O The Strokes surgiu no fim dos anos 1990 quase entrando em 2000. Depois do grunge, antecipando uma invasão indie (e hipster) que viria a seguir (também o britpop, britrock e glam rock), a banda nova iorquina decidiu mater o som de garagem, mas seus integrantes trocaram as camisas xadrez pelo skinny jeans. O Julian Casablancas tem aquele vocal um pouco sujo que funciona, e a bateria é sempre precisa.
O primeiro sucesso foi a ótima Last Nite, do album Is This It. Depois veio o Room on Fire, que é o meu preferido, um dos melhores albuns com músicas para correr de ponta a ponta (tem a deliciosa 12:51, a batida certa de The End Has No End, e a tensa Reptilia). É do terceiro album, First Impressions Of Earth, que vem a música analisada da vez: You Only Live Once.
Essa música nasceu como I'll Try Anything Once (ótimo nome de música e filosofia de vida), que depois foi parar no lado B do single Heart in a Cage, e ficou famosa na cena da piscina no filme Somewhere da Sofia Coppola. Então, para colocar no album adicionaram a batida, um ritmo mais animado, mudaram a letra (mas a intenção é a mesma), gravaram um clipe bacana e virou You Only Live Once. Gosto das duas letras, mas prefiro a batida mais animada da segunda. A banda criou a operação YOLO na qual convocaram os fãs para pedirem a música nas rádios e assim chegar ao topo das paradas só com um boca a boca. Funcionou.
Some people think they're always right
Others are quiet and uptight
Others, they seem so very nice
Inside they might feel sad and wrong
A primeira impressão que tenho é que essa é uma música sobre briga, ainda mais pelo refrão, mas depois concluí que faz a linha: ah, para que me estressar, a gente só vive uma vez mesmo.
A música já começa com uma analise das pessoas em geral: algumas acham que estão sempre certas, outras são quietas e tensas, algumas parecem legais, mas no fundo talvez se sintam tristes e inadequados. Ou é ele sendo sarcástico com a namorada?
Twenty-nine different attributes
Only seven that you like
Twenty ways to see the world
Twenty ways to start a fight
Ela é uma pessoa que tem vinte e nove qualidades diferentes (29??), mas ele só gosta de sete, ou ele tem as qualidades e ela é exigente? Ele diz que tem vinte formas de ver o mundo e vinte maneiras de começar uma briga. Pelo jeito discordam de muita coisa.
Oh, don't don't don't get out
I can't see the sunshine
I'll be waiting for you baby
'Cause I'm through
Sit me down, shut me up
I'll calm down
And I'll get along with you
O refrão. Então ele diz para ela "Olha, não vai embora, eu não vejo a luz, mas vou te esperar. Cansei. Me senta e me cala (Oi? Como?) que eu fico calmo e aí a gente se entende". Traduzindo: ok, ok a gente briga mas no fim eu calo a boca e tudo dá certo, chega de DR, a vida é curta.
Men don't notice what they got
Women think of that a lot
One thousand ways to please your man
Not even one requires a plan, I know
Aqui é o seguinte: homens não estão nem aí (ou não reparam no que tem) e mulheres pensam demais. Ah, a boa e velha diferença entre os gêneros. Para ele, as mulheres pensam em mil maneiras de satisfazer seus homens, mas que nenhuma precisa de um plano, ou seja, as mulheres não precisam pensar tanto. (agora entendi porque ele pede para a menina calar a boca dele)
And countless odd religions too
It doesn't matter which you choose
One stubborn way to turn your back
I guess I've tried and I refuse
Não sei onde as incontáveis religiões entraram na conversa, acho que é um jeito dele dizer que não importa qual a sua escolha religiosa, são todas estranhas, e formas de se tornar inflexível. Que a vida é curta (afinal, só se vive uma vez) e que não precisa disso. Tentou e recusou, muito bem.
Don't don't don't get out
I can't see the sunshine
Oh, I'll be waiting for you baby
'Cause I'm through
Sit me down, shut me up
I'll calm down
And I'll get along with you
Alright
Shut me up
Shut me up
And I'll get along with you
Mais uma vez o refrão, e ele insiste que ela cale a boca dele que tudo vai ficar bem.
Ah, nada de silêncio, canta aí Julian, porque só se vive uma vez.
17.3.12
10.3.12
Amanhecer parte 1
Depois de ter sobrevivido aos 3 primeiros filmes da saga (??) Crepúsculo, demorei mas vi o penúltimo filme: Amanhecer parte 1. Sim, ainda vão nos torturar com a parte 2.
O primeiro filme não foi ruim, era bobinho, mas até me divertiu. O segundo foi mais dramático, teve uma ótima participação dos Volturi, mas foi nesse que descobrimos que o Vampirinho só iatransar transformar a Bella depois de casar. O terceiro filme foi mais animado, teve flashback, teve guerra entre vampiros e lobos e o Vampirinho teve que aceitar que o Lobinho era muito mais sangue quente.
Então chegamos ao quarto filme dessa saga que parece não ter fim. E esse filme é o PIOR de todos até aqui.
E até achei que um filme que começa com o Lobinho tirando a camisa nos primeiros 5 segundos não poderia ser tão ruim, mas foi péssimo e ele não tira mais a camisa.
A Bella conseguiu se segurar até o dia do casamento porque ela acreditou na propaganda de True Blood e Vampire Diaries que sexo com vampiros é uma coisa do outro mundo. Bella, o seu vampiro brilha como purpurina na luz do sol. Enough said. (Antes do casório a Bella tem um sonho que todos os convidados estão mortos. Acho que isso reflete o desejo do público. Just saying.)
O casamento é tradicional, com uma decoração que tenho certeza será imitada por todas as fãs da série, Bella e Vampirinho declaram seu amor eterno e tal. O Lobinho não foi para cerimônia, mas apareceu no mato para uma dancinha com a noiva. Aí descobrimos que ela vai para a lua de mel ainda humana, que vai tentar transar com o Vampirinho antes de se transformar em vampira. Lobinho faz cara de WTF? e nós também. Bella, você foi ENGANADA. Para que casar se você poderia ter descoberto antes se o Vampirinho é mesmo tudo que a literatura gótica promete? E aquele papo todo de "eu posso te matar com minha força"? Sinto muito, mas o Vampirinho não é o Superman.
Aí eles vem para a lua de mel no Brasil. Primeiro uma passadinha na Lapa para uma roda de samba e depois direto para uma ilha em Angra. (O único ponto positivo desse filme é que colocaram pessoas que realmente falam português.) Finalmente Vampirinho e Bella transam, quebram a cama, ela fica com algumas manchas roxas, mas sobrevive e gosta. Ele é que ficou na dúvida e decide não transar mais até transformá-la. #significa
A Bella fica grávida. Oi? Como assim? É, leitoras e leitores, a Stephanie Meyer sambou de tamancos holandeses na cara do Bram Stoker e criou um bebê híbrido. Se bem que depois de vampiros purpurinados eu espero tudo.
A gravidez é difícil, o bebê só gosta de sangue, a Bella fica moribunda e o Vampirinho faz a única coisa que ele sabe: sofrer. Quem não deixa os outros lobos atacarem o bebê é o Lobinho, que agora vai tentar ser lider da alcatéia. (Gente, os lobos se comunicam telepaticamente!) A neném nasce, a Bella morre no processo, mas o Vampirinho já tinha dado algumas mordidas nela. O Lobinho imprime a bebê, que em outras palavras significa que ele é um pedófilo que se vê no futuro xonado, capaz de tudo pela pequena Renesmee (nome da bebê, Renee + Esmee, prova que a Bella assimilou a cultura brasileira), e assim os outros lobos não podem atacar.
A Bella se transforma em vampira e acorda com os olhos vermelhos, querendo sangue. Fim. Ou quase. Os Volturi aparecem no finalzinho deixando a dica que não vão deixar barato o nascimento de uma híbrida com um nome cafona como Renesmee. Que eles matem todo mundo e o sonho da Bella se torne realidade.
Acho que a Tia Helo nem se daria o trabalho de ver esse filme. Um "Ai, Jesus!" só porque aparece o Corcovado no filme.
O primeiro filme não foi ruim, era bobinho, mas até me divertiu. O segundo foi mais dramático, teve uma ótima participação dos Volturi, mas foi nesse que descobrimos que o Vampirinho só ia
Então chegamos ao quarto filme dessa saga que parece não ter fim. E esse filme é o PIOR de todos até aqui.
E até achei que um filme que começa com o Lobinho tirando a camisa nos primeiros 5 segundos não poderia ser tão ruim, mas foi péssimo e ele não tira mais a camisa.
A Bella conseguiu se segurar até o dia do casamento porque ela acreditou na propaganda de True Blood e Vampire Diaries que sexo com vampiros é uma coisa do outro mundo. Bella, o seu vampiro brilha como purpurina na luz do sol. Enough said. (Antes do casório a Bella tem um sonho que todos os convidados estão mortos. Acho que isso reflete o desejo do público. Just saying.)
O casamento é tradicional, com uma decoração que tenho certeza será imitada por todas as fãs da série, Bella e Vampirinho declaram seu amor eterno e tal. O Lobinho não foi para cerimônia, mas apareceu no mato para uma dancinha com a noiva. Aí descobrimos que ela vai para a lua de mel ainda humana, que vai tentar transar com o Vampirinho antes de se transformar em vampira. Lobinho faz cara de WTF? e nós também. Bella, você foi ENGANADA. Para que casar se você poderia ter descoberto antes se o Vampirinho é mesmo tudo que a literatura gótica promete? E aquele papo todo de "eu posso te matar com minha força"? Sinto muito, mas o Vampirinho não é o Superman.
Aí eles vem para a lua de mel no Brasil. Primeiro uma passadinha na Lapa para uma roda de samba e depois direto para uma ilha em Angra. (O único ponto positivo desse filme é que colocaram pessoas que realmente falam português.) Finalmente Vampirinho e Bella transam, quebram a cama, ela fica com algumas manchas roxas, mas sobrevive e gosta. Ele é que ficou na dúvida e decide não transar mais até transformá-la. #significa
A Bella fica grávida. Oi? Como assim? É, leitoras e leitores, a Stephanie Meyer sambou de tamancos holandeses na cara do Bram Stoker e criou um bebê híbrido. Se bem que depois de vampiros purpurinados eu espero tudo.
A gravidez é difícil, o bebê só gosta de sangue, a Bella fica moribunda e o Vampirinho faz a única coisa que ele sabe: sofrer. Quem não deixa os outros lobos atacarem o bebê é o Lobinho, que agora vai tentar ser lider da alcatéia. (Gente, os lobos se comunicam telepaticamente!) A neném nasce, a Bella morre no processo, mas o Vampirinho já tinha dado algumas mordidas nela. O Lobinho imprime a bebê, que em outras palavras significa que ele é um pedófilo que se vê no futuro xonado, capaz de tudo pela pequena Renesmee (nome da bebê, Renee + Esmee, prova que a Bella assimilou a cultura brasileira), e assim os outros lobos não podem atacar.
A Bella se transforma em vampira e acorda com os olhos vermelhos, querendo sangue. Fim. Ou quase. Os Volturi aparecem no finalzinho deixando a dica que não vão deixar barato o nascimento de uma híbrida com um nome cafona como Renesmee. Que eles matem todo mundo e o sonho da Bella se torne realidade.
Acho que a Tia Helo nem se daria o trabalho de ver esse filme. Um "Ai, Jesus!" só porque aparece o Corcovado no filme.
27.2.12
Enquanto isso no supermercado...
Eu estava na seção de frutas tentando abrir um daqueles sacos plásticos que você puxa do rolo. Na verdade eu estava pelejando com o tal saco que não abria de jeito nenhum.
Foi aí que chegou uma senhora simpática e me disse: "Tenho uma dica para você.". Oba! Adoro dicas. "Para abrir esse saquinho basta molhar um pouquinho a ponta dos dedinhos.". Ok.
Procurei a pia, porque não ia lamber os dedos que já tinham passado por quase todas as seções do supermercado, mas estava looooonge. A tiazinha deve ter notado meu desanimo e disse: "Passa a mão no peru que resolve".
*crise de gargalhadas*
Antes que vocês achem que eu estava sendo assediada por uma espécie de travesti da terceira idade, o peru ao qual ela estava se referindo era esse:
That's what she said.
