11.6.17

Domingo Corrido

Nos últimos três anos corri poucas provas, ano passado só corri a de revezamento. Não parei de treinar mas não passo de 8km nos treinos.

Estava treinando bem e ia até me inscrever para correr 10km, mas resolvi por 5km porque queria ir e voltar da prova de bicicleta e poderia ficar muito cansada se corresse 10km. Decisão acertada!

Primeiro apareceu uma lesão na panturrilha (que melhorou a tempo da corrida) que para 5km deu para correr tranquilo, mas 10km não teria conseguido.

Depois, quando acordei hoje estava chovendo muito e fiquei esperando a chuva passar para poder ir de bicicleta. A chuva passou mas foi bem em cima do horário e tive que pedalar tour de france style para chegar a tempo. Cheguei já cansada claro, e ainda bem que foram só 5km.

A corrida da Unifor é ótima, o percurso é quase todo na sombra, a parte dentro da universidade é muito arborizada e tem a pista de atletismo que é uma delícia para correr.

Fiz um tempo bom e vou ver se me inscrevo em outras provas, quem sabe de 10km.



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6.6.17

Mulher Maravilha



Finalmente um filme da Mulher Maravilha! E é muito bom.

Desde a década de 1970 a Mulher Maravilha não aparecia em nada dessas coisas de super heróis. Teve o desenho da Liga da Justiça na década de 1980 e uma tentativa frustrada de série (uns 3 anos atrás), mas fora isso ela só apareceu no Batman vs Superman para colocar ordem na bodega.

Esse é o filme de origem dela.

Diana é a única criança na ilha das Amazonas e ela adora ver os treinos das guerreiras. Ela é filha da Rainha Hipólita, que fez uma estátua e pediu para Zeus dar vida, assim nasceu Diana (ou é o que contam para ela). Diana cresce sendo treinada (as vezes em segredo) pela tia Antiope (uma Robin Wright fazendo Claire Underwood malhada e pronta para guerra) e um belo dia um avião atravessa a barreira de névoa que protege a ilha e cai no mar.

Diana vê tudo e vai lá salvar o piloto. Steve Trevor (Chris Pine lindão) é o primeiro homem que ela vê na vida e é só curiosidade. Mas antes de explorar essa novidade alguns barcos cheios de soldados alemães chegam e as Amazonas vão para batalha.

Diana fica conhecendo as armas de fogo, afinal as Amazonas só lutam com arcos, flechas, espadas, facas e força física (e por isso o tanto de camera lenta usado, parece um ballet). Depois de uma batalha com os alemães as Amazonas amarram o Steve com o laço da verdade e ele conta tudo. Diz que o mundo está em guerra, que a coisa está feia do lado de lá da névoa e que ele precisa voltar.

Diana diz que vai com ele porque ela sabe que o responsável por toda essa confusão é o deus da guerra Ares e ela precisa enfrentá-lo. Ela pega o laço, o escudo, a espada e vai. (Nada de jato invisível nesse filme.)

Diana e Steve seguem para Londres e essa parte do filme é divertida. Diana tem uma certa ingenuidade em relação as coisas do nosso mundo e ao mesmo tempo ela trata tudo com muita naturalidade. Ela veio para resolver as coisas, e ao mesmo tempo que ela vem decidia, ela se comove com os feridos de guerra e se delicia com um sorvete. Gal Gadot não é essa coisa toda de atriz, mas a beleza, o porte físico e a ingenuidade inicial da Mulher Maravilha ela tem.

Daí para frente Diana e Steve vão numa missão para impedir um ataque de armas químicas que podem acabar com o possível fim da guerra.

O Steve é um cara parceiro, ele acompanha a Diana o filme inteiro e em nenhum momento ele é condescendente. Quando ele dá explicações é porque ele tem mais experiência no que está acontecendo e quando ela decide agir ele acompanha e ajuda.

Gostei desse filme, é o melhor da DC dessa última leva. Já falei do último Homem de Aço e do Batman vs Superman aqui no blog e ambos tem muitas coisas duvidosas. No filme da Mulher Maravilha até a pirotecnia exagerada que a DC adora cai bem. O filme trabalha bem o humor, tem as piadas clássicas de "um deus/ET/pessoa de fora que não entende nossos costumes" e todas funcionam.

A Tia Helô iria gostar muito da menina Diana. 215 "Ai, Jesus!" para a Mulher Maravilha que é puro girl power.

Que venha o filme da Liga da Justiça. Queremos mais Mulher Maravilha!

2.6.17

Analisando a música: Everything Now (Arcade Fire)

Acho que nunca fiz um analisando a música tão atual. O Arcade Fire tem um album novo que será lançado em julho, e ontem jogaram essa música nova nas redes sociais.

Para mim apareceu no Twitter, claro, que é minha rede social favorita e onde chega, para mim, a maior parte das informações e notícias.

Adorei melodia inicial que de cara lembra qualquer música do ABBA, e como já disse algumas vezes aqui no blog, inclusive no post anterior a esse, os suecos são mestres em fazer hits pop.

Acontece que o Arcade Fire não é uma banda pop e muito menos sueca, pelo contrário, eles são alternativos nível hipster. É uma banda canadense de indie rock, formada em 2001 e é praticamente uma família: marido, esposa, irmão mais novo e amigos. O som deles é bem variado, é elaborado e eles não tem medo de experimentar - o que acho ótimo mesmo dando certo ou não. As letras costumam ter criticas sociais poeticamente colocadas no meio dos acordes.

