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30.7.13

Analisando chocolate

Eu gosto muito de chocolate. FATO.

Temos amigos suíços que, toda vez que passam aqui para uma visitinha, trazem chocolates. Não são poucas barrinhas, é uma bolsa CHEIA (e pesada). É chocolate suficiente para um ano (no caso de pessoas normais), aqui em casa dura 2 meses.

nem cabe tudo na foto

No pacotão sempre vem clássicos como: chocolate com laranja (um favorito), chocolate com mousse de chocolate, com amendoas, com nozes, chocolate ao leite, meio amargo e amargo. Os formatos são variados: barras, quadradinhos, bolinhas, potes com primos do nutella (melhor que o nutella), triangular (sim, também vem toblerone. aliás, o toblerone amargo é uma delícia). Nenhum branco, óbvio, porque chocolate branco não é chocolate e os suíços sabem disso.

Além de tudo isso tem alguns sabores diferentes e inusitados. Confesso que sou purista, gosto de chocolate sem nada, de preferência amargo, mas claro que tem exceções (os com laranja e com amendoas são ótimos).

Ainda tem vários, mas aqui vai o top 5 até agora.

5. Chocolate amargo com Pimenta. 
Na verdade não gostei muito desse porque depois de comer meio quadrado fiquei sem sentir minha língua pelo resto do dia, mas o começo da mordida foi bom. Para quem gosta de pimenta. FORTE.


4. Chocolate amargo com Baunilha Bourbon
Baunilha Bourbon (Bourbon Vanilla) é um tipo de baunilha cultivada em Madagascar e em outras ilhas do Oceano Indico. É baunilha gourmet, mas ainda é baunilha. Esse chocolate é muito gostoso, mas sem grandes emoções. 


3. Chocolate amargo Intenso
O bom do chococlate amargo é que, para mim, um pouco satisfaz bastante, então não preciso de grandes quantidades. Esse com 70% de cacau é um delícia, dá vontade de abraçar.


2. Chocolate amargo com Flor de Sal
Essa pequena jóia foi uma ótima surpresa. Primeiro vem o gosto do chocolate e lá no fim aquele gostinho salgado. É perfeito para quem não gosta muito de doce.


1. Chocolate amargo com Mirtilo e Amendoas
Primeiro: chocolate e amendoas é uma excelente combinação (os fãs de nutella que o digam) e segundo: chocolate com qualquer fruta silvestre é melhor ainda. Mirtilo (ou blueberry para os íntimos) é uma das minha favoritas. Esse chocolate tem o azedo da fruta e contraste vem das amendoas. Pelo que está na embalagem foi uma edição especial, mas, por favor, façam mais!



23.12.12

Analisando o clipe: Do They Know It's Christmas

O Bob Geldof acordou um dia e decidiu ajudar os africanos a combater a fome na Etiópia. Ligou para os amigos, e em 24 horas já tinha uma música para cantar e um studio para gravar. E nada melhor que o Natal e o espírito natalino para convocar as pessoas a ajudarem o próximo.

Gravaram o single e o clipe bem a tempo do Natal de 1984. Foi um sucesso.

Não vou analisar a música porque é a frase "Throw your arms around the world at Christmas time" já diz muito, e essa música já apareceu outras vezes aqui no blog. Então vamos lembrar o tanto de gente boa que estava nesse evento.



