18.9.22

Seoul (3) Palácios

Seoul tem 5 palácios principais. A Dinastia Joseon foi de 1392 até 1897 quando foi substituída pelo Império Coreano para logo depois terminar durante a ocupação japonesa em 1910.

Foram muitos reis, o mais conhecido é o Rei Sejong que reinou de 1418 a 1450 e foi o criador do Hangul, o alfabeto coreano que deu a oportunidade de toda a população ler e escrever e não só quem sabia os caracteres chineses.

Cada palácio tem uma função, mas em todos os reis moraram em alguma época. Todos os palácios foram destruídos na primeira invasão japonesa no século XVI, foram reconstruídos e depois destruídos na ocupação japonesa de 1910-1945. E só na década de 1990 começaram a ser reconstruídos com um projeto do governo de restauração dos prédios destruídos pelos japoneses.

Nos palácios tem várias pessoas usando hanboks (a roupa tradicional coreana), e em volta dos palácios tem muitas lojas para alugar. Se você estiver vestido de hanbok não paga entrada dos palácios.

Então vamos aos 5 palácios da Dinastia Joseon. (Na ordem em que visitei)

1. Gyeongbokgung

O palácio central da cidade foi originalmente construído em 1394 pelo Rei Taejo (fundador da Dinastia Joseon). Esse palácio tem como entrada o imponente Gwangwhamun Gate. Esse portão foi destruído na invasão japonesa de 1592, reconstruído e depois queimado na Guerra da Coréia (1950) e reconstruído outra vez.

gwangwhamun gate
(atrás dos palácios não tem prédios altos, só as montanhas)


O Gyeongbokgung é o palácio do trabalho dos reis, das decisões políticas, dos grandes eventos. Mas foi lá que o último rei da dinastia Joseon, Rei (e depois Imperador) Gojong estava morando quando sua esposa, a Rainha (Imperatriz) Min foi assassinada por agentes japoneses em 1895.

E foi também no Gyeongbokgung que a energia elétrica chegou a Coréia.

Além do pavilhão central onde fica o trono, tem um pavilhão no meio de um lago que era para os jantares, tem ouro lago com um coreto, e vários outros prédios que eram cozinhas, residências e oficiais do reino.

Em frente a Gwangwhamun Gate tem uma praça que foi recentemente reformada. A praça era, na época da Dinastia Joseon, uma avenida com os principais prédios do governo. E em tempos recentes é também um lugar de protesto dos coreanos.

os prédios da cidade na frente do palácio
e em volta da praça

Hoje, na praça, tem um centro cultural, muitas fontes que ficam coloridas a noite, uma time line da história do país e duas estátuas: Rei Sejong, o criador do Hangul (o alfabeto coreano) e do Almirante Yi Sun-shin que foi quem colocou os japoneses para correr da Coréia na Guerra Imjin (1592-1598).


2. Changdeokgung

É o palácio residencial queridinho dos reis da Dinastia Joseon. Foi construído em 1405, destruído na invasão japonesa de 1592 e reconstruído em 1610 e foi o palácio principal por 270 anos. 

 

Esse palácio é imponente, tem dois pavilhões com trono, um para eventos maiores e outro para as reuniões. Tem o único pavilhão de todos os palácios que tem um telhado de cerâmica azul. 

O Jardim Secreto é uma parte do palácio que só pode ir em visita guiada e é onde tem todos os aposentos onde os reis viviam e onde passeavam. O Jardim Secreto ocupa 60% da área do palácio. É lindo. 


O tour do Jardim Secreto é quase um hiking, a duração é de uma hora e meia com muito sobe e desce no meio das árvores. Dizem que no outono o ingresso é disputado.


3. Deoksugung

Esse palácio foi a residência do último rei. Fica ao lado da praça da prefeitura e é um dos dois palácios que fica aberto até as 21:00 (o outro é o Changgyeonggung). Fui a noite e os pavilhões iluminados são muito bonitos. O Deoksugung tem prédios na arquitetura tradicional coreana mas também tem prédios neo clássicos ocidentais. 

a prefeitura no fundo

Dentro do Deoksogung tem o Museu Nacional de Arte Contemporânea que tinha uma exposição do artista coreano Moon Shin.