Foi aí que chegou uma senhora simpática e me disse: "Tenho uma dica para você.". Oba! Adoro dicas. "Para abrir esse saquinho basta molhar um pouquinho a ponta dos dedinhos.". Ok.
Procurei a pia, porque não ia lamber os dedos que já tinham passado por quase todas as seções do supermercado, mas estava looooonge. A tiazinha deve ter notado meu desanimo e disse: "Passa a mão no peru que resolve".
*crise de gargalhadas*
Antes que vocês achem que eu estava sendo assediada por uma espécie de travesti da terceira idade, o peru ao qual ela estava se referindo era esse:
congelado no carrinho
That's what she said.
Oscar 2012
Cheguei ao Oscar desse ano com 8 filmes, entre os 9 indicados, assistidos. Yeah! (Só fiquei devendo o Cavalo De Guerra do Spielberg).
O Billy Crystal voltou a ser o apresentador pela 9ª vez. A montagem inicial foi até engraçada (ainda mais quando o George Clooney deu um beijo na boca do Billy Crystal), mas a música que ele cantou foi uma das coisas mais chaaaaatas dos últimos anos na tv. Depois foi uma eternidade de depoimentos e sketches de como ver filmes no cinema é melhor. Se tivesse fast forward eu teria apertado. Até fiquei com saudade do James Franco.
Teve uma apresentação do Cirque Du Soleil, mas isso só indicou que era hora de ir na cozinha.
A Separação ganhou melhor filme estrangeiro, mais do que merecido. Atriz coadjuvante foi para Octavia Spencer, uma das barbadas da noite, gostei mais dela do que da Viola Davis em The Help. The Girl With The Dragon Tattoo ganhou melhor montagem, que foi uma surpresa! Hugo levou vários prêmios técnicos: mixagem de som, edição sonora, fotografia, direção de arte e efeitos especiais. Rango, o camaleão cowboy levou melhor animação, numa categoria que não tinha nem Rio, nem Tin Tin. A música dos Muppets venceu sua única concorrente (a do Rio). Christopher Plummer levou sua estatueta de ator coadjuvante (categoria de vovôs, só com Jonah hill com menos de 50 anos). O Artista levou figurino, trilha sonora, diretor e ator (o Jean Dujardin). Os Decendentes levou roteiro adaptado, infelizmente não foi o Clooney o melhor ator. A tia Meryl levou seu 3º Oscar pela Dama de Ferro. O Woody Allen, que nunca vai a festa, prefere tocar jazz num bar em NY (está certo ele), ganhou roteiro original por Meia Noite em Paris.
No fim, o melhor filme foi O Artista.
No red carpet eu gostei da Octavia Spencer, acho que ela acertou na cor, corte, cabelo, etc. E o George Clooney, claro, era o mais bonito. Ok, o Brad Pitt também estava lindo, só precisava lavar o cabelo. Para mais looks o Rosebud é o Trenó fez um ótimo post. E o Sacha Baron Cohen não deixou de polemizar (ou avacalhar) indo de Ditator, personagem de seu próximo filme, espalhando as cinzas do Kim Jong Il pelo tapete vermelho.
Mais uma vez o Jack Nicholson ficou em casa. Quando é que vão se dar conta que sem ele a coisa fica ainda mais chata?
O Billy Crystal voltou a ser o apresentador pela 9ª vez. A montagem inicial foi até engraçada (ainda mais quando o George Clooney deu um beijo na boca do Billy Crystal), mas a música que ele cantou foi uma das coisas mais chaaaaatas dos últimos anos na tv. Depois foi uma eternidade de depoimentos e sketches de como ver filmes no cinema é melhor. Se tivesse fast forward eu teria apertado. Até fiquei com saudade do James Franco.
Teve uma apresentação do Cirque Du Soleil, mas isso só indicou que era hora de ir na cozinha.
A Separação ganhou melhor filme estrangeiro, mais do que merecido. Atriz coadjuvante foi para Octavia Spencer, uma das barbadas da noite, gostei mais dela do que da Viola Davis em The Help. The Girl With The Dragon Tattoo ganhou melhor montagem, que foi uma surpresa! Hugo levou vários prêmios técnicos: mixagem de som, edição sonora, fotografia, direção de arte e efeitos especiais. Rango, o camaleão cowboy levou melhor animação, numa categoria que não tinha nem Rio, nem Tin Tin. A música dos Muppets venceu sua única concorrente (a do Rio). Christopher Plummer levou sua estatueta de ator coadjuvante (categoria de vovôs, só com Jonah hill com menos de 50 anos). O Artista levou figurino, trilha sonora, diretor e ator (o Jean Dujardin). Os Decendentes levou roteiro adaptado, infelizmente não foi o Clooney o melhor ator. A tia Meryl levou seu 3º Oscar pela Dama de Ferro. O Woody Allen, que nunca vai a festa, prefere tocar jazz num bar em NY (está certo ele), ganhou roteiro original por Meia Noite em Paris.
No fim, o melhor filme foi O Artista.
No red carpet eu gostei da Octavia Spencer, acho que ela acertou na cor, corte, cabelo, etc. E o George Clooney, claro, era o mais bonito. Ok, o Brad Pitt também estava lindo, só precisava lavar o cabelo. Para mais looks o Rosebud é o Trenó fez um ótimo post. E o Sacha Baron Cohen não deixou de polemizar (ou avacalhar) indo de Ditator, personagem de seu próximo filme, espalhando as cinzas do Kim Jong Il pelo tapete vermelho.
Mais uma vez o Jack Nicholson ficou em casa. Quando é que vão se dar conta que sem ele a coisa fica ainda mais chata?
20.2.12
A Invenção de Hugo Cabret
Martin Scorsese, além de amante, é um exímio conhecedor de cinema, e um excelente diretor, óbvio. E, como tal, é dele uma das mais bonitas homenagens ao próprio cinema e seus primeiros artistas e entusiastas.
Acho que a maioria das pessoas associa o Martin Scorsese aos filmes sobre mafiosos, ou violência, ou suspense e as vezes esquecem que sua filmografia é muita mais variada e que ele também é de uma delicadeza incrível.
O Hugo do título é um garotinho que vive nos corredores internos das engenhocas dos relógios da estação de trem de Paris. Ele foi parar lá porque seu pai morreu e seu tio o levou para ficar acertando a hora enquanto tomava um goles nas ruas. Antes de morrer o pai do Hugo tinha levado para casa um autômato, um robô analógico, quebrado, que ele tinha começado a consertar antes de morrer. O Hugo acha que se colocar o robô para funcionar vai ter uma mensagem do seu pai. Acontece que o robô precisa de uma chave especial.
Hugo conhece garotinha-louca-por-livros Isabelle, a netinha do dono da banca de brinquedos da estação, e os dois começam uma aventura. Isabelle apresenta Hugo aos livros e e ele apresenta Isabelle ao cinema.
Hugo é sobre a magia do cinema, desde o início, da necessidade de preservar os filmes e essa história. É uma belíssima homenagem aos irmãos Lumiere (especialmente o fato do filme ser feito em 3D, e deve ser visto assim, vai por mim) e a Georges Melies, o homem que levou a fantasia ao cinema.
É também, através da Isabelle, um pouco sobre literatura. Adoro quando ela diz para o Hugo que é ok chorar porque o Heathcliff também chora. (Aposto que quando a Isabelle menciona David Copperfield, a maior parte das pessoas no cinema achou que era o ilusionista de Las Vegas. O que ele estaria fazendo na Paris do início do século 20 eu não sei. Charles Dickens people!)
Hugo é um filme para família. Tem crianças, é colorido, tem mágica, tem comédia, drama e emoção. Lindo.
Acho que a maioria das pessoas associa o Martin Scorsese aos filmes sobre mafiosos, ou violência, ou suspense e as vezes esquecem que sua filmografia é muita mais variada e que ele também é de uma delicadeza incrível.
O Hugo do título é um garotinho que vive nos corredores internos das engenhocas dos relógios da estação de trem de Paris. Ele foi parar lá porque seu pai morreu e seu tio o levou para ficar acertando a hora enquanto tomava um goles nas ruas. Antes de morrer o pai do Hugo tinha levado para casa um autômato, um robô analógico, quebrado, que ele tinha começado a consertar antes de morrer. O Hugo acha que se colocar o robô para funcionar vai ter uma mensagem do seu pai. Acontece que o robô precisa de uma chave especial.
Hugo conhece garotinha-louca-por-livros Isabelle, a netinha do dono da banca de brinquedos da estação, e os dois começam uma aventura. Isabelle apresenta Hugo aos livros e e ele apresenta Isabelle ao cinema.
Hugo é sobre a magia do cinema, desde o início, da necessidade de preservar os filmes e essa história. É uma belíssima homenagem aos irmãos Lumiere (especialmente o fato do filme ser feito em 3D, e deve ser visto assim, vai por mim) e a Georges Melies, o homem que levou a fantasia ao cinema.
É também, através da Isabelle, um pouco sobre literatura. Adoro quando ela diz para o Hugo que é ok chorar porque o Heathcliff também chora. (Aposto que quando a Isabelle menciona David Copperfield, a maior parte das pessoas no cinema achou que era o ilusionista de Las Vegas. O que ele estaria fazendo na Paris do início do século 20 eu não sei. Charles Dickens people!)
Hugo é um filme para família. Tem crianças, é colorido, tem mágica, tem comédia, drama e emoção. Lindo.
A Tia Helo ia adorar esse filme, acho que ela ia ter uma quedinha pelo inspetor (feito pelo Borat), 35 "Ai, Jesus!" para a invenção do Hugo.
18.2.12
Momento TOC: Lá vem a chuva.
Para comemorar o início do inverno nordestino, aquela época do ano que chove muito, o dia inteiro, aqui vai um top 10 de músicas (em inglês) sobre a chuva.
1- Rain - Madonna - Gosto muito essa música e é um dos clipes mais chiques da Madonna (até que ela combina com o minimalismo japonês). A chuva da música é uma metáfora para o amor que ela espera que caia do céu e lave as tristezas, afaste a dor. "Rain, feel it in my finger tips, hear on the window pane, your love's coming down like rain...". Fez bonito, Madonna. 'Real rain is what the thunder brings' é a melhor frase da música.
2- No Rain - Blind Melon- Apesar de ser uma música sobre depressão, no meio ele fala que dorme o dia inteiro e reclama da falta de chuva (a chuva é sempre um bom motivo para ficar em casa), é uma música animada. Esquece a letra e vai andar na chuva estalando os dedos. "All I can say is that my life is pretty plain / I like watching the puddles gather rain".
3- Rain - Mika - Mais uma ótima música sobre fim de relacionamento, e coloca um ponto final no namoro. "More than this, baby I hate days like this / When it rain and rain and rain and rains..." Vamos detestar esses dias de chuva que não acabam mais dançando muito.
4- Have You Ever Seen The Rain - Creedence Clearwater Revival (original) OU Bonnie Tyler - A música foi feita por um dos membros do CCR para o seu irmão que estava deixando a banda. Para mim é uma música conversa-sobre-o-tempo ("Sun is cold and rain is hard"). Então da próxima vez no elevador é só começar a cantar para o seu vizinho: "I wanna know, have you ever seen the rain / Comin' down on a sunny day?"
5- Here Comes The Rain Again - Eurythmics - Uma música, eu dira, bipolar. Começa com a batida grave mais depressiva "Here comes the rain again / falling on my head like a memory" aí depois sobe e fica animada com o "So baby talk to me / like lovers do", e volta para a batida grave. Para ver a chuva chegando pela janela.
6 - It's Raining Men - Weather Girls - Gente, chega de músicas deprimentes com a chuva, vamos animar essa coisa com esse clássico do anos 80. Se chuva de água deprime, uma de homens seria a solução. Ah, mãe natureza faz isso acontecer! "I'm gonna go out / I'm gonna let my self get absolutely soaking wet!". Deixa o guarda chuva em casa.
7- Singing In The Rain - Gene Kelly - Não podia faltar nessa lista né? Mais uma para animar um dia cinzento. Chuva também é motivo de alegria "Come on with the rain I've a smile on my face". Vamos pular em poças d'água! "Singin' and dancin' in the rain".
8- Raindrops Keep Fallin On My Head - BJ Thomas - Essa música foi composta por Burt Bacharach para o filme Butch Cassidy and The Sundance Kid (com Paul Newman e Robert Redford, assistam). É uma música cafona, #prontofalei, mas é tão otimista que não sai da sua cabeça. "Raindrops keep falling on my head / but that doesn't mean my eyes will soon be turning red / crying's not for me / 'Cause I'm never gonna stop the rain by complaining". Ganhou Oscar de melhor música. (Adoro a sequência da bicicleta! Todas querem ser Katharine Ross.)
