30.3.07

Earl e o karma

Earl e o karma Aqui em casa não tem o canal macho-que-é-macho FX então eu nunca tinha assistido essa série super divertida: My name is Earl. Ainda bem que a internet resolve tudo.

O Earl é um ladrão que vive de pequenos furtos apenas para sua subsistência e de sua família. Ele é aquele americano white trash, que mora numa cidade pequena, numa casa que é um trailer, com um bigodão e aquele aspecto fuja-assim-que-ver. Um dia Earl ganha na loteria para, em seguida, ser atropelado e ir parar no hospital, além de perder o bilhete premiado. Ainda internado e com o gesso na perna, sua mulher pede divórcio (ele casou com ela no meio de uma bebedeira para depois descobrir que ela já estava grávida de 6 meses, e o segundo filho nasceu a cara do cozinheiro negão do bar).

Earl então descobre o ‘karma’ assistindo um programa de tv que resumiu a crença budista milenar a: “faça coisas boas e coisas boas vão acontecer, faça coisas ruins e coisas ruins vão acontecer”. Earl faz uma lista (e eu adoro listas) com mais de 200 itens de coisas ruins que ele fez na vida desde criança (e ele era uma criança escrotinha) e resolveu que ia acertar tudo com todos. Assim que ele começa executar os itens de sua lista o karma delvove o bilhete premiado e com o dinheiro Earl pode se concentrar na sua lista e como ele diz "Just trying to be a better person".

Para ajudá-lo ele conta com o seu irmão Randy (um fofo que fica doidão depois de 4 cervejas e canta ‘Time after time’ quando está na fossa), com Joy sua ex-esposa encrenqueira, Catalina a camareira-imigrante-ilegal-dançarina, o cozinheiro negão Crabman, e outros que vão aparecendo.

Claro que muitas vezes o karma age por linhas tortas e Earl tem que se virar para entender a mensagem, as vezes isso significa acrescentar coisas a lista, o que faz cada episódio mais engraçado.

Jason Lee (eu acho ele muito divertido) é Earl, e a trilha sonora é muito boa. Mais uma na minha lista de séries.

27.3.07

Sobe e desce

Sobe e desce

Roger Federer está com o mojo em baixa.... perdeu para Guillermo Cañas pela segunda vez em duas semanas. Ai, caramba hombre!!

Já o mojo de Michael Phelps está subindo conforme suas braçadas nas piscinas de Melbourne. Bateu o recorde mundial dos 200m livre ontem, vencendo um dos meus nadadores preferidos, o holandês Pieter Van den Hooganband (adoro esse nome!). O americano já ganhou duas medalhas de ouro nesse mundial e quer mais 6. Ô Phelps, toma o leitinho de canguru que você consegue!

26.3.07

+ Filmes

+ Filmes

Scoop

A morte é timoneira de uma nau onde ela leva os mortos ao seu destino. Genial, só o Woody Allen com seu conhecimento de mitologia grega para colocar a barca de Caronte num filme.

Então, no tal barco está um jornalista que recebe em primeira mão uma pista sobre o assassino do momento em Londres, o tal assassino das cartas de tarô. Como ele está a caminho do, hum, ok, céu (em homenagem a tia Helo), ele pula na água e resolve nadar até o jornalista vivo mais próximo. É aí que entra Scarlet Johansson , ela recebe a fofoca do além no meio de um número de mágica executado por Woody Allen.

A fofoca é que o assassino é o filho de um lorde, ninguém menos que o lindão Hugh Jackman (australiano e macho-que-é-macho). Claro que ela se apaixona.

Eu acho o Woody Allen um pouco chato. Geralmente gosto mais dos filmes que ele só dirige (com algumas exceções do início de carreira). Acontece que nesse filme ele tem as melhores falas e nada supera ele dirigindo um Smart pelas estradas inglesas.

