Saímos de Moscou para São Petersburgo de trem, mas não sem tentar decifrar o painel de partida dos trens na estacão do Lenin. A viagem de trem eh agradável, tranquila, e demora 4 horas e meia. Chegamos na estacão central de São Petersburgo e fomos andando ate o hotel, passando pela rua mais movimentada da cidade: Nevskiy Prospekt.
estacao de trem
kd sao petersburgo?
do interior
para a agitacao da cidade
São Petersburgo eh bem diferente de Moscou, eh uma cidade mais europeia, com prédios baixos, fachadas coloridas em tons pasteis e nada de concreto aparente. Eh um pouco mais confusa que a capital, inclusive o transito eh mais intenso, mas aqui tem muito mais gente andando nas ruas e curtindo os parques.
A cidade eh cortada pelo Rio Neva e desse rio derivam vários canais que só contribuem para o charme da cidade.
A historia da cidade começou quando o Czar Pedro,o grande, um homem viajado e muito culto, quis um pedaço de praia para a Russia e foi negociar com os Suecos. Os vikings disseram não, rolou uma guerra, o Pedro venceu e em 1703 construiu sua cidade na entrada do Golfo da Finlândia. Em 1712 a cidade se tornou a capital da Russia ate a revolução de 1917 quando voltou a ser Moscou.
Durante os anos de USSR a cidade ficou conhecida como Leningrado, e aqui aconteceu um dos momentos mais terríveis da Segunda Guerra: o Cerco a Leningrado.
Com o fim da Uniao Sovietica a cidade voltou a ser São Petersburgo, e assim como Moscou, eh possivel ver as mudancas que vem acontecendo. Muitos jovens nas ruas, carros novos, iPhones, iPads, rock n' roll, turistas de todos os cantos do mundo, a cidade não para.
Depois de largar as malas no hotel, ainda com muita luz do dia (aqui so anoitece depois das 23:00) fomos ver a Igreja Do Sangue Derramado. A igreja foi construida no local onde o Czar Alexandre II foi assassinado (jogaram 2 bombas na comitiva), e o irmão mais velho do Lenin fazia parte do grupo assassino (e foi mandado para a Sibéria). A parte exterior eh bonita com aqueles bulbos coloridos e dourados. O interior da igreja eh totalmente revestido de mosaicos super detalhados, uma coisa linda.
Um pouco antes de vir nessa viagem, terminei de ler "Criança 44", a historia do livro se passa na USSR stalinista. Era sobre um agente da MGB (uma pre-KGB) que perseguia um serial killer (coisa que os comunistas não acreditavam existir na USSR, serial killer eh coisa de capitalista). Esse livro descreve bem desde a fome que o povo que morava nos campos passou (que chegaram a comer gente), nos anos 1930 ate a tensão que as pessoas viviam, sempre desconfiadas e com medo do governo (e dos vizinhos) nos anos 1950. Também descreve a diferença de classes (sim, existia) entre os funcionários do governo e o resto do povo (os funcionários do governo podiam comprar em lojas especiais e não dividiam moradia com outras famílias). Então, o agente do livro trabalhava no temido prédio da Praca Loubianka, onde quem não era funcionário entrava para não sair mais. Esse prédio, que depois foi a sede da KGB, devia ter os porões mais temidos do mundo. Claro que fui la ver.
praça loubianka e os temidos poroes
Depois um passeio pela rua Stoleshnikov, uma rua de pedestres com lojas de marcas caras e suas vitrines bonitas. Alias, essas lojas estão espalhadas por toda cidade quem anda por Moscou acha que tem muito milionário fazendo compras.
domingo as lojas fecham
Descemos ate a rua Varvarka onde ainda existem alguns palacetes, inclusive o que morava a família Romanov antes deles se mudarem para o Kremlin. Tem também uma casa que o Ivan, o terrível, deu para os Ingleses na época em que faziam muitos negócios.
outra igrejinha
palacete dos ingleses
Entre chuva e sol, chegamos outra vez a Praca Vermelha e a catedral de sorvete. Para fugir da chuva entramos no Gum, o shopping (onde tambem tem as lojas de marcas caras). Dessa vez entrei no supermercado mais chique que ja vi, com candelabros, piso de marmore e prateleiras de madeira.
eh linda mesmo
os corredores do Gum
kd a secao da vodka?
