28.3.08

+ Africa do Sul

Já voltei e com muitas fotos. É só ir aqui.

Ainda em Cape Town, antes de partir para a Garden Route, passei dois dias tentando subir na Table Mountain, mas o maldito vento mantinha uma nuvem permanente no topo e o bondinho não funcionava. Mas fomos a vinícula de Constantia, a Camps Bay (onde eu molhei o pé na água mais gelada do mundo) e Llandudno Beach.

De Cape Town fomos de carro....
(parênteses para falar do transporte - lá não tem transporte público, só vans (essas só para os trabalhadores), também tem taxi. Cape Town é a única cidade do mundo que realmente vale a pena pegar aquele ônibus de turismo hop on-hop off, fora isso só alugando um carro mesmo e dirigir na mão inglesa)
... até Knysna, que é a Búzios deles. É uma cidadezinha turística na beira de um lago com uma abertura para o mar. Ficamos lá dois dias e passeamos por Plattenberg Bay, onde eu molhei os pés no Oceano Índico, fizemos uma paradinha em Bloukran’s Bridge para eu fazer o maior-bungy-jump-do-mundo (216m – uau!) e seguimos até o Tsitsikamma Park. Lá na África do Sul um dos grandes baratos dos turistas é acampar (de barraca, de trailer, ou em rest camps) nesses parques e fazer caminhadas pelas trilhas (muito bem sinalizadas). Fez um frio danado esses dois dias, mas valeu a pena!

Voltamos a Cape Town só para dormir e pegar o avião no dia seguinte, mas eu olhei pela janela do hotel e o bondinho estava funcionando (oba!). Fui direto lá subir a Table Mountain. Que vista maravilhosa!! Lá em cima pode-se fazer caminhadas, e como não ventava (vai entender) a temperatura estava super agradável. Muitos turistas e muitas fotos.

Em Johannesburgo (Jo’burg para os íntimos) a gente pegou outro carro e foi em direção a região de Mpumalanga (se diz Bumalanga). Dormimos uma noite em White River e no dia seguinte entramos no Kruger Park. No nosso primeiro safári, indo para o rest camp, já vimos quase todos os bichos. O que impressiona é a camuflagem deles, é preciso muito esforço para vê-los no meio das árvores e vegetação, as vezes só os vemos quando estão na beira da estrada e quando entram no mato outra vez desaparecem em segundos. Ainda fizemos mais 4 safaris mas não tivemos a sorte de ver os felinos (é difícil, eles descansam 20 horas por dia e as 4 restantes geralmente eles caçam de madrugada). O bicho que mais se vê lá dentro é o impala, no começo a gente acha ele uma fofura, mas depois quando se quer ver o leão e só dá eles (a cor do pelo é a mesma) a gente não agüenta mais. As girafas e as zebras são os animais mais bonitos.

Do Kruger fomos para uma cidade chamada Graskop que tem muitas cachoeiras, vales e cânions para ver, e trilhas para andar. É lá que fica Bourke’s Potholes, buracos cavados na rocha pelo rio, uma beleza. Não tínhamos hotel reservado (em plena semana santa), mas demos sorte de ficar numa pousada/cervejaria muito bonitinha e caprichada. Aliás, a cerveja caseira da mulher era muito boa!

Então fomos para Jo’burg, mas antes passamos rapidinho em Pretoria (capital) e Sun City (único lugar que não gostei– um mix de Las Vegas com Disney, sem o bom de nenhuma das duas).

Jo’burg foi uma incógnita pra mim. Ficamos num lugar chamado Sandton que eu achava que era tipo a Barra da Tijuca de lá. Mas depois descobri que é quase Ipanema. Por ser páscoa as ruas estavam vazias, mas o shopping cheio. O que me chamou atenção é que em todos os lugares a segurança é reforçada: muros altos, cercas elétricas, seguranças armados, etc.

Todo mundo nos alertou do perigo lá na África do Sul, em Cape Town eu não achei nada demais, nada pior que Rio, SP ou até Fortaleza, mas em Jo’burg, só aquela segurança toda já faz você pensar duas vezes.

Claro que a África do Sul tem pobreza, números altos de Aids, questões raciais, roubos e muitos outros problemas (assim como aqui, cada um com seus problemas). O noticiário deles é tão assustador quanto o daqui.

Como turista, eu achei tudo uma maravilha. :)

19.3.08

Safari

Safari

Hoje entramos no Kruger Park. Oba! :)

No caminho para o Rest Camp jah vi: elefante, zebra, girafa (muitas), warhog (aquele porco do rei leao), impalas (muitos), buffalo e ate um rinoceronte.

Tudo isso em meio dia de passeio. Ainda faltam os leoes e os leopardos.

Eh tudo muito bonito. Os animais sao super camuflados e dao um susto quando saem do meio do mato para atravessar a rua. Mesmo um elefante enorme consegue surpreender.




Ah! Depois eu volto aqui no blog para contar mais de Cape Town, Table Mountain, Knysna, Tsitsikamma park e o meu bungi jump de 216m (ahhhhhhhh!).

