Temos um novo título em disputa......
CMTT Deluxe
E com baralho especial que eu ganhei ontem.
O +4 nunca esteve tão poderoso.







Tony Stark é um playboy e gênio inventor. Ele também é dono da maior empresa fabricante de armas no mundo dos quadrinhos, que fica nos EUA, é claro. Para ele é tudo um videogame, e enquanto os americanos estiverem à frente do jogo ele não se importa de ser chamado de Meracador da Morte.
Aí, um dia ele é vítima de uma explosão, é seqüestrado e quando acorda descobre que tem um treco (um imã?) no meio do peito que não deixa que os estilhaços da bomba que circulam pelo corpo cheguem ao coração (foi isso que eu entendi). Só que o cara que colocou isso nele foi um cientista também seqüestrado e sem grandes recursos fez com que Tony precisasse carregar uma bateria de carro junto para todos os lados.
Os árabes terroristas (são os vilões da vez) querem que Tony construa um míssel para eles (usando peças de suas outras armas que foram contrabandeadas), mas a primeira coisa que Tony faz é dar um upgrade no treco e se livrar da bateria de carro. Depois ele constrói a primeira armadura e sai da caverna queimando tudo e todos.
Chegando em casa ele se dá conta que a empresa dele destrói mais do que constrói, ele provavelmente sabia disso, mas a perspectiva era outra, e claro que o seu sócio/falso-amigo não fica muito feliz.
Tony resolve se dedicar a alguma coisa que vai ajudar, então ele aperfeiçoa a tal armadura, que, por acaso, voa, atira, queima, explode....
Tony tem uma assistente, Pepper, que as vezes se faz de interesse romântico, mas super-heróis só gostam de amores platônicos.
Eu até fiz uma análise rápida dos outros super-heróis no cinema (e gosto de todos) para chegar a uma conclusão sobre Tony Stark:
-O Homem Aranha é um pós-adolescente que gosta de pular de prédio em prédio no meio da noite (ou do dia), salva velhinhas indefesas, persegue ladrões de banco e é bairrista porque nunca sai de NY.
-O Superman dá conta de Metrópolis e do mundo, e ainda dá expediente no Daily Planet, mas ele é um alienígena.
-O Batman é um homem perturbado por um passado onde seus pais foram assassinados, é rico até dizer chega (as empresas Wayne estão em todos os setores), gosta de ficar numa caverna, só da conta de Gotham City e tem os melhores vilões.
-O Hulk, coitado, é depressivo e não tem muito controle sobre seus poderes, ou melhor, sentimentos.
-Os X-Men, bem, eles são mutantes e passam a vida brigando uns contra os outros e, as vezes, dão conta do mundo.
-Tony Stark é um gênio, testa seus inventos, dá conta do mundo, toma um uísque e não quer uma identidade secreta, ele a-d-o-r-a ser o Iron Man. Cool, super cool.
Eu adorei o filme. A trilha sonora é ótima, Robert Downey Jr está muito bem no papel que pode ser o primeiro de uma nova fase e nem a chatinha da Gwneth Paltrow me incomodou. Achei o design da armadura super legal, e queria morar naquela casa que dá as condições de surf no alarme da manhã. Eu queria muito ser amiga do Tony Stark.
A Tia Helo, heroína desse blog, não ia gostar do Iron Man, do filme, porque garanto que aquela armadura ela ia querer. 415 “Ai, Jesus!” para Tony Stark.
Ah! Não vão embora antes das letrinhas terminarem.
Na sessão passou o trailer do Hulk com Edward Norton (eu até gostei da versão do Ang Lee, ok, podem me matar) e do Speed Racer. Vou ver os dois.
Esse filme conta de forma original a história de Bob Dylan. No filme ele aparece em 6 formas diferentes, interpretado por 6 atores. Cada um representa um lado de Dylan, ou uma fase de sua vida.
Once
É um daqueles filme de dá vontade de cantar junto. O garoto que colocaram para fazer o Jude (Jim Sturgess) tem uma leve semelhança com Paul McCartney e não vacila nas notas musicais. Eu achei a Lucy meio sem sal, mas o resto do elenco é bom, especialmente a cantora e o guitarrista que cantam as ótimas “Oh Darling” e” Don’t Let Me Down”.



" En Passant - Só fale se for para melhorar o silêncio
Retrata um homem e uma mulher que se conhecem nuns balanços de praça, na madrugada. O diálogo entre eles é dificultoso, jamais conseguem se explicar, um ao outro. Atrapalham-se com os próprios pensamentos e com a linguagem. Possuem enorme fluxo interior, mas não conseguem externar senão o caos."
"Um texto fragmentado em diversas elipses que vão se distanciando do real para dar vazão às sensações. O vazio é a principal matéria, a qual o espetáculo tenta dar forma."
"...No fundo, são apenas concretizações de um sentimento e de uma inquietude. Fundem-se entre si e também ao autor."
