15.1.06

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2046
A China tem mais de um bilhão de habitantes mas só 5 ou 6 atores. Nesse filme meio futurista, meio anos 60, meio ocidental tem aquela chinesinha muito bonita que está em todos os filmes chineses dos últimos 5 anos, tem um outro ator que eu vi em Herói, e mais alguns que eu não identifiquei mas são os de sempre.

É um filme sobre o amor. A história se passa em Hong Kong o que torna esse um filme oriental para ocidente, ou seja, as pessoas são chinesas mas o figurino é ocidental, a música e os hábitos dos personagens idem. 2046 é o lugar onde nada muda, é onde as pessoas vão buscar suas lembranças, e pode ser um quarto num hotel ou um ano no futuro. O filme transita entre os anos 60 e o ano de 2046 para contar histórias de amor e paixão tendo como figura central o Sr. Chow (ou Chong, não lembro).

“O verdadeiro amor é impossível, logo só o amor impossível é verdadeiro.” Assim Arnaldo Jabor definiu 2046, numa coluna muito boa sobre o filme.

Achei esse filme muito bonito. No começo eu fiquei um pouco confusa com o vai e vem na linha do tempo, com os chineses em cena (eles são muito parecidos) e em ter que ler as legendas (coisa que eu não estou acostumada). Felizmente o filme é lento e as falas são poucas (e muito boas), no fim eu consegui juntar os pauzinhos e entendi tudo.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem sexo, tem dúvidas existenciais, tem paixão não correspondida, tem paixões escondidas....ela provavelmente diria 231 “Ai, Jesus!” para esse filme.


A Marcha dos Pingüins (La Marche de L'empereur)

Os pingüins são lindos. A penugem deles é maravilhosa, brilha com uma intensidade no contraste com a neve e gelo do seu habitat. Confesso que eu não sabia absolutamente nada sobe essas aves que adoram o mar, fazem a dança do acasalamento, ficam meses sem comer, fogem de outros animais predadores, enfrentam um frio que ninguém merece e ainda assim conseguem sobreviver. Incrível.

A fotografia do filme é muito bonita, impressionante o que o diretor conseguiu captar. A única coisa do filme que é uma droga é a narração. Sinceramente não precisava dar “voz” aos bichinhos, não combinou. Como disse a Luizinha menos National Geographic e mais Discovery.

A Tia Helo ia gostar desse filme, ela só não ia querer ver as cenas tristes, mas é um filme educativo. Ela diria 20 “Ai, Jesus!” para esse filme.

Tudo em Família (The Family Stone)

Nesse filme a Sarah Sex in the City Jessica Parker resolveu ficar uptight e conhecer a família nada convencional do namorado. A família toda acha ela uma chata e ela só dá fora. No desespero ela chama a irmã (Claire Danes) que acaba fazendo mais sucesso com a família bizarra e com o namorado da irmã inclusive. O irmão do tal namorado é o lindo Luke Wilson que acaba levando a chatinha certinha para um bar onde ela toma todas e se revela (boooring...). Depois dessa tradicional troca de casais descobre-se que a mãe (Diane Keaton) está doente e vai morrer. Chega né? Eu quis dormir contando essa história.

Fui ver esse filme achando que ia rir um bocado mas saí do cinema triste. Triste porque não ri muito, triste porque o Luke Wilson não é o meu namorado, e triste porque eu estava morrendo de fome.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, muitos americanos neuróticos em cena. Ela diria 157 “Ai, Jesus!” para esse filme.

Em seu Lugar (In Her Shoes)

Aqui a Cameron Diaz prova que não sabe muito sobre atuação e faz uma louquinha disléxica que deixa a irmã (Toni Collete) maluca. Depois de, hum, ficar com o namorado da irmã, esta a coloca para fora de casa e a Cameron vai tentar dar um golpe na avó (Shirley Vidas Passadas Maclaine) a qual ela nem sabia que estava viva. No fim o amor fraterno (coisa que eu não entendo) prevalece e tudo se resolve.

Mesmo com a atuação fraca da Cameron Diaz, e de outras bobagens eu gostei desse filme. As velhinhas do asilo dão um show.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, acho que ela nem ia se identificar com as velhinhas, provavelmente ela ia ficar com inveja do condomínio que elas moram. Ela diria 93 “Ai, Jesus!” para esse filme.

E se fosse verdade (Just Like Heaven)

Esse é um filme de mulher. Comédia romântica absurda. Vamos a sinopse.
Médica workaholic (Reese Witherspoon), sem vida social, tem um acidente e não sabe se morreu. Nessa dúvida ela continua a habitar o apartamento que agora é alugado por um cara (Mark Ruffalo), que é uma gracinha, e que consegue ver e falar com ela. Eles precisam resolver o impasse do apartamento e descobre-se que ela está em coma. Claro que ele se apaixona por ela, blá, blá, blá e tudo se resolve no fim. Como? Ah vai ver essa baboseira e descobre.

Eu gostei, apesar de ser uma besteira previsível, eu sou mulherzinha e adoro um filme bobinho de vez em quando.

A Tia Helo não ia gostar muito desse filme, tem esse negócio de espírito falando com gente viva...se bem que ela já está acostumada com “eles”. Acho que ela diria 112 “Ai Jesus!” para esse filme.

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