7.3.11

Carnaval carioca

Em outros carnavais aqui já fui ver as escolas de samba (que recomendo, pelo menos uma vez), mas esse ano o meu carnaval carioca foi dedicado aos blocos de rua.

Não fui a muitos, mesmo porque são tantos que tem que ter foco. Então vamos lá.

No sábado do pré-carnaval eu fui ver a concentração do Simpatia é Quase Amor, bloco tradicional de Ipanema, que durante o carnaval chega a arrastar uma multidão. A concentração foi legal, na sombra, o samba estava animado, e só senti falta de mais gente fantasiada, mas ainda não era carnaval oficial.

trio do simpatia saindo
No domingo do pré-carnaval passei pelo BloCão, em Copacabana, com os cahorros e outros animais de estimação fantasiados, achei fofo.


E no meio de um passeio de bicicleta dei de cara com o Bloco da Preta, com a Preta Gil animando uma multidão. Eu gostei da variedade das músicas que ela cantava, mas achei muito cheio e muito carnaval de Salvador/Fortal/Micareta (eu não gosto). Eu queria ter ido no Suvaco de Cristo, que só sai no domingo antes do carnaval, mas não foi dessa vez que consegui.

e lá vai o bloco da preta

E no Leblon cheguei no Chora e me Liga, com muita gente jovem e bonita, mas tocava música baiana e assim eu fui embora.

Na sexta de Carnaval, a diversão começou no centro da cidade onde já dava para ver as pessoas se animando e algumas fantasias.

enfermeira e o arroz integral na cinelândia

A noite fui parar no Azeitona sem Caroço, com gente demais e um pouco tumultuado. Consegui passar pela multidão (essa palavra vai aparecer várias vezes) e cheguei na Dias Ferreira onde já dava para ver a grande tendência de fantasia desse ano: Black Swan.

multidão difícil de atravessar

black swan

O sábado é o dia da fantástica feijoada do Rodrigo, festa animada, amigos e uma vista maravilhosa.

caldinho para começar

vista noturna da lagoa para terminar

Acontece que a feijoada é no Alto Leblon e a única maneira de voltar para o Leme é andando até Copacabana. Sim, andando, já que o trânsito fica parado e cheio de desvios. Então, já que é inevitável, peguei o resto de algum bloco no Leblon, e a Banda de Ipanema com fantasias divertidas.

abelhas em ipanema

No Domingo de carnaval resolvi que ia ver o tradicional Bloco do Boitatá, que sai na Praça XV, no centro. Esse bloco exige dedicação carnavalesca já que a concentração é as 8 da manhã e sai as 9. Amanheceu chovendo e friozinho, e mesmo assim fui encontrar meus amigos alemães, Jakob e Anna, para encarar o bloco.

Esse bloco é uma delícia, é carnaval como antigamente, banda com marchinha e todo mundo fantasiado. No início não é muito cheio, mas conforme vai dando a volta do Paço Imperial o cortejo aumenta. Quando chega nas escadarias da Assembleia, já está lotado. E as pessoas fantasiadas entram no clima da fantasia, todo mundo brinca. Valeu a pena acordar mais cedo, aliás, acho que esse bloco é bom por ser mais cedo.


black swan e white swan (com sangue e tudo)

the hangover, eu ri muito

Do Boitatá, fui para Ipanema e Leblon, tem muita gente fantasiada (bem menos que no Boitatá), mas por lá já esta tudo lotado, gente demais, bebados demais, confusão demais, xixi demais (mesmo sendo proíbido). #prontofalei

proíbido

eu não sei de que é essa fantasia, mas já vi 4

No fim da tarde fui no Bloco Cru, que em 2009 foi bem divertido. Nesse bloco a música é rock n' roll em ritmo de samba/marchinha/etc. Parece que descobriram esse bloco porque estava lo-ta-do. Eu fiquei na esquina esperando os amigos e não parava de chegar gente. Esse bloco também tinha bastante gente fantasiada. A banda melhorou, mas o pessoal da organização tem que melhorar o som.

casal avatar

Na Segunda, decidi ver qual era a do Sargento Pimenta e o Clube dos Corações Solitários, que toca Beatles, obviamente, em ritmo de samba. No caminho dei de cara com a bandinha do Bairro Peixoto animando uma esquina em Copacabana com várias crianças.



O Bloco do Sargento Pimenta estava lo-ta-do. No começo achei que não ia dar certo, mas depois achamos um lugar razoavelmente perto do trio/palco que deu para escutar a música. Só não dava para beber porque: 1) não tinha vendedor de cerveja perto; 2) tinha muita gente e 3) os banheiros estavam longe (e eram poucos).

na na na na na na hey jude

Do nosso lado tinha um cara fantasiado de mago que ia comprar cerveja na esquina, enchia o chapéu de latinhas e quando voltava tirava uma por uma para os amigos, como se fosse mágica (e era mesmo). The Beer Wizard.

fazendo a cerveja aparecer

A banda não era das melhores e achei o repertório muito pequeno, repetiram várias músicas muitas vezes, mesmo assim foi super animado. A melhor foi Yellow Submarine em ritmo de frevo e depois Hey Jude, que cantado por uma multidão sempre é legal.

cadê a guinness?