É um filme legal, boas risadas. A Tia Helo diria 121 “Ai, Jesus!”, pelo barco da morte, pelo Woody Allen, e alguns pelo corpão do Hugh Jackman.


O Bom Pastor

Robert DeNiro dirigiu esse filme sobre o início da CIA, inteligência americana. O filme desenvolve como a espionagem, com muitos detalhes, às vezes lento, mas sempre com descobertas.

Matt Damon (excelente) faz Edward Wilson, aluno recrutado em Yale para um clube secreto que viria a ser a base da CIA. Ele se destaca por sua seriedade, astúcia e boca fechada. Ele fala pouquíssimo, e sorri ainda menos.

Angelina Jolie faz a mulher-que-engravida-depois-de-uma-vez-e-sofre-a-vida-inteira. Primeiro ela é trocada pela segunda guerra quando Edward vai para Europa e só volta após 6 anos. Depois ela sofre com o sigilo do trabalho dele. O filho deles não conhece o pai, mas adora ficar ouvindo atrás da porta.

A vida de Edward é só trabalho, e nessa linha não se confia em ninguém. Como disse o russo “os amigos viram inimigos e os inimigos viram amigos”.

Eu gostei desse filme. A Tia Helo diria 201 “Ai, Jesus!” para o Bom Pastor, mesmo com um título bonzinho desses.

24.3.07

Escutei por aí...

Escutei por aí...

Ela: ai...na primeira saída ele de repente disse "quero casar e ter dois filhos"... argh! Quem quer saber de filhos na primeira saída??

Ele: não sei porque os homens falam isso, melhor ele dizer que queria casar e transar com a mulher até os 90 anos.

21.3.07

Propaganda

Propaganda

O novo filme do Jim Faz Caretas Carrey estréia dia 23 e se chama Número 23. Não sei do que se trata, mas a propaganda do filme diz assim:

O sangue demora 23 seg. para circular pelo corpo
O alfabeto latino tem 23 letras
Nosso corpo tem 23 cromossomos de cada um dos pais
A Terra gira sobre um eixo de 23 graus
A soma do horário da bomba de Hiroshima é 23
A soma de 11/09/2001 dá 23
2 dividido por 3 é igual a 0,666 - o número da besta (hahahahaha, reduziram a dita cuja a zero-virgula-besta)

Nada disso me chamou a atenção, MAS se eles tivessem lembrado que 23 é um dos números malditos de Lost aí sim eu comprava o ingresso.

15.3.07

Par avion

Par Avion


**Para os iniciados em Lost que já viram a terceira temporada**



O que foi Locke voltando a deixar dúvidas na gente sobre suas intenções na ilha? Muito bom!


Christian Shephard e Claire....wow!


Que surpresa aquela do final hein?!?


Agora o Dr. Jack tem toda a minha atenção!


12.3.07

Água?

Água?

Eu tenho uma teoria que a água de Tucuman deixa as mulheres dessa pequena província argentina não muito normais (estou sendo educada).

Não conheço a Argentina, só o aeroporto. Eu conheci poucos argentinos e da minha pequena amostra posso dizer que os mais legais e educados são os de Córdoba, os metidos de Buenos Aires e os malucos, ou melhor, as malucas de Tucuman.

Um amigo trouxe sua namorada de Tucu-city para passar um mês aqui em casa. Um belo dia ela saiu de casa e foi passear na Beira Mar. Quando ela volta o telefone toca e eu atendi, era um cara querendo falar com ela. Ela foi para o canto da varanda e ficou num blá, blá blá.... depois de uma hora ela foi tomar banho e voltou toda pronta olhou pro namorado e disse que ia sair com o fulano. Hã???

Esse namoro era um vai e vem danado. Acontece que mesmo depois de acabado o relacionamento, ela morando na Itália (porque sair de Tucuman é tudo que elas querem) ligou para ele do hospital. Ela resolveu se jogar pela janela, só que era primeiro andar e ela só torceu o tornozelo.

