16.9.11

Livingstone - Zambia


(posts sem acentos, sorry)

O Dr. David Livingstone era um explorador ingles que desbravou uma boa parte da Africa central. Foi ele quem descobriu as Victoria Falls. Em 1864 ele saiu da Inglaterra, de volta a Africa, para descobrir a nascente do Rio Nilo. Os meses se passaram, os anos tambem e as noticias sumiram. Em 1871 decidiram mandar o jornalista Henry Stanley atras do Dr. Livingstone. Depois de 6 meses (seca, enchentes e fome), o Stanley chegou a pequena vila de Ujiji perto do Lago Tanganyika, ali pelo Quenia e Tanzania. Chegando la ele foi abordado por um negro que falava ingles que o levou ate um homem branco que estava papeando numa roda de negros. O Stanley ficou tao feliz de encontra-lo que ate pensou em dar um abraco (o Stanley era gales criado nos EUA), mas como o Dr. Livingstone era um senhor britanico (escoces), o Stanley fez a coisa mais certa (a.k.a. inglesa), tirou o chapeu e disse: “Dr. Livingstone, I presume.”

dr. livingstone, I presume

Essa historia eh conhecida por todas criancinhas inglesas da epoca do Nick e foi o Dr. Livingstone que deu nome a essa cidadezinha da Zambia.

rua principal

Livingstone ainda tem alguns predios da colonizacao inglesa, mas a cidade eh so uma rua principal (que vem da capital Lusaka ate a fronteira com o Zimbabwe) com bancos, mercados, predios, bares e alguns hoteis. A maior parte dos lodges/resorts ficam ao redor da cidade, na beira do Rio Zambezi e perto das Victorias Falls.

criancas indo para escola
Livingstone eh a cidade dos esportes radicais na Zambia. Aqui tem rafting no Rio Zambezi (nivel 4 e 5), bungy jump da ponte em Victoria Falls, encontro com leoes, e muitas outras opcoes.

As Victoria Falls ficam num canyon que divide a Zambia do Zimbabwe. Do lado do Zimbabwe se ve as cataratas de frente, e do lado da Zambia se ve um pouco de frente, um pouco de lado e, se o rio estiver seco, por tras.




As cachoeiras sao muito bonitas e altissimas. Com o rio cheio deve ser so uma cortina de agua e muita fumaca.


animais no parque

Eu andei nas pedras do rio seco e vi as cachoeiras por tras. Emocao. O guia me levou na Angle’s Pool que eh uma piscina que fica na beira. Dei um mergulho e fui ver o penhasco. A famosa Devil’s Pool (uma piscina na beira de uma cachoeira e so tem acesso na seca do rio) eu nao fui, fica ali perto, mas nao dava para chegar andando, um dos acessos tinha muita correnteza para atravessar. (dias depois me aventurei na Devil's Pool)

angel's pool

Tambem fizemos um passeio no Rio Zambezi. Era para os animais estarem na beira do rio, mas so vimos hipopotamos, um elefante, alguns macacos e muitos passaros. O espetaculo ficou por conta do por do sol. O sol ia se pondo laranja como em todo lugar, mas  de repente ficou vermelho, e o reflexo na agua tambem. Lindo. (infelizmente saiu rosado nas minhas fotos).

de laranja

para vermelho

13.9.11

Malas prontas

Pronta para mais uma viagem. Onde? Dessa vez vou para longe. Aguardem notícias por aqui e no twitter.






12.9.11

US Open

Os top 4 chegaram a semifinal: Djokovic, Nadal, Ferder e Murray.

Os americanos Roddick e Isner até tentaram, mas ainda tem que treinar muito para chegar nos top 4.

O Djokovic venceu o Federer na semifinal. De virada. O Federer entrou com tudo, fez logo 2x0, e depois meio que viajou, desligou, e o Djokovic, em excelente forma, venceu. Muitas trocas de bola com força e intensidade. Jogaço. (Acorda Federer!)

O puxa-cueca Nadal venceu o Murray na outra semifinal sem grande esforço.

Pelo quarto ano seguido choveu no meio da competição e a final foi hoje, segunda-feira.

A final foi ótima! Emocionante. Era um tal de quebra saque para os dois lados, e o Dkokovic fez 2x0. No terceiro set o Nadal, com mais gordurinha para queimar, parecia menos cansado, jogou mais forte, as trocas de bola foram espetaculares, e ele ganhou no tie break. Não adiantou, o Djokovic voltou prontinho para o 4º set e venceu o jogo.

Number One.

Djokovic, campeão do US Open

Séries mid season

As séries estão voltando para novas temporadas (Dexter, Grey's, Community, Hawaii 5-0, Fringe, The Good Wife, etc) e novas séries vão estrear (New Girl, Pan Am, Terra Nova, Once Upon a Time, Person of Interest, etc).

E o que eu vi nesse tempo entre temporadas? Aí vai:

True Blood - essa 4ª temporada teve alguns bons momentos, mas confesso que achei tudo um pouco confuso. Gostei da vilã da vez, a bruxa Marnie, de ver o Eric sem memória (por 2 episódios, o resto foi desnecessário), e até do lobinho Marcus. Aliás o Vampiro Eric teve a melhor cena da temporada tomando sangue na fonte. Achei que o Alan Ball tinha fechado a porta do mundo das fadas, mas aí surgiu a fada do dedinho do ET, não gostei, mas pelo menos ele acabou com o núcleo das panteras. O último episódio deixou boas promessas para a próxima temporada (poxa, mas só no último?). O que me faz mesmo ver True Blood é a possibilidade do Alcide ficar com muito calor e tirar a camisa. #prontoconfessei

Entourage - Última temporada da galera e foi final de novela. Tudo deu certo, teve casamento até bebê no meio. Acho que eu gostava mais das séries americanas quando eram canceladas e não tinha esses finais que contradizem tudo que foi a série inteira, final feliz. Se bem que aquele finalzinho do Ari recebendo um telefonema na Itália foi engraçado.