12.3.08

In Cape Town

In Cape Town

A Cidade do Cabo lembra o Rio de Janeiro com um pouco de Sydney. Do Rio as montanhas e morros (sem favelas) e de Sydney aquele ar colonial ingles. So por isso ela ja eh uma cidade muito bonita. Alem disso, eh limpa e organizada, cheia de jovens, turistas, e bons restaurantes. Como disse a Beth: eh uma cidade cool.

Ja andamos por toda parte central e hoje fomos, de carro (Nick dirigindo, ja que ele eh o ingles da familia), ate o Cabo da Boa Esperanca, a ponta da Africa que divide o Oceano Atlantico do Indico. Venta muito por la. O lugar eh muito bonito e preservado. Na volta tivemos o prazer de alguns macacos babuinos (enormes!) no meio da estrada e avestruzes correndo solto. Tambem paramos em Boulder que eh a praia dos pinguins e eles dominam o pedaco com aquela fofura.

A supresa do dia foi o jardim botanico nacional de Kirstenboch (adoro esses nomes), um lugar enorme com muitas plantas locais e outras importadas, muito bem organizado.

Amanha vou tentar subir a Table Mountain, da para ve-la da janela do meu quarto no hotel. Nos ultimos dois dias ventou muito e sempre tinha uma nuvem la no topo, mas o homem da metereologia prometeu que amanha tem sol o dia inteiro.

Curiosidade televisiva. (Eu nao podia deixar de ver tv aqui ne?) Entao, tem uma novela que passa a noite que os atores falam metade das frases em ingles e a outra metade em afrikaans (a lingua local). Quando eles falam afrikaans aparece legenda em ingles, mas o problema eh que em uma frase eles falam uma palavra em cada lingua. Para quem acha chato ler legenda, eu sugiro tentar ler as daqui que ficam todas pela metade. Ah! A novela eh muito ruim.

A qualquer hora eu apareco com mais noticias da Africa do Sul.

6.3.08

Next stop

Next Stop

Estou com as malas prontas outra vez, e o destino é....tchan, tchan,tchan...

Três dicas:




Ok, eu conto.


África do sul!!!! É a minha primeira vez no continente africano.

Capetown, Kruguer Park, Big Five, Garden Route, Jeffrey's Bay....aqui vou eu!



Enquanto estiver lá, se der, venho aqui no blog contar um pouco da viagem.







4.3.08

Off-Broadway

Off-Broadway


Eu não sou muito fã de teatro. Devo ir uma vez a cada 4 anos e geralmente uma comédia. As peças mais densas, dramáticas ou 'cabeça' eu passo. É que eu não consigo concentrar só no texto, eu preciso da ajuda de cenários espetaculares e/ou música marcante. Monólogos nem pensar, nem os mais engraçados, depois de 15 minutos eu me pego querendo mudar de canal.


Eu tenho recebido uns e-mails convidando para ver peças aqui em Fortaleza. Não sei como esse pessoal tem o meu e-mail (vai ver é maldito orkut). O fato é que essas peças são do tipo off-off-off-off-off-off-Broadway, é tão off-Broadway que é aqui no Ceará.

Algumas partes de um dos releases, para se ter uma idéia:

" En Passant - Só fale se for para melhorar o silêncio

Retrata um homem e uma mulher que se conhecem nuns balanços de praça, na madrugada. O diálogo entre eles é dificultoso, jamais conseguem se explicar, um ao outro. Atrapalham-se com os próprios pensamentos e com a linguagem. Possuem enorme fluxo interior, mas não conseguem externar senão o caos."

"Um texto fragmentado em diversas elipses que vão se distanciando do real para dar vazão às sensações. O vazio é a principal matéria, a qual o espetáculo tenta dar forma."

"...No fundo, são apenas concretizações de um sentimento e de uma inquietude. Fundem-se entre si e também ao autor."

"O que importa em En Passant não é a “trama”, mas a tradução poética do abismo existencial e da ausência de respostas às nossas perguntas mais íntimas. A fragilidade do homem diante do que não entende. O que resta é sentir.

Daí a idéia de uma peça que valorize, acima de tudo, o que não é falado. Um espetáculo incompleto, que precisa ser amarrado pelo público, e que cada um receberá de acordo com suas experiências individuais. Uma peça que põe em xeque as fronteiras entre realidade e loucura; existência e morte; teatro e vida; ator, autor e personagem.

Enfim, um grito para dentro."

ZZZZZZZZZZZZZZ......

E ainda tá escrito lá que é sucesso de público e crítica. Ok, eu acredito.

Para quem ficou interessado, está em cartaz no Sesc Emiliano Queiroz (olha aí, até fiz a propaganda), aproveita e me explica tudo depois.

Vou ficar aqui gritando para dentro.


29.2.08

Só mais um

Só mais um

Para terminar a série "Fevereiro no cinema" do blog, o último filme que eu fui ver.

Senhores do crime

Tatiana é uma garota russa de 14 anos que morre ao dar a luz no hospital onde trabalha Anna (Naomi Watts). Anna pega o diário da menina e pede para o tio traduzir. O tio Stepan logo diz para ela que os segredos tem que ser enterrados com os mortos.

Mas Anna faz a linha curiosa e vai atrás do dono de restaurante Semyon para traduzir o diário. Mal sabe ela que o velhote simpático é o chefão da máfia russa local. O filho dele, que é citado no tal diário, é um bebum violento que é sempre amparado pelo motorista Nicolai (Viggo Rei da Terra Média Mortensen).

