14.11.12

Argo

Em 1979, quando a crise dos reféns americanos no Irã aconteceu, eu era criança e estava morando nos EUA há um ano. Já falava inglês fluente, cantava o hino nacional americano e fazia a Pledge of Allegiance todos os dias de manhã na escola, ou seja, era uma criancinha americana.

Nos jornais e na tv esse episódio foi notícia por mais de um ano, o tempo que os americanos da embaixada ficaram reféns no Irã. Como eu era nova, as únicas lembranças que tenho do fato é a foto do Aiatolá Khomeini que aparecia em todo lugar (para mim era pior que o bicho papão, morria de medo dele) e o fato das Olimpíadas terem sido canceladas (claro que aconteceram lindamente em Moscou, mas como os EUA boicotaram e não mostraram nada na tv de lá, para mim foi o mesmo que cancelar).

Então fui ver Argo, que conta como seis americanos conseguiram sair da embaixada durante a invasão dos iranianos, se esconderam na casa do embaixador canadense e foram resgatados por um agente da CIA. Conseguiram sair do Irã em janeiro de 1980, um ano antes do resto que ficou preso na embaixada (o babado só terminou em janeiro de 1981).

Interessante foi o método usado para tirar os seis americanos de lá: os transformaram numa equipe de filme de ficção científica fazendo pesquisa de locações em Teerã.

Mesmo sabendo como termina, o filme mantém a tensão até o fim. Ben Affleck fez um excelente trabalho dirigindo esse filme, palmas para ele. As vezes você se pega na ponta da cadeira torcendo por um botão de fast forward para acabar com o sofrimento.

E fiquem até o fim quando aparecem as fotos das pessoas reais que participaram do episódio ao lado dos atores que os representaram. São todos muito parecidos ou iguais, menos o Ben Affleck que é MUITO mais bonito que o original.

Eu gostei desse filme, mesmo tendo medo toda vez que uma foto do Aiatolá Khomeini aparecia na tela do cinema. A Tia Helô diria 679 "Ai, Jesus!" para Argo.

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