21.6.18

Fim da primeira rodada.

Vamos ver o que aconteceu na Copa do Mundo da Russia de domingo até hoje.

A primeira rodada terminou assim:

Suécia 1 x 0 Coréia do Sul (esse é o grupo da Alemanha e México. Os coreanos correram muito mas não adiantou muito.)
Bélgica 3 x 0 Panamá (Os Red Devils vieram com tudo. O Panama em sua primeira copa não fez feio mas não deu para eles)
Inglaterra 2 x 1 Tunisia (Os ingleses tem um novo ídolo: Harry Kane. Ele fez o segundo gol nos acrécimos do segundo tempo.)
Japão 2 x 1 Colombia (O jogador colombiano meteu a mão na bola na pequena área nos primeiros 2 minutos de jogo e, além do penalti para o Japão, a Colombia ficou com um jogador a menos. Conseguiram empatar mas o Japão com um a mais fez outro gol)
Senegal 2 x 1 Polonia. (Gostei da seleção do Senegal, se continuar assim vai ser ótimo.)

Aperta aqui o botão do Senegal.

A segunda rodada dos grupos começou assim:

Russia 3 x 1 Egito (Os russos estão que estão. Uma fábrica de gols. O Egito jogou ok, o Salah fez o gol dele de penalti mas não foi suficiente, em teoria o Egito já está fora da Copa.)
Portugal 1 x 0 Marrocos (Cristiano Ronaldo está muito a fim de ganhar essa Copa e carrega Portugal nas costas. Ele fez o gol logo nos 4 minutos do primeiro tempo e depois Portugal teve que se virar para segurar o Marrocos. E os marroquinos não viraram esse jogo por pouco porque foram muitos ataques. No fim Marrocos está fora da Copa mas ainda joga contra a Espanha.)
Uruguai 1 x 0 Arabia Saudita (O Suarez fez um gol e foi isso até o fim. Uruguai vai decidir com a Russia a liderança do grupo.)
Espanha 1 x 0 Irã (o Irã escolheu jogar na defesa, mais da metade do jogo foi só Espanha atacando. Num lance de sorte a Espanha fez um gol, de canela, e o Irã teve que correr a trás mas não conseguiu. Esse grupo está meio embolado e só vai decidir na última rodada)
Australia 1 x 1 Dinamarca (A Dinamarca marcou primeiro e depois o arbritro de video deu um penalti para a Australia e o hipster foi lá e marcou outra vez.)
França 1 x 0 Peru - (Jogo mais ou menos, mas a França se classificou para próxima fase e o Peru está fora. Da Copa.)
Croácia 3 x 0 Argentina - (Resumindo: A Argentina não jogou nada e não aguentou o jogo pesado dos croatas. Messi mais do que apagado, o goleiro argentino vacilou e a Croácia aproveitou a oportunidade. A Argentina vai depender do resultado de Islandia x Nigéria.)

Amanhã tem Brasil outra vez.

17.6.18

E lá vamos nós...

Essa copa já está mostrando que pode ser diferente. Dos times campeões em outras copas só a França e Uruguai ganharam seus jogos de estréia, e não foi fácil. A Inglaterra ainda vai jogar.

A Argentina empatou.  Espanha empatou. A Alemanha perdeu para o México de 1x0 num jogo que deixou a torcida mexicana extasiada.

E o Brasil... bem, o Brasil empatou com a Suíça num jogo bem morno. Começou bem com o golaço do Phillippe Coutinho, mas depois vacilou de um jeito que pelo menos 7 jogadores ficaram olhando dentro da pequena área enquanto o Suíço subia para cabecear e empatar o jogo.



Foi isso. Esse jogo serviu para eu finalmente conhecer todos os jogadores da seleção além do Neymar. Acho que podem jogar muito melhor e empate não é ruim, é melhor do que perder.

Os outros dois times no grupo do Brasil também jogaram hoje: Sérvia x Costa Rica. A Sérvia ganhou e saiu na frente do grupo, o time deles é forte no sentido de homens grandes e fortes mesmo. Quanto ao jogo...meh. Mas é da Sérvia o jogador mais bonito do dia, o cabeludo Prijovic.



16.6.18

Copa do Mundo: primeiros dias

Começou.

A cerimônia de abertura começou bem com um video da Russia com Tchaikovsky, mas aí foi para o estádio  com Robbie Williams.

Gosto do Robbie Williams, ele sabe fazer show e cantou seus 3 hits, mas nada a ver com Copa (se bem que ele é inglês) e muito menos Russia. Ele teve seu momento ao mostrar o dedo do meio enquanto fazia o pessoal dançar ao som de Rock DJ.

A cantora de ópera que o acompanhou em Angels foi ótima. Eu sei que copa não é olimpíada e a cerimônia de abertura é só para constar mas poderia ter mais coisas russas.

Ainda bem que foi só meia hora de cerimônia e começou o jogo Russia x Arabia Saudita, que terminou com a Russia fazendo 5 gols.

No segundo dia teve Uruguai x Egito com um gol no fim do segundo tempo. Depois teve um sonolento Marrocos x Irã e o Irã venceu por 1x0 com um gol contra nos acrécimos.

Aí veio Portugal x Espanha, esse clássico da Peninsula Ibérica. Jogo ótimo! Cristiano Ronaldo se olhou no telão 267891471845 vezes mas também fez 3 gols (um deles foi frango do goleiro espanhol). Ele estava on fire. A Espanha também fez 3 gols e o jogo terminou empatado.

No dia 3 logo cedo, as 7 da manhã, já teve Australia x França. A França foi beneficiada pelo no sistema de arbitro de video (o tal VAR), e no fim teve sorte no segundo gol. Venceu os leitinhos por 2x1. O capitão hipster da Australia fez sucesso.



A seguir teve Islândia x Argentina. Todos curiosos com a Islândia. Time com jogadores altos e fortes. A Argentina sempre joga bem, tem mais tradição e começou fazendo o primeiro gol. Mas os vikings não se abalaram e empataram. No segundo tempo seguiu lá e cá. Teve um penalti a favor da Argentina mas o Messi chutou e o goleiro viking, e cineasta de filme de zumbis, pegou. A Islândia tem futuro nessa competição, já é queridinha da torcida.

Dormi no meio do chatérrimo Dinamarca 1 x 0 Peru.

Nigéria x Croácia foi melhor. Croácia e suas camisas mesa de picnic ganharam de 2x0.

