Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens

25.2.19

Oscar 2019

E chegou a festa de premiações mais esperada do ano. Sempre meio arrastada, longa mas assistimos até o fim.

Esse ano não tinha ninguém para apresentar, mas quem precisa de um apresentador quando se pode ter o Queen tocando na abertura? Tocaram We Will Rock You e We Are The Champions.

Desconfio que indicaram Bohemian Rhapsody só para ter os tios do Queen com Adam Lambert deixando o pessoal da academia no clima da festa.

Na verdade foi até melhor sem apresentador fazendo piadinha boba a noite inteira.

Tina Fey, Amy Pohler e Maya Rudolph inciaram apresentando o primeiro prêmio, elas são sempre divertidas.

Esse Oscar teve umas boas duplas apresentando: juntaram J.Lo com Chris Evans, Daniel Craig com Charlize Theron e Michael B Jordan com Tessa Tompson.

Teve até gente chegando voando de guarda chuva e não era a Mary Poppins.

via GIPHY

Nas apresentações musicais teve Jennifer Hudson gritando, teve uma dupla country e teve Bette Middler cantando lindamente a música da Mary Poppins. Mas nenhuma foi melhor do que Lady Gaga AND Bradley Cooper cantando Shallow. Além de ser a melhor música, a química desses dois explodiu ovários pela internet e deve ter deixado muitas pessoas na platéia arrependidas de não ter votado em Nasce uma Estrela para melhor filme só para ver os dois mais tempo no palco.



Para o Bradley Cooper eu só tenho emoji com coração nos olhos. Ele veio com um look meio Jackson Maine com a barba meio crescida e o cabelo idem. Não sei como os jornalistas conseguem entrevistá-lo porque ele olha nos olhos, e aqueles olhos azuis.....Ok, parei com o crush.


A Barba do Chris Evans voltou. Obrigada.



Vamos a premiação.

O meu documentário favorito Free Solo ganhou seu Oscar. O Alex Honnold estava lá e subiu no palco pelas escadas mesmo.

Documentário Curta foi para o ótimo Absorvendo o Tabu que é sobre menstruação. Está na Netflix.

Filme Curta Metragem foi para Skin, sobre um menino que é de uma família de skinheads. Parece que já fizeram uma versão longa metragem.

Animação Curta foi para Bao, um desenho fofo sobre um pãozinho.

Animação longa foi para o excelente Homem Aranha no Aranhaverso. Esse era quase tão barbada quanto Shallow.

Falando em Shallow, a música da Lady Gaga foi o único Oscar de Nasce Uma Estrela.

Roma e Alfonso Cuarón ganharam 3 Oscars: Filme Estrangeiro, Fotografia e Direção. Alfonso Cuarón é mestre na arte da direção e o filme é lindo. De quebra ele fez a fotografia que é em preto e branco AND digital. E deu ao México o primeiro Oscar de filme. No discruso ele disse: "Cresci vendo filmes estrangeiros: Tubarão, Poderoso Chefão...". PAH na Academia.

Pantera Negra também levou 3 Oscars: Figurino, Design de Produção e Trilha Sonora Original. A Ruth Carter fez uma pesquisa incrível com as etnias africanas para fazer o figurino de Wakanda. Gostei dessa premiação porque quase sempre ganha filme de época em figurino e dessa vez foi um filme de fantasia. A trilha sonora, feita por um sueco, é muito boa.

Bohemian Rhapsody ganhou 4 Oscars: Edição de Som, Mixagem de Som, Montagem (Edição) e Ator. Que esse filme ia ganhar alguma categoria de som era quase certo porque afinal de contas é um filme sobre música, mas o Oscar de Montagem foi uma surpresa (deve ter sido aqueles 20 minutos finais). O Rami Malek já vinha ganhando as outras premiações e o trabalho dele no filme é incrível.

Vice só ganhou Oscar de Maquiagem.

First Man ganhou Melhores Efeitos Visuais e achei muito justo, o pouso na Lua é muito bem feito e é um filme com muitos efeitos práticos ao contrario do resto que monta no CGI.

Regina King Ganhou Atriz Coadjuvante pelo seu papel de mãe que faz tudo pela filha no bonito Se Rua Beale Falasse. E foi escoltada pelo Capitão América.



Spike Lee ganhou seu primeiro Oscar pelo roteiro adaptado de Infiltrado na Klan. Super merecido, o filme é ótimo. Spike Lee subiu todo feliz no palco, pulou no colo do Samuel L Jackson e fez um discurso ótimo. Até palavrão ele falou.



A Favorita só ganhou UM Oscar. De Melhor Atriz para Olivia Coleman como A Rainha Anne, e ela fez um discurso ótimo cheio de emoção. Esse resultado quebrou bolões pelo mundo porque todo mundo esperava que a Glenn Close ganhasse. Não foi dessa vez Glenn.

Com as premiações espalhadas desse jeito quando chegou a vez do melhor filme a sensação é que qualquer um poderia ganhar (menos Vice).

Acabou que o Oscar de Melhor Filme foi para Green Book, que também ganhou Melhor Roteiro Original e Ator Coadjuvante para Mahershala Ali (ele é pé quente, lembram de Moonlight em 2017?).

Achei Green Book bom, mas para mim: A Favorita foi o melhor filme, Roma o mais bonito, Infiltrado na Klan o mais necessário e Nasce Uma Estrela é o que verei muitas vezes.


E foi isso. O Twitter como sempre nos dando os melhores memes.






Para terminar, a rainha do pop na sua festa com a oscarizada Lady Gaga (esse Oscar vai se juntar ao Bafta, ao Grammy e ao Globo de Ouro que ela também ganhou).

"miga, bradley é tudo isso que a gente imagina?"


PS. Antes do Oscar participei do Livre Podcast e dei meus pitacos lá. Acertei alguns.

19.2.19

Free Solo

Esse é um documentário sobre um alpinista (escalador) que está treinando e se preparando para ser o primeiro a subir o paredão de 900 metros que é o El Capitain, no Yosemite na California, free solo.


Free Solo é a modalidade da escalada que o atleta (porque tem que ser atleta mesmo para fazer isso) sobe a parede sozinho, solo, sem parceiros e sem a segurança de cordas.

Poucas coisas são mais emocionantes (e tensas) de ver do que esse tipo de escalada.

As imagens são lindas. Só isso já vale o filme.

Mas tem também o Alex Honnold.

Eu não sabia quem era Alex Honnold na fila da corda da escalada, mas ele é famoso, é uma espécie de gênio da escalada. Ele é muito interessante e isso faz dele um ótimo personagem para um documentário. Alex é calmo, preparado, entende o perigo e as consequências de um erro (que é morrer) e ao mesmo tempo é empolgado, e o mais importante, consegue fazer tudo na observação de lentes. O filme mostra toda a preparação dele para escalar o El Capitain sem cordas, e também mostra a vida dele (que é super simples, ele mora numa van), o projeto dele de ajudar comunidades pobres em países em desenvolvimento a ter energia elétrica, o namoro dele com a Sanni e como essa vida de escalador afeta o relacionamento.

O filme também mostra a apreensão dos cinegrafistas (que também são alpinistas) em estar ali filmando esse evento. Afinal, se Alex erra, cai e morre, qual o limite ético deles estarem ali filmando? E eles como amigos do Alex?


O Alex Honnold escala de um jeito que para os nós leigos parece que ele faz tudo com uma certa facilidade mas para os escaladores entendidos, que sabem que é muito difícil, é mais tenso ainda.

Escalar El Capitain free solo é uma coreografia que exige precisão.

No dia da escalada de fato Alex pediu para que os amigos cinegrafistas não fiquem na sua linha de visão, que para conseguir escalar ele teria que se sentir sozinho (até porque não queria que os amigos estivessem muito perto se alguma coisa acontecesse). Então tiveram que usar cameras colocadas em lugares estratégicos ao longo do paredão e cameras com lentes objetivas para captar de longe os movimentos.


Aviso logo, e isso não é spoiler porque ele está vivo e dando entrevistas sobre o filme, que Alex conseguiu escalar o El Capitain free solo, sem cordas. E mesmo sabendo disso você fica na ponta da cadeira até o fim.



A Tia Helô ficaria com os olhos entre os dedos das mãos olhando a tela só de vez em quando. 651 "Ai, Jesus!" para essa lagartixa humana que é Alex Honnold.

Eu já daria o Oscar de melhor documentário para esse filme. Dos que estão concorrendo vi 3 e esse é o melhor, seguido de Minding the Gap. Se um dos dois ganhar acho justíssimo.

Se alguém ficar tão empolgada com escalada quanto eu depois de ver esse filme, tem uma penca de videos no youtube com o Alex Honnold. Tem desde ele escalando pedras em Angola até ele analisando as cenas de escaladas em filmes.

