The Lovely Bones (Um Olhar do Paraíso)Susie é uma garota que, aos 14 anos, é assassinada pelo vizinho. Seu corpo nunca é encontrado e seus pais, no início, acham que ela está desaparecida, mas a polícia encontra um gorro no milharal e dão as buscas por encerradas. Susie fica numa espécie de limbo (que as vezes parece o desktop do windows) observando sua família, seus amigos e até seu assassino.
Eu li Uma Vida Interrompida em 2005, e o que mais lembrava sobre a história não eram detalhes sobre a morte da menina, nem como era o limbo onde ela fica depois de morta, e sim como cada personagem reagiu a essa morte. Lembro do pai super obcecado, a mãe que tem um caso com o policial e depois vai viver na California abandonando a família, a irmã que a muda a vida, o irmão pequeno que tenta entender o que aconteceu, o namoradinho que ainda gosta dela, a colega da escola que sente sua presença e a avó excêntrica.
No filme tudo isso passa um pouco desapercebido, parece que o Peter Jackson estava mais preocupado com o limbo. Mark Whalberg não foi uma boa escolha para o pai desesperado, Rachel Weiss ficou um pouco apagada, o irmãozinho some depois de um tempo. Susan Sarandon é uma das melhores coisas do filme como avó excêntrica. A irmã de Susie é a única que vemos mudando a vida, ela vira atleta, arranja namorado e ajuda o pai na busca pelo assassino.
O assassino é de dar medo. Palmas para o Stanley Tucci que caprichou no serial killer. As melhores cenas do filme são com ele. Ele só não leva Oscar esse ano porque tem o
Christoph Waltz (Bastardos Inglórios) na parada.
Como eu não tenho mais o livro, recorri ao meu caderno de anotações de livros e vi que o filme foi fiel a quase todos os detalhes da morte da menina e ao resto da história. É um bom filme, as cenas do limbo são bonitas, a fotografia anos 70 é bem feita, só faltou um pouco mais de emoção.
Momento trilha sonora. Quando Peter Jackson usa o rock progressivo dos anos 70 tudo vai bem, mas quando ele resolveu colocar a Enya....me tirou do sério. Tem coisa mais chata que a Enya? #prontofalei
A Tia Helo não gostaria muito desse filme. Stanley Tucci assustador. 315 "Ai, Jesus!" para The Lovely Bones.
Crazy HeartBad Blake já foi sucesso da musica country um dia, hoje ele é só mais um bebum que vai de bar em bar, ou de boliche em boliche, fazendo pequenas apresentações.
Seu agente, e seu pupilo Tommy Sweet (Colin Farrel), que faz mais sucesso que Blake, querem que ele componha mais músicas, mas Blake resite a idéia.
Um dia, num dos bares da vida, numa cidade qualquer, Blake conhece Jean, uma jornalista, mãe solteira, de quem ele gosta muito, dela e do filho. Acontece que Blake é um ser autodestrutivo, já foi casado inúmeras vezes, não fala com o filho há 25 anos, bebe mais do que come, e dirige embriagado. A diferença de idade é grande, mas eles se dão bem, até que Blake faz besteira e ela o deixa. (não vou contar mais para não estragar o final)
Jeff Bridges está excelente nesse papel. Dá para sentir o cheiro de bebida com cigarro do lado de cá da tela. E canta bem. Ele podia ter dado um pouco dessa emoção para o Mark Whalberg, só um pouquinho.
A Tia Helo ia ficar com nojinho do estilo de vida do Blake, 217 "Ai, Jesus!" para o mundo country.
The Hurt Locker (Guerra ao Terror)
Já faz um tempinho que vi esse filme, mas só agora lembrei de escrever.
Um esquadrão especializado em desarmar bombas está a serviço no Iraque. O filme já começa com uma das melhores cenas ever de uma bomba explodindo. E Guy Pierce já era (não se engane com o nome dele no cartaz, só aparece 5min). Mandam o Sargento James (Jeremy Renner) para substituí-lo nos 30 dias que faltam para todos voltarem para casa (cada vez que vão é um ano).
O Sgt. James é macho-que-é-macho, está ali para qualquer negócio e gosta do que faz.
Vemos como os locais tratam os soladados americanos, como não querem aqueles homens ali e por isso se dão ao trabalho de colocar bombas por toda parte. Até onde a invasão dos americanos é aceitável? O choque de culturas é muito grande, todo mundo fala gritando o tempo todo. A impressão que eu tenho é que é melhor deixar que os locais resolvam entre eles.
Anyway, o Sgt. James cumpre sua missão (com alguns probleminhas no meio) e volta para casa. Ele é casado com a Kate de Lost e mora no meio do nada. Sua vida fora da guerra é um tédio, e na primeira oportunidade ele volta para o Iraque.
Eu gostei. Parece que está todo mundo perdido ali, os motivos são diferentes para cada soldado, os locais vivem como podem, e, as vezes, o vício na adrenalina vence.
Guerra, bombas, árabes, soldados, sangue, nem preciso dizer o que a Tia Helo ia achar desse filme né? 578 "Ai, Jesus!" para a câmera nervosa de Katherine Bigelow.