31.7.23

+Filmes e Séries (e novelas coreanas)

Filmes

Fiz posts de Missão Impossível 7, Barbie e Oppenheimer. Aqui estão os outros filmes que vi esse mês.

Wham! - Documentário sobre a banda (duo) do qual George Michael fez parte antes de partir para carreira solo. A Wham! fez muito sucesso em um curto espaço de tempo. A banda veio com músicas bem pop no meio do pós-punk e pré-new wave. A história de George Michael e Andrew é bonita, amigos desde sempre. O documentário é feito de um jeito que parece que o Andrew está conversando com o George Michael. Para ver e passar a semana escutando Wham!. NETFLIX

Dream - filme coreano que conta a história de um jogador de futebol (Park Seo Joon -crush!) que se mete em uma polêmica que o deixa suspenso de jogar e, para melhorar sua imagem, aceita ser técnico de um time inusitado. São homens que estão em situação de rua e cada um tem uma história. Eu diria que é o Jamaica Abaixo de Zero da Coréia do Sul. Esse time vai representar o país numa copa do mundo de futebol dos homeless. Para dar visibilidade a causa (e ao jogador) tem uma equipe fazendo um documentário. Esse filme tem a melhor cena de alguém dando um cotoco (mostrar o dedo do meio em cearês) do ano. NETFLIX


Nimona - uma animação ótima sobre uma sociedade que vive numa cidade protegida de uns monstros e tem uns cavaleiros designados para essa proteção. Acontece que o lider do exercito geralmente é um descendente da primeira general que lutou contra os monstros mas agora vão promover um rapaz que veio de uma família comum. Mas acontece uma tragédia, o rapaz é incriminado e só tem uma criatura que muda de forma que o ajuda. NETFLIX

The Covenant - Jake Gyllenhaal faz um sargento na guerra do afeganistão que tem um tradutor que o ajuda nas missões e o salva quando o carrega por dias no meio da zona de guerra. Depois o sargento volta para tentar tirar o tradutor e sua família que estão sendo perseguidos. É ok. PRIME VIDEO


Séries

The Bear - vi a primeira temporada e a segunda sai no fim de agosto. Tinha visto um episódio e deixei, mas voltei e vi toda a temporada e é muito boa. Não gosto de nada que mostra o ritmo frenético de cozinhas, as pessoas estão sempre nervosas, as vezes prefiro não saber como a comida é feita. É sobre o Carmie que é um chef de cozinha premiado que herda a lanchonete de sanduíche do irmão que se matou. Ele tenta implementar a filosofia e ordem de uma cozinha de estrela michelan em uma biroska num bairro nada amigável de Chicago. Ajuda que os episódios são curtos. STAR+

A Superfantástica História do Balão - série documentário de 3 episódios sobre o Balão Mágico, a banda de crianças que foi um fenômeno de sucesso no início dos anos 1980. Tem os quatro integrantes reunidos hoje falando do passado e alguns outros depoimentos dos adultos que administravam a banda e que faziam os programas de TV. Essas crianças cresceram para serem adultos cheios de problemas (menos o Jairzinho) e meio que analisam os acontecimentos. STAR+


Novelas Coreanas

Celebrity - fiquei na dúvida se colocava em série ou novela coreana. É curta (12 episódios) mas tem os clichês de novela. É sobre uma garota que vira influencer e cai em desgraça. A novela começa com a moça fazendo um livestream contando sua história e mostra os flashbacks. Acontece que todos achavam que ela estava morta. Ela era uma moça de familia rica que caiu em desgraça e ela teve que abandonar a faculdade para poder trabalhar e sustentar a família. Uma amiga da escola (quando ela ainda era rica), que é influencer, a vê e decide lançá-la online achando que ela ainda tem dinheiro. O rapaz da novela é tão rico, mas tão rico, que tem uma funcionária para tirar os sapatos dos pés dele sem que ele tenha que parar de andar. O tema é bom, é atual mas não explora a fundo. O casal tem zero química. NETFLIX

Are You Human - Uma novela coreana com inteligência artificial. Uma mãe cientista tem seu filho sequestrado pelo sogro über rico, foge da Coréia do Sul, e decide construir um robô que é igual ao filho. Ela até constrói robôs que acompanham o crescimento do filho. Um dia o filho real vai até a República Tcheca atrás da mãe mas sofre um acidente e fica em coma. A mãe e o secretário do filho real decidem colocar o robô no lugar do real até esse acordar do coma. Só que o filho robô é muito mais legal e inteligente do que o filho real (que é um escroto). No meio disso tem uma moça que era segurança do filho real e acaba sendo segurança do robô. Essa novela tem uma boa discussão sobre inteligência artificial e do que ela é capaz e sobre essa substituição do real pelo robô. Claro que tem os exageros de novela coreana mas achei válida. O ator que faz o filho robô e o filho real é ótimo. NETFLIX

Crazy Love - Sobre um professor de matemática que é uma estrela (na Coréia do sul tem isso) e sua secretária. Ele é péssimo com a secretária, e ela que um dia quer ser professora na escola e aguenta as frescuras dele. Mas ela recebe um diagnóstico de doença terminal e decide pedir demissão dando um susto nele. Só que ela não é a única que quer vê-lo morto e ele é atropelado na frente dela. No hospital, ele acorda com amnésia, ela diz que é a noiva dele e começa uma mini vingança. É boba mas achei divertida apesar do professor ser muito red flag. STAR+

King The Land - Uma novela na linha de Pretendente Surpresa e Secretária Kim. Não chega a ser boa como a primeira mas não tem os absurdos da segunda (também não tem o Park Seo Joon). A história é sobre um rapaz ricaço (ele é tão rico que ele tem uma estate house na Inglaterra, tipo a Downton Abbey) que volta para a Coréia do Sul para administrar a parte VIP do hotel 5 estrelas da família. A moça trabalha na recepção do hotel e é a melhor funcionária. No início eles batem de frente mas logo ficam interessados um no outro, o casal é fofo. Gosto que a moça é quem ensina as coisas para ele e não deixa a peteca cair. Ele tem uma irmã mais velha que é malvada e fica tentando colocar ele para fora da empresa. A moça tem duas amigas ótimas que trabalham nas outras empresas do conglomerado da familia do rapaz e ele tem um secretário que é um trapalhão (saudades Secretário Cha de Pretendente Surpresa). NETFLIX

See You in My 19th Life - Essa novela começou bem, é sobre uma moça que consegue lembrar de suas vidas passadas. Na vida anterior a atual ela estava com um amigo querido quando morreu criança num acidente de carro. Ela logo nasce outra vez e na vida atual ela vai atrás do rapaz (que na outra vida era mais novo e nessa é mais velho do que ela). Ela nasce numa familia péssima e pobre e usa seus conhecimentos e habilidades de outras vidas para ganhar dinheiro e poder encontrar o rapaz. Ela cresce e trabalha numa das empresas da família dele até eles se encontrarem (ele foi morar fora). Tem uns plot twists bons, as vezes ela é meio creepy quando está abordando o rapaz, mas vai bem até o episódio final que foi totalmente sem sentido. NETFLIX


28.7.23

Analisando a música: Be Sweet (Japanese Breakfast)

Semana passada terminei de ler Crying in H Mart (em portugês saiu como: Aos Prantos No Mercado) da Michelle Zauner. Esse livro estava na minha lista fazia tempo mas foi só quando escutei uma entrevista da Michelle Zauner em um podcast que fiquei mais interessada. A Michelle Zauner é vocalista e guitarrista da banda indie pop americana Japanese Breakfast que conheci pelo terceiro disco, Jubilee, lançado em 2021 com a música analisada da vez Be Sweet.

