12.8.17

Parque Olímpico um ano depois

Depois que estive em Londres mês passado e visitei o Parque Olímpico de lá, e adorei ver como as pessoas usavam aquela área, fiquei com vontade de ver como estava o do Rio um ano depois que as Olimpiadas acabaram.

arena do tênis

(Post com o escrevi sobre o Parque Olímpico quando estive lá ano passado)

Chegar no Parque Olímpico continua fácil e rápido. De Copacabana para o Jardim Oceânico, na Barra, leva 20 minutos no metrô e depois são mais 25 minutos no BRT que para na porta do parque.

O Parque Olímpico fica aberto aos sábados, domingos de feriados de 8:00 as 18:00.

As estruturas estão todas lá: arena do tênis, arenas cariocas 1, 2 e 3; o velódromo, a da ginástica olímpica e a estrutura física da piscina (mas acho que não tem mais piscina lá dentro.

arenas cariocas 1, 2 e 3

O parque está bem cuidado, colocaram algumas quadras esportivas do lado de fora, alguns brinquedos para crianças e só.

a estrutura da piscina sem a fachada
com desenhos da adriana varejão

O lugar continua um descampado, sem sombra e chega a ser desconfortável em alguns horários.

única sombra

A Arena Carioca 1 estava aberta, tinha um campeonato de tênis de mesa, e com isso tinha um food truck e os banheiros estavam abertos. Não sei se sem algum evento os banheiros ficam abertos.


A população não usa esse parque. Tinha pouquíssimas pessoas lá dentro, a maioria de bicicleta (e mesmo assim conto nos dedos das mãos os que estavam lá.

muro dos campeões

A estrutura para o Rock in Rio já está sendo montada..

essa vista da lagoa é bonita

Resumindo: é apenas um lugar para eventos. Acho uma pena que as pessoas que moram na região (tem muitos prédios e condomínios em volta) não usem esse parque, mas do jeito que está não dá para fazer muita coisa mesmo.

11.8.17

Nirvana e Punk Rock

Ontem fui ver a exposição sobre o Nirvana e o Punk Rock que está no Museu Histórico Nacional.


É uma exposição sobre a influência do Punk Rock em uma banda como o Nirvana. Se você escutou nirvana alguma vez na vida sabe que a raiz do punk está lá.

in utero
Kurt Cobain e cia escutavam muito Punk Rock e outras coisas também (Dave Grohl é fã de Beatles) que influenciaram as músicas do Nirvana em sua curta carreira.


Mas a exposição não concentra só no Nirvana, claro que a banda é o principal (videos, fotos e memorablia), mas tem uma boa parte dedicada a outras bandas da era grunge e até a Sub Pop uma gravadora de Seattle que pegou todo esse pessoal em início de carreira.


Não é uma exposição grande mas é bem feita. Tem estações interativas para ver videos sobre o assunto e outras para escutar músicas - essas são as melhores.



No fim tem um lugar onde você faz um video cantando e dançando (se quiser) uma música do Nirvana que depois passa num telão para todo mundo ver. E tem uns cenários montados que dá para tirar fotos como se fosse capa de disco ou participando de algum video.

claro que fiz uma foto nevermind

Eu gostei dessa exposição, passei um tempão escutando música. Tinha uma estação de punk rock e bandas underground (algumas eu conhecia bem outras não), outra estação era de bandas do Noroeste dos EUA (achava que conhecia muitas bandas dessa região mas vi que não, que sou quase Jon Snow nesse assunto e tem muita banda boa para conhecer), uma estação era só das principais bandas do movimento grunge e a última estação era de bandas pós anos do grunge.

adoro essa capa (e título) desse
album do mudhoney

Depois andei pela ótima exposição permanente do Museu Histórico Nacional, sempre vale a pena.

Essa exposição fica em cartaz até o próximo domingo.


(aqui no blog já analisei Lithium do Nirvana e In Hiding do Pearl Jam)

9.8.17

Bye bye iPods

Semana passada a Apple decidiu acabar com os iPods. Não vai mais vender nem o nano nem o shuffle. O único que ainda resiste é o iPod Touch, que é um iPhone sem o telefone.

Eu acho que o iPod foi uma das melhores invenções ever. Aqui no blog tenho uma sessão dedicada a ele, e até fiz um momento TOC de um dos meus iPods (tive -ainda tenho- alguns e até contei história deles aqui).

