25.12.07
24.12.07
Feliz Natal
Esse ano eu vou comemorar o natal aqui do blog com o Charlie Brown. Para Luizinha e Sue.
Feliz Natal para todos!
22.12.07
Arquitetura
Do meu amigo Tiago sobre o tamanho do seu apartamento:
"Se eu entrar em casa muito feliz saio direto pela janela."
19.12.07
Comédias na tv
Com essa greve dos roteiristas eu acabei colocando em dia outras séries que eu tinha muita vontade de ver. A seguir duas que eu recomendo.
The Office

Foi com atraso, mas eu consegui ver a segunda e a terceira temporada de The Office (e já engatei a quarta), e é uma das séries mais engraçadas dos últimos tempos. Infelizmente ela passa no FX (canal macho-que-é-macho da Fox) que não tem aqui em casa, mas a internet está aí para isso mesmo.
Para quem nunca viu, trata-se do dia a dia de um escritório com um chefe totalmente sem noção. Michael Scott (o ótimo Steve Carrell) é tão sem noção que ele vai do engraçado até o irritante em segundos, mas tem seus momentos bons. Além dele tem: Dwight, o vendedor nerd e puxa saco (Question. Fact.); Jim, vendedor super cool e com as melhores caretas, que faz par com Pam, a recepcionista (aliás um dos casais mais legais da tv); Ryan, o estagiário; Ângela a contadora carola (a Tia Helo ia adorar), Kevin o contador tarado; Oscar, o contador gay (mas só assume na terceira temporada); Stanley, o vendedor sênior; Kelly, atendimento ao cliente que fala demais e Toby, o cara do RH.
Os episódios são filmados em forma de documentário com depoimentos dos personagens a câmera. As brincadeiras de Jim com Dwight são impagáveis.
A série até ganhou uma lista dos top 25 melhores momentos da revista Rolling Stone.
Alguns dos meus favoritos foram:
- Jim pegou o papel timbrado do Dwight e passou um fax para ele como se fosse o Dwight do futuro dizendo que o café daquele dia estava envenenado.
- Dwight dizendo que gostaria que Jack Bauer fosse seu #2, mas ele é fictício, indisponível e overqualified.
- Quando Jim se fantasia de Dwight por 11 dólares. E quando ele se fantasia de papel com 3 furos ao colocar três bolas pretas na camisa branca.
- Jim treinando Dwight a sentir vontade de comer bala quando ouve o barulho do computador. Genial.
- no dia da praia Michael divide o grupo em equipes e a de Dwight se chama Gryffindor e a de Jim, Voldemort, o que deixa Dwight louco, afinal é aquele-que-não-se-deve-mencionar.
- Michael dizendo que Toby por ser do RH trabalha para a matriz e por isso ele não é da família, e por ele ser divorciado ele não faz parte nem da própria família.
-Michael no seu momento na selva.
- o meu momento mulherzinha fica por conta da cumplicidade do Jim e da Pam, que coisa mais gracinha. Pronto, falei. Adorei o Jim.
No FX, terça as 21:30.
30 Rock

Essa é muito divertida, risada certa. :)
É sobre os bastidores da produção de um programa de variedades na tv. Também conta com um chefe sem noção, só que ele é mais malicioso, o presidente da emissora: Jack Donaghy, que é interpretado pelo Alec Baldwin mostrando que sabe tudo de comédia. Tem a Liz Lemon, redatora chefe do programa que se vira para atender as necessidades de seus astros: Tracy Jordan (impagável) e Jenna (que era estrela absoluta antes da chegada de Tracy) e atura as excentricidades de Jack. Ainda tem todo o time de roteiristas do programa, Pete que vira roomate de Liz e o divertido assistente Kenneth.
Eu assisti a primeira temporada com alguns furos, mas já estou recuperando, e a segunda estou acompanhando.
Cada episódio tem pelo menos 4 diálogos que justificam a meia hora, a maioria coisa de nerd, óbvio.
Alguns dos meus momentos preferidos:
- quando a ex-mulher de Jack briga com Liz Lemon por ciúmes.
- Jenna dando em cima do príncipe austríaco doente (por causa dos casamentos consanguíneos).
- a festa de Kenneth, só mostra flashes mas deu para ver que o pessoal do escritório se esbaldou.
- Jerry Seinfeld como ele mesmo lidando com Jack.
