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5.3.19

Enquanto isso no Carnaval...

Esse ano não me dediquei ao carnaval. Quer dizer, depende do ponto de vista, não me dediquei a folia mas me dediquei ao feriado.

Ao contrário dos outros anos, não me animei nem para ir no pré-carnaval que esse ano foi bem animado em Fortaleza. Vi tudo pelos stories alheios. Na verdade nem gosto tanto assim de carnaval, mas gosto de ver as fantasias e fazer um people watching.

Fortaleza é ótima para quem quer tranquilidade e um pouco de carnaval. Se quiser carnaval todos os dias também tem. A cidade é na verdade um mar de tranquilidade com alguns oasis carnavalescos. O Centro Dragão do Mar sempre tinha algum bloco (esse ano não fui), o aterro da Praia de Iracema teve shows, a pracinha da Gentilândia tinha muita animação e alguns outros lugares.

E o que eu fiz esse ano? Fui na praia, li (um livro chamado Bad Blood que até farei book report), andei no calçadão, vi filmes, assisti DUAS escolas de samba na TV, dormi um bocado, vi os amigos nos carnavais em Recife, Rio e Salvador pelas redes sociais, e até saí do sofá e fui num bloco.

Peguei a minha fantasia caseira de BB-8 que, incrivelmente, ainda resiste e fui para folia. Fui no carnaval de rua da Vila Pita e foi bem animado. Lá tem um palco armado onde tocam DJs e bandas. Esse ano tinha quase o triplo de gente que tinha no ano passado e tinha bastante gente fantasiada. A fantasia mais usada esse ano foi de Lady Gaga e Bradley Cooper de Nasce Uma Estrela ou da cerimônia do Oscar. Shallow em ritmo de forró foi sucesso.

fantasia since 2016 (e volta ano que vem)

Foi isso: tranquilidade com uma pitada de folia.

6.11.18

A parada dos elefantes

Em 2007 e 2011 teve a Cow Parade aqui no Rio. É uma exposição de arte composta por esculturas de vacas que artistas usam sua criatividade para decorá-las e ficam expostas pela cidade.

Dessa vez são elefantes. E como são fofos.

As esculturas dos elefantes são no tamanho real de um elefante bebê. No fim da exposição os elefantes podem ser comprados ou são leiloados e o dinheiro vai para filantropia local.

Aqui estão alguns que já vi aqui na zona sul.





19.5.18

Royal Wedding

Assim como há 7 anos acordamos cedo para ver William e Kate casando, hoje foi o dia do Principe ruivinho mais querido de todos os tempos Harry casar com Meghan.




Então as 6 da manhã a tv já estava ligada com os convidados desfilando em Windsor chegando na igreja.

Um mix de gente que deixou tudo mais animado. Além do sangue azul de sempre, teve: Amal e George Clooney, o maravilhoso David Beckham e Victoria, Serena Williams, Elton John, Oprah e todo o elenco de Suits (a série que a Meghan fazia a Rachel).



Achei todos os vestidos leves e confortáveis e os chapéus estavam lá (alguns exagerados e outros discretos).

Rainha Elizabeth II foi com um vestido estampado e um casaco verde limão cobrindo. Ela pode.



Harry estava bonito com a farda (alerta maria batalhão) e a Meghan linda num Givenchy impecável.



A cerimônia foi diferente. Foi mais demorada do que a de Kate e William. Convidaram um reverendo americano que falou um bocado, teve um coral gospel ótimo cantando Stand By Me, e um rapaz tocando violoncelo lindamente.

A mãe da noiva deixou algumas pessoas emocionadas no twitter, mas quem roubou a cena mesmo foi esse garotinho.



Pois é, Principe Harry, agora Duque de Sussex, está definitivamente fora da pista.





Felicidades para o casal.

11.8.17

Nirvana e Punk Rock

Ontem fui ver a exposição sobre o Nirvana e o Punk Rock que está no Museu Histórico Nacional.


É uma exposição sobre a influência do Punk Rock em uma banda como o Nirvana. Se você escutou nirvana alguma vez na vida sabe que a raiz do punk está lá.

in utero
Kurt Cobain e cia escutavam muito Punk Rock e outras coisas também (Dave Grohl é fã de Beatles) que influenciaram as músicas do Nirvana em sua curta carreira.


