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18.4.20

Global Citizen Together at Home

Com o coronavirus solto pelo mundo quem pode ficar em casa deve ficar. O Global Citizen já faz um festival todo ano no Central Park com famosos para arrecadar doações.



Esse ano resolveram fazer um festival de lives, ou melhor, a live das lives do ano. Oito horas de lives de cantores, bandas, apresentadores e celebridades mostrando suas casas e dando o recado.

Uma espécie de Live Aid só que todo mundo em casa.

Começou 3 da tarde aqui no Brasil.

Teve um pouco de tudo.

Invejei o quintal da casa do Jack Black que tem trampolim, pista de skate e piscina. The Killers tinha uma camera ótima filmando, ficaram ótimos. Jennifer Hudson cantou Memory de Cats e não gritou, ficou bonito, e depois cantou Hallelluya com mais 3 pessoas fazendo coro. Hozier fez uma live chique, artistica e cantou Take Me To Church.

Os músicos clássicos, incluindo Yo Yo Ma, fizeram uma apresentação belíssima, cada um na sua casa.

Jessie J tem uma voz linda mas, como disse o Luiz, poderia ter músicas melhores.

Adam Lambert fez uma versão linda de Mad World do Tears for Fears.

O Tiger King lançou moda e vários artistas estavam com estampa de tigre.

E live com plantas é tendência.

O menino Charlie Puth tocou para milhões com o quarto desarrumado. Voz bonita mas aquela pilha de roupa em cima da cama desfeita tirou toda minha atenção.

Algumas bandas que não conhecia me deixaram curiosa, Picture This foi uma.

As nove da noite foi a vez dos headliners. Os apresentadores eram: Jimmy Kimmel, Jimmy Fallon e Stephen Colbert.

Lady Gaga começou cantando Smile, depois veio Stevie Wonder cantando Lean on Me. Sir Paul McCartney fez video na vertical e Sir Elton John is Still Standing.

Entre uma apresentação e outra alguns atores, artistas, celebridades e médicos falavam conscientizando, lembrando de lavar as mãos. As pessoas que trabalham na linha de frente eram mostradas, e todos os trabalhos voluntários.

O fofo do Shawn Mendes fez um dueto com Camila Cabello de It's a Wonderful World e ficou bem bonito. Na sequencia entrou Eddie Vedder cheio de velas e intensidade, acho que ele merecia duas musicas.

O Billie Joe Armstrong apareceu para cantar Wake Me Up When September Ends. Previsão?

Os Rolling Stones estavam cada um no seu quadrado, tocaram You Can't Always Get What You Want e ficou divertido.

John Legend tocou com seus grammys, emmys, tonys e oscar no fundo, cantou Stand By Me com o Sam Smith.

Teve Billie EilishZzzzzz e Taylor SwiftZzzzzzz e fechou com um quarteto de Lady Gaga, Celine Dion, Andrea Bocelli e um pianista que não lembro quem é.

No meio da live comecei um drinking game que a cada fundo com planta ou roupa com animal print valia um gole, se tivesse as duas tinha que beber tudo. O animal print foi dando lugar as velas mas planta teve até o fim.




4.4.19

Arctic Monkeys

Quando soube que Arctic Monkeys viria para o Lollapalooza cruzei os dedinhos para que eles também fizessem um show no Rio. Deu certo. Ontem fiz a viagem até o Parque Olímpico para ver essa banda inglesa que gosto muito e nunca tinha visto ao vivo.

Graças a Santa Olimpíada, o metrô até a Barra deixa tudo mais rápido e o BRT é quase um carro de F1 no transito intenso do bairro. Chegar na Jeunesse Arena foi fácil e rápido (já a volta foi uma novela mas falo disso depois).

A Arena é um espaço agradável, tem um ar condicionado tão potente que quase não suei pulando num show de rock. Tem muitos banheiros, lugares para comer e beber. E de qualquer lugar da pista você consegue ver muito bem o palco (se não tiver um cara de 2m na sua frente).

Mas vamos ao show de Alex Turner e cia.



O palco era bem simples e de acordo com o tema do disco novo: Tranquility Base Hotel and Casino, parecia um lobby de hotel hipster.

Alguns músicos com ternos bem cortados, o Alex Turner estava pronto para um tapete vermelho.

O show começou com uma das músicas que mais gosto do disco anterior, AM (2013) e já fiz um analisando dela: Do I Wanna Know. Ao vivo ficou ótima!

Tocaram várias desse disco (que é um dos meus favoritos): Snap Out Of It e R U Mine?, Why'd You Only call Me When you're High, Knee Socks e Arabella.

Também teve Library Pictures, Crying Lightning, Cornestone, Pretty Visitors,  505, Teddy Picker e Brainstorm, Dancing Shoes e o primeiro hit deles: I Bet You Look Good On The Dance Floor.

Do disco novo tocaram: One Point Perspective, Star Treatment, Four Stars Out Of Five, Tranquility Base Hotel + Casino e The Ultracheese.

O disco novo é bem diferente dos outros, a banda inovou no som. Sempre acho interessante quando fazem isso, pode dar certo ou não. No caso da Arctic Monkeys ao vivo deu muito certo, digo isso porque as vezes que escutei o disco achei um pouco lounge music mas ao vivo foi outra história, gostei bem mais.

A voz do Alex Turner é grave e gostosa e muito limpa. Ao vivo é impressionante.

Só senti falta de Fluorescent Adolescent, Fake Tales of San Francisco, Mardy Bum e When The Sun Goes Down.

Pela primeira vez fui num show que as pessoas não ficavam andando para lá e para cá no meio da apresentação, nada de empurra-empurra o tempo todo. Em compensação teve um grupinho que resolveu pular empurrando para formar uma roda e ter mais espaço, mas só durou uma música e os xóvens se acalmaram.

Na saída as coisas não foram tão suaves quanto na chegada. O BRT não passava mais, o metrô já estava fechado e a quantidade de pessoas pedindo uber era tão grande que os preços estavam exorbitantes. Então a solução foi ter calma, esperar e depois de mais de uma hora conseguimos voltar para casa por um preço razoável.

Ainda assim cheguei em casa com adrenalina do show. Valeu Arctic Monkeys!