O primeiro album foi Funeral (2004) que tem Neighborhood #2 (Laika), o segundo é o ótimo Neon Bible (2007) que é um album bem experimental e tem a ótima No Cars Go. O terceiro é The Suburbs (2010) que foi o maior sucesso comercial e de crítica da banda, inclusive ganhou um Grammy de Album do Ano em 2011, é bom de ponta a ponta, e tem uma das músicas mais tocadas na minha playlist de corrida: Ready To Start.  O quarto album Reflektor (2013) que tem uma música que veio com um video sensacional estrelado pelo Andrew Garfield: We Exist. Então aguardo o lançamento do próximo album com muita curiosidade e se depender dessa primeira música, já gostei.

I'm in the black again
Can't make it back again
We can just pretend
We'll make it home again
From everything now

O video começa com essa introdução, a música que está nas redes (spotify, apple music, etc) não tem (talvez no album tenha), mas como coloco o video aqui e provavelmente tem algum significado, vamos analisar.

O titulo dessa música (e do album) me lembra um dos discos dos Titãs que se chama: Tudo ao Mesmo Tempo Agora. Gosto muito de usar essa expressão juntando todas as palavras e quem lê o blog certamente já viu muitas vezes nos posts.

Ele começa dizendo que está no escuro outra vez, que não consegue voltar. Onde? Não sei. talvez seja de um mundo moderno no qual não tem volta, mas ele quer fingir que pode voltar para casa (ou uma zona de conforto) dessa coisa que é tudoaomesmotempoagora.

Acho que temos uma música sobre tempos modernos - um titulo de música do Lulu Santos. (Hoje estou cheia de referências do rock nacional para fazer análise) E como diz Lulu na sua música "não há tempo que volte, amor.". Mas vamos saber o que o Arcade fire tem a dizer sobre o assunto.

No video a camera vai por uma estrada, chega numa mulher no teto do carro, tem um PAH! e começa a música de fato.

Every inch of sky's got a star
Every inch of skin's got a scar
I guess that you've got everything now
Every inch of space in your head
Is filled up with the things that you read
I guess you've got everything now
And every film that you've ever seen
Fills the spaces up in your dreams
That reminds me

E que delícia essa introdução ABBA style! No The Suburbs tem uma música, We Used To Wait, que também tem uma introdução meio ABBA. O pessoal do Arcade Fire deve gostar do ABBA, mas quem não gosta?

"Cada polegada de céu tem uma estrela." (Americanos e suas unidades de medida que ninguém entende. O cantor é americano que mora no Canadá há muito anos, mas acho que usar centímetros não ficaria tão poético, além do que a expressão em inglês é polegadas mesmo.)
"Cada polegada de pele tem uma cicatriz", então ele acha que todo mundo tem tudo agora.
Cada espaço da nossa cabeça está cheia de coisas que lemos, é muita informação, temos tudo, e até no inconsciente nossos sonhos estão preenchidos com os filmes que vemos.

É verdade. Já tive vários sonhos com o Don Draper de Mad Men, Sawyer de Lost, Kevin de The Leftovers, e por aí vai.

(Everything now)

E isso o lembra que...tudoaomesmotempoagora.

Every inch of road's got a sign
And every boy uses the same line
I pledge allegiance to everything now
Every song that I've ever heard
Is playing at the same time, it's absurd
And it reminds me, we've got everything now
We turn the speakers up till they break
'Cause every time you smile it's a fake
Stop pretending, you've got..

Cada polegada de estrada tem uma placa. Bem, só se for nos USA, Canadá ou Europa, porque aqui dá para se perder por falta de placas. Mas ele está falando de propaganda para todo lado e isso tem em qualquer lugar. Estamos afogados em informação.
"Every boy uses the same line", é tudo repetido e como já dizia Lavoisier (modo filosófico: ON) - nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Everything is a remix.
Somos todos fiéis a tudo agora, queremos tudo na ponta dos dedos.
Todas as músicas que ele já escutou estão tocando tudoaomesmotempoagora. Ele acha absurdo mas lembra que temos acesso a tudo agora: imagens, sons, palavras...
"Porque toda vez que você sorri é falso", é aquele sorriso para a selfie do instagram.

A musica vai ficando poluída de sons nas ultimas frases desse verso depois que ele fala que vai aumentar as caixas de som até quebrarem.

Então para de fingir, você tem...

Everything now! I need it
Everything now! I want it
Everything now! I can't live without
Everything now! I can't live without
Everything now!

O refrão é ótimo! 
Tudo agora! Preciso! Quero! Não posso viver sem!
Mesmo que tenhamos tudo que precisamos, queremos mais, de tudo.

E essa flauta peruana depois do refrão? Preciso! Quero! Não posso viver sem!

Every ancient road's got a town
Daddy, how come you're never around?
I miss you, like everything now
Mama, leave the food on the stove
Leave you car in the middle of the road
This happy family with everything now
We turn the speakers up till they break
'Cause every time you smile it's a fake
Stop pretending, you've got


Essa estrofe considera a possibilidade que apesar de termos tudo disponível tecnologicamente e comercialmente algumas outras coisas da vida real não conseguimos ter. Mas é interessante a frase "Sinto falta de você como tudo agora." Ou seja, sente falta do Daddy como sente falta de todas as coisas que quer ter. Pausa para reflexão.
"Mãe, larga a comida no fogão, o carro no meio da rua, essa familia já é feliz com tudo agora." E vamos sorrir para a selfie!

Everything now! I need it
Everything now! I want it
Everything now! I can't live without
Everything now! I can't live without
Everything now!

Tudo agora! Preciso! Quero! Não posso viver sem!

'Til every room in my house is filled with shit I couldn't live without

Melhor frase da música que define nosso tempos modernos: Quero e preciso de tudo agora até cada quarto da minha casa estar cheio de merda que não pude viver sem.

Vai um minimalismo aí?

Everything now! I need it
Everything now! I can't live without
Everything now!

Tudo agora! Preciso! Não posso viver sem!

La La La La La La Na Na Na

Tem essa pausa na música e claro que não podia faltar um coro fazendo la la la com a flauta peruana.

