava lá, trabalhando na índia, limpando o terreno em volta....ele e o seu tapa-olho na testa. Tapa-olho na testa?? Eu fiz a mesma pergunta. “É para tapar o terceiro olho” ele disse.
Ok. Mas, por que?
“É que a energia entra pela cabeça e sai pelos pés, volta pelos pés e sai pela cabeça. Aí ela fica acumulada aqui na linha da cintura. Você já reparou que os bispos usam aquela faixa na cintura? É para não escapar energia. Saí também pelo sexo. Eu tive uma desilusão sentimental, fiquei sozinho muito tempo e a primeira escultura que saiu foi aquela mulher lá embaixo....Sabe, sem sexo a energia fica acumulada e sai em forma de criatividade...de arte...Salvador Dali? Captava energia pelo bigode...”
Tá, eu não entendi nada, mas se esse negócio de que energia sexual acumulada resulta em criatividade e arte é verdade, eu deveria estar escrevendo que nem o Gabriel Garcia Marquez.
A Tia Helo então......já deveria ter escrito três óperas, cinco novelas, vinte livros....
26.11.05
Harry Potter
Harry Potter
Harry Potter....eu o acompanho desde quando ele recebeu a notícia que era bruxo e foi para Hogwarts (e quem não quer ir para lá?). Acabei de assistir a quarta aventura – Harry Potter e o Cálice de Fogo. Esse foi um dos livros que eu mais gostei (e eu já li até o sexto, o meu ser adolescente é pulsante). Claro que pra quem leu os livros, o filme deixa muita coisa de fora, mas ainda é muito divertido.
Esse filme começa com o fantástico campeonato mundial de quadribol (e quem não quer voar numa firebolt e jogar quadribol?), onde aparece a marca do Lord Voldemort, indicando que ele está para voltar. Daí, chegam a Hogwarts alunos de outras escolas para o torneio Tri Bruxo, que vai determinar o grande campeão entre as escolas através de provas de magia. Claaaaro que o Harry participa (foi misteriosamente escolhido pelo tal cálice de fogo), mesmo não tendo idade nem experiência suficiente. Vou parar aqui. Muitas coisas acontecem, e o que eu acho legal é que a cada livro/filme o Harry vai amadurecendo (tem paquera, namoro...), o peso da cicatriz vai aumentando (tem morte...) e tudo vai ficando mais interessante.
Os atores mirins são todos bons, mas o menino que faz o Ron é muito engraçado. O MadEye Moody é ótimo, aquele olho só falta dar os dados que nem o do exterminador do futuro. O Michael Gambon não acertou no papel de Dumbledore, o do Richard Harris era mais simpático, ele sabia expelir certa doçura que cabe ao mago. Agora, o melhor de todos foi o Ralph eterno-gentleman-inglês Fiennes fazendo o Lord Voldemort, e ainda parecia estar se divertindo a cada momento, muito bom!!
Imagina... uma escola para bruxos...um garoto que salvou o mundo ainda bebê.... dragões...poções mágicas....vassouras voadoras...correio de corujas..."Tudo besteira" , falaria Tia Helo junto com os 112 ½ “Ai, Jesus!” que ela diria para esse filme.
Mas, pelas barbas de Merlin, o que a Tia Helo entende de bruxos?!? Nada. Ela é trouxa.
Harry Potter....eu o acompanho desde quando ele recebeu a notícia que era bruxo e foi para Hogwarts (e quem não quer ir para lá?). Acabei de assistir a quarta aventura – Harry Potter e o Cálice de Fogo. Esse foi um dos livros que eu mais gostei (e eu já li até o sexto, o meu ser adolescente é pulsante). Claro que pra quem leu os livros, o filme deixa muita coisa de fora, mas ainda é muito divertido.
Esse filme começa com o fantástico campeonato mundial de quadribol (e quem não quer voar numa firebolt e jogar quadribol?), onde aparece a marca do Lord Voldemort, indicando que ele está para voltar. Daí, chegam a Hogwarts alunos de outras escolas para o torneio Tri Bruxo, que vai determinar o grande campeão entre as escolas através de provas de magia. Claaaaro que o Harry participa (foi misteriosamente escolhido pelo tal cálice de fogo), mesmo não tendo idade nem experiência suficiente. Vou parar aqui. Muitas coisas acontecem, e o que eu acho legal é que a cada livro/filme o Harry vai amadurecendo (tem paquera, namoro...), o peso da cicatriz vai aumentando (tem morte...) e tudo vai ficando mais interessante.
Os atores mirins são todos bons, mas o menino que faz o Ron é muito engraçado. O MadEye Moody é ótimo, aquele olho só falta dar os dados que nem o do exterminador do futuro. O Michael Gambon não acertou no papel de Dumbledore, o do Richard Harris era mais simpático, ele sabia expelir certa doçura que cabe ao mago. Agora, o melhor de todos foi o Ralph eterno-gentleman-inglês Fiennes fazendo o Lord Voldemort, e ainda parecia estar se divertindo a cada momento, muito bom!!
Imagina... uma escola para bruxos...um garoto que salvou o mundo ainda bebê.... dragões...poções mágicas....vassouras voadoras...correio de corujas..."Tudo besteira" , falaria Tia Helo junto com os 112 ½ “Ai, Jesus!” que ela diria para esse filme.
Mas, pelas barbas de Merlin, o que a Tia Helo entende de bruxos?!? Nada. Ela é trouxa.
25.11.05
Entre amigas
Entre amigas
Bi: Ka, como é o seu vestido para a festa?
Ka: Ahhh, foi o melhor vestido que eu já comprei. Superconfortável, não tem zíper nem botões, não aperta, dá até para dormir com ele....
Bi: Ai, Ka, não sei como somos amigas...
Ka: Por que?
Bi: Eu NUNCA usaria essas palavras para descrever um vestido, imagiiiiina se eu ia querer um vestido de festa pra dormir?
Ka: hahahhahahahahaha
Bi: Ka, como é o seu vestido para a festa?
Ka: Ahhh, foi o melhor vestido que eu já comprei. Superconfortável, não tem zíper nem botões, não aperta, dá até para dormir com ele....
Bi: Ai, Ka, não sei como somos amigas...
Ka: Por que?
Bi: Eu NUNCA usaria essas palavras para descrever um vestido, imagiiiiina se eu ia querer um vestido de festa pra dormir?
Ka: hahahhahahahahaha
23.11.05
Auummmmmmm...
Auummmmmmm....
Eu sou daquelas pessoas que participa de todas as promoções, concursos, sorteios, etc, oferecidos por lojas, supermercados, canais de tv, etc... Perco horas preenchendo aqueles cupons. Até tento, inutilmente, aqueles concursos pra nerds do tipo responda 20 perguntas no menor tempo possivel. E nunca ganhei nada. Mas um dia eu ia ganhar alguma coisa né?
Então esse dia chegou!! Eu recebi um e-mail de uma promoção da Varig que eu participei e ganhei! Depois de responder umas perguntas e escrever uma frase dizendo o que eu faria para passar um mês zen, eu fui premiada. E o que foi? Uma passagem? Um fim de semana num hotel cinco estrelas? Nada disso. Foi um mês de yoga no tal Espaço Nirvana, academia especializada no Rio ( frequentada por globais). Então eu vou me contorcer por um mês, meditar e canalizar energia para ver se eu ganho mais alguma promoção. De preferência o carro do shopping.
Eu sou daquelas pessoas que participa de todas as promoções, concursos, sorteios, etc, oferecidos por lojas, supermercados, canais de tv, etc... Perco horas preenchendo aqueles cupons. Até tento, inutilmente, aqueles concursos pra nerds do tipo responda 20 perguntas no menor tempo possivel. E nunca ganhei nada. Mas um dia eu ia ganhar alguma coisa né?
Então esse dia chegou!! Eu recebi um e-mail de uma promoção da Varig que eu participei e ganhei! Depois de responder umas perguntas e escrever uma frase dizendo o que eu faria para passar um mês zen, eu fui premiada. E o que foi? Uma passagem? Um fim de semana num hotel cinco estrelas? Nada disso. Foi um mês de yoga no tal Espaço Nirvana, academia especializada no Rio ( frequentada por globais). Então eu vou me contorcer por um mês, meditar e canalizar energia para ver se eu ganho mais alguma promoção. De preferência o carro do shopping.
22.11.05
Novidades no spa
Novidades no spa
Eu voltei ao Rio e já soube das novas, hum, como dizer.....manias da Tia Helo. E já que a Luizinha não aparece, conto eu.
