28.3.22

Oscar 2022

Se eu fosse definir esse Oscar em uma palavra: BAGUNÇA.

Começou com 3 apresentadoras, Amy Schummer, Wanda Sykes e Regina Hall. Depois cada uma fez um sketch individual. 

A melhor piada das 3 foi quando falaram que no "In Memorian" estaria o Globo de Ouro, PAH!

Só verdades na Amy Schummer dizendo que "Depois de anos ignorando mulheres finalmente temos um filme sobre o pai as irmãs Williams.". Outra verdade "Leo di Caprio fez tanto para combater as mudanças climáticas para deixar o planeta verde e limpo para suas namoradas.".

Regina Hall chamou alguns atores para fazer um "teste extra de covid", entre eles Bradley Cooper, Timothee Chalamet e o Simu Liu. Boba ela não é.

Wanda Sykes deu uma volta sem graça no novo Museu do Cinema.

A bagunça foi generalizada. As categorias premiadas antes da transmissão foram repetidas, então por que fazer antes? O DJ era preguiçoso repetindo a mesma música quando subiam no palco para receber o prêmio mas também tinha uma banda e uma orquestra. Os filmes indicados a melhor filme que sempre tinham alguem apresentando e dizendo porque o filme era bom dessa vez apenas eram jogados na tela.

Apresentações musicais chatérrimas. Beyoncé até se fantasiou de bola de tênis e levou a filha mas a música não ajudou. Saudades de Shallow.

Teve uma homenagem aos 60 anos dos filmes do James Bond mas nem levaram o Daniel Craig, nem Pierce Brosnan, nem Timothy Dalton. Teve Tony Hawk, Kelly Slater e Shawn White, nunca fizeram filmes mas sabem usar pranchas de esportes radicais muito bem. E eu tinha achado a homenagem dos 50 anos (em 2013) fraca mas teve Shirley Bassey cantando Goldfinger.

Teve homenagem ao Poderoso Chefão com Al Pacino, Bob DeNiro e Francis Ford Coppola.

Teve dois Oscars de voto popular que foi para A Liga da Justiça.

Até o In Memorian foi meio bagunçado com várias músicas, gente dançando.

A Youn Yuh-jung (a vó de Minari) foi a melhor pessoa nessa apresentação. Começou pedindo desculpas se por acaso errasse a pronuncia dos nomes, depois segurou o Oscar do Troy Kotsur para ele fazer seu discurso emocionado.

E teve torta de climão. O Chris Rock fez uma piada de mau gosto com a esposa do Will Smith e ele reagiu subindo no palco, deu um tapão na cara do Chris Rock e depois ficou gritando da platéia. Os japoneses de Drive My Car devem ter ficados chocados com a baixaria, ou não.

Categorias antes da transmissão:

Documentário Curta - The Queen of Basketball (não vi)

Melhor Curta - The Long Goodbye - Riz Ahmed ganhou um Oscar e não foi por atuação, esse curta é forte e está no Youtube.

Melhor Som - Duna

Melhor Trilha Sonora - Duna (maravilhosa do Hans Zimmer)

Melhor Direção de Arte - Duna

Melhor Edição - Duna

Melhor Curta Animação - The Windshield Wiper (não vi)

Melhor Maquiagem e Penteado - Os Olhos de Tammy Faye (não vi)

Duna começou ganhando os prêmios técnicos antes da premiação e continuou ganhando durante. É um filme muito bom, e muito bem feito.

Durante a transmissão:

Melhor Atriz Coadjuvante - Ariana DeBose por West Side Story. Ela é a energia do filme.

Melhor Fotografia - Duna

Melhor Efeitos Visuais - Duna

Melhor Animação - Encanto (único indicado que não vi. Raya e o Último Dragão e Família Mitchell eram os meus favoritos.)

Melhor Ator Coadjuvante - Troy Kotsur (CODA)

Melhor Filme Internacional - Drive My Car (o meu filme preferido de 2021). Ryusuke Hamaguchi levou a tradutora mas ela não fez um rabisco no caderninho porque ele fez o discurso em inglês.

Melhor Figurino - Cruella (justíssimo!)

Melhor Roteiro Original - Belfast (Worst Person In The World e Licorice Pizza eram os meus favoritos)

Melhor Roteiro Original - CODA (acho que os outros 4 indicados eram melhores, até fiz um livro x filme de Drive My Car)

Melhor Documentário - Summer of Soul (Muito bom.)

Melhor Música - No Time To Die da Billie EilishZzzzzzzzz. 007 com mais um Oscar de música.

Melhor Diretora - Jane Campion por Power of The Dog. Merecidíssimo.

Melhor Ator - Will Smith por King Richard. Tenho preguiça do Will Smith e nesse filme achei tudo muito caricato. Para mim, esse Oscar era ou do Denzel Washington ou do Benedict Cumberbatch. O Will Smith pediu desculpas para a Academia num discurso longo e apelativo.

Melhor Atriz - Jessica Chastain por Os Olhos de Tammy Faye. Não vi esse filme. O Sir Anthony Hopkins saiu de casa para apresentar esse prêmio. O discurso dela foi bom.

Melhor Filme - CODA (No Ritmo do Coração), o filme coração quentinho que foi lançado em janeiro de 2021 no festival de Sundance e conseguiu chegar no Oscar. Pelo esquema de votação do Oscar era previsível. Foi apresentado por Lady Gaga e Liza Minelli.

E assim terminou o Oscar desse ano. Devem todos estar comendo pizza.


26.3.22

+Filmes e Séries (e Documentários)

Séries

Severance - E se o seu eu do trabalho fosse separado do seu eu fora do trabalho? É o que acontece com as pessoas que trabalham na Lumen, assim que entram no elevador esquecem sua vida fora da empresa e vice versa. Acontece que um dos funcionários foi despedido e ele consegue reverter o processo que separa as personalidades e vai atrás de seu melhor amigo do trabalho (que fora da empresa não sabe quem ele é). Ainda não acabou a temporada mas é essa série é muito boa. Apple Tv+

We Crashed - série com Jared Leto fazendo o israelense Adam Neumann que criou a We Work. Eu achava que a We Work fosse apenas espaço de escritório para uso coletivo mas pelo jeito era quase uma seita. A Anne Hathaway faz a esposa dele, Rebekah. É mais uma série de gente enganando gente, dessa vez com papo de coach. Já tem 4 episódios e fiquei curiosa para ver o resto. Apple Tv+

Euphoria - A segunda temporada dos adolescentes que me fazem ficar aliviada de não ter filhos adolescentes. Não foram todos os episódios bons, mas tem 4 que valem muito a pena ver a temporada. HBO Max.

Our Flag Means Death - Série comédia escrachada sobre piratas. Sim, piratas. O Stede Bonnet realmente existiu e era conhecido como o Gentelman Pirate porque ele era muito educado, veio de família rica e decidiu viver a vida perigosa dos mares do caribe. A série fica boa mesmo (e mais engraçada) quando ele conhece o Barba Negra, depois do episódio 3. E é com o Taika Watiti. HBO Max

The Tourist - Jamie Dornan sofre um acidente no meio do outback australiano e quando ele acorda no hospital não lembra de nada, nada mesmo, não sabe seu nome, de onde vem nem para onde estava indo. Ele conta com a ajuda da policial Helen para descobrir quem ele é. Gostei, Mr. Grey é divertido e um colírio par aos olhos. HBO Max

mr. grey com leitinho australiano

Filmes

Lucky Chan-sil - filme coreano sobre uma produtora de filmes que fica desempregada quando o diretor com quem ela fazia filmes morre de repente. Chan-sil passa a trabalhar de faxineira para uma das atrizes e faz amizade com um professor de francês. Ela mora com uma senhora (a vó de Minari) e conversa com um fantasma de só anda de cueca. MUBI

Right Now, Wrong Then e On The Beach at Night Alone  - Dois filmes do diretor coreano Hong Sang-soo com a Kim Min-hee. A fofoca coreana é que eles tiveram um caso na vida real. Right now, Wrong Then é sobre um diretor de cinema (casado) que vai para uma cidade apresentar seu filme e lá ele conhece uma artista. O interessante desse filme é que quando você acha que acabou vem a mesma história em outro ponto de vista, e bem mais interessante o que faz o filme valer a pena. On The Beach At Night é sobre uma atriz que está em Hamburgo passando um tempo longe das fofocas que ela teve um caso com o diretor. Ela volta para Coreia mas todo mundo sabe do babado. Achei esse filme muito, muito chato. MUBI

Marry Me - comédia romântica com J.Lo e Owen Wilson. J.Lo é uma cantora famosa que está noiva do Maluma e os dois vão casar durante um show, mas ela descobre que ele a estava traindo. Aí no meio do show ela acaba casando com o Owen Wilson que estava lá só acompanhando a filha adolescente. É tipo Notting Hill. Divertido.

