4.11.18

Bohemian Rhapsody



Em julho de 1985 eu e a Luzinha sentamos na frente da TV para ver o Live Aid e passamos o dia inteiro (e boa parte da noite vendo os shows). Teve muita gente boa e teve o Queen.

Fomos juntas ver esse filme.

Esse filme já começa com Freddie Mercury chegando para fazer esse show. Aí o filme volta no tempo nos mostra como Freddie Mercury deixou de trabalhar no aeroporto jogando malas e foi ser vocalista de banda de rock.

Freddie, Brian May, Roger Taylor e John Deacon se juntaram e foram fazer shows em universidades. O filme mostra como foram disso para a banda que fazia mega shows pelo mundo. E no meio de tudo tem a história do Freddie Mercury.

A cronologia ficou um pouco confusa. Usaram os acontecimentos de forma a servir a história que queriam contar. O início é muito rápido, eles conseguem um contrato em 15 minutos de filme. A parte do Brasil então....fizeram um dois em um com o show de SP e o do Rock in Rio (que foram em anos diferentes), faz diferença para quem tem uma boa memória da época, mas não deixa de ser um filme divertido e que emociona.

Como o que interessa é a música....

As partes que mostram como nasceram alguns dos grandes hits da banda são ótimas. Os shows que aparecem no filme também são muito bons. São todos ótimos músicos, diversificados, e por isso o som do Queen é variado, refinado e elaborado.

O que vale mesmo o ingresso é o show do Live Aid. Mostra quase o show inteiro. É tão bem feito que eu e Luizinha nos sentimos no sofá em 1985 vendo tudo na tv (só que dessa vez no cinema com tela enorme e excelente som). Melhor, nos sentimos lá no estádio Wembley de 1985.

Rami Malek está realmente muito bem como Freddie Mercury. Gwilym Lee é identico ao Brian May. Mike Myers está no filme fazendo um executivo de gravadora que disse que eles não iam fazer sucesso (ele que praticamente reapresentou Bohemian Rhapsody para uma nova geração em Wayne's World).

Perdi a chance de ver o Queen ao vivo no show histórico do Rock In Rio 1, na época estava mais ligada em hard rock e preferi ver o AC/DC (que também fez um excelente show). Anyway....

A Tia Helô gostava muito do Freddie Mercury que ela viu na TV quando eles vieram para o Rock in Rio. Ela provavelmente fecharia os olhos em algumas partes, afinal Bohemian Rhapsody tem "Beelzebud has a devil put aside for me" na letra, mas gostaria de ver Freddie na tela grande do cinema. 135 "Ai, Jesus!" para o bigodão.

É para ver no IMAX. A música do Queen merece.


Já fiz o analisando a música de Killer Queen.

25.10.18

Analisando a música: Grace Kelly (MIKA)

Quando estava na Africa minha amiga só tocava Franz Ferdinand porque estava se preparando para o show que fomos semana passada. Em um dos dias em Cape Town, do nada, lembramos do MIKA, que ele andava sumido e que gostavamos muito de seu primeiro disco Life In A Cartoon Motion.

Minha amiga o viu ao vivo em Londres há uns 10 anos e disse que o show dele é ótimo.

MIKA é um cantor libanês britânico. Ele morou em Paris e na Inglaterra, fala francês, inglês, espanhol e italiano fluente. Ele começou tocar piano desde cedo e em 2006 ele lançou seu primeiro single Relax Take It Easy.

Em 2007 MIKA lançou Life In A Cartoon Motion com várias músicas que fizeram sucesso: Love Today, Big Girl, Billy Brown, My Interpretation, Happy Ending e a analisada da vez Grace Kelly que chegou a ocupar primeiro lugar no Reino Unido.

Em 2009 veio outro disco bom The Boy Who Knew Too Much que tem a ótima Rain e Blame It on The Girls.

Depois ele lançou mais dois discos Origin of Love (2012) e No Place In Heaven (2015) que não conheço bem as músicas, mas vou escutar e ficar em dia com o MIKA.