Mas a exposição não concentra só no Nirvana, claro que a banda é o principal (videos, fotos e memorablia), mas tem uma boa parte dedicada a outras bandas da era grunge e até a Sub Pop uma gravadora de Seattle que pegou todo esse pessoal em início de carreira.


Não é uma exposição grande mas é bem feita. Tem estações interativas para ver videos sobre o assunto e outras para escutar músicas - essas são as melhores.



No fim tem um lugar onde você faz um video cantando e dançando (se quiser) uma música do Nirvana que depois passa num telão para todo mundo ver. E tem uns cenários montados que dá para tirar fotos como se fosse capa de disco ou participando de algum video.

claro que fiz uma foto nevermind

Eu gostei dessa exposição, passei um tempão escutando música. Tinha uma estação de punk rock e bandas underground (algumas eu conhecia bem outras não), outra estação era de bandas do Noroeste dos EUA (achava que conhecia muitas bandas dessa região mas vi que não, que sou quase Jon Snow nesse assunto e tem muita banda boa para conhecer), uma estação era só das principais bandas do movimento grunge e a última estação era de bandas pós anos do grunge.

adoro essa capa (e título) desse
album do mudhoney

Depois andei pela ótima exposição permanente do Museu Histórico Nacional, sempre vale a pena.

Essa exposição fica em cartaz até o próximo domingo.


(aqui no blog já analisei Lithium do Nirvana e In Hiding do Pearl Jam)

10.1.17

Spectacles

O Snapchat lançou ano passado óculos escuros com camera que faz snaps de 10 segundos.



Não só são óculos escuros bacanas como os videos feitos são circulares.

O que é um video circular? É um video que no celular dá para ver tanto na posição vertical quanto horizontal. Você pode virar o telefone que a imagem acompanha.

O video circular só funciona no Snapchat, mas dá para postar em outras redes sociais (fica com um frame redondo).



Desde quando lançaram fiquei com vontade de ter um porque faço muitos snaps andando de bicicleta e na rua. Tirar o telefone do bolso em muitos lugares não é uma boa ideia (nem pedalar com uma mão e filmando com a outra) então esses óculos facilitariam a produção de snaps.

Vi algumas pessoas fazendo videos com os óculos e gostei, especialmente o pessoal que anda de skate.

Acontece que comprar um desses não é fácil, só está a venda em uma loja em NYC e algumas pop ups que aparecem pelos Estados Unidos e só divulgam no dia. Aqui no Brasil não vai aparecer tão cedo. Sem contar as filas, porque americano adora uma fila. E aí como faz? Fui no Ebay e achei um cara que estava vendendo por um preço razoável, pouca coisa acima do preço original (129 obamas) e comprei. Chegou em 2 semanas.

Para filmar é só apertar o botão do lado esquerdo, a luz acende (para os outros saberem que está filmando) e pronto. Os snaps vão para o telefone por bluetooth e depois é só editar e colocar no feed do Snapchat.

Os óculos carregam dentro da caixa que vem ou diretamente com o cabo. E ainda vem uma flanela formato fantasma para limpar as lentes.




Quem quiser ver os meus snaps: kmarselle.

E sim, isso é muito Black Mirror.

8.7.16

Protegendo a cabeça

Quando troquei de bicicleta também decidi trocar de capacete. O meu capacete antigo era daqueles de ciclismo que acho horroroso. Como não pedalo em velocidades que preciso de apetrechos aerodinâmicos fui atrás de uma coisa mais bacana.

Achei lindos os capacetes da Nutcase mas continuei procurando. Um dia passeando no Kickstarter achei um projeto de capacete interessante e comprei.

Foi a segunda vez que fiz uma compra no Kickstarter e valeu a pena (a primeira foi um suporte de notebook). Os donos do projeto sempre mandavam e-mails informando em que passo estava o processo, fizeram várias pesquisas e mesmo atrasando mais de 6 meses a entrega não me importei.