A Michelle Zauner é filha de mãe coreana e pai americano e nasceu em Seoul. No livro ela conta boa parte da sua vida, como ela se sentia deslocada na escola nos EUA, como ela foi morar na Filadélfia e formou a primeira banda depois da faculdade e como ela conheceu o namorado (depois marido) Peter. Mas o livro é mesmo sobre a relação da Michelle com sua mãe e principalmente com comida. Os coreanos falam a linguagem do amor através da comida, cada ocasião tem um prato especial e a primeira coisa que um amigo coreano vai te perguntar é se você já comeu. Tem muita descrição das comidas coreanas nesse livro, me deu até fome. Quando a Michelle Zauner tinha 25 anos sua mãe ficou doente e depois faleceu. 

Foi depois da morte da mãe que Michelle Zauner juntou uns amigos e resolveu gravar umas músicas. Daí saiu o primeiro disco da Japanese Breakfast: Psychopomp (de 2016). A capa desse disco é uma foto da mãe dela e em uma das músicas tem uma introdução que é a voz da mãe dela falando uma mensagem meio em coreano meio em inglês. Foi uma boa estréia que a levou a fazer shows pelos USA, Europa e Asia. O livro termina com ela fazendo um show em Seoul.

Só fui escutar esse primeiro disco depois que li o livro e dá para sentir o peso do luto apesar das músicas terem uma vibe pop. O segundo disco, Soft Sounds From Another Planet (2018), tem um som mais experimental. Mas eu gosto mesmo é do Jubilee, é um disco mais leve, e por isso escolhi analisar o que acho que é o maior hit da banda até agora.

A banda usa muitos elementos que poderiam estar em músicas dos anos 1980 e acho que por isso Be Sweet me pareceu uma música conhecida. A Michelle Zauner disse que já tinha trabalhado o seu luto com os discos anteriores e estava pronta para celebrar apenas sentir. Ela disse que mirou em Kate Bush e Björk para fazer um disco "Teatral, ambicioso, musical e surreal". Michelle Zauner diz que tenta se manter "extremely weird" (extremamente esquisita? excentrica?) conciliando com sua persona pop star.


Mas vamos saber o que diz Be Sweet com sua batida pop e refrão que gruda na cabeça.

Essa é uma música que a Michelle Zauner compôs em conjunto com Jack Tatum da banda Wild Nothing. Os dois decidiram compor uma música pop sem ter ninguém em mente e não era para nenhum dos dois. Mas Michelle Zauner disse que assim que a música tomou forma ela amou e decidiu gravar. Segundo ela: "Acho que a distância de compor para 'outra pessoa' me permitiu essa persona de uma mulher  da noite irreverente dos anos 1980, parece um pouco Madonna.". Então aqui temos uma música com uma batida pop interessante que remete aos anos 1980 mas ao mesmo tempo é contemporânea. 

Tell the men I'm coming
Tell them to count the days
I can feel the night passing by
Like a mistake waiting for me
Caught up in my feelings, overthink the truth
Fantasize you've left me behind
And I'm turned back running to you

Com essa persona da mulher da noite irreverente em mente, ela começa dizendo que "Avisa aos homens que estou chegando." Eles podem começar a fazer a contagem regressiva. (aqui ja imaginei a Madonna no video de Material Girl que ela imita a Marylin Monroe).
Mas ela diz que sente que a noite está passando por ela como um erro que a está esperando.
Talvez ela tenha brigado/terminado com o namorado e decidiu sair na noite mas se arrependeu.
Aí ela diz que está apegada a seus sentimentos e está pensando demais na verdade.
E fantasia que ele a deixou para trás e que ela voltou correndo para ele.

Make it up to me, you know it's better
Make it up to me, you know it's better

Não sei o que ele fez mas ela não está correndo de volta a toa, ela diz que "é melhor você fazer as pazes comigo". Acertar as contas.

Be sweet to me baby
I wanna believe in you, I wanna believe (be sweet)
Be sweet to me baby
I wanna believe in you, I wanna believe in something

O refrão que gruda na sua cabeça. 
Não só fazer as pazes mas também ser doce, ser um cara legal. Ela quer acreditar nele, ela quer acreditar em alguma coisa.

So come and get you woman
Pacify her rage
Take the time to undo your lies
Make it up once more with feeling
Recognize your mistakes and I'll let you back in
Realize not too late, love you always

"Então venha e pegue sua mulher", pelo jeito ela relevou o que ele tenha feito. Só que ele vai ter que acalmar a raiva dela. Eita. Mas ela diz que ele pode ter calma para desfazer as mentiras e acertar as contas mais uma vez, com sentimento (acho que aqui tem um duplo sentido hein?).
"Reconheça seus erros e te recebo de volta. Mas não demore para perceber que te amo sempre". 

Make it up to me, you know it's better
Make it up to me, you know it's better

Be sweet to me baby
I wanna believe in you, I wanna believe (be sweet)
Be sweet to me baby
I wanna believe in you, I wanna believe in something

Ou seja, brigaram, acabaram, não sei o que ele fez, ela o quer de volta mas ele vai ter que reconhecer seus erros. Acho justo. Seja doce.

O video é divertido, parece um CSI meio anos 1980.



E claro que a banda gravou a versão em coreano dessa música com a So!YoOn!. É ótima.



26.7.23

Barbenheimer



O evento cinematográfico do meio do ano. Marcaram para estreiar no mesmo dia o filme da Barbie e o filme do Oppenheimer. Aí o marketing criou essa "disputa" e todo mundo entrou na onda. Mas a estrela mesmo é a Barbie e essa "disputa" na verdade favoreceu o filme do Christopher Nolan porque duvido que uma boa parte das pessoas que estava se vestindo de rosa boneca soubesse quem foi o físico americano.