Stop pretending, you've got

Everything now! I need it
Everything now! I want it
Everything now! I can't live without
Everything now! I can't live without
Everything now!

E vamos parar de fingir porque temos tudo agora. Preciso! Quero! Não posso viver sem!

And every room in my house is filled with shit I couldn't live without

"A casa agora já está cheia de merda que não pude viver sem." Acumuladores.

Everything now! I need it
Everything now! I can't live without
Everything now! I can't live 
Everything now!

Tudo agora! Preciso! Não posso viver sem! Não posso viver. 

Every inch of space in my heart is filled with something I'll never start

A vontade de começar e mudar está lá, mas o tudoaomesmotempoagora está sufocando.

The ashes of everything now
And then you're black again
Can't make it back again
From everything now

A estrofe de introdução do video é para complementar essa estrofe final da música. Tudo agora está em cinzas e estamos no escuro outra vez, não podemos voltar do tudo agora, mas quem sabe seguir em frente com menos coisas que precisamos, queremos e não podemos viver sem.


O Arcade Fire trabalha bem a linguagem visual dos videos. O video de Everything Now merece uma análise própria, mas só vou dizer que a banda chegou a criar uma marca para essa música que também é o título do album. A marca está nos uniformes que a banda usa, nas pastas que os vendedores de porta em porta carregam e nas costas dos cientistas (?). O cenário é um deserto com pessoas que aparentemente não tem tudo, ou tem? Será que querem?

Essa música é ótima para um road trip.



29.5.17

Analisando a música: Take On Me (A-Ha)

O quarto episódio da terceira temporada de The Leftovers (que temporada incrível) é encerrado com essa música do A-Ha depois de uma cena intensa entre o casal principal. Esse clássico dos anos 1980 tocou antes no meio do episódio num jogo de "adivinhe a música" entre duas colegas de trabalho (ou parceiras) e aquela introdução super conhecida já gruda na sua cabeça.

No fim do episódio ela vem carregada de um significado que eu nunca tinha atribuído a música, mesmo porque nunca tinha prestado atenção na letra, e embala uma das cenas mais tristes e bonitas da série. Aí fiquei com vontade de analisar essa música da banda norueguesa mais conhecida no mundo (ou vocês conhecem outra banda norueguesa?).

O A-ha foi formado por três rapazes (Morten, Pal e Magne) em Oslo em 1982. Em 1985 eles viraram um sucesso mundial com um som new wave meets synthpop que na época estava no auge. O primeiro album Hunting High and Low é cheio de hits (Take on Me é um deles, The Sun Always Shines on TV e Hunting High and Low). Em 1986 eles lançaram Scoundrel Days (que tem a ótima I've been Losing You) e em 1988 teve o Stay On These Roads (que tem Living Daylights a música de um dos 007, e mais uma penca de hits: Stay On These Roads, a animada You Are The One, a divertida Touchy e There's Never A Forever Thing - ótimo título e filosofia de vida).

Confesso que depois do quarto album, de 1990, East of The Sun West of The Moon (que tem Crying in The Rain) deixei de acompanhar o A-ha por motivo de: abracei o grunge com vontade. Mas cheguei a ir a um show deles na primeira vez que vieram ao Brasil em 1989.

Em 2009 os rapazes do A-Ha resolveram se separar mas voltaram em 2015, lançando o album Cast in Steel e fazendo shows (inclusive estiveram no Rock in Rio 2015 aqui no Brasil).

É uma banda muito simpática, divertida, os noruegueses seguem a tradição escandinava de fazer música pop (os suecos são mestres nessa arte), o vocalista Morten é bonitão e tem uma voz delícia nos graves e ainda consegue dar um falseto agudo como poucos.

Vamos falar de Take On Me, o primeiro sucesso da banda, uma música que gosto muito e que, apesar de grudar na sua cabeça por um bom tempo, não fica chata. Take On Me tem uma versão anterior, de 1984, que não é tão boa quanto a de 1985, até fizeram um video (que também não chega aos pés do mais conhecido - no fim do post). Felizmente algum produtor musical resolveu dar um beat mais animado a música e virou o sucesso mundial. Take On Me sobreviveu aos anos 1980 e hoje está aí numa das melhores séries de 2017 e ainda gruda na sua cabeça.

Mas o que diz a letra de Take On Me? Vamos analisar.

(começa com aquela introdução que todo mundo faz teclado imaginário)

We're talking away
I don't know what
I'm to say
I'll say it anyway
Today is another day to find you
Shying away
I'll be coming for your love, ok?

Essa música pode ser uma DR ou uma declaração ou um pedido. Ele começa dizendo que estão jogando conversa fora, ele não sabe o que deve dizer mas vai dizer de qualquer jeito. E o que ele diz? "hoje é um outro dia para te encontrar fugindo, mas estou indo atrás do seu amor, ok?". Resumindo: eles estavam de bobeira papeando, ele sabe que ela não quer muito falar no assunto mas ele decidiu colocar as cartas na mesa dizendo que está a fim dela.

Take on me
Take me on
I'll be gone
In a day or two

O refrão é basicamente ele dizendo que quer ficar com ela e quer reciprocidade, mas ele está indo embora em um dia ou dois. Como assim vai embora? Desse jeito fica difícil ela se decidir.
Demorei anos para entender que nesse agudo ele fala "In a day or twoooo".

So needless to say
I'm odds and ends
I'll be stumbling away
Slowly learning that life is OK
Say after me
It's no better to be safe than sorry

"Nem preciso dizer que sou insignificante, mas mesmo tropeçando estou aprendendo que a vida é OK." Amigo, cadê sua autoestima? Aí ele joga uma frase para ela refletir e repetir: "Não é melhor ser seguro do que estar arrependido". Traduzindo: é melhor se arrepender do que fez do que o que não fez.

Take on me
Take me on
I'll be gone
In a day or two

Mais uma vez o refrão seguido de outra parte ótima para teclado imaginário.