Eu adorei as avenidas largas de Moscou, fiquei imaginando para que tanto espaco se não havia tantos carros quando foram construídas. Poderia ter sido só para os ônibus, ou para as paradas militares, ou para levar os misseis para dentro da Praça Vermelha, ou para circulação de tanques. O fato eh que hoje passam muitos carros importados, e novos, nessas avenidas (nao vi nenhum Lada). Para atravessar tem varias passagens subterraneas ao longo das avenidas, nada de esperar o sinal fechar (e muitas vezes nem tem a opcao de atravessar por cima). Eh so procurar o bonequinho descendo a escada. O único porem eh que não tem uma em cada esquina, se perder uma, a próxima pode ser só em 300 metros.
entra aqui e sai ali
Gostei de Moscou, são pouco mais de 20 anos de mudanças e os russos estão se adaptando (alguns ate bem rápido). Acho que mais ninguém tem medo dos porões da Loubianka (sera?). Tenho certeza que ainda tem muitas outras coisas para ver, quem sabe numa próxima vez.
Os comunistas não acreditavam em religião e transformaram as igrejas em depósitos, estacionamentos e outra coisas úteis. O Stalin dinamitou uma das maiores catedrais de Moscou (que era simbolo do czarismo) para construir uma piscina pública, afinal o povo precisava mesmo era se exercitar (na verdade queriam construir um palácio soviético, mas faltou grana) Com o fim do regime socialista e o renascimento do cristianismo ortodoxo na Russia, decidiram reconstruir a Catedral do Cristo Salvador e em 1997 os moscovitas perderam uma piscina e ganharam mais uma igreja. Os russos são muito religiosos, as igrejas estão sempre cheias, e imagino que as tiazinhas tradicionais com lenço na cabeça que gostam de cantar lá dentro devem ter ficado super felizes.
A catedral eh enorme, toda em mármore, com 5 bulbos dourados e por dentro eh cheia de detalhes.
Da igreja fomos para um dos passeios mais conhecidos de Moscou: uma volta no metro. O metro de Moscou eh fantástico, foi inaugurado em 1935, são 305km em varias linhas interligando a cidade inteira, e tem aquelas estacoes belíssimas que o Stalin mandou construir para que o povo se sentisse importante. Como transporte publico eh muito eficiente (e barato, um ticket custou 28 rublos ou 1 dólar), os trens passam a cada 2 minutos. Achei que seria complicado, mas com o meu método de decorar as palavras em russo, junto com olhar no mapa do metro e contar as estacoes ate a que queria descer, e fazer uma mimica para pedir o ticket, conseguimos nos virar. Na verdade o metro eh muito bem sinalizado, as placas tem as cores das linhas e na plataforma tem outra placa indicando a direção que o trem vai com os nomes das próximas estacoes. Ajuda ter um mapa com os nomes das estacoes nos 2 alfabetos, assim quando a próxima estacão eh anunciada você sabe onde esta. As estacoes mais artísticas (Komsomolskaya =Комсомольская, Novoslobdskaya = Новослободская , Belorusskaya = Белорусская) estao na linha 5, a marrom, que eh circular. Era sábado, o metro estava cheio, mas são todos educados e nada de empurra-empurra.
o ticket
estacão komsmolskaya (1935)
detalhe do teto
estação arbatskaya por fora (de 1935)
Nosso passeio de metro terminou na Arbatskaya (Арбатская), perto da rua Arbat, uma rua de pedestres no centro histórico de Moscou, e que estava animada num sábado a tarde. No seculo 18 era considerado pela nobreza um dos melhores lugares para morar. Em 1960 construíram a Nova Arbat, uma avenida larga com prédios de concreto enormes, e a antiga virou rua de pedestres. Hoje eh uma rua comercial com muitas lojas, cafes, lojas de souvenires, artistas de rua, alguns prédios antigos e a casa onde o Pushkin passou alua de mel.
rua arbat
casa do pushkin
ministério das relações exteriores, uma daquelas atrocidades construídas para impressionar (da para ver da rua arbat)
Antes de vir para Russia tinha lido em vários blogs que as coisas aqui poderiam ser um pouco confusas. Um amigo, que já tinha vindo, ate me alertou que eu ia precisar dar algumas cotoveladas ate chegar no agente da imigração. Então vim para cá preparada para empurrar se fosse preciso, mas para minha surpresa foi tudo muito tranquilo e organizado. Tinha uma fila organizada na imigração, o motorista estava nos esperando na saída, e chegamos no hotel passeando por uma Moscou tranquila as 6 da manha.
Eh verdade que poucos russos em Moscou falam inglês, não são de sorrir, mas são sempre muito prestativos e ajudam. Os mais velhos parecem estar dando bronca, mas eh só o jeitinho deles.
Moscou eh uma cidade grande, com avenidas largas, muita gente, muito transito, mas eh silenciosa e limpa.