Nesse meio tempo ganhei um capacete de skate, mas protege a cabeça do mesmo jeito e é bem mais bonito do que os de ciclismo. Esse capacete é amarelo e ótimo para os motoristas verem de longe. Tem gente que me reconhece pelo capacete amarelo.

O capacete novo da Thousand é azul escuro mas é moderninho, tem um detalhe que acho que valeu a compra. Tem um buraco do capacete para prender junto com a bicicleta e não ter que ficar carregando por aí.




Pelo atraso ainda mandaram uma bolsa e uma campainha nova para a bike.




Vai ser meu capacete carioca. 

17.4.16

E o Snapchat?

Baixei o Snapchat no telefone em setembro de 2013 depois que uns americanos num jogo de baseball em Boston me explicaram melhor como funcionava. No início não usei muito mas olhava alguns que os amigos de arquibancada tinham me indicado. Depois que o Snapchat fez algumas mudanças e atualizações vi como poderia ser divertido passei a usar mais.

É uma app para pessoas desapegadas, de fotos e videos e de aparência, já que tudo no snapchat é muito aqui e agora. A comunicação é rápida e ágil, os videos e fotos não passam de 10 segundos e não ficam mais do que 24 horas no ar. Não é a toa que é uma app para pessoas mais jovens (não só de idade).

Gosto de seguir alguns perfis de viagem, amigos e pessoas informativas e criativas. Gosto muito da sessão de notícias e dos lives que eles fazem de alguma cidade ou evento.

Inclusive tenho usado menos o Instagram. O Twitter ainda é a minha rede social favorita, a informação sempre chega lá primeiro. (O Facebook já não uso há muito tempo, passo lá uma vez por dia, rapidamente.)

No início desse ano comecei a seguir a thaynaraog no Snapchat porque alguém indicou e ela realmente é muito criativa e simpática. A Thaynara dominou o snapchat como poucos, criou bordões que caíram na boca do povo e ainda tem seu jeito único de dar um zoom. Em muito pouco tempo ela ficou famosa de um jeito que só uma minoria consegue.

Ela passou de receber presentes que eram brincadeiras a ter empresas mandando coisas grátis (como ela chama) e convidando para eventos. Tudo isso em uns dois meses. É muito rápido.

Ontem a Thaynara passou por Fortaleza no fim do seu tour que começou no Rio de Janeiro (ela foi no programa da Fátima Bernardes). Ela ia aparecer num dos shoppings locais e fui lá ver a comoção. Fiquei im-pres-sionada com os gritos das pessoas (meninas, mulheres, rapazes, crianças). Parecia que a Thaynara era uma boy band.

pessoas esperando thaynaraog


As pessoas que não sabiam o que é snapchat perguntavam "Que cantor vem aí?".

A Thaynara é bonita, carismática, criativa, ela certamente é um caso de estudo na área de comunicação (acho que ela é a primeira pessoa, no Brasil, que ficou famosa a partir do snapchat). O que me deixa curiosa é acontecimento social provocado pelos fãs. Por que as pessoas escolhem um ídolo (que pode ser cantor/ator/banda/subcelebridade) e vão no aeroporto, no hotel, levam presentes, gritam no meio da rua, etc? Querem pegar, tirar foto (mesmo que de longe), se destacar de alguma forma para chamar atenção daquele alvo daquela pessoa.

Não sei se a fama da Thaynara vai ser efêmera, se ela vai manter, se ela vai fazer alguma coisa completamente diferente ou até se vai aparecer uma nova app para as pessoas interagirem de outra forma, mas acho importante ficar atenta a essas novidades e mudanças.

O Snapchat mostrou que a comunicação pode ser diferente e eficiente. Claro que não é uma rede social para todos, tem gente que nunca vai conseguir usar (assim como tem gente que nunca entendeu o Twitter), mas é importante saber que existe.

(para quem quiser me seguir no snapchat: kmarselle)

23.1.16

Momento Arts and Crafts

Como fazer uma fantasia do BB 8.

Eu não sou muito de carnaval mas gosto de ver as pessoas fantasiadas e gosto de quem se dedica a fantasia. Ano passado fui num bloco de carnaval aqui em Fortaleza onde todas as pessoas estavam fantasiadas e achei divertido. Fantasias criativas e inusitadas.