Antes do iPod eu tinha que carregar um walkman e fitas k7, e depois um discman e cds. A evolução não foi só no hardware que tinha que carregar, foi também na forma de escutar as músicas.

Na era da fita a gente gravava as músicas de um lado e de outro, só cabiam umas 16 músicas por fita, e procurar uma música na fita era uma chatice. Na era do cd melhorou um pouco.

Mas foram os MP3 que facilitaram a vida nesse sentido. Cabia mais de 20 músicas e pular ou voltar era fácil.

A revolução do iPod foi, além do armazenamento organizado de centenas (milhares) músicas, a possibilidade do shuffle. É como se alguém escolhesse as músicas, sempre uma surpresa.

Hoje essas funções todas estão no telefone e por isso os iPods subiram no telhado.

Usei meu iPod nano até bem pouco tempo. Achava muito melhor para correr por ser bem pequeno e mais leve, mas, no mundo conectado de hoje, a camera faz falta e os aplicativos esportivos também.

Então me despeço da era do iPod, foi ótimo enquanto durou.

7.8.17

+ Filmes

Planeta dos Macacos: A Guerra

Esse é o terceiro filme da trilogia que começou com o Planeta dos Macacos: A Origem (2011), e depois O Confronto (2014).

Nesse filme a história se passa alguns anos depois de O Confronto onde o Koba (um macaco que odiava humanos) começou uma discórdia entre macacos e humanos e agora um exercito de humanos está perseguindo os macacos no meio da floresta.

Cesar e sua turma são inteligentes e organizados mas do lado dos humanos tem um coronel maluco (o Woody Harrelson). O Cesar não quer guerra, ele até gosta dos humanos, mas o coronel insiste em ser desagradável e mata a família do Cesar.

Cesar com sangue nos olhos vai atrás do coronel e descobre que o buraco é mais embaixo. É um filme sobre guerra e intimista ao mesmo tempo.

Esse filme fecha muito bem a trilogia de prequels (prólogos?) e deixa tudo bem amarrado para o Planeta dos Macacos original de 1968.

O Andy Serkis está maravilhoso. O trabalho dele junto com os efeitos especiais é fantástico, aliás todos os macacos são bem feitos.

Continuo dizendo: cientistas apenas parem de inventar virus e deixem os macacos em paz.

A Tia Helô iria gostar do Cesar, macacão da porra. 516 "Ai, Jesus!" para nós humanos que só fazemos besteiras.



Baby Driver

Quando estava em Londres a coisa que mais vi nas ruas e ônibus era propaganda desse filme, depois era só crítica boa vindo de todos os lados, então fui ver né?

Baby Driver é um musical moderno sobre um garoto que é motorista de carros de fuga em assaltos. O Baby tem um problema qualquer nos ouvidos que faz com que ele escute música o tempo todo (para neutralizar um zumbido ou por TOC mesmo) e tudo que ele faz é no ritmo dessas músicas, inclusive dirigir o carro que nem um louco.

Todas as cenas de ação são sincronizadas com a música e a trilha sonora é muito boa, mas do meio para o fim o filme fica uma droga. Pronto falei.

A história não é tão boa assim, a melhor cena ficou logo no início do filme, e no fim se perde com vilão Dick Vigarista indestrutível, mocinha boba que está ali preenchendo vaga de donzela em perigo e um julgamento ridículo.

O cinema que vi esse filme não tinha um som bom e prejudicou meu aproveitamento das cenas coordenadas com a música, mas não teria mudado minha percepção da história. A melhor coisa desse filme é o Jamie Foxx.

Escutei um podcast com cinéfilos e todos elogiando esse filme até dizer chega, mas tudo muito cheio de detalhes que eu não teria reparado de qualquer jeito (como uma música é cortada e editada para significar que o Baby passou de bonzinho para revoltado). E se eu preciso ver um filme mais que uma vez para perceber porque é bom, sinto em dizer, talvez não seja tão bom assim.

O Ansel Egolrt é simpático mas é péssimo no lip sync.

A Tia Helô ia revirar os olhos para Baby e seus amigos, 417 "Ai, Jesus!" para cada cantada de pneu.

