9.6.20

Analisando a música: Heavy (Orla Gartland)

Ainda respirando os ares de Normal People, estava escutando a playlist das músicas da série no spotify e tem vários artistas irlandeses novos.

Uma das músicas que gostei na série foi Did It To Myself da Orla Gartland, uma irlandesa de 25 anos que começou fazendo covers no youtube e em 2013 ela lançou seu primeiro disco. É só isso que sei dela.

Fui escutar as outras músicas e Orla Gartland faz um som pop melódico. Me lembrou um pouco a Florence Welch só que menos hipster (gosto da Florence and the Machine).

Heavy, que foi lançada em janeiro desse ano, me chamou a atenção porque parece uma música que já conheço (mas não sei qual). É melódica, o liricismo da letra se encaixa no ritmo da música e é bonita.

Aí parei para escutar a letra.

Orla  Gartland disse que escreveu essa música ano passado "when I was right in the thick of desperately missing someone and feeling sad as heck".

Heavy não toca em nenhum episódio de Normal People mas a BBC usou no trailer. Faz sentido.

A série é sobre Connell e Marianne e seu relacionamento desde o fim da adolescência na escola até os anos do início da vida adulta na universidade. É um relacionamento que vai e vem entre dois jovens apaixonados que tem muita intimidade mas também algumas dificuldades, desde comunicação a não saber lidar com sentimentos intensos.

A série é muito bem feita e bonita.

Não vou dar spoilers da série nessa análise. Vão assitir. Fica a dica.

Mas vamos ver o que a Orla Gartland fala na letra dessa música que é uma carta poética para um fim de relacionamento.


Do you think about me at night?
When the sky is losing light
I swear my head fills up with memories every time
Are you moving on with your life?
Did you find a job you like?
Always thought you could do anything

E parece que foi um fim recente. Não sei se foi um fim de relacionamento amistoso ou turbulento mas vamos ver se ao longo da música ela diz.

Ela começa perguntando "Você pensa em mim a noite?". Porque quando o céu vai perdendo a luz a cabeça dela sempre se enche de memórias.

Ela quer saber como ele (ou ela) está, se a vida seguiu e se está num emprego que gosta. Ela sempre acreditou que ele poderia fazer tudo.

And I've been running over all the things that I will never say to you
Like how I just wanna hang with you
And watch Grand Designs
And I've been trying to train my mind to put you in another category
But it's still not coming naturally
After all this time

E ela fica pensando em todas as coisas que nunca vai dizer para ele. Como ela gostaria de estar com ele, curtindo, e assistir Grand Designs (programa de arquitetura). Depois de um fim de relacionamento, que a outra pessoa sai da sua vida assim de uma vez, sente-se muito a falta das coisas mais simples e corriqueiras.

Ela está tentando condicionar sua mente a colocá-lo em outra categoria. De namorado para ex-namorado, ou para amigo, ou para apenas alguém que ela conhecia.

Mas é uma coisa que ainda não vem naturalmente para ela. Mesmo depois desse tempo todo. (Então o fim do relacionamento não é tão recente assim.)

So tell me why this has to be so heavy
Tell me why this has to be
‘Cause I really thought that we'd be cool
Some exception to the rule
But honestly, I think it has to be this heavy

E ela quer saber por que tudo isso tem que ser tão pesado. Ela achava que estaria tudo ok entre eles, que seriam algum tipo de exceção a regra, mas conclui que tem que ser pesado mesmo.

Sim. Para a vida seguir tem que ser assim.

I wish your mum and I could be friends
I think about her now and then
How we drove up to her house
I'll never see that dog again
I guess I needed a minute
To live a life without you in it
But you're in every stripey t-shirt that I own

Ela gostaria de continuar amiga da (ex) sogra, que pensa nela as vezes e sente saudade do cachorro. Porque no fim de relacionamento muitas vezes perde-se outras pessoas (e animais) que faziam parte da convivência.

"Acho que precisei de um tempo para viver uma vida sem você".  ("I guess I needed a minute, to live a life without you in it" palmas para essa frase.)

Mas ele está em cada camiseta listrada que ela tem.

A única solução é parar de usar as camisetas listradas por um tempo, exatamente esse tempo para se acostumar a vida sem esse relacionamento.

Ou não. Usa todas as camisetas listradas. Cada um passa pelo sofrimento como pode.

Oh, I've been running over all the things that I will never say to you
Like how I just wanna sing with you
As we're walking home
And I've been kissing different faces just to make it a reality
Oh, I did it for the therapy
But I felt alone

Ela continua pensando e relembrando todas as coisas que nunca vai dizer para ele. Como ela só quer cantar com ele enquanto voltam andando para casa.

E ela tem beijado rostos diferentes para ver se cai na real. (Quem nunca?)
Ou fez isso como terapia mesmo.

Mas se sentiu só.

So tell me why this has to be so heavy
Tell me why this has to be
‘Cause I really thought that we'd be cool (we'd be cool)
Some exception to the rule
But honestly, I think it has to be this heavy

Então o refrão mais uma vez. Ela quer saber por que isso tem que ser tão pesado e por que tem que ser.

Deve ter sido um término mais para o turbulento porque ela diz que achava que estaria tudo ok, que achava que eles dariam certo numa outra categoria, amigos talvez, (que estariam cool um com o outro), mas não aconteceu.

Eles não são exceção, e ela sabe que tem que ser pesado e tem que passar por tudo isso.


Do you think about, do you think about, think about
Do you think about, do you think about it too?

Ela termina querendo saber se ele também pensa sobre tudo isso. (acho que ela não vai ter uma resposta)


O video é com a letra da música e já começa com um coração partido.



7.6.20

+ Series

I know this much is true - Minissérie da HBO sobre dois irmãos gêmeos, Domenick e Thomas, sendo que um deles (Thomas) é esquizofrênico. Thomas teve um surto, entrou numa biblioteca com um facão e cortou sua mão. Daí pra frente é só tragédia na vida do Domenick que tenta manter o irmão num lugar decente (mandam o irmão para uma espécie de prisão psiquiátrica). Já vi 4 episódios e o Domenick ainda não foi feliz. O avô deles escreveu um manuscrito em italiano que o Domenick manda traduzir mas a tradutora avisa que é melhor não ler (depois coloco nos comentários se a desgraça é grande). Mark Ruffallo está maravilhoso fazendo os dois irmãos e também palmas para o ator que faz os dois mais jovens.

High Fidelity - Série baseada na livro do Nick Hornby e no filme com o John Cusak, mas aqui Rob é uma mulher (a ótima Zoë Kravitz). Rob é dona de uma loja de discos no Brooklyn e acabou de passar por um fim de relacionamento. Ela faz um top 5 fins de relacionamento e vai atrás de saber porque não deram certo. Enquanto isso ela sai com um cara simpático e legal que faz tudo por ela mas ela tem seus problemas. A série é tão boa quanto livro e filme e a trilha sonora é maravilhosa - está no Spotify.

The Last Dance - série documentário sobre o campeonato de 1998 que foi o sexto que o Chicago Bulls ganhou na década de 1990. A série vai e volta no tempo mostrando todos os campeonatos que ganharam na década e conta a história de seus principais jogadores, especialmente Michael Jordan. É sobre basquete mas também é sobre marketing, sobre fama e influência numa época sem redes sociais e sobre competitividade. Fiquei impressionada com o nivel extreme estratosférico de competitividade do Michael Jordan. Vale a pena até para quem não é fã do esporte. Na Netflix.

The Loudest Voice - Minissérie do ano passado sobre o Roger Ailes que criou a Fox News e foi acusado de assédio pelas ancoras e funcionárias da emissora. A história das mulheres foi contada em Bombshell, que não é um filme muito bom. A série mostra todo o alcance da influência do Roger Ailes e que homem escroto. Russell Crowe faz o Roger Ailes e passa bem a sensação de homem asqueroso que ele devia ser.