A Veja dessa semana trouxe a reportagem “Assassinas de Tucuman”, de Tomaz Favro, sobre esse lugar onde as mulheres matam mais do que os homens e com requintes de crueldade. É, meus amigos, as mulheres de Tucuman não são partidárias do tradicional envenenamento, elas gostam mesmo é de sangue (e de drama e intriga).

No fim da reportagem diz que “Permanece um mistério por que tantas mulheres em Tucuman estão cometendo crimes dessa natureza.”. Eu estou dizendo que o problema é na água, pode testar!

9.3.07

+ Filmes

+ Filmes

Letra e Musica

Ok, eu confesso. Adoro o Hugh Grant! Poucas pessoas sabem ser ridículas como ele, e conseguem se sair bem. Só ele mesmo para ser pego pela polícia recebendo um, ahhn, serviçinho básico de uma moça (??) de vida dura nas ruas de Los Angeles e fez seus maiores sucessos depois.

Hugh Grant também é macho-que-é-macho. Ele pode não ter a famosa cara-de-quem-bate-em-mulher, não tem o peito cabeludo, não exala tanta testosterona assim, mas ele é um cara divertido, sabe suas limitações e sabe rir de si mesmo.

Dito isso, o filme “Letra e Música” é uma daquelas comédias românticas que divertem. A cena inicial, que é um clipe estilo anos 80 com toda cafonice da época e melodia que gruda na cabeça, é ótima. E Hugh Grant mostra todo o seu rebolado inglês (que ele já tinha dado uma palhinha em Simplesmente Amor). Drew Barrymore faz o par romântico e o filme ainda dá uma sacaneada nas cantoras estilo Britney do momento.

Pop! Goes My Heart...... A Tia Helo também ia gostar, mesmo com a reboladinha ridícula do Hugh, só 5 “Ai, Jesus!” para esse filme.


Filhos da Esperança

Clive Owen (esse sim, macho-que-é-macho de carteirinha) faz Theo, um funcionário do governo inglês num futuro próximo. Futuro onde Londres é suja, palco de uma guerrilha contra imigrantes, onde distribuem pílulas de suicídio e as pessoas não tem mais filhos. A pessoa mais nova no mundo tem 18 anos e é um argentino. Acontece que Baby Diego (o tal cucarachinho) é assassinado e isso causa uma comoção geral.

Theo não está nem aí pro Baby Diego, ele sabe que em 50 anos estarão todos mortos, e ele só quer aproveitar seu dia para tomar seu whiskey, fumar seu cigarro (e um baseado de quebra) e bater um papo com seu amigo Jesper (Michael Caine, ótimo).

Acontece que a ex-mulher de Theo (com quem ele teve um filho que morreu criança) é militante a favor dos imigrantes e pede um favor a ele. Esse favor consiste em levar uma moça imigrante até uma cidade litorânea onde ela vai embarcar num navio. O detalhe é que a moça está grávida, um milagre no futuro caótico e de interesse de todos os grupos, e que ao invés ser uma solução é um perigo.

Daí para frente é um filme de guerra, tipo Resgate do Soldado Ryan, com muita ação crua, tiros e bombas. E você vai querer ficar até o fim.

O pessoal do Oscar esqueceu desse filme, só 3 indicações, edição, fotografia e roteiro adaptado. Acho que não sabiam como classificar: ficção, documentário ou uma assustadora previsão do futuro.

Eu gostei muito. A Tia Helo não ia gostar. “Eles” conseguiram acabar com tudo.... 219 “Ai, Jesus!” para Children of Men.

7.3.07

Conversas iPodianas

Conversas iPodianas

Frejat pergunta: Por que a gente é assim?

Sir Paul responde: Let It be.


e viva o modo shuffle do iPod.

