17.11.09

+ Filmes

2012

Catástrofe. Fim do mundo. Na verdade, um mash-up de todos os filmes sobre o assunto. Estão todos lá: Poseidon, Titanic, Impacto Profundo, O Dia Depois de Amanhã, O Inferno de Dante, Indepence Day, The Day After, Armaggedon, Alive, etc. (eu só senti falta de uma parte Inferno na Torre, mas com terremoto, tsunami, vulcão, geleiras, um incendiozinho ia ser over né?)

Então, o babado começa agora em 2009, quando descobrem centro da terra está aquecendo devido uns neutrinos que o sol manda. Com isso as placas tectônicas vão se mover e nós vamos ter dinossauros feelings. Em 2012 as catastrofes começam acontecer, antes do tempo previsto e mais rápido. A animação do personagem do Woody Harrelson para explicar o que está acontecendo é ótima.

O primeiro continente que vai embora é o nosso, America do Sul. Os americanos ficam sabendo disso porque a globonews manda imagens do Cristo Redentor despencando.

A destruição de Los Angeles é fantástica!! Só isso vale o ingresso. Aliás os efeitos são excelentes. Eu também gostei da queda do Washington Monument e da (ou do?) tsunami que trouxe o porta aviões. Dessa vez New York foi destruída mas ninguém viu.

Claro que tem uma família fugindo no meio de tudo isso (John Cusak and friends), que fazem uma fuga espetacular nas ruas de L.A., depois num avião, numa van, em outro avião, num Bentley, num caminhão e finalmente na nave.

Nave? Sim. Os governos ricos decidiram construir naves para poucos. Mas não são espaciais, são mega navios. Só entram: os poderosos (a Rainha da Inglaterra foi), os muito ricos ou quem tem QI (de quem indica). Claro que tem o debate homem-é-bom x homem-é-mau (salva pessoas ou as deixa para trás), vários clichês, e piadinhas sem graça (russo com green card para entrar na nave).

Quem eu mais gostei no filme foi o piloto russo, Sasha. Macho-que-é-macho de carteirinha. Se eu tivesse no filme eu salvaria ele e o John Cusak, e recomeçava a espécie humana.

O curioso de 2012 não é o filme em si, é a reação do público. Primeiro que eu não via o cinema tão lotado em várias sessões, em dias diferentes, fazia tempo. Depois, da para sentir um pouco de tensão, como se o que vemos na tela fosse uma previsão do que vai acontecer.

Bom, se os maias estiverem certos e em 2012 o mundo vai para o buraco, eu vou sentar na varanda aqui de casa e esperar o tsunami bater. Dificilmente eu conseguiria um lugar na nave.

A Tia Helo ia dizer 4024 "Ai, Jesus!" para 2012, ainda mais depois da cena do Vaticano.


Crepúsculo

Sei que todo mundo já viu esse filme, mas eu só vi sábado quando passou na tv a cabo.

Não quis ver no cinema porque esse negócio de vampiro teen que vive de dia, vira purpurina na luz do sol e não tem presas, não me convence. (Pensando bem, para fazer uma história de vampiros teen com humanos eles teriam que viver de dia, se não como é que eles ia frequentar o High School?)

Eu gosto de vampiros. Já li os livros da Anne Rice, estou lendo os da série da Sookie Stackhouse, assito True Blood, sou fã do Dança Com Vampiros do Polanski, Drácula de Bram Stoker (livro e filme), Fright Night, etc. (e até vejo The Vampire Diaries, #prontoconfessei).

O que a maioria essas histórias tem em comum (sem contar os de terror mesmo e aventura que também são ótimos) é o Vampiro em crise existencial, ou que se apaixona por um humano, só para abalar as estruturas do underworld. Crepúsculo não é diferente, mas não é um filme de vampiro dos melhores.

