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6.5.17

Colonia del Sacramento

calle de los suspiros

De Montevidéu fomos até Colonia del Sacramento, uma cidadezinha que foi colônia portuguesa e hoje é patrimônio da UNESCO. Fica a 2 horas e meia de ônibus da capital uruguaia e nós passamos a noite lá.

flores de outono
plaza mayor
casa histórica portuguesa

Colonia é cidade fofa, com ruas arborizadas que no outono estavam douradas e com um centro histórico pequeno mas charmoso.



São ruas de pedras, algumas praças, um farol, algumas ruínas e mais um calçadão beira rio com um por do sol muito bonito.



A Calle de Los Suspiros é a atração do centro histórico com as casas mais antigas e a rua clássica de pedras (pé-de-moleque, mas as pedras não são tão grandes como em Paraty ou Tiradentes).


Do outro lado do Rio de la Plata dá para ver os prédios de Buenos Aires, tanto que para capital argentina é só uma hora de barco.

olha buenos aires ali do outro lado!


No centro histórico tem muitos restaurantes e a noite, depois que a maioria dos turistas que passam o dia vão embora, a cidade fica tranquila e dá para aproveitar melhor.

las chicas e um carro antigo (tem vários pela cidade)

4.5.17

Montevidéu


céu azul celeste igual a bandeira

Como não conhecia o Uruguai (mas estava na minha lista) aproveitei que as amigas me chamaram e fui.


Primeiro fomos para Montevidéu. Cidade tranquila, com ruas e avenidas largas e tem um beira rio urbanizado muito bonito.

Esse calçadão a beira do Rio de la Plata, os locais chamam de Rambla, vai de Carrasco até a Cidade Velha deve ter uns 20 km. Andei a pé e de bicicleta por lá e é uma delícia. Os uruguaios andam, se exercitam e bebem (muito) mate a beira rio.

por do sol no rio de la plata

de bike na rambla

Fui no Estádio Centenário, que foi estádio da primeira copa do mundo em 1930. O estádio é todo em art deco e dentro tem um museu do futebol. A maior parte do museu é dedicada as conquistas do Uruguai e claro que tem uma área dedicada a copa de 1950.

uma réplica da jules rimet

Andei pelo Parque Batlle, que é o parque onde fica o estádio e outras instalações esportivas (pista de corrida, velódromo). É onde muitos dog walkers (passeadores de cachorros?) levam seus clientes para passear e também onde as auto escolas fazem aulas. Gostaria de ter aproveitado mais o parque mas pegamos uma infestação de mosquitos na cidade que era impossível ficar perto de grama ou árvore.

mosquitos não incomodam os cachorros

Eu ia andar do Parque Batlle até a Plaza da Independência pela Av. 18 de Julho, que é bem conhecida pelo comércio. Ainda bem que desisti porque essa avenida é enorme (eram quase 4km de caminhada), mas acabei vendo tudo do taxi.

A Plaza Independencia é o ponto de entrada da Cidade Velha, lá fica a estátua do General Artigas, embaixo tem o masoléu dele, em volta tem alguns prédios do governo e o famoso Palácio Salvo, que até 1935 foi o edifício mais alto da America do Sul.

general artigas e palácio salvo
las chicas

A Cidade Velha tem uma porta de entrada que é o que resta da muralha. Existem 2 ruas de pedestres, a Sarandi e a Perez Castellano com várias lojas, livrarias, restaurantes, museus (eu vi 2 de arte e o Museu dos Andes que é sobre o acidente de avião dos jogadores de rugby) e algumas praças bonitinhas no caminho.

livraria mas puro verso

O Mercado do Porto é onde todos os turistas vão para comer carne, então fomos lá também. Carne excelente, mas a gente sai cheirando a churrasco.

dá para ver a fumaça do churrasco

No meio do caminho achei uma loja de chocolates com o nome sugestivo de Volveras a Mi. O chocolate era tão bom que voltei com as amigas lá para mais (elas disseram que o alfajor era maravilhoso).

chocolate gostoso e embalagem bonita

Nós fizemos um walking tour grátis pela cidade velha e foi bacana saber um pouco da história do país e como as coisas funcionam por lá.