The things that you say
Is it a life or
Just to play my worries away
You're all the things I've got to remember
You're shying away
I'll be coming for you anyway

Aqui acho que ela está na dúvida (afinal ele vai embora em um ou dois dias né?) e deve dizer coisas que o confundem. Aí ele diz que ela é tudo que ele tem para lembrar, e que mesmo ela se esquivando ele vai atrás. Talvez eles já tenham tido um relacionamento e ele quer voltar, ou não quer não acabe.

Take on me
Take me on
I'll be gone
In a day or two

E ele continua pedindo para ela ficar com ele, mesmo ele indo embora. Ou será que ele diz que vai embora no sentido que se ela não quiser ele desiste (mas que ela tem até dois dias para decidir)?

Enquanto ela não decide a gente toca piano, teclado, sintetizador imaginários.

O video dessa música é outro clássico por si só. Na época foi uma revolução e até hoje é um dos melhores videos de música já feitos.



E acho que os roteiristas/produtores de The Leftovers escolheram essa música não só pela letra, mas também pelo video que tem todo um significado próprio.

A história desse video até tem um desfecho que acontece no início do video de The Sun Always Shines on Tv. E tem outro na mesma linha que é o de Train of Thought.

26.5.17

+ Filmes

Get Out

Fui ver esse filme sem saber do que se tratava. Achava que era um filme de terror, mas está mais para um suspense bom como os do Shayamalan nos aureos tempos do Sexto Sentido, Corpo Fechado e Sinais.

Mas Get Out, ou Corra! como saiu em português, não tem nada de sobrenatural, somos nós humanos mesmo que metemos medo uns nos outros.

É daqueles filmes que não dá para falar muito sem entregar, mas adianto que é sobre um rapaz negro que vai conhecer a família da namorada branca e chegando lá as coisas não são bem o que parecem. Eu sei que essa é a trama de uns 200 filmes, mas é isso mesmo.

Só sei que tomar chá mexendo com a colher batendo no canto da xícara nunca mais.

A Tia Helô sabe do que "eles" são capazes, 629 "Ai, Jesus!" para Corra!

Rei Arthur

A lenda do Rei Arthur é bem conhecida, e nesse filme o Guy Ritchie usa seu estilo cinematográfico para contar sua versão.

O Arthur é filho do Rei Uther que trouxe a paz entre os reinos (incluindo os magos) mas seu irmão Vortigern queria o poder e conseguiu tirar o Rei do trono.

Rei Uther antes de morrer conseguiu mandar seu filho Rio Tamisa abaixo até uma Londres que ainda era Londinium. Arthur é criado por umas prostitutas, cresce no bairro aprendendo a brigar, se virar e fazer uma graninha com seus amigos.

Um dia a maré seca e a Excalibur (que era a espada do Rei Uther, cheia de mágica) aparece fincada numa pedra e só o herdeiro legítimo do trono irá conseguir tirá-la de lá. Rei Vortigern com muita raiva decide chamar todos os súditos com idade suficiente para ser seu sobrinho para ir até lá tentar. Nessa o Arthur acaba lá e PÁ tira a espada da pedra.

Daí temos muitas brigas, lutas, mágica, cobras gigantes, até o Arthur construir sua mesa redonda.

Achei esse filme divertido, quando o Guy Rutchie faz o que sabe, dialogos e cortes rápidos e lutas em camera lenta, o filme fica interessante, mas quando ele entra na linha meio Senhor dos Anéis fica estranho. Mas acho que o Charlie Hunnam shirtless vale o ingresso.

A Tia Helô devia gostar da história do Rei Arthur, menos a parte dos magos. 316 "Ai, Jesus!" para aquela senhora com tentáculos no fundo do rio.

Alien Covenant

Eu não sei vocês, mas o Alien é um dos ETs cinematográficos que mais tenho medo. Essa é uma série de filmes clássica que começou em 1979 com Alien, depois em 1986 teve Aliens (no plural, muitos deles, e muita ação), Alien3 de 1992 é quase um terror psicológico, Alien Resurrection de 1997 é o mais fraco de todos (Ripley clonada). Aí o Ridley Scott fez o George Lucas resolveu contar tudo que aconteceu antes do primeiro Alien atacar Ripley e seus companheiros, quis explicar o que aconteceu e lançou o Prometheus em 2012 (que se passa uns 30 anos antes do Alien).

Prometheus é um filme ok que conta como alguns humanos (e um androide, o David) chegaram num planeta e encontraram uma nave e descobrem que uns "engenheiros" estavam desenvolvendo uma espécie de arma biológica. A gente sabe que isso nunca termina bem. Pula para 2017 e o novo filme Alien: Covenant, que se passa 10 anos depois de Prometheus.

Covenant é uma nave colonizadora, ou seja, carrega milhares de pessoas que vão colonizar um novo planeta e está todo mundo dormindo menos o Walter, o novo androide que fica lá cuidando dos botões. Só que a nave tem um problema e os tripulantes são acordados para resolvê-lo. Acontece que no processo de acordar o capitão da missão morre e o que assume o lugar decide ir atrás de um sinal que receberam (uma voz humana). Quando chegam no planeta parece estar tudo bem até....bem daqui pra frente seria spoiler qualquer coisa que eu contasse.

Só vou dizer que Covenant explica muita coisa, mais do que Prometheus.

A Tia Helô ia passar 80% do tempo com os olhos tapados mas acho que ela ia gostar do David e do Walter, afinal quem não gosta do Michael Fassbender? 527 "Ai, Jesus!" para esse pessoal que insiste em criar vida artificial.

