15.2.21

Analisando a música: Stand By Me (Oasis)

Essa semana assisti o terceiro filme da série teen Para Todos os Garotos, é ok, mas o primeiro continua sendo o melhor. Nesse terceiro filme a Lara Jean e o Peter Kavinsky estão tentando achar uma música para o casal e em um momento ele diz que compartilhou com ela um album no Spotify de uma banda chamada Oasis.

Fiquei velha escrevendo essa frase: compartilhou um album no spotify. Ainda sou da época das mix tapes (e mix CDs).

Lara Jean decide escutar o disco que é o (What's the story) Morning Glory?, de 1995. Ela escuta Don't Look Back In Anger, mas se eu fosse escolher uma música desse disco para ser de casal seria Champagne Supernova (pela melodia) ou o mega hit Wonderwall (pela letra e por aquele violoncelo com bateria). Esse é o disco mais conhecido da banda, e é ótimo. Além dessas que mencionei, tem Morning Glory, Cast No Shadow e Some Might Say.

Que bom que os jovens vão conhecer o Oasis, essa banda de Manchester formada, em 1991 que tem irmãos Noel e Liam Gallagher. Os irmãos são conhecidos por fazer confusão e brigar muito entre si mas nem vou falar disso porque sou filha única e as vezes não entendo essas relações fraternais.

Bem no meio da onda grunge que vinha de Seattle, o Oasis conseguiu fazer seu rock melódico se destacar. Gosto muito dessa banda, ocupava um espaço grande no meu iPod (quando ainda se usava um) e tenho uma música deles em todas as playlists de corrida. 

(What's the story) Morning Glory? é o segundo disco da banda. O primeiro é Definitely Maybe de 1994, o terceiro é Be Here Now de 1997, depois veio Standing on The Shoulder Of Giants (2000), Heathen Chemistry (2002), Don't Believe The Truth (2005) e Dig Out Your Soul (2008). A banda acabou em 2009.

Entendo a escolha de Don't Look Back In Anger para tocar no filme, é o segundo maior hit da banda até hoje e tem a ver com o momento do filme. Essa música tem uma frase final ótima (At least not today) e tem uma guitarra que conversa com a letra que o Noel Gallagher está cantando. Aí eu pensei em outra música que tem essa mesma característica e que gosto um pouco mais.

E assim vou analisar o que diz Stand By Me, do Be Here Now, disco que tem uma capa cheia de referências aos Beatles (banda da cidade vizinha, Liverpool).


Stand By Me já começa com um riff de guitarra maravilhoso. E essa guitarra segue conversando com a melodia e letra, um beijo para o Noel Gallagher. Coloca uns fones de ouvido para escutar com mais detalhes, tem outros elementos e tudo combina. O Liam Gallagher tem uma voz boa, mais para o grave, com aquele arranhado rock n' roll. Ele canta sempre levantando a cabeça, com o microfone mais alto.

Isso da guitarra conversar com o que está sendo cantado me lembra o clássico Sultans of Swing do Dire Straits. Nessa música o Mark Knopfler canta o que acontece com os Sultans of Swing, mas quem conta mesmo a história é a guitarra.

Made a meal and threw it up on Sunday
I've got a lot of things to learn
Said I would and I'll be leaving one day
Before my heart stars to burn.

Depois de uma introdução com um solo da guitarra, a música já vem com um "Fiz comida e vomitei no domingo." PAH! ou melhor, ECA. Nada pior do que comer e chamar o Raul, não foi um bom domingo. (Noel Gallagher disse que compôs essa música depois de passar mal com uma comida que ele fez. Exemplos da vida real.) 

Aí ele diz que tem muitas coisas a aprender. Sim. Uma delas é cozinhar.

E já avisa que um dia vai embora, antes que seu coração comece a queimar. Que pode ser uma etapa antes do coração partir (heartbreak). Talvez ele acha melhor ir embora antes de sofrer mais. Filosofei. 

Heartburn também é azia, melhor parar de comer se sentir a azia chegando. Mas não acho que essa é uma música sobre gastrite.

Notem que a guitarra só aparece depois que ele fala "my heart starts to burn".

So what's the matter with you?
Sing me something new
Don't you know 
The cold and wind and rain don't know
They only seem to come and go away

"E aí, o que está acontecendo com você?" Porque ele já contou que o domingo dele não foi nada bom. E pede para cantar (contar) uma coisa nova. E vem com "Você não sabe? O frio, o vento e a chuva também não sabem, eles só vem e vão."

Quem sabe de tudo é o SOL. Coisa que, pelo jeito, falta nessa parte da Inglaterra já que até os Beatles comemoram quando Here Comes The Sun.

Times are hard when things have got no meaning
I've found a key upon the floor
Maybe you and I will not believe in
The things we find behind the door

"Os tempos são difíceis quando nada faz sentido.". Fato. Mas ele achou uma chave no chão e temos uma porta. O que tem atrás da porta?

(quando ele fala floor a guitarra dá uma animada)

De um início desanimado para uma ponta de esperança. "Talvez não acreditaremos no que tem atrás da porta". Só vai saber se abrir. Momento Schrodinger da música.

So what's the matter with you?
Sing me something new
Don't you know the cold and wind and rain don't know
They only seem to come and go away

E aí, qual o seu problema? Me canta algo novo enquanto o vento, a chuva e o frio vão e vem. 
Talvez ele seja uma pessoa entediada procurando novidades, precisa de algo para mudar esse ritmo constante da chuva do vento e do frio.

Stand by me, nobody knows the way it's gonna be
Stand by me, nobody knows
Yeah, nobody knows the way it's gonna be

E temos o refrão: Fica comigo, ninguém sabe como vai ser. Ninguém mesmo.

If you're leaving will you take me with you
I'm tired of talking on my phone
There is one thing I can never give you
My heart will never be your home

Se você estiver indo embora, me leva? Acho fofa essa parte. 
"Estou cansado de falar ao telefone.". Frase que denuncia a idade da música. Então eles estão só se falando ao telefone e ele quer se encontrar, quer ficar junto.
MAS ele avisa que tem uma coisa que ele nunca vai poder dar: "Meu coração nunca será sua casa." (e a guitarra confirma)

Ele está com medo de ter o coração partido, afinal já disse que ia embora antes do coração queimar.

So what's the matter with you?
Sing me something new
Don't you know the cold and wind and rain don't know
They only seem to come and go away

Então, meu coração nunca vai ser sua casa, mas me conta o que está acontecendo com você? Me canta uma coisa nova, chega desse vai e vem da chuva, do vento e do frio. 

Stand by me, nobody knows the way it's gonna be
Stand by me, nobody knows
Yeah, nobody knows the way it's gonna be

Temos um narrador que quer ficar junto e se previnir de um coração partido quando ele mesmo diz que ninguém sabe como vai ser.

The way it's gonna be
Maybe I can see, yeah
Don't you know the cold and wind and rain don't know
They only seem to come and go away

Aqui ele já mudou um pouco e diz que talvez possa ver sim. E pode ser simples como o vai e vem da chuva, do vento e do frio que não precisam saber de nada. (o riff da guitarra nessa parte tem sentimento)

Stand by me, nobody knows the way it's gonna be
Stand by me, nobody knows
Yeah, God only knows, the way it's gonna be

Fica comigo, ninguém sabe como vai ser. Mas no fim só deus sabe como vai ser. Ou nem ele.

A guitarra só para quando ele para de cantar e tem aquele finalzinho esticado pé no pedal.


O video é bem anos 1990 com uma historinha de um motoqueiro desgovernado pela cidade e duas mulheres discutindo.





31.1.21

+Filmes e Séries

Promising Young Woman - Filme sobre uma mulher que se finge de bebada nas baladas para ver o que os caras fazem com ela. Se eles se comportarem, tudo bem, se não ela aponta onde está o erro. Na faculdade de medicina a amiga dela foi estuprada por um colega na frente de outros colegas. As duas abandonaram a faculdade, a amiga pelo trauma e ela para cuidar da amiga. Um dia um colega da faculdade aparece e conta o que aconteceu com os outros, então Cassie planeja sua vingança. Esse filme é muito bom, passa por vários gêneros, da comédia romântica ao suspense. Não tem violência até onde se torna necessário mostrá-la. Carey Mulligan está ótima. O título desse filme em português é Bela Vingança que, além de ridículo, é condescendente.

One Night In Miami - filme dirigido pela Regina King que conta uma versão fictícia para um encontro que aconteceu de verdade entre Malcom X, Sam Cooke, Jim Brown e Cassius Clay (aka Muhammed Ali). Eles conversam sobre a vida, o universo, racismo e tudo mais e seus pontos de vista sobre o papel dos negros na sociedade americana. (está na Prime Video)

The White Tiger - filme sobre um rapaz, Balram, que cresce numa vila pobre na Índia e vê uma oportunidade de sair da miséria quando abre uma vaga de motorista na casa dos ricos (que exploram as pessoas da vila dele). Balram passa a ser o motorista de Ashok e sua esposa Pinky (que é americana). Acontece um acidente que vai mudar a percepção do Balram sobre a sua posição na sociedade indiana. Esse filme é muito bom. Netflix.

The Dig - Uma viúva aristocrata contrata um arqueólogo autodidata para escavar uns montes em seu terreno. Ela acredita que devem ser montes funerários de séculos passados. A escavação começa e eles encontram um tesouro que atrai o interesse do British Museum. Tudo isso em 1939, na beira da guerra. É baseado numa história real. 

Tune In For Love - filme coreano sobre os encontros e desencontros de um casal durante 10 anos (1995 a 2005). Achei esse filme fofo. Netflix.

