30.3.21

+Filmes e Séries

Séries

Beartown - Minissérie norueguesa de 5 episódios na Netflix sobre uma familia de um ex-jogador de hóquei que volta para a cidade pequena na Noruega. Ele vai ser técnico do time local que tem um garoto que é a estrela. A filha do técnico fica amiga do garoto estrela mas durante uma festa ele a estupra. E aí é o que aconteceu com a Chanel Miller só que num micro ambiente de uma cidade que tem menos gente do que no meu quarteirão. É boa, mas é lenta.

Love Alarm - Série teen coreana que na verdade é uma novela coreana dividida em duas temporadas. No mundo da "série" existe uma app chamada Love Alarm que determina se no raio de 10m tem alguém que gosta de você, no sentido romântico é claro. Aí temos a Jojo que é um Cinderela (orfã que trabalha para tia e prima para sobreviver) que fica entre 2 garotos, o Sun Oh e o Hee Young. A parte da app é interessante porque as pessoas ficam dependentes e no futuro é a app que vai confirmar os sentimentos. A primeira temporada é ok, mas a segunda forçou a amizade e poderia ser mais curta. Netflix.

Beforeigners - Série norueguesa da HBO que tem uma premissa interessante. Na baía de Oslo começa aparecer uns clarões e logo depois pessoas aparecem na água. São pessoas que vem do passado, especialmente de 3 épocas: pré-história, vikings e século 19. Depois de uns 10 anos (e cada vez chegando mais) a sociedade de Oslo mudou e tem várias dessas pessoas integradas e outras nem tanto. A série foca no policial Lars e sua parceira Alfhidr (viking) enquanto investigam um crime. Se tiver segunda temporada, verei.

Alice in Borderland - Série japonesa sobre 3 jovens que se veem numa Tóquio abandonada e eles tem que participar de jogos para sobreviver. É uma mistura de Jogos Vorazes com Escape Room. Os jogos são baseados nas cartas do baralho: paus (jogos em grupo), ouro (jogos de inteligencia), espadas (jogos que exigem físico - corrida, pular) e copas (jogos de traição). Até o episódio 4 eu estava passada, depois muda um pouco a dinâmica da série mas continua boa. E sim, tem referências de Alice no País da Maravilhas. Aguardo a segunda temporada. Netflix.


Filmes

Coming 2 America - 30 anos depois Príncipe Akeem vira Rei mas ele só tem filhas e precisa de um herdeiro. Antes de morrer seu pai diz que ele tem um filho bastardo de quando ele foi para NYC no primeiro filme. Então Akeem volta para NYC atrás do rapaz para treiná-lo para ser o herdeiro do trono. O início do filme é pura nostalgia e dei risadas, depois fica mais ou menos mas ainda assim é divertido. O Wesley Snipes está ótimo, melhor que o Eddie Murphy. Na Amazon Prime.

Raya and the Last Dragon - Animação da Disney+ sobre um país que tinha dragões mas um dia uma força do mal apareceu e para livrar os humanos do mal os dragões sumiram e só um restou. Quando o mal retorna, por uma briga entre os reinos que formam o país, e transforma as pessoas em pedra a Raya vai que ir atrás do útimo dragão. Adorei esse desenho. Girl power total. É sobre confiança (e desconfiança), trabalhar em grupo e que nas diferenças somos todos iguais. E o visual é lindo!

The Mauritanian - Filme baseado numa história real de Mohamedou Ould Slahi um homem que foi pego para um interrogatório e passou 7 anos preso até a advogada Nancy Hollander pegar seu caso. Ele era suspeito de ser um dos responsáveis pelos ataques do 11 de setembro mas nunca foi acusado nem julgado. E foi torturado. O filme é bom, mas aviso que tem cenas de tortura.

Space Sweepers - Filme de coreanos no espaço. Num futuro a terra esgotou seus recursos naturais, o clima foi destruído e um homem rico criou uma estação espacial onde pessoas escolhidas vão viver e depois vão habitar Marte. Acontece que o ser humano é imundo e também suja o espaço, então existe um grupo de pessoas que são os faxineiros do espaço e recolhem os dejetos que estão flutuando por aí. A equipe coreana resgata uma nave que dentro tem uma garotinha. Na tv dizem que essa garotinha é uma bomba nuclear mas não é bem assim. Achei bem feito e divertido. Netflix.

Judas and The Black Messiah - filme indicado ao Oscar 2021 para melhor filme, fotografia, música, roteiro original e atores coadjuvantes. É a história do Bill O'Neal, um ladrão de carros que o FBI pegou e o fez ser um espião infiltrado nos Panteras Negras de Chicago. O lider dos Panteras Negras era o jovem Fred Hampton que organizava vários eventos de ajuda a comunidade negra da cidade, mas o FBI queria vender a idéia de que a instituição era terrorista. É um filme bom, é básico, e o Daniel Kaluuya impressiona como Fred Hampton.

Cherry - filme dos irmãos Russo (de vários filmes da marvel) com o Spiderteen (Tom Holland). Cherry é um rapaz que já experimenta com algumas drogas na faculdade quando ele conhece sua namorada Emily. Os dois se apaixonam mas se sepraram. Ele vai para guerra, volta com estresse pós-traumático e o médio dá uns remedinhos que o levam a drogas mais pesadas. Para viver a vida de junkie ele precisa de dinheiro e aí começa roubar bancos (educamente). O filme é ok, assistível, a parte da guerra é a melhor, Spiderteeen está muito bem, mas tem outros filmes sobre o mesmo assunto bem melhores. Na Apple Tv+

The Assistant - um filme que mostra o dia no escritório de uma assistente de um produtor de filmes. É daquelas filmes que não acontece nada mas acontece muita coisa. E é sobre assédio no trabalho, principalmente o psicológico. Amazon Prime Video.

Cabras da Peste - uma comédia nacional divertida sobre um policial de uma cidade pequena do interior do Ceará que vai até SP atrás da cabra da cidade que ficou presa dentro de um caminhão de rapadura. Tem algumas piadas duvidosas, mas as cenas de ação são engraçadas, a motorista do uber é ótima e só a versão forró de The Heat Is On, Calor do Cão,  já vale o play. Netflix.

