21.9.26

Sevilha

Cheguei em Sevilha de ônibus e fiquei feliz de ver um rio cheio (que depois descobri ser um canal) e várias ciclovias com ciclistas.

 

Da rodoviária para o hotel foi uma caminhada rápida, larguei a mala e fui para Triana explorar um lado da cidade que não conhecia. Almocei no mercado de Triana que felizmente tinha ar condicionado. Alguns stands estavam fechados (pessoal ainda estava de férias) mas tinha vários abertos e com comidas ótimas.

Depois andei até a parte da cidade onde foi a Expo de 1992 porque do ônibus vi uma estrutura interessante com chaminés de tijolo e descobri que era um museu de arte contemporânea.

essa instalação me deu pesadelos

O Centro Andaluz de Arte Contemporânea (CAAC) fica num antigo monastério que depois foi transformado em fábrica de louça devida a quantidade de argila no local. O prédio é grande, com pátios, capelas e um jardim. Tinha uma exposição chamada Amefrica que reunia artistas africanos e afro-americanos fazendo uma conexão com a diaspora. Dentro da capela tinha outra exposição chamada Alien Queen de uma artista chamada Manoela Solona que tinha pinturas com referências pop. E tinha uma ala com obras de artes contemporâneas de vários artistas. Gostei desse museu, pena que o café não estava funcionando.

 
 
 
 
 
 

Consegui pegar uma bicicleta compartilhada e voltei pedalando para o hotel ao longo do canal. Estava fazendo 37 graus que aliviei com bolas de sorvete, e como tem sorveteria nessa cidade.

 

Esperei o sol esfriar (como a gente fala aqui no nordeste) e fui até as Setas de Sevilha. É uma estrutura gigantesca de madeira que parece uns cogumelos numa praça no meio da zona antiga de Sevilha. É do arquiteto alemão Jürgen Mayer e dá para andar por cima mas quando cheguei lá só tinha ingresso para as 22:00 e deixei para uma próxima vez.

figaroooo
 
 
 

No segundo dia peguei a bike outra vez e fui até a Plaza de España e Parque Maria Luisa. 

 

A Plaza de España é cartão postal de Sevilha e foi construída para a exposição ibero-americana de 1929. A estrutura é em meio círculo, toda em tijolinho vermelho com muitos detalhes em cerâmica. Tem bancos com todas as cidades da Espanha, tem bustos de artistas espanhóis, tem duas torres e vários salões. Tem uma espécie de fosso que dá para passear de barco a remo.

 
 
2000/2026

A Plaza de España foi cenário de Star Wars, era uma cidade de Naboo no Ataque dos Clones. 

O Parque Maria Luisa é muito bonito, super arborizado e tem outras estruturas lá dentro.

 

Peguei a bike outra vez e fui até a Catedral de Sevilha, mas só por fora, e depois entrei no Real Alcazar, um palácio construído no século 14.

 

Não foi a primeira vez que entre no Real Alcazar, lembrava bem do interior magnífico de arte islâmica mas não lembrava que os jardins eram tão espetaculares. Valeu revisitar.

 
 
 

E foi no Alcazar que filmaram as cenas da família Martell de Game Of Throne. Saudades Oberyn.

Sevilha ainda tem uma Plaza de Toros que só vi por fora.

ruelas da cidade

Sevilha é muito agradável, mesmo no calor. É uma cidade vibrante, sempre com muitas pessoas nas ruas.

A noite em Triana é agitada, bares e restaurantes cheios.

E assim passei por Sevilha a caminho de Portugal. 

 

19.9.26

Granada

De todos os lugares que fui nessa viagem o único que não conhecia era Granada. 

alhambra, a jóia de granada
 

Cheguei da cidade de trem (3 horas de Madrid) e fui andando da estação até o hotel. Meu primeiro pensamento foi: "olha como aqui parece as cidades menores da Bolívia e do Peru.".

 

Não é uma cidade tão pequena assim, a parte fora do centro é bem grande, mas a parte central é muito fofa.

 

Andei até o hotel que ficava numa ruazinha saindo da Calle Mesones que é uma rua de pedestres cheia de lojas, cafés e restaurantes. Ali tudo é perto, a catedral se destaca no meio das ruelas do lado e tem uma praça cercada de restaurantes.