The Personal History of David Copperfield - filme baseado no livro de Charles Dickens, que também é meio que uma história autobiográfica do autor. Esse filme é colorido, divertido, engraçado  mas um pouco teatral. Dev Patel é o David Copperfield e é ótimo.


The Serpent - série sobre o golpista/assassino/psicopata Charles Sobhraj que nos anos 1970 drogava turistas para roubar. No início ele os drogava para passarem mal e ele aproveitava para tirar passaporte e traveller's checks (quem lembra?). Depois ele passou a assassinar os turistas. Um funcionário da embaixada holandesa para investigá-lo depois que um casal de holandeses some e depois aparecem mortos. A série poderia ter uns dois episódios a menos mas é muito bem feita. A incompetência da polícia, a falta de comunicação entre autoridades e a própria época favoreceram as ações desse criminoso.

It's a Sin - série sobre um grupo de amigos em Londres durante os anos 1980 e o aumento dos casos de AIDS no Reino Unido. A trilha sonora é muito boa.

12.1.21

+ Séries e Filmes

Séries

Cobra Kai 3 -  no primeiro dia do ano a Netflix já nos deu a terceira temporada dessa série que segue os acontecimentos dos filmes do Karate Kid dos anos 1980. Depois da briga na escola no fim da segunda temporada, Daniel-san e Johnny ainda tem conflitos mas eles tem um vilão em comum que é o Kreese. E Daniel-san vai até o Japão. Cobra Kai já é uma série nostálgica mas nessa terceira temporada foram fundo e quase chorei na parte do Japão. Essa é uma série que soube atualizar muito bem tudo dos anos 80, personagens e tramas.

Bridgerton - Gossip Girl com Jane Austen com 50 tons de cinza. Essa série conta história da familia dos Brigertons: mãe viúva e 8 filhos com nomes em  que começam com letras ordem alfabética. A primeira temporada foca em Daphne, a quarta filha, mas filha mais velha, em sua temporada de procura marido. Tudo isso é narrado e acompanhado pela fofoqueira misteriosa Lady Whistledown que escreve uma espécie de coluna que todos acompanham. Daphne se junta com o Duque hot hot hot, amigo do irmão dela, para que ele deixe de ser importunado pela mães e ela se torne mais desejável. É divertida, os personagens periféricos são bons e é bem feita. Netflix.


Filmes

Soul - Desenho animado da Pixar sobre um pianista de jazz, que também é professor, que no dia que ele consegue um trabalho tocando, ele morre. No mundo das almas ele conhece a alma 22, que nunca quis virar gente, e os dois acabam na terra. O mundo das almas tem muita coisa interessante, como a parte das pessoas que na terra entram numa espécie de transe quando fazem algo que gostam, mas se exageram podem entrar num buraco sem fim. É divertido. Disney+

Sylvie's Love - Um filme sobre a história de amor de Sylvie, uma garota que está noiva e quer trabalhar na produção de programas de TV, e Robert, um saxofonista de jazz com muito talento. Sylvie e Robert se conhecem quando ele vai trabalhar na loja de discos do pai dela e os dois vivem um romance até Robert ter que ir para Paris com seu quarteto. A história passa nos anos 1960 e parece que foi feito na época. Esse filme é muito bom e o que tem de interessante é que os conflitos são resolvidos de maneiras sensatas, sem grandes dramas. Amazon Prime.

WW84 - Achei o segundo filme da Mulher Maravilha divertido, mas o primeiro é muito melhor. Aliás, o trailer desse filme é melhor que o filme, e foi o melhor trailer de 2020 levado nas batidas de Blue Monday do New Order. Gostei da estética anos 1980 (apesar de faltar música da época, nem Blue Monday teve) e o tema do desejo é bom. Tem cenas de ação boas. 

Another Round - Mad Mikkelsen faz um professor entediado, desinteressado e numa depressão. Num jantar seu amigo diz que o corpo humano é deficiente de alcool e que se beber um X para suprir essa deficiência a pessoa fica mais solta. Os 4 amigos decidem fazer um experimento que é mais uma desculpa para beber no trabalho. No início tudo da certo, Mads fica mais solto, dá aulas melhores mas aí decidem aumentar a dose. Os últimos 10 minutos desse filme são ótimos!

Nomadland - Chloe Zhao gosta de fazer seus filmes mezzo ficção mezzo documentário. Em Nomadland ela pegou como base o livro da jornalista Jessica Bruder sobre pessoas idosas que moram em trailers e vans e fazem trabalhos sazonais pelos EUA. Essas pessoas escolhem esse modo de vida por vários motivos mas principalmente porque o dinheiro da aposentadoria não dá para muito. Frances McDormand faz a Fern, uma senhora de 62, que vive essa vida nomade e o filme mostra a vida dela (e de outras pessoas que realmente vivem desse jeito). A fotografia é linda, a trilha sonora idem. Tinha tudo para eu tirar uma soneca mas fiquei acordada o tempo todo.

Pieces of Woman - Um casal escolhe ter o parto em casa mas dá errado e a bebê morre. Os 30 minutos inicias desse filme é o parto, e é um sofrimento. Depois o filme toma seu tempo em mostrar como Martha passa pelo luto de sua bebê ao mesmo tempo que tem que aguentar um parceiro que não respeita o tempo de luto, uma mãe que quer processar a parteira e pessoas que insistem em dar sua opinião. Na Netflix.

Minari - uma família de coreanos se muda para o meio do nada do Arkansas porque o pai quer ser fazendeiro. Eles chegam no terreno que tem uma casa/trailer e a mãe já quer ir embora. Eles tem dois filhos, Anne e David. David tem alguma doença cardíaca que ninguém deixa o menino correr e a mãe sempre preocupada, ainda mais porque o hospital mais perto fica uma hora de carro. A avó vai morar com eles, o pai tenta fazer alguma coisa crescer na terra, a mãe trabalha num aviário (o pai também) e as crianças tentam se adaptar. Não acontece muita coisa mas acontece muita coisa, porque lar nem sempre é onde você está mas sim com quem você está.

2.1.21

Oi 2021, please be kind.

O último Analisando a música de 2020 foi Watermelon Sugar do Harry Styles. 

Aí no primeiro dia do ano Harry Styles vai e joga na internet esse video maravilhoso de Treat People With Kindness.

Passei o primeiro dia do ano presa nele. Já quero aprender essa coreografia.

Começando 2021 dançando.



31.12.20

Momento TOC livros (14) parte 3

 Aconteceu. Tripliquei a meta. Cheguei a mais de 60 livros em 2020. 62 para ser exata. (e não contei os 2 que reli)

Acho que foi a falta de viagens porque continuei vendo filmes e séries, então não posso culpar Netflix e Amazon Prime. O kindle novo ajudou já que tem luz e a tela é um pouco maior.

Dos 63 livros li:

- 42 de mulheres escritoras e 21 de homens. Girl power.

- 37 livros em inglês e 26 em português.

- nacionalidade dos autores: 20 americanos, 14 brasileiros, 9 britânicos, 3 franceses, 2 irlandesas, 1 coreana, 1 japonesa, 1 italiano, 1 australiano, 1 neo zelandês, 1 sueca, 1 alemã, 1 polonesa, 1 argentina, 1 vietnamita. (li mais de um livro de alguns autores)

Acho que para o ano que vem vou colocar a meta de 30 livros, assim tento manter acima dos 20 mas menos que 60. Vamos ver o que acontece em 2021.

Parte 1 (1 ao 20)

Parte 2 (21 ao 40)

Vamos a parte 3.

- The Switch - Beth O'Leary - tinha lido o Flat Share da mesma autora e achei divertido então peguei esse para ler. É sobre uma mulher que está esgotada de tanto trabalhar e sua chefe lhe dá 8 semanas de férias (que ela tinha acumulado). Ela decide trocar de lugar com sua avó que ficou viúva e quer conhecer gente nova. Então Leena vai para uma cidade pequena do interior e sua avó, Ellen, vai para Londres. É divertido e a narração dos capítulos é alternada entre as duas. Igual Flat Share deve virar uma comédia romântica no cinema. (Em português saiu como A Troca)

- Querida Konbini - Sayaka Murata - Keiko é uma mulher de 36 anos, solteira, que trabalha numa konbini, que é uma loja de conveniências japonesa, há 18 anos. Geralmente são jovens universitários, ou mulheres casadas que precisam de renda extra, que trabalham nessas lojas. Keiko gosta de sua rotina, para ela é confortável. Sua família a acha estranha e ela também não entende algumas regras da sociedade (ela acha que as pessoas vem com um manual e esqueceram o dela). Um livro sobre ser diferente numa sociedade que espera sempre a mesma coisa. 

- What Alice Forgot - Liane Moriarty - um dia Alice cai da bicicleta de spinning e quando acorda não consegue lembrar dos últimos 10 anos de sua vida. Primeiro ela se olha no espelho e toma um susto porque está mais velha. Depois não lembra dos filhos porque há 10 anos ela ainda estava grávida do primeiro, não sabe porque está se divorciando do marido que tanto ama, não entende porque se afastou de sua irmã querida e vai tentar descobrir o que aconteceu. (Em português é O Que Alice Esqueceu)

- Toureando o Diabo - Clara Averbuck - em 2014 participei do financiamento coletivo desse livro, mas a autora se enrolou e só recebi esse ano. Já tinha até esquecido. São devaneios de uma escritora, Camila, que não está conseguindo terminar seu livro e conta suas histórias com os homens. As ilustrações são muito boas. 