Na volta para casa ainda paramos na Casa da Matriz para ver duas bandas de rock que estavam animando a rua.

Então, esse foi o carnaval até agora. Ainda tem a terça-feira, mas acho que descanso. Ufa!


Mais fotos no Flickr.

1.3.11

Momento transporte público: o corredor de ônibus de Copacabana

Uma das coisas que mais gosto no Rio é não precisar de carro para nada. As necessidades básicas são todas atendidas perto de casa; supermercado, padaria, praia, clube, academia de ginástica, loja de suco, vários butiquins, comida a quilo, etc. E quando preciso ir mais longe o transporte público é razoavelmente eficiente.

Do metrô eu já falei aqui.

Com a Copa do Mundo e Olímpiadas vindo para a cidade, uma das coisas que precisa organizar (ampliar e melhorar) é o transporte público. É eficiente, mas é desorganizado.

Quem já tenteou pegar um ônibus no Rio sabe que é quase como andar de montanha russa. Primeiro eles quase não param no ponto, as vezes a gente tem que correr atrás gritando. Depois, na hora de descer param no meio da rua se o ponto estiver ocupado. Muitas vezes já saem andando quando você ainda está com o pé no degrau. Em muitos lugares da cidade não se sabe qual ônibus vai para qual lugar, por onde, e onde para. Os pontos estão lá, mas sem indicação das linhas. E, claro, os motoristas tem paciência zero.

Então dia 19/02 começou a funcionar o BRS, que é um sistema de ônibus rápido, o tal corredor. E o que é isso? Nada mais do que separar duas pistas só para ônibus e organizar os pontos. As linhas foram divididas em 3 grupos e cada grupo tem pontos definidos ao longo da N.Sª. de Copacabana e Barata Ribeiro. Os pontos agora tem um número (1,2 e 3), e adesivos dizendo quais ônibus param ali, um mapa da área com as outras paradas e uma lista dos grupos. Agora qualquer turista, nacional ou estrangeiro, vai conseguir desvendar o sistema de ônibus. Pelo menos em Copacabana. (O sistema será expandido para outras 21 ruas da cidade)


No fim de semana tinha funcionários da empresa distribuindo folhetos e explicando como o sistema funcionava. Um dos funcionários me disse que a maioria das pessoas estão satisfeitas, mas sempre tem um que não quer andar até o ponto certo e reclama. Dentro do ônibus tem aqueles que estavam acostumados a pedir par ao motorista parar em qualquer lugar e agora só pode no ponto certo, também reclamam, mas é tudo adaptação.

Reduziram a frota de ônibus, e o sistema flui.

Na minha opinião, só falta educar os motoristas que continuam no vício de acelera/freia/acelera/freia, tensos, correm demais, além de invadir a pista dos carros.

Os motoristas de taxi também reclamaram já que agora só podem pegar passageiros do lado esquerdo da rua. As vans tem que ir pela Av. Atlântica.

Claro que os motoristas de carro não ficaram satisfeitos porque só tem 2 pistas para eles. Deixem os carros em casa e andem de ônibus. #prontofalei

Eu gostei, já passei 4 vezes pelo corredor, em horários diferentes, e foi bem mais rápido chegar em casa. Ainda não é ideal, mas já é um começo.

E uma sugestão, que já deixei no site, é que os pontos sejam anunciados ou colocados num painel eletrônico, "próxima parada: Santa Clara", como nos ônibus de Londres. (ok, é pedir demais, mas quem sabe um dia né?)

28.2.11

Oscar 2011

Esse ano tivemos a divertida Anne Hathaway e o delícia James Franco de apresentadores. O pessoal do Oscar até colocou pessoas mais jovens para apresentar, mas a premiação....continua a mesma.

Anne e James fizeram uma montagem inical muito boa com todos os filmes indicados (ela de pato marrom e ele de malha de ballet foi a melhor parte) que terminou num DeLorean de Back To The Future. E só.

Confesso que não entendi o tema da apresentação. Falavam de outros filmes antes da entrega dos prêmios, mas só ficava mais chato. Aliás, podiam deixar aqueles números musicais de fora once and for all. Melhor ainda, evitem a Celine Dion. Melhor comentário no twitter sobre ela foi: "Celine, pode ir, não vai ter bolo."

Anyway, quase todos os prêmios foram óbvios, eu acertei vários no bolão. Melissa Leo (mesmo depois daquela campanha vergonha alheia) e Christian Bale levaram atores coadjuvantes, Natalia Portman e Colin Firth se confirmaram favoritos, a Origem levou todos os prêmios técnicos, Alice no País das Maravilhas levou figurino (são lindos!) e direção de arte; Toy Story 3, o filme que fez tdo mundo chorar, levou melhor animação; e a Rede Social levou melhor roteiro adaptado (o genial Aaron Sorkin), edição e trilha sonora (fantástica).

