4.6.06

X-Men 3

X-Men 3

Pois é... a minha heroína favorita se foi, nem deixou a HWP (holy water pistol), ou PAB(pistola de água benta, porque a tia Helo ia preferir em bom português), de herança (ainda bem porque eu provavelmente ia me queimar que nem vampiro). Deixa saudades, “eles” estão de luto, mas como disse a Luizinha o espaço da Tia Helo aqui está garantido, para as histórias dela e nossas besteiras.

Então vamos a outros heróis.

Fui ver X-men 3 com o Ney, e o primeiro comentário foi: “Você já reparou que esses filmes de super-heróis tem um cheiro de virgem?”. Acho que ele estava se referindo aos vários rapazes de óculos com cara de eu-jogo-rpg que entraram na sala. Hahahahahha. Mas nós estávamos lá também e adoramos os X-men.

Ok, o meu preferido, por razões óbvias, é o Wolverine (macho-que-é-macho) e depois é a Mystique, só porque ela pode. Nesse filme mais mutantes aparecem, difícil escolher um, mas eu gostei do Anjo que é um mutante, assim, lúdico.

Nessa terceira aventura descobrem uma “cura” para o gene X dos mutantes. O governo propõe que quem quer deixar de ser mutante que vá até o posto de saúde mais próximo e tome as três gotinhas. Claro que isso divide a comunidade, afinal tem poder mutante que é legal e outros nem tanto. O Magneto se revolta (se bem que ele é sempre revoltado), junta um exército de mutantes B para destruir a tal cura.

A Jean Grey volta como Fênix, acaba com o insosso do Cyclops e mostra todo o seu poder, mesmo que incontrolável. Ela deixa os amiguinhos da escola X de lado e vai dar cobertura ao pessoal do Magneto. Na verdade ela é do lado dela.

A cura fica num laboratório na ilha de Alcatraz (aquela que o Clint Eastwood fugiu, o Sean Connery também) sob a guarda de uma médica que o Ney insistia de chamar de Betty Zafir (essa mesma, a avó da Sasha). Óbvio que a batalha final é lá com uma singela mudança de um, hummm, monumento. Não conto mais nada. Conto sim, não vão embora até o fim das letrinhas.

A Tia Helo não tinha nenhum pode mutante, se bem que ela via e escutava “eles”. Ela iria achar que o governo tinha mais é que acabar com essa história de cuspir fogo, fazer chover quando quiser, atravessar paredes...vacina neles! Ou, sendo uma heroína, ela ia entender que ser diferente é sempre difícil, mutante ou não. Ela diria “Ai, Jesus!” 200 vezes, só pela explosões. Mas acho que ela ia ter uma quedinha pelo Anjo.

31.5.06


Falecimento!

É com grande tristeza que eu participo aos nosssos seis ou oito leitores que a nossa heroína, musa do caderninho não está mais entre nós.

Após lutar como uma verdadeira guerreira, nossa tia Helo nos deixou no dia 22 de maio de 2006. Infelizmente ela não teve sorte...foi fazer uma operação de rotina para uma pessoa de idade (prótese de cabeça de fêmur) e por ter tido um mau atendimento e descuido da equipe de enfermagem, ela teve complicações seríssimas e não resistiu.

Em homenagem a esta nobre guerreira eu e a Kaká vamos continuar relatando as histórias aqui no Blog.

Um beijão a todos!

20.5.06

O Código Da Vinci

O Código Da Vinci

Li o livro. Vi o filme. Vi o filme. Li o livro. É tudo a mesma coisa. E são os dois muito divertidos.

Eu acho que o Dan Brown tinha em mente um roteiro, mas aí ele pensou “porque que eu vou escrever um roteiro e vender por sei-lá-quantos mil dólares, quando eu posso escrever um livro, vender milhões, ganhar milhões e depois vender os direitos por milhões?”.

A história todo mundo sabe, e se não sabe esteve hibernando em algum lugar da Sibéria. Quem quiser saber da sinopse vai lá no imdb, ou lê logo o livro.

Só tenho três coisas a dizer sobre o filme:

- quem não leu o livro vai achar o filme mais divertido.

- O Silas é o melhor do filme. Toda vez que o albino (Paul Wimbledon Bettany) aparece é susto na certa. Melhor que no livro.

- O cabelo do Tom Gump Hanks nem me chamou muito a atenção. É brega, mas combina com a cara dele (né Ney?).

Agora, a Tia Helo nunca ia assistir esse filme. Não sei nem quantos mil “Ai, Jesus!” ela diria, ia bater todos os recordes. O Bispo Aringarosa convocou o fiel errado, ao invés do Silas ele deveria ter chamado a Tia Helo que sacaria do seu cardigan sua HWP (holy water pistol) e seu terço atômico para dar um jeito no Da Vinci e sua turma.

19.5.06

É Hoje!!

É Hoje!!

Eu e a Luizinha somos amigas desde.....bem, desde antes dessa foto aí. Não só amigas, mas melhores amigas!

A nossa amizade só não começou no berço porque Luizinha é um ano, um mês e 5 dias mais velha do que eu. Poucas amizades duram tanto, mesmo porque é natural que as pessoas cresçam com interesses diferentes. Nós somos bem diferentes e muito iguais.

Não moramos na mesma cidade desde os 12 anos. Só estudamos na mesma escola por 2 anos e em turmas separadas. Luizinha é da noite, eu sou do dia. Luizinha adora brilho, maquiagem, produção eu já sigo uma linha mais natural. Luizinha tem uma irmã e um irmão, eu sou filha única e não entendo o amor fraterno. Luizinha é italiana, eu sou inglesa. Luizinha lembra de tudo, nos mínimos detalhes, e eu lembro de pouco, sem detalhes, por isso ela é a minha memória.

Crescemos juntas, sempre contando as novidades, pessoalmente, por telefone, por carta (é amiga, eu ainda tenho algumas guardadas), postais e agora na era do e-mail e msn. Estamos sempre presentes uma na vida da outra, compartilhamos bons e maus momentos e muitas aventuras. Assim vai continuar, e, para citar a própria Luizinha “vamos ser duas velhotas sapecas fofocando”. Somos amigas e somos família.

E hoje é o dia dela!! Esse ano eu não vou estar no Rio para a festa, bem, não vou estar pessoalmente, porque como a Luizinha disse, estou sempre com ela no coração dela. E ela no meu.

Feliz aniversário amiga!!! Um grande beijo!

15.5.06

Na Alemanha

Na Alemanha

Faltam 25 dias para a Copa do Mundo 2006. O kick off é em Munique dia 9 de junho (estarei grudada na TV), com o jogo dos donos da casa contra a Costa Rica.

E nós vamos com:



Dida, Julio César, Rogério Ceni, Cafu, Cicinho, Roberto Carlos, Gilberto,
Lúcio, Luisão, Juan, Cris, Emerson, Zé Roberto, Edimílson, Juninho Pernambucano, Gilberto Silva, Ricardinho Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Adriano, Robinho e Fred.

E o Parreira no comando. O mais difícil em ser o técnico da seleção é responder as perguntas dos jornalistas, mas ele se sai bem. O Zagallo também vai estar lá. E mais quase 200 milhões de torcedores.
Que os deuses do futebol façam esses talentos individuais funcionarem como equipe.
Boa sorte para todos!! Eu quero é gritar hexa! hexa!

12.5.06

Momento TOC

Momento TOC

Eu tenho pena das músicas que eu não escuto muito no iPod, e infelizmente existe o tal do play count que mostra quantas vezes cada uma foi tocada. Eu sempre escutava no modo shuffle e mesmo assim tinha música que não tocava. Então para não deixar nenhuma música triste ou se sentindo para trás eu zerei o play count e resolvi escutar todas as músicas em ordem alfabética.

Comecei a escutar 13 de março e terminei hoje. Foram 1111 (olha que número legal) músicas, numa média de 25 músicas por dia, fazendo a matemática eu teria terminado em 45 dias, mas eu não sou tão obsessiva assim e levei 61 dias, é que eu uso mais o iPod durante as atividades físicas (corrida, musculação, bicicleta) e fora isso eu só escutei uma vez no avião e uma no carro (com o iTrip). Deixei de escutar nos domingos e feriados. Ok, chega de explicação compulsiva e vamos as estatísticas.

Claro que 1111 é o número atual, para alguns é muita música e para outros pouca. Eu já estou achando pouca. Algumas eu tirei no meio do processo, mas coloquei outras e depois dessa geral acho que agora o número vai aumentar.

A letra S tem o maior número de músicas, 120. E a letra Z tem o menor, só uma.

As bandas com mais músicas no meu iPod são: U2 (com 73) e Pear Jam (56). Depois vem Rolling Stones (37), Oásis(36), Radiohead (31), Ramones e Beatles(28), Jack Johnson e Flaming Lips (26,)Nirvana (24), R.E.M.(23) e, para colocar uma nacional no ranking, Barão Vermelho(17). O resto fica entre 1 e 20.

Nem o U2 nem o Pearl Jam tem uma música com cada letra do alfabeto. O U2 levou falta nas letras F, J, K, Q e Z. O Pearl Jam não está nas H, U, Q e Z.

Na letra T eu tive uma surpresa. O iPod não considera 'The' como artigo (nas músicas) então qualquer uma começando com 'The' estava no T (tipo The Fly do U2 que poderia estar no F).

A música mais longa é Voice In The Wind do Jimmi Hendrix com 9min45seg (uma eternidade) e a menor Gimme Gimme Shock Treatment dos Ramones com 1min44seg.

A primeira música é “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)” da trilha sonora do Kill Bill, só porque está entre aspas, e os símbolos e números vem antes da letra A. A última é Zé Trindade do Skank.

Título de música mais repetido: Save Me com 3 (Queen, Aimee Mann e a abertura de Smallville).

Na hora que você pensa que não agüenta mais 5 minutos na bicicleta ergométrica entram os Ramones e aí aumenta o fôlego.

Radiohead me deixa deprimida, o vocalista não canta, se lamenta, quase chorei em 2 músicas e olha que eu estava correndo na esteira.

Confesso que enjoei um pouco do Jack Johnson.

Não é só rock. Tem pop, reggae, mpb, trilha sonora e algumas que eu tenho vergonha de mencionar.

Tem músicas em 5 línguas, português, inglês, italiano, espanhol e francês.

13% das músicas são dos anos 60, 18% anos 70, 17% anos 80, 25% anos 90 e 27% de 2000 até hoje.

Agora que eu completei essa pequena obsessão, vou ali tirar a minha carteirinha do Pinel e já planejar a próxima.....

A Tia Helo vai ficar orgulhosa.

11.5.06

Sem tv a cabo...

Sem tv a cabo....

A Tia Helo jogou a tv dela fora lá pela década de 80, mas eu sou muito apegada a minha, não só ao aparelho (a melhor invenção depois da geladeira) mas aos muitos canais que tenho acesso.

A Net resolveu mudar uma placa sei-lá-onde e eu fiquei sem muitos canais, para ser mais exata os canais mais interessantes, nos dois pontos da casa. Logo eu que assisto 3 canais ao mesmo tempo e leio com a tv ligada. Para vocês terem uma idéia, eu agora tenho a Globo, mas não tem o sbt (eu nunca assisto o sbt, mas estava vendo os sem noção do ídolos de vez em quando) nem a Record, tem os canais de televendas e a Cartoon, mas não tem Sony, Warner, GNT, Globonews, Sportv, Fox, Mtv, Telecine, TNT.....e por aí vai.

Então agora eu acompanho os capítulos de Cobras e Lagartos (por enquanto é engraçada) e os de Belíssima (só pelo Gianechini); assisto o programa do Jô só para ver que eu não estava perdendo nada (a Oprah é melhor, hahahahha), fico me torturando com os clipes da Tv União, ainda não vi Prova de Amor mas falta pouco. Nem o jogo de futebol que eu vi na Globo foi bom, o Flamengo empatou com o Ipatinga.

Isso já tem 3 dias!! Eu liguei para lá 3 vezes mas só hoje a mulher disse que iam mandar alguém. Ela disse que seria amanhã a tarde, entre 14 e 18 hrs. Agora me diz quem é que fica 4 horas esperando o mocinho da tv a cabo aparecer??? Me senti naquele episódio do Seinfeld que o Kramer sofre do mesmo mal. Reclamei claro, aí a mocinha disse que não trabalhavam com hora marcada, se eu não estiver em casa ele marca lá no papel "cliente ausente", e se ele não aparecer eu marco o que? Aproveitei para pedir desconto de 4 dias na próxima conta.

