Continuando o
desafio. Livro que mais odiei é um pouco forte porque acho que nunca odiei um livro, por pior que fosse, alguma coisa dá para aproveitar. Então essa categoria vai ser: O livro que gostei menos.
On The Road -
Jack KerouacEssa categoria foi fácil, ficou entre um livro péssimo chamado Sapatos de Arrasar (só pelo nome já dá para saber né?), Senhora do José de Alencar e On The Road. Sapatos me fez rir algumas vezes, Senhora é aquela coisa de leitura obrigatória de escola e eu nem lembro mais (só lembro que não gostei); e On The Road me entediou e me irritou, muito.
On the Road é um clássico beatnik, aquele movimento pré-hippie dos anos 50/60 , que tem como principais escritores e fundadores: o
Kerouac,
Allen Ginsberg (
Howl) e
William S. Burroughs (
Naked Lunch)
. Nunca li os outros dois.
O movimento beat consistia em ler e escrever poesias, experimentar com drogas, liberdade de expressão (em todas as formas), espiritualização, exercício da espontaneidade e criatividade. Começou na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, no fim dos anos 40 e no meio dos anos 50 começaram a fazer uma ponte com San Francisco. Quando
estive em SF ano passado, fui na livraria
City Lights, fundada em 1953 por um dos beatniks da costa oeste,
Lawrence Ferlinghetti, e onde foram publicados livros polêmicos da geração beat como Howl do Ginsberg.
On The Road é um livro meio autobiográfico do Kerouac. É sobre Sal Paradise, um cara que fica fascinado com a chegada a NY de Dean Moriarty, um homem que conta histórias de viagens e experiências. Sal resolve colocar 50 doletas no bolso e sai para ver a America. Enquanto acompanhamos a viagem de Sal, onde ele nunca consegue segurar um emprego, está sempre drogado, bêbado e sem dinheiro, também ficamos sabendo um pouco de Dean, herói de Sal. (a melhor palavra que eu tenho para descrever o Dean é: mané) Depois de viajar entre NY, San Francisco e Denver e sofrer um bocado, Sal chega a conclusão, decepcionado, que Dean era só conversa (oh, really?).
A melhor coisa do livro era a foto do Jack Kerouac na capa, ele era lindão.
O livro que li foi emprestado por uma amiga canadense, e depois até debatemos as idéias. Eu entendo porque esse livro fez tanto sucesso e influenciou tantas pessoas, traduziu uma geracão, yada, yada, yada. É aquela coisa de querer sair por aí, livre, sem lenço e sem documento, experimentar tudo até o limite. O que eu concluí foi que todo mundo acaba caindo numa rotina, e que se drogar, beber, ir preso e pular de cidade em cidade era uma rotina para o Sal. Poderia ser interessante, mas não é. #prontofalei
O
filme está para sair em 2011, é o Walter Salles que vai dirigir. Espero que seja melhor que o livro.