Então esse ano decidi ir nesse bloco outra vez e queria ir fantasiada. Mas de que?

(Geek mode: ON)

Lembrei que ano passado tinha um grupo fantasiado de Star Wars mas as fantasias eram todas caseiras e o grupo se chamava Istá Uós. Aí decidi que queria ser o android BB 8 e fui atrás de saber como fazer essa fantasia.

Depois de passear pelo google e youtube decidi unir duas técnicas que vi online. Uma era fazer a cabeça de isopor e a outra era pintar uma camiseta. Assim eu teria uma fantasia reconhecível, leve, confortável e barata.

Coloquei o pedaços do processo no snapchat e algumas pessoas perguntaram como fiz, então vamos lá:

O Capacete:

1. Comprei uma bola de isopor tamanho grande, dessas que usam para fazer o sol em trabalho escolar sobre o sistema solar, que a metade cabe numa cabeça.



Uma bola dá para fazer 2 cabeças de BB 8 ou uma do BB 8 e uma do R2D2.

2- Pintei uma metade com tinta branca (tinta de parede a base de água que tinha aqui em casa) e a outra metade de cinza (também com tinta que tinha aqui junto com um pó metálico). É mais fácil desenhar e pintar na tinta de parede seca do que direto no isopor.



3- Depois que a tinta secou desenhei com um lápis os contornos (usei alguns potes de plástico redondos e fita crepe para ajudar).



4- Com 2 tampas de plástico (de creme e de shampoo) fiz as lentes. Pintei de preto com caneta de CD e colei no isopor com cola branca.



5- Passei caneta preta nos contornos e pintei de laranja com tinta acrílica de tecido (aproveitando a tinta que comprei para pintar a camiseta) e a parte cinza com a tinta de parede que usei para pintar o outro capacete.




A Camiseta

1- Peguei uma camiseta branca de algodão no armário (tenho muitas).

2- Imprimi desenhos num papel A4. (peguei nesse site e fiz algumas adaptações)



3- Comprei tinta laranja e prateada e uma caneta preta para tecido. Pintar tecido é difícil. Tive que dar um jeito de manter a camiseta esticada e não foi fácil.



4- Coloquei o desenho embaixo e tracei por cima na camiseta. Primeiro com um lápis e depois com uma caneta de tecido preta.



5- Tem que pintar uma bola de cada vez e esperar secar antes de fazer outra. Não esquecer de colocar um papel embaixo do lugar que vai pintar porque a tinta atravessa o tecido. Fiz essa fantasia em 2 dias (demorou porque tive que esperar a tinta secar).




Para fazer o R2D2 é só repetir o processo (usando tinta azul e cinza).



O carnaval é em duas semanas, corre que dá tempo!


UPDATE: Ficou assim:


8.5.15

Flio

Ano passado tive dor nas costas e fiz algumas sessões RPG. A fisioterapeuta disse que eu deveria arranjar um suporte para o computador que deixasse a tela na altura dos olhos e que assim minha postura iria melhorar consideravelmente.

Ok, já que precisava fui ver o que tinha por aí. Procurei alguns mas achei tudo muito feio e pesado. Então, um dia, passeando pelo Kickstarter (adoro ver as inovações que tem por lá) vi o lançamento da campanha do Flio, um suporte de notebook (ou laptop) fino e desmontável, que cabia dentro da capinha junto com o computador.

Foi a primeira vez que apoiei um projeto desses de financiamento coletivo no Kickstarter. Isso foi em novembro do ano passado, a meta foi atingida em dezembro e tinham prometido enviar em janeiro. Confesso que já tinha esquecido quando mandaram um e-mail no início de abril dizendo que tinham enviado.

Chegou hoje. (Correios, né?)

A embalagem é simples e eficiente (já vem com as instruções impressas), o suporte é realmente bem fino, leve e elegante. De cara já vi que a tela na altura do olho melhora muito a postura e é até melhor de digitar com o teclado inclinado.

Foi um bom investimento.

desmontado e montado


2.4.15

Um pouco de chocolate e alguns ovinhos

Chegou a época do ano que ninguém consegue andar pelo supermercado sem passar pelos corredores de ovos de páscoa. Esse ano achei todos muito caros e decidi comprar umas barras mesmo já que o objetivo é comer chocolate.