15.11.18

MGMT no Circo Voador

Antes de vir para o Rio sempre olho que shows vão acontecer no Circo Voador porque quase sempre tem banda boa do projeto Queremos.

Já vi Alabama Shakes, Edward Sharpe and The Magnetic Zeros e Courtney Barnett. As vezes conheço bem a banda (Alabama Shakes), as vezes só conheço uma ou duas músicas da banda (Edward Sharpe) e acontece de não conhecer nada da banda ou artista se apresentando (foi o caso da Courtney Barnett) mas sempre acho ótimo conhecer sons novos, e ao vivo é a melhor maneira.

Dessa vez foi a MGMT, banda americana, da qual eu só conhecia o primeiro disco Oracular Spectacular, que gosto bastante, e fez sucesso nas rodas indies e hipsters em 2007/2008 com Kids e Eletric Feel.

O som deles é considerado pop psicodélico, whatever that means. Antes do show até escutei um pouco do disco novo Little Dark Age.

O engraçado é que a minha imagem deles sempre foi a da capa do Oracular Spectacular:


Então eu esperava um visual mais psicodélico e menos pop, mas o que vi no palco foram rapazes fofos e simpáticos que poderiam ser uma banda de garagem de adolescentes (estão todos na casa dos 30 com mais de 10 anos de estrada).


O show é bom. Os efeitos visuais nos telões eram muito bons e teve até um momento que colocaram uma bicicleta ergométrica para o vocalista pedalar e cantar, mas ele só cantou sentado nela (acho que a bicicleta não funcionou).


Tocaram todos os hits, as músicas do disco novo e voltaram para o bis. Algumas músicas ao vivo são bem melhores do que no disco (ficam mais animadas) e os fãs cantaram todas.

15.10.18

Franz Ferdinand no MADA

Quando analisei The Dark Of The Matinee da banda escocesa Franz Ferdinand disse que ia vê-los em um festival de música em Natal, o MADA.

O MADA acontece há 20 anos e essa foi a primeira vez que fui. Como disse no outro post, é raro uma banda como Franz Ferdinand vir tocar por essas bandas do nordeste, então eu e as amigas aproveitamos a oportunidade de vê-los e ainda ver outros shows de banda muito boas e conhecer algumas bandas e artistas novos.

Fomos para Natal. Na verdade fomos para Ponta Negra, que é uma das praias urbanas de Natal, e só saímos de lá para o estádio onde acontecia o festival.


Ponta Negra é bacana porque é quase que uma cidade de veraneio dentro de outra cidade. E é praia de surf. A variação da maré é tão grande que quando está alta não tem faixa de areia, mas quando está baixa e a areia aparece fica cheia de barracas.

alta
baixa
alta outra vez

Mas vamos ao festival e ao show.

Não é um festival grande mas estava cheio. Era dentro da Arena Dunas, o estádio da Copa 2014 de Natal, e os dois palcos mais a área para o público ocupavam só metade do campo. Foram dois dias de festival, mas só fomos no segundo.


Os palcos eram lado a lado que, acredito, facilitava a logistica já que as atrações eram alternadas, acabava uma e quase que instantaneamente começava a outra. O único porém foi que nos shows mais cheios o público aglomerava na frente do palco que tinha atração ficava um pouco apertado.

Chegamos e a banda tocando era Luisa e os Alquimistas que tinha músicas boas, eles fizeram uma versão reggae de Take My Breath Away. Depois no palco do lado entrou a Larissa Luz que fez uma apresentação performática boa. A seguir teve o Rincon Sapiência que era meio rap meio reggae meio funk meio samba, não sei definir, mas estava divertido.

Essas três bandas tinham uma coisa em comum: cantores, dois instrumentistas (guitarra ou percussão) e um computador que fazia o som base ou a bateria ou back vocals ou os efeitos especias da música. Talvez a tendência da música seja essa, mas sinto falta de todos os instrumentos no palco, acho que faz muita diferença.

Digo isso porque a próxima banda foi Francisco Del Hombre que veio com todos os instrumentos e uma energia que abalou estruturas. Para começar, quatro dos cinco integrantes entraram completamente nus com letras pintadas no peito formando a palavra LUTE. Vestiram suas cuecas e soutien (tem uma mulher na banda) e fizeram um show ótimo! O público pulou, cantou, gritou, fez roda, fez corredor, o guitarrista foi para a galera, e o suor foi coletivo.

O Franz Ferdinand veio nesse embalo e não deixou ninguém parado. Ô banda boa! Esse foi o terceiro show deles que fui e certamente irei a mais. Tocaram hits como Take Me Out, The Dark Of The Matinee, No You Girls, Do You Want To, Walk Away, Ulysses, Michael, Love Illumination, Stand on The Horizon e várias do disco novo: Always Ascending, Feel The Love Go, Paper Cages, Finally e Glimpse of Love. Terminou com This Fire que fez todo mundo pular e burn this city, burn this city!

o baixista bob hardy (que faltou na foto abaixo)

Quando acabou o show do Franz Ferdinand entrou BaianaSystem. Até queria gostar dessa banda mas foi um balde de água fria na animação deixada pelas outras duas. É outra banda que tem DJs, computadores, guitarristas e o cantor. As músicas são boas, é uma banda com atitude, mas fomos embora na metade do show querendo mais Franz Ferdinand e Francisco Del Hombre.

Para terminar essa ida a Natal da melhor maneira possível, no dia seguinte quando estavamos passando no raio-x do aeroporto os integrantes da Franz Ferdinand estavam na fila atrás de nós. Esperamos eles passarem pelo raio-x e fomos tietar, porque se não for para pedir foto no aeroporto eu nem vou.

Eles são muito simpáticos! Foi rápido mas falamos do show, eles acharam engraçado a banda antes tocar de cuecas, e foram uns queridos. Minha amiga disse que estava com dores nas pernas de tanto pular e Alex Kapranos disse que também estava quebrado. E cada uma tirou uma foto com a banda.

dino bardot, julien corrie, eu, alex kapranos e paul thomson
(faltou o baixista Bob Hardy)

Aguardo o line up do MADA 2019.


25.3.18

Red Hot Chili Peppers no Lollapalooza

Quando anunciaram as atrações do Lollapalooza ano passado e vi que teria Red Hot Chili Peppers decidi que não ia perder esse show de jeito nenhum. Anthony Kiedis é crush antigo.


