25.2.11

Outras Tias (11)

Essa semana eu conheci a Tia Aparecida, prima do meu pai (sim, a família mineira é enorme). Ela veio ao Rio com a filha que tinha que fazer algumas provas.

A Tia Aparecida foi passear na praia, sentou num quiosque e presenciou a negociação de 300 dinheiros de um gringo com uma moça. Mais tarde a Tia Foi com sua filha para um bar tomar um chopinho.

Depois de um tempo a filha da Tia reparou que o bar era frequentado por um público específico e disse para a Tia: "mãe, vamos embora, o trem aqui é esquisito, acabei de ver aquele gringo dando 50 dinheiros para aquela moça". E a Tia respondeu: "50?? Uai, vamos para o bar da praia que deve ser melhor, lá eles pagam 300".

19.2.11

Música e livro

Essa semana o iPod tocou uma daquelas sequências: três músicas seguidas que foram inspiradas em livros. Claro que resolvi fazer um top 5.

1. Wuthering Heights - Kate Bush
Livro: Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes) Emily Brontë

Sobre o livro já escrevi bastante aqui, aqui e aqui. É um dos meus livros favoritos, e, para quem não sabe, é a história de amor do Heathcliff com a Cathy.

A música é a Cathy falando para o Heathcliff. Eu acho a Cathy uma das piores heroínas já escritas (se é que ela pode ser chamada de heroína). Que mulher chata, mimada, desesperada. E a voz aguda da Kate Bush traduz tudo isso. Na música a Cathy está morta voltando como fantasma para o Heathcliff, o fim do livro. Além do refrão marcante: "Heathcliff, it's me, Cathy/I've come home/I'm sooo cooold/let me in your window", ela fala na música "you had a temper like my jelousy/ too hot, too greedy" e depois "I hated you/ I loved you too" essa é a Cathy, egoísta e indecisa. E ela nem precisava gritar tanto, ele iria de qualquer jeito.

2. Don't Stand So Close to Me - The Police
Livro: Lolita - Vladmir Nabokov

O livro é sobre um professor (pervertido que gosta de garotinhas) que se apaixona pela filha da dona (viúva) da pensão onde ele mora. Ele casa com a viúva para não sair de perto da Lolita. Quando ele consegue levar a Lolita para um hotel, já pensando em usar um boa-noite-cinderela e abusar da menina quando ele descobre que ela não é tão inocente assim. Eles passam a viajar pelo país, moram juntos, e depois a Lolita consegue fugir dele. Quando ela se dá mal na vida vai atrás do professor taradão pedir dinheiro, ele, ainda apaixonado, a quer de volta, mas ela recusa. É um livro polêmico (erótico? irônico? sarcástico? nojento?), mas é muito bom e está na lista dos melhores da literatura inglesa do séc XX.

Na música uma aluna está apaixonada pelo professor e ele resiste bravamente com o "Don't Stand So Close To Me". O livro é citado na música "It's no use/ He sees her/ He starts to shake and cough/ Just like the old man in / That book by Nabokov". A música começa um pouco lenta e depois evolui para a batida do refrão, tipo "eu quero, mas sai daqui!"
O Sting foi professor antes de ficar famoso com o The Police, não sei se é uma letra autobiográfica, mas entendo qualquer aluna que tenha se apaixonado por ele. Passei boa parte da minha adolescência querendo ser a Lolita do Sting. #prontofalei

3. Killing an Arab - The Cure
Livro: O Estrangeiro - Albert Camus

No livro o Meursault tem uma vida normal, trabalha, tem uma namorada ocasional, e não se abala com muita coisa, nem com a morte da mãe. Ele é indiferente a tudo (estrangeiro vem de estranho). Meursault faz amizade com um vizinho que seria cafetão. Um dia, numa praia, eles são abordados pelo irmão (árabe) de uma das mulheres do vizinho, e o vizinho sai ferido a facadas. Meursault, num momento de delírio causado pelo sol e calor (ou piração momentânea) volta na praia e dá 4 tiros no sujeito. Meursault vai a julgamento, mas é mais julgado por não ter chorado no enterro de sua mãe do que por ter matado um homem. O Estrangeiro é um clássico existencialista/niilista/whatever. Esse livro é excelente. Recomendo.

A música é exatamente o estrangeiro matando o árabe e o momento existencialista: "Standing on the beach/With a gun in my hand/Staring at the sea/Staring at the sand/Staring down the barrel/At the arab on the ground/I can see his open mouth /But I hear no sound // I'm alive/I'm dead/I'm the stranger/Killing an arab"

4. Eye In The Sky - Alan Parsons Project
Livro: 1984 - George Orwell

E quem não conhece 1984? O livro do Big Brother, o grande irmão que vê e controla todos (e no qual foi baseado o programa da Globo).

Esse livro inspirou vááárias músicas, inclusive a ótima 1984 do David Bowie, mas eu escolhi esse clássico cafona dos anos 80 pelo refrão: "I am the eye in the sky/Looking at you/I can read your mind/ I am the maker of rules/ Dealing with fools/ I can cheat you blind/ and I don't need to see anymore to know that/ I can read your mind". Agora, olha para a câmera dentro do elevador, lembra dessa música e diz se não dá um medinho.

5. Romeo an Juliet - Dire Straits
Peça/Livro: Romeo and Juliet - William Shakespeare

Romeu e Julieta todo mundo conhece. E acho que quase todas as histórias de tragédias amorosas modernas são baseadas nessa peça do Shakespeare.

Mas a música não é sobre uma tragédia amorosa , é só um casal moderno tentando se entender. A referência ao Romeu e Julieta original fica na parte que o Romeo da música está embaixo da luz de um poste, a Juliet na janela, e ao invés de um longo monólogo sobre a amada, o Romeo só manda um "You and me babe, how about it?". Joey Tribiani style.


Bonus tracks: Tom Sawyer - Rush (The Adventures of Tom Sawyer - Mark Twain), Wild Boys - Duran Duran (Wild Boys - William S. Burroughs) e Who Wrote Holden Caufield - Green Day (O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger)

16.2.11

Grudes musicais

Das cinco músicas que concorriam ao Grammy, que aconteceu domingo, na categoria de melhor música, só duas grudam na cabeça (as outras eu já esqueci).

Duas músicas de fossa. Num clima pós-Valentine's, vamos a elas.

Need You Now

Quem canta? Lady Antebellum. Who? Exatamente. Uma banda country, formada por dois rapazes e uma moça.

Passei 2010 inteiro sem saber da existência de Need You Now. Só escutei no episódio de Glee do Superbowl. Depois que ganhou o Grammy fui ver o clipe oficial da banda:



Por que tanto grude? A melodia dessa música é boa, e a letra simples encaixa que é uma beleza. As duas vozes, da moça e do rapaz combinam e ele parece que bebeu um pouco de uísque mesmo, sexy. Dúvido alguém escutar essa música e depois não ficar com o refrão da cabeça. O que pega mais é a identificação com a letra, afinal, quem é que nunca ficou a little drunk ou all alone e pensou em fazer (ou fez) um telefonema para o ex?

Melhor parte: justamente o tal refrão "It's a quarter after one, I'm a little drunk and I need you now. Said I wouldn't call, but I lost all control, and I need you now."