O muro do Deoksogung, do lado de fora, é um passeio para qualquer pessoa que já tenha visto uma novela coreana pois é lá que casais passeiam na ruazinha arborizada.

o muro mais famoso
das novelas coreanas


4. Gyeonghuigung 

Um palácio pequeno, que boa parte estava em reforma quando fui, mas achei muito bonito. Esse palácio é de 1617 e 10 reis moraram nele.


5. Changgyeonggung

Esse palácio é colado no Chankdeokgung e foi construido para ser a casa da avó, mãe e tia do Rei Seongjong (reinou de 1469-1494). Tem um jardim muito bonito, tem um lago e uma estufa. A estufa, que é linda, foi construida em 1910, projetada por um arquiteto japonês e executada por uma empresa francesa. Na estufa tem uma coleção fantástica de bonsais.

Durante a ocupação japonesa (1910 - 1945) tinha um zoológico e um jardim botânico dentro desse palácio.

com vista da seoul tower


Mais Coreia do Sul: 
Seoul(1)
Seoul (2) A muralha da cidade, 
Seoul (4) Parques, 
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Seoul (7) Bairros,
Jeonju
Busan (1)




16.9.22

Seoul (2) Hanyangdoseong: a muralha da cidade

A muralha de Seoul, que se chama Hanyangdoseong (porque o nome de Seoul era Hanyang), protegia a cidade, os palácios e prédios do governo na dinastia Joseon.

São 8 portões no total, 4 grandes (norte, sul, leste, oeste) e 4 menores. A construção começou em 1396, tem 18,6km de extensão e a altura varia entre 5 e 8 metros. As pedras da muralha também variam de acordo com os reis que estavam do poder na dinastia Joseon.

Os 18,6 km são dividos em 5 partes que tem trechos na cidade e na montanha. Eu tinha a intenção de fazer três dos cinco trechos mas só fiz dois.

Fiz o trecho da montanha Namsan, que tem 4,2 km e vai do portão Sungnyemun, sobe a montanha até a torre, e desce até o outro lado.

Sungnyemun Gate

Tem boa parte da muralha para seguir, mas onde não tem o muro de fato tem indicações no chão de que você está no caminho certo.

Depois fiz o trecho que vai do portão Hyehwamun (que é um dos menores) até o portão Heunginjimun (dos maiores) e passa pelo Naksan Park que fica ano topo da montanha Naksan. Esse trecho tem 2,1 km, foi bem tranquilo e muito bonito. Deu para ver o quanto a cidade cresceu além muralha.

Hyehwamun Gate

Saí do lado da muralha para: ver um bairro colado na muralha, depois para entrar no parque e subir e descer muitas escadas no meio do verde e, por último, para andar pela Ihwa Village, uma vila de casas com murais, lojas descoladas e restaurantes bacanas.

montanhas ao fundo
city wall village
a montanha namsan e a torre
ihwa village

O fim dessa caminhada tem uma vista bonita do portão Heunginjimun. 

a cidade além da muralha
Heunginjimun Gate

Também no fim dessa caminhada (ou início, depende de onde começa) tem o Seoul City Wall Museum, museu que conta a história da muralha.

Queria ter feito 3 trechos mas não consegui fazer o trecho da Baegak Mountain Trail, que vai do portão Changuimun até o portão Hyehwamun, tem 4,7km, e é todo na montanha atrás dos palácios. Se um dia voltar a Seoul farei esse trecho.

O site da trilha da muralha: Seoul City Wall, dá para baixar um guia e tem o mapa com todos os trechos e pontos importantes. 

Tem quem faça tudo em um dia, ou por partes ou só algumas partes como fiz.

Esse passeio da muralha é muito interessante porque passa por bairros diferentes, passa no meio do mato (as trilhas são todas bem definidas, tem tapetes para não escorregar, tem escadas), passa no meio dos prédios e dá uma noção de como a cidade era e é.


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14.9.22

Seoul (1)

Oi Coréia do Sul!

