19.3.08

Safari

Safari

Hoje entramos no Kruger Park. Oba! :)

No caminho para o Rest Camp jah vi: elefante, zebra, girafa (muitas), warhog (aquele porco do rei leao), impalas (muitos), buffalo e ate um rinoceronte.

Tudo isso em meio dia de passeio. Ainda faltam os leoes e os leopardos.

Eh tudo muito bonito. Os animais sao super camuflados e dao um susto quando saem do meio do mato para atravessar a rua. Mesmo um elefante enorme consegue surpreender.




Ah! Depois eu volto aqui no blog para contar mais de Cape Town, Table Mountain, Knysna, Tsitsikamma park e o meu bungi jump de 216m (ahhhhhhhh!).

12.3.08

In Cape Town

In Cape Town

A Cidade do Cabo lembra o Rio de Janeiro com um pouco de Sydney. Do Rio as montanhas e morros (sem favelas) e de Sydney aquele ar colonial ingles. So por isso ela ja eh uma cidade muito bonita. Alem disso, eh limpa e organizada, cheia de jovens, turistas, e bons restaurantes. Como disse a Beth: eh uma cidade cool.

Ja andamos por toda parte central e hoje fomos, de carro (Nick dirigindo, ja que ele eh o ingles da familia), ate o Cabo da Boa Esperanca, a ponta da Africa que divide o Oceano Atlantico do Indico. Venta muito por la. O lugar eh muito bonito e preservado. Na volta tivemos o prazer de alguns macacos babuinos (enormes!) no meio da estrada e avestruzes correndo solto. Tambem paramos em Boulder que eh a praia dos pinguins e eles dominam o pedaco com aquela fofura.

A supresa do dia foi o jardim botanico nacional de Kirstenboch (adoro esses nomes), um lugar enorme com muitas plantas locais e outras importadas, muito bem organizado.

Amanha vou tentar subir a Table Mountain, da para ve-la da janela do meu quarto no hotel. Nos ultimos dois dias ventou muito e sempre tinha uma nuvem la no topo, mas o homem da metereologia prometeu que amanha tem sol o dia inteiro.

Curiosidade televisiva. (Eu nao podia deixar de ver tv aqui ne?) Entao, tem uma novela que passa a noite que os atores falam metade das frases em ingles e a outra metade em afrikaans (a lingua local). Quando eles falam afrikaans aparece legenda em ingles, mas o problema eh que em uma frase eles falam uma palavra em cada lingua. Para quem acha chato ler legenda, eu sugiro tentar ler as daqui que ficam todas pela metade. Ah! A novela eh muito ruim.

A qualquer hora eu apareco com mais noticias da Africa do Sul.

6.3.08

Next stop

Next Stop

Estou com as malas prontas outra vez, e o destino é....tchan, tchan,tchan...

Três dicas:




Ok, eu conto.


África do sul!!!! É a minha primeira vez no continente africano.

Capetown, Kruguer Park, Big Five, Garden Route, Jeffrey's Bay....aqui vou eu!



Enquanto estiver lá, se der, venho aqui no blog contar um pouco da viagem.







4.3.08

Off-Broadway

Off-Broadway


Eu não sou muito fã de teatro. Devo ir uma vez a cada 4 anos e geralmente uma comédia. As peças mais densas, dramáticas ou 'cabeça' eu passo. É que eu não consigo concentrar só no texto, eu preciso da ajuda de cenários espetaculares e/ou música marcante. Monólogos nem pensar, nem os mais engraçados, depois de 15 minutos eu me pego querendo mudar de canal.


Eu tenho recebido uns e-mails convidando para ver peças aqui em Fortaleza. Não sei como esse pessoal tem o meu e-mail (vai ver é maldito orkut). O fato é que essas peças são do tipo off-off-off-off-off-off-Broadway, é tão off-Broadway que é aqui no Ceará.

Algumas partes de um dos releases, para se ter uma idéia:

" En Passant - Só fale se for para melhorar o silêncio

Retrata um homem e uma mulher que se conhecem nuns balanços de praça, na madrugada. O diálogo entre eles é dificultoso, jamais conseguem se explicar, um ao outro. Atrapalham-se com os próprios pensamentos e com a linguagem. Possuem enorme fluxo interior, mas não conseguem externar senão o caos."

"Um texto fragmentado em diversas elipses que vão se distanciando do real para dar vazão às sensações. O vazio é a principal matéria, a qual o espetáculo tenta dar forma."

"...No fundo, são apenas concretizações de um sentimento e de uma inquietude. Fundem-se entre si e também ao autor."

"O que importa em En Passant não é a “trama”, mas a tradução poética do abismo existencial e da ausência de respostas às nossas perguntas mais íntimas. A fragilidade do homem diante do que não entende. O que resta é sentir.

Daí a idéia de uma peça que valorize, acima de tudo, o que não é falado. Um espetáculo incompleto, que precisa ser amarrado pelo público, e que cada um receberá de acordo com suas experiências individuais. Uma peça que põe em xeque as fronteiras entre realidade e loucura; existência e morte; teatro e vida; ator, autor e personagem.

Enfim, um grito para dentro."

ZZZZZZZZZZZZZZ......

E ainda tá escrito lá que é sucesso de público e crítica. Ok, eu acredito.

Para quem ficou interessado, está em cartaz no Sesc Emiliano Queiroz (olha aí, até fiz a propaganda), aproveita e me explica tudo depois.

Vou ficar aqui gritando para dentro.


29.2.08

Só mais um

Só mais um

Para terminar a série "Fevereiro no cinema" do blog, o último filme que eu fui ver.

Senhores do crime

Tatiana é uma garota russa de 14 anos que morre ao dar a luz no hospital onde trabalha Anna (Naomi Watts). Anna pega o diário da menina e pede para o tio traduzir. O tio Stepan logo diz para ela que os segredos tem que ser enterrados com os mortos.

Mas Anna faz a linha curiosa e vai atrás do dono de restaurante Semyon para traduzir o diário. Mal sabe ela que o velhote simpático é o chefão da máfia russa local. O filho dele, que é citado no tal diário, é um bebum violento que é sempre amparado pelo motorista Nicolai (Viggo Rei da Terra Média Mortensen).

Nicolai é tipo um capanga da família, ele faz coisas ruins, mas a gente vê nos olhos dele que ele não é tão mau assim.

Se eu contar mais alguma coisa estraga. Mas vou fazer só mais três comentários:

1- Viggo Mortensen (macho-que-é-macho, sempre) participa da melhor cena de luta do ano, e ele está com a malhação em dia.

2- O garoto da primeira cena deveria ter assistido Sweeney Todd para fazer o trabalho direito.

3- A máfia russa faz a máfia italiana parecer uma reunião de comadres.


E a cotação da Tia Helo para esse filme seria 732 "Ai, Jesus!", porque mesmo com toda devoção religiosa mostrada nas tatuagens, a violência corre solta.

25.2.08

Oscar número 80

Oscar número 80

Todo ano eu ameaço dormir e não ver até o fim, mas acabo ficando acordada.

Esse ano até que foi uma cerimônia enxuta, continua longa mas não tem como ser em menos de 2hrs e meia. É muita gente para receber prêmio, homenagens e aqueles numeros musicais chatérrimos.

Aliás esse ano a melhor música mesmo ganhou, do filme Once (ainda não vi), também as concorrentes eram piores do que a Celine Dion com dor de barriga. Não entendi o Eddie Vedder ter sido deixado de fora com a maravilhosa trilha de Into the Wild, mas tudo bem...

John Stewart é um ótimo host. Piadinhas certas, não enrola e é muito simpático. Adorei ele jogando wii (que deve ser uma beleza naquela tela gigantesca). A melhor piada foi com as atrizes grávidas.

E a premiação foi democrática. Foi uma coisa assim....básica...sem grandes emoções. Todos os filmes concorrendo na categoria "Melhor Filme" ganharam algum Oscar.

Onde os fracos não tem vez levou melhor filme, melhor direção, melhor roteiro adaptado (numa apresentação divertida de Josh Brolin e James McAvoy) e melhor ator coadjuvante. Javier Bardem, a grande barabada da noite, fez o melhor discurso da noite, terminando em espanhol. Muitas palmas para o Javier!

Sangue Negro levou melhor ator para Daniel Day-Lewis, segunda maior barbada da noite, e fotografia. O Day-Lewis é um homem fino, um gentleman, mas ele tem aquele aspecto de quem não toma banho nunca.

Juno levou melhor roteiro original. Eu achava que a Diablo Cody ia fazer um discurso a altura das palavaras de Juno, mas até ela foi básica e vestida de Betty Rubble só chorava.

Desejo e Reparação levou melhor trilha sonora, super merecido, pra mim foi a trilha mais marcante do ano, seguida da de Sangue negro.

Michael Clayton, Conduta de Risco, levou melhor atriz coadjuvante. Acho que essa foi a grande surpresa da noite já que todo mundo esperava Cate Blanchet ou a mãe do Denzel Washington em Gangster. Foi justo.

Sweeney Todd levou melhor direção de arte, super merecido.

E a Piaf levou melhor atriz. Marion Cotillard estava muito bonita, e não falou em francês.

Aliás os nenhum dos quatro atores era americano...Dois ingleses, um espanhol e uma francesa.

Steve Carell se fez de Michael Scott, ou de Agente 86, para apresentar melhor animação (que foi Ratatoullie). Ótimo!

Adorei que o Ultimato Bourne levou 3 Oscars, mesmo que técnicos. Foi o segundo filme mais premiado da noite. Jason Bourne é macho-que-é-macho.

Muitos vestidos vermelhos. Na categoria vestido vermelho a mais bonita era Heidi Klum. E na vestido preto era Hillary Swank. Nicole Kidman tem que parar com o botox, sério. A grávida mais bonita era Jessica Alba.

George Clooney estava lindo. Ele é o cara mais cool de Hollywood. Macho-que-é-macho, obviamente.

E, para terminar, não podia faltar: Jack Nicholson. Ele sentando em sua cadeira cativa e continua sendo a pessoa que mais se anima nessa festa. Desconfio que ele ganha muito dinheiro com isso.

22.2.08

Jones Bic

Jones Bic

O Jones, meu melhor-amigo-de-todos-os-tempos, meio que abandonou o blog dele, então vou contar aqui mais uma dele.

Jones estava saindo do escritório para uma reunião quando achou que estava esquecendo alguma coisa, lembrou e pegou uma caneta.

Aí ele saiu e logo lembrou que tinha esquecido outra coisa, voltou e pegou outra caneta.

Na reunião ele esqueceu que tinha 2 canetas no bolso e pediu uma para fazer anotações.

Resumo do dia: Jones chegou em casa com 3 canetas no bolso.