Não levo jeito para escalada, já tentei indoor mas me falta força nos braços. Se levasse jeito já estaria subindo algum granito por aí depois de ver esse filme. Com cordas, claro.

3.2.19

+Filmes

Creed 2

O oitavo filme com Rocky Balboa, mas assim como no sétimo filme o foco mudou do Rocky para o Adonis Creed.



E acredito que esse filme foi a despedida do Rocky do cinema. (emoji com lágrima)

Sou fã do Rocky Balboa. Desde criança. Fã nível: já subi correndo as escadas do museu da Philadelphia. Adoro o primeiro filme, gosto muito do segundo, o terceiro e quarto são ok (o terceiro tem Eye of the Tiger), o quinto é ruim e ninguém fala desse filme e gostei do sexto. O sétimo filme do Rocky e primeiro do Creed é excelente.

Então, no primeiro filme do Creed mostra o filho do Apollo Creed entrando e se estabelecendo no mundo das lutas com ajuda do Rocky.

Nesse segundo filme o Creed já está estabelecido e o Rocky é seu treinador e apoio moral. Creed ganha a luta que dá o cinturão para ele e vai descansar. Aproveita para pedir sua namorada Bianca em casamento e está tudo correndo bem para ele.

Acontece que esse filme tem uma ligação com o quarto filme do Rocky onde o Apollo Creed morre no ringue numa luta com o Ivan Drago (uma coisa USA x USSR) e no fim o Rocky vai até a Russia e se vinga. Depois dessa luta o Ivan Drago amargou a derrota, sua mulher o largou mas ele ficou com o filho dos dois, Viktor. Ivan treinou Viktor para ser um lutador revenge.

Aí Viktor desafia Adonis Creed e temos aí dois momentos de lutas e sequencias de treinamento (adoro! Adonis Creed fazendo uma das melhores cenas de corrida do ano).

É um filme sobre paternidade (e ausencia de). Adonis com seu pai falecido e querer vingar sua morte, Rocky que é uma figura paterna para Adonis mas foge do seu próprio filho. Adonis que está sendo pai pela primeira vez. E Ivan e Viktor.

Bianca (a ótima Tessa Tompson) também tem seus momentos nesse filme. Justíssimos. Sua parceira com o Adonis Creed é ótima.

Michael B Jordan é excelente nesse papel. Não sei se pode ter um Creed 3 mas se tiver assitirei, mesmo sem o Rocky.

A trilha sonora é ótima. E vi no IMAX então cada soco parecia que eu também estava apanhando.

A Tia Helô provavelmente veria esse filme com os olhos fechados nas lutas, mas ia gosatr de ver que Rocky sai com dignidade. 516 "Ai, Jesus!" para cada porrada nas costelas do Creed.



Velvet Buzzsaw

Filme que estreiou na Netflix essa semana logo depois de ser lançado no Festival de Sundance (que geralmente lança filmes alternativos e independentes).

Nesse filme o Jake Gyllenhaal está ótimo fazendo um crítico de arte, Morf, bem cri cri e com algumas picuinhas. Rene Russo faz Rhodora, uma dona de galeria que usa de sua influência e esperteza para fazer negócios. A Zawe Ashton faz Josephina, uma funcionária da Rene Russo que descobre obras de um pintor desconhecido que morava no seu prédio e faleceu.

Rhodora convence Josephina a fazer uma exposição do artista com alguns quadros mas decide esconder outros para aumentar o valor do artista.

É um filme sobre esse mundo das artes, como atribuem valores, como surgem as críticas e as negociações. Todos os envolvidos estão nesse filme: artistas, donos de galerias, pessoal do museu, curadores, críticos e assistentes.

O filme vai pelo caminho do terror com algumas mortes que decorrem do trabalho do artista descoberto mas não deixa de ser divertido e educativo.

A Tia Helô ficaria horrorizada com os materiais usados nas pinturas. 315 "Ai, Jesus" e algumas palmas para o Jake Gyllenhaal em forma.

25.1.19

Glass

(Esse está parecendo um blog de cinema, mas é temporada pré-Oscar e tem muito filmes sendo lançados nos cinemas.)



Glass (Vidro) é a terceira parte de uma trilogia que começou com o excelente Unbreakable (de 2000).

(Unbreakable recebeu o péssimo título de Corpo Fechado em português e por isso continuarei a chamá-lo pelo nome original em inglês)

Em Unbreakable o David Dunn (Bruce Willis) sobrevive a um acidente de trem e é convencido pelo Elijah (Samuel L Jackson) que ele é super forte e super resistente. O filme é muito bem feito e nos leva a saga de David até ele se tornar uma espécie de herói e Elijah se tornar Mr. Glass (porque seus ossos se quebram facilmente). Mr Glass é o oposto do David e, por isso, seu vilão. Esse filme é uma homenagem aos quadrinhos e traz a idéia que as histórias de superheróis são sobre pessoas do mundo real com as habilidades exageradas.

O segundo filme é Split (Fragmentado 2017) que tem James McAvoy fazendo umas 20 personalidades. O Kevin sofre desse transtorno de multiplas personalidades e ele sequestra meninas que ele está preparando para uma personalidade mais forte fisicamente que que ainda vai aparecer, é a The Beast (Fera? Besta?). As personalidades são ótimas, a Patricia é a tia que manda em todo mundo, o Hedwig é um garotinho de 9 anos, tem o Dennis, o Barry, e outras. No fim desse filme quando a Beast aparece ele deixa uma das meninas livre (as outras ele matou e comeu, literalmente) e consegue fugir da polícia. Até o fim desse filme ninguém sabia que tinha relação com Unbreakable, mas aí nas letrinhas aparece Bruce Willis como David Dunn (17 anos depois de Unbreakable) e sabemos que ele vai atrás do Beast.

E chegamos em Glass.

David Dunn está na sua vida de dono de loja de material de segurança e vigilante, ajudado pelo filho e procurando o Beast. Quatro meninas estão desaparecidas.

Ele acha o Beast, libera as meninas, e enquanto os dois puxam cabelo na rua a polícia chega com uma  psiquiatra que leva os dois para um hospital psiquiatrico.

Adivinha quem também está nesse hospital? Sim, Mr. Glass. Dopadão.

David Dunn fica confinado num quarto com mangueiras que faz chover e o deixam em pânico. Kevin fica em outro quarto com uma luzes que fazem ele mudar de personalidade toda vez que acendem. E fica a pergunta: porque ele simplesmente não fecha os olhos, ou usa a fronha para tapar os olhos?

Anyway....a psiquiatra tenta convencê-los através de lógica que eles não tem nada de super poderes, nem são especiais.

Acontece que Mr. Glass é tudo menos bobo. Ele sempre tem um plano.

É mais um filme tenso, um thriller, do ação.

Gostei muito dos movimentos de camera, das cores usadas (sempre roxo para Mr. Glass, verde para David Dunn e amarelo para Kevin e suas personalidades. O rosa ficou para a psiquiatra), e os enquadramentos que sempre lembram quadrinhos. Tem muitas ligações com os outros filmes e tem cenas deletadas de Unbreakable muito bem usadas como flashbacks.

O que não gostei muito, mas não deixei de achar o filme bom, foram algumas soluções fáceis e o finalzinho. Não darei spoilers.

Shayamalan ainda tem um pouco de crédito comigo.

A Tia Helô iria adorar a personalidade Patricia do Kevin. 416 "Ai, Jesus!" para Mr. Glass criança no parque de diversões.

23.1.19

+ Filmes

Um muito bom, um médio e um ruim.

Spider-man Into The Spider-verse

Não sou público alvo do Homem Aranha, tanto que o chamo de Spiderteen, porque para mim ele é um adolescente. E como tal é o herói preferido de 90% dos nerds do sexo masculino (crianças, adolescentes, adultos ou até já mais perto da meia idade).

 De todos os heróis é o Spiderteen que veste o uniforme mais cedo e é ele que aprende logo no início que "grandes poderes trazem grandes responsabilidades".

Nessa animação o Spiderteen já está no batente há 10 anos e posso finalmente chamá-lo de Spiderman. Na mesma cidade mora Miles, um garoto que é mordido por uma aranha radioativa (aqui vou citar o Choque de Cultura: ninguém tinha um chinelo?) e começa a sentir os efeitos de se tornar o Spiderkid.

Acontece que um dia o King Pin (o vilão do Demolidor) quer mexer com as realidades alternativas, acaba matando o Spiderman dessa realidade mas nessa mixagem de realidades ele acaba importando o Spiderbucho (um Homem Aranha na casa dos 40 anos) de outra realidade.

SpiderBucho, SpiderKid se juntam a SpiderGirl (sim! temos uma menina, finalmente! Na realidade alternativa foi ela quem foi picada pela aranha) e vão atrás de acabar com essa palhaçada de ficar mexendo com as realidades. Vão na casa da Tia May e lá ainda tem o SpiderPorco, o SpiderNoir (veria um filme só dele) e a SpiderMangá.