O clipe começa com o pessoal chegando no studio, e de cara já vemos o Bob Geldof, John Taylor do Duran Duran e o Sting (lindo!).
O primeiro que canta é o Paul Young. Quem? Hoje em dia quase ninguém lembra dele, mas na década de 80 ele fez sucesso com a música Everytime You Go Away, e só. Vê-se que os mullets estavam em alta na época.
Na sequência entra o Boy George (esse todo mundo sabe quem é, né?) e seu cabelo rosa/laranja (?), e o Phil Collins na bateria.
Aí temos o George Michael, pré-banheiro público, ainda com luzes nos cabelos, seguido do Simon Le Bon do Duran Duran. O Sting (suspiros) entra para fazer um duo com o Simon Le Bon e no fundo tem o Tony Hadley. Ok, vou dizer quem é o Tony Hadley: é o vocalista da banda Spandau Ballet (sim, alguém realmente achou que esse seria um nome de banda aceitável), que teve o sucesso True nas paradas.
Acho fofo quando cantam "the bitter sting of tears" focam no Sting.
O Bono Vox então entra na parada, com seu mega-mullet e voz poderosa.
Phil Collins na bateria, Sting, Boy George e  Paul Weller nos vocais. Quem é Paul Weller? Ah, ele era de uma banda chamada Style Council que fez sucesso com uma música bacana: Shout To The Top.
Mostram o pessoal nos bastidores, e nessa hora só reconheço o baterista do Culture Club e o John Taylor tocando guitarra.
Corta para a confraternização dos músicos, alguns tocam guitarra (que poderia ser imaginária de tão fake que é a cena), outros distribuem beijinhos, e todos cantam.
Na hora que o Paul Young canta "here's to them, raise a glass for everyone" os que fazem o coro eu não sei quem são. #prontoconfessei
Então vamos para o pessoal chegando no studio, as meninas do Bananarama mostrando os filhos, e temos o grande coro de vozes cantando o refrão: "Feed the world, let them know it's Christmas time".
Quem mais aparece nessa hora é o Sting. Ou ele estava sempre no meio, ou o camera concluiu que ele era o mais bonito e merecia destaque. Com razão.
O Paul Young é quem canta mais e paga o maior mico do video: esquece a letra e vai fofocar com o cabeludo do lado (Rick Parfitt da Status Quo).
E termina com todos cantando o refrão.

Em 48 horas gravaram, mixaram e deixaram a música e clipe prontos. O single arrecadou 14 milhões de dólares na época. Logo depois os americanos, para não ficarem atrás, fizeram o USA for Africa com We Are The World (outro clipe que merece uma análise), e no verão de 1985 foi organizado o Live Aid. O resto é história.

Feliz Natal.

7.9.12

7 de setembro



Hoje é o dia que a Beira Mar fica lotada de pessoas que, por 4 horas, conseguem ser educadas e civilizadas. Sempre me impressiono com essa multidão que não joga lixo no chão durante essas horas, bem que poderia ser assim o ano inteiro.

Não sei se é o sentimento patriota do dia, ou porque tem muitos policias e militares no local ou porque está todo mundo fritando demais a cabeça no sol quente para sair da linha. O fato é que parece outra cidade durante a parada do 7 de setembro.

Eu sempre vou ver a parada na rua, como nos outros anos, é uma forma de apoiar aqueles alunos de escolas públicas (algumas particulares), servidores, professores e militares que se dão o trabalho de ensaiar e acordar cedo no feriado para desfilar.

Esse ano algumas bandas inovaram nas músicas, teve do regional (Asa Branca) ao internacional (Firework) e o clássico da parada (a música da vitória do Ayrton Senna). Algumas escolas capricharam na coreografia, senti falta do pessoal do karatê sincronizado (mas entendo que não dá para ser feliz num quimono nesse sol quente), gosto de ver criancinhas dedicadas e grupos como os escoteiros.

Ainda acho que esse desfile poderia ser a tarde, pelo menos os caras que desfilam com a capa do drácula não iriam sentir tanto calor.


13.4.12

Gelado

(uma história verdadeira, com algumas alterações, nomes trocados, e a colaboração do @neybarroso)

Maria e Pedro estavam namorando há 3 anos. Estava tudo bem, o amor é lindo, planejando morar juntos, até que Maria descobriu que Pedro a estava traindo com outra. Depois de uma DR, terminaram o relacionamento e Pedro começou a namorar a outra.

Acontece que Maria não se conformou com essa traição, achou que foi muita sacanagem e decidiu por uma vingança. E, como todo mundo sabe, vingança é um prato que se come frio (como ninguém define que comida tem nesse prato, pode ser sorvete, que quanto mais frio, melhor).

Maria, então, pensou e.....

Criou uma conta falsa no Facebook e no Twitter com nome de Roberto. No FB Colocou fotos de um outro amigo virtual (que Pedro não conhecia) e fez um perfil bacana. Começou a seguir o Pedro no Twitter, e, depois de algumas conversas sobre assuntos em comum por lá, Roberto ficou amigo do Pedro no FB.

Pedro nunca teve um amigo tão legal, nem virtualmente, nem pessoalmente. Roberto, óbvio, morava em outra cidade, e isso dificultava aquele chopinho básico da sexta-feira, mas nada que impedisse mensagens (piadas e besteiras) trocadas a toda hora no FB do smartphone.

