21.5.16

Philadelphia (2)

A Philadelphia vai além dos prédios históricos.

Começando pelos mercados de comida. O Reading Terminal Market fica do lado do City Hall e tem um pouco de tudo lá dentro: de sanduiches a biscoitos e sorvetes. Tem uma parte do mercado que é só de barracas dos Amish, ou seja, comida fresquinha sem aditivos. E é nesse mercado que fica a sorveteria mais antiga dos EUA, Basset's Ice Cream. Lá eu comi um sanduíche de carne de porco de-li-cio-so no DiNic's, um biscoitinho campeão, um turkey burger amish, e um bolo mesclado amish.

sanduiche delicioso
os amish estão pela cidade

Fui até o mercado italiano só por curiosidade mesmo, para ver o ponto onde os dois cheesesteaks mais famosos da Philadelphia ficam: o Geno's e o Pat's. Achei tudo muito sem graça e acabei comendo um cheesesteak ótimo no Jim's Steaks (na South Street). O resto do mercado é uma rua com barraquinhas (e vi muitos chineses, poucos italianos). Parei numa loja de chocolate que tinha um biscotti bem gostoso, mas só.

jim's steaks

Andei por várias áreas da cidade que eram muito agradáveis. O bairro gay, conhecido como Gayborhood é muito charmoso com ruas arborizadas. A Walnut Street é uma rua de lojas boa de andar e a South Street é uma rua de comércio alternativo.

south street
gayborhood
rua mais fofa do bairro

A cidade tem várias praças arborizadas e tem um parque bonito a beira do Rio Schuykill.


Philly tem muitos museus, e os patronos da Philadelphia gostavam (e gostam) de colecionar arte. Tem museu de arte (mais de um), de ciência, e até de anatomia humana. Tive que escolher um e fui na Barnes Foundation, a maior coleção de arte impressionista no mundo. É realmente um museu impressionante (trocadilho merecido). A quantidade de Cezannes, Matisses, Renoirs é notável. O museu dá um audioguide que explica as obras e a arrumação delas na parede. Além de pinturas tem muitos objetos em metal, como dobradiças, fechaduras, etc.

the barnes foundation
museu do rodin

Também tem arte nas ruas: esculturas e muito street art. Não tem um estacionamento aberto que não tenha uma parede pintada.

esse artista está por toda cidade com
esses mosaicos

Fui no Museu de Arte da Philadelphia, mas não foi para ver pinturas. Foi para subir as escadas igual ao Rocky Balboa, claro. Depois de ver a estátua dele que fica no pé das escadas, subi e desci correndo umas cinco vezes tocando a musica no celular. E não era a única, tem muita gente que vai lá fazer isso e é muito divertido ficar olhando.


Fiz um tour de fantasmas que foi bem interessante. A guia nos levava caminhando por algumas partes da Old Town (claro que os fantasmas iam todos estar lá) contando histórias ótimas que realmente deixaram um medinho de voltar só para o  hostel.

pode olhar que tem um fantasma ali

Depois que fiz o tour dos fantasmas lembrei que a Philadelphia é a cidade do Sexto Sentido: I see dead people. Dorme com essa. Ainda bem que voltei para NYC.

Como disse no post anterior, não dei sorte com o tempo. Dias nublados e chuva, mas consegui ver bastante. It's not always sunny in Philadelphia.

15.5.16

Philadelphia (1)

Nessa viagem para NYC decidi passar 2 dias e meio na Philadelphia. A última vez que estive lá faz tanto tempo, mas tanto tempo, que nem conta mais.


Philly, para os íntimos, fica perto de NYC. São 2 horas de ônibus ou 1hr20min de trem. Dá para fazer um day trip mas acho que a cidade merece um pouco mais de atenção, mesmo porque a primeira impressão não é das melhores, mas explorando um pouco mais tem muitos lugares agradáveis.


É uma cidade histórica importante dos EUA, é o local de nascimento do país já que lá foi assinada a declaração da independência americana. Como eu disse quando fui a Boston, estudei em escola americana e tenho toda história dos EUA na cabeça.

Tem um parque nacional histórico com prédios que podem ser visitados e muita informação.

independence hall

No Independence Hall (o único que precisa ter ticket com hora marcada porque a visita é guiada por um guarda, mas é grátis) o guia conta toda a história americana que leva até o momento que assinaram o documento e a constituição 12 anos depois. Inclusive, nos levam a sala onde os founding fathers sacaram suas penas e liberaram as colônias dos britânicos.

USA nasceu aqui
guia joane com a declaração na mão
carpenter's hall

Do outro lado da rua do Independence Hall está o famoso Liberty Bell que é o sino rachado símbolo da independência, democracia e liberdade americanas.


Visitei o museu do Benjamin Franklin, que foi muito produtivo na sua vida experimentando e inventando coisas (valeu pela lente bifocal Benjamin!) e participando ativamente da Revolução Americana. Não é a toa que ele está na nota de 100 doletas. O museu dele é bacana, interativo, e termina no lugar onde ele imprimia seu jornal, com direito a atores encenando todo o processo.

fundos da printing office do franklin
benjamin franklin desenhou o selo oficial americano

Também fui na casa da Betsy Ross. Foi ela que fez a bandeira das listras e estrelas a pedido do George Washington. A casa dela é bem pequena, mas a atriz que estava lá fazendo a Betsy Ross era bem divertida e explicativa. Segundo a atriz que interpretava a Betsy as listras foram idéia dela, as estrelas idéia do George Washington, mas ele queria de 6 pontas e ela sugeriu 5 pontas para facilitar o bordado. Tá certa Betsy!

casa da betsy

A própria cidade tem uma história interessante. William Penn se rebelou contra o pai almirante na Inglaterra, virou Quaker e o pai arranjou com o rei  umas terras na America e mandou Will par ao mundo novo. Chegando desse lado do Atlântico, Will criou a Pennsylvania e decidiu fundar sua cidade: Philadelphia. Mesmo com as terras que o pai conseguiu do rei, Will ainda fez amizade com os índios e comprou mais terras. Como quaker ele queria uma cidade igualitária, tolerante e não violenta, o que depois atraiu gente de todas as partes do mundo.