Space Force - Série do criador do The Office com o Steve Carrell. É praticamente Michael Scott militar comandante de uma base que tem que levar o homem a lua. Tem poucas piadas boas e esperava uma série melhor. Vi todos os episódios mas não sei se me importei o suficiente para ver uma segunda temporada se tiver. Na Netflix.

Upload - Outra série dos criadores de The Office e Parks and Rec. Essa se passa num futuro onde depois de morrer as pessoas (que tem dinheiro) podem ser carregadas para um mundo virtual onde até podem se comunicar com os vivos. O Nathan é um jovem que criou uma versão mais acessível desse mundo virtual mas ele sofre um acidente de carro (o carro autoguiado teve um defeito) e tem que escolher ser carregado para o mundo virtual ou tentar a sorte na mesa de cirurgia. A namorada rica dele paga a transferencia para o mundo virtual. Essa série poderia ter um foco mais no filosófico já que essa coisa de ser carregado para o virtual é uma negação da morte. Tem pequenos detalhes engraçados que sempre apontam esse fato, mas tem um foco no romance. Achei melhor que Space Force. Na Amazon Prime.

Homecoming - A segunda temporada está na Amazon Prime e gostei mais do que da primeira. Nessa a Janelle Monae acorda num barco no meio de um lago sem lembrar quem é e como foi parar lá. A temporada é ela buscando as respostas e a ligação com a primeira temporada é com o Walter Cruz que aparece nessa também buscando respostas. Não precisa ver a primeira temporada para entender a segunda. Episódios curtos, história simples mas tudo muito bem feito. E tem Nina Simone cantando My Way.

Dispatches From Elsewhere - Não sei nem como explicar essa série. O Jason Segel faz o Peter que trabalha  numa espécie de Spotify e a vida dele é um tédio. Um dia ele vê cartazes pela rua e decide pegar o número e ir até o lugar indicado. Lá ele começa uma espécie de gincana pela cidade (Filadelfia) e se junta a outras 3 pessoas para resolver as pistas deixadas. Essa gincana é um tipo de experimento social. Mas aí a gincana acaba no meio da série e de repente vira uma coisa meio existencial. É quase I am the Walrus dos Beatles: I am he as you are he and you are me and we are all together. Na Amazon Prime.

13.5.20

Normal People: Serie x Livro

Ano passado a Amazon ficou insistindo que eu lesse Normal People (Pessoas Normais) da Sally Rooney e, como já acatei essas sugestões outras vezes, comprei o livro.

Li, me deixou interessada e a leitura fluiu, mas não gostei do final.

A história é sobre Marianne e Connell. Os dois jovens irlandeses, no seu último ano da escola, começam um relacionamento escondido porque Marianne é a solitária da escola e Connell é o popular. Ela é rica e a mãe dele é faxineira na casa dela. O livro acompanha o relacionamento dos dois do fim da escola e os anos da universidade.

O livro de 2018 fez tanto sucesso que logo fizeram a série e foi lançada agora no fim de abril. Assisti.

Adorei a série, inclusive o final.

Sei que não se deve comparar as obras, afinal são meios diferentes, mas a adaptação foi tão perto do material original que é quase inevitável.

A série é uma coisa linda de ver. Direção, fotografia e trilha sonora (poucas vezes Make You Feel My Love fez tanto sentido). Os diálogos são todos do livro mas a série evidencia silêncios importantes e olhares significativos.

A química dos atores que fazem Marianne e Connell é incrível: Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal. Você sente a intimidade intensa entre os dois e tem a sensação de estar vendo uma história real. Até as cenas de sexo são realistas e íntimas.

Enquanto lia o livro a identificação com os personagens ficava numa memória distante.

Enquanto assistia a série a identificação com alguma parte (ou todo) do relacionamento de Marianne e Connell foi mais imediata. Identificação que vai desde os desentendimentos (a dificuldade da comunicação) a não saber o que fazer com sentimentos tão intensos.

Paul Mescal transmitiu uma angustia e ansiedade do Connell que não tinha percebido tanto no livro. A Marianne da Daisy Edgar-Jones é frágil e forte ao mesmo tempo. Marianne e Connell da série são mais reais.



Sabe quando você quer ver tudo mas também quer ver devagar para não acabar logo?

A jornada dos dois na tela foi muito melhor (e mais intensa) do que no papel, apesar de saber mais detalhes pelo livro.

Mas por que me senti mais envolvida com a série do que com o livro? Os acontecimentos são exatamente iguais, inclusive são os mesmos diálogos.

Talvez eu seja uma pessoa com mais apelo pelo visual, gosto de imagens.

Mas fiquei tão cismada que fui reler o fim do livro para saber qual foi a diferença.

O livro fica muito nos pensamentos dos personagens. Várias coisas que Marianne fala para o Connell no final da série no livro são apenas os pensamentos dela.

Os roteiristas da série (incluindo a própria escritora) fizeram mudanças sutis na estrutura narrativa de alguns momentos na série, especialmente do episódio final, e permitiu uma evolução dos personagens que, para mim, não aconteceu no livro.

Essa série foi um conjunto de acertos.

É como se o livro fosse a só a letra e a série é a musica completa.






4.5.20

+ Filmes

Eu e o Luiz estamos fazendo lives todo sábado dessa quarentena contando o que estamos assistindo (filme e séries) e esqueci de colocar aqui no blog (que é também para me lembrar depois).

Então aqui estão alguns dos filmes que vi nessas semanas.

Má Educação

Filme da HBO com Hugh Jackman e Alison Janney. Ele faz Frank Tassone um supervisor de escolas de NY. Frank é dedicado, foi professor, lembra dos alunos, mas não só dos alunos mas também do que os alunos gostavam e o que queriam. Ele acompanha os alunos atuais do high school e conseguiu levar a escola ao quarto lugar nacional. E nos EUA onde a escola é boa o mercado imobiliário é aquecido. Acontece que Frank é vaidoso, gosta de um luxo que o salário dele (apesar de bom) não sustenta, então... isso mesmo, Frank vai roubando das escolas.
Hugh Jackman está maravilhoso nesse papel e acho que como o Oscar vai considerar filme do streaming até a quarentena acabar, acho que ele tem chance de uma indicação.

A Tia Helo iria gostar muito do Frank, professor dedicado. 121 "Ai, Jesus!" para as vaidades dele.

Fiquei com a música do Moby que toca no final na cabeça por alguns dias, até cantei no chuveiro. Inclusive olho para o poster desse filme e a música vem na cabeça.


Extraction

Filme de ação com o Melhor Chris (o Hemsworth). Ele é um mercenário quen vai resgatar um garoto indiano filho de um traficante que foi sequestrado por outro traficante de Bangladesh. Tem muito tiro, pancadaria e perseguição de carro. Todas as cenas de ação são muito bem feitas e o Melhor Chris segura bem o filme. É isso, um filme de ação bem anos 90.

Na Netflix.

A Tia Helô irir achar tudo muito barulhento mas Melhor Chris sempre merece alguns "Ai, Jesus!".


Beastie Boys Story

Documentário dirigido pelo Spike Jonze sobre a banda que nos fim dos anos 80 e inicio do 90 aprontou muito. O formato do documentário é bem diferente, só dois membros da banda, Adam Horowitz e Mike D (o Adam Yauch morreu em 2012) contando a história da banda num palco para uma platéia. Tem um telão com imagens que para a gente aparecem em tela cheia enquanto eles falam.

Não sou fã da banda mas gosto de várias músicas e achei muito interessante o processo criativo deles e como lidaram com a industria fonográfica e de shows.

A Tia Helô não ia entender nada, afinal os rapazes são meio rappers meio punk rockers e ela gostava mesmo do Elton e do Freddy. 513 "Ai, Jesus!" só para o video de Sabotage.