E amanhã tem Brasil em campo.


15.6.18

+ Filmes

Oito Mulheres e Um Segredo

Um filme que passa no mesmo universo do Onze Homens e Um Segredo e cia.

Nesse a Sandra Bullock faz Debbie Ocean, a irmã do personagem do George Clooney, que está saindo da cadeia e já se junta a sua amiga Lou (Cate Blanchett fazendo um Brad Pitt melhor que o próprio) para um novo trabalho.

Elas querem roubar um colar de diamantes da Cartier avaliado em sei lá quantos milhões de dolares e para isso se juntam as outras seis mulheres para planejar e executar tudo a perfeição.

É um filme divertido, bem sessão da tarde, mas não é tão bom quanto os filmes do Soderbergh. Para mim faltou alguma coisa dar um pouco errado e as soluções tecnológicas foram todas muito fáceis.

Dito isso, oito mulheres são muito mais eficientes num roubo do que os onze, doze ou treze homens.

A Tia Helô ia curtir essa sororidade. 214 "Ai, Jesus!" para tanto brilho dos diamantes.


Tully

Esse é um filme sobre maternidade. A Charlize Theron faz a Marlo, mãe de um casal (o menino com dificuldades) e com um terceiro filho na barriga. Ela tem um marido fofo que é daqueles que mais ajuda do que assume as responsabilidades. Ele trabalha o dia inteiro, chega em casa, ajuda no dever de casa e vai jogar video games na cama.

Marlo por sua vez já está naquela fase final da gravidez que nada é confortável. O irmão da Marlo decide dar de presente para ela uma babá noturna que vai ajudar com o bebê.

A criança nasce e Marlo tenta fazer tudo sozinha até que ela vê que precisa de ajuda e chama a tal babá. Entra em cena a Tully que passa as noites com a bebê e ainda limpa a casa.

Tem um plot twist interessante que é previsível mas não tira a importância da história. Esse é um filme que: para quem tem filhos vai se identificar; quem não tem vai pensar 2 vezes antes de ter depois de ver Marlo se virando nos 30.

Charlize Theron está maravilhosa.

A Tia Helô iria ficar horrorizada com tantas coisas acumuladas naquela casa. 417 "Ai, Jesus!" para a rapidez da Tully em limpar tudo.


Jurassic World

Esse é o quinto filme dos dinossauros e até hoje não entendi a necessidade de trazer os bichos de volta. Como disse o Dr. Ian Malcom (Jeff Goldblum) no primeiro filme: a vida dá um jeito (Life finds a way). Traduzindo: os dinossauros vão dominar o mundo. O poder genético é perigoso.

Ian Malcom está de volta nesse quinto filme explicando porque manter os dinossauros vivos não é uma boa idéia.

A ilha onde era o parque (que foi destruído no filme 4 - o primeiro com o Chris Pratt) tem um vulcão em erupção e os dinos estão correndo perigo. Os políticos estão decidindo se deixam a natureza agir e extinguir os dinossauros mais uma vez ou não. A Claire, a ruiva de salto alto do filme passado, trabalha para uma ONG que está tentando salvar os bichanos.

Um vovô ricaço que era sócio do John Hammond (o criador do primeiro Jurassic Park e quem começou toda essa confusão), chama Claire em sua mansão e diz que tem uma outra ilha para salvar os dinossauros e que já está fazendo o transporte mas que o velociraptor Blue está difícil de pegar.

Entra Owen (Chris Pratt lindão) que é o encantador de dinossauros. Claire o chama e os dois junto com um nerd dos computadores (todo filme agra tem que ter um), uma veterinária de dinos e uns militares vão até a ilha procurar a Blue.

Daí pra frente é só ação, aventura e manadas de dinossauros.

Ah! Quem também está nesse filme é o cientista que adora criar novas espécies. Pra que??

É divertido, mas os dinos desse filme não são tão críveis quanto os do primeiro Jurassic Park que foi feito em 1993. Isso mesmo há 25 anos.

A cena inicial desse filme é ótima! Já temos T-Rex e baleia dinossauro (melhor dino) e vale o ingresso.

Aguardo a volta dos dinos em um próximo filme. Afinal, agora é Jurassic World.

12.6.18

Copa 2018

Quem frequenta esse blog há mais tempo sabe que gosto da Copa do Mundo e, desde a Copa de 2006, tenho um marcador dedicado ao evento.

Esse ano confesso que ainda não me animei. Nem eu nem muita gente porque até agora nem as lojas fizeram decoração de Copa. Nem bolão apareceu para participar.

Em Fortaleza só vi uma rua pintada e deve ser a única. O vendedor de coco da praia fez uma decoração mezzo Copa mezzo Festa Junina porque se uma não for boa tem sempre a outra.

um quarteirão da cidade está animado (decorado)

Eu nem sei quem são os jogadores da seleção, com exceção do Neymar porque ele aparece em TODAS as propagandas. Mas isso é o de menos porque durante os jogos a gente vai descobrindo quem são (isso se a seleção for longe o suficiente na competição).

E os outros países que participam?

Sei que a Itália está de fora. Isso para mim é bom porque é a seleção que menos gosto (traumas de 1982) e um pouco ruim porque sempre trazem jogadores colírio para a competição, mas tem outras seleções que podem suprir bem essa falta.

A Holanda que ficou em terceiro em 2014 também não vai estar lá, uma pena porque os laranjinhas sempre animam a festa.

MAS a Argentina que tem a torcida mais animada do mundo já chegou na Russia num avião emprestado pelos Rolling Stones.

A seleção da Islândia vai participar esse ano. Deve ser metade da população no time. Vou torcer por eles.

A Dinamarca e Suécia garantindo a cota viking (junto com os islandeses).

Cristiano Ronaldo vai trazer sua marra para a Copa pela quarta vez. Drinking game: beber toda vez que ele se olhar no telão.

A Inglaterra estará lá. Vamos ver se eles passam da primeira fase esse ano.

Leitinho Australiano devidamente representado, torcerei por eles também.

A campeã Alemanha vem com moral, mas acho que esse ano bem que poderia ter uma seleção nova campeã como: Costa Rica, Japão, México, Sérvia, Irã ou até a anfitriã Russia.

A abertura é na quinta dia 14/06 as 11:30 (aqui no Brasil) e o kickoff vai ser as 12:00 com Russia X Arábia Saudita.