Começamos pela Praca Vermelha (красная площадь = Krasnaïa Plochtchad) e o Kremlin (кремль). A praça eh enorme com o muro do Kremlin de um lado, a catedral colorida (Catedral de São Basílio) no fundo, o Gum (гум) do outro lado e o museu de historia completando a area exclusiva de pedestres.
na entrada da praca
uma das torres do kremlin
O Gum (гум)eh o prédio que era loja de departamentos do Estado, mas hoje eh um shopping luxuoso com 3 andares de galerias que tem muita luz natural vindo dos vitrais do telhado.
o gum
A Catedral de Sao Basílio eh realmente muito bonita e impressiona. Construída pelo Ivan, o terrível, dizem que ele mandou furar os olhos cegar dos construtores para que não repetissem o feito. Uma pena, o mundo seria mais animado com obras tao coloridas. E depois de ficar olhando essas cúpulas coloridas a minha vontade era de tomar um sorvete ou comer balas. (acho que os russos estão perdendo uma oportunidade em não colocar uma sorveteria ali)
O Kremlin (кремль)eh a fortaleza que contem a sede do governo, com predios oficiais, a Camara de Armas (onde estao os tesouros dos czares) e muitas igrejas (outra catedral) com seus bulbos dourados.
E para terminar o passeio no primeiro dia, fomos a area dos teatros (Teatralnaia) onde fica o Bolshoi.
o predio do bolshoi
Uma das coisas que faz a orientação pela cidade um pouco complicada eh que o nome das ruas estão todos no alfabeto cirílico. Ajuda decorar o que cada letra significa no alfabeto romano ( o C eh S, o Иeh I, e por ai vai), mas bom mesmo eh ter um mapa com os nomes das ruas nos 2 alfabetos.
essa eh a Rua Blochaia Nikitskaia
Também desenvolvi um método que eh tentar decorar o nome lendo o alfabeto cirílico como se fosse romano, então, na minha cabeça, a rua ficou Boabwar Hikitcha. Facilita procurar as placas, e eh muito útil no metro.
Muitas das ligações que acontecem entre mim e o Ney são sobre músicas. Analisamos muitas delas até ele chegar no trabalho. Ele me pediu para analisar essa música no blog, e pedido de leitor é sempre atendido.
O Elton John era um dos cantores favoritos da Tia Helo (junto com o Freddy Mercury), e sempre tem espaço aqui no blog. Inclusive fomos (eu e as 2 sobrinhas da Tia Helo) a um show dele em 2009 e foi ótimo!
Reginald Kenneth Dwight, agora Sir Elton Hercules John para os íntimos, é um artista fantástico. Senta no banquinho e domina o piano como poucos, além de uma voz maravilhosa. Ele está em produção há mais de 40 anos, são muitas músicas! Ainda vai aparecer outras vezes nessa seção do blog.
Elton John escreveu a maioria de seus sucessos com Bernie Taupin, um letrista fabuloso. Os dois responderam a um anúncio para novos talentos de uma revista especializada na Inglaterra e desde então se tornaram colaboradores: Elton faz a música e Bernie a letra. As primeiras músicas que fizeram juntos foram pelo correio.
Em 1974 Elton John tocou com John Lennon no que seria sua última apresentação ao vivo, no Madison Square Garden em NY. Elton John e John Lennon não eram apenas colegas e conterrâneos, eram amigos e compadres. Elton é padrinho de Sean Lennon, filho de John e Yoko.
O John Lennon morreu em 1980, mas Empty Garden só foi lançada em 1982 quando Elton tocou no MSG com Yoko e Sean do lado do piano. Elton John não gosta muito de cantar essa música, sempre o entristece, claro, mas quando se apresenta no MSG ele inclui na set list. O garden da música também é uma referência ao Madison Square Garden, onde Elton e John tocaram juntos e para Elton foi um dos momentos mais incríveis da sua vida. Bernie sabia disso e incluiu nessa letra triste e belíssima.
What happened here
As the New York sunset disappeared
I found an empty garden among the flagstones there
Who lived here
It must have been a gardner that cared a lot
Who weeded out the tears and grew a good crop
And now it all looks strange
It's funny how one insect can damage so much grain
O John Lennon foi assassinado por Mark David Chapman quando estava chegando na porta de seu apartamento de frente para o Central Park. Acho que por isso, e pelo fato do Madison Square Garden citado acima, Bernie Taupin escolheu a metáfora do jardim e jardineiro. Então, a noite cai em NY e Elton encontra um jardim vazio no meio das lajes (das pedras na calçada). E quem morava ali? Um jardineiro que se importava muito, que se livrava das lágrimas e cultivou boas safras. Aí ficou tudo estranho, e aqui uma das melhores frases da música: um inseto pode arruinar tantos grãos. Aposto que não era intenção do assassino Mark D. Chapman ser chamado de inseto.