Desse jeito acho que o bombril na antena vai me dar mais canais do que NET.


UPDATE: Não sei se foi o meu desabafo aqui, ou a minha ameaça do bombril, ou o fim da greve de fome do Garotinho, mas a os canais voltaram!!! E eu nem precisei esperar pelo mocinho da net, ainda bem, mas eu ainda quero o desconto.

10.5.06

ême dois pontos i dois pontos três romano

ême dois pontos i dois pontos três romano



O pai da Suri e provável comedor de plascenta Tom Cruise finalmente deu uma dentro com esse Missão Impossível 3. Muito bom!! Muitas explosões, perseguições, gente bonita, espionagem, cidades legais, tecnologia, Ethan Hunt dando uma de Sr. Miyagi e até uma conta matemática inspirada em Uma Mente Brilhante. De todas as cenas a que me deixou na ponta da cadeira foi o agente Ethan Hunt se jogando de um prédio em Shangai para virar um pêndulo humano, aiiii que coragem!

Mas Ethan Hunt é o Tom Cruise, e Tom é ele mesmo em todos os filmes, mas isso é só um detalhe porque ele fica muito bem na tela do cinema. E nesse filme ele encara gente de peso como o Philip Seymour Hoffman (que podia ter sido mais bem aproveitado) e o Laurence Matrix Fishbourne(com as melhores falas – “I would bleed on the American flag to keep those stripes red.” hahahahahaha).

Esse filme foi dirigido pelo prodígio J.J. Abrams, pai da Felicity, do Alias e do Lost (assisto todos). Claro que ele deu umas pontas para seus amigos como Keri Russell e Greg Grunberg (ambos de Felicity). Eu achei M:I:III com uma cara de Alias com muitos milhões de dólares a mais e sem a Jennifer Garner e o bonitão Michael Vartan (ou será que Alias bebe da fonte de Missão Impossível?). E ainda tem um que de Lost (mas isso eu não vou contar).

A Tia Helo não ia gostar de jeito nenhum desse filme, ainda mais que eles invadem o Vaticano e quebram umas paredes lá dentro – pecado! Ela diria 297 “Ai, Jesus!” para Ethan Hunt.

7.5.06

5 Manias da Luizinha

5 Manias da Luizinha

Como a Ká pediu aí estão :

1-Dormir com água do lado da cama, independente de estar com sede.
2-Lavar a cabeça todos os dias .
3-Nunca sair de casa sem tomar banho.
4-Passar perfume no cabelo.
5-Olhar o orkut várias vezes por dia.

Obs.: Manias 2,3 e 4 se complementam né!

Fim do Silêncio!


Fim do Silêncio!

Bem, com todos os nossos 4 ou 6 leitores sabem, ando meio sumida do Blog, mas agora vou voltar a escrever regularmente.

Desde que voltei de Recife em fevereiro, minha vida anda frenética. Com a doença da Tia Helo todos os horários ficaram super apertados e acabei deixando o blog que gosto tanto de lado.

Bem , mas agora vamos ao que interssa, semana passada o mundo virtual ficou aprensivo : agora nós sabemos todas as pessoas que entram no nosso orkut independente da pessoa ser amigo ou não.
Sinceramente eu como boa Sherlock de orkut fiquei revoltada...como vou fazer a minha espionagem agora??? Como vou saber se o carinha que eu estou saindo realmente está falando a verdade? Como saber se aquela baranga gostosona que deixou um "scrap" para ele é apenas amiga???

Todos vocês sabem que Eu e a Ká somos da teoria que "tudo que o msn junta o orkut separa"... como diria a tia Helo o orkut é um instrumento do maligno. Hoje em dia, criamos uma dependência emocional do orkut. Se estamos saindo com alguém a 1ª coisa que perguntamos é : Tem orkut? Se queremos saber da vida de alguma cretina que não gostamos levantamos a vida pelo orkut.

Como tudo na vida tem jeito, esta espionagem foi tema de quase todas as mesas dos botecos cariocas na última semana. Aprendi com uns amigos a espionar apenas durante o dia e reiniciar o orkut sem sair dele, clicando em home.

Espero ter ajudado alguns coraçõezinhos aflitos com esta nova ferramenta do orkut!

4.5.06

Aventura no Pacífico Sul

Aventura no Pacífico Sul

Depois de 50 anos consumindo todo tipo de substâncias e doses absurdas de tabaco e álcool, Keith Richards descobriu a única droga que o fez pensar em pegar leve: subir num coqueiro.

Ou isso, ou ele tá curtindo a anestesia.

He can't get no satisfaction.

3.5.06

Boca fechada

Boca Fechada

Já que a Luizinha não aparece aqui para contar as novidades, conto eu.

O Garotinho me lembrou da mais nova mania da Tia Helo.

A Tia Helo resolveu que não quer mais comer, e assim ela fecha a boca para qualquer tentativa de enfiar uma comidinha goela a baixo. Nem com as sobrinhas queridas por lá. Só no soro.

Aí eu pergunto: se a Tia Helo não apareceu na capa da Veja, não roubou dinheiro e, definitivamente, não precisa emagrecer, então porque que ela está fazendo greve de fome?

A Tia Helo eu sei que é persistente, e o Garotinho? A Tia Helo eu espero que acabe com essa palhaçada logo e deixe suas sobrinhas mais calmas, agora, o Garotinho pode ir até o fim.

30.4.06

+ Filmes (e muito açúcar)

+ Filmes (e muito açúcar)

Terapia do Amor

Woody Allen, filho judeu de primeira, nos apresentou a típica mãe judia ao colocar uma velhota (que, por sinal, era parecida com a Tia Helo) no céu de Manhattan contando os podres do filho traumatizado. O maior trunfo das mães judias é embutir a culpa na cabeça de seus pimpolhos para mantê-los sempre por perto (seja em casa ou na religião) vide Bubi e sua frigideira, aliás, as mães italianas também têm uma tática eficiente.

Nesse filme a Meryl Mil Faces Streep faz uma mãe judia, que também é terapeuta (que combinação hein?). Acontece que coincidentemente uma de suas pacientes (Uma Kill Bill Thurman) começa a sair com o seu filhote (Bryan Gostosão Greenberg) querido. Ela descobre, mas decide manter a relação com a paciente achando que o caso não vai dar em nada....doce ilusão....ela passa horas escutando detalhes da vida amorosa do filho com uma mulher 14 anos mais velha (problema 1), e não judia (problema 2).

Os americanos têm muito problema com a diferença de idade, lembro de um filme desses da sessão da tarde que o garoto de 17 anos não se conformava que a menina de 14 tinha mentido ao fingir ter 16. Bem, as três palpiteiras desse blog e a Tia Helô são totalmente a favor dos homens mais novos (já dito aqui).

Eu gostei da mãe judia e do filho gostosão, do resto eu acho que foi tudo muito preto no branco. Como disse o Cacá, os americanos conseguem um final feliz mesmo quando o casal não termina junto, o pessoal lá sofre sorrindo, have a nice day. OPS!! Contei o fim....desculpa gente, foi a glicose.

A Tia Helo provavelmente gostaria desse filme, mesmo com as cenas mais picantes (picante pra ela, claro), ela diria “Ai, Jesus!” 55 vezes. A Bubi bateria a frigideira na cabeça mais vezes.


Armações do Amor

Sinceramente, os títulos de comédia romântica estão de matar, é muito açúcar. Esse aqui se chama Failure to Launch no original, que faz muito mais sentido já que se refere ao fracasso de lançar ao mar, de zarpar, de se mandar....

Tripp (Matthew Tudo de Bom McConaughey) é um trintão que não quer sair da casa dos pais. Também a mãe dele faz tudo, lava, passa, cozinha.... Mas não é só isso, o bonitão não quer se envolver com ninguém e ao menor sinal do relacionamento ficar sério ele leva a garota para casa, só para ela descobrir que ele ainda mora com os pais (outro grande problema pros americanos) e então ela termina o que seria um namoro.

Os pais de Tripp por sua vez querem curtir a vida, andar pelado pela casa, etc. Eles então contratam Paula (Sarah Jessica Sex In the City Parker) para tirar o rebento da barra da saia. A estratégia dela consiste em fazê-lo gostar dela e querer algo mais da vida e assim querer morar sozinho. Acontece que ele tem trabalho, tem dinheiro, se diverte com os amigos e não ta a fim de sair de casa.

Bom, eles se apaixonam, o amor é lindo e ele vai morar num barco, com ela. Pronto. Contei o fim outra vez. Definitivamente estou com uma boa dose de açúcar no sangue.

A Tia Helo ia gostar desse filme....se bem que a bunda do pai do Tripp aparece e ela não ia gostar muito de ver isso (e nem eu, se vai aparecer bum bum que seja o do Tripp), provavelmente 45 “Ai, Jesus!” para esse filme.

Depois dessa dose elevada de glicose eu vou escutar umas músicas do Radiohead e ver se o nível de açúcar no sangue volta ao normal.

28.4.06

Trilha Sonora

Trilha Sonora

Desde que inventaram o primeiro instrumento musical, um tambor feito de um tronco e alguns pauzinhos lá no tempo das cavernas, o ser humano precisa de uma trilha sonora pra a sua vida. A música sempre esteve presente em todos os momentos, só que antes não podia levá-la para todos os lugares.

Passamos pelo gramofone, rádio, rádio no carro, fita de rolo, fita cassete, toca fitas no carro, walkman, mini rádio, cds, cds queimados, discman, toca mp3 de carro e finalmente (ou não) os mp3 portáteis.

Genial!! Mp3 portátil e a possibilidade do ser humano ter a trilha sonora da sua vida em qualquer momento, e com as músicas que gosta. Além de ser uma economia de espaço nas viagens. Eu sempre levava fitas, e depois cds, que ocupavam um bom espaço na bagagem de mão. Difícil era escolher quais seriam os melhores para determinada viagem. Agora que a Beth disse que a minha vida tem que caber numa mala pequena, está tudo lá no meu Ipod querido, as músicas que eu gosto para todos os momentos. E as vezes eu coloco no modo shuffle e deixo ele me surpreender (com certeza a música vai me agradar já que fui eu que a coloquei lá).

Ter uma boa lembrança com uma música boa é ótimo. Uma má lembrança com uma música boa não é legal, mas ainda dá para escutar a música em outras ocasiões. Agora, nada pior do que ter uma boa lembrança com uma música da qual não se gosta, só porque era o que estava tocando no rádio naquele momento. (eu confesso que a minha música ruim para uma boa lembrança é Shania Twain com You’re Still The One, infelizmente não tem como eu escutar essa música e não sorrir, argh!).

Com o Ipod (ou qualquer outro aparelhinho que toque mp3 – é que o Ipod tem o design mais legal ou o melhor marketing) é possível fazer como nos filmes e novelas nos quais as músicas acompanham beijos, conversas, sexo, brigas, corrida na praia, etc.

Eu acho que é isso, a possibilidade de ter a trilha sonora da sua vida só com músicas das quais se gosta é que faz do Ipod e seus semelhantes tão populares. E com todos aqueles acessórios ficou mais fácil, leve e prático levar a trilha sonora da sua vida para todos os lados. Por isso as pessoas andam com aqueles fones no ouvido no shopping, no ônibus, na rua, na chuva, na fazenda...

Como disse o Ricardo Freire no seu blog num post muito legal sobre o Ipod, onde ele se diz um dos últimos no planeta a não ter o aparelhinho reprodutor de músicas, “Steve Jobs descobriu que ouvir música é a necessidade biológica número 1 do ser humano deste milênio.”.

A Tia Helo ia achar que o Ipod era coisa do capeta. Ela ia dizer que “eles” estariam sussurrando músicas indecentes no seu ouvido. Talvez ela mudasse de idéia com uma seqüência especialmente preparada para ela com muito Queen e Elton John.

24.4.06

At thirty-one

At thirty-one

N. Bassoso na passarela....

Camisa Levis, calça Cipolla (claro!!) e tênis Vans (o xadrez clássico).

Frase do dia: "I am an icon". Yes you are!