A Philadelphia é a primeira cidade projetada dos EUA. Foi criada em malha quadrada com um centro (que hoje é o City Hall) e quatro parques nas extremidades. William Penn tinha sobrevivido o incêndio de Londres e sabia que uma cidade arborizada era uma boa defesa contra labaredas.

plano original do penn, só quadrados
washington square (um dos parques projetados)

Philly foi capital dos EUA 4 vezes. Naquela época a capital mudava muito de cidade para cidade - a declaração da independência foi assinada lá, mas George Washington tomou posse como presidente em NYC. Isso até construção de Washington DC, mas isso é outra história.

city hall

Foi uma cidade importante nos EUA colonial e no século 18 foi a cidade mais populosa das 13 colônias.

elfreth's alley - a rua mais antiga
constantemente habitada

É uma cidade fácil de se localizar. A parte central não é muito grande e se você, como eu, gosta de andar, dá para fazer muita coisa a pé. Para os que gostam de otimizar o tempo, tem um ônibus que passa por todos os pontos turísticos da cidade: Plash.

É a cidade do brotherly love.


Tem mercado de comida, museus, street art, e outras coisas que falo no próximo post.

independence hall by night

Não tive muita sorte com o tempo, estava nublado e até choveu algumas vezes, mas consegui ver bastante da cidade. Fez frio, mas disso eu gostei.


(acho escrever Filadélfia com F e acento agudo muito estranho, por isso mantive no original)



12.5.16

NYC (5) Brooklyn (2)

No primeiro post que escrevi sobre o Brooklyn, na viagem de 2013, falei dos vários bairros. Dessa vez fui a alguns que deixei de ir da outra vez e explorei um pouco mais os que conhecia.

Então aí vai um Brooklyn Update.

brooklyn e suas pontes

Williamsburg

Essa parte do Brooklyn está mudando rapidamente. Muitas lojas novas, restaurantes e até uma Starbucks apareceu por lá (perto da Bedford). Nessa viagem explorei outras partes de Williamsburg mais perto das estações Graham e Lorimer, e por ali tem muita coisa bacana.

no brooklyn o pessoal faz compras de skate
prédios novos

Bares legais como o Blind Barber, restaurantes como o Le Barricou e o Manhattan Inn (que tinha um piano branco de cauda no meio do salão e um hipster cantando Whitney Houston).



Greenpoint que é ao norte de Williamsburg também merece o passeio, é um lugar com muitos imigrantes poloneses e tem também lugares ótimos para comer.

mccarren park na fronteira williamsburg/greenpoint


E fui mais uma vez no East River Park ver Manhattan. Nesse dia tinha sol e muitos judeus ortodoxos curtindo a praia.

praia cheia


Bushwick

Essa é a parte do Brooklyn que fiquei. Perto da estação Morgan (da L) é uma área de muitos armazéns transformados em: residências, negócios, restaurantes, lojas, etc. Em 2 anos aumentou o número de negócios na área e agora não parece um lugar tão estranho.

Dessa vez explorei um pouco a área em volta da estação Jefferson (também na L) e lá é onde os hipsters roots estão. Muito street art e bares alternativos. Pena que chovia e estava bastante frio quando fui até lá, mas tem menos armazéns e mais casas.

street art em bushwick


Park Slope

Um bairro residencial, com townhouses bacanas, e um comércio local com lojas e restaurantes interessantes (nas 5th e 7th Avenues).


Do Park Slope fui até o Prospect Park, o Central Park do Brooklyn. É um parque sensacional, com gramado enorme e várias trilhas para andar no meio do mato. É um lugar que vale a pena dar uma volta de bicicleta.



E no Prospect Park fica o Brooklyn Museum que é um museu não muito grande mas tem de tudo um pouco. De arte americana a arte egípcia (sim, tem múmias), pinturas impressionistas, peças de design e uma galeria inteira de arte feminista.

biblioteca do brooklyn
museu do brooklyn


Coney Island



Coney Island é a praia do Brooklyn. É um balneário cheio de parques de diversões e lojas de cachorro quente. As montanhas russas todas tem vista par ao mar. Tem um calçadão (boardwalk) bacana e vários postos com banheiros. Tem um pier. Gosto de praia com frio mas no dia que fui estava ventando MUITO e tinha areia voando para todo lado. Fiz uma esfoliação natural no rosto. Estava frio mas isso não impedia as pessoas de andarem na beira no mar e de (tentar) correr contra o vento.



É um lugar cafona? Sim, mas é divertido e colorido. No verão deve ser lotado, mas um dia na meia estação sem vento deve ser agradável.



Fui outra vez no Dumbo que acho bacana, andei um pouco no Brooklyn Bridge Park e, claro, atravessei a ponte.