25.9.26

Lisboa

Ano passado passei por Lisboa na ida e na volta do Marrocos. Esse ano depois da Reunion em Cascais passei mais dois dias no centro de Lisboa antes de voltar para casa. Gosto muito de Lisboa e sempre tem alguma coisa nova para ver ou alguma coisa muito boa para repetir.

De Cascais para o centro de Lisboa peguei o trem e depois o metrô até o hotel. Deixei a mala e fui encontrar uma das amigas da Reunion e o marido dela. Andamos por Alfama até a Sé e depois fomos no Castelo de São Jorge.

 

Nunca tinha feito o tour guiado do castelo, que está incluído no ingresso, e aprendi um bocado sobre a história de Portugal. A fortificação é do século XI. A vista lá de cima é muito bonita.

 
 

Descemos até a Rua Augusta só para subir outra vez para o Chiado. Andar por Lisboa é subir e descer ladeiras. No Chiado fomos na Livraria Bertrand (a mais antiga em funcionamento) porque minha amiga queria comprar um livro sobre a história de Portugal para saber mais. Eles voltaram para Cascais e eu voltei para o hotel pela Avenida da Liberdade.

  

No outro dia fui até a beira do Rio Tejo que estava bem animada, muitas pessoas andando, pedalando e muitos barcos a vela na água. 

 

Fui no Quake que é um museu interativo sobre o terremoto de Lisboa que aconteceu em 1755 e destruiu a cidade. O museu tem várias salas e em cada uma a gente fica uns 10 minutos antes de passar para a próxima, em todas tem aparelhos para escutar as informações. Tem uma sala que explica os diferentes tipos de abalos sismicos, em outra mostra os terremoto de San Francisco (1908) e o do Japão (2011), depois tem uma ruazinha de Lisboa antes do terremoto e aí entramos numa igreja. Na igreja tem uma missa mas chega o momento do terremoto e os bancos tremem e dão solavancos para valer. Saímos para uma ruazinha de Lisboa toda destruída e a última sala é sobre como organizaram a recuperação da cidade (nessa sala pode ficar mais tempo). 

lisboa em chamas

Depois fui ao Museu Nacional dos Coches que é do lado do Quake. É um prédio enorme que abriga várias carruagens que vão do século XVII até um dos primeiros carros. Descobri nesse museu que coche é um tipo específico de carruagem. Gostei mais desse museu do que achei que ia gostar. Antes os coches ficavam em um prédio do século XVIII do outro lado da rua mas construíram esse novo e tem um filme mostrando como fizeram o transporte entre os prédios que é muito interessante.

prédio novo do museu dos coches
 
 
museu dos coches era nesse prédio

Dei uma passada na LX Factory que é um lugar onde tinha uma fábrica e agora tem lojinhas, restaurantes, livraria e docerias. Estava cheio de gente, fico impressionada como o turismo em Lisboa triplicou nos últimos anos. Outra coisa que me impressionou, e não vi tanto ano passado, foi o tanto de atendentes gringos nos restaurantes e bares nas áreas mais turísticas que não falam português.

 

Passei no Parque da Estrela onde tinha muitas famílias fazendo piquenique, é um parque muito agradável.

No fim da tarde subi uma ladeira ingreme de 400 metros para chegar no Miradouro São Pedro de Alcantara que tem uma vista bonita da cidade. Lá estava tendo uma feirinha com DJ tocando disco music.

 

Andei pelo Bairro Alto que é onde tem vários bares e uma noite agitada.

 
um oi para o fernando pessoa

No último dia fui no Museu Gulbekian, já tinha ido mas fizeram uma reforma e voltei para ver. É uma coleção particular impressionante que vai desde peças do Egito antigo até arte moderna. Os jardins do museu são muito bonitos.

vasos chineses com o jardim

Momento transporte público. O transporte público de Lisboa é muito bom, tem metrô, ônibus, bonde e trem. Ano passado usei o cartão do banco direto na catraca mas esse ano como ia usar mais o transporte público peguei um cartão Navegante. A vantagem do cartão Navegante (pega na máquina no metrô) é que as tarifas ficam mais baratas. No Navegante dá para colocar um passe do dia (para todos os transportes) ou um bilhete unitário ou fazer o que fiz que foi a opção zapping que é colocar um tanto de euros e ir usando. Para ter uma idéia, o passe do dia é 11 euros, no dia que vim de Cascais para Lisboa coloquei 10 euros no cartão e peguei o trem e o metrô 3 vezes e deu 7 euros e sobrou 3 para usar no dia seguinte. A única desvantagem é que se sobrar dinheiro no cartão não tem como pegar de volta, mas aí é só calcular que dá certo.

E para terminar essa passagem por Lisboa fui no alto do Parque Eduardo VII para ver o por do sol e o Marques de Pombal fiscalizando sua cidade. 

Até a próxima Lisboa! 

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