No início da carreira MIKA era comparado ao Freddie Mercury (com as devidas proporções), acho que pelo jeito expansivo dele no palco, é performático, e é um cantor que também é pianista, mas as semelhanças acabam aí. MIKA tem um tom de voz agudo que ele usa muito bem, não tem medo de assuntos polêmicos em suas músicas, faz tudo num tom muito divertido e várias músicas são dançantes.

MIKA compôs Grace Kelly depois que os executivos de uma gravadora disseram que ele deveria mudar para se encaixar em algum modelo pop, tentando moldá-lo em algo que eles queriam. Foi uma música que veio da frustação. Ele diz que mandou a letra para esses executivos, eles nunca deram retorno e depois ele conseguiu gravar seu disco do jeito que quis e incluiu essa música.

Música composta com sentimento é sempre boa, seja sobre amor, raiva, dor de cotovelo ou sobre querer ser quem você é.

Então vamos saber qual o recado que MIKA passou pros executivos da gravadora.

Para começar, para quem não sabe, Grace Kelly foi uma atriz americana que nos anos 1950 estava fazendo sucesso, fez filmes do Hitchcock (um deles foi o ótimo Janela Indiscreta de 1954), ganhou um Oscar por The Country Girl (1954), quando o Príncipe de Mônaco apareceu na vida dela, casaram em 1956 e ela foi ser princesa em Mônaco. Ela nunca voltou a atuar, apesar de ter sido oferecida alguns papéis, inclusive pelo Hitchcock, e faleceu em um acidente de carro em 1982.

grace kelly em janela indiscreta


I wanna talk to you

(The last time we talked, Mr. Smith, you reduced me to tears
I promise you, it won't happen again)

A música começa com o MIKA chamando alguém para uma conversa e entra essa fala da Grace Kelly em The Country Girl: "Sr. Smith, da última vez que conversamos você me fez chorar. Prometo que não vai acontecer outra vez." Ou seja, MIKA está preparado.

E tem outras falas dela inseridas na música.

Do I attract you?
Do I repulse you with my queasy smile?
Am I too dirty?
Am I too flirty?
Do I like what you like?

E a conversa começa com uma série de perguntas porque MIKA quer saber qual é o problema, por que querem que ele mude. É o sorriso enjoado? É o jeito sacana? Ou será que flerta demais? "Será que eu gosto do que você gosta?"

I could be wholesome
I could be loathsome
I guess I'm a little bit shy
Why don't you like me?
Why don't you like me without making me try?

E emenda com o que ele poderia ser: saudável ou detestável. Você escolhe. Mas ele é tímido e um pouco inseguro então quer saber porque essa pessoa não gosta dele, por que não gosta sem que ele tenha que se esforçar?

I tried to be Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I tried a little Freddie
I've gone identity mad

E ele tenta bastante. Ele tentou ser a Grace Kelly mas seus looks (que podem ser olhares, figura, aparência) eram muito tristes e aí tentou ser Freddie (Mercury), em uma clara referência as comparações que faziam dele com o vocalista do Queen (nesse momento MIKA até faz um hum rum como o Freddie). Resumindo: não sabe mais quem é.

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!

E temos um refrão muito melódico com uma lista de tudo que ele poderia ser: marrom, azul, céu violeta (adoro a subida que a música dá nessa frase), pode ser ofensivo, roxo (essa rima de hurtful com purple é ótima), qualquer coisa que queiram.

"Tenho que ser verde, malvado e tudo mais. Por que não gosta de mim?" e termina com o que imagino ser um fora "Já que você não gosta de mim que tal ir embora!". PAH!

(Getting angry doesn't solve anything)

Mais uma frase da Grace Kelly dizendo que ficar com raiva não resolve nada.

How can I help?
How can I help it?
How can I help what you think?
Hello, my baby
Hello, my baby
Putting my life on the brink
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you like yourself?
Should I bend over?
Should I look older just to be put on your shelf?