20.2.08

+ Filmes

+ Filmes

Três filmes com três assassinos. Um por ganância, um por diversão e outro porque é o que sabe fazer.


Sangue Negro

Eu gosto mais do título profético em inglês: There Will Be Blood, porque, sem dúvida, haverá sangue.

Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis eficiente como sempre) é um cara ambicioso, destemido, arrogante, avarento, ganancioso, vil. Na primeira cena do filme ele está procurando prata, encontra, cai no buraco, quebra a perna e ainda assim se arrasta até o posto de troca local para arrecadar 300 e poucos dólares. Ele tem uma obsessão: dinheiro.

Mais tarde ele já está explorando petróleo quando um acidente mata um dos seus trabalhadores que deixa um filho. Daniel toma a criança como sua, com o objetivo de criar uma imagem família para seus investidores.

O negócio dele só cresce e um dia vai parar num buraco na Califórnia chamado Little Boston onde o líquido preto brota na superfície. Ali ele tem que negociar com Eli, um garoto aspirante a pastor que acredita ser predestinado a salvar as almas locais.

A ganância de Daniel é tão grande e ele tão mesquinho que, como disse a Beth, ele não dá nem esperma. Não tem mulher para ele no filme, durante uma vida inteira ele está só, e em algumas partes com o “filho”. Ele elimina qualquer coisa, ou pessoa que possa vir interferir em seus negócios, ele não aceita ser contrariado.

Daniel e Eli batem de frente, por serem iguais. Daniel oferece a salvação da cidade através do dinheiro e Eli através da igreja.

Daniel tem a maldade a flor da pele, mas não dá para gostar de Eli.

O filme é longo, mas hora nenhuma se perde atenção. A trilha sonora é muito boa (mas eu ainda prefiro a de Desejo e Reparação), pontua com excelência as cenas e a reconstituição de época primorosa. Durante o filme não se vê muita coisa especial, é depois, na hora de debater idéias, que fica interessante.

A melhor cena do filme é o batismo de Daniel na igreja de Eli, valeu a pena esperar 2 horas por ela.

Daniel Day-Lewis é genial, mas agora que eu vi Sangue Negro posso dizer que Johnny Depp merece mais o Oscar. (ok, eu ainda não vi o Viggo Mortensen brigando pelado na sauna – semana que vem)

A Tia Helo não ia gostar de absolutamente nada desse filme. Nem da igreja que era protestante. 780 “Ai, Jesus!” para todo petróleo jorrado em Sangue Negro.


Os Indomáveis

Filmes no velho oeste americano são típicos. Muita poeira, dentes sujos, gente morta por nada, muita disputa de testosterona e cavalos são muito importantes. Eu adoro.

Aqui Dan Evans (Christian Bale, muito bom) é um coitado que perdeu um pedaço da perna lutando na guerra civil americana e teve que mudar para um clima mais seco porque seu filho mais novo está doente. Ele deve dinheiro para o agiota local e está meio sem saída.

Eis que o bandido Ben Wade (Russel Crowe) vacila e é preso, aí surge a oportunidade de Dan ajudar a levar Ben até o tal trem para Yuma as 15:10 do dia seguinte pela quantia de 200 dólares.

Acontece que Ben Wade além de assaltante, é também assassino. Ele é mau, muito mau, aliás, ele é mau just-for-the-hell-of-it. E é inteligente, e charmoso (muitos suspiros na cantada que ele deu na moça do bar – delícia) e gosta de desenhar. Ele sabe conversar, é perceptivo, faz qualquer coisa para salvar a própria pele, e ele assume isso com muita naturalidade.

Surge entre ele e Dan um elo que eu não sei bem como explicar. É um pouco de respeito com admiração mútua. E Dan está decidido a colocá-lo no trem.

Claro que o bando de Ben está ligado e vai resgatá-lo, o braço direito do bando Charlie Prince (Bem Foster, surpreendendo) é do tipo bandido e maluco. Muitos tiros, perseguição a cavalo e poeira.

Eu achei esse filme ótimo. Eu gosto de westerns, e gosto do Russel Crowe (macho-que-é-macho de carteirinha carimbada na maternidade). A Tia Helo não ia gostar de nada, 450 “Ai, Jesus!” para o trem de Yuma as 15:10.


Onde os fracos não têm vez

Os EUA não é um país para velhos, como diz o título original, No Country For Old Men. Ainda mais lá no meio do Texas.

Moss ( ex-Goonie Josh Brolin) é um cowboy, veterano do Vietnã (o filme passa em 1980) que um belo dia caçando dá de cara com um bando de mexicanos mortos, uma maleta com muitos dólares e ninguém a vista para dar conta do evento.

Ele leva a grana para casa, mas numa crise de consciência resolve voltar ao local para dar água ao mexicano que não tinha morrido. Foi aí que ele se danou. Ele acha que vai conseguir fugir e ficar com a grana, e até se sai bem em algumas, mas seu rival está um passo a frente.

Na perseguição do dinheiro e matando qualquer um que esteja no meio está Anton Chigurh (se pronuncia sugar – shugah), um assassino metódico, eficiente e amoral. Sem pena mesmo. E Javier Bardem está genial nesse papel, com cabelo chanel e tudo.

No contraponto da história está Ed Tom, o xerife prestes a se aposentar e cansado da violência. Ele vê o que está acontecendo, mas não consegue entender para onde tudo isso vai.

Não é um filme fácil, mas é interessante.

Eu gosto dos filmes dos irmãos Coen, eles sempre mostram o lado esquisito das coisas. Esse só é um pouco chato (tirando todas as cenas do Javier Bardem, óbvio). Sinceramente não entendi o babado todo envolvendo esse filme, é bom, mas não é especial (ou eu que não entendi nada).

A Tia Helo ia detestar esse filme, se bem que ela poderia apreciar o corte de cabelo do Javier, sempre no lugar mesmo depois de muitos tiros. 489 “Ai, Jesus!” para os irmãos Coen.

15.2.08

Fogos

Fogos

Ontem a noite, não-sei-quem, não-sei-porque, soltaram fogos de artifício na praia aqui em frente. Foi um pequeno show pirotécnico de 15 minutos. Pequeno, colorido, e muito barulhento.

Como aqui é um corredor de prédios de 20 andares o papoco parece uma bomba explodindo dentro de casa, seguido de vários tiros.

Conclusões decorrentes do fato:

1- Agora eu tenho uma leve idéia do que é morar em Bagdad, Beirute, Jerusalem, Berlim e Londres na 2a Guerra......Não vou dizer Rio porque eu sei exatamente o que é o barulho de tiros na favela e o de ontem foi beeem mais dramático.

2- Você sabe que anda assistindo muito CSI, Law&Order, Criminal Minds, etc, quando o primeiro pensamento para o porque dos fogos é: "vai ver alguém quis matar outro a tiros e soltou fogos para disfarçar o barulho".

3- O Jones, meu vizinho e melhor-amigo-de-todos-os-tempos, ligou aqui pra casa depois que se conseguia escutar alguma coisa. Eu disse "Feliz ano novo Jones!".

4- Como eu também assisto The Office, tenho certeza que foi o Dwight.

5- A ronda do quarteirão não passou nenhuma vez.

12.2.08

Filosofando com o iPod

Filosofando com o iPod

You can't always get what you want, but if you try sometimes you just might find you get what you need. (Rolling Stones)

10.2.08

+ Filmes

+ Filmes

Fevereiro é um bom mês para ir ao cinema, com o Oscar no fim do mês os candidatos estão entrando em cartaz.

Juno

Juno (Ellen Paige) é uma adolescente de 16 anos. Como todo adolescente que se preze ela sabe das coisas mas não acredita que vai acontecer com ela. Juno resolve transar com seu amigo Paulie (o gracinha do Michael Cera), e não era porque ela estava entediada (ele mesmo disse que tinha muitos programas bons na tv) ela queria mesmo, e pimba!.... fica grávida.

O filme começa com ela indo a farmácia fazer o terceiro teste de gravidez, só para ter certeza né? Até o atendente (participação do ótimo Dwight do the Office) sabe que vai dar positivo.

Acontece que Juno se acha uma adolescente diferente. Ela é muito articulada e estaria enquadrada nos esquisitos de uma escola americana, mas felizmente o filme não é tão estereotipado e mostra um ambiente quase normal, onde a melhor amiga de Juno é cheerleader, seu namorado um atleta nerd e o gostosão da escola nem é tão bonitão.

Juno não entra em pânico, ela é até racional sobre o fato, e resolve fazer um aborto, vai até a clínica, mas se perturba com o fato do bebê já ter unhas (como lhe informou uma amiga militante na porta do estabelecimento) e desiste. Resolve então dar o bebê (ou a coisa como ela chama) para adoção.

Um parênteses. Aqui no Brasil isso não aconteceria numa família de classe média, os avós iriam cuidar da criança e sei-lá-como iria se desenrolar o fato na família, algumas garotas assumem a criança e outras viram irmãs mais velhas. Nos EUA essa prática é mais comum. Se a menina quisesse assumir a criança tenho certeza que os pais apoiariam, mas eles determinam logo que a responsabilidade é dela.

Juno vai conhecer o casal que quer adotar, Vanessa e Mark. De cara a gente já sabe que a mulher está desesperada por um filho e o homem nem tanto (sendo ele ainda um garotão na cabeça e meio que sufocado pela esposa). Juno gosta deles e fecha o negócio.

Juno desfila seu barrigão pela escola, descobre-se apaixonada por Paulie (ela até diz “O normal é a gente se apaixonar antes de procriar, mas nós não somos muito normais”) e vê a vontade enorme de ser mãe em Vanessa.

Mas não se engane ao ir ver o filme achando que Juno cria laços afetivos com a ‘coisa’. Hora nenhuma ela pensa em ficar com o bebê e como o seu pai lhe diz no hospital “Um dia você estará de volta aqui, nos seus termos”.

Eu gostei, achei o Paulie super cool (e ele se esforça sim) com seu calção amarelo. A trilha sonora é boa, muita coisa indie e os diálogos são ótimos (e perde muito na tradução). A Tia Helo não ia gostar nadinha, adolescentes fazendo sexo, aborto, adoção, divórcio, pernas finas....muitos problemas, 325 “Ai, Jesus!” para Juno.

Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da rua Fleet.

É um musical. Muito la la la la la la. Dito isso, também é um filme sombrio e violento (nunca vi tanto sangue vermelho na tela).

Sweeney Todd era Benjamin Barker, um barbeiro casado com uma filha. Acontece que sua mulher era cobiçada pelo juiz Turpin que manda Benjamin para o xadrez. Quinze anos depois ele volta como Sweeney Todd para descobrir que sua esposa se envenenou e sua filha vive como protegida do Juiz.