Suits - Eu sei que já tem trilhões de séries de advogados, e achei que essa ia ser só mais uma, mas eu gostei dos protagonistas Harvey e Mike. Mike é o cara inteligente com memória fotográfica que ganhava a vida, ilegalmente, fazendo prova para os outros. Harvey, advogado de primeira que não se importa com ninguém (é o que ele diz),  pegou o Mike, sabendo que ele não é advogado, muito menos formado em Harvard, e contratou para seu escritório como advogado. Os casos são interessantes, o relacionamento dos dois idem, e a secretária do Harvey rouba todas as cenas.

Rookie Blue - Até agora eu não entendi se essa série se passa nos EUA ou Canadá, mas o sotaque é canadense e acho que é filmado em Toronto. Anyway, o Grey's Anatomy na Delegacia é bacana, um bom passatempo.

Damages - Acho que Patty Hewes deveria ter ficado quieta depois da terceira temporada. Essa quarta começou bem, com um caso interessante envolvendo uma empresa de segurança particular na guerra do  Afeganistão. O bandido da vez era interessante, tanto o agente da CIA quanto o dono da High Star, mas os até o episódio 7 a coisa se arrastou de uma forma que não sei se o fim vai me fazer esquecer alguns momentos chatos. Parecia aquele papo de Lost que ninguém diz nada.

Game Of Thrones - Fantasia da boa, guerra por reinos, cabeças cortadas, dragões, política, fofoca, incesto, muita bizarrice e tem o melhor anão de todos os tempos.

Ainda bem que Sons Of Anarchy (ótima!) voltou semana passada, já estava com saudade dos motoqueiros.

5.9.11

Teletransporte

Provavelmente, 99,9% dos viajantes acham que o teletransporte já deveria ter sido inventado. Claro que viajar de carro, ônibus, trem, avião, bicicleta, etc, tem seus objetivos, vantagens e bons momentos. Acontece que quando se quer chegar a um lugar rápido, ou sem ter que dormir em posições desconfortáveis, ou até mesmo no trânsito infernal, o sonho do teletransporte está sempre ali.

Então resolvi filosofar como seria a vida pós-invenção do teletransporte. Eu não sei quantos anos, ou melhor, séculos faltam para isso acontecer, na verdade, nem sei se é possível (dizem que quem, ou o que, vai chegar ao destino é uma cópia do original).  Para esse exercício da minha imaginação, vou considerar que conseguiram resolver aquele probleminha do filme A Mosca e que ninguém vai precisar ser teletransportado pelado. Para todos os efeitos já vai existir teletransporte Star Trek style (ou melhor e mais avançado).

Os aparelhos, cabines, whatever, de teletransporte, inicialmente, não seriam vendidos para uso doméstico. Dificilmente você teria um na sua casa, nada de usar para visitar a vovó que mora na esquina porque está com preguiça de andar. Além de tudo, os governos precisam controlar quais partículas vão para onde e lucrar com as taxas cobradas.

Então, para começar, o teletransporte só seria autorizado entre aeroportos, que ainda existiriam como tal já que o teletransporte só seria utilizado para viagens cujos voos fossem superior a 5 horas (cinco horas dá para aguentar né?). O teletransporte é um meio coletivo (vide Star Trek) e com horário marcado, afinal é preciso fazer com que as partículas cheguem ao lugar certo sem ficar se misturando no ar.

O teletransporte aconteceria da área de embarque de um aeroporto para a de outro, e, duraria cerca de meia hora entre check in, embarque e teletransporte de fato (olha aí que maravilha, em meia hora você pode estar na Australia!). Claro que no caso de outros países você ainda vai ter que passar pela imigração. Acredito que não existirá mais passaporte (só para os nostálgicos que gostam de carimbos), provavelmente toda informação estará gravada e poderá ser acessada pela íris do olho.

A mala vai junto com o passageiro ou teletransportado. Menos uma dor de cabeça.

O preço da passagem não seria barata, talvez o preço de uma executiva, mas quem sabe com o tempo fique bem mais em conta.

Será que o teletransporte acabaria om os outros meios de transporte? Acho que não. Muitos não iriam confiar nesse negócio de partículas sendo transmitidas e reagrupadas em outro lugar.  #teoriadaconspiração Iriam preferir seus carros, o bom e velho ônibus e até o avião. Não vamos subestimar o poder de ficar olhando a paisagem. Ao mesmo tempo acho que o ser humano tem uma tendência a preguiça e acabaria usando o teletransporte até para comprar pão na esquina. Isso se não pedir para o padeiro colocar o pão na cabine.

#prontofilosofei

E vocês, usariam o teletransporte?

27.8.11

+Filmes

O Planeta dos Macacos - A Origem

Assisti o primeiro Planeta dos Macacos (de 1968) na sessão da tarde, na época que a Globo exibia filmes bons nesse horário. Lembro que todos os adolescentes desocupados da escola assistiram o filme e foi assunto por uma semana na sala de aula. Esse filme tem um dos melhores finais WTF? do cinema.

Para quem não sabe a história, o astronauta Taylor (um Charlton Heston bonitão) e seus amigos, depois de viagem quase-velocidade-da-luz que não dá muito certo, caem (teoricamente no ano 3mil e alguma coisa) num planeta que a princípio parece inóspito, mas aos poucos vão descobrindo vida. Primeiro humanos primitivos que roubam suas roupas e depois gorilas que andam a cavalo. Aí ele descobre que os macacos é que mandam no planeta, os gorilas cuidam da segurança, os orangotangos da política e os chimpanzés são os intelectuais e cientistas, e os humanos, que não falam, são escravos e objetos de pesquisa. O Taylor é capturado fica mudo um tempo mas a chimpanzé Zira se interessa quando ele mostra que sabe escrever. Zira e seu namorado Cornelius se convencem que Taylor é inteligente mas o Dr. Zaius quer castrá-lo para não correr o risco dele reproduzir essa inteligência. Depois de muita briga, um julgamento, discussão, politicagem, os macacos resolvem mandar o Taylor para a zona proíbida e lá ele fica sabendo que antes dos macacos haviam humanos com inteligência avançada naquele planeta, mas é só depois, num passeio a cavalo pela praia com sua nova amiga, que Taylor realmente descobre onde está.