- Bom Dia Veronica - Raphael Montes e Ilana Casoy - livro que virou série da Netflix, é sobre a escrivã da polícia Verônica que decide investigar dois casos por conta própria: o de uma mulher que foi enganada na internet e se matou, e o marido da Janete que é um serial killer. Crimes pesados, violência, e uma história boa.

- Luster - Raven Leilani - um livro sobre uma moça de 23 anos que começa um caso com um cara casado mas que a esposa sabe e concorda. A esposa apenas tem algumas regras sendo uma delas que a moça nunca vá na casa do casal. Só que um dia o cara leva a moça para casa e depois disso meio que some. A moça vai na casa do casal e conhece a esposa pessoalmente. Quando a moça perde o emprego a esposa a leva para morar com eles. A moça, que é negra, acaba sendo uma espécie de mentora da filha (negra) adotada do casal. Entre esses acontecimentos a moça conta de seus pais (mãe viciada e pai pastor). 

- Suíte Tóquio - Giovana Madalosso - esse ano já tinha lido outro livro da Giovana, o Tudo Pode Ser Roubado, e como gostei comprei esse. Suíte Tóquio é sobre uma patroa e a babá de sua filha. O livro começa com a babá dizendo que está roubando a criança e a leva até a rodoviária para pegar um ônibus. É sobre essa duas mulheres e o relacionamento entre elas (e com algumas outras pessoas). Gostei muito desse livro.

- Smoke Gets In Your Eyes - Caitlin Doughty - Um livro sobre a morte e como nós não estamos preparados para lidar com ela, mas deveríamos estar. Caitlin foi trabalhar numa funerária e era responsável pelo forno de cremação. Ao longo dos capítulos ela conta a relação dela, dos familiares dos mortos, de seus colegas e da sua família com a morte. Ela também fala da indústria da morte (nos EUA onde o processo de enterro é diferente daqui). Esse livro é muito bom. (Em português: Confissões do Crematório)

- The Dutch House - Ann Patchett - sobre dois irmãos, Danny e Maeve, que o pai comprou essa casa faraônica para a mãe (e a família). A mãe odiava a casa e abandonou marido e filhos para ser voluntária na India. O pai se casa uma segunda vez com uma mulher que ama a casa acima de tudo. Quando o pai morre a madrasta coloca Danny para fora de casa (a Maeve já tinha saído, feito faculdade e trabalhava). Danny e Maeve mantém uma relação estranha com a casa, eles não conseguem se livrar do sentimento de abandono. Confesso que esperava outra coisa desse livro mas gostei mesmo assim. (Em português: A Casa Holandesa)

- Swing Time - Zadie Smith - duas amigas de infância que são unidas pela dança, acontece que uma tem talento e a outra não. Uma consegue uma carreira na dança (mesmo que breve) e a outra vai trabalhar de assistente de uma estrela pop que ela admirava quando criança. As duas que vieram de backgrounds semelhantes seguem por caminhos completamente diferentes. (Em português: Ritmo Louco)

- A Rainha do Ignoto - Emilia de Freitas - Livro de 1899 da cearense Emilioa de Freitas e considerado o primeiro livro de fantasia de uma escritora nacional. Edmundo chega a pequena vila de Passagem de Pedra e na sua primeira noite ele vê uma mulher tocando harpa e cantando num barco descendo o Rio Jaguaribe. Ele fica curioso e passa a investigar quem é essa mulher misteriosa. Os personagens da vila são interessantes e a Rainha do Ignoto também. Eu diria que é mais um livro feminista do que de fantasia. 

- The Silence - Don DeLillo - Quatro pessoas em um apartamento no thanksgiving quando acontece um apagão e todos ficam sem internet. Poderia ser interessante mas é uma bosta. Pronto, falei. Ainda bem que foi um livro curto.

- As Benevolentes - Jonathan Littel - Um livro sobre a Segunda Guerra no ponto de vista de um oficial nazista, Max Aue. São quase 900 páginas sobre a guerra e a vida do Max. Ele era um burocrata do partido nazista e acompanhava as atividades no front. Max era filho de um alemão com uma francesa e no início do livro já sabemos que ele sobreviveu a guerra conseguiu fugir da prisão se passando por francês. Daí ele conta tudo nos mínimos detalhes até chegar no fim, que é quando entendemos o título do livro. Tem muitas partes ótimas, tem algumas partes que achei informação demais e o finalzinho foi um pouco novelesco mas valeu a leitura.

- Daytripper - Fabio Moon e Gabriel Sá - HQ que conta a história do Brás, um escritor que trabalha escrevendo os obituários do jornal. Cada capítulo do livro é um dia importante na vida dele em idades diferentes mas que sempre acabam com ele morrendo. É sobre a vida, o universo e tudo mais.

- Such a Fun Age - Kiley Reid - Emira está numa festa e é chamada para trabalhar. Ela é babá e como precisa do dinheiro ela vai. Alix, sua patroa, fala para ela levar a filha no mercado da esquina para destrair. No mercado (num bairro rico e branco) uma senhora chama o segurança porque acha que Emira está roubando a criança. Emira discute com o segurança tem que ligar para o pai da menina para ir até o mercado. Tudo isso é filmado por um rapaz que diz que Emira porde processar todo mundo, mas ela quer deixar quieto e pede para ele apagar. Alix se sente culpada e tenta fazer de tudo (e até demais) para Emira. Tem um plot twist bom. (Em português: Na Corda Bamba)

- Girl, Woman, Other - Bernardine Evaristo - um livro excelente sobre 12 mulheres na Inglaterra (especialmente em Londres). São mulheres de diferentes idades que de alguma forma estão interligadas. Cada capítulo tem 3 sub-capítulos, uma mãe, uma filha, e uma outra que está relacionada com as duas. (Em português: Garota, Mulher, Outra)

- A Tiny Bit Marvelous - Dawn French - sobre uma familia em que cada capítulo é um membro narrando. A mãe de quase 50 anos, a filha de 17 quase 18 e o filho de 16. O pai tem um capítulo e é suficiente. O menino acha que é o Oscar Wilde e narra como tal. A avó, que é a melhor pessoa, não tem capítulo narrando, mas deveria. Achei só ok. A filha adolescente me irritou um pouco. (Em português: A Maravilha das Pequenas Coisas)

- Mundo Mulher - Aminder Dhaliwal- HQ sobre um mundo só de mulheres. Um defeito genético começa eliminar os homens e só meninas nascem. Depois de algumas catastrofes naturais e guerras as mulheres tem que se reorganizar. Elas até desenvolvem uma tecnologia onde mulheres podem engravidar via células tronco, mas ainda tem esperma congelado, elas que escolhem como querem. A avó que se lembra do mundo com homens é a melhor personagem. Tem coisas engraçadas mas algumas se perderam na tradução.

- Flowers for Algernon - Daniel Keyes - livro de 1959 que conta a história de Charlie, um homem de 32 anos e QI quase do mesmo número. Ele é escolhido para um experimento que vai deixá-lo inteligente. O livro é escrito em forma de diário, ou relatórios de progresso. No início a escrita dele é infantil, simples e a ortografia toda errada, mas a medida que o experimento funciona além de escrever melhor, o Charlie descobre que inteligência só traz mais problemas. Livro bom (mas em algumas partes tem que levar em conta o ano que foi publicado). (Em português: Flores para Algernon)

- Shuggie Bain - Douglas Stuart - O vencedor do Booker de 2020. É sobre Shuggie e sua família, especialmente sua mãe Agnes. Shuggie é o filho mais novo e o que acompanha e depois cuida da mãe. Acontece que Agnes é alcoolatra e isso causa muitos problemas na família de Glasgow. Ela é abandonada pelo segundo marido, a filha mais velha vai embora para Africa do Sul e resta a Shuggie cuidar da mãe quando deveria ser ao contrário. No início do livro sabemos que, aos 16 anos, Shuggie está morando só, num quarto alugado, trabalhando e tentando terminar a escola. Como ele chegou lá é o que conta o livro. A crueldade da pobreza e o limite do amor. Uma história muito triste, mas muito bem contada.

- Just Like You - Nick Hornby - livro sobre Lucy e Joseph. Ela tem 42 anos, dois filhos, divorciada e é professora. Ele é um jovem negro de 22 anos que trabalha no açougue local, trabalha num cento comunitário de atividades e quer ser DJ. Os dois começam um relacionamento e mesmo com as diferenças de classe e culturais eles funcionam como um casal. Mas a sociedade ainda tem seus tabus. Gostei desse livro porque os conflitos se resolvem sem muito drama as pessoas são adultas de fato. E ainda tudo se passa em meio a votação do Brexit que funciona como uma metáfora ao relacionamento dos dois.

UPDATE: terminei o livro 63 do ano no fim da tarde do dia 31/12.

- The Invisible Life Of Addie LaRue - V.E. Schwab - Em 1714 Addie está com 23 anos e prestes a casar com um viúvo que tem três filhos, mas ela quer sair do seu vilarejo na França, quer ver o mundo, quer viver. Ela foge para a floresta e faz um negócio com o deus da escuridão. Ele dá a ela a liberdade que ela quer mas ela não será lembrada por ninguém. Os anos passam em em 2014 ela está em NYC, entra numa livraria e pega um livro. O rapaz da livraria corre atrás dela mas a deixa levar o livro. Quando ela volta na livraria para trocar o livro o rapaz, Henry, lembra dela. Trezentos anos depois alguém lembrou dela. Gostei de todas as partes do livro que passam em NYC e a história do Henry, mas as partes do passado da Addie acho que poderiam ser melhores e as negociações dela com a escuridão também. Pra mim a história só ficou boa depois que ela conhece o Henry (lá pela página 100). 