Vamos ver se até lá me animo mais um pouco.

4.6.18

Book Report: I'll Be Gone In The Dark - Michelle McNamara



Esse livro vai sair em português com o título: Eu terei sumido na escuridão.

O subtítulo desse livro em inglês é: One Woman's Obsessive Search for the Golden State Killer. A Michelle McNamara é uma dessas pessoas obcecadas com serial killers. Ela conta no livro que quando era criança uma moça foi assassinada perto da sua casa (e nunca pegaram o assassino) e ela começou a se interessar por essas mentes criminosas.

O Golden State Killer (GSK), ou o assassino do estado dourado, foi um estuprador e serial killer que aterrorizou o norte e sul da California durante 10 anos (de 1976 a 1986). Ele estuprou mais de 50 mulheres e matou 10 pessoas. E não foi pego.

Michelle McNamara começou um blog sobre crimes e depois decidiu se aprofundar no GSK e escrever esse livro. A pesquisa dela foi extremamente bem feita. Ela conversou com policiais, técnicos do laboratório de criminologia, outros interessados no caso (existe um grupo dedicado a resolver esse caso) e leu milhares de páginas do caso que ela conseguiu com a polícia.

O GSK começou atacar no norte da California em 1976. Ele invadia as casas durante a noite e estuprava mulheres, depois ele passou a atacar as casas com os casais dentro e amarrava o homem e estuprava a mulher. Ele passou a atacar no sul do estado e começou a matar os casais. O GSK atacava em cidades perto uma das outra mas como as policias locais não conversavam entre si não o caracterizava como serial. Ele parou suas atividades em 1986 talvez porque alguma coisa aconteceu em sua vida ou achou que a policia poderia estar chegando perto.

Na década de 1990 com a evolução da definição do DNA descobriram que o responsável pelos estupros no norte do estado era o mesmo dos assassinatos no sul, e aí policiais mais novos passaram a se interessar por esse cold case (caso frio).

Em 2001 o GSK chegou a ligar para uma vítima perguntando se ela lembrava que eles tinham "brincado".

A Michelle McNamara infelizmente faleceu repentinamente em 2016 antes de terminar de escrever esse livro. As partes que ela escreveu são excelentes, ela consegue fazer o leitor empatizar com as vítimas e as faz muita justiça. A narrativa vai e vem no tempo, tem a história das vítimas e algumas partes sobre a vida pessoal da Michelle. É uma ótima leitura.

O livro foi terminado pelos pesquisadores que a ajudaram e pelo seu marido Patton Oswald, um comediante americano. As partes que ela não terminou e que os pesquisadores escreveram são boas mas não tem o charme da escrita dela.

O livro foi lançado em fevereiro de 2018 e em abril saiu a notícia que tinham prendido um suspeito de ser o GSK. O DNA deu match.

O título do livro vem de uma frase ameaçadora que o GSK disse para uma de suas vítimas: "You'll be silent forever, and I'll be gone in the dark." No fim do livro a Michelle McNamara escreve excelente uma carta para o GSK dizendo tudo que ele fez e no fim ela descreve como a polícia vai chegar na casa dele, que ele vai escutar os passos na entrada, a campainha vai tocar, ele não vai conseguir pular mais cercas, terá que abrir a porta e pisar na luz.

Espero que isso tenha acontecido com o suspeito preso.

25.5.18

Han Solo

Acho que depois que a Disney comprou Star Wars decidiram que ia ter um filme por ano, alternando entre a história principal e spin offs.

O primeiro spin off foi Rogue One que a história se encaixa logo antes do A New Hope (que para mim é o primeiro Star Wars e acho estranho chamar de New Hope) e agora um filme do Han Solo nos anos antes dele se juntar a Luke e Leia.



O Han Solo é um personagem muito querido no universo Star Wars, ele é o mercenário gente boa, charmoso, e dono da Millenium Falcon (que junto com a Enterprise de Star Trek deve ser a nave mais conhecida do mundo galaxia). Arrisco dizer que ele é mais popular que o Luke Skywalker.

A minha preferida sempre foi Princesa Leia. Just saying.

Então, precisavamos de um filme sobre Han Solo nos seus dias pré fora da lei? Not really. Mas já que fizeram fui ver.

A produção do filme foi cheia de contra tempos, trocaram de diretor e tiveram outros problemas, mas Ron Howard assumiu e terminou o filme (ele é eficiente).

E o que acontece com o Han Solo nesse filme? Ficamos sabendo como ele se tornou o mercenário contrabandista (e cínico), como ele conheceu Chewbacca e ficaram BFFs, vemos como o Império agia nos anos antes dos rebeldes se unirem (inclusive com propagandas em telões), como ele e Lando Calrissian disputaram a Millenium Falcon numa mesa de jogo, e algumas outras coisas.

O filme tem muita ação boa, a sequencia do monorail nas montanhas com neve é ótima, a famosa história dos 12 parsecs faz justiça, a rebelião dos andróides é hilária e o Han Solo se vira bem nos 30, ele pode não ter a Força nivel Jedi, mas tem sorte.

O Alden Ehrenreich, que faz o Han Solo jovem, se saiu muito bem. Ele conseguiu pegar algumas expressões do Harrison Ford o suficiente para que fosse possível identificar o personagem. Isso não é fácil porque esse Han Solo ainda tem uma certa ingenuidade mas dá para ver como ele se torna o Han Solo do futuro. (Na linha do tempo, esse filme passa 10 anos antes do A New Hope)

O Donald Glover faz um Lando Calrissian charmoso, interesseiro e totalmente compatível com o que todos conhecemos em O Império Contra Ataca.

Emilia Clarke faz Qui'ra a amiga do Han Solo (e interesse amoroso pré Princesa Leia) e sua personagem sempre nos deixa um pouco na dúvida. Woody Harrelson é o "mentor" do Han Solo e o Paul Bettany faz um vilão bom que faz a gente ter medo dele sem ele ter que fazer muita coisa.

A andróide L3-37, ou L3 para os íntimos, é sensacional. Ela gosta de ver o circo pegar fogo.

Achei divertido. A curiosidade foi na sessão que fui, era dia de estréia no IMAX e a sala estava vazia, não tinha 30 pessoas. Quando que um filme star wars tem sala vazia no dia de estréia?