Sua sobrinha favorita me contou que ela agora não joga o lixo fora. Guarda tudo num saco no armário até uma das sobrinhas irem lá. É que ela teme que “eles” vão descobrir tudo da sua vida olhando no lixo (repleto de embalagens vazias de hipoglós). Imagina se a Tia Helo conhecesse o orkut? Ela ia ver que o lixo diz muito pouco.
Aí fez aquele calorão semana passada. Verão entrando de sola. A Tia Helo vive num quarto arejado, com uma janela grande, vista para o pátio do spa da terceira idade, com árvores, pássaros, etc. Só que ela deixa tudo fechado, afinal “eles” podem entrar. Acontece que ela tem um ventilador, mas ela não liga....faz muito barulho e “eles” podem chamar a polícia.
O que será que a Tia Helo andou fazendo para ter medo da polícia e de revirarem o lixo dela?
Freud? Jung? Santo Agostinho? Papa? Sherlock Holmes? Alguém sabe? "Eles" com certeza devem saber.
Eu voltei ao Rio e já soube das novas, hum, como dizer.....manias da Tia Helo. E já que a Luizinha não aparece, conto eu.
Sua sobrinha favorita me contou que ela agora não joga o lixo fora. Guarda tudo num saco no armário até uma das sobrinhas irem lá. É que ela teme que “eles” vão descobrir tudo da sua vida olhando no lixo (repleto de embalagens vazias de hipoglós). Imagina se a Tia Helo conhecesse o orkut? Ela ia ver que o lixo diz muito pouco.
Aí fez aquele calorão semana passada. Verão entrando de sola. A Tia Helo vive num quarto arejado, com uma janela grande, vista para o pátio do spa da terceira idade, com árvores, pássaros, etc. Só que ela deixa tudo fechado, afinal “eles” podem entrar. Acontece que ela tem um ventilador, mas ela não liga....faz muito barulho e “eles” podem chamar a polícia.
O que será que a Tia Helo andou fazendo para ter medo da polícia e de revirarem o lixo dela?
Freud? Jung? Santo Agostinho? Papa? Sherlock Holmes? Alguém sabe? "Eles" com certeza devem saber.
21.11.05
Namorando? Eu?
Namorando? Eu?
Ok, eu quero que alguém me explique o que é namorar nos dias de hoje. A Tia Helo deve estar mais confusa do que eu já que não consta nos registros que ela alguma vez tenha namorado, ela nem sabe o que é ficar. Eu, ao contrário dela sei muito bem o que é ficar, mas meus amigos andam me confundindo ultimamente e vou contar três casos para vocês entenderem a minha dúvida.
Um amigo já está ficando com a garota já tem mais de um mês. Até aí tudo normal. Mas eles se falam todo santo dia, duas horas no telefone (o irmão dedurou), mais sei-lá-quantas horas no msn, ela tem prioridade sobre os amigos e ele me diz "Não estou namorando". Como assim? 2 horas no telefone? Pra mim é namoro.
O outro amigo fez todo o protocolo da conquista. Dizia que era só para, hum, conhecer a garota carnalmente...mas isso ele já fez, várias vezes....E o protocolo continua adicionado de mais horas no telefone, msn, e pesquisa no orkut. Diz que está só ficando mas discute a relação dia sim, dia não. "Não quero namorar, não estou namorando. Não quero perder a liberdade". Sei. E eu ainda tenho que escutar a pérola "O ideal seria que ela me dissesse que só quer sexo e que não ia sair com mais ninguém e ia ficar esperando eu ligar." Alôôôô!Pesquisa no orkut? Ciúme? Discutindo relação? Tá apaixonado? Desculpa, mas pra mim é namoro.
E para não dizer que é coisa de homem vou contar de uma amiga. Ela sai com o cara dia sim, e dia sim outra vez. Já se conheceram de todas as formas possíveis. Se falam no telefone todo dia e ele ainda dá conta do que vai fazer. Ela gosta e quer estar com ele. Aí ela me diz "Não estou namorando não, amiga, só ficando. Não dá pra levar ele pra conhecer o papai." Tá namorando sim! Nem que seja escondido!
Me ajudem a entender...mentiras sinceras me interessam.
Eu só sei que quem não está namorando sou eu.
Ok, eu quero que alguém me explique o que é namorar nos dias de hoje. A Tia Helo deve estar mais confusa do que eu já que não consta nos registros que ela alguma vez tenha namorado, ela nem sabe o que é ficar. Eu, ao contrário dela sei muito bem o que é ficar, mas meus amigos andam me confundindo ultimamente e vou contar três casos para vocês entenderem a minha dúvida.
Um amigo já está ficando com a garota já tem mais de um mês. Até aí tudo normal. Mas eles se falam todo santo dia, duas horas no telefone (o irmão dedurou), mais sei-lá-quantas horas no msn, ela tem prioridade sobre os amigos e ele me diz "Não estou namorando". Como assim? 2 horas no telefone? Pra mim é namoro.
O outro amigo fez todo o protocolo da conquista. Dizia que era só para, hum, conhecer a garota carnalmente...mas isso ele já fez, várias vezes....E o protocolo continua adicionado de mais horas no telefone, msn, e pesquisa no orkut. Diz que está só ficando mas discute a relação dia sim, dia não. "Não quero namorar, não estou namorando. Não quero perder a liberdade". Sei. E eu ainda tenho que escutar a pérola "O ideal seria que ela me dissesse que só quer sexo e que não ia sair com mais ninguém e ia ficar esperando eu ligar." Alôôôô!Pesquisa no orkut? Ciúme? Discutindo relação? Tá apaixonado? Desculpa, mas pra mim é namoro.
E para não dizer que é coisa de homem vou contar de uma amiga. Ela sai com o cara dia sim, e dia sim outra vez. Já se conheceram de todas as formas possíveis. Se falam no telefone todo dia e ele ainda dá conta do que vai fazer. Ela gosta e quer estar com ele. Aí ela me diz "Não estou namorando não, amiga, só ficando. Não dá pra levar ele pra conhecer o papai." Tá namorando sim! Nem que seja escondido!
Me ajudem a entender...mentiras sinceras me interessam.
Eu só sei que quem não está namorando sou eu.
16.11.05
Tia Helo e Schopenhauer
Tia Helo e Schopenhauer
Eu acabei de ler um livro chamado A Cura de Schopenhauer. O tal filósofo alemão (aliás, acho os filósofos mais conhecidos são alemães, deve ser o leite lá que os faz pensarem demais na vida), tido como um pessimista. Ele não acreditava na relação com outras pessoas (a quem ele chamava de bípedes) e pelo jeito era muito chato com quem ele tinha que se relacionar. Ele vivia da herança deixada pelo pai (que se matou) e não queria que mais nada atrapalhasse o seu trabalho de pensar na vida e fazer o que todos os filósofos fazem: escrever coisas que todos sabemos, mas não percebemos. O livro não é lá essas coisas, mas eu não sabia nada do Schopenhauer e foi uma boa introdução.
O que será que a Tia Helo ia achar dele? De cara posso dizer que, como todo filósofo, ele era ateu e isso a Tia Helo não perdoa.
Ele não se relacionava emocionalmente com ninguém, e, pensando bem, nem a Tia Helo.....só se for com “eles”.
O Schopenhauer não deixava de fazer sexo, aliás o autor deu a entender que ele até fazia muito.Tia Helo não assimila bem os desejos da carne e é apegada ao seu hímen.
Ele dizia que se perguntasse a qualquer homem no fim da vida se ele queria viver tudo outra vez ou a tranqüilidade da morte, que todos iam preferir morrer. Só se for ele, porque a Tia Helo é apegada demais as sobrinhas, a “eles” e até aos bichinhos do seu ecossistema, e ela ia querer fazer tudo outra vez.
Para ele o ser humano vive numa roda de vontade, saciar a vontade, e tédio. Quando o homem não sacia a vontade ele sofre. Então para ele a vida oscila entre a dor e o tédio. Ou seja, deixar de sofrer é renunciar as vontades. Difícil, hein? Mas a Tia Helo, nunca fica entediada, além de muitas vontades ela tem "eles" que a mantém distraída. Esse negócio de ir de encontro ao nada não é com ela.
E por fim, ele dizia que a gentileza amolece os homens assim como o fogo derrete a cera (ou algo parecido). A Tia Helo faltou essa aula.
Acho que a Tia Helo ia preferir um blind date com o Nietzsche.
Eu acabei de ler um livro chamado A Cura de Schopenhauer. O tal filósofo alemão (aliás, acho os filósofos mais conhecidos são alemães, deve ser o leite lá que os faz pensarem demais na vida), tido como um pessimista. Ele não acreditava na relação com outras pessoas (a quem ele chamava de bípedes) e pelo jeito era muito chato com quem ele tinha que se relacionar. Ele vivia da herança deixada pelo pai (que se matou) e não queria que mais nada atrapalhasse o seu trabalho de pensar na vida e fazer o que todos os filósofos fazem: escrever coisas que todos sabemos, mas não percebemos. O livro não é lá essas coisas, mas eu não sabia nada do Schopenhauer e foi uma boa introdução.