Nicolai é tipo um capanga da família, ele faz coisas ruins, mas a gente vê nos olhos dele que ele não é tão mau assim.

Se eu contar mais alguma coisa estraga. Mas vou fazer só mais três comentários:

1- Viggo Mortensen (macho-que-é-macho, sempre) participa da melhor cena de luta do ano, e ele está com a malhação em dia.

2- O garoto da primeira cena deveria ter assistido Sweeney Todd para fazer o trabalho direito.

3- A máfia russa faz a máfia italiana parecer uma reunião de comadres.


E a cotação da Tia Helo para esse filme seria 732 "Ai, Jesus!", porque mesmo com toda devoção religiosa mostrada nas tatuagens, a violência corre solta.

25.2.08

Oscar número 80

Oscar número 80

Todo ano eu ameaço dormir e não ver até o fim, mas acabo ficando acordada.

Esse ano até que foi uma cerimônia enxuta, continua longa mas não tem como ser em menos de 2hrs e meia. É muita gente para receber prêmio, homenagens e aqueles numeros musicais chatérrimos.

Aliás esse ano a melhor música mesmo ganhou, do filme Once (ainda não vi), também as concorrentes eram piores do que a Celine Dion com dor de barriga. Não entendi o Eddie Vedder ter sido deixado de fora com a maravilhosa trilha de Into the Wild, mas tudo bem...

John Stewart é um ótimo host. Piadinhas certas, não enrola e é muito simpático. Adorei ele jogando wii (que deve ser uma beleza naquela tela gigantesca). A melhor piada foi com as atrizes grávidas.

E a premiação foi democrática. Foi uma coisa assim....básica...sem grandes emoções. Todos os filmes concorrendo na categoria "Melhor Filme" ganharam algum Oscar.

Onde os fracos não tem vez levou melhor filme, melhor direção, melhor roteiro adaptado (numa apresentação divertida de Josh Brolin e James McAvoy) e melhor ator coadjuvante. Javier Bardem, a grande barabada da noite, fez o melhor discurso da noite, terminando em espanhol. Muitas palmas para o Javier!

Sangue Negro levou melhor ator para Daniel Day-Lewis, segunda maior barbada da noite, e fotografia. O Day-Lewis é um homem fino, um gentleman, mas ele tem aquele aspecto de quem não toma banho nunca.

Juno levou melhor roteiro original. Eu achava que a Diablo Cody ia fazer um discurso a altura das palavaras de Juno, mas até ela foi básica e vestida de Betty Rubble só chorava.

Desejo e Reparação levou melhor trilha sonora, super merecido, pra mim foi a trilha mais marcante do ano, seguida da de Sangue negro.

Michael Clayton, Conduta de Risco, levou melhor atriz coadjuvante. Acho que essa foi a grande surpresa da noite já que todo mundo esperava Cate Blanchet ou a mãe do Denzel Washington em Gangster. Foi justo.

Sweeney Todd levou melhor direção de arte, super merecido.

E a Piaf levou melhor atriz. Marion Cotillard estava muito bonita, e não falou em francês.

Aliás os nenhum dos quatro atores era americano...Dois ingleses, um espanhol e uma francesa.

Steve Carell se fez de Michael Scott, ou de Agente 86, para apresentar melhor animação (que foi Ratatoullie). Ótimo!

Adorei que o Ultimato Bourne levou 3 Oscars, mesmo que técnicos. Foi o segundo filme mais premiado da noite. 

Muitos vestidos vermelhos. Na categoria vestido vermelho a mais bonita era Heidi Klum. E na vestido preto era Hillary Swank. Nicole Kidman tem que parar com o botox, sério. A grávida mais bonita era Jessica Alba.

George Clooney estava lindo. Ele é o cara mais cool de Hollywood. 

E, para terminar, não podia faltar: Jack Nicholson. Ele sentando em sua cadeira cativa e continua sendo a pessoa que mais se anima nessa festa. Desconfio que ele ganha muito dinheiro com isso.

22.2.08

Jones Bic

Jones Bic

O Jones, meu melhor-amigo-de-todos-os-tempos, meio que abandonou o blog dele, então vou contar aqui mais uma dele.

Jones estava saindo do escritório para uma reunião quando achou que estava esquecendo alguma coisa, lembrou e pegou uma caneta.

Aí ele saiu e logo lembrou que tinha esquecido outra coisa, voltou e pegou outra caneta.

Na reunião ele esqueceu que tinha 2 canetas no bolso e pediu uma para fazer anotações.

Resumo do dia: Jones chegou em casa com 3 canetas no bolso.

20.2.08

+ Filmes

+ Filmes

Três filmes com três assassinos. Um por ganância, um por diversão e outro porque é o que sabe fazer.


Sangue Negro

Eu gosto mais do título profético em inglês: There Will Be Blood, porque, sem dúvida, haverá sangue.

Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis eficiente como sempre) é um cara ambicioso, destemido, arrogante, avarento, ganancioso, vil. Na primeira cena do filme ele está procurando prata, encontra, cai no buraco, quebra a perna e ainda assim se arrasta até o posto de troca local para arrecadar 300 e poucos dólares. Ele tem uma obsessão: dinheiro.