Na Apple Tv

The Gentlemen

Filme do Guy Ritchie em que ele volta aos tempos de Snatch e Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes. Nesse filme o Matthew McCounaughey é um produtor/traficante de maconha que usa o terrreno de mansões britânicas onde os herdeiros não tem dinheiro para manter. Ele paga os herdeiros e todo mundo fica feliz.

Acontece que Hugh Grant (ótimoo) descobre o segredinho do Matthew e resolve chantagear atraves do braço direito dele. E ainda tem o crazy rich asian bonitão tentando roubar o negócio do Matthew McConaughey.

Achei divertido.

A Tia Helô iria achar Matthew um gentleman. 213 "Ai, Jesus!" para Hugh Grant creepy.


O Poço

Filme espanhol sobre uma espécie de prisão (mas nem tanto porque tem gente lá que foi voluntariamente) vertical que tem mais de 200 andares. Em cada andar ficam duas pessoas e no meio passa uma plataforma com comida de cima para baixo. Acontece que nos andares mais altos tem mais comida, mas vai acabando conforme a plataforma vai descendo.

As pessoas ficam um mes em cada andar e depois de um mês trocam mas não sabem onde vão parar. Um mês estão no 8 comendo bem e no outro no 150 onde só chegam os pratos. É uma metafora nada sutil para a sociedade. Tem quem queria organizar para que a comida dê para todos, mas aí que passou fome no mês anterior e agora está no 2 andar não quer deixar comida. E por aí vai.

Não ver com fome, nem depois de comer.

A Tia Helô iria ficar passada com aquele tanto de comida. 731 "Ai, Jesus!" para o flan.


O Homem Invisível

Vi no cinema antes da quarentena mas não tinha escrito sobre e aqui está.

O filme começa com a Cecilia fugindo de casa no maior cuidado. Daí já sabemos que ela está numa relação abusiva. Ela se esconde na casa de um amigo até que recebe a notícia que o marido morreu e deixou uma grana para ela.

Só que.... logo começa acontecer umas coisas bem bizarras e Cecilia sabe que ele não morreu, apenas conseguiu ficar invisível.

É um filme tenso, muito bem feito, e a solução para a invisibilidade é bem real.

Elizabeth Moss é a estrela desse filme porque 80% do filme é a sua reação a ela. Espero que seja lembrada na temporada das premiações.

A Tia Helô ficaria horrorizada. 614 "Ai, Jesus!" para cada vez que aparece uma faca nesse filme.

29.4.20

+ Series

Mrs America - Série que conta a história da ERA, Equal Rights Amendment, a emenda de direitos iguais. Em 1971 a ERA passou no senado e congresso dos EUA e precisava ser ratificada por 38 estados até 1979. As feministas da época (Gloria Steinham, Betty Friedan) estavam animadas porque a maioria dos estados estava ratificando, acontece que elas não contavam com Phyllis Schlafly, uma republicana conservadora (sim, redundancia) que resolveu comprar a briga e juntou as amigas para pressionar os deputados do deu estado a não ratificar a ERA. Cate Blanchett faz a Phyllis, que era uma mulher inteligente, estudava, era carismática, mas via a emenda dos direitos iguais como uma perda de privilégios. Está muito bem feita essa série, e aviso que você vai ter raiva da Phyllis. Na FX

Normal People - Baseada no livro da Sally Rooney, que li ano passado e gostei. Sobre dois jovens e seu relacionamento que começa no último ano da escola e vai até a universidade. A série é igual ao livro, inclusive os mesmos diálogos. Tem 12 episódios de 30 minutos. A diferença fica por conta do formato já que muito do livro tem os pensamentos dos personagens mas na série não. Achei bem feita, os atores tem química, é uma história de muita intimidade e a intimidade na série é intensa. Até gostei mais do final da série, que é igual o do livro mas de outra forma dando aos personagens uma evolução pessoal.

The English Game - Série da Netflix sobre o fim do amadorismo do futebol na Inglaterra. Os jogadores ricos sempre ganhavam os campeonatos até os times das fábricas do Norte começaram a contratar funcionários que eram jogadores de futebol. Esse funcionários trabalhavam um pouquinho na fábrica mas o resto do tempo treinavam e recebiam para isso. A série é bem feita, tem menos jogo que o título sugere, é tipo Downton Abbey meets futebol.

Unorthodox. - Sobre uma moça que decide abandonar o marido e a comunidade de judeus ortodoxos do Brooklyn. Essa comunidade (diria até que uma seita) tem um bocado de coisas bizarras e a moça sofre um tanto para conseguir se desvencilhar. Na Netflix

RUN - Ruby está meio entediada até receber uma mensagem escrita RUN. ela corre pro aeroporto, chega em NYC e pega o trem da 5 para Chicago. Lá ela encontra Billy, os dois se conheciam e tinham combinado que se alguém mandasse essa mensagem teriam que se encontrar nesse trem. Os dois não se veem ha 15 anos. É divertida, e os dois atores tem muita química. Na HBO.

Devs - Série Sci-fi sobre um dono de empresa de tecnologia que cria uma inteligencia artificial capaz de ver passado, presente e futuro, baseada num programação que calcula os acontecimentos a partir de um evento. "Um pedaço informação contém toda a informação". Sim, é complicado, mas basicamente é uma IA que consegue prever o que as pessoas vão fazer e com isso onde fica o livre arbítrio? Será que sabendo o que vai acontecer as pessoas continuam seu curso? O dono da empresa é determinista e acha que tudo acontece por uma razão. Para filosofar. Na FX.

Defending Jacob - Série com o Chris Evans de barba e só isso é suficiente. Ok, eu dou uma sinopse. Ele é um promotor, casado com a Lady Mary de Downton, e o filho dos dois é suspeito num crime que aconteceu perto da casa deles. Na Apple TV

Tiger King - Série documentário da Netflix que deixou a internet enlouquecida. É sobre um homem que tem um zoologico particular com mais de 200 tigres, ele gosta de fazer videos de musicas, faz videos no youtube, tem dois maridos, e odeia uma mulher que tem um santuário de tigres. Acontece que NINGUÉM nessa história é inocente. Eu já fiquei passada com a informação que nos EUA tem mais tigres em cativeiro do que no habitat natural. Daí pra frente fui ficando mais passada ainda com cada episódio. Tem seita, tem traficantes, tem assassinos, muita gente usando roupa com estampa de animais, vaidade extrema e tudo de bizarro que você pode imaginar e também nunca imaginou. 

18.4.20

Global Citizen Together at Home

Com o coronavirus solto pelo mundo quem pode ficar em casa deve ficar. O Global Citizen já faz um festival todo ano no Central Park com famosos para arrecadar doações.



Esse ano resolveram fazer um festival de lives, ou melhor, a live das lives do ano. Oito horas de lives de cantores, bandas, apresentadores e celebridades mostrando suas casas e dando o recado.

Uma espécie de Live Aid só que todo mundo em casa.

Começou 3 da tarde aqui no Brasil.

Teve um pouco de tudo.

Invejei o quintal da casa do Jack Black que tem trampolim, pista de skate e piscina. The Killers tinha uma camera ótima filmando, ficaram ótimos. Jennifer Hudson cantou Memory de Cats e não gritou, ficou bonito, e depois cantou Hallelluya com mais 3 pessoas fazendo coro. Hozier fez uma live chique, artistica e cantou Take Me To Church.

Os músicos clássicos, incluindo Yo Yo Ma, fizeram uma apresentação belíssima, cada um na sua casa.

Jessie J tem uma voz linda mas, como disse o Luiz, poderia ter músicas melhores.

Adam Lambert fez uma versão linda de Mad World do Tears for Fears.

O Tiger King lançou moda e vários artistas estavam com estampa de tigre.

E live com plantas é tendência.

O menino Charlie Puth tocou para milhões com o quarto desarrumado. Voz bonita mas aquela pilha de roupa em cima da cama desfeita tirou toda minha atenção.

Algumas bandas que não conhecia me deixaram curiosa, Picture This foi uma.