9- November Rain - Guns n' Roses - Outra música sobre fim de relacionamento. A banda misturou as guitarras elétricas e bateria com uma orquestra sinfônica e resultou numa música de quase 9 minutos que você nem sente. É dramática, megalomaníaca, uma tempestade. "Nothing lasts forever / Even cold November rain". KD o cobertor?
10 - Rain - The Beatles - Claro que os rapazes de Liverpool iam ter uma música sobre a chuva, é o que mais acontece lá no norte da Inglaterra. "I can show you when it starts to rain / Everything's the same". Rain, I don't mind. Nem eu.
1- Rain - Madonna - Gosto muito essa música e é um dos clipes mais chiques da Madonna (até que ela combina com o minimalismo japonês). A chuva da música é uma metáfora para o amor que ela espera que caia do céu e lave as tristezas, afaste a dor. "Rain, feel it in my finger tips, hear on the window pane, your love's coming down like rain...". Fez bonito, Madonna. 'Real rain is what the thunder brings' é a melhor frase da música.
2- No Rain - Blind Melon- Apesar de ser uma música sobre depressão, no meio ele fala que dorme o dia inteiro e reclama da falta de chuva (a chuva é sempre um bom motivo para ficar em casa), é uma música animada. Esquece a letra e vai andar na chuva estalando os dedos. "All I can say is that my life is pretty plain / I like watching the puddles gather rain".
3- Rain - Mika - Mais uma ótima música sobre fim de relacionamento, e coloca um ponto final no namoro. "More than this, baby I hate days like this / When it rain and rain and rain and rains..." Vamos detestar esses dias de chuva que não acabam mais dançando muito.
4- Have You Ever Seen The Rain - Creedence Clearwater Revival (original) OU Bonnie Tyler - A música foi feita por um dos membros do CCR para o seu irmão que estava deixando a banda. Para mim é uma música conversa-sobre-o-tempo ("Sun is cold and rain is hard"). Então da próxima vez no elevador é só começar a cantar para o seu vizinho: "I wanna know, have you ever seen the rain / Comin' down on a sunny day?"
5- Here Comes The Rain Again - Eurythmics - Uma música, eu dira, bipolar. Começa com a batida grave mais depressiva "Here comes the rain again / falling on my head like a memory" aí depois sobe e fica animada com o "So baby talk to me / like lovers do", e volta para a batida grave. Para ver a chuva chegando pela janela.
6 - It's Raining Men - Weather Girls - Gente, chega de músicas deprimentes com a chuva, vamos animar essa coisa com esse clássico do anos 80. Se chuva de água deprime, uma de homens seria a solução. Ah, mãe natureza faz isso acontecer! "I'm gonna go out / I'm gonna let my self get absolutely soaking wet!". Deixa o guarda chuva em casa.
7- Singing In The Rain - Gene Kelly - Não podia faltar nessa lista né? Mais uma para animar um dia cinzento. Chuva também é motivo de alegria "Come on with the rain I've a smile on my face". Vamos pular em poças d'água! "Singin' and dancin' in the rain".
8- Raindrops Keep Fallin On My Head - BJ Thomas - Essa música foi composta por Burt Bacharach para o filme Butch Cassidy and The Sundance Kid (com Paul Newman e Robert Redford, assistam). É uma música cafona, #prontofalei, mas é tão otimista que não sai da sua cabeça. "Raindrops keep falling on my head / but that doesn't mean my eyes will soon be turning red / crying's not for me / 'Cause I'm never gonna stop the rain by complaining". Ganhou Oscar de melhor música. (Adoro a sequência da bicicleta! Todas querem ser Katharine Ross.)
9- November Rain - Guns n' Roses - Outra música sobre fim de relacionamento. A banda misturou as guitarras elétricas e bateria com uma orquestra sinfônica e resultou numa música de quase 9 minutos que você nem sente. É dramática, megalomaníaca, uma tempestade. "Nothing lasts forever / Even cold November rain". KD o cobertor?
10 - Rain - The Beatles - Claro que os rapazes de Liverpool iam ter uma música sobre a chuva, é o que mais acontece lá no norte da Inglaterra. "I can show you when it starts to rain / Everything's the same". Rain, I don't mind. Nem eu.
17.2.12
+ Filmes
Moneyball (O Homem Que Mudou o Jogo)
Os 3 esportes mais populares nos EUA são: football (o americano, óbvio), baseball e basketball (assim, em inglês mesmo). Dos três eu gosto muito de basketball e de baseball, mas não me empolgo com o football (apesar de conhecer as regras). O que esses três esportes tem em comum, e é o que os americanos gostam muito, são as análises estátisticas dos jogadores, times, jogadas e qualquer coisa que possa ser colocada em porcentagem.
Dos 3 é justamente o baseball que mais se utiliza dessas estatíticas. Pode reparar que em todo jogo de baseball sempre aparece vários números na tela quando mostram um jogador, e baseados nesses números sabem qual a probabilidade do que pode acontecer.
Acontece que, como todo esporte, nem tudo pode ser calculado, ainda mais fatores que são independentes dos números como a vontade dos jogadores em ganhar aquele jogo naquele dia. O baseball é um jogo de troca-troca de jogadores entre os times, inclusive no meio das temporadas, assim como se fossem os famosos cartões de baseball (que sempre valem muito dinheiro nos filmes).
Ao contrário do football, que tem um sistema de distribuição de grana entre os times da NFL (a liga nacional) garantindo que todos os times tenham dinheiro para competir igualmente, no baseball é cada um por si. Esse vídeo o Bill Maher explica direitinho o sistema.
Então, Moneyball conta a história (real) de Billy Beane (Brad Pitt), um ex-jogador, que é gerente de um time que tem pouco dinheiro para gastar (e está perdendo seus principais jogadores para times mais ricos). Ele decide contratar um economista que analisa os jogadores baseados nos seus números, deixando de lado coisas que os olheiros tradicionais levam em conta (como idade, jeito de arremessar, etc). Billy e Pete (o economista) montam um time de jogadores considerados losers (mas tem n´¨meros satisfatórios), e sofrem com a cabeça dura do treinador e outras pessoas do time. A matemática é poderosa e o sistema de Billy e Pete se mostra eficiente.
Não vou contar mais, vale a pena assitir. Brad Pitt está muito bem como Billy Beane, e ele sabe preencher bem aquela tela enorme do cinema, e Jonah Hill surpreende como o economista Pete. Ambas indicações ao Oscar merecidas. O roteiro tem Steve Zalillian (que também escreveu The Girl With The Dragon Tattoo) e o genial Aaron Sorkin.
Eu gostei de Moneyball, acho que quem entende o esporte vai aproveitar um pouco mais, mas não precisa ser especialista. A Tia Helo diria 93 "Ai, Jesus!" para o homerun.
(Gente, e o ator que colocaram para fazer um Brad Pitt jovem? Coloquem ele em mais filmes, please!)
O Artista
Filme mudo em preto e branco, e é muito bom. É uma bela homenagem ao cinema. Do começo ao fim lembrei de Cantando na Chuva, All About Eve, Luzes da Ribalta e alguns outros. Tem cenas que surpreendem, como a do sonho (não vou contar) e a dança final (eita, contei), a fotografia é bonita (adorei a conversa nas escadas com pessoas passando) e a música muito boa. O próprio formato da projeção é antigo, um retângulo menor ao invés de ocupar a tela toda do cinema.
O Jean Dujardin (só eu acho esse nome muito engraçado?) é de um carisma incrível. Ele faz muitas caretas, mas o sorriso dele é contagiante. Berenice Bejo dá conta do recado. Agora, bom mesmo é o cachorrinho Uggie. Oscar para animais já!
A Tia Helo ia adorar esse filme, uns 14 "Ai, Jesus!" sem muito susto.
J. Edgar
O J. Edgar Hoover foi diretor do FBI por quase 50 anos (de 1924 a 1972). Aliás, foi ele que fundou o FBI (em 1935) que antes não era um orgão federal independente. E só deixou de ser diretor do FBI porque morreu, se não acho que estaria lá até hoje. A diretoria dele passou por 8 presidentes americanos. Isso sim é poder.
O filme mostra como ele inseriu a ciência forense na polícia federal americana, desde a análise e cadastramento de digitias até outras ciências aplicadas. J. Edgar inventou o CSI. Além disso, era conhecido que ele mantinha um arquivo secreto que nunca foi descoberto (ou só algums partes apareceram), que continha segredos dos presidentes e pessoas envolvidas no poder.
O filme mostra sua vida, desde a ascensão no FBI a relação com sua mãe, sua secretária super eficiente e o seu melhor amigo de todos os tempos Clyde Tolson. Mostra sua luta contra os mafiosos e gangsters, e dá uma certa importância ao sequestro do bebê do Lindbergh.
Dizem que ele era um cross-dresser, mas o filme só faz uma leve insinuação sobre o assunto que só faz sentido se você sabe dessa fofoca. De forma um pouco mais explicita é tratada a sexualidade de Hoover, e o conflito dele em relação ao assunto.
O Leo DiCaprio está muito bem no papel do J. Edgar Hoover, mas a sua atuação, as vezes, é um pouco cansativa. Já o Armie Hammer (lindo!) dá vida ao Clyde Tolson com uma deliciadeza incrível, merecia uma indicação ao Oscar (nem que fosse só para aparecer na festa).
A fotografia do filme é toda em tons de cinza, uma coisa bem FBI mesmo. Clint Eastwood é mestre.
Eu gostei. Já a Tia Helo iria se identificar um pouco com a paranóia do Hoover, e ia gostar do fato que ele era um mama's boy. Uns 125 "Ai, Jesus!" para o menino Edgar.
Os 3 esportes mais populares nos EUA são: football (o americano, óbvio), baseball e basketball (assim, em inglês mesmo). Dos três eu gosto muito de basketball e de baseball, mas não me empolgo com o football (apesar de conhecer as regras). O que esses três esportes tem em comum, e é o que os americanos gostam muito, são as análises estátisticas dos jogadores, times, jogadas e qualquer coisa que possa ser colocada em porcentagem.
Dos 3 é justamente o baseball que mais se utiliza dessas estatíticas. Pode reparar que em todo jogo de baseball sempre aparece vários números na tela quando mostram um jogador, e baseados nesses números sabem qual a probabilidade do que pode acontecer.
Acontece que, como todo esporte, nem tudo pode ser calculado, ainda mais fatores que são independentes dos números como a vontade dos jogadores em ganhar aquele jogo naquele dia. O baseball é um jogo de troca-troca de jogadores entre os times, inclusive no meio das temporadas, assim como se fossem os famosos cartões de baseball (que sempre valem muito dinheiro nos filmes).
Ao contrário do football, que tem um sistema de distribuição de grana entre os times da NFL (a liga nacional) garantindo que todos os times tenham dinheiro para competir igualmente, no baseball é cada um por si. Esse vídeo o Bill Maher explica direitinho o sistema.
Então, Moneyball conta a história (real) de Billy Beane (Brad Pitt), um ex-jogador, que é gerente de um time que tem pouco dinheiro para gastar (e está perdendo seus principais jogadores para times mais ricos). Ele decide contratar um economista que analisa os jogadores baseados nos seus números, deixando de lado coisas que os olheiros tradicionais levam em conta (como idade, jeito de arremessar, etc). Billy e Pete (o economista) montam um time de jogadores considerados losers (mas tem n´¨meros satisfatórios), e sofrem com a cabeça dura do treinador e outras pessoas do time. A matemática é poderosa e o sistema de Billy e Pete se mostra eficiente.
Não vou contar mais, vale a pena assitir. Brad Pitt está muito bem como Billy Beane, e ele sabe preencher bem aquela tela enorme do cinema, e Jonah Hill surpreende como o economista Pete. Ambas indicações ao Oscar merecidas. O roteiro tem Steve Zalillian (que também escreveu The Girl With The Dragon Tattoo) e o genial Aaron Sorkin.
Eu gostei de Moneyball, acho que quem entende o esporte vai aproveitar um pouco mais, mas não precisa ser especialista. A Tia Helo diria 93 "Ai, Jesus!" para o homerun.