American Girl - filme taiwanês sobre uma adolescente que morou quase a vida toda nos EUA e sua mãe decide voltar para Tawain para se tratar de uma doença e porque o pai delas ainda está lá. Fen é adolescente revolts, ela quer voltar para os EUA de qualquer jeito, não consegue se adaptar na escola, briga com a mãe, com a irmã menor. Ela se sente estrangeira. NETFLIX

The Weekend Away - Blair Waldorf vai passar um findi com sua amiga na Croácia e a amiga some. Blair fica desesperada e tenta descobrir sozinha o que aconteceu já que a polícia não ajuda. NETFLIX

Turning Red - Animação da Pixar sobre a Meilin, uma garota de 13 anos chinesa-canadense, com uma mãe controladora, que um dia vira um enorme panda vermelho. A mãe de Meilin acha que é a menstruação dela que chegou mas depois descobre que é o panda que vem a ser uma espécie de "maldição na família". Acontece que Meilin curte seu panda e não quer fazer o ritual para mantê-lo domado e escondido. O desenho é bem dinâmico, quase mangá, a Meilin me lembrou a Mônica com seu temperamento e a amiga dela Abby me fez rir. Disney+

Fresh - Filme que começa como uma comédia romântica mas com 30 min já te diz que não é bem assim. Noa vai num date péssimo e fica traumatizada com o Tinder. Um dia no supermercado ela conhece o Steve, cara bonito, bacana, que não tem redes sociais, e eles começam a sair. Tudo está ótimo e Steve a convida para um fim de semana na cachoeira. Parei para não dar spoiler. Sebastian Stan e Daisy Edgar Jones tem química. STAR+

The Adam Project - um filme família fofis sobre um cara que vem de 2050 e junto com seu eu de 12 anos tem que resolver uns problemas que afetam o futuro. NETFLIX

Deep Water - Ben Affleck e Ana de Armas fazem um casal que dorme separado na mesma casa, tem uma filha, e frequentam as festas dos amigos. Ela tem alguns "amigos" e ele sabe. Alias, todo mundo sabe desse arranjo dos dois. Um dia ele resolve ter ciúmes. Poderia ser bom mas é RUIM. Nem Ana de Armas salva esse filme. Amazon Prime Video

Ride The Eagle - Um filme simpático sobre um cara que a mãe morreu e deixou uma casa na montanha mas ele tem que fazer algumas coisas numa lista que ela deixou. A mãe dele o largou adolescente para fazer parte de um culto. HBO Max

The Dead Don't Die - Filme de zumbis pretencioso. Bill Murray e Adam Driver fazem a linha "ai, zumbis, estamos entediados". Achei tudo bobo, os zumbis, a mensagem. A Tilda Swinton merecia zumbis coreanos. Ninguém faz zumbis como os coreanos. Se é para ver zumbi na NETFLIX melhor assistir All Of Us Are Dead ou Train To Busan.


Documentários

Lucy and Desi - Sobre Lucille Ball e Desi Arnaz que fizeram a série de maior sucesso dos anos 1950/1960. É MUITO melhor do que ver o filme ruim com a Nicole Kidman e Javier Bardem. Amazon Prime Video

The Andy Warhol Diaries - série de 6 episódios sobre Andy Warhol a partir de 1976 quando ele começou a escrever um diário contando tudo sobre sua vida e todos em volta. Para mim poderiam ter expandido a série para os anos antes dele levar um tiro (antes de 1968) que foram os anos áureos da Factory. NETFLIX

3 Toneladas: O Assalto ao Banco Central - Série de 3 episódios sobre o roubo do Banco Central em Fortaleza, onde os criminosos cavaram um túnel de uma casa perto do banco até o cofre e roubraram 164 milhões de reais. Está bem feita, e é quase inacreditável como conseguiram. NETFLIX

Summer of Soul - Documentário que foi indicado ao Oscar desse ano. É sobre um festival de música que aconteceu em 20 de julho de 1969 no Harlem. Foi tudo filmado mas colocaram numa gaveta e só agora, mais de 50 anos depois, estamos vendo esse show num parque. As músicas são ótimas e tem também várias entrevistas.


10.3.22

The Battinson

O homem morcego está de volta as telas do cinema. Dessa vez pelas mãos de Matt Reeves (Planeta dos Macacos: Confronto e A Guerra) com o Robert Pattinson como Batman. 

(aqui no blog Robert Pattinson é conhecido como Vampirinho, sim, o do Crepúsculo)

O Batman desse filme é mais jovem, está no seu segundo ano como o vingador mascarado de Gotham (segundo os caderninhos de anotações dele), é meio emo, mora num apartamento gótico com o Alfred que não o ajuda, é revoltado mas ainda está aprendendo algumas coisas e descobrindo verdades. Esse Batman vem ao som de Nirvana.

Felizmente esse filme não mostrou origem do herói, The Batman já chegou chegando porque a essa altura todo mundo já sabe o que aconteceu e como ele virou vigilante.

O prefeito de Gotham é assassinado dias antes da eleição e o vilão da vez é o Charada que gosta de deixar enigmas para o Batman decifrar. O Charada desse filme está mais para o serial killer do Zodiaco do que para o fanfarrão do Jim Carrey. 

O Batman tem os melhores vilões.

O Charada quer mostrar para Batman que a podridão de Gotham é muito maior do que os criminosos da cidade que roubam lojas, picham paredes, fazem bullying com os cidadãos ou matam pessoas e distribuem drogas. O buraco é bem mais fundo do que a caverna do Batman (que nesse filme está mais para garagem subterrânea do prédio).

O Bruce Wayne quase não aparece, e ele não está nem aí para os negócios da família (nem para a filantropia). Bruce Wayne está mergulhado na sua missão de vingança, ele não tem um plano, ele vai na oportunidade.

O Batman desse filme é um detetive e dos bons. Ele se mete no trabalho da polícia e goza de privilégios junto ao tenente Gordon (o que lembra mais a série dos anos 1960 do que os filmes do Tim Burton e do Nolan).

A Mulher Gato é uma ladra mas ela também quer fazer uma limpa na cidade e se junta ao Batman. Zoe Kravitz arrasa.

Além do Charada (o excelente Paul Dano que poderia ter aparecido mais) tem o Pinguim mas nesse filme ele é só um mafioso coadjuvante. Aguardo a volta do Pinguim porque Colin Farrell está irreconhecível e ótimo.

O filme é do Vampirinho, que fez muitos filmes bons depois da "saga" Crepusculo e já provou que é um ótimo ator (Good Time, O Farol, Cosmópolis, The Devil All The Time). O Batman está em quase todas as cenas desse filme, que, inclusive, é narrado por ele. O vilão é muito bom mas aqui o foco é no morcegão e como ele ainda precisa aprender um bocado. Robert Pattinson (em forma) acerta na angústia do Batman que é difícil de fazer só com os olhos já que ele passa o filme quase todo mascarado.

Depois desse filme, o Vampirinho, aqui no blog, passa a ser conhecido como Battinson.

O filme tem violência, é escuro (mas bem fotografado), muita chuva, tem cenas de ação boas e a trilha sonora, do Michael Giacchino, tem um quê da marcha imperial do Darth Vader (já existe um mash up no Spotify). Vale a pena ficar vendo as letrinhas dos créditos para escutar Sonata in Darkness no piano. 

Gostei muito desse filme, entra no meu top 3 filmes do Batman, junto com O Cavaleiro das Trevas (2008) e Batman, O Retorno (1992).

A Tia Helô ia achar um exagero menino Bruce sair dando porrada pela cidade. 417 "Ai, Jesus!" para o cinto de utilidades do Battinson.

26.2.22

+Filmes e Séries (e novelas coreanas)

Filmes

Nightmare Alley - filme do Guillermo Del Toro com Bradley Cooper e Cate Blanchett que concorre ao Oscar de melhor filme, figurino e design de produção. É sobre um homem que vai trabalhar numa espécie de circo itinerante (nos anos 1940) e aprende os truques com um casal de adivinhos. Achei ok, poderia ter meia hora a menos e o plot twist não foi surpresa, mas é bem feito. 

The Fallout - filme sobre uma garota que sobrevive a um tiroteio na escola e como ela vive a síndrome pós-traumática. É bem feito, tem os altos e baixos da garota, a mudança de comportamento, a relação com a família e amigos e como cada um reage aos acontecimentos. (HBO MAX)

Asako I&II - filme de 2018 dirigido pelo Ryusuke Hamaguchi (Drive My Car). Asako se apaixona por Baku, um cara livre, leve e solto, e eles vivem um romance intenso mas Baku um dia sai para comprar cigarros e não volta. Asako larga tudo em Osaka (inclusive as amigas) e vai para Tokyo trabalhar num café. Em Tokyo ela conhece Ryohei que é a cara do Baku (é o mesmo ator) mas trabalha numa empresa de sakê e é uma pessoa estável. Ryohei se apaixona por Asako, ela resiste mas depois eles acabam namorando e morando juntos. Cinco anos depois Baku aparece. Achei esse filme muito bom. (MUBI)

Kimi - O Steven Soderbergh diz que vai se aposentar mas continua fazendo filmes. Esse é sobre uma mulher que trabalha corrigindo erros de uma inteligencia artificial tipo Alexa que se chama Kimi. Um dia ela escuta o que parece uma agressão e ela denuncia a empresa. Acontece que a empresa está em vias de financiamento e isso pode dar errado. É tenso e o apartamento da Zoe Kravitz nesse filme é maravilhoso. (HBO MAX)

Audible - documentário curta metragem que foi indicado ao Oscar desse ano. É sobre um grupo de jovens surdos que fazem parte de um time de futebol americano numa escola de surdos e que compete com times de atletas que escutam. (NETFLIX)

The Long Goodbye - ficção curta metragem que também foi indicado ao Oscar desse ano. Tem Riz Ahmed fazendo um rapaz que está tranquilo numa festinha com a família em casa quando a policia faz uma batida na rua. É forte. (No Youtube)

The Tinder Swindler - um documentário sobre um golpista que enganava mulheres e as convencia a dar dinheiro para ele. Ele se dizia um milionário filho de um dono de um empresa de diamantes, levava as mulheres para andar de jatinho mas depois dizia que estava sendo perseguido e ameaçado e pedia dinheiro. E ele chegava nelas via Tinder. (NETFLIX)