2.8.17

Analisando a música: Society (Eddie Vedder)

O analisando a música da vez foi um pedido da Magê. Ela e a Rapha fazem um podcast chamado Livre e o tema do episódio da semana passada foi Grandes Viradas. No podcast a Magê citou o filme Into The Wild (Na Natureza Selvagem) como exemplo de uma grande virada no cinema e até colocou um pedaço dessa música.

Aí ela me pediu para analisar Society e como sou fã do Eddie Vedder (que lê o blog sabe que a voz dele é mel nos meus ouvidos) disse que faria, claro.

Society faz parte da excelente trilha sonora de Na Natureza Selvagem, um filme sobre um rapaz que deixa tudo para trás (a grande virada da vida dele) e vai num road trip pelos Estados Unidos até chegar no Alasca. O filme é baseado no livro de mesmo nome do Jon Krakauer (não li).

Esse filme é muito bom, escrevi um post aqui no blog quando assisti.  Até coloquei no meu Top 5 filmes de viagem só porque depois de ver esse filme fiquei com vontade de ir ao Alasca. De lá pra cá já vi mais algumas vezes e ainda acho um filme sensacional, tanto nas imagens quanto na história do Christopher McCandless e especialmente na trilha sonora.

O Sean Pean, diretor do filme, escolheu o Eddie Vedder a dedo para a trilha sonora (eu escolheria o Eddie Vedder para qualquer trilha sonora).

A trilha sonora é toda composta de músicas que refletem a jornada do Christopher McCandless. A maioria é de músicas no estilo folk, voz e violão. Guaranteed que é a última música do album deu ao Eddie Vedder um Globo de Ouro de Melhor Canção Original em 2008.

Um parenteses para dizer que a galera do Oscar em 2008 não indicou nenhuma música dessa trilha. Indicaram 3 músicas do Encantada da Disney (#revoltada), ainda bem que quem ganhou o Oscar foi Falling Slowly de Once.

Eddie Vedder canta todas as músicas na trilha sonora, mas nem todas foram compostas por ele. Hard Sun que é a música de maior sucesso dessa trilha é um cover de um músico canadense chamado Indio (o nome dele é Gordon Peterson, com esse nome eu também ia preferir Indio).

Society também não é do Eddie Vedder, foi composta por um cantor-compositor americano chamado Jerry Hannan, mas aqui é o Eddie que canta e é isso que interessa.

Vamos analisar o que Society tem a nos dizer.

Essa música foi composta para a trilha sonora de na Na Natureza Selvagem. O filme conta a história do Christopher McCandless um rapaz que buscava uma vida anti materialista. Depois que se formou na universidade resolveu doar seu dinheiro para uma instituição e foi ver onde a vida o levava pelas estradas dos Estados Unidos até chegar no Alasca. Ele passa por muitas situações: enchentes que o pegam de surpresa, vive num trailer numa comunidade, faz caiaque no Grand Canyon, trabalha numa fazenda para ganhar din din (o mínimo para sobreviver), mora com um senhor e aprende a trabalhar com couro, trabalha num restaurante fast food, etc. Quando chega no Alasca vive sua última aventura num lugar onde ele depende exclusivamente da natureza (selvagem).

It's a mystery to me
We have a greed
With which we have agreed
You think you have to want more than you need
Until you have it all you won't be free

Em um momento do filme ele vai parar em Los Angeles, chega em homeless town (uma area do centro de L.A. que é cheia de mendigos) e arranja um lugar para deixar as coisas. Passeando pela cidade Chris vê num bar um yuppie que poderia ser ele e então decide ir embora da cidade grande. Ele pega uma carona num vagão de trem mas é pego pelos seguranças no meio do caminho e apanha um bocado.

Ele vai para estrada pedir carona e corta para cenas lindas dele no Alasca e essa música começa a tocar.

A música começa dizendo que é um mistério esse acordo que temos (nós a sociedade) em que todos temos que ter essa ambição/ganância de ter mais do que precisamos. Que a liberdade (ou a sensação de) só vem quando temos tudo.

Society you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me

No filme tem uma parte (quando ele está trabalhando na fazenda) que ele faz um meio discurso dizendo que quer ir para natureza selvagem do Alasca porque quer sair "dessa sociedade doente". Chris diz que não entende como as pessoas podem ser tão más umas com as outras, julgando e controlando, pessoas cheias de hipocrisia.

