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27.12.19

Momento TOC Livros (13)

Esse ano li mais no início do ano do que no fim mas consegui passar da meta de 20 livros. Li 21 livros.

Teria lido mais dois mas aí....Amazon Prime AND Netflix.

Vou manter a meta de 20 livros. Já tenho 4 na mesa para 2020.

E vamos aos livros de 2019.


- 79 Filmes Para Assistir Enquanto Dirige - Choque de Cultura - O Choque De Cultura foi um fenômeno do youtube em 2018, os motoristas de van que mais entendem de cultura no país comentando filmes é um programa hilário. Os 79 filmes do livro são variados: tem ação, drama, filme infantil, suspense, terror e romance. Cada integrante comenta um filme e é impossível ler e não ter a voz de cada um na cabeça. Eles também dão subtítulos como: Laranja Mecânica - Não tem laranja no filme, Taxi Driver - A praga do Uber!, Ela - Não se apaixone pelo seu celular. Claro que se você viu os filmes aproveita mais os comentários. Tem a história de cada um dos motoristas e de brinde uns desenhos do Renanzinho.

- Less - Andrew Sean Green - Esse livro conta a história de Arthur Less, um escritor que acbou de fazer 50 anos. Ele descobre que seu ex-amante vai se casar e, para não estar por perto do dia do casamento, Arthur arranja um tour de palestras e cursos que passa pelo México, Itália, Alemanha, Marrocos, India e Japão. Tem uma parte ótima que o Arthur acha que sabe falar alemão só que não. Gostei desse livro. (em português: As Desventuras de Arthur Less)

-10:04 - Ben Lerner - Outro livro sobre um escritor (e poeta) que descobre que tem um problema de saúde que pode ser fatal e sua amiga pede para ele ser o pai de seu filho. Ele consegue um contrato para escrever um livro e com o dinheiro ele vai pagar o tratamento para amiga engravidar. Esse livro é escrito em forma de contos, alguns bons outros nem tanto. No fim desse livro eu nem lembrava mais do início.

- The Pisces - Melissa Broder - É sobre uma mulher, Lucy, que está com a tese de PHD parada porque deu um branco nela e tem um prazo para terminar. Ela fica um pouco descontrolada, acaba com o namorado, depois o agride, e a irmã oferece para ela passar uns dias em Venice Beach (festa estranha com gente esquisita). Lucy não é simpática, é egoista, má, autodestrutiva e viciada em atenção. Ela começa a participar de um grupo de apoio e vai em dates péssimos do Tinder. Um dia ela conhece um nadador que só aparece na praia a noite. Peguei esse livro sem nem ler a sinopse, achei bizarro, mas no fim gostei.

- Bad Blood: Fraude Bilionária no Vale do Silício - John Carreyrou - Sobre a ascensão e queda da Theranos, uma startup de biotecnologia e como sua fundadora Elizabeth Holmes enganou muita gente por dinheiro. Escrevi um post sobre esse livro.

- Jane Austen, The Secret Radical - Helena Kelly - Nesse livro os trabalhos da Jane Austen são analisados além da idéia geral que eram apenas história românticas. Cada capítulo é um dos livros e em cada um a autora tem bons argumentos. Alguns dos assuntos apontados por ela achei que estavam óbvios nos livros, afinal Jane escrevia lindamente e conseguia colocar esses temas (herança, escravidão, o clero, a nobreza e até evolução) no meio de suas histórias românticas. Achei a estrutura do livro um pouco chata (todo capítulo ela começa com uma carta), as vezes acho que ela forçou amizade em alguns pontos, mas no geral achei uma leitura interessante. E claro que aproveita mais quem leu os livros da Jane Austen.

- Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço - Adriana Negreiros - Esse título engana um pouco porque, apesar dela falar das mulheres, é mais sobre o cangaço em geral. Inclusive a autora justifica a falta de informações aprofundadas sobres as mulheres porque seus relatos era descreditados. O cangaço foi romantizado mas eram bandidos violentos que aterrorizavam o interior do nordeste. As mulheres do bando eram roubadas de suas famílias, poucas realmente escolhiam a vida no cangaço, uma delas foi Maria de Déa (que virou Maria Bonita depois que morreu) que largou o marido por Lampião. Para quem não sabe nada do cangaço é um bom livro que conta o dia a dia dos cangaceiros. Só me incomodou que a autora inseria gírias nordestinas no meio do texto sendo que ela não tem intimidade com essas palavras e ficava estranho.

- Uma Sensação Estranha - Orhan Pamuk - O Ohran Pamuk escreve lindamente essa história de um rapaz, Melvet, que sai do interior da Turquia para vender iogurte com seu pai em Instambul. O livro acompanha a toda a história de Melvet, do crescimento de Istambul e da mudança de governo da Turquia. É um novelão.

- O Desaparecimento de Stephanie Mailer - Jöel Dicker - É um livro sobre um mistério. A Stephanie Mailer do título é uma jornalista que vai investigar um crime (homicídio quadruplo) que aconteceu 20 anos antes numa cidade pequena e o acusado morreu na perseguição da polícia. Ela fala para um dos investigadores que eles prenderam o assassino errado e depois some. O investigador Jesse vai a cidade investigar o desaparecimento e de quebra o crime anterior. Tem vários personagens periféricos e o plot twist é bom.

- Normal People - Sally Rooney - Um livro sobre dois jovens e sua história de amor. É bem escrito, me deixou curiosa até o fim. É sobre a capacidade (ou não) que as pessoas tem de se comunicar e como os millenials se relacionam. (Em português: Pessoas Normais)

- The Great Believers - Rebecca Makkai - Esse livro conta a história de um grupo de amigos nos tempos da AIDS em Chicago nos anos 1980. A história começa com a morte de um deles e depois foca em Yale amigo do falecido, que trabalha em uma galeria de arte, e em Fiona, irmã do falecido. Tem uma parte do livro que passa 30 anos depois em Paris. Me lembrou de Uma Vida Pequena, outro livro ótimo sobre um grupo de amigos.

- Daisy Jones & The Six - Taylor Jenkins Reid -Daisy Jones era uma jovem filha de artistas, cantora e compositora na California. The Six era uma banda da costa leste formada por dois irmãos, Billy e Graham. The Six foi para Los Angeles e o agente achou que seria uma boa idéia juntar Daisy com a banda para uma música. Deu match musical entre Daisy e Billy e acabaram fazendo um disco inteiro. Tudo isso nos anos 1970 com muito sexo, drogas e rock and roll. A narrativa desse livro é em forma de entrevistas. Gostei desse livro. (mesmo título em português)

- O Pior Dia de Todos - Daniela Kopsch - Esse livro conta a história de Maria Laura e Natália, duas meninas que estudavam na escola de Realengo e foram vítimas do ataque em 2011. A primeira parte do livro conta a história da familia delas (elas são primas) e como era a vida delas antes do massacre. A segunda parte do livro é o que aconteceu depois. São personagens fictícias baseadas nas pessoas que a autora conheceu quando foi jornalista cobrindo o ataque. O livro carece de uma certa fluidez mas é bom.

- Maybe In Another Life - Taylor Jenkins Reid - Gostei da prosa a Taylor Jenkins Reid em Daisy Jones e resolvi ler outro livro dela. Nesse livro a Hannah decide largar o amante casado e volta a morar em Los Angeles, onde passou a adolescencia. Lá ela reencontra sua amiga Gabby e um ex-namorado do college. Ela passa a noite conversando com ele e no fim ele pergunta se ela quer ficar (na casa dele) ou ir embora. Aí a timeline se divide em duas: a que ela fica e a que ela vai embora. É Chick Lit dos bons (mas o livro da Daisy Jones é melhor).

- Three Women - Lisa Toledo - Um estudo sobre o desejo sexual feminino e relacionamentos (afetivos e sexuais). que durou 10 anos e resultou nesse livro. A Lisa Toledo viajou por todos os Estados Unidos e escolheu três mulheres para contar suas histórias. Uma adolescente que teve um caso com um professor, uma mulher casada que o marido não quer mais sexo com ela então ela busca um namorado antigo, e uma mulher rica, bem casada mas num relacionamento meio aberto. Foi uma leitura interessante, mas as vezes tinha detalhes demais e outras de menos. (em português Três Mulheres)

- Só As Partes Engraçadas - Nell Scovell - A Nell Scovell é roteirista, produtora, diretora e showrunner. Ela escreveu para várias séries, filmes, programas de variedades e até para o Obama. No livro ela conta como é difícil trabalhar no ambiente machista de Hollywood e fala algumas verdades. O que me impressionou nesse livro é o processo de criar uma piada. É muito menos natural do que imaginava, as vezes para chegar numa punch line é preciso 5 pessoas discutindo o que é melhor. E no fim ainda tem a pessoa que vai falar a piada e pode sair diferente do quem escreveu imaginou. Não achei as piadas dela tão engraçadas assim mas ela escreve o livro com muito senso de humor.