Séries

All Of Us Are Dead - Série coreana de zumbis. Não gosto de coisas com zumbis (abandonei Walking Dead na primeira temporada) mas ninguém faz zumbis como os coreanos, vide o ótimo Train to Busan (Netflix). Os zumbis coreanos são acrobáticos e ágeis, e fica tudo mais tenso porque na Coréia do Sul, ao contrário dos USA, ninguém tem armas de fogo então as pessoas tem que ser mais criativas para fugir dos zumbis. É sobre um grupo de estudantes que fica preso na escola enquanto tem um ataque zumbi. Os zumbis são resultado de um vírus criado por um professor de biologia na esperança que desse coragem para seu filho enfrentar os bullies da escola (e bully asiático é outro nível) mas o transforma no zumbi inicial. Essa série poderia ter 2 episódios a menos mas é muito boa. A cena na biblioteca do episódio 5 é incrível de bem feita. (NETFLIX)

The Book of Boba Fett - É Star Wars mas não ia ver essa série porque não me importo com o Boba Fett. Pra mim ele é apenas um coadjuvante do coadjuvante que os fãs se apegaram. Nos filmes originais ele aparece 3 minutos e morre (bem, cai na boca da minhoca do deserto). Mas o ressuscitaram em The Mandalorian e deram uma série para ele. O que me fez ver essa série foi o episódio 5 (e acho os 4 primeiros dispensáveis). Por que? Bem, o episódio 5 é um episódio só com o Mandalorian, no 6 tem Baby Yoda treinando com Luke Skywalker e no último episódio Mando e Baby Yoda (me recuso a chamar de Grogu) se juntam para ajudar o Boba Fett na trama mais sem importância das galaxias (além de chupada de Duna). Achei sacanagem colocarem esses episódios do Mandalorian no meio da série sem graça do Boba Fett. (Disney +)

The Gilded Age - Série do Julian Fellows (Downton Abbey) que passa em NYC em 1880. Uma familia de novos ricos se instala do outro lado da rua de uma familia quatrocentona que veio no Mayflower. Fofocas, intrigas e muita frescura, tudo muito bem produzido. (HBO MAX)

The After Party - Série sobre a investigação da morte de um cantor pop famoso que aconteceu na festa da reunião dos amigos do high school. É uma comédia e cada episódio é uma das pessoas na festa contando seu lado. O episódio musical é muito bom. (Apple TV+)

Inventing Anna -Série da Shonda Rhimes sobre a golpista Anna Delvy/Sorokin que enganou os ricos de NYC usando roupa de marca e sendo grosseira. (NETFLIX)

Pam and Tommy - Pamela Anderson e Tommy Lee fizeram uma sex tape que foi roubada e o ladrão se aproveitou da terra sem lei que era a internet para vender os VHS. Pamela Anderson na época era famosa porque fazia Baywatch e Tommy Lee foi o baterista da Mötley Crue.  (STAR+)

Casamento as Cegas Japão - o reality que os casais primeiro conversam muito e para se ver tem que pedir em casamento. O interessante é ver as diferenças culturais, ainda mais quando também estreou a segunda temporada do Casamento as Cegas USA. (NETFLIX)

Jonathan Van Ness Quer Saber - o cabeleireiro preferido da NETFLIX agora tem uma série onde ele vai matar a sua (e nossa) curiosidade sobre vários assuntos, de insetos e besouros a arranha-céus.


Novelas Coreanas

Our Beloved Summer - No último episódio foi que me dei conta que vi a versão novela coreana de Normal People. Mas como é novela tem muitos elementos a mais (inclusive camera lenta e momentos fofos). Ung e Yeon Soon estão no último ano da escola e são escolhidos para fazer um documentário sobre o pior e melhor alunos da turma. Ele é o pior (mas adora ler e desenhar) e ela é a melhor. Depois de filmar o documentário eles começam a namorar e ficam juntos por 5 anos mas Yeon Soon dá um fora no Ung (mesmo gostando dele). Cinco anos depois que acabaram e nunca mais se viram, o documentário faz sucesso na internet e os dois são abordados para fazer um follow up 10 anos depois. E aí eles se reencontram e tentam resolver as diferenças. As semelhanças com Normal People são muitas: Yeon Soon é a esquisita da escola (e a mais inteligente), tem uma certa diferença financeira entre os dois e Ung tem depressão (mas como é novela coreana é mais light) e no final o que a Yeon Soon diz é quase palavra por palavra da boca da Marianne. E em vez de cenas de sexo temos muitas cenas de Ung e Yeon Soon sendo fofos. Pulei a trama do amigo que faz o documentário porque achei nada a ver tentar enfiar um triangulo amoroso nessa história e ele era muito chato. O ator que faz o Ung, Choi Woo-sik, é o rapaz de Parasita. (NETFLIX)

Snowdrop - Romeu e Julieta nos anos 1980, onde o pai dele é alto escalão da Coréia do Norte e o pai dela quer ser candidato a presidente na Coréia do Sul. Essa novela usa todos os elementos da peça e acho que Shakespeare aprovaria. Young-ro é uma universitária e mora num dormitório feminino com 3 amigas. Um dia as 4 vão num blind date coletivo e Yong-ro conhece o Soo ho. Os dois se encontram numa loja de discos e rola um clima mas ela nota que ele meio que se esconde da polícia. Depois do encontro ele some mas seis meses depois aparece baleado dentro do quarto dela (entrou pela janela) e ela o esconde no dormitório achando que ele é apenas um estudante sendo perseguido por protestar (mas ele é espião mesmo). Ele passa semanas escondido no dormitório e depois consegue sair. Soo ho está voltando para Coréia do Norte mas antes dá uma passadinha no dormitório, a policia descobre e ele acaba fazendo as alunas reféns. A novela é quase toda essa situação de reféns dentro do dormitório com negociações entre Soo ho e seus 2 colegas espiões com a policia da Coreia do Sul, os políticos e a Coréia do Norte. Tem plot twists bons. O Jung Hae-In faz o Soo ho, ele é muito bom (e fofo), malhou para fazer essa novela e o shirtless é super digno. (STAR+)

24.2.22

Outras Tias (19)

Fazia tempo que não aparecia uma história de tia aqui, mas hoje me contaram essa.

A Tia Reine casou muito nova e quando ficou viúva, aos 60 anos, decidiu que seu momento chegou, a vida é para ser aproveitada.

Ela foi fazer aula de canto, fez plásticas, fez muita ginástica e fez teatro. Foi para a vida boêmia da cidade.

Aos 85 anos ela arranjou um namorado de 65 anos que ela chamava de cangaceiro (ninguém sabe o motivo mas podemos imaginar).

Tia Reine pediu para ser colocada no caixão usando roupas de ginástica (inclusive o tênis), depois ser cremada e ter as cinzas jogadas na avenida onde morou. 

Quando morreu seu pedido foi atendido. Suas sobrinhas só acharam difícil colocar o top e a calça colada, mas deu certo.

Life goals: Tia Reine.

22.2.22

Licorice Pizza

Paul Thomas Anderson está de volta com um filme novo e indicado a 3 Oscars (Filme, Diretor e Roteiro Orginal). Gosto muito dos filmes dele, de Punch Drunk Love a Trama Fantasma passando por Magnólia, Boogie Nights e Sangue Negro. Os temas são variados e as trilhas sonoras sempre muito boas (resultado da parceria com Johnny Greenwood do Radiohead).

Posso considerar Licorice Pizza o filme teen do PTA, mas teen com pedigree.

É a história de Gary e Alana. Gary é um ator juvenil (de 15 anos) que sabe que precisa investir em outras coisas porque a carreira de ator pode não ser duradoura. Alana tem 25 anos, ainda mora com os pais, trabalha com um fotógrafo que faz fotos em colégios e não sabe bem o que quer da vida.

O ano é 1973, nos arredores de Los Angeles, Gary e Alana se conhecem no dia da foto na escola. Gary tem um crush instantâneo na Alana, ela resiste mas acha o garoto (cheio de confiança) fofo. Eles ficam amigos e depois sócios em um negócio de colchões de água (coisas dos anos 1970).

É uma amizade cheia de nuances porque tem a diferença de idade mas eles tem muita afinidade. Gary é maduro para idade, mas tem 15 anos e Alana se pergunta (e para a amiga) algumas vezes o que está fazendo andando com Gary e seus amigos.

Os outros homens no filme que passam pela vida da Alana ou querem mandar nela (o pai) ou querem a sua juventude (o personagem do Sean Penn) ou se aproveitar (o personagem do Bradley Cooper) ou usá-la para outro propósito (o político). Gary é o único que olha para ela como igual e a ajuda.

Alana e Gary passam o filme correndo (literalmente) um em direção ao outro e, as vezes, juntos. A pressa da juventude.

Não importa se eles tem futuro. 

A trilha sonora desse filme é muito boa, de David Bowie a Paul McCartney e The Doors (escutei a trilha do filme enquanto escrevia esse post). A reconstituição de época também é ótima: no design de produção, nos figurinos e nos comportamentos.

A Tia Helo diria para Gary deixar as calças brancas de lado. 356 "Ai, Jesus!" para o dono do restaurante japonês.

O filme é tão bom quanto o trailer promete. 


Cooper Hoffman corre muito bem, entrou na minha lista de melhores corredores do cinema, junto com Tom Cruise e Daniel Craig.

Poderia ter comparado esse filme com Eduardo e Mônica, mas são épocas, países, cidades e pessoas com personalidades diferentes. E são dois ótimos filmes.