Então o refrão não poderia ser outro: Sociedade, sua louca, espero que eu não esteja fazendo falta.

When you want more than you have, you think you need
And when you think more than you want
Your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
'Cause when you have more than you think
You need more space

Aqui uma reflexão sobre querer mais do que tem e querer mais do que precisa. E que quando você pensa mais do que quer os pensamentos sangram (no sentido de derramar, transbordar). E aí ele diz que precisa de um lugar maior porque quando se tem mais do que se pensa você vai precisar de mais espaço.

Essa estrofe é um convite ao minimalismo

Lembrei da outra música que analisei: Everything Now que em uma estrofe diz: "Quero e preciso de tudo agora, até cada quarto da minha casa estar cheio de porcarias que não pude viver sem".

Society you're a crazy breed
I hope you'r not lonely without me
Society, crazy indeed
I hope you're not lonely without me

O Chris tinha muitos problemas com os pais, muitas diferenças especialmente com o pai. A história da família é contada em partes ao longo do filme pela irmã dele. A irmã conta que durante essa viagem ele nem se comunicava, nada de cartas nem telefonemas.

Sociedade, uma raça louca, louca de fato. Espero que não estejam solitários sem mim.

There's those thinking more or less less is more
But if less is more how you keeping score?
Means for every point you make your level drops
Kinda like you're starting from the top
You can't do that...

Aqui é uma tentativa de entender como é que a sociedade funciona com aqueles que pensam (mais ou menos) que menos é mais. Acho que é uma crítica as pessoas que tentam manter um estilo minimalista pero no mucho. Então a pergunta: "se menos é mais como é que vocês contam os pontos? Para cada ponto que você faz seu nível cai? Começa do topo? Assim não pode." Essas pessoas que continuam vivendo na sociedade louca, então não estão livres do julgamento e controle das coisas que são quase que impostas pela sociedade, essa tal contagem de pontos.

O Chris McCandless trabalhava só para ter o mínimo de dinheiro. Quando ele trabalhou na fazenda até ganhou um bom dinheiro, foi gastar se divertindo e em um momento do filme ele escreve para o cara da fazenda (que foi preso) e diz que vagabundiar com o dinheiro que ele recebeu é fácil e afirma que os dias eram mais emocionantes quando ele não tinha um centavo no bolso. O Chris radicalizou na sua busca por uma vida só com o mínimo e o essencial, pela liberdade definitiva (se é que isso existe) mas ele também era viciado em emoções.

Society you're a crazy breed
I hope you'r not lonely without me
Society, crazy indeed
I hope you're not lonely without me
Society, have mercy on me
I hope you're not angry if I disagree

O refrão mais uma vez, mas agora ele acrescenta: Sociedade, tenha pena de mim, espero que você não tenha raiva se eu discordar.

Vamos filosofar nessa frase.

Claro que não concorda com as regras da sociedade tanto que decidiu viver na natureza selvagem, livre, leve e solto. Acontece que, na música, ele pede compaixão para si mesmo, será isso ironicamente? Ou um entendimento que a sociedade pode achar tudo isso uma maluquice e pede pena? Afinal ele diz "Espero que você não esteja solitária sem mim", não se sintam abandonados. É uma contradição: ele não quer fazer parte da sociedade (do jeito que é) mas não quer ser esquecido. No filme ele diz que vai viver essa aventura e depois quem sabe escrever um livro, então ele tinha a intenção de voltar para essa nossa sociedade louca.

Pelo o que o filme mostra o Chris McCandless era cheio de empatia, bondoso e carismático. Todos que cruzaram seu caminho o adotaram de alguma forma: como filho, como neto, como amigo. Ainda assim ele decidiu seguir seu caminho sozinho.

O fim do filme, e da vida do Chris McCandless, é trágico. Quando ele chegou no Alasca e foi para o meio do mato ele não foi preparado para muitas coisas. Ele achava que iria encontrar tudo na natureza (e nos livros sobre a natureza) e não contava com adversidades num lugar que ele não conhecia e acabou morrendo de fome.

Não é uma história com final feliz mas é inspiradora em muitas partes.

Encontrei um video da música no youtube que tem cenas do filme (que está na Netflix). A fotografia desse filme é linda.