2.3.07

Mais uma

Mais uma


Essa semana eu consegui ver todos os capítulos da terceira temporada de Lost (e que felicidade ver o Sawyer de volta a forma), tento acompanhar Smallville toda semana (falando nisso, cadê o Green Arrow?? traz ele de volta!) e ainda tem o pessoal do Seattle Grace (o preço de ter o McSteamy foi perder o Mc Vet?? que injustiça). Claro que eu dou uma olhada em CSI e todas as outras do gênero. Vejo Hell's Kitchen, Sem Controle, a Oprah, a novela, o jornal, o bbb....ou seja, eu vejo muita tv.



E para aumentar a lista Heroes estreou hoje na tv brasileira (eu resisti o apelo da internet). Oficialmente viciada depois do primeiro episódio. Felizmente o meu super poder é assistir vários canais ao mesmo tempo (com ajuda do inseparável controle remoto).

26.2.07

Oscar 2007

Oscar 2007

Mais uma madrugada assistindo o prêmio do cinema. Eles tentam diminuir os discursos, as apresentações, os números musicais e a coisa ainda dura 3 horas. E foi tudo conforme o script. Nada fora da ordem mundial. E foi legal.

E o grande vencedor foi Os Infiltrados, filme de macho-que-é-macho (eu adorei, merecido). Scorcese foi lá fazer roda com Spielba, Coppola e Geroge Lucas, agora sim ele tem um douradinho na estante.

Ninguém duvidava que Helen Mirren e Forest Whitaker iam levar e eu adorei que o avô junkie de Little Miss Sunshine levou o Oscar de melhor ator coadjuvante.

Não vi Labirinto do Fauno, mas vou correndo se voltar aos cinemas. Não levou melhor filme estrangeiro, foi um alemão, mas vou ver mesmo assim.

A melhor música foi a de Melissa Ethridge do documetário (também premiado) Uma verdade inconveniente do Al Gore. E era a melhor mesmo. As outras eram: 3 músicas gritadas pela Beyoncé e cia, e uma que o James Taylos cantou, mas muito sem graça.

Melhor desenho animado, ops, longa de animação, foi Happy Feet.

O Ennio Morricone, compositor italiano, recebeu um oscar honorário e teve o versátil Clint Eastwood como tradutor, mas ele quase teve um piripaque ao ver a péssima Celine Dion cantando uma de suas músicas. Ninguém merece a Celine Dion.

A Ellen Degeneres é muito chata, mas conseguiu levar a cerimônia sem atrapalhar. A melhor piada que ela fez foi pedir para o Spielberg bater uma foto dela com o Clint e ainda disse "enquadra direito viu?".

O melhor vestido eu não vou arriscar, as mulheres estavam muito bonitas. Bom, menos a Meryl Streep que não aprendeu nada com O Diabo Veste Prada. Mas o cabelo mais bonito era o do gordinho que ganhou o Oscar de roteiro adaptado por Os Infiltrados, parecia propaganda de shampoo.

Os quatro homens mais bonitos no palco: Daniel Craig, Hugh Jackman, Clive Owen e George Clooney. Acho uma tremenda sacanagem da natureza só ter um de cada no mundo.

E, como sempre, a pessoa mais animada era o Jack Nicholson. Ele ri, chora, se emociona, debocha, aparece mais do que qualquer um e ainda tem a honra de apresentar o último prêmio. Não duvido que no futuro o Oscar vai se chamar Jack.

19.2.07

Carnaval

Carnaval

Do inglês no meio da folia: “ What happens in the samba drum?”

Samba drum?? Traduzindo: Sambódromo.

16.2.07

Balboa & Borat

Balboa & Borat

Dois homens muito famosos e queridos em suas cidades: Filadélfia e Kuczek. Um descendente de italianos ( e aparentemente órfão) e outro natural do Cazaquistão filho de Boltok, o estrupador.

Dois homens que mostram o que os Estados Unidos e a América tem de mais hipócrita e tentam derrubar o socialmente aceitável. Ambos apreciam uma boa luta, um com punhos de aço e o outro com punho de, ahn, borracha. E ambos apaixonados por suas mulheres: Adrian e Pamela.