- o Ross de Friends fazendo um insuportável mascote ecológico, e esse episódio ainda teve Al Gore.
- Liz Lemon fingindo ser do AA para conquistar o paquera.
- Liz descobrindo que o seu paquera bonitão é seu primo.
Essa passa na Sony toda terça as 20:00
P.S. Eu vi o trailer da 4a temporada de Lost aqui e mal posso esperar 31 de janeiro para ver o Sawyer em ação.
16.12.07
+ Filmes
A vida dos outros
Esse filme ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro ano passado. Eu tinha achado uma injustiça com o Labirinto do Fauno, mas agora que eu vi esse, achei justíssimo.
A história se passa na Alemanha Oriental no começo da década de 80. Nessa época as pessoas ou eram investigadas pelo governo, ou eram delatores. O capitão Wiesler é um mestre na arte de entrevistar suspeitos, e é dado a ele a função de investigar a vida de Christa-Marie e Georg, uma atriz e um autor que vivem juntos. Acontece que Christa é amante (meio a contra gosto) do ministro da cultura, e este quer decobrir alguma coisa contra Georg para prende-lo e assim se livrar da concorrência.
Georg é um autor patriótico, para ele a vida com mordomias na Alemanha Oriental era boa. Mas seus amigos começam a ser perseguidos e ele se vê numa encruzilhada.
O capitão Wiesler leva uma vida oposta a de Georg. Ele mora num apartamento genérico, só tem sexo se pagar (e ainda divide a prostituta com os vizinhos), ou seja, ele não vive. Por isso ao escutar as conversar de Georg ele passa a viver através do casal. Mas é tudo muito contido.
Ele se torna o anjo da guarda de Georg, mas não consegue salvar Christa do seu final digno de Nelson Rodrigues.
A tia Helo não ia gostar nada desse negócio de ficar bisbilhotando vida alheia, ainda mais artistas e comunistas. 214 “Ai, Jesus!” para a vida dos outros.
Beowulf
Beowulf é um antigo poema inglês e primo mais velho do Senhor dos Anéis.
No filme Beowulf (viking macho-que-é-macho) chega a um reino na Dinamarca (parece até coisa de Shakespeare) para ajudar a dar um fim no demônio Grendel que sofre do mal de escutar bem demais e não suporta o barulho das festinhas organizadas pelo rei.
Beowulf enfrenta o bicho e consegue derrota-lo, mas esqueceram de avisar que Grendel tinha mãe. E essa mãe é uma bruxa poderosa que seduz os homens oferecendo reinados e vitórias em batalhas. O Beowulf cai nessa.
Esse filme é todo feito na técnica de cobrir gente com efeitos digitais. E fica muito bom, ainda mais nas partes de muita fantasia. O dragão é ótimo!
A Tia Helo não gostava nada dessas coisas fantasiosas, e não ia gostar nada quando o Beowulf do filme disse que “O tempo dos heróis morreu, o deus cristo o matou deixando nada além de mártires se lamentando, medo e vergonha”. A lenda nórdica leva 317 “Ai,Jesus!”
Mas a melhor definição de Beowulf eu li no Uma dama não comenta: Ogro deficiente auditivo é morto pelo tataravô do Jack Bauer. Hahahahaha!
Conduta de Risco
Esse título parece filme do Steven Segal, mas felizmente é com o George Clooney.
Clooney (macho-que-é-macho de carteirinha) faz o advogado Michael Clayton, que trabalha numa grande firma que está perto de concluir um caso importante. Acontece que o principal advogado do caso tem uma crise de consciência (além de ter deixado de tomar seus remedinhos) e resolve mudar de lado e ajudar quem está processando a grande empresa que ele defendia.
É aí que entra Michael Clayton o resolve-tudo da firma. A função dele é buscar o tal advogado e fazer com que ele volte a si. Mas essa tarefa não é tão fácil assim. Além de tudo Michael tem problemas com agiotas e está devendo uma grana.
É um filme com diálogos certeiros e muitas intrigas.
Eu gostei muito, ainda mais no fim que somos premiados com quase 10 minutos de George olhando para a tela.
Talvez a Tia Helo gostasse desse filme. Do George Clooney ela ia gostar muito, ainda mais com aqueles cabelos grisalhos e o ar preocupado. 47 “Ai, Jesus!” para Michael Clayton.