As nove da noite foi a vez dos headliners. Os apresentadores eram: Jimmy Kimmel, Jimmy Fallon e Stephen Colbert.

Lady Gaga começou cantando Smile, depois veio Stevie Wonder cantando Lean on Me. Sir Paul McCartney fez video na vertical e Sir Elton John is Still Standing.

Entre uma apresentação e outra alguns atores, artistas, celebridades e médicos falavam conscientizando, lembrando de lavar as mãos. As pessoas que trabalham na linha de frente eram mostradas, e todos os trabalhos voluntários.

O fofo do Shawn Mendes fez um dueto com Camila Cabello de It's a Wonderful World e ficou bem bonito. Na sequencia entrou Eddie Vedder cheio de velas e intensidade, acho que ele merecia duas musicas.

O Billie Joe Armstrong apareceu para cantar Wake Me Up When September Ends. Previsão?

Os Rolling Stones estavam cada um no seu quadrado, tocaram You Can't Always Get What You Want e ficou divertido.

John Legend tocou com seus grammys, emmys, tonys e oscar no fundo, cantou Stand By Me com o Sam Smith.

Teve Billie EilishZzzzzz e Taylor SwiftZzzzzzz e fechou com um quarteto de Lady Gaga, Celine Dion, Andrea Bocelli e um pianista que não lembro quem é.

No meio da live comecei um drinking game que a cada fundo com planta ou roupa com animal print valia um gole, se tivesse as duas tinha que beber tudo. O animal print foi dando lugar as velas mas planta teve até o fim.




29.3.20

Analisando a música: Flashdance....What a Feeling (Irene Cara)

A MTV surgiu no início dos anos 1980 (nos EUA) e fomos apresentados ao videoclip. As bandas começaram a fazer videos mais elaborados do que só a banda tocando. Com isso vários filmes dos anos 1980 apareceram com ótimas trilhas sonoras, filmes que não eram musicais. Músicas escolhidas a dedo para embalar cenas (como os videoclips), algumas compostas especificamente, e tão boas que o filme sem elas talvez não seja tão bom. Dirty Dancing, Footloose, About Last Night, Vision Quest, Ruas de Fogo, Flashdance e até Top Gun, para citar alguns filmes.

Nesses tempos de ficar em casa sobra tempo para ver muitas coisas, e mesmo com a grande oferta de filmes e séries novas, as vezes um bom e velho filme da sessão da tarde alegra os animos.

Essa semana pulando pelos canais do Telecine vi que ia passar Flashdance, adoro a trilha sonora desse filme, tem: Maniac do Michael Sambello (levanta a mão aí quem faz o passinho da corrida), Romeo da Donna Summer, Manhunt da Karen Kamon, Lady Lady Lady do Joe Esposito (que embalou muita dança lenta nas festinhas). Tem até Gloria da Laura Brannigan (ainda faço um analisando dessa).

Claro que assisti pela enésima vez. Vi Flashdance no cinema, depois em VHS, na sessão da tarde e sei lá mais onde. Flashdance é girl power.

A Alex é soldadora de dia e dançarina a noite (e ciclista). Ela dança numa espécie de casa noturna que não é um strip club mas tem números de dança mais sensuais. O "vilão" do filme é o dono do strip club vizinho que quer levar Alex e as outras para dançar sem roupa. Alex sonha em entrar para uma escola de dança que tem uma abordagem mais clássica, mas Alex nunca fez aula de ballet, ela aprendeu a dançar sozinha (e com os caras do break dance). Alex se envolve com seu chefe (o dono da fábrica), Nick, e é ela que toma algumas iniciativas (you go girl!). Alex também é amiga de uma senhora que era bailarina e as duas vão assistir ballets juntas. Essa senhora convence a Alex a se inscrever na melhor escola de dança da cidade. Alex pega o papel mas sabe que não tem currículo para se canditadar. O Nick consegue, através de seus contatos, que ela seja avaliada. Alex não gosta de Nick ter se metido mas ele diz: eu só consegui que você fosse avaliada, quem vai dançar é você.

Aí Alex vai e temos a cena final dela fazendo um pouco de todas as danças que aprendeu ao som de Flashdance...What a Feeling cantada pela Irene Cara.

É um filme bom? Gosto muito, memória afetiva, e, como disse, tem uma trilha sonora que vale a pena. A atuação da Jennifer Beals não é das melhores, ela não dança, nem passinhos básicos, foi uma dublê o tempo todo e dá para ver, a peruca é péssima, mas na dança final todo mundo se empolga.

A trilha sonora é tão boa que duas música concorreram ao Oscar: Maniac e Flashdance...What a Feeling. E as músicas concorrentes eram do filme Yentl (com a Barbra Streisand). Flashdance...What a Feeling ganhou e Irene Cara levou um Oscar para casa, e um Globo de Ouro e um Grammy.

Como é uma música composta para o filme a letra tem a ver com a história do filme, mas vamos analisar.

First when there's nothing
But a slow glowing dream
That your fear seems to hide
Deep inside you mind

Os compositores da música são: Giorgio Moroder, Keith Forsey e Irene Cara. O Giorgio Moroder tem um dedo em vários hits da década de 1980, um gênio do pop. A Irene Cara é cantora, atriz e bailarina, e foi ela que escreveu a letra porque ela entendia bem o que acontecia com a Alex do filme.

Então, a música começa lenta com ela dizendo que no início não tem nada além de um sonho que vai aparecendo devagar mas que os medos parecem querer escondê-lo lá no fundo da mente.

All alone I have cried
Silent tears full of pride
In a world made of steel
Made of stone

Ainda na parte lenta ela diz que tem chorado sozinha, lágrimas silenciosas cheias de orgulho (essa frase é ótima), num mundo feito de aço e de pedra. (o aço é referência direta ao trabalho de soldadora da Alex). A vida é dura.

Well, I hear the music
Close my eyes, feel the rhythm
Wrap around
Take a hold of my heart

Aqui o ritmo da música aumenta, entra a batida pop. Ela começa se animar com a música, fecha os olhos, sente o ritmo, se ajeita e segura (controla) o coração.

What a feeling
Being's believing
I can have it all
Now I'm dancing for my life

E temos o refrão: que sensação, ser é acreditar! (filosofou) E ela sente que pode ter tudo agora que está dançando pela vida. (que no filme é a parte que ela dança na avaliação da escola)

Take your passion
And make it happen
Pictures come alive
You can dance right through your life

E tem que acreditar, pegar o sonho, a paixão, e fazer acontecer. Fotos se tornam realidade e você pode dançar por toda vida.

Fotos se tornam realidade é uma boa maneira de dizer que algo que você só olha pode estar ao seu alcance.

Now I hear the music
Close my eyes I am rhythm
In a flash
It takes hold of my heart

Aqui ela repete que escuta a música, mas quando fecha os olhos ela é o ritmo e em instante domina o coração.

What a feeling
Being's believing
I can have it all
Now I'm dancing for my life

Take your passion
And make it happen
Pictures come alive
You can dance right through your life

E temos o refrão até o fim. Você pode dançar por toda sua vida, nem que seja para fazer o passinho da corrida para mexer o corpinho.


Esse video é quase um trailer do filme.





11.3.20

Analisando a múisca: Torn (Natalie Imbruglia)

No carnaval, no caminho entre Brasília e São Jorge, passamos boa parte da viagem escutando uma rádio de Brasília chamada Verde Oliva. Pelo menos até descobrir como conectava o Spotify ao som do carro.

Essa rádio tinha uma seleção para lá de aleatória. Num mesmo bloco tocava Legião Urbana, Destiny's Child, Red Hot Chili Peppers e Caetano. Músicas que iam dos anos 1970 (tocou Earth Wind and Fire) até sucessos de 2019.

Depois, já no Spotify, alguém colocou uma lista tão aleatória que apelidamos de Verde Oliva. E dessa lista saiu Torn da Natalie Imbruglia.