The Legend of the Stardust Brothers - um filme musical japonês de 1985. É surreal, engraçado e muitas cenas que fariam influencers do instagram morrer de inveja. Conta a ascensão e queda do duo Stardust Brothers. Tem um David Bowie e um Julio Iglesias japoneses. As músicas são ótimas. No MUBI.

Moxie - filme teen feminista dirigido pela Amy Pohler. Vivian vê que muitas coisas que acontecem na sua escola são machistas e começa escrever um zine anonimamente. O zine faz sucesso entre as meninas e elas se juntam contra o patriarcado no high school. É divertido, é girl power. Na Netflix.

Happy Old Year - filme tailandês sobre a Jean, uma moça que passou três anos na Suécia e na volta a Tailandia ela quer viver uma vida minimalista. Acontece que a casa da Jean, que ela mora com o irmão e a mãe é um cenário de acumuladores. Jean vai jogando tudo fora mas ela aprende que alguns objetos tem passado e ela precisa devolver alguns e enfrentar alguns sentimentos esquecidos. Na Netflix.

The Father - filme indicado ao Oscar 2021 de melhor filme, ator, atriz coadjuvante, roteiro adaptado, design de produção e edição. Anthony Hopkins está maravilhoso fazendo um senhor idoso que tem demência. A história é a filha do Anthony querendo arranjar alguém para cuidar dele e ele recusando, mas o ponto de vista é do Anthony, então ficamos tão confusos quanto ele. É bem teatral nos diálogos mas a edição é fantástica.

Tina - documentário da HBO sobre a vida da Tina Turner, com depoimentos recentes dela. Tina sofreu um bocado quando era casada e fazia parceria musical com Ike Turner mas deu a volta por cima e aos 45 anos recomeçou e foi um sucesso atrás do outro. Ela tem uma energia incrível.

1.3.21

Momento TOC livros 15 (parte 1)

Até 2020 eu lia uma média de 20 livros por ano mas aí veio a pandemia, adquiri um hábito de leitura mais regular em casa, e acabei lendo 63 livros. Um recorde.

Como li muito ano passado coloquei a meta desse ano nos 30 livros porque nunca se sabe, poderia ler menos ou mais, mas não achava que ia passar dos 63.

Estamos no início de março e já vou fazer a lista dos primeiros 20 livros que li em 2021. Sim, já foram 20 livros.

Passo dos 63 ou não? Façam suas apostas. Vou comprar outro caderninho para anotar os livros porque o atual passou da metade.


E vamos ao que já li esse ano.


- Earthlings - Sayaka Murata - Ano passado li Querida Konbini da mesma autora, gostei muito e decidi ler esse mais recente. Uma frase que resume bem esse livro é "It's really hard to put into words things that are just a little bit not okay.". É sobre a Natsuki que aos 11 anos encontrava o primo Yuu na casa da avó e eles se adoravam, brincavam juntos o tempo todo. Natsuki tinha um bichinho de pelúcia que ela acreditava ser um ET que lhe dizia o que fazer. Primo Yuu acredita ser um alien porque sua mãe disse que seu pai veio num disco voador. Natsuki vive para esses encontros anuais com o primo. No ano seguinte acontece uma coisa entre eles que faz com a família os separe e eles só vão se reencontrar 20 anos depois. Nesses 20 anos acontece um bocado de coisa com a Natsuki e depois....o livro fica bizarro. Até agora não sei direito o que achar do fim.

- As Sobras de Ontem - Marcelo Vicintin - Um resumo da elite decadente. O herdeiro de uma empresa de navegação está cumprindo prisão domiciliar e decide organizar um jantar para os amigos. Acontece que ele nem pode receber gente em casa e nem sair de casa, mas é rico e dinheiro dá jeito em tudo. Ele é apaixonado por matemática e é um fofoqueiro. O livro também é sobre a Marilu, uma garota bonita que usa isso para sua vantagem. Ela é interesseira, ladra e mentirosa. A história dos dois cruza em algum ponto. Gostei desse livro.

- Heart Bones - Colleen Hoover - Nunca tinha lido nada da CH e achei esse livro bom para passar o tempo. A história não é tão leve quanto eu esperava mas é boa. Beyah é uma garota de 19 anos que morava com a mãe viciada num trailer. Quando a mãe morre Beyah vai morar com o pai (sem contar para ele que a mãe morreu), a madrasta e a filha dela numa casa rica numa ilha no Texas. Lá Beyah conhece Samson e rola um romance entre eles. Acontece que Samson tem seus segredos.

- Primeiro Eu Tive Que Morrer - Lorena Portela - Uma publicitária está com esgotamento mental e físico e decide passar uma temporada em Jericoacoara para relaxar. Lá ela reflete sobre sua vida, o universo e tudo mais enquanto ajuda as amigas na pousada.

- O Avesso Da Pele - Jefferson Tenório - Esse livro é excelente. A narração é o filho contando para o pai que acabou de falecer a sua própria história. É sobre abandono, separações, procura de identidade, relações raciais, racismo, conflitos familiares e violência policial. Tudo isso em 200 páginas. Adoro autores que conseguem dizer muito em poucas palavras.

- My Policeman - Bethan Roberts - A história de Tom, Marion e Patrick. Quando começa o livro Marion e Tom estão casados, ambos com 60 e poucos anos, e ela esta cuidando de Patrick que teve dois derrames. A primeira parte do livro é ela escrevendo uma carta para o Patrick contando sua história com o Tom nos anos 1950 quando eles eram jovens. Depois tem o diario do Patrick da época (essa parte é muito boa, Patrick é um fofo) contando como ele conheceu o Tom e como se tornaram amantes. Tem todo um babado no passado que fez com que essas pessoas vivessem uma vida infeliz por 40 anos. Trágico, mas bom.