- Fun Home - Alison Bechdel - Uma graphic novel autobiográfica sobre a família da Alison Bechdel. Os desenhos são todos num tom de azul e Fun Home vem de Funeral Home, a casa que a familia morava também era uma casa funerária. Um ótimo trocadilho. Ela conta desde quando seus pais se conheceram, como foram morar na casa funerária (que era do avô) e como ela saiu do armário para os pais. O pai dela morre logo depois que ela sai do armário e ela vai descobrindo muitas coisas dobre ele que ela não tinha idéia. (mesmo título em português)

- The Nickel Boys - Colson Whitehead - Nesse livro o Colson Whitehead conta a história de de um rapaz que por estar no lugar errado na hora errada foi parar numa escola que era também reformatório segregado na Florida. A história começa porque muitos anos depois um grupo descobriu corpos no terreno onde era a escola. É um livro curto (200 páginas), muito bem escrito, que tem muita informação sem precisar explicitar a violência. (em português é O Reformatório Nickel)

- Over The Top: A Raw Journey To Self-Love - Jonathan Van Ness - A autobiografia do cabeleireiro mais conhecido da Netflix. Eu conheço o Jonatthan desde Gay of Thrones e logo depois ele ficou famoso com o Queer Eye. No livro ele conta a infancia, adolescencia, seu vício em drogas (e outras coisas), relacionamentos, AIDS e como ele chegou onde está agora. Ele escreve como fala, então prepare-se para muitas referências pop e especialmente de paitnação no gelo e ginástica artística. O melhor é que ele subsitituiu o nome das pessoas por nomes russos.

- Me - Elton John - Sir Elton John é uma tia fofoqueira de primeira. Nessa autobiografia ele fala mais de sua vida pessoal e social do que suas múiscas, até porque o processo dele é simples: basicamente Bernie Taupin escreve as letras e Elton John coloca a música. Ele fala da sua infância, do relacionamento difícil com a mãe, adolescência e como começou no mundo da música. Ele conta várias fofocas dos amigos famosos e tudo que ele aprontou em todos os anos de carreira. Fala do vício em cocaína (que ele está sóbrio) e em compras (esse ele continua firme e forte). Achei ele sincero quando fala dos relacionamentos e como ele pode ser sufocante. No livro ele é sarcástico e irônico. Elton John é competitivo, ficava de olho nas listas de músicas e albuns para saber que estava em primeiro lugar. Mas ele adora fazer shows, não cansa de dizer que não importa o que está acontecendo fora dos palcos ele sempre consegue tocar para uma platéia.

- Why I'm No Longer Talking To White People About Race - Reni Eddo-Lodge - um livro sobre racismo no Reino Unido (e no mundo) que nasceu de um post escrito em 2014 com o mesmo título. No livro ela extende o que escreveu no post e conta a história dos negros (e pessoas de cor) no Reino Unido, explica o racismo estrutural, fala de feminismo e racismo, da mistura de raças e de raça e classe. Diria que é um livro didático. A arte da capa desse livro está de parabéns. (Já tem em português)



Outros Momentos TOC Livros: (1)(2), (3)(4), (5)(6), (7), (8), (9), (10), (11) e (12)

27.12.18

Momento TOC Livros (12)

A minha leitura esse ano foi irregular. Alguns meses li muitos livros em e outros nenhum, mas deu para terminar o ano com 21 livros (claro que contei o 1Q84 como 3 livros, afinal, são 3 volumes).

Para 2019 vamos ver se consigo manter a meta de 20 livros. Já tenho um engatilhado no kindle para janeiro.

Vamos aos livros de 2018.


- 4321 - Paul Auster - Esse livro é um belo exercício no "E se...". São 4 histórias com o mesmo personagem que uma coisa muda na vida dele e os resultados são diferentes (as vezes muito as vezes nem tanto). O personagem principal sempre é um escritor nas 4 histórias, sempre ama a mesma mulher mas algumas pessoas estão em todas as histórias e outras em apenas uma. "E se meus pais tivessem se separado quando eu era jovem, e se um deles tivesse morrido, e se tivesse ido morar em Paris, e se...."

- Laços - Domenico Starnone - um livro sobre um casal que começa com uma carta pra lá de rancorosa que a esposa escreve pro marido quando ele abandonou a família porque se apaixonou por outra. Depois ficamos sabendo o lado dele, e do resto da família por tabela (eles tem dois filhos). É um livro curto, conciso, muito bem escrito com tanto drama que é difícil acreditar que o autor conseguiu colocar tudo em tão poucas páginas.

- The Idiot - Elif Batuman- A idiota fui eu em ler esse livro. Não que tenha sido de todo ruim, mas a história foi de lugar nenhum para lugar algum. É sobre uma estudante universitária americana de origem turca (detalhe importante porque ela compara as duas culturas o tempo todo) que decide aprender russo. Ela conhece um carinha na aula de russo, tem um crush e vai parar na Hungria só porque ele estava lá. No fim ele é um mané e ela vai de férias com a mãe para a Turquia.

- Everyone Loves You When You're Dead - Neil Strauss - Um livro de entrevistas que o Neil Strauss fez com pessoas famosas, desde músicos a atores, produtores, outros jornalistas. Minhas entrevistas preferidas foram: Bruce Springsteen, Flea (RHCP), Lady Gaga, Stephen Colbert, Trent Reznor e Cher. No fim ele faz uma lista das lições aprendidas (que são bem óbvias, tipo: segredo da felicidade é equilíbrio OU nunca diga nunca OU deixe o passado no passado).

- Scar Tissue - Anthony Kiedis - fiz um post sobre esse livro do vocalista do Red Hot Chili Peppers, um dos melhores relatos sobre vício em drogas que já li e de quebra a história da banda.

- Nunca Houve Um Castelo - Martha Batalha - A escrita da Martha Batalha é uma delícia e nesse livro ela conta a história da família do consul sueco e sua esposa que vieram para o Brasil no início do século 20 e construiram um castelinho em Ipanema para viver com a família. E assim o livro conta uma história informal do bairro através da família. Tem uma frase ótima: "O Passado é um país distante e tudo lá é feito diferente." Gostei muito desse livro.

- Middlesex - Jefferey Eugenides - A história de Cal (que nasceu Calliope) contada desde seus avós que vieram da Grécia, passando por seus pais, a história conturbada da cidade de Detroit e no meio de tudo isso a transição dele. É uma saga familiar, e sobretudo é um livro sobre transformação, de todos os personagens. Muito bem escrito.

- Jantar Secreto - Raphael Montes - Quatro amigos vão estudar no Rio de Janeiro e moram no mesmo apartamento. Um se formou médico, o outro em administração, outro em gastronomia e o outro abandonou os estudos e passa o tempo fazendo esquemas no computador. Um dia eles ficam endividados e precisam cobrir o dinheiro do aluguel. Aí decidem fazer um jantar para 10 pessoas e para apimentar (e aumentar o preço) dizem que é carne humana. Bem, dá para imaginar as trapalhadas que acontecem. O personagem principal é muito burro e mereceu o fim que teve, e o vilão da história era muito óbvio, mas  a discussão sobre o consumo de carne é boa.

- All Grown Up - Jami Attenberg - A personagem desse livro, Andrea, está na casa dos 39-40 anos. Ela é solteira, mora só num apartamento no Brooklyn e tem uma carreira de sucesso em propaganda. Os capítulos do livro são contos sobre a vida dela, sobre as amizades dela e ela filosofa sobre o que é ficar adulta: é casar? é ter filhos? Coisas que ela nunca quis. Achei esse livro interessante e bem escrito.

- I'll Be Gone In The Dark - Michelle McNamara - escrevi um post contando o que acontece nesse ótimo livro sobre um serial killer.

- 1Q84 - Harumi Murakami - Três volumes que contam a estranha história de amor de Aomame e Tengo no mundo paralelo (um pouco distópico e bizarro com duas luas) de 1Q84. Excelente.

- My Year Of Rest And Relaxation - Ottessa Moshfegh - Um livro sobre uma mulher que decide passar a maior parte de um ano dormindo. Quem não queria? E para isso ela tenta todas as combinações de drogas legais para dormir que ela consegue com uma psiquiatra bizarra e no meio ficamos sabendo suas motivações e relações. Ela não é uma personagem simpática mas a leitura é ótima.

- A Uruguaia - Pedro Mairal - Lucas é um escritor argentino que por causa dos problemas cambiais no país dele vai até o Uruguai para receber uns dólares. Lucas também tem problemas em casa e aproveita essa viagem de um dia para encontrar uma uruguaia que ele conheceu em um evento literário e o deixou querendo mais. É curto e bem escrito. E cuidado com seus pertences.

- Celular, Doce Celular - Rosana Hermann - A relação com o celular é descrita nesse livro que é tanto engraçado quanto assustador. Vai desde as inúmeras possibilidades de informação que esse dispositivo nos proporciona até verdadeiros problemas de postura e saúde. Tem desenhos do André Dahmer e histórias de celebridades e seus aparelhos.

- Tudo Que Nunca Contei - Celeste Ng - Esse livro é sobre uma família a partir do momento que a filha do meio é encontrada morta, afogada no lago atrás da casa deles. Ao longo do livro ficamos sabendo de doa a história da família: casamento dos pais, abandono da mãe, volta dela para casa, etc. O título do livro se refere a tudo que não é dito entre eles que leva a conclusões precipitadas, erros e enganos.

- O Império a Deriva - Patrick Wilcken - Um livro sobre a vinda da família real portuguesa para o Brasil e os efeitos que isso causou na formação da nossa sociedade (e de certa forma os resquícios que ficaram até hoje). Esse livro não entra em maiores detalhes mas deixa curioso quem quer saber mais. A abordagem de personagens não conhecidos, pessoas comuns, é interessante para descrever o dia a dia no Rio de Janeiro imperial. O curioso é que foi escrito por um australiano que deve ter achado muito louca essa história de uma familia real abandonar seu país e ir para a colônia fugida (com mais 10 mil pessoas).

