Los Angeles tem fama de ser uma cidade onde se você não tiver um carro não vai a lugar nenhum. É um fato que os habitantes da cidade adoram debater qual o melhor freeway para chegar a algum lugar e reclamar do estacionamento, mas o transporte público não é um mito, ele existe. Quando
estive na cidade em 2009 descobri, para minha surpresa, que o sistema de transporte público é muito eficiente e barato. Como já disse em
outros posts sobre transporte público em outras cidades, eu acho um excelente jeito de conhecer a cidade, além de se sentir um pouco local (bem, no caso de Los Angeles nem tanto porque quase todo mundo anda de carro).
Dessa vez usei muito os ônibus da cidade para ir a todos os lugares que queria. Claro que um carro é mais rápido, ainda mais usando os freeways, mas não se vê a cidade direito no meio de 5 pistas de carros com muros nas laterais (e o freeway também fica engarrafado). O aluguel do carro é barato, mas outra vantagem de usar o transporte público é o estacionamento. Os estacionamentos fechados são caros (em Hollywood custa até 30 dólares a noite, na praia é de 10 a 15 o dia), os que cobram por hora também são caros e as lojas/restaurantes só dão uma hora grátis. As vagas de rua (quando se acha) tem limite de tempo, as vezes de uma hora, as vezes de duas, então tem que ficar voltando para colocar mais dinheiro no parquímetro.
Los Angeles é uma cidade muito grande e muito espalhada. O deslocamento, dependendo do destino, as vezes é demorado, mas se você tem tempo o transporte público é uma ótima opção. Em um dia consegui ir ao Getty Center, depois passear em Santa Monica e voltei para Silverlake, onde estava hospedada, praticamente atravessei a cidade duas vezes (60km no total), claro que saí cedo e voltei tarde.
A cidade tem dois sistemas de ônibus: o
Metro e o
Dash. O Metro cobre a cidade inteira e o
Dash tem linhas circulares que percorrem certos bairros (o Dash Downtown, Dash Hollywood, Dash Los Feliz). O Dash é bom para rodar uma área específica e custa 50 centavos uma passagem. Algumas linhas são interligadas e é possível trocar de área. Para subir até o Griffith Observatory o Dash tem um
shuttle que sai aos fins de semana da estação de metrô da Vermont com Sunset e deixa na porta do observatório.
O
Metro vai para todos os pontos da cidade e é bom para quem quer atravessar de um lado para o outro, ou onde não tem o Dash. O Metro custa US$1,50 uma passagem e US$ 5,00 o passe do dia (que vale até as 3 da madrugada do dia seguinte). Para comprar o passe do dia é preciso ter um cartão, o TAP, que custa 2 dolares (além dos 5 do passe) na primeira vez e depois é só recarregar. A compra e recarga podem ser feitas com o próprio motorista do ônibus, online, nas lojas do Metro, ou nas máquinas do metrô. Também tem o passe da semana que custa US$ 20.
Atenção: no ônibus sempre tenha o dinheiro exato, o dinheiro é colocado numa máquina e ela não dá troco (o motorista não pega em dinheiro).
O TAP também serve para o Dash.
E como se deslocar? No
site do Metro é possível fazer um journey planner que diz o ponto onde pegar, o número do ônibus, o horário que vai passar, onde descer e quanto custa. Melhor ainda, para quem tem um smartphone, é baixar a
app que além do journey planner dá para ver onde estão os pontos de ônibus mais próximos e o horário que o próximo ônibus vai parar ali. Para quem quer ir a Santa Monica e Venice (ou vai ficar lá e quer ir para cidade) o Metro é a melhor opção. Os pontos de ônibus são definidos, os horários também, a frequência é entre 15 e 20min (peguei um ônibus que ficou parado 5 minutos porque estava adiantado para o próximo ponto).
E tem o metrô de fato (subway, ou underground para os britânicos), que não usei, mas está na minha lista de coisas a fazer da próxima vez que for a cidade. O metrô liga downtown a quase todos os lugares mais distantes da cidade. A linha vermelha vai para Hollywood. A empresa é a mesma do ônibus Metro e o passe do dia vale para o metrô também. (confuso isso do ônibus se chamar Metro né?)
O metrô funciona até 2 da madrugada nos fins de semana e os ônibus tem linhas que circulam a noite inteira.
Os ônibus são novos, limpos e tem ar condicionado (que foi um alívio no heat wave que peguei na cidade). Fiquei impressionada com o tanto de deficientes físicos em cadeiras de rodas usando os ônibus, quase todos os ônibus que peguei tinha um. É bem prático e rápido como sobem e descem.
O taxi é uma boa opção para quem tem pressa e para corridas curtas, as mais longas podem sair mais caro que o aluguel do carro. Acontece que em Los Angeles não se chama taxi no meio da rua, tem que telefonar.
Nesse site tem a lista de todas as empresas oficiais com telefones.
Não vamos esquecer a bicicleta. Faixas para bicicleta estão espalhadas por toda cidade. Em Venice e Santa Monica é legal alugar uma bicicleta e dar uma volta da ciclovia da praia que da para ir para Malibu de um lado e Manhattan Beach/Hermosa Beach do outro. Os ônibus tem racks para as bicicletas, então é possível fazer uma combinação de transportes e visitar mais lugares.