Feliz aniversário!! Beijo grande!

22.4.06

Naranjito

Naranjito

A copa de 82 foi a que mais me marcou. Eu tinha acabado de chegar do EUA, uma criança completamente americanizada, e a copa foi o meu reencontro com o Brasil, porque nada mais brasileiro do que torcer para a seleção.

Lembro de ter pintado vários naranjitos (naranrrito, para os íntimos), a laranja mascote da copa da Espanha, no playground do prédio. A nossa turminha se organizou para ver os jogos e torcer bastante. A seleção era impecável, os jogos muito bons, a animação não tinha fim.

E aí aconteceu o fatídico jogo com a Itália. Aquele fdp endiabrado do Paolo Rossi fez o que não podia. Até hoje não consigo simpatizar com nenhum time que a azurra coloque em campo, tamanha a minha frustração.

Hoje morreu o grande mestre daquela seleção de 82, Telê Santana. Excelente técnico e um cara muito legal (ele jogava tênis lá no clube que eu sou sócia). Por causa daquela seleção eu adoro futebol, gosto de ver jogos na tv, no estádio, acompanho o campeonato brasileiro e até os da Europa. Telê foi um técnico vitorioso, levantou vários times, e só faltou mesmo aquele mundial na Espanha que ele tanto mereceu.

Voa canarinho, voa...

18.4.06

Ping Pong

Ping Pong

Com o Ney

Comida: Acarajé!
Bebida: Coca-cola


Com a Beth

Comida: Pão com manteiga
Bebida: champagne

10.4.06

+ Filmes

+ Filmes

V de Vingança

V foi preso, torturado, virou cobaia e sobreviveu, mas ele é um cara inteligente e sabe que a vingança é um prato que se come frio. No futuro a Inglaterra está dominada por um quase Hitler que chegou ao poder garantindo a segurança e moral do país, mesmo que isso significasse banir obras de arte, livros, religiões e opções sexuais (imagina Londres sem os gays!?!?).

V se espelha num inglês do século 17, Guy Fawkes, um camarada que tentou explodir o parlamento inglês, mas não conseguiu e foi enforcado. O 5 de novembro é comemorado até hoje na Inglaterra (remember,remember the fith of november...). V então arquiteta sua vingança durante anos e executa o seu plano em um ano entre dois 5 de novembro, com mortes, alguns atos considerados terroristas e humor inglês.

Numa de suas cruzadas ele conhece Evey (Natalie Closer Portman) que trabalha no único canal de tv do país, e teve os pais e irmão mortos numa conspiração que depois descobre-se foi do governo. V salva Evey. Evey salva V. E assim começa uma relação. Evey vira sua aliada, foge da polícia, é presa, torturada e tem a cabeça raspada (tipo Laços de Família). Ele apresenta Evey ao Conde de Monte Cristo e a ensina a ser livre como o Estrangeiro de Camus (é amigos, V também é um cara culto).

V usa sua inteligência e força a favor de uma causa e é bem sucedido. Como não respeitar de um cara que consegue explodir o parlamento inglês? Ele seria bem mais útil aqui no Brasil, mas cada um tem o V que merece.

Alan Moore criou V na época da Dama de Ferro Thatcher, mal sabia ele que a coisa só ia piorar e que sua história fica cada vez mais atual.

Palmas para o Hugo Weaving que conseguiu a melhor atuação atrás de uma máscara que eu já vi.

Tia Helo não ia gostar desse filme. Provavelmente ela iria concordar com chanceler em muitos pontos. Ela diria 231 “Ai, Jesus!” para esse filme.


Capote

Esse filme também pode ser chamado de Como Manipular Pessoas. Truman Capote era um homenzinho agradável, detestável e um escritor genial, tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Grande parte da sua escrita era, ou é, muito boa porque ele não media esforços para retratar situações reais, mesmo que isso significasse perder alguns amigos.

Esse filme conta a história de como Capote (o oscarizado Phillip Seymour Hoffman) escreveu o seu melhor livro “A Sangue Frio” que conta a história de um assassinato no meio da terra da Dorothy. Ao ler a reportagem no jornal, Capote vê a oportunidade de fazer um livro-jornalistico e se manda para o Kansas** com sua amiga Harper Lee. Chegando lá ele fica intrigado com Perry Smith, um dos assassinos, e começa uma relação de troca de informações para que o culpado dê a ele elementos para o novo livro. Capote usa todos os seus truques para tirar os segredos de Perry e este por sua vez usa o escritor para conseguir um advogado e adiar sua execução.

No fim desse toma-lá-dá-cá Capote vê a execução do seu “amigo” e descobre por mais que ele batesse os calcanhares de seus sapatinhos vermelhos ele nunca mais ia voltar para 'casa'. Escreveu o seu último grande livro e depois mais nada.

A Tia Helo não ia gostar desse fime. Diria “Ai, Jesus!” pelo menos 253 vezes. Eu gostei.

** O que será que tem no Kansas?? Além da Dorothy e o mágico de Oz, é o lugar dos grandes twisters, é onde Capote foi buscar sua maior inspiração e é onde fica Smallville, hometown do Superman. Os ingleses criam mundos fantásticos...os americanos vão pro Kansas.


O Matador

Ai,ai... Pierce 007 Brosnan...até de bigodinho ele fica bem...

Bem, vamos ao filme. Pierce faz um matador profissional que depois de executar vários trabalhos com sucesso começa a vacilar. No seu segundo vacilo o chefe manda colocá-lo no arquivo, ou melhor, apagá-lo. Ele conhece o Gary Chatinho Kinnear, que faz um nerd, no México e eles curiosamente se tornam amigos e o Gary vai ajudá-lo num serviço básico. As diferenças são engraçadas e o Pierce, sem vergonha nenhuma de parecer ridículo, é o melhor do filme.

Eu achei muito divertido, a trilha sonora é boa. A Tia Helo ia gostar muito do Pierce, mas diria “Ai, Jesus!” 155 vezes ao vê-lo de cueca e botas caindo na piscina.


Shop Girl

Fui ver esse filme com a Luizinha. Gostamos bastante.

Nele o Steve Comédia Martin faz um papel sério, e ele é tão bom nisso quanto quando faz rir.

A história gira em torno da Claire Julieta Danes que faz uma vendedora de luvas da Sack’s com vontade de ser artista. Ela é bem sem sal e nada de interessante parece acontecer em sua vida até que Jeremy (Jason Cabeludo Schwartzman), um garotão muito desastrado e engraçado aparece em sua vida. Eles saem e ficam juntos. Para ele é ótimo, para ela nem tanto.

Eis que surge Ray (Steve Martin, que também assina o roteiro), um homem, hum, digamos, maduro, rico e inteligente que a conquista aos poucos. Ela se apaixona por Ray, mas ele é um solteirão convicto. O filme então se divide entre a relação dela com Ray e a busca do Jeremy (que sai viajando com uma banda de rock).

No fim o Ray não consegue assumir nada com ela apesar de amá-la. Ela então se liberta e dá outra chance ao Jeremy, que se reformulou (mas nem tanto). E que o Ray tenha aprendido a sua lição.

Talvez a Tia Helo Gostasse desse filme. 95 “Ai, Jesus!” pra ele.

8.4.06

Ideais

Ideais

Cá: Estou me descobrindo uma pessoa de direita.

Ka: Isso quer dizer que vai ter garçom no seu aniversário esse ano?

Cá: Vai sim.

(pausa....)

(espanto!!)

Cá: O que aconteceu com os meus ideais?!?!?!!!!!

Ka: hahhahahahahahahahaha


Feliz Aniversário Cá!!! Um grande beijo!

30.3.06

Manias

Manias

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."

Como a Tia Helo é a campeã das manias aqui vão as top 6 dela.

1- Lavar as mãos cada vez que pega em algum objeto (jornal,bolsa e etc).
2- Conferir minunciosamente a bolsa váarias vezes antes de sair.
3- Conferir váarias vezes se a porta está devidamente trancada ao sair.
4- Documentos que ela considera importantes e já não tem mais valor: rasga em tamanhos minúsculos e joga na privada.
5- Mantem as janelas fechadas e as luzes apagadas para "eles" não reclamarem.
6- Após usar o telefone ,tirá-lo da tomada. Quando ela era mais jovem, bastava um travesseiro em cimado aparelho e a porta do quarto fechada.

As minhas são mais simples (ou pelo menos eu acho que são)

1- Ler revistas e jornais da última página para a primeira.
2- Bater a escova de dentes 3 vezes na pia depois de escovar os dentes.
3- De ler com a tv ligada.
4- De ver 3 programas na tv ao mesmo tempo (se o controle remoto quebra ou acaba a pilha é o fim)
5- Manter os relógios pelo menos 10 minutos adiantados.

Eu vou convocar a Luizinha e a Sue para colocar 5 de suas manias aqui. E quem quiser participar pode confessar aí nos comentários.

25.3.06

Pensamento

Pensamento...

Os australianos podiam fazer um bem a humanidade exportando leitinho de canguru.

19.3.06

Ocean Race

Ocean Race



Já que o banco onde eu deposito o meu din din está patrocinando dois barcos na Volvo Ocean Race, a regata volta ao mundo, eu fui lá na marina ver se o meu dinheiro está sendo bem aplicado nos barquinhos. Barquinhos o ca.....! Super veleiros, isso sim!

Na minha visita eu vi o mastro sendo colocado no barco do Brasil, as quilhas sendo colocadas no Holanda 1, muitos homens lixando, pintando e limpando seus veleiros para a próxima etapa. Hummmm, tem alguma coisa nesses velejadores que me agrada, homens que trabalham com as mãos, pele curtida do sol, mãos calejadas, um certo ar aventureiro....Como disse a Luizinha: Vikings!

E pelos vikings que eu vi fica difícil escolher só um barco para torcer. Vou torcer pelo Brasil 1 só por causa do super simpático Torben Grael, mas o Holanda 2 (patrocinado por mim, mesmo que o meu dinheirinho no banco só compre 2 metros de corda) tem toda a minha simpatia.

Sábado a regata é na Baía de Guanabara. Vou lá ver as velas passeando em frete ao Pão de Açúcar.

15.3.06

Tia Helo reloaded

Tia Helo reloaded

Luizinha está desnorteada. Já não sabe mais quando chega 2 da tarde, seu alarme diário e infalível não pode telefonar, pelo menos por alguns dias. Eu explico.

A Tia Helo não ascende a luz. Tia Helo não abre as janelas. Tia Helo não tomou o remedinho. Tia Helo ficou tonta. Tia Helo caiu. Puf! Não só caiu, mas, como toda tiazinha na idade dela depois de uma queda, quebrou a cabeça do fêmur. É, amigos admiradores da Tia Helo, ela teve que fazer uma cirurgia. Foi tudo bem, ela agora está cimentada e parafusada. Reloaded e pronta para mais aventuras.

Respira fundo Luizinha que já, já esse telefone toca, pontualmente, às 2 da tarde.

6.3.06

E o Oscar foi para...

E o Oscar foi para...

Mais uma vez eu fiquei acordada para assistir a cerimônia do Oscar. Nada de novo, nem as piadas do apresentador eram muito engraçadas (confesso que achei algumas grosseiras), mas 2 coisas valeram a pena.

Uma foi o George Über Clooney. Foi lá, bonito como sempre, simpático, candidato a 3 estatuetas, recebeu uma de ator coadjuvante por Syriana (muito justo) e no discurso mandou essa “acho que agora eu não ganho a de diretor” no maior bom humor. Dez, nota dez!

Outra foi no fim, quando todo mundo esperava que Brokeback Mountain ganhasse melhor filme já que o Ang Lee tinha saído com o Oscar de melhor diretor. Foi uma surpresa geral quando o Jack Sempre Cool Nicholson disse “Crash!”.

Confesso que o meu preferido era Munique, mas o Spielba saiu de lá sem nenhum homenzinho dourado, uma pena.

Agora, alguém pode me explicar o que foram aqueles rappers?? Eu estava assistindo com a tecla SAP e me arrependi de não escutar a tradução simultânea.... duvido que aquela mulher tenha entendido um palavra. Era preciso a tecla SAP da tecla SAP. Mas que eles eram os caras mais animados a receber um Oscar na noite, ah, isso eles eram.