13.12.07
The Police by Sue
Nem dá para explicar... tente imaginar a alegria da Tia Elô na Missa Campal do Papa no Aterro do Flamengo, subtraia as beatas acotovelando você, acrescente um equipamento de som MUITO melhor, mantenha o coro de anjos que eu tenho certeza que a tia estava escutando em vez do Papa, e voilá! Basta colocar três loiros PODEROSOS no palco (com licença, Santidade!) e você tem o show do Police. Infelizmente não foi no Aterro do Flamengo, o que tiraria alguns traumas meus a respeito do local, mas o Maracanâ estava tão bonito que não tem importância, eu pago a analista mesmo.
Bonito? Imagine que você está no gramado do Maracanã (já dá um frio na barriga só de pensar), de repente cisma de olhar para trás e vê uma massa de gente toda colorida de uma suave luz lilás, mexendo ao som e "Wrapped Around Your Finger"... 500 Ai Jesus só para este momento!
Quando ELES apareceram na canção do Sting, mais 400 Ai Jesus só pela alegria da Tia Elô. Ela deve ter se sentido vingada, lá do Paraíso, deve ter falado: "Tá vendo? Não sou só eu que escuto não! Aquele menino loirinho também... Pena que não é o Elton John!"
Enfim, todos os momentos tiveram seu toque de Ai Jesus!, mas quando o Sting começou com "Every Breath You Take" e a galera toda foi junto, aí foram uns 1000 Ai Jesus! Quase tirei a Kaká para dançar, mas ela já estava dançando lá em cima com o Globocóptero...
Quem foi sabe exatamente do que eu estou falando; quem não foi, só lamento; quem foi aos DOIS shows... ai que inveja! (apesar de que já me disseram que fomos ao melhor disparado).
Aí, depois de subir às estrelas, é descer e tomar um analgésico para aguentar os protestos do corpo... essa idade do condor!
11.12.07
The Police by Luizinha
Assinando em baixo de tudo o que a Ká escreveu, só vou dar uma complementada.
Cara, foi um dos melhores shows dos últimos tempos. Sem firula, sem megas back n vocals para ajudar os velhotes a chegar até o final do show...como sempre acontece com o Mick Jagger( eu adoro ele, mas a agenda de badalações deles no Brasil é tão grande , que só botando gente para cantar junto).
Palco maravilhoso com 3 músicos maravilhosos...fazendo o que eles mais amam. Nada mais emocionante para mim como produtora ver aqueles instrumentos cheios de marcas..arranhões. Estas marcas mostram a história de seu dono, por cada ensaio que aquele instrumento passou, por cada palco que ele passou. O show fez isso com a gente, trouxe a nossas melhores lembranças à tona . Muito bom estar no Maraca com a Ká e a Sue ouvindo o Sting ao Vivo...Morram de inveja paulistas hehehehe....foi mais forte do que eu.
Agora vamos a algumas pérolas do show.
A frase que mais me marcou durante a execução de Every Breath You Take dita por alguém com menos de 25 anos:
"Essa música é deles?"
E as frases mais faladas pela galera com mais de 30 anos ( tô sendo boazinha rssss): "ai meu joelho"...."ai minha coluna"..."meu pé está queimando"..."tô doida por um banho e cama" hahahahaha.
Galera é mais ou menos isso, o The Police representou coisas muito boas de algumas gerações.
Ká você nem pousou e eu já estou troncha de saudades!!!!!!!
Beijos!!!!!!!!
9.12.07
The Police

(eu e luizinha no show ontem. foto do celular)
Em 1982 eu lembro de estar na casa da Luizinha quando o irmão dela saiu para o show do The Police no Maracanãzinho e nós ficamos em casa por sermos muito novas, argh!
Eu posso até dizer que o Police me salvou do Menudo, a febre das adolescentes da minha época. Como gostar de uma boy band brega daquelas depois de já ser fã dos ingleses? E vamos combinar que o Sting envelheceu muito bem.
E foi o album Synchronicity que me deixou curiosa sobre Jung, mas quem se formou em psicologia foi a Luizinha.
Por isso tudo, é ÓBVIO que eu, Luizinha e a Sue (que já temos idade suficiente para ir num show) estavamos no Maracanã ontem a noite. E foi um show do ca.....!
