30.4.19

Game Of Thrones 8ª Temporada (Parte 1)

Depois de quase dois anos finalmente temos a última temporada de GoT! E está tão intensa que se eu for deixar para fazer um post resumo vai ficar gigantesco, então vou dividir em dois já que vão ser só seis episódios. Aqui está a primeira metade.

COM SPOILERS

Também decidi fazer essa divisão depois da batalha no terceiro episódio que dá fim a uma parte da série para focar em outra.

MoD = Mother of Dragons.


Primeiro Episódio - Winterfell

Logo no primeiro episódio Jon Snow e MoD chegam em Winterfell com todo o exercito e os dragões. Foi quase um espelho da chegada do Robert Baratheon e família na 1a temporada. O pessoal do Norte não está muito feliz que Jon Snow se ajoelhou para MoD.

Jon Snow e Arya se encontram, é só amor.


Arya e Gendry, shipo.

Jon Snow montou no dragão!! Foi passear com a MoD numa cachoeria e dar uns pegas nela, mas o dragão ficou de olho bem aberto. "Você estragou cavalos para mim.". Óbvio.

Jon Snow e Sonsa batem cabeças como sempre porque Sonsa não confia na MoD e ficou esperta nos últimos anos e já sacou que Jon Snow está xonado.

MoD não conquistou os nortenhos de cara. Vai ter que suar os dragões. Sam não acha que ela é boa rainha, nem a Sonsa (e nem eu).

Anão coloca conversa em dia com Sonsa e descobre que pode ter vacilado em acreditar na Cersei.

Sir Davos quer casar Jon Snow com a MoD. Mal sabe ele o que vem pela frente.

Cersei agora tem exercito e navios (mas nada de elefantes). Ela cedeu as investidas do Tio Greyjoy, afinal, Jamie foi embora para o norte. Ela também deu a besta que o Anão usou para matar Papai Lannister para Bron e mandou ele matar os irmãos. Apenas.

Theon salvou Yara, era o mínimo que ele tinha que fazer e mereceu a cabeçada. Yara segue para as Ilhas de Ferro e Theon vai lutar em Winterfell, vai se redimir das merdas que fez.

Sam descobre pela MoD que seu pai e o lindão do DickON foram executados (queimados) porque não quiseram se ajoelhar para ela. Sam não curtiu e foi, com sangue nos olhos, logo contar para Jon Snow todo o babado de sua história. Lembrando que o pai da MoD executou o avô e tio do Jon Snow e ele diz isso para ela quando se conhecem e ela pede desculpas e diz que não é o pai dela (mas está cada vez mais power hungry.)

Eu quis dar um abraço no Jon Snow. Ele ficou perdido. Com razão. Jon Snow nunca quis ser rei de nada, estava até aliviado de ter deixado de ser rei do norte, apesar dos nortenhos não terem gostado nada disso, e Lady Lyanna Mormont (melhor pessoa) disse logo na cara dele. Aí descobre que agora é Rei oficial da Porra Toda. Aguardo a DR dele com a MoD.

Ruivão não morreu na queda da muralha. UFA! E que susto tomei com o recadinho deixado pelo Rei da Noite. Hannibal teria focado orgulhoso com aquela arte que ele deixou na parede.

No fim, Bran estava esperando um velho amigo. Era Jamie, que o empurrou da torre na primeira temporada. "The things we do for love."


Segundo episódio  - A Knight Of The Seven Kingdoms

Um episódio de preparação para batalha e despedidas.

Jamie está sendo julgado e conta que Cersei mentiu (oh, really?),  MoD quer executá-lo mas Brienne diz que confia nele e Sonsa e Jon Snow dizem que ele pode ficar e lutar.

MoD tem uma conversa sincera com Sonsa, diz que está ali porque também ama e acredita no Jon Snow e foi lutar na batalha dele. Sonsa, que não é boba, logo pergunta "E depois? O que vai acontecer com o Norte?".

Ruivão e galera da muralha chegam avisando que o inimigo está perto e todos começam se preparar para a batalha com os zumbis e White Walkers.

ruivão e suas prioridades

Tem uma reunião de estratégias com todos e Bran disse que o Rei da Noite vem atrás dele e vai se colocar num lugar bem fácil do Rei da Noite achar. Theon, redimido depois de 7 temporadas, diz que vai ajudar a protegê-lo.

Bran e Anão tem uma conversa na lareira, não sabemos o assunto mas fiquei curiosa.

Lyanna Mormont (melhor pessoa) diz que não vai para cripta coisa nenhuma, vai lutar. Sam dá sua espada de aço valeriano para Sir Jorah, mulheres e crianças vão se proteger nas criptas de Winterfell, e quem não era soldado vira um.

Arya decide perder sua virginidade com Gendry, e achei mais do que justo. You go girl!! Alguém tem que transar nessa bagunça.

E numa sala de Winterfell temos uma bela reunião de condomínio com: Anão, Jamie, Davos, Podrick, Brienne e o Ruivão (que é a melhor pessoa!). O Jamie finalmente concede a Brienne o título de Knight e foi a cena mais emocionante do episódio.



E Jon Snow que passou o episódio inteiro fugindo da MoD vai se esconder no masoléu da família. MoD chega lá e ele conta que é filho de Lyanna Stark com Rhaegar e seu nome é Aegon Targaryen. MoD duvida, quer saber se ele tem provas e fica pistola dizendo que ele tem direito ao trono por ser o último homem Targaryen. Jon Snow fica um pouco abalado com as prioridades da MoD.

Mas antes que uma DR começasse as cornetas tocaram e a batalha vai começar.


Terceiro Episódio - The Long Night

A batalha começou. Tudo muito tenso, Jon Snow e MoD saem nos dragões, Briene e Jamie vão para linha de frente. Sonsa vai para critpta e Arya fica esperando o ataque no muro.

Depois de um silêncio, chega uma pessoa a cavalo. É a Bruxa Ruiva e ela pede para Sir Jorah traduzir e diz para o pessoal dos cavalos levantarem as espadas. Ela faz com que todas as espadas peguem fogo. Melisandre: nunca critiquei (mentira, critiquei muito).

Mas nossa alegria durou pouco porque os Dothraki atacam e nós só vemos o fogo de suas espadas apagando. MoD não aguenta ver esse massacre, desiste de esperar o Rei da Noite e vai logo com o dragão tacar fogo nos zumbis.

São MUITOS zumbis, tipo World War Z. A coisa vai ficando tensa, vem uma nuvem gelada e os dragões se perdem. Jon Snow e MoD ficam sem conseguir ver o chão.

Começa a retirada de volta para Winterfell, queimam as trincheiras mas os zumbis conseguem passar. É uma bagunça de zumbi com gente tentando matar zumbi dentro do castelo.

Lyanna Mormont infelizmente morreu, mas morreu matando um dos gigantes zumbis. Ela foi foda até o fim. RIP Lyanna Mormont. Girl Power.

Arya enfrentou vários, sua arma nova era excelente mas durou pouco. Ela tem um momento suspense na biblioteca, passa por mal bocados mas encontra o Hound e Tapa Olho e conseguem chegar na Bruxa Ruiva que pergunta para Arya: "O que dizemos para o Deus da Morte?" e Arya responde: NOT TODAY, bitch! (O bitch foi por minha conta).

Rei da Noite chega com seu dragão zumbi Gelarys, tem uma luta de dragões com Jon Snow e os dois caem no chão. Jon Snow se levanta e vai atrás do Rei da Noite. MoD chega para ajudar e eles descobrem que fogo de dragão não queima o Rei da Noite nem a roupa dele. PAH! E o  Rei da Noite ainda faz mais zumbizinhos levantando os mortos da batalha.

MoD cai do dragão, Jon Snow vai tentar chegar no Bran.

As coisas estão difíceis para todos, até os mortos das criptas levantaram na nova leva de zumbis. Sir Jorah vai defender sua Kahlessi mas é bastante atingido (no fim morre). MoD perdeu seu maior fã.

Jon Snow passa por todos enquanto luta e podemos ver o desespero de todos que restaram também lutando.

Anão e Sonsa estão nas criptas desviando dos zumbis quando lá fora o Rei da Noite and friends chegam no Bran. O Theon até resistiu bem os zumbis mas contra o Rei da Noite ele foi um mosquito esmagado. RIP Theon.

Aí Rei da Noite chega pertinho de Bran, trocam olhares, e das sombras vem Arya Stark, a Stark mais foda de todos, sempre ela, e com sua adaga de aço valeriano mata o Azulão. (a trilha sonora dessa cena é primorosa)


A Girl Is Arya Stark of Winterfell. Treinou para ser ninguém, senhora dos rostos, tão silenciosa que nem o Rei da Noite percebeu.