Balboa e Borat despertam emoções no público, um pelo apelo sensível de um grande coração e outro pelo riso espontâneo e as vezes nervoso.

A melhor cena de Balboa é a do treinamento. Apesar de ter artrite no pescoço, cálcio nas juntas, os joelhos não agüentam o peso e falta de velocidade nos braços e pernas, ele ainda tem força e sobe aquela escadarias como ninguém, não dá para resistir aquela música.

Já a melhor cena do Borat....a da luta com seu produtor Azamet é um classico escatológico instantâneo, mas para mim as melhores são as dele apresentando sua vila e habitantes e o hino nacional do Cazaquistão no fim.

Os Estados Unidos de Borat não são nada convidativos, mas as escadarias do museu da Filadélfia de Balboa chamam para uma corrida até o topo e muitos soquinhos no ar! Wa wa wee wa!

13.2.07

Qual o seu tipo?

Qual o seu tipo?

Queridos e queridas como já estão circulando os novos episódios dos seriados da Net, Luizinha aqui também tem que circular com post novo.

Infelizmente estou passando por um momento de muita dor que está sendo amenizado pelo carinho dos amigos e principalmente da co-autora e co-irmã desse blog. Sem vocês tudo seria muito mais complicado. Falando na Kaká, o post de hoje foi inspirado em um telefonema nosso, onde estávamos traçando o nosso carnaval off.
Para quem não sabe, eu e ela andamos na contra-mão do carnaval carioca. Tanto que na nossa programação tem de música eletrônica no Jockey a rock’n’roll na Casa da Matriz. Começamos a fofoca básica do dia até que chegamos no meu assunto favorito: meninos.

Eu selecionei alguns modelos clássicos masculinos , que são:

Homem Galvão Bueno: Quando está transando com você faz narração do “lance” o tempo todo, daquele tipo que não cala a boca.

Homem que se ama loucamente: Esse modelo meninas é péssimo. Ele se ama tanto mas tanto que ele transa com ele mesmo fingindo que transa com você, fazendo caras e bocas e ainda por cima dá uma espiadinha na figura dele no espelho. Fujam deste tipo por que é frustrante.

Homem Carente: Este modelo em particular me irrita demais.
Ele sai com você, fica pedindo desculpa o tempo todo por algo que ele tenha feito ou não, te faz sentir culpada por ter sido grossa com ele e ainda por cima liga dois dias depois e te pergunta se foi bom. Eu não suporto este modelo...péssimo!!!!

E o meu favorito, o homem mute.

Homem Mute: O homem mute, sem sombra de dúvida é o meu favorito, primeiro por que ele fala pouco, só o necessário. Tem aquela cara de sacana adorável com aquele meio sorriso no canto da boca, se é que vocês me entendem. Na hora da cama é maravilhoso, não enche o teu saco depois com perguntinhas e comentários idiotas e ainda por cima é divertido!

Meninas e meninos divirtam-se, brinquem e beijem muito, mas tudo de maneira segura.

Não esqueçam da camisinha!
Beijos e nos vemos no circuito off.

12.2.07

+ Filmes

+ Filmes

Mais Estranho Que A Ficção

Harold (o involuntariamente engraçado Will Ferrel) acorda todo dia e é metódico, escova os dentes ‘n’ vezes, dá o nó ‘n’ na gravata porque economiza ‘n’ segundos, dá ‘n’ passos até o ponto de ônibus e pega o das ‘x’ horas para o trabalho. Faz tudo igual todo dia, até que seu relógio resolve se libertar e ele passa a escutar a narração da sua vida, nos mínimos detalhes. Claro que Harold tem um emprego tão metódico quanto ele: fiscal da receita federal americana.