O que esse filme não explica é como os macacos se desenvolveram. No máximo insinua uma guerra nuclear que acabou com tudo e daí novas formas surgiram, ou houve mutações.

Esse filme rendeu 3 sequências (não muito boas), uma série de tv, e até uma versão brasileira num programa de comédia.

Em 2001 o Tim Burton fez outra versão do Planeta dos Macacos com o Mark Whalberg no papel do astronauta. A história é parecida com o primeiro, mas, apesar dos efeitos ótimos e de um vilão muito bom, o General Thade (Tim Roth), não rendeu tanta especulação quanto o primeiro. No fim desse o astronauta volta para um planeta Terra (ou em outra dimensão, sei lá) dominado pelos macacos e tendo o General Thade como ídolo. Então, segundo esse filme, os macacos dominaram a terra porque o próprio Mark Whalberg lançou o General Thade no espaço e ele, de alguma forma, virou rei. Vilão bom é assim.

Depois dessa mini-tese sobre os outros Planetas dos Macacos chego ao filme atual que dá sua versão da origem do desenvolvimento dos macacos e porque os humanos foram quase devastados.

Então fui ver par saber qual era. (É como Guerra nas Estrelas: a gente assiste os três primeiros filmes que o Geroge Lucas lançou depois para explicar o surgimento do Darth Vader, mesmo sabendo que nenhum vai superar O Império Contra-Ataca, outro filme com um excelente final WTF?) #momentonerd

Nesse filme da origem, o James Franco faz um cientista em busca de um virus que pode alterar genéticamente o cérebro para que pacientes com Alzheimer possam ser curados. Os testes são feitos em símios, com alguns resultados, mas a chimpanzé que estava sendo testada tem um surto e as pesquisas são suspensas. Acontece que ela estava grávida e deixou um filhote fofinho (e genéticamente alterado). O James Franco começa a cuidar do macaquinho e quando vê que ele é mais inteligente concluí que o tal vírus desenvolvido passou de mãe para filho. O James Franco decide testar a droga em seu pai, e ele melhora quase que instanâneamente. Passado alguns anos, o Cesar (o macaquinho) já sabe a linguagem dos sinais e é um quase um rapaz adolescente, e como todo teen, ele tem os hormônios latentes. E ao ver o seu "avô" sendo ameaçado ataca o vizinho.

A polícia leva o Cesar para o controle de animais e lá ele fica. No começo é como ser o nerd no high school, mas ele é inteligente, logo domina o pedaço, e organiza a macacada (sem trocadilho).

A essa altura o James Franco já descobriu que o tal virus funciona nos símios mas nem tanto nos humanos e aí já viram né? Esse filme tem vearias referências ao primeiro de 1968.

Os outro filmes usavam muita maquiagem e alguns efeitos especias. Os macacos do primeiro filme andam totalmente eretos. Esse filme da origem foi todo feito com efeitos especias e teve o Andy Serkis (o Golum do Senhor do Anéis e o King Kong) como o Cesar. As expressões faciais são impressionantes.

Ver macacos nos zoologico não impressiona muito, eles só ficam de sacanagem o dia inteiro, mas quando estive na Africa e vi babuínos na estrada correndo e pulando em cima dos carros, das mesas de picnic e tal, são ágeis e fortes, deu medo (imagina os gorilas?). Cientistas, deixem os macacos em paz!

A Tia Helo não ia gostar nem um pouco de ver a zona que os humanos e os macacos fazem. Uns 357 "Ai, Jesus!" para o bando.


Crazy, Stupid, Love

Eu sou fã do Steve Carell, e do Ryan Gosling. Ok, da Julianne Moore também. Achei o trailer desse filme divertido e fui ver.

Acho que tentaram fazer uma coisa tipo Love Actually, com várias histórias de amor interligadas, mas não funcionou. E tinha bem menos personagens que o filme inglês.

O Steve Carell e a Julianne Moore fazem um casal em crise, bem, ela está em crise e pede um divórcio. Para ele estava tudo ok, mas ela diz que dormiu com um colega de trabalho e ele sai de casa. No processo o Steve Carell conhece o Ryan Gosling que é um pegador profissional e decide ensinar o o Steve a voltar a ser interessante. Essa parte do filme é boa e rende ótimas piadas ("Você é o Steve Jobs para estar usando esse tenis?"). Eu gostei quando o Steve Carell apareceu todo confiante, mas logo depois ele voltou a ser o bobalhão que ele é na maioria dos outros filmes, o eterno virgem de 40 anos (e eu gosto desse filme). No mais é só muita confusão e nenhum dos relacionamentos é explorado direito. Poderia ser interessante, mas não é.

Preguiça até de falar desse filme. É daqueles que o trailer é melhor que o filme inteiro.

A Tia Helo iria gostar o Ryan Gosling "photoshopado", mas iria dormir no resto do filme. Nem 17 "Ai, Jesus!" para esse filme.

26.8.11

Conversas iPodianas (22)

E hoje o shuffle do iPod estava de olho no relógio:

- 4 minutes - Madonna
- Keep You Head - Ting Tings (ten minutes to go...)
- Viernes 3 AM - Paralamas Do Sucesso
- This Time Tomorrow - The Kinks
- Midnight Show - The Killers
- Man Of The Hour - Pearl Jam

tic tac tic tac....

16.8.11

+Filmes

Super 8

Se você cresceu na década de 80, ou viu Goonies, Contatos Imediatos e E.T., ou assitiu Lost até o fim, ou é fã do Spielberg e do J.J. Abrams, ou acha que pode voltar a gosta de disco music (inside joke) corre para o cinema que esse filme é para você.