1.8.17

Praia da Peroba - CE

praia da peroba

Aqui no Ceará, a partir de Fortaleza, o litoral se divide em praias do Oeste (Jericoacoara, Taíba, Paracuru, etc) e praias do Leste (Canoa Quebrada, Caponga, Morro Branco, etc).

falésias e coqueiros
dunas também

A Rota do Sol Poente (Oeste) são as praias de dunas e largas faixas de areia. A Rota do Sol Nascente (Leste) tem todas as praias de falésias do estado até a fronteira com o Rio Grande do Norte.

no alto da falésia

Nesse fim de semana fui conhecer algumas praias na Rota do Sol Nascente.



Ficamos em Peroba, que fica a 190km de Fortaleza. É uma vila de pecadores de lagosta que hoje já tem algumas casas de veraneio. A praia é pequena e é muito agradável. A badalação passa longe.

peroba com mar a direita
jangada na porta de casa
veraneio (que é o ano inteiro)
peroba com mar a esquerda

A nossa pousada ficava em cima da falésia e tinha uma vista maravilhosa. Na vila da Peroba não tem restaurantes nem barracas, mas a pousada incluía café da manhã e oferecia jantar.

nascer do sol da pousada
essa vista
por do sol

Do lado da Peroba fica a Praia da Redonda, outra vila de pescadores mas maior e com mais estrutura de casas, pousadas e restaurantes.

redonda
cores da falésia

Do lado da Redonda fica a Ponta Grossa que tem falésias e dunas lindas. A Ponta Grossa tem uma mini vila com umas duas barracas de praia e uma pousada.

ponta grossa do alto da falésia

Com a maré baixa dá para andar da Peroba até a Ponta Grossa, passando pela Redonda, e deve dar uns 5km.

suada no alto da duna

Icapuí é a cidade principal onde ficam essa praias e nós passamos por lá para almoçar em outra praia chamada Requenguela que fica num mangue. É daquelas praias que quando a maré está baixa o mar fica longe pacas.



O mangue tem uma passarela de madeira para andar por dentro das árvores.



E em Icapuí tem uma salina que foi onde terminamos nossa viagem tirando umas fotos na montanha de sal.

salto na montanha de sal

28.7.17

Dunkirk

Um filme experiência.



Em maio de 1940 os soldados britânicos estavam na praia de Dunkirk, no norte da França, esperando serem evacuados. Os alemães estavam atacando por todos os lados, principalmente terra e ar, e 400 mil homens estavam cercados. Britanicos, franceses e belgas já não estavam dando conta do cerco.

A praia rasa dificultava a chegada de navios maiores e ainda tinha os aviões da Luftwaffe atacando. O Churchill esperava recolher 30 mil homens, no máximo 45 mil. Os britânicos decidiram recrutar os barcos civis  e todos foram ajudar a resgatar os soldados. No fim 330 mil homens voltaram para casa.

O filme é sobre isso.

A Segunda Guerra estava apenas começando (entre Dunkirk e o Dia D teve uns 4 anos de muitas bombas, tiro e tragédia) mas poderia ter tido um desfecho muito diferente se os britânicos não tivessem conseguido evacuar tantos soldados naquela praia francesa em 1940.

Não é um filme com uma narrativa linear, nem com foco em um personagem específico. Temos terra, mar e ar e o que acontece nesses três ambientes na semana que durou a evacuação.

É tão bem feito (as cenas dos aviões são espetaculares) que você se sente dentro da guerra. É um filme para segurar nos braços da cadeira, virar o rosto algumas vezes e até se emocionar com a felicidade (ou alívio) dos soldados ao verem ajuda chegando.

É para ver no cinema, numa tela grande e com um som muito bom. A trilha sonora é sensacional, acompanha todas as cenas impecavelmente.

Eu gostei, Kenneth Branagh está maravilhoso, Tom Hardy prova que só precisa de olhos para atuar e até o Harry Styles mostra serviço.

A Tia Helô ia ficar tonta com as cenas no ar, mas acho que ela iria ficar orgulhosa do pessoal que foi lá buscar os soldados. 217 "Ai, Jesus!" para tanto tiro e bomba.

24.7.17

Índice do Analisando a Música

Já que o Analisando a música é a sessão mais popular do blog decidi fazer esse post índice com todas as músicas analisadas. Vou deixar o link para esse post na lateral do blog e vou atualizar a cada nova análise feita.