(Gente, e o ator que colocaram para fazer um Brad Pitt jovem? Coloquem ele em mais filmes, please!)
O Artista
Filme mudo em preto e branco, e é muito bom. É uma bela homenagem ao cinema. Do começo ao fim lembrei de Cantando na Chuva, All About Eve, Luzes da Ribalta e alguns outros. Tem cenas que surpreendem, como a do sonho (não vou contar) e a dança final (eita, contei), a fotografia é bonita (adorei a conversa nas escadas com pessoas passando) e a música muito boa. O próprio formato da projeção é antigo, um retângulo menor ao invés de ocupar a tela toda do cinema.
O Jean Dujardin (só eu acho esse nome muito engraçado?) é de um carisma incrível. Ele faz muitas caretas, mas o sorriso dele é contagiante. Berenice Bejo dá conta do recado. Agora, bom mesmo é o cachorrinho Uggie. Oscar para animais já!
A Tia Helo ia adorar esse filme, uns 14 "Ai, Jesus!" sem muito susto.
J. Edgar
O J. Edgar Hoover foi diretor do FBI por quase 50 anos (de 1924 a 1972). Aliás, foi ele que fundou o FBI (em 1935) que antes não era um orgão federal independente. E só deixou de ser diretor do FBI porque morreu, se não acho que estaria lá até hoje. A diretoria dele passou por 8 presidentes americanos. Isso sim é poder.
O filme mostra como ele inseriu a ciência forense na polícia federal americana, desde a análise e cadastramento de digitias até outras ciências aplicadas. J. Edgar inventou o CSI. Além disso, era conhecido que ele mantinha um arquivo secreto que nunca foi descoberto (ou só algums partes apareceram), que continha segredos dos presidentes e pessoas envolvidas no poder.
O filme mostra sua vida, desde a ascensão no FBI a relação com sua mãe, sua secretária super eficiente e o seu melhor amigo de todos os tempos Clyde Tolson. Mostra sua luta contra os mafiosos e gangsters, e dá uma certa importância ao sequestro do bebê do Lindbergh.
Dizem que ele era um cross-dresser, mas o filme só faz uma leve insinuação sobre o assunto que só faz sentido se você sabe dessa fofoca. De forma um pouco mais explicita é tratada a sexualidade de Hoover, e o conflito dele em relação ao assunto.
O Leo DiCaprio está muito bem no papel do J. Edgar Hoover, mas a sua atuação, as vezes, é um pouco cansativa. Já o Armie Hammer (lindo!) dá vida ao Clyde Tolson com uma deliciadeza incrível, merecia uma indicação ao Oscar (nem que fosse só para aparecer na festa).
A fotografia do filme é toda em tons de cinza, uma coisa bem FBI mesmo. Clint Eastwood é mestre.
Eu gostei. Já a Tia Helo iria se identificar um pouco com a paranóia do Hoover, e ia gostar do fato que ele era um mama's boy. Uns 125 "Ai, Jesus!" para o menino Edgar.
15.2.12
Analisando a música: Rolling In The Deep (Adele)
Rolling In The Deep é música vencedora de 35647483 Grammys em 2012, é do album 21 (que também levou um Grammy) da Adele. A inglesa foi um dos maiores sucessos do ano passado com sua voz macia e potente. O sucesso do album foi tanto que tem música até na novela. A Adele compôs o 21 (seu segundo album) depois de um fim de namoro, uma decepção amorosa, ou, como ela disse, a rubbish relationship. Traduzindo: é um album com músicas de fossa. Todo mundo sabe que fim de relacionamento rende excelentes músicas e as vezes albuns inteiros, como é o caso da Adele e do Fleetwood Mac com Rumours (mas isso é outro post).
21 tem um pouco de tudo: música lenta para cortar os pulsos, animadinhas e as dançantes. A belíssima Someone Like You (que, infelizmente, virou tema de Griselda e Rene, mas vamos esquecer isso) é uma das lentas, I'll Be Waiting faz a linha animadinha, Rumour Has It e Rolling In The Deep são para mexer o corpinho.
Rolling In The Deep é uma música para a fase raiva do fim de relacionamento. Aquela que se canta apontando dedos, soltando adrenalina, fazendo punhos cerrados, eu estou sofrendo, mas sai de perto senão você apanha.
A Adele decidiu tirar umas longas férias, merecidas. Vai curtir a vida Adele, e depois escreve um album inteiro sobre a experiência.
Enquanto isso vamos dar cambalhotas no fundo da piscina. Rolling In The Deep.
21 tem um pouco de tudo: música lenta para cortar os pulsos, animadinhas e as dançantes. A belíssima Someone Like You (que, infelizmente, virou tema de Griselda e Rene, mas vamos esquecer isso) é uma das lentas, I'll Be Waiting faz a linha animadinha, Rumour Has It e Rolling In The Deep são para mexer o corpinho.
Rolling In The Deep é uma música para a fase raiva do fim de relacionamento. Aquela que se canta apontando dedos, soltando adrenalina, fazendo punhos cerrados, eu estou sofrendo, mas sai de perto senão você apanha.
There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch, it's bringing me out the dark
Finally I can see you crystal clear
Go 'head and sell me out and I'll lay your ship [shit] bare
See how I leave with every piece of you
Don't underestimate the things that I will do
Reaching a fever pitch, it's bringing me out the dark
Finally I can see you crystal clear
Go 'head and sell me out and I'll lay your ship [shit] bare
See how I leave with every piece of you
Don't underestimate the things that I will do
Pelo jeito a fase da tristeza passou e ela já está esquentando, um fogo no coração, temperatura subindo (quase febril), a raiva chegando e a tirando do escuro. O tristeza cega, mas a raiva deixa tudo muito mais claro, límpido. "Vai cara, me trai que eu coloco as cartas na mesa." Opa! Cuidado que a coisa vai pegar! Ela diz que vai embora e vai levar cada pedacinho dele, ou seja, ela não vai deixar barato e ele ainda vai se arrepender. "Não subestime as coisas que eu vou fazer (ou que posso fazer)". Go Adele!
There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch
And it's bringing me out the dark
Olha o calor da raiva tirando ela do escuro outra vez
The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love, they leave me breathless
I can't help feeling
We could have it all
(You're gonna wish you never had met me)
Rolling in the deep
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
You had my heart inside your hand
(You're gonna wish you never had met me)
And you played it, to the beat
(Tears are gonna fall, rolling in the deep)
O refrão. É aqui que ela mostra o quanto ele a magoou. O amor dele deixou cicatrizes que a lembram que eles poderiam ter tido tudo, mas que a deixam sem ar. "Sinto que poderiamos ter tudo...Rolling in the deep". Rolando no fundo? Fundo de que? Onde? Toda vez eu imagino alguém dando cambalhotas na parte funda da piscina ou um caldo fenomenal no mar. Algumas pessoas acham que significa se afogar em lágrimas (deve ser por causa do "lágrimas vão cair, rolling in the deep". A própria Adele diz que a expressão vem de uma gíria que significa ter sempre alguém que te apoia, ampara, proteje, ou seja, eles poderiam ter tudo, inclusive esse apoio mútuo.
A melhor das frases sussuradas pelos backing vocals é: "Você vai desejar nunca ter me conhecido".
E e completa: "Você teve meu coração nas mãos e brincou com ele (ou fez ele bater no seu ritmo)". Uma forma poética de dizer "você me sacaneou".
Baby, I have no story to be told
But I've heard one on you
And I'm gonna make your head burn
Think of me in the depths of your despair
Make a home down there
As mine sure won't be shared
"Baby, não tenho nada para esconder, mas escutei uma fofoca sobre você e vou fazer sua cabeça pegar fogo." Muito medo nesse momento. "Pensa em mim na profundidade do seu desepero, aproveita e fica por lá porque para minha casa você não volta." Isso, gente, é que é dar um ponto final num relacionamento. Aprendam com Miss Adele. Profundidade do seu desespero é demais!
The scars of your love remind me of us...
......
Could have had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside your hand
But you played it, with a beating
O refrão mais uma vez com uma pequena variação, aqui no filnalzinho ela troca o beat por beating, ou seja, brincou com o coração com uma pancada. Sacaneou para valer. Coisa séria.
Throw your soul through every open door
Count your blessings to find what you look for
Turn my sorrow into treasured gold
You'll pay me back in kind and reap just what you've sown
"Cara, vai, se joga no mundo, e vê se você acha outra igual a mim". E aí ela termina com um "Transforma minha tristeza em ouro, você vai me pagar na mesma moeda, você colhe o que planta". Traduzindo: cara, você vai sofrer muito e eu não estou nem aí.
We could have had it all...
.....
But you played it
You played it
You played it
You played it to the beat.
Termina com o refrão, e mais uma vez ela lembra que ele brincou/jogou/sacaneou com ela. Ponto final.
A Adele decidiu tirar umas longas férias, merecidas. Vai curtir a vida Adele, e depois escreve um album inteiro sobre a experiência.
Enquanto isso vamos dar cambalhotas no fundo da piscina. Rolling In The Deep.
11.2.12
Book Report: Religião Para Ateus - Alain de Botton
O filósofo, e ateu, Alain de Botton resolveu escrever esse Religião para Ateus, não com a intenção de debater a existência ou não de um Deus, mas para mostrar a importância que certos aspectos das religiões são benéficos para uma vida em sociedade.
O livro é dividido em partes: comunidade, educação gentileza, pessimismo, arte, etc. Em cada assunto ele aplica algum aspecto religioso que faz com que a convivência dos seres humanos seja melhor. A idéia do livro é até boa, mas é cheio de obviedades com uma narrativa condescendente e chatinha.
Religiões, e seus rituais, são regras e leis que se utilizam da crença em um ser (ou seres) superior para organizar uma sociedade. Já pensou se Moises só tivesse chegado para o pessoal e dito: "olha gente, acho que ninguém deveria matar, nem roubar... O que vocês acham? Vamos fazer algumas leis e tal"? Será que teria funcionado? Então, para mim, em cada uma tem algo que se possa aproveitar, mesmo que não se creia em nada. É perfeitamente possível ser ateu e admirar a arquitetura de uma catedral, a estátua do David, os templos de Angkor Wat, o enorme Buda deitado, o Pantheon (que de masoleu romano virou igreja), e as ondas perfeitas de Uluwatu.
Umas das falhas do livro é falar mais do Cristianismo e do Judaísmo. O Budismo aparece em algumas páginas e nenhuma palavra sobre o Islamismo é dita. Isso dá uma visão muito ocidental de religião. Ficou superficial demais, faltou um pouco de pesquisa. #prontofalei
Na parte do pessimismo, ele fala que as pessoas acham que quando coisas ruins acontecem elas se sentem perseguidas, como se as adversidades só acontecessem com elas. O Muro da Lamentações, em Jerusalém, é citado como um espaço onde as pessoas vão para manisfestar suas dores, implorar ajuda, expor suas aflições, e que, no fundo, são só várias pessoas sofrendo juntas, que a angústia não é exclusiva. Então para o Alain de Botton, já que ateus não tem um muro de lamentações onde mostrar ou comparar seu sofrimento, ele sugere (achando que teve a melhor idéia ever) que entre os cartazes e outdoors de propagandas nas ruas fossem colocadas versões eletrônicas das lamentações alheias. Assim ninguém ia se sentir só com seus problemas. Esse homem nunca ouviu falar do Post Secret?
A sensação que tive é que o Sr. de Botton quer ser um bom menino, uma Poliana atéia, algo como: "sou ateu, mas dou importância as religiões, não quero causar discórdia". (fazendo o sinal de paz e amor)
Acho o, sempre polêmico, Christopher Hitchens mais interessante. ("Cartas a um jovem contestador " é bom para começar)
O livro é dividido em partes: comunidade, educação gentileza, pessimismo, arte, etc. Em cada assunto ele aplica algum aspecto religioso que faz com que a convivência dos seres humanos seja melhor. A idéia do livro é até boa, mas é cheio de obviedades com uma narrativa condescendente e chatinha.
Religiões, e seus rituais, são regras e leis que se utilizam da crença em um ser (ou seres) superior para organizar uma sociedade. Já pensou se Moises só tivesse chegado para o pessoal e dito: "olha gente, acho que ninguém deveria matar, nem roubar... O que vocês acham? Vamos fazer algumas leis e tal"? Será que teria funcionado? Então, para mim, em cada uma tem algo que se possa aproveitar, mesmo que não se creia em nada. É perfeitamente possível ser ateu e admirar a arquitetura de uma catedral, a estátua do David, os templos de Angkor Wat, o enorme Buda deitado, o Pantheon (que de masoleu romano virou igreja), e as ondas perfeitas de Uluwatu.