Mais tarde ele já está explorando petróleo quando um acidente mata um dos seus trabalhadores que deixa um filho. Daniel toma a criança como sua, com o objetivo de criar uma imagem família para seus investidores.

O negócio dele só cresce e um dia vai parar num buraco na Califórnia chamado Little Boston onde o líquido preto brota na superfície. Ali ele tem que negociar com Eli, um garoto aspirante a pastor que acredita ser predestinado a salvar as almas locais.

A ganância de Daniel é tão grande e ele tão mesquinho que, como disse a Beth, ele não dá nem esperma. Não tem mulher para ele no filme, durante uma vida inteira ele está só, e em algumas partes com o “filho”. Ele elimina qualquer coisa, ou pessoa que possa vir interferir em seus negócios, ele não aceita ser contrariado.

Daniel e Eli batem de frente, por serem iguais. Daniel oferece a salvação da cidade através do dinheiro e Eli através da igreja.

Daniel tem a maldade a flor da pele, mas não dá para gostar de Eli.

O filme é longo, mas hora nenhuma se perde atenção. A trilha sonora é muito boa (mas eu ainda prefiro a de Desejo e Reparação), pontua com excelência as cenas e a reconstituição de época primorosa. Durante o filme não se vê muita coisa especial, é depois, na hora de debater idéias, que fica interessante.

A melhor cena do filme é o batismo de Daniel na igreja de Eli, valeu a pena esperar 2 horas por ela.

Daniel Day-Lewis é genial, mas agora que eu vi Sangue Negro posso dizer que Johnny Depp merece mais o Oscar. (ok, eu ainda não vi o Viggo Mortensen brigando pelado na sauna – semana que vem)

A Tia Helo não ia gostar de absolutamente nada desse filme. Nem da igreja que era protestante. 780 “Ai, Jesus!” para todo petróleo jorrado em Sangue Negro.


Os Indomáveis

Filmes no velho oeste americano são típicos. Muita poeira, dentes sujos, gente morta por nada, muita disputa de testosterona e cavalos são muito importantes. Eu adoro.

Aqui Dan Evans (Christian Bale, muito bom) é um coitado que perdeu um pedaço da perna lutando na guerra civil americana e teve que mudar para um clima mais seco porque seu filho mais novo está doente. Ele deve dinheiro para o agiota local e está meio sem saída.

Eis que o bandido Ben Wade (Russel Crowe) vacila e é preso, aí surge a oportunidade de Dan ajudar a levar Ben até o tal trem para Yuma as 15:10 do dia seguinte pela quantia de 200 dólares.

Acontece que Ben Wade além de assaltante, é também assassino. Ele é mau, muito mau, aliás, ele é mau just-for-the-hell-of-it. E é inteligente, e charmoso (muitos suspiros na cantada que ele deu na moça do bar – delícia) e gosta de desenhar. Ele sabe conversar, é perceptivo, faz qualquer coisa para salvar a própria pele, e ele assume isso com muita naturalidade.

Surge entre ele e Dan um elo que eu não sei bem como explicar. É um pouco de respeito com admiração mútua. E Dan está decidido a colocá-lo no trem.

Claro que o bando de Ben está ligado e vai resgatá-lo, o braço direito do bando Charlie Prince (Bem Foster, surpreendendo) é do tipo bandido e maluco. Muitos tiros, perseguição a cavalo e poeira.

Eu achei esse filme ótimo. Eu gosto de westerns, e gosto do Russel Crowe (macho-que-é-macho de carteirinha carimbada na maternidade). A Tia Helo não ia gostar de nada, 450 “Ai, Jesus!” para o trem de Yuma as 15:10.


Onde os fracos não têm vez

Os EUA não é um país para velhos, como diz o título original, No Country For Old Men. Ainda mais lá no meio do Texas.

Moss ( ex-Goonie Josh Brolin) é um cowboy, veterano do Vietnã (o filme passa em 1980) que um belo dia caçando dá de cara com um bando de mexicanos mortos, uma maleta com muitos dólares e ninguém a vista para dar conta do evento.

Ele leva a grana para casa, mas numa crise de consciência resolve voltar ao local para dar água ao mexicano que não tinha morrido. Foi aí que ele se danou. Ele acha que vai conseguir fugir e ficar com a grana, e até se sai bem em algumas, mas seu rival está um passo a frente.

Na perseguição do dinheiro e matando qualquer um que esteja no meio está Anton Chigurh (se pronuncia sugar – shugah), um assassino metódico, eficiente e amoral. Sem pena mesmo. E Javier Bardem está genial nesse papel, com cabelo chanel e tudo.

No contraponto da história está Ed Tom, o xerife prestes a se aposentar e cansado da violência. Ele vê o que está acontecendo, mas não consegue entender para onde tudo isso vai.

Não é um filme fácil, mas é interessante.

Eu gosto dos filmes dos irmãos Coen, eles sempre mostram o lado esquisito das coisas. Esse só é um pouco chato (tirando todas as cenas do Javier Bardem, óbvio). Sinceramente não entendi o babado todo envolvendo esse filme, é bom, mas não é especial (ou eu que não entendi nada).