O que será que a Tia Helo ia achar dele? De cara posso dizer que, como todo filósofo, ele era ateu e isso a Tia Helo não perdoa.
Ele não se relacionava emocionalmente com ninguém, e, pensando bem, nem a Tia Helo.....só se for com “eles”.
O Schopenhauer não deixava de fazer sexo, aliás o autor deu a entender que ele até fazia muito.Tia Helo não assimila bem os desejos da carne e é apegada ao seu hímen.
Ele dizia que se perguntasse a qualquer homem no fim da vida se ele queria viver tudo outra vez ou a tranqüilidade da morte, que todos iam preferir morrer. Só se for ele, porque a Tia Helo é apegada demais as sobrinhas, a “eles” e até aos bichinhos do seu ecossistema, e ela ia querer fazer tudo outra vez.
Para ele o ser humano vive numa roda de vontade, saciar a vontade, e tédio. Quando o homem não sacia a vontade ele sofre. Então para ele a vida oscila entre a dor e o tédio. Ou seja, deixar de sofrer é renunciar as vontades. Difícil, hein? Mas a Tia Helo, nunca fica entediada, além de muitas vontades ela tem "eles" que a mantém distraída. Esse negócio de ir de encontro ao nada não é com ela.
E por fim, ele dizia que a gentileza amolece os homens assim como o fogo derrete a cera (ou algo parecido). A Tia Helo faltou essa aula.
Acho que a Tia Helo ia preferir um blind date com o Nietzsche.
12.11.05
+ Filmes
Filmes
Elizabethtown
Esse filme é do Cameron Crowe, ou seja, história pessoal com ótima trilha sonora.
Dessa vez o elfo/pirata/príncipe-de-Tróia/cavaleiro-das-cruzadas Orlando Bloom atualiza o guarda roupa e vira um designer de sapatos esportivos que dá um prejuízo de um bilhão de dólares na empresa. Aí ele decide se matar de uma maneira muito original e provavelmente dolorosa quando recebe um telefonema dizendo que seu pai morreu e ele tem que ir até a tal cidade do título pegar o corpo. No avião ele conhece uma aeromoça interessante, interessada e insistente. Ao chegar na cidadezinha ele encontra a família que ele desconhecia, típica do sul do EUA (barulhentos e cafonas), vê como seu pai era querido lá e como ele não conhecia bem o pai. Sentindo-se só ele liga pra aeromoça e falam h-o-r-a-s sobre tudo. Aí ela decide ajuda-lo a lidar com a morte do pai (eu disse que ela era insistente) e, de quebra, dar uns beijos na boca (no Orlando Bloom eu também queria). Bem, a festa de despedida do morto é o que há de melhor e o discurso da viúva é o mais engraçado do filme. Aí o designer-quase-suícida resolve levar as cinzas do pai para um road trip até a Califórnia. A aeromoça dá a ele um book com mapas, fotos, direções, roteiros turísticos e cds, muitos cds, 40 horas de música. Não vou contar o fim, adivinhem.
Eu achei um filme legal, não é tão bom quanto Quase Famosos, mas eu adoro comédias românticas, ainda mais com uma boa trilha sonora.
A Tia Helo ia gostar desse filme. É sobre família e tem música do segundo cantor preferido dela o Elton John (o primeiro é o Freddie Mercury). Para esse filme ela diria “ai, Jesus!” só 23 vezes.
Marcas da Violência
Só pelo título já da pra saber que a Tia Helo não ia gostar desse filme. E nem tem tanta violência assim, mas quando tem é bem executada e mais do que no contexto da história. Na verdade o filme é meio lento e faz com que se espere que algo aconteça, então quando acontece alguma coisa violenta sacia a expectativa. Não dá pra contar muito sobre esse filme sem ter um spoiler (uma pena porque teve uma cena que eu adorei), então vou deixar meus 5 leitores curiosos.
Eu gostei do filme, o Rei da Terra Média Viggo Mortensen está muito bem, uma das melhores expressões de arrependimento/depressão que eu vi ultimamente. A Tia Helo diria uns 187 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Jardineiro Fiel
O Fernando Cidade de Deus Meirelles conseguiu fazer de uma história sobre conspiração internacional no mundo farmacêutico em uma linda história de amor. Palmas pra ele! O Ralph Fiennes faz como ninguém um gentleman inglês que vive de olhos fechados tanto para os acontecimentos políticos como para as supostas traições de sua esposa. Ele é um diplomata na África que só tem atenção para suas plantas. Quando sua esposa morre, em circunstâncias duvidosas, ele parte para entender o mundo dela (que era ativista). O filme vai e vem com flasbacks, muitas cenas com câmera na mão, muito realismo em solo africano e um fim de fazer chorar. Eu gostei muito desse filme. Já a Tia Helo acho que não ia gostar muito...muita gente pobre sofrendo...ela diria “Ai Jesus!” 100 vezes.
Os 2 Filhos de Francisco
Eu tinha dito que só ia ver esse filme em dvd mas a Beth me convenceu a ir no cinema, e eu gostei. A primeira parte do filme é muito bem feita, com aquele interior de Goiás dos anos 70, as pessoas eram pobres mas eram felizes. É uma história boa que faz com que qualquer pessoa se identifique. E não se deixe enganar pelo seu Francisco, ele foi importante, mas como diz a mãe no fim “enquanto você sonhava eu criei os filhos acordada”....A Tia Helo ia gostar desse filme, acho que ela ia sentir falta da influência religiosa (afinal eles moravam no interior) porque em hora nenhuma ninguém vai na igreja, nem reza, nem aparece um padre. Para esse filme acho que ela diria só 12 “Ai, Jesus!”.
Elizabethtown
Esse filme é do Cameron Crowe, ou seja, história pessoal com ótima trilha sonora.
Dessa vez o elfo/pirata/príncipe-de-Tróia/cavaleiro-das-cruzadas Orlando Bloom atualiza o guarda roupa e vira um designer de sapatos esportivos que dá um prejuízo de um bilhão de dólares na empresa. Aí ele decide se matar de uma maneira muito original e provavelmente dolorosa quando recebe um telefonema dizendo que seu pai morreu e ele tem que ir até a tal cidade do título pegar o corpo. No avião ele conhece uma aeromoça interessante, interessada e insistente. Ao chegar na cidadezinha ele encontra a família que ele desconhecia, típica do sul do EUA (barulhentos e cafonas), vê como seu pai era querido lá e como ele não conhecia bem o pai. Sentindo-se só ele liga pra aeromoça e falam h-o-r-a-s sobre tudo. Aí ela decide ajuda-lo a lidar com a morte do pai (eu disse que ela era insistente) e, de quebra, dar uns beijos na boca (no Orlando Bloom eu também queria). Bem, a festa de despedida do morto é o que há de melhor e o discurso da viúva é o mais engraçado do filme. Aí o designer-quase-suícida resolve levar as cinzas do pai para um road trip até a Califórnia. A aeromoça dá a ele um book com mapas, fotos, direções, roteiros turísticos e cds, muitos cds, 40 horas de música. Não vou contar o fim, adivinhem.
Eu achei um filme legal, não é tão bom quanto Quase Famosos, mas eu adoro comédias românticas, ainda mais com uma boa trilha sonora.
A Tia Helo ia gostar desse filme. É sobre família e tem música do segundo cantor preferido dela o Elton John (o primeiro é o Freddie Mercury). Para esse filme ela diria “ai, Jesus!” só 23 vezes.
Marcas da Violência
Só pelo título já da pra saber que a Tia Helo não ia gostar desse filme. E nem tem tanta violência assim, mas quando tem é bem executada e mais do que no contexto da história. Na verdade o filme é meio lento e faz com que se espere que algo aconteça, então quando acontece alguma coisa violenta sacia a expectativa. Não dá pra contar muito sobre esse filme sem ter um spoiler (uma pena porque teve uma cena que eu adorei), então vou deixar meus 5 leitores curiosos.
Eu gostei do filme, o Rei da Terra Média Viggo Mortensen está muito bem, uma das melhores expressões de arrependimento/depressão que eu vi ultimamente. A Tia Helo diria uns 187 “Ai, Jesus!” para esse filme.