Pura diversão. Um grupos de garotos estão fazendo um filme em super 8 (porque a história se passa ali no fim dos anos 70, início dos 80) e, enquanto eles filmam uma cena, acontece um acidente de trem (espetacular). Voa vagão para todos os lados, muitas explosões e um mistério que abala a cidadezinha. Claro que tem o bom e velho conflito de pais e filhos (ou não seria um filme do J.J.), a amizade dos meninos e o primeiro amor.

Eu gostei. E fica para ver as letrinhas passando que vale a pena.

A Tia Helo diria, pelo menos, 417 "Ai, Jesus!" para Super 8.

Ah! Se você é fã de Friday Night Lights vai que o Coach Taylor também esta no filme.


A Árvore da Vida

O Terrence Malick dirigiu poucos filmes e faz um a cada 6 anos (ou mais). O último filme que vi dele foi Além da Linha Vermelha e gostei. O Terrence Malick conta suas histórias através de imagens, frases soltas e feeling. O trailer desse A Árvore da Vida é uma coisa linda, então não podia deixar de ver o filme.

É sobre nascimento e morte, relações familiares, crescimento, a vida, o universo e tudo mais.

Então, eu resumiria o filme assim: momento Big Bang, momento Discovery Channel, momento Jurassic Park, momento família e momento Lost.

Eu gostei das imagens, para mim foi um slideshow de 2 horas com fotos fantásticas, uma coisa linda. Dito isso, não veria esse filme uma segunda vez. #prontofalei

A Tia Helo, num momento Douglas Adams, diria 42 "Ai, Jesus!" para esse filme.



Midnight In Paris

Fazia tempo que o Woody Allen não fazia um filme tão bom. O último que vi (You Will Meet a Tall Dark Stranger) só me arrancou 3 risadas e muita vergonha alheia.

Felizmente, Meia Noite em Paris é uma delícia. E logo no começo já mostra a cidade com todo seu esplendor, é quase um city tour na tela do cinema. No filme, o Owen Wilson faz o Woody Allen da vez. Ele é Gil ,um escritor americano passeando em Paris com a noiva e os futuros sogros. Entre vistas a museus e lojas de móveis, Gil fica um pouco entediado, ainda mais que tem o chato Paul (Michael Sheen) querendo a atenção de todos, inclusive da noiva. Uma noite, depois de um jantar chatinho, a noiva quer dançar, mas Gil só quer andar de volta para o hotel. No meio do caminho ele para na escada de uma igreja e a meia noite para um carro e o chama.

O carro leva Gil para uma festa na Paris dos anos 20, década que o escritor acha que teria sido a mais produtiva ever. Ali na festa ele conhece F. Scott e Zelda Fizgerald, Cole Porter e outros. Depois vão para um bar onde ele conhece ninguém menos que Earnest Hemingway. Daí para frente é um festival de Picasso, Dalí, Gertrude Stein, etc. E assim ele vai passando as noites em Paris, fugindo da noiva e indo se divertir com a galera dos anos 20. No apê da Gertrude ele conhece Adriana, uma espécie de groupie de pintores da época. Eles paqueram e debatem qual década é a melhor.

Não tenho nostalgia por nenhuma década que vivi, muito menos por uma que não vivi, mas reconheço que certos acontecimentos poderiam ter sido interessantes presenciar (ou não).

Acho que a Tia Helo deveria ser nostalgica de alguma época, provavelmente os anos dourados da Tijuca. Ela diria 219 "Ai, Jesus!" para o filme, muitos deles para a beleza de Paris.


14.8.11

Momento TOC: Top 10 momentos musicais em filmes

Essa semana vi Almost Famous pela décima vez e resolvi fazer uma lista de 10 momentos musicais em filmes que eu acho bacana. Não são filmes musicais, mas filmes que tem aquela cena musical que você gostaria de fazer parte, ou já fez com os amigos, ou até sozinha em casa. Então vamos a elas:

O filme não é lá essa coisas, mas nesse momento o Ben Affleck está deixando a noiva Liv Tyler para uma missão no espaço e canta, desafinado mas bonitinho, esse clássico para ela e os amigos ajudam.


Esse filme é sobre um cara que volta a cidade e reencontra os amigos. Aí no bar rola esse momento amizade, todos já beberam o suficiente para cantar um clássico dos estádios de baseball. Até a Uma Thurman entra no clima.


É um filme sobre uma competição de karaokê, sei lá. Confesso que não gostei desse filme, mas essa cena da Gwenyth com o Huey Lewis (pai e filha no filme) é muito legal. Diz se não dá vontade de pegar o microfone e cantar junto (ou de pedir essa música no próximo karaokê)?


Um clássico do Elton John que ninguém acerta a letra, e uma ótima batida. Aí adiciona muito uísque, duas pessoas animadas e um bar lotado. Fala a verdade, você já pensou em subir no balcão do bar e cantar né?


Um momento íntimo. A Julie Delpy com o violão cantando essa música para o Ethan Hawke é uma das coisas mais bonitas do cinema. Melhor que isso só quando ela diz "Baby, you're gonna miss that plane" e ele responde "I know".


O Tom Cruise ficou famoso com essa cena. Entediado em casa, colocou o volume do som no máximo, tirou as calças e foi cantar e dançar pela casa. Quem nunca?


No restaurante seu melhor amigo resolve cantar uma música para você e todo mundo acompanha. Eu não ia achar ruim se estivesse no restaurante e presenciasse essa cena. A Julia Roberts devia estar louca par cantar junto. Vamos lá bater palmas junto com o Rupert Everett.


E cantar no carro com os amigos? Classico. Acho que depois desse filme não tem uma vez que eu escute essa música que eu não balance a cabeça metaleiro-style (e ainda faço bateria imaginária). Party time! Excellent!