O festival é muito bem organizado. É fácil de entrar, de sair, de ir ao banheiro, de comer e de beber (especialmente beber, tem vendedores de bebidas por todo o gramado). O sistema de pagar usando a pulseira é eficiente. É tudo montado dentro do autódromo de Interlagos e como o terreno é irregular fica até bom para ver os shows porque tem alguns morrinhos que dão uma boa vista para os palcos.

Tem atividades alternativas como uma roda gigante, tem espaço para descansar e até para brincar (tinha uns balanços espalhados).



Chegar lá foi uma viagem, 2 horas de trânsito, mas chegamos (São Paulo né gente?).

A única coisa que achei ruim foi como os palcos foram organizados e os horários dos shows. Eu queria ter visto o LCD Soundsystem que tocou em um dos palcos menores mas teria sido impossivel chegar a tempo de ver o RHCP desde o início, e como tinha prioridades fiquei logo na área do palco maior.

Consegui ver metade do show do Chance the Rapper e gostei.

Mas vamos ao que interessa: o show do RHCP.



O show foi parecido com o do Rock in Rio, que vi pela TV, com algumas músicas diferentes. A energia deles é incrível! Tocam como se não houvesse amanhã, tem pouquíssimas pausas e muitos jams entre Flea, Josh e Chad. Anthony Kiedis pula e dança direto, o Flea parece um adolescente em ebulição, Chad Smith arrasa na bateria e o guitarrista Josh Klinghoffer até cantou em português uma música do Jorge Ben Jor.

O set list foi maravilhoso, teve os maiores hits da banda (Californication, Under The Bridge, Otherside, By The Way, Can't Stop, Give It Away), músicas do disco mais recente (Dark Necessities, Goodbye Angels e Sick Love), tocaram Blood Sugar Sex Magik, Nevermind, Aeroplane, Snow, Rain Dance Maggie, Hump de Bump, e até a versão deles de Higher Ground do Stevie Wonder.

Do Top 10 que fiz dos videos da banda só não tocaram Dani California e Scar Tissue.

Fiz um amigo na platéia que sabia todas as músicas, cantamos e pulamos juntos o show inteiro.

Anthony Kiedis está inteiraço. Sustenta aquele bigodão como poucos, o shirtless foi só na última música e continua ótimo. (insira aqui uns 10 emojis com corações nos olhos)



Quando o show terminou queria ver tudo outra vez.

Volta logo Anthony Kiedis e cia! 

22.3.18

Pearl Jam


dessa vez fui na pista


Quando anunciaram as atrações do Lollapalooza em SP e vi que teria Red Hot Chili Peppers num dia AND Pearl Jam no outro eu já quis comprar os ingressos. Acontece que decidi esperar na esperança que os dois fizessem shows solo no Rio.

Gosto de festival, mas show só da banda é muito melhor.

O Red Hot Chili Peppers vai fazer só o Lolla, mas o Pearl Jam escutou os fãs e arranjou um espaço na agenda para fazer um show no Maracanã. Um beijo para Eddie Vedder e cia que vieram aqui e fizeram um show maravilhoso.

Verei Red Hot Chili Peppers no Lolla, mas isso fica para outro post.

Esse foi o terceiro show do Pearl Jam que fui e cada um é bem diferente. Eles sempre mudam o set list de um show para o outro e tem sempre músicas e covers variados.

No show de ontem a noite até tocaram In Hiding que eu nunca tinha escutado ao vivo (e já analisei essa música aqui no blog).

Já disse várias vezes que a voz do Eddie Vedder é mel nos meus ouvidos. Ele ainda tem muita energia e potência naquela voz. E ele é um dos melhores frontman de banda de todos os tempos. Falou português (lendo do papel, mas ele se esforça), chamou a platéia de linda e bebeu vinho. Fez menos estripulias do que no show de 2015 mas foi divertido e é sempre muito carismático.

a platéia participa


O show do Maracanã teve quase 3 horas de duração. Muita música boa, e quase todos os hits da banda. Começou com Release, teve Animal, Alive, Given To Fly, Better Man, Daughter, Wishlist (outra que nunca tinha escutado ao vivo), Even Flow, Jeremy, Courdroy, Porch, Do The Evolution, Elderly Woman e muitas outras. Acho que foram 30 músicas, sem exagero.

Acenderam as luzes mas eles continuaram tocando Rocking in the Free World do Neil Young. Teve até participação especial de Chad Smith e Josh Klinghoffer (baterista e guitarrista do Red Hot Chili Peppers). Chad Smith e Matt Cameron juntos na bateria: aí, sim!

(Matt Cameron estava com uma camisa homenageando Chris Cornell que faleceu ano passado)

Terminou com Yellow Ledbetter, como sempre.

Só faltou o Anthony Kiedis aparecer no palco junto com Eddie Vedder. Só de pensar nesses dois juntos....voz de um, shirtless do outro....deixa pra lá.

Volta logo Pearl Jam!

26.2.18

Foo Fighters e Queens of the Stone Age

As duas bandas se apresentaram ontem no Maracanã e, como nunca tinha visto nenhuma das duas ao vivo antes, fui.

Antes das duas teve uma banda nacional de São Paulo chamada Ego Kill Talent que tocava um rock pesado que deu para aquecer o público.



QOTSA (para facilitar) veio logo com uma música do disco novo deles, Villains, que tem uma pegada mais dançante (foi produzido pelo Mark Ronson e ficou ótimo).

Logo depois entraram nas guitarras pesadas e muita bateria. O Josh Homme é menos simpático ao vivo mas ele comanda bem o show. Gostei do baterista. Achava que não ia conhecer muitas música mas acabou que conhecia até bastante, e muitas do disco novo.

Só achei o fim do show meio abrupto: acabou a música e eles nem disseram tchau. E não teve volta no palco.



A Foo Fighters entrou por último com mais gente no estádio.

(Pausa para dizer que não encheu o Maracanã. Boa parte das arquibancadas superiores estava vazias -inclusive cobertas por plástico- foi onde fiquei quando fui no show do Pearl Jam lotado em 2015. Quando a arquibancada fica vazia faz um eco na parte de trás da pista que fica ruim de ver show ali, mas fiquei no meio da pista.)