Jardineiro Fiel
O Fernando Cidade de Deus Meirelles conseguiu fazer de uma história sobre conspiração internacional no mundo farmacêutico em uma linda história de amor. Palmas pra ele! O Ralph Fiennes faz como ninguém um gentleman inglês que vive de olhos fechados tanto para os acontecimentos políticos como para as supostas traições de sua esposa. Ele é um diplomata na África que só tem atenção para suas plantas. Quando sua esposa morre, em circunstâncias duvidosas, ele parte para entender o mundo dela (que era ativista). O filme vai e vem com flasbacks, muitas cenas com câmera na mão, muito realismo em solo africano e um fim de fazer chorar. Eu gostei muito desse filme. Já a Tia Helo acho que não ia gostar muito...muita gente pobre sofrendo...ela diria “Ai Jesus!” 100 vezes.
Os 2 Filhos de Francisco
Eu tinha dito que só ia ver esse filme em dvd mas a Beth me convenceu a ir no cinema, e eu gostei. A primeira parte do filme é muito bem feita, com aquele interior de Goiás dos anos 70, as pessoas eram pobres mas eram felizes. É uma história boa que faz com que qualquer pessoa se identifique. E não se deixe enganar pelo seu Francisco, ele foi importante, mas como diz a mãe no fim “enquanto você sonhava eu criei os filhos acordada”....A Tia Helo ia gostar desse filme, acho que ela ia sentir falta da influência religiosa (afinal eles moravam no interior) porque em hora nenhuma ninguém vai na igreja, nem reza, nem aparece um padre. Para esse filme acho que ela diria só 12 “Ai, Jesus!”.
7.11.05
Teoria
Teoria
A Tia Helo nunca usou um computador. A Luizinha, sobrinha favorita, já disse aqui que ela ia achar tudo isso coisa do capeta. A Tia Helo já tem “amigos” que ninguém vê no mundo real, imagina se ela entrasse no mundo virtual de fato?
A teoria é: O que o msn junta o orkut separa.
O msn é aquela ferramenta que te ajuda a conversar com os amigos e com a pessoa desejada. Não tem olho no olho e a timidez fica escondida atrás da tela do computador e, as vezes, por centenas, milhares de quilômetros. Na conversa escrita tudo pode acontecer: você diz hahahahhaha e nem está rindo, ou ri muito e só escreve lá um hehe, não quer dizer nada e coloca um emoticon da vida que diz tudo, e por aí vai.
A conversa no msn pode ser antes ou depois de conhecer alguém. Se for antes a expectativa na hora do encontro é maior e acompanhada de decepção em muitos casos. Se for depois a decepção é menor (tem pessoas que não escrevem com emoção). Mas o fato é que o msn ta aí para fazer as pessoas se comunicarem, se relacionarem, tem até quem faça sexo lá (isso pra mim ainda é um mistério).
O orkut é a sua página, seu marketing pessoal, suas fotos, suas comunidades. Se alguém quer te conhecer vai logo lá, vê quem são seus amigos (e muitas vezes nem são), quem deixou um recado, que comunidades você faz parte, lê o seu perfil e por mais que se tente preservar as informações, uma vez no orkut é possível saber de tudo. E orkut entrega todo mundo. O orkut é terra de ninguém.
Então como funciona?
Para mulheres: você conhece o cara num barzinho, ou numa festa, amigo de um amigo, etc. Aí troca os e-mails, rola uma conversa no msn, depois mais alguns encontros (msn juntou). Aí você adiciona o cara no orkut vai lá e faz a pesquisa....De primeiro está tudo bem, aí você passa a ler os recadinhos diariamente e..... pimba! Descobre coisas que se não fosse a internet você só ia saber depois de muito tempo....ou nunca, claro que sempre são as coisas ruins porque as boas todo mundo sempre conta logo. (orkut separou)
Para homens: você conheceu uma garota legal, conversaram no msn, se encontraram e foi tudo ótimo (msn juntou). Depois você vai lá no orkut, faz a pesquisa, olha as comunidades, olha as fotos e deixa pra lá. Aí vocês já estão ficando, namorando, qualquer “ando” da vida, e um dia ela liga pra você dizendo que fulaninha deixou um recado no seu orkut (e você nem viu) e o “ando” acaba. (orkut separou)
Sei não, acho que o orkut contribui com a duração menor dos relacionamentos.
Claro que eu generalizei e as situações acima podem se inverter. Mas é que nós mulheres somos naturalmente curiosas.
Ao meu ver msn e orkut são facas de dois gumes, mas o msn é mais aliado e o orkut além de ser aliado pode ser inimigo.
E eu estou nos dois. Vou queimar no mármore do inferno.
A Tia Helo nunca usou um computador. A Luizinha, sobrinha favorita, já disse aqui que ela ia achar tudo isso coisa do capeta. A Tia Helo já tem “amigos” que ninguém vê no mundo real, imagina se ela entrasse no mundo virtual de fato?
A teoria é: O que o msn junta o orkut separa.
O msn é aquela ferramenta que te ajuda a conversar com os amigos e com a pessoa desejada. Não tem olho no olho e a timidez fica escondida atrás da tela do computador e, as vezes, por centenas, milhares de quilômetros. Na conversa escrita tudo pode acontecer: você diz hahahahhaha e nem está rindo, ou ri muito e só escreve lá um hehe, não quer dizer nada e coloca um emoticon da vida que diz tudo, e por aí vai.
A conversa no msn pode ser antes ou depois de conhecer alguém. Se for antes a expectativa na hora do encontro é maior e acompanhada de decepção em muitos casos. Se for depois a decepção é menor (tem pessoas que não escrevem com emoção). Mas o fato é que o msn ta aí para fazer as pessoas se comunicarem, se relacionarem, tem até quem faça sexo lá (isso pra mim ainda é um mistério).
O orkut é a sua página, seu marketing pessoal, suas fotos, suas comunidades. Se alguém quer te conhecer vai logo lá, vê quem são seus amigos (e muitas vezes nem são), quem deixou um recado, que comunidades você faz parte, lê o seu perfil e por mais que se tente preservar as informações, uma vez no orkut é possível saber de tudo. E orkut entrega todo mundo. O orkut é terra de ninguém.
Então como funciona?
Para mulheres: você conhece o cara num barzinho, ou numa festa, amigo de um amigo, etc. Aí troca os e-mails, rola uma conversa no msn, depois mais alguns encontros (msn juntou). Aí você adiciona o cara no orkut vai lá e faz a pesquisa....De primeiro está tudo bem, aí você passa a ler os recadinhos diariamente e..... pimba! Descobre coisas que se não fosse a internet você só ia saber depois de muito tempo....ou nunca, claro que sempre são as coisas ruins porque as boas todo mundo sempre conta logo. (orkut separou)
Para homens: você conheceu uma garota legal, conversaram no msn, se encontraram e foi tudo ótimo (msn juntou). Depois você vai lá no orkut, faz a pesquisa, olha as comunidades, olha as fotos e deixa pra lá. Aí vocês já estão ficando, namorando, qualquer “ando” da vida, e um dia ela liga pra você dizendo que fulaninha deixou um recado no seu orkut (e você nem viu) e o “ando” acaba. (orkut separou)
Sei não, acho que o orkut contribui com a duração menor dos relacionamentos.
Claro que eu generalizei e as situações acima podem se inverter. Mas é que nós mulheres somos naturalmente curiosas.
Ao meu ver msn e orkut são facas de dois gumes, mas o msn é mais aliado e o orkut além de ser aliado pode ser inimigo.
E eu estou nos dois. Vou queimar no mármore do inferno.
6.11.05
Luizinha Voltou...
Luizinha Voltou...
Queridos:
Andei meio rebelde mas estou de volta no pedaço. Minha vida estava meio conturbada mas agora está entrando nos eixos.
Ká, vou entrar firme e forte nos posts em novembro. Sei que estou um pouco atrasada hehehe...
Bem, como todos sabem, a tia Helo é uma pessoa super conservadora de hábitos tradicionais. Ela vem de uma época em que piercings e tatuagens não existiam. E quem possuía tatuagens eram bandidos e estivadores do cais do porto.
Muita coisa mudou de lá para cá. Hoje em dia , as tatoos e os piercings são vistos como forma de expressão ou apenas uma maneira de enfeitar o corpo. Não tem mais significado de sub mundo.
Euzinha por exemplo, perua desde a mamadeira, me expresso através das minhas bolsas, das minhas miçangas e dos meus sapatinhos fresquinhos. Mas como sou uma mulher antenada com mundo a minha volta, possuo um amigo muito querido que possui 11 tatuagens em lugares estratégicos do corpo. Será que a tia Helo iria gostar de ver a sobrinha querida saindo com um moço digamos alternativo? O que ela acharia do encontro de tribos tão distintas? Será que ela teria um infarto de susto com as 11 tatuagens?