- The Kiss Quotient - Helen Hoang - (em Português: Os Números do Amor) Depois de ler tanta tragédia quis ler um romance bobinho e peguei esse. Só não esperava que tivesse tanto sexo. Steamy. É sobre Stella, uma jovem economista que trabalha fazendo algoritmos e é muito boa no que faz. Acontece que Stella tem Aspergers e é socialmente desajeitada. Ela teve encontros, teve relações sexuais, mas para para ela é tudo estranho. Um colega do trabalho sugere que ela deveria praticar (sexo) para gostar mais e ela decide contratar um garoto de programa para ensiná-la. Acho justo. O Michael é lindão e usa suas habilidades físicas porque precisa pagar as contas do hospital da mãe. Aí gente, pega o leque porque como a Stella precisa que Michael faça tudo len-ta-men-te e dizendo o que vai fazer o negócio esquenta. Mas tem toda uma trama sobre o Michael e sua família vietnamita que é boa. 

- The Song of Achilles - Madeline Miller - (em Português: A Canção de Aquiles) Aqui comecei um mini vórtex de mitologia grega. Esse livro é uma versão romantizada da história do Aquiles contada pelo ponto de vista do Patroclus que era seu melhor amigo e amante. Acho que a intenção da autora era fazer as histórias da Iliada mais acessíveis e ela acertou em cheio. Mesmo para quem não sabe nada de mitologia grega vale a pena porque ela vai explicando os personagens de forma simples que você entende quem é quem na fila da ambrosia.

Kim Jiyoung Born 1982 - Cho Nam-Joo - É uma pena que esse livro não tem em português porque é muito bom.  É sobre uma mulher de 33 anos que começou incorporar mulheres que ela conhece (sua mãe, sua filha, uma amiga) e seu marido fica preocupado porque ela não lembra de fazer isso. Jiyoung é uma publicitária que parou de trabalhar para poder cuidar da filha e ficamos sabendo de toda sua história, de sua mãe e irmã. A Coréia do Sul tem uma sociedade patriarcal e machista, que aos poucos está mudando e nesse livro mostra a história das mulheres coreanas nos últimos 40 anos. O fim desse livro é incrível e mostra porque os passos da mudança são lentos.

- The Bride Test - Helen Hoang - Achei o outro livro tão divertido que decidi ler esse que é o segundo de uma trilogia. O terceiro sai esse ano. Esse segundo é um spin-off do The Kiss Quotient porque o personagem principal é o primo do Michael, o Khai que é autista mas é contador dono de uma empresa. Khai não entende emoções e gosta de uma rotina. E é lindão, claro. Mãe de Khai quer que ele case e vai até o Vietnã procurar uma noiva para ele. Lá ela conhece a Esme, que trabalha de faxineira e é mãe solteira. Esme aceita deixar a filha e passar 3 meses nos EUA para conhecer o Khai e ver se vai dar certo, ela quer melhorar de vida. O interessante desse livro é a história da Esme. (espero que o terceiro livro seja sobre o outro primo, o Quan, que é ótimo nos 2 livros)

- Anxious People - Fredrik Backman - O título desse livro deveria ser: First World Problems porque acho que só uma pessoa no livro sofre mesmo de ansiedade. Nesse livro uma mulher precisa de dinheiro para pagar o aluguel e vai assaltar um banco. Acontece que na Suécia existe banco cashless então a assaltante não tem o que roubar. Ela sai do banco entra num prédio onde um grupo está vendo um apartamento para vender, quando a veem com a arma na mão se consideram reféns. Aí tem a história de cada um, tem os policiais que cuidam do caso e ainda tem uma conexão de cada um com um suicídio que aconteceu 10 anos antes. A forma como a história é contada é boa, mas é muito óbvia. E humor sueco não é comigo, não acho engraçado, mas tem gente que vai gostar desse livro.

- Know My Name - Chanel Miller - (em Português: Eu Tenho Um Nome) Em 2015 a Chanel Miller foi estuprada do lado de fora de uma festa dentro do campus da Universidade de Stanford. Ela estava embriagada e desacordada. Dois ciclistas viram Brock Turner abusando dela, correram atras dele e ele foi preso. Chanel acordou no hospital sem saber o que tinha acontecido. Daí ela conta, em detalhes, como tudo aconteceu com ela e como tudo acabou com Brock Turner sendo condenado a apenas 6 meses de prisão (cumpriu só 3 meses) porque ele era "um rapaz promissor", era do time de natação da universidade. O caso ficou conhecido depois que a carta que ela escreveu para o juiz foi parar no Buzfeed. Aviso: ler a carta e o livro causa revolta.

- Uma Mulher No Escuro - Raphael Montes - Quando Vitória tinha 4 anos um rapaz invadiu sua casa e matou (a facadas) seus pais e seu irmão. Vinte anos depois ela é uma jovem solitária, mora sozinha e trabalha num café. Ela tem um amigo que conheceu online, ela vai num psiquiatra novo (o antigo morreu) e começa um relacionamento com um escritor. Um dos 3 é o assassino. Aviso que Raphael Montes não escreve coisas leves.

- Circe - Madeline Miller - Ainda no mini vórtex de mitologia grega, depois do Aquiles, quis saber a história da feiticeira Circe, filha de Helios. Nesse livro, que também é uma história romantizada da Circe, tem mais sobre os deuses, sobre alguns heróis (Jasão e Ulisses) e figuras como o Minotauro. 

- The Mothers - Brit Bennett - (em Português: As Mães) - Ano passado li o ótimo The Vanishing Half da mesma autora e quis ler esse que foi o primeiro livro dela. É a história da Nadia que aos 17 anos, depois do suicídio de sua mãe, começa se envolver com Luke, o filho do pastor da igreja que a mãe dela frequentava. Nadia engravida, faz um aborto, mas Luke a abandona. O livro segue a história de Nadia, seu pai, sua amiga Aubrey, Luke, e os pais dele. Quem narra são as mães, um grupo de senhoras (como se fosse um coro grego) frequentadoras da igreja. É sobre amizade, mães, maternidade, não maternidade e escolhas. Achei bom.