E ele volta a um tom mais amigável (pero no mucho). "Como posso evitar? Como posso evitar o que você pensa? Oi querido, estou colocando minha vida na beira (do abismo?). Por que você não gosta de mim?"
E vem a melhor pergunta: "Por que você não gosta de você mesmo?"
"Devo me curvar? Devo parecer mais velho só para ser esquecido?"
Acho que não.

I tried to be Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I tried a little Freddie
I've gone identity mad

Grace Kelly? Freddie? Chega de crise de identidade!

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!

O refrão com tudo que ele pode ser.

Say what you want to satisfy yourself
But you only want what everybody else says you should want

E aqui o fora final: fale o que quiser para se satisfazer (ou se convencer) mas você é maria vai com as outras.

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!

Esse refrão final que tem a lista de todas as possibilidades quer mesmo dizer: "posso ser o que quiser e a porta é a serventia da casa!"

(Humphrey, we're leaving)

E Grace Kelly concorda, vamos embora.

Kerching!

E termina com esse som de dinheiro entrando no caixa. Mika fez um bom din din com essa música e esse album sendo o que ele queria ser. Dorme com essa executivos da gravadora.

Os videos do MIKA são muito divertidos. Gostaria de ver um show dele.

23.10.18

O Primeiro Homem

Um filme sobre Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua.


O filme começa com uma das melhores cenas, Neil fazendo um voo teste (antes de ser astronauta ele era piloto e engenheiro) onde ele chega a ver a fina camada da atmosfera da terra. É um começo tenso mesmo sabendo que vai ficar tudo bem.

A intimidade de Neil Armstrong e sua família é mostrada intercalada com a ida dele para NASA e a formação dos astronautas e os oito anos das missões Gemini que levaram as missões Apollo até chegar na Apollo 11.

Neil Armstrong era um cara introspectivo (pelo que mostra o filme), ele teve que lidar com a morte da filha e de alguns colegas. A exploração espacial era (e ainda é) um terreno desconhecido, as pessoas que se arriscavam estavam indo em missões que não sabiam se voltavam. Uma coisa boa desse filme é que despe o astronauta de uma glamourização que vem associada a viagem espacial.

E como disse meu amigo (e crítico de cinema) Marcelo Janot em sua crítica: "retrato intimista de Armstrong, mostrando que sua chegada a lua foi, antes de um gigantesco salto para humanidade, um grande passo para ele mesmo"

Confesso que apesar do angulo intimista na vida do Armstrong (e Ryan Gosling está muito bem no papel, assim como Claire Foy que faz sua esposa) só senti essa proximidade quando ele tem uma conversa com os filhos.

A parte técnica desse filme é excelente. Cada lançamento de foguete, cada decolagem, pouso, voo, a lua, é tudo muito bem feito e nos deixa dentro dos módulos com os astronautas. A evolução tecnológica entre as missões é mostrada sutilmente (eu notei mais nos trajes dos astronautas). O design de som é impecável até nos silêncios. É aquele tipo de filme que a gente sabe como termina mas nos deixa tensos até o fim.

Filme dirigido pelo Damien Chazelle que ganhou um Oscar por La La Land e dirigiu o ótimo Whiplash.

A Tia Helô iria fechar os olhos cada vez que a camera balança dentro das naves. 138 "Ai, Jesus!" para a pisada na lua deixada pelo Neil Armstrong.

18.10.18

Nasce Uma Estrela

Um filme sobre amor, relacionamento, vício, talento e fama.

Bradley Cooper faz Jackson Maine um cantor de música country (com um pouco de rock) que está no auge do sucesso, enchendo arenas e cantando para milhares de pessoas. Acontece que ele é um alcoolatra e não pode passar muito tempo sem ver um bar e uma bebida.

Depois de um show Jackson Maine entra num bar de drag queens, só porque foi o primeiro que ele viu, e se tem bebida é perfeito para ele. A Lady Gaga faz Ally, uma garçonete que já tentou a carreira musical, que não deu certo, e canta de vez em quando no bar das drags.

