1.7.13

Book Report: Inferno - Dan Brown

Semana passada meu amigo Maurizio ligou da Itália e no meio do papo ele diz:

"Ah, tenho uma para te contar. Há uns 2 anos trabalhei para o Dan Brown..."
"O do Código Da Vinci?"
"Si. Então, quando foi umas duas semanas atrás recebi um e-mail de uma jornalista tedesca (alemã) perguntando o que eu tinha achado de estar nesse último livro do Dan Brown."
"Como assim? Nos agradecimentos?"
"Também achei que era nos agradecimentos, mas ele me transformou num personagem."
"PARA TUDO Maurizio. Vou comprar esse livro AGORA."

Apertei 3 botões no kindle e já estava pronta para ler Inferno.

O único outro livro do Dan Brown que li foi o Código Da Vinci, que achei divertido, e esse novo segue a mesma fórmula.

O Robert Langdon está numa nova aventura onde ele se encontra em Florença, sem saber como foi parar lá, com uma amnésia, e tem que fugir de uma assassina, guardas particulares, polícia, etc. Enquanto ele passeia pelas ruas, palácios, passagens secretas e museus de Florença ele tenta decifrar uma espécie de projeção com uma pintura do Boticelli sobre o Inferno de Dante. Tudo isso com a ajuda de uma médica britânica, Sienna Brooks.

Todo o babado secreto gira em torno da Divina Comédia (mais a parte do Inferno, óbvio) de Dante Alighieri e da vida do mesmo. O vilão, preocupado com a superpopulação mundial, deixa, por Florença e num video que deixou com uma organização secreta que o ajudou, as pistas de onde ele escondeu sua arma biológica. E no meio de tudo isso ainda envolveu a Organização Mundial de Saúde. Com reviravoltas, claro.

Depois de seguir várias pistas/dicas e muitas confusões, Langdon e sua trupe vão até Veneza procurar a tal arma biológica (que não está lá, mas não vou dizer a outra cidade senão é muito spoiler), e é aí que aparece o Maurizio.

Nada de nome trocado, está lá como Maurizio Pimponi mesmo, um motorista de limosine-barco em Veneza, e é descrito como "a strikingly handsome man" e "looked more like a movie star than a skipper". Nada mais justo, o Maurizio é bonito. E dei uma risada quando ele descreve o Maurizio dirigindo a lancha, é igual ele dirigindo um carro na vida real. E ainda faz o Maurizio perguntar aos passageiros "Prosecco? Limoncello? Champagne?". Phyno! Desde já estou curiosa para ver quem vai interpretar o Maurizio no filme (porque vai ter um filme né?).

Ler um livro bestseller onde aparece um amigo seu é tão legal quanto ver na tela tela do cinema num blockbuster, mesmo que numa ponta.

Assim como o Código Da Vinci, também achei esse livro divertido. Tem um bocado de informação sobre a Divina Comédia e o Dante Alighieri que eu não sabia, as descrições das cidades são sempre ótimas e o plano mirabolante do vilão é ótimo. No final detectei uma falha (e nem sou boa nisso) que me fez pensar que: ou o Dan Brown quis ser didático demais até chegar no lugar onde estava a arma biológica, ou ele achou que ia ser uma grande sacada (não foi). Ainda assim a leitura foi boa.

Para quem vai ler o livro para por aqui e volta depois de ler.


SPOILERS a seguir.


Uma das pistas diz: "Follow deep into the sunken palace...for here, in the darkness, the chthonic monster waits". Quando o Robert Langdon explica, e dá exemplo, do que é um chthonic monster o primeiro lugar que pensei foi na cisterna do palácio de Istambul, mas como tudo apontava para Veneza achei que poderia ser algum lugar por lá.

Para minha supresa o Langdon depois conclui que o saco plástico com a arma biológica está em algum lugar em Istambul. Eu achei que iam direto a cisterna, mas não, ainda foram passear na Hagia Sofia para lá o guia dizer que a água acumulada da chuva vai para a tal cisterna. Ficam todos surpresos com a existência da cisterna para logo em seguia o próprio guia dizer que é um ponto turístico, cheio de turistas. Wait, what?

Eu estive em Istambul uma vez e vi a cara da medusa na cisterna. O Robert Langdon, pelo o que ele descreve, esteve na cidade algumas vezes, conhece a beira mar de lá, o Palácio Topkapi, lembra de uma tumba sem graça que viu dentro da Hagia Sofia mas não sabia da cisterna?? Ah, Dan Brown, assim não. Mesmo para quem nunca esteve em Istambul, ao fazer o guia dizer que a cisterna é uma atração turística já deixa o Langdon com cara de bobo.

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