17.5.17

+ Series

Handmaid's Tale - uma série baseada no livro da Margaret Atwood. Passa num futuro distópico (mas que não parece estar muito distante) onde mulheres perderam seus direitos e foram divididas em grupos. Nesse futuro a humanidade tem problemas de reprodução e a população está diminuindo, então um grupo de mulheres que são férteis são treinadas e colocadas em casas para que possam engravidar, essas são as Handmaids. A série foca em Offred, uma handmaid que tentou fugir com a família para o Canadá mas foi pega na fronteira. Mataram seu marido e levaram sua filha. Offred está na casa de um funcionario importante do governo e passa por todo ritual (bizarro) para poder engravidar e gerar um filho para ele e sua esposa. É uma série tensa porque passa numa época em que todos desconfiam de todos e ninguém é confiável. Só vi 5 episódios até agora e gostei.

American Gods - Os deuses antigos (Odin, Loki,  Anubis, Ibis, alguns eslavos, alguns do Oriente Médio, alguns demônios) estão todos na América tentando viver como dá e ao mesmo tempo querem manter seus fiéis para continuarem relevantes (e vivos). Acontece que novos deuses estão surgindo (Mídia, tecnologia, etc) e uma guerra está no horizonte. Nos primeiros episódios acompanhamos Moon Shadow sair da prisão e começar a trabalhar para o Mr. Wednesday, que vem a ser Odin. É uma série um pouco confusa, mas quando você entende quem são os deuses facilita um bocado.

Girlboss - Essa série é baseada na história da Sophia Amoruso, uma garota que conseguiu ganhar dinheiro com um brechó na internet. Achei a Sophia dessa série in-su-por-tá-vel, irritante e me sinto representada pela senhora que dá um tapa nela no primeiro episódio. Assisti tudo torcendo para ela se dar mal. Uma coisa vou dizer, a atriz que faz a Sophia é muito boa.

Master of None - Que segunda temporada excelente. Já tinha gostado da primeira, o Aziz Ansari escreve, dirige, produz e atua nessa série que é tipo um Seinfeld moderno, mais fino e chique. Nessa temporada o Dev vai para Itália aprender a fazer pasta e depois volta para NYC para ser apresentador de um reality sobre cupcakes. No meio de tudo isso tem episódios sobre sair com outras pessoas, pais e filhos, amizades que são mais que amizades, todos em locações bacanas (restaurantes, parques, museus). O quinto episódio tem uma cena final fantástica. Confesso que não curti muito finalzinho do último episódio, mas até lá é tudo muito bom!

The Leftovers - Essa série está em sua terceira e última temporada e estão caprichando. É uma série sobre perda, seja de familiares, de crenças, e de tudo mais. Na primeira temporada sabemos que 2% da população mundial sumiu. Sim, puf! sumiu. E aí conhecemos os personagens e como cada um lida com esse fato passado três anos do acontecimento. Na segunda temporada os personagens mudam para uma outra cidade onde nenhuma pessoa sumiu e a história passa a ser sobre a condição humana que tenta viver e sobreviver com tantos traumas. Nessa terceira temporada mais três anos se passaram e estando perto do sétimo aniversário do acontecimento as coisas estão tensas. Algumas pessoas conseguem seguir, outras tentam racionalizar, outras seguem crentes e nós somos presenteados com episódios excelentes. O quarto episódio dessa terceira temporada é sensacional, inclusive trouxe Take on Me do A-Ha de volta a minha playlist.

Sense 8 - Essa turminha danada está de volta para aprontar muitas confusões pelo mundo e dentro da cabeça uns dos outros. No fim da primeira temporada o policial Will fez eye contact com o vilãozão da série e passa boa parte dessa temporada tomando drogas tentado despistar o Whispers e ao mesmo tempo tentado descobrir mais sobre o vilão. Enquanto isso o nucleo mexicano sai todo do armário e vem ser feliz na parada gay de São Paulo, o alemão e a indiana ficam mais íntimos, o queniano começa uma carreira política e a Nomi coordena toda a parte tecnológica. Nessa temporada eles descobrem outros clusters e um pouco mais da história do cluster deles. Achei o final muito corrido e mal explicado, mas até lá foi divertido.