Uma coisa vou dizer sobre essa banda: eles tem muita energia! Não é qualquer banda de quase cinquentões (ok, tem uns mais novos) que consegue tocar rock por 2 horas daquele jeito, naquela intensidade. E são divertidos.

Gosto muito do Dave Grohl, acho ele ótimo baterista, e hoje ele é um showman. Confesso que as vezes me pareceu que ele ensaiou para não parecer ensaiado mas parecia ensaiado. Deu para entender? De todo jeito ele comanda muito bem o show, faz gracinha, careta, balança a cabeça e tudo mais que tem direito.

Foi bom ver Pat Smear tocando, o outro guitarrista cantou uma música do Alice Cooper é foi simpático, e o cara dos teclados fez a dele. Tinha até backing vocals.

Mas a estrela dessa banda é o baterista Taylor Hawkins. Na verdade a estrela é o bromance entre Dave Grohl e Taylor Hawkins. Ele é tão o crush do Dave Grohl que tem total destaque (merecido) no show. Essa é uma banda de bateristas e eles se amam.

Tocaram todos os hits e também tocaram algumas músicas do disco novo que ao vivo achei melhor. (Essa foi outra banda que mudou de produtor, foi para um lado mais hipster e fez um album cheio de convidados como Justin Timberlake e Paul McCartney, mas não achei que deu muito certo.)

Fizeram covers dos Ramones, Alice Cooper, AC/DC, e até Under Pressure do Queen (que o Dave deixou seu querido cantar e foi para a bateria).

Terminou com Everlong, como sempre. (já analisei essa música aqui no blog) E tome bateria imaginária na platéia.


9.12.17

Arcade Fire

Gosto bastante da Arcade Fire, tanto que fiz dois posts aqui no blog: um sobre o video de We Exist e o outro é o analisando a música de Everything Now.



Assim que anunciaram que viriam para o Rio de Janeiro nesse novo tour da banda comprei um ingresso.



O show inicialmente seria em uma das novas arenas do Parque Olímpico e eu estava disposta a ir até São Paulo a Barra da Tijuca. Não sei o que aconteceu mas transferiram o show para a Fundição Progresso que tem lotação de 5 mil pessoas e fica na Lapa.

Adorei essa mudança por dois motivos: é mais perto de casa e num lugar menor o show é muito melhor (você vê de perto e escuta melhor).

A banda antes do Arcade Fire foi a colombiana Bomba Estéreo que eu não conhecia e gostei.

O Show do Arcade Fire foi desenhado para ser em uma arena mesmo. O palco é um ringue de boxe com cordas e aquele telão quadrado em cima. Na Fundição ficou um meio ringue e ficou ótimo!

A iluminação desse show é espetacular.



A banda é sensacional ao vivo. Tocaram todas as músicas que eu mais gosto (Go Cars Go, Ready to Start, We Exist, Put Your Money On Me, Everything Now), tocaram Reflektor  a música que gravaram com o David Bowie e dedicaram o show a ele, e tocaram várias outras que fizeram o público dançar, pular e cantar.



O Will Butler deu algumas voltas no meio do público e até meu amigo Luiz apertou a mão dele.

Terminou com a banda saindo do palco no meio do público com os músicos tocando como se fosse um bloco de carnaval.

Olha Arcade Fire, voltem sempre, quero vê-los ao vivo outras vezes.


16.3.16

Alabama Shakes

No post da música Don't Wanna Fight eu disse que ia no show do Alabama Shakes e foi ontem.



O Circo Voador é um ótimo lugar para show. É pequeno não cabe muita gente, você fica perto do palco, dá para ver tudo (nem tem telão) e o som é muito bom. E foi lá que a banda se apresentou.

A Brittany é muito carismática e simpática, já entrou no palco super aplaudida e o show é dela, mesmo sendo parte de uma banda. Os três backing vocals eram ótimos e complementaram muito bem a voz dela. Brittany não só canta mas também faz solos de guitarra. O resto da banda também é simpático, excelentes músicos (um beijo para o baterista!).

Eles começaram com Rise To The Sun, tocaram os hits Hold On e Don't Wanna Fight, algumas músicas confesso que não conhecia mas gostei muito de tudo.

O público estava entusiasmado afinal esse show é parte do projeto Queremos, onde o público pede o artista/banda e se a banda aceitar vir essa pessoas terão acesso a pré-venda de ingressos, promoções e alguns brindes exclusivos (ontem estavam recebendo posters). Funciona como um crowdfunding para shows.

Eu comprei meu ingresso normal, dei sorte porque esgotou, mas já estou de olho nos próximos eventos.

(Eu gostei de tudo, da casa, da banda, do show, mas dessa vez como o lugar era pequeno uma minoria muito mal educada chegou a incomodar. Um abraço para o casal fazendo mil selfies com flash escandaloso no meio do show.)

23.11.15

Pearl Jam



O primeiro show do Pearl Jam que vi foi há 10 anos (em 2005) quando eles vieram ao Brasil pela primeira vez. Perdi o de 2011 e 2013 mas não deixei o dessa vez passar.

Escrevi bastante sobre a banda (e sobre minha fase grunge) no analisando a música que fiz de In Hiding. Sou fã da banda desde 1991 e fã-quase-a-nível-de-gritinhos do Eddie Vedder.

O show de 2005 foi excelente, era a primeira vez que a banda vinha aqui e a platéia estava toda em sintonia. O palco era básico, só a banda e um telão, tocaram mais músicas dos albuns mais conhecidos e o Eddie Vedder é carismático pacas e foi muito simpático.

Dessa vez foi um pouco diferente. Não fui na pista (os ingressos acabaram) mas até que gostei da arquibancada. O palco ainda é básico (que acho ótimo) mas o jogo de luz foi um super upgrade e as imagens no telão fantásticas (uma boa parte em preto e branco). Músicas mais recentes mas os grandes hits estavam lá: Black, Even Flow, Alive, Jeremy, Better Man, etc. Um dos covers da vez foi a ótima Comfortably Numb do Pink Floyd que na voz delícia do Eddie Vedder fica sensacional (também teve Rockin in The Free World do Neil Young). Ele também cantou Imagine no momento homenagem a Paris, confesso que já saturei dessa música mas na voz dele....até curti.