- Este é o Mar - Mariana Enriquez - Não sabia quando comecei, mas esse livro tem um pézinho na mitologia grega. Helena é um ser mitológico (mas não diz qual) que trabalha no que chama de Enxame, um grupo desses seres que são responsáveis em transformar um roqueiro em estrela (super famoso). Helena quer deixar de ser do Enxame para ser uma Luminosa e faz um sacrifício. Como Luminosa sua responsabilidade é transformar uma Estrela em Lenda e para isso ela tem que aprender como faz com outras Luminosas que fizeram outras lendas como Kurt Cobain, John Lennon, Nick Drake. A parte das outras contando como fizeram as lendas é muito boa. O escolhido de Helena é o James e ela tem dois anos para fazer dele uma lenda.

- The Hating Game - Sally Thorne - (em Português: O Jogo do Amor/Ódio) - Ódio tive eu de ler esse livro. Só não achei pior porque as metáforas e algumas observações do livro eram engraçadas mas nunca revirei tanto os olhos. Josh e Lucy começaram a trabalhar juntos depois que as editoras para qual trabalhavam se juntaram. Ambos são assistentes dos CEOs. Lucy acha que Josh a odeia mas a gente sabe desde o início que não. Ela fica inventando joguinhos (tipo jogo de encarar, jogo de fazer ele rir) e provocando. Eles tem que competir por uma promoção e Lucy entra no modo competitivo. Lucy é uma chata, Josh é um stalker (porque no fim a gente descobre que ele gosta dela desde o primeiro dia), possessivo e ciumento. Só pelo exagero do numero de vezes que os olhos azuis dele e a estatura baixinha dela são mencionados esse livro já merecia ser jogado na parede. Nem a parte mais picante do livro é boa. E tem o final mais CAFONA (ou creepy) que já li.

- Henri Désiré Landru - Christophe Chabouté - Henri Landru foi um serial killer que seduzia viúvas para roubar seu dinheiro (e as matava) durante a primeira guerra em Paris. Ele foi condenado a morte apesar de poucas provas e ele se dizia inocente. Nessa HQ, desenhada lindamente pelo Chabouté, conta a história do Henri Landru e de como ele poderia ter sido inocente dos assassinatos.

- A Thousand Ships - Natalie Haynes - Mais mitologia grega. Esse livro conta a história da guerra de Tróia pelo ponto de vista de todas as mulheres envolvidas (deusas e humanas). Cada capítulo é uma mulher com a história sendo costurada pela Calíope, a musa do poeta (Homero). Penelope (a esposa do Ulisses) tem mais de um capítulo que é em formato de cartas que ela escreve para o marido, e ela é irônica e sarcástica. As mulheres de Tróia (Hecuba, Helena, Cassandra, Andromaca e Policena) tem capitulos como grupo e depois individuais. Gostei desse livro.

- Pachinko - Min Jin Lee - Saga de uma família coreana desde 1910 (quando o Japão dominou a Coréia) até 1989. Em 1933 a Sunja grávida casa com Isak e eles se mudam para Osaka, no Japão. Aí nós ficamos sabendo toda a situação de "pessoas de segunda classe" dos coreanos no Japão. A dificuldade de arranjar emprego, moradia e educação que atravessa gerações e atinge até os coreanos já nascidos no Japão. O livro passa pela segunda guerra, pela guerra da Coréia e vai até os anos 1980 com o neto da Sunja. A primeira metade desse livro é excelente mas depois a autora meio que abandona alguns personagens e introduz outros só para mostrar um ponto. Ainda assim acho que vale muito a leitura. Pachinko é um jogo que é uma espécie de fliperama com caça níqueis que faz sucesso no Japão e tem uma indústria bilionária que de um jeito ou outro foi dominada pelos coreanos-japoneses (mesmo que jogatina seja ilegal no país, os japoneses deram um jeito de manter o Pachinko).



Outros Momentos TOC Livros: (1)(2), (3)(4), (5)(6), (7), (8), (9), (10), (11)(12)(13), (14) 

27.2.21

+ Filmes e Séries

 Séries

Cidade Invisível - série brasileira da Netflix sobre um policial que investiga crimes que envolvem figuras do folclore nacional (Saci, Curupira, Cuca, Iara). É bem feita, e acho que vale pela representatividade. Poderia explicar melhor as figuras folclóricas.

Behind Her Eyes - série de 6 episódios sobre uma mulher que se relaciona com um casal sem que ambos saibam do outro. Até o episódio 4 você não sabe bem para onde vai mas no 5 acontece uma coisa que alguns podem gostar e outros acharem absurdo. Se você abraçar a idéia o fim é interessante. Netflix

The Lady and The Dale - série documentário de 4 episódios sobre uma mulher empreendedora que nos anos 1970 criou um carro de 3 rodas que consumia pouco combustível, MAS nada com essa mulher é o que parece. Na HBO.

Soulmates - série de 6 episodios independentes que em comum tem o fato de que no futuro existe um teste para determinar sua alma gêmea. Cada episódio explora uma possibilidade da existência desse teste. Alguns episódios são bons outros nem tanto. Amazon Prime Video.

The School Nurse Files - Série coreana de 6 episódios. Foi uma das coisas mais bizarras que vi na Netflix. Assisti no modo "Não estou entendendo nada mas acho tudo muito divertido". Depois até procurei ajuda no youtube para entender. É sobre uma enfermeira de uma escola (em português o título é Enfermeira Exorcista) que vê fantasmas e também uns monstrinhos que ela chama de jellies. Essas jellies podem ser do bem ou do mal (representam os desejos) e a enfermeira usa sua espada de plástico colorida para destruir as jellies do mal. Ela descobre que as jellies vem de um buraco no porão da escola e pede ajuda ao professor de chinês. O professor de chinês tem uma aurea especial (que só ela vê) que o protege das jellies e a enfermeira recarrega quando pega na mão dele - entenda como quiser - é fofo.



Filmes

Malcom e Marie - umas das DRs mais chatas do cinema. A Netflix deveria pagar duas sessões de análise para quem assistiu porque me senti uma analista vendo aquilo. Malcom lançou um filme de sucesso e Marie ficou chateada que ele não a agradeceu já que o filme é baseado na vida dela. Fora isso ele reclama por uns 30 minutos de uma crítica de cinema. Duas coisa boas desse filme: a casa e a fotografia. 