Aproveitei e pintei alguns ovinhos. Não chega a ser uma tradição, não faço todo ano, da última vez até fiz um post explicando passo a passo como faz, mas sempre que faço acho divertido.

A inspiração dessa vez foi: Star Wars, caveiras mexicanas e o Capitão America.


7.2.15

Pedalando

Em 2000 (isso mesmo, 15 anos atrás) vendi meu carro e comprei uma bicicleta. Durante um ano ia para quase todos os lugares perto de casa de bicicleta. Na época comprei uma mountain bike barata da sundown (uma genérica da caloi que nem sei se existe mais) que rodava bem e eu podia deixar ela amarrada em qualquer poste.

Pedalar em Fortaleza era muito mais perigoso do que hoje. Não tinha ciclovias, nem ciclofaixas, e os poucos ciclistas eram: atletas profissionais (ou fingindo ser) ou entregadores (isso na parte central da cidade porque na periferia sempre teve muitos ciclistas que foram trocando suas bicicletas por motos). Desisti de tomar susto todos os dias e voltei a usar o carro, não abandonei a bicicleta mas usava bem menos.

Felizmente hoje a cidade já está abraçando mais as bicicletas, as pessoas estão vendo que não vale a pena ficar preso no transito e o numero de ciclistas aumentou consideravelmente.

A minha sundown ainda está boa mas está velhinha, então decidi comprar uma nova. Escolhi uma urbana, sem barra no meio (que facilita andar de saia e vestido), simples mas muito confortável.

Chegou ontem, montei hoje e já saí pedalando.

com cestinha e capacete, claro.

31.12.14

Vem 2015!

Em 2014 foi difícil segurar o forninho, mas a vida é assim.

Então para entrar o ano novo com bastante groove aí vai uma das músicas mais gostosas de 2014 que não deixa ninguém ficar parado.

Beijo-tchau 2014.

Oi 2015, tudo bem?




(curiosidade: Michael Jackson escreveu essa música com o Paul Anka em 1983, mas foi barrada do Thriller. A versão solo do Michael Jackson é ótima, óbvio, mas gostei muito dessa atualizada com o Justin Timberlake.)

26.2.14

Na Ilha

Sou noveleira. Fato. Sempre acompanho pelo menos uma das novelas, até as ruins. Acontece que Em família eu não estou conseguindo, não me apeguei a ninguém, os diálogos são péssimos, os atores afetados, nenhum personagem é carismático, não tem vilão digno, etc.

Já fiz aqui no blog (com ajuda de amigos) um esboço de trama baseado em outra novela do Manuel Carlos (Páginas da Vida) que tem o título de A Escolha, então agora vou fazer outro que se chamará Em Família: Na Ilha.

Aguardo contribuições.

Para manter a tradição a personagem principal se chamará Heloisa, ou melhor, Heloise já que a ação passa numa ilha na Escandinávia (para ter a dificuldade do clima, morar em ilha tropical é fácil).

Heloise é uma mulher do mundo, cosmopolita, executiva de uma multinacional, morou em várias cidades, Londres, NYC, Madrid, São Paulo, etc. Quando estava numa temporada em Copenhague, conheceu o Lars e se apaixonou. Ali ela decidiu que "chega dessa vida de globetrotter e vou seguir com meu amor.". Ela tinha dinheiro suficiente guardado e resolveu experimentar um novo modo de vida.

O Lars é um enfermeiro que cuida de idosos e pessoas com deficiência física. Ele estava fazendo um curso na capital, mas era de uma ilha no norte da Dinamarca. Para chegar até a ilha: 2 horas de trem mais uma hora de balsa até uma ilha maior e mais meia hora num barquinho até a ilha onde morava a família dele. Como é uma ilha pequena, o número de habitantes é quase fixo: apenas 113, e muitos são parentes. A maior parte dos moradores é de pessoas acima dos 45 anos, crianças só nos feriados com visitas dos netos e jovens voltando da universidade. A escola da ilha fechou. O Lars era o único jovem que ainda morava na ilha (e mesmo assim já estava nos 30 e muitos).