A Tia Helo jogou a TV fora antes das transmissões do Oscar começarem aqui no Brasil. Acho que ela ia gostar de ver todo aquele glamour no tapete vermelho e o George Clooney, óbvio.

1.3.06

+ Filmes

Filmes

Com o Oscar batendo na porta aí vão mais alguns filme que eu andei vendo.

Johnny e June (Walk the line)

Joaquin Irmão do River Phoenix faz o cantor meio bad boy Jonnhy Cash nessa cine biografia. Johnny Cash foi criança pobre, rejeitado pelo pai chato, depois foi casado com uma mulher mais chata ainda que não acreditava no seu talento, tocou com Elvis e Jerry Lee Lewis, se viciou em drogas (também com amigos como Elvis e Jerry Lee) e no meio de tudo isso conheceu June Carter.

Reese Legalmente Loira Witherspoon faz a June, cantora country que sobe nos palcos desde que usava fraldas, engraçada, casada (e divorciada) e certinha.

Jonnhy e June se apaixonam, cantam juntos, mas demora pra ficarem juntos, ela o ajuda a superar o vício e o amor é lindo. Além disso, mostra o famoso show na prisão Folsom e muitas outras apresentações. Uma pequena parte da vida do Johnny Cash.

Eu gostei, os dois atores estão realmente muito bem. Eu gosto do estilo country do Johnny Cash, e da voz grossa dele. Se bem que é o próprio Joaquin Phoenix que canta as músicas, palmas pra ele, que voz bonita. Walk the Line que dá o título original ao filme é muito boa, mas a música do Johnny Cash que eu mais gosto é A Satisfied Mind que nem toca nesse filme, mas está na trilha sonora do Kill Bill 2.

Talvez a Tia Helo gostasse desse filme. Tem música, gente religiosa, repressão social dos anos 50....ela diria 102 “Ai Jesus!” para esse filme.

How many times have
You heard someone say
If I had his money
I could do things my way
But little they know
That it's so hard to find
One rich man in ten
With a satisfied mind


Syriana

Depois de ver Syriana eu vou pensar 10 vezes antes de encher o tanque do carro. O mundo não tem jeito. Só negociações, quem for mais esperto ganha. Aqui, nos EUA e nos países árabes.

O que fazer quando o poder bélico é tão sofisticado que é possível explodir um carro em qualquer lugar do mundo sentado no escritório apertando um botão no joystick? Nem dá remorso.

George Über Clooney faz um agente da CIA que leva as suas missões adiante com a certeza que está fazendo um bem para o mundo. Mas ele quebra a cara, perde as unhas e explode. O pior é acreditar numa causa e saber que foi enganado pela mesma.

É um filme político, lento mas interessante. Mostra que a mesma indústria petroleira que leva dinheiro para os países árabes, também tira empregos, demite trabalhadores locais e as decisões são nas mesas de reuniões dos escritórios a milhares de quilômetros dos poços. E não tem bom nessa história, nem o advogado mor Christopher Von Trap Plummer, nem o consultor ingênuo Matt Gênio Indomável Damon.

Eu gostei, apesar de achar um pouco lento. A Tia Helo não ia gostar, principalmente da cena da tortura...263 “Ai Jesus!” para esse filme.


Orgulho e Preconceito

Jane Austin e Shakespere são dois Ingleses que ninguém cansa de repetir as histórias.

Em Orgulho e Preconceito a mocinha Elizabeth Bennet (uma entre 5 irmãs) é a esperta, intelectual e romântica da história. Ao chegar um rapaz rico no interior onde elas moram a mãe logo propõe que a filha mais velha conquiste o moço, afinal alguém tem que garantir o sustento da família. O tal rapaz chega com a irmã e um amigo, o bonitão e nada simpático Sr. Darcy. O rapaz se apaixona pela irmã mais velha da Elizabeth, mas não propõe casamento e vai embora. Elizabeth se revolta quando sabe que foi o Sr. Darcy que separou sua irmã do pretendente, aí se sucedem muitos mal entendidos e no fim descobrimos que o Sr. Darcy é um príncipe encantado que salva o mundo.

Pensando bem, O diário de Bridget Jones é uma versão moderna dessa história.

É filme de mulherzinha e é muito bom. No cinema que mais curtiu a trama foi um coroa de uns 70 anos que não parava de reagir ao filme (ohhh, ahhhh, hahahahha).

A Tia Helo ia adorar esse filme. Só diria 23 “Ai, Jesus!”.

Match Point

Esse novo filme do Woody Allen já começa com a frase “The man who said “I’d rather be lucky than good” saw deeply into life.”; e com uma imagem clássica da bola de tênis batendo no topo da rede sem definir de lado ela vai cair, ou seja, pode ser sorte ou azar.

A trama é sobre um ex-jogador profissional de tênis que decide ser professor, mas já se vê as suas intenções de subir na vida. Ele se envolve com Chloe irmã de um de seus alunos (que vira amigo), mas tem uma paixão por Nola, namorada desse aluno/amigo/irmão da Chloe. O tenista se casa com Chloe, mas tem um caso com Nola e vai tudo bem, até que um acontecimento ameaça a vida boa que ele conseguiu. A partir daí as decisões dele são uma surpresa e o fim é de um humor trágico que só o Mr. Allen sabe fazer. Sem esquecer todas as referências e homenagens a “Crime e Castigo” do Dosta.

Melhor mesmo é ser sortudo.

Eu gostei muito. Geralmente eu gosto dos filmes do Woody Allen, mas acho que, coincidência ou não, os que ele não participa como ator são os melhores (com exceção Noivo Neurótico, Noiva Nervosa). E os ingleses dão um ar mais sofisticado às histórias. Muito bom mesmo. A bola caiu do lado de lá da quadra para o Woody.

Tia Helo não deve gostar do Woody Allen, homem pequeno, feio, neurótico...sei não...ele deve ser um “deles”. Ela diria 215 “Ai Jesus!” para esse filme.

26.2.06

Maracanã no sábado de carnaval

Maracanã no sábado de carnaval

Eu adoro futebol, e não tem nada melhor do que ver um jogo no Maracanã. Fui ontem assistir Flamengo x Botafogo pela taça Rio.

Antes, quero dizer que essa reforma no Maracanã ficou ótima, está quase um estádio europeu, só falta o público ter um pouquinho mais de educação (mas isso é outra história).

Nós ficamos na arquibancada branca, aquela que nem é de um time nem de outro, teoricamente onde nunca dá confusão, porque o nosso grupo era composto de flamenguistas e botafoguenses sofredores. E tinha muito turista, grupos inteiros, tinha até aqueles guias com bandeirinhas pro pessoal não se perder. A única coisa ruim da arquibancada branca é que na hora do gol não dá pra sentir a emoção de um negão subindo a arquibancada só pra te dar um abraço suado.

Bem, o mengão ganhou de 3x2 de virada! Quem não gosta de um jogo assim com muitos gols e disputas?

Se a Tia Helo alguma vez foi ao Maracanã, foi lá pela década de 60 onde as mulheres iam de chapéu e luva, muito chique. A Tia Helo é flamenguista de coração e ficou feliz com essa vitória sobre o Botafogo.

21.2.06

U2 na TV

Vi o U2 pela TV. Estou frustrada porque não estava lá, porque não me esforcei o suficiente para estar lá e principalmente porque foi um show muito bom! Aquele telão in loco deve ser uma coisa de doido, ainda mais pra mim que adoro um efeito visual. Droga!


Ver pela TV tem muitos defeitos. Começando pela legenda ridícula que a Globo insistiu em colocar, ninguém merece. Depois o Zeca Camargo dando pitaco, um saco. E quando começava a entrar no clima, se é que isso foi possível em algum momento, lá vem a porcaria da propaganda, só de mal eu nem lembro quem foram os anunciantes.

Se eu estivesse lá eu não teria visto o Bono suando que nem uma porca prenha, totalmente sem folego e com a impressão de que não dura mais 10 anos. Eu não teria prestado atenção na cara do Larry Mullen a cada biquinho que ele fazia. E teria achado tudo uma maravilha, além de ter perdido a voz de tanto cantar.

O show foi excelente, a seleção musical foi na medida, tudo muito profissional. O Adam Clayton é o cara mais cool da banda e sem o The Edge nada acontece. Mesmo com todo blá, blá, blá do Bono o rock tocado pelos outros 3 foi da melhor qualidade, como sempre. E eles terminaram com "40", nada mais justo com o Larry Mullen(o último a sair do palco) já que, como o próprio Bono disse, ele que começou a banda.

Apesar de toda parafernalha tecnológica e efeitos visuais a Tia Helo não ia gostar muito. Ela é mais tradicional, tipo Freddy Mercury e Elton John.

19.2.06

Os Doze Trabalhos da Tia Helô - 1

Quem acha que Hércules é o máximo porque executou 12 trabalhos, não sabe de nada... e não conhece a Tia Helô. Vamos ver os trabalhos de Hércules... e os trabalhos da Tia Helô. Quem é mais poderoso?

Trabalho um - combate contra o leão de Neméia

Hércules tentou de tudo, todo tipo de arma, e nada do leão sequer mancar. Uma bela hora, o herói encheu o saco e atacou o leão na unha e resolveu o assunto. Depois tirou a pele do bicho com a mão e usou de vestimenta e no seu escudo. Queria só ver se ele conseguia fazer a Tia Helô entregar a bolsa dela para ele! O leão ia parecer um gatinho recém-nascido!

Trabalho Dois - combate contra a hidra de Lerna

Essa hidra dizem uns, tinha sete cabeças; outros dizem nove; outros ainda dizem cinquenta. Cabeçuda, a bicha. O pior é que não adiantava cortar uma das cabeças, ela crescia de novo na mesma hora. Bem, Hércules cortou todas de uma vez só e encerrou o assunto. Queria ver ele cortar todas as manias da Tia Helô de uma vez só. Acontece que Hércules não é bobo, e sai de fininho toda vez que falam na Tia Helô.

Trabalho Três - matar o javali de Erimanto

Erimanto é uma montanha onde morava um javali "sinistro", que destruía tudo. Pois Hércules nem matou o bichinho: pegou ele com as mãos e colocou vivo no pescoço, feito um boá. Causou sensação na época, esta coisa de usar javalí nos ombros. Pois eu queria ver se ele conseguia mexer em um único santinho da Tia Helô...

Trabalho Quatro - vitória sobre a corça dos pés de bronze

A gazela tinha pés de bronze e chifres de ouro... e era tão veloz, mas tão rápida que ninguém conseguia alcançá-la. Hércules não queria flechar a bichinha, que além de lindona (meio perua) era consagrada à Deusa Diana. então ele correu pela Grécia inteira atrás da bicha, até alcançar. Alcançar a corça dos pés de bronze é mole. Difícil foi acompanhar a Tia Helô na Missa Campal que o Papa João Paulo II celebrou no Aterro do Flamengo!

Trabalho Cinco - exterminação dos pássaros no Lago Estínfalo

Calma, povo do Greenpeace. Segura os "Ai, Jesus", Tia Helô! Não são passarinhos bonitinhos cantarolando na beira do lago. Eram monstros com asas, cabeça e bico de ferro, que lançavam dardos de ferro contra as pessoas. tinham sido criados pelo Deus da guerra, Marte. Ninguém dava contra deles, mas Hércules os exterminou a golpes de flecha. Queria ver Hércules exterminar "Eles", para Tia Helô poder abrir as janelas sem que "Eles" gritem.

Trabalho Seis - domar o touro de Creta.

Este trabalho teve retrabalho, ou seja, o pobre Hércules teve de domar o touro duas vezes, porque ele pegou o bicho e deu de presente a Euristeu, mas o cara deixou o bicho escapar, e ele estava fazendo um estago na planícia de Maratona. Lá foi Hércules DE NOVO catar o bicho. É mais ou menos como manter o ventilador da Tia Helô ligado: você liga, vira as costas e ela desliga. Queria ver ele conseguir fazer ela DEIXAR o ventilador ligado!

Deixo vocês meditando sobre os primeiros seis trabalhos. No próximo post, vou escrever mais sobre cada trabalho da Tia Helô, e num próximo termino os trabalhos de Hércules. Tem muito assunto!