Antes que alguém comece a beber e vá apertando os botões do celular, é melhor escutar a próxima.

F**k You

Quem canta? Cee Lo Green, mais conhecido como o vocalista do Gnarls Barkley.
Essa música eu já tinha escutado bastante no ano passado. É dançante, boa para correr, e sim, é de fossa. Nela o Cee Lo Green manda a namorada e o novo boyfriend dela se fu**** no maior estilo. É uma música para a fase raiva da fossa e funciona muito bem.



Por que tanto grude? Ah vai, só esse F**k You já é motivo suficiente né? Ainda tem todos aqueles ahhhhs e uhhhhs, a parte que ele pergunta Why??? Why??, uma melodia fantástica e uma das melhores rimas ever: ferrari com atari.

Melhor parte: "although there is pain in my chest, I still wish you the best with a F**k You!"

Claro que fizeram uma versão para menores dessa música e virou Forget You.

Prefiro a original, é mais libertadora.


Ney, esse post é para você. Músicas 81 e 82.

13.2.11

Jardim Japonês (2)

jardim japonês em fevereiro 2011


Em julho de 2009 eu escrevi esse post sobre o Jardim Japonês de Fortaleza e disse que não iria falar de uma obra antes dela ser terminada.

Um ano e meio depois, essa obra já está quase terminada e agora posso falar dela.

Em 2008 o governo federal distribuiu dinheiro para algumas prefeituras fazerem uma homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil. Em Fortaleza, que tem no máximo 3 famílias japonesas que vivem aqui há mais de 30 anos, foi escolhido o Jardim Japonês.

Esse jardim foi construído onde antes havia uma morrinho gramado com duas árvores, manutenção zero e agradável de olhar.

As obras começaram em julho de 2008 para ser inaugurado em fevereiro de 2009. Em julho de 2009 ainda estava tudo em concreto e pedras.

em julho 2009

Em agosto de 2010 finalizaram o paisagismo vertical, aka parede de plantas.

parede de plantas em agosto 2010


E agora, em fevereiro de 2011, dois anos depois da data inicial para a inauguração, o jardim está quase pronto. Parece que falta a "instalação das bombas e filtros d'água que irão fazer a irrigação das plantas e encher a fonte" segundo a prefeitura informou ao jornal local.

a ponte já está lá

algumas plantas já estão prontas

e outras estão cansadas com o atraso

o vigia também está esperando a inauguração

Dando uma volta pelo lado de fora do muro dá para ver tudo dentro do jardim. Algumas plantas já estão amarelas e caindo, os bancos e a cerca de madeira já estãos descascados e o lago da dengue carpas está cheio de água e nenhum peixe. E, pelo que vi, só três pessoas aproveitam o jardim: o vigia que fica lá a noite e um guardador de carro e sua sócia que pegam água dentro do jardim para lavar os carros na rua (e acho que, as vezes, dormem lá).

a parede de plantas em fevereiro 2011 (notem que tem uma pessoa dormindo no canto)

portão descascado

bancos descascados

lagoa das carpas

pelo menos uma família foi beneficiada

o guardador e sua sócia (ela dentro)

Mesmo que instalem esses filtros e bombas amanhã ainda vai demorar para dar um jeito em tudo que já estragou. E se já está desgastado antes de inaugurar, volto a fazer a mesma pergunta do post anterior: quem vai fazer a manutenção desse jardim?

Eu não acho esse jardim bonito,#prontofalei. Seria melhor, e mais barato, se implodissem tudo e voltassem ao morrinho gramado com as duas árvores.


só vou achar legal se sair fogo dessas colunas

Jardim Japonês (1), inauguração (3) e visita (4)

31.1.11

+ Filmes

Winter's Bone

Toda sociedade tem regras, inclusivea dos fabricantes de metanfetamina white trash dos EUA.

Ree é uma garota de 17 que cuida dos irmãos menores e da mãe doente, num lugar não muito legal. Um dia o policial local avisa que se o pai de Ree não aparecer para o julgamento ela vai perder a casa.

Aí começa a busca de Ree por seu pai. Primeiro vai na casa do Tio Teardrop (ME-DO), mas nesse mundo marginal ninguém diz nada. Ree resolve pular barreiras e ir atrás do chefão local, e é gentilmente (NOT) avisada pelas guardacostas (sim, são mulheres) que existem coisas que não se deve fazer.

Jennifer Lawrence impressiona como Ree, pode-se fazer uma análise social mais profunda a partir desse pequeno grupo e tal, mas confesso que achei esse filme chato pacas. #prontofalei

A Tia Helo não ira gostar nadinha, 514 "Ai, Jesus!" antes de cair no sono.

True Grit

Remake do filme de 1969 com o John Wayne. Aqui outra garota está indo em busca de um homem, o assassino de seu pai. Mattie Ross é macho-que-é-macho, sabe negociar e convencer cowboys machões a trabalhar apra ela.

Mattie contrata Rooster Cogburn (que dessa vez é o Jeff Bridges, ótimo, sempre), um marshal (policial? caça-bandidos?) beberrão e caolho. Ele aceita o trabalho mas não quer levar a garotinha. Mattie é abordada por LeBoeuf (Matt Damon, um que eu nunca esperava ver num western, mas ótimo), um policial do Texas que também está atrás de Tom Chaney, o tal assassino.

Os três se juntam para uma aventura de muitas confusões no oeste americano.

Eu adoro westerns, e gostei desse. Mas não é para 12 indicações ao Oscar não. #prontofalei2

A Tia Helô provavelmente não gostava de westerns, então 512 "Ai, Jesus!" para Bravura Indômita.


Blue Valentine

É sobre início e fim de um relacionamento.

Dean se apaixonou por Cindy quando a viu a primeira vez. Deu em cima e começaram a ficar juntos. Cindy queria ser médica e Dean só queria curtir a vida. Cinco anos depois eles estão casados, brigam um pouco, ele acha que esta tudo bem mas ela não.

Independente de como relacionamentos começam, só duram se os envolvidos estão dispostos a crescer juntos (clichê, eu sei) ou aceitar o outro como é. Respect. Na hora que cada um quer uma coisa, ou espera uma mudança do outro, é hora de acabar. É sofrido? Provavelmente sim, e isso não invalida o tempo que passaram juntos. #prontofalei3

Ryan Gosling e Michelle Williams estão muito bem nesse filme, ela até foi indicada ao Oscar. Para mim, ele fez uma versão moderna-cidade-grande-bad-boy do Noah de The Notebook, eu gostei.

Os créditos finais forma uma ótima surpresa.

A Tia Helô não entedia nada de relacionamentos, ela diria 617 "Ai, Jesus!" para Blue Valentine.


Animal Kingdom

Filme australiano, cheio de testosterona e muito leitinho.

Joshua (James Frencheville) viu sua mãe morrer vítima de uma overdose de heroína. Pela calma dele ao esperar pelos paramédicos, era uma coisa que ele já esperava. Josh é menor de idade (apesar de ser grande e ter tomado muito leitinho) e vai morar com a avó (Jacki Weaver, concorrendo a um Oscar).