The Little Things - um filme com Denzel Washington, Jared Leto e Rami Malek tinha tudo para dar certo, mas não. É uma versão piorada de Seven do David Fincher.

The Map of Tiny Perfect Things - filme teen no estilo dia da marmota (que um dia se repete várias vezes). O garoto está no loop do mesmo dia quando ele vê que uma garota também está. Os dois se juntam para procurar as pequenas coisas que só repara quem vive a mesma coisa todo dia. O diferente desse filme é que em um ponto o adolescente fica frustrado porque ele quer crescer mas a menina não quer e ela tem um motivo. Na Amazon Prime Video.

To All The Boys 3 - Terceiro e último filme da série teen que conta a história do romance de Lara Jean com Peter Kavinsky. O primeiro é o melhor, o segundo é ok e nesse terceiro Lara Jean tem que escolher para qual faculdade vai e se vai ficar longe ou perto do Peter. Achei a conclusão justa.

Barb And Star go to Vista Del Mar - comédia escrachada sobre duas mulheres, uma viúva e outra divorciada que vão passar férias em Vista Del Mar e se envolvem com um espião que trabalha para uma mulher que quer acabar com a cidade. Tem Mr. Grey (Jamie Dornan) num numero musical ridículo e hilário. Tem a melhor cena inicial de um filme que vi esse ano. E tem Guilty da Barbra Streisand com Barry Gibb.

I Care A Lot - Marla, a ótima Rosamund Pike, é uma espécie de cuidadora de idosos indicada pelo Estado. Acontece que ela tem um esquema com médicos e donos de asilos que indicam os idosos para ela. Marla vai no juiz e diz que os velhinhos não tem ninguém para cuidar deles, e ao ser indicada responsável ela também tem direito as posses e dinheiro dos idosos. Um dia Marla pega uma velhinha achando que acertou na loto mas ela mexeu com a idosa errada. Um filme que dá muita raiva da Marla porque ela consegue ser escrota com os velhinhos dentro dos limites da lei. Netflix.

Josée - filme coreano de 2020 baseado num filme japonês de 2003. É sobre um rapaz, estudante na universidade, que vê uma garota paraplégica caída no chão e a ajuda. Em troca da ajuda ela o alimenta. Ele volta algumas vezes para ajudá-la (e comer) porque ela mora com a vó que junta papelão e outras quinquilharias para vender. Eles se apaixonam mas é uma relação com muitas barreiras. Josée (a garota) tem uma imaginação fértil, ela passou a vida com os livros que a avó trazia da rua, e gosta de contar histórias. É um filme melancólico, música triste, mas a fotografia é muito bonita. As legendas que peguei não eram boas, faltou em muitos diálogos mas gostei do filme mesmo assim. 

Depois assisti o filme japonês que deu origem a esse coreano. É mais alegre, mais claro, mas também é mais misógino e a coitada da Josée tem que andar num carrinho de bebê. O filme coreano é muito melhor.

19.2.21

Novelas Coreanas

Fiquei sabendo da existência dos K-Dramas através de um livro que li esse ano onde a protagonista era fã desse tipo de programa. Fui atrás de saber o que era K-Drama (que aqui no Brasil chamam de Dorama) e descobri que é novela coreana e que a Netflix tem uma grande oferta, grande mesmo, são muitas novelas coreanas.

Como sou noveleira decidi escolher uma no uni duni tê para ver como era. 

A primeira que assisti foi uma chamada One Spring Night (Uma Noite de Primavera) que conta a história de Ji-Min e Ji Ho. Ji Min é uma moça de 30 anos que está num relacionamento há 4 anos, o namorado até pensa em casamento mas ela quer acabar. Um dia ela bebe com sua BFF e no dia seguinte ela vai na farmácia atrás de remédio para ressaca. O farmacêutico é o Ji Ho e rola um clima entre os dois. Ji-Min esqueceu a carteira e diz que vai transferir o dinheiro para o farmacêutico mas ele nunca dá a conta, o que faz ela voltar na farmácia e os dois conversam mais. Tem uma trama com a irmã mais nova dela que voltou de viagem mas os pais não sabem, tem a irmã mais velha que está num relacionamento abusivo e tem o pai dela que quer que ela case de qualquer jeito. Essa novela mostra o machismo coreano e como as mulheres são colocadas nessa posição de tem que casar e ter filhos. Quando a Ji-Min dá um fora no namorado (ela tenta várias vezes) ele recusa e diz que não vai deixá-la se envolver com um homem que tem um filho. Sim, Ji Ho tem um filho, é pai solteiro, e parece que isso na Coréia do Sul é um problema para arranjar esposa.

Com essa primeira novela descobri que todos os K-Dramas ficam entre novela e série: tem 16 episódios, cada um muito longo com mais de uma hora. As coisas acontecem lentamente mas isso é em toda novela. A novela inteira tinha duas músicas que ficavam repetindo o tempo todo e no fim tem cenas do próximo capítulo (igual novela brasileira). Os coreanos bebem um bocado e tem DRs ajoelhados no chão. 

Essa primeira novela não curti muito, tanto que vi até o episódio 11 e pulei pro 16 porque não aguentava mais as músicas (em inglês). O casal só deu as mãos no episódio 10, o beijo foi no 11. Aliás, todas essas novelas tem um foco nas mãos.

Ainda assim resolvi ver outra para avaliar melhor e escolhi Something In The Rain. Essa é quase uma novela do Manoel Carlos em Seul. Tinha até uma música que parecia bossa nova. Essa novela conta o relacionamento da Jin-Ah e o Joon Hi (que é o mesmo ator que fez o Ji-Ho, o Jung Hae-In, um fofo). Jin-Ah e Joon Hi se conhecem desde sempre porque ele é amigo do irmão mais novo dela e a irmã dele é a BFF dela. A Jin-Ah leva um fora do namorado e encontra o Joon Hi que está voltando de uma temporada nos EUA. Eles trabalham no mesmo prédio e começam a se encontrar no almoço. Ficam juntos mas é segredo porque ela acha que a amiga não vai gostar, ela é mais velha que ele (uns 7 anos) e a mãe dela está arranjando namorado para ela casar porque ela já tem 35 anos. Esse casal tem química e conseguem se resolver quase sempre. Tem toda uma subtrama de assédio na empresa da Jin-Ah onde ela é pivô e mostra o que acontece nas empresas coreanas.