Outros Momentos TOC Livros: (1)(2), (3)(4), (5)(6), (7), (8), (9), (10), (11)(12)(13)

26.12.20

Analisando a música: Watermelon Sugar (Harry Styles)

No início do ano vi que o Harry Styles tinha lançado um disco novo em dezembro de 2019, vi o video de Watermelon Sugar em maio 2020, mas deixei para escutar melhor depois. E o depois foi agora em dezembro 2020. Um ano de atraso, mas tudo bem. Sei que Watermelon Sugar foi um hit do verão europeu mas nessa pandemia em casa muita coisa passou batido.

Sei pouco do passado do Harry Styles. Sei que ele foi participar do X Factor e acabou juntado com outros meninos para formar a boy band One Direction (em 2010? 2011?). Só conheço uma música da banda (e foi por causa de um meme na época) e sei que eles atraiam um bocado de gritaria.

Os anos passaram, a banda se separou e todos seguiram carreira solo (eu acho). Harry Styles lançou um disco em 2017 com o seu nome. Na época escutei esse disco, achei Sign of the Times boa, Kiwi tem uma vibe rock n' roll, dava para ver que as influencias dele iam ali na linha de Beatles, Pink Floyd, Fleetwood Mac, rock anos 1970/1980. Aliás, Harry Styles é BFF da Stevie Nicks. Tem uma versão dele cantando The Chain que é ótima.

Fine Line é o segundo album da carreira solo do Harry Styles. E veio cheio de influências musicais e literárias. 

Tem um video no youtube de um cara que analisou todas as referências literárias que influenciaram as músicas do Harry Styles (e vai de Shakespeare a Charles Bukowski)

Achei esse segundo disco melhor que o primeiro. É meio pop, meio rock, meio indie, meio folk, meio um pouco de tudo. Para lançar esse disco Harry Styles inventou uma ilha chamada Eroda que todo mundo queria saber onde era mas era só marketing para o video de Adore You (que passa numa ilha). E Eroda é Adore de trás para frente. 

Harry Styles, hoje com 26 anos, foi indicado a 3 Grammys em 2021: melhor clipe com Adore You (que e ótimo), melhor performance solo pop com Watermelon Sugar e melhor album pop com Fine Line.

O video de Golden também é ótimo (gosto de videos com pessoas correndo).

Harry Styles é cool. Harry Styles tem estilo (sim fiz esse trocadilho) e virou ícone da moda. Ele vai do camp ao andrógino num pulo, usa roupas coloridas, estampadas, misturadas, divertidas, tem tatuagens, unhas pintadas, usa anéis enormes, colar de pérolas e sustenta to-dos os looks. Esse ano apareceu na capa da vogue americana usando um vestido. Não foi o primeiro a usar um vestido, David Bowie e Kurt Cobain já fizeram isso, mas na era da internet o alcance e o impacto são maiores.


Harry Styles também é ator. Esteve em Dunkirk do Christopher Nolan e vai estar no segundo filme da Olivia Wilde (que dirigiu o divertido Booksmart). 

Watermelon Sugar é uma música divertida, curtinha, com duplo sentido (ou não), acho boa para encerrar o analisando a música de 2020 num tom mais animado.

Então vamos saber o que tem no açúcar da melancia do Harry Styles.

Tastes like strawberries
On a summer evening
And it sounds just like a song
I want more berries
And that summer feeling
It's so wonderful and warm

Começa só voz, guitarra e um teclado no fundo. Devagar.

Temos gosto de morango numa noite de verão que soa como uma música. Ele quer mais frutinhas vermelhas e aquela sensação maravilhosa e quentinha do verão. (Quentinha para ele que é inglês e o verão lá é 20 graus porque aqui é sensação derretendo do verão).

Harry Styles contou que compôs essa música enquanto fazia o tour do primeiro album (2017). Ele estava no estúdio com os caras da banda e tinha uma melodia para um refrão que era meio repetitiva. Aí ele viu o livro In Watermelon Sugar do Richard Brautigan (não li) na mesa, gostou e resolveu usar. Disse também que foi a música que ele demorou mais para terminar porque no início ele não gostou mas que vivia voltando e pronto, acabou nesse disco novo.

Ele diz que a música é sobre a euforia de quando você começa a ficar com uma pessoa e tem aquela animação (se é que vocês me entendem). 

Tem uma entrevista no youtube que o entrevistador fala: "Todo mundo sabe sobre o que é Watermelon Sugar, é sobre a alegria do prazer do sexo oral mútuo.". No que Harry Styles da uma risadinha e responde "Então é sobre isso? Eu não sei". Safadinho.


Breathe me in
Breathe me out
I don't know if I could ever go without
I'm just thinking out loud
I don't know if I could ever go without

Aqui entra uma batida eletrônica leve. Está animando.

Essa frase inicial bem parecida com uma parte da letra de Everlong da Foo Fighters que diz "Breathe out so I can breathe you in". As duas são igualmente boas mas a do Harry Styles é menos creepy. Ou não.

De todo jeito respira muito, consome a alma alheia. E ele acha que não consegue mais ficar sem. Sem o que Harry?

Watermelon sugar high

Aí vem a batida melhora, mais ritmo, vem a repetição. E ele não consegue mais ficar sem o barato do açúcar da melancia. Docinho. (estou tentando manter esse post apropriado para menores de idade) 

Strawberries on a summer evening
Baby, you're the end of June
I want your belly
And that summer feeling
Getting washed away in you

Aqui a batida já é a definitiva, animada, com um grave gostoso. Temos mais morangos numa noite de verão. E ele diz que "Baby, você é o fim de junho", que lá no hemisfério norte é o início do verão, aquele calorzinho bom começando. Se você for no Rio de Janeiro no fim de junho a temperatura é a mesma do verão inglês, uma delícia.

Ele quer a barriguinha, ou a pança, e quela sensação de verão sendo banhada em Baby. 

Breathe me in
Breathe me out
I don't know if I could ever go without

E vamos respirar. Para dentro, para fora. Ommmmm

Watermelon sugar high
I just want to taste it
Watermelon sugar high.

Ele só quer provar o docinho da melancia que dá barato. Acho justo! A Magali da Turma da Mônica sabe disso há anos.

Tastes like strawberries
On a summer evening
And it sounds just like a song
I want your belly
And that summer feeling
I don't know if I could ever go without

Aqui ele repete a primeira estrofe só na voz e guitarra. Morangos, verão, música, pança quentinha e ele não quer que acabe.

Watermelon sugar high

I just want to taste it
Watermelon sugar high.

Voltamos para a batida dançante com metais. Para dançar até o fim. Traz essa melancia que todo mundo quer provar esse docinho.

Termina com Watermelon Sugar! 


Vamos ao video que saiu no meio da quarentena e tem gente se encostando de todo jeito. Vem vacina!




Parece que Harry Styles tem uma fazenda de melancias, que foi onde pegaram as melancias para fazer o video. Precisamos apresentar Harry Styles para a Magali.

(curiosidade: uma vez, numa festa a fantasia, fui de Magali e levei um pedaço de melancia de verdade que não durou 5 minutos. Watermelon sugar high!)


UPDATE: no primeiro dia de 2021 Harry Styles lançou esse video maravilhoso da música Treat People With Kindness. Além de tudo que falei acima, Harry Styles também sabe dançar. Cool.

15.12.20

+ Series e Filmes

Filmes

Sound of Metal - filme sobre um baterista de um duo de heavy metal, o Ruben, que perde 80% da audição de um dia para o outro. Ruben não sabe o que fazer, vai num médico que diz qual a sua situação, que le pode fazer a operação do implante mas que até lá ele tem que aprender a ser surdo. O design de som desse filme é incrível e você fica surdo junto com o Ruben. O Riz Ahmed já merece indicação a todos os prêmios. Para ver com fones de ouvido. Na Amazon Prime.

Mank - filme sobre o Herma Mankiewicz, o co-roteirista de Cidadão Kane junto com Orson Wells. No filme o Mank escreveu sozinho e brigava muito com Orson Wells. É um filme muito bem feito, e feito para parecer filme dos anos 1930-1940, mas o personagem é um chato e não me importei com a história. Cidadão Kane é ótimo. Netflix.

TENET - filme do Christopher Nolan que resumidamente diria que é tipo Exterminador do Futuro tentando explicar a viagem no tempo e deixando tudo mais confuso. O Protagonista (não tem nome, mas é o filho do Denzel Washington) faz parte de um unidade especial que tem que parar um traficante de armas que quer explodir tudo. Tem um bocado de cena em reverso que deixa tudo mais bacana, tem o Robert Pattinson Vampirinho que é o herói do filme, e a elegante Elizabeth Debicki. É divertido, dá para entender como um todo mas se quiser entender os detalhes vai precisar de um video no youtube que explique. (e tem vários)

Uncle Frank - filme sobre um tio e uma sobrinha que tem que voltar para a cidade natal para o enterro do patriarca da família. Acontece que o tio é gay e nunca contou para ninguém na família e seu parceiro aparece na cidade. Roteiro e direção do Alan Ball de Six Feet Under. É um filme sobre família e é bom.