A ordem é do post mais recente para o mais antigo.

Society (Eddie Vedder)
Cold Day In The Sun (Foo Fighters)
Everything Now (Arcade Fire)
Take On Me (A-Ha)
I Feel It Coming (The Weeknd feat Daft Punk)
Sweet Child O' Mine (Guns N' Roses)
How Deep Is Your Love (Bee Gees)
Lithium (Nirvana)
Masters of War (Bob Dylan)
Aqua Profunda (Courtney Barnett)
Everybody Wants To Rule The World (Tears for Fears)
Freedom '90 (George Michael)
Don't Wanna Fight (Alabama Shakes)
You Oughta Know (Alanis Morissette)
You've Got Time (Regina Spektor)
Toxic (Britney Spears)
Tompkins Square Park (Mumford & Sons)
What's Up (4 Non Blondes)
Young Folks (Peter Bjorn and John)
Seasons - Waiting on You (Future Islands)
Take Me To Church (Hozier)
Chandelier (Sia)
Grease (Frankie Valli)
Walking On A Dream (Empire of the Sun)
Killer Queen (Queen)
Let's Go Crazy (Prince)
Somebody Told Me (The Killers)
Always (Bon Jovi)
Africa (Toto)
Losing My Religion (R.E.M.)
Diane Young (Vampire Weekend)
Royals (Lorde)
Psycho Killer (Talking Heads)
Closing Time (Semisonic)
Love Will Tear Us Apart (Joy Division)
Fake Plastic Trees (Radiohead)
Do I Wanna Know? (Arctic Monkeys)
Money For Nothing (Dire Straits)
You Better You Bet (The Who)
I Predict a Riot (Kaiser Chiefs)
Locked Out Of Heaven (Bruno Mars)
Love Is Blindness (U2)
Can't Hold Us (Macklemore & Ryan Lewis)
In Hiding (Pearl Jam)
Hungry Like The Wolf (Duran Duran)
Just Like Heaven (The Cure)
Kiss From a Rose (Seal)
Don't Stop - Color On The Walls (Foster The People)
Let's Have a Kiki (Scissor Sisters)
Dancing In The Dark (Bruce Springsteen)
Heroes (David Bowie)
Need You Tonight (INXS)
Everlong (foo Fighters)
Throw Away Your Stone (Mumford & Sons)
Heavy Cross (Gossip)
Ray Of Light (Madonna)
Wuthering Heights (Kate Bush)
Somebody That I Used To Know (Gotye)
Empty Garden (Elton John)
I Want It That Way (Backstreet Boys)
Mamma Mia (ABBA)
Total Eclipse Of The Heart (Bonnie Tyler)
Enjoy The Silence (Depeche Mode)
You Only Live Once (The Strokes)
Rolling In The Deep (Adele)
Basket Case (Greenday)
Bizarre Love Triangle (New Order)
Moves Like Jagger (Maroon 5 feat Christina Aguilera)
There Is A Light That Never Goes Out (The Smiths)
Down Under (Men at Work)


Aproveitei esse Momento TOC de arrumar o analisando a música e fiz uma lista no Spotify (que está na ordem contrária da lista acima para ficar mais divertido).




21.7.17

Analisando a música: Cold Day In The Sun (Foo Fighters)

Quando estava em Londres a Helô me pediu para analisar essa música e pedido de leitora amiga é atendido.

Essa é a segunda música do Foo Fighters que aparece aqui, a primeira foi Everlong.

Foo fighters nasceu depois que o Nirvana subiu no telhado com a morte do Kurt Cobain e o Dave Grohl decidiu ter sua própria banda.

Acho essa banda muito divertida e como escrevi no outro post:
 "...os caras são simpáticos, não se levam muito a sério (os videos são ótimos!), tocam um rock n' roll muito digno e levam isso ao seu público."
Em 2014 a banda fez uma série-documentário na HBO (dirigida pelo Dave Grohl) sobre a gravação do seu album Sonic Highways em várias cidades americanas. É uma ótima série para ver como um album é produzido, de onde vem a inspiração de algumas músicas, história da música americana e conhecer melhor a banda. Recomendo.