O que Crepúsculo tem de bom é o vampirinho Edward Cullen (Robert Pattinson). Lin-do! Apaixonado, sofrido, existencialista. É de fazer qualquer menina de 13 anos gritar (inclusive a que mora dentro de mim). A tensão sexual entre ele e a Bella é boa, rola uns beijinhos, mas o melhor é quando ele pega ela, coloca nas costas e sobe uma árvore gigantesca. O filme é ele.

E por causa dele, eu estou pensando em ver o Lua Nova no cinema. Com as meninas de 13 anos.

Até a Tia Helo ia gostar do Edward, afinal ele é um vampirinho vegetariano, 14 "Ai, Jesus!" para Crepúsculo.

12.11.09

Book Report: Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert

Duas amigas me disseram que esse livro era ótimo, que eu deveria ler. Disseram que eu ia gostar, afinal tinha viagem, comida, e era tudo muito bem contado.

Uma delas me emprestou. Dificilmente eu compraria esse livro. Primeiro pelo título, depois pela capa (sim eu compro livros pela capa) e a sinopse não me agrada. Comecei a ler sem preconceitos (afinal também não compraria O Caçador de Pipas, li e gostei).

Para quem não sabe, a história é sobre uma mulher que, depois do divórcio, resolve tirar um ano sabático dividido em 4 meses na Itália, 4 na India e 4 na Indonésia.

Adivinhem.

Eu não gostei. (Sorry, amigas)

É um clichê atrás do outro. Tem algumas coisas interessantes, mas passam meio que desapercebidas. Ela tenta ser engraçada, até usa algumas referências pop, mas ficou forçado.

A parte da Itália, para mim, foi meio chata. Só me idenfiquei com o tanto de sorvete que ela comia. E como já disse aqui, o sorvete italiano é motivo suficiente para uma viagem até lá. Ela passa 4 meses morando em Roma e viajando pela Italia, comendo muito, mas descreve muito pouco a comida (eu só lembro dos sorvetes, da pizza e do primeiro jantar na cidade). Ela fala muito do namorado que deixou. Ela diz que ficou 4 meses na Italia e não foi a um museu, também está tudo lá a céu aberto.

Na India, eu fiquei entediada. Confesso que meu interesse nas coisas da India é quase zero (só gosto daquela coisa colorida que é Bollywood). E nessa parte do livro ela fala do ashram, das meditações, de crescimento interior, blá, blá, blá, zzzzzzzzzzz. Eu só gostei do tal Richard do Texas. Richard era um cinquentão com uma vida cheia de altos e baixos, aliás, um livro sobre a vida dele teria sido mais interessante.

Na Indonésia foi a parte que gostei um pouco. Acho que quando ela chegou lá já tinha passado pela fase mulherzinha chata e pela busca de Deus, só faltando o equilíbrio. Já na Indonésia ela descreve curiosidades da cultura (como os nomes das pessoas e estruturas familiares), fala das transações imobiliárias e dos amigos que fez. Bom, gostei até a parte que ela conhece o namorado brasileiro. Depois disso ficou ficou doce demais, mulherzinha demais, aqueles romances de jornaleiro, tipo Sabrina e Julia, são melhores. #prontofalei

A autora se propõe a escrever um livro sobre seu autoconhecimento, mas não solta todos os demônios. As pessoas não têm defeitos, nem seus pais, nem sua irmã, nem seu ex-marido (a não ser querer todo o dinheiro dela, mas, fora isso, não entra em detalhes), nem o ex-namorado, nem os amigos, e muito menos o namorado brasileiro.

Acho que esse vai ser um dos poucos casos que o filme vai ser melhor que o livro. Tem a Julia Roberts e o Javier Bardem (e provavelmente irá durar menos de 2 horas).