Queridos:
Andei meio rebelde mas estou de volta no pedaço. Minha vida estava meio conturbada mas agora está entrando nos eixos.
Ká, vou entrar firme e forte nos posts em novembro. Sei que estou um pouco atrasada hehehe...
Bem, como todos sabem, a tia Helo é uma pessoa super conservadora de hábitos tradicionais. Ela vem de uma época em que piercings e tatuagens não existiam. E quem possuía tatuagens eram bandidos e estivadores do cais do porto.
Muita coisa mudou de lá para cá. Hoje em dia , as tatoos e os piercings são vistos como forma de expressão ou apenas uma maneira de enfeitar o corpo. Não tem mais significado de sub mundo.
Euzinha por exemplo, perua desde a mamadeira, me expresso através das minhas bolsas, das minhas miçangas e dos meus sapatinhos fresquinhos. Mas como sou uma mulher antenada com mundo a minha volta, possuo um amigo muito querido que possui 11 tatuagens em lugares estratégicos do corpo. Será que a tia Helo iria gostar de ver a sobrinha querida saindo com um moço digamos alternativo? O que ela acharia do encontro de tribos tão distintas? Será que ela teria um infarto de susto com as 11 tatuagens?
Jornal
Jornal
A Tia Helo se atualizava através dos sei-lá-quantos jornais que ela lia diariamente.... É que agora, no spa da terceira idade, ela não ascende a luz nem abre a janela para "eles" não entrarem.
Mas quando ela lia, era fã do Joelmir Betting, só porque ele é católico. Tia Helo não entendia uma frase da coluna dele, mas lia do mesmo jeito. Vai ver o Joelmir sempre apontava "eles" como responsáveis pela situação econômica do país e "deles" a Tia Helo sabe tudo.
A Tia Helo se atualizava através dos sei-lá-quantos jornais que ela lia diariamente.... É que agora, no spa da terceira idade, ela não ascende a luz nem abre a janela para "eles" não entrarem.
Mas quando ela lia, era fã do Joelmir Betting, só porque ele é católico. Tia Helo não entendia uma frase da coluna dele, mas lia do mesmo jeito. Vai ver o Joelmir sempre apontava "eles" como responsáveis pela situação econômica do país e "deles" a Tia Helo sabe tudo.
3.11.05
1.11.05
Diálogo
Diálogo
Dois indivíduos do sexo masculino numa conversa casual em algum lugar da capital cearense.
- Macho, tu vai saí hoje?
- Macho, acho que eu vô no Marromeno, macho.
- Mas, macho, lá só tem gato réi.
- Eu sei macho, a menina que eu tô paquerano butô um buneco doido pra sair hoje e eu acho que ela vai ta lá.
- Macho, tu tá pensano o que? Mulé bunequeira é o maior pau no cu.
- Eu sei, macho.
- Então macho, vamo no Mucuripe que lá tem o Mr. Babão hoje.
- Macho, num sei não, é o maior buneco para entrar aquela boate onde ele toca, macho.
- Égua, macho, deixa de ser bunequeiro! O Paulim (Joãozim, Pedrim....) coloca a gente pra dentro, mó limpeza ó, macho.
- Aié, macho?! Então eu vô. A rapariga que se dane.
Esse post foi para os meus primos que, de vez em quando, falam assim e quem sabe lendo isso aqui eles param.
Até pensei em traduzir, mas quem quiser saber me manda um e-mail.
À Tia Helo eu peço mil desculpas aos 200 atentados a língua portuguesa, e pelos palavrões, mas o pessoal aqui no Ceará fala assim mesmo.
Obrigada ao Rafael pela inspiração aí nos comentários.
Dois indivíduos do sexo masculino numa conversa casual em algum lugar da capital cearense.
- Macho, tu vai saí hoje?
- Macho, acho que eu vô no Marromeno, macho.
- Mas, macho, lá só tem gato réi.
- Eu sei macho, a menina que eu tô paquerano butô um buneco doido pra sair hoje e eu acho que ela vai ta lá.
- Macho, tu tá pensano o que? Mulé bunequeira é o maior pau no cu.
- Eu sei, macho.
- Então macho, vamo no Mucuripe que lá tem o Mr. Babão hoje.
- Macho, num sei não, é o maior buneco para entrar aquela boate onde ele toca, macho.
- Égua, macho, deixa de ser bunequeiro! O Paulim (Joãozim, Pedrim....) coloca a gente pra dentro, mó limpeza ó, macho.
- Aié, macho?! Então eu vô. A rapariga que se dane.
Esse post foi para os meus primos que, de vez em quando, falam assim e quem sabe lendo isso aqui eles param.
Até pensei em traduzir, mas quem quiser saber me manda um e-mail.
À Tia Helo eu peço mil desculpas aos 200 atentados a língua portuguesa, e pelos palavrões, mas o pessoal aqui no Ceará fala assim mesmo.
Obrigada ao Rafael pela inspiração aí nos comentários.
29.10.05
Interior do Ceará
Interior do Ceará
O meu bisavô era cabra macho dono de muitas terras no interior do Ceará, num lugar chamado Morada Nova. Quando ele tinha não-sei-quantos anos um raio caiu na cabeça dele mas ele não morreu não...foi ser tratado no Rio de Janeiro e voltou para tomar conta de seus negócios. Ele mandou o meu avô estudar medicina na Bahia e lá meu avô conheceu minha avó, voltaram pro Ceará, casaram, tiveram filhos e meu avô foi construir um centro médico no interior. Aí ele aproveitou e foi prefeito de Morada Nova por 2 mandatos. Claro que depois veio todo mundo para Fortaleza e aí é outra história.
Bem, tudo isso pra dizer que eu fui pela primeira vez em Morada Nova. Foi preciso um senhor (primo muuuuuuito distante) escrever um livro sobre as famílias fundadoras da cidade para eu ir até lá. Eu e uma boa parte da família.
No caminho se vê muitas árvores secas, pequenas fazendas e sítios. A cidade mesmo é só a praça principal com a igreja (é claro) e umas 3 ruas adjacentes (uma delas com o nome do bisavô). O calor era grande e é uma pena que a cidade não seja arborizada (mas era, eu vi nas fotos). Hoje devia ser o dia de trazer a colheita e fazer trocas e compras porque tinha uma fila de paus-de-arara causando um engarrafamento na rua principal. E muitas, muitas motos.... É uma região pobre, mas a pobreza rural tem um que de ingenuidade, dignidade e solidariedade.
O tal evento era uma missa, onde o padre fez o favor de informar que humilde vem de húmus (??? eu logo imaginei minhocas....na cabeça dele), e um coquetel de lançamento do livro.
Até hoje eu não tinha nenhuma pretensão literária, mas depois que eu descobri que existe a Academia Moradanovense de História e Letras, um grupo seleto de 10 pessoas, me veio um desejo misterioso de querer usar o babador roxo com detalhes dourados que é o uniforme da AMHL.
A Tia Helo não é dessa família (a dela é do Matogrosso). Mas acho que a Tia Helo mandou "eles" falarem com a minha mãe porque ela teve uma recaída católica e até comungou.
O meu bisavô era cabra macho dono de muitas terras no interior do Ceará, num lugar chamado Morada Nova. Quando ele tinha não-sei-quantos anos um raio caiu na cabeça dele mas ele não morreu não...foi ser tratado no Rio de Janeiro e voltou para tomar conta de seus negócios. Ele mandou o meu avô estudar medicina na Bahia e lá meu avô conheceu minha avó, voltaram pro Ceará, casaram, tiveram filhos e meu avô foi construir um centro médico no interior. Aí ele aproveitou e foi prefeito de Morada Nova por 2 mandatos. Claro que depois veio todo mundo para Fortaleza e aí é outra história.
Bem, tudo isso pra dizer que eu fui pela primeira vez em Morada Nova. Foi preciso um senhor (primo muuuuuuito distante) escrever um livro sobre as famílias fundadoras da cidade para eu ir até lá. Eu e uma boa parte da família.
No caminho se vê muitas árvores secas, pequenas fazendas e sítios. A cidade mesmo é só a praça principal com a igreja (é claro) e umas 3 ruas adjacentes (uma delas com o nome do bisavô). O calor era grande e é uma pena que a cidade não seja arborizada (mas era, eu vi nas fotos). Hoje devia ser o dia de trazer a colheita e fazer trocas e compras porque tinha uma fila de paus-de-arara causando um engarrafamento na rua principal. E muitas, muitas motos.... É uma região pobre, mas a pobreza rural tem um que de ingenuidade, dignidade e solidariedade.