- Lake Success - Gary Shteyngart - Como gostei muito de outro livro desse autor (Uma História de Amor Super Triste) decidi ler esse sobre um homem, Barry, que é administrador de fundos e depois que descobre que seu filho é autista ele decide fugir e ir atrás da sua ex-namorada e talvez de um tempo onde a vida era menos complicada. Ele vai de ônibus e ao longo da viagem se mete em algumas confusões. Barry não é um personagem simpático, nem sua esposa Seema (a história é alternada entre os dois), mas a leitura é muito boa. Tudo acontece no verão pré-eleição do Trump.

- Little Fires Everywhere - Celest Ng - Gostei tanto do livro anterior dela nessa lisa que resolvi ler esse. O título desse livro é sensacional, e a história é mais ou menos isso: pequenos dramas por todo lado que resultam em um drama maior (e um fogo maior). É sobre uma família rica de um subúrbio americano e um dia chega uma mãe e filha para abalar as estruturas dessa família. Como no outro livro, existe uma série de mal entendidos e muitas coisa não ditas que levam a conclusões precipitadas. Tem uma reflexão sobre adoção e maternidade.

- Sunburn - Laura Lippman - Ia deixar esse livro para 2019 mas comecei e a leitura fluiu tanto que terminei antes da virada do ano. É sobre uma mulher, Polly ou Pauline, que abandona marido e filho e vai ser garçonete numa pequena cidade perto de Baltimore. É sobre um detetive particular que foi contratado (por um terceiro) para segui-lá e acaba se apaixonando. A Polly tem muitos segredos. Não sei se gostei do fim e em alguns momentos tinha muita informação sobre personagens que não me interessavam, mas foi uma boa leitura.


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26.12.17

Momento TOC Livros (11)

Esse ano li mais do que ano passado, não tinha colocado meta mas li 20 livros. Yeah! Mesmo com uma Netflix no meio do caminho.

O que foi novidade esse ano é que li 3 autobiografias, uma biografia e mais 3 livros que não são de ficção. Se alguém se der o trabalho de ver os últimos 10 Momentos TOC Livros vai ver que sou mais da ficção do que da não-ficção.

E o meu segundo caderno de livros já está preenchido. Já comprei um novo para começar 2018.

Então vamos aos livros desse ano.

- Born To Run - Bruce Springsteen - a autobiografia do The Boss do rock n' roll. Gostei da prosa dele e como ele falou de suas músicas. Fiz um post aqui no blog desse livro junto com o próximo.

- Rita Lee: Uma Autobiografia - a Rita Lee conta sua história quase como se fossem anedotas de uma tia nas festas de natal. No post falo mais sobre esse livro.

- Nutshell - Ian McEwan - nesse livro a história é contada do ponto de vista do feto que ainda está na barriga da mãe. Gostei desse livro.

- The Princess Diarist - Carrie Fisher - a querida Princesa Leia faleceu ano passado no meio do tour de divulgação desse livro. Carrie Fisher encontrou seus diários da época que filmou o primeiro Star Wars quando tinha 19 anos. No livro (que é uma espécie de autobiografia) ela começa preparando o cenário para que quando chegar nas páginas do diário de fato (e ela não mudou nada) já estamos inseridos em todo contexto. A escrita dela é deliciosa.

- 20 - Branca Sobreira - A Branca é minha amiga e esse é seu primeiro livro de contos. São 20 contos e tenho vários preferidos.

- Commonwealth - Ann Pachett - Esse livro conta a história de duas famílias e como as coisas ficam confusas quando o pai de uma família se apaixona pela mãe da outra família. Tem um evento num verão que deixa marcas por muitos anos em todos os envolvidos. Tem também um escritor que escreve a história dessa família e depois vira filme.

- Kubrick's GameDerek Taylor Kent - um livro sobre um jogo (quase uma gincana) em que todas as pistas são relacionadas com a obra do Stanley Kubrick. É mais interessante se tiver visto os filmes.

- Lilian Boxfish Takes a Walk - Kathleen Rooney - A Lilian é uma senhora de 85 anos que decide andar do restaurante para casa na véspero do ano novo (de 1985) em NYC. Nessa caminhada ela vai lembrando de sua vida de mulher independente numa época em que as mulheres tinham menos opções. Lilian trabalhou com propaganda, era poeta e nos seus 85 anos ainda frequenta festas hipsters em Chelsea.

- Histórias da Gente Brasileira Vol. 1 Colônia - Mary Del Priore - Sou péssima com história, lembro de generalidades mas nada específico. Assistindo Outlander tive uma conversa com um amigo (que contei num post) e fiquei preocupada que se, por acaso, voltasse para o Brasil Colônia eu não saberia nada. Então li esse livro para ficar por dentro da vida nessa época. O livro é quase um manual de sobrevivência no Brasil Colônia. No início achei confuso, poderia ter sido melhor organizado, mas depois entendi que a autora usou relatos que ela encontrou em escritos da época (cartas, jornais, etc) para fazer esse raio-x do Brasil. Algumas vezes até parece que estamos lendo uma coluna social. O impressionante é terminar esse livro e ver que pouquíssima coisa mudou de lá para cá.

- The Underground Railroad - Colson Whitehead - O vencedor do Pulitzer de 2017. Um livro sobre a rede de pessoas que se organizaram para levar escravos fugitivos (das fazendas no sul dos USA) até um lugar seguro. Na vida real essa Ferrovia Subterrânea era só de pessoas, estradas e lugares, mas no livro o autor criou mesmo estações subterrâneas e trilhos com vagões. No livro lemos histórias das diferentes pessoas envolvidas com a ferrovia subterrânea: os escravos, os brancos que ajudavam, os brancos que perseguiam, os negros que perseguiam a mando dos brancos. Histórias que se entrelaçam de alguma forma e no centro está Cora que é escrava numa plantação de algodão e decide fugir.

- A História da Menina Perdida - Elena Ferrante. O último livro da série das italianas dramáticas de Nápoles. Não estava muito afim de ler esse livro mas não achei ninguém que me contasse o que acontecia então li tudo. A Elena Ferrante escreve bem, leitura flui, mas que história de revirar os olhos. No primeiro livro ela coloca um mistério que não é resolvido no quarto livro (afff), tem um romance no meio que não cola, o tal do Nino é insuportável, não sei qual das duas é a mais chata e nunca mais a Elena Ferrante me pega para ler um livro dela.

- Clarice - Benjamin Moser - Biografia da Clarice Lispector. Eu não sabia quase nada sobre essa escritora maravilhosa e agora sei mais um pouco.

- Hitmakers - The Science of Popularity in the Age of Distraction - Derek Thompson - um livro sobre a psicologia dos hits e a economia das midias. Porque determidados filmes, músicas, livros, personagens se tornam sucesso. Como a tecnologia muda e avança mais rápido que as pessoas. É um estudo e uma investigação do que chama atenção das pessoas no século 21. Tem ótimas histórias sobre carros, discursos do Obama, vampiros, música pop, pequenos negócios, coisas que viralizam, e a evolução livros-radio-tv-internet.

- Quando a Lua Canta Para o Lobo - Barbara Axt - Conheci a Barbara num pub em Londres e ela estava divulgando (e vendendo) seu livro. Apoiar novos autores é sempre importante. Esse livro é uma história de amor com elementos de fantasia, sobre Luna e Eric. Londres é bem descrita nesse livro e quem conhece a cidade vai se sentir andando por ela.

- Sourdough - Robin Sloan - Esse livro me deu vontade de comer pão. Muito pão. E pão específico. A história é sobre uma mulher que trabalha numa empresa de robôs em San Francisco e um dia resolve fazer pão. Sourdough especificamente - um tipo de pão de longa fermentação comum na cidade Californiana. É uma história divertida de como ela começa a produzir, depois vender e o conflito dela em largar o emprego.

- A Vida Invisível de Eurídice Gusmão - Martha Batalha - Que livro delicioso de ler! Adorei. Como diz no título esse livro é sobre a vida da Euridice Gusmão e todos a sua volta (seu marido, sua irmã, seus pais, sua vizinha fofoqueira, o dono da papelaria da esquina, etc). Eurídice é uma dona de casa no Rio de Janeiro, nos anos 1950,  cheia de talentos que desenvolve mas é sempre barrada de alguma forma pela sociedade, pelo marido, pelas circunstâncias.

- O Humano Mais Humano - Brian Christian - Humano mais humano é um título dado junto com um prêmio ao humano que conseguir provar através do teste de Turing que é um humano de verdade. Uma máquina é considerada pensante se conseguir convencer 30% dos juizes que é um humano através de uma série de perguntas em 5 minutos. E do outro lado humanos tentam fazer o mesmo. O autor do livro se inscreveu no prêmio de 2009 e no livro ele conta como estudou para poder responder as perguntas. E aí vai muita filosofia, linguagem, comunicação, como funcionam os programas de inteligência artificial, etc. A falha desse livro foi o autor não colocar seu teste para a gente saber como foi sua conversa (e ele ganhou o prêmio de humano mais humano daquele ano).

- Purple Hibiscus - Chimamanda Ngnozi Adichie - Esse livro conta a história da Kambili, uma garota de 15 anos, na Nigéria, que é de uma familia rica e tem um pai hiper religioso quase fanático (católico) e rígido. Seu pai é querido na comunidade porque ajuda muitas pessoas mas dentro de casa a realidade é outra. Kambili e seu irmão mais velho tem sua rotina de estudos, reza e pouca liberdade, quebrada quando eles tem que ir passar um tempo na casa da tia (irmã do pai). Com a tia e os primos eles aprendem que a vida pode ser melhor, mesmo com menos dinheiro. Tem um desfecho quase surpreendente (digo quase porque com tudo que é colocado no livro faz até sentido) e é muito bem escrito. Lerei mais da Chimamanda.