Ele acha que está ficando louco até que escuta “ele pouco sabia que ia morrer” Hã?? Como assim morrer? Ele procura uma psiquiatra que o indica um professor de literatura (ótimo Dustin Graduate Hoffmann) que faz perguntas para descobrir se a história a qual Harold pertence é tragédia ou comédia. Harold chega à conclusão que sua vida é uma tragédia e o professor o aconselha a viver com essa morte iminente. È então que Harold se apaixona pela confeiteira tatuada e anarquista a qual ele foi fazer uma auditoria.

Paralela a história de Harold temos a escritora e narradora (a versátil Emma Thompson) que não escrevia nada há 10 anos e tem a morte de Harold em suas mãos. Harold por sua vez tem que confrontar a morte, muito bem defendida pelo professor de literatura.

Eu achei muito divertido. Uma pena que o melhor trocadilho romântico dos últimos tempos ter se perdeu na tradução para o português (flour com flower) e eu acabei rindo com mais duas pessoas numa sala lotada do cinema. Aliás, as pequenas animações que aparecem ao longo do filme são muito boas.

A Tia Helô ia achar esse negócio de ficar narrando a vida do outro brincando de deus e ia dizer 85 “Ai, Jesus!” para esse filme.

Se eu fosse escutar uma voz narrando a minha vida eu queria que fosse do Eddie Vedder (hummm, delícia!), mas eu não gostaria que ele fosse o autor porque seria uma tragédia na certa.


Apocalypto

Fui ver esse filme sem muitas expectativas porque eu não gostei de jeito nenhum do filme anterior do Mr. Gibson “A Paixão de Cristo”. Mas nesse filme ele acertou. É sobre sobrevivência e diferença entre tribos de um mesmo povo (afinal o que diferenciava os índios para mim era o fato deles serem guerreiros ou pacíficos, porque as tatuagens eram as mesmas). E é muito bem filmado, as cenas na floresta são as melhores.

O Jaguar Paw (nenhum nome foi traduzido na legenda) estava muito bem na sua oca com sua esposa grávida e seu filho, caçava uma anta de vez em quando, sacaneava o amigo grandão, e vivia em paz.....até que uns mais “evoluídos” com construções de pedras e mercados consumidores resolveram atacar a aldeia e levar os homens e mulheres. As mulheres para serem escravas e os homens para o sacrifício humano (com cabeças rolando escada abaixo). O tal pata de onça consegue fugir pela selva e, como o filme foi dirigido pelo Mel Gibson, o índio vira highlander e corre para salvar sua esposa e filho que ele escondeu em um buraco na aldeia.

No começo eu estava um pouco entediada, mas depois o filme pega ritmo e é ação de primeira. Se o pessoal do Lost tivesse metade da agilidade do Jaguar Paw correndo pela selva os Outros não teriam vez na ilha.

A Tia Helo não ia gostar desse filme. Pessoas primitivas, crenças primitivas...etc...231 “Ai, Jesus!” para esse filme.


O Homem Duplo

Keanu Reeves é gostosão até como desenho animado. Adoro aquela voz grave meio embriagada. Dito isso...nesse filme o diretor Richard Linklater (Antes do Amanhecer, etc) usou a mesma técnica de Waking Life para contar a história de um policial infiltrado num mundo de drogados e traficantes para descobrir a fonte de fornecimento da tal Substância D. Claro que o policial se vicia e é aí que o fato do filme ser em desenho animado faz todo sentido. Robert Downey Jr está perfeito no papel do junkie paranóico. Até a Winona-mãos-leves Ryder ficou bem. É um filme sobre o que leva as pessoas a usarem as drogas e seus efeitos.

E é uma história do genial Philip K. Dick, um visionário da ficção científica (que hoje em dia nem é mais ficção).

A Tia Helo não ia gostar nada desse filme. Drogados, paranóicos, doidões...não é com ela, mesmo tento um certo que “deles” na parada. 357 “Ai, Jesus!” para esse filme.