O tal evento era uma missa, onde o padre fez o favor de informar que humilde vem de húmus (??? eu logo imaginei minhocas....na cabeça dele), e um coquetel de lançamento do livro.
Até hoje eu não tinha nenhuma pretensão literária, mas depois que eu descobri que existe a Academia Moradanovense de História e Letras, um grupo seleto de 10 pessoas, me veio um desejo misterioso de querer usar o babador roxo com detalhes dourados que é o uniforme da AMHL.
A Tia Helo não é dessa família (a dela é do Matogrosso). Mas acho que a Tia Helo mandou "eles" falarem com a minha mãe porque ela teve uma recaída católica e até comungou.
25.10.05
Ceará
Ceará
Da Bahia para o Ceará. Nem sei mais se estou indo ou voltando. A vida com uma mala pequena.
Eu estou em Fortaleza, cidade do sol e do vento. Aqui faz calor, muito calor, mas a brisa constante camufla a temperatura e nos deixa a vontade (na sombra).
Fortaleza é uma cidade mutante. Aqui derrubam prédios velhos (as vezes históricos), constroem prédios novos (o lema aqui é destruir para construir), mudam o sentido das ruas.... Depois de seis meses fora já mudaram tantas coisas que as vezes eu até perco o ponto de referência. Já foi pior (antes bastava um mês fora para trocarem o sentido das ruas), acho que isso indica que, finalmente, algumas coisas vieram para ficar(pelo menos mais de 6 meses) e que chegaram a uma conclusão no planejamento urbano. A única coisa aqui que não muda é o cearense....
Bom mesmo é ver os amigos!!
A Tia Helo? Ela ia gostar mesmo era de Juazeiro do Norte, onde tem a estátua do Padre Cícero.
Da Bahia para o Ceará. Nem sei mais se estou indo ou voltando. A vida com uma mala pequena.
Eu estou em Fortaleza, cidade do sol e do vento. Aqui faz calor, muito calor, mas a brisa constante camufla a temperatura e nos deixa a vontade (na sombra).
Fortaleza é uma cidade mutante. Aqui derrubam prédios velhos (as vezes históricos), constroem prédios novos (o lema aqui é destruir para construir), mudam o sentido das ruas.... Depois de seis meses fora já mudaram tantas coisas que as vezes eu até perco o ponto de referência. Já foi pior (antes bastava um mês fora para trocarem o sentido das ruas), acho que isso indica que, finalmente, algumas coisas vieram para ficar(pelo menos mais de 6 meses) e que chegaram a uma conclusão no planejamento urbano. A única coisa aqui que não muda é o cearense....
Bom mesmo é ver os amigos!!
A Tia Helo? Ela ia gostar mesmo era de Juazeiro do Norte, onde tem a estátua do Padre Cícero.
19.10.05
Bahia 2
Bahia 2
Vocês já sabem que a Tia Helo é apreciadora de junk food. A comida baiana não é junk mas é heavy.... então acho que ela ia adorar comer um acarajé bem recheado com uma cocada de sobremesa. Calorias não são um problema para ela.
A Bahia, Salvador na verdade, tem algumas coisas que eu não entendo.
1. Como é que uma cidade que é destino turístico no Brasil (nacional e internacional) é tão esculhambada? O prefeito aqui parece só se importar com o asfalto (que é um tapete).
2. Por que todos os soteropolitanos (vai olhar no dicionário) acham que eu sou estrangeira? Só falam comigo bem devagar (mais do que o normal), bem alto e com muitos gestos como se eu não entendesse. As vezes eles até arriscam um portunhol, vai entender....
3. O excesso de axé music. Com tantos artistas da mpb bons aqui só toca esse entupimento de ouvido. Eu vi uma passeata de jovens católicos no centro da cidade, acompanhados de um trio elétrico tocando músicas religiosas em ritmo de axé, com as mulheres rebolando e até vendedor ambulante de cerveja. A Tia Helo ia ter certeza de que o fim do mundo chegou.
Algumas coisas eu gostei bastante. Uma foi um grupo de mulheres tocando tambores subindo e descendo as ladeiras do Pelourinho, melhor que o Olodum. Outra foi outro grupo tocando tambores numa missa também numa daquelas igrejas do Pelourinho, cheia de turista (será que a Tia Helo ia aprovar isso?).
Amanhã eu me despeço da Bahia e vou para o próximo destino.....
Vocês já sabem que a Tia Helo é apreciadora de junk food. A comida baiana não é junk mas é heavy.... então acho que ela ia adorar comer um acarajé bem recheado com uma cocada de sobremesa. Calorias não são um problema para ela.
A Bahia, Salvador na verdade, tem algumas coisas que eu não entendo.
1. Como é que uma cidade que é destino turístico no Brasil (nacional e internacional) é tão esculhambada? O prefeito aqui parece só se importar com o asfalto (que é um tapete).
2. Por que todos os soteropolitanos (vai olhar no dicionário) acham que eu sou estrangeira? Só falam comigo bem devagar (mais do que o normal), bem alto e com muitos gestos como se eu não entendesse. As vezes eles até arriscam um portunhol, vai entender....
3. O excesso de axé music. Com tantos artistas da mpb bons aqui só toca esse entupimento de ouvido. Eu vi uma passeata de jovens católicos no centro da cidade, acompanhados de um trio elétrico tocando músicas religiosas em ritmo de axé, com as mulheres rebolando e até vendedor ambulante de cerveja. A Tia Helo ia ter certeza de que o fim do mundo chegou.
Algumas coisas eu gostei bastante. Uma foi um grupo de mulheres tocando tambores subindo e descendo as ladeiras do Pelourinho, melhor que o Olodum. Outra foi outro grupo tocando tambores numa missa também numa daquelas igrejas do Pelourinho, cheia de turista (será que a Tia Helo ia aprovar isso?).
Amanhã eu me despeço da Bahia e vou para o próximo destino.....
17.10.05
Beata's fashion
Beata's Fashion:
Quem conhece sabe, Tia Helo tem uma singularidade para escolher suas roupas que eu carinhosamente chamo de beata's fashion.
Quando eram mais jovem,usava brincos,batons (pasmem) e perfume francês.O preferido é um antigo da givenchy que eu não lembro o nome mas que ela carinhosamente chama de givênchi.
Tinha paixão por sapatos,comprava um bando de pares e as vezes nem usava.Mas tinha que ter pois era fiel a um vendedor de uma loja que nem existe mais, a Polar. Como já deu para notar existe fidelidade em tudo que a Tia Helo faz, inclusive em suas futlidades.
As roupas...ai ai ai as roupas da Tia Helo.Vocês conhecem aquele modelito colégio interno da década de 60, blusinha de botão(não pode ser transparente) com saia reta abaixo do joelho, bem abaixo e mocassim marrom ou azul-marinho.
E aqueles casaquinhos que se chamam cardigans.Os tios do twin set.
E outra paixão da Tia Helo são os vestidinhos.Aqueles tipo noviça rebelde em dia de folga.
Como vocês podem ver, existe consumo em todas as áreas, inclusive no mundo religioso das beatas.
Quem conhece sabe, Tia Helo tem uma singularidade para escolher suas roupas que eu carinhosamente chamo de beata's fashion.
Quando eram mais jovem,usava brincos,batons (pasmem) e perfume francês.O preferido é um antigo da givenchy que eu não lembro o nome mas que ela carinhosamente chama de givênchi.
Tinha paixão por sapatos,comprava um bando de pares e as vezes nem usava.Mas tinha que ter pois era fiel a um vendedor de uma loja que nem existe mais, a Polar. Como já deu para notar existe fidelidade em tudo que a Tia Helo faz, inclusive em suas futlidades.
As roupas...ai ai ai as roupas da Tia Helo.Vocês conhecem aquele modelito colégio interno da década de 60, blusinha de botão(não pode ser transparente) com saia reta abaixo do joelho, bem abaixo e mocassim marrom ou azul-marinho.
E aqueles casaquinhos que se chamam cardigans.Os tios do twin set.
E outra paixão da Tia Helo são os vestidinhos.Aqueles tipo noviça rebelde em dia de folga.
Como vocês podem ver, existe consumo em todas as áreas, inclusive no mundo religioso das beatas.
16.10.05
Bahia
Bahia
Vim passar uma semana em Salvador. A Tia Helo gostaria muito daqui, afinal dizem que tem 365 igrejas, uma cada dia do ano. A Tia Helo ia poder perturbar 365 padres diferentes. Por outro lado, acho que a Tia Helo não ia gostar muito da música axé e tudo que acompanha (muita gente rebolando e suando).
Mas eu adoro a Bahia. Confesso que mais as praias e a Chapada Diamantina do que a capital. Salvador é uma cidade grande, um pouco suja com construções históricas muito interessantes (mal conservadas) e excesso de axé music (confesso que odeio).