Sungnyemun Gate 

No meio da pandemia comecei a ver as novelas coreanas e até escrevi no post sobre Vincenzo que: 

"Tal qual Game Of Thrones que fui na Irlanda do Norte ver alguns dos lugares de filmagem, já quero ir até Seul."

Então quando a Coreia do Sul abriu para o turismo achei que chegou a hora e fui.

Mas muito antes das novelas minha curiosidade com a Coréia do Sul vem desde as olimpiadas do Rio, a casa da Coréia do Sul era um quiosque no Leme, perto de casa, passava lá todo dia e tinha muitas apresentações e eventos. Também vi as maravilhosas atletas do tiro com arco ganhando a medalha de ouro no sambódromo.

Tem, claro, o cinema coreano. De Old Boy a Burning e Parasita. 

E também os livros de autoras coreanas que li nos últimos anos (Han Kang, Cho Nam Joo, Bora Chung, Keum Suk Gendry Kim, Lee Minji e Juhea Kim).

De Fortaleza para Seoul foram 2 dias de viagem, mas cheguei pronta para turistar muito pelo país.

Seoul Tower

Fiz Seoul em duas partes, na primeira semana me hospedei do lado norte do rio Han na parte central da cidade. Fiquei em Myeongdong que é um bairro central, turístico com muitos hotéis e lojas, e é perto de tudo. A noite fica cheio de gente nos bares e restaurantes e na rua que tem várias barraquinhas de comida.

Na última semana, depois que dei uma volta em outras cidades, fiquei no famoso Gangnam ao sul do Rio Han, mas isso fica para outro post.

Minha primeira refeição coreana foi o macarrão gelado, que foi ótimo porque estava muito calor e ao mesmo tempo não foi tão boa idéia porque: apimentado demais.

No primeiro dia fui na estação de trem comprar as passagens para as outras cidades que iria. É tudo muito prático e eficiente. Aliás a palavra que melhor define a Coréia do Sul é: eficiência.

A rede ferroviária é excelente e tem trem bala. Também viajei de ônibus e foi muito confortável.

O transporte público da Coréia do Sul é excelente (tanto Seoul quanto Busan e também nas cidades menores) e merece um post especial porque foi o melhor transporte público que já usei.

Da estação de trem andei num parque urbano que surgiu no lugar de um viaduto, o Seoullo 7017 ou Seoul Skygarden. De lá fui na Sungnyemun Gate que o portão sul da antiga muralha de Seoul. 

seoullo 7017

Segui o caminho da muralha até o topo da montanha Namsan onde tem a Seoul Tower. Poderia ter subido de ônibus ou de teleférico, mas decidi encarar os milhares de degraus. 

sempre tem um lugar para descansar

No alto tem várias plataformas para ver a cidade e tem vários (MUITOS!) cadeados daqueles que os casais colocam, nunca tinha visto tantos em um só lugar, tem até árvore de cadeado.


Fiz o passeio da torre. No terreo tem uma animação bonita sobre a cidade (os coreanos arrasam nas animações dos museus e lugares turísticos). O elevador sobe muito rápido e a vista de lá da cidade é de 360 graus. E Seoul é enorme. Na torre até o banheiro tem vista.

a cidade para o lado das montanhas
o lado do rio Han

Desci pelo outro lado da montanha onde tem uma trilha boa (com mais escadas) e foi ali que descobri que o esporte nacional da Coréia do Sul não é tiro com arco nem taekwondo, é hiking: caminhada nas trilhas morro acima e morro abaixo. Vi muitas senhoras e senhores em grupos todos devidamente vestidos com roupas de trilha.

a cidade além da muralha
trilhas civilizadas

Para andar em Seoul tem que estar pronta para um sobe e desce eterno (ladeiras e escadas), é uma cidade construída em morros.