Josh tem 4 tios, que vivem rondando a casa da avó Janine,também conhecida como Smurf, não parece, mas ela manda no pedaço. Esses 4 tios são marginais, e cada um com uma personalidade diferente. Barry (Joel Edgerton, seu lindo) é casado, com filho e aplica o dinheiro roubado na bolsa de valores. Craig (Sullivan Stapleton) vende drogas. Darren (Luke Ford) curte a vida. E Pope (Ben Mendelsohn), que tem cara de quem tomou menos leite (provavelmente desnatado), é o mais velho e mais perigoso.

A polícia está rondando os tios e Pope é o mais procurado. Um dia, Barry é morto e daí desencadeia uma série de fatos que vão afetar Josh. No reino animal sobrevive o mais forte.

A Vó Janine Smurf adora beijar os filhotes na boca, e as vezes são beijos longos. Wierd, mas com 4 filhos daqueles eu não a culpo. (A atriz deve ter ficado feliz)

A Australia devia fazer uma distribuição melhor de seus filmes. E do leitinho. #prontofalei4

Fiquei tão animada com esses novos atores australianos que nem mencionei que o Guy Pearce está nesse filme. Ele é o policial responsável pelo caso do Josh e está com um bigode que só me lembrava o Comissário Gordon do Gary Oldman.

A Tia Helô entendia de família grande, mas a dela tinha muito mais mulheres que homens. 417 "Ai. Jesus!" para Animal Kingdom.

27.1.11

Outra Tias (10)

Nessa última viagem a Inglaterra, a minha mãe foi com o Nick visitar a Tia Mary. Passando pela cozinha eles viram que a Tia Mary tinha uma coleção curiosa: calendários de jogadores de rugby seminus (ou só com a bola de rugby).

A minha mãe curtiu (thumbs up do facebook). A Tia Mary disse que adorava comprar esses calendários, passava a mão por cima e dava um suspiro.

Hoje de manhã chegou aqui em casa um pacote, e quando abrimos era um calendário beneficente dos jogadores de rugby da cidade da Tia Mary (Huddersfield Giants, melhor nome ever). Junto veio o seguinte bilhete: "Elizabeth, hope you get some pleasure from the calendar! A Happy New Year to all. Love Mary."

Estou rindo até agora.

Thanks Aunt Mary!

21.1.11

+ Filmes

The King's Speech

Como essa família real britânica tem história boa para contar, né? Shakespeare que o diga.

Tem filme de quase todos os monarcas mais conhecidos, Henrique VIII, as duas Elizabeths, George III, Victoria, Edward VIII, Richard I, Richard III e por aí vai. Dá até para fazer um top ten filmes da categoria (fica para um próximo post).

Chegou a vez do George VI ganhar um filme só seu. George VI era conhecido como Príncipe Albert, segundo na linha do trono, depois de seu irmão, o Príncipe David.

Albert tinha um problema. Ele era gago. Albert pegou exatamente a época em que os discursos começavam a ser transmitidos por rádio e causava vergonha alheia nos súditos de seu pai quando tinha que fazer qualquer discurso. Ele e sua esposa Elizabeth (que depois ficou conhecida como Rainha Mãe) buscaram todos os especialistas na área, e alguns métodos eram verdadeiras torturas.

Um dia, Elizabeth (Helena Bonham Carter) fica sabendo de Lionel Logue (Geoffrey Rush), um ator australiano, que teve muita experiência com os soldados que voltavam da guerra e tinham problemas de fala. Os métodos de Lionel eram mais treinamento, técnica e adaptação. E um pouco de psicologia.

Tudo isso não seria tão importante se o irmão do Albert, David, não fosse "aquele rei que abdicou do trono por uma mulher divorciada". Sim, David veio a ser o Rei Edward VIII, quando seu pai, George V, morreu.

Então, se teve uma única coisa que não gostei nesse filme foi como retrataram o Rei Edward VIII. Ficou parecendo um adolescente apaixonado que só faltou dizer '"Não, desliga você. Ok vou desligar. Ah, você não desligou...". Argh.

Com essa paixonite toda pela Wallis Simpson, o Rei Edward decidiu largar o trono e viver feliz na França. Transferiu o trono para um relutante Albert.

Albert se tornou George VI (sim, os reis podem escolher um de seus 500 nomes para ser o definitivo), e com isso teria que fazer muitos discursos para seu súditos, ainda mais durante a segunda guerra.

Apesar da gagueira, que foi minimizada por Lionel, o Rei George VI foi um dos mais carismáticos e populares. Conseguiu manter a moral britânica durante a guerra contra Hitler.

Colin Firth está fan-tás-ti-co como o Rei George VI. O Globo de Ouro já é dele e provavelmente o Oscar será.

Esse filme é muito bom. Acho que até a Tia Helo gostaria. Só 12"Ai, Jesus!" pelos palavrões que George VI fala para não gaguejar.


72 Horas


Pelo trailer, esse filme está mais para Bruce Willis do que Russell Crowe, mas, felizmente, o filme é diferente do trailer.

Russell Crowe faz um professor universítario, ou melhor, de um Community College, casado e com um filho. Um dia sua esposa é presa e condenada por assassinato e vai para a prisão.

A vida do Russell fica difícil, ele tem que cuidar do filho, dar aulas, e convencer o advogado da esposa que ela é inocente e merece todos os recursos possíveis.

Um dia, a esposa tenta suícidio e diz que não vai aguentar os 20 ou mais anos que restam na prisão. De quebra dizem que vão transferí-la para outra prisão, mais longe do marido e filho.

Russell Crowe tem então 72 horas para arranjar um jeito de tirar a esposa da prisão e fugir.

Só pela surpresa de ser diferente do trailer, eu já gostei desse filme. A Tia Helo não seria tão legal com o Russell Crowe. Ela diria 312 "Ai, Jesus!" para 72 horas.


Além da Vida

Não se deixe enganar por esse título cafona em português, o filme do Clint Eastwood (diretor e macho-que-é-macho) é bom.

O que vai acontecer a todos nós depois da morte é uma curiosidade universal. Cada religão explica de um jeito, filósofos de outro e cada um acredita no que quer.

Nesse filme vemos três pessoas que lidam com a morte de diferentes maneiras. Matt Damon é um homem que, depois de sofrer diversas paradas cardíacas na infância, se tornou sensitivo/paranormal/whatever. He sees dead people. E fala com elas. Ele tinha um negócio e usava essa habilidade (parece coisa de filme de super heroi) para ajudar pessoas e ganhar um dinheirinho (ou dinheirão, segundo seu irmão). Acontece que o Matt vê que ao lidar com os mortos ele não estava vivendo e passa a ter uma vida mais pacata como operário de uma fábrica.

A francesa Marie (Cécile de France) é uma sobrevivente do tsunami que devastou a Tailândia. Uma das melhores cenas do filme. Marie teve uma experiência pós-morte e passa a questionar o que aconteceu. Como jornalista ela busca o lado prático/científico para escrever um livro sobre o assunto, e descobre que nem todos se interessam.

Os gêmeos Marcus e Jason tentam viver com a mãe viciada em heroína e convencer os assistentes socias que está tudo bem. Um dia Jason morre e Marcus busca respostas para o que aconteceu.