Eu já li outros livros que falam das mesmas coisas, e melhor:

-Um Advinho Me Disse (Tiziano Terzani) - sobre o oriente, religões, crenças, meditaçãos e viagens.
-Eu Falar Bonito Um Dia (David Sedaris) - sobre família, com muito humor e sacadas geniais. Autobiográfico e divertido.
-Na Praia (Ian McEwan) - sobre amor sofrido.
-Como Água Para Chocolate (Laura Esquivel) - sobre comida (e amor sofrido).
-Como Me Tornei Estúpido (Martin Page) - autoconhecimento.
-Melancia (Marian Keyes)- sobre um divórcio difícil, mas com humor. E, sim, é mulherzinha.
-Divórcio Em Buda (Sandor Marai) - obviamente sobre divórcio.

#ficaadica

11.11.09

Momento SAC

Quem lê o blog sabe que eu sou fã do iPod, tem um marcador só dele. Tenho 5. Um mini (que já saiu de linha, mas o meu funciona que é uma beleza), um nano 2ª geração , um iTouch (que eu adoro), um shuffle quadradinho que morreu, e um shuffle novo.

Acontece que eu não consigo usar o shuffle novo porque a porcaria do fone de ouvido fica dando defeito. Sério. Já vou trocar pela quarta vez em menos de um ano (ainda bem que está na garantia).

O pessoal da Apple resolveu diminuir o tamanho do shuffle, tirou os comandos do aparelho e transferiu para o fone de ouvido. O aparelho ficou mínimo, superleve, bonito e ainda tem novas funções como um voice over que diz o nome da música, dá para fazer playlist, etc. Tudo isso no comando do fone de ouvido. Não deu certo. A sequência de falha é a seguinte:

- Primeiras 4 vezes funciona bem.
- A partir da 5ª vez, depois de uns 50 minutos de uso, o voice over começa a falar sem apertar o botão, aí pula música e continua falando. Ok, desliga e liga o aparelho e volta ao normal, ou quase, escuta-se as músicas mas os comandos não funcionam.
- Lá pela 10ª vez de uso, o volume fica fora de controle. Ou é alto demais ou é extremamente baixo. E não adianta apertar os botões que eles não respondem.
-Aí não adianta mais ligar e desligar, nem carregar a bateria que está na hora de trocar o fone de ouvido.

Na autorizada o cara me disse que troca de 4 a 5 por semana. Da última vez que ele me mandou um e-mail para buscar o fone de ouvido novo, tinham mais 5 pessoas na lista do mesmo e-mail.

Nas primeiras vezes eu pensei que fosse problema do aparelho, fiz o restore e tudo mais, mas era o fone mesmo. O cara me disse que as vezes é o suor, helloooo, acho que todo mundo que compra um desses é para fazer exercício já devia ser suor-proof.

Sim, funciona com qualquer outro fone de ouvido, mas aí não dá para controlar o volume e nem passar as músicas.

Então, Mr. Steve Jobs e cia, ou vocês melhoram a qualidade desse fone de ouvido, ou pensam num shuffle melhor, porque esse eu não indico para ninguém.

#prontofalei

5.11.09

Outras Tias (5)

A Tia Cecília comprou uma tartaruga para o meu primo quando ele era pequeno. A tartaruga vivia fugindo do cercado e caindo no tapete. Acontece que ela era da mesma cor do tapete: verde; e toda vez que sumia a Tia Cecília tinha que deixar um diagrama de desenhos explicando para a empregada, que não sabia ler, que não podia passar o aspirador até achar a tartaruga.

Um dia a tartaruga morreu, e a Tia se desfez do bichinho.

Pula 30 anos.

A Tia Cecília estava assistindo o Jô e a entrevistada estava falando dos bichos que tinha. Em um momento da entrevista ela disse "Jô, você sabia que as tartarugas hibernam? Parece que morreram mas não. Já joguei uma tartaruga fora porque achei que estava morta."

Ooops, Tia, acho que você também.

30.10.09

Fala Ney (4)

Ontem o Ney twittou: "lanchinho na night adulta!".
Eu: Ney o que é esse lanchinho?
Ney: Sexo.

Ok, next!

Hoje no debate qual-refrigerante-eu-gosto-mais:
"Eu gosto mais de coca-cola do que de algumas pessoas."