Explorei o bairro perto da montanha que também tem muitos cafés bacanas. 

cidade de fios

A noite fui na praça onde fica a prefeitura. Tem dois prédios: um é o da antiga prefeitura que foi construído durante a ocupação japonesa (que foi brutal) e o outro é um prédio moderno que a noite fica iluminado de azul. Os coreanos não gostavam do prédio antigo mas não derrubaram, foi transformado na Biblioteca Metropolitana de Seoul e construiram o prédio novo para a Prefeitura. O prédio novo parece uma onda gigantesca sobre o prédio antigo. Um recado de que a onda agora é coreana.


Seoul é uma cidade grande, prédios altos, palácios, templos, parques, muitos carros, avenidas largas e ruas estreitas, cidade de restaurantes e lojas e de cafés instagramáveis.

E assim começou minha aventura pela Coréia do Sul.



Mais Coréia do Sul: 
Seoul (2) a muralha da cidade, 
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Seoul (5) Tour do Vincenzo, 
Seoul (6) Museus, 
Seoul (7) Bairros, 

30.8.22

Nope

O Jordan Peele gosta de uma história com elemento de terror, suspense, talvez sobrenatural. Ele é fã do Além da Imaginação. E aproveita uma história divertida (que te deixa na ponta da cadeira) para também colocar outros elementos nos seus filmes.

O seu filme de estréia, Corra! (2017), ganhou Oscar de roteiro original e, pra mim, foi um dos melhores daquele ano. O segundo filme, Nós (2019), teve uma atuação incrível da Lupita Nyong'o e deixou muita gente sem saber o que tinha acontecido.

Nope é o terceiro filme do Jordan Peele. Não vou colocar o título em português porque é um baita spoiler. Nesse filme Jordan Peele meio que fala da indústria do entretenimento por um ângulo diferente e também tem outras camadas para aprofundar, mas só a história principal já é boa. É sobre OJ (sim, esse é o nome dele, mas não é Simpson), o ótimo Daniel Kaluuyua, um rapaz que trabalha com seu pai num rancho que treina cavalos para filmes. Acontece que os westerns não estão sendo mais filmados, cavalos não são mais exigidos e provavelmente substituídos por cavalos digitais que são mais fáceis de controlar.

Um dia o pai do OJ está montado no cavalo e cai no chão depois que alguns objetos caem do céu. O pai morre, passa uns meses e OJ tem dificuldades em manter o rancho. Ele até consegue uma filmagem mas não dá certo. OJ tem uma irmã, a Emerald (a divertida Keke Palmer), que é tão extrovertida quanto ele é introvertido. OJ está vendendo os cavalos para o dono do parque temático (de cowboys) vizinho do seu rancho.

O dono do parque é o Jupe (o Steven Yeun 😍) que foi ator mirim numa sitcom que teve uma tragédia no set de filmagem. OJ não sabe o que o Jupe faz com os cavalos mas os vende com a possibilidade de comprá-los de volta.

Aí os acontecimentos estranhos começam, os cavalos saem correndo, OJ vê coisas enigmáticas, Emerald quer gravar tudo para ter provas (e mostrar na Oprah) e a gente tenta entender o que está acontecendo.

E é isso. Se eu contar mais estraga.

O filme é num ritmo de western mas o som (e vale a pena ver no cinema e numa tela IMAX de preferencia) me deixou tensa o tempo todo. Edição e design de som estão de parabéns. A fotografia é excelente.

A tia Helô diria 617 "Ai, Jesus!" para os bonecos de posto.

28.8.22

+Filmes e Séries

Filmes 

O Trem Bala - O trailer desse filme já me deixou com vontade de ver o filme: tinha Brad Pitt e Staying Alive em versão japonesa. A história passa no Japão, dentro do trem bala que vai de Tóquio a Kyoto. Nesse trem tem alguns assassinos mercenários. Brad Pitt é o Joaninha, um desses mercenários mas ele está ali só para pegar uma maleta. Joaninha se acha um azarado mas na verdade ele tem muita sorte. Limão e Tangerina são outros dois mercenários que estão ali com a maleta e escoltando o filho de um cara da mafia japonesa. O fio central é um pai que entra no trem para encontrar a pessoa que jogou seu filho do alto de um prédio (a criança está em coma no hospital). Muita coisa acontece nesse trem, muita mesmo. Achei divertido, dei risadas, a trilha sonora é muito boa e valeu o ingresso do cinema. 


