10.10.12

Los Angeles - Getty Center


J. Paul Getty era um industrial do petróleo e era um grande colecionador de arte. Em 1953 ele criou uma fundação em seu nome para as artes. Depois de sua morte (em 1976), sua coleção virou o museu Getty e mais de 600 milhões de dólares foram deixados para a fundação.

O Getty Center que fica em Brentwood, Los Angeles, é um campus para a fundação e também uma parte do museu Getty (a outra parte é o Getty Villa que fica em Malibu).




O Getty Center foi inaugurado em 1997. É um campus grande, com vários prédios e fica no alto de uma montanha. O lugar é lindo. Os prédios me lembraram Dubrovnik com as pedras claras e piso brilhante, me deu saudade da Croácia. Os jardins são uma atração a parte. Eu adorei o jardim de cactos que fica numa ponta do terreno com vista par ao freeway 405 e a cidade.









cactos que parecem docinhos

O jardim central com um labirinto pequeno dentro de um lago com uma cachoeira também é bonito. Achei sensacional as estruturas formadas com cabos de ferro para que as (os?) buganvílias ficassem como árvores fazendo sombra. E claro que tem um gramado verdinho e algumas árvores que estavam nas cores do outono.











Poderia ficar horas só do lado de fora, mas também tem muita coisa para ver do lado de dentro. É uma coleção grande, mas não tão grande que te deixa com a sensação que não vai conseguir ver tudo. É uma coleção abrangente que vai desde antes de 1700 até fotos modernas, fora as exposições especiais. Quando estive lá a exposição da vez era Messerschimdt and Modernity com bustos de expressões faciais fantásticas. A coleção fixa tem muitas pinturas, algumas esculturas e móveis.



van gogh está lá


As vezes depois de passar por uma sala tem uma porta que dá para o lado de fora e uma vista espetacular.

a vista também é obra de arte

O Getty Center está aberto de terça a domingo de 10 as 17:30 e no sábado até as 21:00. A entrada é grátis.

Para chegar ao Getty Center eu peguei o ônibus 761 na entrada da UCLA que me deixou na porta da estação do trem interno que sobe para o museu. Para quem vai de carro tem um estacionamento (que custa 15 dólares) embaixo da estação de trem. Todo mundo sobe no trem.

lá vem o trem 
É bom chegar cedo, antes dos grupos grandes e das escolas. Não esqueça o protetor solar e um chapéeu para os meses mais quentes. Para comer tem quiosques de café e restaurantes com buffet e a la carte, mas não comi lá.

O Getty Villa ficou para a próxima visita a Los Angeles.

9.10.12

Los Angeles - Griffith Observatory



Em 2009 fiz o city tour das estrelas, fui brincar nas atrações da Universal Studios e explorei bem West Hollywood e Beverly Hills, mas faltou muita coisa para ver e fazer, então esse ano voltei a Los Angeles para conhecer melhor a cidade e voltar a lugares favoritos.

rua arborizada na subida 

Dessa vez tive a companhia da minha amiga Alessandra, que mora há alguns anos na cidade, e passeamos juntas para muitos lugares. Um deles foi o Griffith Observatory, um lugar que deveria constar no topo da lista de coisas para ver em LA.



O Observatório fica dentro do Griffith Park, um parque urbano enorme, cheio de trilhas para caminhadas/corridas, campo de golf, mini ferrovia, grutas e um zoológico. O parque é tão grande que a entrada do zoologico é de um lado e a do observatório do outro (pela North Vermont Ave a partir da Los Feliz Boulevard). Para chegar até o observatório pode subir de carro (tem um estacionamento público em frente), pode subir no ônibus do Dash (que deixa na porta, mas só funciona no fim de semana), ou andando por uma trilha saindo perto do Greek Theatre no pé do morro.

trilha no parque
flores

O parque está numa área que era parte de um assentamento espanhol que o governador espanhol da California, em 1770, legou ao Cabo Vicente Felis que nomeou o lugar de Rancho Los Felis e foi passado de geração em geração até que cem anos depois o galês (criado na California) Griffith J. Griffith comprou o terreno. Griffith adorava os parques da Europa e achava que sua cidade escolhida, Los Angeles, também merecia um e dou 1400 hectares do seu rancho para a cidade criar um parque em seu nome. O Griffith Park se tornou o maior parque urbano nos EUA com terreno natural.

outro lado do parque

Griffith J. Griffith também era fã de astronomia e em 1912 decidiu doar mais dinheiro para construírem um observatório. Nos planos do observatório estavam: um telescópio para observação pública, uma área para exposições de ciência e um cinema para filmes educacionais sobre ciência e outros assuntos.

físicos

Griffith morreu em 1919 sem ver seu projeto pronto, mas deixou em testamento, em detalhes, tudo que ele queria para o observatório (inclusive tipos de programação). O observatório só começou a ser construído em 1930 e foi inaugurado em 1935.