Rolling Stones em Copa

Rolling Stones em Copa

Lá fui eu, Bi, Ney, Beth e Nick ver os Rolling Stones na praia de Copacabana com mais de um milhão de pessoas....é isso mesmo....mais de um milhão! Segundo o Ney a festa do ano novo parecia uma reunião de condôminos comparada à multidão do show. Com tanta gente esperava-se confusão, mas foi tudo muito tranqüilo, muita gente bonita, muitos barquinhos no mar e muita festa.

A disputa na areia era pra ver quem conseguia fazer o maior montinho para ficar mais alto, e, acreditem, surgiram várias muralhas da china, a praia amanheceu cheia de trincheiras.

Foi tudo ótimo!!! O som estava baixo no começo, tinha um mané com uma bandeira atrapalhando um pouco, mas resolvemos tudo mudando de lugar (para bem pertinho do repetidor e bem no meio para ver o telão, porque ver Sir Mick Jagger e Cia de perto só na área VIP).

Os vovôs Stones estão com tudo. Keith Richards se esbaldou, Charlie Watts suou muito e continuou sério, Ron Wood era só sorriso e Sir Mick Jagger rebolou como só ele sabe fazer deixando a platéia enlouquecida. Foram 2 horas de show e 20 músicas (as melhores, quase todas do começo), começando com Jumpin’ Jack Flash e terminando com Satisfaction.

Quem foi sabe que foi muito bom! Quem ficou em casa com medo da confusão perdeu um dos melhores momentos da praia de Copacabana e dos Stones. It’s a gas! gas! gas!

A Tia Helo não deve gostar nem um pouco dos Stones, afinal são eles que cantam Sympathy for the Devil. E ela ia concordar com os americanos que não dá para escutar “you make a dead man come” de Start Me Up. Ela não sabe o que está perdendo.

13.2.06

Esquis e patins em Turim

Esquis e patins em Turim

Eu adoro as Olimpíadas de inverno! O branco da neve e do gelo contrasta muito bem com todo aquele colorido das roupas. E os atletas com aquelas bochechas rosadas?

As modalidades são ótimas. É tudo muito difícil (eu sei, já tentei esquiar) e exige muita coragem –como, por exemplo, descer uma montanha a sei-lá-quantos quilômetros por hora, saltar uma rampa, tentar correr na neve de esqui, se enfiar num trenó num tubo de gelo a outros tantos kms por hora, se equilibrar em lâminas para correr, saltar, dar piruetas e ainda brigar por um disco preto muito pequeno na tentativa de fazer um gol.

E como se tudo isso não bastasse, a maioria das medalhas é disputada a uma temperatura agradável de menos 2 graus. Brrrrrrrrrrrrrrrrr. Quantos litros de chocolate quente eles consomem? Ou vinho? Ou vodka?

É a Olimpíada dos países nórdicos, não só porque eles tem muita neve e gelo, mas porque eles tem mais dinheiro e os esportes de inverno não são baratos. Imagina, um trenó de 25 mil dólares, um par de esquis não sai por menos de.....sei lá quanto custa um par de esquis, e aquelas roupichas térmicas de alta performance e design arrojado também não são vendidas na C&A.

Eu continuo achando tudo muito bonito. Os espectadores estão sempre bem vestidos com gorros e luvas, dá impressão que são todos lindos. Até os nerds do curling (aquele esporte onde eles empurram uma pedra no gelo e usam vassouras) ficam bem.

Eu, aqui no calor carioca, vou torcer para os 4 brasileiros do bobsled ficarem entre os top 20.

Acho que a Tia Helo nunca viu as Olimpíadas de inverno, ela desistiu da tv 20 anos atrás, mas, com todo mundo tapado até o pescoço, ela ia achar tudo muito mais decente do que os jogos de verão.

10.2.06

Fala Ney!

Fala Ney!

O Ney é uma das minhas pessoas favoritas e, assim como a Tia Helo, ele existe sim. Quem conhece adora, que não conhece...azar...ele já não está mais fazendo novos amigos.

Ney por Ney: "Não consigo manter prazos, sou perdulário e um pouco sacana." Só um poquinho né?

Ele tem as melhores tiradas e apartir de agora eu vou colocar algumas delas por aqui (com permissão dele é claro).

Ontem ele mandou essa:

"Se os estados fossem pessoas o Ceará seria o novo rico, aquela coisa de couro com renda e muito dourado....o Piauí seria a empregada do Ceará, ia fazer todo o trabalho."

Ney, bem vindo ao caderninho. Aquela banda que tem um tal de Mick Jagger como vocalista está nos esperando nas areias de Copacabana...Start me up!

6.2.06

+Filmes

Filmes

Brokeback Mountain

Uma história de amor entre dois cowboys do meio do nada americano que começa quando eles vão contar ovelhas na tal Brokeback Mountain. É um daqueles amores que dura 20 anos com alguns encontros, sofrimento, angústia, etc. Tem um deles pulando que nem uma menina adolescente esperando o encontro, tem o outro com cobrança de amante que manda escolher entre a mulher ou ela (no caso ele), e tem carinho. Mas como são dois cowboys (e que cowboys!!) nada é muito explícito (bem, só alguns beijos, abraços e olhares), mesmo quando estão só os dois nas suas “pescarias”.

O Heath Ledger (australiano macho-que-é-macho) faz o cowboy mais contido, Ennis Del Mar, aquele que assume menos e sofre mais. Jake Gyllenhaal (os olhos azuis mais bonitos do cinema atual) faz o cowboy mais assumido, Jack Twist, o que parte pra cima e o que cobra uma atitude. Os dois estão muito bem, palmas para eles. Duas cenas resumem o filme, a do Jack relembrando um momento do passado antes de ir embora do último encontro, e a do Ennis olhando as duas camisas sobrepostas no armário. A paisagem é linda, e o amor é difícil.

A Tia Helo com certeza não ia entender tamanho desperdício de matéria prima. Ela diria 241 “Ai, Jesus!” para os amantes vaqueiros.

Cinema, Aspirinas e Urubus

O fato que os alemães são os precursores da propaganda em massa e que eles também são ingênuos pra caramba (senão Hitler não tinha conseguido nada com eles) deve ter inspirado esse filme.

Aqui um alemão (alguém pode me dizer onde arranjaram esse ator?) fugindo da segunda guerra vai vender um produto novo que alivia as dores de cabeça, a tal aspirina. Ele faz isso através de filmes publicitários os quais eram mostrados em telas de cinema improvisadas. Onde ele vendia? Bem, no interior do nordeste, lá onde o povo tem dor de cabeça de fome, e os urubus rondam o céu. Ele tem um caminhão, um rádio e muita comida em lata, e com isso ele vai desbravando o sertão. No meio do caminho ele dá carona a um nordestino que quer chegar ao Rio de Janeiro e esse carona vira seu ajudante.

A partir daí vemos as diferenças entre o brasileiro e o estrangeiro, em tudo. Chega num momento em que o Brasil decide sair de cima do muro e toma o lado dos aliados, então os alemães e suas empresas passam a ser perseguidos aqui na terra tupiniquim. Com isso o alemão se desfaz de seus documentos e vai para a Amazônia onde ele acredita que a vida pode ser melhor. O nordestino, que já sabe que tirar borracha no seringal é uma roubada, fica com o caminhão das aspirinas e segue destino. O interessante é que o lugar que para o alemão é segurança contra a guerra, para o nordestino é a própria guerra (fome e miséria).

Foi o melhor filme nacional que eu vi desde Cidade de Deus.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem miséria, gente sofrendo, alemão tomando banho de cuia....ela diria um 157 “Ai, Jesus!”.

Munique

E lá vamos nós para uma incursão de Spielberg na rixa mais antiga do mundo: judeus x árabes.

Dessa vez ele conta a história da perseguição do Mossad aos árabes que arquitetaram o atentado terrorista nas Olimpíadas de Munique.

Eric Hulk Tróia Bana (e australiano macho-que-é-macho) faz Avner, um agente do Mossad que é recrutado pela vovozinha primeiro-ministro de Israel, Golda Meir, para a tal missão. Ele é mandado para Europa com uma lista de 11 nomes, muito dinheiro e 4 ajudantes (entre eles o futuro 007). No começo tudo é festa, eles conseguem as informações e começam a eliminar os nomes da lista. Mas no meio da história Avner percebe que o buraco é mais embaixo, que ao eliminar um nome da lista vai sempre aparecer um substituto, que os mercenários trabalham para os dois lados, que os árabes tem muito mais foco e vontade de vencer essa disputa e que ele também faz parte da lista de alguém.

Como um bom judeu, a culpa faz dúvidas pipocarem na mente de Avner. Será que essas pessoas são realmente culpadas por esses crimes? Será que eu sou um assassino? Será que minhas ações são melhores que as do inimigo? Será que vale a pena essa guerra? Será que algum dia vai ter paz mundial? E é com essas dúvidas que ele abandona Israel, onde seria um herói, e vira mais um estrangeiro no Brooklyn.

Confesso que depois daquele final ridículo de Guerra dos Mundos eu me decepcionei com o Spielba, mas eu gostei de Munique. É sempre bom ver os dois lados do confronto, que não tem bom nessa história. E ele sabe o que fazer com a câmera.

A Tia Helo, como boa católica, talvez gostasse de ver a confusão entre judeus e árabes. Ela só não gostaria de ver a violência. 247 “Ai Jesus!” para
esse filme.


Boa Noite e Boa Sorte

George Über Clooney dirige e atua nesse filme sobre um time de jornalistas que desvendou a CPI de caça aos comunistas.

Os jornalistas foram liderados por Edward Murrow, o William Bonner da década de 50, que fazia os dois tipos de jornalismo, o de denuncia e esclarecimento e também o fútil para pagar as contas. Nos anos 50 ele resolveu denunciar o absurdo que era a comissão de inquérito encabeçada pelo Senador McCarthy, um caipira que acreditava seriamente que os comunistas comiam criancinhas e sentia-se ameaçado por eles. Só que o senador esqueceu que a América é land of the free e home of the brave e foi longe demais na sua caça as bruxas. Claro que os meses entre as reportagens eram repletos de muita tensão, abandono de patrocinadores, mas o pessoal só queria fazer a coisa certa. E no fim fica a mensagem que a televisão enquanto jornalismo tem o dever de informar o público, mesmo que esse público só queira ver game shows.

Os atores estão muito bem, a fotografia em preto e branco dá um ar de documentário, e o George é o George. Uma coisa me chamou atenção, era tanta gente fumando nesse filme que eu acho que era uma mensagem subliminar para acabar com o preconceito anti-tabagista. Poxa América, deixa o povo fumar!

Tia Helo não gosta de comunistas, não gosta de fumantes, não tá nem aí pros americanos....mas ela ia gostar do George, ainda mais com aqueles óculos de garoto inteligente. Ela diria 183 “Ai Jesus!” Para esse filme.

Dizem por aí

Depois dos 4 filmes aí em cima fico até com vergonha de ter ido ver esse aqui. Mas vamos lá....

Nesse filme meio nonsense a Jennifer Friends Aniston descobre que a sua família foi inspiração para o livro e filme “The Graduate” (A Primeira Noite de um Homem). A Shirley Vida Passadas Maclaine faz a Mrs. Robinson, que, diga-se de passagem, virou uma mulher amarga, infeliz, porém muito engraçada. O Kevin Campo dos Sonhos Costner faz uma versão muuuuuuuito melhorada do Dustin Hoffman (e que upgrade!).

Mas pensando bem as coisas não se encaixam. No primeiro filme a Sra. Robinson pega o garotão porque teoricamente ela está entediada com a vida e quer tirar sarro de um pamonha virgem. O Dustin Hoffman por sua vez aprende a lição com ela e depois se apaixona pela filha dela. A Sra. Robinson dá um piti quando descobre esse fato. Piti esse que só fundamento se ela acha que o pamonha não aprendeu nada e que a filha dela vai sofrer. Duvido que ela estivesse super a fim do graduate, como querem que a gente acredite. Ora, a Sra. Robinson foi uma das primeiras mulheres a explorar um garotão para satisfação própria no cinema.

Nesse filme moderno me custa acreditar que o Kevin Costner fosse precisar aprender alguma coisa com alguém. Se alguém ensinou algo foi ele, à avó, à mãe e à filha. E tudo termina com um casamento e ninguém foge, blergh!