Primeiro vi Oppenheimer. Fui na estréia e o shopping estava apenas lotado de pessoas usando cor de rosa. Começa que o filme da Barbie tinha três vezes mais sessões do que o filme do Oppenheimer. Até porque o Christopher Nolan fez seu filme para a tela do IMAX e na cidade só tem uma sala com essa tecnologia. Mas além das pessoas, o comércio também aderiu ao cor de rosa a maioria das vitrines estavam em rosa.

Nos filmes da Marvel, DC, Star Wars e Harry Potter é comum ver o pessoal fantasiado na estréia mas não é uma maioria. No caso da Barbie acho que em todas as sessões por um bom tempo vai ter gente indo de rosa. É um fenômeno.

Mas vamos aos filmes.

Oppenheimer conta a história do físico americano responsável pelo Projeto Manhattan que foi a criação das bombas atômicas que foram jogadas no Japão para acabar com a segunda guerra. O filme fica num vai e vem no tempo entre uma comissão que investiga o Oppenheimer pós-guerra, uma audiência de um senador que colocou o físico numa situação a ser investigado e como o Oppenheimer chegou no projeto e a criação da bomba.

Os efeitos sonoros e visuais de filme são incríveis. A cena do teste da bomba é sensacional, vale o ingresso do IMAX. A trilha sonora do Ludwig Göransson é maravilhosa, dessa vez ele deixou os tambores de lado e focou nos instrumentos de corda que deixa as cenas tensas mais tensas ainda.

O Cillian Murphy tem sua cara na tela em 80% do filme e ele é excelente. A voz dele é de um tom grave que chega a ser calmante no som do IMAX ficou maravilhosa. O Matt Damon é o coronel responsável por fiscalizar a obra do Oppenheimer e ele faz muito bem o americano cheio de confiança (e desconfiança). Tem muito ator bom fazendo ponta nesse filme. 

A Emily Blunt faz a esposa do Oppenheimer e não achei a personagem dela bem desenvolvida, ficou meio jogada no filme e ela é importante, a Florence Pugh faz a amante que teve um pouco mais de desenvolvimento.

O filme mostra como Oppenheimer foi da teoria a prática e as dúvidas, dilemas morais e explicações sobre a criação de uma arma com um poder de destruição inestimável numa época de guerra onde os USA estava numa corrida contra, inicialmente, os alemães e depois os russos. 

É um filme muito bom, bem feito, mas são três horas de filme e achei cansativo em algumas partes. 


O filme da Barbie fui ver na semana seguinte a estréia e ainda tinha muita gente de rosa no cinema. Barbie foi dirigido pela Greta Gerwig, que é boa diretora mas a acho superestimada. Ladybird é chatérrimo, reviro os olhos para a Frances Ha, mas gostei muito de Adoráveis Mulheres e dei crédito para ela.

Barbie é divertido. A Greta Grewig conseguiu criar uma história boa para uma personagem que é uma boneca. Margot Robbie é perfeita como a Barbie Estereótipo e ela está feliz na Barbieland com suas amigas Barbies e amigos Ken. Até o dia que ela pensa na morte e seus pés ficam chatos. Mas por que a Barbie pensa na morte? Porque quem está brincando com ela no mundo real tem esses pensamentos e a Barbie precisa ir até lá para saber o que está acontecendo e recuperar sua vida feliz em Barbieland.

Ryan Gosling está muito engraçado como o Ken e faz uma dupla rivalizando com o Ken do Simu Liu que é bem divertida. O Michael Cera, que estava meio sumido, faz o Allan que é o boneco amigo do Ken e ele é o melhor boneco da Barbieland.

Gostei muito da direção de arte da Barbieland, os figurinos, e tudo que acontece por lá. É colorido e é lúdico. 

O dilema existencial da Barbie (e do Ken) é bem colocado e é um filme girl power.

Só não gostei muito da trilha sonora, esperava mais, mas a música do Ken é genial (e o número musical idem).

Valeu o ingresso do cinema e o justifica o fenômeno.


Acho que a Tia Helô não teria "Ai, Jesus!" suficientes para o Oppenheimer e a atrocidade que foi a bomba atômica. Já para a Barbie acho que ela diria 16 "Ai, Jesus!" no tour da Barbie pelo Mundo Real.

10.7.23

Missão Impossível: Acerto de contas (parte 1)

Tom Cruise voltou ao papel de Ethan Hunt para esse sétimo filme do Missão Impossível. Sétimo filme parte 1 porque vai ter uma segunda parte (e é necessária) mas ainda não sabemos quando.

Esse filme teve um marketing bom, até divulgaram o making of da cena do Tom Cruise pulando de moto no penhasco no cinema, então a curiosidade para ver o que Tom Cruise iria aprontar dessa vez era tão grande que fui com os amigos na pré-pré-estréia do filme.

O que faz os filmes da série Missão Impossível serem tão bons é que para cada cena que normalmente alguém diria "Ah isso é a maior mentira" ou "só pode ser tela verde e CGI" a gente sabe que é o Tom Cruise lá, de verdade, pilotando helicópteros, se pendurando do avião, escalando prédio em Dubai, correndo no meio de uma vila chinesa, prendendo a respiração por eternos minutos, falando francês e italiano e se jogando de moto no penhasco.

Nesse filme somos apresentados a uma inteligência artificial que foi criada para fazer um submarino russo invisível mas a IA cria uma consciência e mostra o que pode fazer. Claro que todo mundo quer colocar as mãos nessa IA e controlar seus poderes mas para isso precisam de uma chave composta de duas partes. Uma parte está com a Ilsa (a agente do Mi6 amiga do Ethan) e o governo americano o manda lá para pegar.

Como essa chave é disputada, o Ethan Hunt cruza com a Grace (a ótima Haley Atwell) que foi contratada para pegar a chave. Daí pra frente temos muita ação em Roma, Veneza e nos alpes austríacos (que na verdade é a Noruega).

Gostei desse filme, especialmente os últimos 40 minutos. A cena da moto é incrível, mesmo tendo visto o making of e sabendo que existia.

Uma das corridas desse filme é a mais bonita da série Missão Impossível (não é a melhor, essa ainda é do filme 3).

Porém, como disse antes, precisa da segunda parte. Tem algumas coisas do passado do Ethan Hunt que foram jogadas nesse filme que até fiquei na dúvida se teriam acontecido no primeiro filme e eu tinha esquecido, mas não. O vilão do filme, em teoria (porque tem sempre os humanos), é a IA consciente mas acho que faltou algo para a gente realmente sentir o perigo que é. O James Cameron poderia ter liberado o nome Skynet porque assim já saberiamos porque ter medo mas ficam chamando a IA de Entidade e achei meio cafona.


