27.9.11

Bali (3) Batur e Jatiluwhi

com nuvem no topo


O Monte Batur eh um vulcao ativo no centro de Bali, e o lago de Batur eh o maior da ilha. A primeira erupcao documentada do vulcao foi em 1804 e a ultima em 2000. Um dos passeio eh fazer um trekking ate o topo do vulcao e ver o sol nascer.

ainda escuro


Entao, levantei as 2 da madrugada e fui com um casal de canadenses e o guia ate o pe do vulcao (40km de Ubud). Chegando la conhecemos o guia local que nos deu lanternas e uma comidinha para comecar a escalada, as 4 da manha, junto com os outros grupos. O guia local nem precisa de lanterna, ele vai andando no escuro, sem olhar para o chao, incrivel! Eu precisei de muita luz para ver onde pisava. Nao eh uma caminhada dificil, mas eh cansativa na subida, que eh ingreme, e um pouco perigosa porque tem muita areia e cascalho para escorregar. Escalar a noite eh bom para quem tem medo de altura, voce olha para baixo e nao ve nada.



Uma hora e meia depois chegamos no alto ainda escuro, ja com um pouco de luz no horizonte, e frio. Os guias preparam o cafe da manha enquando ficamos admirando o fantastico nascer do sol.



com plateia








Depois com o sol esquentando fomos ver a cratera do vulcao. Para mim foi um pouco decepcionante porque eh so um buraco cheio de pedras com uma fumacinha saindo do lado. Nada como a cratera do Poas, na Costa Rica.

claro que tem macacos no topo do vulcao


A descida exige um pouco mais de atencao  para nao escorregar, mas eh mais rapida. E logo estava de volta a Ubud.

Dormi uma horinha para descansar e fomos para Jatiluwhi ver os campos de arroz que sao patrimonio da UNESCO. De Ubud para Jatiluwhi sao 50km e duas horas de carro, o caminho eh bonito.


No meio do caminho paramos numa fazendinha de cafe para experimentar o famoso cafe Luwak, aquele do bichinho que seleciona e come os melhores grãos, faz coco e torram as sementes encontradas nas fezes (depois de limpar claro). Eu não tomo cafe, mas o Nick gostou.



Os campos de arroz de Jatiluwhi sao espetaculares! Parece um ballet de terracos verdinhos. 








E para terminar o dia, um templo dentro do lago.


26.9.11

Bali (2) Ubud

De Nusa Dua fomos para Ubud, no centro da ilha de Bali. A distancia entre as duas eh de 48km, mas leva duas horas para chegar devido as estradas estreitas e transito lento.

Para se locomover em Bali, a melhor maneira, e barata, eh contratar um motorista por algumas horas e rodar a ilha. Voce pode ate alugar um carro, mas a sinalizacao nao eh boa, o transito eh um pouco caotico (mas nada como Hanoi), e voce vai perder boa parte da vista, que eh o melhor, alem de se confundir nas estradas pequenas. Outra opcao eh alugar uma moto/lambreta e fazer como os locais. So vi 3 pessoas andando de bicicleta.

mulheres fazendo oferendas


Existe um sistema de transporte publico com onibus novos, com ar condicionado, que deve rodar entre os principais locais da ilha. Os pontos de onibus sao elevados e todos tem um painel de energia solar que alimenta o painel eletronico que informa qual onibus vem. Moderno.

Por outro lado, tem poucos postos de gasolina na ilha, mas os locais compram gasolina vendida em garrafas de vodka que ficam em stands de madeira na porta das biroskas na beira da estrada. Pratico.

posto de gasolina


Em Bali da para ficar em um lugar e fazer passeios diarios para conhecer outras areas, mas tambem eh bom mudar de "casa" e sentir o clima diferente de cada local.

No meio do caminho havia um templo.





Eu achava que Ubud seria uma vila com alguns restaurantes e pousadas, mas me enganei. Eh uma cidadezinha com 2 ruas principais lotadas de lojinhas legais e muitos restaurantes. Tem ate uma Starbucks. A cidade eh arborizada e o clima aqui mais fresquinho, uma delicia.

ruazinha

atravessando a rua em Ubud

cortejo funebre em downtown Ubud

Durante o dia a cidade fica cheia de turistas que vem fazer day trips pela area, a noite as ruas ficam mais tranquilas. Tem um mercado local, o artesanato eh incrivel, e varios templos, obvio.

estatua do palacio, vestida

detalhes

O melhor de Ubud (e de Bali) eh a massagem. Aqui se paga 12 reais por uma hora de massagem balinesa. Morri.

25.9.11

Bali (1) Nusa Dua e Uluwatu

templo no penhasco

Bali eh uma das ilhas do extenso arquipelogo da Indonesia, e unico lugar do pais que nao tem maioria mulcumana. Em Bali flui o hinduismo e budismo.

Bali tambem eh um destino turistico e muito bem preparada para tal. A quantidade de turistas que chega a ilha eh gigantesca, ate na baixa temporada, e Bali oferece opcoes para todos os gostos.

Os balineses sao doces, sorridentes, prestativos e de uma calma sem igual.

Nos comecamos por Nusa Dua, na parte sul da ilha, onde estao os hoteis resorts, com suas estruturas grandes. Eh um atras do outro na beira da praia com uma rua, cheia de lojas e restaurantes, passando atras. A praia de Nusa Dua (especificamente Benoa) nao eh muito interessante, eh um porto onde ficam ancorados os barcos que levam passeios nas ilhas. O grande barato aqui eh jiboiar na estrutura de praia do hotel, uma delicia, e fazer uma massagem, obvio.

nusa dua - benoa


A distancia entre os pontos em Bali eh curta, mas se leva muito tempo para chegar. As estradas sao estreitas e o numero de carros e motos nao permite velocidades elevadas.