Aí morrem todos os zumbis de vez e acaba a batalha.

Sir Jamie, Brienne, Podrick, Gendry, Davos, Sam, Anão, Ruivão, Hound, Greyworm, todos sobreviveram.

Jon Snow sabe nada e fez quase nada: Jon Snow não salvou MoD dos zumbis, foi Sir Jorah. Jon Snow não matou o Rei da Noite (baita plot twist carpado ter sido a Arya). Jon Snow até encara o Gelarys, mas esse não era o episódio dele ser o herói. Pelo menos não morreu. Ele terá seu momento.

A Bruxa Ruiva morreu de velha.

Eu gostei que a parte do Rei da Noite acabou. Ele era sim uma grande ameaça, mas o objetivo dele era acabar com os humanos e ter a noite eterna, uma vez derrotado acaba essa parte magia da série.

(Se é que acabou mesmo né? Aquele olhar para o Bran...)

Agora é que o babado vai ficar bom porque Cersei não brinca em serviço. Voltamos as tramóias de poder e política. Momentos de traição e emoção pela frente.

Cersei é vilã desde sempre, ela conhece bem seus oponentes e nós sabemos quase tudo sobre ela e do que ela é capaz.

Então para os episódios finais temos:

- Cersei tranquila em Kings Landing com seus navios e seus soldados (mas sem elefantes) só esperando a bagunça do Norte terminar.
- Yara nas Ilhas de Ferro e provavelmente vai dar uma mãozinha.
- Lobos? Será que Ghost sobreviveu aquele ataque? Virou zumbi por um tempinho? Queremos saber o que aconteceu com ele! (A loba da Arya ainda está passeando na floresta)
- Dragões? Tem 2. Eu acho.
- Jon Snow e MoD tem que terminar a DR que mal começaram.
- Ainda tem as consequências dessa batalha, foram muitas perdas, Winterfell ficou destruído, ainda vai aparecer muito desentedimento entre as partes.
- O Norte tem que se reorganizar para enfrentar a Cersei.

RIP: Sir Jorah, Amigo do Jon Snow da Muralha, Tapa Olho, Bruxa Ruiva, a maravilhosa Lyanna Mormont e Theon Greyjoy.

PS. Essa batalha foi ótima, mas, pra mim, a Batalha dos Bastardos ainda é a melhor de todas.

Os outros posts de GoT: temporadas 1 a 34ª temporada5ª temporada, 6ª temporada e 7ª temporada.

28.4.19

Vingadores: Ultimato




Em 2019 três séries que acompanho há alguns anos acabam. Game of Thrones chega ao fim em maio, o último capítulo da saga Star Wars é em dezembro e essa semana foi a vez dos Vingadores.

Depois de conseguir desviar de 7367383903033 spoilers e só ver um dos trailers chegou minha vez de ver Vingadores Ultimato. Acho que agora chegamos ao fim de uma saga que durou 11 anos e 22 filmes. Vingadores: Ultimato é a continuação de Guerra Infinita onde o Thanos estalou os dedos e metade de todos os seres do universo sumiram.

Além de ser a continuação de Guerra Infinita é também dos outros 20 filmes. Se você não viu todos não vai ficar muito perdido mas vai perder todos os detalhes e fan service que esse filme tem.

Vingadores:Ultimato é ótimo, é grandioso, diversão e emoção garantidas, para bater palmas, chorar e rir. (mas, como filme, gosto mais de Guerra Infinita. Pronto, falei.)

É um filme de 3 horas mas passa rápido. Nem tive vontade de ir no banheiro.

Esse vai ser um post recheado de SPOILERS. Avisei. SPOILERS!



Para começar tem que ter visto o filme da Capitã Marvel até o fim das letrinhas porque esse já começa de um ponto onde os diretores acham que todo mundo viu o filme da Capitã.

Tony Stark está lá abandonado no espaço com a Nebula, já quase sem oxigênio na nave, se preparando para morrer e PAH! chega a Capitã Marvel para salvá-lo.

Isso tudo 20 dias depois do estalo do Thanos. Tony Stark chega no prédio dos vingadores e lá estão Capitão América (já sem a barba, RIP barba, I will miss you), a Viúva Negra, o War Machine, o Rocket e o Thor (deprimido achando que foi tudo culpa dele).

sdds caps com barba
Tony Stark não está bem, emagreceu muito, e se recusa a continuar. Faz todo um discurso colocando a culpa no Capitão América e se retira. O resto decide ir atrás do Thanos lá na fazendinha dele.

Chegam no planeta jardim (primeira vez do Capitão Amérca e Viúva Negra no espaço) e Thanos diz que deu fim nas pedras e isso o deixou debilitado.

Queria dizer que gosto do Thanos como vilão, como disse no post do Guerra Infinita, ele se aposentou depois que atingiu seu objetivo de eliminar aleatoriamente metade dos seres para que os recursos naturais não acabassem. O objetivo dele é o equilíbrio. Na visão dele, os que sobram seguem em frente e constróem um novo mundo.

Mas o Thanos não conhece os humanos que guardam uma mágoa eterna.

Thor que aprendeu com seus erros não vacila dessa vez, vai para a cabeça mas isso não resolve o problema de ninguém.

Cinco anos depois.... e a terra ainda não se recuperou. Capitão América em grupos de apoio, Viúva Negra voltou a ser ruiva, e Tony Stark foi para o sítio com a Pepper e agora tem uma filha.

Um rato decide apertar botões na van do Scott Lang e Homem Formiga volta do mundo quantico mas para ele só se passaram 5 horas. Aí ele vai atrás dos Vingadores para dizer que precisam fazer um salto no tempo, voltar, pegar as jóias antes do Thanos e fazer todo mundo voltar.

Para isso precisam da ajuda do Tony Stark, que inicialmente se recusa, e de Bruce Banner/Hulk que está bem diferente.

O Thor criou a New Asgard na Noruega e está lá bebendo, comendo e jogando video games. Eu amei o Thor Lebowski. Acho que a linha que seguiram com o Deus do Trovão desleixado, deprimido, fez todo sentido, e ao mesmo tempo é engraçado. Depois que (Melhor) Chris Hemsworth se achou na comédia e deu equilíbrio com um pouco de drama, o Thor ficou um personagem maravilhoso, com ou sem tanquinho.

Aí a turminha se junta, se divide em grupos, e vão atrás das pedras em épocas e lugares diferentes.

Capitão América, Homem Formiga, Hulk e Homem de Ferro vão para NYC no dia da invasão do primeiro filme dos Vingadores, buscar a pedra do tempo (que fica na casa onde mora o Dr. Strange), a pedra da mente que estava com Loki e a pedra do espaço que fica no tesseract. Além de referencias ao primeiro filme dos Vingadores tem várias ótimas ao filme do Capitão América: Soldado Invernal (a-do-ro esse filme, já vi váárias vezes).

Capitão América está maravilhoso em Ultimato. Sou fã. E o Chris Evans, mesmo sem a barba, preenche a tela do cinema como poucos. (emoji coração nos olhos) 

Viúva Negra e Hawkeye (que perdeu toda a família no estalo) vão atrás da pedra da alma e a gente sabe que alguém tem que morrer. Thanos matou a Gamorra no outro filme. Dessa vez foi resolvido numa luta entre os dois amigos.

Nebula e o War Machine vão atrás da pedra do poder no momento que Peter Quill também está lá dançado ao som de Come And Get Your Love.

E Thor e Rocket (melhor dupla) vão atrás da pedra da realidade que estava dentro da Jane quando ela foi visitar Asgard.

Claro que muitas coisas dão errado. Caps e Tony Stark tem que ir para 1970 pegar o tesseract porque Loki foi esperto e sumiu com a pedra. E onde está o tesseract em 1970? Na SHIELD onde trabalham Howard Stark e Peggy Carter. O momento de Tony Stark com seu pai é fofo. Já Caps só vê Peggy pelo vidro, mas é suficiente.

Thor encontra sua mãe e tem uma conversa sincera, além de pegar o martelo. Nebula tem problemas porque seu eu do passado tem conexão wifi com seu eu do presente e ela acaba entregando os planos dos Vingadores para o Thanos.

Pausa para falar de Viagem no Tempo. É um terreno perigoso para histórias porque tem muitos paradoxos e deixam muitas perguntas e dúvidas. Nesse filme fazem referências a De Volta Para o Futuro, tentam explicar a teorias das linhas do tempo paralelas, mas me deixaram mais confusa. 

