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22.11.13

Potosí e Uyuni

De Sucre para Uyuni, onde saem os tours para o Salar, é uma viagem de 6 horas de carro passando por Potosí. Para ir de ônibus tem que pegar um até Potosí, esperar algumas horas e pegar outro até Uyuni (ônibus sem banheiro interno). Nós tinhamos pensado em contratar um taxi para nos levar mas fomos informados que o pessoal de Uyuni é muito controlador com quem opera na sua área e só poucos carros são autorizados a fazer o trajeto (segundo o cara da agência local em Sucre : "the people there are mean".  No meio da estrada tem pedágios oficiais e não oficiais). Acabamos contratando uma minivan com motorista (autorizado) que nos levou até Uyuni com um pit stop em Potosi.

ponte sobre o rio seco
buraco coração na montanha
chola pastorando as ovelhas

A estrada de Sucre até Potosi e depois até Uyuni é muito boa, e a paisagem belíssima. Foi uma viagem muito agradável.

vila

Potosí em algum ponto do século 17 foi uma das cidades mais ricas do mundo por causa da exploração da prata que era enviada a Espanha. A cidade fica aos pés do Cerro Rico, uma montanha que parece uma pirâmide, de onde são extraídos os minérios.

rua com o cerro rico ao fundo
cholas em potosí

A cidade fica a 4000 metros de altitude, e você sente cada molécula de oxigênio faltando enquanto anda pela cidade. Passamos pouco tempo lá, só vimos a praça principal e algumas ruelas adjacentes. Tem muitas construções coloniais, ruas estreitas, quase sem calçadas e muita gente andando nas ruas. O passeio mais popular em Potosí é visitar as minas, mas esse não fizemos.

em potosí quem ajuda atravessar a rua é
um cachorro

Uyuni é a cidade na porta do salar, fica a 3700 metros de altitude. É basicamente terra de ninguém. Sabe aqueles lugares nos filmes western que os cavaleiros forasteiros chegam e o vento sopra a poeira e aquelas bolinhas de galhos secos? Pois é, Uyuni é quase isso, sem o charme das construções de madeira (com muito concreto e tijolo), e ao invés de um saloon tem muitas pizzarias. O turismo está crescendo, muitos estrangeiros passam ali, e o crescimento rápido da cidadezinha é visível.

no meio do nada tem uyuni
avenida principal
cholas colocando a conversa em dia

(Foi mais ou menos nessa área que pegaram o Butch Cassidy e o Sundance Kid)

Uyuni é onde começa (ou termina) a aventura no salar. É de lá que partiu o tour que ia nos levou por 3 dias atravessando o salar e o deserto até o Atacama no Chile.


20.11.13

Sucre

Sucre é a capital constitucional da Bolivia. Chegando de avião dá para ver que a cidade fica em colinas, com o centro histórico todo branco rodeado de bairros com casas de tijolos aparentes.

caminhar pela cidade é
sobe e desce

Sucre fica a 2800 metros de altitude. O clima é agradável, durante o dia no sol esquentava um pouquinho, mas a maior parte do tempo era fresco.



A cidade é bonitinha com seus prédios coloniais e várias igrejas, tudo branco (ou com a maior parte branca). Também tem aquelas sacadinhas de madeira. É patrimônio da UNESCO.



Sucre estava cheia de estrangeiros que passam por ali para começar (ou terminar) uma aventura no Salar do Uyuni (nosso caso) ou para fazer curso de espanhol.



É uma cidade muito agradável e tranquila, com muitos bares, restaurantes e pousadas. Também é cheia de jovens que frequentam a universidade. Comemos bem em Sucre, particularmente gostei dos sucos de frutas (que vinham em jarras de 1,5 litros!) e dos chocolates (lá tem uma fábrica).

casa de la liberdad de 1621 e onde
simon bolivar escreveu a constituição
essas zebras fanfarronas ajudam na travessia de
pedestres na praça


Em Sucre se vê mais bolivianos típicos com roupas tradicionais em todos os cantos da cidade. Inclusive quando estavamos fazendo um people watching na praça presenciamos uma manifestação de cholas (as bolivianas que se vestem tipicamente com saias rodadas, chales colorido, cabelos em 2 tranças e chapéu). Inclusive as garis que são cholas tem uma roupa de trabalho apropriada as tradições com saia rodada e tudo.

artesanato
familia

18.11.13

Santa Cruz de la Sierra

A viagem começou pela Bolívia. Nossa primeira parada foi Santa Cruz de la Sierra, antes de seguir para Sucre, para um descanso do pinga pinga de voos que fizemos desde Fortaleza.



Tem lugares que habitam as listas de desejos, outros que cogitamos em algum ponto, outros que estão no fim da fila e alguns que a gente nem lembra que existe.



A Bolivia estava na fila dos lugares cogitados, mas Santa Cruz, especificamente, é um dos lugares que eu nunca pensei que fosse conhecer.



Do caminho do aeroporto (Viru Viru, adorei esse nome) para o centro histórico deu para ver que é uma cidade espalhada mas não é grande e tem muitos jovens.



Santa Cruz é o polo econômico da Bolívia, é lá que está a industria petroquimica. Também é onde ficam as principais universidades do país.



O centro histórico é cheio de casas antigas com estruturas de madeira, no estilo vila espanhola com pátios centrais. A praça tem a igreja, prédios do governo, o teatro e muitos engraxates.



E foi em Santa Cruz onde eu dormi uma noite inteira antes de encarar noites mal dormidas por causa das altitudes acima de 2000 metros que viriam a seguir.