28.10.09

Conversas iPodianas (12)

iPod numa vibe super-heroi mandou a sequência:

-Waitin' for a Superman - The Flaming Lips
- I'm No Superman - Lazlo Bane
- Yoshimi Battles The Pink Robot- The Flaming Lips
- My Hero - Foo Fighters

Clark Kent?

22.10.09

+ Filmes


Inglorious Basterds


Quentin Tarantino faz o que quer nos seus filmes. E nesse, então, muda até a história.

Ele conseguiu fazer um filme sobre a segunda guerra com nazistas e judeus que mais parece um western. Sério. A trilha sonora é digna de qualquer western spaguetti com o Clint Eastwood (com David Bowie no meio cantando Cat People - Putting Out The Fire), e é ótima. E tem muita violência, afinal é um Tarantino.

O Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) é o melhor do filme, ele é simpático e cruel da mesma forma, e é poliglota. O Coronel sabe ser agradável e meter medo tudoaomesmotempoagora. E tem as melhores falas.

O filme começa com a visita do Coronel Landa a uma família francesa que está escondendo judeus embaixo do assoalho. Depois de uma conversa regada a leite, e muitos tiros, Shosanna consegue fugir. Se bem que o Coronel a deixa fugir. Anos depois ela é dona de um cinema em Paris.

O Brad Pitt (hilário, ainda mais falando italiano) faz o Tenente Aldo Raine, comandante dos tais bastardos inglórios, um grupo de judeus americanos que estão no front para matar nazistas. E os nazistas tem medo deles, já que o Ten. Aldo sabe fazer o seu marketing.

Em Paris um soldado, herói de guerra da Alemanha, que virou ator, paquera a Shosanna e consegue convencer o Goebbels a fazer a premiere do seu filme no cinema da moça.

Só que Shosanna tem um plano. E dos bons. Acontece que os ingleses tem um plano parecido e para isso usam a atriz alemã Bridget Von Hammersmark, um agente inglês (lindo!) que fala alemão fluente (mas com um sotaque estranho) e dois dos bastardos. A cena deles na taberna é muito boa.

Nesse filme se fala em 4 linguas: inglês, alemão, francês e italiano. Fiquei impressionada com os alemães falando francês, especialmente o Soldado Zoller (Daniel Brühl de Adeus Lenin). Nessa horas eu queria falar alemão, tenho certeza que perdi muita coisa nas legendas.

Como disse a Lola, Inglorious Basterds é um filme sobre cinema, desde os filmes homenageados, aos personagens (tem diretor, ator, crítico, e dona de cinema). O Tarantino é um artista das falas, e nesse filme tem muitas excelentes, divertidas, cruéis e verdadeiras.

Eu gostei. Já a Tia Helo falaria uns 357 "Ai, Jesus!", e um bem alto na cena que o Cel. Landa indica com um gesto certeiro onde a Bridget Von Hammersmark deve colocar o pézinho.


The Brothers Bloom (Os Vigaristas)

Stephen e Bloom são dois irmãos que desde crianças aplicam golpes. Stephen (Mark Ruffalo) é a cabeça da dupla, ele bola os planos; e Bloom (Adrien Brody) o coração, mas se dá mal porque sempre acredita na parte que tem que atuar.

Bloom se cansa da vida de con man, mas Stephen diz que eles ainda tem um golpe e promete que será o último.

O golpe será em cima da herdeira Penelope (Rachel Weiz), uma fotógrafa epilética que gosta de destruir Lamborghinis. Ela mora só, numa mansão, e vê em Bloom a chance de uma vida de aventura, e acompanha os irmãos por uma volta pela Europa.

Como todo filme de vigarista tem reviravoltas e nada é o que parece; e por isso é bom. A história se passa nos dias atuais, mas os irmãos, seus associados e a Penelope parecem envoltos numa aurea fantasiosa, como se vivessem numa história em quadrinhos dos anos 30. A japonesa Bang Bang, assistente dos irmãos, sem dá um palavra, é genial.