O King Pin abusou da máquina de realidades alternativas.

Aqui é que a animação é maravilhosa, cada SpiderPessoa é representada por seu estilo de animação. A SpiderMangá vem no estilo japonês de quadrinhos, o SpiderNoir é em preto e branco, o SpiderPorco é um 2D do Pernalonga, e o SpiderKid um quadrinho tradicional (que quando bate sol na cara dele dá para ver aquela textura de tinta no papel).

E sim, é um ótimo filme de ação e de super heróis com uma mensagem bacana no fim. Canditado fortíssimo ao Oscar de melhor animação.

A Tia Helô iria gostar de ver Tia May cheia de bossa. 14 "Ai, Jesus!" para tanto balanço com teias.


Suspiria

Esse é um remake de um filme do mesmo nome de 1977.

É sobre uma escola de dança na Alemanha comandada por uma sociedade de bruxas que fazem ensaios de coreografias bizarras que parecem rituais.

Uma das alunas foi encontrar um psicólogo (um senhor idoso) e contou todo o babado mas ele desconfia que seja verdade.

Um dia chega na escola uma aluna americana. No primeiro dia de aula dela a dancarina principal do espetáculo vai mal e desiste dizendo que vai embora. A americana diz que sabe toda a coreô, ninguém acredita mas a professora deixa ela tentar. Ela arrasa, MAS enquanto ela dança a outra que queria ir embora é torturada através da dança e some. Foi uma das cenas mais impactantes e bizarras que vi esse ano, e eu vi Hereditário.

Com isso a americana ganha o papel e sua colega começa a desconfiar do sumiço da outra.

É um filme pesado, estranho, longo demais, mas as cenas coreografadas são óitmas e a Tilda Swinton está maravilhosa.

Tilda Swinton faz vários papéis nesse filme, inclusive o velho psicólogo. Queria dizer que foi uma baita esnobada do Oscar esse filme não ser indicado a melhor maquiagem.

A Tia Helô iria ficar horrorizada com essas mulheres. 924 "Ai, Jesus!" acompanhados de 521 "Que bruxaria é essa?".


Vice

Um filme sobre o Dick Cheney que foi o vice presidente do George W Bush. Ele é uma pessoa muito privada e no início do filme logo dizem que o que vamos ver é quase uma adivinhação do que aconteceu mesmo. Provavelmente era para ser uma sátira.

E aí é um vai e vem no tempo para contar a história de vida do Dick Cheney e sua esposa Lynne.

O diretor do filme, Adam McKay, acreditou no sucesso do seu outro filme The Big Short (que é bom, é quase um "especulação financeira for dummies") e quis ser mais diferentão ainda nesse filme.

Para mim não deu certo, achei o filme chatérrimo. Ele tinha uma ótima história nas mãos para contar, mas quis ser cineasta hipster e abusou das gracinhas. O filme tem falas de MacBeth do Shakespeare em um pedaço que o casal conversa na cama e com 30 minutos de filme ele rola os créditos como se "a vida política do Dick Cheney acaba aqui e ele foi feliz para sempre" só para logo depois receber a ligação do George Filho. Sem contar que tinha um narrador contando tudo. Não funcionou, não teve graça.

O Christian Bale engordou, colocaram uma maquiagem pesada nele e ele ficou parecido, desaparece no papel e entendo todas as indicações para ele. O Sam Rockwell de George W Bush é bom. Amy Adams também está bem e a personagem dela joga muitas cartas na mesa.

Dito isso achei mais do que um exagero indicarem esse filme a tantos prêmios. Não achei criativo e as vezes beirava o óbvio (usar cenas de pesca quando Dick Cheney está "jogando isca" para conseguir o que quer com George filho. Really?), tinha momentos que eu só queria que ele contasse a história direito.

Ou então não entendi nada.

Tia Helô sairia depois que visse os créditos rolando a primeira vez. 2 "Ai, Jesus!" para o primeiro de 4 infartos do Dick Cheney.


20.1.19

+Filmes

Pais e filhos.

A Beautiful Boy

Um filme sobre um garoto viciado em drogas (metanfetamina para ser exata) e como seu pai lida com a situação.

O pai vai desde buscar o filho nas ruas, fazer com que ele entre em rehabs, até deixar o garoto chegar no fundo do poço.

O Steve Carrell faz o pai e em muito momentos ele me lembrou Michael Scott (seu personagem em The Office), mas Thimothé Chalamet está excelente no papel do filho e eu gostaria de ter visto mais dele e menos do pai.

É um filme bom, mostra esse relacionamento difícil com pessoas viciadas e como isso afeta toda a família. É baseado em fatos reais.

A Tia Helô não iria gostar de ver menino Chalamet enganando e roubando. 316 "Ai, Jesus!" para cada vez que o pai cede as mentiras do filho.


Boy Erased

Aqui os pais acham que a cura gay funciona. O pai é um pastor e a mãe acredita que a cura gay é possível, mas não examinam seus preconceitos.

Jarred vai para o lugar (um centro?) onde ele passa o dia numa espécie de regime quase militar misturado com técnicas bizarras para convencê-lo que ele pode deixar de ser gay. Chega a dar nos nervos de quem assiste e dá vontade de liberar todo mundo daquele inferno.

Em um dado momento a mãe (Nicole Kidman, ótima) se questiona se aquilo está certo, o que é um alívio.

A minha surpresa foi ver o Flea do Red Hot Chili Peppers fazendo o papel de um ex-viciado que passa a ser o sargentão do centro e ensina os rapazes a andar  e apertar mãos "como homens".

A Tia Helô diria alguns "Ai, Jesus!" fechando os olhos para o método da cura gay.


Wildlife

Nesse filme os pais são jovens (Jake Gyllenhaal e Carey Mullugan) e estão numa espécie de crise de quem casou muito jovem e os interesses já não são os mesmos além do filho.

A história é toda contada do ponto de vista do garoto, um adolescente de 14 anos, e as vezes o acontecimento é fora de tela e só vemos a sua reação.

Essa família mora numa cidade bem pequena no norte dos EUA que antes do inverno tem um incêndio florestal nos arredores. Enquanto o pai decide trabalhar apagando fogo na floresta a mãe tem que resolver como vão sobreviver durante esse tempo. O menino é super tranquilo, deve ser porque os pais são maluquinhos. Equilíbrio né?

É um filme muito bom, mas é um pouco parado. A vida devia ser assim mesmo numa cidadezinha americana nos anos 1960.

A Tia Helô iria gostar do menino Joe. 12 "Ai, Jesus!" para essa vida que de selvagem não tem nada.


Shoplifters

Filme japonês sobre uma família de trambiqueiros. Eu só sabia que esse filme se passava no Japão porque as pessoas dentro de casa faziam tudo agachadas ou sentadas no chão, os cartazes e placas nas ruas eram em ideogramas e a estampa do banco do ônibus era de desenhos infantis. Fora isso poderia ser uma família em qualquer lugar do Brasil ou outro país.

O filme começa com pai e filho roubando coisas no supermercado. Pequenos roubos. A caminho de casa eles veem uma garotinha do lado de fora de casa (num dia muito frio) e a levam para casa para ela não morrer de frio.

Em casa tem a avó, a mãe e uma outra mulher. São cinco pessoas mais a garotinha. Quando vão devolver a menina, o pai e a mãe, escutam gritos e briga e decidem ficar com a menina.

A garotinha então entra no esquema da família. Acontece que nem tudo é o que parece e família as vezes é aquela que escolhemos.

Esse filme é muito bom, muito bom mesmo.

A Tia Helô iria ficar impressionada com os truques da vó japonesa. 415"Ai Jesus!" cada vez que eles comiam ramen.


Minding the Gap

Documentário feito ao longo de seis anos que conta a história de 3 rapazes numa cidade pequena dos EUA. Eles são skatistas e a cidade passa por um período difícil de desemprego.

Um dos rapazes é mais velho e no início sua namorada está gravida. O outro rapaz, negro, mais novo, saiu de casa porque tinha um relacionamento dificil com seu pai (que morre logo depois). E o terceiro rapaz é o diretor do filme, um asiático, que teve um padrastro abusivo.

O filme acompanha as mudanças na vida de cada um deles.

As cenas de skate são sensacionais. Acho que a camera estava na mão de outro skatista porque a fluidez do movimento é impressionante.

A Tia Helô iria ficar passada com algumas mães do filme. 517 "Ai, Jesus" menino larga esse skate que você vai cair!!!


6.1.19

+ Filmes

Vamos começar 2019 com três filmes ótimos.

Green Book

Praticamente um Conduzindo Miss Daisy com um itálo-americano meio mafioso na direção e um pianista afro-americano doutor em música fino e chique no banco de trás.