And what's it for
This little empty garden by the brownstone door
and in the cracks along the sidewalk nothing grows no more
Who lived here
It must have been a gardner that cared a lot
Who weeded out the tears and grew a good crop
And we are so amazed
We're crippled and we're dazed
A gardner like that one, no one can replace
E agora o que fazer com esse jardim vazio na porta do prédio? (Brownstone é o material da fachada do Dakota, o prédio onde morava o John Lennon) E nada mais cresce nas rachaduras da calçada. KD o jardineiro bacana que morava aqui?? Que nos deixava maravilhados (boquiabertos) e agora estamos aleijados e atordoados.
And I've been knocking, but no one answers
And I've been knocking most of the day
Oh and I've been calling, oh hey hey Johnny
Can't you come out to play
Refrão. A batida desesperada na porta, o dia inteiro, mas ninguém atende. "Johnny! Johnny! KD você?? Vem brincar!". Sabendo da amizade dos dois músicos, chamar para brincar é poético.
And through their tears
Some say he farmed his best in younger years
But he'd have said that roots grow stronger if only he could hear
Who lived here
It must have been a gardner that cared a lot
Who weeded out the tears and grew a good crop
Now we pray for rain
And with every drop that falls
We hear, we hear you name
E aqui ele fala das pessoas que mesmo chorando a morte do John Lennon, diziam que ele foi melhor (músico) quando era mais jovem, ou seja, na época dos Beatles, mas que o John discordaria, as raizes ficam mais fortes. KD o jardineiro genial?? KD plantas bonitas e colheita abundante? Agora pedimos chuva, e com cada pingo que cai se escuta o nome do Johnny.
And I've been knocking...
Refrão mais uma vez.
Johnny can't you come out to play in your empty garden.
Johnny você não pode vir brincar no seu jardim vazio?
Peguem os lencinhos e vamos chamar o Johnny junto com Sir Elton John.
Algumas séries acabaram, outras foram canceladas, algumas foram renovadas e a maioria continua. Vamos ao que aconteceu nessa última temporada.
House. Everybody Dies. Esse foi o título do último episódio da série que começou com Everybody Lies. O Hugh Laurie fez um episódio especial muito bom sobre a produção de House, nem sempre nos damos conta de quanta gente faz uma série de tv e do trabalho que é. No fim Dr. House teve seu fim Sherlock Holmes style (não foi uma grande surpresa já que o médico é baseado no detetive que por sua vez é baseado num médico amigo do Sir Arthur Conan Doyle. Quem leu os livros ou viu a 2a temporada da série inglesa sabe do que estou falando). Saudades do médico ranzinza e genial.
The Good Wife. Outra excelente temporada, nunca imaginei que veria a Alicia ao lado do Peter em outra campanha, ainda mais quando o motivo era só para irritar o personagem do Matthew Perry (ótimo!). O momento com o Will aconteceu, durou pouco e acabou. Será que eles voltam? Cary voltou para a firma e a Kalinda está esperando o marido sentada numa cadeira com uma arma. TENSO. Espero que na próxima temporada tenha mais Michael J Fox, Matthew Perry e a advogada com 100 filhos.
Fringe. Vimos mais dos 2 mundos e tivemos uma olhadinha num futuro dominado pelos carecas. Peter voltou depois de ter sumido no fim da temporada passada, os mundos tinham pequenas diferenças quando ele voltou (afinal ele nunca tinha existido) e na próxima temporada vamos ver como o mundo vai parar no futuro apocalíptico dos observadores.
Community. Continua a melhor série comédia da temporada. Teve o episódio das realidades alternativas, o do documentário de guerra, o apocalypse now, e o 8-bit fofo. Genial. Pena que o criador da série saiu e tenho minhas dúvidas que a série vai continuar boa na próxima temporada.
30Rock. A temporada foi muito engraçada, a próxima é a última e acho que Liz Lemon vai nos divertir muito.
Parks & Recreation. A temporada foi sobre a eleição da Leslie e ela conseguiu, com muitas risadas no meio do caminho e o Ron Swanson continua sendo a melhor coisa dessa série.
Grey's Anatomy. teve uma excelente temporada até o último episódio. Aliás foi um como-estragar-uma-temporada-no-fim. Poderia ter terminado no penúltimo episódio, ou não ter tido mais uma tragédia absurda. Não sei se vejo a próxima temporada.
Hawaii 5-0. Finalmente sabemos quem é a tal Shelbourne. Ufa! A temporada toda foi ótima, mesmo com o McGarrett indo para rehab e ficando alguns episódios fora. A paisagem no Hawaii continua espetacular e a química do Steve e Danno a melhor da tv.