Momento que me fez fazer essa lista. Então o guitarrista da banda fez besteira e todo mundo entra no ônibus meio para baixo, aí entra o Elton John (olha ele aí outra vez!) na rádio, todos cantam juntos e tudo melhora. Toda viagem de ônibus deveria tem um momento assim.


Ok, dificilmente isso aconteceria, mas confesso que toda vez que vejo a parada de 7 de setembro eu torço para alguém começar a cantar essa música. Um momento clássico da década de 80 e da sessão da tarde. Shake it up, baby, twist and shout!



BONUS tracks:

- I Will Survive em The Replacements O primeiro porque é um time de futebol americano na cadeia cantando e dançando (e tem o Keanu Reeves).




E duas sugestões nos cometários:

-You've Lost That Lovin' Feeling em Top Gun - Tom Cruise (mais uma vez) and friends mostrando como se conquista uma mulher. (muito bem lembrado pelo Ricardo)
- I Can't Take My Eyes Off You em 10 Things I Hate Abou You - Heath Ledger no momento high school fofo, também mostrando como se conquista a menina. (valeu J. Francisco!)

5.8.11

Book Report: The Tenant at Wildfell Hall - Anne Brontë

Já li Emily e já li Charlotte. Estava faltando ler um dos livros da irmã Brontë mais nova: Anne.

Anne escreveu dois livros: Agnes Grey, que foi lançado junto com Wuthering Heights, da irmã Emily, e esse The Tenant at Wildfell Hall. Escolhi esse porque já tinha lido Jane Eyre e não queria outra história de uma governanta.

Anne não tem a eloquência de Charlotte, nem a paixão de Emily, mas a seu favor tem um detalhismo impressionante, e, das três, é a que melhor observou e traduziu a sociedade da época. Enquanto Emily se prende no amor de Heathcliff pela chatinha da Cathy e Charlotte no mimimi entre Jane e o Mr. Rochester, Anne trata de assuntos mais realistas como alcoolismo e casamentos desfeitos. Ela é mais dura com seus personagens e seus leitores.

(Spoilers from now on)

O livro conta a história da Sra. Graham que aluga Wildfell Hall e passa a morar lá com seu filho Arthur. A Sr. Graham é jovem, bonita e misteriosa, atiçando a curiosidade dos vizinhos, e despertando o interesse do jovem Gilbert.

Os vizinhos passam o tempo especulando o que a Sra. Graham faz da vida e qual a sua relação com o Sr. Lawrence, um solteiro requisitado na região, especialmente pelas jovens fofoqueiras. Acontece que o Gilbert está acima de tudo isso e vai conquistando a Sra. Graham pelo garotinho Arthur até que ficam amigos. A Sra. Graham, Helen, para os íntimos, vê que o Gilbert está arrastando um muro de pedras por ela e decide por fim a essa paixonite. Diz para ele encontrá-la no morrinho que ela vai contar seu segredo. Gilbert não vai porque acha que descobriu que ela tem um caso com o Sr. Lawrence, mas Helen o entrega seu diário assim mesmo.

A partir daí conhecemos toda a história de Helen. Quando ela tinha 18 anos sua tia queria que ela se casasse com um tiozinho rico da região, mas Helen queria um jovem bonitão: Arthur Huntingdon. A tia disse que o tal Huntingdon não era bom partido, mas Helen se achando super esperta acabou aceitando o pedido dele e se casou.

Com o tempo Helen começou a desconfiar que seu maridinho Arthur gostava mesmo era de uma boa festa, e ele passava meses em Londres com os amigos (dizia que não a levava porque ela exigia muita atenção, e Helen o questionava). E quando não estava em Londres ele chama os amigos para sua casa no campo. E tome vinho, muito vinho. Além disso tudo, ainda tinha a amiga falsa Annabelle que dava em cima do Arthur, mesmo casada com um amigo dele. A gota d'água, ou de vinho, para Helen não foi quando ela descobriu o caso de seu marido (ela até aceitou e decidiu que viveriam na mesma casa sem convivência), foi quando ela viu que seu filho poderia também se tornar alcoolatra já que o pai oferecia vinho para o menino de 5 anos. (Segundo o livro, parece que isso na época era super comum)

Helen, então, pega seu filho, abandona o marido e vai viver escondida em Wildfell Hall, perto de seu irmão Sr. Lawrence (Oh!). Para ganhar dinheiro ela pinta paisagens e manda vender em Londres. Gente, pausa. Vocês sabem o escandalo que era uma mulher abandonar o marido em plena era vitoriana?? Em um momento ela bate a porta na cara do marido.

Depois que o Gilbert lê todo o babado ele vai se desculpar com a Helen, e ela diz que está indo embora. Ele jura amor eterno, mas ela, mulher calejada pela vida, diz que em 6 meses, se ele ainda estiver interessado, ele pode escrever uma carta que ela irá responder.

Gilbert fica sabendo que ela voltou para cuidar do marido doente (porque ela era uma alma caridosa, aham claudia, senta lá), ainda sofre um certo bullying do alcoolatra, mas fica até a morte dele. Os tais 6 meses passam e Gilbert, muito orgulhoso, não escreve, e ainda passa um ano e ele não escreve.

As amigas fofoqueiras contam para Gilbert que a Sra. Graham está de casamento marcado com o Sr. Hargraves (um vizinho dela e irmão de uma amiga que ficava cortejando quando ela era casada, mas ela não gostava dele não). Gilbert se desespera e vai atrás do prejuízo. Chegando no lugar onde estava Helen, ele descobre que quem casou foi o Sr. Lawrence e que Helen ainda estava livre, leve, solta e muito rica. Eles se encontram, ele faz charminho dizendo que ela é rica e não vai querer nada com ele, e ela diz que quer sim, mas que só vai casar dali um ano (porque não bastou ele esperar esse tempo todo, claro).

(fim dos Spoilers)

O livro é escrito em duas formas, primeiro é o Gilbert escrevendo uma carta para um amigo, no meio temos o diário de Helen, e no final algumas cartas que ela escreveu para o Sr. Lawrence.