Essa música fez muito sucesso em 1998. Tocava em todos os lugares. Acho que a última vez que escutei esse hit talvez tenha sido em 1998 mesmo. Mas música chiclete é assim, 20 anos depois você ainda lembra da letra.

Da Natalie Imbruglia só lembro de 4 coisas: é australiana, que ela foi atriz antes de ser cantora (inclusive participou da mesma novela que Kylie Minogue), que ela teve esse hit e que casou com o vocalista do Silverchair (banda australiana que fez sucesso na mesma época), mas acho que se separaram há anos.

A Natalie Imbruglia continuou a carreira de cantora, mas, depois de Torn, nunca mais escutei nada dela. Na época cheguei a escutar Left Of The Middle, o disco que tem Torn, mas não me lembro de nenhuma outra música.

Torn não é da Natalie Imbruglia. É um cover de uma banda chamada Ednaswap e foi composta pelos integrantes dessa banda: Anne Preven, Scott Cutler e Philip Thornalley. Eles gravaram Torn em 1995, no seu primeiro disco, mas teve pouca atenção (e gosto dessa versão mais pesada).

Antes da própria Ednaswap (que nome de banda péssimo), em 1993, essa música teve uma versão em dinamarquês chamada Brændt gravada por Lis Sørensen. E em 1997 uma cantora norueguesa, Trine Rein, gravou a versão em inglês mais parecida com a que a Natalia Imbruglia lançou depois.

Anne Preven foi no programa do Howard Stern em 2000 e ele disse que ela gravou uma musica linda, cheia de sentimento, mas que não foi a lugar nenhum, aí veio a Natalie Imbruglia e fez sucesso com a mesma música. Ele perguntou se ela tinha raiva. Ela disse que no início era estranho e surreal que as palavras dela estava sendo cantada por outra pessoa num arranjo que ela não faria (e depois cantou uma versão acústica da música).

Mas a Anne já deve ter superado porque o dinheiro que ela deve ganhar até hoje dos direitos autorais dessa música não é pouco. Até o One Direction cantou Torn. Quando a música tem uma versão forró é porque dominou o mundo.

A versão da Natalie Imbruglia é bem pop, chega ser animada, mas é uma música sobre fim de relacionamento e decepção.


I thought I saw a man brought to life
He was warm, he came around and he was dignified
He showed me what it was to cry

Ela começa dizendo que achou que viu um homem que começou a viver (uma pessoa com vida), como se quando ela olhou para ele uma luz acendeu. Era um cara legal, afetuoso, chegou junto e era digno.
Aí ela diz que ele mostrou a ela o que era chorar. Aqui vejo duplo sentido: ela pode estar dizendo que ele a fez mais sensível OU que apesar de todas as qualidades anteriores ele a fez sofrer (e chorar).

Well you couldn't be that man that I adored
You don't seem to know, don't seem to care
What your heart is for
No, I don't know him anymore

Então ela diz que ele não poderia ser aquele homem que ela adorava, ele não sabe para o que serve o coração e não se importa. KD o homem que ela conhecia??

There's nothing where we used to lie
Conversation has run dry
That's what's going on
Nothing's fine I'm torn

Não existe mais nada onde eles deitavam (sobrou nem o cheiro no travesseiro), acabou o assunto e a conversa. E é isso que está acontecendo. Fim do relacionamento, nada está bem e ela está arrasada (destruída, despedaçada e qualquer outro sinônimo).

I'm all out of faith
This is how I feel
I'm cold and I am shamed
Lying naked on the floor
Illusion never changed
Into something real
Wide awake and I can see the perfect sky is torn
You're a little late
I'm already torn

Tão arrasada que perdeu toda esperança. Ela está com frio, envergonhada e deitada nua no chão. Fundo do poço. Ela se tocou que a ilusão que ela tinha nunca se transformou em realidade e agora que ela está bem acordada pode ver que não era nada do que ela imaginava (o céu perfeito foi destruído). E aí ela diz que ele está atrasado, que ela já está arrasada.

A Anne Preven disse pro Howard Stern que nessa última frase era o cara tentando voltar com a moça mas que ele já tinha feito ela sofrer demais e não adiantava mais.

Essa parte da letra na versão forró é assim:
Não adianta me pedir perdão
Se não cuidou, só maltratou
Feriu meu coração
Não quero mais voltar atrás
Eu vou viver longe de ti
Por favor me deixa em paz
Pode parar ...desse blá, blá, blá

Achei essa tradução da Aviões do Forró muito justa.

So I guess the fortune teller's right
I should have seen just what was there
And not some holy light
But you crawled beneath my veins and now
I don't care, I have no luck
I don't miss it all that much
There's just so many things
That I can't touch
I'm torn

Até numa vidente ela foi e bem que a cartomante avisou mas ela preferiu ver o homem acordado para vida do que realmente estava ali. Mas ele conseguiu se arrastar embaixo das veias dela (muito mais profundo que embaixo da pele) e agora ela não se  importa, a sorte acabou e ela nem sente mais falta.
Tem coisas demais que ela nem pode tocar (acredito que emocionalmente e fisicamente). ARRASADA.

I'm all out of faith
This is how I feel
I'm cold and I am shamed
Lying naked on the floor
Illusion never changed
Into something real
Wide awake and I can see the perfect sky is torn
You're a little late
I'm already torn

Torn

E ela repete o refrão até o fim, cheia de sentimento. Com um pouco de otimismo, mesmo ela estando despedaçada, pelo menos ela está dando um fora nele.

O video é um classico da MTV da época. É uma gravação de uma cena entre dois atores e depois o cenário vai sendo desfeito. Tem um momento que a Natalie Imbruglia faz uma dancinha estilo Renato Russo.







9.3.20

+ Series

Algumas vi no segundo semestre de 2019 e outras esse ano.

Watchmen - Série da HBO baseada na HQ de mesmo nome que fala de pessoas que decidem usar máscaras e fantasias e serem justiceiros. Só o Dr. Manhattan tem poderes. A série começa 30 anos depois do fim da HQ (que foi em 1985), e passa em Tulsa no Oklahama (onde descobrimos que teve um massacre no início dos anos 1920). A história rela desse massacre é interligada com os acontecimentos da HQ e temos uma série sobre racismo, supremascistas brancos, poder, justiceiros mascarados, nascimento e morte.

The Mandalorian - em duas palavras: Baby Yoda. O ser mais fofo de todas as galáxias apareceu no primeiro episódio dessa série e ja conquistou todos os corações. A série é sobre um mandaloriano (pessoas que tem uma armadura e nunca tiram o capacete) que é mercenário e aceita um job de pegar um pacote e entregar para um ex-participante do império. Essa série se passa uns 5 anos depois do Retorno do Jedi. O pacote era o Baby Yoda e quem tem coragem de abandonar essa coisa fofa?? Então Baby Yoda e Mandaloriano se metem em muitas confusões. Os episódios são curtos, cheios de aventura no estilo western samurai, e o fim da primeira temporada ja deixa vontade para a segunda.

Unbelievable - minisérie da Netflix sobre uma jovem que foi estuprada mas ninguém acredita nela até duas policiais se juntarem e descobrirem que o estuprador agia em vários estados e como ninguém trocava informação achavam ser casos isolados. É tensa, é boa e é girl power.

Carnival Row - Série da Amazon Prime sobre um mundo que tem fadas. Teve uma guerra entre humanos e uns outros seres mágicos e as fadas ficaram no meio do babado. Aí na cidade dos humanos tem uma rua, a Carnival Row, que é dos refugiados seres mágicos que incluem as fadas. Na série é a história de amor entre a fada Vignette e o policial Philostrate, eles se conheceram durante a guerra mas ela achava que ele tinha morrido. Quando Vignette imigra para a cidade eles se reencontram. No começo achei que não iria gostar mas depois achei boa.