Difícil saber se a Tia Helo ia gostar ou não desse filme, em todo caso acho que ela diria uns 114 “Ai, Jesus!” para esse filme, sendo que 15 deles só para o Kevin Costner.

30.1.06

Macaé 2

Como prometido, aqui o meu post sobre Macaé e Búzios.
Euzinha como boa taurina preguiçosa que sou, deixo tudo para depois...se não precisa fazer agora, vamos fazer daqui há um mês hahaha.

Como todos os nossos 7 ou 8 leitores sabem, este ano foi muito complicado para mim por causa da doença do meu pai. Como o pior já passou, curti Macaé e Búzios na contagem regressiva.

Macaé realmente como falou a Ká é "inha", falta calor humano lá. Não adianta todo o din din do petróleo...precisa de vida. Imaginem, aquela praia linda e vazia!!

Mas vamos aos nossos vizinhos australianos, os aborígenes. Gente era a coisa mais lindinha. Nunca vi tanta organização em um terreno baldio. Lixo para um lado, cozinha para o outro, quarto para o outro e por aí vai.

Mas o que eu mais gostei foi chegar um dia em casa e ver que eles estavam se arrumando para um cineminha. Pasmem, os "homeless" com DVD e duas fitas de locadora. Eles estavam num clima BBB, filminho no quarto do líder.

Agora o que me deu mais raiva, foi no dia da nossa volta, nós sem água em casa e eles com água no terreno.

Mas eles eram super educados e solícitos.
No dia que fomos ao Mexicano, tia Beth quase que vira o pé no meio da rua. Na mesma hora um deles veio ajudar.

Chegou a vez de Búzios, ah Búzios...falar o que daquele paraíso que já não tenha sido dito!Que é lindo, chique, charmoso e cheio de gente interessante...

A única coisa ruim era que estava lotado , um calor dos infernos e eles estavam consertando o asfalto e isso estava tumultuando um pouco a cidade. Mas nem assim tira o impacto que Búzios sempre causa nas pessoas.

Mas o mais importante meus queridos é que eu estava nessa trip com duas pessoas muito importantes na minha vida que eu amo muito.O que torna qualquer roubada uma grande alegria.

Estou partindo para Recife na semana que vem, mas antes de ir passo por aqui para dar um alô!

Tia Helo vai ficar com saudades!

25.1.06

Bye, Bye Macaé

Bye Bye Macaé
Teoricamente esse é o meu último dia aqui na terra do petróleo. Faz um pouco menos de um ano que vim pra cá, mas andei fazendo as contas e concluí que só passei 100 dias (ou menos) de fato em Macaé city. Os outros sei lá quantos dias eu passei entre o Rio, Fortaleza, Salvador....

Macaé é bonitinha, arrumadinha, limpinha, inha, inha, inha. Mas falta um pouco de vida. Vida que não veio com o dinheiro do petróleo....pensando bem, a vida parece que parou em Búzios e ficou por lá (e quem não ficaria?).

Hoje eu me despeço daqui. A Luizinha veio para os momentos finais...aliás ela esperou até o último minuto do segundo tempo. Ela passou 3 dias aqui e já deu para ver o que tem de bom aqui. Ela conheceu a nossa cobertura super bem decorada pela Beth, os vizinhos aborígenes, o mexicano, alguns nativos e claro que fomos a Búzios que é o melhor de Macaé. (coisas que ela vai contar depois, num post já prometido)

E para fechar o ciclo com chave de ouro faltou água em casa e estamos indo para o Rio que nem duas porquinhas, oinc, oinc. Tia Helo não ia gostar nada disso, imagina passar mais de 15 minutos sem lavar as mãos.

Eu gostei desse quase um ano com algumas paradas em Macaé. Por isso esse post para me despedir da cidade petroleira que eu espero tenha, no mínimo, mais 2 cinemas decentes se eu algum dia voltar.

Um beijo, tchau!

22.1.06

Tia Helo e os garotões

Tia Helo e os garotões

A Tia Helo é um bando de coisa, mas não é boba. Ela sabe muito bem escolher quem vai ajudá-la, seja no supermercado ou no spa da terceira idade. E a Tia Helo gosta dos garotões e dos bonitos, porque pra ela beleza é fundamental. Como ela já passou dos 70, a faixa dela de garotões vai de 18 a 50.

Lá no spa da terceira idade tem um enfermeiro que vai nos quartos visitar as hóspedes. A Tia Helo se derrete toda para ele, exige até beijinho. E para o amigo da sua sobrinha... ”Que rapaz educado....que rapaz bonito...” suspira a Tia Helo.

A Tia Helo está muito certa. Eu e a Luizinha aprendemos bem com ela. Nada como um garotão que sabe se divertir e nos divertir. Eu já sei disso desde quando eu ainda tinha a idade deles, se bem que mentalmente eu ainda estou lá. Eu não tenho preferência, mas os mais velhos (mais velhos do que eu) não gostam muito de mim não, azar o deles.

Na ficção e na vida real tem muitas histórias de rapazes e suas amantes maduras (aqui em casa tem uma, minha mãe é mais velha que o meu padrasto garotão). Mas uma das melhores músicas sobre o assunto é do Rod Stewart, quando ele era garotão (é gente....ele já foi garotão um dia, lá na década de 70 quando ele ainda fazia umas músicas legais) e fez uma música pra tal da Maggie.

Maggie May

Wake up Maggie I think I got something to say to you
It’s late September and I really should be back at school
I know I keep you amused but I feel I’m being used
Oh Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home just to save you from being alone
You stole my heart and that’s what really hurt

The morning sun when it’s in your face really shows your age
But that don’t worry me none in my eyes you’re everything
I laughed at all of your jokes my love you didn’t need to coax
Oh, Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home, just to save you from being alone
You stole my soul and that’s a pain I can do without

All I needed was a friend to lend a guiding hand
But you turned into a lover andMother what a lover, you wore me out
All you did was wreck my bed
And in the morning kick me in the head
Oh Maggie I couldn’t have tried anymore
You lured me away from home ’cause you didn’t want to be alone
You stole my heart I couldn’t leave you if I tried

I suppose I could collect my books and get on back to school
Or steal my daddy’s cue and make a living out of playing pool
Or find myself a rock and roll band that needs a helpin’ hand
Oh Maggie I wish I’d never seen your face
You made a first-class fool out of meBut I’m as blind as a fool can be
You stole my heart but I love you anyway

20.1.06

As Crônicas de Narnia

As Crônicas de Narnia

Não, esse não está virando um blog de cinema, mas acontece que estamos na época dos Globos de Ouro e do pré-Oscar então nada mais justo do que falar de filmes (mesmo que sejam muitos blockbusters, um bocado de comédias românticas e alguns filmes cabeça).

Então lá fui eu a mais uma sessão de cinema no Cine Macaé...um parênteses aqui....sim, eu estou em Macaé e aqui não tem nada melhor para fazer a não ser ir para Búzios...fecha parênteses. O Cine Macaé não é dos melhores, a sala é pequena (a cidade idem), as cadeiras não são muito confortáveis, na falta do ar condicionado central do “shopping” eles colocaram 4 aparelhos de sei lá quantos btus que fazem um barulho danado e a tela é pequena. Tirando esses pequenos defeitos, incrivelmente a cópia de As Crônicas de Narnia aqui era legendada, então eu fui.

Como eu já disse num post aí para trás, eu li “O leão, a feiticeira e o guarda roupas” na pré-adolescência. Foi a minha iniciação aos mundos fantásticos e lembro de ter gostado bastante. Pula para 2006. Fui ver o filme do qual eu só sabia do guarda roupa, do leão e do frio de Narnia. Nem lembrava o nome de todas as crianças, mas com meia hora de filme a esclerose deu um tempo e eu fui me lembrando da história.

E que história fantástica. Tem: muitos bichos falantes, faunos, a feiticeira má, o papai noel, árvores mágicas, o leão sangue bom que dá um golpe de mestre na feiticeira, a tal mesa de pedra, centauros contra minotauros, e as quatro crianças. Lucy a corajosa (que descobriu a passagem no armário), Peter o mais velho e por isso quem manda, Susan a cabeça lógica e muitas vezes medrosa e o Edmund, o irmão traidor, mas que no fim se redime. Ok, é o velho bem versus mal, bonito contra feio (se bem que a feiticeira é chique), limpinhos x sujos, afinal é para crianças (e elas gostam).

Eu gostei. A Tia Helo talvez gostasse. Dizem que é uma alegoria a uma passagem da Bíblia e que o C.S. Lewis era um católico fervoroso, e disso a Tia Helo gosta muito. Ela não ia apreciar muito os bichos falantes, nem as cenas de guerra, mas no fim acho que ela só diria “Ai Jesus!” 53 vezes.

16.1.06

Os Produtores (The Producers)

Atendendo digamos a "um pedido " da Ká, este post era minha rsponsabilidade.

Ontem em uma linda tarde de sol escaldante no Rio de Janeiro, as três lindinhas: Ká, Luizinha e Suzinha foram ver os Produtores.

Uma refimalgem de um longa de 1968 do Mel Brooks aonde Nathan "gaiola das loucas" Lane,o nosso querido ícone Matthew "Ferris Bueller" Broderick e Uma "Kill Bill" Thurman dão um verdadeiro show de entretenimento( para quem gosta do estilo musical humor negro é claro).

A história é simples famoso produtor (Lane) fracassado e endividado tem a idéia com o seu contador (Ferris) de montar uma peça que seja um fracasso na estréia para eles poderem lucrar .
O estilo Mel Brooks é único e exclusivo. Um humor fino e refinado para poucos. O desenrolar deste filme é tudo de bom...eles procurando o pior diretor,o pior elenco a pior peça. A Uma Thurman se revelou uma comediante nata neste filme.Ela está ótima.
Esta peça está em cartaz desde 2001 na Brodway com Lane e Broderick no elenco.
O filme é divertido e nos faz sair leve do cinema...vale a pena conferir.
Ai meu deus!!!Tô parecendo o Rubens Edwald Filho...vocês lembram quando ele comentava filme no Jornal Hoje?Abafa o caso se não vai entregar a minha idade hehehehe.
Agora sinceramente não sei se a Tia Helo ia gostar desse filme.Acho que ela daria uma nota 5,0 . Ela iria gostar da parte musical do filme, mas a parte do deboche e sátira...não sei não.
Ela acharia que "eles" estariam debochando junto o que seria uma pouca vergonha.Então, nossa heroína ia pegar sua bolsa seu guarda-chuva e seu cardigan e iria embora no meio do filme!Nós três ficamos até o final e amamos!

15.1.06

+ Filmes

Filmes
2046
A China tem mais de um bilhão de habitantes mas só 5 ou 6 atores. Nesse filme meio futurista, meio anos 60, meio ocidental tem aquela chinesinha muito bonita que está em todos os filmes chineses dos últimos 5 anos, tem um outro ator que eu vi em Herói, e mais alguns que eu não identifiquei mas são os de sempre.

É um filme sobre o amor. A história se passa em Hong Kong o que torna esse um filme oriental para ocidente, ou seja, as pessoas são chinesas mas o figurino é ocidental, a música e os hábitos dos personagens idem. 2046 é o lugar onde nada muda, é onde as pessoas vão buscar suas lembranças, e pode ser um quarto num hotel ou um ano no futuro. O filme transita entre os anos 60 e o ano de 2046 para contar histórias de amor e paixão tendo como figura central o Sr. Chow (ou Chong, não lembro).

“O verdadeiro amor é impossível, logo só o amor impossível é verdadeiro.” Assim Arnaldo Jabor definiu 2046, numa coluna muito boa sobre o filme.

Achei esse filme muito bonito. No começo eu fiquei um pouco confusa com o vai e vem na linha do tempo, com os chineses em cena (eles são muito parecidos) e em ter que ler as legendas (coisa que eu não estou acostumada). Felizmente o filme é lento e as falas são poucas (e muito boas), no fim eu consegui juntar os pauzinhos e entendi tudo.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem sexo, tem dúvidas existenciais, tem paixão não correspondida, tem paixões escondidas....ela provavelmente diria 231 “Ai, Jesus!” para esse filme.


A Marcha dos Pingüins (La Marche de L'empereur)

Os pingüins são lindos. A penugem deles é maravilhosa, brilha com uma intensidade no contraste com a neve e gelo do seu habitat. Confesso que eu não sabia absolutamente nada sobe essas aves que adoram o mar, fazem a dança do acasalamento, ficam meses sem comer, fogem de outros animais predadores, enfrentam um frio que ninguém merece e ainda assim conseguem sobreviver. Incrível.