20.2.22

Beijing 2022 (2)


Na segunda semana das Olimpiadas em Beijing teve:

A brasileira Nicole Silveira conseguiu ir até a final no skeleton e ficou em 13. No bobsled de duas pessoas o Brasil ficou em 29, na frente da Jamaica e atrás de Trinidad Tobago. No bobsled de 4 o Brasil chegou na final e ficou em 20.

Teve uma competição mista de snowboard cross que achei ótima. Primeiro era a bateria dos homens e depois as mulheres saiam de acordo com os tempos de chegada dos homens. Tinha umas ultrapassagens emocionantes e estava nevando muito. O USA ficou com ouro, Italia com a prata e Canada com o bronze.

Shaun White se despediu das Olimpiadas (foi sua quinta) com o quarto lugar no Snowboard Halfpipe e foi aplaudido. O japonês Ayumu Hirano foi medalha de ouro, na última volta ele acertou uma manobra dificílima e arrancou o primeiro lugar do australiano Scotty James. Em terceiro ficou o suíço Jan Scherrer.

Não vi nada do hóquei porque passava no meio da madrugada mas a Eslováquia ganhou dos USA nos penaltis e os americanos ficaram fora da competição. Na semifinal a Eslováquia perdeu para Finlandia, a final foi Finlandia x ROC e os finlandeses ficaram com o ouro.

E as canadenses venceram as americanas na final do hóquei feminino.

No Esqui Combinado Nordico (que é salto com cross country) de 10km os atletas estavam esquiando com temperaturas de 20 abaixo de zero. O japonês estava na frente o tempo todo mas no fim os dois noruegueses passaram dele. A Noruega domina essa modalidade. Aliás, a Noruega domina as olímpiadas de inverno, foi primeira no quadro de medalhas.

No esqui alpino combinado (downhill e slalom) a suíça Michele Gisin foi a campeã. Essa modalidade me dá muita aflição de ver porque a velocidade no downhill é impressionante, vai a mais de 100km/h e depois tem o slalom que vão desviando das bandeirinhas.


Na patinação de velocidade teve o Speed Skating Mass Start que é uma modalidade que iniciou em PeyongChang 2018. Geralmente a patinação de velocidade é feita em com duas ou 4 ou 6 pessoas no gelo e os tempos são comparados. Na Mass Start 24 atletas largam juntas para 16 voltas e ganha quem chega primeiro. É emoção até o fim e tem muitas quedas (que é perigoso, imagina aquela lâmina afiadíssima). Vi a prova feminina e a holandesa Irene Schouten ficou com o ouro depois que ultrapassou a canadense Ivanie Blondin no último passo. A italiana Francesca Lollobrigida ficou com o bronze. A Irene Schouten foi medalha de ouro em 3 provas nessa olímpiada: 3000 metros, 5000 metros e Mass Start e ainda foi bronze por equipes. A Holanda domina esse esporte.

Vamos a patinação artística.

Teve a dança no gelo, que acho meio sem graça porque não tem saltos, nem piruetas radicais, nem aqueles arremessos de patinadora, mas tem as melhores músicas e alguns levantamentos interessantes. A dupla francesa foi campeã, seguida da dupla do ROC (risos) e dos americanos.

Na patinação de duplas, que tem saltos, arremessos e piruetas da morte, os chineses foram impecáveis e levaram a medalha de ouro. Prata e bronze para os atletas do ROC (risos).

A Kamila Valieva foi autorizada a patinar depois de toda a treta com o doping. Terminou o programa curto em primeiro lugar e chorou no fim da apresentação. 

A treta do doping continuou, se a Kamila Valieva tivesse ficado no pódio não ia ter cerimônia da medalha e as atletas só iriam receber as medalhas depois do julgamento. A medalha da competição por equipes ainda não foi entregue, também aguardando o fim desse imbróglio. 

No programa livre a Kamila Valieva (de apenas 15 anos, vamos lembrar disso) foi a última a patinar e sentiu a pressão. Ela terminou a competição em quarto lugar. Em primeiro ficou Anna Shcherbakova (ROC) que patinou lindamente, não errou uma pirueta nem salto. Em segundo outra atleta do ROC, Alexandra Trusova que fez 5 saltos quadruplos (errando a finalização de alguns) e bateu recorde de pontos técnicos. Em terceiro a fofa da Kaori Sakamoto.

Antes do pódio teve a maior torta de climão, a Alexandra Trusova se revoltou com o segundo lugar, chorou, reclamou, achou que seus saltos quádruplos valiam mais, disse que odiava o esporte. (Segundo a comentarista da Sportv foi "um chilique olímpico") Essas são meninas de 17 anos e a pressão é grande porque, segundo a comentarista da Sportv, o ROC (risos) não leva atletas com mais de 19 anos para as olimpíadas na patinação artística. De acordo com os padrões russos, a Kamila Valieva ainda pode ter outra olimpíada mas Trusova e Shcherbakova não.

Não é patinação artística olímpica sem uma treta.

anna shcherbakova

A apresentação de gala da patinação foi bem animada. Os atletas patinam mais soltos e as coreografias são bem mais criativas.

Para quem fica perguntando porque coloco (risos) depois de ROC:


(Post do que aconteceu na primeira semana)

Acabou. 

Até (Milão) Cortina D'Ampezzo 2026.

Acabou não, ainda tem as Paralimpiadas de Inverno em março.

17.2.22

Drive My Car: Filme x Livro

O filme japonês Drive My Car (Doraibu Mai Kâ) dirigido pelo Ryûsuke Hamaguchi e estrelado por Hidetoshi Nishijima e Tokô Miura, está indicado em 4 categorias do Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Filme Internacional e Melhor Roteiro Adaptado.


Esse filme fez sucesso em todos os festivais que foi exibido em 2021 e acho muito justo. Está no meu top 5 filmes que vi em 2021.

É um filme longo, são 3 horas, e que usa bem esse tempo para contar a história. Os créditos iniciais vem depois de 40 minutos de filme.

O filme é baseado em um conto do Haruki Murakami que tem o mesmo título do filme. Esse conto está num livro chamado Homens sem Mulheres. Depois de ver o filme fiquei curiosa com a história original e comprei o livro. São 7 contos sobre homens e como se relacionam com o abandono, a paixão, o desejo, a descoberta e a perda.  

Descobri que o filme é, na verdade, a adaptação de dois contos desse livro: Drive My Car e Sherazade. E acho que foi uma adaptação muito bem feita e que ficou até melhor do que os dois contos.

O conto de Drive My Car é sobre um ator, Kafuko, que descobre ter glaucoma e precisa de um motorista. Depois de um teste, ele contrata a Misaki para levá-lo de ida e volta ao teatro, onde ele faz Tio Vanya. Ele aproveita para decorar as falas e os dois acabam conversando. Ele conta que sua esposa morreu (de uma doença) e que ela tinha amantes. Ele ficou amigo do último amante que ela teve e os dois sempre iam beber e falar da esposa porque Kafuko queria entender o motivo dela procurar outros homens. Misaki conta de suas origens em Hokkaido e talvez dê um insight sobre a esposa do Kafuko.

Sherazade é um conto sobre um homem que escuta histórias que sua amante conta depois do sexo e ele anota num caderninho. Uma das histórias é sobre uma garota invadindo a casa de um crush na época da escola. Ele é viciado nas histórias dela e estremece só de pensar que ela pode não aparecer um dia.

Sobre o que é o filme? Eu conto (sem spoilers).

O filme começa com Kafuku e sua esposa Oto, na cama, e ela está contando uma história. Depois descobrimos que ela é roteirista e que logo após o sexo ela tem idéias para roteiros e conta para Kafuko. Mas ela esquece o que contou e ele é encarregado de lembrar e anotar. E a história que ela conta é a mesma do livro mas tem algumas mudanças e desenvolve para melhor.

Kafuko é um ator de teatro conhecido e Oto trabalha na TV. Kafuko descobre que tem glaucoma e precisa tomar cuidados.

Um dia Kafuko tem que fazer uma viagem a trabalho mas o voo atrasa e ele decide voltar para casa. Do mesmo jeito silencioso que ele entra em casa, ele sai depois de ver a esposa com outro homem no sofá da sala. 

Descobrimos que há mais de 15 anos Oto e Kafuko tiveram uma filha que morreu criança, Oto decidiu que não queria mais filhos.

Outro dia Kafuko chega em casa e Oto está morta no chão, foi uma morte repentina. Tem o velório e o homem do sofá (que é um ator mais jovem) vai dar os pêsames.

Dois anos depois Kafuko vai para Hiroshima dirigir uma adaptação de Tio Vanya com um elenco internacional (cada ator diz as falas em sua língua). O homem do sofá faz um teste para a peça e é escalado no papel principal.

Por questões de segurança, a companhia de teatro diz que Kafuko tem que ter um motorista. Ele resiste porque adora dirigir, ele fica passando as falas de Tio Vanya (com uma fita gravada pela esposa) enquanto faz o caminho e seu carro é quase uma relíquia. Mas ele aceita fazer um teste com a jovem Misaki Watari e acaba a aceitando como motorista.

Kafuko de vez em quando se encontra com o homem do sofá para falar da peça e de sua esposa e eles bebem um bocado.

E com Misaki ele desenvolve uma relação de amizade e talvez pai e filha.

Do filme é isso que posso contar, vale muito a pena ver. É sobre muitas coisas mas principalmente como entender o outro, seja por escutar, por falar, por gestos, por olhares ou até por histórias contadas por terceiros.

