Mostrando postagens com marcador patagonia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador patagonia. Mostrar todas as postagens

4.12.13

El Calafate

Saimos de manhã de Torres del Paine e atravessamos a fronteira em Cerro Castillo no lado chileno e depois de 10km em estrada de ripio estavamos na fronteira argentina. Tudo muito tranquilo, mesmo com um pouco de fila.

fronteira no lado chileno
on the road: argentina

No lado argentino da Patagônia o sol apareceu e estava menos frio. Já gostamos. As estradas são muito boas. Paramos em Esperanza para colocar gasolina e ali já começou o samba do cambio doido. O malabarismo cambial é um pouco chato, mas menos complicado do que parece.

(Nesse momento econômico da Argentina existe uma diferença grande entre o cambio oficial e o paralelo.)



El Calafate fica a beira do Lago Argentino e é uma cidade muito agradável (bem mais animada que Puerto Natales e Punta Arenas juntas). Na rua principal e adjacentes, tem lojas, ótimos restaurantes, agências, sorveterias, cafés, etc. Tem um beira lago urbanizado bonitinho, é uma cidade turística e estava cheia.



El Calafate fica a 80km do Parque Nacional Los Glaciares onde fica o espetacular Perito Moreno, mas falo dele no próximo post.

a seguir: perito moreno

3.12.13

Torres del Paine

O Parque Nacional Torres del Paine fica a 150km de Puerto Natales. O parque tem três entradas: uma ao sul e duas ao norte.

Nosso plano era entrar no Parque Nacional de Torres del Paine pela entrada sul, onde ficava o hotel que íamos ficar no Lago del Toro, e no dia seguinte sair pela entrada ao norte que era mais perto da cidadezinha de Cerro Castillo, onde tem a fronteira com a Argentina (nosso próximo destino).

on the road

Seguimos de Puerto Natales, onde almoçamos, e depois de uns 17km saímos da estrada asfaltada e entramos na de ripio em direção a entrada sul. Passamos pela Cueva del Milodon (uma caverna onde acharam restos mortais de um bicho preguiça pré-histórico), e quando chegamos a 20km da entrada sul descobrimos que a estrada estava fechada. Na estrada principal não tinha nenhuma placa dizendo nada e nem nos 48km que rodamos na estrada de ripio. Demos meia volta e logo depois vimos as placas avisando do fechamento todas derrubadas no chão. Ja íamos voltar tudo quando paramos numa casa e o senhor nos disse que a entrada sul estaria fechada até fevereiro e nos indicou um outro caminho até a entrada norte sem ter que voltar para o asfalto.

na estrada fechada a vista era essa

Fomos mais 43km na outra estrada de ripio até Cerro Castillo para tentar ligar para o hotel dizendo que chegariamos mais tarde e saber que horas a entrada do parque fechava. Também estavamos na esperança de ter um posto de gasolina, mas chegando lá nos disseram que o posto mais próximo era em Puerto Natales (voltar 70km) ou Esperanza na Argentina (133km). Acontece que ainda tinhamos que rodar 90km de Cerro Castillo até o hotel, passando por dentro do parque, e voltar a mesma distância no dia seguinte até a fronteira.

lago com cisnes

Descobrimos que a entrada do parque fica aberta até as 20:00 e que se fosse necessário teria gasolina para vender na área do hotel por preços, hum, inflacionados.

Então fomos para a entrada norte do parque, Sarmiento. No caminho tinha várias placas dizendo que a estrada para a entrada sul estava fechada (muy amigos).

entrada sarmiento

Entramos no parque e fomos passeando numa tarde belíssima pelo parque, parando várias vezes no caminho, até o hotel. As paisagens são muito bonitas, o paredão de montanhas impressiona e os lagos tem cores lindas.

arvores queimadas no último incêndio
no por do sol

Por termos perdido tempo nessa volta não deu para fazer uma caminhada para ver o Lago Grey e a geleira (mas como íamos ao Perito Moreno não ficamos tão chateados).


Lá jantamos, dormimos (fez -2 graus a noite), compramos um pouco de gasolina para garantir, e no dia seguinte voltamos todo o caminho outra vez em direção a fronteira com a Argentina.

no dia seguinte estava nublado
e lindo do mesmo jeito

2.12.13

Puerto Natales

De Punta Arenas para Puerto Natales são 250km. A estrada é muito boa, mas tem que ter cuidado com o vento que é muito forte e o caro balança mesmo, sem contar o clima que muda de 5 em 5 minutos (sol-nublado-granizo-sol-neve).


Entre as duas cidades não tem nenhum posto de gasolina, então tanque cheio ao sair de Punta Arenas e encher o tanque chegando em Puerto Natales. Se tiver que usar o banheiro vai ser no meio do mato (rasteiro) e calculando a direção do vento, fica a dica.

Puerto Natales é a cidade mais perto de Torres Del Paine que tem um posto de gasolina. É uma cidade pequena com casinhas de madeira, um calçadão de frente para as montanhas nevadas, muitos hotéis, pousadas e restaurantes (comemos no ótimo Afrigônia, uma mistura de Africa com Patagônia). Tem muitos turistas, de mochileiros ao pessoal dos cruzeiros, mas não sei onde as pessoas andam porque Puerto Natales parece uma cidade fantasma.


As ruas estavam sempre vazias, confesso que se não fosse pela grande quantidade de cachorros nas ruas poderia dizer que a cidade estava a beira de ataque de zumbis.


Passamos pela cidade duas vezes mas não me apeguei. E nem era pelo frio porque em Punta Arenas o vento era mais agressivo e achei a cidade agradável. Em Puerto Natales só gostei das lixeiras inusitadas.

1.12.13

Punta Arenas

A primeira parada na Patagônia foi Punta Arenas, ou onde o vento faz a curva. O vento é tão forte e intenso que derrubou as malas do carrinho na saída do aeroporto, fez andar numa linha reta uma tarefa impossível e nos deixou preocupados em abrir a porta do carro sem deixar que fosse arrancada.

magalhães na praça central

Ah, o vento é frio pacas, óbvio.

as aves todas juntinhas se protegendo
do vento forte

Apesar desse vento todo, Punta Arenas é uma cidade agradável, muito melhor do que eu esperava. Com tanto vento é uma cidade razoavelmente arborizada. O centrinho tem uma praça fofa com a estátua do Fernão de Magalhães (o homem que deu nome ao estreito).

no estreito de magalhães

Punta Arenas foi colonizada em 1848 quando o governo Chileno contratou um capitão inglês, John Williams, para incorporar a Patagônia ao Chile, já que a Argentina e França estavam de olho no lugar. Então em volta da praça os prédios e casas são todos um pouco art nouveau, arquitetura da época, e tem a catedral. É uma área com vários hotéis, pousadas e restaurantes.

barraquinhas de souvenirs
estava todo mundo passando a mão no pé do índio
fui lá também

Na avenida a beira do estreito (a Costanera) tem um calçadão urbanizado, com cadeiras, estátuas, estacionamento, quadras, pistas de skate e ciclovia. Me custou acreditar que alguém usava aquilo com tanto vento, mas quando o sol sai (mesmo que rapidamente) tem gente correndo e de bicicleta. Uma prova definitiva que o ser humano se adapta a tudo.

costanera urbanizada
correr a favor do vento é fácil
street art
A cidade teve uma imigração de croatas muito grande no início do século 20 e depois da guerra. Tem até um monumento dedicado a eles.

Punta Arenas tem uma zona franca, mas achei muito fraca e nada barata.