Anyway, conseguem recuperar as pedras, voltam para o presente, colocam numa manopla feita pelo Tony Stark e o Hulk enfia a mão (afinal ele é o único forte suficiente para aguentar todas as pedras juntas). Hulk consegue dar o estalo mas antes de descobrir se deu certo mesmo o Thanos do passado chega quebrando tudo. 

E aí começa a batalha. Só queria dizer que.... (MEGA SPOILER A SEGUIR)

Capitão América segurando o martelo do Thor e soltando raios foi a melhor parte desse filme! Que coisa linda! Suei.

Steve Rogers é o vencedor do jogo "Quem segura o martelo do Thor".

Thanos é muito forte, bate em todo mundo, nem Thor com martelo AND machado dá jeito. Só o Capitão América resiste.

Depois de apanhar um bocado, o Capitão America está lá, com escudo quebrado, mas pronto para enfrentar o exercito do Thanos sozinho, quando chega TODO MUNDO. Sim, todos os heróis de todos os filmes até agora. Pantera Negra volta, Spiderteen abraça Tony Stark, Bucky, o Falcão, a ruiva poderosa, Dr. Strange e o resto da cambada que tinha sumido. Até a Valquíria, que estava organizando New Asgard chega num pegasus (onde ela estava guardando esse cavalo alado eu não sei).

ÓBVIO que iam voltar. É tanto fan service nessa batalha que é maravilhoso. Os fãs merecem mesmo. E é muito bem feita porque juntar todo mundo desse jeito não é fácil. Palmas para todos envolvidos.

A Capitã Marvel que eu achava que seria a pessoa a destruir Thanos, já que ela é über poderosa, apareceu mas foi só para dar uma ajudinha.

O objetivo é tentar devolver as pedras de onde vieram no meio da batalha mas no meio do caminho a van do homem formiga kaput, o Tony Stark acaba com a manopla e dá o estalo sumindo com Thanos e sua galera. 

"I am Iron Man."

Mas Tony Stark morre. Snif, snif.

É isso. Tem um funeral emocionante para Tony Stark com os Avengers reunidos.

Depois desse momento lágrimas nos olhos, Spiderteen volta pra escola (mesmo depois de 5 anos, se bem que o tempo para ele não passou) porque o próximo filme dele é já já. 

Thor vai com Peter Quill e cia ser os Asguardians of The Galaxy. Melhor. Turma. Quero muito ver Thor no próximo filme dos guardiões, imagina a trilha sonora? 

Aí chegou a hora de devolver as pedras para seus lugares de origem porque né, tem que ajustar a linha do tempo (whatever that means), e Capitão América é que tem essa tarefa. Ele se despede de Bucky (que foi estranho para quem iria votar 5 segundo depois) e vai. Volta 5 segundos depois, só que velhinho. Fico feliz que Steve Rogers decidiu ter a vida que não teve com Peggy, achei um fim digno. (só não entendo como fica a linha do tempo mas tudo bem, estamos aqui pela diversão).

Será que em algum momento ele deixou a barba crescer para Peggy? #prioridades

Ainda tem filme para o Pantera Negra (afinal, como ficou Wakanda sem seu rei por 5 anos?). Tem Spiderteen, deve ter mais Capitã Marvel (que teve bilheteria acima do bilhão de doletas) e estou torcendo muito para o terceiro dos Guardiões feat. Thor. Parece que Loki e Bucky terão séries no streaming do ratinho mais famoso da terra e assim segue a Marvel.

Mas que uma era chegou ao fim, chegou. Um beijo Tony Stark, te perdoo pela destruição da sua casa no Homem de Ferro 3. Capitão América do Chris Evans é coração nos olhos, e Thor também, claro.

tenho thor e caps em casa

7.4.19

+ Filmes

Os filmes infantis da temporada.

Dumbo


Sempre gostei do desenho da Disney, o Dumbo é um fofo.

Quando anunciaram que a live action do Dumbo seria um filme do Tim Burton sabia que ia ver. Gosto do estilo dele, o design de produção nunca decepciona. E dessa vez ele nem trouxe um pingo de esquisitice para a história do elefantinho com orelhas enormes.

Inclusive acho que melhorou a história. Nesse filme o foco, além do Dumbo, é na família do Colin Farrel que faz um artista de circo que volta da guerra para um circo falido. Seus filhos estão lá mas sua esposa morreu. Aí ele passa de cavaleiro (venderam os cavalos) a cuidador de elefantes.

O Dumbo nasce e logo veem que aquelas orelhas vão assustar o público (não sei porque, o Dumbo é a coisa mais fofa ever!). A mãe do Dumbo se revolta e é vendida para outro circo.

Os filhos do Colin Farrell ensinam o Dumbo a voar e ele faz sucesso. (As crianças são ok, pouco expressivas mas não chegam estragar o filme)

Aí aparece um dono de um parque temático (como se fosse um circo do futuro) e compra o Dumbo. No novo circo o Dumbo tem que voar com a trapezista feita pela Eva Green.

Gostei da solução que o Tim Burton deu para a cena dos elefantes de bola de sabão. No desenho o Dumbo fica bebum mas no filme é como se fosse parte de um show do circo.

A Tia Helô iria gostar do Dumbo, ele é fofo demais. 14 "Ai, Jesus!" para toda vez que aspira aquela pena para voar.


Shazam

Mais um filme dos heróis da DC, que ultimamente até acertou com a Mulher Maravilha e o Aquaman.



O Shazam é um garoto, Billy, que por ter um coração puro recebe de um mago os poderes. Quando ele fala a palavra "Shazam!" ele vira um adulto e tem quase tantos poderes quanto o Superman.

No filme, o Billy criancinha se perde da mãe e vai parar no sistema. Um dia ele, depois de ser pego pela polícia, vai para uma família bacana que tem outras crianças e lá ele conhece o Freddy, um menino que sabe tudo de superherois, coleciona jornais com as noticias do Superman e do Batman. Freddy sofre bullying na escola, um dia Billy o ajuda e ao fugir dos bullies vai parar no metrô onde ele é convocado pelo mago para receber os poderes.

Quando fala Shazam! Billy se transforma no Zachary Levi que faz um homem com cabeça de 14 anos muito bem. Ele e Freddy testam seus poderes de uma forma divertida.

A comparação com Quero Ser Grande, filme com o Tom Hanks da década de 1980, é inevitável, inclusive tem uma referência óbvia a esse filme no Shazam.

O que eu não curti foi o vilão. Achei péssimo, tinha uns monstros que pareciam restos do que explodiu no filme do Batman x Superman. E eu gosto muito do Mark Strong, o ator que faz o vilão, mas dessa vez tinha alguma coisa que não estava dando certo.

Fora isso, é um filme divertido e engraçado. Todas as partes que tem a família, as outras crianças e principalmente Zachary Levi com o Freedy são ótimas.

A Tia Helô iria gostar do Shazam, menino coração bom. 187 "Ai, Jesus!" para aquele raio aceso no peito dele.


4.4.19

Arctic Monkeys

Quando soube que Arctic Monkeys viria para o Lollapalooza cruzei os dedinhos para que eles também fizessem um show no Rio. Deu certo. Ontem fiz a viagem até o Parque Olímpico para ver essa banda inglesa que gosto muito e nunca tinha visto ao vivo.

Graças a Santa Olimpíada, o metrô até a Barra deixa tudo mais rápido e o BRT é quase um carro de F1 no transito intenso do bairro. Chegar na Jeunesse Arena foi fácil e rápido (já a volta foi uma novela mas falo disso depois).

A Arena é um espaço agradável, tem um ar condicionado tão potente que quase não suei pulando num show de rock. Tem muitos banheiros, lugares para comer e beber. E de qualquer lugar da pista você consegue ver muito bem o palco (se não tiver um cara de 2m na sua frente).

Mas vamos ao show de Alex Turner e cia.



O palco era bem simples e de acordo com o tema do disco novo: Tranquility Base Hotel and Casino, parecia um lobby de hotel hipster.

Alguns músicos com ternos bem cortados, o Alex Turner estava pronto para um tapete vermelho.

O show começou com uma das músicas que mais gosto do disco anterior, AM (2013) e já fiz um analisando dela: Do I Wanna Know. Ao vivo ficou ótima!

Tocaram várias desse disco (que é um dos meus favoritos): Snap Out Of It e R U Mine?, Why'd You Only call Me When you're High, Knee Socks e Arabella.

Também teve Library Pictures, Crying Lightning, Cornestone, Pretty Visitors,  505, Teddy Picker e Brainstorm, Dancing Shoes e o primeiro hit deles: I Bet You Look Good On The Dance Floor.