Eu gostei, achei muito interessante, ainda mais sabendo a história das irmãs Brontë (elas tinham um irmão alcoolatra que teve um caso com uma mulher casada). Em muitos momentos os detalhes excessivos me cansavam, mas não atrapalharam.

Tanto a Helen de Anne, quanto a Jane de Charlotte são mulheres fortes, decididas, quase modernas. Emily não foi capaz de criar uma personagem tão forte, vide a chaaaata da Cathy, mas ainda acho que o Heathcliff dela o melhor de todos. Rock Star. #prontofalei

28.7.11

Pico do Cabugi



A vegetação da BR 304 entre Mossoró e Natal é rasteira e o único morrinho, que se destaca no meio da estrada é o Pico do Cabugi. Já passei por essa estrada várias vezes e todas as vezes eu quis subir o tal morrinho.




Só que para subir o morrinho não é só parar o carro e sair andando. Primeiro tem que ser num horário em que o sol não esteja matando, depois não é tão fácil quanto parece, já teve gente que morreu tentando.



Quando meus amigos geólogos, e malucos, chamaram para ir essa semana eu disse: topo! Peguei um ônibus e fui para essa aventura no sertão. Os encontrei em Lajes, uma das cidades perto do Pico do Cabugi, e passamos a noite lá para no dia seguinte aventurar no Pico. (Também dá para ir de Natal, mas tem que sair de madrugada)

A briga pelo Pico do Cabugi era entre Lajes e Angicos, mas hoje o Pico pertence mesmo ao Rio Grande do Norte e fica dentro de um parque estadual.

Então acordamos cedo e as 6 da manhã já estavamos com o nosso guia Leandro na entrada da trilha.




O Pico do Cabugi (que em tupi-guarani signifca "peito de moça") tem 400 metros de altura e é um vulcão extinto.


A primeira parte da subida é entre a vegetação rasteira, com muitos cactus, plantas com espinhos, mas não é uma trilha difícil. Quando chega na base do Pico é que eu tive a primeira surpresa. Da estrada eu sempre achei que a parte sem vegetação do Pico fosse uma rocha inteira, mas não, são VÁRIAS rochas médias e pequenas formando o Pico. E estão todas soltas.




Por isso é bom ter um guia, ele sabe por onde escalar. Sim, escalar, já que tem subir uma boa parte feito aranha. Não aconselho para quem tem medo de altura. O perigo das pedras rolarem existe, mas com cuidado e orientação foi tranquilo.



A subida não é direto ao topo, em um ponto temos que começar uma trilha em espiral para chegar lá. Acontece que nessa trilha (também de pedras) passamos por abelhas e um vento MUITO forte.


fauna local


Chegando lá em cima o esforço todo vale a pena! A vista é fantástica!







A descida pelas pedras também é emocionante, até achei que seria mais difícil, felizmente não foi. Aconselho levar luvas para a escalada nas pedras. #ficaadica



Para subir levamos 1hora e 50 minutos e para descer também (só que paramos mais na descida). O nosso guia Leandro (ótimo!) faz parte dos Trilheiros da Caatinga, uma associação local de Lajes que organiza essas trilhas pela região. Se alguém também quiser se aventurar pode entrar em contato com eles (trilheirosdacaatinga@gmail.com).

Depois desse esforço todo, me senti naquele filme do Hugh Grant: "The Englishman Who Went Up a Hill and Came Down a Mountain". Eu subi o morrinho, mas desci uma montanha.



Pico do Cabugi, de morrinho a montanha.

19.7.11

Blogagem coletiva: Umas Com Tanto, Outras Com Nada

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava "viu-tá-visto". Aí a conversa evoluiu e decidiram fazer também uma segunda lista - com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim, a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.


Então, entrei de gaiata nessa blogagem coletiva, porque gosto de viajar, dar pitaco, e fazer listas. Tem muita gente bacana na blogagem, viajantes experientes, não deixem de conferir os blogs na lista no fim desse post.

Fazer uma lista dos lugares que voltaria sempre foi fácil, difícil foi reduzir a 5. A do "viu-tá-visto" já foi um pouco mais complicada porque acho que quase todos os lugares merecem uma segunda chance, mas fiz a minha lista na linha do "a primeira impressão é a que fica".

Top 5 Quero mais!



Já escrevi sobre Londres algumas vezes aqui no blog. Adoro. É uma cidade que, mesmo sendo tradicional, está sempre atual. Até quem mora lá (como Adriana e a Heloisa, também nessa blogagem) está sempre descobrindo coisas novas na cidade. Qualquer passagem por lá vale a pena, a experiência vai sempre ser diferente. London, baby. Para voltar muitas vezes.




É a cidade do momento. Berlim é uma cidade unificada há pouco mais de 20 anos, é como se fosse uma cidade nova ainda crescendo, uma grande parte da história recente está lá, e muita da antiga nos museus maravilhosos. Eu adoro a street art de Berlim, e isso está sempre mudando. Os berlinenses são autênticos, e como disse a minha amiga que esteve lá recentemente, é a melhor cidade da Europa para fazer people watching.



Já morei e hoje só visito, mas vou pelo menos uma vez por ano. O Rio tem muitas opções e, apesar dos problemas, a visita sempre vale a pena, seja no carnaval, no inverno gostoso, para correr a meia maratona, para passear na ciclovia, para visitar os fortes, passear nos museus, andar nas trilhas, só sentar na praia ou no boteco local e tomar um chope.


4) Australia


Sabe aquele viagem que você sempre quis fazer? Então, para mim foi a Australia. E adorei. Fiquei 6 semanas rodando de ônibus e ainda assim não fui ao Uluru, nem a Perth, nem a Darwin e nem a Tasmânia. E o leitinho de lá é especial. Volto sim.