"O que importa em En Passant não é a “trama”, mas a tradução poética do abismo existencial e da ausência de respostas às nossas perguntas mais íntimas. A fragilidade do homem diante do que não entende. O que resta é sentir.ZZZZZZZZZZZZZZ......
E ainda tá escrito lá que é sucesso de público e crítica. Ok, eu acredito.
Para quem ficou interessado, está em cartaz no Sesc Emiliano Queiroz (olha aí, até fiz a propaganda), aproveita e me explica tudo depois.
Vou ficar aqui gritando para dentro.
+ Filmes
Fevereiro é um bom mês para ir ao cinema, com o Oscar no fim do mês os candidatos estão entrando em cartaz.Juno (Ellen Paige) é uma adolescente de 16 anos. Como todo adolescente que se preze ela sabe das coisas mas não acredita que vai acontecer com ela. Juno resolve transar com seu amigo Paulie (o gracinha do Michael Cera), e não era porque ela estava entediada (ele mesmo disse que tinha muitos programas bons na tv) ela queria mesmo, e pimba!.... fica grávida.
O filme começa com ela indo a farmácia fazer o terceiro teste de gravidez, só para ter certeza né? Até o atendente (participação do ótimo Dwight do the Office) sabe que vai dar positivo.
Acontece que Juno se acha uma adolescente diferente. Ela é muito articulada e estaria enquadrada nos esquisitos de uma escola americana, mas felizmente o filme não é tão estereotipado e mostra um ambiente quase normal, onde a melhor amiga de Juno é cheerleader, seu namorado um atleta nerd e o gostosão da escola nem é tão bonitão.
Juno não entra em pânico, ela é até racional sobre o fato, e resolve fazer um aborto, vai até a clínica, mas se perturba com o fato do bebê já ter unhas (como lhe informou uma amiga militante na porta do estabelecimento) e desiste. Resolve então dar o bebê (ou a coisa como ela chama) para adoção.
Um parênteses. Aqui no Brasil isso não aconteceria numa família de classe média, os avós iriam cuidar da criança e sei-lá-como iria se desenrolar o fato na família, algumas garotas assumem a criança e outras viram irmãs mais velhas. Nos EUA essa prática é mais comum. Se a menina quisesse assumir a criança tenho certeza que os pais apoiariam, mas eles determinam logo que a responsabilidade é dela.
Juno vai conhecer o casal que quer adotar, Vanessa e Mark. De cara a gente já sabe que a mulher está desesperada por um filho e o homem nem tanto (sendo ele ainda um garotão na cabeça e meio que sufocado pela esposa). Juno gosta deles e fecha o negócio.
Juno desfila seu barrigão pela escola, descobre-se apaixonada por Paulie (ela até diz “O normal é a gente se apaixonar antes de procriar, mas nós não somos muito normais”) e vê a vontade enorme de ser mãe em Vanessa.
Mas não se engane ao ir ver o filme achando que Juno cria laços afetivos com a ‘coisa’. Hora nenhuma ela pensa em ficar com o bebê e como o seu pai lhe diz no hospital “Um dia você estará de volta aqui, nos seus termos”.
Eu gostei, achei o Paulie super cool (e ele se esforça sim) com seu calção amarelo. A trilha sonora é boa, muita coisa indie e os diálogos são ótimos (e perde muito na tradução). A Tia Helo não ia gostar nadinha, adolescentes fazendo sexo, aborto, adoção, divórcio, pernas finas....muitos problemas, 325 “Ai, Jesus!” para Juno.
Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da rua Fleet.
É um musical. Muito la la la la la la. Dito isso, também é um filme sombrio e violento (nunca vi tanto sangue vermelho na tela).
Sweeney tem desejo de vingança, mas sua senhoria, a Sra. Lovett (Helena Bonham Carter) o convence a ter calma que vingança é um prato que se come frio. Ele se torna um serial killer e vai fornecendo carne para o recheio das tortas da Sra. Lovett (entenderam né?). A música deles escolhendo as vítimas e dando nome das tortas é a melhor.
A direção de arte é precisa e eficiente no realismo, Londres nunca foi tão cinza. E a combinação dos tons de cinza e preto com algumas cores deu o tom certo.
Eu ainda não vi Sangue Negro que tem o Daniel Day-Lewis, mas arrisco em dizer que se não for dele, o Oscar será de Johnny Depp que está perfeito como Sweeney Todd. Depp concentra toda frustração, ódio e sede de vingança num olhar, e ainda canta. Eu nem acho ele macho-que-é-macho, pra mim ele tem cara de quem gosta de discutir relação, mas é um excelente ator.
As músicas são ok, mas foi uma ótima escolha para contar uma história tão sombria. No começo eu achava que não ia gostar muito da cantoria, mas depois eu acabei gostando e até cantando algumas.
E atenção para Borat fazendo um barbeiro pseudo-italiano. Ótimo!
A Tia Helô não ia gostar nem um pouco, muito sangue, navalhadas precisas, falta de hiegiene nas tortas.....são muito motivos para os 426 “Ai, Jesus!” que ela diria para o filme do, sempre genial, Tim Burton.