É um tema que tinha tudo para ser um filme cheio de sentimentalismo, mas não é. Clint leva tudo com sobriedade. Eu gostei. A Tia Helo, como boa católica, devia acreditar em céu e inferno. 463 "Ai, Jesus!" para Hereafter (que é um título mais digno do que Além da Vida).

12.1.11

Outras Tias (9)

Há alguns anos, quando a Sue, sobrinha favorita da Tia Helô, era criança, a Tia Nel perguntou o que ela queria beber: "Guaraná Skol ou Fanta Laranja". (sim, o Guaraná Skol existia.)

A Sue, num momento de indecisão, demorou para responder. A Tia Nel serviu os dois ao mesmo tempo para a sobrinha.



(post com a colaboração de Michel e Fabiano)

9.1.11

Outras Tias (8)

Dessa vez é um Tio. O Tio Pimenta, amigo de infância do meu pai.

O Tio Pimenta mora no interior de Minas Gerais e está um pouco esquecido. Um dia ele saiu de casa e depois de alguns minutos andando ele entrou num taxi.

Motorista: Para onde senhor?
Tio Pimenta: Você que sabe.
Motorista: Senhor, isso é um taxi.
Tio Pimenta: Então, você é o motorista e sabe onde ir.
Motorista, já percebendo que ele era esquecido: O senhor quer ir para casa?
Tio Pimenta: Ah, é, quero sim.
Motorista: Onde é a sua casa?
Tio Pimenta: Perto da igreja.
Motorista: Senhor, qual das 50 igrejas da cidade?
Tio Piementa: Aquela que tem um padre gay.

O Motorista viu que teria dificuldades em achar tal igreja e resolveu começar a rodar. Depois de um tempo o Tio Pimenta gritou "Para aí! Acho que aquela é a minha esposa.". Já estavam todos nas ruas procurando pelo Tio Pimenta.

6.1.11

Forte do Leme


O Forte Duque de Caxias, nome atual, já foi o Forte da Vigia, Forte da Espia e Forte do Leme. Foi construído entre 1776 e 1779 para defender a entrada da Baía de Guanabara de uma iminente invasão espanhola. Em 1913, a partir de um projeto alemão, o forte foi reformado peças pré-moldadas de concreto e instalaram os obuseiros.

o forte fica no alto do morro do leme

Não é um forte grande, mas a vista é espetacular. Todo turista que vem ao Rio conhece o Forte de Copacabana (que é maior, mais equipado, tem museu, uma vista maravilhosa e uma Colombo), mas o Forte do Leme é um passeio muito legal que poucos fazem.

O Forte passou por uma reforma em 2010, ficou fechado de março a setembro, e agora está pronto para visitação. O corredor escuro dava medo e agora está todo iluminado. Os paióis servem de galerias culturais, em outra sala tem um video explicativo da história do forte e sobre a reforma, e tem um memorial ao Duque de Caxias. Colocaram painéis sobre o reflorestamento que vem sendo feito desde 1987 *, sobre a fauna e flora do Morro do Leme e contando a história do Forte. Ainda tem dois pátios com os obuseiros (canhões, para os não tão íntimos). E andando por cima é que se tem uma das melhores vistas do Rio: praia de Copacabana, Pão de Açúcar e da entrada da Baía de Guanabara.

corredor renovado

obuseiros

cactus


flores


borboletas


micos


de um lado: copacabana


do outro lado: pão de açúcar e entrada da baía de guanabara


Para chegar até o Forte tem que subir um caminho, calçado de paralelepípedos, de 800m. A subida é agradável, no meio de árvores altas e com vista do mar em alguns trechos. Vou ser sincera, não é uma subida difícil, mas facilita se tiver um preparo físico razoável, especialmente para os 100 metros finais. Se o preparo físico não for bom, não tem problema, nos fins de semana colocam um carrinho para subir.

caminho arborizado


vista no meio do caminho


últimos 100m


O Forte abre de terça a domingo, de 9:30 as 16:30, a bilheteria fecha as 16:00. Custa R$4 a inteira, R$2 a meia e militar não paga. A visita com o carrinho custa R$10, inteira, R$5, meia, mas só funciona sábado, domingo e feriado. Mais informações no site do CEP (com muitas fotos do Forte)

Eu, como local do Leme, já subi no Forte várias vezes. Antes a subida já valia pela vista e agora com a reforma ficou melhor.

Chegando lá em cima tem bebedouro e banheiros. Tem uma cantina, mas dessa vez não estava aberta. Ainda assim eu aconselho levar uma garrafinha de água, just in case. Muitas pessoas sobem de chinelo, mas acho melhor calçar um tênis, principalmente para a descida.

uma água geladinha vai bem depois da subida

*em 1988/89 quando o Bateau Mouche afundou, lembro de ter subido a estrada que leva ao Forte e na metade dava para ver o resgate do barco, hoje no mesmo local é uma mata fechada.

3.1.11

Projeto 3meia5

Depois do Project 365 de fotos, resolvi participar de outro projeto que envolve 365 posts.

Não, eu não vou escrever um post por dia aqui no blog, mas é tão legal quanto. O 3meia5 é um blog coletivo onde 365 autores diferentes vão escrever um post para cada dia do ano. Lugares variados, histórias inusitadas, vidas diferentes.

Ainda não sei qual vai ser o meu dia, mas aviso.

Quer participar? Olha como faz aqui.

1.1.11

Project 365: um ano em fotos


E com essa foto eu entro em 2011 e encerro o projeto 365 de 2010. Foram 365 fotos, uma por dia. Não foi fácil, tem dias que só resta bater foto da parede, mas foi uma ótima experiência, aprendi mais um pouco sobre fotografia, troquei idéias, consegui chegar no fim e tem várias fotos que gosto muito. E tenho um ano inteiro documentado, do jeito que a minha memória não é das melhores, é uma ótima maneira de lembrar o que aconteceu em 2010.

Quem quiser dar uma olhada estão todas nesse set do flickr. Escolha a sua favorita.

Feliz Ano Novo!!

29.12.10

Momento TOC Livros (4)

Em 2009 foram 20 livros anotados no meu caderno de livros. Para 2010 eu tinha colocado o objetivo de 25 livros, mas não deu, li 23.

Não terminei Ulisses, objetivo que tinha colocado em 2007 para 2009 e nem em 2010 eu terminei. Se bem que depois que fui a Dublin, fiquei com vontade de terminar esse clássico do James Joyce, quem sabe 2011 é o ano dele.

Vamos aos desse ano.

- O Codex 632 de José Rodrigues dos Santos. Comecei o ano com esse Código DaVinci versão portuguesa. É sobre um professor que, ao seguir uma pesquisa de um outro professor morto, descobre a verdadeira origem de Cristovão Colombo. A idéia do livro é boa, mas em muitas partes eu já sabia a resposta para o mistério que o protagonista demorava umas 50 páginas para descobrir.

- Joe College de Tom Perrotta. É sobre a vida do Danny, um estudante de Yale que volta para casa nas férias de verão e trabalha no restaurante/trailer do pai. Ele se mete em algumas confusões (insira voz do narrador da sessão da tarde) e a vida segue.