Modern Love - Série da Amazon Prime com episódios independentes cada um contando uma história de amor em NYC. Eu gostei dos episódios 1, 2, 5, 7 e 8. O 4 achei chato, o 6 é creepy e o 3 é ok.

Good Omens - Um anjo e um demônio se juntam para salvar o mundo do anticristo, e é divertido. Amazon Prime.

Hunters - Mais uma da Amazon Prime. Al Pacino e sua turma caçando nazistas em 1977. Tem menos aventura do que o nome da série sugere, tem partes engraçadas e fora de formato, tem algumas inconsistências de idade, e tem um plot twist bom.

The Outsider - Série da HBO baseada num livro do Stephen King sobre um serial killer de crianças que consegue incriminar pessoas inocentes. É lenta, mas é bem feita e boa.

Living With Yourself - Série da Netflix sobre um cara que é clonado. Episódios curtos e é divertida. Paul Rudd em dobro nunca é demais.

Undone - É uma animação com desenho feito sobre imagem que conta a historia de uma moça, Alma, que depois de sair de um coma resultado de um acidente de carro ela descobre que consegue viajar no tempo (ou entre dimensões) mas nunca fica claro se isso é um poder ou só coisa da cabeça dela. Na Amazon Prime.

The Servant - série da Apple Tv sobre um casal que perdeu o filho e para amenizar o trauma da mulher compram um boneco de bebê reborn. A mulher acredita que aquele boneco é o bebê de verdade e contrata uma babá. Mais não conto porque o suspense é excelente. (e eu tenho medo desses bonecos, toda vez que vejo no shopping tomo um susto).

The Morning Show - também da Apple Tv, sobre um programa matutino americano que o apresentador foi acusado de assédio sexual. É boa, tem o Billy Crudup num papel de quem quer ver o circo pegar fogo, e a Jennifer Aniston fez valer os prêmios que ganhou. O gancho para a segunda temporada é muito bom.

4.3.20

Carnaval na Chapada dos Veadeiros



Esse ano o carnaval foi tomando banho de cachoeira.

centro oeste

Fomos para a Chapada dos Veadeiros que fica em Goiás, a 220 km de Brasília. Na área da chapada tem três cidades: Alto Paraíso, Cavalcante e São Jorge.

chegando na terra dos ETs

Alto Paraíso é mais desenvolvida com ruas de asfalto, postos de gasolina, bancos e mais pousadas. Cavalcante não fui mas dizem que é menor e mais quieta.

lojinha em são jorge

Ficamos em São Jorge que é uma vila com ruas de terra batida mas muitos cafés, restaurantes, padaria e teve até bloco de carnaval. São Jorge é mais perto da entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e de várias outras atrações que ficam na estrada entre São Jorge e Alto Paraíso.

nem precisa ir longe para achar um ET   
phone home?

A Chapada dos Veadeiros tem muitas atrações e é até difícil escolher o que fazer. Como nessa época tem muita chuva e aumenta o perigo de cabeças d'água, alguns atrativos não são muito seguros. Outros atrativos em dias nublados perdem um pouco da magia, como a Cachoeira Santa Barbara que tem um poço azul turquesa, mas só em dias de sol.


Nós queriamos ir na Janela do Mirante do Abismo, no Vale da Lua e na Cachoeira do Cordovil. Procuramos um guia por ser mais seguro (por causa das cabeças d'água) e mais fácil para chegar nos lugares.

Das trilhas que fizemos: Cordovil, Couros e Janela, só a de Couros achei que precisava mesmo de um guia, as outras para quem tem alguma experiência em trilhas dava para chegar.

Chegamos no sábado a tarde em São Jorge e começamos os passeios no domingo.

carnaval da crianças no sábado em são jorge

Primeiro foi Poço Esmeralda com Cachoeira do Cordovil. Essas duas ficam dentro de uma fazenda e da estrada até a entrada da trilha são uns 3km e passamos por um riozinho com água no meio da roda. Como é propriedade particular custa R$25 para entrar. A trilha é fácil, é aberta (tem gente que vai de bicicleta) e só fica um pouco mais difícil na parte das pedras para chegar no poço e na cachoeira.


Primeira parada foi no Poço da Esmeralda que é bem verde e o banho é uma delícia. Do poço voltamos na trilha e fomos para cachoeira que tinha muitas pessoas, mas como a área é grande não chega ficar cheio. O banho na cachoeira é incrível. Depois descemos mais um pouco no rio para banhar em outra cachoeira menor. (8,4km de trilha no total)

cachoeira cordovil - esse lago é ótimo para nadar
cachoeira com banho delíca
presenciamos um perrengue de um carro que quebrou a roda
tentando atravessar o rio (nós atravessamos o mesmo rio)

Na Segunda de Carnaval fomos ver as quedas e cachoeiras do Couros. De São Jorge para lá foram 85km, sendo 35km em estrada de terra. Na ida foi tudo tranquilo, mas na volta depois de muita chuva, tinha muita lama e escorregava um bocado. Couros não paga entrada mas tem uns guardadores de carro.


Quando começamos a trilha estava sol mas logo no início começou a chover e não parou mais. As vezes a chuva era mais fina, mas também choveu forte. O início da trilha foi bem difícil com muita descida íngreme em pedras molhadas. Chegamos no ponto que vimos a Cachoeira Almécegas 1000 super cheia (linda!), e lá tinha um mirante que só com guia para subir. Depois tivemos que subir tudo que descemos (haja perna) e seguimos beira rio para ver as outras quedas. Teve um ponto para banho de rio. (essa trilha não era longa, só 4km mas muitas pedras molhadas)

lá vem a chuva
muita descida no início da trilha
almécegas 1000 super cheia
pica pau nas cataratas

E nesse dia a noite teve trio elétrico de carnaval nas ruas de São Jorge.

jabuti elétrico

No terceiro dia começamos pelo Vale da Lua que é uma formação geológica onde o rio vaio fazendo um caminho pelas pedras formando buracos. É muito bonito e tem que ter cuidado para não escorregar nas pedras. O banho também foi uma delícia. No Vale da Lua paga R$20 reais para entrar e na na entrada tem banheiros e até um lugar para lanchar.



Do Vale da Lua fomos para a trilha do Mirante da Janela que também fica numa propriedade particular (custa R$20) que beira o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Essa trilha tem 9km ida e volta com descidas e subidas ingremes, mas em algumas partes tem uma estrutura de madeira que ajuda. Apesar de ser mais longa que a dos Couros, e também com subidas e descidas, achei essa trilha boa de fazer. A tal Janela do Mirante é bem bonita e a vista lá de cima é espetacular. Os dois saltos e a cachoeira que vimos lá de cima ficam dentro do Parque Nacional.

muito sobe e desce mas tem algumas partes com
essa estrutura de madeira que ajuda
janela

Na volta paramos na Cachoeira do Abismo, que só tem na época de chuva, para um banho mais do que refrescante e revigorante. Terminamos a trilha já noite.

cachoeira do abismo
por do sol na trilha do mirante da janela

Na quarta de cinzas tinhamos meio dia em São Jorge e até pensamos em fazer um passeio de meio dia mas estavamos todas muito cansadas e aproveitamos para voltar mais cedo e passear um pouco por Brasília.

até a próxima



10.2.20

Oscar 2020

Esse ano consegui assistir um bom número de filme indicados nas variadas categorias, na categoria de melhor filme vi todos.

O tapete vermelho teve muito rosa com preto, alguns vestidos reutilizados (certíssimas e sustentáveis), teve o vestido dourado fantasia de Oscar (que foi a Rebel Wilson e ela estava muito bonita) e os tomara que caias de sempre. Natalie Portman inovou levando a causa das diretoras mulheres para o tapete vermelho, ela bordou os nomes delas na capa que usou.