Achei legal, também tem uma trilha sonora boa. A Tia Helo diria 63 "Ai, Jesus!", os irmãos Bloom são golpistas, mas são bons meninos.

14.10.09

Santiago (2)


vista do parque metropolitano

Fomos ao Parque Metropolitano, um morro no meio da cidade. Dentro tem uma estrada que sobe ate o teleferico. No caminho tem varios jardins e muitos miradores para ver a cidade e os Andes. Como era feriado, estava cheio de gente subindo a pe, correndo e de bicicleta. Me lembrou muito as Paineiras no Rio, eh um lugar bonito.


outra vista da cidade

jardim japones

A noite jantamos no Lastarria, uma rua que em volta tem livrarias, teatro, cinema alternativo. O restaurante/cafe/bar era bem legal.



cervezas

No segundo dia fomos ao MAC, Museu de Arte Contemporanea, mas a melhor coisa eh o cavalo do Botero que fica na porta. De la andamos para o Cerro Santa Lucia que eh um morrinho com um parque/jardim quase vertical com um castelo pequeno no topo. Eh um bom exercicio, muitas escadas, a vista da cidade eh boa (a do parque metropolitano eh melhor), vale a subida. Santiago eh uma cidade totalmente plana, so tem mesmo esses dois morros, o do parque e o Santa Lucia.

cavalo do botero

cerro santa lucia

Atravessamos a Av. Bernardo O'Higgins para o Paris-Londres que eh o cruzamento das ruas Paris e Londres. E parece uma mini Europa, eh bem diferente do resto da cidade.

paris-londres

mini europa

Fomos para o Bella Vista almocar, na rua Constitucion, a dos restaurantes legais. O bairro Bella Vista eh descolado, alem da casa do Pablo Neruda, tem bastante street art, galerias, e o Patio Bellavista, uma mistura de restaurantes com lojas de souvenirs.

rua constitucion

casa roja (galeria de arte)

Na vinda de Chillan, passamos por Pirque que eh a vila dos vinhedos famosos do Chile, como o Concha y Toro, e eh perto de Santiago. Nao entramos, ainda bem, para mim, viu um vinhedo viu todos, e esse ano eu ja estive em Napa Valley e na regiao do Douro (se bem que os vinhedos do Douro sao muito diferentes). Anyway, o que interessa eh beber o vinho, certo? E para isso nao precisa ser no vinhedo. Beth e Nick ja experimentaram varios e disseram que sao todos muito bons.

A comida eh excelente e simples, os ingredientes sao tao frescos que fica tudo super saboroso. Eu adorei o suco de framboesa.

Duas coisas me incomodaram aqui: o clima seco demais e os cachorros sem dono nas ruas, sao muitos.

Quando vim para o Chile nao sabia o que esperar, mas me surpreendi e gostei. Organizado, sem estresse, pessoas amaveis e educadas; e comida boa. E alem do que vimos ainda tem lugares como o Deserto do Atacama e a Ilha de Pascoa.


PS. Consegui escrever esses posts todos sem comparar o Chile com a Argentina.

13.10.09

Chillan

Na volta para Santiago, resolvemos quebrar os 780km parando em Chillan que fica na metade do caminho.

Chillan é a cidade natal do Bernardo O'Higgins, o homem que comandou a independência chilena. O nome irlandês vem do pai, e em toda avenida central de toda cidade chilena leva o nome dele.

A cidade é de 1580, é uma regiao de muita atividade sísmica e o último terremoto em 1939 deixou a cidade destruída. Hoje é uma malha quadrada que parece ter sido projetada diretamente naqueles papéis quadriculados. Só tem 2 ou 3 prédios com mais de 5 andares e a fiaçao é toda exposta.

É uma cidade sem graça, mas aqui perto tem a Termas de Chillan que é uma estaçao de esqui e também tem águas termais.