A amizade fluiu, Pedro sentiu que poderia contar com Roberto para se abrir com seus problemas e Roberto sempre com bons conselhos, um amigão. A Maria se dedicou e se divertiu com a situação (especialmente quando Pedro pedia conselhos sobre a outra). Quem diria que seus conhecimentos do Pedro seriam tão úteis?

Até que Maria decidiu ir rumo a reta final. Roberto começou a dar umas sumidinhas, e quando aparecia era sempre relatando uma aventura animada com outros amigos, no início Pedro não deu muita bola, mas começou a sentir, hum, ciúmes do seu amigo. Como assim outra turma de amigos? Aventuras? Cada vez que o Roberto sumia por um tempo maior, Pedro sentia a saudade apertar, até que ele decidiu que queria conhecer Roberto pessoalmente. Roberto escreveu: "Vem sim, vai ser ótimo, mas antes preciso te confessar uma coisa."

Roberto contou para Pedro que esse tempo todo que ficaram amigos ele desenvolveu alguns sentimentos especiais pelo amigo, coisa que ele não entendia direito, mas que estava disposto a descobrir com a visita de Pedro a sua cidade. Pedro ficou um pouco chocado, porém, muito mais curioso e interessado (o Roberto, pelas fotos, era um cara bonito, bacana), decidiu comprar a passagem e ver onde essa amizade ia.

Pedro chegou no hotel combinado e no frigobar tinha algumas garrafas de sua cerveja favorita e um cartão do Roberto: "Para começar. Passo aí a noite.". Pedro abriu primeira garrafa e começou a beber. A noite chegou, Pedro ansioso, e nada do Roberto além de mensagens curtas no FB dizendo "tô chegando".

O telefone toca, Pedro atende e é Maria.
- Oi Pedro, tudo bem?
- Ah, é você. Tudo.
- Como está a outra?
- Acabamos.
- Ah, que pena (cinismo mode:ON), por que?
- Sei lá, esfriou, me interessei por outra pessoa.
- Entendi.
- Olha, te ligo depois, estou em outra cidade esperando alguém.
- Nossa, que ansiedade....deve ser alguém especial. Quem é?
- Não te interessa.
- Ah, vai, me conta.
- Não.
- Você está esperando o Roberto?
- ???????
- Pedro? Você está aí? Pois é, liguei só para te dizer que o Roberto não vai aparecer, e eu sei de TU-DO. Beijo, tchau.

Roberto desapareceu do Facebook e Maria deu uma colherada no seu sorvete.



12.4.12

Enquanto isso no salão de festas...

Vamos combinar que ninguém gosta de reunião de condomínio. Conviver com tantas pessoas diferentes dividindo espaço não é fácil, chegar a conclusões lógicas, práticas e que todos aceitem é tarefa impossível, mas morar em prédio é assim.

Eu nunca tinha ido a uma reunião desse condomínio, e, sinceramente, acho que tudo funciona bem aqui no prédio (tirando os problemas de vazamentos, mas isso acontece em todo lugar). A senhora que queria ser a nova síndica foi em todos apartamentos pedindo para as pessoas comparecerem e votarem. Ela até disse que o pessoal do outro prédio (é um condomínio de 2 edifícios) estava querendo separar, claro que é uma idéia absurda, mas por via das dúvidas fui na reunião para garantir que a piscina ficasse do nosso lado.

A tal separação dos prédios nem foi mencionada na reunião (óbvio), mas muitos outros assuntos surgiram, teve uma discussão com direito a dedo na cara, alguns palavrões, gente tentando colocar panos quentes, outros querendo justificar o aumento da taxa usando a Copa do Mundo (hã?), etc. Eu estava me atualizando de todas os acontecimentos (e fofocas) do condomínio, achando tudo muito curioso, mas nada que me surpreendesse.

Até que.....

Uma senhora se levantou, se exaltou, e começou a gritar: "O meu bebê (o cachorro), que voa de primeira classe para Paris, não pode descer no elevador!".

Oi?