Quando tocaram Given To Fly o video no telão era do Rio de Janeiro filmado por um drone (eu acho) e terminava nas pessoas entrando para o show no Maracanã. Ficou lindo.

Gosto de toda a banda, adoro o Matt Cameron que é o baterista (e nem fez solo dessa vez), mas não tem como não falar do Eddie Vedder como frontman. Além da voz maravilhosa (a-do-ro), ele estava muito a vontade, falou um bocado em português (lendo do papel), estava de bermuda e camisa xadrez como nos tempos do Ten e, inclusive, pulava e corria pelo palco como se fosse 1991. Ele chamou um camarada que estava na platéia com um cartaz "é meu aniversário deixa eu cantar uma música com você" para o palco, ofereceu uma cerveja e deixou o cara cantar a primeira estrofe de uma música - Porch - (que o cara, por sinal, cantou muito bem).

A melhor parte foi quando no fim de Alive jogaram uma sunga vermelha da platéia, ele pegou e perguntou: "For me?". Primeiro colocou na cabeça e depois vestiu por cima da bermuda e deu uma reboladinha. Tomou uma cachaça depois de correr pelo palco com a bandeira nacional e até quebrou uma guitarra Pete Townshend style. E ele não queria sair do palco, acho que só foram embora porque passou da hora mesmo.

Eu gostei de tudo, nem me incomodei com Last Kiss (a banda tem covers muito melhores que esse) e nem com algumas pessoas mal educadas na platéia (um beijo para a tia chata do meu lado que tomou um merecido banho de cerveja).

Volta logo Pearl Jam que eu vou outra vez.

27.9.10

Invasão Sueca

Sabe quando os gringos acham que aqui no Brasil tudo é floresta amazônica, carnaval, caipirinha e futebol? Pois é, a Suécia, para mim, é ABBA, Ikea, H&M e pessoas loiras, altas e bonitas (como o Vampiro Eric de True Blood)

Ontem teve um evento chamado Invasão Sueca, e como não conheço a Suécia (ainda) fui ver o que eles querem que a gente conheça. Eram três bandas: Taxi Taxi, Anna Von Hausswolff e Taken By Trees. Eu achava que eram de rock, ou pelo menos indie rock, ou até pop, mas acho que posso definir o estilo delas como folk sueco.

A primeira banda, ou melhor, dupla folk, eram duas meninas: uma na voz e viloão e a outra no teclado/acordeon. Eram afinadas, a música não era ruim, mas era um pouco deprimente (ainda mais num ambiente que todo mundo estava esperando uma coisa diferente). Eu não consegui definir em qual lingua elas estavam cantando e, para mim, elas cantaram a mesma música por 30min só parando para respirar.

A segunda banda era uma loira no teclado e mais dois caras. Essa também era afinada, cantou em inglês, tinha bateria, mas não melhorou muito a vibração do local.

Não vi a terceira banda. (se alguém viu, conta aí nos comentários)

Talvez funcionasse melhor num ambiente mais intimista ou com um público mais educado, porque eu tive muita vergonha quando as duas meninas terminaram o show, o DJ entrou e as pessoas comemoraram.

Suecos, não se preocupem, eu adoro o ABBA, a Ikea e a H&M. Na próxima invasão podem mandar o Vampiro Eric, obrigada.

4.2.09

Depois do Elton John

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Fomos ao show, as três sobrinhas da Tia Helô - bom, na verdade da Tia Elô, porque o nome dela era Eloysa, escrito assim mesmo, sem agá e com ipisilone; mas deixa para lá que só a novela do nome já dava uns cinco posts e rendeu centenas de milhares de "Ais Jesuses" ao longo da vida dela.

Chegamos cedo, ainda preocupadas com a possibilidade de chuva. Bobagem. Reginaldo tem mais mojo (mesmo!!) e melhores contatos celestes que a Madonna - inclusive o poderoso lobby da própria Tia Elô - portanto só choveu uma garoinha de nada, lá no meio do show, mais parecia um vaporizador destes de boate, contratado especialmente para refrescar a platéia. Durou meia música e foi embora. Se você está aí se perguntando quem é este Reginaldo, é o próprio: Reginald Kenneth Dwight, também conhecido como Sir Elton John.

Chegamos e ficamos bem impressionadas com a organização e a quase ausência do sentimento de vaca-a-caminho-do-abate que eu sempre tenho com aquelas baiazinhas que organizam a passagem pelo guichê. Não teve empurra-empurra na entrada, nenhunzinho. Na saída teve um cem metros com barreiras por conta dos camelôs com isopores de cerveja e das barraquinhas de pipoca. Tirando isso, que não há organização que dê jeito (não no Rio de Janeiro), estava tudo perfeito.

Platéia eclética, estava espantada com a quantidade de gente mais nova. Como imaginei, a galerinha teen só sabia do Rei Leão para cá e uma ou duas das mais emblemáticas dos anos 70. O que eu não imaginava era o furor, uterino mesmo, que algumas meninas tinham pelo James Blunt. Kaká falou disto anteriormente.

Surpreendente que um rapazinho com cara de aluno de colégio interno desperte tais paixões. Eu fiquei analisando o jeitinho dele, quase um coroinha rosado. Tia Elô ia A-DO-RAR, chamá-lo de pintinho, como ela chamava seus alunos, suspirar uns 200 Ais Jesuses pela carinha de Jovem Bob Dylan sem drogas e de barba feita do Blunt. Ela não ia gostar muito da hora em que ele subiu no piano, mas no total acho que ela ia considerá-lo um jovem adorável e bem-comportado.

Mas não era como eu imaginava. Eu sempre imaginei um show de abertura do Elton com alguma mulherona abusada como a Amy Winehouse, com vestido curto e voz poderosa. O Blunt fez o que pôde, e é bom músico, com boa banda, mas eu sou da época em que o cara do show principal aparecia vestido de estátua da liberdade, de botas plataforma altíssimas, óculos de plumas e paetês. James Blunt simplesmente não tem atitute para abrir um show daqueles.