Que O Discurso do Rei ia levar melhor filme eu já esperava, tanto que coloquei no bolão, mas a minha surpresa foi levar roteiro original (???) e direção. Eu gostei do filme, histórias da família real britânica sempre são boas, Colin Firth realmente estava maravilhoso, assim como o resto do elenco. Acontece que a única coisa original desse roteiro foi não ter outra obra sobre o assunto, porque não foi um roteiro original no sentido criativo (e nem no de falas porque o tal Lionel guardava tudo em cartões). A direção não foi tão inspirada quanto a do Aronofsky (Cisne Negro), ou David Fincher (Rede Social), ou os irmãos Coen. Tem que ver isso aí, academia.

Quanto ao tapete vermelho só me arrisco a dizer que tinha brilho demais, quase uma ala de escola de samba. O Rosebud é o Trenó fez um post ótimo sobre o assunto, e esse tumblr tem várias fotos.

Pessoal do Oscar, até o Kirk Douglas apareceu para provar a muita gente (inclusive eu) que não estava morto. E foi engraçado. Então, please, traz o Jack Nicholson de volta. Pelo menos ele parecia se divertir na platéia. #prontofalei

(já que estou pedindo coisas, coloquem o Ricky Gervais para apresentar, diversão garantida)

25.2.11

Outras Tias (11)

Essa semana eu conheci a Tia Aparecida, prima do meu pai (sim, a família mineira é enorme). Ela veio ao Rio com a filha que tinha que fazer algumas provas.

A Tia Aparecida foi passear na praia, sentou num quiosque e presenciou a negociação de 300 dinheiros de um gringo com uma moça. Mais tarde a Tia Foi com sua filha para um bar tomar um chopinho.

Depois de um tempo a filha da Tia reparou que o bar era frequentado por um público específico e disse para a Tia: "mãe, vamos embora, o trem aqui é esquisito, acabei de ver aquele gringo dando 50 dinheiros para aquela moça". E a Tia respondeu: "50?? Uai, vamos para o bar da praia que deve ser melhor, lá eles pagam 300".

19.2.11

Música e livro

Essa semana o iPod tocou uma daquelas sequências: três músicas seguidas que foram inspiradas em livros. Claro que resolvi fazer um top 5.

1. Wuthering Heights - Kate Bush
Livro: Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes) Emily Brontë

Sobre o livro já escrevi bastante aqui, aqui e aqui. É um dos meus livros favoritos, e, para quem não sabe, é a história de amor do Heathcliff com a Cathy.

A música é a Cathy falando para o Heathcliff. Eu acho a Cathy uma das piores heroínas já escritas (se é que ela pode ser chamada de heroína). Que mulher chata, mimada, desesperada. E a voz aguda da Kate Bush traduz tudo isso. Na música a Cathy está morta voltando como fantasma para o Heathcliff, o fim do livro. Além do refrão marcante: "Heathcliff, it's me, Cathy/I've come home/I'm sooo cooold/let me in your window", ela fala na música "you had a temper like my jelousy/ too hot, too greedy" e depois "I hated you/ I loved you too" essa é a Cathy, egoísta e indecisa. E ela nem precisava gritar tanto, ele iria de qualquer jeito.

2. Don't Stand So Close to Me - The Police
Livro: Lolita - Vladmir Nabokov

O livro é sobre um professor (pervertido que gosta de garotinhas) que se apaixona pela filha da dona (viúva) da pensão onde ele mora. Ele casa com a viúva para não sair de perto da Lolita. Quando ele consegue levar a Lolita para um hotel, já pensando em usar um boa-noite-cinderela e abusar da menina quando ele descobre que ela não é tão inocente assim. Eles passam a viajar pelo país, moram juntos, e depois a Lolita consegue fugir dele. Quando ela se dá mal na vida vai atrás do professor taradão pedir dinheiro, ele, ainda apaixonado, a quer de volta, mas ela recusa. É um livro polêmico (erótico? irônico? sarcástico? nojento?), mas é muito bom e está na lista dos melhores da literatura inglesa do séc XX.