E eu achando que mulheres ricas era só na TV. (#classemédiasofre)

22.3.12

Olhe para o seu peixe

É difícil encontrar algo na internet que dure mais do que um dia (hora, minuto, segundo), e de muitas coisas gostamos, curtimos, mas quais realmente nos chamam atenção o suficiente para voltar várias vezes? Qual a diferença entre gostar e amar algo na internet? O que significa?

O escritor Robin Sloan, pensou no assunto e lançou um ensaio sobre o assunto em forma de app que ficou interessante. Tem que baixar a app que se chama Fish: a tap essay (só para iPhone, iPod Touch, iPad, iCoisas), é lá que está o texto. É em inglês. A leitura é boa, rápida, e interessante, é como se fosse um slideshow que você vai batendo o dedo e as palavras vão surgindo. É interativo, ao longo da leitura tem frases que, se você quiser, pode twittar direto. No fim ele dá uma senha para ir aos outros links disponíveis no site.

As coisas (sites, fotos, videos) que gostamos na internet passamos adiante no twitter, facebook, etc, até colocamos nos favoritos, as que amamos também, mas sempre voltamos a elas para mais algumas olhadas.

O que o peixe tem a ver com isso? É uma experiência que Louis Agassiz (que fez expedições no Brasil) fez com seus alunos: os colocou para observar um peixe numa bandeja de metal, e saía da sala. Cada vez que voltava ele perguntava o que tinham visto.

Estou passando adiante. Ainda não decidi se gostei e pronto, ou se amei para voltar várias vezes. Só sei que nunca tinha lido nada do Sr. Sloan, nem tinha ouvido falar dele, mas agora fiquei curiosa para ler um de seus livros.

27.2.12

Enquanto isso no supermercado...

Eu estava na seção de frutas tentando abrir um daqueles sacos plásticos que você puxa do rolo. Na verdade eu estava pelejando com o tal saco que não abria de jeito nenhum.

Foi aí que chegou uma senhora simpática e me disse: "Tenho uma dica para você.". Oba! Adoro dicas. "Para abrir esse saquinho basta molhar um pouquinho a ponta dos dedinhos.". Ok.

Procurei a pia, porque não ia lamber os dedos que já tinham passado por quase todas as seções do supermercado, mas estava looooonge. A tiazinha deve ter notado meu desanimo e disse: "Passa a mão no peru que resolve".

*crise de gargalhadas*

Antes que vocês achem que eu estava sendo assediada por uma espécie de travesti da terceira idade, o peru ao qual ela estava se referindo era esse:

congelado no carrinho


That's what she said.

24.12.11

Feliz Natal!

Chega de pinheiro, neve, polo norte, papai noel com roupas quentes, e vamos ao bom natal nordestino.



17.12.11

Vacas in Rio

Em 2007 teve a primeira CowParade no Rio, até escrevi um post com algumas fotos da mimosas. Em 2011 elas estão de volta nas ruas, avenidas, praças e esquinas da cidade.

As desse ano são muito coloridas, e tem várias divertidas. Aqui estão algumas:

favelinha cowrioca

colorida

cowmate e limão!

cowrioca da gema

a minha preferida: clockwork cowrange

claro que o drummond não ia ficar sozinho
No Flickr tem mais fotos: as de 2011 e as de 2007

17.11.11

DJ for the night



O Ney é DJ no Fafi toda quarta-feira e, as vezes, ele chama os amigos para dividir a pick up com ele. Ontem foi a minha vez, junto com o Rafael e o Lucas.

Ser DJ não é uma coisa fácil, quem me segue no twitter sabe que uma das coisas que mais tuíto quando saio a noite é:


Sim, eu sou chata. Então chegou a minha vez de estar do outro lado.

Com ajuda do iPod, do Genius do iTunes e das minhas playlists de corrida, escolhi 40 músicas. Não precisava de tantas porque só ia tocar 2 sets de meia hora, mas é sempre bom ter opções. Ainda bem que quarta-feira é o dia do Vale Tudo no som (e vale tudo mesmo, de Maria Bethânia a Kaiser Chiefs), então facilita um pouco o trabalho. Depois de uma aula relâmpago de como usar o programa que toca as músicas, era hora da estréia.

Por incrível que pareça, o difícil não é levar o pessoal para a pista de dança, tarefa árdua é manter a pista cheia. Felizmente nosso público era o melhor, cheio de amigos, e, depois de algumas cervejas, todo mundo dança e canta. Bom demais!