Do disco novo tocaram: One Point Perspective, Star Treatment, Four Stars Out Of Five, Tranquility Base Hotel + Casino e The Ultracheese.

O disco novo é bem diferente dos outros, a banda inovou no som. Sempre acho interessante quando fazem isso, pode dar certo ou não. No caso da Arctic Monkeys ao vivo deu muito certo, digo isso porque as vezes que escutei o disco achei um pouco lounge music mas ao vivo foi outra história, gostei bem mais.

A voz do Alex Turner é grave e gostosa e muito limpa. Ao vivo é impressionante.

Só senti falta de Fluorescent Adolescent, Fake Tales of San Francisco, Mardy Bum e When The Sun Goes Down.

Pela primeira vez fui num show que as pessoas não ficavam andando para lá e para cá no meio da apresentação, nada de empurra-empurra o tempo todo. Em compensação teve um grupinho que resolveu pular empurrando para formar uma roda e ter mais espaço, mas só durou uma música e os xóvens se acalmaram.

Na saída as coisas não foram tão suaves quanto na chegada. O BRT não passava mais, o metrô já estava fechado e a quantidade de pessoas pedindo uber era tão grande que os preços estavam exorbitantes. Então a solução foi ter calma, esperar e depois de mais de uma hora conseguimos voltar para casa por um preço razoável.

Ainda assim cheguei em casa com adrenalina do show. Valeu Arctic Monkeys!

21.3.19

+Filmes

Nós

Esse é um filme de terror (meio black mirror) que já no cartaz dá medo.



O filme é sobre uma família que vai passar uns dias de férias na sua casa beira lago. Depois de passar o dia na praia eles estão se preparando para dormir quando o filho mais novo diz que "tem pessoas do lado de fora da casa".

E aí a família descobre que existe doppelgangers do mal de cada um de seus membros. Os quatro estranhos vestem macacões vermelhos, se movimentam rápido e meio mecanicamente e todos tem tesouras. Bem afiadas. E como todo bom filme de terror começa com uma invasão da casa e desenvolve para uma perseguição.

Não vou contar mais para não dar spoilers, mas vou dizer que a trilha sonora é excelente (tanto a original quanto a de músicas conhecidas) e a Lupita Nyong'o está maravilhosa fazendo as duas Addys. Aliás, todos os atores estão muito bem fazendo os dois papéis, a menina que faz a filha da Lupita tem a doppleganger mais assustadora de todos.

É daqueles filmes que você demora um pouco para entender o que acabou de acontecer e gera bons debates.

A Tia Helô iria querer aquela tesoura super afiada. 618 "Ai, Jesus!" para Ophelia, a Alexa genérica do filme.



Triple Frontier

Esse filme da Netflix tem um elenco para arrancar emoji com coração nos olhos de qualquer um. Tem: Oscar Isaac, Pedro Pascal, Garret Hedlund, Charlie Hunnam e Ben Affleck.



Os 5 formam um grupo de amigos ultra especializados em táticas de guerra (infiltração e recuperação de qualquer coisa). Eles estão aposentados do exército e cada um levando a vida como dá. O Oscar Isaac trabalha para uma empresa de segurança privada e está atrás de um traficante sul americano. Oscar Isaac descobre onde o homem se esconde e que tem uma pilha de dinheiro na casa. Ele vai e chama as amigues para "recuperar" o dinheiro e de quebra da um fim ao traficante.

Os amigos que estavam entediados aceitam e lá vão eles para algum lugar que tem fronteira com o Brasil.

Seria um ótimo filme de ação, mas não é. A parte de achar o traficante, dar um fim nele e pegar o din din é até rápido, acontece que o filme foca na amizade dos caras e aí não rolou química. Ben Affleck foi um erro nesse filme, mas faltou alguma coisa para que eu me importasse com a amizade do resto.

Com tanto homem bonito como é que faltou tesão nesse filme?

A Tia Helô não iria entender como tantos homens aparentemente inteligentes fazem tanta burrice. 178 "Ai, Jesus!" para o bromance que não foi.

9.3.19

Capitã Marvel

E seguimos na saga dos filmes da Marvel. Esse é o vigésimo filme nessa série (3 filmes do Homem de Ferro, 3 do Capitão América, 3 do Thor, 3 dos Vingadores, 2 do Homem Formiga, 2 dos Guardiões das Galaxias, 1 do Dr. Strange, 1 do Pantera Negra e 1 do Spiderteen, nem incluí o do Hulk), e eu não abandono uma série.


E porque a Capitã Marvel só apareceu agora? Quem é ela? O que ela come? Como vive? O que faz? Na falta de um Globo Reporter sobre ela, finalmente temos um filme.

Eu nem sabia da existência dela e muito menos quem é ela na fila das canetadas do Stan Lee. Quando na cena extra dos Vingadores Guerra Infinita o Nick Fury deixa cair o pager com um símbolo tive que perguntar para o nerd do lado que símbolo era aquele.

Então fui ver esse filme sabendo só do que vi no trailer, que é quase nada.

Gostei da Capitã Marvel. Ela é uma espécie de soldado num grupo de força especial de algum planeta com alienígena que se acham a polícia do universo. Inicialmente ela tem um poder que solta uns blasts das mãos e luta muito bem.

Acontece que ela não tem memória. Segundo o chefe dela (o Jude Law com uns olhos amarelos) ela sofreu um acidente e ela perdeu a memória, mas que não interessa o passado porque deram a ela o poder de soltar raios de energia pelas mãos.

Um dia eles vão tentar recuperar um espião e a Capitã Marvel (que nesse ponto de chama Vers) é capturada pelos Skrulls, que são uns alienígenas que tem o poder de se transformar em qualquer pessoa (ser) até o DNA. E parece que eles são os vilões porque tentam recuperar as memórias da Capitã Marvel. Aparentemente ela sabe de algum babado mas esqueceu.

No meio tempo ela se solta, bate em vários Skrulls e vai parar numa Blockbuster na Terra dos anos 1990.

E é aqui que ela conhece o Nick Fury jovem. Palmas para o CGI de rejuvenescimento do Samuel L Jackson, ficou perfeito.

Os dois vão atras de saber quem é a Doutora Lawson que apareceu numa memória da Capitã Marvel e se metem em muitas confusões (além de achar um gatinho, que é ótimo!).

Daí pra frente Capitã vai recuperando as memórias e nem tudo é o que parece. Ela muda a cor do uniforme e seu poder atinge o todo o potencial, o que faz dela um dos seres mais poderosos do universo.

E tem que ser já que mandaram um pager para ela e é esperada no próximo filme dos Vingadores, o Endgame, que vai dar continuidade aos acontecimentos de Guerra Infinita.

Não vou nem tentar adivinhar o que ela pode fazer contra o Thanos (ou para reverter o que ele fez), mas que ela tem poder para isso, tem. Em abril saberemos. Capitã Marvel é girl power.

A Brie Larson esta bem, ela consegue dar aquele ar de quem sempre está querendo saber o que esqueceu e a química dela com o Samuel L. Jackson é boa. Só acho que falta ela um pouco de timing cômico, mas nas cenas de drama ela é muito boa.

E tem muitas referências a Top Gun, algumas acho que intencionais (afinal, Carol Danvers era piloto de aviões - não é spoiler porque está no trailer) outras nem tanto.

A trilha sonora é um apanhado clássico dos anos 1990. De Garbage a Hole. De Nirvana a No Doubt.

A Tia Helô iria gostar da Capitã Marvel, 419 "Ai, Jesus!" para tanta energia dentro uma uma só pessoa.

7.3.19

Book Report: Bad Blood - John Carreyrou

O sub-título desse livro é: Fraude Bilionária no Vale do Silício, o que resume bem o conteúdo do livro, mas nem precisava porque o trocadilho com sangue ruim é ótimo.


O livro conta a história da start up Theranos e sua fundadora Elizabeth Holmes. Aos 19 anos a Elizabeth Holmes queria começar a ganhar dinheiro e teve uma idéia que veio de um medo seu. Como ela tinha medo de agulhas pensou que seria genial se os exames de sangue pudessem ser feitos a partir de gotas de sangue tiradas da ponta do dedo. Só um furinho e pronto. Ela abandonou a universidade (Stanford) e foi vender sua idéia. Inicialmente ela conseguiu um milhão de dólares de um vizinho para começar.

Além de fazer os exames só usando gotas de sangue ela queria uma máquina portátil que fizesse isso. E ela queria que fosse abrangente, coisa de 200 tipos de exames. Ela queria o iPhone dos exames de sangue. Ela queria ser Steve Jobs (e se vestia como ele, e chegou a contratar designers da Apple). Elizabeth devia ser muito boa em vender sua idéia porque as pessoas estavam dando dinheiro para ela.