Umas das falhas do livro é falar mais do Cristianismo e do Judaísmo. O Budismo aparece em algumas páginas e nenhuma palavra sobre o Islamismo é dita. Isso dá uma visão muito ocidental de religião. Ficou superficial demais, faltou um pouco de pesquisa. #prontofalei
Na parte do pessimismo, ele fala que as pessoas acham que quando coisas ruins acontecem elas se sentem perseguidas, como se as adversidades só acontecessem com elas. O Muro da Lamentações, em Jerusalém, é citado como um espaço onde as pessoas vão para manisfestar suas dores, implorar ajuda, expor suas aflições, e que, no fundo, são só várias pessoas sofrendo juntas, que a angústia não é exclusiva. Então para o Alain de Botton, já que ateus não tem um muro de lamentações onde mostrar ou comparar seu sofrimento, ele sugere (achando que teve a melhor idéia ever) que entre os cartazes e outdoors de propagandas nas ruas fossem colocadas versões eletrônicas das lamentações alheias. Assim ninguém ia se sentir só com seus problemas. Esse homem nunca ouviu falar do Post Secret?
A sensação que tive é que o Sr. de Botton quer ser um bom menino, uma Poliana atéia, algo como: "sou ateu, mas dou importância as religiões, não quero causar discórdia". (fazendo o sinal de paz e amor)
Acho o, sempre polêmico, Christopher Hitchens mais interessante. ("Cartas a um jovem contestador " é bom para começar)
2.2.12
Analisando a música: Basket Case (Green Day)
O Green Day é uma banda de pop punk (porque, vamos combinar, o punk rock ficou mesmo nos anos 1970 com os Ramones e Sex Pistols), que se formou no fim dos anos 1980, quando ainda eram adolescentes. No início dos anos 1990, com o boom das garage bands, do grunge, (Nirvana, Peral Jam, etc) o Green Day conseguiu se firmar e Basket Case (de 1994) é um single do terceiro album da banda.
Basket Case é um termo, uma gíria, em inglês que indica pessoa ou coisa que não funciona propriamente, ou seja, um caso perdido (mentalmente ou não), ou louco de pedra. A origem (segundo a internet) não é nem um pouco agradável, e até ofensiva, vem lá da primeira guerra mundial quando os soldados que perdiam as pernas e os braços eram carregados em cestas (baskets).
Tentando tirar essa imagem da cabeça, dizem que o Billy Joel (o vocalista da banda) escreveu essa música enquanto tentava lidar com sua ansiedade. Faz sentido. Então vamos analisar a música que é sobre a loucura, drogas, sexo (ou a falta de), num ritmo alucinante.
Basket Case é um termo, uma gíria, em inglês que indica pessoa ou coisa que não funciona propriamente, ou seja, um caso perdido (mentalmente ou não), ou louco de pedra. A origem (segundo a internet) não é nem um pouco agradável, e até ofensiva, vem lá da primeira guerra mundial quando os soldados que perdiam as pernas e os braços eram carregados em cestas (baskets).
Tentando tirar essa imagem da cabeça, dizem que o Billy Joel (o vocalista da banda) escreveu essa música enquanto tentava lidar com sua ansiedade. Faz sentido. Então vamos analisar a música que é sobre a loucura, drogas, sexo (ou a falta de), num ritmo alucinante.
Do you have the time
To listen to me whine
About nothing and everything
All at once
I am one of those
To listen to me whine
About nothing and everything
All at once
I am one of those
Melodramatic fools
Neurotic to the bone
No doubt about it
A música já começa com uma guitarra num riff constante, num ritmo preciso, como se a mente estivesse sobrecarregada, funcionando a mil por hora. Guardem essa informação para uma estrofe futura.
Eu acho essa primeira frase ótima: "Você tem tempo de me escutar enquanto reclamo de nada e de tudo ao mesmo tempo". Quantas pessoas não são assim? Falam, falam, falam, e quem escuta tem que pescar as partes importantes. Ser psicologo/psiquiatra/amigo não é fácil.
Pelo menos ele é um idiota-neurótico-melodramático assumido.
Sometimes I give myself the creeps
Sometimes my mind plays tricks on me
It all keeps adding up
I think I'm cracking up
Am I just paranoid?
Am I just stoned?
Claro que essa combinação neurótico-melodrámatico ia ser creepy, estranha, assustadora, né? Uma das piores coisas que pode acontecer a alguém é a própria mente ficar de sacanagem fazendo você acreditar em coisas fantasiosas, e, para o cara da música, essas coisas ficam fazendo sentido. Ele acha que está a beira da loucura e pergunta: "só estou paranóico ou apenas viajandão?" É uma pergunta retórica? (Cara, conselho amigo, larga essa drogas. As lícitas e as ilícitas também.)
I went to a shrink
To analyze my dreams
She says it's lack of sex
That's bringing me down
I went to a whore
She said my life's a bore
So quit my whining cause
It's bringing her down
Aí ele vai num psiquiatra/psicólogo analisar os sonhos (eu também tenho uns sonhos bem bizarros). A analista diz que o mal dele é falta de sexo (Oh, really? Acho que muitos problemas podem ser resumidos a isso). E o que ele faz? Vai numa prostituta, óbvio. Acontece que a profissional do sexo diz: "Cara, seu problema é tédio. Para de reclamar que quem está ficando deprimida sou eu!". Ok, tenho que adicionar prostitutas aos que ficam escutando reclamações chatas.
Lembram do ritmo da guitarra no início da música? Pois é, além da mente que não para, acho que é indicativo do que ele faz para resolver o problema apontado pela analista. Se é que vocês me entendem.
Sometimes I give myself the creeps
Sometimes my mind plays tricks on me
It all keeps adding up
I think I'm cracking up
Am I just paranoid?
Uh, yuh, yuh, ya
Grasping to control
So I better hold on
E temos o refrão outra vez. Paranóico e doidão.
O que importa é que ele está tentando manter o controle.
Então vamos correr, pedalar, pular, fazer muita bateria imaginária, porque soltar adrenalina sempre é bom!
(Coloquei uma versão ao vivo, o youtube não deixou colocar aqui o video oficial - feito num sanatório, tem que ver lá)
30.1.12
+ Filmes
The Girl With The Dragon Tattoo (Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
Antes de mais nada, detesto o título que deram para esse filme em português. #prontofalei
Dito isso, ler um livro antes de ver o filme sempre faz com que o filme deixe algo a desejar, e faz o espectador assistir com um pouco mais de expectativas. Adaptações são difíceis, e, obviamente, as mídias são diferentes. Para traduzir um livro para filme, as vezes, é necessário fazer mudanças, cortar partes menos importantes e dar um ritmo próprio a história sendo contada nas imagens. Os livros tem o número de páginas que quiserem, os filmes tem tempo limitado. Por isso poucos filmes conseguem ser tão bons quanto os livros, seja adaptando ao pé da letra (Senhor dos Anéis, Harry Potter, quase todos da Jane Austen), ou fazendo versões modernas (Great Expectations, de 1998), a maioria não consegue e muitos são piores.
O David Fincher, na minha opinião, foi feliz em adaptar outros livros para o cinema: Clube da Luta, The Social Network e até o conto do Benjamin Button (mesmo que o filme não seja tão interessante). Desses só não li The Social Network, mas o filme é tão bom que imagino que foi bem adaptado.
Com The Girl With The Dragon Tattoo, ele não tinha só o primeiro livro para se basear, tinha também o filme sueco feito em 2009. Visualmente o filme do Fincher é incrível, transmite toda a claustrofobia do inverno sueco, a trilha sonora é muito boa, os créditos da abertura já te deixam no clima, a Rooney Mara faz uma Lisbeth Salander fiel a do livro, e o Daniel Craig....ai, gente, o Daniel Craig está ótimo nesse filme.
A história é sobre um jornalista (Daniel Craig, macho-que-é-macho), que depois de um processo por calúnia, é contratado por um tiozinho milionário para desvendar o sumiço de sua sobrinha que aconteceu em 1966. Para isso o jornalista se muda para o fim do mundo no norte da Suécia onde tudo aconteceu. Paralelamente conhecemos a Lisbeth Salander, uma investigadora particular e hacker. Os dois se juntam para desvendar o crime. E, sim, tem muita violência.
Das mudanças que foram feitas do livro para o filme, a que menos gostei foi o final. Tudo acontece rápido demais no fim, da resolução do caso investigado a armação contra o banqueiro, quase não dá para entender direito e deixa muitas brechas.
Ainda assim é um filme muito bom, eu gostei. A Tia Helo não ia passar dos créditos de abertura, só ali ela já diria 615 "Ai, Jesus!" para o dragão tatuado.
The Descendants
George Clooney faz um havaiano, descendente de uma geração que começou com um inglês casando com uma havaiana, herdeira do Rei Kamehameha. Ele tem o poder de decidir para quem vender (ou não) umas terras virgens na ilha de Kauai, que serão transformadas em resort, campo de golfe, etc. Ele é pressionado pelos primos, mas isso é só pano de fundo para um filme sobre a vida, o universo, tudo mais, e o hawaiian way of life.
A esposa do Clooney (vamos combinar que ninguém lembra o nome de nenhum personagem dele) sofre um acidente e fica em coma. Com isso ele tem que cuidar das duas filhas, uma adolescente rebelde de 17 e outra de 10 anos, coisa que ele nunca fez. Acontece que o médico diz que a esposa não vai sair do coma e que eles tem que desligar os aparelhos e esperar ela morrer. No meio de tudo isso ele descobre que a esposa estava tendo um caso com um corretor de imóveis. Então, a vida é assim, as coisas acontecem e o Clooney vai aprendendo a lidar com elas, e com as filhas.
Eu gostei. Fazia tempo que o George Clooney não atuava tão bem, acho que desde Syriana. Só senti falta de uma cena de surf, ainda mais que o Laird Hamilton fez uma ponta. A Tia Helo diria 147 "Ai, Jesus!" para aquela corridinha sem jeito do Clooney.
Antes de mais nada, detesto o título que deram para esse filme em português. #prontofalei
Dito isso, ler um livro antes de ver o filme sempre faz com que o filme deixe algo a desejar, e faz o espectador assistir com um pouco mais de expectativas. Adaptações são difíceis, e, obviamente, as mídias são diferentes. Para traduzir um livro para filme, as vezes, é necessário fazer mudanças, cortar partes menos importantes e dar um ritmo próprio a história sendo contada nas imagens. Os livros tem o número de páginas que quiserem, os filmes tem tempo limitado. Por isso poucos filmes conseguem ser tão bons quanto os livros, seja adaptando ao pé da letra (Senhor dos Anéis, Harry Potter, quase todos da Jane Austen), ou fazendo versões modernas (Great Expectations, de 1998), a maioria não consegue e muitos são piores.
O David Fincher, na minha opinião, foi feliz em adaptar outros livros para o cinema: Clube da Luta, The Social Network e até o conto do Benjamin Button (mesmo que o filme não seja tão interessante). Desses só não li The Social Network, mas o filme é tão bom que imagino que foi bem adaptado.
Com The Girl With The Dragon Tattoo, ele não tinha só o primeiro livro para se basear, tinha também o filme sueco feito em 2009. Visualmente o filme do Fincher é incrível, transmite toda a claustrofobia do inverno sueco, a trilha sonora é muito boa, os créditos da abertura já te deixam no clima, a Rooney Mara faz uma Lisbeth Salander fiel a do livro, e o Daniel Craig....ai, gente, o Daniel Craig está ótimo nesse filme.
A história é sobre um jornalista (Daniel Craig, macho-que-é-macho), que depois de um processo por calúnia, é contratado por um tiozinho milionário para desvendar o sumiço de sua sobrinha que aconteceu em 1966. Para isso o jornalista se muda para o fim do mundo no norte da Suécia onde tudo aconteceu. Paralelamente conhecemos a Lisbeth Salander, uma investigadora particular e hacker. Os dois se juntam para desvendar o crime. E, sim, tem muita violência.
Das mudanças que foram feitas do livro para o filme, a que menos gostei foi o final. Tudo acontece rápido demais no fim, da resolução do caso investigado a armação contra o banqueiro, quase não dá para entender direito e deixa muitas brechas.