Don Shirley (o oscarizado Mahershala Ali) é o pianista que vai tocar num tour de dois meses pelo sul dos Estados Unidos na época da segregação racial. Para transitar com mais tranquilidade por certos lugares ele contrata Tony (o excelente Viggo Mortensen) que está de férias forçadas por causa da reforma na boate que ele trabalha.

O tal Green Book é uma espécie de guia de turismo para os negros americanos circularem nas estradas com segurança. É nele que tem os hotéis onde Don Shirley pode se hospedar.

Os dois homens são muito diferentes mas como todo bom road movie as diferenças vão se alinhando e um aprende com o outro.

É o feel good movie da temporada. E é baseado em uma história real.

A Tia Helô iria gostar do Don Shirley, rapaz educado. Já o Tony... 217 "Ai, Jesus!" para tanta comida que esse homem enfiava na boca.


The Favourite (A Favorita)

O diretor grego Yorgos Lanthimos faz uns filmes muito doidos. O meu preferido é O Lagosta e também gostei muito do Killing of a Sacred Deer.

Esse não seria diferente. No reino da Rainha Anne da Inglaterra a situação está conturbada. O país está em guerra com a França e no palácio os membros do parlamento querem uma posição da rainha. Acontece que ela está passando por maus momentos de saúde (problemas na perna, intolerância a lactose) e quem manda na porra toda é a Lady Sarah.

Lady Sarah, a Duquesa de Malborough, é amiga de longa data da Rainha e ela toma conta dos interesses do reino (e dela mesma). A Rainha faz tudo que ela manda.

Um dia chega Abigail no palácio. Ela foi vendida pelo pai para pagar uma dívida e depois de passar por maus momentos chega no palácio pedindo emprego. Lady Sarah a coloca como empregada mas depois ela recebe um upgrade para acompanhante. Acontece que a ambição da Abigail é sem limites.

Abigail e Lady Sarah passam a disputar a atenção (e outras coisas da Rainha Anne). É veneno que não acaba mais (literalmente em alguns momentos).

Sim, é baseado em fatos reais e nas cartas escritas pelas mulheres. Rainha Anne e Lady Sarah se correspondiam um bocado.

Um filme que abusa da iluminação natural e as vezes parece que foi filmado numa GoPro para o canal de esportes Off. Tem uns efeitos fisheye interessantes (mas também tem uns cortes brutos). A trilha sonora é usada quase como personagem e as vezes incomoda intencionalmente (como sons repetidos a exaustão). Coisas de Yorgos que deixam a história mais interessante.

Tem humor e tem drama. As três atrizes estão sensacionais, e Olivia Coleman merece o destaque que tem recebido. Gostei de ver Nicholas Hoult mostrando que é bom e deveria estar em mais filmes.

Depois de ver esse filme fui pesquisar sobre a Rainha Anne para saber quem era ela na fila do palácio. O reinado dela teve guerra com a França mas também teve a união com a Escócia, teve algumas construções famosas de Londres como a St. Paul's Cathedral e o Newton estava bolando suas teorias.

A Tia Helô iria achar tudo muito bizarro. 418 "Ai, Jesus!" para os 17 coelhos da Rainha Anne.


Cold War (Guerra Fria)

Filme do polonês Pawel Pawlilowski que conta história de um casal de artistas durante os anos da guerra fria na Polônia.

Wiktor está montando um show que vai mostrar a cultura folclórica polonesa. Zula é candidata a uma vaga de cantora e é contratada. Os dois se apaixonam e combinam de fugir durante uma apresentação na Berlim pré-muro.

Zula não aparece e Wiktor vai para fora da cortina de ferro sem ela. Os anos passam e eles se encontram na antiga Iugoslávia. Depois ela se casa e vai morar em Paris onde os dois tem um caso. Mas ela não é feliz e decide voltar para a Polônia. Acontece que se Wiktor voltar para a Polônia ele é considerado traidor.

Esse filme tem uma cena espetacular que Zula dança Rock Around the Clock.

É um filme que parece que foi feito mesmo na década de 1950. É preto e branco e o frame é quadrado. E tem músicas em polonês.

A Guerra Fria é o momento histórico em que estão e também representa algo que os separa constantemente (fisicamente e emocionalmente).

Gostei desse filme mesmo tendo revirado os olhos algumas vezes porque as vezes as pessoas preferem dificultar uma situação com solução mais simples.

A Tia Helô iria gostar desse filme mesmo sem entender uma palavra das músicas polonesas. 179 "Ai, Jesus!" para Romeu e Julieta da Polônia.

20.12.18

+Filmes

Bad Times at the El Royale

Esse filme era para ter passado em outubro, adiaram para janeiro mas como somos ansiosos para ver Melhor Chris, e não é certeza que vem para o cinema de Fortaleza, então vi logo.

Nesse filme o Jeff Bridges (adoro), Jon Hamm (emoji com coração nos olhos), Dakota Johnson (Mrs. Grey quando quer faz filmes bons) e Cinthia Erivo (que também está em Viúvas) chegam no El Royale, um hotel beira de estrada bem na divisa entre os estados da California e do Nevada.

Tudo se passa na década de 60 (eu acho) e o El Royale pelo jeito não é frequentado há algum tempo. Cada um está lá por um motivo, inclusive o recepcionista.

Qualquer coisa que eu contar vai ser spoiler então vou deixar todo mundo curioso. O filme é ótimo.

E tem sim o Melhor Chris num papel bem diferente do que ele já fez e o bonus de aparecer shirtless (que sempre vale a pena). Aliás Melhor Chris tem um molejo que gostaria de vê-lo em alguma cena com coreografia porque ele deve dançar bem.

(O que Melhor Chris não faz hein? É quase um Tom Cruise.)

A Tia Helô iria ficar bolada com o personagem do Jeff Bridges. 710² "Ai Jesus!" para Melhor Chris andando no campo de flores amarelas.

não existe "ai, jesus!" suficiente.

Se passar no cinema aqui vejo outra vez porque Melhor Chris merece uma tela grande.


Aquaman

E vamos a mais um filme da DC. Depois de aparecer (muito bem) no duvidoso Liga da Justiça o Aquaman ganhou seu filme.



Nunca achei o Aquaman interessante, mesmo ele sendo o Rei dos Mares e olha que isso não é pouca coisa, afinal o planeta é mais água do que terra. A única coisa bacana era ele falar com os peixes. Aí em Liga da Justiça a gente descobre que ele só falta voar.

Nesse filme temos a história da origem dele (é filho da rainha de Atlantis com um faroleiro do Maine) e depois como ele é levado a lutar pelo trono de Atlantis.

O seu meio-irmão Orm (a mãe voltou para Atlantis e casou com o rei como tinha sido prometida) está querendo causar uma guerra com o pessoal que vive na terra porque nós humanos somos uns porcos e estamos enchendo os oceanos de lixo. Achei muito justa a cena que o Orm manda de volta para terra todo o lixo dos mares. Para conseguir um mega exército ele precisa do aval dos outros povos dos mares. Ele está quase conseguindo quando a sua noiva Mera vai atrás do Arthur e diz que ele tem que parar com essa maluquice.

Arthur que está de boas na sua cidadezinha, bebendo com os locais, salvando submarinos de piratas, diz que não é rei coisa nenhuma mas Mera o convence a dar uma voltinha em Atlantis.

Atlantis é uma coisa meio Tron on steroids.

Chegando lá Arthur descobre que tem que achar o tridente dourado para ser rei da porra toda mas não sem antes lutar com seu meio irmão Orm.

Depois de uma cena que parecia a luta de Thor com Hulk só que embaixo d'água, Arthur e Mera vão na sua busca pelo tridente dourado aprontando muitas confusões.

Esse filme tem um apanhado de muitas coisas dos anos 1980/1990: Indiana Jones, Tron, Jurassic Park, e até Titanic. É divertido? Sim. É galhofado? Sim.

Não curti o outro vilão (?) chamado Black Mantis. Vilão burro não dá. Ele passou o filme querendo que alguém o ajudasse a encontrar o Aquaman quando era só ir nas redes sociais porque o Arthur tirou selfies no bar com fãs.

Jason Momoa é um ótimo Aquaman, gostei do Patrick Wilson de Orm, Nicole Kidman chuta bundas, a Mera da Amber Heard também, Willem Dafoe dá credibilidade e até o Dolph Lundgren está nesse filme.

Tia Helô iria gostar de tantos peixinhos e cores. 214 "Ai, Jesus!" só para aquela virada de cabelo na entrada do Aquaman no filme.

15.12.18

Roma


Que filme lindo.

Gosto muito do Alfonso Cuarón, desde a versão moderna dele para Grandes Esperanças e o excelente Filhos da Esperança (sério, esse filme é ótimo). Também gostei de Gravidade e de Y tu Mama Tambien.

Uma pena que Roma só tenha sido exibido em poucos cinemas no Brasil e nenhum em Fortaleza. É um filme que merece a tela grande e um som de qualidade. Minha tv é boa, mas nem tanto.