Tom Cruise, acelera aí essa parte dois!

O Missão Impossível Fallout, o sexto filme, é o meu favorito. (seguido de MI: Ghost Protocol, o filme 4)

A Tia Helô diria 513 "Ai, Jesus!" para o Ethan e Grace nas escadarias da Praça de Espanha em Roma.

30.6.23

+Filmes e Séries (e duas novelas coreanas)

Filmes

Homem Aranha Através do Aranhaverso - O segundo filme animação do Spiderteen no multiverso. O primeiro filme é maravilhoso, a animação é linda e variada e a história é muito boa. Nesse filme a história do Miles continua e ele agora é o Spiderteen salvando pessoas em NYC enquanto tenta passar nas aulas. Acontece que aparece um novo vilão que o poder é muito bom, ele consegue criar passagens e um lugar para o outro, porém ele quer implodir o multiverso. Mas o filme começa mesmo com a história da Gwen (numa animação aquarela bem bonita). Anyway, Gwen e Miles vão ter que dar um jeito na bagunça, ser reunir com os Spideramigos do primeiro filme e para isso vão até onde todos os Spiderpessoas, Spideranimais, se encontram. A animação desse filme é linda de ver, a história é boa, o vilão tem potencial mas deixou um gancho para um terceiro filme que espero que não demore muito para concluir a história.

o poster japonês é o mais bonito

Indiana Jones e a Reliquia do Destino - OU Indiana Jones 5. Harrison Ford voltou para o papel do arqueólogo favorito de todos, mas Indiana Jones agora é um senhorzinho que não tem mais garotas com coração nos olhos e sim uma sala de aula com alunos entediados. A história é sobre um artefato criado pelo Arquimedes e que o vilão da vez (que é nazista, óbvio) acha que tem poderes. Indiana Jones e o vilão se enfrentaram no fim da segunda guerra e se reencontram em 1969. Os astronautas acabaram de voltar da lua e Indy ainda está de olho no passado. Helena, afilhada do Indy, aparece para ver se consegue metade do artefato e procurar a outra metade. Na verdade ela quer vender porque ela é trambiqueira. Esse filme tem umas três sequencias grandes de ação e são longas, poderiam ter muitos minutos a menos. A sequência da perseguição de carro em Tangier cansa qualquer um. As melhores partes são as que Harrison Ford e a Fleabag trocam farpas. Outra coisa que não funcionou muito bem foi o rejuvenescimento digital dos atores. O Harrison Ford jovem só engana calado, quando fala ficou estranho mas o Mads Mikkelsen mais jovem ficou pior. É legal ver os amigos do Indiana Jones de volta e esse filme é melhor do que o 4. O meu preferido ainda é A Última Cruzada, ou Indiana Jones 3.

Fire Island - Orgulho e Preconceito com gays em uma ilha onde todo ano rola festas durante uma semana. Quando me dei conta que era uma versão do livro da Jane Austen aproveitei muito mais esse filme e dei muitas risadas. A última cena com Last Dance da Donna Summer é muito boa. STAR+

Magic Mike The Last Dance - Já a last dance do Magic Mike é só ok. Magic Mike trabalha de barman em festas e um dia a Salma Hayek o contrata para um dancinha sem saber o que ia receber. Depois de ver os quadris cheios de ginga do Magic Mike ela tem idéia para um show em Londres onde ela (ou o marido de quem ela está se seprando) tem um teatro. Aí Mike vai ensinar uns caras a rebolar. Tem um bailarino que é muito bom. Gostei mesmo foi do mordomo fofoqueiro. HBO Max

Are You There God? It's Me Margaret. - mês passado vi o documentário sobre a vida da Judy Blume e descobri que tinham feito o filme do livro mais popular dela. A Margaret é uma menina de 13 anos que sai de NYC para uma cidade menor em New Jersey. Ela está naquela idade no início da puberdade onde ela já quer ser mulher mas também menina. Margaret se junta as amigas na escola e elas fazem um grupinho para falar de peitos, menstruação, meninos e outros assuntos. Margaret não tem religião porque seu pai é judeu e sua mãe protestante, então deixaram para ela escolher. Margaret usa deus como um terapeuta e conversa com ele sobre tudo e também investiga as religiões com sua avó e suas amigas. É bem fiel ao livro, é um filme fofo, e mesmo passando tudo na década de 1970 acho que meninas se identificam até hoje. 

Extraction 2 - O Melhor Chris sobreviveu os tiros, a queda da ponte, não afogou e nem morreu de infecção das bactérias do rio onde ele caiu. Ele se recupera e vai extrair a ex-cunhada com os filhos de uma prisão. Ela está lá com os filhos porque o marido dela é um dos lideres da mafia da Geórgia e como ele está preso ele quer a família com ele. Bem, as cenas de ação são muito bem feitas mas depois da terceira cansei. E acho chato muita ação com tiro. Gosto do Melhor Chris e da Nik, a agente/colega dele, que chuta muitas bundas mas fica difícil se importar com resto dos personagens. NETFLIX


Séries

Silo - passa num lugar, acho que num futuro distópico, onde as pessoas todas moram num subterrâneo e acham que o lado de fora está envenenado. A esposa do sherife do lugar um dia pede para sair porque ela acha que lá fora é diferente do que é dito. E pedir para sair é pedir para morrer. É uma sociedade onde todos estão sendo observados, as leis funcionam mais para uns do outros e é proibido ter objetos de outra época antes do Silo sem autorização (tipo relógio de pulso, alguns livros). No meio disso tudo aparece a Juliette que é uma mecânica nas engrenagens do Silo mas que vai ser a nova sherife. APPLE TV+

Never Have I Ever - na quarta, e última temporada, Devi e suas amigas estão no último ano da escola. Devi e Ben começaram a temporada juntos na cama (mas durou pouco), Paxton não se adaptou a vida universitária e voltou para ser ajudante do técnico de natação, mãe de Devi arranjou um namorado, e muitas confusões acontecem narradas pelo John McEnroe. Achei que a série terminou bem. NETFLIX

Black Mirror - A sexta temporada de Black Mirror está bem diferente mas muito boa. Dos 5 episodios achei 3 muito bons. Loch Henry onde um casal de documentaristas investiga a história de um serial killer na escócia. Beyond the Sea onde dois astronautas tem avatares na terra e enquanto dormem no espaço passam o tempo com a família na terra, mas algo dá errado. Demon 79 é sobre Nida, uma vendedora de sapatos, que um dia recebe a visita de um demônia que diz que ela precisa matar 3 pessoas para salvar o mundo. O episódio da Joan is Awful com a Salma Hayek também é bom, nos ensina a ler todas as letrinhas miúdas do contrato com a Netflix (que na série se chama Streamberry). NETFLIX