9.5.17

Guardiões da Galaxia Volume 2



O Guardiões da Galáxia Volume 1 fez tanto sucesso que ganhou uma continuação.

Nesse segundo filme o Peter Quill (Chris Pratt lindão e carismático) e amigos são mercenários e começam o filme em uma missão de recuperar umas baterias para um povo dourado. E como isso acontece? Ao som de Mr. Blue Sky da ELO que está na segunda fita que o Peter Quill tem. Som na caixa, Baby Groot dançando e vamos destruir um monstro que parece aquela minhoca de Dune.

Peter e amigos devolvem as baterias, mas o Rocket (Bradley Cooper faz um excelente trabalho de voz) rouba tudo e os guardiões se metem em muitas confusões com o povo dourado.

Eles são salvos pelo Ego (Kurt Russell, ótimo!) que é o pai ET do Peter Quill e o grupo se divide em dois. Peter, Gamora e Drax vão até o planeta do Ego ao som de My Sweet Lord do George Harrison para que pai e filho possam reconectar. Rocket e Baby Groot ficam num planeta qualquer para consertar a nave mas eles acabam numa rixa com Yondu e sua galera (que foram contratados pelo pessoal dourado para recuperar as baterias) ao som de Southern Nights.

No primeiro filme ficamos sabendo que depois que a mãe do Peter morreu ele foi sequestrado pelo Yondu, um ET azul, e não foi entregue a quem deveria. Nesse filme descobrimos que o pai do Peter contratou o Yondu mas nunca recebeu o Peter (que acabou virando ajudante do Yondu).

Esse filme é tão divertido quanto o primeiro, Baby Groot é estrela, tem umas participações especiais boas, tem plot twist, partes emocionantes e o Kurt Russell até faz um Analisando a Música de Brandy da Looking Glass.

Além das que já citei acima, a trilha sonora do Volume 2 tem as ótimas: The Chain do Fleetwood Mac, Father and Son do Cat Stevens, Come a Little Bit Closer do Jay Americans, e Wham Bam Shang a Lang do Silver. São músicas menos conhecidas do que as do Volume 1, e um pouco mais melancolicas, mas essa trilha também é muito boa e já está na minha lista de corrida.

A Tia Helô iria ficar hipnotizada com o Baby Groot e mesmo com tantas explosões e cenários hippies (planeta do papai Ego) ela diria uns 202 "Ai, Jesus!" para Peter Quill e sua turma.

6.5.17

Colonia del Sacramento

calle de los suspiros

De Montevidéu fomos até Colonia del Sacramento, uma cidadezinha que foi colônia portuguesa e hoje é patrimônio da UNESCO. Fica a 2 horas e meia de ônibus da capital uruguaia e nós passamos a noite lá.

flores de outono
plaza mayor
casa histórica portuguesa

Colonia é cidade fofa, com ruas arborizadas que no outono estavam douradas e com um centro histórico pequeno mas charmoso.



São ruas de pedras, algumas praças, um farol, algumas ruínas e mais um calçadão beira rio com um por do sol muito bonito.



A Calle de Los Suspiros é a atração do centro histórico com as casas mais antigas e a rua clássica de pedras (pé-de-moleque, mas as pedras não são tão grandes como em Paraty ou Tiradentes).


Do outro lado do Rio de la Plata dá para ver os prédios de Buenos Aires, tanto que para capital argentina é só uma hora de barco.

olha buenos aires ali do outro lado!


No centro histórico tem muitos restaurantes e a noite, depois que a maioria dos turistas que passam o dia vão embora, a cidade fica tranquila e dá para aproveitar melhor.

las chicas e um carro antigo (tem vários pela cidade)

4.5.17

Montevidéu


céu azul celeste igual a bandeira

Como não conhecia o Uruguai (mas estava na minha lista) aproveitei que as amigas me chamaram e fui.