Sweeney tem desejo de vingança, mas sua senhoria, a Sra. Lovett (Helena Bonham Carter) o convence a ter calma que vingança é um prato que se come frio. Ele se torna um serial killer e vai fornecendo carne para o recheio das tortas da Sra. Lovett (entenderam né?). A música deles escolhendo as vítimas e dando nome das tortas é a melhor.

Johnny Depp e Helena Bonham Carter fazem um dos melhores casais ever. Eles combinam demais. A cena da praia é ótima.

A direção de arte é precisa e eficiente no realismo, Londres nunca foi tão cinza. E a combinação dos tons de cinza e preto com algumas cores deu o tom certo.

Eu ainda não vi Sangue Negro que tem o Daniel Day-Lewis, mas arrisco em dizer que se não for dele, o Oscar será de Johnny Depp que está perfeito como Sweeney Todd. Depp concentra toda frustração, ódio e sede de vingança num olhar, e ainda canta. Eu nem acho ele macho-que-é-macho, pra mim ele tem cara de quem gosta de discutir relação, mas é um excelente ator.

As músicas são ok, mas foi uma ótima escolha para contar uma história tão sombria. No começo eu achava que não ia gostar muito da cantoria, mas depois eu acabei gostando e até cantando algumas.

E atenção para Borat fazendo um barbeiro pseudo-italiano. Ótimo!

A Tia Helô não ia gostar nem um pouco, muito sangue, navalhadas precisas, falta de hiegiene nas tortas.....são muito motivos para os 426 “Ai, Jesus!” que ela diria para o filme do, sempre genial, Tim Burton.

1.2.08

Lost

Lost

Vou para o carnaval tranquila.

Acabei de ver o primeiro espisódio da 4a temporada. Como é bom escutar um "Previously on Lost" fresquinho.

E ver o Sawyer claro. Ele contiunua com as gracinhas e os apelidos (que foram muito poucos), um alívio. Eu já estava até com saudades do Dr. Jack.

Pena que só tem mais sete episódios esse ano....maldita greve!!!

30.1.08

+ Filmes

+ Filmes

Desejo e Reparação


Briony (Saoirse Ronan ótima!) é uma quase adolescente com muita imaginação. No dia do aniversário do seu irmão ela vê sua irmã Cecília com o filho da empregada, Robbie (James McAvoy, ótimo!) no que Briony interpreta como uma briga. Mais tarde sabemos que Robbie é apaixonado por Cecília (Keira Knightly) e correspondido (ele escreve o melhor bilhete de todos os tempos, devia constar no manual de como conquistar uma mulher). Acontece que Briony tem uma paixonite aguda por Robbie, e todos nós sabemos que paixão de criança é coisa séria.

No decorrer da noite a prima de Briony vê um vulto estuprando (ou não) sua prima e adivinhem quem Briony acusa e ainda mostra prova (o tal bilhete)?? Sim, Robbie.

O coitado vai preso e depois vai para guerra como alternativa a prisão. Cecília abandona a família e vai ser enfermeira.

Briony também se torna enfermeira, mas ela só o faz como uma autopunição pela besteira que fez. Briony estragou a vida de 3 pessoas, inclusive a dela. Ela às vezes se arrepende e muitas vezes não.

A trilha sonora desse filme é fantástica! Merece muito o Oscar ao qual está concorrendo. A máquina de escrever dando o tom da cena. Genial.

A fotografia é linda e a cena da praia de Dunquerque é emocionante.

Aliás, esse foi o único filme de guerra (e olha que eu já assisti muitos filmes de guerra) no qual eu realmente senti a dimensão do estrago que a guerra fez nas pessoas. O sofrimento de Robbie é quase palpável.

A Tia Helo ia gostar da Briony, talvez até ia se ver nela. Eu acho que ela diria só 30 “Ai, Jesus!” para Desejo e Reparação, a maioria nas cenas da guerra. E talvez ela derramasse uma lágrima no fim.


Meu nome não é Johnny

Todo mundo já sabe qual é a história desse filme né? Garoto zona sul carioca, gente boa, se torna traficante internacional de drogas, vai preso e se redime.

Feito o resumo, esse filme é bom sim! O tal João Guilherme não é o típico traficante que sobe morro. Ele é aquele cara que nunca pegou numa arma e só trata com o pessoal do asfalto. Ele teve uma vida boa, educação, mas queria viver todas as emoções.

Eu ri muito e fiquei impressionada com a quantidade de drogas que eles consumiam (e na realidade foi muito mais). Selton Mello acertou e a edição é muito boa. A transição da vida boa para prisão é bem feita.

A Tia Helo não ia gostar de jeito nenhum desse filme. Imagina, playboy zona sul sem ter coisa melhor para fazer? 200 “Ai, Jesus!” para o Johnny.



O Gângster

Frank Lucas é um traficante assassino. A primeira cena do filme já mostra que com ele o buraco é mais embaixo. Dito isso, ele também é inteligente e um competente homem de negócios.

Ele viu um nicho de mercado (a heroína) na decadência dos anos 70, foi até o Vietnã, na época da guerra, negociou produto da melhor qualidade com os locais, arranjou transporte pelo exército americano e assim se tornou um homem rico. Muito rico.

Frank também sabia tudo de marketing, ele oferecia o produto puro por um preço menor do que o lixo que os policiais corruptos passavam. E ele entendia de marca, imagem e acreditava honestidade (dentro dos limites da bandidagem). Ele era um homem super elegante, só andava de terno, falava pouco, não badalava e, o mais importante, não consumia seu produto.

Frank conseguiu que a máfia italiana trabalhasse para ele. Enough said.

Ele passava despercebido até que um outro homem com as mesmas características dele o descobriu, o policial Richie.

Richie, por sua vez, era do tipo que encontrava 1 milhão de doletas na mala do carro e entregava o dinheiro para a polícia, se fazendo odiado pelos colegas.

Richie descobre o esquema de Frank e o persegue com precisão.

A melhor cena para mim é Frank e Richie negociando a entrega de ¾ dos policiais de narcóticos. É ali que se vê o respeito entre eles.

É isso que faz o filme interessante. Apesar de tudo o que Frank representa você se pega gostando dele. Raiva mesmo só do policial interpretado pelo Josh Brolin, de bigodão e tudo.

Denzel Washington nunca esteve tão chique na vida como Frank e Russel Crowe (macho-que-é-macho de carteirinha) entrega um Richie que podia ser primo americano do Capitão Nascimento, sem o saco plástico.

Eu gostei. A Tia Helo só ia gostar do fato que Frank levava sua mãe para igreja todo domingo, fora isso ela diria 350 “Ai, Jesus!” para o gangster americano.

28.1.08

Flight of the Conchords

Flight of the Conchords

Essa série é nonsense total, mas tem as melhores músicas. É sobre uma dupla de músicos neozelandeses que está tentando a sorte nos EUA. Bret e Jermaine moram num muquifo, tem uma única fã e são gerenciados pelo representante do consulado da Nova Zelândia, Murray.

Cada episódio tem uma linha de história, mas, no meio da cena, eles começam a cantar e vira um clipe da música.

Eu peguei essa no youtube, que foi do episódio no qual Bret arranja uma namorada, Coco, Jermaine fica com ciúmes e a compara a Yoko. No fim eles cantam essa música aí chamada Sello Tape.

Minha parte preferida? O primeiro refrão: Brown paper, white paper, stick it together with the tape, the tape of love, sticky stuff.

E no fim…people,people,paper,pencil,people….hahahahahha!

25.1.08

Momento TOC mulherzinha - séries

E essa greve que não acaba? Ainda bem que tem novos episódios de Lost vindo por aí.

Eu já fiz uma lista dos teens, mas agora vamos ao que interessa, os homens. Porque sem eles as séries não teriam tanta audiência (feminina).

1. Sawyer de Lost (Josh Halloway)
James Ford para os íntimos. Ele é divertido, dá os melhores apelidos, fala com aquele sotaque arrastado irresistível, sabe conquistar uma mulher e deixou a Kate doidinha. Um episódio sem ele não tem graça. Me joga na areia e me chama de Freckles! Macho-que-é-macho com louvor.

2. Jim Halpert de The Office (John Krasinsky)
Sabe aquele cara legal, divertido, atencioso e um pouco sacana? Esse é o Jim. Ele não é tão bonito, mas me ganha a cada careta para a câmera. A afinidade dele com a Pam é tudo de bom, e suas brincadeiras com Dwight o melhor do seriado. Macho-que-é-macho até vendendo papel. Eu coração Jim!

3. Nate Fisher de Six Feet Under (Peter Krause)
Nate volta para família quando pai morre e acaba ficando para administrar a casa funerária. Ele é apaixonado pela maluca da Brenda. É muito carinhoso e tem o poder da empatia para lidar com os parentes dos mortos. Ele tem um “que” de quem está sempre de bem com a vida, que é uma delícia, e é muito bonito. Essa série já acabou, mas merece muitas reprises. Macho-que-é-macho até com cheiro de formol.

4. Hank Moody de Californication (David Duchovny)
David Duchovny teria entrado nessa lista na época do Arquivo X, o agente Mulder tem lugar de honra nessa listinha. Agora ele voltou como o sacana Hank Moody, um escritor em fase de pouca criatividade que passa os dias nos bares e com mulheres (todos os tipos, diga-se de passagem). Acontece que ele ainda ama a ex-mulher e de vez em quando sofre por isso. Macho-que-é-macho com uma garrafa de cerveja na mão.

5. Derek Shepherd de Grey’s Anatomy (Patrick Dempsey)
O Dr. Shepherd, McDreamy para todas, é um cara legal. Ele largou a esposa que o traiu, mas deu uma chance para ela e para o casamento. Quando teve certeza que não ia funcionar correu atrás da Meredith e fez uma das mais bonitas declarações no fim da terceira temporada. Macho-que-é-macho com um bisturi na mão.

6. Ned de Pushing Daisies (Lee Pace)
Ai, o Ned é uma gracinha. Ele tem o poder (ou sina) de trazer os mortos de volta a vida num toque e nunca se acostuma com isso. Ele é apaixonado por Chuck, que ele trouxe de volta a vida e não pode tocar nela nunca mais senão ela morre para sempre. Conflitado. Macho-que-é-macho até fazendo tortas.

7. Jack Bauer de 24 Horas (Kiefer Sutherland)
Damn it!!Jack Bauer é macho-que-é-macho e ponto final.

8. Luka Kovac de ER (Goran Visnjic)
O médico croata da emergência mais famosa da tv é um homem que perdeu a família na guerra e conseguiu começar de novo no hospital de Chicago. E olha que ele veio para substituir o Dr. Ross a.k.a. George Clooney. Ele saiu com quase todas as enfermeiras da série, no fim escolheu a Abby e deixou muita gente com inveja. Macho-que-é-macho com sotaque.