Ver mapa más grande

12.10.09

Pucon



Saimos de Santiago para Pucon, uma viagem de 780km. As estradas do Chile sao excelentes, com uma infraestrutura muito boa, tinha wi-fi gratis no restaurante na beira da estrada. (alias, de todos os paises que ja viajei de carro o Brasil tem as piores estradas #prontofalei)

Chegando em Pucon a primeira coisa que se ve eh o Vulcao Villarica com seu chapeuzinho de neve. Eh lindo, no dia que chegamos dava para ver. A vila eh pequena, mas muito bem servida de lojas, restaurantes, cafes, pousadas, supermercado, e muitas agencias de turismo para os passeios locais.





placas de evacuacao (o vulcao eh ativo)



downtown pucon


O grande barato eh subir o vulcao, o que infelizmente, por causa do tempo duvidoso (chove-nao chove) nao subimos. Sao 5 horas de subida, e dao todo o equipamento necessario. Eu estava animada para o desafio, mas no dia em que pensamos ir, choveu demais, ai a neve vira gelo e fica perigoso (como se subir um vulcao ativo ja nao fosse perigo suficiente). Estava tao nublado que eu nem consegui uma foto do vulcao (peguei essa de cima em outro site).


Tem muitas outras coisas para fazer: trekking, rafting, cachoeiras e banho nas termas naturais.





opcoes na placa

termas

trekking

cachoeira


Durante a nossa estadia em Pucon teve o Campeonato Sul Americano de Veleiros Radio-Controlados de 1 metro e 65cm, tambem conhecidos como barquinhos por controle remoto (mas nao deixa os atletas saberem disso que a coisa eh seria).



patos espectadores



controladores/velejadores


alem de chuva, teve neve

11.10.09

Viña del Mar



Eu achava que Viña Del Mar era uma cidade pequena de praia, tipo Buzios, Arraial, sei la. Fiquei surpresa, Barra da Tijuca feelings total. A parte mais antiga é menor, mas a nova, com uma otima urbanizacao do calcadao da praia, tem predios enormes, novos, arquitetura moderna. A cidade tem varios palacios/castelinhos e um relógio de flores que é a atraçao da cidade.


relogio

Nos fomos a um dos palacios, o Vegara, que eh um museu com um jardim bonito e onde tem um festival de musica. Construiram um anfiteatro enorme e horroroso, que felizmente so dá para ver dentro do terreno.



palacio vergara


Viña fica 120km de Santiago e a estrada eh muito boa.

10.10.09

Santiago, Chile



Santiago nao eh amor a primeira vista, eh uma cidade que tem que se acostumar. A primeira impressao, para mim, foi uma vibe leste europeu, mas a medida que se vai conhecendo melhor se ve uma cidade bem organizada, civilizada.
As avenidas sao largas, o transporte publico funciona muito bem e cobre a cidade inteira, tem uma area toda de predios novos, modernos, o centro tambem eh organizado com muitas ruas para pedestres. O transito funciona bem, e ate na hora do rush a coisa flui, e dirigir aqui nao eh dificil.

No comeco eu achei que a arquitetura nao valorizava o que a cidade tem de mais bonito: os Andes, mas depois de ver a parte nova da cidade revi meus conceitos.

Os Chilenos sao muito educados e prestativos. Sempre se fazem entender e compreendem o meu portunhol que eh uma maravilha.

Nos ficamos em Providencia que eh um bairro central, entre downtown e a parte mais nova da cidade. O hotel era legal, o cafe da manha muito bom, o unico porem eh que, apesar do wi-fi gratis, o provedor do hotel bloqueava o twitter (mas eu sobrevivi).