De todo jeito a Netflix está de parabéns.

O filme é sobre um ano, na década de 1970, na vida de uma família classe média mexicana, que vive na Cidade do México, sob o ponto de vista de Cleo, a empregada da casa.

Nesse um ano muitas coisas acontecem na família, na vida da Cleo e na cidade, desde o pai abandonar a família até protestos e terremotos.

É em preto e branco com uma fotografia maravilhosa. Cenas inusitadas e particularmente gostei muito das cenas que acompanham a Cleo andando pelas ruas. A cena da familia na praia é sensacional.

Os estrangeiros (norte americanos e europeus) devem achar essa relação da Cleo com a família muito curiosa, mas nós brasileiros temos essa cultura, mesmo que tenha havido mudanças nos últimos anos. Lembro que um amigo australiano ficou passado que os apartamentos no Brasil, até os menores, tinham dependência de empregada (e escreveu para família e amigos contando esse fato).

A Tia Helô iria gostar desse filme, talvez ela se identificasse com a avó da família. 15 "Ai, Jesus!" para tanto cocô de cachorro na entrada da casa.

9.12.18

+Filmes

First Reformed (No Coração da Escuridão)

Ethan Hawke faz um padre/reverendo de uma igreja antiga do estado de New York. Ele foi casado, ex-militar (numa família de militares) e depois que seu filho morreu na guerra ele foi buscar respostas na religião.

Um dia uma das frequentadoras de sua igreja pede para ele conversar com seu marido. Ela está grávida mas o pai da criança quer que ela faça um aborto porque ele não quer o fardo de trazer uma criança para esse mundo poluído e em destruição pelo aquecimento global.

Ethan Hawke vai lá ter uma conversa com o marido. Os diálogos desse filme são excelentes. E alternados com uma narração em off do reverendo escrevendo em seu diário que no início do filme ele nos diz que vai manter por um ano.

No meio de tudo isso ele tem que organizar com a outra igreja (maior e com mais frequentadores) o aniversário de 250 anos da sua igreja. E ele descobre que o maior patrocinador da festa e da igreja "concorrente" é o maior destruidor local do meio ambiente.

O fim foi um mistério para mim. Não sei o que representa e rende boas discussões filosóficas.

Ethan Hawke está maravilhoso nesse filme e vou achar injustiça se ele não aparecer na lista do Oscar ano que vem.

A Tia Helô iria gostar de ver Ethan Hawke no traje preto. 214 "Ai, Jesus!" para tantos goles de bebida que ele precisa no fim do dia.


Eighth Grade (Oitava Série)

Um filme sobre adolescência nos dias de hoje. Início da adolescência.

Kayla está terminado a oitava série e se preparando para o mundo cruel do High School. Como todo bom adolescente de hoje em dia, ela passa o dia com a cara no telefone ou no computador. E ela faz videos no YouTube nos quais ela dá dicas de como ser mais confiante, coisa que ela não é.

A camera sempre acompanha Kayla por tras quando ela está transitando por ambientes. Ela é tímida, sua postura é curvada e não a toa é eleita a pessoa mais calada da turma.

A menina popular da escola a convida para seu aniversário na piscina só porque a mãe insistiu. Kayla vai mas é aquela coisa desconfortável.

As cenas que a Kayla vê seu crush são hilárias.

As conversas com o pai também são bem realistas. O que faltou para mim foi uma explicação melhor da não presença da mãe.

A Tia Helô não devia ter muito interesse em dramas teens, mas ia achar a Kayla esforçada. 15 "Ai, Jesus!" para quem não larga esse celular.

2.12.18

+ Filmes

Blackkklansman (Infiltrano na Klan)

Spike Lee andava sumido, pelo menos para mim. O último filme dele que vi foi a versão americana de Oldboy (o coreano é melhor) que é de 2013, antes disso foi o ótimo Inside Man de 2006.

Pelo trailer esse filme parece uma comédia meio pastelão. Não é. Tem muitos momentos engraçados e exagerados mas o assunto é sério e relevante, mesmo que tratado de forma mais, hum, leve. E é baseado numa história real.

Sim, o Ron Stallworth existe. E ele conseguiu ser membro da KKK.

Ron foi o primeiro policial negro na polícia de Colorado Springs e depois de um tempo arquivando fichas criminais ele foi parar no departamento de investigação porque precisavam de um negro para infiltrar numa palestra de estudantes.

Um dia, Ron vê um anuncio no jornal (sim, no jornal) para novos membros da KKK. Tipo "você quer fazer parte do nosso clube?". Ron liga para o número e começa uma conversa com o lider local dizendo que quer entrar para a KKK.

Acontece que Ron, por motivos óbvios, não poderia ir ao encontro da turminha e aí entra o policial Flip que é branco. Então temos dois Rons, o do telefone e o que vai pessoalmente.

O desenrolar dessa história chega a ser inacreditável, e achei divertido o jeito que a foi contada.

John David Washington está ótimo como Ron Stallworth e Adam Driver faz o Flip. A interação dos dois é ótima.

O elenco todo é muito bom. Imagino que não tenha sido fácil para os atores dizerem algumas falas.

Tia Helô iria achar aqueles encontros do grupinho um pouco suspeitos. 617 "Ai, Jesus!" para os capuzes com pontas.


The Ballad of Buster Scruggs

Um filme dos irmãos Coen.

São seis histórias que se passam no velho oeste americano e de alguma de um jeito ou de outro são sobre a morte. Porque a vida acaba em um instante e no velho oeste era matar ou morrer.

Gostei das seis histórias, mas a minha preferida foi a The Girl Who Got Rattled. Tem um cowboy que vale a pena.

Esse filme está na Netflix.

Tia Helô iria ficar horrorizada com o tanto de bala que esse pessoal do velho oeste gasta. 427 "Ai, Jesus!" para aquele cavalo do James Franco.


As Viúvas

Um roubo de dinheiro dá errado e os ladrões todos morrem na explosão do carro. Acontece que esse filme se passa em Chicago no meio de uma eleição para vereador e tem uma briga pelo poder do bairro.

De um lado está Jack Mulligan (Colin Farrell), herdeiro político de seu pai (feito pelo Robert Duvall) e do outro tem o Jamal Manning (Brian Tyree Henry) um mafioso do bairro que quer ganhar mais influência sendo político.

Os ladrões roubaram o dinheiro do Manning e ele vai cobrar a devolução (ou pagamento) de Veronica (Viola Davis), a viúva do lider do bando (Liam Neeson).

Veronica decide juntar as outras viúvas para fazer um roubo e se livrar de Manning.

As outras viúvas são: Michelle Rodriguez (a Ana Lucia de Lost) e a ótima Elizabeth Debicki (que deve ser a atriz mais alta de Hollywood). A elas se junta Belle (Cynthia Erivo) que não é viúva mas estava disponível para dirigir o carro.

É um filme de roubo diferente. É lento, toma todo seu tempo (as vezes muito tempo) até chegar na ação, que é bem feita.

As atuações são ótimas. Viola Davis passa por todas as emoções possíveis de forma contida, Elizabeth Debicki deveria estar em mais filmes (quero um filme dela com o Melhor Chris) e Michele Rodriguez sempre vai bem nesses papéis.

Acho que poderia ter alguns minutos a menos mas gostei.

A Tia Helô iria ficar passada como é que essas mulheres não sabiam das atividades dos maridos. 615 "Ai, Jesus!" para toda vez que o Jatemme Manning (Daniel Kaluuya) aparecia em cena, muito medo dele.


Searching

Um filme sobre o desaparecimento de uma adolescente e o desespero de seu pai para encontrá-la.

Só que.... é todo contado através da tela do computador usando interfaces dos programas. É como se fossemos stalkers vendo tudo que uma pessoa faz no seu computador. É uma forma diferente e criativa de contar uma história, e, de quebra, mostra como dependemos dessas máquinas e como mudou a forma de nos relacionarmos, com o mundo e entre si.

Tia Helô não sabia nada de computadores. 514 "Ai, Jesus!" para tantas abas abertas.

22.11.18

+Filmes

Life Itself

Um filme sobre a vida, o universo e tudo mais. Foi dirigido pelo criador da série arranca lágrimas de todos This Is Us.

A história gira em torno de uma família, ou de duas famílias. A vida vai acontecendo, e a história nos é contada por um narrador o qual devemos confiar, ou não.

Tem o Oscar Isaac, que aparece pouco mas vale cada minuto. A Olivia Wilde também está nesse filme e faz um ótimo par com o Oscar Isaac.

A parte do Antonio Banderas no início me pareceu longa e meio fora de contexto mas depois tudo se encaixa.

E como This Is Us, é para levar lencinhos.

A Tia Helo iria gostar desse filme, 214 "Ai, Jesus!" para toda vez que o ônibus aparece.