O observatório é aberto de quarta a domingo e a entrada é grátis, só cobram por algumas apresentações dentro do planetário.

telescópio

O prédio art deco é lindo. A vista lá de cima, num dia claro, é incrível. É possível ver as montanhas, o letreiro de Hollywood, os prédios de Downtown e Century City, e com sorte até o mar.








downtown

Fomos num sábado e estava cheio de gente.



Alguns filmes foram feitos ali, o mais famoso é Rebel Without a Cause (Juvetude Transviada) estrelado pelo James Dean que tem um busto em sua homenagem no observatório.



E foi lá que a Paula Abdul filmou o video de Rush Rush com o Keanu Reeves.

Da próxima vez vou ver as outras áreas do parque.

8.10.12

Momento transporte público: Los Angeles

Los Angeles tem fama de ser uma cidade onde se você não tiver um carro não vai a lugar nenhum. É um fato que os habitantes da cidade adoram debater qual o melhor freeway para chegar a algum lugar e reclamar do estacionamento, mas o transporte público não é um mito, ele existe. Quando estive na cidade em 2009 descobri, para minha surpresa, que o sistema de transporte público é muito eficiente e barato. Como já disse em outros posts sobre transporte público em outras cidades, eu acho um excelente jeito de conhecer a cidade, além de se sentir um pouco local (bem, no caso de Los Angeles nem tanto porque quase todo mundo anda de carro).

Dessa vez usei muito os ônibus da cidade para ir a todos os lugares que queria. Claro que um carro é mais rápido, ainda mais usando os freeways, mas não se vê a cidade direito no meio de 5 pistas de carros com muros nas laterais (e o freeway também fica engarrafado). O aluguel do carro é barato, mas outra vantagem de usar o transporte público é o estacionamento. Os estacionamentos fechados são caros (em Hollywood custa até 30 dólares a noite, na praia é de 10 a 15 o dia), os que cobram por hora também são caros e as lojas/restaurantes só dão uma hora grátis. As vagas de rua (quando se acha) tem limite de tempo, as vezes de uma hora, as vezes de duas, então tem que ficar voltando para colocar mais dinheiro no parquímetro.

Los Angeles é uma cidade muito grande e muito espalhada. O deslocamento, dependendo do destino, as vezes é demorado, mas se você tem tempo o transporte público é uma ótima opção. Em um dia consegui ir ao Getty Center, depois passear em Santa Monica e voltei para Silverlake, onde estava hospedada, praticamente atravessei a cidade duas vezes (60km no total), claro que saí cedo e voltei tarde.

A cidade tem dois sistemas de ônibus: o Metro e o Dash. O Metro cobre a cidade inteira e o Dash tem linhas circulares que percorrem certos bairros (o Dash Downtown, Dash Hollywood, Dash Los Feliz). O Dash é bom para rodar uma área específica e custa 50 centavos uma passagem. Algumas linhas são interligadas e é possível trocar de área. Para subir até o Griffith Observatory o Dash tem um shuttle que sai aos fins de semana da estação de metrô da Vermont com Sunset e deixa na porta do observatório.

O Metro vai para todos os pontos da cidade e é bom para quem quer atravessar de um lado para o outro, ou onde não tem o Dash. O Metro custa US$1,50 uma passagem e US$ 5,00 o passe do dia (que vale até as 3 da madrugada do dia seguinte). Para comprar o passe do dia é preciso ter um cartão, o TAP, que custa 2 dolares (além dos 5 do passe) na primeira vez e depois é só recarregar. A compra e recarga podem ser feitas com o próprio motorista do ônibus, online, nas lojas do Metro, ou nas máquinas do metrô. Também tem o passe da semana que custa US$ 20. Atenção: no ônibus sempre tenha o dinheiro exato, o dinheiro é colocado numa máquina e ela não dá troco (o motorista não pega em dinheiro).

O TAP também serve para o Dash.


E como se deslocar? No site do Metro é possível fazer um journey planner que diz o ponto onde pegar, o número do ônibus, o horário que vai passar, onde descer e quanto custa. Melhor ainda, para quem tem um smartphone, é baixar a app que além do journey planner dá para ver onde estão os pontos de ônibus mais próximos e o horário que o próximo ônibus vai parar ali. Para quem quer ir a Santa Monica e Venice (ou vai ficar lá e quer ir para cidade) o Metro é a melhor opção. Os pontos de ônibus são definidos, os horários também, a frequência é entre 15 e 20min (peguei um ônibus que ficou parado 5 minutos porque estava adiantado para o próximo ponto).