Nos comecamos pela La Chascona, a casa do Pablo Neruda, que sao 3 casinhas num terreno irregular, com um jardim bonito e vista para os Andes com neve.




olhos na casa do neruda

Andamos pelo bairro Bella Vista, que tem muitos restaurantes, e onde fica o parque que tem um bonde para subir o morro (nao subi o bondinho, mas ainda volto la).

street art

bares no patio bella vista

Atravessamos o rio e o parque Florestal e fomos ao Museu Nacional de Belas Artes, uma construcao francesa, onde estava uma exposicao muito boa do Mario Irarrazabal, escultor chileno (o da mao no deserto de atacama).


museu belas artes

Almocamos no mercado central, no Donde Augusto, que parece ser o dono do pedaco. A comida eh muito boa, tudo eh super fresco (nao so la como em todos os lugares que comemos).

salmao fresquinho

Demos uma volta na Plaza de Armas e no Palacio de la Moneda, que tem um centro cultural moderno no subsolo.

plaza de armas

la moneda

No outro dia fomos ao bairro Las Condes, que eh mais novo com muito predios residenciais e um shopping legal, o Parque Arouco (as coisas aqui sao mais caras que na Argentina, mas ainda mais barato que no Brasil, os importados especialmente).

escultura

Ainda vamos voltar a Santiago, e conto mais depois.

2.10.09

True Blood (momento mulherzinha)

Caro Alan Ball, eu sei que você, provavelmente, terá que escolher um ator para fazer o Alcide na próxima temporada de True Blood, e como eu já li até o livro 4 (Dead To The World) gostaria de fazer algumas sugestões. Eu não vou entregar muito do Alcide, mas posso dizer que ele entra na história para ajudar a Sookie.

1. Jon Hamm
Enquanto lia o livro, o Alcide tinha a cara dele. Alto, forte, bonito, olhos verdes, macho-que-é-macho. Ele sabe fazer o bonzinho e o bad boy. Até a Liz Lemon o levou para 30Rock. Sei que pode ser difícil, afinal ele é a estrela de Mad Men, mas ia ser uma bela surpresa.

2. Josh Hopkins
Quem? Exatamente. Se bem que ele já esteve em várias séries, Cold Case, Private Practice, Pushing Daisies, Brothers&Sisters, e mais recente, Cougar Town. Ele tem uma cara simpática de macho-alfa. Acho que ele seria um ótimo Alcide.

3. Lee Pace
Depois que Pushing Daisies foi cancelada ele ficou desempregado no mundo das séries. É alto, e tem aquela cara de cachorro abandonado (pun intended). Posso vê-lo muito bem na pele do acolhedor Alcide.

4. Goran Visnjic
Ele também está fora da tv depois que saiu de ER. Com aquele sotaque leste-europeu ele talvez fosse melhor num papel de vampiro, mas quem sabe ele não consegue fazer aquele sotaque americano do sul. Eu acho que ia ser uma excelente escolha, ele tem jeito de quem abraça gostoso.

5. Jeremy Sisto
Esse já trabalhou com o Alan Ball em Six Feet Under, é alto e tem uma voz grave bonita. Preenche vários requisitos do Alcide.


6. Jeffrey Dean Morgan
Já foi o Denny Duquette em Grey's e já tem experiência em séries com sobrenatural já que é o pai dos rapazes de Supernatural. Pode ser que seja um pouco velho para o papel, mas aqueles garotos de séries teen tem todos mais de 20 anos, então vale a sugestão.

7. Zachary Levi
Sim, o Chuck. Talvez esse tenha uma idade mais adequada (se bem que a Sookie do livro nunca nos diz exatamente a idade do Alcide). Acho que ele pode dar um tempo do tipo nerd e embarcar no mundo fantástico de Bon Temps.

8. Adrian Grenier
Esse também já está em uma série, Entourage, mas apareceu tão pouco nessa temporada que pode ir para outra. Não é tão alto quanto os outros, mas tem esse cabelo ondulado e olhos azuis. É um bom candidato.


Alan, você pode nos surpreender com ator desconhecido, contanto que seja um casting perfeito como o Alexander Skarsgård na pele do Eric.

vampiro viking
mordeemeliga!

1.10.09

+ Filmes

Desde de março a eu não escrevia sobre filmes novos aqui no blog, eu já estava com saudades da cotação da Tia Helo.