Na música uma aluna está apaixonada pelo professor e ele resiste bravamente com o "Don't Stand So Close To Me". O livro é citado na música "It's no use/ He sees her/ He starts to shake and cough/ Just like the old man in / That book by Nabokov". A música começa um pouco lenta e depois evolui para a batida do refrão, tipo "eu quero, mas sai daqui!"
O Sting foi professor antes de ficar famoso com o The Police, não sei se é uma letra autobiográfica, mas entendo qualquer aluna que tenha se apaixonado por ele. Passei boa parte da minha adolescência querendo ser a Lolita do Sting. #prontofalei

3. Killing an Arab - The Cure
Livro: O Estrangeiro - Albert Camus

No livro o Meursault tem uma vida normal, trabalha, tem uma namorada ocasional, e não se abala com muita coisa, nem com a morte da mãe. Ele é indiferente a tudo (estrangeiro vem de estranho). Meursault faz amizade com um vizinho que seria cafetão. Um dia, numa praia, eles são abordados pelo irmão (árabe) de uma das mulheres do vizinho, e o vizinho sai ferido a facadas. Meursault, num momento de delírio causado pelo sol e calor (ou piração momentânea) volta na praia e dá 4 tiros no sujeito. Meursault vai a julgamento, mas é mais julgado por não ter chorado no enterro de sua mãe do que por ter matado um homem. O Estrangeiro é um clássico existencialista/niilista/whatever. Esse livro é excelente. Recomendo.

A música é exatamente o estrangeiro matando o árabe e o momento existencialista: "Standing on the beach/With a gun in my hand/Staring at the sea/Staring at the sand/Staring down the barrel/At the arab on the ground/I can see his open mouth /But I hear no sound // I'm alive/I'm dead/I'm the stranger/Killing an arab"

4. Eye In The Sky - Alan Parsons Project
Livro: 1984 - George Orwell

E quem não conhece 1984? O livro do Big Brother, o grande irmão que vê e controla todos (e no qual foi baseado o programa da Globo).

Esse livro inspirou vááárias músicas, inclusive a ótima 1984 do David Bowie, mas eu escolhi esse clássico cafona dos anos 80 pelo refrão: "I am the eye in the sky/Looking at you/I can read your mind/ I am the maker of rules/ Dealing with fools/ I can cheat you blind/ and I don't need to see anymore to know that/ I can read your mind". Agora, olha para a câmera dentro do elevador, lembra dessa música e diz se não dá um medinho.

5. Romeo an Juliet - Dire Straits
Peça/Livro: Romeo and Juliet - William Shakespeare

Romeu e Julieta todo mundo conhece. E acho que quase todas as histórias de tragédias amorosas modernas são baseadas nessa peça do Shakespeare.

Mas a música não é sobre uma tragédia amorosa , é só um casal moderno tentando se entender. A referência ao Romeu e Julieta original fica na parte que o Romeo da música está embaixo da luz de um poste, a Juliet na janela, e ao invés de um longo monólogo sobre a amada, o Romeo só manda um "You and me babe, how about it?". Joey Tribiani style.


Bonus tracks: Tom Sawyer - Rush (The Adventures of Tom Sawyer - Mark Twain), Wild Boys - Duran Duran (Wild Boys - William S. Burroughs) e Who Wrote Holden Caufield - Green Day (O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger)

16.2.11

Grudes musicais

Das cinco músicas que concorriam ao Grammy, que aconteceu domingo, na categoria de melhor música, só duas grudam na cabeça (as outras eu já esqueci).

Duas músicas de fossa. Num clima pós-Valentine's, vamos a elas.

Need You Now

Quem canta? Lady Antebellum. Who? Exatamente. Uma banda country, formada por dois rapazes e uma moça.

Passei 2010 inteiro sem saber da existência de Need You Now. Só escutei no episódio de Glee do Superbowl. Depois que ganhou o Grammy fui ver o clipe oficial da banda:



Por que tanto grude? A melodia dessa música é boa, e a letra simples encaixa que é uma beleza. As duas vozes, da moça e do rapaz combinam e ele parece que bebeu um pouco de uísque mesmo, sexy. Dúvido alguém escutar essa música e depois não ficar com o refrão da cabeça. O que pega mais é a identificação com a letra, afinal, quem é que nunca ficou a little drunk ou all alone e pensou em fazer (ou fez) um telefonema para o ex?

Melhor parte: justamente o tal refrão "It's a quarter after one, I'm a little drunk and I need you now. Said I wouldn't call, but I lost all control, and I need you now."

Antes que alguém comece a beber e vá apertando os botões do celular, é melhor escutar a próxima.

F**k You

Quem canta? Cee Lo Green, mais conhecido como o vocalista do Gnarls Barkley.
Essa música eu já tinha escutado bastante no ano passado. É dançante, boa para correr, e sim, é de fossa. Nela o Cee Lo Green manda a namorada e o novo boyfriend dela se fu**** no maior estilo. É uma música para a fase raiva da fossa e funciona muito bem.



Por que tanto grude? Ah vai, só esse F**k You já é motivo suficiente né? Ainda tem todos aqueles ahhhhs e uhhhhs, a parte que ele pergunta Why??? Why??, uma melodia fantástica e uma das melhores rimas ever: ferrari com atari.

Melhor parte: "although there is pain in my chest, I still wish you the best with a F**k You!"

Claro que fizeram uma versão para menores dessa música e virou Forget You.