My Dinner With Herve

Um filme da HBO sobre o encontro do jornalista Danny Tate com o Hervé Villechaize.

Para quem é muito novo e nunca viu A Ilha da Fantasia, o Hervé Villechaize era o anão parceiro do Sr. Roark que em todo episódio anunciava a chegada o avião. The plane! The plane! Vi muito essa série (bizarra) quando era criança.

Ele também fez o Nick Nack de 007 Contra O Homem Da Pistola de Ouro.

Nesse filme Peter Dinklage faz o Hervé e o Jamie Dornan faz o Jornalista. Mr. Grey entrevista Tyrion.

O Danny Tate foi a Los Angeles para entrevistar Gore Vidal e fazer uma reportagem pequena sobre "onde estão eles hoje" com o Hervé Villechaize. Acontece que ele perde a entrevista com o Gore Vidal e acaba numa noite muito louca cheia de confissões.

Ambos atores estão muito bem. O Peter Dinklage não parece nada com o Herve Villechaize mas ele acertou em cheio a voz e o sotaque.

Tia Helô iria se assustar com os excessos Hervé. 412 "Ai, Jesus!" porque tamanho não é documento.


Animais Fantásticos 2: Os Crimes de Grindelwald

Como diz o Choque de Cultura: filme do Harry Potter sem o Harry Potter. E esse segundo é muito mais ligado ao Harry Potter do que o primeiro.

Antes de ver esse segundo filme vi o primeiro que estava passando na tv. Acho o primeiro filme divertido e bem amarrado. Já esse segundo....

Tem coisas que gostei: Johnny Depp e Jude Law estão ótimos! Os bichos são bem feitos e os efeitos especiais também, é sempre legal ver o mundo dos mágicos, Hogwarts, etc. A motivação do vilão é boa, mas muita coisa ficou confusa, algumas soluções me pareceram muito fáceis o só colocadas ali porque tinha que ter alguma história. Achei preguiçoso, sem contar que inventaram uma ligação familiar bizarra.

O Jude Law faz um ótimo Dumbledore, mas não consigo relacioná-lo com o Dumbledore mais velho. Acho quase impossível aquele senhor dos outros 7 filmes um dia ter sido tão cool como o Jude Law.

Johnny Depp deixou de lado o Jack Saprrow e acertou no Grindelwald. Veria um filme só de Dumbledore com Grindelwald.

O Newt Scamander para mim está quase perdendo a função, mas acho ele fofo.

Poderiam ter resolvido muitas coisas nesse filme mas querem esticar essa série ao máximo. Vão ter que melhorar muito se quiserem levar mais gente ao cinema além dos potterheads.

Tia Helô não curtiria esse negócio de mágica. 417 "Ai, Jesus!" para cada vez que levantam a varinha.



4.11.18

Bohemian Rhapsody



Em julho de 1985 eu e a Luzinha sentamos na frente da TV para ver o Live Aid e passamos o dia inteiro (e boa parte da noite vendo os shows). Teve muita gente boa e teve o Queen.

Fomos juntas ver esse filme.

Esse filme já começa com Freddie Mercury chegando para fazer esse show. Aí o filme volta no tempo nos mostra como Freddie Mercury deixou de trabalhar no aeroporto jogando malas e foi ser vocalista de banda de rock.

Freddie, Brian May, Roger Taylor e John Deacon se juntaram e foram fazer shows em universidades. O filme mostra como foram disso para a banda que fazia mega shows pelo mundo. E no meio de tudo tem a história do Freddie Mercury.

A cronologia ficou um pouco confusa. Usaram os acontecimentos de forma a servir a história que queriam contar. O início é muito rápido, eles conseguem um contrato em 15 minutos de filme. A parte do Brasil então....fizeram um dois em um com o show de SP e o do Rock in Rio (que foram em anos diferentes), faz diferença para quem tem uma boa memória da época, mas não deixa de ser um filme divertido e que emociona.

Como o que interessa é a música....

As partes que mostram como nasceram alguns dos grandes hits da banda são ótimas. Os shows que aparecem no filme também são muito bons. São todos ótimos músicos, diversificados, e por isso o som do Queen é variado, refinado e elaborado.

O que vale mesmo o ingresso é o show do Live Aid. Mostra quase o show inteiro. É tão bem feito que eu e Luizinha nos sentimos no sofá em 1985 vendo tudo na tv (só que dessa vez no cinema com tela enorme e excelente som). Melhor, nos sentimos lá no estádio Wembley de 1985.

Rami Malek está realmente muito bem como Freddie Mercury. Gwilym Lee é identico ao Brian May. Mike Myers está no filme fazendo um executivo de gravadora que disse que eles não iam fazer sucesso (ele que praticamente reapresentou Bohemian Rhapsody para uma nova geração em Wayne's World).

Perdi a chance de ver o Queen ao vivo no show histórico do Rock In Rio 1, na época estava mais ligada em hard rock e preferi ver o AC/DC (que também fez um excelente show). Anyway....

A Tia Helô gostava muito do Freddie Mercury que ela viu na TV quando eles vieram para o Rock in Rio. Ela provavelmente fecharia os olhos em algumas partes, afinal Bohemian Rhapsody tem "Beelzebud has a devil put aside for me" na letra, mas gostaria de ver Freddie na tela grande do cinema. 135 "Ai, Jesus!" para o bigodão.

É para ver no IMAX. A música do Queen merece.


Já fiz o analisando a música de Killer Queen.

23.10.18

O Primeiro Homem

Um filme sobre Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua.


O filme começa com uma das melhores cenas, Neil fazendo um voo teste (antes de ser astronauta ele era piloto e engenheiro) onde ele chega a ver a fina camada da atmosfera da terra. É um começo tenso mesmo sabendo que vai ficar tudo bem.

A intimidade de Neil Armstrong e sua família é mostrada intercalada com a ida dele para NASA e a formação dos astronautas e os oito anos das missões Gemini que levaram as missões Apollo até chegar na Apollo 11.

Neil Armstrong era um cara introspectivo (pelo que mostra o filme), ele teve que lidar com a morte da filha e de alguns colegas. A exploração espacial era (e ainda é) um terreno desconhecido, as pessoas que se arriscavam estavam indo em missões que não sabiam se voltavam. Uma coisa boa desse filme é que despe o astronauta de uma glamourização que vem associada a viagem espacial.

E como disse meu amigo (e crítico de cinema) Marcelo Janot em sua crítica: "retrato intimista de Armstrong, mostrando que sua chegada a lua foi, antes de um gigantesco salto para humanidade, um grande passo para ele mesmo"

Confesso que apesar do angulo intimista na vida do Armstrong (e Ryan Gosling está muito bem no papel, assim como Claire Foy que faz sua esposa) só senti essa proximidade quando ele tem uma conversa com os filhos.

A parte técnica desse filme é excelente. Cada lançamento de foguete, cada decolagem, pouso, voo, a lua, é tudo muito bem feito e nos deixa dentro dos módulos com os astronautas. A evolução tecnológica entre as missões é mostrada sutilmente (eu notei mais nos trajes dos astronautas). O design de som é impecável até nos silêncios. É aquele tipo de filme que a gente sabe como termina mas nos deixa tensos até o fim.

Filme dirigido pelo Damien Chazelle que ganhou um Oscar por La La Land e dirigiu o ótimo Whiplash.

A Tia Helô iria fechar os olhos cada vez que a camera balança dentro das naves. 138 "Ai, Jesus!" para a pisada na lua deixada pelo Neil Armstrong.

18.10.18

Nasce Uma Estrela

Um filme sobre amor, relacionamento, vício, talento e fama.

Bradley Cooper faz Jackson Maine um cantor de música country (com um pouco de rock) que está no auge do sucesso, enchendo arenas e cantando para milhares de pessoas. Acontece que ele é um alcoolatra e não pode passar muito tempo sem ver um bar e uma bebida.

Depois de um show Jackson Maine entra num bar de drag queens, só porque foi o primeiro que ele viu, e se tem bebida é perfeito para ele. A Lady Gaga faz Ally, uma garçonete que já tentou a carreira musical, que não deu certo, e canta de vez em quando no bar das drags.

E no meio de uma performance dela de La Vie En Rose, the eyes meet the eyes, Jackson reconhece talento, passam a noite papeando e ele convida Ally para ver seu show. Ela resiste mas vai e lá ele a convida para cantar. Daí nasce uma estrela.

Esse filme já foi feito com Judy Garland e Barbra Streisand (e tem algumas referências a esses dois filmes anteriores). Lady Gaga é boa fez bem o papel da estrela em ascensão.

Mas esse filme é do Bradley Cooper. Maravilhoso. Desde a primeira cena que a gente vê do ponto de vista de quem está no palco e ele canta um rock country ótimo. Dirigiu o filme, atuou e canta bem.