A Tia Helo ia detestar esse filme, se bem que ela poderia apreciar o corte de cabelo do Javier, sempre no lugar mesmo depois de muitos tiros. 489 “Ai, Jesus!” para os irmãos Coen.

15.2.08

Fogos

Fogos

Ontem a noite, não-sei-quem, não-sei-porque, soltaram fogos de artifício na praia aqui em frente. Foi um pequeno show pirotécnico de 15 minutos. Pequeno, colorido, e muito barulhento.

Como aqui é um corredor de prédios de 20 andares o papoco parece uma bomba explodindo dentro de casa, seguido de vários tiros.

Conclusões decorrentes do fato:

1- Agora eu tenho uma leve idéia do que é morar em zonas de conflito no oriente médio......Não vou dizer Rio porque eu sei exatamente o que é o barulho de tiros na favela e o de ontem foi beeem mais dramático.

2- Você sabe que anda assistindo muito CSI, Law&Order, Criminal Minds, etc, quando o primeiro pensamento para o porque dos fogos é: "vai ver alguém quis matar outro a tiros e soltou fogos para disfarçar o barulho".

3- O Jones, meu vizinho e melhor-amigo-de-todos-os-tempos, ligou aqui pra casa depois que se conseguia escutar alguma coisa. Eu disse "Feliz ano novo Jones!".

4- Como eu também assisto The Office, tenho certeza que foi o Dwight.

5- A ronda do quarteirão não passou nenhuma vez.

12.2.08

Filosofando com o iPod

Filosofando com o iPod

You can't always get what you want, but if you try sometimes you just might find you get what you need. (Rolling Stones)

10.2.08

+ Filmes

+ Filmes

Fevereiro é um bom mês para ir ao cinema, com o Oscar no fim do mês os candidatos estão entrando em cartaz.

Juno

Juno (Ellen Paige) é uma adolescente de 16 anos. Como todo adolescente que se preze ela sabe das coisas mas não acredita que vai acontecer com ela. Juno resolve transar com seu amigo Paulie (o gracinha do Michael Cera), e não era porque ela estava entediada (ele mesmo disse que tinha muitos programas bons na tv) ela queria mesmo, e pimba!.... fica grávida.

O filme começa com ela indo a farmácia fazer o terceiro teste de gravidez, só para ter certeza né? Até o atendente (participação do ótimo Dwight do the Office) sabe que vai dar positivo.

Acontece que Juno se acha uma adolescente diferente. Ela é muito articulada e estaria enquadrada nos esquisitos de uma escola americana, mas felizmente o filme não é tão estereotipado e mostra um ambiente quase normal, onde a melhor amiga de Juno é cheerleader, seu namorado um atleta nerd e o gostosão da escola nem é tão bonitão.

Juno não entra em pânico, ela é até racional sobre o fato, e resolve fazer um aborto, vai até a clínica, mas se perturba com o fato do bebê já ter unhas (como lhe informou uma amiga militante na porta do estabelecimento) e desiste. Resolve então dar o bebê (ou a coisa como ela chama) para adoção.

Um parênteses. Aqui no Brasil isso não aconteceria numa família de classe média, os avós iriam cuidar da criança e sei-lá-como iria se desenrolar o fato na família, algumas garotas assumem a criança e outras viram irmãs mais velhas. Nos EUA essa prática é mais comum. Se a menina quisesse assumir a criança tenho certeza que os pais apoiariam, mas eles determinam logo que a responsabilidade é dela.

Juno vai conhecer o casal que quer adotar, Vanessa e Mark. De cara a gente já sabe que a mulher está desesperada por um filho e o homem nem tanto (sendo ele ainda um garotão na cabeça e meio que sufocado pela esposa). Juno gosta deles e fecha o negócio.

Juno desfila seu barrigão pela escola, descobre-se apaixonada por Paulie (ela até diz “O normal é a gente se apaixonar antes de procriar, mas nós não somos muito normais”) e vê a vontade enorme de ser mãe em Vanessa.

Mas não se engane ao ir ver o filme achando que Juno cria laços afetivos com a ‘coisa’. Hora nenhuma ela pensa em ficar com o bebê e como o seu pai lhe diz no hospital “Um dia você estará de volta aqui, nos seus termos”.

Eu gostei, achei o Paulie super cool (e ele se esforça sim) com seu calção amarelo. A trilha sonora é boa, muita coisa indie e os diálogos são ótimos (e perde muito na tradução). A Tia Helo não ia gostar nadinha, adolescentes fazendo sexo, aborto, adoção, divórcio, pernas finas....muitos problemas, 325 “Ai, Jesus!” para Juno.

Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da rua Fleet.

É um musical. Muito la la la la la la. Dito isso, também é um filme sombrio e violento (nunca vi tanto sangue vermelho na tela).

Sweeney Todd era Benjamin Barker, um barbeiro casado com uma filha. Acontece que sua mulher era cobiçada pelo juiz Turpin que manda Benjamin para o xadrez. Quinze anos depois ele volta como Sweeney Todd para descobrir que sua esposa se envenenou e sua filha vive como protegida do Juiz.