Não tem casas para alugar nem comprar, tem que esperar alguém morrer. Assim que chegou na ilha Heloise morou com a sogra, mas a gente sabe que isso não dá muito certo, então ela comprou um veleiro que ficava ancorado e ali era o seu lar.

O veleiro era útil para quando eles queriam ir até a capital, mas era apertado para o dia a dia, e Heloise as vezes se sentia confinada. Queria mesmo era morar numa casa com janelas e não escotilhas.

Anyway, o Lars trabalhava no esquema de rotação: 15 dias com o paciente (em outra ilha) e 15 dias em casa. No início era tudo novidade para Heloise, mas depois de 2 meses ela já estava se coçando para agitar alguma coisa na ilha. Quando o inverno chegou os dias se arrastavam numa paisagem branca. Os moradores eram muito resistentes a qualquer mudança (ou melhoria) e não gostavam muito da Heloise, apenas poucos simpatizavam com ela. A sogra não ia muito com a cara da Heloise porque ela e o Lars decidiram não ter filhos e a sogra queria ser vovó.

Um dia um dos moradores, primo da sogra, aparece morto. Kaput dentro de casa. O corpo foi para a geladeira até que o filho lindão do defunto, que mora na Noruega, resolvesse quando ia fazer o enterro. Nesse meio tempo a Heloise já fez sua proposta para a compra da casa, ela não via a hora de dormir numa cama que não balançava e a casa tinha um terreno enorme, bonito, cheio de arvores e nem dava para ver o vizinho mais próximo. Andres, o filho do morto, vendeu a casa, afinal ele já tinha feito sua base em Oslo.

Heloise já estava encaixotando seus pertences quando chegou a notícia na ilha que Andres tinha pedido para fazerem uma autópsia antes do enterro. Segundo ele, seu pai era muito forte e dificilmente teria um enfarte. Na demora para o exame sair, Heloise e Lars se mudaram para seu novo lar.

Três meses depois (até na Dinamarca o processo é lento) saiu o resultado da autópsia. Envenenamento.

A ilha não tinha nem delegacia, só um homem que servia de policial local, os escandinavos são muito civilizados (até que...). Os moradores não demoraram a apontar seus dedinhos para Heloise, afinal ela era a novata no pedaço e tinha motivo.

E agora? Quem são os moradores da ilha? Quem matou o dono da casa? Heloise vai ter que voltar para o barco? Ela é inocente? Lars é muito apegado a mãe? Andres pode ser um novo interesse amoroso para Heloise? Ou amor antigo do Lars? Quem vai investigar esse crime? Será que outras pessoas morreram envenenadas e passou como causas naturais? Serial killer? Como fica reunião do book club que estava lendo O Homem Que não Amava as Mulheres?

Quem quiser dar pitaco e melhorar essa história é só deixar aí nos comentários. Ou manda um email.

28.8.13

Letras pequenas

Com a idade a gente ganha experiência, mas perde outras coisas. Uma das piores, para mim, é essa coisa de não enxergar mais direito. As letrinhas vão ficando embaçadas e o braço não é comprido o suficiente para afastar o papel até uma leitura satisfatória. Ainda não preciso de óculos, mas meu dia de Mr. Magoo chegará.

Para o meu primo André já chegou. Nós estavamos no Jardim Botânico, paramos para um lanche e na mesa tinha aqueles pacotinhos de sal, açúcar e adoçante. No que o André me diz:

- Achei legal que no restaurante que fomos tinha pacotinho de parmesão.

- Parmesão???? Nunca vi.

Passaram alguns dias e ele me contou:

- Sabe aquele dia que fomos no Jardim Botânico? Pois é, fui pedir açúcar para o homem, ele me deu esse pacotinho e eu disse que isso era parmesão.

- HAHAHAHAHAHAHA!

- O homem fez uma cara de "esse aí é maluco" e eu não entendia porque. Esqueci de levar os óculos no restaurante e acabei lendo errado.

O pacotinho de premium parmesão era um desses:



(PS. meu primo mora em Londres e não relaciona essa marca com açúcar)