- Flâneuse: Women walk the city in Paris, New York, Tokyo, Venice and London - Lauren Elkin - Esse livro começa muito bem com uma filosofada sobre flanar (andar pela cidade e observar detalhes e pessoas) e porque isso era uma exclusividade masculina. Mulheres flanadoras eram raras nos séculos passados por todos os motivos que conhecemos (não andavam sozinhas, lugares não apropriados, não se davam o direito ao prazer de andar por andar observando, etc). Afinal o espaço não é neutro e a busca por essa neutralidade é sim uma causa feminista. Tem capítulos bons como o de Long Island que a autora morava numa cidade dependente de carros e se maravilhou quando se mudou para Manhattan. O capítulo de Tokyo é bom só porque ela é honesta em dizer que não gostou. Os outros são ela descrevendo o que outras autoras escreveram sobre os lugares (Virginia Woolf em Londres, George Sand em Paris), tem um capítulo inteiro que ela descreve um filme (muito chato), tem um capítulo sobre a Martha Gellhorn (jornalista de guerra e escritora) que é bom mas não serve o propósito do livro. Na volta dela a NYC dei uma boa revirada de olhos de tanto clichê. No finalzinho ela retoma o tema, mas achei essa autora chatinha.

- A Glória e seu Cortejo de Horrores - Fernanda Torres - Um livre sobre um ator, Mario Cardoso, e toda sua carreira (aventuras e desventuras) desde o teatro universitário na década de 1960 até as novelas de hoje. Os capítulos se alternam entre passado e presente (onde o ator montou uma versão fracassada do Rei Lear de Shakespeare). É um livro bem escrito, com humor e ironia. De quebra ficamos sabendo como funciona os bastidores de peças, filmes e novelas. A Fernanda Torres entende bem seus personagens. E o prazer de ler aumenta se você conhece a Tijuca e os tijucanos (a Tia Helô era tijucana roots). Um livro que começa com Rei Lear e termina com MacBeth.


Momento TOC Livros de anos anteriores:  
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29.12.16

Momento TOC Livros (10)

Esse ano li pouco. Muito pouco. Só 12 livros, não é nem metade da meta que estabeleci ano passado (25 livros). Para o ano que vem não tenho meta e vamos ver quantos livros lerei.

Vou culpar a Netflix e as Olimpíadas pela pouca leitura em 2016 e não se fala mais nisso.

Mais da metade dos livros li em inglês, os títulos e capas me chamam mais a atenção, mas quase todos tem tradução para o português. Então para o ano que vem tentarei ler mais autores nacionais.

Li pouco mas metade desses livros tem mais de 500 páginas. Just saying.

Vamos aos livros de 2016.

- Attemping Normal - Marc Maron. Esse é um livro de histórias de vida do Marc Maron, que é um comediante americano. Ele abraça o lado loser da sua personalidade, faz uma autoanálise eficiente e é engraçado.

- Love Letters To The Dead - Ava Dellaira. É um livro teen. A Laurel recebe como dever de casa escrever uma carta para uma pessoa morta e ela começa pelo Kurt Cobain (foi isso que me pegou na sinopse). Acontece que é bem menos interessante do que parece. Ela escreve cartas para outras pessoas mortas mas só para contar sua própria vida (bobinha) e trauma depois que a irmã morreu num acidente.

- Calcinhas no Espaço - Carlos Cardoso. O Cardoso é uma celebridade do twitter e nesse livro ele conta histórias verídicas de pessoas que são pouco conhecidas, empresas que fizeram diferença mas poucas pessoas sabem, ou até fatos que foram mais comentados no Equador so que nos USA onde aconteceram. Inclusive o capítulo que conta a história que dá título ao livro é muito interessante. Assuntos polêmicos contados com humor. Tem um conto fictício. É de graça.

- A Little Life - Hanya Yanaghara. Esse foi o livro mais deprimente que li, ever. É muito bem escrito e falei dele nesse post.

- A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome e História de Quem Foge e de Quem Fica - Elena Ferrante. Li três dos quatro livros dessa história sobre Lenu e Lila, BFFs que moram em Nápoles. O quarto livro só sai em português ano que vem. Confesso que tenho pouca paciência para os dramas italianos e muitas vezes acho a personagem principal, e narradora da história, Lenu, chatérrima (a Lila também não fica muito atrás), mas tem passagens muito bem escritas e a história se desenvolve bem. A primeira metade do primeiro livro beira o insuportável de tão chata (é sobre a infância delas nos anos 50), quase desisti, mas a segunda metade (elas já adolescentes) manteve meu interesse. O segundo livro é o melhor, muito bem escrito, tem duas passagens que valem a leitura. O terceiro livro é ok, mas não me deixou tão curiosa assim para ler o quarto. Inclusive, se alguém já leu e quiser me contar o que acontece, agradeço.

- Fates and Furies - Lauren Groff. Esse livro é sobre o casamento de Lotto e Mathilde. A primeira metade é toda contada na visão dele e a segunda metade do ponto de vista dela (e é beeeem mais interessante). É quase como Gone Girl mas sem psicopatas e a leitura da primeira metade é menos fluída. Se conseguir chegar na segunda metade vale a pena.

- Here I Am - Jonathan Safran Foer. Gosto muito do Jonathan Safran Foer, sempre leio os livros dele e comprei esse assim que saiu. O livro é sobre uma família judia que mora em Washington DC. Pai, mãe, três filhos, avós, cachorro e a dinâmica da família. É bem escrito, uma narrativa boa, e interessante até 2/3 do livro, aí no final a coisa meio que desanda, mas antes disso é muito bom.

- My Name is Lucy Barton - Elizabeth Strout. A Lucy Barton opera o apêndice e em decorrência da cirurgia ela tem algumas complicações que a mantém no hospital por mais tempo. Sua mãe, que ela não fala há anos, vem ficar com ela aí temos toda a história da Lucy contada, afinal ela é uma escritora. É um livro bom de ler.

- The Perpetual Astonishment of Jonathon Fairfax - Christopher Shevlin. Esse livro é uma comédia-thriller sobre uns documentos que são roubados de um político influente. Tem assassinato, perseguição, detetives particulares e um vendedor da Harrods. Tem até romance. Achei esse livro divertido e nada melhor do que humor inglês, especialmente depois de ter lido o drama excessivo das italianas de Nápoles.

- Moonglow - Michael Chabon - Nesse livro Michael Chabon conta a história de seu avô, e de sua família por tabela. Em 1990 ele foi até a casa de sua mãe na California visitar o avô que já estava doente e com a lingua solta louco para contar todos os babados da família. Claro que é uma versão romanceada e provavelmente muita coisa é inventada mas isso não interessa, é uma ótima leitura. O avô do Michael Chabon até que teve uma vida interessante mas os melhores capítulos são os que envolvem a avó.



Momento TOC Livros de anos anteriores:  
(1)(2), (3)(4), (5)(6), (7), (8) e (9)

19.9.16

Momento TOC: 10 séries girl power

Ontem teve o Emmy, a premiação da tv americana. Esse ano até que não foi chato, o Jimmy Kimmel foi um bom host e as premiações justas. Game of Thrones foi a melhor série dramática e essa sexta temporada merecia só pelos 2 últimos episódios sensacionais. Veep foi a melhor série comédia, adoro. A série sobre o julgamento do OJ Simpson ganhou quase tudo na categoria e é realmente boa, mas na minha opinião Fargo é bem melhor, mas o tema não é tão popular.

Duas mulheres venceram na categoria direção e finalmente deram um Emmy para a Tatiana Maslany pelas 245345677 personagens que ela faz em Orphan Black.

Mr. Robot, a série sobre hackers que querem mudar o mundo que não entendo nada mas assisto e gosto, levou melhor ator para os olhos esbugalhados e eterna cara de tenso do Rami Malek.

Eu gostaria de ter visto The Americans ganhando alguma coisa, essa quarta temporada foi muito boa.

Mas vamos ao que vim aqui fazer: uma lista de 10 séries girl power.

10. Orange is the New Black. Uma série sobre uma mulher que vai presa e a vida numa prisão feminina. Tem muitas personagens interessantes e um pouco de tudo. Eu só vi as duas primeiras temporadas, desisti na terceira e não voltei a ver mas o pessoal diz que continua boa.

09. Orphan Black. Essa série é sci-fi. É sobre uma mulher que um dia descobre que existem vários clones da sua pessoa (ou será ela também um clone?) e a Tatiana Maslany faz todas elas com maestria. A minha preferida é a soccer mom Alison. Parei na 3a temporada porque começou a ficar confuso, mas já me disseram que a 4a é muito boa.

08. Game Of Thrones. Ok, esse mundo medieval onde todos querem o trono é masculino, mas quando uma das maiores concorrentes ao trono de ferro é uma mulher com três dragões e um exército que ela foi colhendo ao longo das 6 temporadas, sim, essa é uma série girl power. Sem contar que tem a melhor vilã (Cersei), uma guerreira leal (Brienne), a dona dos navios (Yara), tem a maravilhosa Lady Lyanna Mormont, tem a Arya (a melhor Stark), e até a Sonsa resolveu colocar as mangas de fora.

07. Outlander. Essa é uma série girl power sim. A Claire tem que se virar nos 30 quando volta 200 anos no tempo e ela tem lidar com coisas como: guerra, doenças sem antibiótico, muito transporte no lombo de cavalo e zero água encanada. Tudo bem que ela tem o ruivão Jamie, e o relacionamento deles é cheio de cumplicidade (mesmo ele sendo um macho escocês no século 18), mas ela se impõe com maestria numa época que mulheres tinham poucas opções.