- A História do Amor de Nicole Krauss. A Nicole é casada com o Jonathan Safran Foer, um autor que eu gosto muito. Esse livro é sobre Leo que se apaixonou por Alma na Polônia pré-guerra. Ela vai embora para América e o Leo fica na Europa e escreve um livro para Alma e entrega para seu amigo Zvi guardar. Muitos anos depois Zvi mora no Chile (e Leo está em NY) e publica o livro do Leo como seu. David (que vem a ser filho de Leo com Alma) compra o livro em Buenos Aires e o dá a sua esposa. É um entrelaçado de histórias, bem escrito e desenvolvido. Eu gostei.

- O Caderno Vermelho de Paul Auster. É um livro de contos sobre a coincidência. Eu gostei de 3, mas o Paul Auster já escreveu coisa muito melhor.

- Azincourt de Bernard Cornwell. Sobre a batalha de Azincourt entre ingleses e franceses. Os ingleses venceram a batalha com um número menor de soldados, com um pouco de sorte e excesso de confiança dos franceses (como sempre). É contada do ponto de vista de um jovem arqueiro. Eu aprendi muito sobre arcos e flechas lendo esse livro.

- Mulher de um Homem Só de Alex Castro.

- O Livro de Dave de Will Self. Dave é um taxista londrino que tem um péssimo momento em sua vida com a ex-mulher e o filho e decide escrever um livro como a vida deveria ser (pais e mães separados, crianças criadas por au pairs, as mulheres viravam mocréias, uma vida 'legal', como se pode ver). Dave enterra esse livro no quintal da ex-mulher. Depois de passar por um tratamento ele se arrepende e escreve dois cadernos se redimindo e enterra do lado do primeiro livro. 500 anos depois acontece um acidente climático, criaturas geneticamente alteradas existem e as pessoas vivem pelas regras do primeiro livro...até alguém descobrir algumas páginas dos outros cadernos. É curioso ver como a sociedade se formou com as regras preconceituosas do primeiro livro. E quando a ação se passa nesse futuro apocalíptico as pessoas falam em miguxês. Interessante.

- Love Is A Mixtape de Rob Sheffield. É a história de amor de Rob e sua esposa Renee contada através de fitas que ele gravava. O capítulo que mais gostei foi sobre o Unplugged do Nirvana.

- Talvez Uma História de Amor de Martin Page. Eu gosto do Martin Page, ele sabe contar uma história. Nesse livro Virgile chega em casa e tem uma mensagem na sua secretária eletrônica. É Clara dizendo que está tudo acabado entre eles, mas Virgile não se lembra de Clara e nem de tê-la conhecido. Ele acha que está doente, vai ao psiquiatra e ao médico. Sua amiga diz para ele ir atrás da tal Clara. Virgile descobre muito sobre sua vida. Eu gostei desse livro.

- Lacrimae Rerum de Slavoj Zizek. O autor é um psicanalista esloveno e nesse livro ele analisa diversos filmes usando filosofia e teorias de Freud e Lacan. Eu gostei do fim do capítulo sobre o Hitchcock, onde Zizek chega a conclusão que se o Norman Bates vivesse numa casa hibrida entre o motel e a casa da sua mãe,projetada pelo Frank Ghery, ele não teria matado ninguém.

- Scott Pilgrim Contra o Mundo de Bryan Lee O'Malley. Só li o primeiro volume de 3. E ainda não vi o filme. O filme é ótimo! Scott se apaixona por Ramona e tem que derrotar os 7 ex-namorados do mal dela. Quadrinho, ops, graphic novel das boas!

- O Vendedor de Armas de Hugh Laurie. O Dr. House escreve bem, não é um livro excelente, mas é divertido. Tem espionagem e muitas falas que poderia ter saído da boca do nosso doutor favorito. (o livro foi escrito muito antes de Laurie interpretar o Dr. House)

- The Wrecker de Clive Cussler e Justin Scott. A ação se passa na construção de uma linha de trens no oeste dos EUA no começo do século XX. Um psicopata está explodindo trilhos e causando acidentes. O detetive Bell o procura por varios estados, e o bandido está bem na fuça dele. Estava gostando desse livro até eu perceber como o detetive Bell era meio burro. Só sei que ele pega o bandido 30 anos depois na Alemanha.

- All Together Dead e From Dead To Worse de Charlaine Harris. Mais dois livros das aventuras de Sookie Stackhouse e os vampiros e lobisomens de Bon Temps.

- Tell All de Chuck Palahniuk. O Chuck é um dos meus autores favoritos, um livro nunca é igual ao outro (a não ser pela bizarrice). Esse livro é escrito um pouco como um roteiro de filme. Muitas pessoas famosas, das décadas de 50/60 do cinema americano, são mencionadas e chega a ser irritante, é name dropping sem fim. Eu gostei do estilo coluna de fofocas de jornal antigo. Não é dos melhores dele, mas é bom.

- O Coracão é um Caçador Solitário de Carson McCullers. Passa numa cidade pequena do sul dos EUA em 1939. Nesse livro lemos a história de John Singer um surdo-mudo que tem seu melhor amigo levado para um asilo porque era um surdo-mudo agressivo. O Sr. Singer se muda para casa da família de Mick, uma garotinha que está entrando na adolescência. Conhecemos Biff, dono de um café que ajuda pessoas abandonadas, o Sr. Blount, um homeless cheio de idéias revolucionárias e o Dr. Copeland, único médico negro da cidade. Todos estão ligados ao Sr. Singer de alguma forma. Esse livro é muito bom.

- Solar de Ian McEwan. É sobre um físico cinquentão que seu melhor trabalho está no passado. Ele rouba o trabalho de um aluno e publica como seu. Eu não gostei do protagonista, mas o livro é bom.

- The Unconsoled de Kazuo Ishiguro. Um pianista famoso chega a uma pequena cidade européia para uma apresentação e todos os habitantes passam a lhe pedir favores. O pianista não consegue dizer não para ninguém e assim vai se envolvendo na vida das pessoas e participando de fofocas alheias. Muitas vezes parece que ele está num sonho ou que perdeu a memória. Esse livro me irritou um bocado, eu tinha raiva das pessoas que achavam que só porque pediam educamente as coisas mais absurdas, o pianista tinha que aceitar.

- All My Friends Are Superheroes de Andy Kaufman. Eu adorei esse livro, uma fábula simples sobre o amor. Todos os amigos de Tom são superheróis e os poderes são variados como o Hypno, que hipnotiza pessoas, o Couch Surfer, que vive nos sofás dos amigos, Shadowless Man, sem sombra, The Dancer, Mistress CleanAsYouGo, etc, e a esposa de Tom, The Perfectionist. Acontece que no dia do casamento deles o Hypno (ex da Perfectionist) hispnotizou a noiva para que Tom se tornasse invisível aos olhos dela. E durante seis meses ele conviveu com essa condição até o dia em que ela decide se mudar de cidade para esquecer que Tom a deixou. Durante um voo de Toronto para Vancouver, Tom tem que encontrar uma maneira de se tornar visível.

- Jane Eyre de Charlotte Brontë.