Primeiro fomos para Montevidéu. Cidade tranquila, com ruas e avenidas largas e tem um beira rio urbanizado muito bonito.

Esse calçadão a beira do Rio de la Plata os locais chamam de Rambla e de Carrasco até a Cidade Velha deve ter uns 20 km. Andei a pé e de bicicleta por lá e é uma delícia. Os uruguaios andam, se exercitam e bebem (muito) mate a beira rio.

por do sol no rio de la plata

de bike na rambla

Fui no Estádio Centenário, que foi estádio da primeira copa do mundo em 1930. O estádio é todo em art deco e dentro tem um museu do futebol. A maior parte do museu é dedicada as conquistas do Uruguai e claro que tem uma área dedicada a copa de 1950.

uma réplica da jules rimet

Andei pelo Parque Batlle, que é o parque onde fica o estádio e outras instalações esportivas (pista de corrida, velódromo). É onde muitos dog walkers (passeadores de cachorros?) levam seus clientes para passear e também onde as auto escolas fazem aulas. Gostaria de ter aproveitado mais o parque mas pegamos uma infestação de mosquitos na cidade que era impossível ficar perto de grama ou árvore.

mosquitos não incomodam os cachorros

Eu ia andar do Parque Batlle até a Plaza da Independência pela Av. 18 de Julho, que é bem conhecida pelo comércio. Ainda bem que desisti porque essa avenida é enorme (eram quase 4km de caminhada), mas acabei vendo tudo do taxi.

A Plaza Independencia é o ponto de entrada da Cidade Velha, lá fica a estátua do General Artigas, embaixo tem o masoléu dele, em volta tem alguns prédios do governo e o famoso Palácio Salvo, que até 1935 foi o edifício mais alto da America do Sul.

general artigas e palácio salvo
las chicas

A Cidade Velha tem uma porta de entrada que é o que resta da muralha. Existem 2 ruas de pedestres, a Sarandi e a Perez Castellano com várias lojas, livrarias, restaurantes, museus (eu vi 2 de arte e o Museu dos Andes que é sobre o acidente de avião dos jogadores de rugby) e algumas praças bonitinhas no caminho.

livraria mas puro verso

O Mercado do Porto é onde todos os turistas vão para comer carne, então fomos lá também. Carne excelente, mas a gente sai cheirando a churrasco.

dá para ver a fumaça do churrasco

No meio do caminho achei uma loja de chocolates com o nome sugestivo de Volveras a Mi. O chocolate era tão bom que voltei com as amigas lá para mais (elas disseram que o alfajor era maravilhoso).

chocolate gostoso e embalagem bonita

Nós fizemos um walking tour grátis pela cidade velha e foi bacana saber um pouco da história do país e como as coisas funcionam por lá.

Ficamos em Punta Carretas e em Pocitos. Ambos bairros perto da Rambla (beira rio), residenciais mas com muitos restaurantes, lojas e shoppings. O shopping de Punta Carretas inclusive foi um presídio e foi lá que o Mojica ficou preso.

parque rodó
punta carretas
pelas ruas de punta carretas
pocitos do alto

A cidade é muito boa, organizada, calma (nem o transito é intenso), bons restaurantes, tem ciclovias, as pessoas são educadas e os taxistas são honestos. Não andei de transporte público, me pareceu que cobre a cidade toda mas é só ônibus, não tem metrô.



PS. O que mais me impressionou foi a relação dos uruguaios com o mate. Eles não largam a garrafa térmica nem a cuia por nada, não devem nem esticar os braços. É o tempo todo, andando na Rambla, sentados na praça, fazendo compras no shopping.... e por aí vai. Os braços deles nem devem mais esticar. (Provavelmente no sul do Brasil deve ser assim também.)

