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7.12.13

Puerto Varas e Frutillar

Ainda com o Perito Moreno na cabeça, atravessamos a fronteira de volta para Punta Arenas e pegamos um avião para Puerto Montt (que fica na parte norte da Patagônia).

Sobre Puerto Montt não tem nada que vale a pena mencionar, por isso fomos direto para Puerto Varas, que fica a 20km do aeroporto.

puerto varas

Puerto Varas é uma cidade na beira do Lago Llanquihue com vista para os vulcões Osorno e Calbuco. É uma cidade com clara influência germânica. Faz frio, mas os locais não se importam muito e usam bastante o lago para esportes náuticos.


Na beira lago tem um museu de quinquilharias que estava fechado quando fomos, mas a fachada é interessante.


Em Puerto Varas se pratica o volcano watching, o Osorno é lindo.

vulcão 
vulcão tímido
vulcão e o cavalo
vulcão no por do sol

Frutillar é uma cidade menor que Puerto Varas e também fica na beira do Lago Llanquihue. Frutillar é dividida em alta e baixa. Na parte alta fica a maioria das casas dos locais e comércio. A parte baixa fica na beira do lago e é onde tem o centro cultural alemão, o teatro novo quase dentro do lago, alguns hotéis e muitas casas de doce que vendem kuchen (uma torta deliciosa).

teatro novo
kuchen

O pier é bonitinho e as meninas locais estavam se deliciando nas águas transparentes, e frias, do lago.

3.12.13

Torres del Paine

O Parque Nacional Torres del Paine fica a 150km de Puerto Natales. O parque tem três entradas: uma ao sul e duas ao norte.

Nosso plano era entrar no Parque Nacional de Torres del Paine pela entrada sul, onde ficava o hotel que íamos ficar no Lago del Toro, e no dia seguinte sair pela entrada ao norte que era mais perto da cidadezinha de Cerro Castillo, onde tem a fronteira com a Argentina (nosso próximo destino).

on the road

Seguimos de Puerto Natales, onde almoçamos, e depois de uns 17km saímos da estrada asfaltada e entramos na de ripio em direção a entrada sul. Passamos pela Cueva del Milodon (uma caverna onde acharam restos mortais de um bicho preguiça pré-histórico), e quando chegamos a 20km da entrada sul descobrimos que a estrada estava fechada. Na estrada principal não tinha nenhuma placa dizendo nada e nem nos 48km que rodamos na estrada de ripio. Demos meia volta e logo depois vimos as placas avisando do fechamento todas derrubadas no chão. Ja íamos voltar tudo quando paramos numa casa e o senhor nos disse que a entrada sul estaria fechada até fevereiro e nos indicou um outro caminho até a entrada norte sem ter que voltar para o asfalto.

na estrada fechada a vista era essa

Fomos mais 43km na outra estrada de ripio até Cerro Castillo para tentar ligar para o hotel dizendo que chegariamos mais tarde e saber que horas a entrada do parque fechava. Também estavamos na esperança de ter um posto de gasolina, mas chegando lá nos disseram que o posto mais próximo era em Puerto Natales (voltar 70km) ou Esperanza na Argentina (133km). Acontece que ainda tinhamos que rodar 90km de Cerro Castillo até o hotel, passando por dentro do parque, e voltar a mesma distância no dia seguinte até a fronteira.

lago com cisnes

Descobrimos que a entrada do parque fica aberta até as 20:00 e que se fosse necessário teria gasolina para vender na área do hotel por preços, hum, inflacionados.

Então fomos para a entrada norte do parque, Sarmiento. No caminho tinha várias placas dizendo que a estrada para a entrada sul estava fechada (muy amigos).

entrada sarmiento

Entramos no parque e fomos passeando numa tarde belíssima pelo parque, parando várias vezes no caminho, até o hotel. As paisagens são muito bonitas, o paredão de montanhas impressiona e os lagos tem cores lindas.

arvores queimadas no último incêndio
no por do sol

Por termos perdido tempo nessa volta não deu para fazer uma caminhada para ver o Lago Grey e a geleira (mas como íamos ao Perito Moreno não ficamos tão chateados).


Lá jantamos, dormimos (fez -2 graus a noite), compramos um pouco de gasolina para garantir, e no dia seguinte voltamos todo o caminho outra vez em direção a fronteira com a Argentina.

no dia seguinte estava nublado
e lindo do mesmo jeito

2.12.13

Puerto Natales

De Punta Arenas para Puerto Natales são 250km. A estrada é muito boa, mas tem que ter cuidado com o vento que é muito forte e o caro balança mesmo, sem contar o clima que muda de 5 em 5 minutos (sol-nublado-granizo-sol-neve).