06. Veep. A Selena Meyer começa essa série como vice presidente dos EUA, um cargo que, pelo que mostram, importa pouco. Ela fala e faz besteiras, mas não se deixe enganar, o show é dela e é engraçadíssimo.

05. UnReal. Uma série sobre um reality show estilo The Bachelor onde as personagens principais são as produtoras do programa. É uma aula de manipulação de pessoas, tem muita cobrice mas também tem uma relação ótima de amizade sincera (com algumas facadas nas costas) entre a Rachel e a Quinn.

04. Unbreakable Kimmy Schmidt. A Kimmy passou 15 anos enfiada num bunker com outras 3 mulheres por causa de um maluco que inventou uma seita. Acontece que Kimmy é excessivamente otimista e quando sai do bunker ela vai direto para NYC porque ela quer uma vida melhor. A DR que ela tem com a mãe numa montanha russa é sensacional. Females are strong as hell.

03. Jane The Virgin. Sim, é um melodrama mexicano/venezuelano american style, mas a Jane vem de uma família de mulheres fortes. Mesmo sendo inseminada acidentalmente a Jane consegue levar todo o drama que uma coisas dessas traz numa boa com muito apoio de sua mãe e sua Abuela. E não vamos esquecer o pai da Jane que é um feminista (ele até faz uma novela com esse tema hahahaha).

02. Halt and Catch Fire. Na primeira temporada dessa série as mulheres são um pouco coadjuvantes, mas na segunda elas montam seu próprio negócio (ok, esse foi um spoiler pequeno), que vem a ser uma empresa de software nos anos 1980 quando esse mercado era quase 100% masculino. Mulheres e tecnologia, e elas arrasam.

01. Jessica Jones. Uma série de superherói, melhor, superheroína. A Jessica Jones tem uma força extrema e durante um período de sua vida foi dominada pelo vilão Kilgrave que tem o poder de controlar mentes e atitudes (assustador né?). Essa série tem várias personagens femininas interessantes e muita camaradagem entre as mulheres.



Bonus: The Fall. Essa série tem uma detetive de polícia que não se deixa intimidar pelos colegas e nem pelo serial killer que ela persegue.

29.12.15

Momento TOC Livros (9)

Esse ano não consegui passar dos 17 livros. Fiquei abaixo da média dos últimos anos (20 livros) mas vou manter a meta de 25 livros para o ano que vem. Um dia eu consigo. Então vamos a lista de 2015.

- To Rise Again At a Decent Hour - Joshua Ferris - Esse livro foi indicado a alguns prêmios (Man Booker era um deles) e estava em várias listas de indicações de leitura. É sobre um dentista, Paul, que tem sua vida hackeada. Alguém cria um website, twitter e facebook falsos, e essa pessoa sabe muito da vida do Paul. Acontece que começam aparecer alguns posts anti-semitas em nome do Paul (que é ateu), ele fica preocupado e decide investigar e tentar achar o hacker. O Paul é um chato. Pronto falei. O hacker tem uma história interessante.

- Quem Vai Ficar Com Morrissey - Leandro Leal - Eu gosto do vocalista do The Smiths e comprei esse livro pelo título. O livro é sobre o Fernando, um jornalista arrogante, condescendente, depressivo (mas não de fato) e infantil. Ele acha que as mulheres com as quais ele se relaciona tem que gostar das mesmas coisas que ele e se não gosta ele tenta doutriná-las. Ele é dessas pessoas que quando coisas acontecem ele escuta uma música para ocasião (nem que seja mentalmente), e é aí que entram as músicas do The Smiths (e outras). Um dia ele se apaixona, leva um fora, a história não fica melhor e o Fernando cada vez mais insuportável.

- How To Build a Girl - Caitlin Moran - É um livro sobre adolescência, mas bem realista e já começa chocando. Johanna é uma inglesa de 14 anos (o livro vai até os 18 anos dela) que é gordinha, mora numa cidade pequena, sua família (grande) é pobre (e depende de auxílios do governo). Ela gosta de escrever e até ganha um concurso de poesias mas depois de um episódio humilhante na tv ela cria uma persona, Dolly White, que gosta de música e é meio gótica. Johanna compra revistas e discos e começa escrever sobre música e bandas. Ela consegue um emprego numa revista maior e sua vida fica interessante.

- A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert - Joel Dicker- Um livro sobre um escritor escrevendo um livro sobre outro escritor. Um tapa de metalinguagem. Marcus é um escritor medíocre que vai atras de seu professor da faculdade, Harry (que é escritor de sucesso) para ajudá-lo. Acontece que o Harry estava sendo preso porque acharam um corpo no jardim dele. O Marcus decide investigar e escrever um livro sobre a história. Achei divertido. (a capa da edição nacional é bonita)

- The Anatomy of Dreams - Chloe Benjamin- Esse é sobre dois pesquisadores de sono e sonhos. Sylvia e Gabe se conhecem no high school, mas o Gabe some e só reaparece no penultimo ano da faculdade dela. Ele a convence a largar tudo e seguir um  professor que está fazendo uma pesquisa em pessoas que tem problema com sono. Tem uns twists interessantes, mas as vezes é confuso.

- Funny Girl - Nick Hornby - tem post.

- Sweetness #9 - Erik Clark - daqueles livros de ficção que estão muito perto da realidade. Tem post.

- Beautiful You - Chuck Palahniuk- versão do Chuck para 50 tons de cinza e ficou bom. Tem post.

- In The Unlikely Event - Judy Blume - Já disse que a Judy Blume é uma das minhas autoras favoritas (especialmente na fase pré-adolescente), as vezes ela escreve livros para adultos como o Summer Sisters que li ano passado. Esse é sobre a queda de não um, mas três aviões numa pequena cidade de New Jersey (entre 1951 e 1952) e como esses acidentes afetaram as vidas das pessoas (e cidade). Os persongens são fictícios, mas as quedas dos aviões foram reais. (Claro que a personagem central é uma adolescente, afinal é o que a Judy escreve de melhor)

- David Bowie e os Anos 70 - O Homem que Vendeu o Mundo - Peter Doggett - um livro sobre a fase mais produtiva do David Bowie. A história do rock star (e gênio) é contada em poucos capítulos e a maior parte do livro é uma espécie de análise das músicas dessa época uma por uma. Par ler escutando Bowie.

- Mirtes Ainda Vive - Daniela Abade - Sigo a Daniela Abade no twitter e fiquei curiosa para saber porque a Mirtes ainda vive. É um livro sobre uma road trip de duas senhoras idosas (afinal a Mirtes tem 89 anos) e o neto com síndrome de down. A Mirtes, assim como o João de Santo Cristo, só queria ir a Brasília falar com o presidente. A aventura das tias é boa, a narrativa é variada (tem umas cartas da filha no meio) mas achei o fim meio abrupto (queria saber um pouquinho mais).

- The Girl On The Train - Paula Hawkins - A Rachel foi traída pelo marido, é uma alcoolatra, está morando de favor com uma amiga, está desempregada e todo dia pega um trem (para dizer que está indo trabalhar) que passa pela casa onde ela morou com o marido (e ele agora mora com a nova esposa e filho). Ela tem uma fantasia com o casal da casa vizinha (acha que são perfeitos) que ela observa pelo trem até que um dia ela vê a esposa com outro homem. E aí segue uma história de mistério e muitas quedas por bebedeira. Divertido.

- Cordilheira - Daniel Galera - Gostei de Barba Ensopada de Sangue e decidi ler esse livro que o Daniel Galera escreveu antes. É sobre Anita, orfã (mãe morreu no parto, pai num acidente de carro anos depois), escritora (escritores adoram escrever sobre escritores né?), que ser mãe. Acontece que seu namorado não está a fim e terminam. Ela tem um grupo de amigas (estilo Sex and The City) mas 2 delas tentam suicídio e a Anita vai para Argentina divulgar seu livro e conhece um homem. É bem escrito mas achei o fim um pouco corrido (assim como o Barba).

- All The Light We Cannot See - Anthony Doerr - Esse livro venceu o Pulitzer de 2015. É sobre uma garota francesa e um rapaz alemão um pouco antes e durante a segunda guerra. É um livro sobre destino e caminhos que se cruzam. A história é boa, os personagens interessantes, foi uma leitura agradável mas eu só queria que terminasse logo.

- O Filho de Mil Homens - Valter Hugo Mãe - esse livro estava aqui em casa e peguei para ler. Conta a história de algumas pessoas que moram numa vila e como estão interligadas. É bom, curto, mas a prosa as vezes é puro sonífero.

- NW - Zadie Smith - Esse livro estava na minha wishlist da Amazon há uns 3 anos e finalmente peguei para ler. A história é sobre 4 pessoas que moram no noroeste de Londres (bairros onde a maioria é de imigrantes caribenhos, africanos e alguns irlandeses, que vivem em conjuntos habitacionais). Lea e Natalie são amigas desde sempre, uma virou meio hippie e a outra advogada de sucesso (mas voltou para morar na fronteira do bairro). Felix aparece no meio do livro para uma contribuição trágica e tem o drogado Nathan. O livro tem vários tipos de narrativas (tem um capítulo que os paragrafos seguem uma numeração.). Ler esse livro foi como pegar o mesmo ônibus todo dia, escutar uma conversa alheia das mesmas pessoas e ter que juntar os pedaços para fazer sentido e a conclusão ser sem graça. Não curti, devia ter acreditado nos comentários da Amazon e do Goodreads.