Essa segunda novela assisti toda e gostei. A música era repetitiva mas achei tudo melhor, da trama as atuações. E nessa novela o casal segurou as mãos no episódio 3, beijou no episódio 4, transaram antes do 10 e teve shirtless do Joon Hi.

Aí arrisquei uma terceira novela chamada It's Okay Not To Be Okay. Essa tinha um DNA mexicano. Comecei a ver poque tinha uma animação muito lindinha no início e fiquei curiosa. É sobre uma escritora de livros infantis que é um pouco estranha (dura, fria, antipática), a Meon Young, e um rapaz, o Gang Tae, que trabalha num hospital psiquiátrico e tem um irmão autista. Os dois tem um passado em comum que envolve o assassinato da mãe dele. Gang Tae e seu irmão voltam para cidade onde a mãe morreu e ele passa a trabalhar no OK Hospital Psiquiátrico (melhor nome de hospital psiquiátrico) onde o pai da Meon Young está internado. Ela também volta para cidadezinha e toda a trama acontece por lá. Todo episódio dessa novela tem um título de conto de fadas com alguma referência. Os pacientes e o médico chefe do hospital são divertidos. O casal central é extremamente dramático, o coitado do Gang Tae sofre muito. Nessa novela quem desmaia é o mocinho. O plot twist é digno de qualquer novela mexicana ou venezuelana. 

As musicas dessa novela eram em coreano e não achei tão repetitivas. Assisti todos os episódios mas pulei toda a trama do editor da escritora. Nessa novela o casal beijou no episódio 7 mas ele desmaiou, e teve shirtless super digno do Gang Tae em mais de um episódio. A Seo Ye-Ji, atriz que faz a Meon Young, é bonita, na novela ela parece uma boneca.

Essa novela teve o melhor make over até agora, pena que foi só um episódio onde o Gang Tae se arruma para tirar uma foto em família. Foi só ele pentear a franja do cabelo cuia para trás que ficou outra pessoa. 

Já que entrei no vórtex das novelas coreanas assisti Start Up, que a Netflix colocou nos meus destaques por mais de uma semana. Eu adorei essa novela coreana, achei fofa e divertida. Até falava com a TV quando ficava indignada com os personagens. Essa novela conta a história do triangulo amoroso entre: Dal Mi, Do San e o Ji Pyung (que chamarei de Mr. Han). É um Cyrano de Bergerac moderninho. Os pais da Dal Mi se separaram quando ela tinha uns 12 anos e ela escolheu ficar com o pai, a mãe e a irmã foram embora. A Vó da Dal Mi acolheu o Mr. Han quando ele era jovem porque ele era orfão recém saído do orfanato e parece que na Coreia 18 e 19 anos é um limbo onde a pessoa nem é adulta nem é adolescente e não consegue abrir conta no banco. Anyway, a Vó (melhor pessoa) pede a ele para escrever umas cartas para a netinha dela que não tem amigos. Ele aceita mas quer usar outro nome e vê uma foto do Do San criança no jornal (campeão de olimpíada de matemática) e usa esse nome. Mr. Han e Dal Mi se correspondem por um tempo até o pai dela morrer num acidente e Mr. Han ir embora da loja da Vó dela. Dal Mi nunca soube que a Vó acolheu Mr. Han na lojinha.

15 anos depois....Dal Mi quer provar para irmã empresária que ela não é loser e vai atrás do Do San, que ela não sabe ser "inventado" pela Vó. A Vó pede para o Mr. Han dar um jeito e ele consegue encontrar o Do San adulto que está tentando financiamento para sua empresa. E o que o Mr. Han faz da vida? É investidor. Mr. Han não quer investir na empresa do Do San mas oferece dinheiro para ele encontrar a Dal Mi, e conta o babado das cartas. Do San rejeita o dinheiro mas vai mesmo assim e love at first sight.

O resto da novela é bem divertido com uma competição entre empresas, a irmã da Dal Mi resolve competir, a Dal Mi fica entre o Do San e o Mr. Han sem saber da mentira que eles armaram. Me lembrou uma novela das 7 da Globo.

A Start Up tem umas cenas pós-créditos bacanas, que ou mostram uma coisa extra ou uma cena de outro jeito. O ator que faz o Do San, Nam Joo-Hyuk, tem uns momentos que parece modelo, a medida que ele vai ganhando dinheiro na trama as roupas ficam chiques e ele faz pose mesmo. É outro que fez o make over de tirar o cabelo da testa.

Tenho certeza que perco alguma coisa na tradução das legendas (vejo com as legendas em inglês) que deixam os diálogos mais engraçados e curiosos. 

E também fiquei pensando em como seria um coreano vendo uma novela brasileira.

Não sei se verei uma quinta novela coreana, mas variedade não falta.

15.2.21

Analisando a música: Stand By Me (Oasis)

Essa semana assisti o terceiro filme da série teen Para Todos os Garotos, é ok, mas o primeiro continua sendo o melhor. Nesse terceiro filme a Lara Jean e o Peter Kavinsky estão tentando achar uma música para o casal e em um momento ele diz que compartilhou com ela um album no Spotify de uma banda chamada Oasis.

Fiquei velha escrevendo essa frase: compartilhou um album no spotify. Ainda sou da época das mix tapes (e mix CDs).

Lara Jean decide escutar o disco que é o (What's the story) Morning Glory?, de 1995. Ela escuta Don't Look Back In Anger, mas se eu fosse escolher uma música desse disco para ser de casal seria Champagne Supernova (pela melodia) ou o mega hit Wonderwall (pela letra e por aquele violoncelo com bateria). Esse é o disco mais conhecido da banda, e é ótimo. Além dessas que mencionei, tem Morning Glory, Cast No Shadow e Some Might Say.