Achei que juntar os dois contos foi uma ótima idéia e a forma como as relações foram desenvolvidas para além do que tem nos contos foi muito bem feito.

Claro que tem muitas referências a peça do Tchekhov mas não conheço o texto e nunca vi a peça. Quando vi o filme pela segunda vez reparei mais nas falas da peça que ele passa dentro do carro sempre tem alguma relação com o que aconteceu com o Kafuko.

Não posso avaliar se ganha ou não o Oscar de Roteiro Adaptado porque não li os livros dos outros filmes indicados (Power of The Dog, A Filha Perdida e Duna. CODA foi adaptado de um filme francês) para poder comparar, mas essa indicação foi mais do que justa. Inclusive esse roteiro ganhou o prêmio em Cannes.

Quanto as outras indicações, acho que leva Melhor Filme Internacional. Não tem o apelo popular que teve Parasita (os coreanos fazem plot twist e trabalham fotografia muito bem) para ganhar Melhor Filme.

O Murakami é muito fã dos Beatles, nesse mesmo livro tem um conto chamado Yesterday (e menciona a música de Paul McCartney) e ele tem um outro livro chamado Norwegian Wood. Nem o conto nem o filme Drive My Car tem a ver com a música, mas sendo Murakami o título não é a toa, tanto que o título do conto nem foi traduzido para o português.

Os outros 5 contos do livro são:

Yesterday - Kitaro pede a seu amigo Tanimura para sair com sua namorada Erica porque teme que ela se interesse por outro já que ela está na universidade e ele ainda faz cursinho. No encontro Erica diz para Tanimura (depois de irem ver um filme) que gosta muito do Kitaro mas que não o entende e que está saindo com outro rapaz. (achei esse bom)

Orgão Independente - sobre um cirurgião plástico que só sai com mulheres comprometidas, mas tudo de forma que as partes estão cientes do tipo de relacionamento, tanto ele como elas. Acontece que um dia ele se apaixona pra valer e não consegue lidar com esse sentimento. (esse conto é melancólico)

Kino - Um homem descobre que a esposa o trai, se divorcia e abre um bar. (não me importei muito com o Kino mas consigo entender quem fica entediado com a tv e vai ler um livro e vice versa)

Samsa Apaixonado - Gregor Samsa acorda e descobre que agora é um ser humano. Ele não sabe como tem essa memória mas sabe que é. Ele vai descobrindo seu corpo e sensações enquanto tenta se locomover pela casa. Uma moça corcunda chega para ajeitar a fechadura e Samsa aproveita para tirar algumas de suas dúvidas sobre o que está acontecendo.

Homens sem Mulheres - um homem recebe a ligação do marido de sua ex-namorada dizendo que ela morreu. Ele passa a lembrar da ex-namorada e filosofar sobre homens que ficam sem as mulheres.


12.2.22

Get Back (no cinema)

Em dezembro do ano passado a Disney+ colocou The Betales: Get Back no streaming. É um documentário em 3 partes, cada uma com 2 horas e meia.

Em janeiro 1969 os John, Paul, George e Ringo decidiram que queriam fazer uma apresentação pública. Eles tinham deixado se se apresentar em 1966 e só lançavam discos (cada vez mais sofisticados). E já que iam fazer uma apresentação, por que não umas músicas novas?

A fase da banda era meio conturbada, o Brian Epstein, que era o manager da banda, morreu e os rapazes (que ainda nem tinham 30 anos) estavam tentando se organizar ao mesmo tempo que queriam seguir caminhos diferentes. A banda separou oficialmente em 1970, depois do lançamento do Let it Be, o disco com as músicas que nasceram nesses 30 dias de 1969.

Os Beatles começaram a ensaiar num galpão usado para fazer filmes e onde eles tinham gravado o video de Hey Jude. Depois eles foram para os seus estúdios na Savile Row em Londres e foi no telhado desse prédio que fizeram o show.

O diretor Michael Lindsay-Hogg deixou as cameras rolando, coisa que ninguém fazia na época, e resultou em muitas e muitas horas e video e audio. Na época ele fez o documentário Let it Be mas foi lançado depois que a banda acabou não é um filme feliz.

Já Peter Jackson (Senhor dos Anéis) pegou todo o material e viu que tinha mais potencial, e muita coisa que foi deixada de lado no filme do Let it Be.

A série documentário é um BBBeatles de primeira. É uma delícia de ver. Tem tudo: fofoca, intriga, família, palhaçadas, momentos geniais, tensão e muita música. A quimica entre John Lennon e Paul McCartney é excepcional, as vezes com um olhar eles resolvem tudo. Ringo é aquele cara que sabia exatamente onde estava, o que significava e queria aproveitar cada minuto. George Harrison estava numa fase difícil, ele se sentia preterido, suas músicas ficavam em segundo plano e é dele o momento de tensão no documentário. Nos momentos geniais temos Paul McCartney criando os primeiros acordes de Get Back do nada enquando George bocejava e Ringo apenas olhava. Tem o momento que George compõe a linda Something (que acabou em outro disco, o Abbey Road). A dinâmica deles era divertida, eles tocavam muitos covers enquanto a inspiração não chegava. Tem Sir George Martin sendo elegante, Billy Preston (melhor pessoa) nos teclados, Linda Eastman aparece com sua filha Heather para o momento mais fofo do documentário, e Yoko está lá o tempo todo.

Aí Peter Jackson resolveu fazer uma versão bem resumida, que é basicamente só o show do telhado, para ser lançada nos cinemas IMAX. E foi isso que vi ontem.

Não preciso nem dizer que a qualidade do som é espetacular, parecia que estava no telhado com o ouvido colado nos amplificadores. E ver tudo numa tela gigantesca é muito melhor. Esse filme mostra uma breve história da banda e vai direto para o show no telhado. O show é curto, 5 músicas, três foram tocadas mais de uma vez. Foi tudo gravado e alguns desses takes foram direto para o disco. Tem algumas (poucas) cenas que não tem no documentário mas é quase tudo igual. É para ficar até o fim das letrinhas.

A única coisa ruim é que foram apenas 65 minutos. Muito pouco. Terminou e eu queria pelo menos mais uma hora. Teria visto todo o documentário no IMAX. 

10.2.22

Beijing 2022

Estamos de volta ao modo Olimpiadas, dessa vez as de inverno. E repetindo o que postei em 2018:

Adoro as Olimpíadas, de verão e inverno. Confesso que conheço pouco dos esportes de inverno, por motivo de: moro no nordeste do Brasil e, vamos combinar, o máximo de esporte de inverno que vejo por aqui é arremesso de cubos de gelo.
Mesmo assim acompanho quase tudo pela TV. Adoro as roupas tecnológicas coloridas (e coladas), bochechas rosadas e de ver a neve branquinha enquanto suo de calor. Como disse antes: gosto de todos os esportes. Da velocidade do esqui, das manobras do snowboard, das coreografias da patinação, da testosterona do hockey e até da precisão do curling.

A abertura das Olimpiadas de inverno em Beijing foi bem minimalista se comparada a das Olimpiadas de verão em 2008. Dessa vez nada de tambores e milhares de pessoas no centro do Ninho do Pássaro. Tinha público, mas bem reduzido. Usaram bem os efeitos visuais com as telas e projeções no campo. As delegações também foram reduzidas mas o besuntado de Samoa apareceu.

Teve bastante fogos de artifício mas senti falta de drones (que os japoneses usaram lindamente em Tóquio 2021)

o tema era floco de neve

esse óleo deve ser melhor que qualquer casaco

Já tem uma semana que começou e muita coisa aconteceu.

No Snowboard Slope Style a kiwi Zoi Sadowski Synnott ganhou a primeira medalha de ouro em jogos olímpicos de inverno para a Nova Zelândia. Essa modalidade é um skate park gigante com obstáculos e rampas numa descida ingreme. É lindo de ver.



No Snowbard Halfpipe a americana Chloe Kim, aos 21 anos, foi BI-campeã olímpica. Ela foi a sensação em Pyeongchang 2018 com 17 anos e voltou para mostrar que faz aquelas rotações como poucos.



O tri-campeão olímpico Shaun White está lá em sua quinta olimpiada (ele foi ouro em 2006, 2010 e 2018). 

Vi menos curling mas consegui ver a competição com duplas mistas. Continua divertido ver as varridas no gelo.

A patinação de velocidade teve uma competição mista que foi muito interessante.

O Brasil tem uma delegação com 10 atletas nos seguintes esportes: esqui alpino, cross country e freestyle, bobsleigh e skeleton (os trenós). Até agora só vi a Sabrina Cass no esqui freestyle, que foi bem mas não se classificou para a final.

A Russia continua competindo disfarçada (pero no mucho) de ROC (o comitê olímpico russo).

Mas vamos a patinação artística.

Na competição por equipes o ROC (risos) ganhou medalha de ouro, em segundo ficaram os americanos e em terceiro os japoneses. Nessa competição as equipes tem que apresentar atletas em todas as categorias: programa curto (masculino e feminino), programa livre (masculino e feminino), duplas (curto e livre) e dança em pares no gelo (ritmo e livre).

A russa Kamila Valieva, de 15 anos, fez toda a diferença para a equipe do ROC. É uma patinadora leve, ágil, com força para os saltos. 


Ainda vai ter a competição feminina.

A entrega das medalhas da competição por equipes foi adiada e tem uma treta aí, mas como não saiu nada oficialmente vamos aguardar. (Não seria patinação artística olímpica sem uma treta, sou da época da Tonya Harding x Nancy Kerrigan)

Na patinação artística masculina, o Japão trouxe um dream team liderado pelo Yuzuru Hanyu que foi campeão em Pyeongchang 2018 e Shoma Uno que foi prata.

