30.1.06

Macaé 2

Como prometido, aqui o meu post sobre Macaé e Búzios.
Euzinha como boa taurina preguiçosa que sou, deixo tudo para depois...se não precisa fazer agora, vamos fazer daqui há um mês hahaha.

Como todos os nossos 7 ou 8 leitores sabem, este ano foi muito complicado para mim por causa da doença do meu pai. Como o pior já passou, curti Macaé e Búzios na contagem regressiva.

Macaé realmente como falou a Ká é "inha", falta calor humano lá. Não adianta todo o din din do petróleo...precisa de vida. Imaginem, aquela praia linda e vazia!!

Mas vamos aos nossos vizinhos australianos, os aborígenes. Gente era a coisa mais lindinha. Nunca vi tanta organização em um terreno baldio. Lixo para um lado, cozinha para o outro, quarto para o outro e por aí vai.

Mas o que eu mais gostei foi chegar um dia em casa e ver que eles estavam se arrumando para um cineminha. Pasmem, os "homeless" com DVD e duas fitas de locadora. Eles estavam num clima BBB, filminho no quarto do líder.

Agora o que me deu mais raiva, foi no dia da nossa volta, nós sem água em casa e eles com água no terreno.

Mas eles eram super educados e solícitos.
No dia que fomos ao Mexicano, tia Beth quase que vira o pé no meio da rua. Na mesma hora um deles veio ajudar.

Chegou a vez de Búzios, ah Búzios...falar o que daquele paraíso que já não tenha sido dito!Que é lindo, chique, charmoso e cheio de gente interessante...

A única coisa ruim era que estava lotado , um calor dos infernos e eles estavam consertando o asfalto e isso estava tumultuando um pouco a cidade. Mas nem assim tira o impacto que Búzios sempre causa nas pessoas.

Mas o mais importante meus queridos é que eu estava nessa trip com duas pessoas muito importantes na minha vida que eu amo muito.O que torna qualquer roubada uma grande alegria.

Estou partindo para Recife na semana que vem, mas antes de ir passo por aqui para dar um alô!

Tia Helo vai ficar com saudades!

25.1.06

Bye, Bye Macaé

Bye Bye Macaé
Teoricamente esse é o meu último dia aqui na terra do petróleo. Faz um pouco menos de um ano que vim pra cá, mas andei fazendo as contas e concluí que só passei 100 dias (ou menos) de fato em Macaé city. Os outros sei lá quantos dias eu passei entre o Rio, Fortaleza, Salvador....

Macaé é bonitinha, arrumadinha, limpinha, inha, inha, inha. Mas falta um pouco de vida. Vida que não veio com o dinheiro do petróleo....pensando bem, a vida parece que parou em Búzios e ficou por lá (e quem não ficaria?).

Hoje eu me despeço daqui. A Luizinha veio para os momentos finais...aliás ela esperou até o último minuto do segundo tempo. Ela passou 3 dias aqui e já deu para ver o que tem de bom aqui. Ela conheceu a nossa cobertura super bem decorada pela Beth, os vizinhos aborígenes, o mexicano, alguns nativos e claro que fomos a Búzios que é o melhor de Macaé. (coisas que ela vai contar depois, num post já prometido)

E para fechar o ciclo com chave de ouro faltou água em casa e estamos indo para o Rio que nem duas porquinhas, oinc, oinc. Tia Helo não ia gostar nada disso, imagina passar mais de 15 minutos sem lavar as mãos.

Eu gostei desse quase um ano com algumas paradas em Macaé. Por isso esse post para me despedir da cidade petroleira que eu espero tenha, no mínimo, mais 2 cinemas decentes se eu algum dia voltar.

Um beijo, tchau!

22.1.06

Tia Helo e os garotões

Tia Helo e os garotões

A Tia Helo é um bando de coisa, mas não é boba. Ela sabe muito bem escolher quem vai ajudá-la, seja no supermercado ou no spa da terceira idade. E a Tia Helo gosta dos garotões e dos bonitos, porque pra ela beleza é fundamental. Como ela já passou dos 70, a faixa dela de garotões vai de 18 a 50.

Lá no spa da terceira idade tem um enfermeiro que vai nos quartos visitar as hóspedes. A Tia Helo se derrete toda para ele, exige até beijinho. E para o amigo da sua sobrinha... ”Que rapaz educado....que rapaz bonito...” suspira a Tia Helo.