Prefiro a original, é mais libertadora.


Ney, esse post é para você. Músicas 81 e 82.

13.2.11

Jardim Japonês (2)

jardim japonês em fevereiro 2011


Em julho de 2009 eu escrevi esse post sobre o Jardim Japonês de Fortaleza e disse que não iria falar de uma obra antes dela ser terminada.

Um ano e meio depois, essa obra já está quase terminada e agora posso falar dela.

Em 2008 o governo federal distribuiu dinheiro para algumas prefeituras fazerem uma homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil. Em Fortaleza, que tem no máximo 3 famílias japonesas que vivem aqui há mais de 30 anos, foi escolhido o Jardim Japonês.

Esse jardim foi construído onde antes havia uma morrinho gramado com duas árvores, manutenção zero e agradável de olhar.

As obras começaram em julho de 2008 para ser inaugurado em fevereiro de 2009. Em julho de 2009 ainda estava tudo em concreto e pedras.

em julho 2009

Em agosto de 2010 finalizaram o paisagismo vertical, aka parede de plantas.

parede de plantas em agosto 2010


E agora, em fevereiro de 2011, dois anos depois da data inicial para a inauguração, o jardim está quase pronto. Parece que falta a "instalação das bombas e filtros d'água que irão fazer a irrigação das plantas e encher a fonte" segundo a prefeitura informou ao jornal local.

a ponte já está lá

algumas plantas já estão prontas

e outras estão cansadas com o atraso

o vigia também está esperando a inauguração

Dando uma volta pelo lado de fora do muro dá para ver tudo dentro do jardim. Algumas plantas já estão amarelas e caindo, os bancos e a cerca de madeira já estãos descascados e o lago da dengue carpas está cheio de água e nenhum peixe. E, pelo que vi, só três pessoas aproveitam o jardim: o vigia que fica lá a noite e um guardador de carro e sua sócia que pegam água dentro do jardim para lavar os carros na rua (e acho que, as vezes, dormem lá).

a parede de plantas em fevereiro 2011 (notem que tem uma pessoa dormindo no canto)

portão descascado

bancos descascados

lagoa das carpas

pelo menos uma família foi beneficiada

o guardador e sua sócia (ela dentro)

Mesmo que instalem esses filtros e bombas amanhã ainda vai demorar para dar um jeito em tudo que já estragou. E se já está desgastado antes de inaugurar, volto a fazer a mesma pergunta do post anterior: quem vai fazer a manutenção desse jardim?

Eu não acho esse jardim bonito,#prontofalei. Seria melhor, e mais barato, se implodissem tudo e voltassem ao morrinho gramado com as duas árvores.


só vou achar legal se sair fogo dessas colunas

Jardim Japonês (1), inauguração (3) e visita (4)

31.1.11

+ Filmes

Winter's Bone

Toda sociedade tem regras, inclusivea dos fabricantes de metanfetamina white trash dos EUA.

Ree é uma garota de 17 que cuida dos irmãos menores e da mãe doente, num lugar não muito legal. Um dia o policial local avisa que se o pai de Ree não aparecer para o julgamento ela vai perder a casa.

Aí começa a busca de Ree por seu pai. Primeiro vai na casa do Tio Teardrop (ME-DO), mas nesse mundo marginal ninguém diz nada. Ree resolve pular barreiras e ir atrás do chefão local, e é gentilmente (NOT) avisada pelas guardacostas (sim, são mulheres) que existem coisas que não se deve fazer.

Jennifer Lawrence impressiona como Ree, pode-se fazer uma análise social mais profunda a partir desse pequeno grupo e tal, mas confesso que achei esse filme chato pacas. #prontofalei

A Tia Helo não ira gostar nadinha, 514 "Ai, Jesus!" antes de cair no sono.

True Grit

Remake do filme de 1969 com o John Wayne. Aqui outra garota está indo em busca de um homem, o assassino de seu pai. Mattie Ross é macho-que-é-macho, sabe negociar e convencer cowboys machões a trabalhar apra ela.

Mattie contrata Rooster Cogburn (que dessa vez é o Jeff Bridges, ótimo, sempre), um marshal (policial? caça-bandidos?) beberrão e caolho. Ele aceita o trabalho mas não quer levar a garotinha. Mattie é abordada por LeBoeuf (Matt Damon, um que eu nunca esperava ver num western, mas ótimo), um policial do Texas que também está atrás de Tom Chaney, o tal assassino.

Os três se juntam para uma aventura de muitas confusões no oeste americano.

Eu adoro westerns, e gostei desse. Mas não é para 12 indicações ao Oscar não. #prontofalei2

A Tia Helô provavelmente não gostava de westerns, então 512 "Ai, Jesus!" para Bravura Indômita.


Blue Valentine

É sobre início e fim de um relacionamento.