Sweeney tem desejo de vingança, mas sua senhoria, a Sra. Lovett (Helena Bonham Carter) o convence a ter calma que vingança é um prato que se come frio. Ele se torna um serial killer e vai fornecendo carne para o recheio das tortas da Sra. Lovett (entenderam né?). A música deles escolhendo as vítimas e dando nome das tortas é a melhor.

Johnny Depp e Helena Bonham Carter fazem um dos melhores casais ever. Eles combinam demais. A cena da praia é ótima.

A direção de arte é precisa e eficiente no realismo, Londres nunca foi tão cinza. E a combinação dos tons de cinza e preto com algumas cores deu o tom certo.

Eu ainda não vi Sangue Negro que tem o Daniel Day-Lewis, mas arrisco em dizer que se não for dele, o Oscar será de Johnny Depp que está perfeito como Sweeney Todd. Depp concentra toda frustração, ódio e sede de vingança num olhar, e ainda canta. Eu nem acho ele macho-que-é-macho, pra mim ele tem cara de quem gosta de discutir relação, mas é um excelente ator.

As músicas são ok, mas foi uma ótima escolha para contar uma história tão sombria. No começo eu achava que não ia gostar muito da cantoria, mas depois eu acabei gostando e até cantando algumas.

E atenção para Borat fazendo um barbeiro pseudo-italiano. Ótimo!

A Tia Helô não ia gostar nem um pouco, muito sangue, navalhadas precisas, falta de hiegiene nas tortas.....são muito motivos para os 426 “Ai, Jesus!” que ela diria para o filme do, sempre genial, Tim Burton.

1.2.08

Lost

Lost

Vou para o carnaval tranquila.

Acabei de ver o primeiro espisódio da 4a temporada. Como é bom escutar um "Previously on Lost" fresquinho.

E ver o Sawyer claro. Ele contiunua com as gracinhas e os apelidos (que foram muito poucos), um alívio. Eu já estava até com saudades do Dr. Jack.

Pena que só tem mais sete episódios esse ano....maldita greve!!!

30.1.08

+ Filmes

+ Filmes

Desejo e Reparação


Briony (Saoirse Ronan ótima!) é uma quase adolescente com muita imaginação. No dia do aniversário do seu irmão ela vê sua irmã Cecília com o filho da empregada, Robbie (James McAvoy, ótimo!) no que Briony interpreta como uma briga. Mais tarde sabemos que Robbie é apaixonado por Cecília (Keira Knightly) e correspondido (ele escreve o melhor bilhete de todos os tempos, devia constar no manual de como conquistar uma mulher). Acontece que Briony tem uma paixonite aguda por Robbie, e todos nós sabemos que paixão de criança é coisa séria.

No decorrer da noite a prima de Briony vê um vulto estuprando (ou não) sua prima e adivinhem quem Briony acusa e ainda mostra prova (o tal bilhete)?? Sim, Robbie.

O coitado vai preso e depois vai para guerra como alternativa a prisão. Cecília abandona a família e vai ser enfermeira.

Briony também se torna enfermeira, mas ela só o faz como uma autopunição pela besteira que fez. Briony estragou a vida de 3 pessoas, inclusive a dela. Ela às vezes se arrepende e muitas vezes não.

A trilha sonora desse filme é fantástica! Merece muito o Oscar ao qual está concorrendo. A máquina de escrever dando o tom da cena. Genial.

A fotografia é linda e a cena da praia de Dunquerque é emocionante.

Aliás, esse foi o único filme de guerra (e olha que eu já assisti muitos filmes de guerra) no qual eu realmente senti a dimensão do estrago que a guerra fez nas pessoas. O sofrimento de Robbie é quase palpável.

A Tia Helo ia gostar da Briony, talvez até ia se ver nela. Eu acho que ela diria só 30 “Ai, Jesus!” para Desejo e Reparação, a maioria nas cenas da guerra. E talvez ela derramasse uma lágrima no fim.


Meu nome não é Johnny

Todo mundo já sabe qual é a história desse filme né? Garoto zona sul carioca, gente boa, se torna traficante internacional de drogas, vai preso e se redime.

Feito o resumo, esse filme é bom sim! O tal João Guilherme não é o típico traficante que sobe morro. Ele é aquele cara que nunca pegou numa arma e só trata com o pessoal do asfalto. Ele teve uma vida boa, educação, mas queria viver todas as emoções.

Eu ri muito e fiquei impressionada com a quantidade de drogas que eles consumiam (e na realidade foi muito mais). Selton Mello acertou e a edição é muito boa. A transição da vida boa para prisão é bem feita.

A Tia Helo não ia gostar de jeito nenhum desse filme. Imagina, playboy zona sul sem ter coisa melhor para fazer? 200 “Ai, Jesus!” para o Johnny.



O Gângster

Frank Lucas é um traficante assassino. A primeira cena do filme já mostra que com ele o buraco é mais embaixo. Dito isso, ele também é inteligente e um competente homem de negócios.

Ele viu um nicho de mercado (a heroína) na decadência dos anos 70, foi até o Vietnã, na época da guerra, negociou produto da melhor qualidade com os locais, arranjou transporte pelo exército americano e assim se tornou um homem rico. Muito rico.

Frank também sabia tudo de marketing, ele oferecia o produto puro por um preço menor do que o lixo que os policiais corruptos passavam. E ele entendia de marca, imagem e acreditava honestidade (dentro dos limites da bandidagem). Ele era um homem super elegante, só andava de terno, falava pouco, não badalava e, o mais importante, não consumia seu produto.