Os caras são tão legais que inspiraram um projeto onde 1000 músicos tocaram Learn To Fly (a sequencia de baterias nesse video é incrível) em Cesena na Itália para que a banda fosse fazer um show lá. Dave Grohl respondeu e a banda foi.

Falei das baterias no video porque as músicas do Foo Fighters tem sempre uma bateria marcante, afinal Dave Grohl é um dos melhores bateristas do mundo do rock.

Acontece que nessa banda o Dave Grohl pegou a guitarra e foi para os vocais. No primeiro disco o Dave Grohl executou todos os instrumentos mas ele se deu conta que para tocar ao vivo precisava de outras pessoas. Primeiro baterista foi o William Goldsmith que não deu muito certo. Aí para executar a bateria o Dave chamou Taylor Hawkins, que tocou no tour de Jagged Little Pill com a Alanis Morissette antes de aceitar o emprego com os Foo Fighters.

O Taylor Hawkins é um excelente baterista, tanto que está na banda até hoje e segura muito bem a onda na frente do Dave Grohl.

A música analisada da vez é uma das poucas que o Dave Grohl não compôs e nem canta. Essa música é do Taylor Hawkins. Cold Day In The Sun foi um single lançado em 2005 e está no In Your Honor, o quinto album do Foo Fighters. É um album duplo que tem uma parte de músicas de rock mais pesadas (Best of You, Resolve, No Way Back) e outra parte de músicas mais leves e acústicas.

Cold Day In The Sun está no lado acústico do album. Taylor Hawkins nasceu no Texas mas cresceu na California, então essa música tem uma pegada mais leve com uma bateria marcante.

Vamos saber sobre o que é essa música com uma batida gostosa, daquelas que você se vê pegando a prancha de surf e indo à praia. Inclusive lembra algumas das músicas dos Eagles.

Took a high dive into your brain
And you made your lonely calls
Just might wear your welcome out if you don't let it go

Quero começar dizendo que tocar bateria e cantar ao mesmo tempo é para poucos e o Taylor Hawkins faz isso muito bem. Dito isso, confesso que não conhecia essa música até a Helô me pedir para analisar. Na verdade eu só conhecia as músicas do lado mais pesado do album.

Olhei 10 sites de letras de música as primeiras 2 linhas dessa letra são diferentes em vários lugares. Metade diz que é "Took a high dive into your brain/And you made your lonely calls" e a outra metade diz que é "Take a high dive into your brain/ Made your only cause". Teve um site que disse que era "Take a high dive into your brain/ And make you only cost". Fiquei confusa, escutei várias vezes para ver se entendia direito, mas fui na que me pareceu fazer mais sentido.

O pessoal do forum acha que é sobre problemas, talvez fim, de relacionamento, não necessariamente amoroso, pode ser uma amizade conturbada.

Ele começa dizendo que a pessoa deu um mergulho (bem do alto) no seu próprio cérebro, ou seja, foi fundo, e tomou suas próprias decisões. E emenda "Você pode não ser mais bem-vinda se não deixar para lá.". Deixar o que para lá? Qual foi o babado? Fiquei curiosa.

There's nothing that you couldn't say
'Cause you said it all before
Think it's time you walked this lonely road all on your own

"Não tem nada que você já não tenha dito e acho que está na hora de seguir esse caminho solitário desacompanhada." Vai na frente que ele não vai atrás.

So it's your cold day in the sun
Looks like your bleeding heart has already won

"Então é seu dia frio sob o sol." Traduzindo: não tem calor de raios solares que vai aquecer a situação em que essa pessoa se encontra. A luz do sol chega fraca no fundo do poço. O coração partido já venceu a parada.

I wish I could take it away
Save you from yourself
You get so lost inside your head like no one else
Looking for someone to blame?
Blame me all along
You take the heat but you would never take the fall

Vamos ver se entendi até agora. Houve algum desentendimento entre essas pessoas e nosso narrador está falando para esse amigo/amiga/amante/namorada que a situação não é boa. Que a pessoa está indo numa direção sombria e ele não está a fim de acompanhar.

Mas nessa estrofe ele se propõe a ajudar, diz que gostaria de tirar todas as coisa ruins, e de salvar essa pessoa de si mesma porque ela se perde dentro da própria cabeça.
E ainda pergunta se ela quer alguém para culpar e e diz que pode culpá-lo porque aparentemente ela aguenta a pressão mas nunca assumiria a culpa.