- Tony and Susan - Austin Wright - um livro de 1993 que voltou a tona porque o próximo filme do Tom Ford (com Jake Gyllenhaal) vai ser baseado nele. É a história de Susan que recebe o livro Nocturnal Animals que seu ex-marido escreveu para ler e criticar. Tony é um personagem do livro do ex-marido que no meio de uma viagem com a esposa e a filha ele é abordado por elementos criminosos. O leitor vai lendo o livro junto com a Susan e ainda fica sabendo dos babados da vida dela. Achei bom, o Nocturnal Animals prende a atenção.


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25.9.15

Momento TOC: 10 anos do blog!

Hoje o blog faz 10 anos! DEZ!

Para comemorar decidi fazer um momento TOC do blog atualizando o que fiz em 2007 quando o blog ainda era um bebê.

- O blog começou como coletivo com as amigas Malu (Luizinha) e Sue, que são as verdadeiras sobrinhas da Tia Helo, mas, depois de 2007, me empolguei mais do que elas, passei a escrever sozinha e o blog acabou se tornando meu, com minhas coisas (filmes, músicas, viagens, etc). Malu e Sue sempre que quiserem postar algo tem espaço aqui.

- A Tia Helô existiu sim, eu não tenho a imaginação tão fértil assim para inventar uma personagem tão rica. Não sou sobrinha dela mas a conhecia de tanto frequentar a casa das minhas amigas (somos amigas há muitos anos). Ela era viva quando começamos esse blog e faleceu em 2006. O início do blog tem mais histórias dela. Ela sempre aparece para dar a cotação dos filmes e o Momento TOC é inspirado nela.

- A cotação dos filmes tem um pouco de sentido, mas é aleatório. A Tia Helo falava muito "Ai, Jesus!" (ela era beata de carteirinha) então eu coloco quantos "Ai, Jesus!" ela falaria durante o filme dependendo das cenas, o que não tem nada a ver com a qualidade do filme. As vezes filmes bons tem poucos "Ai, Jesus!" (como A Rainha que só tem 5) e as vezes filmes péssimos também tem poucos (como Amanhecer parte 1 que só tem UM "Ai, Jesus!"). O filme que tem mais "Ai, Jesus!" é o Django Unchained com 835, seguido de Lobo de Wall Street com 817 (muito palavrão!), Mad Max Fury Road com 815 e Magic Mike XXL com 813 (esse são todos pelos movimentos pélvicos doo Channing Tatum). A média é entre 200 e 600.

- O tema com mais posts é Viagens com 244 posts, mas cada lugar tem seu marcador.

- O tema mais popular do blog nos últimos 2 anos é o Analisando a música. São posts que acho divertido de fazer, até pensei em criar um Tumblr só para isso mas deixei aqui mesmo.

- O post de música mais acessado até hoje é o de Take Me To Church do Hozier com mais de 12 mil acessos (para esse blog escondido é muito!), seguida de Need You Tonight do INXS e Bizarre Love Triangle do New Order.

- Aliás, o analisando a música de Take Me To Church é o post mais acessado de todos até hoje. Seguido pelo Momento transporte público: Los Angeles.

- E Take Me To Church também é o post com o maior número de comentários: 27. (gente, como essa música rendeu)

- Tento fazer uma média de 6 posts por mês mas quando viajo ou quando tem Copa do Mundo, ou Olimpíada, escrevo mais. O mês com mais posts (24) foi junho de 2010 que teve Copa do Mundo.

- O que mais traz pessoas ao blog pelo Google é Wuthering Heights, O Morro dos Ventos Uivantes, tanto o para saber sobre a música quanto o resumo do livro e também sobre a cidade das Brontë.

- O post que mais rende e-mails para eu responder é o Momento transporte público de Los Angeles seguido do Nas estradas da Costa Rica.

- Mantive o layout original por tanto tempo que agora é vintage e não vou mudar. O desenho do header foi feito pela Sue, eu sou a anjinha (claro), a Malu é a diabinha.

- Nunca achei que manteria um blog por tanto tempo, mas acho ótimo para me lembrar de muitas coisas que vi e fiz, especialmente nas viagens.

- Esse é o post número 1111.


Agora vamos comer um bolo de chocolate e comemorar!

29.12.14

Momento TOC Livros (8)

Comecei esse ano estava decidida a ler mais de 25 livros, mas os últimos meses do ano foram complicados e não passei de 22 livros. Pelo menos mantive a média dos anos anteriores. Eu disse que ia tentar ler metade em português metade em inglês, isso não consegui. Li mais autores nacionais, muitos novos que gostei, li alguns estrangeiros traduzidos (geralmente nórdicos), mas os títulos em inglês sempre me chamam mais atenção.
Aqui estão os livros que li em 2014. (Os em azul tem links para posts que escrevi sobre eles.)

- S. - JJ Abrams e Doug Dorst - o livro interativo do cara de Lost. Um pouco confuso para ler, mas foi divertido, um bom desafio.

- Hard-boiled Wonderland And The End Of The World - Haruki Murakami - Nunca tinha lido nada do Murakami e antes de encarar o tal 1Q84 decidi ler outra coisa dele. O Murukami tem muita influência ocidental nas histórias mas ao mesmo tempo é bem japonês. Esse livro se passa numa distopia onde algumas pessoas conseguem guardar informações no cérebro como se tivessem algum controle do subconsciente e criam um mundo a parte. Os capitulos são alternados: um em Tokyo com o homem procurando uma solução par ao seu problema e outro no End of The World o tal mundo subconsciente. Eu gostei.

- Fim - Fernanda Torres - Gostei bastante desse primeiro livro da Fernanda Torres, espero que venham mais. Sobre um grupo de idosos.

- De Gados e Homens - Ana Paula Maia - esse livro foi uma surpresa. Um livro curto mas intenso sobre um homem que trabalha num matadouro e tem uma filosofia de vida muito interessante.

- The Man Who Knew Too Much - David Leavitt - Sobre o Alan Turing, homem que inventou o computador além de ter ajudado a Inglaterra e aliados a vencer os alemães na segunda guerra decifrando os códigos. Uma história interessantíssima com final trágico mas que nesse livro infelizmente ficou ofuscada pela tentativa do autor em querer explicar matemática avançada para leigos.

- The Flamethrowers - Rachel Kushner - Sobre uma mulher que vai para NYC para ser artista nos anos 1970 e lá ela começa um relacionamento com um artista italiano que é herdeiro de uma grande empresa italiana de pneus e motos. Ela gosta do italiano mas quer mesmo o BFF dele (que ela conheceu antes sem saber quem era). Ela vai parar na Italia, conhece a família rykah do italiano e acaba envolvida com uns revolucionários. É um livro bom de ler, daqueles que o meio é mais interessante do que o desfecho.

- Boneco de Neve - Jo Nesbø - Só descobri que esse livro faz parte de uma série que tem o detetive Harry Hole (nome super nórdico) como protagonista quando terminei. O livro é bom, passa em Oslo, até tive medo do tal boneco de neve, mas o mistério foi fraco.

- Super Sad True Love Story - Gary Shteygart - gostei muito dessa história de amor triste numa distopia.

- Cadê Você Bernadette? - Maria Semple - A Bernadette, era uma arquiteta famosa que construiu uma casa só com os materiais que tinha disponível num raio de 20 milhas, mas decidiu se aposentar depois de um episódio e foi morar com a família em Seattle. Ela é mãe da Bee e some dias antes de uma viagem que elas fariam a Antartida. O livro é a Bee investigando o sumiço da mãe. Divertido.

- Let's Explore Diabetes With Owls - David Sedaris - o David Sedaris é muito engraçado, ele é ótimo para contar crônicas do seu dia a dia e da família. Nesse livro ele explora outros pontos de vista de pessoas fictícias, conta episódios da sua vida (teve o passaporte roubado e os eventos seguintes a esse fato) mas a história mais interessante é sobre o processo dele para escrever.

- Nada - Janne Teller - esse livro é um pouco macabro. É sobre um garotinho que um dia decide que nada importa e sai da sala de aula e fica sentado numa árvore gritando verdades para os colegas. Os coleguinhas por sua vez decidem provar que existem coisas que importam sim e aí começa um jogo onde cada um tem que deixar o que mais importa para si numa pilha. Acontece que surge uma regra de que quem deixou uma coisa pode escolher o próximo, não só quem mas também o que. Aí a coisa começa a ficar sinistra. Criancinhas podem ser cruéis.

- The Statistical Probability Of Love At First Sight - Jennifer E. Smith - um livro young adult bonitinho sobre um casal que se apaixona num voo entre NYC e Londres.

- Quinze Anos de Constrangimento - Ana Paula Barbi - A Poalli é uma web celebrity que escreve textos divertidos em vários sites. Esse livro é bem curtinho com aventuras sexuais amorosas dela. Ela é engraçada.

- Norwegian Wood - Harumi Murakami - O Murukami gosta muito de música e sempre as menciona nos livros, esse então tem várias (e o próprio título vem de uma música dos Beatles). Alguém até fez uma playlist das músicas mencionadas nos livros e colocou no Spotify. O livro é sobre um rapaz apaixonado pela namorada do seu melhor amigo (que se matou) e seus anos na universidade em Tokyo. É triste, é melancólico e é bom. (e tem o filme, que não vi)

- The Best of Everything - Rona Jaffe - a vida de jovens mulheres em NYC no fim da década de 1950. Por mais independentes que as mulheres fossem tudo que elas queriam era casar (se bem que 50 anos depois em Sex and The City elas querem a mesma coisa). Tem uma personagem interessante as outras são bobinhas, mas é curioso a descrição da vida naquela época (e ver que pouca coisa mudou).