E tem o metrô de fato (subway, ou underground para os britânicos), que não usei, mas está na minha lista de coisas a fazer da próxima vez que for a cidade. O metrô liga downtown a quase todos os lugares mais distantes da cidade. A linha vermelha vai  para Hollywood. A empresa é a mesma do ônibus Metro e o passe do dia vale para o metrô também. (confuso isso do ônibus se chamar Metro né?)

O metrô funciona até 2 da madrugada nos fins de semana e os ônibus tem linhas que circulam a noite inteira.

Os ônibus são novos, limpos e tem ar condicionado (que foi um alívio no heat wave que peguei na cidade). Fiquei impressionada com o tanto de deficientes físicos em cadeiras de rodas usando os ônibus,  quase todos os ônibus que peguei tinha um. É bem prático e rápido como sobem e descem.

O taxi é uma boa opção para quem tem pressa e para corridas curtas, as mais longas podem sair mais caro que o aluguel do carro. Acontece que em Los Angeles não se chama taxi no meio da rua, tem que telefonar. Nesse site tem a lista de todas as empresas oficiais com telefones.

Não vamos esquecer a bicicleta. Faixas para bicicleta estão espalhadas por toda cidade. Em Venice e Santa Monica é legal alugar uma bicicleta e dar uma volta da ciclovia da praia que da para ir para Malibu de um lado e Manhattan Beach/Hermosa Beach do outro. Os ônibus tem racks para as bicicletas, então é possível fazer uma combinação de transportes e visitar mais lugares.



7.10.12

Colorado (4) Aspen

O Colorado é um dos estados por onde passou a corrida do ouro para o oeste americano (assim como o Kansas, Arizona, Utah, Novo México, Nevada e California). As cidades pequenas mais antigas todas tem cara de western, quase dá para ver o John Wayne passando por ai a cavalo.



A estrada entre Vail e Aspen tem um pedaço, até Glenwood Springs, que passa no meio de um canion bonito, beirando o rio. Do outro lado da estrada tem os trilhos do trem.


nem se deram o trabalho de dar um nome para essa cidade :)

Glenwood Springs é uma cidade com águas termais onde as pessoas, no fim do século 19, iam pelos poderes de cura das águas, e até hoje ainda recebe muitos turistas. O visitante mais famoso foi o Doc Holiday, melhor amigo do Wyatt Earp (que tem dois filmes, um com o Kevin Costner e outro com o Kurt Russell), que morreu lá e está enterrado no cemitério no alto da colina.

glenwood springs



Seguindo na estrada tem Basalt, outra cidadezinha com uma rua de casas vindas de algum filme do Clint Eastwood que hoje são lojas, cafés e bares.





Passamos por Snowmass, outra cidade/estação de esqui onde vimos um festival de balões coloridos.


balão com a bandeira do colorado

Aspen hoje é conhecida como a cidade de esqui dos ricos e famosos. Passando pelo aeroporto na estrada dá para ver um número razoável de jatinhos, e nem era época de neve. Ao contrário de Vail, que foi consrtuida como resort de esqui, Aspen nasceu de um campo de mineração no fim do século 19 e só em 1930 é que começou a ser explorada para o esqui.

o histórico hotel jerome



A cidade é linda, tem prédios históricos (o Hotel Jerome e a Wheeler Opera House), casas fofas, rua de pedestres arborizada e muitos restaurantes. Tem todas as lojas de designers internacionais como Prada, Louis Vitton, Ralph Lauren, etc, mas nenhuma chama atenção, só notei passando na frente e olhando as vitrines, e também muitas lojas locais, especialmente galerias de arte. E claro que de vez em quando aparece uma ferrari.








No inverno o après-ski deve ser super animado.

com os amigos Ana, Brent e Baby Ben na frente da Wheeler Opera House



Mais fotos do Colorado no Flickr.

6.10.12

Colorado (3) Boulder




Boulder é uma cidade universitária onde fica o campus principal da Colorado University, ou C.U. para os íntimos*. A universidade está lá desde 1875, e lá pelos anos 1960 os hippies também resolveram ficar e a cidade tem um que de moderno e alternativo. Boulder fica perto de Denver, só 55km, inclusive tem um sistema de transporte entre as duas cidades. De Vail para lá levamos 2 horas

banco na esquina 
Boulder é espalhada, mas o centro, que se resume a rua de pedestres Pearl Street e arredores, é bacana. Tem desde lojas, cafés e restaurantes de rede a os locais. A cidade é rodeada de montanhas e tem muito espaço ao ar livre para seus habitantes praticarem muito esporte outdoor.

pearl street
até o street art é sobre esportes e montanha

Muitas casas bonitinhas, antigas, de madeira.





Também é uma cidade cultural tem festival de cinema e de música.

o teatro/cinema art deco

É uma cidade amiga das bicicletas. Enquanto estava lá vi vários ciclistas, lojas de bicicletas e até as de aluguel.



(* idade mental: ri quando vê o cartaz Welcome to C.U.)