  

Saindo da praça tem uma espécie de souq com lojas de turistas que me fez achar que estava no Marrocos.

Deixei as malas no hotel e fui explorar a parte mais antiga da cidade num calor de 36 graus amenizado por algumas bolas de sorvete. Andei na Reyes Católicos que é uma avenida (?) que estava sendo preparada para a final da Vuelta de España (corrida de bicicletas), e cheguei no Paseo de los Tristes que é uma rua que vai ao longo do Rio Darro (que está mais para um córrego).

 

Do Paseo de los Tristes tem várias ruelas que vão subindo até o Mirante San Nicolas e na subida tem várias pousadas e restaurantes. Muitas casas tem placas esritas "Carmen alguma coisa", carmen em Granada é casa. O Mirador San Nicolás tem uma vista bonita de Alhambra, deu para ver como a fortaleza/palácio/medina é grande.

 
alhambra vista do mirador san nicolas

É uma cidade que transborda turistas mas achei tudo muito calmo, até em Alhambra, que estava cheio de gente, achei tudo tranquilo.

Desci do mirante para ver as bicicletas passando.

passam bem rapidinho

O hotel tinha um rooftop muito bom com uma piscina (sempre cheia de gringos) e uma vista muito boa da cidade.

 

No dia seguinte fui visitar Alhambra. Saí do hotel as 8 da manhã (minha entrada era as 9) com 17 graus de temperatura mas como o clima é seco isso não é frio. Decidi subir andando (pode ir de ônibus, taxi ou uber) e fui pelo caminho que passa pela Puerta de las Granadas e subi as escadas a direita (que corta caminho).

puerta de las granadas

Fiz um tour guiado de Alhambra que foi bom mas dá para fazer tudo por conta própria. Alhambra é uma fortaleza enorme com palácios, museus e jardins dentro. É um dos monumentos mais famosos de arte islâmica e o mais bem preservado desde os tempos medievais (foi construído ente 1294 e 1354).

 

Os Palácios Nazaries são um conjunto de palácios, todos juntos e andamos por eles como se fossem uma coisa só. Tem muitos arabescos elaborados, pátios com fontes, a água corre por vários aposentos. É muito bonito. A visita dos Nazaries é com hora marcada, tem um caminho a ser seguido e só dá para ver uma vez. Tem coisas lá que nem no Marrocos eu vi.

 
 
 
 

Saindo dos Palacios Nazaries tem o jardim que é belíssimo, no alto da montanha, e tem o Generalife que é um outro palácio com jardim.

O Generalife e os jardins podem ser visitados várias vezes no dia, inclusive dá para entrar e sair de Alhambra durante o dia do ingresso.

 
 

Também tem o Palácio Carlos V construído com um pátio circular com uma entrada renascentista que é onde fica o museu de Alhambra (que estava fechado quando fui) e o Museu de Belas Artes de Granada.

Se um dia voltasse a Alhambra faria primeiro os jardins e o Generalife e deixaria os Palácios Nazaries mais para o fim do dia que deve ter menos gente e dá para ver com mais calma.

Desci de Alhambra por um outro caminho (o Rey Chico) que na descida tem uma vista bonita da cidade e termina no Paseo de Los Tristes. Não aconselho a subir por esse caminho porque é muito mais íngreme que o outro que subi.

descida pelo rey chico

Já que estava no Paseo de los Tristes outra vez subi no bairro antigo e sentei num bar para fazer um bom people watching. 

bairro visto de alhambra
 
 

Depois da siesta andei pela parte menos turística da cidade e quando voltei a área do hotel a rua de pedestres estava lotada de gente. Achei que era gente demais e descobri que ia passar uma procissão de Santo Agostinho. Vi a procissão passando do rooftop do hotel.

era muita gente para ver a procissão

Momento transporte público: Granada é uma cidade para andar a pé mas como tem muitas ladeiras as vezes é bom descansar as pernas e para subir a Alhambra e no bairro antigo tem ônibus. Tem um metrô que vira bonde que vai do centro para a estação de trem e rodoviária, esse usei e achei muito bom. A rodoviária de Granada é muito melhor do que a de Sevilha e a de Lisboa. 

Gostei muito de Granada. Tem muita gente que faz day trip de Madrid ou Sevilha ou Córdoba só para ver Alhambra, mas acho que Granada vale mais tempo.