Dean se apaixonou por Cindy quando a viu a primeira vez. Deu em cima e começaram a ficar juntos. Cindy queria ser médica e Dean só queria curtir a vida. Cinco anos depois eles estão casados, brigam um pouco, ele acha que esta tudo bem mas ela não.

Independente de como relacionamentos começam, só duram se os envolvidos estão dispostos a crescer juntos (clichê, eu sei) ou aceitar o outro como é. Respect. Na hora que cada um quer uma coisa, ou espera uma mudança do outro, é hora de acabar. É sofrido? Provavelmente sim, e isso não invalida o tempo que passaram juntos. #prontofalei3

Ryan Gosling e Michelle Williams estão muito bem nesse filme, ela até foi indicada ao Oscar. Para mim, ele fez uma versão moderna-cidade-grande-bad-boy do Noah de The Notebook, eu gostei.

Os créditos finais forma uma ótima surpresa.

A Tia Helô não entedia nada de relacionamentos, ela diria 617 "Ai, Jesus!" para Blue Valentine.


Animal Kingdom

Filme australiano, cheio de testosterona e muito leitinho.

Joshua (James Frencheville) viu sua mãe morrer vítima de uma overdose de heroína. Pela calma dele ao esperar pelos paramédicos, era uma coisa que ele já esperava. Josh é menor de idade (apesar de ser grande e ter tomado muito leitinho) e vai morar com a avó (Jacki Weaver, concorrendo a um Oscar).

Josh tem 4 tios, que vivem rondando a casa da avó Janine,também conhecida como Smurf, não parece, mas ela manda no pedaço. Esses 4 tios são marginais, e cada um com uma personalidade diferente. Barry (Joel Edgerton, seu lindo) é casado, com filho e aplica o dinheiro roubado na bolsa de valores. Craig (Sullivan Stapleton) vende drogas. Darren (Luke Ford) curte a vida. E Pope (Ben Mendelsohn), que tem cara de quem tomou menos leite (provavelmente desnatado), é o mais velho e mais perigoso.

A polícia está rondando os tios e Pope é o mais procurado. Um dia, Barry é morto e daí desencadeia uma série de fatos que vão afetar Josh. No reino animal sobrevive o mais forte.

A Vó Janine Smurf adora beijar os filhotes na boca, e as vezes são beijos longos. Wierd, mas com 4 filhos daqueles eu não a culpo. (A atriz deve ter ficado feliz)

A Australia devia fazer uma distribuição melhor de seus filmes. E do leitinho. #prontofalei4

Fiquei tão animada com esses novos atores australianos que nem mencionei que o Guy Pearce está nesse filme. Ele é o policial responsável pelo caso do Josh e está com um bigode que só me lembrava o Comissário Gordon do Gary Oldman.

A Tia Helô entendia de família grande, mas a dela tinha muito mais mulheres que homens. 417 "Ai. Jesus!" para Animal Kingdom.

27.1.11

Outra Tias (10)

Nessa última viagem a Inglaterra, a minha mãe foi com o Nick visitar a Tia Mary. Passando pela cozinha eles viram que a Tia Mary tinha uma coleção curiosa: calendários de jogadores de rugby seminus (ou só com a bola de rugby).

A minha mãe curtiu (thumbs up do facebook). A Tia Mary disse que adorava comprar esses calendários, passava a mão por cima e dava um suspiro.

Hoje de manhã chegou aqui em casa um pacote, e quando abrimos era um calendário beneficente dos jogadores de rugby da cidade da Tia Mary (Huddersfield Giants, melhor nome ever). Junto veio o seguinte bilhete: "Elizabeth, hope you get some pleasure from the calendar! A Happy New Year to all. Love Mary."

Estou rindo até agora.

Thanks Aunt Mary!

21.1.11

+ Filmes

The King's Speech

Como essa família real britânica tem história boa para contar, né? Shakespeare que o diga.

Tem filme de quase todos os monarcas mais conhecidos, Henrique VIII, as duas Elizabeths, George III, Victoria, Edward VIII, Richard I, Richard III e por aí vai. Dá até para fazer um top ten filmes da categoria (fica para um próximo post).

Chegou a vez do George VI ganhar um filme só seu. George VI era conhecido como Príncipe Albert, segundo na linha do trono, depois de seu irmão, o Príncipe David.

Albert tinha um problema. Ele era gago. Albert pegou exatamente a época em que os discursos começavam a ser transmitidos por rádio e causava vergonha alheia nos súditos de seu pai quando tinha que fazer qualquer discurso. Ele e sua esposa Elizabeth (que depois ficou conhecida como Rainha Mãe) buscaram todos os especialistas na área, e alguns métodos eram verdadeiras torturas.

Um dia, Elizabeth (Helena Bonham Carter) fica sabendo de Lionel Logue (Geoffrey Rush), um ator australiano, que teve muita experiência com os soldados que voltavam da guerra e tinham problemas de fala. Os métodos de Lionel eram mais treinamento, técnica e adaptação. E um pouco de psicologia.