- Mr. Penumbra's 24 hour Bookstore - Robin Sloan - um livro sobre um mistério contido em livros.

- Dias Perfeitos - Raphael Montes - Um livro sobre um psicopata de ocasião - aquele que vai praticando maldades e terror psicológico de acordo com a situação que se apresenta. Um jovem estudante de Medicina se apaixona por uma garota e daí passa a perseguí-la. O fim é um pouco perverso.

- Barba Ensopada de Sangue - Daniel Galera - Apesar do fim meio apressado achei a leitura boa. Sobre um rapaz que se muda para o litoral catarinense atrás de um mistério que envolve seu avô.

- Summer Sisters - Judy Blume - livro adulto de uma das minhas autoras favoritas na infância. Sobre duas amigas desde seus verões aos 12 anos até a vida adulta.

- The Rise and Fall Of Great Powers - Tom Rachman - O Tom Rachman é um escritor que tem o talento de descrever os personagens em poucos paragrafos de um jeito que ficamos íntimos deles. O livro é sobre Tooly e como ela foi criada por um grupo de pessoas de forma alternativa. Mostra como ela percebia esses relacionamentos e tem uma boa dose de expectativa x realidade. O livro passa em 3 fases da vida dela: aos 10 anos em 1988, aos 21 em 1999 e aos 32 em 2011.

- Every Secret Thing - Laura Lippman - Duas meninas, de 11 anos, pegam um bebê que foi deixado do lado de fora da casa e dias depois aparece morto. Elas são pegas, uma acusa a outra, vão presas como menores e passam 7 anos em instituições. Quando saem outra criança é raptada e a mãe da criança que morreu 7 anos antes acusa logo as duas meninas (agora adultas). É um livro de personagens femininas: as meninas, mãe de uma delas, mãe da bebê que morreu, advogada e detetive. A leitura é boa mas achei um pouco corrido no final.

- Of Human Bondage - Somerset Maugham - Esse livro é um clássico da literatura inglesa. É sobre a vida do Philip, um garoto que nasce com um defeito no pé, fica orfão, é criado por um tio religioso e sua esposa. O tio do Philip quer que ele seja pastor mas o quando o garoto faz 18 anos decide que vai ser artista e se muda para Paris. Depois ele acaba voltando a Londres e estudando medicina (seu pai era médico). O Philip é um personagem interessante porque as vezes ele trata mal as pessoas, se sente superior mas acha que todos reparam em seu pé e por isso acha que merece pena, e outras vezes ele simplesmente odeia as pessoas, mas ele também sabe ser doce, generoso e educado. Philip se apaixona, se dá mal, perde dinheiro (mas depois recupera) e a história dá algumas voltas.

Já tenho uma pequena lista no kindle para 2015.

Os outros Momentos TOC Livros: (1)(2), (3)(4), (5)(6) e (7)

28.12.14

Momento TOC: Top 05 momentos de lip-sync

Já fiz um post sobre os Top 10 momentos musicais em filmes, mas lip-sync é uma categoria específica. Existe o sing-along e o lip-sync. Sing-along é quando as pessoas só cantam junto com a música, o lip-sync exige interpretação e alguma coreografia.

Até eu já fiz lip-sync em algumas festinhas, mas isso fica para outro dia.

Então, depois de ver Skeleton Twins que tem a maravilhosa cena onde o Bill Hader faz o lip-sync de Nothing's Gonna Stop us Now junto com a Kirsten Wig, resolvi fazer essa lista.




05. Old Time Rock and Roll - Risky Business
Essa é um clássico do lip-sync. Palmas para Tom Cruise de cueca e camisa.



04. Jump For My Love - Love Actually
Ninguém sabe ser ridículo com classe como o Hugh Grant. Nesse filme ele faz o primeiro ministro britanico e nessa cena é mais um butt-sync do que lip-sync, mas a reboladinha sexy do hugh é precisa. (pena que a cena é curta)



03. Day-O - Beetlejuice
As pessoas da mesa não fazem lip-sync voluntariamente, tem uma certa influência de outro mundo. Adoro.




02. I Will Survive - Priscila, A Rainha do Deserto
Gente, é um filme sobre drag queens e o que elas mais gostam de fazer é lip-sync. Nesse filme tem várias, mas I Will Survive é a melhor, estão no meio do deserto e ainda conseguem arrastar um aborígene para acompanhar.



01. Waterloo - O Casamento de Muriel
As amigas até se vestem de ABBA para fazer esse lip-sync sensacional.

31.1.14

Momento TOC mulherzinha séries (3)

Entra ano sai ano, séries são canceladas, novas séries são lançadas e eu tenho que atualizar meu banco de dados mulherzinha.

O primeiro Momento TOC mulherzinha foi em 2008 e de todos os listados só o Derek Shepard de Grey's Anatomy continua no ar (mas eu desisti da série). Em 2012 fiz outra lista que continua bastante atual, com exceção do Peter Bishop (Fringe acabou, saudades), Nick Brody e o Sheriff Graham (ambos subiram no telhado em suas séries).

Então acho que é hora de fazer mais uma pequena lista com mais alguns colírios novos.

 1- Oliver Queen de Arrow (Stephen Amell) Fizeram uma votação para eleger o melhor personagem novo das séries e quem ganhou foi o torso do Oliver Queen. Merecido. Ele malha pesado e os resultados são ótimos. A série é bacana, bem feita, mas eu vejo mesmo pelo Oliver Queen. Macho-que-é-macho com um arco e flecha.



2- Ichabod Crane de Sleepy Hollow (Tom Mison) Ele é de outra época, fala inglês super educado, é um fofo e bonito. O Ichabod não consegue abandonar suas roupas de 1778 e já disse que os skinny jeans são o sinal do apocalipse (concordo). A série é meio sem noção, mas é divertida. Macho-que-é-macho caçando demônios.



3. Patrick Osborne de Revenge (Justin Hartley). O Justin Hartley já foi o Oliver Queen em Smallville e também era uma delícia com o arco e flecha. Em Revenge ele continua exibindo seu corpinho (obrigada!) para o Nolan. Eles fariam um casal lindo se não fosse mamãe Victoria e amiguxa Emily. Macho-que-é-macho na pool party dos Hamptons.







4. Nick Buckhardt de Grimm (David Giuntoli). Olhos verdes com uma voz grave. O detetive/caçador de criaturas sobrenaturais é lindo. Macho-que-é-macho ajudando a manter Portland esquisita.








5. John Kennex de Almost Human (Karl Urban). O detetive Kennex é garoto revoltadinho da polícia do futuro, tem um temperamento forte, mas também sabe ser fofo. Macho-que-é-macho até no bromance com um andróide.









6- Kelly Severide de Chicago Fire (Taylor Kinney)- Esse bombeiro lindão é o galinhão do esquadrão de Chicago e apaga fogo como ninguém (nos dois sentidos). Momento Maria Batalhão. Macho-que-é-macho com uma mangueira na mão.


27.12.13

Momento TOC Livros (7)

Esse ano comecei com gás total, mirando a meta de 20 livros. Lá por agosto diminui o ritmo, achei que não ia conseguir, mas no final do ano recuperei e terminei com 21 livros. \o/
Mesmo com a Amazon no Brasil eu não transferi a conta e continuei lendo mais em inglês. Os livros em português gosto de comprar quando vou passear na livraria. Para o ano que vem vou tentar ler meio a meio.

Aqui está a lista desse ano.

- Gone Girl: A Novel - Gillian Flynn. Aqui no Brasil saiu com o título de Garota Exemplar. É daqueles livros que as coisas nunca são o que parecem, tem plot twist e não dá para contar nada sem dar spoiler. Gostei muito.

- A Balada do Café Triste - Carson McCullers. São 7 contos e o principal é o que dá titulo ao livro. A Carson McCullers é uma excelente escritora, seus textos são prazerosos mesmo que não façam muito sentido. Para quem nunca leu nada dela, recomendo O Coração é um Caçador Solitário.

- Building Stories - Chris Ware. É uma graphic novel que vem numa caixa enorme com diferentes tipos de livros, livretos, panfletos, etc onde quem monta a história é o leitor. Adorei.

- Damned - Chuck Palahniuk. Esse livro começa com "Are you there Satan? It's me Madison." numa óbvia referência ao ótimo livro juvenil Are You There God? It's Me Margaret da Judy Blume (aliás, editoras por favor publiquem a Judy Blume no Brasil). No caso de Damned, a Madison morreu e foi para o inferno. Ela era filha de bilionários (que colocaram ela numa escola interna na Suíça) e ela morre numa brincadeira sexual de asfixia com o irmão adotivo. Sim, isso é Chuck Palaniuk e não Judy Blume. No inferno tem um bocado de gente famosa e ela tem sua turma e eles exploram o mármore quente, lagos de esperma, montanhas de unhas, e outras coisas nojentas que só o Chuck consegue colocar no papel. No Halloween os mortos podem visitar os vivos e pegar balas e chocolates (moeda usada no inferno, claro). Achei divertido e parece que tem uma continuação.

- Freedom - Jonathan Franzen. Esse livro estava na lista do book club da Oprah e eu tinha anotado não lembro porque. É sobre uma família e as pessoas em volta. Tem a Patty (a mãe), Walter (o marido), dois filhos (Jessica e Joey), Richard (o amigo roqueiro), Connie (a namorada do filho) e mais algumas personagens. Cada capítulo desenvolve um personagem, alguns capítulos são o diário da Patty. Tem fofoca, intriga, traição, ou seja, tudo que uma boa novela deve ter. E muito bem escrito.