Para começar foi muito organizado e como bons britânicos começaram pontualmente as 21:30. E foi logo com Message In A Bottle. Depois veio o melhor jogo de luzes nos telões que eu já vi com Synchronicity II. Não vou lembrar a ordem a seguir, mas tocaram quase tudo, inclusive a música da Tia Helo - Voices Inside My Head, o hino dos PPCs (possessivo, passional e ciumento) - Every Breath You Take, e a minha personal favorite - Every Little Thing She Does is Magic. Fizeram um arranjo muito bom para Can't Stand Losing You.
Sting, sarado, falou português, tocou um baixo que parecia ser o mesmo de 1982, Andy Summers arrasou na guitarra e Stewart Copeland é, para mim, o melhor-baterista-de-todos-os-tempos-ever. No fundo do palco tinham 3 telões que mostravam os três o tempo inteiro.
Eu só senti falta de duas músicas, Spirits In The Material World e Synchronicity I.
Momento comédia pré-show. Estavamos andando para o estádio quando no meio da rua a Sue avistou uma barraquinha no meio da rua e...
Sue: Ué, porque que esse cara tá vendendo cofrinho de porquinho de barro na porta do show do The Police?
Kaká: porquinho? onde?
Sue: Ali, olha.
Kaká: Sue, aquilo não é porquinho, é abacaxi. hahahahahhahahaha!
Bom demais!!!
Ah, o show dos Paralamas também foi muito bom! :)
5.12.07
Povsky e Gorovsky in USA
Meus primos estão naquele programa de trabalhar nos EUA por 3 meses nas férias da faculdade. Eles foram para Lake Tahoe trabalhar num cassino, ou ski lodge, ou coisa parecida. Acontece que eles só estiveram nso EUA em 98 comigo nos parques da Disney, e dessa vez foram para se virar.
Já recebi notícias dos primeiros acontecimentos.
Ao chegar no aeroporto de Reno (a Las Vegas depois do frio, da fome e da peste), que fica uns 100km de onde eles vão morar e trabalhar, decobriram que não tinha mais ônibus para a tal cidadezinha. Eles negociaram com um taxista de Bangladesh (que pelo jeito falava menos inglês que eles) a ida. Ao chegarem na porta do motel (é isso mesmo, eles vão morar num quarto de motel que era a coisa mais accessível que acharam) este estava fechado e só ia abrir as 9 da manhã.
Os dois ficaram no meio da rua num frio que nunca sentiram antes na vida, batendo queixo até que a entregadora de jornal, que era romena, apareceu. Ela viu o perrengue e deu carona a eles até o cassino mais próximo onde eles alugaram um quarto e finalmente descansaram e tomaram banho.
Ah! Parece que a romena ofereceu 10 dólares a eles, mas os motivos dessa oferta ainda não foram esclarecidos. ;)
Aguardem os capítulos seguintes.
3.12.07
Conversas iPodianas (6)
O assunto do shuffle hoje era digno do Pinel.
Começou com os Ramones pedindo : 24 hours to go I wanna be sedated...
Aí o Green Day entrou com Basket Case: Do you have the time, to listen to me whine, about nothing and everything all at once......am I just paranoid or am I stoned?
Pink Floyd quase cortou os pulsos com Comfortably Numb.
E Gnarls Barkley fechou a sequencia com Crazy.
29.11.07
+ Filmes
O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford
O título do filme diz tudo e não diz nada. É daquelas histórias que a gente sabe como termina, mas passa o filme inteiro achando que vai mudar.
Jesse James era um bandido, ok, ele foi fazendeiro e lutou na guerra civil americana, mas depois virou bandido mesmo. Roubou e matou. Acontece que ele era um popstar do velho oeste. E como celebridade o coitado que o matou se tornou um covarde (mesmo que Jesse o tenha aterrorizado até o último fio de cabelo).
Como todo popstar que se preze Jesse James tinha presença, e isso é dito logo no início do filme. Ele andava pelas cidades sem ser reconhecido (afinal, não existiam paparazzi na época), mas era reverenciado pelos bandidos groupies.
Brad Pitt faz Jesse James, e o faz muito bem. Brad Pitt é um homem bonito e macho-que-é-macho como o bandido devia ser.