22.4.17

Analisando a música: I Feel It Coming (The Weeknd ft. Daft Punk)

No Grammy desse ano o The Weeknd se apresentou com o Daft Punk com uma música muito gostosa de escutar e que grudou na minha cabeça. I Feel It Coming tem um quê de Michael Jackson que ativa a veia nostálgica e a gente gosta de imediato.

Não conheço nada da discografia do artista (com nome de banda) canadense The Weeknd (sem o "e" mesmo), as vezes que tentei escutar outras músicas dele achei chatinho (até a conhecida Can't Feel My Face), mas nesse disco novo ele fez parceria com o Daft Punk e a gente sabe que o duo francês anima qualquer festa.

Essa parceria rendeu I Feel It Coming e Starboy.

Coloquei I Feel It Coming na playlist de corrida e adoro, acho o ritmo ótimo. Acontece que decidi reparar na letra e aí....

Tenho a impressão que o Daft Punk e Weeknd chegaram nessa melodia e precisavam de uma letra urgente, aí o Weeknd resolveu escrever sobre um assunto que ele deve entender bem.

Bem, vamos analisar.

Tell me what you really like
Baby, I can take my time
We don't ever have to fight
Just take it step-by-step
I can see it in your eyes
'Cause they never tell me lies
I can feel that body shake
And the heat between your legs

É uma música sobre sexo. Na verdade, é uma música sobre um cara que: 1) está assegurando a namorada (ou a garota que ele quer namorar) que está investido na relação e que ela é quem manda OU 2) está simplesmente tentando convencer a garota a transar com ele. Como gosto dessa música prefiro acreditar na primeira opção, mas existem evidências fortes da segunda.

Ele começa perguntando do que ela gosta, diz que podem ir devagar, passo a passo, MAS ele pode ver nos olhos dela (que nunca mentem) que ela está a fim e pode sentir o corpo dela tremendo (ou balançando) e o calor no meio das pernas. Ui Ui Ui. Espero que ela esteja mais balançando do que tremendo, ou que seja um tremor de prazer. E vamos combinar que se ele já está sentindo o calor num lugar específico é porque o rala e rola já está numa fase avançada.

You've been scared of love and what it did to you
You don't have to run, I know what you've been through
Just a simple touch and it can set you free
We don't have to rush when you're alone with me

Provavelmente ela teve uma experiência amorosa (ou sexual) muito ruim e que ficou traumatizada, mas ele diz que entende o que ela passou e que ela não precisa fugir. Ele deve ter uma mão mágica porque diz que com apenas um toque pode libertá-la e que não precisam ter pressa.

Vou acreditar que ele está sendo fofo e compreensivo.

I feel it coming, I feel it coming

E temos um refrão com uma frase simples que tem dois sentidos. Pode ser: 1) sinto que está chegando (o desejo, o tesão, o amor, etc) ou 2) to come também significa gozar em inglês, tirem suas conclusões.

You are not the single type
So baby, this is the perfect time
I'm just trying to get you high
And faded off this touch
You don't need a lonely night
So baby, I can make it right
You just got to let me try
To give you what you want

Essa segunda estrofe é confusa, mas vou tentar ver o copo cheio só porque gosto da melodia e não quero tirar essa música da minha playlist.

Ele já decreta que ela não é do tipo que fica solteira (amigo, que tipo é esse? quem é que não fica solteira? afff) e aí tenta convencê-la de que é a hora certa. Diz que está tentando deixá-la alta (ou nas alturas) e espero que seja com muito amor e não substâncias alucinógenas ou alcool. Diz que ela não precisa de uma noite solitária, que ele pode fazer bem a ela e pede (quase insiste) para tentar dar o que ela quer.

E se ela quiser ficar sozinha? Hein?

You've been scared of love and what it did to you
You don't have to run, I know what you've been through
Just a simple touch and it can set you free
We don't have to rush when you're alone with me

I feel it coming, I feel it coming

E aí repete mais uma vez que ela não precisa se preocupar, que ele entende, que o toque mágico vai resolver tudo e sente o amor vindo.