Que bom que os jovens vão conhecer o Oasis, essa banda de Manchester formada, em 1991 que tem irmãos Noel e Liam Gallagher. Os irmãos são conhecidos por fazer confusão e brigar muito entre si mas nem vou falar disso porque sou filha única e as vezes não entendo essas relações fraternais.

Bem no meio da onda grunge que vinha de Seattle, o Oasis conseguiu fazer seu rock melódico se destacar. Gosto muito dessa banda, ocupava um espaço grande no meu iPod (quando ainda se usava um) e tenho uma música deles em todas as playlists de corrida. 

(What's the story) Morning Glory? é o segundo disco da banda. O primeiro é Definitely Maybe de 1994, o terceiro é Be Here Now de 1997, depois veio Standing on The Shoulder Of Giants (2000), Heathen Chemistry (2002), Don't Believe The Truth (2005) e Dig Out Your Soul (2008). A banda acabou em 2009.

Entendo a escolha de Don't Look Back In Anger para tocar no filme, é o segundo maior hit da banda até hoje e tem a ver com o momento do filme. Essa música tem uma frase final ótima (At least not today) e tem uma guitarra que conversa com a letra que o Noel Gallagher está cantando. Aí eu pensei em outra música que tem essa mesma característica e que gosto um pouco mais.

E assim vou analisar o que diz Stand By Me, do Be Here Now, disco que tem uma capa cheia de referências aos Beatles (banda da cidade vizinha, Liverpool).


Stand By Me já começa com um riff de guitarra maravilhoso. E essa guitarra segue conversando com a melodia e letra, um beijo para o Noel Gallagher. Coloca uns fones de ouvido para escutar com mais detalhes, tem outros elementos e tudo combina. O Liam Gallagher tem uma voz boa, mais para o grave, com aquele arranhado rock n' roll. Ele canta sempre levantando a cabeça, com o microfone mais alto.

Isso da guitarra conversar com o que está sendo cantado me lembra o clássico Sultans of Swing do Dire Straits. Nessa música o Mark Knopfler canta o que acontece com os Sultans of Swing, mas quem conta mesmo a história é a guitarra.

Made a meal and threw it up on Sunday
I've got a lot of things to learn
Said I would and I'll be leaving one day
Before my heart stars to burn.

Depois de uma introdução com um solo da guitarra, a música já vem com um "Fiz comida e vomitei no domingo." PAH! ou melhor, ECA. Nada pior do que comer e chamar o Raul, não foi um bom domingo. (Noel Gallagher disse que compôs essa música depois de passar mal com uma comida que ele fez. Exemplos da vida real.) 

Aí ele diz que tem muitas coisas a aprender. Sim. Uma delas é cozinhar.

E já avisa que um dia vai embora, antes que seu coração comece a queimar. Que pode ser uma etapa antes do coração partir (heartbreak). Talvez ele acha melhor ir embora antes de sofrer mais. Filosofei. 

Heartburn também é azia, melhor parar de comer se sentir a azia chegando. Mas não acho que essa é uma música sobre gastrite.

Notem que a guitarra só aparece depois que ele fala "my heart starts to burn".

So what's the matter with you?
Sing me something new
Don't you know 
The cold and wind and rain don't know
They only seem to come and go away

"E aí, o que está acontecendo com você?" Porque ele já contou que o domingo dele não foi nada bom. E pede para cantar (contar) uma coisa nova. E vem com "Você não sabe? O frio, o vento e a chuva também não sabem, eles só vem e vão."

Quem sabe de tudo é o SOL. Coisa que, pelo jeito, falta nessa parte da Inglaterra já que até os Beatles comemoram quando Here Comes The Sun.

Times are hard when things have got no meaning
I've found a key upon the floor
Maybe you and I will not believe in
The things we find behind the door

"Os tempos são difíceis quando nada faz sentido.". Fato. Mas ele achou uma chave no chão e temos uma porta. O que tem atrás da porta?

(quando ele fala floor a guitarra dá uma animada)

De um início desanimado para uma ponta de esperança. "Talvez não acreditaremos no que tem atrás da porta". Só vai saber se abrir. Momento Schrodinger da música.

So what's the matter with you?
Sing me something new
Don't you know the cold and wind and rain don't know
They only seem to come and go away

E aí, qual o seu problema? Me canta algo novo enquanto o vento, a chuva e o frio vão e vem. 
Talvez ele seja uma pessoa entediada procurando novidades, precisa de algo para mudar esse ritmo constante da chuva do vento e do frio.

Stand by me, nobody knows the way it's gonna be
Stand by me, nobody knows
Yeah, nobody knows the way it's gonna be

E temos o refrão: Fica comigo, ninguém sabe como vai ser. Ninguém mesmo.

If you're leaving will you take me with you
I'm tired of talking on my phone
There is one thing I can never give you
My heart will never be your home

Se você estiver indo embora, me leva? Acho fofa essa parte. 
"Estou cansado de falar ao telefone.". Frase que denuncia a idade da música. Então eles estão só se falando ao telefone e ele quer se encontrar, quer ficar junto.
MAS ele avisa que tem uma coisa que ele nunca vai poder dar: "Meu coração nunca será sua casa." (e a guitarra confirma)

Ele está com medo de ter o coração partido, afinal já disse que ia embora antes do coração queimar.

So what's the matter with you?
Sing me something new
Don't you know the cold and wind and rain don't know
They only seem to come and go away

Então, meu coração nunca vai ser sua casa, mas me conta o que está acontecendo com você? Me canta uma coisa nova, chega desse vai e vem da chuva, do vento e do frio. 

Stand by me, nobody knows the way it's gonna be
Stand by me, nobody knows
Yeah, nobody knows the way it's gonna be

Temos um narrador que quer ficar junto e se previnir de um coração partido quando ele mesmo diz que ninguém sabe como vai ser.