Mas também não foi um show DAQUELES da década de 70, ou mesmo do início da década de oitenta, quando ele cantou Your Song no Central Park para meio milhão de pessoas, vestido de Pato Donald. Reginaldo está mais fashion, mais contido nas atitudes, acho que o Grau de Cavaleiro subiu à cabeça e ele está tentando ficar mais David Niven (AGORA ninguém com menos de quarenta vai saber do que estou falando - procurem na Wikipedia). Entre as músicas, uma atitude meio de político em campanha, dedinho apontado para a pista VIP e um Thank You moldado nos lábios. Ficamos o tempo todo imaginando para quem ele apontava tanto o dedo, será que eram os garotos que ele estava selecionando para a festinha de depois do show no camarim? Vai saber...

Não era mais o dionisíaco e aloprado Elton da juventude. Não mesmo. Só que Reginaldo ainda é Reginaldo, apesar de coroa, casado e cavaleiro da rainha. A casaca tinha um foguetinho vermelho nas costas (com ele em cima, claro) e era toda rebordada de letras vermelhas (vide foto). Aliás, como ele conseguiu ficar o show inteiro com aquela casaca me espanta até agora. O crucifixo no pescoço devia pesar uma tonelada.

Pouco importa. Não estamos mais mesmo na década de 70. Show comprido, animado, ele mandando ver no piano, igualzinho antigamente. Igualzinho antigamente, lá estavam o Davey Johnstone na guitarra e o Nigel Olsson na bateria. O baixista Dee Murray não estava lá, nem o maravilhoso carequinha Ray Cooper, FANTÁSTICO percussionista, mas a banda estava afiada e alegre. Show perfeito, para garotada pular, para todo mundo cantar e para músico assistir de boca aberta. Eu cheguei em casa rouca e com as pernas doendo, e pedindo à Tia Elô que não permita que ele leve mais 14 anos para voltar por aqui!

Ai, Jesus!

20.1.09

Antes do Elton John

A Tia Helo era super fã do Elton John e , em sua homenagem e porque gostamos, eu, Sue e Luizinha fomos ao show dele aqui no Rio. Mas quem ficou responsável em fazer um post sobre o show foi a Sue. Aguardem.

Eu vou falar do show antes do EJ. Quando soube que era o James Blunt que ia abrir para o EJ fiquei desanimada, eu só conhecia aquelas músicas deprimentes que tocam nas novelas. Fiquei tranquila que a produção proíbe objetos cortantes e armas de fogo, senão o suícidio coletivo ia ser grande. Para passar por essa experiência eu bebi algumas cervejas e aqui estão 5 observações sobre o show do James Blunt.

1.Ele tem músicas alegres, e com uma batida pop boa. Confesso que até gostei da última que ele tocou (não vou lembrar o nome).
2.Ele é bom de palco, simpático, empolgado, e, acreditem, alegre.
3.Ele não consegue dar aqueles agudos ao vivo, então as músicas ficam um pouco menos irritantes.
4.Ele ganha pontos por honestidade, toda vez que ele ia cantar uma das músicas-para-cortar-os-pulsos ele avisava "here's another miserable song".
5.Eu não sabia que ele tinha tantos fãs. Do nosso lado tinha uma garota que assim que ele entrou no palco ela começou a chorar, aos prantos, e só parou na última música. Aliás, perto da gente várias pessoas sabiam cantar músicas além das de novela. Essas pessoas sumiram depois que o show dele acabou.

4.9.08

Os Ingressos

Meus amados do blog tenho estado muito ausente mas, como prometido pra Kaká, tenho que relatar aqui a minha odisséia para conseguir ir ao show da Madonna...acho que nunca mais na vida viverei tal experiência.
Bem... o combinado era que eu iria enfrentar a saga da bilheteria do Maracanã com meu amigo amado Marcelo V’Re (detalhe, acho que é um dos poucos homens heterossexuais fã da vovó do pop). Infelizmente não rolou a companhia dele, pois aqui no RJ está dando uma virose braba e o DJ amigo está acamado. Já vinha me preparando há mais ou menos uns 15 dias para o evento da bilheteria, mas ninguém poderia sequer imaginar a gincana que seria comprar os ingressos para ver a gostosona.
Bem, cheguei por volta das 10:45 da manhã no estádio mais amado do mundo, feliz da vida, pronta para comprar meu ingresso. A fila estava grande, mas nada que assustasse. Logo de cara encontrei uma amiga que já estava na fila desde às 8:20 da manhã, me juntei a ela e logos iniciamos nosso bate papo. Assim que cheguei a bilheteria abriu, por volta das 11:00 da manhã e estava tudo indo muito bem. Pelas nossas contas achávamos que sairíamos dali por volta de uma da tarde... ledo engano. Por volta de meio dia a fila inchou e parou. O primeiro terror do dia, passa alguém da organização avisando que os ingressos vips tinham acabado... esse foi o primeiro stress.
Nesta hora já tínhamos nos enturmados com os nossos vizinhos de fila... André, Anderson e Diego. O Anderson coitado que estava faltando trabalho ficou em estado de choque, pois queria ver a Diva no chiqueirinho vip, mas não rolou. O tempo passando, o sol batendo nas nossas cabeças e 10 passinhos para a frente. Como a ansiedade era muita, fui passear até o inicio da fila com o meu mais novo amigo Diego e lá veio mais um stress, cambistas tentando se camuflar em volta da bilheteria, uma perua dona de agência de viagens comprando mais que o permitido por CPF, que eram 6 ingressos... e os nossos queridos PMs sem fazer nada, absolutamente nada. Isso tudo gera uma revolta muito grande, pois você ficar o dia inteiro na fila para cambistas comprarem o ingresso??? Aonde nós vamos parar?
Bem, voltei para o meu lugar e a fome começou a bater... as opções nutricionais disponíveis eram pipoca e biscoitos da Elma chips. Só. Nem tivemos chance de comer um podrão (forma carinhosa que carioca chama cachorro quente de ambulante) pois o moço vendeu tudo e foi embora. Optamos por pipoca e coca, zero... óbvio. E tome espera na fila...
Lá pelas quatro horas da tarde eu já nem sabia mais se queria ir ao show, a fila simplesmente não andava, eram 4 passinhos e uma espera muito grande. As pessoas que estavam trabalhando não sabiam dar informação e estavam tentando fugir das pessoas na fila. A sorte foi o contato com as pessoas solidárias que estavam em volta... brincamos, rimos e estávamos levando tudo com muito bom humor. Lá pelas sete da noite conseguimos entrar no chiqueirinho, bem perto dos guichês de compra e aí veio a surpresa mais triste: os ingressos de pista comum... tinham acabado. A sensação que tivemos ao ouvir esta notícia era a de que não tínhamos entendido o que o moço tava falando... mas era verdade.
Nosso grupo tão animado teve que se separar para ver a Madonna. Alguns estão indo de arquibancada lateral e eu ainda posso me considerar uma sortuda, pois estou indo de cadeira central.
Espero do fundo do meu coração que esta empresa a t4f – tickets for fun – não venda mais nem rifa de igreja, pois foi uma falta de respeito com as pessoas que estavam na fila do maracanã e com as pessoas que passaram a noite tentando comprar ingresso pela net.
Beijos em todos e até muito breve!!!!!!