De Nusa Dua fomos ver o por do sol em Uluwatu, uma praia de surfistas que tem um templo no alto de um penhasco. O mar eh lindo, mas o templo em si nao eh muito interessante e os macacos que ficam por la perturbam muito (um deles tentou, sem sucesso, roubar meu chinelo).

macacos se fazendo de fofos, mas cuidado!


mar fantastico


No templo tem um teatro montado para apresentacao de uma danca local com um coral de 70 homens fazendo o fundo musical.





A danca eh bacana, o glee club balinense diverte com seus sons guturais, mas espetacular mesmo foi o por do sol.


A noite jantamos na praia de Jimbaram, outra parte da ilha que tambem tem alguns hoteis resort e uma parte so com restaurantes de frutos do mar. Esses restaurantes sao todos padronizados com mesas na areia e servem basicamente a mesma coisa: peixe, camarao, lagosta, ostra, tudo fresco e grelhado na hora. Confesso que nessa praia tive um pouco de Praia do Futuro feelings, um pouco mais organizada, claro, com velinhas nas mesas e sem vento.

23.9.11

Perth em 50 minutos



Saimos da Africa a caminho de Bali e fizemos um pit stop em Perth, na Australia, para dormir. Tive 50 minutos de manha para andar pela Hay Street, uma das ruas principais de downtown Perth.



As 8:30 da manha: algumas lojas estavam abrindo, outras ainda fechadas, as pessoas estavam se encaminhando para o trabalho e todos os cafes abertos e cheios dando a rua um cheiro de pao fresquinho.

muitos ciclistas em perth

A Hay Street  bem no centro da cidade eh uma rua de pedestres so com lojas um open mall.

hay street

A cidade tem poucos predios altos, e acho que estao ali so para conferir o status de cidade grande porque espaco tem de sobra.




Eh uma cidade silenciosa, nada faz barulho: nem os carros, nem os onibus, nem as pessoas.

rua perpendicular a hay street

Falando em onibus, existem 3 linhas gratis, as CAT, que rodam o centro da cidade.

teatro

Eh tudo certinho, limpo e organizado. Os australianos de Perth estao num ritmo baiano, todos muito calmos, fazem valer a expressao "no worries".


Esses foram meus 50 minutos em Perth, mas volto aqui e conto mais depois.

21.9.11

Devil’s Pool – Zambia


No dia que andei nas pedras sobre as cataratas do lado da Zambia nao cheguei ate a Devil’s Pool, entao fui do jeito mais facil: de barco.



O barquinho sai do chiquerrimo Royal Livingstone Hotel, e  vai ate a Livingstone Island, anda-se 300m ate a beira onde tem que nadar ate uma pedra. 

royal livinstone hotel

ilha e a fumaca das cataratas

Tem que saber nadar bem, porque, apesar de raso, a correnteza eh muito forte e qualquer falta de atencao: babau, cachoeira abaixo (so tem uma cordinha para voce segurar, just in case). E eh dessa pedra que se pula  na Devil’s Pool. Isso mesmo: PULA numa piscina pequena na beira do precipicio. E assim que voce mergulha a correnteza logo te leva para a beira. Ainda bem que tem um amigo la para nao deixar voce passar da beira.

piscininha


pulei.

Dai para frente eh so festa: te seguram para olhar a cachoeira de cima (EMOCAO!), o nativo faz um salto mortal de costas da tal pedra deixando todo mundo tenso, e voce ve os outros pulando de 2 em 2 ate o momento de voltar para um cafe da manha na ilha.


olha o pessoal na piscina

Gostamos tanto do hotel que fomos ate la tomar o High Tea, cha da tarde ingles. Coisa fina. Muitos sanduichinhos, quiches, doces e chas variados. E logo depois fomos esperar mais um por do sol espetacular na beira do Rio Zambezi.




E quando eu achava que nao veria mais nenhum animal, me aparece uma zebra. Adoro.

ate a proxima!

19.9.11

Victoria Falls - Zimbabwe


Pegamos um taxi em Livingstone e fomos ate a fronteira. Atravessamos os 1.5km entre a Zambia e o Zimbabwe a pe, inclusive na ponte (de 1908) sobre o canyon.  



Do lado do Zimbabwe fica  a cidade de Victoria Falls, base de muitos turistas que vao ver as cataratas e fazer safaris. Nossa primeira parada foi o Victoria Falls Hotel, um hotel  colonial, de 1903, bonito, classico, da quase para ver os ingleses do inicio do seculo passado se divertindo nos saloes. Tivemos um otimo almoco.

victoria falls hotel
 dr. livingstone, I presume.
vista do hotel
Do hotel fomos ao mercado de artesanato local, que sao casas pequenas so com mulheres vendendo. Os homens ficam num mercado alternativo do lado de fora.


Do mercado era uma caminhada curta ate o parque para ver as cataratas. Do lado do Zimbabwe se ve as Victoria Falls de frente. O parque eh mais verde porque as cachoeiras tem mais volume, sobe mais fumaca e esta sempre molhado. Dai o nome que os nativos deram: Mosi O Tunya, que significa Smoke that Thunders. Desse lado da para ver mais arcoiris. Eh muito bonito.

claro que do lado do zimbabwe tambem tem uma estatua do dr. livingstone 




animais no parque


Ate vimos algumas pessoas se aventurando na Devil’s Pool.

na beira da cachoeira

Na volta a Zambia tivemos mais um por do sol vermelho e elefantes atravessando a rua.