Mas o americano Nathan Chen veio com sangue nos olhos, ou melhor, com as lâminas afiadas para vencer e foi perfeito tanto no programa curto (ao som de La Boheme) quanto no programa livre (ao som de Elton John). Ele inclusive bateu o recorde de pontos no programa curto (que era do Yuzuru Hanyu). A única critica que tenho é a roupa dele, que camisa era aquela? E foi design da Vera Wang (inserir emoji cringe).

A apresentação do programa livre do Nathan Chen é uma coisa linda. Ele é muito elegante, fez sei lá quantos saltos quádruplos, e acertou na sincronia da coreografia com a música de um jeito que foi aplaudido de pé por quem estava na arena. Gostei que, além de um mix de Goodbye Yellow Brick Road com Rocket Man (versões do filme), ele inseriu um mash up de Benny and The Jets com hip hop que deixou a apresentação animada e jovem.

O outro patinador que achei que trouxe criatividade para o gelo foi o francês Adam Siao Him Fa que fez o programa curto com a música de Star Wars (com efeitos sonoros de sabre de luz) e o programa livre com um mix de músicas do Daft Punk. Ele ficou em 14, até as roupas dele eram mais modernas.

O patinador mexicano Donovan Carrillo foi sucesso nas redes sociais. Ele chegou nas Olimpiadas com muita força de vontade e é muito simpático. 

O Yuzuru Hanyu é um patinador muito sofisticado, leve e expressivo. Tentou um salto quadruplo dificílimo mas não acertou e caiu. Ele liderou o programa livre até a apresentação do outros dois japoneses.

No fim: Nathan Chen ficou com a medalha de ouro, e dois japoneses, Yuma Kagiyama com a medalha de prata e Shoma Uno com a medalha de bronze. O Yuzuru Hanyu ficou em 4.

Ainda tem esqui, snowboard, hóquei, curling e patinação.


(A segunda semana de Beijing 2022)


28.1.22

+Filme e Séries

Janeiro é o mês que aparece um bocado de filme que vai estar no Oscar.

Filmes

The Tragedy Of Macbeth - A história de Lord e Lady Macbeth pelas lentes de Joel Coen. É um filme bem teatral com o texto original de Shakespeare. Os cenários são minimalistas, é tudo em preto e branco, me lembrou alguns desenhos do Escher. A história é: Lord Macbeth está voltando de um batalha e encontra uma bruxa (que as vezes são 3) que faz uma profecia que envolve ele se tornar Rei. A Lady Macbeth fica sabendo dessa profecia e faz de tudo para que se torne realidade. Tem muita intriga nessa história. A estrela desse filme é Denzel Washington que consegue dizer as falas escritas por Shakespeare com uma naturalidade impressionante. Já pode colocar o nome dele no Oscar. (Apple TV+)

The Lost Daughter - filme adaptado do livro da Elena Ferrante (não li). Olivia Coleman faz Leda, uma acadêmica de férias numa ilha e lá ela fica meio que obcecada por uma mãe jovem e sua filha que fazem parte de uma família. grande e barulhenta. Leda tem seus fantasmas do passado, suas relações presentes, duvidas, certezas, e talvez ela tenha perdido uma filha ou ela seja a filha perdida. Maggie Gyllenhaal está de parabéns pela direção desse filme. (NETFLIX)

The Worst Person In The World - filme norueguês sobre uma moça que muda muito de idéia, muda cabelo, muda curso na universidade, muda de namorado. Ela se encontra num relacionamento com um cara mais velho que pensa em ter filhos mas ela não. Tem um momento nesse filme que ela corre enquanto os outros estão congelados em cena que é ótima. Está na shortlist dos possíveis candidatos aos Oscar de filme internacional.

The Wheel of Fortune and Fantasy - filme japonês do Ryusuke Hamaguchi, mesmo diretor de Drive My Car. São 3 histórias sobre encontros e possibilidades. No primeiro duas amigas falam sobre o crush de uma delas sem saber que é ex-namorado da outra. No segundo uma aluna tenta seduzir um professor de literatura lendo uma passagem do livro dele. O terceiro são duas mulheres que se encontram achando que uma é colega da escola da outra. As 3 são boas mas a segunda é a melhor.

King Richard - filme sobre o pai das irmãs Williams e como ele fez das filhas campeãs do tênis. Will Smith está sendo cotado para premiações por esse papel. Eu tenho preguiça do Will Smith. Pronto falei. O filme é ok. Óbvio que o mérito não é todo do pai como esse filme quer empurrar goela abaixo. As duas meninas que fazem as irmãs Williams realmente jogam tênis muito bem e deixam as cenas de jogo muito mais interessantes. (HBO Max)

Red Rocket - filme do Sean Baker que também dirigiu Tangerine (com um iPhone) e Florida Project, ele mostra um EUA decadente como poucos. Nesse filme Mikey, um ator pornô, está voltando para sua cidade (fim do mundo) no Texas com uma mão na frente e a outra atrás. Ele saiu de lá para fazer filmes adultos, fez sucesso mas agora está numa pindaíba. Acontece que Mikey é bom de conversa (e é bonito) então consegue convencer sua ex-mulher a deixá-lo ficar em sua casa. Ele tenta arranjar emprego mas ninguém quer dar trabalho para um ator pornô conhecido então ele vira traficante. No meio de tudo isso ele se interessa por uma garota de 17 anos que ele vê potencial. Mikey não é um cara legal, se aproveita das pessoas e das situações e de vez em quando se dá mal. Bye, bye, bye do N'Sync é o tema desse filme.

The Tender Bar - Dirigido pelo George Clooney com Ben Affleck fazendo um tio que é a figura paterna de seu sobrinho quando esse vai morar com a mãe na casa do avô. Ben Affleck é dono de um bar e com seus amigos ensinam tudo sobre a vida, o universo e tudo mais para o garoto. O menino cresce, vai para universidade e talvez ainda tenha que aprender mais algumas lições. (Amazon Prime Video)

Eternals - mais um filme da Marvel, dirigido pela oscarizada Chloe Zhao, com heróis que eu nunca soube que existiam. Na verdade são ETs com super poderes que estão na terra há milênios só observando. Vieram para cá para lutar contra uns monstros que comiam humanos, acabaram com os monstros e ficaram vivendo a vida humana. Acontece que os monstros voltaram. Os Eternos tem todos nomes parecidos com os deuses/heróis gregos dando entender que os gregos se basearam neles. Tem aquela vibe "Eram os deuses astronautas?". Eu esperava que fosse ruim, mas gostei desse filme. Inclusive gostei da Angelina Jolie nesse filme, ela fez o melhor par com o Don Lee. (Disney +)


Séries

Cobra Kai - Daniel San e Johnny Lawrence se juntaram para ensinar os adolescentes um caratê combinado que possa derrotar o Creese e a galera do Cobra Kai no campeonato. Mas não dá muito certo porque Johnny e Daniel são Johnny e Daniel. Creese vai atrás do Terry (o vilão do filme 3) para ajudar no treinamento dos teens. Nessa temporada também tem a trama do filho do Daniel que é um bully (Sr. Miyagi revirando no túmulo). As lutas melhoraram e a série continua trabalhando a nostalgia como poucas. (NETFLIX)

Queer Eye - nessa sexta temporada os rapazes estão no Texas mudando a vida das pessoas. Antoni melhor pessoa e Jonathan Van Ness diverte como sempre. (NETFLIX)

After Life - a série do Ricky Gervais sobre um viúvo que tenta sobreviver numa cidade pequena voltou para terceira e última temporada. É engraçada e tem seus momentos pega o lencinho. (NETFLIX)

Anxious People - Série sueca baseada no livro de mesmo nome. Li o livro em 2020, não achei ruim, mas humor sueco não é comigo, não acho engraçado. Um grupo de pessoas visitando um apartamento a venda é mantido refém de um assaltante de banco. Os acontecimentos da série são iguais ao livro só que muito do que acontece dentro do apartamento no livro na série acontece depois do resgate. (NETFLIX)

Stay Close - minissérie baseada num livro do Harlen Coben, sobre Megan, uma mãe de familia que se vê envolvida num desaparecimento de um rapaz. Ela tem muitos esqueletos no armário, inclusive o desaparecimento de um homem no passado que aparentemente está de volta. Mantém os mistério até o fim. (NETFLIX)


24.1.22

Eduardo e Mônica

Em 1986 Eduardo e Mônica tocava em todas as rádios, várias vezes por dia. Decorei a letra antes mesmo de ver o encarte do disco Dois da Legião Urbana (o que mais gosto). É a história de amor mais conhecida do rock nacional.

Assim como Faroeste Caboclo (do disco Que País é esse?) Eduardo e Mônica também virou filme dirigido pelo René Sampaio. Duas músicas que são praticamente um roteiro pronto.

Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar, ficou deitado e viu que horas eram, enquanto Mônica tomava um conhaque no outro canto da cidade. 

E assim começa o filme.

A história passa no meio dos anos 1980, em Brasília que é praticamente outro personagem do filme. O que o filme nos dá além da música é uma história mais aprofundada para Eduardo e Mônica. Eduardo mora com o avô e quer fazer vestibular para Engenharia Civil, Mônica está de luto pela morte do pai e tem uma irmã.