- Pequena Abelha de Chris Cleave. Um casal de ingleses vai passar férias na Nigéria e presenciam fatos que afetarão suas vidas e de uma garota nigeriana. A narração do livro é feita pela menina e pela esposa do casal. Ninguém é o que parece. Eu gostei.

- Drinking At The Movies de Julia Wertz. É uma graphic novel autobiográfica sobre o ano em que Julia se mudou de San Francisco para New York. Os desenhos são ótimos, especialmente os que retram os apartamentos que ela morou.


Vou manter o objetivo de 25 livros para 2011.


Outros Momentos TOC Livros (1), (2) e (3).

26.12.10

+ Filmes

Black Swan

O ballet Lago dos Cisnes conta a história de uma princesa que de dia é um cisne e a noite é mulher. Um dia um príncipe caçador a conhece, se apaixona e a convida para uma festa. No dia da festa, o bruxo que colcocou o fetiço na princesa leva sua filha, que é igual a princesa, e o príncipe acha que esta é a princesa e se declara. Ao se declarar para a pessoa errada (a black swan) o feitiço não pode mais ser quebrado. Aí a princesa que viu tudo pela janela, se mata.

A prima bailarina Beth (Winona Ryder, ressurgindo) vai se aposentar e Natalie Portman faz Nina, uma bailarina que quer muito a parte da Rainha dos Cisnes (a princesa). Ela é uma ótima bailarina, mas muito técnica e pouco emotiva. Entra em cena a Mila Kunis, também bailarina e mais sensual.

O filme mostra os bastidores da montagem do ballet, e como Thomas, o coreografo/diretor, tenta extrair um cisne negro mais sensual de Nina. Paralelo vemos a vida de Nina e sua mãe.

Vida de bailarina não é fácil. Além de trabalhar o corpo sempre no limite, elas tem que se manter magras e ainda tem toda essa competição por solos e papéis principais. Esse meio sempre tem muita intriga e rende uma boa história.

As cenas de dança são incríveis. Acho até que a Natalie Portman passou muito tempo treinando para o papel ou ela é uma bailarina nata.

Black Swan é quase um filme de terror. Nunca tive tanto medo de alguém cortando as unhas. Sério.

Natalie Portman merece todos os prêmios que tiver na temporada. A interpretação dela do cisne negro é fantástica.

A Tia Helo ia se identificar em muitas partes, principalmente quando "eles" estão por trás. 354 "Ai, Jesus!" para os cisnes.


Scott Pilgrim Contra o Mundo

Scott é um cara de 22 anos que tem uma banda de rock e namora uma adolescente. Um dia ele conhece Ramona e se apaixona. Acontece que para namorar Ramona ele tem que derrotar os 7 ex-namorados do mal dela. (melhor dizer os ex, porque nem todos são homens)

Os livros os quais o filme foi baseado são ótimos! Os detalhes são muito legais e foram todos levado para o filme.

E, sim, o filme parece, ou é, um videogame. Logo no começo, aquele logo da Universal já está em pixels e a músiquinha devidamente com som digital.

O Michael Cera (cuteness detected) faz o Scott Pilgrim, e ele foi a escolha certa. Ele vai do bananão, meio bobo, ao kick ass em segundos. Gostei de todas as cenas dele lutando. A minha preferida é quando ele literalmente gets a life (em português perde um pouco da graça). Genial.

Eu gostei muito do Scott Pilgrim, a trilha sonora é ótima e o Wallace (amigo gay do Scott) rules.

A Tia Helo ia achar tudo um absurdo. Só para o apê do Scott ela diria 425 "Ai, Jesus!".

Somewhere

A Sofia Coppola entende de estética cinematográfica, ponto positivo. Ela até sabe contar uma história como vi em As Virgens Suicidas e Maria Antonieta. Ela sabe deixar você achando que entendeu alguma coisa como em Lost in Translation. Mas ela também sabe fazer aqueles longos momentos de reflexão meio sem sentido como em Somewhere.

Sofia Coppola tirou o Stephen Dorff do limbo para fazer um ator famoso entediado. E entedia por tabela. Eu gostei de 4 cenas nesse filme, a inicial, a das strippers, ele com a filha na piscina, e a da massagem porque eu ri. Ok, gostei da menina patinando no gelo. Só. O resto do filme eu passei quase todo do fast forward.

Pode até ser um filme sobre a vida artística do ponto de vista de alguém que viveu no meio como filha de um....yada, yada, yada. Dormi.

E olha esse filme coisas que gosto: uma estética anos 60/70, trilha sonora ótima e o Stephen Dorff só de toalha.

Acho que a Tia Helo só ia conseguir ficar acordada tempo suficiente para dizer 135 "Ai, Jesus" para Somewhere.


Nowhere Boy

Nowhere Boy é sobre a vida do John Lennon antes dos Beatles. Ele foi cirado por sua Tia Mimi quando sua mãe, Julia, se separou de seu pai e não quis pode ficar com ele.

A Tia Mimi era linha dura, mas também foi ela que comprou o primeiro violão de John. A mãe dele parecia sofrer de algum distúrbio bipolar, ou algo parecido e sempre tinha variações de humor. Julia estava num segundo casamento e com duas filhas quando John se aproxima dela.

Com Julia, John aprende mais sobre rock n' roll e dali começa sua carreira musical formando um grupo com os amigos da escola e logo depois John conhece Paul e George e os coloca na banda. Eu nem sabia que o Paul McCartney tinha conhecido a mãe do John Lennon.

A reconstituição de época é fantástica, Aaron Johnson está muito bem como John Lennon, e as músicas também são boas.

No fim desse filme eu achei um pouco injusto do John Lennon ter feito uma música para Julia e nenhuma para Tia Mimi. Vai entender.

Muito bom. A Tia Helô ia gostar desse filme, ia dar toda razão para a tia Mimi e dizer 219 "Ai, Jesus!" para Julia.

24.12.10

Natal

Enquanto isso no twitter, no facebook, no foursquare, no e-mail....



Boas festas para todos!

22.12.10

Vovó rumo aos 100

Minha avó, meu tio e duas primas, adolescentes, vieram para um almoço de fim de ano aqui em casa. Na hora da despedida estavam todos entrando no elevador e a minha mãe disse: "Feliz ano novo! Muitos gatinhos, farras e baladas."

A minha avó, 90 anos, respondeu: "Foi comigo? Obrigada!"

E assim ela chega nos 100.

20.12.10

+ Filmes

The Social Network

Ou o filme do Facebook.

Todo mundo já sabe que esse filme conta a história de como Mark Zuckerberg e amigos criaram o Facebook. Mark até já foi eleito pessoa do ano pela Time Magazine.

Mark é um nerd, estudante de Harvard que quer muito entrar para um daqueles grupos exclusivos, ou fraternidades. O filme começa logo com o Mark levando um fora da namorada, que ele insistentemente fica menosprezando. É dela a melhor frase do filme "as pessoas não gostam de você porque você é nerd, é porque você é um babaca". Pé na bunda.

Mark, puto que levou um fora e com algumas cervejas na cabeça, entra no sistema desses clubes exclusivos e fraternidades e cria um site em que as meninas são comparadas (um Traça ou Repassa versão Harvard). Enquanto ele cria isso, vai colocando em seu blog o passo a passo do que está fazendo e falando mal da ex.

