12.5.16

NYC (5) Brooklyn (2)

No primeiro post que escrevi sobre o Brooklyn, na viagem de 2013, falei dos vários bairros. Dessa vez fui a alguns que deixei de ir da outra vez e explorei um pouco mais os que conhecia.

Então aí vai um Brooklyn Update.

brooklyn e suas pontes

Williamsburg

Essa parte do Brooklyn está mudando rapidamente. Muitas lojas novas, restaurantes e até uma Starbucks apareceu por lá (perto da Bedford). Nessa viagem explorei outras partes de Williamsburg mais perto das estações Graham e Lorimer, e por ali tem muita coisa bacana.

no brooklyn o pessoal faz compras de skate
prédios novos

Bares legais como o Blind Barber, restaurantes como o Le Barricou e o Manhattan Inn (que tinha um piano branco de cauda no meio do salão e um hipster cantando Whitney Houston).



Greenpoint que é ao norte de Williamsburg também merece o passeio, é um lugar com muitos imigrantes poloneses e tem também lugares ótimos para comer.

mccarren park na fronteira williamsburg/greenpoint


E fui mais uma vez no East River Park ver Manhattan. Nesse dia tinha sol e muitos judeus ortodoxos curtindo a praia.

praia cheia


Bushwick

Essa é a parte do Brooklyn que fiquei. Perto da estação Morgan (da L) é uma área de muitos armazéns transformados em: residências, negócios, restaurantes, lojas, etc. Em 2 anos aumentou o número de negócios na área e agora não parece um lugar tão estranho.

Dessa vez explorei um pouco a área em volta da estação Jefferson (também na L) e lá é onde os hipsters roots estão. Muito street art e bares alternativos. Pena que chovia e estava bastante frio quando fui até lá, mas tem menos armazéns e mais casas.

street art em bushwick


Park Slope

Um bairro residencial, com townhouses bacanas, e um comércio local com lojas e restaurantes interessantes (nas 5th e 7th Avenues).


Do Park Slope fui até o Prospect Park, o Central Park do Brooklyn. É um parque sensacional, com gramado enorme e várias trilhas para andar no meio do mato. É um lugar que vale a pena dar uma volta de bicicleta.



E no Prospect Park fica o Brooklyn Museum que é um museu não muito grande mas tem de tudo um pouco. De arte americana a arte egípcia (sim, tem múmias), pinturas impressionistas, peças de design e uma galeria inteira de arte feminista.

biblioteca do brooklyn
museu do brooklyn


Coney Island



Coney Island é a praia do Brooklyn. É um balneário cheio de parques de diversões e lojas de cachorro quente. As montanhas russas todas tem vista par ao mar. Tem um calçadão (boardwalk) bacana e vários postos com banheiros. Tem um pier. Gosto de praia com frio mas no dia que fui estava ventando MUITO e tinha areia voando para todo lado. Fiz uma esfoliação natural no rosto. Estava frio mas isso não impedia as pessoas de andarem na beira no mar e de (tentar) correr contra o vento.



É um lugar cafona? Sim, mas é divertido e colorido. No verão deve ser lotado, mas um dia na meia estação sem vento deve ser agradável.



Fui outra vez no Dumbo que acho bacana, andei um pouco no Brooklyn Bridge Park e, claro, atravessei a ponte.


11.5.16

NYC (4)



E voltei a NYC.


Chamei esse post de (4) ara manter a ordem dos posts, e esse é o quarto sobre a cidade, mesmo que os outros três sejam de quase 3 anos atrás.



Dessa vez fui na primavera, mas parecia mais outono. A temperatura raramente passou de 13ºC e só tive céu azul umas duas vezes. (ao contrario da outra vez que fui no outono e peguei dias de sol tão bonitos que nem entrei num museu)

as tulipas apareceram

Mas não achei ruim de jeito nenhum. Primeiro porque tinha passado 4 meses em calor acima de 30ºC então um friozinho é sempre bem vindo. Andar nessas temperaturas é muito agradável (menos quando chove, claro). E, segundo, o temido pólen da primavera não deu as caras e me vi livre de ter que tomar antialérgicos.