Pecados Íntimos

Esse filme nada mais é do que Desperate Housewives sem a comédia e com um narrador masculino. Aquela coisa dona-de-casa-deprimida-que-não-concorda-com-o-mundo-pequeno-dos-vizinhos. Kate Titanic Winslet faz a tal dona de casa que um dia conhece o paizão Brad. Brad é o pai-desempregado-cuida-do-filho-com-esposa-que-manda-nele também um pouco fora do contexto local.

Brad deixa as donas de casa nervosas. E a platéia também. Aliás, o Brad sem camisa, sem calça, de frente, de lado, de costas e em quase todos os minutos dele na tela arrancou suspiros da platéia e valeu cada centavo dos R$14 da entrada.

Paralelo a esse romance aparece a história de Ronnie, um coitado que passou 2 anos na cadeia por “se mostrar” para uma criança, e é claro que toda vizinhança o trata como lixo humano.

Nem sei como o pessoal notou a atuação da Kate Winslet com o Brad jogando aquele charme de bom-moço-atleta-gostosão-olhos-azuis.....ai,ai.

A Tia Helo não ia gostar desse filme, muitos segredos a serem guardados. 147 “Ai, Jesus!” para Pecados Íntimos.

A Rainha

Ser Rainha não é nada fácil. Helen Mirren conseguiu esse feito com maestria.

Nesse filme vemos a Rainha Elizabeth II primeiro assumindo algumas de suas funções públicas ao receber o recém-eleito Tony Blair e logo depois como ela reagiu a morte da princesa (ou ex-princesa) Diana. Entre manchetes nos jornais, na tv, e comentários dos súditos, o primeiro ministro tenta convencer Sua Majestade a tratar o velório de Diana de forma mais pública do que ela gostaria. Como ela mesma disse “o dever vem antes do pessoal”. Essa rainha enfrenta o desafio de levar a monarquia para o novo século, de se modernizar.

E não é a toa que Elizabeth II é a rainha não só da Inglaterra, mas da Grã-Bretanha. E também não vai ser a toa que Helen Mirren deve levar a estatueta dourada para casa.

O Príncipe Charles do filme é quase tão nulo quando o da vida real, mas mostra que de vez em quando pensa. O Príncipe Philip mostra o seu lado playboy e todo seu orgulho ferido por ser apenas o esposo da Rainha. O Tony Blair do filme não é tão charmoso quando o verdadeiro, mas interage bem com a rainha. Príncipes William e Harry? Só de relance.

A Tia Helo ia gostar muito desse filme. Só 5 “Ai, Jesus!” para a monarca britânica. God save the Queen.

5.2.07

Volta

Volta

Essa semana volta Jack, Sawyer, Kate e os Outros na tv dos EUA e na internet para o resto do mundo....Finalmente! Eu não aguentava mais ver aqueles promos de 30 segundos só para escutar um mísera piadinha do Sawyer.

Volta também o pessoal do Grey's Anatomy. Oba! Mac Dreamy, MacVet e Mac Steamy na área. Estou louca pra saber como vai desenrolar o triangulo amoroso da Dra. Grey.

Volta o Green Arrow à Smallville, adoro ele.

E volta também a Luizinha ao blog. Ainda bem!

30.1.07

Bye bye

Bye bye

O Tio Bob, pai da Luizinha e da Sue, e primo da Tia Helô, nos deixou na sexta. Foi voar alto.

Leiam o bonito discurso que a Sue fez que colocou lágrimas nos olhos de todos e no fim muitas palmas para o querido Tio Bob.

29.1.07

Number One

Number One

" Acredito que sou o melhor jogador de tênis do mundo, e pode me chamar de gênio porque me imponho aos meus rivais de forma diferente ganhando mesmo sem jogar o meu melhor."

Roger Federer, tenista número um do mundo, campeão do Aberto da Australia, seu décimo grand slam, sem perder um set.

E a temporada está só começando. Sou fã dele.

25.1.07

Cariocando

Cariocando

O Rio de Janeiro continua lindo. Sempre.