Entre as duas cidades não tem nenhum posto de gasolina, então tanque cheio ao sair de Punta Arenas e encher o tanque chegando em Puerto Natales. Se tiver que usar o banheiro vai ser no meio do mato (rasteiro) e calculando a direção do vento, fica a dica.

Puerto Natales é a cidade mais perto de Torres Del Paine que tem um posto de gasolina. É uma cidade pequena com casinhas de madeira, um calçadão de frente para as montanhas nevadas, muitos hotéis, pousadas e restaurantes (comemos no ótimo Afrigônia, uma mistura de Africa com Patagônia). Tem muitos turistas, de mochileiros ao pessoal dos cruzeiros, mas não sei onde as pessoas andam porque Puerto Natales parece uma cidade fantasma.


As ruas estavam sempre vazias, confesso que se não fosse pela grande quantidade de cachorros nas ruas poderia dizer que a cidade estava a beira de ataque de zumbis.


Passamos pela cidade duas vezes mas não me apeguei. E nem era pelo frio porque em Punta Arenas o vento era mais agressivo e achei a cidade agradável. Em Puerto Natales só gostei das lixeiras inusitadas.

1.12.13

Punta Arenas

A primeira parada na Patagônia foi Punta Arenas, ou onde o vento faz a curva. O vento é tão forte e intenso que derrubou as malas do carrinho na saída do aeroporto, fez andar numa linha reta uma tarefa impossível e nos deixou preocupados em abrir a porta do carro sem deixar que fosse arrancada.

magalhães na praça central

Ah, o vento é frio pacas, óbvio.

as aves todas juntinhas se protegendo
do vento forte

Apesar desse vento todo, Punta Arenas é uma cidade agradável, muito melhor do que eu esperava. Com tanto vento é uma cidade razoavelmente arborizada. O centrinho tem uma praça fofa com a estátua do Fernão de Magalhães (o homem que deu nome ao estreito).

no estreito de magalhães

Punta Arenas foi colonizada em 1848 quando o governo Chileno contratou um capitão inglês, John Williams, para incorporar a Patagônia ao Chile, já que a Argentina e França estavam de olho no lugar. Então em volta da praça os prédios e casas são todos um pouco art nouveau, arquitetura da época, e tem a catedral. É uma área com vários hotéis, pousadas e restaurantes.

barraquinhas de souvenirs
estava todo mundo passando a mão no pé do índio
fui lá também

Na avenida a beira do estreito (a Costanera) tem um calçadão urbanizado, com cadeiras, estátuas, estacionamento, quadras, pistas de skate e ciclovia. Me custou acreditar que alguém usava aquilo com tanto vento, mas quando o sol sai (mesmo que rapidamente) tem gente correndo e de bicicleta. Uma prova definitiva que o ser humano se adapta a tudo.

costanera urbanizada
correr a favor do vento é fácil
street art
A cidade teve uma imigração de croatas muito grande no início do século 20 e depois da guerra. Tem até um monumento dedicado a eles.

Punta Arenas tem uma zona franca, mas achei muito fraca e nada barata.





29.11.13

Laguna Tebenquiche e Laguna Cejar

Nosso último passeio no Atacama foi por essas lagoas. As duas ficam na mesma direção, ao sul de San Pedro de Atacama, a uns 15km da cidade e dentro de um salar (diferente do Uyuni já que tem alguma vegetação rasteira).




No caminho passamos por dois grupos de bicicletas e um ciclista sozinho.

ciclista deixou a bike para um mergulho


A Lagoa Tebenquiche tinha montinhos de sal e eram verdadeiros espelhos.



Depois fomos a Lagoa de Pedra que fica ao lado da Lagoa Cejar, ambas são muito salgadas mas as pessoas só tomam banho na Cejar.

laguna de piedra

A Lagoa Cejar é a versão atacamense do Mar Morto e é quase uma praia onde o pessoal vai para boiar. É um passeio que geralmente fazem a tarde porque a água da lagoa fica mais quentinha, mas nós fomos de manhã e não estava tão cheio de gente.

mais flamingos

Quando chegamos lá um dos grupos de bicicleta, que era de um dos resorts phynos, já estava lá com suas cadeiras armadas, champagne servido e um cara esperando com um balde de água doce.

phynos na beira da lagoa

Não entrei na lagoa devido uma queda da bicicleta uns dias antes que resultou num machucado na perna, mas o Nick foi lá boiar.

tem que ir de chinelo porque o sal cristalizado
que fica na borda pode cortar os pés


Foi a última vez na viagem que coloquei as pernas de fora e usei camisa de manga curta. Próxima parada: Patagônia.