(500) Days of Summer (500 Dias com Ela)

Tom acredita no amor, afinal de contas o amor não é o Papai Noel. Summer ama seu cabelo comprido mas sabe que pode cortá-lo e não sentirá falta.

Eles se conhecem e Tom passa a contar seus dias com Summer. E são 500. Do 'Oi' ao 'Adeus'. E isso não é spoiler, porque logo no começo do filme o narrador avisa: isso não é uma história de amor. Ou é?

Tem cenas ótimas, eu gostei muito da tela dividida com expectativa de um lado e mundo real do outro em certa parte do filme.

A trilha sonora é muito boa, afinal o Tom foi exposto desde cedo as músicas tristes do pop britânico. A primeira conversa dele com a Summer acontece por causa do The Smiths. There Is A Light That Never Goes Out. Eu já disse nesse post porque acho essa música super romântica.

Esse filme só perde o título de mais fofo do ano para Nick & Norah's Infinite Playlist, mas a disputa é boa.

O Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel fazem um casal legal, cool. Ainda tem os amigos do Tom e sua irmã mais nova que é sua conselheira sentimental.

Eu gostei muito desse filme. A Tia Helo diria 30 "Ai, Jesus!" para a Summer e seus 500 dias com o Tom.


Away We Go (Distante de Nós)

Verona e Burt moram no meio do nada e trabalham em casa, ou de casa. E estão grávidos (a cena em que descobrem isso é inédita no cinema, nada de xixi no palito, nem exame de sangue).

Numa visita aos pais dele descobrem que os avós do bebê estão de mudança para Holanda e resolvem procurar outra cidade para morar (já que foram parar naquele meio do nada por causa do avós.)

Então away we go para 4 cidades, decidir onde vai ser melhor criar a filha. Nessa cidades o casal encontra amigos e familiares e descobre que ninguém é normal.

É um filme legal, tem bons diálogos entre o casal. Eu gosto muito do John Krasinsk (The Office), não senti muito a química entre ele e a Maya Rudolph (de SNL), mas não é ruim, as vezes até combina.

A Tia Helo diria 57 "Ai, Jesus!" para o filme do Sam Mendes, porque a Verona não acredita em casamento.

30.9.09

Book Report - David Sedaris

Quando eu estava na viagem pelos EUA cinco pessoas me indicaram o livro "Me Talk Pretty One Day" do David Sedaris. To-das me disseram que era super engraçado e que eu ia adorar. Então, comprei o livro ainda na viagem.

O David Sedaris escreve histórias sobre a sua vida com um humor as vezes explícito, outras irônico e muitas vezes sarcástico. Ele conta sobre sua infância com suas irmãs, fala sobre seus pais, seu irmão, e seu namorado. David não se poupa e conta seu vício em drogas, seus anos de faculdade, de professor de inglês e subempregos. Uma risada garantida em todas as histórias.

Em Me Talk Pretty, que aqui no Brasil saiu como Eu Falar Bonito Um Dia, começa com ele criança tendo que ir a fonoaudióloga porque pronunciava o S em algumas palavras como o Romário, com língua entre os dentes, (que ele genialmente aprendeu a driblar tais palavras com sinônimos sem S), passa por um teste de QI, seu irmão caipira e vai até sua vida em Paris contando como americanos se comportam na França e suas aulas para aprender francês.

Achei tão divertido que comprei Engolido Pelas Labaredas, em português com uma ótima tradução. Esse livro fala mais da vida adulta de David, da sua vizinha idosa-excêntrica, Helen, em NY (que me lembrou a Tia Helô), do gosto artístico de seus pais, de como seu namorado sempre anda 20 passos na sua frente (e eles se perdem um do outro sempre), da sua fixação por aranhas; e dedica as últimas 70 páginas a sua vida de fumante e como parou de fumar (enquanto fazia uma viagem pelo Japão).

Quero agradecer as cinco pessoas (três amigos, minha prima e um australiano no ponto de ônibus) pela indicação.