Eu ainda não me interei do verão carioca por dois motivos: um, ele ainda não apareceu, nada de 40 graus por enquanto, e dois, estou sendo a melhor amiga que eu posso ser para a Luizinha.

Mas eu andei passeando sim, fazendo coisas de turista que eu adoro e aí vai um resumo:

Forte do Leme – um dos segredos mais bem guardados do turismo carioca. É uma caminhada de 1km subindo pelo mato mas a vista lá em cima compensa todo o suor gasto. O Forte em si não tem nada, ok, 2 canhõeszinhos, mas o que vale mesmo é a vista de Copacabana e do Pão de Açúcar.

Forte de Copacabana – esse já é mais conhecido e divulgado. A vista também é um espetáculo e ainda dá para saborear as delícias da Colombo olhando a praia de Copacabana.

Paço Imperial- uma das construções coloniais mais bonitas e importantes da história nacional, e sempre com exposições bacanas:
Uma sobre móbiles construídos pelo americano Stanley Calder – ótimo!
E a outra é sobre MPB. Essa eu adorei. Lá tem fones de ouvido para escutar a música, a letra está na frente e ao lado uma obra de arte referente a letra da música. Divertido mesmo é ver o pessoal cantando e dançando com os fones. São 80 músicas, eu só escutei 10 (e volto lá para escutar mais), e a minha preferida foi Grito de Alerta com a Maria Bethânia, e a arte referente eram fotografias de uma mulher na fossa, muito boa!

CCBB – agora com a pintura pronta do lado de fora se vê que é um prédio bonito. Lá dentro uma exposição sobre o Aleijadinho, boa, mas o foco maior é nas obras de Congonhas e eu estive lá ano passado e vi tudo ao vivo.

Claro que eu fiz um pit stop obrigatório na Colombo do centro porque eu também mereço uma delícia qualquer de chocolate de lá.

E hoje eu fui a Ipanema porque lá tem gente bonita e as lojas estão em liquidação.

Uma coisa que eu reparei é que o carioca não está nem aí para o Pan Americano.... desse jeito a coisa não funciona não.

O carnaval está chegando. Se não tiver carioca na cidade, cearense vai ter de sobra!

15.1.07

Corrente

Corrente

É…no mundo dos blogs também existe corrente. Eu já participei da “5 manias” e agora o Seo Coiso me passou a "top 5 coisas que te irritam". Como eu tenho um leve TOC e adoro uma lista não podia deixar de fazer.

1. Quem joga papel/lixo no chão. Eu acho que as leis de Cingapura deviam ser aplicadas aqui – cadeia pra quem joga um papelzinho no chão. A cidade fica imunda e depois ninguém sabe porque a cidade inunda (rimou- imunda com inunda). Acho que vou colocar aqui o item chiclete no chão – morte para quem cospe a coisa grudenta no chão só para ser pisada.

2. Chiclete com Banana, aliás, axé music em geral, mas essa banda representa para mim o que há de mais irritante. É repetitiva e o visual é brega. Felizmente o Fortal foi banido da Beira Mar, eu estava a um passo de jogar ovos podres naquele cantor.

3. Auto Esporte. Aquele programa da Globo sobre carros domingo de manhã. Aquele papo de “x cilindros”, “de 0 a 100 em um segundo”, test drive no autódromo... coisa chata. É uma propaganda de carro de meia hora.

4. Ver o dia nascendo sem ter dormido. Só pelo fato que eu não consigo dormir durante o dia.

5. Canais que não oferecem a opção da tecla SAP para programas dublados. Aqui em Fortaleza inclui a Warner, a Globo, a Universal... (essa eu coloquei agora porque o Rubens Ewald Filho comentando o Globo de Ouro está me irritando profundamente)

Vou passar essa para a Luizinha. Ela deve ter uma lista enorme, vai ser difícil escolher só 5, mas quem sabe ela dá as caras aqui no blog, só para desabafar.