Not Dead Yet - série com a Gina Rodriguez (a Jane the virgin) e ela é Nell, uma jornalista que acabou um relacionamento em Londres, voltou para Los Angeles e pediu seu emprego no jornal de volta. Só que a única vaga que tem é escrevendo os obituários. Acontece que Nell passa a ver os fantasmas de quem ela precisa escrever o obituário. É divertida. STAR+

Connect - uma série coreana cheia de gore e bem feita. É sobre um rapaz que tem uma peculiaridade: se uma parte do corpo dele é quebrada automaticamente se recompõe e se é cortada fora volta para o corpo, isso é ser connect. Um dia ele é atacado e levado para um médico que tira os orgãos para vender mas, depois de cortado e olhos tirados, o rapaz connect se recupera e na fuga só consegue recuperar um dos olhos. O outro olho vai parar na cara de um serial killer artístico (ele mata e usa os corpos para fazer esculturas) e o rapaz connect as vezes (tem um gatilho) consegue ver tudo que o serial killer vê. É curtinha, 6 episódios, e é nonsense. O último episódio vale a pena MAS deixa um gancho para uma segunda temporada que ninguém sabe se vai existir. STAR+

100 anos Warner Brothers - uma série de 3 episódios sobre a história dos Studios Warner Brothers. Os dois primeiros episódios são muito bons mas o terceiro só parece propaganda mesmo. HBO Max


Novelas Coreanas

Good Bad Mother - É sobre uma mãe que, antes do filho nascer, o marido foi assassinado num esquema de corrupção do promotor público (que depois vira deputado). O filho, Kang Ho, cresce com a mãe insistindo para que ele estude muito e seja promotor e só assim ele poderá saber o que aconteceu com o pai. Mas as vezes ela é cruel com o filho, não deixa ele comer para ele estudar mais, não deixa ele brincar com a amiga. Ele cresce, estuda, passa na prova da faculdade de direito mas briga com a mãe e vai morar sozinho em Seoul. Anos depois Kang Ho vira promotor mas é corrupto do deputado e do dono da construtora que matou seu pai. Kang Ho é noivo da filha do deputado e a leva para conhecer a mãe (que é criadora de porcos), na volta da visita ele sofre um acidente e quando acorda no hospital ele está com mente de uma criança de 7 anos. A mãe tem que ajudá-lo a se recuperar fisicamente e ensiná-lo a fazer as coisas como se fosse uma criança. 
Aí entra o elenco secundário da novela que são as pessoas fofoqueiras da cidade pequena que ajudam a mãe mas também falam mal dela. Tem a amiga de infância do Kang Ho, a Mijoo (zero maturidade para esse nome) que mora em Seoul mas os filhos gêmeos dela, de uns 6 anos, moram com a vó na cidadezinha e acabam sendo os únicos amigos do Kang Ho. Acontece muita coisa nessa novela, a Mijoo mente para a mãe e filhos que mora nos EUA, tem o outro amigo de infância trambiqueiro e tem os capangas do dono da construtora que ficam de olho no Kang Ho caso ele recupere a memória. 
Tem umas coisas que a mãe faz com o Kang Ho que são inacreditáveis e ao mesmo tempo ela é uma fofa. NETFLIX

Kiss Sixth Sense - Nessa novela a mocinha, YeSoul, tem um poder (ou maldição) que se ela encostar os lábios em qualquer parte do corpo de outra pessoa ela consegue ver o futuro da pessoa. Os namoros dela não duram muito e teve até um namorado que ela insistiu mas no fim não deu certo (esse namorado até faz um filme chamado "Toda vez que te beijo você chora"). Yesoul tem um chefe muito exigente, as vezes chato e é meio esquisito. No mais puro clichê de novela coreana, um dia no trabalho eles tropeçam e caem num selinho. Aí ela vê que no futuro dele eles estão no maior rala e rola, na maior intimidade. Ela fica bolada porque ela nem gosta muito do chefe. Essa novela tem o primeiro triangulo amoroso de verdade de uma novela coreana porque geralmente a terceira parte nem tem chance. Só achei que essa novela perdeu a graça no fim e meteu um assassino na história só para efeito mas ela e o chefe tentando descobrir como esse futuro que ela viu vai acontecer é divertido. STAR+

28.6.23

Analisando a música: Manic Monday (The Bangles)

Essa semana terminei de ler o livro This Bird Has Flown que foi escrito pela Susanna Hoffs que é uma das vocalistas da The Bangles, uma banda que teve alguns hits na década de 1980.

Só conheço três musicas e acho que foram os maiores hits da banda: Walk Like An Egyptian é divertida e dançante (e tem um video ótimo), gosto muito de Manic Monday e acho Eternal Flame chatérrima.

O livro é um romance beira de piscina que conta a história de Jane, uma cantora/compositora, que aos 33 anos, depois de um fim de relacionamento, está morando com os pais e aceita cantar seu maior hit, de 10 anos atras, com playback de karaokê, numa festa de solteiro em Las Vegas. Aí a sua agente resolve mandá-la para Londres para ver se a criatividade volta e no voo para Inglaterra ela conhece um professor bonitão de literatura que dá aulas em Oxford, mas isso fica para o post sobre livros.

No meio da história ela faz muitas referências a filmes, a Jane Eyre da Charlotte Brönte, e a muitas músicas. São tantas músicas que as vezes dava impressão que ela escreveu uma passagem no livro só para poder colocar um trecho ou nome da música. A playlist que saiu desse livro é muito boa e já me deu idéia para outros analisando a música.

MAS o que me levou a esse analisando a música é que, no livro, o maior hit da Jane é o cover de uma música de um cantor chamado Jonesy. Claro que Jonesy é fictício e no mundo do livro ele é um gênio da música adorado por todos. Então lembrei que Manic Monday é uma música do Prince gravada pelas meninas da Bangles. A arte imita a vida.

Prince, que gostou muito da banda, ofereceu duas musicas para elas escolherem uma para gravar em seu segundo album: Manic Monday ou Jelous Girl. A banda escolheu Manic Monday e o resto é história. (A versão que o Prince gravou só apareceu em 2019). Em abril de 1986 a musica #1 das paradas era Kiss do Prince a #2 Manic Monday que ele compôs.

Inclusive fiquei sabendo que era uma composição do Prince muitos anos depois (assim como Nothing Compares 2 U). Só para constar, o Billie Joe Armstrong da Green Day também gravou essa música (o video tem a Susanna Hoffs tocando guitarra).

