3.4.26

Shanghai

A Pérola do Oriente.

Shanghai é um acontecimento. É uma cidade de 25 milhões de habitantes e foi lá que comecei a entender a dimensão da China, tanto na quantidade de gente quanto na infraestrutura.

Shanghai é uma cidade cosmopolita, foi palco na primeira guerra do ópio e teve que abrir os portos para o comércio europeu. Foi disputada por franceses e ingleses, tem uma grande influência ocidental na arquitetura mas antiga (Bund e French Concession) e totalmente futurista na parte mais nova da cidade (Pudong). 

É o centro financeiro e cultural da China.

A infraestrutura da cidade é impressionante. Muitos viadutos que cortam a cidade para agilizar o transito de milhões de carros. O metrô é excelente e cobre toda a cidade. 

viadutos enormes por toda cidade
sim, é muito limpo.

A primeira coisa que notei em Shanghai foi o silêncio do transito. Os carros, motinhas e ônibus são todos elétricos, não fazem barulho e não poluem tanto. Os pássaros nos parques fazem sons mais altos que os carros nas ruas.

Pudong nos anos 1990 era literalmente uma fazenda e hoje tem arranha-céus e as pessoas andam em passarelas sobre as vias dos carros. Fui para Pudong num trenzinho que passa por baixo do Rio Huangpu por um túnel iluminado. Foi o jeito mais caro de atravessar o rio mas foi o mais divertido. A torre da pérola de perto impressiona.

pudong a esqueda e the bund a direita

Shanghai tem tantos prédios icônicos que dá apra saber em que parte da cidade você está só de olhar para o alto.

o disco voador do radisson

A Nanjing Road é uma rua de pedestres que vai ficando mais cheia de gente a medida que chega mais perto do Rio Huangpu, no Bund, onde dá para ver o skyline de Pudong. É também na Nanjing Road que se encontra todas as lojas possíveis, algumas comidas de rua e milhares de turistas.

North Bund que é a parte norte da beira Rio Huangpu onde tem menos gente mas também tem uma vista incrível de Pudong.


Xintiandi é um bairro trendy com várias lojas e tem até uma parte que era de armazéns e foi transformada em um shopping. E haja lojas de luxo em Xintiandi.


A Huai Huai Road é bacana. Lá tem várias lojas de marcas mundiais e chinesas descoladas e muitos cafés e shoppings (no plural mesmo) de luxo.

a coreana gentle monster está na huai huai

A área da French Concession é muito interessante. Tem um conjunto de casas, Sinan Mansions, que também virou um tipo de shopping com restaurantes. Lá perto tem o Tianzifang que é um emaranhado de ruazinhas que acredito que antes era um lugar de artistas mas agora é um mix de lojinhas locais com lojinhas de tursitas.

tianzifang

A área perto do Wukang Building é bacana e a noite é cheio de bares e restaurantes. A Anfu Road também tem muitas lojinhas locais.

wukang building

Perto do Jing'an Temple é muito agradável, o templo é grande e fica iluminado a noite. Porém no dia que fui as luzes não acenderam (não sei porque). Tem shopping, lojas de rua e lojas de luxo.


É uma cidade muito arborizada e tem parques bonitos como o People's Park e o Fuxing Park.

a primavera estava tímida

Fui no 1933 Old Millfun que era um abatedouro e hoje a estrutura brutalista abriga lojas e cafés. É uma área da cidade que está mudando (era de fábricas), é hipster.

Fomos ao Jade Buda Temple, templo budista que tem uma estátua de jade do Buda que foi esculpida de uma única pedra.

Passeamos pelo Yu Garden, um lindo jardim chinês porém muito cheio (como tudo na China). E depois andamos por Yuyuan Gardens, prédios e ruas antigas que ficam ao lado do jardim, com muitas lojas e restaurantes. Fomos de dia e eu ia voltar a noite para ver tudo iluminado mas ficou para a próxima vez.