AmarElo - documentário sobre último disco do Emicida. Tem o processo dele fazendo as músicas e um show que ele fez no teatro municipal de São Paulo. Além disso tem a história do rap nacional que é diretamente ligado ao samba. Netflix

Wolfwalkers - desenho animado sobre uma menina que ser caçadora igual ao pai. Um dia quando o pai sai para caçar ela o segue e acaba mordida (acidentalmente) por um lobo que depois ela descobre ser uma menina. Wolfwalkers são meio lobo meio humanos. O desenho é lindo e fofo. Apple TV+

The Wolf Of Snow Hollow - assassinatos brutais de mulheres, na lua cheia, acontecem em uma cidade pequena e um policial tenta desvendar o mistério. É meio comédia, meio drama, meio horror. O policial é um alcoolatra com problema de raiva mas ele tem um instinto certo para coisas de crime. Seu pai é o sherife mas precisa se aposentar e os outros policias, menos uma, não querem se dedicar ao crime. 

How Can You Mend A Broken Heart - Documentário sobre a longa carreira dos irmãos Gibb, os Bee Gees. Eles tiveram hits nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990, a trilha de Embalos de Sábado a Noite foi um fenômeno (é uma das melhores trilhas ever) e eles compuseram mais de 1000 músicas (inclusive para cantoras como Barbra Streisand, Diana Ross e Celine Dion). Tem muita música deles por aí.


Séries

Virgin River - Novelão. No-ve-lão. Uma enfermeira vai morar numa cidadezinha e lá ela se envolve com os moradores locais, especialmente o dono bonitão do bar local. E claro que a enfermeira tem um passado cheio de babado. Para quem gosta de novela. Segunda temporada terminou com um cliffhanger que KD a terceira?? Na Netflix.

A Teacher - sobre uma professora de high school que tem um caso com seu aluno de 17 anos (ele faz 18 logo depois). Ela é casada e numa espécie de crise dos 30 anos ela vê no garoto um tempo perdido.

The Wilds - Um grupo de meninas vão parar numa ilha deserta depois de um acidente de avião. Acontece que não foi acidente e é tudo um experimento. As meninas achavam que estavam indo para um tipo de retiro feminista, inclusive os pais sabem que estão isoladas (porém monitoradas), mas como faz parte do "tratamento" eles deixam elas lá. Amazon Prime.

11.11.20

+Series e Filmes

Séries 

Bom Dia Veronica - série nacional adaptada do livro de mesmo nome do Rafael Montes e Ilana Casoy. É sobre uma escrivã da polícia, a Verônica, que começa investigar, por fora, um caso de mulheres enganadas pela internet e também o marido da Janete, uma dona de casa que liga na delegacia dizendo que seu marido é um assassino. A série tem diferenças para o livro mas a essência é a mesma. É muito boa e muito bem feita. Na NETFLIX.

The Queen's Gambit - série sobre a Beth Harmon que, quando sua mãe morre, vai para um orfanato onde ela aprende a jogar xadrez com o faz tudo do lugar e também fica viciada nos tranquilizantes que davam para as crianças. Beth cresce e vira um gênio do xadrez. É tão bem feita que eu achei que a Beth era real e fui procurar na internet. Beth é fictícia e a série consegue deixar o xadrez interessante até para quem, como eu, sabe nada do jogo. Na NETFLIX.

The Alienist - sobre um grupo formado por um psicólogo (o alienista), uma secretária da polícia (que depois vira detetive particular) e um jornalista, que investiga crimes. A primeira temporada é boa e envolve um assassino de meninos. A segunda temporada é melhor ainda, muito bem feita, e envolve sequestro e morte de bebês. Na NETFLIX.

The Undoing - série da HBO com Nicole Kidman e Hugh Grant onde os dois formam um casal envolvido no assassinato de uma mãe de um colega do filho deles. Ainda está na metade, o mistério é bom, é bem feita, muitos detalhes, e eu acho que o Hugh Grant é inocente. Depois volto para dizer se estou certa.

Emily In Paris - série bobinha da NETFLIX onde a americana Emily vai trabalhar em Paris e vive todos os clichês possiveis e as vezes até ofensivos para os franceses. Gostei do Gabriel que é o interesse amoroso da Emily e deu para passar o tempo. Achei as roupas da Emily muito cafonas e ninguém aguenta mais que 5 minutos naqueles saltos.

Ted Lasso - um americano que vai ser técnico de futebol em um time de Londres. A dona do time o contratou para que o time perdesse e ela se vingasse do ex-marido mas Ted é um cara simpático, cheio de calor no coração, sabe nada de futebol mas entende de motivação e de pessoas. Tem umas piadas meio clichê com os ingleses mas isso passa rápido (e é menos ofensivo do que a Emily com os franceses). Óbvio que não vale pelo futebol mas essa série tem coração de sobra. Na Apple TV+.

Utopia - sobre virus e vacina. É uma série violenta mas a motivação do vilão faz sentido. Tem partes bem feitas, outras nem tanto mas me deixou curiosa e vi a temporada até o fim. Na Amazon Prime.

Grand Army - série teen da NETFLIX sobre um grupo de alunos de um high school do Brooklyn. Um ataque terrorista perto da escola desencadeia vários eventos. Fala sobre feminismo, racismo, estupro, dificuldades financeiras, necessidade de atenção e outros assuntos. O episódio 3 é forte e é muito bom. 


Filmes

On The Rocks - novo filme da Sofia Coppola na Apple TV+. Sobre uma filha e um pai que se juntam para investigar o marido dela que ela acha que está a traindo. Fiquei entediada vendo esse filme, achei bobo, achei manipulativo e nem trilha sonora boa tem (e sempre acho a trilha sonora dos filmes da Sofia Coppola ótimas). Fiquei com preguiça do Bill Murray.

Rebecca - Não li o livro e nem vi o filme do Hitchcock, então achei esse ok. Sobre um viúvo que conhece uma moça, se casam e ele a leva para morar em sua mansão onde vivia com sua esposa Rebecca. É bem feito, as locações são bonitas, o figurino também, a Kristin Scott Thomas que faz a governanta é maravilhosa mas o resto é só ok. Acho que erraram na escolha do Armie Hammer, ele é muito bonito mas tem cara de americano rico e não passa por aristocrata britânico. NETFLIX

Borat 2 - Borat passou 14 anos preso no Cazaquistão por ter feito o país passar vergonha no primeiro filme, mas agora o governo quer que ele volte aos EUA para entregar um presente para o Mike Pence, o vice presidente. O presente era um macaco mas a filha do Borat se infiltrou na caixa do macaco e o comeu, então o Borat decide entregar a filha ao vice presidente. Esse segundo filme tem uma história mais consistente e um propósito. A filha do Borat é maravilhosa, tão sem noção quanto ele, e os dois juntos conseguem fazer você ter muita vergonha alheia. Acho inacreditável o que o Sacha Baron Cohen consegue fazer. Amazon Prime.

Trial of the Chicago 7 - filme sobre o julgamento de 7 (na verdade 8) homens acusados de organizar e incitar um tumulto na cidade de Chicago durante a convencão democrata de 1968. O texto do Aaron Sorkin é excelente, sua direção nem tanto mas o filme é muito bom. Para ter ódio do juiz. NETFLIX

Alice Junior - filme nacional sobre uma menina trans que mora em Recife e seu pai é transferido para uma pequena cidade no sul do país. Alice vai para uma nova escola, faz amigos, enfrenta bullies, educa algumas pessoas (inclusive quem está assistindo) e é um filme adolescente divertido. NETFLIX.

Mother - filme japonês sobre uma mãe (jovem e viciada em jogo) que manipula seu filho para fazer tudo por ela. Os dois vivem esse relacionamento abusivo pulando de casa em casa, de cidade em cidade,  as vezes sem dinheiro e sem ter o que comer. Assisti na força do ódio por essa mãe. É um tapa na cara. Sugiro ver umas 5 comédias românticas depois. NETFLIX

His House - um casal de refugiados na Inglaterra consegue uma casa para morar enquanto esperam uma posição em relação a sua situação. Acontece que os dois começam a ver fantasmas nas paredes e aí tem que ver o filme para saber o que acontece. NETFLIX.

30.10.20

Analisando a música: Endlessly (Muse)

O Ewan McGregor e seu amigo Charley Boorman, em 2019, fizeram uma viagem que foi de Ushuaia até Los Angeles em motos elétricas que virou uma série chamada Long Way Up na Apple Tv+. 

Existe a Long Way Round de 2004 que deram a volta de Londres a NYC e Long Way Down de 2007 que foram da Escócia para Cidade do Cabo.

Todas as 3 séries são ótimas, as aventuras dos motoqueiros tem perrengues diferentes e vale a pena ver os avanços tecnológicos de filmagens entre 2007 e 2019. E as motos também que foram de pesadas BMWs as leves e elétricas (e muito silenciosas) Harley Davidson.

Assistam as séries. Fica a dica. 

No episódio que Ewan McGregor e Charley passam por La Paz eles vão numa loja de violões e Ewan McGregor compra um violão pequeno. Depois, no quarto do hotel, ele senta, toca e canta Endlessly da Muse. 

Muse é uma banda britânica de rock alternativo formada em 1994. Endlessly está no terceiro album da banda, que deve ser o mais conhecido e é o que mais gosto: Absolution de 2003. Mesmo disco que tem Hysteria (uma das melhores linhas de baixo ever) e Stockholm Syndrome, duas músicas que habitam na minha playlist de corrida.

Antes de aparecer na série, não lembrava a última vez que tinha escutado Endlessly e foi uma boa surpresa.

Mas sobre o que é Endlessly? Só reparei na letra quando Ewan McGregor cantou. Parece uma música romântica mas será mesmo?

É uma música com uma letra curtinha mas cheia de significado. Tem um ritmo mais lento que o resto das músicas do disco e tem uma batida eletrônica leve com um sintetizador (mas tem bateria também). A voz do Matthew Bellamy (com altos e baixos) vem cheia de sentimento.