O filme começa com o último assalto a um trem. Os irmãos James juntaram um bando novo já que o antigo tinha sido quase todo morto. Nesse novo bando estavam os irmãos Ford: Charlie, o bobo, e Bob, o wannabe e groupie. Bob (vivido pelo irmão do Ben Affleck, Casey, que por sinal está muito bem) tenta de todo jeito se mostrar e Jesse até gosta dele, mas depois muda de idéia.
O filme passa, Jesse, meio paranóico, vai matando um a um os homens do bando até chegar aos irmãos Ford. Aí o título já diz o que acontece.
A situação do Bob não era das melhores, ou ele matava ou era morto, mas ele atirou pelas costas e isso fez dele um covarde, mesmo matando um bandido. Jesse James teve seu corpo exposto para multidões verem e em sua lápide está escrito “In Loving Memory of my Beloved Son, Murdered by a Traitor and Coward Whose Name is not Worthy to Appear Here.” Bob Ford se deu mal.
O filme é lento, mas a fotografia é linda.
Tia Helo provavelmente não gostava de bang bang (e nem tem muito bang nesse filme), e também não ia aprovar as ações de Jesse, mesmo sendo Brad Pitt, e mesmo ele indo a igreja com a família. 110 “Ai, Jesus!” para Jesse James e Robert Ford.
Viagem a Darjeeling
Eu adoro os filmes do Wes Anderson. É dele um dos meus favoritos: Os Excêntricos Tenenbaums. Os filmes dele são sempre coloridos, melancólicos, atemporais, personagens únicos e com ótima trilha sonora.
E esse não foge a regra. Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Schwartzman fazem três irmãos: Francis, Peter e Jack que vão a Índia para uma viagem espiritual e em busca da mãe. O pai deles morreu e eles herdaram um conjunto de malas (Louis Vitton no detalhe) que eles carregam o tempo todo.
É um filme sobre o amor fraterno. Claro que eles não se entendem, brigam, e no fim tudo dá certo. Francis tem problemas de controle, Peter vai ser pai e Jack tem o coração partido.
Eu não tenho vontade de conhecer a Índia, mas adoro aquelas roupas coloridas.
A Tia Helo sabe tudo de amor fraterno, ela tinha muitos irmãos. Ela não gostaria de ver aquela pobreza da Índia, mas acharia digno a cena do enterro do garoto e gostaria da mãe deles que virou freira (freira alternativa, mas freira). 95 “Ai, Jesus!” para os irmãos Whitman.
Café da manhã em Plutão
Esse eu vi em dvd.
Patrick é um garoto que quer muito ser mulher. Adora se vestir de mulher, falar como mulher e agir como uma lady. Ele foi abandonado pela mãe na porta da igreja e o padre o deu para uma família criar. Patrick, também conhecido com Kitty, não teve uma vida fácil mas o filme é contado de uma forma em que tudo, até uma bomba do IRA, parece fantasia.
Patrick quer se divertir, não quer saber de coisas sérias, mas as coisas sérias o perseguem. Depois de ver um de seus amigos explodir num atentado ele resolve ir para Londres atrás da mãe. Lá ele/ela faz todo tipo de trabalho, e vai até parar na delegacia acusado de bombardear uma boate. Mas para Kitty está tudo bem, ela é cativante e o policial a ajuda.
Cillian Murphy faz Patrick/Kitty com uma delicadeza impressionante, e esse é um filme que emociona várias vezes. A trilha sonora seventies é excelente.
A Tia Helo não ia gostar nada dessa história do padre ser pai do travesti, mas talvez ela gostasse do tom fantasioso do filme. 215 "Ai, Jesus!" para Kitty.
As cartas de Iwo Jima
Peço desculpas a Clint Eastwood por não ter visto esse filme no cinema. Clint domina tão bem a arte cinematográfica que ele dirige, escreve, compõe, faz tudo, se bobear ele é até o contra-regra. Ele dirigiu esse filme todo falado em japonês.
Clint fez dois filmes contando os dois lados da mesma batalha na segunda guerra. O do lado americano (A conquista da honra) é bom, mas o japonês é melhor.
A vida inteira nós vemos como os americanos, ingleses, alemães, russos, etc, fazem guerra, mas eu ainda não tinha visto um filme que mostrava a disciplina e tática oriental na hora de guerrear. E mesmo com aquela lingua que parece cortar uma cabeça a cada palavra, dava para perceber a emoção dos olhos puxados.