(se por acaso alguém repetiu o meu tweet aí de cima ontem a noite, eu entendo)

29.4.11

Royal Wedding




Acordamos cedo para ver o casamento do Príncipe William e Kate Middleton. E começou as 6 da manhã com os convidados chegando na Westminster Abbey.

Beckham e Victoria chegaram lindos, Elton John estava lá de óculos roxo, e várias outras pessoas que não reconheci. Todos os convidados estavam elegantes, 90% das mulheres estavam de chapéu, mas o mais esquisito de todos era de uma das princesas, filha do Príncipe Andrew (não sei se a Beatrice ou Eugenie).

oi??

A decoração da igreja ficou linda com as árvores que colocaram dentro.

O Príncipe William estava bonitão com uniforme militar vermelho, o Principe Charles estava bem, e a Rainha Elizabeth arrasou num vestido amarelo.

rainha elizabeth II mostrando como se usa um chapéu.

Kate Middleton chegou pontualmente (coisa que to-das as noivas poderiam copiar né?), as 7:00 da manhã aqui, num vestido lindo, chic, desenhado por Sarah Burton, sucessora do Alexander McQueen. Ela estava linda.

Foi uma cerimônia simples, rápida e bonita. Impecável.


príncipe william e catherine, aka, duque e duquesa de cambridge

Mas o melhor foi o Príncipe Harry.

Ele estava descabelado, com cara de quem aproveitou a noite anterior, sorriu, olhou para a noiva antes do William e contou como ela estava. Adoro.


ruivinho e ainda é solteiro :)


3.4.11

Ovos de páscoa sem chocolate

Ok, confesso cedi a pressão dos tetos de ovos de chocolate no supermercado e até já comi um esse ano (alpino dark). E a páscoa nem chegou ainda. Acontece que nem só de chocolate vive a páscoa, e não estou falando de religião.

Há alguns anos eu aderi a arte (não sei de que país já que vários tem essa tradição) de pintar ovos de galinha. Em 2007 até escrevi um post sobre isso, e também foi a última vez que pintei alguns ovinhos.

Então esse ano eu resolvi voltar a tradição. Se você, leitor ou leitora, ficou curioso em como faz, aqui vai um passo a passo.

Antes, eu queria dizer que pode só cozinhar o ovo e pintar, e depois, se quiser, comer. Eu prefiro tirar a gema e a clara, num processo trabalhoso, porque dá para guardar por muitos e muitos anos. Algumas pessoas tiram o recheio do ovo depois de pintar, eu prefiro fazer antes.

Primeiro, meia dúzia de ovos brancos. (provavelmente só uns 4 sobreviverão o processo de tirar a gema e clara)

Para furar o ovo eu uso uma espécie de objeto pontiagudo que costureiras usam para tirar costuras, não sei o nome. E a seringa para tirar a gema e clara. Uma observação: não tente furar o ovo com a seringa, não dá certo, a agulha da seringa é muito fina (aprendi com a experiência).


Com cuidado eu faço dois furos pequenos, um em cada extremidade do ovo.



Até aí é fácil. Agora vem a parte que exige paciência e habilidade. Com a seringa eu começo puxando o que tem dentro do ovo (as vezes vem clara, e outras gema).


Quando já sai um pouco eu faço o inverso, com a seringa eu empurro ar numa ponta para sair o recheio pela outra. Não esqueça de colocar um pote embaixo. ATENÇÃO: cuidado para não encher a seringa de ar e empurrar tudo de uma vez que o ovo quebra. Tem que ser aos poucos. E sim, o processo é lento. As vezes eu assopro com a boca mesmo num dos buraquinhos, vai mais rápido.

O que dificulta é aquela pele em volta da gema, tem que ter cuidado quando ela começa a sair. E muitas vezes o buraquinho fica maior, mas isso não é problema.

Quando já saiu tudo de dentro, é hora de colocar água com detergente na seringa e lavar o ovo por dentro (tirando a água também com a seringa). Depois é só repetir algumas vezes com água e o ovo estará limpo. É bom deixar o ovo em pé (na própria embalagem com um papel toalha) para toda água dentro secar.

E o ovinho está pronto para a arte.

(Dessa vez eu só quebrei um.)