Dito isso, foram dias ótimos na cidade. Andei muito a pé (uma média de 14km por dia) e por vários lugares que não fui da outra vez. Inclusive fui a 3 museus e conheci outros parques.

Fiquei no Brooklyn e em Manhattan. Prefiro o Brooklyn, é mais tranquilo e um bom descanso da agitada Manhattan. E no Brooklyn é mais fácil encontrar negócios locais, restaurantes pequenos, mais gente jovem e criativa. (mas o Brooklyn e o que vi por lá fica para o próximo post)

vista do brooklyn

NYC é um mundo. Em Manhattan as pessoas estão sempre com pressa, calçadas lotadas, turistas incessantes (especialmente os chineses), mas existem pequenos oasis onde as pessoas dão um tempo da agitação.

Revisitei o High Line Park, conheci o East River Park do lado de Manhattan e fiz uma caminhada muito agradável ao longo do rio, conversei com uma amiga no Bryant Park que tem um gramado sensacional, vi o reformado Battery Park, passei pelo Tompkins Square Park e não deixei de dar uma volta de bicicleta no maravilhoso Central Park.

high line park
bryant park
battery park
tompkins square park
central park
dando uma volta de bike no central park
east river state park

Fui no novo Whitney Museum que tem uma coleção muito interessante de retratos (em fotos, pinturas, esculturas), nesse museu as pessoas são o foco.

varanda do whitney

Conheci o Cooper Hewitt que está numa casa recém reformada e é um museu interativo sobre design.

a casa maravilhosa do cooper hewitt

Também andei em lojas (mas não muitas). Tive o prazer da Container Store que me deixou loka querendo comprar caixas de plástico para organizar sei lá o que. Vi o que tinha de novo no Soho, a loja da Prada é linda tem uma espécie de half pipe incrível dentro da loja (mas claro que nada de skatistas), em Chelsea e Meatpacking. Dei uma olhada nos novos prédios que estão subindo e fiquei curiosa em ver a estação projetada pelo Calatrava depois de pronta.

está ficando bonita essa estação

Explorei o artístico e alternativo Lower East Side e o posh Midtown East.

two bridges
empire state vermelho

Consegui evitar a confusa Times Square (só vi de longe). E Comi bem.


E tem coisas que você só vê em NYC.

selfie com street art do trump

17.4.16

E o Snapchat?

Baixei o Snapchat no telefone em setembro de 2013 depois que uns americanos num jogo de baseball em Boston me explicaram melhor como funcionava. No início não usei muito mas olhava alguns que os amigos de arquibancada tinham me indicado. Depois que o Snapchat fez algumas mudanças e atualizações vi como poderia ser divertido passei a usar mais.

É uma app para pessoas desapegadas, de fotos e videos e de aparência, já que tudo no snapchat é muito aqui e agora. A comunicação é rápida e ágil, os videos e fotos não passam de 10 segundos e não ficam mais do que 24 horas no ar. Não é a toa que é uma app para pessoas mais jovens (não só de idade).

Gosto de seguir alguns perfis de viagem, amigos e pessoas informativas e criativas. Gosto muito da sessão de notícias e dos lives que eles fazem de alguma cidade ou evento.

Inclusive tenho usado menos o Instagram. O Twitter ainda é a minha rede social favorita, a informação sempre chega lá primeiro. (O Facebook já não uso há muito tempo, passo lá uma vez por dia, rapidamente.)

No início desse ano comecei a seguir a thaynaraog no Snapchat porque alguém indicou e ela realmente é muito criativa e simpática. A Thaynara dominou o snapchat como poucos, criou bordões que caíram na boca do povo e ainda tem seu jeito único de dar um zoom. Em muito pouco tempo ela ficou famosa de um jeito que só uma minoria consegue.