A Tia Helô iria achar tudo muito confuso, para que tantos ETs com caras esquisitas e multi olhos, 415 "Ai, Jesus!" para as capas personalizadas do Lando.


19.5.18

Royal Wedding

Assim como há 7 anos acordamos cedo para ver William e Kate casando, hoje foi o dia do Principe ruivinho mais querido de todos os tempos Harry casar com Meghan.




Então as 6 da manhã a tv já estava ligada com os convidados desfilando em Windsor chegando na igreja.

Um mix de gente que deixou tudo mais animado. Além do sangue azul de sempre, teve: Amal e George Clooney, o maravilhoso David Beckham e Victoria, Serena Williams, Elton John, Oprah e todo o elenco de Suits (a série que a Meghan fazia a Rachel).



Achei todos os vestidos leves e confortáveis e os chapéus estavam lá (alguns exagerados e outros discretos).

Rainha Elizabeth II foi com um vestido estampado e um casaco verde limão cobrindo. Ela pode.



Harry estava bonito com a farda (alerta maria batalhão) e a Meghan linda num Givenchy impecável.



A cerimônia foi diferente. Foi mais demorada do que a de Kate e William. Convidaram um reverendo americano que falou um bocado, teve um coral gospel ótimo cantando Stand By Me, e um rapaz tocando violoncelo lindamente.

A mãe da noiva deixou algumas pessoas emocionadas no twitter, mas quem roubou a cena mesmo foi esse garotinho.



Pois é, Principe Harry, agora Duque de Sussex, está definitivamente fora da pista.





Felicidades para o casal.

18.5.18

Deadpool 2

O Deadpool é o rei da anarquia, gosta de trabalhar sozinho e no início desse segundo filme ele está com a agenda cheia, trabalhando duro de 9 as 5.


Deadpool nos atualiza na sua vida nas últimas 6 semanas e nos leva a uma das melhores aberturas de filme com Celine Dion e uma música digna de qualquer Bond.

Algumas coisa dão errado e Deadpool acaba na mansão dos X-Men (mas sem os mutantes que importam) e o Colossus (num CGI bem melhor do que filme anterior) o leva para resolver uma parada.

Deadpool já diz no início que esse é um filme sobre família. O primeiro filme era sobre amor.

Deadpool tem que convencer o pré-adolescente mutante Russell a não colocar fogo em tudo e todos  e os dois acabam na prisão para mutantes. E Deadpool sem seu poder regenerativo é apenas uma pessoa morrendo de cancer.

Aí surge Cable na história, ele vem do futuro para se vingar do Russell que quando adulto aparentemente continua queimando tudo e todos. O Cable é cheio de tecnologia, e Josh Brolin (esse é o ano dele nos films de super heróis) está muito bem.

Deadpool consegue sair da prisão mas Russell não e o herói com roupa colada vermelha (cada vez mais suja) decide juntar uma equipe para resgatar o menino punhos de fogo. Só essa parte de juntar outras pessoas com poderes até chegar na frota de caminhões levando os presos é ÓTIMA!

O Vanisher é a melhor surpresa, mas a Domino é a melhor aquisição na equipe. O poder dela é sorte. Apenas sorte. MELHOR PODER. Ela arrasa.

Deadpool e migues conseguem chegar no Russell, mas o menino já tem um novo amigo gigantesco e está decidido a destruir o orfanato/escola e matar o diretor abusivo.

Deadpool continua com sua metralhadora de piadas, quebra da quarta parede, hits dos anos 80, muita ação, violência e soluções inusitadas.

Esse filme continua com a censura 16 anos (aumentaram para 18 anos mas depois voltaram). Não é para crianças.

É um filme muito divertido. Ri muito, tanto quanto no primeiro filme. E tem a melhor cena pós-créditos desse ano com uma música da Cher.

A Tia Helô continuaria horrorizada com o Deadpool, ainda que ele continue sendo atencioso com senhoras idosas cegas. Ele usa Crocs azuis. 732 "Ai, Jesus!" para Pool, Deadpool.

29.4.18

Analisando a música: Dreams (Fleetwood Mac)

Essa semana escutei essa música em alguns lugares (inclusive na minha playlist) e resolvi finalmente fazer um analisando a música de uma das músicas de um dos melhores discos ever.

Poderia ter escolhido qualquer uma das 11 músicas do Rumours, obra prima do Fleetwood Mac, lançado em 1977. Confesso que fiquei entre The Chain (que tocou em vários filmes ano passado), Go Your Own Way, Don't Stop e Dreams. Mesmo depois de 40 anos, essas músicas continuam atuais, se tocar para uma pessoa mais nova, que não conhece, não vai saber dizer de que época é.

Escolhi Dreams porque é a mais conhecida e resume bem o tema principal do disco que é: fim de relacionamento.

E sabemos que um coração partido rende ótimas músicas e albuns inteiros como Rumours e o 21 da Adele.

Os integrantes da banda Fleetwood Mac na época desse disco eram: Stevie Nicks (vocal), Lindsay Buckingham (guitarra e vocal), Christine McVie (vocal e teclados), Mick Fleetwood (bateria) e John McVie (baixo).

John e Christine eram casados e Stevie Nicks e Lindsay Buckingham namoravam.

Com o sucesso do disco anterior, Fleetwood Mac de 1975, a bruxa ficou solta e esses relacionamentos se acabaram, mas felizmente o relacionamento musical continuou e gravaram Rumours. Aliás o título do disco vem de todo mundo especulando o que estava acontecendo com a banda.

Por isso a temática fim de relacionamento, que acho que foi mais espontânea do que intencional.

Dreams foi composta pela Stevie Nicks para o Lindsey Buckingham onde ela ressalta que ele queria sua liberdade mas que na solidão tem que viver com a idéia do que ele tinha e do que ele perdeu (já me adiantando na análise).

E como diz o cara desse video que analisa a parte melódica da música: "É uma reviravolta do destino que essa música fez tanto sucesso que ele passou os próximos 40 anos cantando nos shows." PAH!

No mesmo disco tem a ótima Go Your Own Way que ele compôs para ela, mas isso é outra história.

Vamos saber o que Stevie tem a dizer sobre esse babado. A voz dela é ótima.