17.5.17

+ Series

Handmaid's Tale - uma série baseada no livro da Margaret Atwood. Passa num futuro distópico (mas que não parece estar muito distante) onde mulheres perderam seus direitos e foram divididas em grupos. Nesse futuro a humanidade tem problemas de reprodução e a população está diminuindo, então um grupo de mulheres que são férteis são treinadas e colocadas em casas para que possam engravidar, essas são as Handmaids. A série foca em Offred, uma handmaid que tentou fugir com a família para o Canadá mas foi pega na fronteira. Mataram seu marido e levaram sua filha. Offred está na casa de um funcionario importante do governo e passa por todo ritual (bizarro) para poder engravidar e gerar um filho para ele e sua esposa. É uma série tensa porque passa numa época em que todos desconfiam de todos e ninguém é confiável. Só vi 5 episódios até agora e gostei.

American Gods - Os deuses antigos (Odin, Loki,  Anubis, Ibis, alguns eslavos, alguns do Oriente Médio, alguns demônios) estão todos na América tentando viver como dá e ao mesmo tempo querem manter seus fiéis para continuarem relevantes (e vivos). Acontece que novos deuses estão surgindo (Mídia, tecnologia, etc) e uma guerra está no horizonte. Nos primeiros episódios acompanhamos Moon Shadow sair da prisão e começar a trabalhar para o Mr. Wednesday, que vem a ser Odin. É uma série um pouco confusa, mas quando você entende quem são os deuses facilita um bocado.

Girlboss - Essa série é baseada na história da Sophia Amoruso, uma garota que conseguiu ganhar dinheiro com um brechó na internet. Achei a Sophia dessa série in-su-por-tá-vel, irritante e me sinto representada pela senhora que dá um tapa nela no primeiro episódio. Assisti tudo torcendo para ela se dar mal. Uma coisa vou dizer, a atriz que faz a Sophia é muito boa.

Master of None - Que segunda temporada excelente. Já tinha gostado da primeira, o Aziz Ansari escreve, dirige, produz e atua nessa série que é tipo um Seinfeld moderno, mais fino e chique. Nessa temporada o Dev vai para Itália aprender a fazer pasta e depois volta para NYC para ser apresentador de um reality sobre cupcakes. No meio de tudo isso tem episódios sobre sair com outras pessoas, pais e filhos, amizades que são mais que amizades, todos em locações bacanas (restaurantes, parques, museus). O quinto episódio tem uma cena final fantástica. Confesso que não curti muito finalzinho do último episódio, mas até lá é tudo muito bom!

The Leftovers - Essa série está em sua terceira e última temporada e estão caprichando. É uma série sobre perda, seja de familiares, de crenças, e de tudo mais. Na primeira temporada sabemos que 2% da população mundial sumiu. Sim, puf! sumiu. E aí conhecemos os personagens e como cada um lida com esse fato passado três anos do acontecimento. Na segunda temporada os personagens mudam para uma outra cidade onde nenhuma pessoa sumiu e a história passa a ser sobre a condição humana que tenta viver e sobreviver com tantos traumas. Nessa terceira temporada mais três anos se passaram e estando perto do sétimo aniversário do acontecimento as coisas estão tensas. Algumas pessoas conseguem seguir, outras tentam racionalizar, outras seguem crentes e nós somos presenteados com episódios excelentes. O quarto episódio dessa terceira temporada é sensacional, inclusive trouxe Take on Me do A-Ha de volta a minha playlist.

Sense 8 - Essa turminha danada está de volta para aprontar muitas confusões pelo mundo e dentro da cabeça uns dos outros. No fim da primeira temporada o policial Will fez eye contact com o vilãozão da série e passa boa parte dessa temporada tomando drogas tentado despistar o Whispers e ao mesmo tempo tentado descobrir mais sobre o vilão. Enquanto isso o nucleo mexicano sai todo do armário e vem ser feliz na parada gay de São Paulo, o alemão e a indiana ficam mais íntimos, o queniano começa uma carreira política e a Nomi coordena toda a parte tecnológica. Nessa temporada eles descobrem outros clusters e um pouco mais da história do cluster deles. Achei o final muito corrido e mal explicado, mas até lá foi divertido.

9.5.17

Guardiões da Galaxia Volume 2



O Guardiões da Galáxia Volume 1 fez tanto sucesso que ganhou uma continuação.

Nesse segundo filme o Peter Quill (Chris Pratt lindão e carismático) e amigos são mercenários e começam o filme em uma missão de recuperar umas baterias para um povo dourado. E como isso acontece? Ao som de Mr. Blue Sky da ELO que está na segunda fita que o Peter Quill tem. Som na caixa, Baby Groot dançando e vamos destruir um monstro que parece aquela minhoca de Dune.

Peter e amigos devolvem as baterias, mas o Rocket (Bradley Cooper faz um excelente trabalho de voz) rouba tudo e os guardiões se metem em muitas confusões com o povo dourado.

Eles são salvos pelo Ego (Kurt Russell, ótimo!) que é o pai ET do Peter Quill e o grupo se divide em dois. Peter, Gamora e Drax vão até o planeta do Ego ao som de My Sweet Lord do George Harrison para que pai e filho possam reconectar. Rocket e Baby Groot ficam num planeta qualquer para consertar a nave mas eles acabam numa rixa com Yondu e sua galera (que foram contratados pelo pessoal dourado para recuperar as baterias) ao som de Southern Nights.

No primeiro filme ficamos sabendo que depois que a mãe do Peter morreu ele foi sequestrado pelo Yondu, um ET azul, e não foi entregue a quem deveria. Nesse filme descobrimos que o pai do Peter contratou o Yondu mas nunca recebeu o Peter (que acabou virando ajudante do Yondu).

Esse filme é tão divertido quanto o primeiro, Baby Groot é estrela, tem umas participações especiais boas, tem plot twist, partes emocionantes e o Kurt Russell até faz um Analisando a Música de Brandy da Looking Glass.