Os dois se conhecem numa festa que o amigo do Eduardo disse que ia ser legal. (Esse amigo do Eduardo é ótimoooo)

Festa estranha com gente esquisita. (Minha frase favorita da música que uso muito na vida)

A maior diferença da música para o filme é que a Mônica do filme é mais velha, ela já se formou e é médica, mas os dois se completam que nem feijão com arroz. Afinal o que importa é que quem um dia irá dizer que existe (ou não) razão nas coisas feitas pelo coração.

Alice Braga e Gabriel Leone estão ótimos. O Eduardo é um fofo.

A trilha sonora é ótima, puro suco dos anos 1980: tem Pretenders, B-52's, A-Ha, The Clash, Titãs, Soft Cell, Caetano, Tim Maia e Legião Urbana, claro. Tem um momento maravilhoso com Total Eclipse of The Heart.

Fiquei totalmente imersa na nostalgia anos 1980 + Brasilia. A Mônica até queria ver o filme do Godard no Cine Karim, primeiro cinema que fui na vida (mas para ver a Branca de Neve) que ficava do lado da quadra que morei. Tem até mochila da Company.

O filme é mais melancólico do que a música mas o coração fica quentinho do mesmo jeito.
 
A Tia Helô diria 28 "Ai, Jesus!" pro tanto de jujuba que Eduardo come.


12.1.22

Reality Shows Asiáticos

Feliz 2022! 

Vou começar o ano explorando os reality shows asiáticos da Netflix.

- Singles Inferno - Um reality de namoro coreano. Funciona assim: os rapazes e moças vão para uma ilha "deserta" que chamam de inferno (mas é melhor do que muito lugar que já paguei para ficar). Eles vão se conhecendo e tem uns jogos para formar casais. Quando o casal é formado vai para um resort de luxo que chamam de paraíso. O interessante aqui é observar as diferenças culturais não só na abordagem do namoro e interesse no outro mas também como se comportam na praia (sempre muito vestidos e as meninas carregam bolsas). É cheio de plot twist e tem 4 comentaristas que as vezes ajudam a entender as escolhas dos participantes do ponto de vista coreano.


- The Future Diary - Depois do reality de namoro coreano, a Netflix me ofereceu um reality de namoro japonês. Aqui são só duas pessoas, um rapaz e uma moça, que nunca se viram antes e tem que seguir tudo que está escrito num diário (que diz o que vai acontecer). Eles não podem se falar fora das cameras, não podem trocar contatos, e ela não pode dizer se gosta ou não dele até o fim do programa. O objetivo é ver se os dois realmente se interessam um pelo outro. Fiquei muito envolvida com o relacionamento do Takuto e da Maai, quero que dê certo. O diário do futuro as vezes é muito escroto. Também tem 4 comentaristas. Takuto é um fofo. Esse reality é quase como um daqueles filmes ruins de natal que você assiste e torce pro casal. Okinawa entrou na lista de lugares que quero conhecer.

takuto e maai 


The Hungry and The Hairy - Ano passado fiquei obcecada com a série do Ewan McGregor, Long Way Up, que ele viajou de moto de Ushuaia até Los Angeles com seu amigo Charlie Boorman (e depois vi Long Way Round e Long Way Down - todas ótimas). Então decidi ver a versão coreana de dois caras viajando de moto. Rain e Hong Chul Ro rodaram só pela Coréia do Sul. A série coreana é mais focada na comida, e como comem, comem MUITO! Rain inclusive é excelente cozinheiro (e quando decide malhar tem um shirtless super digno). Em cada lugar eles usam motos diferentes (tem até vespa) e visitam uns lugares bem bonitos na Coréia do Sul. A única coisa chata dessa série é a empolgação do Hong Chul com a Netflix e ele grita demais. Nessa série abusam do uso do drone.


30.12.21

+Filmes e Séries

 O último apanhado de filmes e séries de 2021.


Filmes

Don't Look Up - filme do Adam McKay que deixou a internet pegando fogo nos últimos dias. Não sou fã do Adam McKay, acho ele overrated. Os filmes dele tentam ser sarcásticos mas acabam no campo do pretensioso mesmo. Nesse um cometa está vindo diretamente para a Terra e em seis meses tudo vai acabar. Leo DiCaprio e J.Law são os cientistas que tentam alertar o mundo mas não são levados a sério. Não é que o filme é ruim, inclusive o tema principal e os paralelos são válidos e importantes, mas a proposta de fazer uma sátira nada sutil é que ficou estranho. No fim só a piada da J.Law indignada como general trambiqueiro é que foi engraçada. E a música a Ariana Grande. (NETFLIX)

Flee - Um documentário em forma de animação que conta a história de um garoto e sua família e como saíram do Afeganistão na época da guerra e o caminho tortuoso para conseguirem ir para Europa. É muito bom.

C'mon C'mon - Filme lindo sobre um tio e seu sobrinho. O tio passa um tempo com seu sobrinho enquanto a mãe cuida do pai. E o tio é um documentarista que está entrevistando crianças e suas percepções sobre o mundo. É isso, sobre família, a vida, o universo e tudo mais.

Madres Paralelas - O filme mais recente do Almodovar, com Penelope Cruz, é sobre duas mulheres que dão a luz no mesmo dia e dividem um quarto no hospital. É sobre maternidade e história de família. (NETFLIX)


Séries

The Silent Sea - Coreanos na lua. Apenas. No futuro a terra não tem quase água, os rios secaram e os mares estão quase lá. Um grupo de astronautas (com médica, bióloga, engenheiros, etc) tem que ir até a estação lunar para recuperar uma capsula e trazer de volta a terra. A Dra. Song é a responsável técnica, não dizem para ela o que tem na capsula mas como a irmã dela morreu no acidente que teve nessa base, ela quer tentar descobrir o que aconteceu. O chefe da missão é o Capitão Han (Gong Yoo -crush!) e ele sabe mais do que o resto do grupo. Achei muito boa essa série, poderia ter sido em 6 episódios mas os coreanos gostam de usar o tempo. É tensa. (NETFLIX)

Emily in Paris - Na segunda temporada a Emily finalmente faz aulas de francês, usa sapatos sem salto (ela até usa um tênis) mas continua sem entender os franceses direito e ainda veste roupas cafonas. Emily passa a temporada tentando recuperar a amizade com a namorada do Gabriel depois que essa descobre que Emily e Gabriel ficaram juntos. Emily até arranja um boy britânico. Achei essa segunda temporada melhor que a primeira. (NETFLIX)

29.12.21

Matrix Resurrections

Antes de ver esse quarto filme da série Matrix revi os outros três.

O primeiro Matrix continua muito bom, um ou outro efeito ficou datado mas a história do Neo e da Trinity continua ótima. É um filme que na época deixou todo mundo impressionado e discutia a vida num mundo virtual e no mundo real muito antes das redes sociais.

O segundo filme, o Reloaded, tem cenas de ação muito boas, mas só. Sabe quando tentam explicar demais e vai esticando a coisa até perder o sentido? É isso.

O terceiro filme, o Revolutions, é apenas ruim. Nem os efeitos visuais salvam, nem as cenas de ação. (Só o Keanu Reeves mesmo)

Fui para esse quarto filme sem muitas expectativas e sem nem saber o que iriam fazer porque Neo e Trinity morrem no fim do terceiro filme.

Então, no Resurrections o Neo, que é Thomas Anderson, é um designer de jogos na casa dos 50 anos. Ele está deprimido e aparentemente tem episódios de alucinações. Ele tem um crush na Tiffany (aka Trinity), uma mulher que frequenta o mesmo café que ele, mas ela é casada com dois filhos.


Thomas Anderson tem um sócio na empresa que aceitou fazer uma quarta parte para a série de jogos. Thomas resiste mas seu terapeuta o convence que ele precisa continuar.

Sem dar spoilers é isso que posso contar. Inclusive achei essa parte do filme muito boa, nota 10 para a montagem de cenas com a música White Rabbit do Jefferson Airplane.

Achei o Morpheus desse filme muito mais cool do que o do filme original. Yahya Abdul-Mateen II tem muito carisma. O Jonathan Groff faz o sócio do Thomas Anderson e também está ótimo.

Keanu Reeeves (crush eterno) e Carrie-Ann Moss ainda tem muita química e a personagem nova Bugs é muito boa.

Esse filme tem quase todo o elenco de Sense 8.

Gostei desse filme. Só algumas cenas de lutas não achei tão boas, mas até o poder de escudo do Neo que é pura galhofa achei divertido. 

Tia Helô viraria o meme da Nazaré Tedesco só de tentar entender o que é a Matrix, ela tomaria a pilula azul com certeza. 426 "Ai, Jesus!" para todos os bots.


24.12.21

Momento TOC livros 15 (parte 5)

Terminei o ano com 91 livros. 

O resumo das leituras ficou assim:

Dos 91 livros lidos esse ano: 64 foram de de escritoras e 27 de escritores. Li mais em inglês, 51 livros, em português foram 40.

Me dediquei a histórias de autores asiáticos ou de histórias passadas na Asia, foram 23 livros. 

Li autores dos seguintes países: Japão, Coréia do Sul, China, Vietnam, Suécia, EUA, Reino Unido, Irlanda, Brasil, Suíça, México, França, Itália, Argentina, Russia e Polônia.

Foram 7 HQs em 2021. Gosto do formato e gostaria de ler mais ano que vem.

Li muita chick lit para relaxar e acho divertido. Foram 14 livros. Gosto que o estilo está mudando, as autoras contemporâneas escrevem personagens que sabem dizer o que querem.

Geralmente leio só ficção mas de vez em quando pego um livro de memórias, autobiografia ou biografia. Esse ano li 6 desses.