Now here you go again, you say
You want your freedom
Well, who am I to keep you down
It's only right that you should
Play the way you feel it
But listen carefully to the sound
Of you loneliness
Like a heartbeat drives you mad
In the stillness of remembering what you had
And what you lost, and what you had, and what you lost

Temos uma DR musical e poética. Como apontei antes, ela diz que ele quer sua liberdade e "Quem sou eu para te segurar?'. Ela continua dizendo que é certo que ele faça o que sente (e aqui tem um jogo de palavras com play que pode ser: tocar um instrumento, brincar ou jogar) MAS "Presta muita atenção ao som da sua solidão.".

Gente, "escute com atenção o som da sua solidão" é bom demais! E o som da solidão é como? É como um batimento cardíaco que te deixa louco. Nesse momento da música, quando ela fala "heartbeat" tem uma batida mais forte da bateria (daquele tambor que fica no pé). E nessa quietude, escutando o som da solidão, é o momento dele lembrar o que perdeu e o que tinha (e repetir essas lembranças num loop).

Isso, amigos, é um tapa na cara poético.

Thunder only happens when it's raining
Players only love you when they're playing
Say women they will come and they will go
when the rain washes you clean, you'll know, you'll know

"Trovão só acontece quando chove", não é verdade, tem trovão sem chuva, mas essa metáfora é boa para indicar que se já está ruim, pode piorar.
Jogadores só te amam quando estão jogando OU Músicos só te amam quando estão tocando.
"Olha, querido, mulheres vão e vem, mas quando a chuva te lavar você vai saber." É ela avisando que depois que tudo passar ele vai ver a besteira que fez.

Now here I go again, I see the crystal visions
I keep my visions to myself
It's only me
Who wants to wrap around your dreams and
Have you any dreams you'd like to sell
Dreams of loneliness
Like a heartbeat drives you mad
In the stillness of remembering what you had
And what you lost, and what you had, and what you lost

E ela tem umas visões (um dos rumores é que eles usaram muitas drogas) mas as guarda para si.
"Sou só eu que quero me envolver nos seus sonhos." acho que ela está dizendo que quer dividir os sonhos com ele e gosta dele além da fama. MAS na frase seguinte ela pergunta se ele tem algum sonho para vender. To sell dreams em inglês significa enganar, prometer sem querer cumprir.
Esses sonhos de solidão que o deixam lembrando o que ele tinha e o que ele perdeu, no loop.

Thunder only happens when it's raining
Players only love you when they're playing
Say women they will come and they will go
when the rain washes you clean, you'll know, you'll know

E aí temos esse refrão maravilhoso com trovoadas (bateria sensacional nessa parte), enganação e a certeza de que quando a chuva parar todos vão ver as coisas com mais clareza.


Aperta o play e vamos escutar esses trovões.

27.4.18

Vingadores: a Guerra Infinita



Depois de 10 anos e 26381718 filmes da Marvel finalmente temos um filme com (quase) todos os heróis reunidos.

Mas antes uma contabilidade real dos filmes:

3 filmes do Homem de Ferro (e tem post de 2008 do primeiro filme), 3 filmes do Capitão América (contei Guerra Civil como sendo dele, ele tem os melhores filmes), 3 filmes do maravilhoso o Thor, um filme do Doctor Strange, um filme sensacional do Pantera Negra (Wakanda Forever!), 2 dos Vingadores unidos, um filme fofo do SpiderTeen, 2 filmes para divertidos Guardiões da Galáxia, um filme para o Homem Formiga, e um filme do Hulk (que sempre esqueço de contar).

Foram 18 filmes para chegar nesse. Apenas. Nesse e mais um porque certamente tem uma segunda parte. E valeu a pena.

Não vou contar o filme todo mas não vou conseguir fazer um post sem entregar nada. Então, daqui para frente tem SPOILER. Avisei.

Começando com o vilão. Nem lembro a primeira vez que Thanos apareceu, mas foi numa cena pós-créditos. E foi ele que mandou o Loki vir causar na Terra na primeira reunião de condomínio dos Vingadores. Confesso que achava que não ia gostar desse vilão, ainda mais ele sendo todo de CGI.

Mas...para minha supresa, Thanos é um excelente vilão. Ninguém está seguro perto dele.

Todas suas facetas são mostradas no filme. Sua motivação é boa (não é legal, mas faz sentido). Ele quer juntar as 6 infinity stones (pedras mágicas que dominam: tempo, alma, poder, espaço, mente e realidade) numa manopla que o tornará o ser mais poderoso do universo. E para que ele quer todo esse poder? Para estalar os dedos e metade dos seres existentes no universo sumirem (morrerem?). E por que ele quer fazer isso? Ele acha que está tudo muito cheio, pessoas (povos) estão consumindo todos seus recursos naturais e, para ele, nada mais justo do que eliminar metade (sem distinção) dando espaço para a outra metade se desenvolver. Depois que ele conseguir fazer isso ele só quer descansar, nada de dominação universal. Thanos é poderoso e inteligente. (Palmas para o Josh Brolin que mesmo com todo CGI fez um ótimo trabalho)

Vou logo dizer que esse é praticamente um filme do Thor, a jornada do herói é dele. Thanos é ser intergaláctico e para enfrentá-lo só o pessoal da Terra não ia dar conta (nem com um Hulk), por isso é dada ao Thor, o Deus do Trovão, a missão (junto com alguns dos Guardiões da Galáxia) de ir atrás de uma arma que possa destruir Thanos.

Thor perdeu pai, mãe, amigo, e o planeta dele foi destruído. Thor é basicamente a Princesa Leia da Marvel.

Enquanto Thanos vai atrás das pedras em outros planetas, ele manda suas amigues virem a Terra pegar a pedra do tempo (que fica com o Doctor Strange) e a pedra da mente que está na cabeça do Visão.

Um deles consegue levar o Doctor Strange, Homem de Ferro e SpiderTeen para o espaço depois de uma batalha nas ruas de NYC. O SpiderTeen está ótimo nesse filme.

Os outros suam um bocado para tentar pegar a pedra do Visão mas a Bruxa Escarlate é poderosa. Mesmo assim quase que os ETs levam a pedra se não fosse pelo Capitão América and Friends (Viúva Negra e Falcão) aparecerem de surpresa.

Então temos vários pequenos grupos:

- Thor, Rocket e Teen Groot vão atrás da arma.
- Resto dos Guardiões vai atrás de outra pedra (e do Thanos)
- Homem de Ferro, Doctor Strange e SpiderTeen tem que se livrar o amigo bizarro do Thanos (e depois se juntam a Peter Quill e cia)
- Capitão América and Friends junto com Bruce Banner vão até a maravilhosa Wakanda tentar, com a ajuda do Pantera Negra e sua irmã, separar o Visão da pedra para que possam destruí-la antes do Thanos conseguir completar sua manopla.