Aqui na Bahia tudo é lento. O motorista de taxi demorou mais de 40 minutos para percorrer 25km (sem trânsito). O menino do hotel explicou as coisas do quarto tão devagar que dava para eu tirar uma soneca no meio. E assim a gente se adapta e não se estressa porque nem adianta, nem vale a pena....meu rei...
Vim passar uma semana em Salvador. A Tia Helo gostaria muito daqui, afinal dizem que tem 365 igrejas, uma cada dia do ano. A Tia Helo ia poder perturbar 365 padres diferentes. Por outro lado, acho que a Tia Helo não ia gostar muito da música axé e tudo que acompanha (muita gente rebolando e suando).
Mas eu adoro a Bahia. Confesso que mais as praias e a Chapada Diamantina do que a capital. Salvador é uma cidade grande, um pouco suja com construções históricas muito interessantes (mal conservadas) e excesso de axé music (confesso que odeio).
Aqui na Bahia tudo é lento. O motorista de taxi demorou mais de 40 minutos para percorrer 25km (sem trânsito). O menino do hotel explicou as coisas do quarto tão devagar que dava para eu tirar uma soneca no meio. E assim a gente se adapta e não se estressa porque nem adianta, nem vale a pena....meu rei...
14.10.05
Calorzinho Básico
Calorzinho Básico
Eu não sei como está o tempo onde vocês estão, mas aqui no Rio (tá, eu estou em Macaé, argh!) está fazendo um calor do inferno (ops! desculpa, Tia Helo). Olhei pro termômetro quase em choque: 39 graus, no limite da razão e sem brisa. O que aconteceu com os agradáveis 25 graus que vinha fazendo nas últimas semanas? Máximas de 30 e mínimas de 18/20? E olha que ainda estamos em outubro! Ai, que saudade do friozinho....
Deve ser algum efeito do aquecimento global. Está acontecendo prá todo lado: furacões, tufões, tsunamis, enchentes...Pensando bem um calorzinho infernal (ops! escapou!) é o de menos.
Tia Helo provavelmente diria: "Que aquecimento global que nada, foram 'eles' que puxaram o fio do ar condicionado da tomada!"
Eu não sei como está o tempo onde vocês estão, mas aqui no Rio (tá, eu estou em Macaé, argh!) está fazendo um calor do inferno (ops! desculpa, Tia Helo). Olhei pro termômetro quase em choque: 39 graus, no limite da razão e sem brisa. O que aconteceu com os agradáveis 25 graus que vinha fazendo nas últimas semanas? Máximas de 30 e mínimas de 18/20? E olha que ainda estamos em outubro! Ai, que saudade do friozinho....
Deve ser algum efeito do aquecimento global. Está acontecendo prá todo lado: furacões, tufões, tsunamis, enchentes...Pensando bem um calorzinho infernal (ops! escapou!) é o de menos.
Tia Helo provavelmente diria: "Que aquecimento global que nada, foram 'eles' que puxaram o fio do ar condicionado da tomada!"
13.10.05
Interpol
Interpol
Se a Tia Helo não tivesse escolhido ser professora de português e beata, ela teria uma vaga garantida na Interpol. Tia Helo tem o dom de achar pessoas, e quando ela acha não saem nunca da sua mira.
Uma vez sua sobrinha favorita resolveu dar uma volta na Praça Saens Pena (é, meus amigos, a Tia Helo é local da Tijuca) com uma amiga e sua mãe disse para ela ir com a sua, hum, mais do que querida, Tia Helo. A sobrinha em estado de choque com essa tarefa logo saiu de casa,sem ninguém ver, com um head start de meia hora. Lá estava ela, a sobrinha, feliz da vida caminhando com a amiga entre as centenas, não, milhares de pessoas que transitam pela Praça quando ela escuta aquela voz fina e estridente lá looonge....
"Luuiiiiiziiiiiiinhaa...."
A sobrinha começou a correr no melhor estilo gato fugindo e a Tia Helo andando bem calma, assim como o Pepe Le Pew (o gambá), a alcançou e disse:
"Luiziiinha, você esqueceu o guarda-chuva, e agora vamos."
Alôôô pessoal da Interpol!! Chama a Tia Helo que vocês acham o Osama rapidinho.
Se a Tia Helo não tivesse escolhido ser professora de português e beata, ela teria uma vaga garantida na Interpol. Tia Helo tem o dom de achar pessoas, e quando ela acha não saem nunca da sua mira.
Uma vez sua sobrinha favorita resolveu dar uma volta na Praça Saens Pena (é, meus amigos, a Tia Helo é local da Tijuca) com uma amiga e sua mãe disse para ela ir com a sua, hum, mais do que querida, Tia Helo. A sobrinha em estado de choque com essa tarefa logo saiu de casa,sem ninguém ver, com um head start de meia hora. Lá estava ela, a sobrinha, feliz da vida caminhando com a amiga entre as centenas, não, milhares de pessoas que transitam pela Praça quando ela escuta aquela voz fina e estridente lá looonge....
"Luuiiiiiziiiiiiinhaa...."
A sobrinha começou a correr no melhor estilo gato fugindo e a Tia Helo andando bem calma, assim como o Pepe Le Pew (o gambá), a alcançou e disse:
"Luiziiinha, você esqueceu o guarda-chuva, e agora vamos."
Alôôô pessoal da Interpol!! Chama a Tia Helo que vocês acham o Osama rapidinho.
11.10.05
PPC
PPC
A Tia Helo detém o título de rainha PPC, pelo simples motivo que ela é a PPC mais velha, em atividade, que eu conheço. PPC? Passional, Possessiva e Ciumenta. A Tia Helo não brinca em serviço. E olha que ela nem é filha única, aliás ela é uma em 14 irmãos e irmãs, numa família que faria Nelson Rodrigues corar - mas essa é outra história (e será contada).
Como a Tia Helo é celibatária, e ela tem que aceitar que Jesus não é homem para uma só pessoa, os grandes alvos da sua PPCzice são as suas sobrinhas.
Uma vez eu fui comer o almoço "saudável"(a tal pizza de muzzarela purificadora) da sexta-feira na casa da sua sobrinha. Ao me ver entrando ela simplesmente me deu as costas e não falou comigo. Aquele era o dia dela, a comida dela, as sobrinhas dela...ai de mim invadir esse espaço.
Uma demonstração clássica foi quando a sobrinha favorita comprou balas para a sobrinha-neta da Tia Helo. Ela, então, resolveu rivalizar com a menina de 10 anos exigindo ( notem bem o 'exigindo') um pacote de balas só para ela.
E agora que suas sobrinhas tem outras preocupações a Tia Helo ainda exige mais atenção (através do telefone, insistente), consegue e não tá nem aí pro resto do mundo. PPC profissional.
A Tia Helo detém o título de rainha PPC, pelo simples motivo que ela é a PPC mais velha, em atividade, que eu conheço. PPC? Passional, Possessiva e Ciumenta. A Tia Helo não brinca em serviço. E olha que ela nem é filha única, aliás ela é uma em 14 irmãos e irmãs, numa família que faria Nelson Rodrigues corar - mas essa é outra história (e será contada).
Como a Tia Helo é celibatária, e ela tem que aceitar que Jesus não é homem para uma só pessoa, os grandes alvos da sua PPCzice são as suas sobrinhas.
Uma vez eu fui comer o almoço "saudável"(a tal pizza de muzzarela purificadora) da sexta-feira na casa da sua sobrinha. Ao me ver entrando ela simplesmente me deu as costas e não falou comigo. Aquele era o dia dela, a comida dela, as sobrinhas dela...ai de mim invadir esse espaço.
Uma demonstração clássica foi quando a sobrinha favorita comprou balas para a sobrinha-neta da Tia Helo. Ela, então, resolveu rivalizar com a menina de 10 anos exigindo ( notem bem o 'exigindo') um pacote de balas só para ela.
E agora que suas sobrinhas tem outras preocupações a Tia Helo ainda exige mais atenção (através do telefone, insistente), consegue e não tá nem aí pro resto do mundo. PPC profissional.
9.10.05
Voto NÃO
NÃO
A Tia Helo não possui armas, nunca possuiu, nunca precisou. Qualquer assaltante que invadisse o apartamento dela ou ia morrer de raiva ou ia morrer em consequência dos inúmeros fungos e bactérias que habitam o ecossistema particular dela. Mas acho que ela gostaria de saber que, se quisesse, poderia comprar uma arma legalmente, e isso não é fácil porque além de já existirem leis que regulamentam essa compra e a posse, não se acha armas no shopping e nem em lojas no centro da cidade. Aliás é mais fácil comprar uma ilgealmente e a proibição ao comércio só vai aumentar esse mercado.