E no meio de uma performance dela de La Vie En Rose, the eyes meet the eyes, Jackson reconhece talento, passam a noite papeando e ele convida Ally para ver seu show. Ela resiste mas vai e lá ele a convida para cantar. Daí nasce uma estrela.

Esse filme já foi feito com Judy Garland e Barbra Streisand (e tem algumas referências a esses dois filmes anteriores). Lady Gaga é boa fez bem o papel da estrela em ascensão.

Mas esse filme é do Bradley Cooper. Maravilhoso. Desde a primeira cena que a gente vê do ponto de vista de quem está no palco e ele canta um rock country ótimo. Dirigiu o filme, atuou e canta bem.

O trabalho de voz dele é incrível! Ele fez uma voz bem grave, muito mais grave do que voz natural dele e mais grave do quando ele dubla o Rocket de Guardiões da Galáxia. O Sam Elliot está nesse filme, ele é um ator com uma voz naturalmente muito grave e o Bradley Cooper conseguiu falar no mesmo tom dele. Incrível.

O Sam Elliot tem uma das cenas mais emocionantes do filme.

As músicas são todas boas. Bradley Cooper consegue acompanhar a cantora maravilhosa que é Lady Gaga em duetos muito bons. Minhas músicas preferidas são as que ele canta sozinho porque é um estilo que gosto. E as que ela canta sozinha...bem...é Lady Gaga né?

Alguma música (ou várias) desse filme vai concorrer ao Oscar ano que vem (e deve ganhar). Minha aposta está em Shallow.




A Tia Helô iria ficar hipnotizada com aqueles olhos azuis. 361 "Ai, Jesus!" para toda vez que Bradley Cooper passa a mão no cabelo.

hey

15.10.18

Franz Ferdinand no MADA

Quando analisei The Dark Of The Matinee da banda escocesa Franz Ferdinand disse que ia vê-los em um festival de música em Natal, o MADA.

O MADA acontece há 20 anos e essa foi a primeira vez que fui. Como disse no outro post, é raro uma banda como Franz Ferdinand vir tocar por essas bandas do nordeste, então eu e as amigas aproveitamos a oportunidade de vê-los e ainda ver outros shows de banda muito boas e conhecer algumas bandas e artistas novos.

Fomos para Natal. Na verdade fomos para Ponta Negra, que é uma das praias urbanas de Natal, e só saímos de lá para o estádio onde acontecia o festival.


Ponta Negra é bacana porque é quase que uma cidade de veraneio dentro de outra cidade. E é praia de surf. A variação da maré é tão grande que quando está alta não tem faixa de areia, mas quando está baixa e a areia aparece fica cheia de barracas.

alta
baixa
alta outra vez

Mas vamos ao festival e ao show.

Não é um festival grande mas estava cheio. Era dentro da Arena Dunas, o estádio da Copa 2014 de Natal, e os dois palcos mais a área para o público ocupavam só metade do campo. Foram dois dias de festival, mas só fomos no segundo.


Os palcos eram lado a lado que, acredito, facilitava a logistica já que as atrações eram alternadas, acabava uma e quase que instantaneamente começava a outra. O único porém foi que nos shows mais cheios o público aglomerava na frente do palco que tinha atração ficava um pouco apertado.

Chegamos e a banda tocando era Luisa e os Alquimistas que tinha músicas boas, eles fizeram uma versão reggae de Take My Breath Away. Depois no palco do lado entrou a Larissa Luz que fez uma apresentação performática boa. A seguir teve o Rincon Sapiência que era meio rap meio reggae meio funk meio samba, não sei definir, mas estava divertido.

Essas três bandas tinham uma coisa em comum: cantores, dois instrumentistas (guitarra ou percussão) e um computador que fazia o som base ou a bateria ou back vocals ou os efeitos especias da música. Talvez a tendência da música seja essa, mas sinto falta de todos os instrumentos no palco, acho que faz muita diferença.