There's a part in me you'll never know
The only thing I'll never show

Ele começa dizendo que tem uma dele que a outra pessoa nunca conhecerá, e que é a única coisa que ele nunca vai mostrar. O que será que ele está escondendo? Será um sentimento que ele sabe que não é correspondido e prefere deixar oculto?

O próprio Matthew Bellamy disse que " é uma música sobre amor, acho que tem esperança ali mesmo que esteja tratando de assuntos sombrios". 

Hopelessly I'll love you endlessly
Hopelessly I'll give you everything
But I won't give you up
I won't let you down
And I won't leave you falling
If the moment ever comes

Esse é o refrão cheio de sentimento onde ele declara todo o amor dele: "deseperadamente te amarei para sempre, te darei tudo, não vou desistir, não vou te decepcionar e não vou te deixar cair, se o momento algum dia chegar". Que momento é esse? 

São muitas promessas. E, vamos combinar, que um pouco de obsessão também. Talvez a esperança que o Matthew Bellamy falou esteja nesse momento que talvez um dia chegue, porque é muito desespero para ter alguma expectativa.

Matthew Bellamy deve gostar muito da palavra Endlessly porque aparece também na letra de Hysteria algumas vezes.

Em um dos comentários do forum dizia que essa música faz um rickrolling subconsciente com "I won't give you up, I won't let you down". Eu ri. (Rickrolling é o pai dos memes)

It's plain to see it's trying to speak
Cherished dreams forever asleep

Nessas duas frases ele resume todo o sentimento de que a emoção está tentando falar mas que são apenas sonhos queridos que estarão sempre adormecidos. Os desejos dele em ser correspondido não serão nada além de sonho.

Hopelessly I'll love you endlessly
Hopelessly I'll give you everything
But I won't give you up
I won't let you down
And I won't leave you falling
But the moment ever comes

Ele repete o refrão mais 2 vezes e na última ele termina com "But the moment never comes". É desolador quando ele conclui que esse momento que ele esperava que talvez um dia viesse, não vem. Que ele vai continuar amando sem esperança e que ele não pode fazer nada, vai continuar escondendo essa parte dele que a outra pessoa não conhece

E termina com uma batida da bateria. De uma vez.



Para quem quiser ver o Ewan Mcgregor na voz e violão tem um video no youtube. Acho que todos os episódios dessa série poderiam ter o Ewan McGregor cantando.


3.10.20

+ Series e Filmes

The Devil All The Time - um filme sobre a fé e o que as pessoas fazem em nome de suas crenças. São histórias entrelaçadas cheias de desgraça. Um homem que vê coisas horriveis na guerra volta para casa, se apaixona, tem uma família mas sua esposa fica doente e morre, apesar das muitas promessas e sacrifícios que ele faz. Seu filho fica orfão vai morar com a avó que cria outra menina orfã que mais tarde vira vítima de um pastor pedófilo. E assim segue a vida no bible belt (região sul dos EUA). Vampirinho Robert Pattinson está ótimo e o Spiderteen também. Netflix.

The Social Dilemma - um documentário que mostra como o algoritmo funciona para manter sua atenção e só mandar informações que vão te agradar, ou que você concorda. As entrevistas com ex-funcionários das redes sociais mais conhecidas são boas. A dramatização da família é cafona mas necessária para quem não sabe de nada entender melhor. É para ver junto com o filme polonês Rede de Ódio. Netflix.

Enola Holmes - um filme fofo sobre a irmã do Sherlock Holmes (criada pela autora Nancy Springer). Enola, bem mais nova que seus irmãos, foi criada pela mãe feminista e ativista que a ensinou esportes, leituras, lutas e outras coisas úteis para a vida. Um dia mamãe Holmes some deixando Enola (16 anos) sozinha. Mycroft quer que ela vá para uma escola de moças aprender a ser esposa e Sherlock não se mete muito, mas Enola foge, se mete em algumas confusões, faz amizade com um lorde teen e vai para Londres procurar a mãe. É um filme divertido, leve e aguardo continuações. Netflix.


Long Way Up - Terceira série do Ewan McGregor e seu amigo Charley Boorman viajando de moto. A primeira foi The Long Way Round em 2003 que foram de Londres a NYC dando a volta para o leste no hemisfério norte. Em 2007 resolveram fazer The Long Way Down que foi do norte da Escócia até a Cidade do Cabo passando por boa parte da Africa. Essa duas também estão na Apple TV. Agora, 12 anos depois, resolveram fazer The Long Way Up indo de Ushuaia até Los Angeles. O twist dessa nova série é que eles estão em motos elétricas e os carros de apoio também são elétricos. As paisagens são lindas, Ewan McGregor tem um carisma impressionante, os perrengues que eles passam por falta de uma tomada são emocionantes e é uma delícia de assistir. Achei interessante ver os avanços tecnológicos nas cameras, imagens, e GPS nos últimos 12 anos. Na Apple TV+.

Lovecraft Country - Uma série muito interessante onde cada capítulo tem um gênero diferente conduzindo a história de Atticus procurando saber mais sobre seus ancestrais. Envolve mágica, monstros, ficção científica, fantasmas, etc. E as vezes os monstros de verdade são os humanos. (A referência ao H.P. Lovecraft fica nos monstros e no primeiro episódio que passa na área onde ele escrevia as histórias dele). Na HBO.

The Boys 2 - A segunda temporada dessa série de super heróis que estão evolvidos com uma empresa, salvam por dinheiro e propaganda e podem ser péssimas pessoas, está boa. Amazon Prime.

The Vow - Uma série documentário sobre um culto que começou como esquema pirâmide de coach e terminou com mulheres escravas sexuais. Tem muito dinheiro envolvido, pessoas conhecidas e um volêi da madrugada muito suspeito. Na HBO.

I May Destroy You - Não falei antes dessa série porque quase desisti no terceiro episódio, mas depois tem episódios interessantes. É sobre Arabella uma escritora que fez sucesso com um artigo online e agora tem que escrever seu primeiro livro. Ela é uma moça egoísta, que só liga para likes, mal dá atenção aos amigos, não liga para muita coisa como pagar contas e entregar trabalhos no prazo. Ela é estuprada depois de ter a bebida alterada e daí se desenrola a história. Na HBO.

We are who we are - uma família se muda para Itália onde a mãe vai comandar uma base do exército americano. O filho parece que saiu de Euphoria direto para Veneza, e a esposa da mãe é a brasileira Alice Braga. A relação mãe e filho é muito esquisita. MUITO. O menino fica amigo da filha dos vizinhos que é uma menina que se veste de menino de vez em quando. É uma série sobre ser que você é. Na HBO.

Young Wallander - Descobri que o Kurt Wallander é uma espécie de Sherlock Holmes da Suécia e essa série é como se fosse a origem dele nos dias atuais. O crime tem uma pitada de racismo e anti imigrantes. O Kurt Wallander é um fofo, ele tem um faro para a investigação e consegue chegar nos culpados, mas sofre um bocado. É uma série lenta, mas são poucos episódios. Os atores suecos todos falam inglês. Netflix.

21.9.20

Emmy 2020

Fui olhar nos arquivos e a última vez que fiz um post sobre o Emmy foi em 2008. Sempre faço do Oscar, mas as outras premiações deixo para lá. Acontece que esse ano tudo é diferente e essa foi a primeira grande premiação da pandêmia e como não sabemos como vai ser no futuro acho que vale deixar registrado aqui no blog.

Jimmy Kimmel foi o apresentador da noite, eu acho ele divertido. Ele começou com um monólogo e imagens de platéias dos anos passados. Eu só sabia que era imagem de arquivo porque assisti em outros anos e duvido que alguém iria repetir vestido. Em um momento corta para um ginásio vazio e fotos das pessoas em papelões em alguns assentos. Welcome aos Emmys na pandemia.

Teve uma piada boa com o Jason Bateman se fazendo de papelão.

Aí Jimmy Kimmel entra num estúdio com um telão enorme e vários indicados na tela. Uma mega reunião pelo zoom.

Alguns atores estavam lá presente, Jennifer Aniston apagou fogo com extintor quando foram mostrar os procedimentos de higienização. Algumas categorias foram apresentadas por trabalhadores da área de saúde e até dos correios.

Os indicados se organizaram de várias maneiras: em casa com a família, alguns sozinhos, alguns em grupo e teve quem organizou festinha mesmo.

Alguns Emmys foram entregues pessoalmente onde o vencedor estava por uma pessoa toda toda protegida por aqueles trajes de proteção a contaminação.

Quando não vencia acontecia isso.

A premiação foi assim:

Schitt's Creek, a série canadense, e favorita de Sir Elton John, ganhou todos os Emmys de comédia: ator, atriz, coadjuvantes, direção, roteiro e melhor série comédia. Foi a última temporada dessa série e achei justo. Gostaria de ter visto um premiozinho para What We Do In The Shadows, a série dos vampiros que é hilária. Nenhum episódio de Schitt's Creek é melhor que o episódio do Vampiro da Energia sendo promovido no escritório, mas entendo o apelo de Schitt's Creek, você se apega as pessoas.

Nas categorias das minisséries a excelente Watchmen levou: melhor atriz (Regina King),  ator coadjuvante (Yahya Abdul-Mateen II), roteiro (Damon Lindelof) e série. E é realmente muito boa.

Na categoria de direção em minissérie a vencedora foi Maria Schrader por Nada Ortodoxa. Essa série é apenas ok, a história é boa, atriz ótima, mas a direção não tem nada de especial nem criativo. Sim, erraram nesse prêmio porque na mesma categoria tinha o episódio 5 de Normal People que é LINDO. 