Ainda assim é um filme muito bom, eu gostei. A Tia Helo não ia passar dos créditos de abertura, só ali ela já diria 615 "Ai, Jesus!" para o dragão tatuado.
The Descendants
George Clooney faz um havaiano, descendente de uma geração que começou com um inglês casando com uma havaiana, herdeira do Rei Kamehameha. Ele tem o poder de decidir para quem vender (ou não) umas terras virgens na ilha de Kauai, que serão transformadas em resort, campo de golfe, etc. Ele é pressionado pelos primos, mas isso é só pano de fundo para um filme sobre a vida, o universo, tudo mais, e o hawaiian way of life.
A esposa do Clooney (vamos combinar que ninguém lembra o nome de nenhum personagem dele) sofre um acidente e fica em coma. Com isso ele tem que cuidar das duas filhas, uma adolescente rebelde de 17 e outra de 10 anos, coisa que ele nunca fez. Acontece que o médico diz que a esposa não vai sair do coma e que eles tem que desligar os aparelhos e esperar ela morrer. No meio de tudo isso ele descobre que a esposa estava tendo um caso com um corretor de imóveis. Então, a vida é assim, as coisas acontecem e o Clooney vai aprendendo a lidar com elas, e com as filhas.
Eu gostei. Fazia tempo que o George Clooney não atuava tão bem, acho que desde Syriana. Só senti falta de uma cena de surf, ainda mais que o Laird Hamilton fez uma ponta. A Tia Helo diria 147 "Ai, Jesus!" para aquela corridinha sem jeito do Clooney.
29.1.12
Aberto da Australia
Hoje foi a final do Australian Open lá em Melbourne (saudade!). E que jogão!
Rafael Nadal e Djokovic trocaram golpes na Rod Laver Arena por 6 horas. Cinco sets cheios de reviravoltas, erros, acertos incríveis, suor e lágrimas.
O Djokovic é o número um e jogou como tal. Acho que o Rafael Nadal nunca correu tanto num jogo, e, para ser justa, ele ainda tinha gás para correr mais (e olha que ele gasta muita energia puxando a cueca de 5 em 5 segundos).
No fim foi 3x2 para o Djokovic. Campeão!
Rafael Nadal e Djokovic trocaram golpes na Rod Laver Arena por 6 horas. Cinco sets cheios de reviravoltas, erros, acertos incríveis, suor e lágrimas.
O Djokovic é o número um e jogou como tal. Acho que o Rafael Nadal nunca correu tanto num jogo, e, para ser justa, ele ainda tinha gás para correr mais (e olha que ele gasta muita energia puxando a cueca de 5 em 5 segundos).
No fim foi 3x2 para o Djokovic. Campeão!
28.1.12
Séries novas
O ano mal começou (se bem que o carnaval está quase aí) e já tem série nova no pedaço. Algumas foram só uma pré-estreia, tipo: jogam o primeiro episódio um mês antes para as pessoas comentarem (funciona), mas outras já tem mais de um episódio.
Alcatraz - A série nova do JJ Abrams, o cara de Lost e Fringe, é um pouco de....Lost e Fringe. Em 1963 Alcatraz fechou, e os prisioneiros foram transferidos, mas, segundo a série, não foi isso que aconteceu. Eles sumiram, junto com alguns guardas. Acontece que os prisioneiros (bandidos/serial killers/mafiosos) começaram a aparecer em San Francisco nos dias de hoje, com a mesma idade e corpitcho de 1963. Não entendi se eles voltam com alguma missão (como o Jack Sylvane no primeiro episódio. Sim, outro Jack. Só falta o Sawyer, e o urso polar, claro.), ou se só retornam para continuar o que pararam quando foram presos. Também não entendi se volta um por vez ou se voltaram vários ao mesmo tempo. De qualquer forma, eles parecem super a vontade com o mundo moderno.
Tem a Madsen, detetive loirinha super esperta (e quase vidente), o Hurley Dude de Lost está lá sempre como alívio cômico (nem sei o nome dele na série, mas continua sendo um nerd, dessa vez especialista em Alcatraz), o Sam Neill que nem se dá o trabalho de fazer caretas decentes, e até a Dra Neela de ER está nessa série fazendo, adivinhem.... uma médica especialista em algo. Resolveram fazer caso-da-semana mais mistérios da série, mas os casos não estão empolgando. Só vou ver mais alguns episódios porque gostei do Jack Sylvane e quero saber o que vão fazer com ele.
House of Lies - É sobre um grupo de consultores e o que eles fazem nas empresas (na maior parte é muita conversa e enganação). O Martin (Don Cheadle) é o chefe do grupo e se acha genial, fica parando as cenas o tempo todo para explicar o que está acontecendo. E tem muito sexo no meio, é quase um Californication no mundo corporativo (sem o carisma do David Duchovny). Até agora não gostei muito, acho até que vai ser cancelada, mas deveriam fazer um spin off com o filho pré-adolescente do Martin, ele, além de ter o melhor figurino, faz as melhores perguntas "Pai, o que fazer quando a gente gosta de um menino...e uma menina?".
Smash - é sobre a montagem de um musical sobre a Marilyn Monroe na Broadway. Vai desde que a idéia surge para os escritores, passando pelos produtores e diretor, até a escolha das atrizes. O episódio piloto foi ótimo! Daqueles que apresentam bem os personagens e deixam um gostinho de quero mais. E eu nem gosto de teatro (nem muito de musicais).
Touch - Jack Bauer is back! Ok, não é bem assim. O Kiefer Sutherland faz um jornalista que perdeu a esposa no 11/9 e tem que cuidar do filho autista (?). O garoto é fixado em números e telefones celulares, mas não diz uma palavra. O curioso é que a narração do episódio é feita por ele. O menino consegue ver um padrão numérico que de alguma forma liga o vendedor de forno inglês ao menino iraquiano que quase vira terrorista. Então, é sobre como todas as pessoas no mundo estão conectadas, ou seja, é só para mostrar que o mundo é mesmo um ovo. O porém dessa série é que é do mesmo cara que criou Heroes, aquela bomba (que até começou bem). O primeiro episódio foi bom, mas vamos ver como se desenvolve.
O que importa é que 30 Rock e Justified voltaram e Mad Men já tem uma possível data de estréia da 5ª temporada. Volta logo Don Draper!
Alcatraz - A série nova do JJ Abrams, o cara de Lost e Fringe, é um pouco de....Lost e Fringe. Em 1963 Alcatraz fechou, e os prisioneiros foram transferidos, mas, segundo a série, não foi isso que aconteceu. Eles sumiram, junto com alguns guardas. Acontece que os prisioneiros (bandidos/serial killers/mafiosos) começaram a aparecer em San Francisco nos dias de hoje, com a mesma idade e corpitcho de 1963. Não entendi se eles voltam com alguma missão (como o Jack Sylvane no primeiro episódio. Sim, outro Jack. Só falta o Sawyer, e o urso polar, claro.), ou se só retornam para continuar o que pararam quando foram presos. Também não entendi se volta um por vez ou se voltaram vários ao mesmo tempo. De qualquer forma, eles parecem super a vontade com o mundo moderno.
Tem a Madsen, detetive loirinha super esperta (e quase vidente), o Hurley Dude de Lost está lá sempre como alívio cômico (nem sei o nome dele na série, mas continua sendo um nerd, dessa vez especialista em Alcatraz), o Sam Neill que nem se dá o trabalho de fazer caretas decentes, e até a Dra Neela de ER está nessa série fazendo, adivinhem.... uma médica especialista em algo. Resolveram fazer caso-da-semana mais mistérios da série, mas os casos não estão empolgando. Só vou ver mais alguns episódios porque gostei do Jack Sylvane e quero saber o que vão fazer com ele.
House of Lies - É sobre um grupo de consultores e o que eles fazem nas empresas (na maior parte é muita conversa e enganação). O Martin (Don Cheadle) é o chefe do grupo e se acha genial, fica parando as cenas o tempo todo para explicar o que está acontecendo. E tem muito sexo no meio, é quase um Californication no mundo corporativo (sem o carisma do David Duchovny). Até agora não gostei muito, acho até que vai ser cancelada, mas deveriam fazer um spin off com o filho pré-adolescente do Martin, ele, além de ter o melhor figurino, faz as melhores perguntas "Pai, o que fazer quando a gente gosta de um menino...e uma menina?".
Smash - é sobre a montagem de um musical sobre a Marilyn Monroe na Broadway. Vai desde que a idéia surge para os escritores, passando pelos produtores e diretor, até a escolha das atrizes. O episódio piloto foi ótimo! Daqueles que apresentam bem os personagens e deixam um gostinho de quero mais. E eu nem gosto de teatro (nem muito de musicais).
Touch - Jack Bauer is back! Ok, não é bem assim. O Kiefer Sutherland faz um jornalista que perdeu a esposa no 11/9 e tem que cuidar do filho autista (?). O garoto é fixado em números e telefones celulares, mas não diz uma palavra. O curioso é que a narração do episódio é feita por ele. O menino consegue ver um padrão numérico que de alguma forma liga o vendedor de forno inglês ao menino iraquiano que quase vira terrorista. Então, é sobre como todas as pessoas no mundo estão conectadas, ou seja, é só para mostrar que o mundo é mesmo um ovo. O porém dessa série é que é do mesmo cara que criou Heroes, aquela bomba (que até começou bem). O primeiro episódio foi bom, mas vamos ver como se desenvolve.
O que importa é que 30 Rock e Justified voltaram e Mad Men já tem uma possível data de estréia da 5ª temporada. Volta logo Don Draper!
25.1.12
+ Filmes
As indicações para o Oscar sairam ontem (com muitas supresas, boas e ruins), eu ainda não vi muitos na lista mas aqui estão mais alguns que assisti.
Drive
O melhor filme de ação do ano. Faz Velozes e Furiosos parecer filme feito para tv (Oh, wait...).
O Ryan Gosling faz um dublê de cenas de ação que envolvem carros, trabalha numa oficina mecânica, quer ser piloto de stock car e nas horas vagas faz bico de motorista de assaltos. E ele é metódico e muito bom nessa última função, por isso é requisitado (e cobra caro) para muitos serviços.
Acontece que ele foi se apaixonar pela vizinha (com um filho fofo) que....wait for it.... tem um marido que está na cadeia. A confusão está armada, mas surpreende.
O Ryan Gosling está excelente no papel do motorista, o Albert Brooks faz um mafioso dos melhores, a Carey Mulligan não faz muita diferença, mas tem o Bryan Cranston de Breaking Bad, Ron Pearlman de Sons of Anarchy e até a Christina Hendricks de Mad Men. A trilha sonora é excelente.
Eu queria dizer para o pessoal do Oscar que até entendo não terem indicado o Ryan Gosling, a lista de melhor ator está muito boa, mas o Albert Brooks poderia muito bem estar entre os coadjuvantes. E, sério que vocês deixaram Drive de fora dos 9 (nove!) candidatos a melhor filme? Olha, cavalo por cavalo eu prefiro os do motor do carro do Ryan Gosling. #prontofalei
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, provavelmente dira uns 317 "Ai, Jesus!", mas ia querer o Ryan Gosling de motorista (ela e todo mundo).
Tinker Tailor Soldier Spy (O Espião Que Sabia Demais)
Espionagem britânica na época da Guerra Fria. Sem o James Bond.
Os britânicos descobriram que um de seus espiões é um agente duplo e também dá uma forcinha do lado soviético. O Gary Oldman (indicado a melhor ator, estava na hora né?) faz um espião da alta cúpula que foi forçado a se aposentar depois de um incidente para tentar descobrir o tal agente duplo, mas é chamado de volta para continuar a investigação por fora.
É um filme que começa lento, mas os 10 minutos finais valem a pena, especialmente a trilha sonora que acompanha as cenas finais. É uma filme de sutilezas, cenas lentas, muitos olhares significativos, sorrisos falsos, muito não dito e muita gente moralmente flexível.
Além do Gary Oldman, tem o Colin Firth (ótimo!), e o Benedict Cumberbatch (o Sherlock Holmes moderno).
Eu gostei. A Tia Helo iria tirar uma soneca no meio desse filme, mas no fim diria uns 480 "Ai, Jesus!" seguidos.