A história é centrada no General Kuribayashi, militar que estudou em Havard e chega cheio de idéias a ilha, e no soldado Saigo, padeiro que foi convocado a lutar pelo país.
Eu gostei.
A Tia Helo não ia gostar nada. Muita gente morrendo, muito suicídio, e aquelas coisas de guerra. Os japas ia escutar 315 "Ai, Jesus!" em Iwo Jima.
19.11.07
15.11.07
Apóstrofo?
Recebi essa por e-mail:
A Tia Helo, como professora de português e católica, ia dizer mais de mil "Ai, Jesus!" para a criança/adolescente que escreveu isso.
A interrogação vermelha ia ser pouco para ela.
Será que o Michelangelo usou todos os megapixels da sua digital para registrar a "jantinha"? Leonardo daVinci vai morrer de inveja.
11.11.07
B.A. (2)
Ainda em Buenos Aires.
O centro da cidade aqui parece o do Rio. Andamos pela gigantesca 9 de Julho e depois fomos até a Casa Rosada (que tem cor de salmao). Visto e fotografado, fomos até a famosa Calle Florida, que eu achei um Saara com lojas boas mas muita gente, muita mesmo, andando pra lá e pra cá.
Uma observaçao (momento engenheira de tráfego). As ruas aqui sao compridas e largas. As vezes elas passam por 3 bairros, ou mais. Raramente elas tem duas direçoes. As avenidas sao gigantescas, quase todas com mais de 4 faixas e cortam toda cidade. Mas isso nao quer dizer que o trânsito seja bom, nada disso, tem muito engarrafamento sim.
Fugindo do clima claustrofóbico da Florida fomos ao Puerto Madero, que é uma área revitalizada da cidade com muitos bares e restaurantes. O lugar é legal. A noite vimos aquela exposiçao Bodies (dos corpos dissecados) que está no shopping aqui perto e fomos ao cinema ver El Sospechoso (Rendition) novo filme do Jake Gyllenhaal.
No outro dia fomos ao tal Caminito no bairro La Boca. Sao aquelas casas coloridas que aparecem em 10 de 10 fotos de Buenos Aires. É bem turístico e bonitinho. Nao, nao fomos a Bombonera. Depois esticamos no Jardim Japones, lindo.
No sábado o grande barato dos argentinos da cidade (e dos milhares de brasileiros visitando) é gastar dinheiro nas ruas fashion do Palermo Soho. Estavamos lá, obviamente. E começou a fazer frio...primavera de 12ºC.
Hoje, domingo, é o dia da famosa Feira de San Telmo. É uma rua comprida com muitos antiquarios e uma praça com barracas vendendo mais peças antigas. Aqui se acha absolutamente t-u-d-o do tempo da Tia Helo e de muito antes. Mas tem muitas lojas com arte moderna e local. Na praça vi muitas pessoas fantasiadas cantando e dançando e, claro, dançarinos de tango. Na rua tem vários grupos de jovens tocando tango e outros artistas de rua. A Beth adorou e é um programa muito bom mesmo. O almoço foi num restaurante de comida francesa, clima de cantina italiana, mas argentino na essência.
Amanha tem compras e na terça estarei no Rio, de preferência com calor . Luizinha prepara o bife a milanesa que eu tô chegando!!
Fotos de Buneos Aires no flickr.
7.11.07
B.A.
Aqui estou em Buenos Aires, terra da Evita, do Maradona, do Riquielme, do tango, Gardel, Piazzola e do mullet.
Sério, eu queria saber porque o mullet ainda faz sucesso na cabeça dos argentinos. Ai, caramba hombre!
Traumas a parte, a cidade é legal. Metrópole latino americana com cara de Europa. Os portenhos tem o life style dos espanhóis (vida noturna), os jardins e metro dos ingleses, os cachorros dos fanceses (deve ter um cao por habitante) e a arrogancia italiana. Nao é a toa que eles se acham europeus.
Por enquanto só fomos jantar em Palermo Viejo (bairro moderninho), e hoje fomos ao Malba (museu de arte latino americana) e ao Museu Nacional. Também passeamos pela Ricoleta, o bairro das lojas chiques e dos ricos da cidade. Só entrei na primeira fileira do famoso cemitério saí e fui ver gente viva, sinceramente eu nao vejo a graça de visitar cemitérios (o único me agrada é o de Arlington em Washington DC).