Tudo isso não seria tão importante se o irmão do Albert, David, não fosse "aquele rei que abdicou do trono por uma mulher divorciada". Sim, David veio a ser o Rei Edward VIII, quando seu pai, George V, morreu.

Então, se teve uma única coisa que não gostei nesse filme foi como retrataram o Rei Edward VIII. Ficou parecendo um adolescente apaixonado que só faltou dizer '"Não, desliga você. Ok vou desligar. Ah, você não desligou...". Argh.

Com essa paixonite toda pela Wallis Simpson, o Rei Edward decidiu largar o trono e viver feliz na França. Transferiu o trono para um relutante Albert.

Albert se tornou George VI (sim, os reis podem escolher um de seus 500 nomes para ser o definitivo), e com isso teria que fazer muitos discursos para seu súditos, ainda mais durante a segunda guerra.

Apesar da gagueira, que foi minimizada por Lionel, o Rei George VI foi um dos mais carismáticos e populares. Conseguiu manter a moral britânica durante a guerra contra Hitler.

Colin Firth está fan-tás-ti-co como o Rei George VI. O Globo de Ouro já é dele e provavelmente o Oscar será.

Esse filme é muito bom. Acho que até a Tia Helo gostaria. Só 12"Ai, Jesus!" pelos palavrões que George VI fala para não gaguejar.


72 Horas


Pelo trailer, esse filme está mais para Bruce Willis do que Russell Crowe, mas, felizmente, o filme é diferente do trailer.

Russell Crowe faz um professor universítario, ou melhor, de um Community College, casado e com um filho. Um dia sua esposa é presa e condenada por assassinato e vai para a prisão.

A vida do Russell fica difícil, ele tem que cuidar do filho, dar aulas, e convencer o advogado da esposa que ela é inocente e merece todos os recursos possíveis.

Um dia, a esposa tenta suícidio e diz que não vai aguentar os 20 ou mais anos que restam na prisão. De quebra dizem que vão transferí-la para outra prisão, mais longe do marido e filho.

Russell Crowe tem então 72 horas para arranjar um jeito de tirar a esposa da prisão e fugir.

Só pela surpresa de ser diferente do trailer, eu já gostei desse filme. A Tia Helo não seria tão legal com o Russell Crowe. Ela diria 312 "Ai, Jesus!" para 72 horas.


Além da Vida

Não se deixe enganar por esse título cafona em português, o filme do Clint Eastwood (diretor e macho-que-é-macho) é bom.

O que vai acontecer a todos nós depois da morte é uma curiosidade universal. Cada religão explica de um jeito, filósofos de outro e cada um acredita no que quer.

Nesse filme vemos três pessoas que lidam com a morte de diferentes maneiras. Matt Damon é um homem que, depois de sofrer diversas paradas cardíacas na infância, se tornou sensitivo/paranormal/whatever. He sees dead people. E fala com elas. Ele tinha um negócio e usava essa habilidade (parece coisa de filme de super heroi) para ajudar pessoas e ganhar um dinheirinho (ou dinheirão, segundo seu irmão). Acontece que o Matt vê que ao lidar com os mortos ele não estava vivendo e passa a ter uma vida mais pacata como operário de uma fábrica.

A francesa Marie (Cécile de France) é uma sobrevivente do tsunami que devastou a Tailândia. Uma das melhores cenas do filme. Marie teve uma experiência pós-morte e passa a questionar o que aconteceu. Como jornalista ela busca o lado prático/científico para escrever um livro sobre o assunto, e descobre que nem todos se interessam.

Os gêmeos Marcus e Jason tentam viver com a mãe viciada em heroína e convencer os assistentes socias que está tudo bem. Um dia Jason morre e Marcus busca respostas para o que aconteceu.

É um tema que tinha tudo para ser um filme cheio de sentimentalismo, mas não é. Clint leva tudo com sobriedade. Eu gostei. A Tia Helo, como boa católica, devia acreditar em céu e inferno. 463 "Ai, Jesus!" para Hereafter (que é um título mais digno do que Além da Vida).

12.1.11

Outras Tias (9)

Há alguns anos, quando a Sue, sobrinha favorita da Tia Helô, era criança, a Tia Nel perguntou o que ela queria beber: "Guaraná Skol ou Fanta Laranja". (sim, o Guaraná Skol existia.)

A Sue, num momento de indecisão, demorou para responder. A Tia Nel serviu os dois ao mesmo tempo para a sobrinha.



(post com a colaboração de Michel e Fabiano)

9.1.11

Outras Tias (8)

Dessa vez é um Tio. O Tio Pimenta, amigo de infância do meu pai.

O Tio Pimenta mora no interior de Minas Gerais e está um pouco esquecido. Um dia ele saiu de casa e depois de alguns minutos andando ele entrou num taxi.