Digo isso porque a próxima banda foi Francisco Del Hombre que veio com todos os instrumentos e uma energia que abalou estruturas. Para começar, quatro dos cinco integrantes entraram completamente nus com letras pintadas no peito formando a palavra LUTE. Vestiram suas cuecas e soutien (tem uma mulher na banda) e fizeram um show ótimo! O público pulou, cantou, gritou, fez roda, fez corredor, o guitarrista foi para a galera, e o suor foi coletivo.

O Franz Ferdinand veio nesse embalo e não deixou ninguém parado. Ô banda boa! Esse foi o terceiro show deles que fui e certamente irei a mais. Tocaram hits como Take Me Out, The Dark Of The Matinee, No You Girls, Do You Want To, Walk Away, Ulysses, Michael, Love Illumination, Stand on The Horizon e várias do disco novo: Always Ascending, Feel The Love Go, Paper Cages, Finally e Glimpse of Love. Terminou com This Fire que fez todo mundo pular e burn this city, burn this city!

o baixista bob hardy (que faltou na foto abaixo)

Quando acabou o show do Franz Ferdinand entrou BaianaSystem. Até queria gostar dessa banda mas foi um balde de água fria na animação deixada pelas outras duas. É outra banda que tem DJs, computadores, guitarristas e o cantor. As músicas são boas, é uma banda com atitude, mas fomos embora na metade do show querendo mais Franz Ferdinand e Francisco Del Hombre.

Para terminar essa ida a Natal da melhor maneira possível, no dia seguinte quando estavamos passando no raio-x do aeroporto os integrantes da Franz Ferdinand estavam na fila atrás de nós. Esperamos eles passarem pelo raio-x e fomos tietar, porque se não for para pedir foto no aeroporto eu nem vou.

Eles são muito simpáticos! Foi rápido mas falamos do show, eles acharam engraçado a banda antes tocar de cuecas, e foram uns queridos. Minha amiga disse que estava com dores nas pernas de tanto pular e Alex Kapranos disse que também estava quebrado. E cada uma tirou uma foto com a banda.

dino bardot, julien corrie, eu, alex kapranos e paul thomson
(faltou o baixista Bob Hardy)

Aguardo o line up do MADA 2019.


7.10.18

Cape Town (4)

No último dia fomos passear em Muizenberg, a praia um pouco fora da cidade  no caminho para o Cabo da Boa Esperança que era o lugar de só de veraneio e hoje é um suburbio de Cape Town.


Muizenberg é também a melhor praia da Africa do Sul para aprender a surfar. É beach break (fundo de areia) e as ondas são constantes porém não são grandes. Como a maioria das ondas vem meio quebrada fica fácil aprender na espuma da onda. Tem várias escolas de surf e se não estivesse tão frio do lado de fora (porque a água é sempre gelada) esqueceria a possibilidade de tubarões brancos e arriscaria umas ondas.



É um lugar pequeno mas tem uma estação de trem onde os trens vem de Cape Town e seguem por trilhos a beira mar passando por St. James, Kalk e Simon's Town (onde fica a reserva dos pinguins).


É também onde tem as casinhas coloridas na praia que as pessoas usam para se trocar.


Nós fomos até Muizenberg de uber e de lá andamos até St. James Beach pelo calçadão beira mar/ beira trilhos do trem. Ventava muito e um vento frio mas na volta com vento nas costas foi melhor.



Muitas casas são construídas nas encostas e tem várias cottages antigas, inclusive a do Cecil Rhodes (o magnata dos diamantes).

rhodes cottage
het posthuys uma das construções mais antigas de cape town 1673
Quando passamos por Muizenberg a caminho do Cabo da Boa Esperança era domingo de sol sem vento frio. A praia estava cheia e os bares e restaurantes lotados. Quando voltamos lá dois dias depois, com vento e frio (o clima em Cape Town e arredores muda muito rápido), estava tudo vazio mas a cidadezinha tem bastante estrutura e muitos cafés e restaurantes.

E aqui termina essa viagem. 