Agora é com a sua imaginação. Quase tudo funciona na casca do ovo: tinta, caneta, caneta colorida, lápis de cera, pastel, corante, cola com purpurina, etc.

Tem uma técnica que é usar o lapis de cera e depois mergulhar o ovo na tinta, como a tinta não pega na cera faz um efeito legal. #ficadica No Colagem eu li esse post sobre como fazer ovos ucranianos, lindos.

Eu começo desenhando com lápis (eu não desenho muito bem, mas me divirto):

A inspiração desse ovinho foram os dervishes turcos.

E, para terminar, eu passo esmalte incolor que ajuda a manter as cores e deixa o ovo mais forte.

O segundo que pintei esse ano foi inspirado no novo brinquedo:


E até o Nick fez o dele:


Ainda tem dois ovinhos em branco esperando a criatividade aparecer.

Aqui estão alguns favoritos de outros anos:


20.3.11

Bye, bye buggy


Em 1986 compramos um buggy (ou bugre), veículo muito útil aqui no Ceará, e semana passada vendemos. Foram 25 anos de muitas dunas, praias, estradas, e até uma viagem Fortaleza-Natal pela praia. Eu praticamente aprendi a dirigir nesse carro. Nos últimos anos ele ficava na casa de praia, servia para carregar alguns materiais e para passeios por perto. Agora se foi para novas mãos e aventuras.

Na venda eu não estava aqui e o Nick, meu padastro inglês, que se desfez do buggy porque já não o usava muito, com saudade, me mandou um e-mail, poético, descrevendo a partida do buggy: (não vou corrigir o português dele)

"Acho que o Buggy nao gostou muito da mudanca, saiu daqui, com um olho fechado (farol quiemado!), cuspindo fogo (ja que um cilindro estava falhando) e de ombros baixos (suspensao traseira baleada), mas logo apos de virar esquerda (sem sinal que nao funciona) parece que acertou com o novo dono, tocou uma alegre symphonia parecido com um mistura da quinta de Beethoven e o Ride das Valquirias de Wagner. Ainda pulando feito um kangaroo (isso devido o carburador entupido por sujeira da gasolina refinada e o escapamento furado), o filho do dono adorou e estava que era um sorriso so, e ai se foi e nao parou mais (ja adivinhou ? eh isso, os freios tambem acabaram !!) Tchau buggy."

17.3.11

St. Patrick's com Ney

Hoje é dia do St. Patrick, e dia de beber uma Guinness, então fui com o Ney atrás de um lugar que vendesse a cerveja irlandesa aqui na cidade.

Encontramos a Guinness, em lata (que, obviamente, não é tão boa quanto a draft servida em Dublin), na Confeitaria Sublime, onde ia ter uma festa para celebrar a data.

Estavamos sentados, papaeando, quando o Ney observou que havia um duende cara sentado na mesa ao lado e disse "Vou já saber onde ele escondeu o pote de ouro.". Logo depois o cara se levantou e saiu, aí o Ney observou "Tá vendo, ouviu falar em pote de ouro e saiu.".

Eu já tinha tomado a Guinnes e estavamos indo embora quando o duende cara voltou, e o Ney então fechou com: "Voltou. Foi esconder o pote de ouro em outro lugar."

Não adianta, assim que o arco-íris aparecer vamos saber onde está.

24.12.10

Natal

Enquanto isso no twitter, no facebook, no foursquare, no e-mail....



Boas festas para todos!

22.12.10

Vovó rumo aos 100

Minha avó, meu tio e duas primas, adolescentes, vieram para um almoço de fim de ano aqui em casa. Na hora da despedida estavam todos entrando no elevador e a minha mãe disse: "Feliz ano novo! Muitos gatinhos, farras e baladas."

A minha avó, 90 anos, respondeu: "Foi comigo? Obrigada!"

E assim ela chega nos 100.

20.12.10

Momento feira de ciências

Comprei uma toalhinha no gift shop do aeroporto de Londres. A toalha embalada era do tamanho de um sabonete de hotel.


As instruções eram para colocar em uma bacia com água e esperar. Resolvi testar hoje.

compactada

15 segundos

25 segundos

tah-dah!

Só achei irônico molhar a toalha para poder usar para secar.