9. Gregory House de House (Hugh Laurie)
Ele é grosso, nada agradável, maltrata os pacientes, mas sempre acerta os diagnósticos mais difíceis. Ele não é legal e por isso gosto dele. Macho-que-é-macho com muitos remédios.


10. Dexter Morgan de Dexter (Michael C. Hall)
O serial killer que mata serial killers. Você não quer gostar muito dele porque ele é um assassino, mas acaba achando ele um cara super interessante, mesmo sendo mais frio do que o gelo da Antártica. Macho-que-é-macho emoção zero.


11. Jack de Men in Trees (James Tupper)
Essa série é muito boba, mas ela tem o Jack, biólogo sexy com voz rouca que cuida dos animais da fauna local. Eu acho que é ele que segura a audiência desse seriado. Macho-que-é-macho até o ultimo floco de neve do Alasca.

22.1.08

Romantismo

Romantismo

Ele: olha essa planilha de fluxo de caixa aqui. Em janeiro eu pago as prestações da geladeira, em março termino o carro, em julho dá para adiantar no apartamento e aqui, em dezembro, a gente casa.

Ela: Hã? É assim mesmo? Sem um jantar? Sem eu fazer uma escova? Nem um batomzinho?

Melhor pedido de casamento ever.

Sim, eles casaram.

18.1.08

Trilha sonora do filme da minha vida( de acordo com o shuffle do iPod)

Trilha sonora do filme sobre a minha vida( de acordo com o shuffle do iPod)

Esse é um meme que eu vi lá no Rosebud é o trenó.

Funciona assim: ao apertar o shuffle do iPod (iTunes, Media palyer, qualquer coisa que tenha um Aleatório) você tem que anotar as músicas que aparecem na seqüência e seguir o roteiro abaixo (não vale trocar nem pular músicas).

E já que o meu iPod tem opinião sobre tudo vamos ver o que ele tem a dizer.

CRÉDITOS INICIAIS: Breakfast In America- Supertramp.
Ok, segundo o iPod eu sou americana (talvez ele tenha razão).

CENA EM QUE ACORDA: Heart of Glass – Blondie
Eu acordo animada mesmo.

PRIMEIRO DIA NA ESCOLA: The Girl Is Mine- Michael Jackson e Paul McCartney
Os meninos já estão brigando por mim. ;)

PRIMEIRO AMOR: Grace Kelly – Mika
O primeiro amor dramático, mas animado.

CENA DE LUTA: On A Plain – Nirvana
Distribuindo socos....

FIM DE RELACIONAMENTO: Friday I’m In Love – The Cure
Tipo assim, a fila anda e na sexta eu já estou em outra tá?

FESTA DE FORMATURA: Pinhead – The Ramones
Essa música é como aquele sonho que todo mundo tem depois que se forma: que ainda falta uma prova, dá um branco e você não se forma. O iPod acertou nessa.

DIA A DIA: When Love Comes to Town – U2 com BB King
Rock n' Roll e Blues, yeah!

COLAPSO MENTAL: A Bell Will Ring - Oasis
Hahahahahahaha! São “eles” tocando a campainha. Super esquizofrênica. E o detalhe é que o nome do álbum é Don’t Believe The Truth.

DIRIGINDO: I’m Only Sleeping – The Beatles
Perigoooo!

FLASHBACK: The Way You Make Me Feel – Michael Jackson
Flashback volta muitos anos, no tempo que o Michael Jackson fazia músicas legais e não era tão maluco.

CASAMENTO: The Blower’s Daughter – Damie Rice
Não vai ser muito bom.

NASCIMENTO DO FILHO: Tiny Dancer – Elton John
É tiny mesmo, um bebê.

BATALHA FINAL: For No One – The Beatles
Todos perdem.

CENA DA MORTE: Lemon – U2Envenenada por uma limonada.

FUNERAL: Les Champs-Elysees – Joe Dassin da trilha sonora de Viagem a DarjeelingEm Paris. Chique até o fim.

CRÉDITOS FINAIS: Chiquitita – ABBA
Damn iPod!! Estava indo tão bem....Mas que todo mundo vai sair chorando do cinema, ahh isso vai.


Quem quiser tentar deixa o resultado aí nos comentários que eu quero rir também.

11.1.08

Níver da Sue!!!!


Niver da Sue!!!!

Amanhã é o níver da Sue,Sãozinha como a tia Helo a chamava.
Se a nossa querida heroína estivesse aqui entre nós, amanheceria falando uns 1500 ai Jesus de felicidade...tia Helo amava aniversários e festas pois era motivo para ela comer uma de suas iguarias favoritas:brigadeiro!!!!!Mas a tia Helo amava mesmo era a Sãozinha...como eu amo!!!!!

Em homenagem as duas,eis aqui a iguaria de aniversário favorita deste blog :brigadeiro.Amiga Ká...a foto foi tirada com ele ainda fumegando....só falta você aqui para raspar a panela.Como diz a Ká, aniversário sem bolo e brigadeiro não é aniversário.

Suezinha tudo de melhor para você sempre!!!!!
Parabéns!!!!
Beijos da sua irmã quase perfeita hahahahaha!

4.1.08

Momento TOC Livros

Momento TOC Livros

Desde 2004, quando termino de ler um livro, eu anoto a data, o título, o autor e uma pequena sinopse (e a minha opinião) num caderno. Assim eu não esqueço o que eu já li, nem se gostei muito para ler outra vez, nem se odiei e por isso não consta mais na estante. Além do que eu não deixo de praticar o uso da caneta.

Hoje eu fui lá escrever mais uma sinopse e resolvi dar uma geral no caderninho. E o resumo é o seguinte:

- Em 2004 eu só anotei 2 livros, já que eu comecei a fazer isso no mês de novembro. E foi justamente de um deles, De cada amor tu herdarás só o cinismo do Arthur Dapieve, que eu tirei essa idéia de fazer book reports num caderninho.


- Em 2005 eu li 24 livros, uma média de 2 por mês (lembrem-se que eu vejo muita tv, muitos dvds e vou muito ao cinema). Mas isso tem um motivo, eu estava morando no Rio e lá eu sempre leio mais. Ando muito no metrô e na falta de janelas e pessoas interessantes os livros são uma grande distração.


Li clássicos como: The Great Gatsby, O retrato de Dorian Gray, e East Of Eden. Li dois do John Grisham. Li um japonês, No país das neves e um hungaro Divórcio em Buda; um Harry Potter e a série completa do Mochileiro das Galáxias. Li autores novos com Jonathan Safran Foer com Tudo se ilumina e Alice Sbold com Uma vida interrompida. Li autores consagrados como Umberto Eco, A chama da Rainha Loana e Gabriel Garcia Márquez, Memória de minhas putas tristes (que eu não gostei e me deu vontade de reler “Cem anos de solidão” só para tirar a má impressão). Li um com mais de 700 páginas (que podia ter metade), Jonathan Strange & Mr. Norell. E mais alguns que não vale mencionar.

Já escutei alguém aí reclamar que eu não li nenhum nacional. Li sim. Moacyr Scliar, Na noite do ventre, o diamante.


- 2006 foi um ano pobre de livros, mas só em quantidade. Só li 9. Como desculpa para tão pouco, esse foi o ano que eu descobri Lost e a maravilha de ver séries no computador.

Mas olha só como o ano foi produtivo: li um Saramago, um Paul Auster e um Nick Hornby. Três bestsellers: O caçador de pipas, O diabo veste prada e Velocity. Li um nacional, Moacyr Scliar outra vez, Os vendilhões do templo. E li os excelentes: O Estrangeiro e Crime e Castigo.

Na verdade eu terminei 9 livros, porque a grande vedete de 2006 foi Ulisses do James Joyce. Comecei determinada (e até disciplinada) a terminar a jornada de um dia de Leopold Bloom, mas cansei um pouco na metade. E não contabilizei um de quadrinhos do Calvin e nem o Almanaque de futebol que ganhei para a copa.


- Em 2007 eu li 11 livros. Ainda enfeitiçada com as séries eu li muito nas viagens, mas aos poucos eu chego ao equilíbrio entre a leitura e a tv.

Finalmente li A Hora da estrela só para concluir que é genial. Li dois livros-pipoca do australiano Markus Zusak , A menina que roubava livros e Eu sou o mensageiro . Li dois americanos dos bons: Harper Lee, To kill a mockingbird e Philip Roth, The plot against America. Obviamente li o último do Harry Potter e mais um do John Grisham. Li as críticas gastronômicas do Alex Kapranos e um do espanhol Carlos Ruiz Safon, A sombra do vento. Li o clássico inglês Wuthering Heights e até falei dele aqui no blog. E tive o prazer da escrita detalhista de Chuck Palahniuk.

Li mais alguns capítulos do Ulisses (até 2009 eu termino). E na cabeceira da cama fica The complete Beatles Chronicle, que eu vou lendo aos poucos, ainda estou em 1964.

Então para 2008 o objetivo é ler mais de 11 livros. Daqui um ano eu coloco a lista aqui no blog.

1.1.08

25.12.07

Feliz Natal!!!!
Desejo a todos os amigos e leitores do nosso caderninho um ótimo Natal em um 2008 cheio de conquistas!
Retribuindo o carinho da minha amada Ká , uma homenagem a nós 3.
Beijos.

24.12.07

Feliz Natal

Feliz Natal

Esse ano eu vou comemorar o natal aqui do blog com o Charlie Brown. Para Luizinha e Sue.

Feliz Natal para todos!

22.12.07

Arquitetura

Arquitetura

Do meu amigo Tiago sobre o tamanho do seu apartamento:

"Se eu entrar em casa muito feliz saio direto pela janela."

19.12.07

Comédias na tv

Comédias na tv

Com essa greve dos roteiristas eu acabei colocando em dia outras séries que eu tinha muita vontade de ver. A seguir duas que eu recomendo.


The Office





Foi com atraso, mas eu consegui ver a segunda e a terceira temporada de The Office (e já engatei a quarta), e é uma das séries mais engraçadas dos últimos tempos. Infelizmente ela passa no FX (canal macho-que-é-macho da Fox) que não tem aqui em casa, mas a internet está aí para isso mesmo.

Para quem nunca viu, trata-se do dia a dia de um escritório com um chefe totalmente sem noção. Michael Scott (o ótimo Steve Carrell) é tão sem noção que ele vai do engraçado até o irritante em segundos, mas tem seus momentos bons. Além dele tem: Dwight, o vendedor nerd e puxa saco (Question. Fact.); Jim, vendedor super cool e com as melhores caretas, que faz par com Pam, a recepcionista (aliás um dos casais mais legais da tv); Ryan, o estagiário; Ângela a contadora carola (a Tia Helo ia adorar), Kevin o contador tarado; Oscar, o contador gay (mas só assume na terceira temporada); Stanley, o vendedor sênior; Kelly, atendimento ao cliente que fala demais e Toby, o cara do RH.