A Tia Helo está muito certa. Eu e a Luizinha aprendemos bem com ela. Nada como um garotão que sabe se divertir e nos divertir. Eu já sei disso desde quando eu ainda tinha a idade deles, se bem que mentalmente eu ainda estou lá. Eu não tenho preferência, mas os mais velhos (mais velhos do que eu) não gostam muito de mim não, azar o deles.

Na ficção e na vida real tem muitas histórias de rapazes e suas amantes maduras (aqui em casa tem uma, minha mãe é mais velha que o meu padrasto garotão). Mas uma das melhores músicas sobre o assunto é do Rod Stewart, quando ele era garotão (é gente....ele já foi garotão um dia, lá na década de 70 quando ele ainda fazia umas músicas legais) e fez uma música pra tal da Maggie.

Maggie May

Wake up Maggie I think I got something to say to you
It’s late September and I really should be back at school
I know I keep you amused but I feel I’m being used
Oh Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home just to save you from being alone
You stole my heart and that’s what really hurt

The morning sun when it’s in your face really shows your age
But that don’t worry me none in my eyes you’re everything
I laughed at all of your jokes my love you didn’t need to coax
Oh, Maggie I couldn’t have tried any more
You lured me away from home, just to save you from being alone
You stole my soul and that’s a pain I can do without

All I needed was a friend to lend a guiding hand
But you turned into a lover andMother what a lover, you wore me out
All you did was wreck my bed
And in the morning kick me in the head
Oh Maggie I couldn’t have tried anymore
You lured me away from home ’cause you didn’t want to be alone
You stole my heart I couldn’t leave you if I tried

I suppose I could collect my books and get on back to school
Or steal my daddy’s cue and make a living out of playing pool
Or find myself a rock and roll band that needs a helpin’ hand
Oh Maggie I wish I’d never seen your face
You made a first-class fool out of meBut I’m as blind as a fool can be
You stole my heart but I love you anyway

20.1.06

As Crônicas de Narnia

As Crônicas de Narnia

Não, esse não está virando um blog de cinema, mas acontece que estamos na época dos Globos de Ouro e do pré-Oscar então nada mais justo do que falar de filmes (mesmo que sejam muitos blockbusters, um bocado de comédias românticas e alguns filmes cabeça).

Então lá fui eu a mais uma sessão de cinema no Cine Macaé...um parênteses aqui....sim, eu estou em Macaé e aqui não tem nada melhor para fazer a não ser ir para Búzios...fecha parênteses. O Cine Macaé não é dos melhores, a sala é pequena (a cidade idem), as cadeiras não são muito confortáveis, na falta do ar condicionado central do “shopping” eles colocaram 4 aparelhos de sei lá quantos btus que fazem um barulho danado e a tela é pequena. Tirando esses pequenos defeitos, incrivelmente a cópia de As Crônicas de Narnia aqui era legendada, então eu fui.

Como eu já disse num post aí para trás, eu li “O leão, a feiticeira e o guarda roupas” na pré-adolescência. Foi a minha iniciação aos mundos fantásticos e lembro de ter gostado bastante. Pula para 2006. Fui ver o filme do qual eu só sabia do guarda roupa, do leão e do frio de Narnia. Nem lembrava o nome de todas as crianças, mas com meia hora de filme a esclerose deu um tempo e eu fui me lembrando da história.

E que história fantástica. Tem: muitos bichos falantes, faunos, a feiticeira má, o papai noel, árvores mágicas, o leão sangue bom que dá um golpe de mestre na feiticeira, a tal mesa de pedra, centauros contra minotauros, e as quatro crianças. Lucy a corajosa (que descobriu a passagem no armário), Peter o mais velho e por isso quem manda, Susan a cabeça lógica e muitas vezes medrosa e o Edmund, o irmão traidor, mas que no fim se redime. Ok, é o velho bem versus mal, bonito contra feio (se bem que a feiticeira é chique), limpinhos x sujos, afinal é para crianças (e elas gostam).

Eu gostei. A Tia Helo talvez gostasse. Dizem que é uma alegoria a uma passagem da Bíblia e que o C.S. Lewis era um católico fervoroso, e disso a Tia Helo gosta muito. Ela não ia apreciar muito os bichos falantes, nem as cenas de guerra, mas no fim acho que ela só diria “Ai Jesus!” 53 vezes.