It's your cold day in the sun
Looks like your bleeding heart has already won

Refrão. Um dia frio sob o sol. Talvez essa música seja sobre depressão.

You're so afraid that you are the only one
But you are the only one you know
Don't be afraid 'cause you're not the only one
You're not the only one I know

Nessa parte da música a fase tormenta do relacionamento passou e ele só quer ajudar. Ele entende que a pessoa se sente solitária mas ele a conforta dizendo que ela não está sozinha.

Aqui ele canta a música num tom mais alto como se fosse uma segunda voz, como se fosse um mantra.

It's your cold day in the sun
Looks like your bleeding heart has already won

It's your cold day in the sun

Que é apenas o dia frio sob o sol, a tristeza está dominando, mas pela batida animada e pelo solo de guitarra (violão) acho que tem uma luz aí no fim do túnel.

Vamos ser otimistas, pegar as pranchas, ir até a praia e ver se tem onda no mar.




Esse segundo video é uma das várias vezes que o Foo Fighters tocou no programa do David Letterman (ele é fã).

18.7.17

Londres (2)



Depois de fazer o tour das cidades com a letra B, voltei para Londres.


Dessa vez fiquei em Greenwich que é um bairro mais afastado do centro (mas ainda na zona 2). Greenwich parece uma cidade do interior, os prédios são baixos, tem mercado, lojas e cafés locais.

downtown greenwich

Em Greenwich fica o Observatório e a linha que separa o leste do oeste. O Observatório fica no alto do belíssimo parque de Greenwich e é aberto a visitação. Até 1948 o astrônomo real residia lá e fazia suas observações e experiências.

medidas
oeste e leste

Dentro do observatório tem a casa dos astrônomos e praticamente toda a história do relógio.


Em Greenwich tem o  Royal Naval College, prédios imponentes que ficam a beira Rio Tamsia que inicialmente funcionavam como o Greenwich Hospital (de 1692 até 1869).


A Queens House foi construída entre 1614 e 1617 para a Rainha Anne da Dinamarca, que era esposa do Rei James I, era a casa de campo dela. Reza a lenda que quando o hospital estava sendo construído a Rainha Mary II proibiu que a vista da Queens House do rio fosse tapada.

queen's house com vista garantida entre os prédios

Dentro da Queen's House tem as melhores pinturas com o tema mar, navegadores e afins.


Greenwich tem o Cutty Sark um navio museu e também o Museu Maritimo.


Fiquei em Greenwich para conhecer melhor o lado leste da cidade, e também a parte sul. Fui na O2 arena (que fica em North Greenwich) para ver uma exposição de Star Wars.


Fui até Stratford que é onde tem o parque Olímpico que foi construído para as Olimpíadas de 2012.

velodromo

Em Stratford encontrei meu primo André, primo Richard e o Michael, e fomos andar de bicicleta pelo parque. O dia estava lindo, o parque estava cheio de gente e adorei ver como as pessoas da cidade estão usando a área e as instalações olímpicas (a piscina e o velódromo são abertos ao público).


O prédio do parque aquático é lindo.

de longe parece uma raia

Até a escultura do Anish Kapoor que sempre achei esquisita nas fotos e filmes achei interessante ao vivo. Pena que não deu para usar o escorregador, não tinha mais ingresso para o dia.


Tomamos algumas cervejas num rooftop e foi muito divertido.

antes da cerveja
depois da cerveja

Eu que tinha uma antipatia por Canary Wharf (um bairro construído para ser de negócios) andei tanto por lá (indo e vindo de Greenwich) nesses dias que passei a simpatizar.

Andei também na parte sul da cidade, passei pela Tower Bridge e Torre de Londres.

shakespeare's globe

Fui até o Imperial War Museum, museu da guerra que não conhecia. Ninguém sai de lá muito animado, mas o museu é excelente.


Conheci pubs novos. Fui no Prospect of Whitby que é um pub histórico (está ali desde o Henrique VIII) a beira rio. Fui numa gravação do Papo de Pub no Hawley Arms que era o pub frequentado pela Amy Winehouse em Camden. E não poderia deixar de entrar num pub chamado John Snow.



E voltei ao Soho, Covent Garden e a Shoreditch.

soho square sempre cheia



Até a próxima Londres!