Os episódios são filmados em forma de documentário com depoimentos dos personagens a câmera. As brincadeiras de Jim com Dwight são impagáveis.

A série até ganhou uma lista dos top 25 melhores momentos da revista Rolling Stone.

Alguns dos meus favoritos foram:

- Jim pegou o papel timbrado do Dwight e passou um fax para ele como se fosse o Dwight do futuro dizendo que o café daquele dia estava envenenado.

- Dwight dizendo que gostaria que Jack Bauer fosse seu #2, mas ele é fictício, indisponível e overqualified.

- Quando Jim se fantasia de Dwight por 11 dólares. E quando ele se fantasia de papel com 3 furos ao colocar três bolas pretas na camisa branca.

- Jim treinando Dwight a sentir vontade de comer bala quando ouve o barulho do computador. Genial.

- no dia da praia Michael divide o grupo em equipes e a de Dwight se chama Gryffindor e a de Jim, Voldemort, o que deixa Dwight louco, afinal é aquele-que-não-se-deve-mencionar.

- Michael dizendo que Toby por ser do RH trabalha para a matriz e por isso ele não é da família, e por ele ser divorciado ele não faz parte nem da própria família.

-Michael no seu momento na selva.

- o meu momento mulherzinha fica por conta da cumplicidade do Jim e da Pam, que coisa mais gracinha. Pronto, falei. Adorei o Jim.

No FX, terça as 21:30.



30 Rock


Essa é muito divertida, risada certa. :)

É sobre os bastidores da produção de um programa de variedades na tv. Também conta com um chefe sem noção, só que ele é mais malicioso, o presidente da emissora: Jack Donaghy, que é interpretado pelo Alec Baldwin mostrando que sabe tudo de comédia. Tem a Liz Lemon, redatora chefe do programa que se vira para atender as necessidades de seus astros: Tracy Jordan (impagável) e Jenna (que era estrela absoluta antes da chegada de Tracy) e atura as excentricidades de Jack. Ainda tem todo o time de roteiristas do programa, Pete que vira roomate de Liz e o divertido assistente Kenneth.

Eu assisti a primeira temporada com alguns furos, mas já estou recuperando, e a segunda estou acompanhando.

Cada episódio tem pelo menos 4 diálogos que justificam a meia hora, a maioria coisa de nerd, óbvio.

Alguns dos meus momentos preferidos:

- quando a ex-mulher de Jack briga com Liz Lemon por ciúmes.
- Jenna dando em cima do príncipe austríaco doente (por causa dos casamentos consanguíneos).
- a festa de Kenneth, só mostra flashes mas deu para ver que o pessoal do escritório se esbaldou.
- Jerry Seinfeld como ele mesmo lidando com Jack.
- o Ross de Friends fazendo um insuportável mascote ecológico, e esse episódio ainda teve Al Gore.
- Liz Lemon fingindo ser do AA para conquistar o paquera.
- Liz descobrindo que o seu paquera bonitão é seu primo.

Essa passa na Sony toda terça as 20:00







P.S. Eu vi o trailer da 4a temporada de Lost aqui e mal posso esperar 31 de janeiro para ver o Sawyer em ação.

16.12.07

+ Filmes

+ Filmes

A vida dos outros

Esse filme ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro ano passado. Eu tinha achado uma injustiça com o Labirinto do Fauno, mas agora que eu vi esse, achei justíssimo.

A história se passa na Alemanha Oriental no começo da década de 80. Nessa época as pessoas ou eram investigadas pelo governo, ou eram delatores. O capitão Wiesler é um mestre na arte de entrevistar suspeitos, e é dado a ele a função de investigar a vida de Christa-Marie e Georg, uma atriz e um autor que vivem juntos. Acontece que Christa é amante (meio a contra gosto) do ministro da cultura, e este quer decobrir alguma coisa contra Georg para prende-lo e assim se livrar da concorrência.

Georg é um autor patriótico, para ele a vida com mordomias na Alemanha Oriental era boa. Mas seus amigos começam a ser perseguidos e ele se vê numa encruzilhada.

O capitão Wiesler leva uma vida oposta a de Georg. Ele mora num apartamento genérico, só tem sexo se pagar (e ainda divide a prostituta com os vizinhos), ou seja, ele não vive. Por isso ao escutar as conversar de Georg ele passa a viver através do casal. Mas é tudo muito contido.

Ele se torna o anjo da guarda de Georg, mas não consegue salvar Christa do seu final digno de Nelson Rodrigues.

A tia Helo não ia gostar nada desse negócio de ficar bisbilhotando vida alheia, ainda mais artistas e comunistas. 214 “Ai, Jesus!” para a vida dos outros.


Beowulf

Beowulf é um antigo poema inglês e primo mais velho do Senhor dos Anéis.

No filme Beowulf (viking macho-que-é-macho) chega a um reino na Dinamarca (parece até coisa de Shakespeare) para ajudar a dar um fim no demônio Grendel que sofre do mal de escutar bem demais e não suporta o barulho das festinhas organizadas pelo rei.

Beowulf enfrenta o bicho e consegue derrota-lo, mas esqueceram de avisar que Grendel tinha mãe. E essa mãe é uma bruxa poderosa que seduz os homens oferecendo reinados e vitórias em batalhas. O Beowulf cai nessa.

Esse filme é todo feito na técnica de cobrir gente com efeitos digitais. E fica muito bom, ainda mais nas partes de muita fantasia. O dragão é ótimo!

A Tia Helo não gostava nada dessas coisas fantasiosas, e não ia gostar nada quando o Beowulf do filme disse que “O tempo dos heróis morreu, o deus cristo o matou deixando nada além de mártires se lamentando, medo e vergonha”. A lenda nórdica leva 317 “Ai,Jesus!”

Mas a melhor definição de Beowulf eu li no Uma dama não comenta: Ogro deficiente auditivo é morto pelo tataravô do Jack Bauer. Hahahahaha!


Conduta de Risco

Esse título parece filme do Steven Segal, mas felizmente é com o George Clooney.

Clooney (macho-que-é-macho de carteirinha) faz o advogado Michael Clayton, que trabalha numa grande firma que está perto de concluir um caso importante. Acontece que o principal advogado do caso tem uma crise de consciência (além de ter deixado de tomar seus remedinhos) e resolve mudar de lado e ajudar quem está processando a grande empresa que ele defendia.

É aí que entra Michael Clayton o resolve-tudo da firma. A função dele é buscar o tal advogado e fazer com que ele volte a si. Mas essa tarefa não é tão fácil assim. Além de tudo Michael tem problemas com agiotas e está devendo uma grana.

É um filme com diálogos certeiros e muitas intrigas.

Eu gostei muito, ainda mais no fim que somos premiados com quase 10 minutos de George olhando para a tela.

Talvez a Tia Helo gostasse desse filme. Do George Clooney ela ia gostar muito, ainda mais com aqueles cabelos grisalhos e o ar preocupado. 47 “Ai, Jesus!” para Michael Clayton.

13.12.07

The Police by Sue

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Nem dá para explicar... tente imaginar a alegria da Tia Elô na Missa Campal do Papa no Aterro do Flamengo, subtraia as beatas acotovelando você, acrescente um equipamento de som MUITO melhor, mantenha o coro de anjos que eu tenho certeza que a tia estava escutando em vez do Papa, e voilá! Basta colocar três loiros PODEROSOS no palco (com licença, Santidade!) e você tem o show do Police. Infelizmente não foi no Aterro do Flamengo, o que tiraria alguns traumas meus a respeito do local, mas o Maracanâ estava tão bonito que não tem importância, eu pago a analista mesmo.

Bonito? Imagine que você está no gramado do Maracanã (já dá um frio na barriga só de pensar), de repente cisma de olhar para trás e vê uma massa de gente toda colorida de uma suave luz lilás, mexendo ao som e "Wrapped Around Your Finger"... 500 Ai Jesus só para este momento!

Quando ELES apareceram na canção do Sting, mais 400 Ai Jesus só pela alegria da Tia Elô. Ela deve ter se sentido vingada, lá do Paraíso, deve ter falado: "Tá vendo? Não sou só eu que escuto não! Aquele menino loirinho também... Pena que não é o Elton John!"

Enfim, todos os momentos tiveram seu toque de Ai Jesus!, mas quando o Sting começou com "Every Breath You Take" e a galera toda foi junto, aí foram uns 1000 Ai Jesus! Quase tirei a Kaká para dançar, mas ela já estava dançando lá em cima com o Globocóptero...

Quem foi sabe exatamente do que eu estou falando; quem não foi, só lamento; quem foi aos DOIS shows... ai que inveja! (apesar de que já me disseram que fomos ao melhor disparado).

Aí, depois de subir às estrelas, é descer e tomar um analgésico para aguentar os protestos do corpo... essa idade do condor!

11.12.07

The Police by Luizinha

The Police by Luizinha


Assinando em baixo de tudo o que a Ká escreveu, só vou dar uma complementada.
Cara, foi um dos melhores shows dos últimos tempos. Sem firula, sem megas back n vocals para ajudar os velhotes a chegar até o final do show...como sempre acontece com o Mick Jagger( eu adoro ele, mas a agenda de badalações deles no Brasil é tão grande , que só botando gente para cantar junto).

Palco maravilhoso com 3 músicos maravilhosos...fazendo o que eles mais amam. Nada mais emocionante para mim como produtora ver aqueles instrumentos cheios de marcas..arranhões. Estas marcas mostram a história de seu dono, por cada ensaio que aquele instrumento passou, por cada palco que ele passou. O show fez isso com a gente, trouxe a nossas melhores lembranças à tona . Muito bom estar no Maraca com a Ká e a Sue ouvindo o Sting ao Vivo...Morram de inveja paulistas hehehehe....foi mais forte do que eu.

Agora vamos a algumas pérolas do show.

A frase que mais me marcou durante a execução de Every Breath You Take dita por alguém com menos de 25 anos:
"Essa música é deles?"

E as frases mais faladas pela galera com mais de 30 anos ( tô sendo boazinha rssss): "ai meu joelho"...."ai minha coluna"..."meu pé está queimando"..."tô doida por um banho e cama" hahahahaha.

Galera é mais ou menos isso, o The Police representou coisas muito boas de algumas gerações.
Ká você nem pousou e eu já estou troncha de saudades!!!!!!!
Beijos!!!!!!!!