Um parenteses para dizer que diretoras eram essas: Celine Sciamma (Retrato de uma Jovem em Chamas), Greta Gerwig (Adoraveis Mulheres), Alma Har'El (Honey Boy), Marielle Heller (Beautiful Day in the Neighborhood), Lulu Wang (A Despedida), Mati Diop (Atlantics), Lorene Scafaria (Hustlers) e Melina Matsoukas (Queen & Slim).

(desses filmes só não vi Queen & Slim, mas verei)

A cerimônia começou com um musical da Janelle Monae com referencias a alguns filmes que foram esnobados pelo Oscar, como o ótimo Midsommar e o divertido Dolemite.

Os comediantes foram todos meio sem graça, mas as piadas do Chris Rock com o Jeff Bezos da Amazon foram muito boas. A Olivia Coleman foi a pessoa mais engraçada em toda cerimônia.

As apresentações musicais foram ok. Na música do Frozen 2 tiveram a ótima idéia de trazer as dubladoras de vários países para cantar com a Idina Menzel, pena que a música era muito chata. Poderiam ter repetido Let it Go.

O maior momento WTF da noite foi quando apareceu Eminem cantando a música Lose Yourself, que deu a ele um Oscar em 2003. Na época ele não foi buscar o Oscar e acho que também não pode apresentar na cerimônia na época porque a música tinha muitos palavrões, mas como o Oscar ficou mais moderninho, agora pode.

Na apresentação das trilhas sonoras indicadas quem conduziu a orquestra foi uma mulher e ela era ótima.

A Billie Eilish estava lá de pijama Chanel, cabelo verde e unhas tão grandes que a única coisa que as pessoas pensam é "como vai no banheiro?". Ela cantou Yesterday dos Beatles durante o In Memoriam. Acho a voz dela bonita, mas ela me pareceu muito entediada com tudo aquilo. Anyway, acho que passei da idade para entender o apelo dela.

Então vamos a premição:

Documentário curta foi para o único filme premiado que não vi (mas verei): Learning to skateboard in a warzone (if you're a girl).
Documentário longa foi para America Factory que está na Netflix (e foi produzido pelos Obamas).
Animação curta foi para o fofíssimo Hair Love (tem no Youtube).
Animação longa foi para Toy Story 4, o garfinho ganhou.
Filme curta foi para Neighbor's Window que tem no Vimeo.

Efeitos Visuais foi para 1917. Nos últimos anos os filmes que tem os efeitos menos óbvios ou menos computadorizados tem ganho, e acho justo. Até agora quer saber como aquele menino perdeu sangue e ficou branco até morrer.

Edição de som foi para os vrum vrum dos carros de Ford v Ferrari, mas a Mixagem de som foi para 1917. (essas categorias sempre vão para filmes de guerra ou de carros).

Ford v Ferrari também ganhou Edição (Montagem), aquelas corridas de carro são muito bem feitas.

Figurino foi para Adoravéis Mulheres. Design de Produção para Era Uma Vez em Hollywood, valeu a pena o Tarantino pedir para o comércio local deixar ele trocar os letreiros. Maquiagem foi para a transformação da Charlize Theron na Megan Kelly em Bombshell.

Fotografia foi para o mestre Roger Deakins pelo trabalho magnífico que ele fez em 1917.

Roteiro Original foi para Bong Joon Ho, e nesse prêmio Parasita começava sua noite.
Roteiro Adaptado foi para Taika Watiti por Jojo Rabbit. Acho Taika Watiti muito divertido.

Musica original só poderia ter ido para Elton John e Bernie Taupin (e era a melhor mesmo) e a finlandesa Hildur Guadnotóttir ganhou pela Trilha Sonora Original do Coringa.

Brad Pitt lindão foi buscar seu Oscar de ator coadjuvante e ficou emocionado. A cena do shirtless no telhado valeu a pena. E ele agradeceu a Geena Davis, que estava lá, por ter dado a primeira oportunidade em Thelma e Louise (filme que ele fez outro shirtless pra lá de digno).
Laura Dern também foi lá pegar o seu pela advogada de História de Casamento.



Joaquin Phoenix ganhou pelo trabalho incrível dele como Coringa. Joaquin fez um discurso longo, todo engajado.

Renee Zewellger ganhou seu segundo Oscar por Judy. O filme é chato mas ela está realmente muito bem e canta.

E Parasita foi a estrela da noite. Mais do que merecido. Foi o melhor filme que vi ano passado. Estava concorrendo a 6 Oscars e ganhou 4.

2 de 4


Ganhou Filme Internacional, Bong Joon Ho foi o Melhor Diretor e no fim das mãos de Jane Fonda (que foi com vestido de 2014 e casaco de ser presa) o Oscar de Melhor Filme.



E esse foi o Oscar 2020. Nos meus pitacos coloquei 1917 (esqueci de escrever um post sobre esse filme) como vencedor mesmo torcendo por Parasita. Não achava que os votantes da academia dariam premio de melhor filme para um filme falado em outra língua que não inglês. Ainda bem que errei.

16.1.20

+ Filmes

Três filmes concorrendo no Oscar.

Jojo Rabbit

Filme do Taika Watiti que também dirigiu os ótimos What We Do In The Shadows, Hunt for The Wilder People e o melhor dos Thors: Thor Ragnarok.

É sobre um menino que faz parte da juventude hitlerista durante a segunda guerra. Ele participa de uma espécie de acampamento para jovens nazistas e lá ele aprendem que judeus são monstros. Monstros com chifres e rabos. Jojo (o menino) tem um amigo imaginário que é ninguém menos que Hitler himself.

Acontece que Jojo vai descobrir que as coisas na vida não são bem como a galera da colonia de férias nazista diz que é. Que a vida tem beleza e terror.

Esse filme é fofo, tem muita rapidez nos diálogos, que se piscar você não pega, e emociona.

A Tia Helô gostaria do menino Jojo e do Yorki, o melhor amigo do Jojo (sem ser imagináro). 215 "Ai, Jesus!" para Hitler dançando.

Esse filme concorre a 6 Oscars: Filme, Roteiro Adaptado, Atriz Coadjuvante (Scarlett Johasson), Figurino, Design de Produção e Edição.

(e, como falei do post do TIFF, o vencedor do Festival de Toronto sempre é indicado ao Oscar de Melhor Filme)


Adoráveis Mulheres

Little Women é uma história mais do que conhecida. O livro é de 1868 e já teve 4 adaptações para o cinema (incluindo essa) e mais algumas para TV.

É a história das irmãs March no período da Guerra Civil americana, e depois quando Jo March tenta ser escritora em NYC.

O livro é semi autobiografico, baseado na vida da própria Louisa May Alcott. Estive na casa dela em Concord e fiz o tour guiado.

Greta Gerwig fez um trabalho incrível nesse filme. Ela foi fiel ao livro e a vida da Louisa May Alcott, ao mesmo tempo que deixou a história contemporânea. A Saoirse Ronan como Jo March está excelente, Emma Watson é a irmã mais velha, Eliza Scanlen é Beth e a ótima Florence Pugh faz a irmã mais nova Amy. O vizinho amigo (e interesse amoroso) é o Timotheé Chalamet.

Gostei muito desse filme. Só duas coisas me incomodaram um pouco: Florence Pugh faz a Amy de 13 anos e de 20 anos, só que ela quando tem 13 anos fica parecendo uma adulta fazendo uma criança, mas ela adulta é sensacional. A outra coisa foi o menino Timotheé que os anos passam no filme e ele continua com cara de criancinha perdida, mas tem uma cena com a Saoirse Ronan que é ótima.

A Tia Helô gostaria de ver as meninas March tão bem representadas. 21 "Ai, Jesus!" para o professor Friedrich, esse comeu croissant de primeira quando criança na França.

Concorre a 6 Oscars: Filme, Atriz (Saoirse Ronan), Atriz Coadjuvante (Florence Pugh), Roteiro Adaptado, Figurino e Trilha Sonora Original. Achei que Greta Gerwig merecia estar na categoria Direção.