Além das que já citei acima, a trilha sonora do Volume 2 tem as ótimas: The Chain do Fleetwood Mac, Father and Son do Cat Stevens, Come a Little Bit Closer do Jay Americans, e Wham Bam Shang a Lang do Silver. São músicas menos conhecidas do que as do Volume 1, e um pouco mais melancolicas, mas essa trilha também é muito boa e já está na minha lista de corrida.

A Tia Helô iria ficar hipnotizada com o Baby Groot e mesmo com tantas explosões e cenários hippies (planeta do papai Ego) ela diria uns 202 "Ai, Jesus!" para Peter Quill e sua turma.

6.5.17

Colonia del Sacramento

calle de los suspiros

De Montevidéu fomos até Colonia del Sacramento, uma cidadezinha que foi colônia portuguesa e hoje é patrimônio da UNESCO. Fica a 2 horas e meia de ônibus da capital uruguaia e nós passamos a noite lá.

flores de outono
plaza mayor
casa histórica portuguesa

Colonia é cidade fofa, com ruas arborizadas que no outono estavam douradas e com um centro histórico pequeno mas charmoso.



São ruas de pedras, algumas praças, um farol, algumas ruínas e mais um calçadão beira rio com um por do sol muito bonito.



A Calle de Los Suspiros é a atração do centro histórico com as casas mais antigas e a rua clássica de pedras (pé-de-moleque, mas as pedras não são tão grandes como em Paraty ou Tiradentes).


Do outro lado do Rio de la Plata dá para ver os prédios de Buenos Aires, tanto que para capital argentina é só uma hora de barco.

olha buenos aires ali do outro lado!


No centro histórico tem muitos restaurantes e a noite, depois que a maioria dos turistas que passam o dia vão embora, a cidade fica tranquila e dá para aproveitar melhor.

las chicas e um carro antigo (tem vários pela cidade)

4.5.17

Montevidéu


céu azul celeste igual a bandeira

Como não conhecia o Uruguai (mas estava na minha lista) aproveitei que as amigas me chamaram e fui.


Primeiro fomos para Montevidéu. Cidade tranquila, com ruas e avenidas largas e tem um beira rio urbanizado muito bonito.

Esse calçadão a beira do Rio de la Plata os locais chamam de Rambla e de Carrasco até a Cidade Velha deve ter uns 20 km. Andei a pé e de bicicleta por lá e é uma delícia. Os uruguaios andam, se exercitam e bebem (muito) mate a beira rio.

por do sol no rio de la plata

de bike na rambla

Fui no Estádio Centenário, que foi estádio da primeira copa do mundo em 1930. O estádio é todo em art deco e dentro tem um museu do futebol. A maior parte do museu é dedicada as conquistas do Uruguai e claro que tem uma área dedicada a copa de 1950.

uma réplica da jules rimet

Andei pelo Parque Batlle, que é o parque onde fica o estádio e outras instalações esportivas (pista de corrida, velódromo). É onde muitos dog walkers (passeadores de cachorros?) levam seus clientes para passear e também onde as auto escolas fazem aulas. Gostaria de ter aproveitado mais o parque mas pegamos uma infestação de mosquitos na cidade que era impossível ficar perto de grama ou árvore.

mosquitos não incomodam os cachorros

Eu ia andar do Parque Batlle até a Plaza da Independência pela Av. 18 de Julho, que é bem conhecida pelo comércio. Ainda bem que desisti porque essa avenida é enorme (eram quase 4km de caminhada), mas acabei vendo tudo do taxi.

A Plaza Independencia é o ponto de entrada da Cidade Velha, lá fica a estátua do General Artigas, embaixo tem o masoléu dele, em volta tem alguns prédios do governo e o famoso Palácio Salvo, que até 1935 foi o edifício mais alto da America do Sul.

general artigas e palácio salvo
las chicas

A Cidade Velha tem uma porta de entrada que é o que resta da muralha. Existem 2 ruas de pedestres, a Sarandi e a Perez Castellano com várias lojas, livrarias, restaurantes, museus (eu vi 2 de arte e o Museu dos Andes que é sobre o acidente de avião dos jogadores de rugby) e algumas praças bonitinhas no caminho.

livraria mas puro verso

O Mercado do Porto é onde todos os turistas vão para comer carne, então fomos lá também. Carne excelente, mas a gente sai cheirando a churrasco.

dá para ver a fumaça do churrasco

No meio do caminho achei uma loja de chocolates com o nome sugestivo de Volveras a Mi. O chocolate era tão bom que voltei com as amigas lá para mais (elas disseram que o alfajor era maravilhoso).

chocolate gostoso e embalagem bonita

Nós fizemos um walking tour grátis pela cidade velha e foi bacana saber um pouco da história do país e como as coisas funcionam por lá.

Ficamos em Punta Carretas e em Pocitos. Ambos bairros perto da Rambla (beira rio), residenciais mas com muitos restaurantes, lojas e shoppings. O shopping de Punta Carretas inclusive foi um presídio e foi lá que o Mojica ficou preso.

parque rodó
punta carretas
pelas ruas de punta carretas
pocitos do alto

A cidade é muito boa, organizada, calma (nem o transito é intenso), bons restaurantes, tem ciclovias, as pessoas são educadas e os taxistas são honestos. Não andei de transporte público, me pareceu que cobre a cidade toda mas é só ônibus, não tem metrô.



PS. O que mais me impressionou foi a relação dos uruguaios com o mate. Eles não largam a garrafa térmica nem a cuia por nada, não devem nem esticar os braços. É o tempo todo, andando na Rambla, sentados na praça, fazendo compras no shopping.... e por aí vai. Os braços deles nem devem mais esticar. (Provavelmente no sul do Brasil deve ser assim também.)