9.12.07

The Police

The Police




(eu e luizinha no show ontem. foto do celular)

Em 1982 eu lembro de estar na casa da Luizinha quando o irmão dela saiu para o show do The Police no Maracanãzinho e nós ficamos em casa por sermos muito novas, argh!

Eu posso até dizer que o Police me salvou do Menudo, a febre das adolescentes da minha época. Como gostar de uma boy band brega daquelas depois de já ser fã dos ingleses? E vamos combinar que o Sting envelheceu muito bem.

E foi o album Synchronicity que me deixou curiosa sobre Jung, mas quem se formou em psicologia foi a Luizinha.

Por isso tudo, é ÓBVIO que eu, Luizinha e a Sue (que já temos idade suficiente para ir num show) estavamos no Maracanã ontem a noite. E foi um show do ca.....!

Para começar foi muito organizado e como bons britânicos começaram pontualmente as 21:30. E foi logo com Message In A Bottle. Depois veio o melhor jogo de luzes nos telões que eu já vi com Synchronicity II. Não vou lembrar a ordem a seguir, mas tocaram quase tudo, inclusive a música da Tia Helo - Voices Inside My Head, o hino dos PPCs (possessivo, passional e ciumento) - Every Breath You Take, e a minha personal favorite - Every Little Thing She Does is Magic. Fizeram um arranjo muito bom para Can't Stand Losing You.

Sting, sarado, falou português, tocou um baixo que parecia ser o mesmo de 1982, Andy Summers arrasou na guitarra e Stewart Copeland é, para mim, o melhor-baterista-de-todos-os-tempos-ever. No fundo do palco tinham 3 telões que mostravam os três o tempo inteiro.

Eu só senti falta de duas músicas, Spirits In The Material World e Synchronicity I.

Momento comédia pré-show. Estavamos andando para o estádio quando no meio da rua a Sue avistou uma barraquinha no meio da rua e...

Sue: Ué, porque que esse cara tá vendendo cofrinho de porquinho de barro na porta do show do The Police?
Kaká: porquinho? onde?
Sue: Ali, olha.
Kaká: Sue, aquilo não é porquinho, é abacaxi. hahahahahhahahaha!

Bom demais!!!


Ah, o show dos Paralamas também foi muito bom! :)

5.12.07

Povsky e Gorovsky in USA

Povsky e Gorovsky in USA

Meus primos estão naquele programa de trabalhar nos EUA por 3 meses nas férias da faculdade. Eles foram para Lake Tahoe trabalhar num cassino, ou ski lodge, ou coisa parecida. Acontece que eles só estiveram nso EUA em 98 comigo nos parques da Disney, e dessa vez foram para se virar.

Já recebi notícias dos primeiros acontecimentos.

Ao chegar no aeroporto de Reno (a Las Vegas depois do frio, da fome e da peste), que fica uns 100km de onde eles vão morar e trabalhar, decobriram que não tinha mais ônibus para a tal cidadezinha. Eles negociaram com um taxista de Bangladesh (que pelo jeito falava menos inglês que eles) a ida. Ao chegarem na porta do motel (é isso mesmo, eles vão morar num quarto de motel que era a coisa mais accessível que acharam) este estava fechado e só ia abrir as 9 da manhã.

Os dois ficaram no meio da rua num frio que nunca sentiram antes na vida, batendo queixo até que a entregadora de jornal, que era romena, apareceu. Ela viu o perrengue e deu carona a eles até o cassino mais próximo onde eles alugaram um quarto e finalmente descansaram e tomaram banho.

Ah! Parece que a romena ofereceu 10 dólares a eles, mas os motivos dessa oferta ainda não foram esclarecidos. ;)

Aguardem os capítulos seguintes.

3.12.07

Conversas iPodianas (6)

Conversas iPodianas (6)

O assunto do shuffle hoje era digno do Pinel.

Começou com os Ramones pedindo : 24 hours to go I wanna be sedated...

Aí o Green Day entrou com Basket Case: Do you have the time, to listen to me whine, about nothing and everything all at once......am I just paranoid or am I stoned?

Pink Floyd quase cortou os pulsos com Comfortably Numb.

E Gnarls Barkley fechou a sequencia com Crazy.

29.11.07

+ Filmes

+ Filmes

O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford

O título do filme diz tudo e não diz nada. É daquelas histórias que a gente sabe como termina, mas passa o filme inteiro achando que vai mudar.

Jesse James era um bandido, ok, ele foi fazendeiro e lutou na guerra civil americana, mas depois virou bandido mesmo. Roubou e matou. Acontece que ele era um popstar do velho oeste. E como celebridade o coitado que o matou se tornou um covarde (mesmo que Jesse o tenha aterrorizado até o último fio de cabelo).

Como todo popstar que se preze Jesse James tinha presença, e isso é dito logo no início do filme. Ele andava pelas cidades sem ser reconhecido (afinal, não existiam paparazzi na época), mas era reverenciado pelos bandidos groupies.

Brad Pitt faz Jesse James, e o faz muito bem. Brad Pitt é um homem bonito e macho-que-é-macho como o bandido devia ser.

O filme começa com o último assalto a um trem. Os irmãos James juntaram um bando novo já que o antigo tinha sido quase todo morto. Nesse novo bando estavam os irmãos Ford: Charlie, o bobo, e Bob, o wannabe e groupie. Bob (vivido pelo irmão do Ben Affleck, Casey, que por sinal está muito bem) tenta de todo jeito se mostrar e Jesse até gosta dele, mas depois muda de idéia.

O filme passa, Jesse, meio paranóico, vai matando um a um os homens do bando até chegar aos irmãos Ford. Aí o título já diz o que acontece.

A situação do Bob não era das melhores, ou ele matava ou era morto, mas ele atirou pelas costas e isso fez dele um covarde, mesmo matando um bandido. Jesse James teve seu corpo exposto para multidões verem e em sua lápide está escrito “In Loving Memory of my Beloved Son, Murdered by a Traitor and Coward Whose Name is not Worthy to Appear Here.” Bob Ford se deu mal.

O filme é lento, mas a fotografia é linda.

Tia Helo provavelmente não gostava de bang bang (e nem tem muito bang nesse filme), e também não ia aprovar as ações de Jesse, mesmo sendo Brad Pitt, e mesmo ele indo a igreja com a família. 110 “Ai, Jesus!” para Jesse James e Robert Ford.


Viagem a Darjeeling

Eu adoro os filmes do Wes Anderson. É dele um dos meus favoritos: Os Excêntricos Tenenbaums. Os filmes dele são sempre coloridos, melancólicos, atemporais, personagens únicos e com ótima trilha sonora.

E esse não foge a regra. Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Schwartzman fazem três irmãos: Francis, Peter e Jack que vão a Índia para uma viagem espiritual e em busca da mãe. O pai deles morreu e eles herdaram um conjunto de malas (Louis Vitton no detalhe) que eles carregam o tempo todo.

É um filme sobre o amor fraterno. Claro que eles não se entendem, brigam, e no fim tudo dá certo. Francis tem problemas de controle, Peter vai ser pai e Jack tem o coração partido.

Eu não tenho vontade de conhecer a Índia, mas adoro aquelas roupas coloridas.

A Tia Helo sabe tudo de amor fraterno, ela tinha muitos irmãos. Ela não gostaria de ver aquela pobreza da Índia, mas acharia digno a cena do enterro do garoto e gostaria da mãe deles que virou freira (freira alternativa, mas freira). 95 “Ai, Jesus!” para os irmãos Whitman.


Café da manhã em Plutão

Esse eu vi em dvd.

Patrick é um garoto que quer muito ser mulher. Adora se vestir de mulher, falar como mulher e agir como uma lady. Ele foi abandonado pela mãe na porta da igreja e o padre o deu para uma família criar. Patrick, também conhecido com Kitty, não teve uma vida fácil mas o filme é contado de uma forma em que tudo, até uma bomba do IRA, parece fantasia.

Patrick quer se divertir, não quer saber de coisas sérias, mas as coisas sérias o perseguem. Depois de ver um de seus amigos explodir num atentado ele resolve ir para Londres atrás da mãe. Lá ele/ela faz todo tipo de trabalho, e vai até parar na delegacia acusado de bombardear uma boate. Mas para Kitty está tudo bem, ela é cativante e o policial a ajuda.

Cillian Murphy faz Patrick/Kitty com uma delicadeza impressionante, e esse é um filme que emociona várias vezes. A trilha sonora seventies é excelente.

A Tia Helo não ia gostar nada dessa história do padre ser pai do travesti, mas talvez ela gostasse do tom fantasioso do filme. 215 "Ai, Jesus!" para Kitty.


As cartas de Iwo Jima

Peço desculpas a Clint Eastwood por não ter visto esse filme no cinema. Clint domina tão bem a arte cinematográfica que ele dirige, escreve, compõe, faz tudo, se bobear ele é até o contra-regra. Ele dirigiu esse filme todo falado em japonês.

Clint fez dois filmes contando os dois lados da mesma batalha na segunda guerra. O do lado americano (A conquista da honra) é bom, mas o japonês é melhor.

A vida inteira nós vemos como os americanos, ingleses, alemães, russos, etc, fazem guerra, mas eu ainda não tinha visto um filme que mostrava a disciplina e tática oriental na hora de guerrear. E mesmo com aquela lingua que parece cortar uma cabeça a cada palavra, dava para perceber a emoção dos olhos puxados.

A história é centrada no General Kuribayashi, militar que estudou em Havard e chega cheio de idéias a ilha, e no soldado Saigo, padeiro que foi convocado a lutar pelo país.

Eu gostei.

A Tia Helo não ia gostar nada. Muita gente morrendo, muito suicídio, e aquelas coisas de guerra. Os japas ia escutar 315 "Ai, Jesus!" em Iwo Jima.

15.11.07

Apóstrofo?

Apóstrofo?

Recebi essa por e-mail:


A Tia Helo, como professora de português e católica, ia dizer mais de mil "Ai, Jesus!" para a criança/adolescente que escreveu isso.

A interrogação vermelha ia ser pouco para ela.

Será que o Michelangelo usou todos os megapixels da sua digital para registrar a "jantinha"? Leonardo daVinci vai morrer de inveja.

11.11.07

B.A. (2)

B.A. (2)

Ainda em Buenos Aires.

O centro da cidade aqui parece o do Rio. Andamos pela gigantesca 9 de Julho e depois fomos até a Casa Rosada (que tem cor de salmao). Visto e fotografado, fomos até a famosa Calle Florida, que eu achei um Saara com lojas boas mas muita gente, muita mesmo, andando pra lá e pra cá.