Aqui vale dizer que ela vem de uma família influente com algumas conexões.

Já o desenvolvimento do produto não estava andando. A máquina não conseguia fazer os exames então a Theranos comprou outras máquinas existentes no mercado para fazer os exames. Havia o problema de ter que diluir o sangue para fazer os exames e isso aumentava a margem de erro.

Qualquer pessoa que já fez um exame de sangue sabe que tiram pelo menos 2 tubinhos daqueles direto da veia. Além disso, são vários métodos de analise de sangue: por reação química, por luz, por calor...Só com essa informação já dá para perceber que o que ela queria seria dificílimo.

Acontece que as pessoas querem acreditar. E o que ela oferecia era revolucionário e uma solução ótima para quem tem quem fazer vários exames constantemente, para quem tem medo de agulhas e para crianças. Elizabeth também dizia que era uma forma de enfrentar a grande industria farmaceutica e baixar os gastos dos pacientes.

No início Elizabeth estava só convencendo gente rica a dar dinheiro para ela, mas em algum momento ela teria que mostrar resultados. Como boa ambiciosa que era foi atrás de colocar sua máquina (que não funcionava) nas lojas da Walgreens (rede de farmácias dos EUA) e Safeway (rede de supermercados). O dono da Walgreens foi alertado por um de seus consultores da área de saúde que era roubada investir nisso mas ele preferiu acreditar na Elizabeth. Ela é boa vendedora, sabe convecer as pessoas, fala numa voz mais grave de propósito (tem videos no youtube, a voz é muito estranha).

Elizabeth conseguiu captar 700 milhões de dolares em investimentos. Ela inclusive foi capa da Forbes e da Fortune. Primeira mulher bilionária do Vale do Silício, a empresa dela estava valendo 9 bilhões e ela, Elizabeth, 4 bilhões de dólares. (Esse mundo da especulação financeira é bizarro.)

E aí a empresa começou entrar numa zona perigosa. Os exames davam resultados errados, muitas pessoas foram prejudicadas. Enquanto isso dentro da Theranos a rotatividade de funcionários era altíssima, Elizabeth despediu seu chefe de financeiro (ele percebeu as enganações e roubos) no início e nunca mais contratou outro. Tudo na Theranos era segredo absoluto, até os laboratórios. As equipes trabalhavam sem interagir umas com as outras e quem coordenava o escritório era o sócio de Elizabeth (e seu namorado) Sunny Balwani.

Tudo veio abaixo quando um ex-chefe de laboratório da Theranos decidiu contar tudo para John Carreyou, jornalista do Wall Street Journal. E no livro ele também conta como fez toda a pesquisa para escrever o artigo que deu início ao desmascaramento da enganção que era a Theranos.

A leitura é ótima, vale a pena. É uma história que tem até detetive particular quebrando vidro de carro para pegar papéis, muitas ameaças aos ex-funcionários e ao jornalista, advogados do mal, até general do exercito americano e ex-secretário de estado caíram no golpe. Melhor que a ficção.

As empresas do Vale do Silício que são avaliadas acima de um bilhão de dólares são chamadas de unicórnios. A Elizabeth Holmes queria muito ser um unicórnio, ela queria ser rica e queria poder. Acontece que ela esqueceu que não dá para mexer com saúde humana sem saber o que está fazendo, as consequências podem ser graves, não é como criar uma rede social ou uma app de caronas pagas ou uma engenhoca de busca.

A HBO vai lançar um documentário sobre esse babado e parece que vai ter um filme baseado no livro com a Jennifer Lawrence fazendo a Elizabeth Holmes. 

5.3.19

Enquanto isso no Carnaval...

Esse ano não me dediquei ao carnaval. Quer dizer, depende do ponto de vista, não me dediquei a folia mas me dediquei ao feriado.

Ao contrário dos outros anos, não me animei nem para ir no pré-carnaval que esse ano foi bem animado em Fortaleza. Vi tudo pelos stories alheios. Na verdade nem gosto tanto assim de carnaval, mas gosto de ver as fantasias e fazer um people watching.

Fortaleza é ótima para quem quer tranquilidade e um pouco de carnaval. Se quiser carnaval todos os dias também tem. A cidade é na verdade um mar de tranquilidade com alguns oasis carnavalescos. O Centro Dragão do Mar sempre tinha algum bloco (esse ano não fui), o aterro da Praia de Iracema teve shows, a pracinha da Gentilândia tinha muita animação e alguns outros lugares.

E o que eu fiz esse ano? Fui na praia, li (um livro chamado Bad Blood que até farei book report), andei no calçadão, vi filmes, assisti DUAS escolas de samba na TV, dormi um bocado, vi os amigos nos carnavais em Recife, Rio e Salvador pelas redes sociais, e até saí do sofá e fui num bloco.

Peguei a minha fantasia caseira de BB-8 que, incrivelmente, ainda resiste e fui para folia. Fui no carnaval de rua da Vila Pita e foi bem animado. Lá tem um palco armado onde tocam DJs e bandas. Esse ano tinha quase o triplo de gente que tinha no ano passado e tinha bastante gente fantasiada. A fantasia mais usada esse ano foi de Lady Gaga e Bradley Cooper de Nasce Uma Estrela ou da cerimônia do Oscar. Shallow em ritmo de forró foi sucesso.

fantasia since 2016 (e volta ano que vem)

Foi isso: tranquilidade com uma pitada de folia.

2.3.19

Analisando a música: True Faith (New Order)

Uma das primeiras músicas que analisei foi Bizarre Love Triangle, as músicas do New Order são ótimas! Até hoje tenho o vinil do Substance, uma coletânea que eles lançaram em 1987 e escutei muito.

dois discos: cada um com 6 músicas
3 de cada lado
faixas enormes = músicas com muitos minutos

Além de Bizarre Love Triangle, tem Blue Monday, Perfect Kiss, Procession e True Faith. Todas muitos tocadas na época em todos os lugares. E tocam até hoje.

Aí mês passado a Calvin Klein lançou uma propaganda com os millenials da vez (o namorado da internet da vez Noah Centineo, o fofo do Shawn Mendes, a Kendall Jenner e mais alguns) mostrando toda sua juventude na tela ao som de....wait for it...True Faith. E como eu disse no post de Don't Stop do Foster The People: propaganda é a alma do negócio, e quando é bem feita rende para todos os lados. Quando acertam na trilha sonora é sucesso garantido. Então temos: jovens seminus em todo seu tédio millenial ao som de New Order.

Acho que, desses millenials (alguns acho que já são geração Z), nenhum era nascido quando essa música foi lançada, o que mostra o quanto as músicas do New Order resistiram bem ao tempo.

No post de Bizarre Love Triangle disse que o New Order foi a banda que surgiu com o fim do Joy Division. E no post de Love Will Tear Us Apart (do Joy Division) contei a trágica história do Ian Curtis. O som do Joy Division era um pós-punk melódico e já o New Order abraçou os sons eletrônicos da década de 1980 e praticamente lançou um gênero.

Mas sobre o que é True Faith que está na boca desses xóvens?

Muitas pessoas no forum acham que essa é uma música sobre drogas. Sempre acham isso, e dessa vez talvez tenham razão.

O Peter Hook, baixista da banda, disse numa entrevista que: "True Faith é uma das melhores letras do New Order, na minha opinião, mas não, não é sobre heroína que é algo que nenhum das letras de nossas músicas menciona. Acho que é fácil de ver que a letra reflete estar sob alguma influência." Já o Bernard Sumner, guitarrista da banda, disse em outra entrevista que é sim sobre dependência de drogas, ele diz que quando escreveu a música imaginou o ponto de vista de um viciado.

Como influência, dependência e vício podem vir de várias coisas, inclusive drogas (legais e ilegais), vamos analisar a música.


I feel so extraordinary
Something's got a hold on me
I get this feeling I'm in motion
A sudden sense of liberty
I don't care 'cause I'm not there
And I don't care if I'm here tomorrow
Again and again I've taken too much
Of the things that cost you too much

Então temos uma pessoa se sentindo extraordinária, como se algo estivesse segurando (dando segurança). A sensação é de estar em movimento e de liberdade. Essa pessoa não se importa porque não está lá (está viajando na sensação) e também não se importa se não estiver aqui amanhã. Como diria a The Strokes, jovens de outra geração: YOLO, só se vive uma vez.
E repetidamente vem tirando muito das coisas que custam caro a outro. (Se for sobre um drogado essa é uma forma poética de dizer que está roubando)

Para começar temos alguém se sentindo a última coca-cola do deserto (gíria bem novinha) sem querer saber do amanhã e roubando coisas. Vamos colocar os cães para farejar.