O Farol

Um filme sobre dois homens que vão tomar conta de um farol. Eles tem que ficar lá por um mês. Só os dois numa ilha. No meio de uma tempestade.

Conhecemos a rotina dos dois e aos poucos acompanhamos como a loucura vai se instalando. A comida acaba, só sobra bebida. O mais novo sente que o mais velho não o deixa fazer nada além do básico. O mais velho acha que o mais novo que tomar seu lugar e os dois brigam pela luz do farol.

Robert Pattinson (que só chamo de Vampirinho) está ótimo nesse filme, o Willem Dafoe também. O que me tirou um pouco desse filme é o diálogo teatral que me cansa demais e no meio do monólogo do Willem Dafoe eu já estava pensando se precisava lavar roupa, se tinha desligado o ventilador quando saí de casa....

A Tia Helô iria achar esse filme muito louco. 519 "Ai, Jesus!" para as gaivotas.

Esse filme concorre a um Oscar: Fotografia. E merece. É todo em preto e branco e tem uma iluminação maravilhosa.

14.1.20

+Filmes

Três filmes em francês.

Atlantics

Filme do Senegal (está na Netflix) que conta a história de um casal jovem. Soulemain trabalha em obras mas não recebe mais o salário e decide se refugiar em outro país, e para isso vai num barco com outros colegas. Ada está de casamento marcado com um jovem rico mas ela gosta mesmo é do Soulemain.

O barco com Soulemain e colegas some, Ada casa mas no dia do casamento sua cama pega fogo e alguém diz que viu Soulemain.

Para resolver o mistério entra em cena um policial que não está bem de saúde e acha que Ada é a culpada pelo incêndio.

Gostei desse filme, nunca tinha visto nada do Senegal.

A Tia Helô diria 612 "Ai, Jesus!" para cada vez que Ada olha no espelho do bar.


Retrato de Uma Jovem Em Chamas

A história é sobre Marianne que é uma pintora (numa época que poucas mulheres eram) e é contratada para pintar o retrato de Heloise.

A mãe da Heloise quer mandar o retrato da filha para um pretendente e Heloise se recusa a posar porque ela não quer casar, ela quer ser freira.

Então Marianne tem que dizer que está lá para ser acompanhante de Heloise em suas caminhadas e a noite tem que pintar de memória.

Esse filme é lindo. Cada frame é como se fosse uma pintura, inclusive parece ser iluminado como nos quadros dos pintores holandeses. A diretora desse filme merecia uma indicação a qualquer prêmio, a fotografia é primorosa.

até o cartaz é lindo

A cena final é maravilhosa. A Tia Helô gostaria da Heloise mas diria 428 "Ai, Jesus!" para cada caminhada na beira do desfiladeiro.

Não sei porque a França não indicou esse filme como seu representante no Oscar.


Synonyms

Esse filme ganhou o Urso de Ouro em Berlim (2019). É sobre um rapaz israelense que quer de todo jeito ser francês. Ele chega em Paris e no primeiro lugar que fica tem suas coisas roubadas enquanto toma banho.

Sim, o início desse filme é quase o Homem Nu. Ele é ajudado por um casal que mora no apartamento vizinho e segue a vida tentando arranjar emprego.

Ele se recusa a falar em sua língua mãe e só fala francês o filme inteiro. Quando fala com seu pai no telefone (que não entende francês) ele fala inglês.

A idéia desse filme é boa, é sobre cultura e língua materna, mas confesso que achei tudo confuso. A trilha sonora é boa.

Tia Helô não pararia de dizer "Ai, Jesus!", a berinjela do moço está presente nos primeiros 10 minutos de filme.

12.1.20

+ Filmes

Filmes que vi ainda em 2019.

The Farewell

Esse filme conta a história de Billi, uma chinesa que mora desde criança nos USA e resiste a idéia da família de não contar para a avó que ela tem uma doença terminal.

O que a família faz? Eles organizam um casamento do primo para que a família se reúna na China para se despedir da vózinha.

O filme é quase todo falado em madarim, tem planos abertos em momentos chave, a vó é ótima e a Billi tem que rever seus conceitos.

Gostei muito desse filme.

A Tia Helô teria gostado da Vó. 31 "Ai, Jesus!" para aquela festa de casamento do primo.


Knives Out 

Esse filme em português saiu com o título ridículo Entre Facas e Segredos, mas é um filme ótimo.

É daqueles filmes de detetive que acontece um crime e ninguém sabe quem foi o culpado.

O patriarca da família Thrombey aparece morto depois de uma reunião de família. A polícia diz que foi suicídio mas alguém contratou o detetive particular Benoit Blanc para investigar o que realmente aconteceu.

Daí para frente o elenco faz sua parte e é tudo muito divertido. A Ana de Armas que faz a enfermeira do morto está ótima!

E tem Chris Evans vestindo uns sweaters maravilhosos.

A Tia Helô iria gostar da bisavó dessa família. 412 "Ai, Jesus!" para quem não consegue mentir nesse filme.


Uncut Gems

Um filme que não é do Adam Sandler com o Adam Sandler e ele está ótimo.

É um drama sobre um comerciante de jóias que gosta de fazer apostas com dinheiro que ele não tem. Ele descobre uma pedra preciosa ainda em estado bruto que ele pretende vender por um milhão de doletas. No meio do caminho ele se mete em muitas confusões, perde dinheiro, apanha, recupera dinheiro, problemas com a família, e por aí vai.

É um filme que não deixa você relaxar nenhum momento, as pessoas falam gritando o tempo todo. Não simpatizei com o problema do personagem do Adam Sandler mas gostei do filme.

A Tia Helô diria 613 "Ai, Jesus!" pra que tanta gritaria???

10.1.20

Jalapão (2)

O terceiro dia no Jalapão começou de madrugada. As 3:30 já estavamos saindo da pousada em Mateiros para o início da trilha da Serra do Espirito Santo.

Sim, subimos no escuro. Não é uma trilha difícil, mas é muito íngreme e as vezes é preciso subir pedras maiores. Tem um tipo de corrimão ao longo da trilha que ajuda muito na subida e na descida.


Chegamos no alto ainda escuro, se não fosse a lanterna não veria um palmo na frente. Sentamos e esperamos o sol nascer. O sol nasceu atrás da nuvens mas a claridade aparecendo nos paredões verdes  da serra foi lindo.


Voltamos para Mateiros para comer, descansar um pouco e já sair para a Cachoeira da Formiga. Nessa cachoeira dava para tomar banho. E que delícia! Quando chegamos tinha algumas pessoas, depois encheu mais, mas sempre dava para achar um espaço para sentir a força da água.


Da cachoeira fomos para o primeiro fervedouro.

Fervedouro é uma nascente de um rio subterrâneo que não tem espaço para uma vazão natural e aí forma uma piscina natural.

Acontece que quando vc pisa na areia vc afunda e ao mesmo tempo é empurrada de volta. E no fervedouro você sempre bóia.


No fervedouro só pode entrar em grupos de 10 pessoas e a duração do banho varia entre 15 e 20 minutos (e tem uma pessoa controlando o tempo).


Almoçamos e fomos para o segundo fervedouro (Buriti). O primeiro fervedouro (Macaúbas) era mais raso e dava para sentir os efeitos da ressurgência melhor. O segundo fervedouro era mais fundo e um pouco maior.



Depois de tanto boiar voltamos para Mateiros e fomos para a festa do reveillon (que foi muito animada).

No último dia fomos ao terceiro fervedouro (Bela Vista), e nesse tinha uma plataforma para tirar fotos do alto, era maior que os outros dois e mais fundo também.


De lá pegamos a estrada de volta para Palmas e no meio do caminho paramos para ver a Serra da Catedral.



Com banho de lagoa, rio, cachoeira, chuva e fervedouro, terminei 2019 e comecei 2020.


Jalapão (1)