A fotografia do filme é muito bonita, impressionante o que o diretor conseguiu captar. A única coisa do filme que é uma droga é a narração. Sinceramente não precisava dar “voz” aos bichinhos, não combinou. Como disse a Luizinha menos National Geographic e mais Discovery.

A Tia Helo ia gostar desse filme, ela só não ia querer ver as cenas tristes, mas é um filme educativo. Ela diria 20 “Ai, Jesus!” para esse filme.

Tudo em Família (The Family Stone)

Nesse filme a Sarah Sex in the City Jessica Parker resolveu ficar uptight e conhecer a família nada convencional do namorado. A família toda acha ela uma chata e ela só dá fora. No desespero ela chama a irmã (Claire Danes) que acaba fazendo mais sucesso com a família bizarra e com o namorado da irmã inclusive. O irmão do tal namorado é o lindo Luke Wilson que acaba levando a chatinha certinha para um bar onde ela toma todas e se revela (boooring...). Depois dessa tradicional troca de casais descobre-se que a mãe (Diane Keaton) está doente e vai morrer. Chega né? Eu quis dormir contando essa história.

Fui ver esse filme achando que ia rir um bocado mas saí do cinema triste. Triste porque não ri muito, triste porque o Luke Wilson não é o meu namorado, e triste porque eu estava morrendo de fome.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, muitos americanos neuróticos em cena. Ela diria 157 “Ai, Jesus!” para esse filme.

Em seu Lugar (In Her Shoes)

Aqui a Cameron Diaz prova que não sabe muito sobre atuação e faz uma louquinha disléxica que deixa a irmã (Toni Collete) maluca. Depois de, hum, ficar com o namorado da irmã, esta a coloca para fora de casa e a Cameron vai tentar dar um golpe na avó (Shirley Vidas Passadas Maclaine) a qual ela nem sabia que estava viva. No fim o amor fraterno (coisa que eu não entendo) prevalece e tudo se resolve.

Mesmo com a atuação fraca da Cameron Diaz, e de outras bobagens eu gostei desse filme. As velhinhas do asilo dão um show.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, acho que ela nem ia se identificar com as velhinhas, provavelmente ela ia ficar com inveja do condomínio que elas moram. Ela diria 93 “Ai, Jesus!” para esse filme.

E se fosse verdade (Just Like Heaven)

Esse é um filme de mulher. Comédia romântica absurda. Vamos a sinopse.
Médica workaholic (Reese Witherspoon), sem vida social, tem um acidente e não sabe se morreu. Nessa dúvida ela continua a habitar o apartamento que agora é alugado por um cara (Mark Ruffalo), que é uma gracinha, e que consegue ver e falar com ela. Eles precisam resolver o impasse do apartamento e descobre-se que ela está em coma. Claro que ele se apaixona por ela, blá, blá, blá e tudo se resolve no fim. Como? Ah vai ver essa baboseira e descobre.

Eu gostei, apesar de ser uma besteira previsível, eu sou mulherzinha e adoro um filme bobinho de vez em quando.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem esse negócio de espírito falando com gente viva...se bem que ela já está acostumada com “eles”. Acho que ela diria 112 “Ai Jesus!” para esse filme.

13.1.06

Tia Helo mofou

Tia Helo mofou

Mofo. Argh! Acontece em todo canto. Geralmente é porque as coisas ficam esquecidas no fundo do armário, por muito tempo, no escuro e úmido. No caso da Tia Helo, que não está no fundo do armário (ainda), é uma questão de ambiente, ou ecossistema.

Como ela não deixa ninguém abrir a janela, porque “eles” não podem entrar. Não ascende a luz porque “eles” podem ver o que ela está fazendo. Não liga o ventilador porque “eles” vão chamar a polícia por causa do barulho. E, para completar, ela lava as mãos 250 vezes por dia. Então vamos à matemática:

Luz (zero) + ar fresco (zero) + ventilação (zero) + calor carioca + água (muita) = mofo (muito)

Como a Tia Helo é professora de português acho que ela não entende equações ‘complicadas’ como essa.

Tia Helo para o sol, já!

7.1.06

Em 2006....


Em 2006....

Felizmente eu e Luizinha estamos separadas dos doces por esse vidro grosso, um atendente não muito simpático e vários reais. O nosso objetivo para 2006 é se desfazer do shape da foto na geladeira (e essa eu não mostro aqui de jeito nenhum!). Por isso vamos ser solidárias a Tia Helo, que não pode mais comer doces, coitadinha.

31.12.05

Feliz Ano Novo!

Luizinha e eu rumo a 2006.
Um feliz ano novo para todos!!

Ano Novo

Ano Novo:


Finalmente chegou o grande dia: 31 de Dezembro. Como todos sabem Eu e a Ká vamos infrentar a fúria frenética de Copacabana. Estaremos lá com milhares de turistas do mundo inteiro para brindar 2006.

Nesta época do ano, todo mundo faz planos: financeiros, amorosos , de iniciar uma dieta ou simplesmente mudar velhos hábitos.Agora eu pergunto, por que não fazemos isso durante todo ano ? Por que somos solidários em apenas em alguns períodos do ano? Pois é, seria ideal se ,de tempos em tempos, tentássemos crescer e mudar velhos hábitos.Vamos ver se neste ano que se inicia consigo essas modificações hehehe.

Desejo a todos um ótimo ano novo cheio de paz e saúde. O resto a gente corre atrás.

Beijo a todos!

28.12.05

Outras Tias

Outras Tias

Meu primo (que é filho único) tem 5 tias solteironas. Duas delas nós compartilhamos, mas as outras três são exclusivas dele, e uma dessas três é tão excêntrica quanto a Tia Helo (levanta a mão aí quem não tem uma tia dessas).

A Tia Maura quer muito comprar um apartamento. E ela já está a procura tem 25 anos, mas ela não consegue achar um que satisfaça suas exigências.

A Tia Maura tem um super poder, mas ela não sabe disso. Ela consegue escutar menor som que seja e achar que é barulho. Imaginem se ela conseguisse dominar esse poder e usa-lo para o bem? Mas infelizmente ela usa para procurar um apartamento que não tenha barulho. Então a Tia Maura segue um pequeno ritual antes de comprar um apartamento.

Primeiro ela pergunta se faz barulho. Se a resposta for sim, ela já vai embora, se for não ela pede para passar dois dias (e dormir, claro) no lugar para confirmar se não tem barulho.

Depois ela interfona para todos os vizinhos para saber quem tem filhos, de que idade são esses filhos, se não tem filhos quando vão ter, etc...

Não contente ainda ela vai de porta em porta no prédio para saber quem é solteiro, quem vai casar, etc

E se ela escuta um carro passando na rua na hora de fechar o negócio, já era, nada feito, não dá para ela, o apartamento tem barulho.

Por isso ela ainda vai passar mais 25 anos procurando. E olha que a Tia Maura não escuta “eles” porque senão ela fazia que nem a Tia Helo que deixou de comprar um apartamento com medo que suas irmãs a matassem para ficarem com a herança.

26.12.05

Minas, uai

Minas, uai

A capital

Esse ano o Natal foi em Belo Horizonte. Fui lá ver o lado mineiro da família.

A cidade cresceu bastante desde a última vez que eu estive lá, mas BH pra mim é uma confusão arquitetônica. Lá se encontra muitos exemplos da arquitetura desde 1890 até hoje, com muitas coisas boas (igreja da Pampulha, alguns prédios do Niemeyer, muitas praças, casas) e ruins (prédios com pilotis, colunas em V, fachadas de vidro, fachadas de concreto aparente), e por aí vai. E está tudo misturado e espalhado naquelas avenidas laaargas. Só que dessa vez o que mais me impressionou foi a nova igreja do Bispo Macedo, um exagero, um prédio enorme. Dizem que ele derrubou casas antigas e tombadas ( tsc, tsc), e ainda ficou parecendo a loja nova da Daslu em SP, só que no prédio do bispo vende-se vaga no céu.

A festa do Natal foi muito boa! Fazia tempo que eu não via os primos, as tias e tios e foi bom conhecer a nova geração, os filhos dos primos.


Um passeio na Estrada Real

Na volta para o Rio passamos por Congonhas, Tiradentes e Barbacena.

A Tia Helo ia adorar Congonhas. Lá tem uma basílica com os 12 profetas (em pedra sabão) e mais 6 capelas cada uma com esculturas (em madeira) desde a Santa Ceia até Jesus na cruz. Tudo feito pelo Aleijadinho. Muito bonito, muito expressivo. O guia lá disse que era o maior acervo de arte barroca da América Latina, ok, eu acredito. A Tia Helo ia querer levar tudo para o quarto dela, se “eles” deixassem, é claro.

Não vi muito da cidade de Barbacena, dizem que lá tinha muita casa de repouso para, hum, doentes mentais. Parece que o clima de lá fazia bem para os maluquinhos. Mas eu não vi nada disso, só vi a EPCAR (escola da aeronáutica), onde o meu pai estudou. A escola é enorme, com ginásio, piscina aquecida, cinema, campo de futebol, laboratórios, sei-lá-quantos alojamentos, tudo muito organizado. Infelizmente os cadetinhos estavam de férias.

Tiradentes é linda. É típica da época colonial. As ruas ainda são de pedra, o que dificulta a passagem dos carros e deixa a cidadezinha mais simpática. O centro histórico está bem preservado, com muitas lojinhas e galerias de arte. Os restaurantes são quase todos de comida mineira.

E confesso que o meu estômago é mineiro....hummm....feijão tropeiro, tutu, couve, torresminho.....doce de leite, biscoitinhos, bolo....ô trem bom é essa comida mineira, sô.

19.12.05

É Natal?

É Natal?

Vinte anos atrás uns ingleses, ok, britânicos (só porque o Bono é irlandês) resolveram fazer uma música para arrecadar uma graninha pro pessoal faminto lá na África. Esse grupo ficou conhecido como Band Aid e a música era "Do They Know It’s Christmas?" .

"It's Christmas time, there's no need to be afraid
At Christmas time, we let in light and we banish shade
And in our world of plenty we can spread a smile of joy
Throw your arms around the world, at Christmas time

But say a prayer, pray for the other ones
At Christmas time it's hard, but when you're having fun
There's a world outside your window, and it's a world of dread and fear
Where the only water flowing is the bitter sting of tears
And the Christmas bells that ring thereare the clanging chimes of doom
Well tonight thank God it's theminstead of you

And there won't be snow in Africa this Christmas time
The greatest gift they'll get this year is life(Oooh)
Where nothing ever grows
No rain or rivers flow
Do they know it's Christmas time at all?

(Here's to you) raise a glass for everyone
(Here's to them) underneath that burning sun
Do they know it's Christmas time at all?

Feed the world
Let the know it’s Christmas time
Feed the world
Let the know it’s Christmas time again"

Fez o maior sucesso no Natal de 1984, o single até apareceu aqui no Brasil, naqueles disquinhos de vinil, o compacto. Eu não consegui comprar mas a Luizinha tinha (ou tem??). Ora, quem não ia querer uma música com Bono Vox, Sting, Simon Le Bon, Boy George e George Michael, entre outros, cantando juntos (insira aqui muitos gritinhos histéricos)??

Do single, veio o Live Aid (que teve outra edição em 2005), e até hoje esse projeto arrecada dinheiro para os africanos, melhorando a vida de muitos. Começou com a alimentação, mas hoje eles já contribuem com a educação. Na época em que não tinha internet eles conseguiram chamar atenção do mundo para a situação nada humana de alguns lugares. E depois deles surgiram muitas outras organizações de caridade que atuam não só na África, mas no resto do mundo.

A música, que foi composta em 24 horas, mesmo com uma letra básica, convida a refletir sobre a época do Natal.