A Separation
Um casal decide se separar e a esposa sai de casa. Acontece que, para cuidar do pai com Alzheimer, o marido tem que contratar alguém que fique o dia em casa enquanto ele trabalha e a filha estuda. A mulher contratada vai no primeiro dia, desiste depois de alguns pequenos problemas, pede para o homem contratar o marido dela, que não aparece no trabalho, e depois ela é quem fica cuidando do vovô.
Um dia ela precisa sair, amarra o vovô na cama, e quando chega o patrão já está meio enfurecido e a coloca para fora. Ela estava grávida e perde o bebê. Tudo isso vai parar no tribunal.
Pelo que entendi o sistema jurídico iraniano não tem advogados (ponto para eles!), pelo menos no que parece ser pequenas causas. As partes apresentam a causa e se acusam e se defendem e um juiz decide tudo. Parece almoço de família italiana. É curioso ver a relação das pessoas com a mentira, a verdade e até que ponto uma crença tem influência ou não numa decisão.
O filme iraniano, que é indicado a melhor filme estrangeiro no Oscar desse ano, se encaixa bem no bordão do Dr. House: "Everybody lies.".
É um filme muito bom. A Tia Helo diria uns 219 "Ai, Jesus!", especialmente para a mulher tentando limpar a casa com aquele lenço na cabeça que se estende para uma capa.
Drive
O melhor filme de ação do ano. Faz Velozes e Furiosos parecer filme feito para tv (Oh, wait...).
O Ryan Gosling faz um dublê de cenas de ação que envolvem carros, trabalha numa oficina mecânica, quer ser piloto de stock car e nas horas vagas faz bico de motorista de assaltos. E ele é metódico e muito bom nessa última função, por isso é requisitado (e cobra caro) para muitos serviços.
Acontece que ele foi se apaixonar pela vizinha (com um filho fofo) que....wait for it.... tem um marido que está na cadeia. A confusão está armada, mas surpreende.
O Ryan Gosling está excelente no papel do motorista, o Albert Brooks faz um mafioso dos melhores, a Carey Mulligan não faz muita diferença, mas tem o Bryan Cranston de Breaking Bad, Ron Pearlman de Sons of Anarchy e até a Christina Hendricks de Mad Men. A trilha sonora é excelente.
Eu queria dizer para o pessoal do Oscar que até entendo não terem indicado o Ryan Gosling, a lista de melhor ator está muito boa, mas o Albert Brooks poderia muito bem estar entre os coadjuvantes. E, sério que vocês deixaram Drive de fora dos 9 (nove!) candidatos a melhor filme? Olha, cavalo por cavalo eu prefiro os do motor do carro do Ryan Gosling. #prontofalei
A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, provavelmente dira uns 317 "Ai, Jesus!", mas ia querer o Ryan Gosling de motorista (ela e todo mundo).
Tinker Tailor Soldier Spy (O Espião Que Sabia Demais)
Espionagem britânica na época da Guerra Fria. Sem o James Bond.
Os britânicos descobriram que um de seus espiões é um agente duplo e também dá uma forcinha do lado soviético. O Gary Oldman (indicado a melhor ator, estava na hora né?) faz um espião da alta cúpula que foi forçado a se aposentar depois de um incidente para tentar descobrir o tal agente duplo, mas é chamado de volta para continuar a investigação por fora.
É um filme que começa lento, mas os 10 minutos finais valem a pena, especialmente a trilha sonora que acompanha as cenas finais. É uma filme de sutilezas, cenas lentas, muitos olhares significativos, sorrisos falsos, muito não dito e muita gente moralmente flexível.
Além do Gary Oldman, tem o Colin Firth (ótimo!), e o Benedict Cumberbatch (o Sherlock Holmes moderno).
Eu gostei. A Tia Helo iria tirar uma soneca no meio desse filme, mas no fim diria uns 480 "Ai, Jesus!" seguidos.
A Separation
Um casal decide se separar e a esposa sai de casa. Acontece que, para cuidar do pai com Alzheimer, o marido tem que contratar alguém que fique o dia em casa enquanto ele trabalha e a filha estuda. A mulher contratada vai no primeiro dia, desiste depois de alguns pequenos problemas, pede para o homem contratar o marido dela, que não aparece no trabalho, e depois ela é quem fica cuidando do vovô.
Um dia ela precisa sair, amarra o vovô na cama, e quando chega o patrão já está meio enfurecido e a coloca para fora. Ela estava grávida e perde o bebê. Tudo isso vai parar no tribunal.
Pelo que entendi o sistema jurídico iraniano não tem advogados (ponto para eles!), pelo menos no que parece ser pequenas causas. As partes apresentam a causa e se acusam e se defendem e um juiz decide tudo. Parece almoço de família italiana. É curioso ver a relação das pessoas com a mentira, a verdade e até que ponto uma crença tem influência ou não numa decisão.
O filme iraniano, que é indicado a melhor filme estrangeiro no Oscar desse ano, se encaixa bem no bordão do Dr. House: "Everybody lies.".
É um filme muito bom. A Tia Helo diria uns 219 "Ai, Jesus!", especialmente para a mulher tentando limpar a casa com aquele lenço na cabeça que se estende para uma capa.
23.1.12
Analisando a música: Bizarre Love Triangle - New Order
Essa semana vi dois filmes que tocavam essa música, e, para falar a verdade, eu nunca parei para analisar a letra dessa música, eu gosto mesmo é da batida.
O New Order, todo o mundo sabe, é a banda que se formou depois que o Ian Curtis morreu e o Joy Division acabou. E a banda sobreviveu muito bem a década de 80. Bizarre Love Triangle é de 1986, e junto com Perfect Kiss, Round and Round e Blue Monday, foi um hit da época (que ainda toca muito hoje).
Todo triângulo amoroso é um pouco bizarro mesmo. Quem nunca?
Então vamos a música do New Order.
Every time I think of you
I feel shot right through with a bolt of blue
It's no problem of mine
But it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind
There's no sense in telling me
The wisdom of the fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
Well every day my confusion grows
Já sei que é um cara falando para um garota, que provavelmente está em outro relacionamento e temos a terceira parte do triângulo. Acompanhem. "Toda vez que penso em você me sinto atingido por um raio inesperado" OU "toda vez que penso em você me sinto atingido por um raio de tristeza", ou seja, ele pensa nela e fica surpreso porque pensou, ou fica triste porque pensou nela, ou as duas coisas. (essa frase em inglês é linda, já vale a música)
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say
O refrão: toda vez que ele a vê cair (que pode ser literal ou não), desmoronar, ele pede e espera que ela diga as palavras que ele não pode. Então, que palavras são essas? Pelo jeito ela está num relacionamento não muito bom e ele está de fora esperando que ela saia.
I feel fine and I feel good
I'm feeling like I never should
Whenever I get this way
I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be
Tudo resolvido. Ele se sente bem, como não deveria, porque apesar de não estar com ela, ele também está curtindo. Não sabe o que dizer, só gostaria de se sentir como antes (momento nostálgico da música, e indica que alguma coisa mudou - acho que ele descobriu que ela tinha outro). Ele não sabe o que isso tudo significa, mas acha que ela não é o que parece (cai fora cara! fica a dica) e sabe que ser a terceira parte do triangulo não é legal. Que fazer outra pessoa sofrer não vai deixar os dois saberem o que poderiam ser.
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say
Mas ele insiste nesse refrão (que todo mundo canta levantando os braços - isso mesmo, eu vi você com as mãos para cima) e ainda torce para ela ter coragem para acabar com o triangulo bizarro, seja dando um fora nele ou no outro.
O New Order, todo o mundo sabe, é a banda que se formou depois que o Ian Curtis morreu e o Joy Division acabou. E a banda sobreviveu muito bem a década de 80. Bizarre Love Triangle é de 1986, e junto com Perfect Kiss, Round and Round e Blue Monday, foi um hit da época (que ainda toca muito hoje).
Todo triângulo amoroso é um pouco bizarro mesmo. Quem nunca?
Então vamos a música do New Order.
Every time I think of you
I feel shot right through with a bolt of blue
It's no problem of mine
But it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind
There's no sense in telling me
The wisdom of the fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
Well every day my confusion grows
Já sei que é um cara falando para um garota, que provavelmente está em outro relacionamento e temos a terceira parte do triângulo. Acompanhem. "Toda vez que penso em você me sinto atingido por um raio inesperado" OU "toda vez que penso em você me sinto atingido por um raio de tristeza", ou seja, ele pensa nela e fica surpreso porque pensou, ou fica triste porque pensou nela, ou as duas coisas. (essa frase em inglês é linda, já vale a música)
Aí ele diz que não é problema dele (porque ele é a terceira parte), mas que é um problema viver uma vida que não consegue deixar para trás (ou esquecer). E que, como todo mundo sabe, não adianta dar conselho, que é assim mesmo, o que ninguém sabe, mas ele continua confuso. E eu também.
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say
O refrão: toda vez que ele a vê cair (que pode ser literal ou não), desmoronar, ele pede e espera que ela diga as palavras que ele não pode. Então, que palavras são essas? Pelo jeito ela está num relacionamento não muito bom e ele está de fora esperando que ela saia.
I feel fine and I feel good
I'm feeling like I never should
Whenever I get this way
I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be
Tudo resolvido. Ele se sente bem, como não deveria, porque apesar de não estar com ela, ele também está curtindo. Não sabe o que dizer, só gostaria de se sentir como antes (momento nostálgico da música, e indica que alguma coisa mudou - acho que ele descobriu que ela tinha outro). Ele não sabe o que isso tudo significa, mas acha que ela não é o que parece (cai fora cara! fica a dica) e sabe que ser a terceira parte do triangulo não é legal. Que fazer outra pessoa sofrer não vai deixar os dois saberem o que poderiam ser.
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say
Mas ele insiste nesse refrão (que todo mundo canta levantando os braços - isso mesmo, eu vi você com as mãos para cima) e ainda torce para ela ter coragem para acabar com o triangulo bizarro, seja dando um fora nele ou no outro.
Enquanto ele espera ela se decidir, a gente dança.
21.1.12
+ Filmes
Já teve o Globo de Ouro e eu não tinha visto quase nenhum dos filmes, então antes do Oscar decidi colocar alguns em dia para poder apostar em algum bolão com mais certeza.
The Ides Of March (Tudo Pelo Poder)
Ryan Gosling (delícia, mesmo sem tirar a camisa) faz um assistente de gerente da campanha a presidência dos EUA do George Clooney. No começo ele é um rapaz com ideais, sempre achando que está do lado certo, e fazendo a coisa certa, mas todos nós sabemos que no mundo da política a coisa não é bem assim, mesmo que seu candidato seja o George Clooney.
O Ryan Gosling recebeu uma indicação ao Globo de Ouro por essa atuação e foi merecida, a diferença do personagem dele no início e no fim do filme é sútil, mas marcante.
George Clooney dirigiu esse filme com eficiência, e acho que aproveitou para inserir algumas de suas próprias idéias políticas em algumas partes. Eu votaria nele.
A Tia Helo também votaria nele, junto com 23 "Ai, Jesus!" que ela diria para esse filme.
Perfect Sense
Um novo virus surge no qual depois de uma tristeza profunda, acompanhada de uma crise de choro, as pessoas perdem o olfato.
Susan (Eva Green) é uma epidemiologista que estuda o caso e passa por um momento na vida no qual ela se sente só. Michael (Ewan McGregor) é um cozinheiro que não consegue dormir acompanhado. Um dia ele pede um cigarro a ela e assim eles se conhecem. O virus é contagioso, quase que instantaneamente, e ambos perdem o olfato.
E o mundo continua a funcionar sem que as pessoas sintam o cheiro das coisas. Susan e Michael se conhecem melhor.
Acontece que depois surge um segundo virus, que depois de uma crise de paranóia e muita fome as pessoas perdem o paladar. O mundo se adapta e a vida segue. Susan e Michael namoram.
Aí vem o terceiro virus (ou será que é um só virus em várias etapas?) acompanhado de uma ira profunda seguida da surdez. Com isso o mundo entra em crise, como lidar com uma população de surdos?
O quarto virus é o portador de extrema felicidade, mas priva outro sentido.
Eu gostei desse filme, é um pouco deprimente, mas é bom. E tem o Ewan McGregor né? Até o Louis CK gosta dele.
A Tia Helo, however, não ia gostar nada desse negócio de ir perdendo os sentidos, ainda mais o paladar. 146 "Ai, Jesus!" para Perfect Sense.
We Need To Talk About Kevin (Precisamos Falar Sobre Kevin)
Como um garoto de uma família aparentemente boa se torna um assassino? Ou será que ele nasceu assim?