A comida aqui é muito boa e barata. E eu que adoro uma bakery....aqui tem cada doce maravilhoso. E o sorvete?¿?¿?¿? Delícia. Muitos quilos a mais na balança.
Nao é só a comida que é barata, a cidade está cheia de brasileiros fazendo compras.
Só fiquei triste porque eu nao sabia que ia ter uma corrida de 10km da Nike no domingo, e as inscriçoes já acabaram. Droga. :(
Por enquanto é isso.
3.11.07
Mapas e fotos
Tive uma das minhas fotos de Liverpool escolhidas para ilustrar esse site de guia de viagens.
É só clicar em photos que dá para ver todas, creditadas. :)
E clicando no map dá para ver a localização dos lugares.
Eles escolhem as fotos no Flickr e perguntam se você quer submeter a sua foto para o site deles. Não pagam nada, mas é muito legal. Reconhecimento internacional.
29.10.07
Séries na tv e em outros meios
Enquanto as séries novas não estréiam na tv e Lost não volta (só em fevereiro....ai que saudade do Sawyer) vou contar o que eu ando vendo ultimamente na tv, no mundo da internet e em dvd.
Com possíveis spoilers.
Californication: começa em novembro na Warner, eu só ia assistir o primeiro, mas gostei e segui adiante. Nessa série David Duchovny faz Hank Moody, um escritor que está numa fase sem inspiração para escrever um novo livro. Ele ainda é apaixonado pela ex-namorada com quem tem uma filha. No núcleo de amizades ainda tem o agente, a esposa do agente, o noivo da ex-namorada e a filha safada do noivo.Nos primeiros episódios a sacanagem rola solta (desculpa Tia Helo), mas depois a coisa equilibra. David Duchovny está tão bem que eu nem lembro que ele um dia foi o ótimo agente Mulder. Recomendo.
Pushing Daisies: Adorei essa série! Ela é fantasiosa, colorida e fofa, é como “O Fabuloso Destino de Amelie Poulin”. È diversão garantida e sorriso no final. A história é sobre Ned que quando criança descobre que tem o poder de trazer os mortos de volta a vida com um toque. Só que esse poder vem com regras: 1) se a pessoa/animal/inseto que ele tocar ficar vivo por mais de um minuto outro ser morre em seu lugar e 2) se o ser que ele reanimou o tocar pela segunda vez morre sem chance de volta. Ele se torna um fazedor de tortas e trabalha com um caçador de recompensas perguntando aos mortos assassinados quem eram os culpados. Acontece que no primeiro episódio quem morre é o amor de infância de Ned, Chuck (sua vizinha), e quando ele a reanima um minuto passa e ele não a toca a segunda vez, claro que morre outro no lugar dela, ela fica vive e vai ajudar Ned. O clima romântico entre os dois que não podem se tocar é lindo. Deve passar aqui ano que vem.
Dexter: meu serial killer favorito. Na segunda temporada Dexter, que tinha tanta certeza de sua frieza, depois de descobrir sua história e dar um fim no irmão assassino começa a viver um conflito. E ainda por cima descobrem os corpos que ele deixava no fundo do mar. No gênero policial é a minha série favorita. A abertura é fantástica. Passa na Fox, dublado, argh!
Friday Night Lights: a primeira temporada está terminando na Sony e já, já vão passar a segunda. Ótimo. Tim Riggins continua me dando vontade de ter 17 anos, e no primeiro episódio da segunda temporada ele está totalmente bad boy, delícia. Drama teen de primeira.
Heroes: a segunda temporada voltou com gente demais. Tem uns irmãos cucarachos que vazam petróleo pelos olhos e matam gente, o Hiro chato foi parar no Japão feudal com um inglês engraçado, o Peter está com amnésia na Irlanda, o Sylar foi parar na ilha de Lost e não consegue assimilar mais poderes, a Cheerleader chata arrumou um namorado que voa, Parkman se casou com o Mohinder e criam a menina google, Nathan está no fundo do poço, estão matando os heroes da primeira geração... Sorry, ficou chata. Quase desistindo.
My Name is Earl: adoro! Earl foi parar na prisão para que sua ex-esposa Joy não fosse presa grávida e com os filhos para cuidar. Ele continua se acertando com o karma e a trilha sonora continua das melhores. O melhor episódio dessa terceira temporada até agora foi Creative Writing, a música do Darnell merece um Grammy. Passa no FX.