Tenho certeza que muitas pessoas vão colocar NY na lista, e com razão a cidade é incrível, mas eu prefiro San Francisco. É uma cidade bonita, na beira da baía, com casas vitorianas, restaurantes bons, é boa para andar de bicicleta (apesar das ladeiras), tem transporte público, museus, natureza, e tem um ar de liberdade.




Top 5 Já vi, obrigada.

1) Veneza
É bonita? Sim, muito. É interessante? É. Fato: quem nunca foi deve ir (e logo, que pelo jeito a cidade anda tão cheia de turistas que qualquer hora dessas vão cobrar uma taxa de permanência - e com razão). Acontece que acho Veneza overrated. Já fui e já vi, obrigada.

2) Lago de Sanabria (Espanha)
Ok, sei que quase ninguém sabe onde fica esse lugar. Paramos lá no meio de uma viagem da França para Portugal, iamos entregar o carro em Vigo e alguém (não vou entregar quem foi) sugeriu que dormissemos no lago, já que estava numa lista de lugares interessantes na Espanha (oi?). Então, o lago nem é tão bonito assim, a cidadezinha na beira não tem nada e o hotel que ficamos tinha um senho que dizia "NO" para tudo. Não volto.

Eu adorei o Vietnam, a comida então...uma delícia. Certamente voltaria lá (adorei Hoi An), até toparia conhecer Saigon, que dizem ser mais louca que Hanói. Foi interessante conhecer Hanói, mas foi uma confusão só para mim, e muita poluição. Vi, tá visto.

4) Manaus
Quando voltei do hotel dentro da floresta amazônica, passei um dia inteiro na cidade. Vi o teatro, o mercado e o encontro das águas. A floresta eu voltaria, mas a cidade não preciso voltar né?

5) Detroit
Sinceramente, não sei o que dizer sobre Detroit. Tem alguns museus, tem uma ilha bonita, o downtown é abandonado, tem um lago enorme, é perto da cidade onde fica o museu Ford, zero transporte público, e só. Já fui e não tenho intenção de voltar.


Passo a bola para os outros blogs da blogagem coletiva (e uma lista de ótimos blogs de viagem):

17.7.11

Domingo esportivo


- A final do mundial de futebol feminino foi hoje. EUA x Japão. Sim, o EUA ganhou o jogo contra o Brasil, mencionado no post anterior, nos penaltis e foi um jogo muito bom; e depois venceram as francesas por 3x1. As japonesas chegaram na final derrotando a Alemanha e depois a poderosa Suécia, também por 3x1. As japonesas correm muito, o jogo é rápido, mas as americanas não são bicampeãs mundiais a toa, o jogo foi difícil, foi até a prorrogação, com o Japão empatando em 2x2 no final. E nos penaltis as americanas erraram 3 e as japonesas venceram. Japonesas campeãs mundiais!


- Copa América: ontem teve um jogão entre Argentina e Uruguai. O Tevez perdeu o penalti no fim e a Celeste venceu, esse time do Uruguai é muito bom. Depois do Argentina x Uruguai, dificilmente outro jogo seria melhor. E não foi. O Brasil jogou contra o Paraguai. Preguiça dessa seleção. #prontofalei. Ainda mais que eu estava alternando entre esse e o feminino, e as mulheres corriam mais. Zero a zero no tempo normal, e na prorrogação teve briga mas não teve gol. Nos penaltis o Brasil ERROU 4 cobranças e o Paraguai foi para a semifinal.


- O melhor do dia foi ver o meu amigo Bella jogando a final do mundial de vôlei de praia em Moscou. Bella e seu parceiro Heuscher fizeram a semifinal contra os americanos Rogers (também sou fã) e Dalhausser para chegar na final contra Emanuel e Alison. Perderam para os brasileiros no tie break, bem no finalzinho, poderiam ter ganho, quem sabe na próxima. Ainda assim, segundo lugar é muito bom! Com esse resultado eles já estão praticamente classificados para as Olimpíadas de Londres.
O Bella é baiano, mas já mora na Suíça há 7 anos, se naturalizou, e há dois joga pelo país. Aviso logo que a minha torcida é deles e das amigas Juliana/Larissa no feminino (que também ficaram em segundo nesse mundial). Aliás só o Bella e o Federer para me fazer torcer pela Suíça.

Na última vez que encontrei o Bella disse para ele se classificar para as Olimpíadas que nos veríamos em Londres. Ok, agora vou ter que comprar a passagem.

bella e heuscher (foto da fivb)

7.7.11

Copa do Mundo


De futebol feminino.

Não tenho talento nenhum para jogar futebol, nem como goleira, mas gosto de ver e de torcer.

A primeira vez que vi um jogo oficial feminino foi nas Olimpíadas de Sydney. Quando fui comprar ingressos já tinha poucos disponíveis, mas a disputa da medalha de bronze e de ouro do futebol feminino tinha. E o Brasil disputou o bronze contra a Alemanha.

Cheguei no estádio com um amigo inglês e sentamos perto de alguns australianos animados. Com 10 minutos de jogo eu pude ver que seria muito melhor do eu esperava. O Brasil perdeu, mas foi um jogo emocionante. Melhor ainda foi a final entre EUA e Noruega, e as norueguesas venceram. O que eu posso dizer do futebol feminino é que ele é mais corrido, tem menos catimba, menos drama, menos frescura. Elas driblam, chutam forte, chutam de fora da área, passam mais a bola, ou seja, tudo que os homens fazem e um pouco mais.

A Copa do Mundo de Futebol Feminino começou a ser disputada na China em 1991. De lá para cá as americanas venceram 2 vezes, as alemãs idem, e as norueguesas uma vez.

Então, semana passada começou a 6ª Copa do Mundo de Futebol Feminino na Alemanha. Poucas pessoas sabem disso porque todo mundo (jornais e tvs) só fala da Copa América.

Só falam do Neymar, Pato, Ganso, etc, who cares? Quando lembram do futebol feminino só falam da Marta, e ela é genial, mas não joga sozinha, o Brasil tem muitas jogadoras boas (Rosana, Cristiane, Formiga).