I used to think that the days would never come
I'd see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun

E aí temos uma pessoa que nunca achou que sentiria prazer na sombra do sol matinal. Aí ele explica que o sol matinal pessoal dele é essa droga que o faz chegar mais perto da infância perdida que foi substituída pelo medo. E nunca achou que chegaria o dia que a vida iria depender desse sol da manhã para encarar a realidade.

O comercial da Calvin Klein usa a primeira estrofe e esse refrão na propaganda. Que dentro do conceito de vender a marca para jovens que não se preocupam muito com o que pode acontecer, dizer que usar aquelas cuecas justinhas dá sensação de liberdade faz todo sentido. E ainda tem esses millenials/geração Z que são super nostálgicos com infância (e mal sairam dela). Tio Calvin sabe das coisas além de frequentar a praia de Ipanema.

When I was a very small boy
Very small boys talked to me
Now that we've grown up together
They're afraid of what they see
That's the price that we all pay
And the value of destiny comes to nothing
I can't tell you where we're going
I guess there was just no way of knowing

Nosso narrador diz que quando era um menino, outros meninos falavam com ele. Agora que cresceram eles tem medo do que vêem. Será que os amigos tem medo de vê-lo nessa situação de junkie?

Nessa parte o Bernard Sumner disse que a frase original era "Now that we've grown up together, they are taking drugs with me" mas o produtor pediu para mudar porque com essa frase não seria um hit. Ou seja, os amigos foram de se drogar com ele para terem medo dele.

Mas ele diz que esse é o preço que todos pagamos, que destino é superestimado, afinal não tem como saber para onde vamos. Filosofou. É amigo, mas ainda assim temos que fazer escolhas apesar da incertezas.

I used to think that the day would never come
I'd see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun

E temos o refrão outra vez com as delícias da sombra do sol nascente. Essa droga que o traz mais perto da infância perdida para o medo. Ele nunca achou que chegaria o dia que a vida dele iria depender desse sol nascente para sobreviver. A busca pela anulação do medo.

I feel so extraordinary
Something's got a hold on me
I get this feeling I'm in motion
A sudden sense of liberty
The chances are we've gone too far
You took my time and you took my money
Now I fear you've left me standing
In a world that's so demanding

E ele continua se sentindo fora do normal, como se algo tomasse conta dele com aquele sentimento de liberdade. MAS as chances são que tenham (aqui ele usa o plural que pode ser ele e outra pessoa ou ele e as drogas) ido longe demais. E aí ele fala para esse alguém (ou alguma coisa): "Você levou meu tempo e meu dinheiro, e agora temo que você me deixou em um mundo que é muito exigente.".

Bem vindo ao mundo real.

I used to think that the day would never come
I'd see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun

Vício é difícil. Mesmo com a constatação que, apesar de se sentir extraordinário e livre, roubou, os amigos tem medo dele, ficou sem dinheiro, perdeu tempo da vida e ficou com medo que foi abandonado nesse mundo exigente, ele ainda vê o deleite da sombra e depende do morning sun. É quase uma caçada por um prazer de instantes.


Mesmo com o tema triste, essa música tem umas frases ótimas e uma batida que faz a gente querer dançar.

Acho video ótimo. É bem 1980 nas cores e conceito, adoro a coreografia e os tapas na cara na batida da música.




A propaganda para quem não viu. (mas esses millenials/geração Z gostam das roupas com a marca estampada)




George Michael gravou uma versão dessa música em 2011.

25.2.19

Oscar 2019

E chegou a festa de premiações mais esperada do ano. Sempre meio arrastada, longa mas assistimos até o fim.

Esse ano não tinha ninguém para apresentar, mas quem precisa de um apresentador quando se pode ter o Queen tocando na abertura? Tocaram We Will Rock You e We Are The Champions.

Desconfio que indicaram Bohemian Rhapsody só para ter os tios do Queen com Adam Lambert deixando o pessoal da academia no clima da festa.

Na verdade foi até melhor sem apresentador fazendo piadinha boba a noite inteira.

Tina Fey, Amy Pohler e Maya Rudolph inciaram apresentando o primeiro prêmio, elas são sempre divertidas.

Esse Oscar teve umas boas duplas apresentando: juntaram J.Lo com Chris Evans, Daniel Craig com Charlize Theron e Michael B Jordan com Tessa Tompson.

Teve até gente chegando voando de guarda chuva e não era a Mary Poppins.

via GIPHY

Nas apresentações musicais teve Jennifer Hudson gritando, teve uma dupla country e teve Bette Middler cantando lindamente a música da Mary Poppins. Mas nenhuma foi melhor do que Lady Gaga AND Bradley Cooper cantando Shallow. Além de ser a melhor música, a química desses dois explodiu ovários pela internet e deve ter deixado muitas pessoas na platéia arrependidas de não ter votado em Nasce uma Estrela para melhor filme só para ver os dois mais tempo no palco.



Para o Bradley Cooper eu só tenho emoji com coração nos olhos. Ele veio com um look meio Jackson Maine com a barba meio crescida e o cabelo idem. Não sei como os jornalistas conseguem entrevistá-lo porque ele olha nos olhos, e aqueles olhos azuis.....Ok, parei com o crush.


A Barba do Chris Evans voltou. Obrigada.



Vamos a premiação.

O meu documentário favorito Free Solo ganhou seu Oscar. O Alex Honnold estava lá e subiu no palco pelas escadas mesmo.

Documentário Curta foi para o ótimo Absorvendo o Tabu que é sobre menstruação. Está na Netflix.

Filme Curta Metragem foi para Skin, sobre um menino que é de uma família de skinheads. Parece que já fizeram uma versão longa metragem.

Animação Curta foi para Bao, um desenho fofo sobre um pãozinho.

Animação longa foi para o excelente Homem Aranha no Aranhaverso. Esse era quase tão barbada quanto Shallow.

Falando em Shallow, a música da Lady Gaga foi o único Oscar de Nasce Uma Estrela.

Roma e Alfonso Cuarón ganharam 3 Oscars: Filme Estrangeiro, Fotografia e Direção. Alfonso Cuarón é mestre na arte da direção e o filme é lindo. De quebra ele fez a fotografia que é em preto e branco AND digital. E deu ao México o primeiro Oscar de filme. No discruso ele disse: "Cresci vendo filmes estrangeiros: Tubarão, Poderoso Chefão...". PAH na Academia.

Pantera Negra também levou 3 Oscars: Figurino, Design de Produção e Trilha Sonora Original. A Ruth Carter fez uma pesquisa incrível com as etnias africanas para fazer o figurino de Wakanda. Gostei dessa premiação porque quase sempre ganha filme de época em figurino e dessa vez foi um filme de fantasia. A trilha sonora, feita por um sueco, é muito boa.

Bohemian Rhapsody ganhou 4 Oscars: Edição de Som, Mixagem de Som, Montagem (Edição) e Ator. Que esse filme ia ganhar alguma categoria de som era quase certo porque afinal de contas é um filme sobre música, mas o Oscar de Montagem foi uma surpresa (deve ter sido aqueles 20 minutos finais). O Rami Malek já vinha ganhando as outras premiações e o trabalho dele no filme é incrível.

Vice só ganhou Oscar de Maquiagem.

First Man ganhou Melhores Efeitos Visuais e achei muito justo, o pouso na Lua é muito bem feito e é um filme com muitos efeitos práticos ao contrario do resto que monta no CGI.

Regina King Ganhou Atriz Coadjuvante pelo seu papel de mãe que faz tudo pela filha no bonito Se Rua Beale Falasse. E foi escoltada pelo Capitão América.



Spike Lee ganhou seu primeiro Oscar pelo roteiro adaptado de Infiltrado na Klan. Super merecido, o filme é ótimo. Spike Lee subiu todo feliz no palco, pulou no colo do Samuel L Jackson e fez um discurso ótimo. Até palavrão ele falou.



A Favorita só ganhou UM Oscar. De Melhor Atriz para Olivia Coleman como A Rainha Anne, e ela fez um discurso ótimo cheio de emoção. Esse resultado quebrou bolões pelo mundo porque todo mundo esperava que a Glenn Close ganhasse. Não foi dessa vez Glenn.

Com as premiações espalhadas desse jeito quando chegou a vez do melhor filme a sensação é que qualquer um poderia ganhar (menos Vice).