As batalhas/lutas são todas boas. As piadinhas são divertidas, como sempre.

Melhores Entradas:

- Guardiões da Galáxia indo ao som de Mr. Rubberband Man responder o chamado da nave do Thor, porque eles sempre tem a MELHOR trilha sonora para tudo.
- Entrada triunfal no filme do Capitão América de barba. Toda vez que ele aparecia (e Chris Evans de barba preenche lindamente aquela tela enorme do IMAX) não tinha ar condicionado que desse jeito no calor.
- Uniforme novo do SpiderTeen.
- Thor, quase todas as vezes.

Melhores Interações:

- Tony Stark e Doctor Strange. Um filme dos dois para já!
- Guardiões da Galáxia e Thor.
- Capitão América e Bucky, sempre.
- Viúva Negra, Feiticeira Escarlate e Okoye no momento mais girl power do filme.
- Thor e Capitão América, os olhos agradecem.

Esse filme contém a santa trindade dos Chris. E só isso já vale o ingresso.

hemsworth, evans e pratt.

Gostei muito desse filme, achei divertido com um final digno do emoji do grito e aguardo a segunda parte, afinal Thanos já avisou que vai voltar.

A Tia Helo não iria entender todas as funções da manopla do Thanos. 726 "Ai, Jesus!" para todas as vezes que dão um close no Capitão América bom moço.



15.4.18

Book Report: Scar Tissue - Anthony Kiedis

Tive algumas fases Red Hot Chili Peppers.

A primeira foi em 1991 quando lançaram o clássico Blood Sugar Sex Magik e foi quando conheci a banda, o cabelo comprido e costas tatuadas do Anthony Kiedis. Escutei muito esse disco junto com minha fase grunge (Eddie Vedder era a minha voz favorita, Kurt Cobain para melancolia e Anthony Kiedis era o crush). Quando eles lançaram One Hot Minute em 1995 a fase continuava ali mas com menos intensidade.

A segunda fase começou com Californication (1999) teve um pico com By The Way (2002) e apagou com Stadium Arcadium (2006). Meu Anthony Kiedis favorito até então era o de By The Way (escutei muito esse disco).

Vieram ao Brasil algumas vezes mas nunca consegui vê-los ao vivo até esse ano.

Confesso que tinha deixado eles um pouco de lado no meu iPod, só poucas músicas nas playlists, aí escutei duas ou três músicas do album mais recente The Getaway de 2016. Gostei mas não dei muita bola até eles virem para o Rock In Rio e eu ver o show pela TV. Não sei se foi o bigodão do Anthony Kiedis, e ver que ele continua inteiraço, ou a energia da banda tocando ao vivo, mas voltei a fase RHCP. (Acho que esse Anthony Kiedis de bigode e cabelo curto é o meu novo favorito)

Me atualizei com o disco novo e o anterior (I'm with You de 2011), coloquei mais musicas deles nas playlists, fui escutar músicas de antes do Blood Sugar Sex Magik, analisei Californication, fiz uma lista dos 10 videos deles que mais gosto, fui no show deles no Lollapalooza mês passado e para terminar essa terceira fase (mas não muito) decidi ler a autobiografia do Anthony Kiedis que foi lançada em 2005 e nunca tinha lido.



No livro o Anthony Kiedis (AK para facilitar) conta sua vida desde que nasceu até 2004 que foi quando publicaram esse livro. É daqueles livros que dá para escutar a voz dele contando tudo que está acontecendo, ele é muito eloquente, e parei de ler algumas vezes para escutar as músicas.

AK faz uma auto análise muito interessante da sua pessoa nesse livro. Ele é arrogante, mimado, controlador, egoísta, se acha no direito de muitas coisas, imaturo emocionalmente, engana e mente (viciados em drogas fazem isso) e reconhece e assume todas essas facetas. Inclusive diz que muitas coisas que fez nunca pensou nas consequências para as outras pessoas porque a consequência para ele é que sempre conseguia o que queria.

(Mas também é um querido e carinhoso.)

O título do livro vem da música de mesmo nome do album Californication e na introdução ele escreve: "...the story of a kid who was born in Grand Rapids, Michigan, migrated to Hollywood and found more than he could handle at the end of the rainbow. This is my story, scar tissue and all."

As cicatrizes estão todas nas páginas.

Algumas partes desse livro mereceram olhos revirados e outras achei um pouco fantasiosas, mas a maior parte é muito boa. A seguir as partes que gostei muito.

-> O livro é basicamente sobre as drogas e a vida dele de viciado. A primeira página já é com ele relatando uma saidinha com seu traficante mexicano Mario para depois começar a contar a história dos pais.

Poucos relatos sobre drogas e a vida com vício são tão sinceros e detalhados como nesse livro. AK começou novo no mundo das drogas, seu pai era traficante e ele usou e abusou de tudo que tinha disponível por aí, especialmente cocaína e heroína. E, olha, não foram poucas drogas e ele fazia de tudo para consegui-las. AK conseguiu se manter sóbrio por 5 anos depois da primeira rehab séria que fez, mas teve inúmeras recaídas e outras tantas tentativas de se reabilitar (até conseguir em 2000 e acredito que continua sóbrio até hoje)

Só vou dizer que AK é um cara de muita sorte na vida (para tudo, desde carreira até vida de drogado). Um exemplo: ele teve um acidente de carro no meio do nada no Michigan e a única pessoa que escutou o acidente era um paramédico que morava perto e estava com a ambulancia na garagem. Nesse acidente ele quebrou alguns ossos do rosto.

Escutar Under The Bridge e Snow (e algumas outras músicas) depois de ler esse livro é uma outra experiência.

-> Esse livro contém toda história da banda Red Hot Chili Peppers até 2004. No meio da sua história com as drogas AK conta como a banda se formou, como começaram a compor as músicas, como faziam os primeiros shows, como foi o primeiro contrato para um disco, as várias formações da banda, os grandes shows, os amigos de outras bandas, etc. O processo deles de fazer músicas é muito interessante, inclusive a mistura de sons. Eles tem um som ótimo que é bem característico.