Muitas coisas da vida da Susanna Hoffs estão no livro, é só dar uma olhada rápida pela internet. Uma dessas coisas é quando Jane diz que aprendeu o sotaque cockney assistindo muito Austin Powers. Susanna Hoffs compôs musicas para o filme e apareceu como parte de uma banda do agente britânico mais sem vergonha das telas.

Mas vamos saber o que acontece na segunda-feira da música.

Six o'clock already 
I was just in the middle of a dream
I was kissing Valentino by a crystal blue Italian stream
But I can't be late
'Cause then I guess I just won't get paid
These are the days
When you wish your bed was already made


A música começa com ela dizendo "Seis da manhã já?" provavelmente com o alarme tocando. Ela estava sonhando que beijava o Valentino (Rudolph Valentino um ator de filmes de hollywood dos anos 1920) ao lado de um riozionho límpido na Itália. Já entendo a revolta dela em acordar tão cedo.
Ela não pode se atrasar ou então não vai receber o salário.
E diz que esses são os dias que ela gostaria que a cama já estivesse feita para não ter o trabalho, ou ter muito dinheiro para alguém fazer a sua cama.

It's just another manic Monday
I wish it was Sunday
'Cause that's my fun day
My "I don't have to run" day
It's just another manic Monday

A segunda-feira não é um dia popular, as pessoas adoram odiar. O gato Garfield odeia segunda-feira. Em inglês, Monday vem de moon day, o dia da lua que vem depois do dia do sol, sun day. Tem muitas músicas que falam desse dia que é o menos querido da semana: I Don't Like Mondays (Boomtwon Rats), Rainy Days and Mondays (The Carpenters), e Monday Monday (Mamas and the Papas).

Eu gosto da segunda-feira. Just saying.

Mas a moça da música já acordou no susto e não pode chegar atrasada então ela chama o dia de segunda feira maniaca porque já sabe que vai ter pressa, agitação e frenesi. Ela gostaria que fosse domingo e aí vem umas rimas ótimas de Sunday com "fun day" e "run day". Domingo é o dia dela de diversão e o dia que ela não tem correria. Mas a segunda feira é maniaca.

Have to catch an early train
Got to be to work by nine
And if I had an aeroplane
I still couldn't make it on time
'Cause it takes me so long
Just to figure out what I'm gonna wear
Blame it on the train 
But the boss is already there

Ela tem que pegar o trem cedo porque o trabalho começa as nove, e mesmo se tivesse um avião não chegaria a tempo. E explica o porque do atraso: demora para escolher o que vestir. Quem nunca? Ela nem pode dizer que o trem que atrasou porque o chefe já está lá. Lá onde? No trem ou no escritório? Será que o chefe pega o mesmo trem que ela e sabe se atrasou ou não? De todo jeito o trem não leva a culpa.

It's just another manic Monday
I wish it was Sunday
'Cause that's my fun day
My "I don't have to run" day
It's just another manic Monday



Of all my nights
Why did my lover have to pick last night
To get down?
Doesn't it matter
That I have to feed both of us
Employment's down
He tells me in his bedroom voice
C'mon honey let's go make some noise
Time it goes so fast (When you're having fun)

Aí vem essa parte da música onde ficamos sabendo o motivo dela ter sonhado com beijo e ter acordado no susto com o despertador.
Que de todas as noites (sexta, sábado) o namorado/amante, aparentemente desempregado e que não tem que acordar cedo no dia seguinte, escolheu a noite de domingo para chamá-la para fazer um barulhinho bom. O boy até usou a bedroom voice, ou seja sensualizou a voz no convite. E ela gostou porque nem viu o tempo passar. Essa foi a parte fun do "fun day" do domingo dela. Acho justo. 

It's just another manic Monday
I wish it was Sunday
'Cause that's my fun day
My "I don't have to run" day
It's just another manic Monday

Mas a segunda-feira está aí, maníaca. 

Minha dica é deixar a roupa do trabalho na segunda-feira já escolhida na sexta-feira em caso do namorado usar a voz do quarto no domingo a noite, assim talvez a segunda-feira também seja o "I don't have to run day".




29.5.23

+ Série e filmes

 Séries

Drops of God - Comecei a ver essa série só porque era falada em francês e em japonês e acabei ficando curiosa com a história apesar de achar chato tudo que envolve vinho (menos beber, claro). A história é sobre uma francesa e um japonês que disputam a herança de milhares de garrafas de vinhos do pai dela que era um especialista/colecionador muito conhecido. A disputa é uma melhor de 3 onde eles tem que adivinhar o vinho com as dicas que o advogado dá. No início a francesa não sabe nada de vinho, nem bebe, mas ela vai aprendendo. E o japonês sabe tudo de vinho, a ponto de não querer herdar os negócios da família japonesa rica e querer ser especialista em vinhos. APPLE TV+

The Power - Uma série meio confusa sobre  um poder de eletricidade que aparece só em garotas e mulheres e que pode ser dado de uma para outra. Esse poder passa a fazer os homens se sentirem ameaçados e muitas pessoas querem "regular" esse poder. Poderia ser interessante mas essa primeira temporada está por todo canto porque mostra as mulheres em várias partes do mundo. Se tiver uma segunda temporada espero que seja mais focada. PRIME VIDEO

The Diplomat - uma funcionária do Itamaraty americano recebe o posto de embaixadora americana em Londres, acontece que ela era mais dos bastidores e quem sempre estava a frente era seu marido. Agora o marido é só marido e ela tem que resolver uma treta entre o governo russo e os britânicos. É boa mas deixou gancho para uma segunda temporada. NETFLIX

The Other Two - a dupla de irmãos mais sem noção e com níveis altos de egoísmo está de volta para uma terceira temporada. Dessa vez os roteiristas capricharam no surrealismo de alguns episódios e é muito divertido. A mãe dos dois ficou super famosa com seu talk show e não pode mais ir para lugar nenhum sem que tenha um time de seguranças. O irmãozinho famoso agora tem 18 anos e quer se independente e Cary e Brooke continuam os narcisistas de sempre. HBO MAX

Love and Death  - História real sobre a dona de casa Candy Montgomery que matou a esposa do amante a machadadas, mas é mais complicado do que isso. Essa série está bem feita, tem uma trilha sonora de milhões e mostra como se deu o caso entre Candy e Allan. HBO MAX 
Tem outra série chamada Candy (na STAR+) que conta a mesma história e é tão boa quanto.