22.4.17

Analisando a música: I Feel It Coming (The Weeknd ft. Daft Punk)

No Grammy desse ano o The Weeknd se apresentou com o Daft Punk com uma música muito gostosa de escutar e que grudou na minha cabeça. I Feel It Coming tem um quê de Michael Jackson que ativa a veia nostálgica e a gente gosta de imediato.

Não conheço nada da discografia do artista (com nome de banda) canadense The Weeknd (sem o "e" mesmo), as vezes que tentei escutar outras músicas dele achei chatinho (até a conhecida Can't Feel My Face), mas nesse disco novo ele fez parceria com o Daft Punk e a gente sabe que o duo francês anima qualquer festa.

Essa parceria rendeu I Feel It Coming e Starboy.

Coloquei I Feel It Coming na playlist de corrida e adoro, acho o ritmo ótimo. Acontece que decidi reparar na letra e aí....

Tenho a impressão que o Daft Punk e Weeknd chegaram nessa melodia e precisavam de uma letra urgente, aí o Weeknd resolveu escrever sobre um assunto que ele deve entender bem.

Bem, vamos analisar.

Tell me what you really like
Baby, I can take my time
We don't ever have to fight
Just take it step-by-step
I can see it in your eyes
'Cause they never tell me lies
I can feel that body shake
And the heat between your legs

É uma música sobre sexo. Na verdade, é uma música sobre um cara que: 1) está assegurando a namorada (ou a garota que ele quer namorar) que está investido na relação e que ela é quem manda OU 2) está simplesmente tentando convencer a garota a transar com ele. Como gosto dessa música prefiro acreditar na primeira opção, mas existem evidências fortes da segunda.

Ele começa perguntando do que ela gosta, diz que podem ir devagar, passo a passo, MAS ele pode ver nos olhos dela (que nunca mentem) que ela está a fim e pode sentir o corpo dela tremendo (ou balançando) e o calor no meio das pernas. Ui Ui Ui. Espero que ela esteja mais balançando do que tremendo, ou que seja um tremor de prazer. E vamos combinar que se ele já está sentindo o calor num lugar específico é porque o rala e rola já está numa fase avançada.

You've been scared of love and what it did to you
You don't have to run, I know what you've been through
Just a simple touch and it can set you free
We don't have to rush when you're alone with me

Provavelmente ela teve uma experiência amorosa (ou sexual) muito ruim e que ficou traumatizada, mas ele diz que entende o que ela passou e que ela não precisa fugir. Ele deve ter uma mão mágica porque diz que com apenas um toque pode libertá-la e que não precisam ter pressa.

Vou acreditar que ele está sendo fofo e compreensivo.

I feel it coming, I feel it coming

E temos um refrão com uma frase simples que tem dois sentidos. Pode ser: 1) sinto que está chegando (o desejo, o tesão, o amor, etc) ou 2) to come também significa gozar em inglês, tirem suas conclusões.

You are not the single type
So baby, this is the perfect time
I'm just trying to get you high
And faded off this touch
You don't need a lonely night
So baby, I can make it right
You just got to let me try
To give you what you want

Essa segunda estrofe é confusa, mas vou tentar ver o copo cheio só porque gosto da melodia e não quero tirar essa música da minha playlist.

Ele já decreta que ela não é do tipo que fica solteira (amigo, que tipo é esse? quem é que não fica solteira? afff) e aí tenta convencê-la de que é a hora certa. Diz que está tentando deixá-la alta (ou nas alturas) e espero que seja com muito amor e não substâncias alucinógenas ou alcool. Diz que ela não precisa de uma noite solitária, que ele pode fazer bem a ela e pede (quase insiste) para tentar dar o que ela quer.

E se ela quiser ficar sozinha? Hein?

You've been scared of love and what it did to you
You don't have to run, I know what you've been through
Just a simple touch and it can set you free
We don't have to rush when you're alone with me

I feel it coming, I feel it coming

E aí repete mais uma vez que ela não precisa se preocupar, que ele entende, que o toque mágico vai resolver tudo e sente o amor vindo.

E aí? Mocinho fofo ou não?

Enquanto decidimos vamos curtir o ritmo porque estou sentindo a vontade de dançar vindo.

3.4.17

Novas séries

Big Little Lies - é uma série sobre um grupo de mulheres que moram em Monterey na California. São todas mães de crianças na faixa dos 6 anos que estudam na mesma classe. Logo no primeiro episódio a gente fica sabendo que houve uma morte numa festa da escola (só para os pais) e a história é contada através de flashbacks e de depoimentos de pessoas que estavam nessa festa.
Nós ficamos sabendo como essas mulheres se relacionam entre si (muitas farpas são jogadas), com seus parceiros e seus filhos.
Tem Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Laura Dern e Shailene Woodley. Todas ótimas. É da HBO.

13 Reasons Why- uma série da Netflix sobre bullying e suicídio. Hannah é uma garota que se mata mas antes ela deixa fitas (sim, fitas cassetes, old school mesmo, e isso tem significado) com as 13 razões que a levaram a cometer suicídio. Nós acompanhamos um de seus colegas, o Clay, desde o momento que ele recebe as fitas até ele terminar de escutá-las. Nós acompanhamos a mudança da Hannah de uma garota alegre para uma que se sente acuada até em casa porque sabemos que hoje em dia o bullying não fica só na escola. O público alvo dessa série é adolescentes, pais de adolescentes, professores, mas acho que serve para todos nem que seja para lembrar de tratar melhor as pessoas.

Feud - uma série sobra a rixa histórica entre Joan Crawford e Bette Davis e foi babado. As duas já eram rivais profissionais (mais pelas provocações da mídia) antes de filmarem Quem tem medo de Baby Jane?, mas durante as filmagens e depois quando só Bette Davis concorreu a um Oscar a coisa piorou. Joan Crawford (pelo o que a série mostra) era chegada numa picuinha, aliás, uma pessoa que usa todo aquele plástico para cobrir os móveis não pode bater bem da bola. Susan Sarandon e Jessica Lange estão ótimas como Bette e Joan. A série também mostra a dificuldade de atrizes de uma certa idade (e outras mulheres na indústria cinematográfica) tem dificuldade em conseguir bons papéis por pressão do show business em querer se manter jovem (especialmente mulheres).