Os gêmeos Winklevoss (lindos) e mais um amigo, chamam Mark para programar um site para eles em que os alunos de Harvard vão poder se relacionar, um Myspace só para quem tem e-mail @harvard.edu. Mark, diz ok e some.

Uma luz acende na cabeça de Mark com essa idéia dos gêmeos e com seu amigo Eduardo, que entra com a grana, ele começa o The Facebook (esse The caiu depois). O site começa em Harvard mas vai expandindo para outras universidade americanas muito rápido. E chama a atenção do Sean Park, criador do Napster (aquele programa de baixar música). Mark decide ir para California expandir o Facebook e Eduardo fica em NY, fazendo estágios e tentando conseguir mais dinheiro. Quando o Eduardo resolve aparecer na California, a coisa já é maior do que ele imaginava e ele vai perdendo espaço.

Esse passado é intercalado com as ações na justiça, no presente, dos gêmeos e do Eduardo contra o Mark Zuckerberg.

Mark é um cara esquisitão, e o filme dá a entender que ele sacaneou o Eduardo só porque este foi aceito em um dos clubes exclusivos, mas é só insinuação.

Com tudo isso, não dá para negar a genialidade de Mark Zuckerberg. Ele não ficou bilionário na sorte, ele foi muito inteligente e soube trabalhar bem uma idéia que outros também tiveram (vide Orkut). Ele vive e respira o Facebook, e não é a toa que é a rede social que cresce mais no mundo.

Descobri um dia desses que os gêmeos Winklevoss são interpretados por só um ator, Armie Hammer. Sabia que era bom demais ter dois daquele no mundo.

Eu gostei do filme, a trilha sonora é fantástica e achei válida todas as cenas dos gêmeos remando. Mas não adicionaria o Mark Zuckerberg como amigo.

A Tia Helo morreu antes do boom das redes sociais. Ela desligava o telefone da tomada com medo "deles", imagina o que ela ia achar de uma rede social. Já estou até vendo ela dizendo uns 415 "Ai, Jesus!" para A Rede Social.


The Rabbit Hole

Acidentes acontecem. Nicole Kidman e Aaron Eckhart (macho-que-é-macho) fazem um casal que perdeu o filho quando esse saiu correndo para rua atrás do cachorro e foi atropelado.

Cada um lida com a morte do filho de uma maneira. Ela vai plantar flores no seu jardim, desite do grupo de apoio e começa a dar as roupas do filho e quer vender a casa.

Ele vê um video do filho no celular toda noite, gosta que o quarto do menino ainda está do mesmo jeito, quer o cachorro de volta e quer ter outro filho.

A vida deles nunca vai ser a mesma, a dor nunca vai passar, mas cada um resolve a sua maneira.

O título do filme vem de uma história em quadrinhos que o adolescente que atropela o filho do casal está escrevendo, os desenhos são muito legais.

O filme é muito bom, mas tenho que dizer uma coisa. Nicole Kidman, por favor, pare de fazer plásticas/botox/whatever, seu rosto está ficando esquisito.

A Tia Helo teria pena o casal, só 15 "Ai, Jesus!" para o buraco do coelho.


Tron: O Legado

No começo desse Tron, Flynn (Jeff Bridges) resume toda história do primeiro filme para seu filho, Sam, e desaparece.

Vinte anos depois, Sam é um rebelde sem causa (ou com causa já que ele acha que o pai está na Costa Rica) que tem muitas ações da Encom, empresa que seu pai terminou comandando no primeiro filme. A diversão de Sam, além de andar de moto pela cidade, é hackear o sistema da Encom e distribuir os programas de graça.

O Bradley, amigo de Flynn no primeiro filme e pai/criador do Tron, programa herói do primeiro filme, recebe um pager dizendo para ir até a loja de videogames e manda o Sam ir.

Depois de ouvir Journey e Eurythmics, Sam encontra o escritório escondido do pai e apertando os botões certos vai parar no mundo virtual.

O mundo virtual, The Grid, é lindo. As linhas azuis, o minimalismo, tudo perfeito. Conseguiram melhorar a estética do primeiro filme sem perder a essência anos 80. A trilha sonora do Daft Punk é fantástica. No começo achei muito parecida com a de Inception (A Origem), mas quando eles tocaram na festa e colocaram mais batida ficou ótimo!

Então, o Clu, programa criado por Flynn que é a imagem dele (efeitos bem feitos para rejuvenescer Jeff Bridges) é o manda chuva da cidade e rolam um jogos gladiator-style para os outros programas ficarem felizes. Sam vai parar no meio desses jogos e acaba descoberto por Clu que o coloca para disputa das motos (uma das melhores partes do filme). Tron está lá, mas do lado de Clu. Sam é socorrido por Quorra que o leva até seu pai que esteve preso no Grid esse tempo todo (mas mora num loft espetacular).

Flynn resume para Sam os acontecimentos dentro do Grid e Sam atualiza Flynn sobre destruição da camada de ozônio e criação do wi-fi. Flynn é adepto da meditação e mantém o seu zen, mas vê que Sam quer tirá-lo dali e não pode deixar Clu passar para o mundo real.

Eu gostei. A Tia Helo não entendia nada de tecnologia, imagina explicar para ela esse negócio de entrar no Grid? 312 "Ai, Jesus!" para o legado de Tron.

Momento feira de ciências

Comprei uma toalhinha no gift shop do aeroporto de Londres. A toalha embalada era do tamanho de um sabonete de hotel.


As instruções eram para colocar em uma bacia com água e esperar. Resolvi testar hoje.

compactada

15 segundos

25 segundos

tah-dah!

Só achei irônico molhar a toalha para poder usar para secar.

12.12.10

Corrida de domingo

Depois de passar outubro parada, só passeando, treinei algumas vezes em novembro. Nos treinos não fiz mais do que 8km e achei que chegaria bem para os 10km da Corrida de Rua da Unifor. Cheguei bem, mas o calor não foi amigo.

A largada foi as 7 da manhã e já estava quente pacas. O percurso é legal, uma boa parte eu já tinha feito algumas vezes, avenidas largas, muitas subidas (uma grande e várias pequenas) e os últimos dois quilômetros dentro da universidade.

Confesso que no km 6,5, no meio de uma subida, o calor me pegou e, mesmo com bastante água sendo distribuída, eu andei um pouco.

Os últimos 2km foram os mais agradáveis de correr, a Unifor é bem arborizada e os 300 metros finais são na pista oficial de atletismo. Não tem lugar melhor para correr do que nessa pista, é como correr num colchão super macio.

Quando cheguei no km 8 achei que meu tempo estava alto demais, mesmo tendo andado um pouco, e no fim descobri pelo meu nike+, e pelo relógio sofisticado de um tiozinho, que na verdade tinhamos corrido 11km. Um quilômetro a mais é muita coisa.

Então, pessoal da organização, até o google maps diz que eu corri 11km (10,92 para ser exata), como foi que vocês mediram esses 10km?