Ela passou de receber presentes que eram brincadeiras a ter empresas mandando coisas grátis (como ela chama) e convidando para eventos. Tudo isso em uns dois meses. É muito rápido.

Ontem a Thaynara passou por Fortaleza no fim do seu tour que começou no Rio de Janeiro (ela foi no programa da Fátima Bernardes). Ela ia aparecer num dos shoppings locais e fui lá ver a comoção. Fiquei im-pres-sionada com os gritos das pessoas (meninas, mulheres, rapazes, crianças). Parecia que a Thaynara era uma boy band.

pessoas esperando thaynaraog


As pessoas que não sabiam o que é snapchat perguntavam "Que cantor vem aí?".

A Thaynara é bonita, carismática, criativa, ela certamente é um caso de estudo na área de comunicação (acho que ela é a primeira pessoa, no Brasil, que ficou famosa a partir do snapchat). O que me deixa curiosa é acontecimento social provocado pelos fãs. Por que as pessoas escolhem um ídolo (que pode ser cantor/ator/banda/subcelebridade) e vão no aeroporto, no hotel, levam presentes, gritam no meio da rua, etc? Querem pegar, tirar foto (mesmo que de longe), se destacar de alguma forma para chamar atenção daquele alvo daquela pessoa.

Não sei se a fama da Thaynara vai ser efêmera, se ela vai manter, se ela vai fazer alguma coisa completamente diferente ou até se vai aparecer uma nova app para as pessoas interagirem de outra forma, mas acho importante ficar atenta a essas novidades e mudanças.

O Snapchat mostrou que a comunicação pode ser diferente e eficiente. Claro que não é uma rede social para todos, tem gente que nunca vai conseguir usar (assim como tem gente que nunca entendeu o Twitter), mas é importante saber que existe.

(para quem quiser me seguir no snapchat: kmarselle)

26.3.16

Outras Tias (17)

Fazia tempo que eu não contava uma história de tia aqui no blog, mas essa que me foi passada recentemente merece o espaço.

A Tia Maria*, tia de um amigo, é um tanto quanto maníaca por limpeza. Uma Mônica Geller nível: extreme.

A Tia Maria treina seus funcionários com rigidez militar para limpar a casa. Sua ala preferida do supermercado é a de produtos de limpeza os quais ela estoca em casa. É daquelas pessoas que usa uma toalha por banho e um lençol por noite.

Quando Tia Maria sai do banho o banheiro está mais limpo do que quando ela entrou.

Uma pessoa como a Tia Maria geralmente fica mais confortável em casa, ou em lugares que possa controlar com mais facilidade, mas a Tia Maria é corajosa e desbrava o mundo.

Os relatos são que ela acorda cedo e só sai depois que arrumar todo o quarto do hotel porque ela não confia nas camareiras para deixar tudo limpo, afinal não foi ela quem as treinou.

A Tia Helô curtiu isso.


*nome fictício para proteger os inocentes.

24.3.16

Batman vs Superman


Os leitores do blog sabem que o Superman é o meu super herói favorito, é um alien que tenta entender humanos. E cresci com o Superman do Christopher Reeve.

Dito isso também gostei dos outros Supermans que apareceram e esse do Henry Cavill é digno. Aliás, Henry Cavill na tela grande nunca é demais.

Gosto do Batman, ele é tenso, gótico, sofredor, e tem os melhores vilões.

Então vamos ao filme.

Depois da destruição de Metropolis no filme passado do Superman (bem que eu disse que tinha morrido muita gente e gostei que mostraram isso nesse filme), o Bruce Wayne, que era dono de um prédio que foi abaixo matando seus funcionários, fica revoltado.

Bruce quer que o Superman pague por seus atos, e o Superman acha que está certo só porque salvou Metropolis (e talvez o mundo) de uma ameaça alienígena, e tem aquele ar messiânico. Sorry Superman, mas nessa estou com o Bruce Wayne.