Eu sou a favor do desarmamento (principalmente dos bandidos), sei que quem não sabe atirar corre mais risco com uma arma na mão, mas esse tem que ser um processo educativo e não proibitivo. O dinheiro gasto pelo governo nesse referendo onde o que é relamente colocado em pauta é o direito do cidadão (a ligítima defesa, de comprar ou não uma arma, de decidir, etc.), deveria ter sido aplicada no policiameno preventivo, na requalificação das polícias, na reforma da justiça, na educação....a lista é longa.
Por isso eu vou votar NÃO à proibição do comércio de armas de fogo. E a Tia Helo também, afinal ela sabe o que "eles" estão querendo.
A Tia Helo não possui armas, nunca possuiu, nunca precisou. Qualquer assaltante que invadisse o apartamento dela ou ia morrer de raiva ou ia morrer em consequência dos inúmeros fungos e bactérias que habitam o ecossistema particular dela. Mas acho que ela gostaria de saber que, se quisesse, poderia comprar uma arma legalmente, e isso não é fácil porque além de já existirem leis que regulamentam essa compra e a posse, não se acha armas no shopping e nem em lojas no centro da cidade. Aliás é mais fácil comprar uma ilgealmente e a proibição ao comércio só vai aumentar esse mercado.
Eu sou a favor do desarmamento (principalmente dos bandidos), sei que quem não sabe atirar corre mais risco com uma arma na mão, mas esse tem que ser um processo educativo e não proibitivo. O dinheiro gasto pelo governo nesse referendo onde o que é relamente colocado em pauta é o direito do cidadão (a ligítima defesa, de comprar ou não uma arma, de decidir, etc.), deveria ter sido aplicada no policiameno preventivo, na requalificação das polícias, na reforma da justiça, na educação....a lista é longa.
Por isso eu vou votar NÃO à proibição do comércio de armas de fogo. E a Tia Helo também, afinal ela sabe o que "eles" estão querendo.
7.10.05
(Sexo) Shhhhhh!
(Sexo) Shhhhhh!
A Tia Helo não sabe nada de (sexo). Ou pelo menos eu acho que não. Ela é celibatária.... há décadas. Nos últimos meses ela iria se orgulhar de mim. Não tenho intenção NENHUMA de bater o recorde dela, afinal a Tia Helo é muito apegada ao seu hímen. Mas quando numa aula de ioga eu começo a suar mais por pensar em atos, hum, digamos, naturais com o professor (só porque ele estava pegando na minha barriga para ensinar a respirar) do que pelas posições difíceis, é sinal que a Tia Helo precisa ter muita, muita, muita vergonha de mim.....pra já!
A Tia Helo não sabe nada de (sexo). Ou pelo menos eu acho que não. Ela é celibatária.... há décadas. Nos últimos meses ela iria se orgulhar de mim. Não tenho intenção NENHUMA de bater o recorde dela, afinal a Tia Helo é muito apegada ao seu hímen. Mas quando numa aula de ioga eu começo a suar mais por pensar em atos, hum, digamos, naturais com o professor (só porque ele estava pegando na minha barriga para ensinar a respirar) do que pelas posições difíceis, é sinal que a Tia Helo precisa ter muita, muita, muita vergonha de mim.....pra já!
5.10.05
Nóia
Nóia
Primeiro vem o preconceito, depois a desconfiança e por fim a paranóia. Geralmente é assim que funciona. A paranóia só era atingida por poucos, e esses eram taxados de loucos. Hoje parece que é um estado coletivo, foi alavancado ao status de normal devido a situação atual de violência e terrorismo. Os americanos que o digam, uma nação de noiados.
A tia Helo já está nessa há muito tempo, afinal ela é uma visionária (no duplo sentido mesmo)e sempre soube que "eles" existiam. Mas antes "deles" aparecerem (ou não) ela desconfiava de suas irmãs. Tia Helo nunca comprou um apartamento com medo que algumas delas envenassem o feijão para ficar com a herança.
Primeiro vem o preconceito, depois a desconfiança e por fim a paranóia. Geralmente é assim que funciona. A paranóia só era atingida por poucos, e esses eram taxados de loucos. Hoje parece que é um estado coletivo, foi alavancado ao status de normal devido a situação atual de violência e terrorismo. Os americanos que o digam, uma nação de noiados.
A tia Helo já está nessa há muito tempo, afinal ela é uma visionária (no duplo sentido mesmo)e sempre soube que "eles" existiam. Mas antes "deles" aparecerem (ou não) ela desconfiava de suas irmãs. Tia Helo nunca comprou um apartamento com medo que algumas delas envenassem o feijão para ficar com a herança.
4.10.05
Imagem
2.10.05
Cinema
Cinema
A Tia Helo gosta de cinema, mas é claro que depende do filme. Ela, obviamente, aprecia os filmes religiosos (Os 10 Mandamentos, etc...) e não tão obviamente os desenhos animados (Tom & Jerry é um dos favoritos, acreditem, ela é da época que eles passavam no cinema). Tenho certeza que se ela fosse ao cinema hoje em dia ela seria a primeira nas sessões de estréia dos filmes do Padre Marcelo.
Essa semana eu fui ao Festival Internacional de Cinema do Rio. Consegui comprar ingresso para ver 3 filmes. O primeiro foi Crash, um fime com várias histórias nas quais os personagens vão se encontrando, e é sobre preconceito. Gostei desse filme. A Tia Helo provavelmente não gostaria, tem muito palavrão, violência....ela teria dito "Ai, Jesus" umas 150 vezes.
O segundo foi Os Reis de Dogtown, que eu adorei. É sobre os pioneiros do skate nos EUA. Tem muitas cenas boas deles descendo as paredes das piscinas na California, tem surf, tem muito rock n' roll, algumas drogas, adrenalina, e é uma história real. Vale a pena pegar o documentário em DVD para ver (Dogtown and Z-Boys). A Tia Helo também não ia gostar desse filme, pelo menos uns 273 "Ai Jesus!".
E o terceiro foi Last Days. Nesse eu tive a companhia da muito simpática Betty Lago e seus amigos. Esse filme é sobre os últimos dias do Kurt Cobain. E foi chato. Mas acho que não tem nada de muito interessante mesmo em 5 pessoas que ficam se drogando numa casa no meio do mato e o barato não passa nunca. Muito melhor ler a biografia, pelo menos dá para entender melhor a vida e a morte dele. A Betty também achou chato. A Tia Helo com certeza não ia gostar desse filme, mesmo tendo uma cena com 2 mórmons tentando converter os drogados. Ela diria uns 538 "Ai Jesus!" para Last Days.
A Tia Helo gosta de cinema, mas é claro que depende do filme. Ela, obviamente, aprecia os filmes religiosos (Os 10 Mandamentos, etc...) e não tão obviamente os desenhos animados (Tom & Jerry é um dos favoritos, acreditem, ela é da época que eles passavam no cinema). Tenho certeza que se ela fosse ao cinema hoje em dia ela seria a primeira nas sessões de estréia dos filmes do Padre Marcelo.
Essa semana eu fui ao Festival Internacional de Cinema do Rio. Consegui comprar ingresso para ver 3 filmes. O primeiro foi Crash, um fime com várias histórias nas quais os personagens vão se encontrando, e é sobre preconceito. Gostei desse filme. A Tia Helo provavelmente não gostaria, tem muito palavrão, violência....ela teria dito "Ai, Jesus" umas 150 vezes.
O segundo foi Os Reis de Dogtown, que eu adorei. É sobre os pioneiros do skate nos EUA. Tem muitas cenas boas deles descendo as paredes das piscinas na California, tem surf, tem muito rock n' roll, algumas drogas, adrenalina, e é uma história real. Vale a pena pegar o documentário em DVD para ver (Dogtown and Z-Boys). A Tia Helo também não ia gostar desse filme, pelo menos uns 273 "Ai Jesus!".
E o terceiro foi Last Days. Nesse eu tive a companhia da muito simpática Betty Lago e seus amigos. Esse filme é sobre os últimos dias do Kurt Cobain. E foi chato. Mas acho que não tem nada de muito interessante mesmo em 5 pessoas que ficam se drogando numa casa no meio do mato e o barato não passa nunca. Muito melhor ler a biografia, pelo menos dá para entender melhor a vida e a morte dele. A Betty também achou chato. A Tia Helo com certeza não ia gostar desse filme, mesmo tendo uma cena com 2 mórmons tentando converter os drogados. Ela diria uns 538 "Ai Jesus!" para Last Days.
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