Nessa Copa a seleção brasileira já ganhou três jogos, fez 7 gols, e saiu em primeiro lugar no grupo. O próximo adversário, nas quartas-de-final, é os EUA, que perdeu ontem para Suécia, e o jogo é eliminatório.

O jogo é domingo, dia 10, 12:30.

O Brasil já enfrentou os EUA 23 vezes ao longo dos anos, as americanas venceram 19 vezes e empataram 2. Ok, a estatística não é favorável, mas garanto que o jogo vai ser bom.


3.7.11

Domingo Corrido (6)



A Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar completou 10 anos, e só não corri uma, em 2005, porque estava morando no Rio.





Dessa vez nossa equipe era quase a mesma do ano passado, só duas mudanças, e foi tudo tranquilo. Não melhoramos o tempo, inclusive fizemos 8 minutos a mais, 4 horas e 19 minutos (nossos melhores corredores não estavam treinando), mas todos terminaram bem, até o meu primo Gorovsky, é a segunda vez que ele participa.







Essa corrida é muito boa, tem sempre muita gente e é animada. A única reclamação que eu tenho é do kit de corrida. Nos últimos anos foi diminuindo consideravelmente e nesse décimo ano só deram a camisa. Nem UMA barra de cereal. #prontoreclamei






E nesses dez anos eu melhorei na organização da equipe e nos videos (só falta melhorar o tempo de corrida). Então aqui está o video desse ano vou ficar devendo esse video, vamos ver se o youtube aceita.

UPDATE: Video no ar.




Para os outros domingos corridos é só clicar (1), (2), (3), (4), (5).

29.6.11

Book Report: One Day - David Nicholls

Dexter e Emma. Em e Dex. Dex e Em. Frequentaram a mesma universidade em Edimburgo, mas só se conheceram mesmo no dia da formatura. Passaram a noite juntos, não transaram, mas beijaram um pouco e conversaram muito. No dia seguinte, um 15 de julho, concluiram (não juntos, cada um na sua cabeça) que não queriam se separar naquele momento e decidiram (juntos) que seriam amigos.

Cada capítulo do livro é um 15 de julho na vida de Dex e Em, durante 19 anos. As vezes nesse dia eles estão jantando, fofocando, viajando juntos, e as vezes eles estão separados, cada um na sua, mas sempre com alguma ligação entre os dois, nem que seja um pensamento.

Emma sempre teve uma quedinha pelo Dexter, e ele, como todo galinhão, só queria festa, mas sempre foi dependente da Emma, mesmo sem se dar conta. É sobre o desenvolvimento de uma relação, de amizade e amor, com seus altos e baixos, com todas as tristezas e alegrias, sucessos e o fundo do poço ocasional. Também é sobre os pequenos grandes momentos que mudam a vida.

É daqueles livros que não dá para largar, mas ao mesmo tempo você não quer ler rápido demais. Dex e Em são tão reais que tenho certeza que conheço os dois.

Esse livro me foi sugerido pela Amazon, e foi um dos primeiros livros que comprei para o Kindle. Logo depois li esse ótimo post sobre o livro e descobri que o filme vai ser lançado em agosto. Tratei de ler logo.

Agora mal posso esperar pelo filme.

27.6.11

Lembra?

(ou Entre Kebabs e Tortas, como sugeriram)

Os amigos queridos se reuniram para comemorar o meu aniversário num restaurante de comida turca. Até ganhei um kebab de aniversário para cantar o parabéns.




O kebab estava gostoso, a conversa melhor ainda, mas, o momento da noite foi quando um dos amigos foi contar uma história, olhou para sua esposa, e disse: "Lembra do MEU casamento?".

Oi?

Todos puxam o lençol até os olhos. #insidejoke

15.6.11

Cartagena



Da Costa Rica voltamos para Colombia e nossa proxima parada: Cartagena.

Eu li O Amor Nos Tempos do Colera (e outros livros do Gabriel Garcia Marquez), mas, na verdade, toda vez que alguem fala Cartagena eu so lembro de Tudo Por Uma Esmeralda, classico da sessao da tarde com Michael Douglas e Kathleen Turner.


A cidade eh colonial, fundada em 1533 e logo se tornou o lugar favorito de piratas do caribe (nao resisti). Por isso os espanhois decidiram construir a muralha. Ainda assim foi atacada por Ingleses. Em 1811 Caratgena ficou independente da Espanha.

E tambem eh preservada, fofa, romantica, lindinha, charmosa, e por ai vai.





O romance esta no ar em todos os lugares aqui, e tem muitos casamentos acontecendo na cidade.



O unico porem eh que, nessa epoca, a cidade eh uma sauna a ceu aberto. O calor era tanto que nos so saimos de manha cedo ate a hora do almoco e depois so no por do sol. Fazia tempo que eu nao suava tanto. E eu moro no Ceara. Ate decidi rever meus conceitos e passei a gostar de ar condicionado. #prontoconfessei



Nos nem fomos fazer o tal passeio pelas ilhas Rosario porque ninguem quis encarar uma lanchinha com outras 30 pessoas para ficar numa barraca de praia com vendedores nesse sol quente.





Nos nem fomos para fora da parte murada da cidade onde tem predios novos e hoteis resorts. So vimos de longe, de cima da muralha. Afinal, o que importa mesmo esta dentro da muralha.





A cidade tem muitos restaurantes, lojinhas (inclusive, muitas de esmeraldas), alguns museus, hoteis boutique e muitos turistas. Para comer indico o Mila, para cafe da manha (com champagne), almoco e os doces sao incriveis (e o ar condicionado geladinho). A sorveteria Paradiso vale uma parada a cada hora, para refrescar.



Confesso que achava que ia ser uma cidade muito mais badalada, mas no fim de semana estava super tranquila e na segunda-feira vimos um pouco mais de movimento.