O Mark Ruffalo ganhou melhor ator em minissérie, achei justo e era o único que eu aceitaria além do Paul Mescal de Normal People. Mark Ruffalo faz irmãos gêmeos na I Know This Much Is True, uma minissérie cheia de tragédias e muito boa. A esposa do Mark Ruffalo era a pessoa mais empolgada no sofá.

A Uzo Aduba ganhou melhor atriz coadjuvante, ela faz uma senadora em Mrs America, gostei dela na série, achei justo. Mas acho que faltou um prêmio para Inacreditável, a ótima minissérie das detetives investigando um estupro e Toni Collete estava nessa mesma categoria.

Melhor reality foi Ru Paul's Drag Race e melhor filme para tv foi Bad Education (o que o Hugh Jackman é um diretor de escola ladrão mas simpático).

E para acabar tivemos as categorias de série drama. Succession foi a vencedora de: melhor série, melhor ator, roteiro e direção. Essa série é muito boa mesmo. Teve até telefone tocando no meio do agradecimento do produtor da série.

O que Succession não ganhou foi: ator coadjuvante que foi para o Billy Krudup ótimo em The Morning Show e atriz coadjuvante que foi a Julia Garner por Ozark.

E a surpresa da noite foi a fofa da Zendaya ganhando prêmio de melhor atriz em série dramática por seu papel como Rue na ótima Euphoria. Palmas para Zendaya! 




E foi isso. Só faltou baby yoda dando um oi, afinal The Mandalorian ganhou todas as categorias técnicas e também trilha sonora.



15.9.20

Momento TOC Livros (14) parte 2

E não é que dobrei a meta antes do fim do ano. Cheguei a marca de 40 livros e ainda tem mais de 3 meses para o ano acabar. 

Comprei um kindle novo. O meu nem era paperwhite, era o basicão mesmo, então troquei logo pelo kindle oasis. O kindle oasis tem a tela um pouco maior (que achei ótimo), tem uma pegada anatômica (que para mim não fez diferença), tem botões para passar a página (que gosto) e o sistema de luz interna com temperatura (que ajuda). Sim, é cheio de frescura mas já que era para fazer um upgrade fiz logo full throttle.

De janeiro a junho li 21 livros e de julho até agora mais 20. Além de dobrar a meta li mais em menos tempo. Então vamos a mais 20 livros e se continuar nesse ritmo triplico a meta, no fim do ano vamos descobrir.


- A Origem Do Mundo - Uma história cultural da vagina - Liv Strömquist - uma graphic novel sobre a vagina e a vulva. Conta a história do relacionamento da sociedade com a vagina, a vulva, o clitoris, a menstruação. Fala da repressão a qualquer coisa relacionada ao orgão sexual feminino. Conta como a vulva e vagina foram de adoradas e representadas em deusas a ter propagandas de absorventes que destacam a necessidade de esconder que está mesntruada. Acho que todas as mulheres deveriam ler. Na verdade, todas as pessoas.

- Dias de Luta - Ricardo Alexandre - um livro sobre o Rock Brasileiro e o Brasil nos anos 80. O autor conta como surgiu o rock nacional num Brasil ainda na ditadura, como os jovens estavam cansados da mesma MPB, como o punk paulista começou um movimento que culminou no Rock in Rio 1. Fala das bandas, do sucesso que tiveram, dos esquemas de apresentações do Chacrinha, do case de marketing que foi o RPM. Foi uma viagem no tempo para mim.

- Heimat - Nora Krug - graphic novel sobre uma alemã que foi morar nos EUA e com uma saudade de casa ela decide pesquisar sobre sua família e a participação deles na segunda guerra. É ótimo, e os desenhos são lindos. Na verdade parece um scrapbook porque também tem fotos.

- Meninos Em Fúria, O Começo do Fim - Marcelo Rubens Paiva e Clemente Tadeu Nascimento - mais um livro sobre o rock nacional mas esse é focado no punk paulista e na banda Os Inocentes que foi criada pelo Clemente. O Marcelo Rubens Paiva mistura sua história a do Clemente e dá todo o panorama da época, dos bares, dos lugares de show, da violência e como foi nascendo o rock nacional nos anos 1980.

- The Westing Game - Ellen Raskin - Esse é um livro do tipo "quem matou?'. Um dono de uma fábrica de papel muito rico morre e convoca 12 pessoas que ele chama de herdeiros para desvendar o que aconteceu. Os 12 são divididos em duplas e quem descobrir o mistério leva tudo. Essas 12 pessoas moram no mesmo prédio que fica vizinho ao terreno da mansão. É divertido de ler , o mistério amarra bem, mas diria que é um livro juvenil.

- Human Acts - Hang Kang - Tinha lido A Vegetariana (na parte 1 dos livros desse ano) e gostei muito, então peguei esse segundo livro da Hang Kang para ler. É uma história pesada porque é sobre pessoas que estavam envolvidas no massacre que teve na cidade de Gwanju na Coréia em 1980. Cada capítulo tem um narrador que pode ser um garoto, uma moça, uma mulher, e até um cadáver. O livro é muito bom. A única coisa que me incomodou foi a tradução, não que eu saiba coreano mas deu para notar que a tradutora britanica se meteu mais do que devia. Leria outra vez em português porque achei A Vegetariana em português muito bom.

- Brasil: Uma Biografia - Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Starling - É sobre história do Brasil de 1500 a 2017. Achei esse livro chatérrimo. Metade do livro é Brasil colônia, depois muito sobre o Império, depois da república até hoje é tudo muito rápido. Confesso que na parte do Império fiz leitura dinâmica porque li outros livros melhores sobre o assunto. Pouquíssimas partes me interessaram, mas consegui terminar. E cheguei a conclusão que não repetimos história porque continuamos na mesma desde 1500.

- Temples of Delight - Barbara Trapido - Sobre duas amigas Jem e Alice. Jem escreve histórias que Alice adora ler. Quando Jem tem que sair da escola ela dá seus manuscritos para Alice guardar. Os anos passam, as duas nunca mais se falam, Alice vai para faculdade, fica noiva, deixa de ser noiva e recebe uma carta da Jem dizendo que alguém publicou um livro de suas histórias. Alice vai atrás de saber o que aconteceu. Não é um livro ruim, mas achei cansativo a forma das personagens falarem. Parecia coisa dos anos 1950 mas tudo se passa em 1990.

- You Look Like A Thing and I Love You - Janelle Shane - um livro que é quase um Inteligência Artificial para dummies. A autora explica tudo sobre AI, como são ensinadas, como aprendem e como desenvolvem. AIs podem ser preguiçosas e sempre escolher o caminho de menos esforço e por isso causar problemas. Não são multitarefas, mas na única tarefa são extremamente eficientes. Estamos longe de Blade Runner e West World com AIs adquirindo consciencia mas os algoritmos atuais podem causar estrago.

- Torto Arado - Itamar Vieria Junior - Duas irmãs no interior da Bahia (acho que anos 1950), moram numa fazenda com a família. Um dia acontece um acidente que as torna dependentes uma da outra, mas suas vidas podem seguir caminhos diferentes. Esse livro é muito bom.

- The Rest Of Us Just Live Here - Patrick Ness - comprei esse livro pelo título sem saber o que era. É sobre um grupo de jovens que vive num mundo com seres fantásticos (vampiros, fantasmas, deuses, imortais) mas que isso não importa. O que acontece com os seres fantásticos é só pano de fundo, o livro é sobre as pessoas normais e seus problemas. É um livro juvenil e como tal é bom.

- Os Sete Maridos De Evelyn Hugo - Taylor Jenkins Reid - Evelyn Hugo é uma atriz famosa, mas reservada, de Hollywood e nos seus 79 anos ela decide contar sua história para uma jornalista. A história de Evelyn segue a linha do tempo de seus sete maridos. Também ficamos sabendo da história da jornalista (que é a narradora). Gostei desse livro, leitura divertida e tem um plot twist que eu não esperava mesmo.

- Morra, Amor - Adriana Harwicz - Sobre uma mulher com depressão pós-parto. Ela vai contando sua história e o leitor tem que quase montar um quebra cabeça para saber as informações no meio dos devaneios. Ela não é uma personagem simpática, não é uma história feliz e o livro é muito bom.

- O Melhor Que Podíamos Fazer - Thi Bui - mais uma graphic novel e essa é sobre a família da Thi Bui que imigrou do Vietnã para os EUA. Desenhos lindos e a história também.

- Outline e Transit - Rachel Cusk - dois livros de uma trilogia. Uma escritora faz uma espécie de people watching literário. No primeiro livro (Esboço em português) ela vai dar um curso na Grécia e nos conta a história de seu colega de fileira no avião, dos alunos, de outro professor do curso e fala muito pouco dela mesma. No segundo livro (Transito) ela está em Londres onde comprou uma casa que precisa de uma reforma e nos conta mais histórias de pessoas em sua volta. Acontece que nem todas as histórias tem fim porque é só que acontece ali naquele momento. Gostei, ela faz uma reflexões boas.

- Flat Share - Beth O'Leary - um livro que se fosse um filme seria uma comédia romântica. Tiffy precisa sair da casa do ex-namorado mas não tem dinheiro para alugar um apartamento sozinha então pega o anuncio de Leon que oferece dividir o quarto/sala. Tiffy tem o lugar e a cama durante a noite e,  como Leon é enfermeiro de madrugada, durante o dia a cama é dele. Eles passam a se falar via recados deixados no apartamento. Achei fofo (apesar da parte do ex-namorado abusador da Tiffy). Em português chama Um Teto Para Dois. 