Desperate Housewives. Chegou ao fim as histórias, dramas, suspenses e fofocas das donas de casa de Wisteria Lane. Uma temporada onde a Bree foi quase presa, (SPOILER) o Mike morreu, Lynette conseguiu o que queria, Gaby ficou famosa e descobrimos que a melhor dona de casa da rua era a Sra. Mcklusky.
The Vampire Diaries. Guilty pleasure. Essa série não para de surpreender. É que nem Av. Brasil, cada episódio é um fim de temporada e o fim dessa foi muito bom. Mudou tudo na pequena Mystic Falls e Elena vai voltar diferente (se é que vocês me entendem).
Criminal Minds teve uma temporada boa com vários serial killers esquisitos (qual não é?) e no fim a JJ se casou e a Prentiss vai sair do BAU. Vamos ver se vem alguém novo para o grupo.
Once Upon A Time. Muitos contos de fadas desvendados, da Branca de Neve até o Pinóquio, e no fim a Regina, Rainha Má e Prefeita da cidade, quase perdeu o poder, mas pela nuvem roxa que estava vindo a próxima temporada vai ser animada.
Smash. O musical sobre a Marilyn Monroe ficou interessante, tem músicas boas, a série se perdeu um pouco no meio, mas eu gosto do diretor canalha e foi renovada. Então vamos ver se o musical chega a Broadway.
Revenge. Melhor novelão da temproada. Até dizem que a trama de Av. Brasil foi kibada dessa série, mas tem muitas diferenças. É muita canastrice junta e exatamente por isso é boa.
Hart of Dixie. Outra guilty pleasure. Uma série fofa, quase como Gilmore Girls, tem uma cidade pequena que adora festivais. Assisto só para ver o Wade (e os minutos finais do último episódio valeram a pena!).
Homeland. A primeira temporadaacabou ano passado, mas foi a melhor nova série da temporada. Assistam. Que venha a segunda temporada!
New Girl é a comédia fofa da vez. Acho divertida, e eles inventaram um drinking game.
Awake. Foi cancelada. Uma pena, eu estava gostando do vai vem na cabeça do Detetive Britton, sem saber qual mundo era real e qual era sonho.
Alcatraz foi cancelada justamente, era muito ruim. Não aguentei 3 episódios de Touch. Desisti de Glee (até as música pioraram), The Office e The Big Bang Theory (série nerd mesmo é Community, aposto que até o Sheldon assiste).
Mad Men está excelente, como sempre, ainda faltam 2 episódios para terminar. Depois volto com um post sobre Don Draper, Game of Thrones e The Killing.
Das novas que estrearam: gostei da esquisita Girls, não ri muito com Veep, e Scandal tem uma protagonista chatérrima, mas o resto me deixou curiosa.
A Thea deixou um comentário sugerindo analisar essa música, e pedido de leitora (e leitor) é sempre atendido.
Os Backstreet Boys vem de uma longa série de boy bands que começou com os Beatles e os Monkees. Boy bands são, obviamente, conjuntos musicais só de rapazes, geralmente formados com integrantes escolhidos a dedo por executivos da música (ou alguém acha que 5 rapazes vão se juntar espontaneamente para cantar e dançar?). Coisas que definem mesmo as boy bands são as roupas iguais, os passos de dança e, principalmente, as fãs gritando histericamente. Se você for a um show de uma boy band não vai conseguir escutar música nenhuma. Os Beatles, apesar de não ser uma banda arquitetada por executivos, foram os pioneiros em deixar as meninas loucas e deixaram de ser uma boy band para ser só uma banda de rock quando abandonaram os ternos (e cabelos) iguais e pararam de fazer shows. De lá para cá, cada geração tem pelo menos uma boy band e a lista é grande: nos anos 1970 tinha Jackson 5, 1980 trouxe Menudo e New Edition, mas é a década de 1990 a campeã até agora com N'Sync, Westlife, Take That, Boys 2 Men, New Kids On the Block e Backstreet Boys, a banda desse post.
Nunca fui fã das boy bands (só dos Beatles), mas confesso que muitas bandas tem músicas boas que fazem você cantar junto e até ensaiar alguns passos de dança. Algumas dessas boy bands nos deram artistas solo bons como: Michael Jackson, Justin Timberlake, Robbie Williams e Ricky Martin.
I Want It That Way foi escrita por dois produtores suecos (faz sentido), a melodia é muito boa, mas a letra é um pouco confusa. Vamos ver o que Kevin, Howie, Brian, Nick e AJ, os garotos da rua de trás, tem a dizer.
Essa música pode significar várias coisas. Essa frase "I want it that way" é muito enigmática. Pode ser uma DR entre um casal e estão brigando para saber quem vai ter a relação do jeito que quer. Opção 2: ela está acabando o namoro e ele não quer. Opção GPS: o casal está no carro brigando para saber qual direção vai. Opção para maiores de 18 anos: esse "that way" é uma posição sexual pouco, hum, convencional (ou não).