Purple Heart - um romance clichê sobre uma garota que é cantora e está tentando o ramo da música com sua banda mas ela tem diabetes e acabou de perder o seguro que pagava a insulina. Ela tem a brilhante idéia de se casar com seu amigo que é militar porque assim ela terá o benefício do seguro saúde. O amigo dela diz não mas o colega do amigo diz sim. O rapaz tem dívidas e casando ele recebe um extra que, enquanto ele está fora, a esposa pode receber. Os dois são opostos, "se odeiam", mas casam. Acontece que casar assim é considerado fraude. É um filme honesto, o casal central tem química e todo mundo sabe onde a história vai parar. NETFLIX

Good Luck To You Leo Grande - Emma Thompson faz uma mulher na casa dos 60 anos que ficou viúva e decidiu contratar um garoto de programa para ter mais experiência sexual. O rapaz é Leo Grande, bonito, simpático, e sabe lidar com pessoas. O filme é basicamente os dois dentro de um quarto falando sobre a vida, o universo e tudo mais.

Crimes of the Future - David Cronenberg is back. E ele trouxe uma história bizarra (que nem sei se vou conseguir explicar) que passa num futuro onde algumas pessoas desenvolvem orgãos extras dentro do corpo. O Viggo Mortensen é uma dessas pessoas e junto com sua parceira faz apresentações onde ela (que é médica cirurgiã) extrai o orgão sobressalente em apresentações públicas. Tem uma trama de um menino que come plástico e outras coisas bizarras (pessoas que tatuam os órgãos internos). É muito doido, tive pesadelos com o homem com o corpo cheio de orelhas, tem que ter estômago, mas a Kristen Stewart está ótima. MUBI

Look Both Ways - Uma garota faz um teste caseiro de gravidez e daí pra frente temos duas realidades: a que ela está grávida e a que ela não está, e vemos o desenrolar dessas duas vidas. Bobinho mas assistível. NETFLIX


Séries

Bom Dia Veronica (2a temporada) - Nessa segunda temporada a Verônica, que está escondida depois dos acontecimentos da primeira temporada, segue investigando o grupo que infiltra pessoas em cargos importantes. Dessa vez ela descobre que o lider de um igreja está envolvido. O galã global feito vilão da vez é o Reynaldo Gianechinni e essa segunda temporada também é muito boa. NETFLIX

The Sandman - série baseada no livro do Neil Gaiman (não li) sobre Morfeu, o rei dos sonhos. Um dia Morfeu é capturado, em 1920, por um fanático que queria capturar a morte (irmã do sonho) para trazer seu filho de volta. É uma família e em inglês todos tem a letra D: Dream, Death, Destiny, Desire, Despair, Delirium. Morfeu fica preso por 100 anos e, quando consegue voltar, o seu reino está destruído e sonhos e pesadelos fugiram. Ele começa um quest para recuperar seus pertences (areia, uma pedra e a máscara) e depois trazer os fugitivos de volta. Acontece que tem um pesadelo chamado Coríntio que no mundo dos vivos é um serial killer. Até o episódio 6 essa série é uma coisa e depois é outra (a primeira parte é melhor). O episódio 6 é o melhor (e mais filosófico), o 5 também é muito bom. E tem um episódio extra, o 11, que tem duas partes. NETFLIX

Surface - Uma mulher cai da balsa e perde a memória. Ela está tentando descobrir o que aconteceu e como era a vida dela antes. Ela descobre que tinha um amante, que as coisas com o marido não estavam bem e que o marido está envolvido em alguma falcatrua. APPLE TV+

Five Days at Memorial - O que aconteceu num hospital de New Orleans nos dias depois que o Katrina passou e os diques arrebentaram inundando toda a cidade. É muito tensa e está bem feita. APPLE TV+

Bad Sisters - Cinco irmãs unidas mas uma delas tem um marido que é péssimo. A série começa com o enterro desse marido e dá entender que as outras irmãs estão envolvidas na morte dele. E ainda tem os caras do seguro que não querem pagar a quantia e estão investigando as irmãs. APPLE TV+