Motorista: Para onde senhor?
Tio Pimenta: Você que sabe.
Motorista: Senhor, isso é um taxi.
Tio Pimenta: Então, você é o motorista e sabe onde ir.
Motorista, já percebendo que ele era esquecido: O senhor quer ir para casa?
Tio Pimenta: Ah, é, quero sim.
Motorista: Onde é a sua casa?
Tio Pimenta: Perto da igreja.
Motorista: Senhor, qual das 50 igrejas da cidade?
Tio Piementa: Aquela que tem um padre gay.

O Motorista viu que teria dificuldades em achar tal igreja e resolveu começar a rodar. Depois de um tempo o Tio Pimenta gritou "Para aí! Acho que aquela é a minha esposa.". Já estavam todos nas ruas procurando pelo Tio Pimenta.

6.1.11

Forte do Leme


O Forte Duque de Caxias, nome atual, já foi o Forte da Vigia, Forte da Espia e Forte do Leme. Foi construído entre 1776 e 1779 para defender a entrada da Baía de Guanabara de uma iminente invasão espanhola. Em 1913, a partir de um projeto alemão, o forte foi reformado peças pré-moldadas de concreto e instalaram os obuseiros.

o forte fica no alto do morro do leme

Não é um forte grande, mas a vista é espetacular. Todo turista que vem ao Rio conhece o Forte de Copacabana (que é maior, mais equipado, tem museu, uma vista maravilhosa e uma Colombo), mas o Forte do Leme é um passeio muito legal que poucos fazem.

O Forte passou por uma reforma em 2010, ficou fechado de março a setembro, e agora está pronto para visitação. O corredor escuro dava medo e agora está todo iluminado. Os paióis servem de galerias culturais, em outra sala tem um video explicativo da história do forte e sobre a reforma, e tem um memorial ao Duque de Caxias. Colocaram painéis sobre o reflorestamento que vem sendo feito desde 1987 *, sobre a fauna e flora do Morro do Leme e contando a história do Forte. Ainda tem dois pátios com os obuseiros (canhões, para os não tão íntimos). E andando por cima é que se tem uma das melhores vistas do Rio: praia de Copacabana, Pão de Açúcar e da entrada da Baía de Guanabara.

corredor renovado

obuseiros

cactus


flores


borboletas


micos


de um lado: copacabana


do outro lado: pão de açúcar e entrada da baía de guanabara


Para chegar até o Forte tem que subir um caminho, calçado de paralelepípedos, de 800m. A subida é agradável, no meio de árvores altas e com vista do mar em alguns trechos. Vou ser sincera, não é uma subida difícil, mas facilita se tiver um preparo físico razoável, especialmente para os 100 metros finais. Se o preparo físico não for bom, não tem problema, nos fins de semana colocam um carrinho para subir.

caminho arborizado


vista no meio do caminho


últimos 100m


O Forte abre de terça a domingo, de 9:30 as 16:30, a bilheteria fecha as 16:00. Custa R$4 a inteira, R$2 a meia e militar não paga. A visita com o carrinho custa R$10, inteira, R$5, meia, mas só funciona sábado, domingo e feriado. Mais informações no site do CEP (com muitas fotos do Forte)

Eu, como local do Leme, já subi no Forte várias vezes. Antes a subida já valia pela vista e agora com a reforma ficou melhor.

Chegando lá em cima tem bebedouro e banheiros. Tem uma cantina, mas dessa vez não estava aberta. Ainda assim eu aconselho levar uma garrafinha de água, just in case. Muitas pessoas sobem de chinelo, mas acho melhor calçar um tênis, principalmente para a descida.

uma água geladinha vai bem depois da subida

*em 1988/89 quando o Bateau Mouche afundou, lembro de ter subido a estrada que leva ao Forte e na metade dava para ver o resgate do barco, hoje no mesmo local é uma mata fechada.

3.1.11

Projeto 3meia5

Depois do Project 365 de fotos, resolvi participar de outro projeto que envolve 365 posts.

Não, eu não vou escrever um post por dia aqui no blog, mas é tão legal quanto. O 3meia5 é um blog coletivo onde 365 autores diferentes vão escrever um post para cada dia do ano. Lugares variados, histórias inusitadas, vidas diferentes.

Ainda não sei qual vai ser o meu dia, mas aviso.

Quer participar? Olha como faz aqui.

1.1.11

Project 365: um ano em fotos


E com essa foto eu entro em 2011 e encerro o projeto 365 de 2010. Foram 365 fotos, uma por dia. Não foi fácil, tem dias que só resta bater foto da parede, mas foi uma ótima experiência, aprendi mais um pouco sobre fotografia, troquei idéias, consegui chegar no fim e tem várias fotos que gosto muito. E tenho um ano inteiro documentado, do jeito que a minha memória não é das melhores, é uma ótima maneira de lembrar o que aconteceu em 2010.

Quem quiser dar uma olhada estão todas nesse set do flickr. Escolha a sua favorita.

Feliz Ano Novo!!