15.1.12

Light Painting




O pessoal da Lomography do Rio fez um workshop de light painting e fui descobrir como funciona essa técnica.

Light painting é fazer desenhos com luzes (lanternas, velas, etc) mantendo o shutter da máquina aberto para uma longa exposição que vai captar o movimento da luz. Não são todas as máquinas da Lomo que tem o modo longa exposição, mas a La Sardina e a Diana Mini tem.

Para esse workshop um filme estava incluído e ofereceram máquinas para quem não tinha ou queria experimentar uma nova. Como eu gosto de uma novidade escolhi a Colorsplash para testar. A Colorsplash é uma máquina que já vem com flash embutido, e filtros coloridos para o flash. É o que eu chamo de party camera, porque as fotos ficam mais bacanas a noite e com o elemento fotografado mais perto, ou seja, é ótima para tirar fotos do pessoal nas festas.

colorsplash com vermelho

colorsplash com amarelo
Para fazer o Light Painting fomos até a praça atrás de escuridão para tirar as fotos, claro que lugares escuros no Rio de Janeiro não são indicados, então tinha bastante luz que tira um pouco do foco do desenho. O filme usado foi o 35mm asa (ou iso) 100 básico, para as cameras Fisheye deram um filme asa 400, e na minha La Sardina tinha um filme tungsten (mas usei mais a Colorsplash). Achei divertido.


Essa técnica é com um flash na mão. Aperta o flash, vira e repete. Não sei se dá para ver direito, mas sou eu de frente para mim mesma comigo no meio. Uma coisa assim, egocêntrica.

acho que tentei um smiley 
com velas
obviamente não sei desenhar 
consegui fazer uma palmeira (yeah!)

uma guerra de flashes
owwww um coração (tirada com a  la sardina)

14.1.12

Brincando com a La Sardina (2)

Já que as minhas primeiras fotos com a La Sardina foram todas entre o vermelho e o laranja, para vocês não acharem que a máquina só tira fotos nessas cores decidi colocar mais algumas fotos aqui.

Dessa vez usei um filme de 35mm normal, asa 100,  e um tungsten, que realça as cores azuis puxando para o roxo. Tenho preferido usar a La Sardina a Diana Mini, primeiro pela lente grande angular, e, segundo, fazer sobreposições é mais fácil e divertido. (mas vou voltar a brincar com a Diana Mini)


a vaca com filme asa 100
uma das sobreposições que a La Sardina faz,
é só puxar o botão para o MX
e tirar outra foto (filme asa 100)


copacabana com filme asa 100

um final de tarde com o filme tungsten

um quase por do sol também com tungsten

outra sobreposição com filme tungsten

a bicicleta e ipanema com filme tungsten
e uma noturna com a máquina na posição B de longa exposição
Gostei do filme tungsten, ainda mais que tiro muitas fotos diurnas e as cores mudam e a revelação é sempre uma surpresa. (O único problema é que não são todos os laboratórios que revelam esse tipo de filme, assim como o preto e branco.)

Mais fotos no Flickr.

11.1.12

Museu das Telecomunicações

Depois do Museu da República eu estava andando pelo Flamengo e me lembrei do divertido Museu do Telefone que existia ali na Dois de Dezembro.



Então, o casarão que era a central telefônica do Rio (na época que uma ligação para São Paulo demorava 2 horas para completar), depois foi o Museu do Telefone, agora é o espaço cultural Oi Futuro com galeria de arte, teatro, biblioteca e o moderno Museu das Telecomunicações.



O museu novo é audio-interativo, ou seja, te dão um controle remoto com fones de ouvido para você apontar para um sensor e escutar o video, ou explicação do que está exposto.

o tal controle remoto

 O Museu das Telecomunicações não é grande, mas tem todos os tipos de telefones expostos (da mesa telefônica a uma coleção de celulares), uma timeline interativa da história da comunicação, muitos videos sobre rádio, tv e comunicação com o espaço e até um holograma interativo. Ficou compacto, mas é tudo bem explicado. Achei bacana. (Pessoas claustrofóbicas não vão gostar muito, tem que passar por duas portas para entrar, tipo as de banco que para uma abrir a outra tem que fechar, e não tem janelas)

quem nunca? (e de ficha)

na falta de latas de leite condensado, o graham bell usou isso aí.

alexander graham bell, seu gênio!

o bobophone. design italiano, claro.

Confesso que achava o museu antigo mais divertido, mais hands on, tinha um expositivo gigante de como uma ligação se completava, que devia ser maior que todo o museu novo.

O Museu das Telecomunicações é de graça.


como diria o clark kent....



10.1.12

Palácio do Catete e Museu da República




A esposa do Barão de Nova Friburgo decidiu morar perto do mar e o Barão construíu o Palácio de Nova Friburgo ali na Baía de Guanabara, onde hoje é o bairro do Flamengo/Catete. A construção começou em 1858, mas só ficou pronto em 1866. O casal só morou na casa por pouco tempo e depois que ambos faleceram, seu filho vendeu a casa para um grupo que iria fazer um hotel de luxo. Não deu certo e o banqueiro Francisco Paula Mayrink comprou para depois vendê-lo ao governo.