E aí? Mocinho fofo ou não?

Enquanto decidimos vamos curtir o ritmo porque estou sentindo a vontade de dançar vindo.

3.4.17

Novas séries

Big Little Lies - é uma série sobre um grupo de mulheres que moram em Monterey na California. São todas mães de crianças na faixa dos 6 anos que estudam na mesma classe. Logo no primeiro episódio a gente fica sabendo que houve uma morte numa festa da escola (só para os pais) e a história é contada através de flashbacks e de depoimentos de pessoas que estavam nessa festa.
Nós ficamos sabendo como essas mulheres se relacionam entre si (muitas farpas são jogadas), com seus parceiros e seus filhos.
Tem Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Laura Dern e Shailene Woodley. Todas ótimas. É da HBO.

13 Reasons Why- uma série da Netflix sobre bullying e suicídio. Hannah é uma garota que se mata mas antes ela deixa fitas (sim, fitas cassetes, old school mesmo, e isso tem significado) com as 13 razões que a levaram a cometer suicídio. Nós acompanhamos um de seus colegas, o Clay, desde o momento que ele recebe as fitas até ele terminar de escutá-las. Nós acompanhamos a mudança da Hannah de uma garota alegre para uma que se sente acuada até em casa porque sabemos que hoje em dia o bullying não fica só na escola. O público alvo dessa série é adolescentes, pais de adolescentes, professores, mas acho que serve para todos nem que seja para lembrar de tratar melhor as pessoas.

Feud - uma série sobra a rixa histórica entre Joan Crawford e Bette Davis e foi babado. As duas já eram rivais profissionais (mais pelas provocações da mídia) antes de filmarem Quem tem medo de Baby Jane?, mas durante as filmagens e depois quando só Bette Davis concorreu a um Oscar a coisa piorou. Joan Crawford (pelo o que a série mostra) era chegada numa picuinha, aliás, uma pessoa que usa todo aquele plástico para cobrir os móveis não pode bater bem da bola. Susan Sarandon e Jessica Lange estão ótimas como Bette e Joan. A série também mostra a dificuldade de atrizes de uma certa idade (e outras mulheres na indústria cinematográfica) tem dificuldade em conseguir bons papéis por pressão do show business em querer se manter jovem (especialmente mulheres).

Iron Fist - mais uma série dos heróis da Marvel na Netflix. Para formar o grupo dos Defensores (Jessica Jones, Demolidor, Luke Cage e Iron Fist) a Netflix deu uma série para cada. A do Demolidor é ótima, Jessica Jones também e a do Luke Cage é chatérrima (nem terminei de ver e tinha tudo para eu gostar). A série do Punho de Ferro é pouca coisa melhor do que a do Luke Cage, pelo menos terminei de ver, mas que herói bananão. Netflix, faltou dinheiro para fazer lutas melhores? Ou para nos dar um flashback decente das origens do herói? Iron Fist é mestre em Kung Fu e tem a PIORES lutas ever. Até a briga do Colin Firth e Hugh Grant em Bridget Jones é melhor.


Sei que Girls não é série nova (e tem gente que não suporta, mas eu gosto porque conheço algumas Girls na vida real), mas Lena Dunham está fazendo essa sexta e última temporada com maestria sabendo dar tchau a todas as personagens.

2.4.17

+ Filmes

Trainspotting 2

O primeiro Trainspotting é de 1996 e fez bastante sucesso especialmente entre o público de pré-hipsters da época. É sobre um grupo de rapazes escoceses que são viciados em heroína e passam o tempo todo se drogando, tentando se livrar das drogas, arranjando meios de conseguir mais drogas e chegando no fundo da privada do poço.

Acho que esse filme tem umas das melhores trilhas sonoras ever.

(Para quem não viu o primeiro, tem na Netflix. E é bom ver o primeiro antes de ver o segundo não só para entender a trama como para conhecer melhor essas pessoas.)