Black Knight - Série coreana sobre um futuro distópico e apocalíptico onde a Coréia do Sul virou uma duna de areia, o ar está péssimo e a sociedade dividida em: ricos que tem ar para respirar, trabalhadores que tem o ar contado e os refugiados que brigam pelo ar. Como as pessoas não podem circular ao ar livre, porque é tudo muito insalubre, tem uma equipe de entregadores que levam os produtos até as pessoas. Acontece que o entregador 5-8 é fodão e quer fazer uma revolução contra quem fica controlando o ar que é distribuído. Os coreanos se dedicam e a série está bem feita. Tem alguns furos mas como são só 6 episódios dá para se divertir. NETFLIX


Filmes

John Wick 4 - o quarto episódio dessa série de filmes sobre o assassino profissional que só queria uma vida tranquila é bem divertido, mas é longo. Não que eu reclame de ver Keanu Reeves na tela, quanto mais melhor, mas esse filme poderia ter uns 40 minutos a menos. Esse filme começa onde o filme 3 terminou e John Wick ainda está banido da organização secreta e está com a cabeça a prêmio. Acontece que as pessoas que o ajudaram também estão com problemas e agora tem um marquês que manda em tudo e quer John Wick eliminado. A ação começa em Osaka com seus neons e já temos lutas com espadas e arco e flecha. Todas as cenas de ação são caprichadas e o filme muitas vezes parece um video game de tiro e dessa vez John Wick vai ter que resolver seus problemas em Paris. 

Return to Seoul - Uma francesa que foi adotada bebê volta a Seoul a princípio só de férias mas ela acaba indo na agência de adoção e pede contato com seus pais biológicos. O filme mostra diferentes passagens de Freddie por Seoul e sua busca por uma identidade. Esse filme é muito bom e aborda bem a diferença cultural entre ocidentais e os coreanos especialmente de comportamento. Tem uma cena da Freddie dançando que é maravilhosa. 

AIR - filme que mostra como a Nike conseguiu que o Michael Jordan fosse garoto propaganda da marca ao mesmo tempo que se não fosse por ele o Air Jordan nunca teria existido e muito menos o sucesso que é até hoje. PRIME VIDEO

Judy Blume Forever - Eu adoro a Judy Blume, li quase todos os seu livros desde criança, passando pela adolesceência e até já adulta. Ela escreve adolescentes como poucos e principalmente escreve para os próprios adolescentes. Seu livro mais conhecido é Are You There God? It's Me Margaret onde a Margaret fala com deus sobre tudo: menstruação, meninos, peitos, religião, pais e tudo que uma menina de 13 anos pode pensar. Esse documentário sobre a autora mostra como ela quebrou alguns tabus na época e como ela foi escrevendo de acordo com o que ela também passava em sua vida. Hoje a Judy Blume está aposentada de escrever mas ela tem uma livraria em Key West onde vários fãs vão para vê-la. PRIME VIDEO

Love to Love You Donna Summer - Donna Summer, DIVA absoluta da disco music agora tem esse documentário feito por sua filha Brooklyn que mistura imagens de arquivo, filmes caseiros e algumas entrevistas de familiares. HBO MAX

The Mother - J.Lo faz uma assassina que teve que se esconder porque está sendo perseguida por um traficante de armas. Enquanto entregava todo mundo para o FBI ela teve uma filha e deu para adoção mas o traficante descobriu e agora ela vai ter que proteger a filha. J.Lo, chuta muitas bundas, obviamente está em super forma, a garotinha do filme é boa, mas o filme é só ok. NETFLIX

One True Loves - Começo dizendo que tive raiva quando vi que a própria autora do livro escreveu o roteiro desse filme. Como pode uma pessoa piorar muito a própria história? Emma e Jesse foram namorados desde o high school, saíram da cidadezinha onde moravam e odiavam, viajaram o mundo e se casaram. Um dia o Jesse vai fazer um documentário, o helicóptero cai e ele some. Depois é dado como morto. Emma fica arrasada, volta para cidadezinha, volta a trabalhar na livraria dos pais, se recupera, três anos passam, e ela reencontra o Sam. O Sam também era colega da escola e tinha um crush nela. Emma e Sam começam a namorar, se apaixonam e estão noivos... Só que Jesse, que estava numa ilha deserta, ressurge e Emma não sabem bem o que fazer. No livro o conflito dela é bem colocado, o Sam é um cara muito legal, Jesse tem muitos problemas pós-ilha deserta e Emma também um confronto com a irmã. No filme tudo isso é reduzido a clichês bobos de comédia romântica, e pior, os clichês que não funcionam. Sam do filme é meio creepy, ele divide sua vida amorosa com seus alunos, e Jesse do filme parece que comeu muito bem nessa ilha deserta. A Emma até que tenta dar uma profundidade na história mas o filme é apenas ruim. Uma pena porque o Simu Liu (o Chang Chi) que estava bem no começo do filme foi reduzido a alivio cômico.

24.5.23

Miami Beach

 Quando o pessoal da escola marcou a reunion de 35 anos em Miami e colocaram a maior parte dos eventos em Miami Beach aproveitei para ficar lá.

Miami Beach é considerado outro município, tem sua própria prefeitura e suas próprias taxas (todos os hotéis dessa área cobram uma taxa de resort mesmo sem ser resort).

A praia principal de Miami começou a ser explorada depois que, em 1926, um furacão deixou mais de 20 mil pessoas desabrigadas. Mas a maior parte dos prédios art deco que existem ali hoje foram construídos nos anos 1930-1940.

ocean drive a noite é agitada

A praia é extensa mas a parte principal dos prédios art deco fica em South Beach e no centrinho de Miami Beach.

É um lugar muito agradável para ficar. É praticamente uma cidade de veraneio com as casas e prédios baixos (menos ao norte da praia que já tem prédios com mais de 20 andares), muito arborizada, com calçadas (isso em Miami pode ser raro), comércios locais, muitos restaurantes e bares e a Lincoln Road, que é um shopping ao ar livre. Tem também alguns parques, o South Pointe bem ao sul, o Flamingo Park no meio, o Collins Park ao norte e o jardim botânico de Miami Beach.

south pointe park
o calçadão (e ciclovia)
lincoln road (o teatro virou H&M)
lincoln road

A praia é muito boa, a água é fria mas não gelada, de manhã cedo tem várias pessoas praticando esportes e mais tarde um pouco as barracas de praia colocam suas cadeiras. Não sei quanto custa alugar uma cadeira e barraca, mas tem áreas para estender a canga e sentar na areia.