Frank conseguiu que a máfia italiana trabalhasse para ele. Enough said.

Ele passava despercebido até que um outro homem com as mesmas características dele o descobriu, o policial Richie.

Richie, por sua vez, era do tipo que encontrava 1 milhão de doletas na mala do carro e entregava o dinheiro para a polícia, se fazendo odiado pelos colegas.

Richie descobre o esquema de Frank e o persegue com precisão.

A melhor cena para mim é Frank e Richie negociando a entrega de ¾ dos policiais de narcóticos. É ali que se vê o respeito entre eles.

É isso que faz o filme interessante. Apesar de tudo o que Frank representa você se pega gostando dele. Raiva mesmo só do policial interpretado pelo Josh Brolin, de bigodão e tudo.

Denzel Washington nunca esteve tão chique na vida como Frank e Russel Crowe (macho-que-é-macho de carteirinha) entrega um Richie que podia ser primo americano do Capitão Nascimento, sem o saco plástico.

Eu gostei. A Tia Helo só ia gostar do fato que Frank levava sua mãe para igreja todo domingo, fora isso ela diria 350 “Ai, Jesus!” para o gangster americano.

28.1.08

Flight of the Conchords

Flight of the Conchords

Essa série é nonsense total, mas tem as melhores músicas. É sobre uma dupla de músicos neozelandeses que está tentando a sorte nos EUA. Bret e Jermaine moram num muquifo, tem uma única fã e são gerenciados pelo representante do consulado da Nova Zelândia, Murray.

Cada episódio tem uma linha de história, mas, no meio da cena, eles começam a cantar e vira um clipe da música.

Eu peguei essa no youtube, que foi do episódio no qual Bret arranja uma namorada, Coco, Jermaine fica com ciúmes e a compara a Yoko. No fim eles cantam essa música aí chamada Sello Tape.

Minha parte preferida? O primeiro refrão: Brown paper, white paper, stick it together with the tape, the tape of love, sticky stuff.

E no fim…people,people,paper,pencil,people….hahahahahha!

22.1.08

Romantismo

Romantismo

Ele: olha essa planilha de fluxo de caixa aqui. Em janeiro eu pago as prestações da geladeira, em março termino o carro, em julho dá para adiantar no apartamento e aqui, em dezembro, a gente casa.

Ela: Hã? É assim mesmo? Sem um jantar? Sem eu fazer uma escova? Nem um batomzinho?

Melhor pedido de casamento ever.

Sim, eles casaram.

18.1.08

Trilha sonora do filme da minha vida( de acordo com o shuffle do iPod)

Trilha sonora do filme sobre a minha vida( de acordo com o shuffle do iPod)

Esse é um meme que eu vi lá no Rosebud é o trenó.

Funciona assim: ao apertar o shuffle do iPod (iTunes, Media palyer, qualquer coisa que tenha um Aleatório) você tem que anotar as músicas que aparecem na seqüência e seguir o roteiro abaixo (não vale trocar nem pular músicas).

E já que o meu iPod tem opinião sobre tudo vamos ver o que ele tem a dizer.

CRÉDITOS INICIAIS: Breakfast In America- Supertramp.
Ok, segundo o iPod eu sou americana (talvez ele tenha razão).

CENA EM QUE ACORDA: Heart of Glass – Blondie
Eu acordo animada mesmo.

PRIMEIRO DIA NA ESCOLA: The Girl Is Mine- Michael Jackson e Paul McCartney
Os meninos já estão brigando por mim. ;)

PRIMEIRO AMOR: Grace Kelly – Mika
O primeiro amor dramático, mas animado.

CENA DE LUTA: On A Plain – Nirvana
Distribuindo socos....

FIM DE RELACIONAMENTO: Friday I’m In Love – The Cure
Tipo assim, a fila anda e na sexta eu já estou em outra tá?

FESTA DE FORMATURA: Pinhead – The Ramones
Essa música é como aquele sonho que todo mundo tem depois que se forma: que ainda falta uma prova, dá um branco e você não se forma. O iPod acertou nessa.

DIA A DIA: When Love Comes to Town – U2 com BB King
Rock n' Roll e Blues, yeah!

COLAPSO MENTAL: A Bell Will Ring - Oasis
Hahahahahahaha! São “eles” tocando a campainha. Super esquizofrênica. E o detalhe é que o nome do álbum é Don’t Believe The Truth.

DIRIGINDO: I’m Only Sleeping – The Beatles
Perigoooo!

FLASHBACK: The Way You Make Me Feel – Michael Jackson
Flashback volta muitos anos, no tempo que o Michael Jackson fazia músicas legais e não era tão maluco.

CASAMENTO: The Blower’s Daughter – Damie Rice
Não vai ser muito bom.

NASCIMENTO DO FILHO: Tiny Dancer – Elton John
É tiny mesmo, um bebê.

BATALHA FINAL: For No One – The Beatles
Todos perdem.

CENA DA MORTE: Lemon – U2Envenenada por uma limonada.

FUNERAL: Les Champs-Elysees – Joe Dassin da trilha sonora de Viagem a DarjeelingEm Paris. Chique até o fim.