The Tudors: é sobre o Henrique VIII, rei inglês que deixou a igreja católica para criar a anglicana e assim poder se divorciar de sua primeira mulher e casar com Ana Bolena (e depois mais 4 mulheres). A série deturpa totalmente a história (não vale para fazer prova na escola), mas o rei é sarado e bonitão, as intrigas são de primeira e o melhor amigo do rei, Charles, vale cada minuto da série. People &Arts domingo as 23.
Brothers & Sisters e Grey’s Anatomy: dois novelões, dos bons. B&S é legal, como eu não entendo o amor fraterno fico perdida naquele meio de 5 irmãos que só fazem fofocar. É o tipo de série que dá pra perder os capítulos sem medo que no previously entende-se tudo. Grey’s voltou melhor, a Meredith continua chata, McDreamy está quase buddy-buddy com o McSteamy (que é a melhor coisa até agora), e o casal Izzie-George por mim pode explodir, mas a Christina está divertida. B&S no Universal, quartas as 23. Grey’s novo só ano que vem.
Damages: ótima! Parece que essa não vai passar aqui. Glenn Close faz a advogada mais cobra de todos os tempos numa trama cheia de reviravoltas e veneno. Ninguém vai comprar? Nem lançar o dvd?
CSI NY: eu sempre fui fã do Grissom, mas ultimamente eu tenho preferido o Mac Taylor (Gary Sinise) e o pessoal de New York. O Horatio é péssimo, deviam implodir a filial de Miami. No AXN.
Numbers: eu não tenho o Telecine, mas vi os dvds da primeira temporada e adorei. Me fez lembrar que matemática é muito legal. É sobre dois irmãos, um policial do FBI e outro matemático que ajuda nas investigações usando os números e fórmulas. Devia ser mostrada nas escolas.
É com vergonha que eu ainda vejo Smallville. Mas estou no limite. Ou o Clark Kent vira logo o Superman ou sai de cima né?
Studio 60 está acabando. Faltam 2 episódios e foi legal.
Tentei ver Jericho, não dá, é ruim demais.
Por hoje é só.
21.10.07
Domingo esportivo
Na última prova da F1 esse ano, em SP, o finlandês Kimi Raikkonen foi campeão da prova e mundial. Felipe Massa foi buddy-buddy e o deixou passar para fazer os pontos necessários. O olho gordo do Galvão Bueno foi tão grande que Lewis Hamilton errou nas primeiras voltas, quebrou alguma coisa no carro, foi para o fim da fila e chegou em sétimo, mas foi vice no mundial no ano de estréia, ele é um fenômeno. O cabeção do Alonso chegou em terceiro. Agora só em 2008.
Lá na Espanha a final do master series foi entre, tchan, tchan, tchan, tchan..... Roger Federer (alguém duvidava) e David Nalbandian. Federer não ganhou. O argentino segurou as pontas depois de um 6x1 e se recuperou no segundo set e no tie break. Pois é Federer, não dá para ganhar todas né?
O Flamengo, depois de passar o ano inteiro fugindo do rebaixamento, finalmente chegou nos top 8 do brasileirão.
20.10.07
Idi o que??
O Nick já mora aqui no Brasil há mais de 25 anos. Como todo nativo da língua inglesa ele tem dificuldade com o feminino/masculino, ele nunca acerta um "o" ou "a". Para ele é sempre "o casa", "a carro", "o menina", etc.
Claro que já explicamos muitas vezes que basicamente se tem "a" é tudo com "a" (a casa bonita) e a mesma coisa com o "o", mas não tem jeito, ele sempre confunde.
Ontem ele resolveu que ia acertar e veio com essa: Fulano é um idioto.
De todas as palavras que têm variação feminino/masculino ele escolheu justo uma que não tem.
A Tia Helo não ia ficar nem um pouco feliz com esses erros. Mas não tem problema não Nick, nós entendemos tudo!
16.10.07
Conversas iPodianas (5)
Hoje o modo shuffle estava num momento sombrio e tocou a sequência:
Devil's Haircut - Beck
Devil Inside - INXS
Sympathy For The Devil - The Rolling Stones
Heaven's Dead - Audioslave
The Queen is Dead - The Smiths
World Wide Suicide - Pearl Jam
Ai, que medo.