16.1.06

Os Produtores (The Producers)

Atendendo digamos a "um pedido " da Ká, este post era minha rsponsabilidade.

Ontem em uma linda tarde de sol escaldante no Rio de Janeiro, as três lindinhas: Ká, Luizinha e Suzinha foram ver os Produtores.

Uma refimalgem de um longa de 1968 do Mel Brooks aonde Nathan "gaiola das loucas" Lane,o nosso querido ícone Matthew "Ferris Bueller" Broderick e Uma "Kill Bill" Thurman dão um verdadeiro show de entretenimento( para quem gosta do estilo musical humor negro é claro).

A história é simples famoso produtor (Lane) fracassado e endividado tem a idéia com o seu contador (Ferris) de montar uma peça que seja um fracasso na estréia para eles poderem lucrar .
O estilo Mel Brooks é único e exclusivo. Um humor fino e refinado para poucos. O desenrolar deste filme é tudo de bom...eles procurando o pior diretor,o pior elenco a pior peça. A Uma Thurman se revelou uma comediante nata neste filme.Ela está ótima.
Esta peça está em cartaz desde 2001 na Brodway com Lane e Broderick no elenco.
O filme é divertido e nos faz sair leve do cinema...vale a pena conferir.
Ai meu deus!!!Tô parecendo o Rubens Edwald Filho...vocês lembram quando ele comentava filme no Jornal Hoje?Abafa o caso se não vai entregar a minha idade hehehehe.
Agora sinceramente não sei se a Tia Helo ia gostar desse filme.Acho que ela daria uma nota 5,0 . Ela iria gostar da parte musical do filme, mas a parte do deboche e sátira...não sei não.
Ela acharia que "eles" estariam debochando junto o que seria uma pouca vergonha.Então, nossa heroína ia pegar sua bolsa seu guarda-chuva e seu cardigan e iria embora no meio do filme!Nós três ficamos até o final e amamos!

15.1.06

+ Filmes

Filmes
2046
A China tem mais de um bilhão de habitantes mas só 5 ou 6 atores. Nesse filme meio futurista, meio anos 60, meio ocidental tem aquela chinesinha muito bonita que está em todos os filmes chineses dos últimos 5 anos, tem um outro ator que eu vi em Herói, e mais alguns que eu não identifiquei mas são os de sempre.

É um filme sobre o amor. A história se passa em Hong Kong o que torna esse um filme oriental para ocidente, ou seja, as pessoas são chinesas mas o figurino é ocidental, a música e os hábitos dos personagens idem. 2046 é o lugar onde nada muda, é onde as pessoas vão buscar suas lembranças, e pode ser um quarto num hotel ou um ano no futuro. O filme transita entre os anos 60 e o ano de 2046 para contar histórias de amor e paixão tendo como figura central o Sr. Chow (ou Chong, não lembro).

“O verdadeiro amor é impossível, logo só o amor impossível é verdadeiro.” Assim Arnaldo Jabor definiu 2046, numa coluna muito boa sobre o filme.

Achei esse filme muito bonito. No começo eu fiquei um pouco confusa com o vai e vem na linha do tempo, com os chineses em cena (eles são muito parecidos) e em ter que ler as legendas (coisa que eu não estou acostumada). Felizmente o filme é lento e as falas são poucas (e muito boas), no fim eu consegui juntar os pauzinhos e entendi tudo.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem sexo, tem dúvidas existenciais, tem paixão não correspondida, tem paixões escondidas....ela provavelmente diria 231 “Ai, Jesus!” para esse filme.


A Marcha dos Pingüins (La Marche de L'empereur)

Os pingüins são lindos. A penugem deles é maravilhosa, brilha com uma intensidade no contraste com a neve e gelo do seu habitat. Confesso que eu não sabia absolutamente nada sobe essas aves que adoram o mar, fazem a dança do acasalamento, ficam meses sem comer, fogem de outros animais predadores, enfrentam um frio que ninguém merece e ainda assim conseguem sobreviver. Incrível.

A fotografia do filme é muito bonita, impressionante o que o diretor conseguiu captar. A única coisa do filme que é uma droga é a narração. Sinceramente não precisava dar “voz” aos bichinhos, não combinou. Como disse a Luizinha menos National Geographic e mais Discovery.