O segundo filme se passa 20 anos depois do fim do primeiro filme. Renton está morando na Holanda, Sick Boy continua no mundo marginal usando sua namorada para chantagear homens teoricamente direitos, Spud ainda é viciado em heroína e tem um filho, e Begbie está preso.

Renton não é mais viciado em heroína mas é viciado em exercícios. Depois de um ataque cardíaco e após a morte de sua mãe, ele volta para Edimburgo. E lá tem um bocado de gente com raiva dele (veja o primeiro filme para saber porque).

Nessa reunião com cara de vingança de amigos tem muitos momentos nostálgicos porque viciados em drogas serão sempre viciados em alguma coisa, nem que seja no passado. Tem muitos momentos violentos e a certeza que as pessoas não mudam.

A trilha sonora desse segundo filme também é ótima. Mostrou uma Edimburgo mais limpa em comparação com a cidade meio junkie do primeiro filme. É uma cidade belíssima.

O texto choose life contemporâneo é muito bom!

Gostei de ver o que aconteceu 20 anos depois com os rapazes de Edimburgo.

A Tia Helô ficaria horrorizada com Renton e sua turminha. 821 "Ai, Jesus!" para essa reunião.


Fragmentado

O M. Night Shayamalan passou um bom tempo fazendo filme ruim, mas no A Visita ele, para mim, se redimiu e agora acho que vale a pena ver os filme dele (porque eu já tinha desistido depois de The Happening).

Então fui ver Fragmentado que é sobre um homem com multiplas personalidades (23 para ser exata) que sequestra três meninas e as coloca num porão.

Das 23 personalidades nós vemos 3 na maior parte do tempo, mas outras dão o ar da graça em algum ponto. O James McAvoy está sensacional fazendo as diferentes personalidades e a transição entre elas.

Porque ele sequestra as meninas? Bem aí tem que assistir. Só digo que tem uma teoria muito interessante sobre multiplas personalidades e seus efeitos no corpo humano.

A Tia Helô não iria aguentar a tensão, mas acho que ela gostaria muito da personalidade Dennis, afinal ele tem TOC. 514 "Ai, Jesus!" para tanta tensão.


31.3.17

Museu da Fotografia de Fortaleza



Ontem fui conhecer o Museu de Fotografia que foi inaugurado no início de março.


Esse museu surgiu da coleção particular do empresário Silvio Frota. Ele tem mais de 2000 mil obras e resolveu construir um museu para expor (e dividir com o resto da sociedade) algumas de suas fotos.

Fotografia merece um museu. É arte e é também como documentamos tudo desde o fim do século 19.

O prédio do museu foi todo reformado (era uma escola de línguas antes), quase reconstruído, e o projeto ficou muito bonito.

Dentro está tudo muito bem organizado e os funcionários são muito prestativos.



São três andares de fotos. No primeiro andar a moça me disse que era uma exposição temporária e é lá que estão as fotos mais conhecidas de fotografos famosos como o Cartier-Bresson, Sebastião Salgado e o Steve McCurry.



No segundo andar é o acervo permanente e muitas fotos mostrando os diferente olhares. É um andar com muitos retratos de pessoas.



O terceiro andar é dedicado ao Norte e Nordeste. São fotógrafos regionais ou outros que retrataram as regiões. Tem uma parede dedicada ao Chico Albuquerque, fotografo cearense que fez muitas fotos de jangadas, pescadores e foi fotografo em cena do Orson Wells quando este veio filmar It's All True (sobre os jangadeiros que foram até o Rio de Janeiro pelo mar).



Tem uma lojinha com livros de fotografia e um café.

Gostei muito desse museu, a visita foi muito agradável e irei outras vezes

Abre de quarta a domingo, das 12 as 17, custa R$10. Quarta-feira é grátis.


(desculpa as fotos na vertical, é quase um pecado mostrar um museu da fotografia com essas fotos, mas é que fiz tudo no snapchat e a linguagem lá funciona assim)