O trabalho de voz dele é incrível! Ele fez uma voz bem grave, muito mais grave do que voz natural dele e mais grave do quando ele dubla o Rocket de Guardiões da Galáxia. O Sam Elliot está nesse filme, ele é um ator com uma voz naturalmente muito grave e o Bradley Cooper conseguiu falar no mesmo tom dele. Incrível.

O Sam Elliot tem uma das cenas mais emocionantes do filme.

As músicas são todas boas. Bradley Cooper consegue acompanhar a cantora maravilhosa que é Lady Gaga em duetos muito bons. Minhas músicas preferidas são as que ele canta sozinho porque é um estilo que gosto. E as que ela canta sozinha...bem...é Lady Gaga né?

Alguma música (ou várias) desse filme vai concorrer ao Oscar ano que vem (e deve ganhar). Minha aposta está em Shallow.




A Tia Helô iria ficar hipnotizada com aqueles olhos azuis. 361 "Ai, Jesus!" para toda vez que Bradley Cooper passa a mão no cabelo.

hey

26.7.18

+Filmes

Missão Impossível Fallout

Se tem uma coisa que o Tom Cruise não faz é decepcionar quem gosta dos filmes dele, especialmente essa série do Missão Impossível. Ele faz por merecer cada centavo dos milhões que recebe especialmente nas cenas de ação. E vamos combinar que Tom Cruise preenche bem a tela do cinema.

Nesse sexto filme o Ethan Hunt tem que recuperar umas bolas de plutônio que ele deixou escapar e evitar que o vilão do MI:Rogue Nation (o filme 5) faça bombas atômicas explodir e matar 1/3 da população mundial.

Para isso a CIA se mete na história e diz que Ethan Hunt só pode seguir com a missão se levar um de seus agentes. Entra em cena o agente Walker feito pelo Henry Cavill, Superman himself, com um bigodão pornô anos 70. Achei Tom e Henry tiveram uma ótima química em cena, poderiam fazer mais filmes juntos.

Daí pra frente é muita ação e diversão. Simon Pegg continua engraçado, o Ving Rhames dá o tom paternal, Rebecca Ferguson chuta muitas bundas e Vanessa Kirby (a Princess Margaret de The Crown) não fica atrás.

Esse filme tem um pouco de cada um dos 5 filmes anteriores em alguma cena de ação, em um personagem ou na lembrança de um outro personagem. Tem até uma referência a outro filme do Tom Cruise numa cena entre Ethan e Walker.

As cenas de ação são espetaculares e faz toda diferença que tenha sido o Tom Cruise mesmo que as fez. E ele se dedica (se dedica tanto que até quebrou o pé no meio das filmagens). Saber que é ele que está ali, e não um dublê, faz da ponta da cadeira do cinema um lugar cativo. Tom Cruise pilota um helicóptero. Apenas. Tom Cruise até fala francês.

E é para ver no cinema, de preferência numa tela IMAX.

MI: Fallout é o filme pipoca do ano e é o melhor filme de ação do ano (até agora, mas acho difícil vir outro como esse).

A Tia Helô iria ver esse filme por entre os dedinhos das mãos. 618 "Ai, Jesus!" para as estripulias do menino Tom.

E se alguém quiser saber: O MI:4 (Ghost Nation) era o meu Missão Impossível favorito, até ver esse. Mas o melhor vilão da série ainda é o Philip Seymour Hoffmann do MI:3.


Homem Formiga e a Vespa

Continuando a saga de filmes da Marvel temos esse segundo do Homem Formiga, agora com a Vespa.

O Homem Formiga não estava no filme dos Vingadores contra Thanos porque ele estava preso em casa depois da confusão com a briguinha entre Capitão América e Homem de Ferro.

Scott Lang está lá no bem bom de casa, na sua rotina de tocar bateria, jogar bola na parede, ter visitas da filha, e trabalhar com seu amigo Luis (ótimooo!). Ele está brigado com Hope (a Vespa) e o Hank (pai dela) porque pegou a roupa do Homem Formiga emprestada sem avisar para acompanhar o Capitão América na briga do aeroporto. Acontece que Hpe e Hank precisam do Scott para encontrar a Mamãe Vespa que está presa no mundo quantico e para chegar lá precisam de alguns epquipamentos.

No meio do caminho surge a tal da Ghost que precisa do equipamento para poder se curar de um mal quantico que ela tem.

E ainda tem o vilão meia boca que vende os equipamentos e está lá para dificultar as coisas.

É divertido, é família, é bem feito e a Vespa é muito mais badass do que o Homem Formiga. Pronto falei.

A Tia Helô ia achar tudo muito fofo, até a formiga que toca bateria. 317 "Ai, Jesus!" para tanta variação de tamanho.


Isle of Dogs

O Wes Anderson tem uma estética que é facilmente reconhecida e seu estilo tem fãs. Gosto muito da estética dele, é linda de ver. Vide: Grande Hotel Budapeste, Os Excentricos Tenenbaums, Vida Aquatica de Steve Sissou, o fofo Moonrise Kingdom e The Darjeeling Limited.

Nesse filme ele fez uma animação stopmotion com uma história com cachorros e crianças. E a animação é LINDA de ver. E a forma de contar histórias é ressaltada de um jeito que acho que esse é o filme mais Wes Anderson do Wes Anderson.

É sobre cachorros e crianças. A história passa num Japão no futuro onde os cachorros tem uma espécie de gripe canina e são isolados numa ilha de lixo, literalmente de lixo. Um dia o menino Atari consegue voar até a ilha e vai procurar seu cãozinho de estimação que foi banido. Atari é ajudado por outros cachorros, enquanto que no Japão o responsável pelo menino (ele era orfão) organiza uma equipe para tirar o menino da ilha. Ao mesmo tempo que isso acontece tem um cientista que estuda a cura da doença dos cachorros mas os governantes responsáveis não querem os cachorros de volta. É uma fábula para adultos.

Confesso que achei a animação mais interessante que a história.

A Tia Helô iria achar tudo muito bonitinho. 12 "Ai, Jesus!" só para a ilha de lixo, como o ser humano é imundo.

10.7.18

+ Filmes

Hereditário

Um filme tenso, que dá medo mesmo.

A história é sobre uma família e começa com o funeral de uma senhora onde descobrimos que sua filha não sabia muito coisa da vida da mãe. A Toni Collete faz a filha, ela é casada com o Gabriel Byrne e eles tem 2 filhos. O menino tem uns 17 anos e a garotinha 13 anos e algum problema que nunca é mencionado.

A personagem da Toni Collete começa a ver algumas coisas pela casa, sente o baque da perda de um familiar e passa a frequentar reuniões para desabafar. Ficamos sabendo do histórico de doenças mentais na sua família e mais não conto.

Esse filme não tem susto fácil e nos deixa tensos o tempo todo. As vezes é um filme de drama familiar (dos bons) e as vezes é puro terror. É muito bem feito. Não sei se veria outra vez mas acho que vale a pena ver uma vez. Para quem gosta do gênero.

A Tia Helô iria se acabar no "Ai, Jesus!" até ficar rouca. Pelo menos 917.


Disobedience

Ronit recebe a notícia que seu pai morreu e ela volta para Londres para as cerimônias de luto. O pai dela era o rabino de uma comunidade de judeus ortodoxos. Ronit tinha saído da comunidade há alguns anos procurando uma vida de mais liberdade.

Ao voltar ela é acolhida por Dovid, o aprendiz de seu pai, e Esti, esposa de Dovid e amiga de infância de Ronit.
Acontece que Ronit e Esti eram um pouco mais do que apenas boas amigas e esse foi um dos motivos pelo qual Ronit foi embora.

Ronit etende as imposições da religião mas não as aceita e tinha conflitos com seu pai. Na sua volta ela tenta fazer as pazes com a comunidade participando das homenagens a seu pai.

Esti conseguiu se adaptar a vida na comunidade e casou com Dovid mas o retorno de Ronit atiçou algumas vontades adormecidas.

É um filme lento, sem trilha sonora, mas é bom.

A Tia Helô diria 421 "Ai, Jesus!" nas cenas de exploração nas fronteiras entre fé e sexualidade.

15.6.18

+ Filmes

Oito Mulheres e Um Segredo

Um filme que passa no mesmo universo do Onze Homens e Um Segredo e cia.

Nesse a Sandra Bullock faz Debbie Ocean, a irmã do personagem do George Clooney, que está saindo da cadeia e já se junta a sua amiga Lou (Cate Blanchett fazendo um Brad Pitt melhor que o próprio) para um novo trabalho.

Elas querem roubar um colar de diamantes da Cartier avaliado em sei lá quantos milhões de dolares e para isso se juntam as outras seis mulheres para planejar e executar tudo a perfeição.

É um filme divertido, bem sessão da tarde, mas não é tão bom quanto os filmes do Soderbergh. Para mim faltou alguma coisa dar um pouco errado e as soluções tecnológicas foram todas muito fáceis.