4.5.08

Em Fortaleza??

(post com participação da Mik, fã-numero-um-da-Luizinha)

O World Tour da Madonna vai começar em agosto, e já anunciaram a passagem dela pela América Latina. Lá no Ego diz que ela vai tocar no Rio e, pasmem, Fortaleza. Como eu não confio no Ego, fui procurar outras fontes e esse site já até está vendendo ingressos.

Eu e a Mik resolvemos analisar a real possibilidade da Madonna vir dar um show em Fortaleza.

1) Onde ela vai se apresentar?
Lá no tal site diz que é no Stadion Pueblo. Como eu não sei onde fica isso, deduzo que seja no Castelão, palco de grandes clássicos como Fortaleza x Ceará e Ferroviário x Itapipoca. Tem o Presidente Vargas, carinhosamente apelidado de PV (onde a Xuxa se apresentou algumas vezes). Eu acho que a prefeita, que adora um show no aterro da Praia de Iracema, podia bancar essa.

2) Onde ela vai se hospedar?
Acredito que a Madonna seja menos fresca que a Xuxa ou Roberto Carlos, e qualquer hotel que já recebeu esses dois pode muito bem dar conta da Madonna.

3) Como ela vai se locomover?
Tem a limusine do tiozinho que foi no programa do Huck, tem o trenzinho da Beira Mar (Rocco ia adorar a versão cearense do Shrek), e tem toda a frota da Ronda do Quarteirão (que provavelmente são os únicos veículos que atendem as exigências e passam pelos buracos no asfalto).

4) Onde ela vai comer?
Se eu sei alguma coisa desses artistas é que eles carregam seus próprios cozinheiros. Mas se a Madonna for vegetariana o personal chef dela vai ter dificuldade em encontrar ingredientes nos mercados da cidade.
Os guias indicam o Colher de Pau, mas, Madonna, se eu fosse você, passava longe.

5) O mais importante: onde ela vai malhar?
Sinto muito, mas simplesmente não existe uma academia na cidade que esteja dentro dos padrões de exigências da Madonna (a maioria nem está nos meus padrões).


E eu nem disse que o ingresso mais barato custa a bagatela de 500 reais.

13.12.07

The Police by Sue

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Nem dá para explicar... tente imaginar a alegria da Tia Elô na Missa Campal do Papa no Aterro do Flamengo, subtraia as beatas acotovelando você, acrescente um equipamento de som MUITO melhor, mantenha o coro de anjos que eu tenho certeza que a tia estava escutando em vez do Papa, e voilá! Basta colocar três loiros PODEROSOS no palco (com licença, Santidade!) e você tem o show do Police. Infelizmente não foi no Aterro do Flamengo, o que tiraria alguns traumas meus a respeito do local, mas o Maracanâ estava tão bonito que não tem importância, eu pago a analista mesmo.

Bonito? Imagine que você está no gramado do Maracanã (já dá um frio na barriga só de pensar), de repente cisma de olhar para trás e vê uma massa de gente toda colorida de uma suave luz lilás, mexendo ao som e "Wrapped Around Your Finger"... 500 Ai Jesus só para este momento!

Quando ELES apareceram na canção do Sting, mais 400 Ai Jesus só pela alegria da Tia Elô. Ela deve ter se sentido vingada, lá do Paraíso, deve ter falado: "Tá vendo? Não sou só eu que escuto não! Aquele menino loirinho também... Pena que não é o Elton John!"

Enfim, todos os momentos tiveram seu toque de Ai Jesus!, mas quando o Sting começou com "Every Breath You Take" e a galera toda foi junto, aí foram uns 1000 Ai Jesus! Quase tirei a Kaká para dançar, mas ela já estava dançando lá em cima com o Globocóptero...

Quem foi sabe exatamente do que eu estou falando; quem não foi, só lamento; quem foi aos DOIS shows... ai que inveja! (apesar de que já me disseram que fomos ao melhor disparado).

Aí, depois de subir às estrelas, é descer e tomar um analgésico para aguentar os protestos do corpo... essa idade do condor!

11.12.07

The Police by Luizinha

The Police by Luizinha


Assinando em baixo de tudo o que a Ká escreveu, só vou dar uma complementada.
Cara, foi um dos melhores shows dos últimos tempos. Sem firula, sem megas back n vocals para ajudar os velhotes a chegar até o final do show...como sempre acontece com o Mick Jagger( eu adoro ele, mas a agenda de badalações deles no Brasil é tão grande , que só botando gente para cantar junto).

Palco maravilhoso com 3 músicos maravilhosos...fazendo o que eles mais amam. Nada mais emocionante para mim como produtora ver aqueles instrumentos cheios de marcas..arranhões. Estas marcas mostram a história de seu dono, por cada ensaio que aquele instrumento passou, por cada palco que ele passou. O show fez isso com a gente, trouxe a nossas melhores lembranças à tona . Muito bom estar no Maraca com a Ká e a Sue ouvindo o Sting ao Vivo...Morram de inveja paulistas hehehehe....foi mais forte do que eu.

Agora vamos a algumas pérolas do show.

A frase que mais me marcou durante a execução de Every Breath You Take dita por alguém com menos de 25 anos:
"Essa música é deles?"

E as frases mais faladas pela galera com mais de 30 anos ( tô sendo boazinha rssss): "ai meu joelho"...."ai minha coluna"..."meu pé está queimando"..."tô doida por um banho e cama" hahahahaha.