CRÉDITOS FINAIS: Chiquitita – ABBA
Damn iPod!! Estava indo tão bem....Mas que todo mundo vai sair chorando do cinema, ahh isso vai.


Quem quiser tentar deixa o resultado aí nos comentários que eu quero rir também.

11.1.08

Níver da Sue!!!!


Niver da Sue!!!!

Amanhã é o níver da Sue,Sãozinha como a tia Helo a chamava.
Se a nossa querida heroína estivesse aqui entre nós, amanheceria falando uns 1500 ai Jesus de felicidade...tia Helo amava aniversários e festas pois era motivo para ela comer uma de suas iguarias favoritas:brigadeiro!!!!!Mas a tia Helo amava mesmo era a Sãozinha...como eu amo!!!!!

Em homenagem as duas,eis aqui a iguaria de aniversário favorita deste blog :brigadeiro.Amiga Ká...a foto foi tirada com ele ainda fumegando....só falta você aqui para raspar a panela.Como diz a Ká, aniversário sem bolo e brigadeiro não é aniversário.

Suezinha tudo de melhor para você sempre!!!!!
Parabéns!!!!
Beijos da sua irmã quase perfeita hahahahaha!

4.1.08

Momento TOC Livros

Momento TOC Livros

Desde 2004, quando termino de ler um livro, eu anoto a data, o título, o autor e uma pequena sinopse (e a minha opinião) num caderno. Assim eu não esqueço o que eu já li, nem se gostei muito para ler outra vez, nem se odiei e por isso não consta mais na estante. Além do que eu não deixo de praticar o uso da caneta.

Hoje eu fui lá escrever mais uma sinopse e resolvi dar uma geral no caderninho. E o resumo é o seguinte:

- Em 2004 eu só anotei 2 livros, já que eu comecei a fazer isso no mês de novembro. E foi justamente de um deles, De cada amor tu herdarás só o cinismo do Arthur Dapieve, que eu tirei essa idéia de fazer book reports num caderninho.


- Em 2005 eu li 24 livros, uma média de 2 por mês (lembrem-se que eu vejo muita tv, muitos dvds e vou muito ao cinema). Mas isso tem um motivo, eu estava morando no Rio e lá eu sempre leio mais. Ando muito no metrô e na falta de janelas e pessoas interessantes os livros são uma grande distração.


Li clássicos como: The Great Gatsby, O retrato de Dorian Gray, e East Of Eden. Li dois do John Grisham. Li um japonês, No país das neves e um hungaro Divórcio em Buda; um Harry Potter e a série completa do Mochileiro das Galáxias. Li autores novos com Jonathan Safran Foer com Tudo se ilumina e Alice Sbold com Uma vida interrompida. Li autores consagrados como Umberto Eco, A chama da Rainha Loana e Gabriel Garcia Márquez, Memória de minhas putas tristes (que eu não gostei e me deu vontade de reler “Cem anos de solidão” só para tirar a má impressão). Li um com mais de 700 páginas (que podia ter metade), Jonathan Strange & Mr. Norell. E mais alguns que não vale mencionar.

Já escutei alguém aí reclamar que eu não li nenhum nacional. Li sim. Moacyr Scliar, Na noite do ventre, o diamante.


- 2006 foi um ano pobre de livros, mas só em quantidade. Só li 9. Como desculpa para tão pouco, esse foi o ano que eu descobri Lost e a maravilha de ver séries no computador.

Mas olha só como o ano foi produtivo: li um Saramago, um Paul Auster e um Nick Hornby. Três bestsellers: O caçador de pipas, O diabo veste prada e Velocity. Li um nacional, Moacyr Scliar outra vez, Os vendilhões do templo. E li os excelentes: O Estrangeiro e Crime e Castigo.

Na verdade eu terminei 9 livros, porque a grande vedete de 2006 foi Ulisses do James Joyce. Comecei determinada (e até disciplinada) a terminar a jornada de um dia de Leopold Bloom, mas cansei um pouco na metade. E não contabilizei um de quadrinhos do Calvin e nem o Almanaque de futebol que ganhei para a copa.


- Em 2007 eu li 11 livros. Ainda enfeitiçada com as séries eu li muito nas viagens, mas aos poucos eu chego ao equilíbrio entre a leitura e a tv.

Finalmente li A Hora da estrela só para concluir que é genial. Li dois livros-pipoca do australiano Markus Zusak , A menina que roubava livros e Eu sou o mensageiro . Li dois americanos dos bons: Harper Lee, To kill a mockingbird e Philip Roth, The plot against America. Obviamente li o último do Harry Potter e mais um do John Grisham. Li as críticas gastronômicas do Alex Kapranos e um do espanhol Carlos Ruiz Safon, A sombra do vento. Li o clássico inglês Wuthering Heights e até falei dele aqui no blog. E tive o prazer da escrita detalhista de Chuck Palahniuk.

Li mais alguns capítulos do Ulisses (até 2009 eu termino). E na cabeceira da cama fica The complete Beatles Chronicle, que eu vou lendo aos poucos, ainda estou em 1964.

Então para 2008 o objetivo é ler mais de 11 livros. Daqui um ano eu coloco a lista aqui no blog.

1.1.08