Acabou que o Oscar de Melhor Filme foi para Green Book, que também ganhou Melhor Roteiro Original e Ator Coadjuvante para Mahershala Ali (ele é pé quente, lembram de Moonlight em 2017?).

Achei Green Book bom, mas para mim: A Favorita foi o melhor filme, Roma o mais bonito, Infiltrado na Klan o mais necessário e Nasce Uma Estrela é o que verei muitas vezes.


E foi isso. O Twitter como sempre nos dando os melhores memes.






Para terminar, a rainha do pop na sua festa com a oscarizada Lady Gaga (esse Oscar vai se juntar ao Bafta, ao Grammy e ao Globo de Ouro que ela também ganhou).

"miga, bradley é tudo isso que a gente imagina?"


PS. Antes do Oscar participei do Livre Podcast e dei meus pitacos lá. Acertei alguns.

19.2.19

Free Solo

Esse é um documentário sobre um alpinista (escalador) que está treinando e se preparando para ser o primeiro a subir o paredão de 900 metros que é o El Capitain, no Yosemite na California, free solo.


Free Solo é a modalidade da escalada que o atleta (porque tem que ser atleta mesmo para fazer isso) sobe a parede sozinho, solo, sem parceiros e sem a segurança de cordas.

Poucas coisas são mais emocionantes (e tensas) de ver do que esse tipo de escalada.

As imagens são lindas. Só isso já vale o filme.

Mas tem também o Alex Honnold.

Eu não sabia quem era Alex Honnold na fila da corda da escalada, mas ele é famoso, é uma espécie de gênio da escalada. Ele é muito interessante e isso faz dele um ótimo personagem para um documentário. Alex é calmo, preparado, entende o perigo e as consequências de um erro (que é morrer) e ao mesmo tempo é empolgado, e o mais importante, consegue fazer tudo na observação de lentes. O filme mostra toda a preparação dele para escalar o El Capitain sem cordas, e também mostra a vida dele (que é super simples, ele mora numa van), o projeto dele de ajudar comunidades pobres em países em desenvolvimento a ter energia elétrica, o namoro dele com a Sanni e como essa vida de escalador afeta o relacionamento.

O filme também mostra a apreensão dos cinegrafistas (que também são alpinistas) em estar ali filmando esse evento. Afinal, se Alex erra, cai e morre, qual o limite ético deles estarem ali filmando? E eles como amigos do Alex?


O Alex Honnold escala de um jeito que para os nós leigos parece que ele faz tudo com uma certa facilidade mas para os escaladores entendidos, que sabem que é muito difícil, é mais tenso ainda.

Escalar El Capitain free solo é uma coreografia que exige precisão.

No dia da escalada de fato Alex pediu para que os amigos cinegrafistas não fiquem na sua linha de visão, que para conseguir escalar ele teria que se sentir sozinho (até porque não queria que os amigos estivessem muito perto se alguma coisa acontecesse). Então tiveram que usar cameras colocadas em lugares estratégicos ao longo do paredão e cameras com lentes objetivas para captar de longe os movimentos.


Aviso logo, e isso não é spoiler porque ele está vivo e dando entrevistas sobre o filme, que Alex conseguiu escalar o El Capitain free solo, sem cordas. E mesmo sabendo disso você fica na ponta da cadeira até o fim.



A Tia Helô ficaria com os olhos entre os dedos das mãos olhando a tela só de vez em quando. 651 "Ai, Jesus!" para essa lagartixa humana que é Alex Honnold.

Eu já daria o Oscar de melhor documentário para esse filme. Dos que estão concorrendo vi 3 e esse é o melhor, seguido de Minding the Gap. Se um dos dois ganhar acho justíssimo.

Se alguém ficar tão empolgada com escalada quanto eu depois de ver esse filme, tem uma penca de videos no youtube com o Alex Honnold. Tem desde ele escalando pedras em Angola até ele analisando as cenas de escaladas em filmes.

Não levo jeito para escalada, já tentei indoor mas me falta força nos braços. Se levasse jeito já estaria subindo algum granito por aí depois de ver esse filme. Com cordas, claro.

15.2.19

Analisando a música: Doo Wop - That Thing (Lauryn Hill)

Domingo passado teve o Grammy e esse ano foi uma premiação girl power. A apresentadora foi a Alicia Keys e já começou com Lady Gaga, J. Lo, Jada Pinkett e Michele Obama falando da importância da música.

Dolly Parton foi a homenageada da noite e cantou seus hits. Diana Ross também foi comemorar seus 75 anos cantando no palco.

Muita gente faltou: nada de Taylor Swift, Beyonce, Ariana Grande, e nem o Childish Gambino que levou os prêmios mais cobiçados (por This is America, justíssimos). O Drake ganhou um Grammy e no seu discurso mandou umas farpas precisas para a indústria da música (e foi cortado na hora pelos comerciais).

Das apresentações gostei da cantora H.E.R. que não conhecia mas agora já coloquei no spotify, a Lady Gaga fez uma versão bad romance de Shallow (música que ganhou 2 Grammys e vai rumo ao Oscar), o fofo do Shawn Mendes cantou seu hit In My Blood com a Miley Cyrus e essa parceria deu certo e Camila Cabello trouxe latinidade junto com Ricky Martin e seu hit Havana.

Janelle Monae se apresentou uma vibe Prince, a Brandy Carlisle (que eu também não conhecia) deixou o pessoal emocionado e a Kasey Musgrave tem uma voz linda.

A J.Lo se esforçou numa apresentação homenageando a Motown mas foi um erro. O Anthony Kiedis apareceu num terno estampado (achei moderno) com o resto do RHCP para fazer uma apresentação com o esquisito do Post Malone mas ficou estranho. E teve Cardi B, confesso que tenho preguiça dela e das músicas dela, não sou público alvo (mas ela foi a primeira mulher a ganhar um  Grammy de album de Rap).

Quem arrasou mesmo foi a Alicia Keys que sentou entre dois pianos e daquele jeito dela de cantar e conversar foi cantando músicas que ganharam o Grammy que gostaria de ter composto. Desde Killing Me Softly da Roberta Flack, Unforgettable do Nat King Cole, passando por Use Somebody do Kings Of Leon e terminou com sua (e do Jay-Z) Empire State of Mind.

No meio desse medley, Alicia cantou um pedaço de Doo Wop da Lauryn Hill e disse que gostaria de ter composto o disco inteiro.

The Miseducation of Lauryn Hill, de 1998, é um disco excelente e ganhou Grammy de melhor album. Lauryn Hill ganhou dois Grammys com essa música (musica e performance R&B).

A Lauryn Hill era do Fugees (que inclusive fez sucesso com uma versão de Killing Me Softly) e depois foi para carreira solo. Ela tem uma voz gostosa, mais para grave e muito melódica. O estilo dela é um rap melódico e R&B.

Em maio ela vem para o Brasil fazer um show só do The Miseducation of Lauryn Hill, que em 2018 fez 20 anos.

Acho rap/hip hop dificílimo de analisar, são muitas referências, falam muito rápido, mas vou tentar. Afinal o que é essa coisa (that thing)?

Vou fazer a versão da música que está no video. (A versão do disco tem uma introdução que é uma chamada para fazer doo wop e uma parte no fim depois que a música acaba. Tem no spotify.)

Doo Wop é um estilo de música que surgiu na década de 1940 onde os grupos cantavam nas ruas usando harmonias de vozes com melodias e uma batida simples com poucos (ou nenhum) instrumentos.

O estilo foi incorporado em várias músicas nos anos 1950 e 1960. Hoje tem até app para fazer música no estilo Doo Wop.

Na música da Lauryn Hill o Doo Wop é a parte do refrão e que começa a música:

Girls you know you'd better watch out
Some guys, some guys are only about
That thing that thing, that thing

Então começa com um aviso as garotas: alguns caras só querem saber daquilo. Aquilo o que? (ok, sabemos o que é mas vamos passar por toda a música antes de concluir)

Sisterhood mode: ON.