O RHCP apesar da imagem de maluquinhos é uma banda muito profissional. Foram de delinquentes (roubavam casas e tudo) para estrelas do rock n' roll. A música é o mais importante para essa banda, então quando estão juntos, seja fazendo discos ou shows, é quando estão no seu melhor. E eles são uma banda que gosta de fazer shows. Não é a toa que estão aí há 35 anos e continuam tocando com muita energia.

Quando gravaram Blood Sugar Sex Magik e fizeram o tour AK estava totalmente sóbrio. Aliás, quando fazia shows raramente estava drogado, ele deixava essa atividade para os intervalos e férias.

Depois de ler esse livro: Flea é um fofo, Chad é melhor pessoa, Frusciante é outro cheio de problemas mas é um talento nato, Dave Navarro sóbrio é bacana, e Hillel morreu cedo demais.

-> O relacionamento dele com o pai é curioso. AK foi morar com o pai na California aos 12 anos. O pai era um traficante que inclusive usava o AK em algumas de suas operações, e vivia aquela vida de Hollywood anos 1970. O pai só deixou de traficar drogas quando foi preso e decidiu se dedicar a ser ator. AK vivia num caos e ainda assim conseguia frequentar a escola e ter boas notas (mas também se drogava no meio tempo). Lendo o livro a gente vê que esse pai não tinha o menor cuidado com essa criança, mas AK adorava seu pai e seu relato é quase romântico no sentido que seu pai era seu herói. (E isso explica muito da personalidade dele)

-> Foi nesse livro que descobri que Eddie Vedder fazia parte de uma banda cover do Red Hot Chili Peppers e imitava Anthony Kiedis. (Taí uma coisa que eu gostaria de ter visto)

-> Eu já sabia que AK e Kurt Cobain eram amigos, mas nesse livro tem uma pequena declaração de amor para Kurt. (e fez uma música para Kurt Cobain chamada Tearjerker além de citá-lo em Californication)

-> Alguns relatos da vida amorosa dele são interessantes, outros nem tanto e estão ali só para fazer número (e dar uma certa vergonha alheia), mas os que importam são os que também fazem parte da trajetória dele no vício.

-> A história de como eles se apresentaram só com meias cobrindo as partes íntimas, que virou quase uma marca registrada da banda, é hilária. "We already had been playing shirtless and we realized the power and beauty of nudity onstage".

-> Momento inusitado. AK viajava bastante (com e sem a banda) e fez um trekking hard core na selva no Borneo e voltou de lá com dengue.

-> Um momento fofo foi quando a banda se fantasiou de Spice Girls para o aniversário de 10 anos da filha do Flea. AK era Posh Spice, Flea era Baby Spice, Frusciante a Sporty Spice e o baterista Scary Spice. Quando as meninas viram que eram homens vestidos de mulheres soltaram um EWWWW coletivo mas curtiram o show.

-> A Nina Hagen aparece um bocado nesse livro. Ela disse para eles bem no início que a banda seria grande, depois ela disse que mesmo que o mundo tivesse esquecido dela ela sempre seria bem vinda no Brasil como se fosse um dos Beatles (e tem 2 páginas do AK elogiando nosso país e os fãs brasileiros), e uma conversa com ela inspirou o grande hit Give It Away.

-> Ele fala de poucas músicas, mas depois de ler o livro é só escutar as músicas que muitas se explicam, inclusive algumas mais recentes como Dark Necessities.

Gostei muito de ler esse livro e ainda fiquei curiosa para saber o resto da história, de 2004 até hoje. De lá para cá John Frusciante saiu outra vez da banda e o Josh Klinghoffer assumiu a guitarra, a industria da música é outra, Anthony Kiedis teve um filho em 2007 e isso provavelmente mudou algumas coisas, ou não. Quando vejo as entrevistas recentes do AK o acho muito equilibrado e simpático (insira emoji com coração nos olhos).

Antes de ler essa autobiografia do Anthony Kiedis li um livro de entrevistas do jornalista Neil Strauss chamado Everybody Loves You When You're Dead, e em português ficou Fama E Loucura (tradução tenebrosa). Nesse livro o Neil Strauss entrevista o Flea sobre eles ainda fazerem tantos shows, mas antes dá uma definição da banda para os dias de hoje:

"When a band of hard-touring, hard-partying delinquents grows up, gets sober, starts families and finds spirituality, as in the case of the Red Hot Chili Peppers and its bassist Flea, something unexpected starts to happen: The rock and roll dream turns into a job - with very long hours."

Mas, apesar das longas horas, eles fazem esse trabalho com o maior prazer e a gente agradece.

Um beijo Anthony Kiedis. Até a próxima fase. 

10.4.18

+ Filmes

Um Lugar Silencioso

Um filme tenso do começo ao fim. Num futuro próximo teve um acontecimento (que não é mostrado) em que criaturas invadiram a terra. Essas criaturas caçam baseadas em sons então os humanos e bichos não podem fazer um barulhinho se querem sobreviver. E as criaturas são precisas nos ataques, espirrou morreu. Não dá nem tempo de fugir.

O filme começa em 90 dias do acontecimento e já podemos ver a situação do lugar em que mora essa família e como eles estão se adaptando a situação.

O silêncio é um ótimo elemento de tensão. Claro que tem uma leve trilha sonora, mas o fato de que qualquer barulho (eles até usam linguagem dos sinais para se comunicar) pode ser fatal deixa até a gente no cinema com medo de abrir uma bala ou mastigar a pipoca.

Achei esse filme ótimo, e no cinema ainda é melhor porque a tensão é geral.

A Tia Helô não conseguiria ficar tanto tempo quieta, 618 "Ai, Jesus!" para tanto dedinho na frente da boca fazendo shhhhhh.


Jogador Número Um

Um filme do Steven Spielberg para adolescentes cheio de referências a jogos, filmes e outras coisas da década de 1980 (e algumas dos anos 1990).

Num futuro distópico as pessoas são viciadas em um mundo virtual chamado Oasis. No mundo real as coisas são caóticas, o garoto (Wade/Parzival) mora numa espécie de favela formada por trailers colocados um em cima dos outros, mas basta colocar aqueles óculos de realidade virtual que tudo bem.

O criador do jogo faleceu mas deixou uma gincana para os jogadores que consiste em encontrar 3 chaves escondidas no jogo. Quem encontrar as 3 chaves herdará o jogo (e todo dinheiro e poder que vem junto).