O Kevin não é serial killer, ele é um assassino em massa, aquele que mata várias pessoas de uma só vez. E porque o Kevin fez isso?
O Kevin já era um garotinho difícil, chato, provocador, sacana, mas será que ter uma mãe que vivia com medo dessa criança não piorava as coisas? Uma mãe que deixa um menino usar fraldas até uns 5 anos de idade? E o pai banana que incentivava o arco e flecha? Ou será que o Kevin seria assim de qualquer jeito?
A Tilda Swinton está muito bem no papel da mãe que oscila entre o medo, a raiva, a culpa e a vergonha, mas bom mesmo é o Kevin, e os 3 meninos que o interpretam. Desde o Damien eu não tinha tanto medo de um garotinho.
Só uma coisa: o que são as camisetas curtinhas do Kevin? Pô Eva (a mãe), só isso já é um bom motivo para acertar alguém com uma flecha.
É um filme um pouco parado, com vai e vem no tempo, as vezes cansativo, mas é bom. Se a Tia Helo tivesse sido professora do Kevin, garanto que ele não teria matado uma mosca. Ou não. 451 "Ai, Jesus!" para as flechadas do Kevin.
The Ides Of March (Tudo Pelo Poder)
Ryan Gosling (delícia, mesmo sem tirar a camisa) faz um assistente de gerente da campanha a presidência dos EUA do George Clooney. No começo ele é um rapaz com ideais, sempre achando que está do lado certo, e fazendo a coisa certa, mas todos nós sabemos que no mundo da política a coisa não é bem assim, mesmo que seu candidato seja o George Clooney.
O Ryan Gosling recebeu uma indicação ao Globo de Ouro por essa atuação e foi merecida, a diferença do personagem dele no início e no fim do filme é sútil, mas marcante.
George Clooney dirigiu esse filme com eficiência, e acho que aproveitou para inserir algumas de suas próprias idéias políticas em algumas partes. Eu votaria nele.
A Tia Helo também votaria nele, junto com 23 "Ai, Jesus!" que ela diria para esse filme.
Perfect Sense
Um novo virus surge no qual depois de uma tristeza profunda, acompanhada de uma crise de choro, as pessoas perdem o olfato.
Susan (Eva Green) é uma epidemiologista que estuda o caso e passa por um momento na vida no qual ela se sente só. Michael (Ewan McGregor) é um cozinheiro que não consegue dormir acompanhado. Um dia ele pede um cigarro a ela e assim eles se conhecem. O virus é contagioso, quase que instantaneamente, e ambos perdem o olfato.
E o mundo continua a funcionar sem que as pessoas sintam o cheiro das coisas. Susan e Michael se conhecem melhor.
Acontece que depois surge um segundo virus, que depois de uma crise de paranóia e muita fome as pessoas perdem o paladar. O mundo se adapta e a vida segue. Susan e Michael namoram.
Aí vem o terceiro virus (ou será que é um só virus em várias etapas?) acompanhado de uma ira profunda seguida da surdez. Com isso o mundo entra em crise, como lidar com uma população de surdos?
O quarto virus é o portador de extrema felicidade, mas priva outro sentido.
Eu gostei desse filme, é um pouco deprimente, mas é bom. E tem o Ewan McGregor né? Até o Louis CK gosta dele.
A Tia Helo, however, não ia gostar nada desse negócio de ir perdendo os sentidos, ainda mais o paladar. 146 "Ai, Jesus!" para Perfect Sense.
We Need To Talk About Kevin (Precisamos Falar Sobre Kevin)
Como um garoto de uma família aparentemente boa se torna um assassino? Ou será que ele nasceu assim?
O Kevin não é serial killer, ele é um assassino em massa, aquele que mata várias pessoas de uma só vez. E porque o Kevin fez isso?
O Kevin já era um garotinho difícil, chato, provocador, sacana, mas será que ter uma mãe que vivia com medo dessa criança não piorava as coisas? Uma mãe que deixa um menino usar fraldas até uns 5 anos de idade? E o pai banana que incentivava o arco e flecha? Ou será que o Kevin seria assim de qualquer jeito?
A Tilda Swinton está muito bem no papel da mãe que oscila entre o medo, a raiva, a culpa e a vergonha, mas bom mesmo é o Kevin, e os 3 meninos que o interpretam. Desde o Damien eu não tinha tanto medo de um garotinho.
Só uma coisa: o que são as camisetas curtinhas do Kevin? Pô Eva (a mãe), só isso já é um bom motivo para acertar alguém com uma flecha.
É um filme um pouco parado, com vai e vem no tempo, as vezes cansativo, mas é bom. Se a Tia Helo tivesse sido professora do Kevin, garanto que ele não teria matado uma mosca. Ou não. 451 "Ai, Jesus!" para as flechadas do Kevin.
15.1.12
Light Painting
O pessoal da Lomography do Rio fez um workshop de light painting e fui descobrir como funciona essa técnica.
Light painting é fazer desenhos com luzes (lanternas, velas, etc) mantendo o shutter da máquina aberto para uma longa exposição que vai captar o movimento da luz. Não são todas as máquinas da Lomo que tem o modo longa exposição, mas a La Sardina e a Diana Mini tem.
Para esse workshop um filme estava incluído e ofereceram máquinas para quem não tinha ou queria experimentar uma nova. Como eu gosto de uma novidade escolhi a Colorsplash para testar. A Colorsplash é uma máquina que já vem com flash embutido, e filtros coloridos para o flash. É o que eu chamo de party camera, porque as fotos ficam mais bacanas a noite e com o elemento fotografado mais perto, ou seja, é ótima para tirar fotos do pessoal nas festas.
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| colorsplash com vermelho |
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| colorsplash com amarelo |
Essa técnica é com um flash na mão. Aperta o flash, vira e repete. Não sei se dá para ver direito, mas sou eu de frente para mim mesma comigo no meio. Uma coisa assim, egocêntrica.
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| acho que tentei um smiley |
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| com velas |
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| obviamente não sei desenhar |
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| consegui fazer uma palmeira (yeah!) |
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| uma guerra de flashes |
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| owwww um coração (tirada com a la sardina) |
14.1.12
Brincando com a La Sardina (2)
Já que as minhas primeiras fotos com a La Sardina foram todas entre o vermelho e o laranja, para vocês não acharem que a máquina só tira fotos nessas cores decidi colocar mais algumas fotos aqui.
Dessa vez usei um filme de 35mm normal, asa 100, e um tungsten, que realça as cores azuis puxando para o roxo. Tenho preferido usar a La Sardina a Diana Mini, primeiro pela lente grande angular, e, segundo, fazer sobreposições é mais fácil e divertido. (mas vou voltar a brincar com a Diana Mini)
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| a vaca com filme asa 100 |
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| uma das sobreposições que a La Sardina faz, é só puxar o botão para o MX e tirar outra foto (filme asa 100) |
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| copacabana com filme asa 100 |
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| um final de tarde com o filme tungsten |
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| um quase por do sol também com tungsten |
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| outra sobreposição com filme tungsten |
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| a bicicleta e ipanema com filme tungsten |
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| e uma noturna com a máquina na posição B de longa exposição |
Mais fotos no Flickr.
11.1.12
Museu das Telecomunicações
Depois do Museu da República eu estava andando pelo Flamengo e me lembrei do divertido Museu do Telefone que existia ali na Dois de Dezembro.
Então, o casarão que era a central telefônica do Rio (na época que uma ligação para São Paulo demorava 2 horas para completar), depois foi o Museu do Telefone, agora é o espaço cultural Oi Futuro com galeria de arte, teatro, biblioteca e o moderno Museu das Telecomunicações.
O museu novo é audio-interativo, ou seja, te dão um controle remoto com fones de ouvido para você apontar para um sensor e escutar o video, ou explicação do que está exposto.
O Museu das Telecomunicações não é grande, mas tem todos os tipos de telefones expostos (da mesa telefônica a uma coleção de celulares), uma timeline interativa da história da comunicação, muitos videos sobre rádio, tv e comunicação com o espaço e até um holograma interativo. Ficou compacto, mas é tudo bem explicado. Achei bacana. (Pessoas claustrofóbicas não vão gostar muito, tem que passar por duas portas para entrar, tipo as de banco que para uma abrir a outra tem que fechar, e não tem janelas)
Confesso que achava o museu antigo mais divertido, mais hands on, tinha um expositivo gigante de como uma ligação se completava, que devia ser maior que todo o museu novo.
O Museu das Telecomunicações é de graça.
Então, o casarão que era a central telefônica do Rio (na época que uma ligação para São Paulo demorava 2 horas para completar), depois foi o Museu do Telefone, agora é o espaço cultural Oi Futuro com galeria de arte, teatro, biblioteca e o moderno Museu das Telecomunicações.
O museu novo é audio-interativo, ou seja, te dão um controle remoto com fones de ouvido para você apontar para um sensor e escutar o video, ou explicação do que está exposto.
![]() |
| o tal controle remoto |
O Museu das Telecomunicações não é grande, mas tem todos os tipos de telefones expostos (da mesa telefônica a uma coleção de celulares), uma timeline interativa da história da comunicação, muitos videos sobre rádio, tv e comunicação com o espaço e até um holograma interativo. Ficou compacto, mas é tudo bem explicado. Achei bacana. (Pessoas claustrofóbicas não vão gostar muito, tem que passar por duas portas para entrar, tipo as de banco que para uma abrir a outra tem que fechar, e não tem janelas)
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| quem nunca? (e de ficha) |
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| na falta de latas de leite condensado, o graham bell usou isso aí. |
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| alexander graham bell, seu gênio! |
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| o bobophone. design italiano, claro. |
Confesso que achava o museu antigo mais divertido, mais hands on, tinha um expositivo gigante de como uma ligação se completava, que devia ser maior que todo o museu novo.
O Museu das Telecomunicações é de graça.
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| como diria o clark kent.... |
10.1.12
Palácio do Catete e Museu da República
A esposa do Barão de Nova Friburgo decidiu morar perto do mar e o Barão construíu o Palácio de Nova Friburgo ali na Baía de Guanabara, onde hoje é o bairro do Flamengo/Catete. A construção começou em 1858, mas só ficou pronto em 1866. O casal só morou na casa por pouco tempo e depois que ambos faleceram, seu filho vendeu a casa para um grupo que iria fazer um hotel de luxo. Não deu certo e o banqueiro Francisco Paula Mayrink comprou para depois vendê-lo ao governo.
O Palácio então, em 1897, se tornou a sede do Governo Federal até 1960 quando foi transferida para Brasília. E hoje o Palácio do Catete é o Museu da República.
O Museu tem 3 andares. No térreo tem a história do palácio, do Barão de Nova Friburgo, os presidentes que ali viveram, e o Salão Ministerial, onde os presidentes se reuniam com seus ministros.
A escada que leva ao segundo andar é suntuosa. Aliás, tudo no palácio é suntuoso, detalhado, ostentação nível 100. E é no segundo andar que tem os salões com detalhes em cada canto da parede, móveis originais da época do Barão, pisos de marchetaria incríveis, louças, cristais, e tudo mais que o dinheiro e os decoradores da época podiam comprar.
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| salão de baile |
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| os pisos são lindos |
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| parede trabalhada |
No terceiro andar tem uma exposição boa sobre a República, e o famoso quarto do Getúlio Vargas, onde ele suicidou-se, com os móveis todos na posição original do dia em que ele morreu.
O jardim do Palácio é enorme, bonito, cheio de árvores altas e laguinhos. Um lugar agradável para descansar, e estava cheio de gente passeando.
Está aberto de terça a sexta de 10 as 17 e sábado, domingo e feriados de 14 as 18. A entrada do Museu custa R$ 6,00 e mais R$ 5,00 se quiser o audio guide. (Peguei o audio guide dessa vez, foi bem instrutivo na hora de mostrar os detalhes dos salões, e é bom para os estrangeiros porque não tem nada escrito em inglês ou espanhol)
O jardim é de graça.
Na última vez que estive no Museu da República ainda nos davam pantufas para ficarmos deslizando no chão de madeira dos salões. Agora isolaram os salões e só vê da porta.
Outra coisa que me chamou atenção foram as estátuas no jardim. A maioria é de crianças sendo cruéis com animais, uma coisa no mínimo estranha. Devia ter um audio guide explicando.
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| gente, coitado do canguru! |
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