No meio de tudo isso os atos do Superman estão sendo discutidos no congresso porque querem controlar o Homem de Aço (boa sorte).

Aí aparece o Lex Luthor (péssimo), cheio de maneirismos bobos, para animar a festa. Só que não. Lex gosta de fazer intriga e fica jogando um contra o outro enquanto cria um bicho maior e mais poderoso.

E tem a Mulher Maravilha (ótima, girl power) que o trailer fez o favor de estragar mostrando que ela aparecia. (Aliás o trailer entrega muito. Parem de fazer trailers que contam a história toda dos filmes)

Esse filme teve coisas que gostei como: o Batman do Ben Affleck é ótimo! E ele malha Arrow Style mostrando um shirtless para lá de digno. As cenas dos dois juntos são todas boas, acho que renderia um papo filosófico bom.

O que não gostei: a música é péssima. Muitas cenas em camera lenta, chega a ser chato. Alguns diálogos vergonha alheia. A Lois Lane está no filme só para ser salva. E as cenas de destruição exagerada, tem hora que dá vontade de sair, ir no banheiro, beber água e voltar porque é tudo igual.

É um filme que quer mostrar muita coisa que acaba não mostrando nada direito. Poderia ter sido bem melhor.

A Tia Helo ia gostar do Superman, ele é bom moço. Ela diria 628 "Ai, Jesus!" para tanto de entulho gerado por essa briga.


22.3.16

Museu do Amanhã





O Museu do Amanhã é uma estrutura imponente na nova Praça Mauá. Foi inaugurado em dezembro do ano passado e hoje fui conhecer.


A construção é um projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e é toda sustentável. Os painéis de captação de energia solar acompanham a movimentação do sol e os espelhos d'água do mar fornecem água para o sistema de refrigeração.

Confesso que me lembra um escorredor de pratos. #prontofalei

Cheguei cedo porque como é um lugar novo tem tido filas enormes e muitas horas de espera para ver o que tem dentro, mas hoje estava muito tranquilo e não tinha fila.

esse globo é interativo e vai mudando (dia/noite)

O museu é sobre a vida, o universo e tudo mais. Eu diria que é um museu filosófico que tem em sua exposição principal as seguintes perguntas:

De onde viemos? Que é um filme 180º sobre o big bang e a evolução.

Quem somos? São 3 blocos com painéis externos: um com fotos, outro com códigos DNA, e outro com um painel eletrônico mostrando o cerebro. Dentro de um tem um pano ao vento mostrando movimento (a terra), do outro muitos painéis sobre animais e plantas, e do terceiro totens com fotos mostrando criatividade, família, sentimentos, cultura, história, etc.

esse painel é lindo


pano voador

pensamentos

Onde estamos? O chamado Antropoceno é bacana, são uns pilares que mostram um video sobre o impacto do ser humano na terra.



Para onde vamos? Varias telas com imagens de pessoas, algumas com cientistas falando sobre estudos e coisas que vão acontecer.

Como queremos ir? É uma estrutura de madeira que não entendi bem, mas achei bonita. Tinha uma escultura que parecia aborígene no meio e se fosse mais larga poderia ser o monolito do 2001 - Uma Odisseia no Espaço.



O passeio termina com uma vista espetacular da Baía de Guanabara.



Gostei do museu, achei interessante, mas eu esperava mais interatividade. Tem muita coisa em telas e telões para ver e ler. Achava que ia ter mais coisas sensoriais ou jogos de algum tipo.

Na entrada dão um cartão que você pode cadastrar seu e-mail e ao longo da exposição tem onde tocar o cartão. Depois mandam um e-mail dizendo o que você viu e o que deixou de ver.



Ainda na Praça Mauá fui ver o que tinha de exposição no MAR (Museu de Arte do Rio), uma dobradinha cultural que vale a pena.