- Diários de Bicicleta - David Byrne. O vocalista do Talking heads é um entusiasta do transporte público e das bicicletas. Nesse livro ele conta suas experiências em cidades ao redor do mundo.

- O Museu da Inocência - Orhan Pamuk. Um livro indicado no grupo de leitura do FB. É sobre memória, amor, obsessão, história da Turquia e contei sobre ele nesse post.

- A Memória de Nossas Memórias - Nicole Krauss. Uma escrivaninha costura as histórias de pessoas que não se conhecem. Cada um conta sua história através das lembranças que tem e a escrivaninha está sempre presente (vai de NYC a Londres, passa por Israel e Alemanha na época nazista). Tem uma das melhores frases sobre amor/tesão: "Quando estava com Yoav, tudo que estava sentado em mim se punha de pé.". Gostei desse livro.

- Someday, Someday, Maybe - Lauren Graham. A Lauren Graham é uma atriz que mostrou ter talento para escrita. Para quem não está ligando o nome a pessoa, ela é a Lolerai Gilmore de Gilmore Girls. O livro é sobre uma atriz que mora em Nova York e se deu um prazo para começar a atuar de fato, ou seja, conseguir um papel que importe. Enquanto isso ela é garçonete (claro) e fica fazendo testes. É um livro divertido, escrito com humor e com alguns detalhes da indústria de teatro/cinema/tv. Acho que ela começou bem a carreira de escritora.

- The Leftovers - Tom Perrotta. Em português saiu como Os Deixados Para Tras. Um dia pessoas desaparecem. Sem motivo, no meio do jantar, dirigindo, fazendo compras, etc. Alguns religiosos dizem que é o fim dos tempos, mas todo tipo de gente desapareceu em todas as partes do mundo de todas as religiões. O livro se concentra numa cidade pequena onde 80 pessoas sumiram. Algumas familias perderam um membro, dois, nenhum, é aleatório e a razão para o sumiço não existe. O livro é sobre quem ficou para trás e como lidam com o fato. Tem os que vão para religiões e seitas, os que tentam seguir a vida, os que se rebelam, os que não querem deixar os outros esquecerem. Parece que vão fazer uma série desse livro. Aguardo.

- Infinite Jest - David Foster Wallace. Dizem que esse livro é a obra prima do David Foster Wallace, que é um autor cultuado (a Time disse que esse livro está entre os top 100 da lingua inglesa desde 1923). O livro é enorme, mais de mil páginas. A história é até interessante, tem partes boas, é uma paródia que abrange vários assuntos: familia, cinema, depressão, conspiração, drogas (e recuperação delas) até uma academia de tênis. Acontece que o DFW é tão prolixo que esse livro tem footnotes exageradas, longas, que explicam coisas que poderiam ser resumidas a uma frase no próprio texto. É muito, muito chato de ler e não vi nada de especial.

- Inferno - Dan Brown. Mais uma aventura do Robert Langdon, mas essa tem o meu amigo Maurizio. Contei nesse post.

- Os Enamoramentos - Javier Marías. Nunca tinha ouvido falar nesse autor, mas li a indicação num blog, gostei da capa e do título e comprei. É sobre uma mulher que todo dia faz people watching de um casal num café. Um dia o casal some e ela descobre lendo o jornal que o homem morreu assassinado a facadas por um mendigo. A mulher acaba amiga da viúva e conhece um escritor melhor amigo do morto. Ela e o BFF do morto começam a ter um caso, mas ela sabe que o cara está só esperando a viúva passar pelas fases da perda. Eles passam muito tempo do livro discutindo o Coronel Chabert do Balzac. Também tem uma filosofada sobre matadores de aluguel, suicídio, dissolução da responsabilidade do fato e os Três Mosqueteiros do Dumas.

- The Adventures of Kavalier and Clay - Michael Chabon. Acho que esse foi o melhor livro que li esse ano. Palmas para Michael Chabon e obrigado Amazon pela indicação. Falei dessa bonita história de amizade e liberdade nesse post.

- A Indenização - Duane Swierczynski. É um livro de espionagem e ação. Um chefe reune seus funcionários na empresa num sábado e pretende matar todos, mas alguns tinham outros planos. Divertido.

- Tubes: A Journey to the center of the Internet - Andrew Blum. Um dia o Andrew estava em casa e sua internet caiu. Ele descobriu que foi um esquilo que roeu o cabo e daí passou a pesquisar o que era a internet além dos cabos - a parte física da internet. Ele vai até a "nuvem" de fato que na verdade é um bando de aparelhos amontoados num prédio no Oregon (onde o clima ajuda a manter as máquinas na temperatura certa). Ele passeia pelo underground de Nova York para ver onde os cabos passam e como chegam aos prédios, atravessa o Atlântico até Portugal para ver um cabo chegando. E de quebra conta como a internet surgiu na California no fim dos anos 1960.

- Longbourn - Jo Baker. Fan fiction que usa os eventos de Orgulho e Preconceito para contar a história dos empregados da casa. Tem post book report.

- A Visit From The Goon Squad - Jennifer Egan. Em português o título é A Cruel Visita do Tempo, e achei justo. É um livro sobre o tempo, a passagem dele e como as pessoas mudam (ou não). Cada capítulo é sobre um personagem que está interligado de alguma forma com os outros. As vezes personagens secundários em um capítulo viram centrais em outro. E os capítulos vão e vem no tempo desde a década de 1970 até 2020. É tão bem escrito que em poucas palavras já conhecemos as pessoas.

- Chocolates for Breakfast - Pamela Moore. Claro que comprei esse livro pelo título. Depois descobri que é sobre sexo, alcool, drogas, depressão e ninguém come chocolate (se comessem talvez não seriam tão deprimidos). Courtney é uma garota de 15/16 anos, filha de uma atriz e um escritor, separados, que estuda numa escola interna. Ela fica deprimida e a mãe a leva para morar em Los Angeles. Lá ela começa a se relacionar com um ator gay, eles terminam, ela fica deprimida outra vez e se mudam para Nova York. Em NYC ela se reencontra com uma amiga que foi expulsa da escola interna, vive num ciclo de festinhas regadas a muito alcool com rapazes que abandonaram a faculdade, mas Courtney as vezes quer sair dessa. O mais impressionante desse livro é que ele foi escrito em 1956!! E....wait for it... a autora só tinha 18 anos! Mais incrível é que pouca coisa mudou de lá para cá (a não ser que hoje os jovens tem mais informação e os remedinhos para depressão são mais eficientes). Achei os diálogos um pouco afetados, mas vai ver as pessoas falavam assim mesmo na época.

- Se eu fechar os olhos agora - Edney Silvestre. Comprei num passeio na livraria sem saber do que se tratava. É sobre um crime que acontece numa cidade pequena no interior do Rio de Janeiro. Em 1961, dois garotos de 12 anos vão tomar banho num lago e descobrem o corpo de uma jovem que foi assassinada e mutilada. Os dois são interrogados na polícia, liberados e logo depois ficam sabendo que o marido (muito mais velho) confessou o crime. Os dois meninos não acreditam e começam suas investigações acompanhados de um senhor idoso que não tinha nada melhor para fazer no asilo. Tem algumas reviravoltas, jogo de poder, famílias desajustadas, mas é sobre a amizade dos meninos. Na verdade, se não fosse por algumas passagens mais pesadas, poderia ser um ótimo livro de mistério juvenil.

- Popismo: Os anos sessenta segundo Warhol - Andy Warhol e Pat Hackett. Ler esse livro é como ler o diário de uma tia fofoqueira que foi testemunha das mudanças dos anos 1960. É uma leitura muito boa, flui bem e cheia de detalhes do mundo artístico da época em Nova York. Somos levados a galerias de arte, festas glamourosas, filmagens, bares, restaurantes, danceterias e lugares onde muitas drogas eram consumidas. Mas o que o Andy gosta mesmo de contar é da vida das pessoas que frequentavam a Factory (espaço que ele usava como estúdio e reunia azamigues, ou como um amigo dele disse: lugar onde jovens novos e jovens velhos se reuniam sem nenhuma razão específica). Tem um pouco de tudo: bailarinos, poetas, músicos (O Velvet Underground praticamente surgiu na Factory), socialites, atores wannabes, alguns traficantes, drogados, etc. Andy conta tudo mais como um espectador (ele diz que a fofoca era uma obsessão sua). O livro é uma eterna citação de nomes, alguns muito conhecidos (Mick Jagger, Lou Reed, Jim Morrison, Jimmi Hendrix, Bob Dylan), outros nem tanto mas que na época causavam (como a Edie Sedgwick e Nico). Andy Warhol conta também as várias inspirações para seus quadros e filmes. É um livro muito bom para entender o que acontecia naquela época, como o Pop surgiu e trouxe o desejo pela fama (mesmo que efemera). No capitulo de 1967 ele faz uma obeservação interessante e pertinente aos dias de hoje: "os empresários espertos já haviam entendido que os jovens não estavam mais crescendo, que permaneciam parte do mercado juvenil. E grande parte dos que entenderam isso foram os próprios jovens - agora que permaneciam jovens mais tempo." Tem uma parte ótima que ele fala que as pessoas estavam fotografando e gravando tudo (em 1968-69), imagina se Andy Warhol tivesse vivido para ver os hipsters do Brooklyn.


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