O Palácio então, em 1897, se tornou a sede do Governo Federal até 1960 quando foi transferida para Brasília. E hoje o Palácio do Catete é o Museu da República.



O Museu tem 3 andares. No térreo tem a história do palácio, do Barão de Nova Friburgo, os presidentes que ali viveram, e o Salão Ministerial, onde os presidentes se reuniam com seus ministros.



A escada que leva ao segundo andar é suntuosa. Aliás, tudo no palácio é suntuoso, detalhado, ostentação nível 100. E é no segundo andar que tem os salões com detalhes em cada canto da parede, móveis originais da época do Barão, pisos de marchetaria incríveis, louças, cristais, e tudo mais que o dinheiro e os decoradores da época podiam comprar.

salão de baile

os pisos são lindos




parede trabalhada


No terceiro andar tem uma exposição boa sobre a República, e o famoso quarto do Getúlio Vargas, onde ele suicidou-se, com os móveis todos na posição original do dia em que ele morreu.



O jardim do Palácio é enorme, bonito, cheio de árvores altas e laguinhos. Um lugar agradável para descansar, e estava cheio de gente passeando.

Está aberto de terça a sexta de 10 as 17 e sábado, domingo e feriados de 14 as 18. A entrada do Museu custa R$ 6,00 e mais R$ 5,00 se quiser o audio guide. (Peguei o audio guide dessa vez, foi bem instrutivo na hora de mostrar os detalhes dos salões, e é bom para os estrangeiros porque não tem nada escrito em inglês ou espanhol)

O jardim é de graça.

Na última vez que estive no Museu da República ainda nos davam pantufas para ficarmos deslizando no chão de madeira dos salões. Agora isolaram os salões e só vê da porta.

Outra coisa que me chamou atenção foram as estátuas no jardim. A maioria é de crianças sendo cruéis com animais, uma coisa no mínimo estranha. Devia ter um audio guide explicando.

gente, coitado do canguru!


5.1.12

Jardim Botânico do Rio




O Jardim Botânico foi fundado pelo D. João VI em 1808 com a intenção de aclimatar especiarias vindas das Índias Orientais. De lá para cá as plantas já se aclimatizaram, se misturaram com a flora nacional e a cidade tem um espaço verde incrível.


O JB tem 137 hectares e 55 deles estão abertos a visitação desde 1822. Ali estão, nas aléias, muitas das espécies de plantas e flores brasileiras e de outros lugares do mundo.


orquídeas

bromélias

Os corredores de Palmeiras Imperiais são impressionantes, e o JB tem várias outras plantas tão interessantes quanto. Além das plantas, tem edificações históricas, chafariz inglês, jardins temáticos, lagos construídos e esculturas.


bambus

O passeio pelo JB é uma delícia, as árvores altas fazem muita sombra, tem banheiros e bebedouros espalhados, e muitos bancos.

descansei no banquinho
O Jardim Botânico é todo plano, fácil de andar, mas é preciso ter cuidado com os animais silvestres, os mosquitos e com as plantas. Eu estava lá na alameda das palmeiras imperiais tentando tirar uma foto minha com o timer, corri, a máquina tirou a foto, e quando voltei para ver se tinha dado certo, escutei um barulho que me fez pular. Achei que tinha sido uma batida de carro na rua, mas não. Foi um galho de uma das palmeiras que caiu a 1 metro de mim, onde eu tinha passado segundos antes.

estava andando tranquilamente...

pá! caiu o galho.

Imagina um galho de, sei lá, 2 metros, despencando 30 metros na sua cabeça. Pois é. O Jardim Botânico pode ser um passeio radical.



A entrada custa R$6,00 e está aberto das 8:00 as 17:00. Não esqueça de usar sapatos confortáveis, protetor solar e repelente. E um capacete, just in case.

4.1.12

Parque Lage





O Parque Lage as vezes é esquecido por ser tão perto do Jardim Botânico, é menor que o vizinho famoso, mas tão agradável e bonito quanto.


O casarão foi construído em 1849, reformado na década de 1920, e foi tombado pelo patrimônio histórico em 1956. Hoje abriga a Escola de Arte Visuais do Parque Lage.
Dentro do parque tem muitas coisas para ver e fazer. O casarão tem uma piscina com vista bonita para o Corcovado, e jardins geométricos na frente. Dentro tem o Café Du Lage, para quem quiser tomar ou comer algo antes das caminhadas. 


Tem trilha, gruta (artificial, mas bacana), um aquário numa casa que parece a do Shrek, uma cachoeira com laguinho, e muitos bancos para sentar e curtir o verde.

aquário/casa do shrek

gruta

lago dos patos

De todas as vezes que fui ao Parque Lage essa foi a que vi mais turistas, estrangeiros e nacionais.


A entrada é grátis. E não esqueça o repelente.