Only Murders In The Building (2a temporada) - o trio que desvendou um assassinato no condomínio e ainda criou um podcast está de volta para descobrir quem matou a síndica, que foi esfaqueada no último episódio da primeira temporada. STAR+

What We Do In The Shadows (4a temporada) - Os vampiros estão de volta, dessa vez Nadja é dona de uma casa noturna para vampiros, Nandor está as voltas com um gênio e com uma futura esposa, Lazlo sendo Lazlo e cuidando do novo Colin Robinson e Guilermo, coitado, ainda não foi transformado em vampiro. O episódio da reforma da casa é ótimo. STAR +

Paper Girls - série teen baseada numa HQ sobre um grupo de meninas que entrega jornais e no dia seguinte do Halloween (no anos 1980) tem um acontecimento e elas vão parar no futuro. Tem viagem no tempo, tem meninas se conhecendo e encontrando suas versões futuras. Tirando o lance da viagem no tempo que pode ficar confuso, o resto achei bom. Amazon Prime Video.

Never Have I Ever (3a temporada) - Devi terminou a segunda temporada namorando o Paxton mas como ela é muito insegura com o que os outros pensam ela dá um jeito de arrumar confusão. John McEnroe continua narrando as aventuras da Devi e talvez ela tenha amadurecido um pouquinho nessa temporada. NETFLIX


20.8.22

Patins

Quando tinha uns 8 anos não tirava os patins dos pés, na hora de sair de casa era o que eu calçava. Patinei muito até uns 13 anos. No início dos anos 1980 era uma febre, tinha matinê de patinação no Canecão (que era uma casa de shows, mas uma vez por semana era dos patins). Eu sabia fazer várias manobras e piruetas. 

Não lembro quando parei da patinar de rodas (no gelo ainda patinei em algumas viagens), mas faz muito tempo. Sempre patinei com o que, agora, chamam de quad - o patins com 2 rodas na frente e 2 atrás. Tentei o in line (com as rodas em fileira) mas não curti.

Esse ano estava andando na Beira Mar e vi uma patinadora, com um quad, na quadra aqui perto de casa. Fui conversar e ela me disse que tinha um outro par de patins, no meu número, e que se eu quisesse experimentar ela me emprestava.

No primeiro dia já consegui deslizar tranquilamente na quadra. Felizmente o corpo lembra. Não conseguia fazer manobras, ainda teria que me acostumar, mas fui bem e nem caí.

Comecei a ver videos no youtube com dicas de como patinar e como fazer algumas manobras. Não tinha idéia que durante a pandemia a febre da patinação tinha voltado. Aqui em Fortaleza agora tem grupos de pessoas que patinam juntas.

Na segunda vez, com mais segurança, consegui cruzar as pernas e até andar de costas. Aí fui melhorando (as vezes caindo) e agora me aventuro em vários lugares da cidade.

Além da quadra da Beira Mar, fui na nova feirinha, no novo skate park, e na praça da Estação de Trem no centro. 

No skate park foi desafio descer as rampas (consegui nas menores) e tentar não me estabacar no mini bowl. 

E é um ótimo exercício, é divertido e melhora o equilíbrio.


UPDATE: Em outubro comprei um par de patins para chamar de meu. Gostei do conceito da Slades, que é uma marca francesa, onde os patins também são tênis. Ou seja, é um tênis com encaixes para a base com as rodas. 

É mais prático mas também é mais difícil manter o equilíbrio porque o salto da bota ajuda muito. Tem que fazer uma nova adaptação para patinar.

Depois de alguns meses de uso posso dizer que a parte da base com as rodas é excelente. Inclusive as rodas que vieram nele são boas para patinar na ciclovia. A mecânica para tirar e colocar é simples e eficiente. A parte tênis achei ok. O tênis com as rodas como patins é bom, tem até um apoio bom para o tornozelo, mas para andar não achei tão confortável (para o meu pé), então acabo não usando tanto a opção de colocar e tirar a base.


a chave para tirar e colocar a base