14.11.10

Show aéreo


Eu, a Luizinha e a Sue somos cria da FAB, Força Aérea Brasileira. Nos conhecemos quando nossos pais serviam em Brasília, e somos amigas desde então. Isso é para dizer que me ligo em coisas relacionadas a aviões, além de usá-los muito para viajar.

A Base Aérea de Fortaleza organizou um show aéreo com a Esquadrilha da Fumaça no aterro da Praia do Ideal. O meu pai estava passando o fim de semana aqui e, como quando eu era criança, nós fomos ver o show aéreo.

a primeira vez nunca se esquece

A Esquadrilha da Fumaça existe desde a década de 50, participa de shows aéreos em vários países, é uma das, se não a melhor do mundo e está até no Guinness (o livro, não a cerveja) como formação de 12 aviões que voaram de dorso (de cabeça para baixo, imagino eu) por 30 segundos e 3000 metros.

loop

Primeiro voaram alguns Bandeirantes para aquecer o público e depois vieram os 7 aviões da Esquadrilha.

maldito poste

O show é fantástico, os aviões voam baixo, dão rasantes, e as manobras são espetaculares. Para que a gente não perca nenhum detalhe, tem um narrador, também piloto da esquadrilha, que explica as manobras e chama atenção para o que vai acontecer.





Depois do show aéreo teve uma surpresa. O público já estava se retirando quando o organizador pediu para que todos esperassem, que o sanfoneiro Waldonys (muito conhecido por aqui) ia fazer um show e que ele estava a caminho. A surpresa foi que ele chegou de paraquedas e pousou no meio do público. Achei tendência.

olha lá o waldonys

E depois de tudo isso ainda teve uma apresentação de fogos de artifício coloridos. Um ótimo fim de domingo.

15.10.10

Povsky e Gorovsky em Paris

Meus primos continuaram pela Europa, de Edimburgo ele foram para Paris e deram o azar de tudo estar em greve.

No primeiro dia tentaram ir ao Louvre, mas estava fechado, depois nao conseguiram subir na Torre Eiffel porque estava em greve, e foram a Versailles so para ver os jardins (que ja vale a pena), o palacio estava fechado. Malditos franceses.

No ultimo dia eles resolveram sair mais cedo para o aeroporto e estavam no metro quando escutaram um anuncio e todos sairam, menos eles que nao sabiam o que estava acontecendo. So se deram conta quando as luzes do vagao apagaram. Foram para outro metro e novamente outro anuncio. Os franceses sairam do trem, e so ficaram os turistas. Foi quando uma francesa perguntou se eles queriam dividir um taxi para o aeroporto. E, obvio, pegaram um mega engarrafamento, mas chegaram a tempo.

Agora estao felizes em Berlim.

27.9.10

Invasão Sueca

Sabe quando os gringos acham que aqui no Brasil tudo é floresta amazônica, carnaval, caipirinha e futebol? Pois é, a Suécia, para mim, é ABBA, Ikea, H&M e pessoas loiras, altas e bonitas (como o Vampiro Eric de True Blood)

Ontem teve um evento chamado Invasão Sueca, e como não conheço a Suécia (ainda) fui ver o que eles querem que a gente conheça. Eram três bandas: Taxi Taxi, Anna Von Hausswolff e Taken By Trees. Eu achava que eram de rock, ou pelo menos indie rock, ou até pop, mas acho que posso definir o estilo delas como folk sueco.

A primeira banda, ou melhor, dupla folk, eram duas meninas: uma na voz e viloão e a outra no teclado/acordeon. Eram afinadas, a música não era ruim, mas era um pouco deprimente (ainda mais num ambiente que todo mundo estava esperando uma coisa diferente). Eu não consegui definir em qual lingua elas estavam cantando e, para mim, elas cantaram a mesma música por 30min só parando para respirar.

A segunda banda era uma loira no teclado e mais dois caras. Essa também era afinada, cantou em inglês, tinha bateria, mas não melhorou muito a vibração do local.

Não vi a terceira banda. (se alguém viu, conta aí nos comentários)

Talvez funcionasse melhor num ambiente mais intimista ou com um público mais educado, porque eu tive muita vergonha quando as duas meninas terminaram o show, o DJ entrou e as pessoas comemoraram.

Suecos, não se preocupem, eu adoro o ABBA, a Ikea e a H&M. Na próxima invasão podem mandar o Vampiro Eric, obrigada.