Dito isso, oito mulheres são muito mais eficientes num roubo do que os onze, doze ou treze homens.

A Tia Helô ia curtir essa sororidade. 214 "Ai, Jesus!" para tanto brilho dos diamantes.


Tully

Esse é um filme sobre maternidade. A Charlize Theron faz a Marlo, mãe de um casal (o menino com dificuldades) e com um terceiro filho na barriga. Ela tem um marido fofo que é daqueles que mais ajuda do que assume as responsabilidades. Ele trabalha o dia inteiro, chega em casa, ajuda no dever de casa e vai jogar video games na cama.

Marlo por sua vez já está naquela fase final da gravidez que nada é confortável. O irmão da Marlo decide dar de presente para ela uma babá noturna que vai ajudar com o bebê.

A criança nasce e Marlo tenta fazer tudo sozinha até que ela vê que precisa de ajuda e chama a tal babá. Entra em cena a Tully que passa as noites com a bebê e ainda limpa a casa.

Tem um plot twist interessante que é previsível mas não tira a importância da história. Esse é um filme que: para quem tem filhos vai se identificar; quem não tem vai pensar 2 vezes antes de ter depois de ver Marlo se virando nos 30.

Charlize Theron está maravilhosa.

A Tia Helô iria ficar horrorizada com tantas coisas acumuladas naquela casa. 417 "Ai, Jesus!" para a rapidez da Tully em limpar tudo.


Jurassic World

Esse é o quinto filme dos dinossauros e até hoje não entendi a necessidade de trazer os bichos de volta. Como disse o Dr. Ian Malcom (Jeff Goldblum) no primeiro filme: a vida dá um jeito (Life finds a way). Traduzindo: os dinossauros vão dominar o mundo. O poder genético é perigoso.

Ian Malcom está de volta nesse quinto filme explicando porque manter os dinossauros vivos não é uma boa idéia.

A ilha onde era o parque (que foi destruído no filme 4 - o primeiro com o Chris Pratt) tem um vulcão em erupção e os dinos estão correndo perigo. Os políticos estão decidindo se deixam a natureza agir e extinguir os dinossauros mais uma vez ou não. A Claire, a ruiva de salto alto do filme passado, trabalha para uma ONG que está tentando salvar os bichanos.

Um vovô ricaço que era sócio do John Hammond (o criador do primeiro Jurassic Park e quem começou toda essa confusão), chama Claire em sua mansão e diz que tem uma outra ilha para salvar os dinossauros e que já está fazendo o transporte mas que o velociraptor Blue está difícil de pegar.

Entra Owen (Chris Pratt lindão) que é o encantador de dinossauros. Claire o chama e os dois junto com um nerd dos computadores (todo filme agra tem que ter um), uma veterinária de dinos e uns militares vão até a ilha procurar a Blue.

Daí pra frente é só ação, aventura e manadas de dinossauros.

Ah! Quem também está nesse filme é o cientista que adora criar novas espécies. Pra que??

É divertido, mas os dinos desse filme não são tão críveis quanto os do primeiro Jurassic Park que foi feito em 1993. Isso mesmo há 25 anos.

A cena inicial desse filme é ótima! Já temos T-Rex e baleia dinossauro (melhor dino) e vale o ingresso.

Aguardo a volta dos dinos em um próximo filme. Afinal, agora é Jurassic World.

25.5.18

Han Solo

Acho que depois que a Disney comprou Star Wars decidiram que ia ter um filme por ano, alternando entre a história principal e spin offs.

O primeiro spin off foi Rogue One que a história se encaixa logo antes do A New Hope (que para mim é o primeiro Star Wars e acho estranho chamar de New Hope) e agora um filme do Han Solo nos anos antes dele se juntar a Luke e Leia.



O Han Solo é um personagem muito querido no universo Star Wars, ele é o mercenário gente boa, charmoso, e dono da Millenium Falcon (que junto com a Enterprise de Star Trek deve ser a nave mais conhecida do mundo galaxia). Arrisco dizer que ele é mais popular que o Luke Skywalker.

A minha preferida sempre foi Princesa Leia. Just saying.

Então, precisavamos de um filme sobre Han Solo nos seus dias pré fora da lei? Not really. Mas já que fizeram fui ver.

A produção do filme foi cheia de contra tempos, trocaram de diretor e tiveram outros problemas, mas Ron Howard assumiu e terminou o filme (ele é eficiente).

E o que acontece com o Han Solo nesse filme? Ficamos sabendo como ele se tornou o mercenário contrabandista (e cínico), como ele conheceu Chewbacca e ficaram BFFs, vemos como o Império agia nos anos antes dos rebeldes se unirem (inclusive com propagandas em telões), como ele e Lando Calrissian disputaram a Millenium Falcon numa mesa de jogo, e algumas outras coisas.

O filme tem muita ação boa, a sequencia do monorail nas montanhas com neve é ótima, a famosa história dos 12 parsecs faz justiça, a rebelião dos andróides é hilária e o Han Solo se vira bem nos 30, ele pode não ter a Força nivel Jedi, mas tem sorte.

O Alden Ehrenreich, que faz o Han Solo jovem, se saiu muito bem. Ele conseguiu pegar algumas expressões do Harrison Ford o suficiente para que fosse possível identificar o personagem. Isso não é fácil porque esse Han Solo ainda tem uma certa ingenuidade mas dá para ver como ele se torna o Han Solo do futuro. (Na linha do tempo, esse filme passa 10 anos antes do A New Hope)

O Donald Glover faz um Lando Calrissian charmoso, interesseiro e totalmente compatível com o que todos conhecemos em O Império Contra Ataca.

Emilia Clarke faz Qui'ra a amiga do Han Solo (e interesse amoroso pré Princesa Leia) e sua personagem sempre nos deixa um pouco na dúvida. Woody Harrelson é o "mentor" do Han Solo e o Paul Bettany faz um vilão bom que faz a gente ter medo dele sem ele ter que fazer muita coisa.

A andróide L3-37, ou L3 para os íntimos, é sensacional. Ela gosta de ver o circo pegar fogo.

Achei divertido. A curiosidade foi na sessão que fui, era dia de estréia no IMAX e a sala estava vazia, não tinha 30 pessoas. Quando que um filme star wars tem sala vazia no dia de estréia?

A Tia Helô iria achar tudo muito confuso, para que tantos ETs com caras esquisitas e multi olhos, 415 "Ai, Jesus!" para as capas personalizadas do Lando.


18.5.18

Deadpool 2

O Deadpool é o rei da anarquia, gosta de trabalhar sozinho e no início desse segundo filme ele está com a agenda cheia, trabalhando duro de 9 as 5.


Deadpool nos atualiza na sua vida nas últimas 6 semanas e nos leva a uma das melhores aberturas de filme com Celine Dion e uma música digna de qualquer Bond.

Algumas coisa dão errado e Deadpool acaba na mansão dos X-Men (mas sem os mutantes que importam) e o Colossus (num CGI bem melhor do que filme anterior) o leva para resolver uma parada.

Deadpool já diz no início que esse é um filme sobre família. O primeiro filme era sobre amor.

Deadpool tem que convencer o pré-adolescente mutante Russell a não colocar fogo em tudo e todos  e os dois acabam na prisão para mutantes. E Deadpool sem seu poder regenerativo é apenas uma pessoa morrendo de cancer.

Aí surge Cable na história, ele vem do futuro para se vingar do Russell que quando adulto aparentemente continua queimando tudo e todos. O Cable é cheio de tecnologia, e Josh Brolin (esse é o ano dele nos films de super heróis) está muito bem.

Deadpool consegue sair da prisão mas Russell não e o herói com roupa colada vermelha (cada vez mais suja) decide juntar uma equipe para resgatar o menino punhos de fogo. Só essa parte de juntar outras pessoas com poderes até chegar na frota de caminhões levando os presos é ÓTIMA!

O Vanisher é a melhor surpresa, mas a Domino é a melhor aquisição na equipe. O poder dela é sorte. Apenas sorte. MELHOR PODER. Ela arrasa.

Deadpool e migues conseguem chegar no Russell, mas o menino já tem um novo amigo gigantesco e está decidido a destruir o orfanato/escola e matar o diretor abusivo.

Deadpool continua com sua metralhadora de piadas, quebra da quarta parede, hits dos anos 80, muita ação, violência e soluções inusitadas.

Esse filme continua com a censura 16 anos (aumentaram para 18 anos mas depois voltaram). Não é para crianças.

É um filme muito divertido. Ri muito, tanto quanto no primeiro filme. E tem a melhor cena pós-créditos desse ano com uma música da Cher.

A Tia Helô continuaria horrorizada com o Deadpool, ainda que ele continue sendo atencioso com senhoras idosas cegas. Ele usa Crocs azuis. 732 "Ai, Jesus!" para Pool, Deadpool.