A Tia Helo ia gostar desse filme, ela só não ia querer ver as cenas tristes, mas é um filme educativo. Ela diria 20 “Ai, Jesus!” para esse filme.

Tudo em Família (The Family Stone)

Nesse filme a Sarah Sex in the City Jessica Parker resolveu ficar uptight e conhecer a família nada convencional do namorado. A família toda acha ela uma chata e ela só dá fora. No desespero ela chama a irmã (Claire Danes) que acaba fazendo mais sucesso com a família bizarra e com o namorado da irmã inclusive. O irmão do tal namorado é o lindo Luke Wilson que acaba levando a chatinha certinha para um bar onde ela toma todas e se revela (boooring...). Depois dessa tradicional troca de casais descobre-se que a mãe (Diane Keaton) está doente e vai morrer. Chega né? Eu quis dormir contando essa história.

Fui ver esse filme achando que ia rir um bocado mas saí do cinema triste. Triste porque não ri muito, triste porque o Luke Wilson não é o meu namorado, e triste porque eu estava morrendo de fome.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, muitos americanos neuróticos em cena. Ela diria 157 “Ai, Jesus!” para esse filme.

Em seu Lugar (In Her Shoes)

Aqui a Cameron Diaz prova que não sabe muito sobre atuação e faz uma louquinha disléxica que deixa a irmã (Toni Collete) maluca. Depois de, hum, ficar com o namorado da irmã, esta a coloca para fora de casa e a Cameron vai tentar dar um golpe na avó (Shirley Vidas Passadas Maclaine) a qual ela nem sabia que estava viva. No fim o amor fraterno (coisa que eu não entendo) prevalece e tudo se resolve.

Mesmo com a atuação fraca da Cameron Diaz, e de outras bobagens eu gostei desse filme. As velhinhas do asilo dão um show.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, acho que ela nem ia se identificar com as velhinhas, provavelmente ela ia ficar com inveja do condomínio que elas moram. Ela diria 93 “Ai, Jesus!” para esse filme.

E se fosse verdade (Just Like Heaven)

Esse é um filme de mulher. Comédia romântica absurda. Vamos a sinopse.
Médica workaholic (Reese Witherspoon), sem vida social, tem um acidente e não sabe se morreu. Nessa dúvida ela continua a habitar o apartamento que agora é alugado por um cara (Mark Ruffalo), que é uma gracinha, e que consegue ver e falar com ela. Eles precisam resolver o impasse do apartamento e descobre-se que ela está em coma. Claro que ele se apaixona por ela, blá, blá, blá e tudo se resolve no fim. Como? Ah vai ver essa baboseira e descobre.

Eu gostei, apesar de ser uma besteira previsível, eu sou mulherzinha e adoro um filme bobinho de vez em quando.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem esse negócio de espírito falando com gente viva...se bem que ela já está acostumada com “eles”. Acho que ela diria 112 “Ai Jesus!” para esse filme.

13.1.06

Tia Helo mofou

Tia Helo mofou

Mofo. Argh! Acontece em todo canto. Geralmente é porque as coisas ficam esquecidas no fundo do armário, por muito tempo, no escuro e úmido. No caso da Tia Helo, que não está no fundo do armário (ainda), é uma questão de ambiente, ou ecossistema.

Como ela não deixa ninguém abrir a janela, porque “eles” não podem entrar. Não ascende a luz porque “eles” podem ver o que ela está fazendo. Não liga o ventilador porque “eles” vão chamar a polícia por causa do barulho. E, para completar, ela lava as mãos 250 vezes por dia. Então vamos à matemática:

Luz (zero) + ar fresco (zero) + ventilação (zero) + calor carioca + água (muita) = mofo (muito)

Como a Tia Helo é professora de português acho que ela não entende equações ‘complicadas’ como essa.

Tia Helo para o sol, já!

7.1.06

Em 2006....


Em 2006....

Felizmente eu e Luizinha estamos separadas dos doces por esse vidro grosso, um atendente não muito simpático e vários reais. O nosso objetivo para 2006 é se desfazer do shape da foto na geladeira (e essa eu não mostro aqui de jeito nenhum!). Por isso vamos ser solidárias a Tia Helo, que não pode mais comer doces, coitadinha.