Ficamos em Punta Carretas e em Pocitos. Ambos bairros perto da Rambla (beira rio), residenciais mas com muitos restaurantes, lojas e shoppings. O shopping de Punta Carretas inclusive foi um presídio e foi lá que o Mojica ficou preso.

parque rodó
punta carretas
pelas ruas de punta carretas
pocitos do alto

A cidade é muito boa, organizada, calma (nem o transito é intenso), bons restaurantes, tem ciclovias, as pessoas são educadas e os taxistas são honestos. Não andei de transporte público, me pareceu que cobre a cidade toda mas é só ônibus, não tem metrô.



PS. O que mais me impressionou foi a relação dos uruguaios com o mate. Eles não largam a garrafa térmica nem a cuia por nada. É o tempo todo, andando na Rambla, sentados na praça, fazendo compras no shopping.... e por aí vai. Os braços deles nem devem mais esticar. (Provavelmente no sul do Brasil deve ser assim também.)

9.12.13

San Martin de los Andes, Villa la Angostura e Bariloche

De Puerto Varas atravessamos a fronteira mais uma vez para o lado argentino da Patagônia. A paisagem muda quase que instantaneamente depois que passamos pelo lado chileno da fronteira. Os resquícios da erupção do Vulcão Puyehue, em 2011, ainda estão lá: arvores queimadas e muitas cinzas no chão e nas montanhas (trágico, mas bonito). O vulcão é no Chile, mas o estrago foi na Argentina. De novo o sol apareceu e ficou mais quentinho. A Patagônia Argentina tem mais charme.


Nós íamos direto para San Martin de Los Andes, mas, mais uma vez tivemos que ir atras de combustível. De Puerto Varas até Vila La Angostura só tinha um posto e esse estava sem luz, então as bombas não estavam funcionando.


Tanque cheio e guloseimas compradas no supermercado, seguimos numa estrada belíssima (metade de asfalto e metade de ripio) até San Martin De Los Andes.

san martin, entre o lago e a montanha

(Em Boston dividi o quarto com duas argentinas que me disseram que eu precisava conhecer San Martin, então fui né?)

centrinho de san martin
beira lago de san martin
barcos em san martin

San Martin é um vilarejo que fica na beira do Lago Lácar e na rota dos sete lagos. A cidadezinha tem todo aquele clima de vila de esqui com muitas lojas, restaurantes e pousadas. Nós ficamos numa pousada ótima e o dono, o simpático Fernando, nos deu a dica de ir por uma outra estrada até Bariloche.

rio na estrada alternativa

Bariloche é grande. E é decadente. Em algum ponto deve ter sido uma vila fofa como San Martin, mas cresceu sem muita direção. Talvez no inverno, coberta de neve, seja mais interessante. Almoçamos lá, comemos chocolate (óbvio!) e fomos fazer o circuito chico, um passeio fora da cidade que dá uma volta pelo lado menor do lago.

praça em bariloche
fazendo o circuito chico
muito vento no lago nahuel huapi

De Bariloche fomos para Vila La Angostura, dessa vez para ficar uma noite. A rua principal da vila é também a estrada e única rua asfaltada. Ainda assim é bonitinha com lojas e restaurantes. O centrinho da vila não fica perto do Lago Nahuel Huapi, mas todas as atividades oferecidas (fora da época de esqui) se resumem ao lago.

essas flores amarelas só tem do lado
argentino
downtown vila la angostura


Na volta para o Chile pegamos a greve dos funcionários da imigração chilena e ficamos parados na fronteira por 2 horas. Tinha uma fila enorme de carros, onibus e caminhões. Fiquei impressionada com a rapidez com que passamos depois que abriram, não passamos nem meia hora para carimbar passaportes e olharem o carro.

E aqui termina essa ótima viagem. Next!