5.10.18

Cape Town (3)

O transporte em Cape Town melhorou muito. Da primeira vez que estive lá alugamos um carro que usamos para ir nos lugares mais distantes, o resto fizemos a pé mesmo. Na época não tinha um transporte público oficial, só tinha vans que eram usadas só pelos locais e o ônibus vermelho hop on hop off já existia mas naquela vez não usei.

Agora tem ônibus de linha (e as vans que ainda circulam) e o uber funciona lindamente.

Dessa vez não alugamos carro, então, além do uber, usamos o ônibus de turismo hop on hop off. Fizemos a rota azul que passa pelo belíssimo jardim botânico, faz a rota dos vinhos e ainda dá uma volta passando por todas as praias urbanas de Cape Town.

sempre ir no segundo andar 


O Jardim Botânico Kirstenbosch é lindo. Fica do outro lado da Table Mountain e é muito organizado. Tem muitas árvores e flores. Os gramados estavam bem cuidados e agora tem uma passarela na copa das árvores que tem uma vista linda.



A rota das vinhos é pequena, passa por 3 vinículas e fomos só na Groot Constantia que é a mais bonita. Fizemos o tour da produção, fizemos o wine tasting, almoçamos por lá e na volta saímos carregando algumas garrafas.



A volta que o ônibus dá passando por Hout Bay, Llandundo Beach, Camps Bay, Clifton (que tem 4 praias e casas belíssimas no penhasco), Sea Point e Green Point é maravilhosa. A vontade é fazer essa volta todo dia.

fim de tarde no waterfront



3.10.18

Cape Town (2)

Num sábado de sol e céu azul fomos a um bairro mais industrial que está sendo renovado e lá tem uma feira numa antiga fábrica de biscoitos que tinha desde designers de móveis e roupas a chocolates artesanais (ótimos!), antiquários e muita comida. No lugar funcionam algumas lojas mas ao sábados tem a feira, e o bairro tem várias outras lojas.

do alto da fabrica dava para ver a table mountain

Como o dia estava bonito demais fomos para o bondinho da Table Mountain. Nós e todos os turistas porque a fila estava grande. Para subir a Table Mountain pode ser no bondinho ou fazendo trilhas, nós fomos no bondinho mesmo.

todos querem subir a table mountain em dia de sol

A Table Mountain tem uma nuvem que quase sempre a cobre então se o tempo está limpo é hora de subir! Outro porém é o vento, da primeira vez que fui a Cape Town o bondinho não funcionou por cinco dias por causa do vento extremo. Quase não consigo subir, mas no último dia o vento e a nuvem cativa deram um tempo. Dessa vez conseguimos no segundo dia na cidade.

robben island no fundo

Demos muita sorte com o tempo e fez até calor lá no alto.



Dá para ver até quase a ponta do Cabo da Boa Esperança.



No domingo também de sol fomos passear pela peninsula do Cabo da Boa Esperança por uma estrada que faz um caminho lindo. A ida foi toda beirando a False Bay (que é Oceano Indico) e na volta viemos olhando o Atlântico. Até vimos baleias.


Paramos em Boulder's Beach onde tem uma reserva de pinguins e eles são muito fofos!


Seguimos para o parque nacional onde tem o farol e a Praia do Cabo da Boa esperança.


Do farol dá para ver os dois oceanos.

indico
atlantico

Fizemos uma trilha do farol até a Praia do Cabo da Boa Esperança. Um caminho lindo que passa pela Dias Beach (Dias de Bartolomeu Dias, o navegador português que foi o primeiro a dar a volta no Cabo da Boa Esperança), sobe algumas pedras, desce outras até chegar na praia.

dias beach


Na praia fica a famosa placa com as coordenadas do Cabo da Boa Esperança e tinha uma fila enorme para quem queria uma foto.

fila no fim da trilha (dessa vez não tirei foto na placa)

Foi a segunda vez que fiz esse passeio e vale muito a pena. O lugar é lindo demais!

farol lado do oceano atlântico