You are my fire My one desire Believe me when I say I want it that way
Nem todos os integrantes de uma boy band cantam bem, alguns estão ali só para fazer pose, ou porque dançam bem, mas nessa música todos os BSB (para facilitar) cantam um pedaço.
Começa com o Brian falando em fogo e desejo (quase o Wando) e pede para acreditar quando ele diz que quer daquele jeito.
But we are two worlds apart Can't reach to your heart When you say That I want it that way
Aí o loirinho Nick explica que vivem em mundos separados (ou estão separados por dois mundos), que o coração dela fica longe de alcance quando ela diz que quer daquela maneira. (na primeira estrofe ele quer de um jeito e na segunda ela quer de outro, vamos acompanhar o desenvolvimento) Tell me why Ain't nothing but heartache Tell me why Ain't nothing but a mistake Tell me why I never want to hear you say That I want it that way
O refrão. Me diga por que? Por que???? (eu também quero saber) "Nada além de coração partido e enganos, e não vem me dizer que quer daquele jeito." Gente, que jeito é esse?? I am you fire Your one desire Yes I know it's too late But I want it that way
O da barbicha esquisita, AJ, repete fogo e desejo, sabe que é tarde demais, mas insiste que quer daquele jeito. (aparentemente diferente do jeito do refrão)
Tell me why....
Refrão esfíngico mais uma vez.
Now I can see that we're fallin apart From the way that it used to be No matter the distance I want you to know That deep down inside of me
O mais alto de todos com cara de bombeiro hidráulico (fazível), Kevin, promete uma luz no fim do túnel desse mistério. Estão se separando, está tudo diferente do que era, não importa a distância ele que lá dentro no fundo dele... OI??
You are my fire The one desire You are, you are, you are
O tal do Howie interrompe a revelação para mais fogo e desejo. Onde está esse fogo e desejo todo? No fundo de onde? De quem?
Don't wanna hear you say Ain't nothing but heartache Ain't nothing but a mistake I never wanna hear you say I want it that way Tell me why...
Um segundo refrão, onde eles dizem que não querem saber dela dizer que quer daquele jeito que é tudo um erro, que o deixa com uma dor coração. OU, para provar a minha teoria do GPS, ele está dizendo que nunca mais quer que ela diga para que lado dobrar porque é só erro e ele não quer se perder.
A charada do "that way" continua, mas vamos preparar os dedos indicadores para fazer muito sinal de não e se esbaldar nas jazz hands.
A Tia Cecília quis dar um presente para sua irmã e foi garimpar num mercado inusitado. Nos EUA as pessoas fazem um bazar das suas coisas quando vão se mudar ou quando alguém morre, e, para quem gosta de procurar, pode-se achar peças bonitas.
A Tia Cecília encontrou um quadro que gostou muito. Era um retrato antigo de uma mulher, do século 19. A Tia barganhou, negociou e conseguiu levar a peça (que tinha sido restaurada num museu) para a irmã. Pendurou o quadro na parede e todo mundo gostou.
Alguns meses depois a Tia Cecília estava assistindo tv e viu um programa sobre lugares mal assombrados pelo mundo. Estavam mostrando uma casa na Jamaica que pertenceu a Annie Palmer, também conhecida como The White Whitch of Rose Hall (que fica em Montego Bay).
Por que Annie Palmer era a Bruxa Branca? Ela casou com o rico John Palmer, dono da casa e da plantação de cana. Annie se tornou a senhora do lugar e era temida por todos. (Diz o Wikipedia que ela foi criada no Haiti e dominava o voodoo - ME-DO) Ela deve ter ficado entediada (ou o marido não comparecia) e começou a pegar alguns escravos para serem seus amantes. Acontece que depois que ela cansava de um amante, ele era morto. Se os 3 maridos de Annie morreram de forma suspeita, imagina o que ela fazia com os amantes. Dizem que ela tinha um arsenal de equipamentos de tortura no porão da casa - uma coisa dominatrix. Os escravos se revoltaram, teve uma disputa de quem dominava mais voodoo e ela acabou morrendo.
Muitos anos depois uma família comprou a casa, reformou tudo, mas não conseguiram morar um mês. A Annie não deixou, ficava aparecendo e assombrando as crianças.
A casa foi reformada outra vez para ficar como a original, tem um hotel com campo de golfe na propriedade e, se você for corajoso, pode até dormir na casa assombrada pela Annie.
