14.8.10

Momento transporte público: metrô carioca

Em 30 anos, o metrô do Rio ainda só tem 2 linhas retas e fica cada vez um pouco mais confuso. E são só DUAS linhas.

Antes, a troca de linhas era feita em uma só estação, e agora pode ser feita de Botafogo até a Central. Eu que, geralmente, vou de Copacabana a Tijuca (para casa da Luizinha) não tenho que me preocupar, mas se eu resolver pegar o metrô no centro para voltar a Copacabana tenho que prestar atenção em qual trem estou entrando, ou então vou parar em Botafogo e tenho que trocar outra vez. A intenção era desafogar a única estação de troca, funcionou mais ou menos.

Até aí adapta-se. Em outos metrôs do mundo linhas diferentes passam no mesmo lugar.

Dessa vez a confusão está nos bilhetes. Tem o bilhete único, que custa R$2,80, e tem o para o metrô+metrô de superfície (também conhecido como: ônibus) que custa o mesmo preço, mas é um cartão diferente. Tem o metrô + ônibus expresso (que não é do metrô), que custa R$3,70. Tem ainda o Barra Expresso que custa R$3,80 e o Supervia (metrô + trem) por R$4,80. Todos esse bilhetes só valem por duas horas.

Ou seja, você tem que saber exatamente para onde e como vai para pedir o cartão certo. Turista tem que se virar.

Para cada um desses é um cartão diferente com procedimento diferente. O bilhete único tem que enfiar o cartão na máquina e ele não é devolvido. Os outros tem que enconstar o cartão na máquina e depois entregar o mesmo no ônibus/"metrô de superfície". O Supervia é um bilhete único mais um outro cartão para passar no trem. (Explicam tudo no site, mas, na hora, quem não está acostumado erra.)

Quando você pega o ônibus expresso para o metrô te dão um cartãozinho de papel das antigas que tem que colocar na máquina.

E não existe passe do dia, nem da semana, nem de comprar 10 passagens e ser mais barato (há 15 anos tinha essa opção). Fica a dica.

A novidade para mim foi o tal cartão pré-pago. O primeiro custa R$10 e a recarga mínima é de R$5. Aí você passa o cartão na máquina e vai descontando as passagens. Então, se a passagem é R$2,80, os R$10 iniciais só valem 3,5 passagens e a recarga mínima não vale nem 2 passagens. Oi? Como assim?

E ainda existe o Bilhete Único que vale para metrô, ônibus (qualquer um), barca e trem. Você coloca crédito e vai descontando. Acontece que esse cartão desconta R$4,40 para cada duas horas e meia de uso do transporte. Para quem só usa o metrô não vale a pena.

Confesso que achei mais fácil desvendar o metrô de Berlim, em alemão.

O Rio é cidade sede para vários eventos nos próximos 6 anos: Olimpíadas Militares, Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas, etc. Vão todas funcionar, mas acho que as soluções não serão de longo prazo, nem eficientes para cidade.
 
 
UPDATE em 2026: O metrô carioca continua com apenas DUAS linhas mas agora vai até o início da Barra da Tijuca, um legado das Olimpíadas de 2016. 
O pagamento foi facilitado: pode pagar o metrô com cartão do banco e ainda tem a opção do cartão do metrô e o Jaé, que é o cartão de transportes da prefeitura. Para os outros transportes só funciona o Jaé (no celular ou cartão físico).
A grande diferença é o preço: quando escrevi esse post uma passagem era R$ 2,80, hoje é R$ 8,20. OITO reais e vinte centavos por duas linhas que nem vai até o aeroporto (nenhum dos dois). 
Tem horários que é melhor ir a pé do que pegar o metrô, já tive que descer em Botafogo porque não consegui chegar na porta do vagão na estação Arcoverde em Copacabana. 
Duas linhas em que só duas ou três estações tem banheiros.
Depois que viajei pela China, o metrô do Rio me deixa frustrada. Em muito menos tempo uma cidade como Hangzhou (nem vou falar de Pequim ou Shanghai) construiu um sistema de metrô que cobre toda a cidade com 10 linhas (inclusive aeroporto e estação de trem), estações limpas com banheiros e o preço da passagem é bem mais barato mesmo sendo pela distância, não paguei mais do que R$ 2,50 numa passagem.

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