Iron Fist - mais uma série dos heróis da Marvel na Netflix. Para formar o grupo dos Defensores (Jessica Jones, Demolidor, Luke Cage e Iron Fist) a Netflix deu uma série para cada. A do Demolidor é ótima, Jessica Jones também e a do Luke Cage é chatérrima (nem terminei de ver e tinha tudo para eu gostar). A série do Punho de Ferro é pouca coisa melhor do que a do Luke Cage, pelo menos terminei de ver, mas que herói bananão. Netflix, faltou dinheiro para fazer lutas melhores? Ou para nos dar um flashback decente das origens do herói? Iron Fist é mestre em Kung Fu e tem a PIORES lutas ever. Até a briga do Colin Firth e Hugh Grant em Bridget Jones é melhor.


Sei que Girls não é série nova (e tem gente que não suporta, mas eu gosto porque conheço algumas Girls na vida real), mas Lena Dunham está fazendo essa sexta e última temporada com maestria sabendo dar tchau a todas as personagens.

2.4.17

+ Filmes

Trainspotting 2

O primeiro Trainspotting é de 1996 e fez bastante sucesso especialmente entre o público de pré-hipsters da época. É sobre um grupo de rapazes escoceses que são viciados em heroína e passam o tempo todo se drogando, tentando se livrar das drogas, arranjando meios de conseguir mais drogas e chegando no fundo da privada do poço.

Acho que esse filme tem umas das melhores trilhas sonoras ever.

(Para quem não viu o primeiro, tem na Netflix. E é bom ver o primeiro antes de ver o segundo não só para entender a trama como para conhecer melhor essas pessoas.)

O segundo filme se passa 20 anos depois do fim do primeiro filme. Renton está morando na Holanda, Sick Boy continua no mundo marginal usando sua namorada para chantagear homens teoricamente direitos, Spud ainda é viciado em heroína e tem um filho, e Begbie está preso.

Renton não é mais viciado em heroína mas é viciado em exercícios. Depois de um ataque cardíaco e após a morte de sua mãe, ele volta para Edimburgo. E lá tem um bocado de gente com raiva dele (veja o primeiro filme para saber porque).

Nessa reunião com cara de vingança de amigos tem muitos momentos nostálgicos porque viciados em drogas serão sempre viciados em alguma coisa, nem que seja no passado. Tem muitos momentos violentos e a certeza que as pessoas não mudam.

A trilha sonora desse segundo filme também é ótima. Mostrou uma Edimburgo mais limpa em comparação com a cidade meio junkie do primeiro filme. É uma cidade belíssima.

O texto choose life contemporâneo é muito bom!

Gostei de ver o que aconteceu 20 anos depois com os rapazes de Edimburgo.

A Tia Helô ficaria horrorizada com Renton e sua turminha. 821 "Ai, Jesus!" para essa reunião.


Fragmentado

O M. Night Shayamalan passou um bom tempo fazendo filme ruim, mas no A Visita ele, para mim, se redimiu e agora acho que vale a pena ver os filme dele (porque eu já tinha desistido depois de The Happening).

Então fui ver Fragmentado que é sobre um homem com multiplas personalidades (23 para ser exata) que sequestra três meninas e as coloca num porão.

Das 23 personalidades nós vemos 3 na maior parte do tempo, mas outras dão o ar da graça em algum ponto. O James McAvoy está sensacional fazendo as diferentes personalidades e a transição entre elas.

Porque ele sequestra as meninas? Bem aí tem que assistir. Só digo que tem uma teoria muito interessante sobre multiplas personalidades e seus efeitos no corpo humano.

A Tia Helô não iria aguentar a tensão, mas acho que ela gostaria muito da personalidade Dennis, afinal ele tem TOC. 514 "Ai, Jesus!" para tanta tensão.


31.3.17

Museu da Fotografia de Fortaleza



Ontem fui conhecer o Museu de Fotografia que foi inaugurado no início de março.


Esse museu surgiu da coleção particular do empresário Silvio Frota. Ele tem mais de 2000 mil obras e resolveu construir um museu para expor (e dividir com o resto da sociedade) algumas de suas fotos.

Fotografia merece um museu. É arte e é também como documentamos tudo desde o fim do século 19.

O prédio do museu foi todo reformado (era uma escola de línguas antes), quase reconstruído, e o projeto ficou muito bonito.

Dentro está tudo muito bem organizado e os funcionários são muito prestativos.



São três andares de fotos. No primeiro andar a moça me disse que era uma exposição temporária e é lá que estão as fotos mais conhecidas de fotografos famosos como o Cartier-Bresson, Sebastião Salgado e o Steve McCurry.



No segundo andar é o acervo permanente e muitas fotos mostrando os diferente olhares. É um andar com muitos retratos de pessoas.



O terceiro andar é dedicado ao Norte e Nordeste. São fotógrafos regionais ou outros que retrataram as regiões. Tem uma parede dedicada ao Chico Albuquerque, fotografo cearense que fez muitas fotos de jangadas, pescadores e foi fotografo em cena do Orson Wells quando este veio filmar It's All True (sobre os jangadeiros que foram até o Rio de Janeiro pelo mar).



Tem uma lojinha com livros de fotografia e um café.

Gostei muito desse museu, a visita foi muito agradável e irei outras vezes

Abre de quarta a domingo, das 12 as 17, custa R$10. Quarta-feira é grátis.


(desculpa as fotos na vertical, é quase um pecado mostrar um museu da fotografia com essas fotos, mas é que fiz tudo no snapchat e a linguagem lá funciona assim)