- The Vanishing Half - Brit Bennett - duas irmãs gêmeas identicas, aos 16 anos, fogem de sua cidadezinha no sul dos EUA para New Orleans. Depois de 2 anos uma delas decide levar uma vida completamente diferente da outra. O livro conta a história de suas famílias, suas comunidades e suas identidades racias ao longo dos anos. Achei muito bom.

- Ninféias Negras - Michel Bussi - na Girverny de Claude Monet um conhecido oftalmologista morador da cidadezinha aparece morto na beira do rio. A narradora é uma senhora de 85 anos e ela nos conta que essa história envolve uma menina de 11 anos, uma mulher de 36 anos e ela, a velha. É bem contada essa história, teve umas partes que revirei os olhos mas no fim achei bem amarrada. Para quem conhece Giverny deve ser ótimo para lembrar os detalhes, para quem nunca foi lá, como eu, uma olhada no google maps ajuda muito entender a trama.

- Minha Coisa Favorita É Monstro - Emil Ferris - Grahic novel com desenhos incríveis que parecem feitos num caderno com caneta esferográfica. O livro é o caderno/diário de Karen, uma menina de 11 anos que mora com a mãe supersticiosa e o irmão mais velho tatuado, artista e mulherengo. Um dia, quando ela chega da escola, a vizinha (uma alemã) morreu com um tiro no peito e a policia diz que foi suicídio. Karen decide investigar o que aconteceu e vai contando sua história e da vítima. Karen é fã das histórias de monstros e se desenha como uma lobismenina. Os desenhos das capas de revistas de monstros são ótimos. Só achei que deixou muitas pontas soltas na história, esse livro é parte um mas não sei se já tem a parte dois.


Outros Momentos TOC Livros: (1)(2), (3)(4), (5)(6), (7), (8), (9), (10), (11)(12)(13) e (14) parte 1

14.9.20

De volta aos anos 80

Ainda na quarentena (que na verdade já é quarentena vezes cinco). Setembro começou nostálgico com os anos 80.

Cobra Kai - em 1984 lançaram o filme The Karate Kid que eu vi no cinema pelo menos duas vezes. Depois vi em VHS e na TV mais um tanto de vezes. Na época foi um sucesso e a garotada toda queria aprender caratê. O filme teve 2 continuações com o Ralph Macchio que são boas e uma só com o Pat Morita ensinado a Hillary Swank a lutar karatê que não vale a pena. Trinta e cinco anos depois decidiram trazer Daniel Larusso e Johnny Lawrence de volta na série Cobra Kai. Daniel e Johnny eram rivais no primeiro filme, Daniel garoto de origem humilde novo na escola sofre bullying do Johnny (garoto rico) e seus amigos que lutam caratê no dojo chamado Cobra Kai. Sr. Miyagi ajuda Daniel o ensinado a lutar usando a estratégia de tarefas como encerar carros, lixar chão e pintar parede. Daniel e Johnny lutam no fim e Daniel ganha. A luta e a garota.

Na série o foco é um pouco mais no Johnny Lawrence que 35 anos depois é um loser. Mora só num quarto e sala, vive de bicos, vive ainda nos anos 1980 (roupas, carro, interesses) e bebe um bocado. O garoto vizinho sofre bullying e ele ajuda, daí tem a idéia de reabrir o dojo do Cobra Kai. OU SEJA, Johnny Lawrence meio que virou Sr Miyagi. Daniel, por sua vez, é rico, casado, tem dois filhos e a vida dele está ótima....até descobrir que Johnny vai trazer Cobra Kai de volta.

A Netflix comprou as duas temporadas do Youtube e vai lançar a terceira (que já está pronta) em 2021. A estética da série é muito TV e as lutas são ok mas souberam atualizar a história muito bem trazendo Daniel e Johnny para uma área cinza. Confesso que muitas vezes torço pelo Johnny e as vezes acho o Daniel um babaca. A parte dos adolescentes também é boa. E tem várias pessoas dos filmes aparecendo.

Acho que agora com a série na Netflix muita gente vai ter momentos nostálgicos. (A Netflix esqueceu de colocar os filmes junto mas estão na HBOgo)


Bill and Ted Face The Music - O primeiro Bill e Ted é de 1989 e o segundo de 1991. São filmes família, Bill e Ted são divertidos, bem intencionados. No primeiro filme voltam no tempo para trazer figuras históricas para passar em História e não perder o ano. No segundo filme eles enfrentam a Morte (que é muito divertida). Nesse terceiro, 25 anos passaram e os dois tem que compor uma música para salvar a existência como um todo. Para isso contam com ajuda de suas filhas Billie e Thea. Melhor cena é Jimmy Hendrix e Mozart numa disputa guitarra x piano.



28.8.20

+ Séries e Filmes

Séries

Schitt's Creek - várias pessoas me indicaram essa série e agora que acabou (seis temporadas) resolvi assistir tudo. É sobre uma família muito rica (muito mesmo) que perde tudo e a única coisa que sobra é a cidadezinha de Schitt's Creek que o pai comprou para o filho como brincadeira. E como a cidade não vale nada o governo deixou eles ficarem com ela. E lá vão eles morarem num motel cafona beira de estrada e ter que lidar com as figuras da cidade e tentar se virar nos 30. O pai, Johnny, era dono de um império de locadoras e vai tentando arranjar coisas para fazer, a mãe, Moira, é atriz, o filho, David, não faz nada mas depois abre uma loja conceito, e a filha Annie foi modelo e namorou um bando de gente duvidosa. Moira é ótimaaa, ela fala com palavras difíceis e sempre usa roupas de designers (a maioria em preto e branco). David também tem um armário bem curioso. Até a terceira temporada estava achando ok, e dava risadas, mas na 4a temporada tem o Patrick e ele é a coisa mais fofa.

Umbrella Academy - achei a primeira temporada divertida e essa segunda é melhor porque passa nos anos 1960 com direito a teoria da conspiração no assassinato do Kennedy. Na Netflix.

Lovecraft Country - Essa série começou agora na HBO e é baseada no livro do mesmo nome. Atticus vai atrás de seu pai no que chamam de Lovecraft Country (área perto de Boston onde o HP Lovecraft baseava suas histórias). Lá, Atticus, seu tio George e sua amiga Letitia, encontram muitas coisas e pessoas estranhas. Tem monstros, mas as vezes os humanos são piores.

High Score - uma minisérie documentário da Netflix sobre a história e evolução dos videogames. Começa na criação do Space Invaders para os jogos de arcade, depois Atari e aí vai passando por Nintendo, Sega, jogos de RPG, de primeira pessoa, de luta. Mostra a criação dos designs, as estratégias de marketing e os (impressionantes) campeonatos de games.

The Luminaries - série da BBC sobre a corrida do ouro na Nova Zelandia no fim do século 19. Anna e Emery chegam juntos a Dunedin, marcam um encontro que nunca acontece. Os episódios vão e vem no tempo e sabemos que no futuro tem um assassinato e Anna é acusada. Não li o livro mas achei a série boa, prendeu minha atenção.


Filmes

Boys State - Documentário na Apple tv sobre um programa que tem nos EUA onde juntam um grupo (grande) de jovens para formar um governo. Como o programa criado por militares da reserva, dividem entre meninos e meninas, e nesse documentário só mostram os meninos do Texas (o programa existe me vários estados desde os anos 1950). Os meninos são divididos em dois partidos e dentro de seus partidos eles se candidatam a representar o partido em cargos. Quem se candidata tem que angariar votos, o partido escolhe seus representantes e depois tem uma eleição geral com os dois partidos. O método é interessante, e escolheram 4 meninos para seguir. Steven é latino, Renee é negro, Ben é o jovem deficiente e Robert é o menino branco atleta carismático. Depois de assistir esse documentário me deu um medo pelo futuro mas também um pontinha de esperança. Gostaria muito de ver o Girls State e no futuro um que tenha todos juntos porque já deu dessa separação tipo Xou da Xuxa.

Crimes de Família - filme argentino na Netflix sobre uma senhora que seu filho está preso por ter agredido a ex-mulher e sua empregada está presa por outro crime. A senhora tem que ir aos dois julgamentos e cuidar do filho da empregada de 3 anos. Não conto mais para não dar spoilers mas é muito bom esse filme.

Project Power - mais um filme de ação da Netflix com pessoas famosas que poderia ser melhor mas até que é divertido. Numa New Orleans meio caótica existe uma droga ilegal que quando as pessoas tomam ficam com 5 minutos de poder. Qual poder? Depende da pessoa: a prova de bala, homem tocha, frozen, camaleão mas também pode explodir do nada. Jamie Foxx é um militar que está procurando a filha, ele se junta com uma menina que faz uns RAPs legais, Joseph Gordon-Levitt é o policial que toma a droga para não ficar em desvantagem com os criminosos e Rodrigo Santoro é o vilão.

A Rede de Ódio - Filme polônes na Netflix sobre um rapaz moralmente flexível que começa trabalhar numa empresa que faz ações para derrubar os oponentes de seus clientes. O rapaz aparece com estratégias bem duvidosas usando as redes socias e até games de RPG para recrutar pessoas.

Chemical Hearts - filme teen sobre um menino, Henry, que até então nada de interessante tinha acontecido na sua vida adolescente e ele quer ser escritor. Ele tem amigos e uma familia bacana. Grace, por outro lado, tem motivo de sobra para sofrimento e depressão. Ela sofreu um acidente onde machucou seu joelho e alguém que ela amava morreu. Os dois se juntam para trabalhar no jornal da escola, ficam amigos e Henry tem um crush em Grace. Não é um filme teen muito feliz.