Além dos asiáticos também li sobre mitologia grega, foram 4 sobre o assunto.

Livros de 2021: 


Vamos aos últimos livros de 2021

- Fault Lines - Emily Itami - Mizuki é um mulher casada com dois filhos, ela é dona de casa mas as vezes dá aulas de cultura japonesa para estrangeiros e os ajuda a se adaptarem. Mizuki fez intercâmbio de um ano em NYC quando adolescente, depois foi outra vez para se tornar cantora mas depois de 3 anos sentiu muita saudade do Japão e resolveu voltar. Ela foi morar em Tóquio e trabalhava como cantora até conhecer seu marido, se apaixonar e casar. Quinze anos depois eles tem dois filhos, moram num apartamento grande (com varanda), num bairro bom, mas Mizuki se sente num mix de tédio com cansaço da vida doméstica. Ela está num ponto que prefere se jogar da varanda a ter que passar mais uma noite sendo ignorada pelo marido e pendurando roupa. Acontece que numa noite de chuva ela conhece o Kiyoshi e com ele vem liberdade, amizade e o redescobrimento de uma Tóquio que ela ama. Mas ela passa a viver uma vida dupla e no fim tem que fazer uma escolha. Gostei desse livro. O título da edição italiana resume muito bem: A Balada Melancólica de uma Vida Perfeita.

- History Is All You Left Me - Adam Silvera - (em português: História é Tudo Que Me Deixou) - Griffin fica arrasado quando Theo, seu ex-namorado (e primeiro namorado) morre num acidente. Theo tinha ido de NY para California para fazer faculdade mas Griffin sempre achou que os dois ficariam juntos outra vez. Para piorar as coisas, Theo estava namorando Jackson que agora é a única pessoa que entende o que Griffin está passando. E Griffin tem TOC, que dificulta (e limita) sua vida. É um livro sobre luto e cada um passa pelo luto como consegue. O livro é contado em partes no passado (a história dos dois) e no presente. Não simpatizei muito com o Griffin, entendo os problemas dele mas personagens extremamente dramáticos não funcionam pra mim, e esse menino tem drama saindo no suor (ou nas lágrimas já que ele chora um bocado). A abordagem do TOC dele é interessante e o Wade é o melhor personagem. Só não sei se garotos de 17 anos são tão maduros assim. O outro livro do Adam Silvera que os dois morrem no final é melhor.

- The Storyteller: Tales Of Life and Music - Dave Grohl - Ainda não tem em português mas deve sair em janeiro 2022. Dave Grohl é um ótimo contador de histórias e nesse livro ele conta sua história em contos. Tem uma certa ordem cronológica mas dentro dos contos ele mistura coisas mais recentes e passado. O que gostei de ler esse livro é que não sabia que tinha tantas coisas em comum com o Dave Grohl. Ele é só dois anos mais velho do que eu, morei 2 anos numa cidadezinha da Virginia que ficava 5km de onde Dave Grohl cresceu (na verdade acho que eram bairros da mesma cidadezinha). Dave Grohl é um fã de música, várias de suas histórias são sobre seus ídolos que ele teve o privilégio de conhecer e de tocar com. Dave Grohl e Sir Paul McCartney são BFFs. E claro que ele conta dos tempos do Nirvana (o antes e o depois).

- Hamnet - Maggie O'Farrell - Esse livro é sobre a esposa e os filhos do William Shakespeare. Aqui Anne é Agnes (segundo a autora era como o pai a chamava), ela era mais velha que o escritor e tiveram 3 filhos. A primeira metade do livro se alterna entre a filha Judith ficando doente e o filho Hamnet atrás de ajuda e a história de Agnes e seu marido. O malabarismo que a autora faz para não usar o nome William Shakespeare é impressionante, ele virou: pai, marido, filho, irmão, tutor de latim, "o jovem", escritor de peças e até "aquele homem". Ela quis colocar o holofote na Agnes e nos filhos mas teria sido melhor apenas chamá-lo de Will. A segunda metade do livro é muito arrastada, tem detalhes em excesso, mas a história da pulga que levou a peste até a casa dos Shakespeare é boa.

- A Pediatra - Andrea Del Fuego - Cecilia é uma pediatra que não gosta muito de crianças, tem menos paciência ainda para os pais, mas é profissional bem sucedida e trabalha no neonatal e atendendo no consultório. Seu marido tem depressão, o casamento vai mal, ela conhece o Celso e os dois começam um caso. Acontece que Celso também é casado e sua mulher está grávida. Celso quer que Cecilia seja a pediatra no parto do seu filho. Cecilia também vai investigar um outro pediatra que faz a linha gratidão natureba que, junto com uma doula, tem um grupo de mães que é quase um culto. Eu diria que as coisas nesse livro vão de 0 a 100km/h em 160 páginas.

- Uma Separação - Katie Kitamura - da série Comprei pela capa. Uma mulher já esta separada do marido há meses, inclusive já tem outro namorado e saiu de casa, mas ninguém sabe porque ele pediu para não contar. Um dia a sogra liga e pede para ela ir até a Grécia atrás do marido porque há dias ele não dá notícia para a mãe. A mulher nem sabia que ele estava na Grécia. Ela vai e quando chega lá ele sumiu. Ela fica no hotel esperando ele aparecer (as coisas dele ainda estão no hotel) e enquanto isso fica filosofando sobre sua vida, sobre seu casamento e separação, se ela deveria estar ali e se não deveria ter contado para sogra sobre a separação. A narradora é muito chata e tenta manter um suspense inútil do que acontece com o marido porque quando agente descobre o que acontece a narração dela fica pior ainda. Achei chato pacas.

- A Extinção da Abelhas - Natália Borges Polesso - Regina é uma mulher de 40 anos, diabética, que mora sozinha e trabalha de babá e de revisora (e depois se exibindo na internet). A história se passa num futuro muito próximo, nada otimista, e ela nos conta o que aconteceu depois da pandemia de 2020 (inclusive fala das próximas eleições). Os capítulos são alternados entre a Regina e a mãe dela que largou a família para seguir o circo. A primeira parte tem uma coisa interessante que é a última palavra de um capítulo é o título do próximo. 

- Constance - Matthew FitzSimmons - Constance é uma cantora (roqueira) que entrou num programa de clones. Nesse mundo as pessoas com (muito) dinheiro mantém um clone e vão armazenando e atualizando sua consciência para, quando morrerem, o clone assumir e assim atingem uma "imortalidade". Constance não tem dinheiro mas está nessa porque sua tia é dona da empresa de clones. Um dia Constance vai fazer sua atualização só que, quando acorda, ela é o clone e se passaram 18 meses dos quais ela não tem lembrança porque parou de fazer as atualizações. Aí vamos, junto com Constance Clone tentar descobrir o que aconteceu. Se tivesse mais questionamentos sobre fazer clonagem, ser clone, ter um clone, ou até nos fanáticos contra a clonagem teria sido melhor mas o livro se prendeu num mistério de assassinato e briga de poder que virou só um livro policial com clonagem de pano de fundo.

- O Sonho De Um Homem Ridículo - Fiodor Dostoiévski - Na verdade é um conto, uma fábula sobre um homem niilista que, no dia que decide se matar, ele cai no sono e tem um sonho sobre seu funeral, seu enterro e como ele foi levado ao pós-vida. Nesse lugar as pessoas vivem em paz, se ajudam e são felizes mas ele as corrompe. O conto é muito bom, mas essa edição que peguei da Antofágica me irritou um pouco. Eu não sabia que era um conto e ocupa só 35% do livro (com letras enormes), o resto do livro é ilustração e análises sobre o conto. Haja blá, blá, blá.

- Crossroads - Jonathan Franzen - É um novelão. Comecei curiosa com a história da familia Hildebrandt achando que ia ter alguma coisa relacionada a culto/seita mas não, é só a história de uma familia no início dos anos 1970. O pai é pastor e está na crise da meia idade, a mãe idem, o filho mais velho querendo lutar na guerra do Vietnã, a filha do meio parece ser sensata pero no mucho, outro filho é viciado e traficante de drogas e o filho mais novo nem ganha um capítulo. Como Jonathan Franzen escreve bem, a leitura flui, me deixou curiosa mas ele não economiza palavras nem detalhes. O passado detalhado do pai só foi contado depois da metade do livro (de 600 páginas) e naquele ponto eu já queria que tivesse 50 páginas a menos. Depois descobri que é o primeiro livro de uma trilogia que não sei se quero saber o que acontece nos próximos dois.

- Beasts Of A Little Land - Juhea Kim - Comecei o ano com um livro japonês e terminei com um coreano. A colonização japonesa na Coréia foi brutal e esse livro passa boa parte nesse perído (de 1917 até 1967). São vários personagens interligados de alguma forma mas a personagem principal é Jade. Ela vai, ainda criança, morar  e treinar com uma cortesã em Pyongyang e depois vai para Seul. Tem o JungHo que, depois que o pai morre, vai para Seul e vira um gangsterzinho e depois ativista comunista, e ele é apaixonado pela Jade porém não correspondido. E para completar o triangulo tem o HanChol que é de família tradicional mas é do lado pobre, ele tem que sustentar mãe e irmã enquanto tenta estudar. Esse livro também mostra como as cortesãs financiaram o movimento de independência da Coreia, como os japoneses tratavam os coreanos, como os coreanos ricos se comportavam durante a ocupação japonesa. Gostei desse livro, acho que complementa a primeira metade de Pachinko. Só acho que poderia ter mais tigres nessa história.


Para 2022 vou colocar a meta de 40 livros.




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