Tudo isso para dizer que quando foram restaurar a casa encontraram vários artigos nos porões e túneis escondidos. Um desse artigos era um quadro com um retrato que supõe-se que seja da Annie Palmer. Quando a Tia Cecília viu o quadro na tv.....olhou para o seu na parede.....WTF? Viu que só tinha 2 coisas diferentes: a moldura e a posição da mão. Medo, muito medo.
Tia, se a Annie Palmer aparecer aí em Miami diz que mandei um oi.
Escolhi Mamma Mia do ABBA, que não é sobre a mãe de ninguém. Explico. Os suecos do ABBA fizeram sucesso com suas músicas dançantes e letras simples na década de 1970. Como inglês é a segunda língua deles, suas rimas são básicas (coisa que faz os nativos da língua inglesa rir), mas muito eficientes e o mundo inteiro abraçou (tanto que ganharam musical na Broadway e filme). Como nessa época a disco music reinava e tudo tinha que ser animado, até as músicas do ABBA sobre traição são dançantes. Mamma mia é uma expressão italiana que significa "minha mãe", óbvio, mas também é uma interjeição que pode ser "ai caramba!", ou seja, "minha mãe o que estou fazendo?!?". Tem coisas que só a mãe resolve. Ou não.
O ABBA usou essa expressão porque a rima era boa, mas eles sabem que quando precisa de um drama nada melhor que uma mãe italiana. Uma mãe judia também ia bem, mas acho que "minha mãe" em hebraico/ iídiche não deve ter uma sonoridade tão boa.
A minha mãe não é italiana, nem judia, mas gosta do ABBA.
Então vamos a esse hino da mulher de malandro e do homem de piriguete.
I've been cheated by you, since I don't know when But I've made up my mind, it must come to an end Look at me now, will I ever learn? I don't know how But I suddenly lose control There's a fire within my soul Just one look and I can hear a bell ring One more look and I forget everything
São as mulheres que cantam, mas vamos combinar que isso pode acontecer com qualquer um. Então a pessoa da música está chateada porque foi traída, desde sempre, mas tomou uma decisão e vai acabar com essa palhaçada. Aí, gente, ela sabe que não tem jeito, basta uma olhadinha que já pega fogo, escuta sinos, fogos de artífico, o diabo a quatro e esquece todas as traições. Quem nunca?
Mamma mia, here I go again My, my, how can I resist you? Mamma mia, does it show again My, my just how much I've missed you?
Fazer o que né? Vamos apelar para a mãe. Mãezinha, como resistir esse pedaço de mau caminho? Que saudade!
Yes, I've been brokenhearted Blue since the day we parted Why, why did I ever let you go? Mamma mia, now I really know My, my I could never let you go
Claro que a pessoa teve o coração partido, e que está muito triste desde que se separaram. "Por que? Por que te deixei ir??". "Caramba! Agora sei que nunca deveria ter deixado você partir"
I've been angry and sad about the things that you do I can't count all the times that I've told you we're through And when you go, when you slam the door I think you know, that you won't be away too long You know that I'm not that strong Just one look and I can hear a bell ring One more look and I forget everything
Então, o que acontece? A pessoa fica com raiva, diz que quer acabar inúmeras vezes, mas aí é só o outro sair e bater a porta na cara que ela não resiste. Sabe que não é forte o suficiente. E aquela olhadinha fatal que faz esquecer tudo.
Mamma mia, here I go again My, my, how can I resist you? Mamma mia, does it show again My, my just how much I've missed you? Yes, I've been brokenhearted Blue since the day we parted Why, why did I ever let you go?
Mamma mia, even if I say Bye, bye leave me now or never Mamma mia, it's a game we play Bye, bye doesn't mean forever
O refrão repete, mas aí vem uma confissão. É tudo um jogo, faz parte da relação. Me deixe agora ou nunca, não é sério, é para quem gosta de namoro gangorra, iôiô, whatever.
Mamma mia here I go again....
Minha mãe, lá vamos nós outra vez.
Abre o baú, sacode aquela calça boca de sino e vamos cantar e dançar com o ABBA.
e a Meryl Streep (com algumas mudanças na letra, que ficaram ótimas)
Um artista ou banda cria e compõe uma música, grava, e aí vem outro e faz uma versão melhor. As vezes é só uma bateria a mais (ou a menos), ou uma voz mais grave. Acontece. Até os Beatles já fizeram isso algumas vezes, então aqui está o meu Top 10 de melhores que as originais.
10. You Are Always On My Mind versão Pet Shop Boys. A original é de uma cantora chamada Brenda Lee, de 1971, e é country. Willie Nelson regravou, Elvis fez a dele, mas essa versão pop dos Pet Shop Boys é a minha preferida, é animada, é leve, como resistir?