Momento transporte público. O melhor jeito de se locomover por Shanghai é um mix de bicicleta com metrô. Usei as bicicletas compartilhadas e como a cidade é toda plana é bem fácil pedalar, o que assusta inicialmente é a quantidade de motinhas e algumas conversões nos sinais que demorei para aceitar que podia fazer. Em Shanghai tem avenidas onde a ciclovia é totalmente separada da via dos carros e tem ruas que tem duas ciclovias, uma no sentido da rua e outra no sentido contrário.

rua na french concession
com as duas ciclovias

O metrô, como disse, é excelente. Não é difícil se locomover, é bem sinalizado. Em todas as estações de metrô da China tem que passar a bolsa/mochila por um raio x mas é bem rápido. E é barato. 

Para usar o metrô e a bike em Shanghai usei o Alipay que tem uma aba de transporte. Para o metrô tem um QR code especifico para usar no metrô. Para a bicicleta também tem uma aba e é só scanear o QR code da bike que destrava e depois é só deixar em qualquer lugar indicado para estacionar bike pela cidade (tem vários).

Em Shanghai, quando estava em grupo, usei o Didi, que é oi Uber chinês. Funciona bem, as vezes demora para chegar e também o transito não ajuda mas é barato e tem um app dentro do Alipay.

Shanghai é uma cidade para voltar muitas vezes. I💛SH.

apagam as luzes as 22:00 mas o 
coração de shanghai continua
batendo


Mais China:

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A Grande Muralha da China
Beijing
Curiosidades da China



2.4.26

Guilin

Guilin é uma cidade pequena na China. Quatro milhões de habitantes, sendo um milhão da parte central.



Cheguei lá de trem bala vindo de Hong Kong. Saí de uma cidade cosmopolita e cheguei no interior da China. Guilin tem avenidas largas e ciclovias dedicadas as motinhas e bicicletas (como todas as cidades na China).

Guilin é uma cidade fofa, tem um lago com um parque ao redor que fica cheio de turistas de um lado e de gente da cidade levando a vida do outro.

No lago tem dois pagodas enormes, o sol e a lua que a noite ficam iluminados.

Tem uma rua de pedestres movimentada com barraquinhas de comida e muitas lojas. Lá experimentei o sorvete de flor de loro, uma delícia.

É de Guilin que parte um passeio de barco para ver as montanhas do Rio Li. São lindas, enormes e cada curva do rio é um flash. Fiz o passeio num dia de chuva que deixou o cenário mais dramático.

é a paisagem na nota de 20 yuan
(foi a única vez que vi dinheiro na china)

O fim do passeio no Rio li é numa vila chinesa, Yangshou (300 mil habitantes), com uma zona de pedestres cheia de lojinhas e restaurantes e muitos tuirstas.

tem muitos photoshoots
com trajes típicos

O turismo interno da China é movimentado (vamos lembrar que eles são 1 bilhão e 400 milhões de pessoas, ou como falam lá: mil e quatrocentos milhões - faça as contas).

A noite fui ver um show chamado Impression Sanjie Liu sobre as minorias étnicas da região com uma história meio Romeu e Julieta da China. É lindo! O show utiliza as montanhas e o rio e tem toda aquela coreografia chinesa com centenas de pessoas. Foi dirigido pelo cineasta Zhang Yimou (Lanternas Vermelhas, O Clã das Adagas Voadoras) que também foi responsável pela belíssima abertura das Olimpíadas de Pequim em 2008.

No dia seguinte fui ver os campos de arroz de Longsheng mas tinha tanta neblina que mesmo descendo muitas escadas no meio das nuvens mal deu para ver o traçado bonito dos campos de arroz.

Almoçei numa vila (essa era pequena mesmo) na beira de um riozinho. 

arroz servido no bambu

Depois voltei para a cidade para ver as luzes em volta do lago e comer nas barraquinhas de rua.



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