Uma observaçao (momento engenheira de tráfego). As ruas aqui sao compridas e largas. As vezes elas passam por 3 bairros, ou mais. Raramente elas tem duas direçoes. As avenidas sao gigantescas, quase todas com mais de 4 faixas e cortam toda cidade. Mas isso nao quer dizer que o trânsito seja bom, nada disso, tem muito engarrafamento sim.

Fugindo do clima claustrofóbico da Florida fomos ao Puerto Madero, que é uma área revitalizada da cidade com muitos bares e restaurantes. O lugar é legal. A noite vimos aquela exposiçao Bodies (dos corpos dissecados) que está no shopping aqui perto e fomos ao cinema ver El Sospechoso (Rendition) novo filme do Jake Gyllenhaal.

No outro dia fomos ao tal Caminito no bairro La Boca. Sao aquelas casas coloridas que aparecem em 10 de 10 fotos de Buenos Aires. É bem turístico e bonitinho. Nao, nao fomos a Bombonera. Depois esticamos no Jardim Japones, lindo.

No sábado o grande barato dos argentinos da cidade (e dos milhares de brasileiros visitando) é gastar dinheiro nas ruas fashion do Palermo Soho. Estavamos lá, obviamente. E começou a fazer frio...primavera de 12ºC.

Hoje, domingo, é o dia da famosa Feira de San Telmo. É uma rua comprida com muitos antiquarios e uma praça com barracas vendendo mais peças antigas. Aqui se acha absolutamente t-u-d-o do tempo da Tia Helo e de muito antes. Mas tem muitas lojas com arte moderna e local. Na praça vi muitas pessoas fantasiadas cantando e dançando e, claro, dançarinos de tango. Na rua tem vários grupos de jovens tocando tango e outros artistas de rua. A Beth adorou e é um programa muito bom mesmo. O almoço foi num restaurante de comida francesa, clima de cantina italiana, mas argentino na essência.

Amanha tem compras e na terça estarei no Rio, de preferência com calor . Luizinha prepara o bife a milanesa que eu tô chegando!!

Fotos de Buneos Aires no flickr.

7.11.07

B.A.

B.A.

Aqui estou em Buenos Aires, terra da Evita, do Maradona, do Riquielme, do tango, Gardel, Piazzola e do mullet.

Sério, eu queria saber porque o mullet ainda faz sucesso na cabeça dos argentinos. Ai, caramba hombre!

Traumas a parte, a cidade é legal. Metrópole latino americana com cara de Europa. Os portenhos tem o life style dos espanhóis (vida noturna), os jardins e metro dos ingleses, os cachorros dos fanceses (deve ter um cao por habitante) e a arrogancia italiana. Nao é a toa que eles se acham europeus.

Por enquanto só fomos jantar em Palermo Viejo (bairro moderninho), e hoje fomos ao Malba (museu de arte latino americana) e ao Museu Nacional. Também passeamos pela Ricoleta, o bairro das lojas chiques e dos ricos da cidade. Só entrei na primeira fileira do famoso cemitério saí e fui ver gente viva, sinceramente eu nao vejo a graça de visitar cemitérios (o único me agrada é o de Arlington em Washington DC).

A comida aqui é muito boa e barata. E eu que adoro uma bakery....aqui tem cada doce maravilhoso. E o sorvete?¿?¿?¿? Delícia. Muitos quilos a mais na balança.

Nao é só a comida que é barata, a cidade está cheia de brasileiros fazendo compras.

Só fiquei triste porque eu nao sabia que ia ter uma corrida de 10km da Nike no domingo, e as inscriçoes já acabaram. Droga. :(

Por enquanto é isso.

3.11.07

Mapas e fotos

Mapas e fotos

Tive uma das minhas fotos de Liverpool escolhidas para ilustrar esse site de guia de viagens.



É só clicar em photos que dá para ver todas, creditadas. :)

E clicando no map dá para ver a localização dos lugares.

Eles escolhem as fotos no Flickr e perguntam se você quer submeter a sua foto para o site deles. Não pagam nada, mas é muito legal. Reconhecimento internacional.

29.10.07

Séries na tv e em outros meios

Séries na tv e em outros meios

Enquanto as séries novas não estréiam na tv e Lost não volta (só em fevereiro....ai que saudade do Sawyer) vou contar o que eu ando vendo ultimamente na tv, no mundo da internet e em dvd.

Com possíveis spoilers.

Californication: começa em novembro na Warner, eu só ia assistir o primeiro, mas gostei e segui adiante. Nessa série David Duchovny faz Hank Moody, um escritor que está numa fase sem inspiração para escrever um novo livro. Ele ainda é apaixonado pela ex-namorada com quem tem uma filha. No núcleo de amizades ainda tem o agente, a esposa do agente, o noivo da ex-namorada e a filha safada do noivo.Nos primeiros episódios a sacanagem rola solta (desculpa Tia Helo), mas depois a coisa equilibra. David Duchovny está tão bem que eu nem lembro que ele um dia foi o ótimo agente Mulder. Recomendo.

Pushing Daisies: Adorei essa série! Ela é fantasiosa, colorida e fofa, é como “O Fabuloso Destino de Amelie Poulin”. È diversão garantida e sorriso no final. A história é sobre Ned que quando criança descobre que tem o poder de trazer os mortos de volta a vida com um toque. Só que esse poder vem com regras: 1) se a pessoa/animal/inseto que ele tocar ficar vivo por mais de um minuto outro ser morre em seu lugar e 2) se o ser que ele reanimou o tocar pela segunda vez morre sem chance de volta. Ele se torna um fazedor de tortas e trabalha com um caçador de recompensas perguntando aos mortos assassinados quem eram os culpados. Acontece que no primeiro episódio quem morre é o amor de infância de Ned, Chuck (sua vizinha), e quando ele a reanima um minuto passa e ele não a toca a segunda vez, claro que morre outro no lugar dela, ela fica vive e vai ajudar Ned. O clima romântico entre os dois que não podem se tocar é lindo. Deve passar aqui ano que vem.

Dexter: meu serial killer favorito. Na segunda temporada Dexter, que tinha tanta certeza de sua frieza, depois de descobrir sua história e dar um fim no irmão assassino começa a viver um conflito. E ainda por cima descobrem os corpos que ele deixava no fundo do mar. No gênero policial é a minha série favorita. A abertura é fantástica. Passa na Fox, dublado, argh!

Friday Night Lights: a primeira temporada está terminando na Sony e já, já vão passar a segunda. Ótimo. Tim Riggins continua me dando vontade de ter 17 anos, e no primeiro episódio da segunda temporada ele está totalmente bad boy, delícia. Drama teen de primeira.

Heroes: a segunda temporada voltou com gente demais. Tem uns irmãos cucarachos que vazam petróleo pelos olhos e matam gente, o Hiro chato foi parar no Japão feudal com um inglês engraçado, o Peter está com amnésia na Irlanda, o Sylar foi parar na ilha de Lost e não consegue assimilar mais poderes, a Cheerleader chata arrumou um namorado que voa, Parkman se casou com o Mohinder e criam a menina google, Nathan está no fundo do poço, estão matando os heroes da primeira geração... Sorry, ficou chata. Quase desistindo.

My Name is Earl: adoro! Earl foi parar na prisão para que sua ex-esposa Joy não fosse presa grávida e com os filhos para cuidar. Ele continua se acertando com o karma e a trilha sonora continua das melhores. O melhor episódio dessa terceira temporada até agora foi Creative Writing, a música do Darnell merece um Grammy. Passa no FX.

The Tudors: é sobre o Henrique VIII, rei inglês que deixou a igreja católica para criar a anglicana e assim poder se divorciar de sua primeira mulher e casar com Ana Bolena (e depois mais 4 mulheres). A série deturpa totalmente a história (não vale para fazer prova na escola), mas o rei é sarado e bonitão, as intrigas são de primeira e o melhor amigo do rei, Charles, vale cada minuto da série. People &Arts domingo as 23.

Brothers & Sisters e Grey’s Anatomy: dois novelões, dos bons. B&S é legal, como eu não entendo o amor fraterno fico perdida naquele meio de 5 irmãos que só fazem fofocar. É o tipo de série que dá pra perder os capítulos sem medo que no previously entende-se tudo. Grey’s voltou melhor, a Meredith continua chata, McDreamy está quase buddy-buddy com o McSteamy (que é a melhor coisa até agora), e o casal Izzie-George por mim pode explodir, mas a Christina está divertida. B&S no Universal, quartas as 23. Grey’s novo só ano que vem.

Damages: ótima! Parece que essa não vai passar aqui. Glenn Close faz a advogada mais cobra de todos os tempos numa trama cheia de reviravoltas e veneno. Ninguém vai comprar? Nem lançar o dvd?

CSI NY: eu sempre fui fã do Grissom, mas ultimamente eu tenho preferido o Mac Taylor (Gary Sinise) e o pessoal de New York. O Horatio é péssimo, deviam implodir a filial de Miami. No AXN.

Numbers: eu não tenho o Telecine, mas vi os dvds da primeira temporada e adorei. Me fez lembrar que matemática é muito legal. É sobre dois irmãos, um policial do FBI e outro matemático que ajuda nas investigações usando os números e fórmulas. Devia ser mostrada nas escolas.

É com vergonha que eu ainda vejo Smallville. Mas estou no limite. Ou o Clark Kent vira logo o Superman ou sai de cima né?

Studio 60 está acabando. Faltam 2 episódios e foi legal.

Tentei ver Jericho, não dá, é ruim demais.

Por hoje é só.

21.10.07

Domingo esportivo

Domingo esportivo

Na última prova da F1 esse ano, em SP, o finlandês Kimi Raikkonen foi campeão da prova e mundial. Felipe Massa foi buddy-buddy e o deixou passar para fazer os pontos necessários. O olho gordo do Galvão Bueno foi tão grande que Lewis Hamilton errou nas primeiras voltas, quebrou alguma coisa no carro, foi para o fim da fila e chegou em sétimo, mas foi vice no mundial no ano de estréia, ele é um fenômeno. O cabeção do Alonso chegou em terceiro. Agora só em 2008.

Lá na Espanha a final do master series foi entre, tchan, tchan, tchan, tchan..... Roger Federer (alguém duvidava) e David Nalbandian. Federer não ganhou. O argentino segurou as pontas depois de um 6x1 e se recuperou no segundo set e no tie break. Pois é Federer, não dá para ganhar todas né?

O Flamengo, depois de passar o ano inteiro fugindo do rebaixamento, finalmente chegou nos top 8 do brasileirão.

20.10.07

Idi o que??

Idi o que??

O Nick já mora aqui no Brasil há mais de 25 anos. Como todo nativo da língua inglesa ele tem dificuldade com o feminino/masculino, ele nunca acerta um "o" ou "a". Para ele é sempre "o casa", "a carro", "o menina", etc.