9. Easy versão Faith No More. Lionel Richie canta a original, quando ele era parte dos Commodores. A versão do Faith No More não é muito diferente, mas tem uma guitarra mais crua no meio e, vamos combinar, a voz do Mike Patton é mais gostosa que a do Lionel Richie.
8. Fera Feridaversão Maria Bethânia. Todo mundo sabe que a original é do Roberto Carlos. Eu detesto a voz do Roberto Carlos #prontofalei, então, para mim, qualquer música dele que ele não canta é melhor. Tenho um cd chamado Rei com várias versões cantadas por bandas de rock nacional e gosto de todas, mas essa da Maria Bethania, que foi tema de abertura de novela, tem sentimento.
7. I Will Survive versão Cake. Gosto muito da original disco da Glória Gaynor, é um clássico das pistas de dança, mas o Cake conseguiu fazer essa música ficar tensa, com raiva ("I should have changed my f**king lock"), que devia ser a intenção de quem escreveu, mas na era disco dos anos 1970 tudo tinha que ser animado.
6. Like a Rolling Stone versão The Rolling Stones. A original é do Bob Dylan, e aqui aplico o mesmo príncipio do Roberto Carlos: acho a voz do Bob Dylan um horror. Os Rolling Stones fizeram essa música parecer que era deles desde o início.
4. Immigrant Song versão Trent Reznor e Karen O. Trent Reznor fez essa versão para a abertura do filme "The Girl With The Dragon Tattoo" e eu diria que já te deixa 90% no clima do filme, ficou pesada, moderna, cool. A original é do Led Zeppelin, classic rock n' roll, não é muito diferente, mas gosto mais da atualizada.
3. Twist and Shoutversão The Beatles. Alguém sabe de quem é a original? Pois eu vou dizer: é dos Isley Brothers e tem uma vibe La Bamba. Os Beatles fizeram sua essa canção (como o pessoal dos reality shows de cantores falam "made it your own"), deram aquela batida levanta-multidão-braços-para-cima e o resto é história.
2. Nothing Compares 2 U versão Sinead O'Connor. Garanto que muita gente acha que é originalmente dela, mas não, essa música é do Prince. Bem, era né? Acho que foi o maior sucesso da Sinead, se não foi o único, fez um video incrível com essa música e depois ela pirou na religião.
Bonus: MacArthur Parkversão Donna Summer. A original do Richard Harris é meio deprimente mas essa versão da Donna Summer é um clássico da disco music e tão melhor que a original que, além de dar vontade de dançar, emociona.
Um casal viajou pelo Chile durante 5 semanas, do Deserto do Atacama até a Patagônia. Como bons viajantes, registraram tudo em imagens fantásticas e montaram um video incrível. Não contentes em só mostrar as lindas imagens com uma trilha sonora boa, adicionaram um texto filosófico lido por um ator argentino, Castulo Guerra (ter o sotaque na narração é bacana).
E no final o Futuro pergunta: "Você aproveitou a sua história?"
(Se eu trabalhasse no ministério do turismo do Chile, pagava uma grana para esse casal, porque isso sim é divulgar um país.)
Depois de 2 filmes do Homem de Ferro, 2 do Hulk, um do Capitão America, e um do Thor, finalmente temos essa turminha da pesada pronta para arrumar muita confusão.
O querido Tony Stark (todos querem ser amigos dele) está afiado em seus comentários (Shakespeare no parque, Legolas, etc), o Thor lindão não deixa o martelo cair, o Capitão America sempre fino e educado; a Viúva Negra e o Hawkeye fazem sua parte (muito bem, por sinal); e o Hulk é a melhor surpresa do filme.
Eles se juntam porque o Loki (irmão adotado do Thor que curte umas fantasias de escola de samba) rouba o cubo mágico azul fonte de uma energia poderosa e vai trazer um exército de alienígenas para dominar os humanos e ser rei dessa joça chamada Terra.
O filme tem muitas lutas, efeitos especiais, e algumas entradas memoráveis: Homem de Ferro e seu rock n' roll do AC/DC, Thor e seus raios, e Bruce Banner e sua motocicleta. Com tudo isso, as melhores coisas do filme são os diálogos e a interação dos heróis (inclusive quando estão brigando entre si).
O Hulk desse filme é melhor que o dos outros dois filmes juntos. Acertaram com o Mark Ruffalo como Bruce Banner (e eu gosto do Eric Bana no primeiro filme). Gostaria muito de ver um filme dele com o Tony Stark - diversão garantida.
Claro que para Os Vingadores se juntarem não pode ser um vilão terrestre tem que ser um alien. Aguardamos o próximo.
A Tia Helo diria 832 "Ai, Jesus!" para Os Vingadores, só pela resposta do Tony Stark: "sou gênio, bilionário, playboy e filantropo."