Galera é mais ou menos isso, o The Police representou coisas muito boas de algumas gerações.
Ká você nem pousou e eu já estou troncha de saudades!!!!!!!
Beijos!!!!!!!!

9.12.07

The Police

The Police




(eu e luizinha no show ontem. foto do celular)

Em 1982 eu lembro de estar na casa da Luizinha quando o irmão dela saiu para o show do The Police no Maracanãzinho e nós ficamos em casa por sermos muito novas, argh!

Eu posso até dizer que o Police me salvou do Menudo, a febre das adolescentes da minha época. Como gostar de uma boy band brega daquelas depois de já ser fã dos ingleses? E vamos combinar que o Sting envelheceu muito bem.

E foi o album Synchronicity que me deixou curiosa sobre Jung, mas quem se formou em psicologia foi a Luizinha.

Por isso tudo, é ÓBVIO que eu, Luizinha e a Sue (que já temos idade suficiente para ir num show) estavamos no Maracanã ontem a noite. E foi um show do ca.....!

Para começar foi muito organizado e como bons britânicos começaram pontualmente as 21:30. E foi logo com Message In A Bottle. Depois veio o melhor jogo de luzes nos telões que eu já vi com Synchronicity II. Não vou lembrar a ordem a seguir, mas tocaram quase tudo, inclusive a música da Tia Helo - Voices Inside My Head, o hino dos PPCs (possessivo, passional e ciumento) - Every Breath You Take, e a minha personal favorite - Every Little Thing She Does is Magic. Fizeram um arranjo muito bom para Can't Stand Losing You.

Sting, sarado, falou português, tocou um baixo que parecia ser o mesmo de 1982, Andy Summers arrasou na guitarra e Stewart Copeland é, para mim, o melhor-baterista-de-todos-os-tempos-ever. No fundo do palco tinham 3 telões que mostravam os três o tempo inteiro.

Eu só senti falta de duas músicas, Spirits In The Material World e Synchronicity I.

Momento comédia pré-show. Estavamos andando para o estádio quando no meio da rua a Sue avistou uma barraquinha no meio da rua e...

Sue: Ué, porque que esse cara tá vendendo cofrinho de porquinho de barro na porta do show do The Police?
Kaká: porquinho? onde?
Sue: Ali, olha.
Kaká: Sue, aquilo não é porquinho, é abacaxi. hahahahahhahahaha!

Bom demais!!!


Ah, o show dos Paralamas também foi muito bom! :)

25.8.07

Pedido

Pedido

A prefeitura finalmente colocou uma banda boa para tocar no anfiteatro aqui em frente. Eu, Beth e Nick descemos para ver a tal Rubber Soul, banda cover dos Beatles.

Lá pela metade do show...

Eu:Será que se eu gritar uma música eles tocam?

Nick: Grita 'Satisfaction'.

7.7.07

Live Earth

Live Earth

Liguei a tv agora a pouco para ver o que estava acontecendo no Live Earth do Japão e de Sydney. A decoração dos palcos é bem parecida e só dá para saber onde é pela platéia. Até agora eu vi o Linkin Park animando os japinhas e John Butler Trio, Jack Johnson e Crowded House (alguém lembra deles? hey now, hey now, don't dream its over) animando os cangurus. No meio do show do Crowded House a luz do palco apagou e só se via o telão, o vocalista disse "É, acho que vamos economizar na energia né?".

O chato de ver na tv é que não se pode escolher quem assistir, mas o youtube resolve isso. O mais chato ainda é a tradução simultânea. Eles passam uns filminhos sobre o meio ambiente nos intervalos e acontece que alguns já tem a dublagem para o inglês e ainda a tradução simultânea para o português. Acaba que eu não entendo nada em língua nenhuma.Péssimo. E não tem tecla SAP. Argh!! Mas o comentarista do 42, Pedro Só, é legal.

Não vou ficar o dia inteiro na frente da tv, mas volto aqui com alguns updates.

10:26 - nesse momento a Shakira está rebolando em Hamburgo, com chuva.

10:40 - agora é a vez de Xangai com 12 Gilrs Band tocando Beethoven com uma batida eletrônica. Todas de amarelo, super organizadas. Elas tocam um instrumento que parece um berimbau com som de violino.

10:50 - Londres, finalmente, SOS Allstar Band, só bateristas e percussionistas. Adoro bateristas. Essa foi só para começar a animação inglesa. Com muito sol.

11:30 - os tios do Genesis estão colocando os ingleses para pular.

13:11 - Londres, o vocalista do Kasabian agradece o público dizendo "vamos salvar os ursos polares", dá um gole na cerveja e faz os ingleses levantarem os braços com mais música. Eles são muito bons.

13:55 - estava demorando para aparecer uma bandeira brasileira em Wembley. No palco Balck Eyed Peas.

14:30 - Duran Duran sempre com um visual clean e correto cantam "Ordinary World". Já é a segunda vez deles em Wembley essa semana.

14:48 - Red Hot Chilli Peppers agitam Londres. O comentarista achou que o público não se animou muito e está se guardando para o Bloc Party que vem a seguir. Eu não acho, Anthony Kieds agita a platéia como poucos. O baterista deles é muito bom.

15:10 - Copacabana no ar. Falta uma hora para o xou da Xuxa e a praia está super vazia.

15:27 - Mandaram os latinos para Hamburgo ver se os alemães rebolam. Teve a Shakira e agora o Enrique Iglesias está sendo apalpado por mulheres e homens no meio da platéia. Aliás tem um garoto de casaco vermelho que não solta ele de jeito nenhum.

15:50 - A praia de Copacabana já está mais cheia. Droga!!! Não mostraram o Bloc Party. Agora está a sem graça da Corinne Bailey Rae em Londres.

16:02 - O Edgar está entrevistando a Cristiane Torloni. Eu quero ver Wembley!!!

16:05 - ufa!! Keane em Londres.

16:26 - Copacabana cheia e o Metallica deprimindo os ingleses. Vou sair. Será que vou perder o Foo Fighters e a Madonna?

00:35 - Perdi tudo. Vou ver no youtube. Cheguei em casa a tempo de ver o Bon Jovi em New York, mas já encheu o saco e vou dormir, vou fazer a minha parte economizando energia.