Claro que já explicamos muitas vezes que basicamente se tem "a" é tudo com "a" (a casa bonita) e a mesma coisa com o "o", mas não tem jeito, ele sempre confunde.

Ontem ele resolveu que ia acertar e veio com essa: Fulano é um idioto.

De todas as palavras que têm variação feminino/masculino ele escolheu justo uma que não tem.

A Tia Helo não ia ficar nem um pouco feliz com esses erros. Mas não tem problema não Nick, nós entendemos tudo!

16.10.07

Conversas iPodianas (5)

Conversas iPodianas (5)

Hoje o modo shuffle estava num momento sombrio e tocou a sequência:

Devil's Haircut - Beck
Devil Inside - INXS
Sympathy For The Devil - The Rolling Stones
Heaven's Dead - Audioslave
The Queen is Dead - The Smiths
World Wide Suicide - Pearl Jam

Ai, que medo.

12.10.07

Book Report

Book Report

Quando estive no norte da Inglaterra, em Yorkshire, a mãe do Nick me deu Wuthering Heights (O morro dos ventos uivantes) para ler. Clássico inglês que se passa nessa região. O livro foi escrito por uma das irmãs Brontë, Emily, e é leitura obrigatória nas escolas (beeeem melhor que José de Alencar). As irmãs Brontë passaram a vida inteira olhando para aquele verdinho cheio de ovelhas, solteiras na casa no fundo da igreja onde o pai era pastor. A imaginação delas era muito boa.

O que esse livro tem de interessante é que a história é narrada por dois personagens em tom de fofoca, fofoca estilo literário é claro. As pessoas que contam a história estão presentes em todos os fatos ocorridos. Eu só não gostei dos diálogos, muito dramáticos, mas vai ver o pessoal falava mesmo daquele jeito.

A história toda se passa entre duas propriedades vizinhas em Yorkshire: Thrushcross Grange e Wuthering Heights, que ficavam 8km uma da outra.

No começo do livro o Sr. Lockwood nos conta como vai até Wuthering Heights para falar com o dono da casa que alugou (Grange) e os eventos que acontecem na sua estadia de uma noite. Ele conhece o dono Heathcliff, sua nora Catherine e Hareton. Depois de uma noite conturbada ele volta para casa e pede a Ellen Dean (ou Nelly), que foi empregada em ambas as casas, para contar o que aconteceu nos últimos 20 anos.

O Sr. Earnshaw, dono original de Wutehring Heights, chega de uma viagem a Liverpool trazendo um garoto abandonado e lhe dá o nome de Heathcliff. O filho mais velho do Sr. Earnshaw, Hinley, não gosta do menino, mas a filha Catherine, ou Cathy, fica logo amiga. E os dois são melhores amigos. Hindley vai estudar fora, só volta para o enterro do pai, e aproveita para acabar com a mordomia do Heathcliff, fazendo dele mais um empregado. Só que Cathy continua amiga dele.

Um dia eles vão passear na propriedade vizinha e são pegos. Cathy fica com os filhos do dono e Heathcliff é mandado de volta. Ela fica lá 3 meses e volta uma lady, além de cortejada por Edgar, o garoto vizinho. Hetahcliff morre de ciúmes. Cathy conta a Nelly que ama Heathcliff (“he is more myself than I am”), mas não podia ficar com ele e ia se casar com Edgar. Heathcliff escuta essa conversa e vai embora.

Os anos se passam, Cathy casa com Edgar e vai morar em Grange. Nelly vai junto. Em WH ficam Hindley e seu filho Hareton. Hindley se torna um bêbado falido depois da morte da esposa.

Um dia Heathcliff volta rico e bonitão. Vai até Cathy e diz que a quer. Mas ela quer ser amiga de Heathcliff e ainda ficar casada com Edgar que lhe dá posição. Ela é chata, quer tudo, e é mimada. Heathcliff e Edgar tem uma briga e Cathy fica doente (com febre e tudo) só de pensar que não pode ficar com os dois. Heathcliff decide conquistar Isabella (irmã do Edgar) e se casa com ela e a maltrata.

Cathy não se recupera e morre ao dar a luz a sua filha Catherine. Isabella foge de WH e vai morar no sul onde tem Linton, filho de Heathcliff.

Os anos passam e Isabella morre e Linton vai morar com o pai. Acontece que Linton é um garoto mimado, chato e doente. E Heathcliff o despreza, mas faz com que Catherine venha visitar o primo. Catherine adora Linton e não gosta de Hareton, o outro primo, que passou a ser empregado de Heathcliff (e com enorme respeito pelo mestre).

O plano de Heathcliff era casar Catherine com Linton para ser dono das duas propriedades. E conseguiu, pressionando todos. Linton morre e logo depois o Sr. Lockwood chega à região.

(pra quem não entendeu: Catherine é filha de Cathy com Edgar. Linton é filho de Heathcliff com Isabella que é irmã de Edgar. Hareton é filho de Hindley, irmão de Cathy. Então Catherine é prima de Linton e de Hareton, e nora de Heathcliff. Eles tinham pouca opção na época)

No fim Heathcliff só pede a Nelly que não deixe Catherine e Hareton (que acabam se apaixonando) por perto, ele não gosta de Catherine por ser filha de sua amada com Edgar. Ele morre e é enterrado ao lado de Cathy com apenas “Heathcliff” na pedra do túmulo.

Eu só tinha assistido aos filmes e Heathcliff é sempre vilão, grosseiro, rude. E acho que essa era a intenção de Emily Brontë. Mas eu o vejo de outra forma. Ele era um homem apaixonado. Tão apaixonado que culpava a todos por ter sido separado da mimada Cathy, e quis se vingar.

Vingou-se de Hindley comprando suas dívidas e tratando Hareton como empregado. De Edgar ele roubou a filha e ficou com a propriedade. De Isabella ele disse logo que não a respeitava porque ela foi atrás dele sabendo que ele amava Cathy. E Isabella lhe deu um filho mimado e doente no qual ele não se via. De Catherine ele se vingou tirando a mordomia a qual estava acostumada na casa de seu pai.

Ele maltratou, bateu e xingou, mas ele amou. Ele amou o Sr. Earnshaw por ter lhe acolhido como família, amou Cathy até o último suspiro e amava Hareton como filho. Heathcliff era macho-que-é-macho dos ventos uivantes.

As mulheres da época tinham poucas opções, ou nenhuma, além do casamento, eram criadas para ficar lendo e passeando pelos campos, mas Emily Bronte poderia ter criado heroínas mais interessantes. A Cathy mãe era insuportável de mimada. Chegou ao ponto de ficar doente porque não teve o que queria. A Catherine filha também era chatinha e preconceituosa. Só foi gostar do Hareton (que era um doce e bonitão) porque no fim faltou opção, já que ela babava o primo doentinho até quando era escarrada por ele. (ok, exagerei, já que Hareton a conquistou quando aprendeu a ler sozinho).

Nelly, que conta a maior parte da história, não gosta de Heathcliff, mas consegue ver o homem apaixonado nele e até nos deixa saber que ele não é tão mau assim, mesmo dizendo o tempo todo que ele é o diabo em pessoa.

Aqui tem um vídeo com a música ‘Wuthering Heights” na voz estridente de Kate Bush e cenas do filme com Ralph Fiennes e Juliete Binoche. O filme é uma droga, ruim mesmo, mas o livro é muito bom.

7.10.07

Aquamarine


Aquamarine:


Como prometido a Ká estou aqui de novo... ontem quando estava de bobeira me arrumando para sair com 1 amigaço de infância (amigo este que a tia Helo deu aula de catecismo num passado longíquo), me deparo de preguiça no meu quarto com o controle remoto na mão "zapeando". Diga-se de passagem, "zapear" é uma função exclusiva da Ká. Ela é a única pessoa que eu conheço que consegue ver uns 3 programas de TV ao mesmo tempo e saber o que está acontecendo em cada um deles.Isso com uma TV tradicional e não aquela moderninha que põe vários programas em quadradinhos em exibições.


Enfim, estava eu com o controle na mão e me deparei com um filme bonitinho chamado Aquamarine. Tive curiosidade de dar uma olhadinha pois este filme foi inspirado em outro filme de sereia , o Splash que fez parte da cultura da minha geração.Nesta época quem era a sereia era a Daryl Hannah, que logo depois do filme virou a sra. John John Kennedy. Enfim, a vovó da Aquamarine virou ícone por causa da vida pessoal namorando o solteiro mais disputado do planeta. E como todos sabem que eu adoro filme pasteurizado,comédia romântica aquele filme que todo mundo sabe o jeito que vai acabar.


O legal que neste filme o foco central não era a sereia, e sim a amizade de duas amigas infância que iam se separ em função do trabalho da mãe de uma delas. Também mostra as trapalhadas da sereia bonitinha descobrindo o mundo humano. Um filminho despretencioso mas com uma mensagem muito bonita. Na mesma hora me vi naquela idade com a Ká em algum lugar do planeta dando tchau com a promessa de se ver em breve. Por que quando se tem uma amizade como a que eu tenho com ela , não importa se uma mora no Polo Sul e a outra na África. O importante é o carinho, a sincronia e muitas outras coisas que fazem uma amizade verdadeira que cada dupla vai descobrindo a receita do sucesso. Eu tenho certeza que vou dar bengalada nela e arrasta-lá para os bailes da 3ª idade. Estarei com meu cabelinho tingido de roxo e o meu óculos de strass para poder ver melhor os gatinhos do salão.


Amiga nem preciso dizer que debulhei em lágrimas, sou a chorona da dupla. Vem logo pra cá!!!!

Tô com muitas saudades!

Um beijo e um bom início de semana para todos!!!!!!

4.10.07

Parabéns para Nós e para Tia Geny


Parabéns para Nós e para Tia Geny






Amiga, depois deste pedido lindo não tinha como eu não dar uma "escrevinhada" aqui rs.

Nosso lindo Blog que a Kaká cuida com tanto amor e carinho na semana passada completou 2 aninhos de vida. Em homenagem ao blog,este lindo bolo que se atia Helô comesse ia falar uns 1500 "ai Jesus". Ela era louca por doces e principalmente por morangos.

Hoje também é aniversário de uma tia emprestada que é muito importante para mim.Então dedico uma fatia deste bolo para ela também.

Minha única fã Mic esta semana te prometo um post romântico daqueles...pode esperar.

E minha amiga amada, parceira de blog e da vida você não vai mais ter momentos TOC...vou estar mais presente aqui.

Um beijo em todos!!!!!

2.10.07

Conversas iPodianas (4)

Conversas iPodianas (4)

Num momento família...

The Who: My Wife.

Oasis: Married With Children.



O modo shuffle do iPod tem suas razões.