Acontece que como tem uns 5 anos que essa disputa está rolando e tem empresas interessadas em manter seu status, na gincana tem jogadores profissionais com verdadeiros staffs de nerds e geeks para ajudá-los.

Wade/Parzival (Parzival é o nome do avatar dele) e seus amigos também estão nessa gincana e Wade é do tipo de fã do criador do jogo que sabe de tudo. Em uma das corridas ele conhece a Art3mis (avatar da Samantha) e ela se junta ao grupo dele.

Com a inspiração da Art3mis, o Parzival consegue achar a primeira chave e vira celebridade. Daí pra frente são eles buscando as outras duas chaves num mundo com mais referências do que uma pessoa pode notar vendo esse filme só uma vez.

A cena da corrida de carros pela cidade com o King Kong e o T-Rex é sensacional. Parece mesmo que estamos dentro de um jogo.

Só fiquei na dúvida para quem é esse filme, porque os adolescentes de hoje provavelmente não conhecem muitas das referências do filme (as músicas então...) e quem viveu a época (eu) e reconhece tudo não acha a trama teen muito interessante.

Mas é um filme bacana, bem feito. Gostei da trilha sonora.

A Tia Helô iria achar tudo absurdo, 715 "Ai, Jesus!" para aqueles óculos ridículos de realidade virtual.

31.3.18

50 Tons de Liberdade

Para começar: não li os livros.

Até gostei do primeiro filme, achei melhor do que esperava pelo que falavam. O segundo filme tinha um certo potencial que foi ralo abaixo quando transformaram o Jack num vilão Dick Vigarista.

Como disse, não abandono uma série cinematográfica (vi todos do Crepúsculo e de Velozes e Furiosos) então vi o terceiro e espero que seja o último dessa história da Tatá e Mr. Grey.

Já vou dizer que esse terceiro filme é o PIOR de todos. Ruim mesmo.

Li que o segundo e terceiro filmes foram filmados ao mesmo tempo, faz sentido.

O segundo filme terminou com Mr. Grey pedindo Tatá em casamento e uma cena do Jack Vigarista com cara de quem ia aprontar.

O 50 Tons de Liberdade começa com o casamento de Tatá e Mr. Grey que é emendado numa lua de mel volta ao mundo com direito a cenas cafonas dele carrengando ela nos braços para dentro de seu jatinho particular e mais diálogos péssimos.

Aliás, diálogos ruins tem nos três filmes.

Acontece que a lua de mel é cortada porque o Jack Vigarista decide sabotar a empresa do Mr. Grey e eles voltam para Seattle.

Chegando no apê Tatá conhece seu novo staff: dois seguranças e a cozinheira (copeira?). Dos dois seguranças só um aparece mais tempo, o Sawyer, e ele é ótimo. Inclusive Tatá poderia ter se engraçado com ele só para animar a festa.

Nesse filme deram mais espaço para o Taylor, o segurança/motorista do Mr. Grey, unico ponto positivo desse filme.

Tatá ganha mais uma promoção, não sei da onde porque ela nunca trabalha, e Mr. Grey dá um piti porque ela não trocou o e-mail para o nome de casada.

Nem preciso dizer que esgotei a cota de revirar olhos nesse filme.

Depois Mr. Grey leva Tatá para conhecer a casa que ele comprou para os dois só para a gente ver que Tatá não deixa qualquer uma dar em cima de seu marido. Ridícula essa cena.

Esse filme tem até uma perseguição de carro, que com todo prazer usei o botão de FF para passar rapidinho. Se eu quero ver perseguição de carro vejo Velozes e Furiosos.

Tem toda uma sequencia que Mr. Grey leva Tatá e seus amigos para um feriado nas montanhas que só serve para a cena do sexo com comida (que 9 semanas e 1/2 fez muito melhor) e para a gente ver Mr. Grey assassinar Maybe I'm Amazed do Paul McCartney no piano.

Tatá descobre que está grávida, Mr. Grey dá outro piti porque ele não quer disputar sua esposa com ninguém, nem com o próprio filho. Aí ele sai de casa e vai beber com a ex-amante. Tatá fica sabendo, eles tem uma DR e Tatá vai trabalhar.

No trabalho ela recebe uma ligação do Jack Vigarista.

Resumindo: Jack Vigarista consegue sair da cadeia, sequestra a irmã do Mr. Grey e exige que Tatá dê a ele 5 milhões de doletas. Tatá dá um baile no segurança, vai no banco tirar o dinheiro, o gerente liga para Mr. Grey avisando mas ele autoriza mesmo sem ela dizer para o que é. Tatá chega no encontro, leva uma porrada do Jack Vigarista mas consegue dar um tiro nele.

E o filme termina com uma montagem dos melhores momentos dos outros filmes (mais cenas do primeiro filme porque é melhor mesmo).

A Tia Helô iria dormir na metade mas se acordasse para ver os acontecimentos na cozinha diria 312 "Ai, Jesus!" e taparia os olhos com as mãos.



28.3.18

São Paulo - SP



O Lollapalooza aconteceu em São Paulo então aproveitei para passear pela cidade e ir a lugares que não conhecia.

O centro da cidade foi novidade para mim. Nunca tinha visto a Catedral da Sé de perto com sua arquitetura neogótica.


Ali perto tem ruas de pedestres e andamos até o Vale do Anhangabaú. Muitos prédios com todos os tipos de arquiteturas.

prédio dos correios no vale do anhangabaú

Fomos na exposição do Jean-Michel Basquiat no CCBB paulista. Gostei muito, os quadros dele são bem coloridos, as serigrafias fazem um conjunto interessante e tinha até uma performance de um duo contando a história dele em ritmo de hip hop.

basquiat e warhol

Passamos pela Galeria do Rock que é um shopping só de coisas relacionadas ao rock e coisas geeks. Muitas lojas de tênis, de camisetas, estudios de tatuagens, etc.


No outro dia, um domingo, fui andar na Av. Paulista fechada para pedestres. É o melhor people watching da cidade. Tem. De. Tudo.


E lá tem o IMS (Instituto Moreira Salaes) um prédio bonito, novo, que estava com a exposição das fotos do Chichico Alkimin que eu já tinha visto aqui no Rio mas vi outra vez porque as fotos são ótimas.

IMS tem esse vão para ver a av. paulista

E isso foi São Paulo dessa vez.