Essa não foi a última corrida do ano. A última vai ser aqui na Beira Mar, onde eu treino, então sei que os 6km serão 6km e não 7km. #prontofalei

5.12.10

Book report: Jane Eyre - Charlotte Brontë

Li um artigo no The Guardian (via @lunaomi) que dizia que as irmãs Brontë dividiam a humanidade em Rock Stars ou Librarians. Traduzindo: ou você gosta de Wuthering Heights ou de Jane Eyre.

Sobre Wuthering Heights eu já falei aqui. Já disse que acho o Heathcliff um rockstar, e adoro o estilo narrativo estou-fofocando do livro.

Então eu fui ler Jane Eyre e saber onde me encaixo de verdade.

(com muitos spoilers)

Jane Eyre foi escrito como se fosse uma autobiografia editada por Currer Bell (pseudônimo de Charlotte Brontë). O livro vai da infância de Jane até seus vinte anos, com um capítulo conclusivo no final.

Jane não teve uma vida fácil. Ela era orfã e foi criada por uma tia, esposa de seu tio, que não gostava nem um pouco da pequena Jane, e, assim que pode, mandou a Jane para uma escola/internato. A Jane rebelde (com causa) se transformou em ótima aluna e depois professora de Lowood.

Aos 18 anos, sentindo que precisava conviver com outras pessoas, ela colocou um anuncio no jornal e foi logo chamada para ser tutora em Thornfield Hall, casa da família Rochester.

Jane era tutora de Adele, uma garotinha francesa que era protegida do Mr. Rochester, o qual a Jane demora um tempo para conhecer já que ele passa muito tempo fora. Mas quando ela conhece, ui, ui, ui. Love at first sight.

Bem, quase a primeira vista. Jane esbarra no Mr. Rochester no meio do caminho e o ajuda depois que ele cai do cavalo. Sem saber que ele é O Mr. Rochester (homem não muito bonito, mas com porte atlético, ou seja macho-que-é-macho).

Claro que ele fica intrigado com aquela pequena criatura (porque a Jane era baixinha e não muito bonita como é dito vááárias vezes no livro), passam a ter conversas e ele se apaixona por ela. Ele, inclusive, conta de suas aventuras com uma dama francesa, mãe de Adele. Como ele é senhor da propriedade, a Jane desconfia, mas não tem certeza dos sentimentos dele.

Um dia Jane é chamada pela tia, que está morrendo, só para saber que tem um tio rico que mora na Madeira e que queria adotá-la, mas a tal tia disse que a Jane tinha morrido. Ainda assim a Jane fica com essa tia até ela morrer e depois com suas primas até essas resolverem suas vidas.

Quando Jane retorna a Thornfield Hall, ela acha que o Mr. Rochester está de casamento marcado, porém descobre que ele na verdade estava morrendo se saudades e que se casar com ela.

Como eu disse, a vida da Jane não era nada fácil, então, o Mr. Rochester tinha um segredo. Segredo esse que vivia no sotão da casa e Jane só descobriu na manhã de seu casamento. Mr. Rochester tinha uma esposa. Sim. Acontece que essa esposa era louca, vivia presa num quarto aos cuidados de uma enfermeira, e quando conseguia fugir gostava de tacar fogo em algumas coisas (inclusive no Mr. Rochester).

Jane fica passada. Mr. Rochester tenta amenizar a situação dizendo que não se sentia casado com a tal Bertha, que desde a lua de mel ela tinha se apresentado maluca, que há sei-lá-quantos anos a mantinha naquele sotão e que estava apaixonado mesmo e queria se casar com ela. Jane diz que não queria ser amante, e decide fugir na calada da noite.

Jane passa por maus bocados, tem que dormir na floresta, passa frio e fome. Ela decide pedir comida numa casa, a princípio é recusada, mas depois é acolhida por um homem e suas irmãs. Jane se recupera, passa aconviver com essas pessoas, o homem, St. John, lhe oferece um emprego de professora e ainda um lugar para morar.

St. John então descobre quem é Jane Eyre (ela tinha dado um nome falso: Jane Elliot - super criativo), e nós ficamos sabendo que o tio rico da Madeira, soube que ela não tinha morrido e deixou sua fortuna para ela. Acontece que o tio rico da Madeira, também era tio do St. John. Tamanha coincidência a Jane ser prima da família que cuidou dela. Jane, boa como só ela, decide dividir a herança com os primos e passa a ter uma vida confortável e independente.

Calma que ainda tem sofrimento.

St. John, homem bonitão, olhos azuis, quer ser missionário na India e quer que Jane vá com ele. Ela diz que vai, mas não como sua esposa, ela quer ser livre porque sabe que St. John não a ama (e ela conhece o amor), e só a quer como esposa de um missionário. Depois de muito debater as idéias e uma pressãozinha do St. John, ela se convence de ir como esposa dele para India, mas antes ela precisa saber o que aconteceu com o Mr. Rochester.

Jane vai até Thornfield Hall e descobre a casa destruída pelo fogo. Lá um antigo mordomo conta que a esposa louca do Mr. Rochester fugiu, colocou fogo em toda a casa, subiu no telhado e se jogou. O Mr. Rochester tentou tirar todos da casa, mas uma viga caiu, ele ficou cego e perdeu uma mão.

Jane vai atrás do Mr. Rochester, e fica com ele. Fim do sofrimento.

Apesar de toda essa tragédia, em nenhum momento eu senti pena da Jane Eyre. Charlotte Brontë, além de escrever muito bem, criou uma personagem excelente, forte. Jane é uma feminista na Inglaterra de 1800. Ela se educou, se virou para encontrar um emprego, não se deixou dominar por um homem, caiu e levantou, e foi atrás do que queria. No capítulo conclusivo ela nos fala que sua relação com o Mr. Rochester nunca é tediosa, que eles conversam o dia inteiro e nem sempre com palavras, que há uma conficança mútua e muito amor.

Dito isso, eu mantenho a minha posição de Rock Star. O livro Jane Eyre é assim como a vida dela, interessante mas sem grandes emoções (pelo menos para mim). Wuthering Heights tem uma das piores personagens femininas de todos os tempos, a Cathy, mas o Heathcliff tem emoção para carregar o livro inteiro nas costas e eu gosto da montanha russa que é o livro. Em Jane Eyre, ela fala diretamente com o leitor, inclusive chamando atenção em várias partes, mas, ainda assim, me senti fora do loop em algumas partes. Em Wuthering Heights nós estamos sempre por dentro da fofoca.

Mas eu vou dizer onde foi que Jane Eyre me perdeu. Eu gostei do Mr. Rochester, apesar de achar que ele era um papa anjo, afinal ele tinha 40 anos e ela 19, mas bem no fim do livro ele fala uma frase que me fez gostar ainda mais do Heathcliff. A Jane diz que sua prima vai esperar o fim da lua de mel para ir visitá-los e Mr. Rochester responde "She had better not wait until then....if she does, she will be too late, for our honeymoon will shine our life long; its beams will only fade over your grave and mine.". Cafona.

Nunca vi nenhum filme da Jane Eyre, mas um novo vai ser lançado ano que vem e, pelo trailer, parece bom. Tem o Michael Fassbender de Mr. Rochester, já vale o ingresso.