It's been three weeks since you were looking for your friend
The one you let hit it and never called you again
'Member when he told you he was 'bout the Benjamins?
You act like you ain't hear him the give him a little trim
To begin, how you think you're really gon to pretend
Like you was't down and you called him again?
Plus, when you give it up so easy you ain't even foolin him
If you did then, then you'd probably fuck again
Talking out your neck, sayin' you're a christian
A muslim, sleeping with the jinn
Now that was the sin that did Jezebel in
Who you gon tell when the repercussions spin?
Showing off your ass 'cause you're thinking it's a trend
Girlfriend, let me break it down for you again
You know I only say it 'cause my true genuine
Don't be a hard rock when you really ar a gem
Baby girl, respect is just a minimum
Niggas fucked up and you still defending them
Now, Lauryn is only human
Don't think I haven't been through the same predicament
Let it sit inside your head like a million women in Philly, Penn
It's silly when girls sell their souls because it's in
Look at where you be in, hair weaves like Europeans
Fake nails done by Koreans
Come again
(My friend come again)

Ela começa dizendo para a amiga que já tem três semanas que o boy sumiu depois daquela noite e ela (a amiga) ainda está esperando ele ligar.
"Amiga, lembra que ele disse que é só curte ostentação?" Aqui a frase "'bout the Benjamins" se refere a uma música do Puff Daddy (P. Diddy, Sean Combs, ele tem muitos nomes) chamada It's All About The Benjamins que fala dessa ostentação. E benjamins é gíria para dinheiro.
"Amiga, parece que você ignorou o que ele disse e ainda assim deu bola (e outras coisas). E você acha que engana quem fingindo que não estava mal e ligando para ele? E MAIS, quando você se entrega assim tão fácil você não o enganou, porque se tivesse enganado teriam transado outra vez."
E a amiga ainda fica mentindo que é cristã (mas nada de abstinência), que é muçulmana mas gosta de uma bebida e fica mostrando a bunda como se fosse moda (1998 nos USA não era moda, mas no Brasil...) e Lauryn Hill a lembra que esses foram os pecados da Jezebel.
E ela desenha para a amiga: "Não seja uma rocha quando você realmente é uma pedra preciosa. Bebê, respeito é o mínimo que eles tem que ter eles fazem merda e você ainda fica aí defendendo?"
E Lauryn Hill confessa que é humana, que passou por tudo isso mas que mudou seu jeito de pensar assim como o um milhão de mulheres na marcha na Filadélfia (em 1997).
Mas essa frase é sensacional "deixe essa idéia sentar na sua cabeça como um milhão de mulheres da marcha da Filadélfia"
E para terminar ela manda: "É estupidez uma garota vender sua alma porque está na moda, olha como você está: perucas de cabelos de européias e unhas postiças feitas por coreanas."
Esse "come again" pode ser: repete aí, ou vamos voltar ou se liga, ou até a conotação sexual de gozar, mas nesse caso vou de repete aí.

Guys you know you'd better watch out
Some girls, some girls are only about
That thing that thing, that thing

Agora ela fala com os rapazes: queridos prestem atenção, algumas garotas só querem saber daquilo.

The second verse is dedicated to the men
More concerned with his rims and his Timbs than his women
Him and his men come in the club like hooligans
Don't care who they offend, poppin' yang (like you got yen!)
Let's stop pretend, the ones that pack pistols by their waist men
Cristal by the case men, still in their mother's basement
The pretty face men claiming that they be the big men
Need to take care of they three or four kids
And they face a court case when the child support is late
Money taking and heart breaking, now you wonder why women hate men
The sneaky, silent men
The punk, domestic violence men
Quick to shoot semen, stop acting like boys and be men
How you gonna win when you ain't right within?
Come again

Lauryn Hill dedica esse segundo verso aos caras que estão mais preocupados com seus aros (carros) e seus timberlands (aquela bota amarela) do que suas mulheres.
*Rims tem várias traduções: borda, aro, margem, as gírias sexuais, mas aqui fui com aros dos carros.
Os caras chegam nos bares como hooligans (marginais) e não estão nem aí para quem estão ofendendo, sendo convencidos e falando besteiras (como se tivessem ienes - din din japonês).
E vamos parar de fingir, todo mundo sabe que os caras com armas na cintura e caras que compram caixa de espumante na verdade ainda moram com suas mães.
Os caras bonitos que dizem ser "grandes". Os que precisam cuidar de três ou quatro filhos mas tem que ir no tribunal quando atrasa a pensão.
Dinheiro roubado, coração partido. E ainda se perguntam porque mulheres odeiam homens.
O cara covarde e silencioso.
O valentão, o cara da violência doméstica
Rápidos em espalhar o semen.
Parem de agir como garotos e sejam homens. Como vencer se não está certo por dentro (ou bem consigo mesmo)?

Watch out, watch out
Look out, look out

Tome cuidado, abra os olhos. (garotas e rapazes)

Girls you know you'd better watch out
Some guys, some guys are only about
That thing that thing, that thing
Guys you know you'd better watch out
Some girls, some girls are only about
That thing that thing, that thing

E no refrão final ela fala para meninos e meninas. Resumindo: todo mundo quer aquilo com respeito.

Música boa é assim, depois de 20 anos continua relevante.

O video são duas block parties (festas de rua), uma em 1960 e a outra em 1998.





PS. O Guilherme tinha me pedido para fazer o analisando dessa música da Lauryn Hill em 2017, deixou o comentário nesse post de GoT. Guilherme, foi com atraso mas saiu!


3.2.19

+Filmes

Creed 2

O oitavo filme com Rocky Balboa, mas assim como no sétimo filme o foco mudou do Rocky para o Adonis Creed.



E acredito que esse filme foi a despedida do Rocky do cinema. (emoji com lágrima)

Sou fã do Rocky Balboa. Desde criança. Fã nível: já subi correndo as escadas do museu da Philadelphia. Adoro o primeiro filme, gosto muito do segundo, o terceiro e quarto são ok (o terceiro tem Eye of the Tiger), o quinto é ruim e ninguém fala desse filme e gostei do sexto. O sétimo filme do Rocky e primeiro do Creed é excelente.

Então, no primeiro filme do Creed mostra o filho do Apollo Creed entrando e se estabelecendo no mundo das lutas com ajuda do Rocky.

Nesse segundo filme o Creed já está estabelecido e o Rocky é seu treinador e apoio moral. Creed ganha a luta que dá o cinturão para ele e vai descansar. Aproveita para pedir sua namorada Bianca em casamento e está tudo correndo bem para ele.

Acontece que esse filme tem uma ligação com o quarto filme do Rocky onde o Apollo Creed morre no ringue numa luta com o Ivan Drago (uma coisa USA x USSR) e no fim o Rocky vai até a Russia e se vinga. Depois dessa luta o Ivan Drago amargou a derrota, sua mulher o largou mas ele ficou com o filho dos dois, Viktor. Ivan treinou Viktor para ser um lutador revenge.

Aí Viktor desafia Adonis Creed e temos aí dois momentos de lutas e sequencias de treinamento (adoro! Adonis Creed fazendo uma das melhores cenas de corrida do ano).

É um filme sobre paternidade (e ausencia de). Adonis com seu pai falecido e querer vingar sua morte, Rocky que é uma figura paterna para Adonis mas foge do seu próprio filho. Adonis que está sendo pai pela primeira vez. E Ivan e Viktor.

Bianca (a ótima Tessa Tompson) também tem seus momentos nesse filme. Justíssimos. Sua parceira com o Adonis Creed é ótima.

Michael B Jordan é excelente nesse papel. Não sei se pode ter um Creed 3 mas se tiver assitirei, mesmo sem o Rocky.

A trilha sonora é ótima. E vi no IMAX então cada soco parecia que eu também estava apanhando.

A Tia Helô provavelmente veria esse filme com os olhos fechados nas lutas, mas ia gosatr de ver que Rocky sai com dignidade. 516 "Ai, Jesus!" para cada porrada nas costelas do Creed.



Velvet Buzzsaw

Filme que estreiou na Netflix essa semana logo depois de ser lançado no Festival de Sundance (que geralmente lança filmes alternativos e independentes).

Nesse filme o Jake Gyllenhaal está ótimo fazendo um crítico de arte, Morf, bem cri cri e com algumas picuinhas. Rene Russo faz Rhodora, uma dona de galeria que usa de sua influência e esperteza para fazer negócios. A Zawe Ashton faz Josephina, uma funcionária da Rene Russo que descobre obras de um pintor desconhecido que morava no seu prédio e faleceu.

Rhodora convence Josephina a fazer uma exposição do artista com alguns quadros mas decide esconder outros para aumentar o valor do artista.

É um filme sobre esse mundo das artes, como atribuem valores, como surgem as críticas e as negociações. Todos os envolvidos estão nesse filme: artistas, donos de galerias, pessoal do museu, curadores, críticos e assistentes.

O filme vai pelo caminho do terror com algumas mortes que decorrem do trabalho do artista descoberto mas não deixa de ser divertido e educativo.

A Tia Helô ficaria horrorizada com os materiais usados nas pinturas. 315 "Ai, Jesus" e algumas palmas para o Jake Gyllenhaal em forma.