E essa festa está perdendo o sentido. E não falo do sentido religioso porque eu não tenho religião (perdi pontos com a Tia Helo), mas do sentido que essa data é a primeira das que encerram um ano, um ciclo, uma volta ao redor do sol. É nela que mandamos cartões para os amigos distantes geograficamente e telefonamos para aqueles que não são tão próximos, mas são queridos, dando um resumo do ano e sabendo das novidades. É nela que juntamos a família pela enésima vez ou pela única vez no ano para falar besteira, contar da vida, comer e beber. E os presentes? Ahhh, os presentes são muito legais, mas não são obrigatórios(exceto para crianças, óbvio). E sinceramente o consumismo é absurdo, acabamos dando voltas no shopping, entrando em lojas, sendo torturados pela versão horrorosa da Simone para a música de outro britânico ( o John), só para comprar coisas, coisas e mais coisas....

Esse ano a Beth aboliu a troca de presentes aqui em casa. Ela até resolveu fazer a ceia de Natal uns dias antes. Foi hoje no almoço. Teve peru assado com Christmas Pudding (coisa de inglês) de sobremesa.

Que o Papai Noel traga muita serenidade para a Tia Helo. E espero que “ele” lembre de não usar a janela.

Feliz Natal para todos!!

15.12.05

Mundos Fantásticos

Mundos Fantásticos

Eu li The Lion, The Witch and The Wardrobe (desculpem, mas O leão, a feiticeira e o guarda-roupa soa muito estranho) quando eu tinha 10 ou 11 anos de idade. Estudei em escola americana e tanto as ‘Crônicas de Nárnia’ como ‘O Senhor dos Anéis’ era leitura obrigatória (melhor do que ler ‘Senhora’ hein?). Não lembro de muita coisa sobre Nárnia, mas lembro que gostei muito das histórias e lembro do leão Aslan, do inverno eterno e do tal guarda-roupa que era a passagem secreta para um mundo fantástico. (Não vi o filme... ainda... fica para o próximo post)

Alias, mundo fantástico é uma especialidade inglesa. Eles não sabem cozinhar, mas sabem criar línguas, países, mapas, reinos, criaturas, etc.

J.R.R. Tolkien com a sua Terra Média, seus hobbits e o Um Anel.

C.S. Lewis com as crianças que entram no armário e encontram Narnia.

Lewis Carroll com a sua Alice na tal Wonderland.

J.K. Rowling com Harry Potter e Hogwarts separando os magos dos trouxas.

Douglas Adams com Arthur, o seu mochileiro das galáxias pegando carona em espaçonaves indo comer no restaurante no fim do universo.

E no mundo fantástico do mistério e espionagem temos Sir Arthur Conan Doyle com Sherlock, Agatha Christie com Poirot e Ian Fleming com seu Bond, James Bond.

Sem esquecer a lenda do Rei Arthur e Camelot.

Na minha próxima viagem à Inglaterra eu já tenho muitas coisas para fazer: entrar no armário alheio para saber se o Aslan precisa de alguma coisa, tentar pegar um trem para Hogwarts na King’s Cross para ver o que o Harry vai fazer sobre o Voldemort; seguir algum coelho branco até o País das Maravilhas e tomar um chá; me juntar a távola redonda com Lancelot; solucionar alguns assassinatos; salvar o mundo de uma chantagem atômica e depois pegar a minha toalha e apontar o dedão pro céu na esperança de pegar uma carona extraterrestre até a Nova Zelândia onde fica a Terra Média, vê se eu encontro o Rei Aragorn e o elfo Legolas para uma aula de arco e flecha. Ufa!!

Será que os ingredientes secretos para se criar mundos fantásticos estão no leite da vaca louca??

Se bem que a Tia Helo nem é inglesa e já fica com esse papo de “eles” pra cá, “eles” pra lá.....

11.12.05

Taxis e seus motoristas

Taxis e seus motoristas

A Tia Helo é preguiçosa, andar não é com ela. Pega táxi pra tudo. A Luizinha disse que ela, a essa altura, já sustentou uma cooperativa inteira.

A Tia Helo não pega qualquer táxi. Ela para o veículo, examina bem a cara do motorista e decide se vai entrar ou não no carro. A Tia Helo é muito criteriosa, afinal nunca se sabe se “eles” vão estar ao volante.

A Luizinha, como boa sobrinha que é, também é chegada num táxi. Ela tem vários números de motoristas amigos para diferentes ocasiões (noite, dia, longe, perto, etc).

Eu quase nunca ando de táxi. Mas quando a Beth (para quem não sabe, é a minha mãe) vem me visitar aqui no Rio a gente só anda nos amarelinhos. Não escolhemos motoristas como a Tia Helo e nem temos um personal taxista que nem a Luizinha, vai o primeiro que parar mesmo. E exatamente por essa falta de critério é que pegamos os motoristas mais engraçados da praça.

Só para mencionar alguns:

- o ligeirinho: contou toda a vida numa corrida de 6 reais.

- o língua solta: esse falava demais, de Botafogo ao Leme non stop, segundo a Beth ele falava mais que qualquer mulher.

- o do contra: na volta de uma noitada o motorista teve a cara de pau de me dizer que aquela banda antiiiiga (os Beatles) não prestava, e eu tentando o convencer do contrário.

-o spoiler: indo com a Beth para o cinema o homem ao volante contou toda a história do filme que estávamos pensando em ver.

- o fofoqueiro: voltando do teatro depois de ver um balé o motorista nos colocou a par de todo inside do meio artístico, ou seja, quem comia quem, quem se drogava e com o que, quem bebia com quem, tudo, ele sabia tudo.

- o economista: esse reclamava da situação atual do país, e dava as suas soluções pouco ortodoxas.

- e, o melhor de todos, o romântico: ao entrar na Av. Atlântica, ali no posto 6, e avistar a praia de Copacabana com uma lua cheia, o motorista disse “ vou dar uma paradinha aqui e ligar pra minha senhora”....aí ao telefone “querida, vai para a janela e olha a lua....maravilhosa...lembrei de você...” depois disso até chegar no Leme ficamos sabendo que ele tinha 30 anos de casado, dois filhos, que o amor é lindo, blá, blá, blá........

7.12.05

+ Filmes

Filmes

Uma Vida Iluminada

Nesse filme Elijah Frodo Wood deixa de lado aquele negócio de destruir o anel e vai até a Ucrânia colecionar memórias. Ele faz um americano descendente de judeus ucranianos que vai atrás da mulher que salvou a vida do seu avô durante a segunda guerra. O curioso é que ele coleciona memórias através de objetos que ele guarda em ziplocs armazenados na sua pochete. Memórias dele e de outras pessoas.

Na Ucrânia ele contrata como tradutor e guia um rapaz (que é quem narra a história, num inglês muito engraçado), o avô do rapaz como motorista (esse avô se acha cego), e a cadela guia do avô. Os três, bem, quatro contando a cadela, entram no carro e rumam a uma cidadezinha chamada Trachimbrod que ninguém conhece, e a muitas descobertas.

As diferenças culturais são muito engraçadas e as traduções feitas pelo rapaz também. No fim eles acham a tal vila e o final é muito tocante. Eu gostei muito.

Esse filme é baseado no livro Everything is Illuminated, ou Tudo se ilumina.

A Tia Helo talvez gostasse desse filme, tem um fundo família, mas tem palavrões, falam de sexo, judeus sendo mortos....hummm...acho que ela diria 57 “Ai, Jesus!” para esse filme.


Flores Partidas

O ghostbuster Bill Murray fica meio lost in translation outra vez e vai atrás dos fantasmas do passado. Ele recebe uma carta misteriosa de uma mulher do passado dizendo que ele tem um filho e que esse filho foi procurá-lo. O vizinho viciado em mistérios o convence a fazer uma lista das suas amantes de 20 anos atrás (curioso que ele lembre de todas) e prepara para ele um roteiro para encontrá-las e saber qual delas é a mãe do seu filho.

Como nos EUA ninguém faz uma pergunta direta tipo: “ Foi você que mandou a carta?” ou “ Você teve um filho meu?”; o amigo curioso diz para ele ficar atento a detalhes como coisas de cor rosa e uma máquina de escrever.

Ele vai lá, atrás das 5 mulheres que ele conseguiu listar (sendo que uma estava morta). Todas tinham coisas cor de rosa, uma tinha uma máquina de escrever, e nenhuma conseguia responder o que ele queria saber.

E o tal filho?? Pois é, ele cruza com um rapaz, mas ao invés de perguntar diretamente o que ele quer saber fica num papo viagem...

“O passado já era..... o futuro ninguém sabe..... só existe o agora...”

E o agora dele é muito parado. Não decidi sei se gostei ou não desse filme. Ri algumas vezes no meio do filme e no fim dei uma boa risada....eu e mais 2 pessoas no cinema.

A Tia Helo não ia gostar desse filme. Ela diria 114 “Ai Jesus!” num tom normal e depois um “Ai, Jesus!” bem escandaloso no fim.

5.12.05

Pearl Jam

Pearl Jam

Seguindo a tradição das bandas estrangeiras só aparecem aqui no Brasil depois de, pelo menos, 10 anos de sucesso, eu finalmente tive o prazer de ver o Pearl Jam. Eu e mais 40 mil pessoas, aqui no Rio.

Não vale a pena mencionar os problemas de organização, som meio baixo, falta de banheiros etc, porque o show foi na Apoteose e tudo isso já era esperado.

Começou com "Animal", mas eu não vou lembrar a seqüência das músicas, o que importa é que eles tocaram todas as boas (se bem que todas são boas né? teve até uma dos Ramones). O Sr. Vedder estava...digamos... tão "legal" no começo do show que o português dele era mais compreensível do que o inglês, aliás, parece que só ele conseguiu beber alguma coisa com alcool( parecia vinho) depois das 20:30. Ah! Dane-se. Ele cantou maravilhosamente bem, deixou o povo cantar bastante – e todo mundo sabia TUDO. O guitarrista de cabelos vermelhos saradão e o baterista galã, pra mim, foram os melhores dos melhores no palco. (O homem das baquetas então....muito bom! Confesso que sou chegada numa bateria).

E, claaaro, o Sr. Vedder, com aquela voz única, é a essência do grupo. Lá no fim do show (e foram mais de 2 horas de puro rock), depois de apresentar a banda ele mandou essa: “ Eu sou Eddie, meu telefone está no verso do seu ingresso e quando forem a Seattle é só ligar.” Incrível!! Em menos de um dia no Rio de Janeiro Eddie Vedder aprendeu o famoso “passa lá em casa” carioca.


A Tia Helo não ia gostar do Pearl Jam. Eles não usam roupas coloridas, não tem tendências a ópera e fazem muito barulho. Talvez ela achasse o Eddie Vedder bonito, mas ia dizer que ele é muito cabeludo. Azar o dela.


Eu adorei!!! Estou cantando até agora...oh oh oh I’m still alive....

4.12.05

Contrabando 2

Como vocês sabem, a Tia Helo sempre gostou de fazer compras.
Na época em que ela trabalhava, adorava gastar din din com badulaques e bugingangas que não teriam a menor utilidade para ela. Sempre teve adoração por sapatos e pela Rua da Alfândega no centro da cidade, conhecida carinhosamente como Saara.

Não é só a Rua da Alfândega que faz parte desse paraíso popular do consumo.Existem ruas ao redor que fazem parte da Disney consumista.Encontra-se de tudo lá , desde caneta bic até peça para carro. Existe estação de rádio própria e as lojas são digamos originais...carioca que é carioca tem que ir pelo menos de vez em quando no Saara fazer uma reciclagem.

Como sobrinha, também amo gastar dinheiro e comprar aquelas futilidades que no fundo, você sabe que não precisa ,mas compra pelo simples prazer de gastar...existe coisa melhor do que um sapatinho novo quando baixa a depressão? Existe endorfina melhor do que gastar dinheiro? Eu não conheço.

Pois bem, esta semana em homengem a tia Helo e a nossa genética gastona, tive no Saara.Realmente aquilo lá é uma loucura, o próprio mercado persa.
Milhares de pessoas indo e vindo e óbvio todas esbarrando em você. Só para lembrar a r.da alfandega é no centro do Rio, aonde nesta época do ano faz um calor infernal. E esta semana o calor aqui estava de matar.

É impressionante a fúria consumista que bate em você num lugar desses.Eu por exemplo não tenho nenhuma habilidade para trabalhos artesanais, tipo bijús , bordados e afins. Nesta minha última visita ao Saara saí com um monte de canutilhos, miçanças e paetês.
Não seria melhor, nós mulheres consumistas ficarmos na segurança de um shopping center?