Para circular pela cidade usei a bicicleta que tinha no hotel e me senti uma local indo para cima e para baixo de bike. Parei na praia, no Whole Foods, nas lojas, na farmácia.

ruas arborizadas da meridian avenue

Mas para quem não quer andar, ou pedalar, ou dirigir (não aconselho porque estacionamento é caro) tem também trolleys que fazem três circuitos em loop pela cidade. E é de graça e tem ar condicionado.

memorial do holocausto

O transporte público em Miami não é dos melhores. Tem ônibus mas demoram uma eternidade. Tem metrô de superfície mas só na parte continental de Miami e ainda assim não é muito eficiente por causa da estrutura da cidade que é muito espalhada. No centro da cidade tem o metromover que é uma espécie de trem de superficie que faz alguns loops e é de graça, e tem os trolleys, também de graça. Não tive tempo nem muita paciência para desvendar o sistema de transporte público e achei mais fácil e prático usar o uber.

o trolley gratuito

Miami Beach é perto de downtown Miami e da área central da cidade então aproveitei e fui no Perez Museum que não conhecia, dei uma andada pelo Design District que tem todas as lojas de marcas de luxo e fiz uma caminhada de lá até Wynwood.

perez museum
yayoi kusama no perez museum
zaha hadid em downtown miami
design district

Da última vez que estive em Wynwood achei muito bacana, cheio de arte de rua, bares e lojas locais. Dessa vez me pareceu que virou uma disney do street art. A área com as paredes pintadas passou a ser fechada e cobrada uma entrada. E agora tem muitos mais bares e restaurantes e prédios novos subindo.

Outro lugar em Miami que não conhecia, e fui, foi a Casa Vizcaya que fica para o lado de South Miami, perto de Coconut Grove. É uma casa de 1917 que foi construida imitando estilo italiano por um empresário de Chicago para fugir dos invernos congelantes e ficar no quentinho da Florida.

A casa fica de frente para o mar na baía de Biscayne. Tem um jardim enorme, lindo, que tem um manguezal imponente. Na frente da casa tem a escultura de um barco (feita em pedra e concreto) que serve como quebra mar mas na época do James Deering rolava umas festinhas e os convidados eram levados de gondola.


Por dentro a casa tem um pátio interno, vários quartos, inclusive um de música. Os móveis estão todos lá, a preservação do lugar é muito boa. É um passeio agradável.

patio interno (no ar condicionado)

E essa foi minha passagem por Miami entre os eventos da reunion (teve bar, teve festa, teve churrascaria, teve praia e teve muita fofoca). A última vez que a turma se encontrou foi na escola no Rio de Janeiro (em 2018). Para esse encontro Miami venceu no voto, mas parece que o próximo vai ser em Lisboa.


21.5.23

New Orleans

Sempre quis conhecer New Orleans, a cidade dos EUA que é menos americana mas é sim muito americana. É berço do jazz, do carnaval americano conhecido como Mardi Gras, e de muitas histórias de vampiros.

Dessa vez quando o pessoal da escola marcou a reunion de 35 anos da turma em Miami não perdi a oportunidade de passar uns dias em New Orleans e conhecer essa cidade que foi construída em cima de um pântano na beira do Rio Mississippi.

mississippi river

Cheguei num sábado que era o segundo fim de semana do famoso Jazz Fest. Acontece que só descobri que estava acontecendo o festival quando cheguei lá e todos me perguntavam se eu tinha ido para o Jazz Fest. A cidade estava cheia de gente de todas as idades. A Bourbon Street que já é uma bagunça em qualquer dia da semana, no sábado estava mais ainda. Em New Orleans os americanos podem andar com suas bebidas na rua, proibido no resto do país (exceto Las Vegas).

bourbon street

Andei um pouco pelo French Quarter, vi os bondes passando na Canal Street, fui até a Jackson Square no fim de tarde e terminei vendo de tudo na Bourbon Street.

No dia seguinte fiz um tour a pé pelo French Quarter onde a guia contou a história da cidade, suas influências francesas e espanholas e nos mostrou vários prédios e casas típicas do bairro.

jackson square

Depois peguei um ônibus e fui até o Garden District ver os casarões dos ricos que decidiram construir suas casas em um novo bairro fora do French Quarter. O Garden District é super arborizado, as árvores de carvalho no meio das calçadas são lindas e é agradável andar por ali. Só achei estranho ficar enfiando a cara pelas grades para ver melhor as casas.

magazine street
shotgun houses
a casa do benjamin button

Do Garden District de volta para a Canal Street peguei o famoso bonde da linha verde que é a linha de bonde mais antiga dos EUA. É uma delícia andar de bonde.

Momento transporte público: New Orleans tem um passe chamado Jazzy que pode ser um, dois ou 3 dias. Serve para todos os transportes. Usei ônibus e o bonde. Não dá apra confiar nos horários mas até achei a frequência de ambos boa.

dentro do bonde

Fiz um tour de bicicleta e New Orleans é sim uma cidade ótima para bicicletas. É plana, tem ruas e avenidas largas (fora do French Quarter) e tem muitas ciclofaixas. O tour foi pela beira do Rio Mississipi até a Esplanade Avenue que é uma avenida longa super arborizada que vai até o City Park.

esplanade avenue

Antes do parque paramos em um dos cemitérios da cidade que para os americanos é diferente por serem túmulos coletivos acima da chão.

casa do degas que passou uma
temporada em new orleans

O City Park é enorme, tem todo um pântano lá dentro, tem o Museu de Arte de New Orleans, e tem uma unidade do Café du Monde com seus beignets super açucarados.

haja açúcar

Por fim passamos pelo bairro Treme (da série da HBO) e fomos no Louis Armstrong Park que tem um teatro e uma área enorme com lago e uma estátua do trumpetista mais famoso do jazz.

Também fiz um tour de fantasmas que passava pelo French Quarter a noite e as histórias eram muito boas.

No último dia decidi pegar o bonde verde outra vez até quase o final da linha onde ficam as universidades de Tulane e Loyola e o Audubon Park. O parque é lindo, cheio de arvores de carvalho e uma pista de caminhada/corrida/patinação/bicicleta que dá uma volta inteira no parque.

prédio camuflado na charles street
oak tree

Nesse dia choveu mas consegui andar um bom pedaço da Magazine Street, uma rua que tem uns 8km e vai da Canal Street até o Audubon Park. Essa rua tem características diferentes em cada pedaço, tem casas de madeira fofas e negócios locais, depois tem prédios baixos de tijolos e vários restaurantes e lojas e perto da Canal Street tem prédios altos e hotéis.

casas em diferentes trechos da magazine street

A noite fui na famosa Frenchmen Street que é uma rua de 2 quarteirões com bares e lá o negócio é andar na rua, escutar as música vindo dos bares e escolher a que você gosta mais e entrar. Preciso dizer que não sou fã de jazz, então de todos os bares o que mais gostei foi um que tinha uma moça cantando com um guitarrista e um baterista.

o sanduiche mais famoso da cidade

E assim passei por New Orleans. Gostei muito, mas faltou ver os museus, lá tem um museu da Segunda Guerra que dizem ser o melhor do país, e faltou fazer um tour dos vampiros e de vodoo. Fica para a próxima.