The way it's gonna be
Maybe I can see, yeah
Don't you know the cold and wind and rain don't know
They only seem to come and go away

Aqui ele já mudou um pouco e diz que talvez possa ver sim. E pode ser simples como o vai e vem da chuva, do vento e do frio que não precisam saber de nada. (o riff da guitarra nessa parte tem sentimento)

Stand by me, nobody knows the way it's gonna be
Stand by me, nobody knows
Yeah, God only knows, the way it's gonna be

Fica comigo, ninguém sabe como vai ser. Mas no fim só deus sabe como vai ser. Ou nem ele.

A guitarra só para quando ele para de cantar e tem aquele finalzinho esticado pé no pedal.


O video é bem anos 1990 com uma historinha de um motoqueiro desgovernado pela cidade e duas mulheres discutindo.





31.1.21

+Filmes e Séries

Promising Young Woman - Filme sobre uma mulher que se finge de bebada nas baladas para ver o que os caras fazem com ela. Se eles se comportarem, tudo bem, se não ela aponta onde está o erro. Na faculdade de medicina a amiga dela foi estuprada por um colega na frente de outros colegas. As duas abandonaram a faculdade, a amiga pelo trauma e ela para cuidar da amiga. Um dia um colega da faculdade aparece e conta o que aconteceu com os outros, então Cassie planeja sua vingança. Esse filme é muito bom, passa por vários gêneros, da comédia romântica ao suspense. Não tem violência até onde se torna necessário mostrá-la. Carey Mulligan está ótima. O título desse filme em português é Bela Vingança que, além de ridículo, é condescendente.

One Night In Miami - filme dirigido pela Regina King que conta uma versão fictícia para um encontro que aconteceu de verdade entre Malcom X, Sam Cooke, Jim Brown e Cassius Clay (aka Muhammed Ali). Eles conversam sobre a vida, o universo, racismo e tudo mais e seus pontos de vista sobre o papel dos negros na sociedade americana. (está na Prime Video)

The White Tiger - filme sobre um rapaz, Balram, que cresce numa vila pobre na Índia e vê uma oportunidade de sair da miséria quando abre uma vaga de motorista na casa dos ricos (que exploram as pessoas da vila dele). Balram passa a ser o motorista de Ashok e sua esposa Pinky (que é americana). Acontece um acidente que vai mudar a percepção do Balram sobre a sua posição na sociedade indiana. Esse filme é muito bom. Netflix.

The Dig - Uma viúva aristocrata contrata um arqueólogo autodidata para escavar uns montes em seu terreno. Ela acredita que devem ser montes funerários de séculos passados. A escavação começa e eles encontram um tesouro que atrai o interesse do British Museum. Tudo isso em 1939, na beira da guerra. É baseado numa história real. 

Tune In For Love - filme coreano sobre os encontros e desencontros de um casal durante 10 anos (1995 a 2005). Achei esse filme fofo. Netflix.

The Personal History of David Copperfield - filme baseado no livro de Charles Dickens, que também é meio que uma história autobiográfica do autor. Esse filme é colorido, divertido, engraçado  mas um pouco teatral. Dev Patel é o David Copperfield e é ótimo.


The Serpent - série sobre o golpista/assassino/psicopata Charles Sobhraj que nos anos 1970 drogava turistas para roubar. No início ele os drogava para passarem mal e ele aproveitava para tirar passaporte e traveller's checks (quem lembra?). Depois ele passou a assassinar os turistas. Um funcionário da embaixada holandesa para investigá-lo depois que um casal de holandeses some e depois aparecem mortos. A série poderia ter uns dois episódios a menos mas é muito bem feita. A incompetência da polícia, a falta de comunicação entre autoridades e a própria época favoreceram as ações desse criminoso.

It's a Sin - série sobre um grupo de amigos em Londres durante os anos 1980 e o aumento dos casos de AIDS no Reino Unido. A trilha sonora é muito boa.

12.1.21

+ Séries e Filmes

Séries

Cobra Kai 3 -  no primeiro dia do ano a Netflix já nos deu a terceira temporada dessa série que segue os acontecimentos dos filmes do Karate Kid dos anos 1980. Depois da briga na escola no fim da segunda temporada, Daniel-san e Johnny ainda tem conflitos mas eles tem um vilão em comum que é o Kreese. E Daniel-san vai até o Japão. Cobra Kai já é uma série nostálgica mas nessa terceira temporada foram fundo e quase chorei na parte do Japão. Essa é uma série que soube atualizar muito bem tudo dos anos 80, personagens e tramas.

Bridgerton - Gossip Girl com Jane Austen com 50 tons de cinza. Essa série conta história da familia dos Brigertons: mãe viúva e 8 filhos com nomes em  que começam com letras ordem alfabética. A primeira temporada foca em Daphne, a quarta filha, mas filha mais velha, em sua temporada de procura marido. Tudo isso é narrado e acompanhado pela fofoqueira misteriosa Lady Whistledown que escreve uma espécie de coluna que todos acompanham. Daphne se junta com o Duque hot hot hot, amigo do irmão dela, para que ele deixe de ser importunado pela mães e ela se torne mais desejável. É divertida, os personagens periféricos são bons e é bem feita. Netflix.


Filmes

Soul - Desenho animado da Pixar sobre um pianista de jazz, que também é professor, que no dia que ele consegue um trabalho tocando, ele morre. No mundo das almas ele conhece a alma 22, que nunca quis virar gente, e os dois acabam na terra. O mundo das almas tem muita coisa interessante, como a parte das pessoas que na terra entram numa espécie de transe quando fazem algo que gostam, mas se exageram podem entrar num buraco sem fim. É divertido. Disney+

Sylvie's Love - Um filme sobre a história de amor de Sylvie, uma garota que está noiva e quer trabalhar na produção de programas de TV, e Robert, um saxofonista de jazz com muito talento. Sylvie e Robert se conhecem quando ele vai trabalhar na loja de discos do pai dela e os dois vivem um romance até Robert ter que ir para Paris com seu quarteto. A história passa nos anos 1960 e parece que foi feito na época. Esse filme é muito bom e o que tem de interessante é que os conflitos são resolvidos de maneiras sensatas, sem grandes dramas. Amazon Prime.

WW84 - Achei o segundo filme da Mulher Maravilha divertido, mas o primeiro é muito melhor. Aliás, o trailer desse filme é melhor que o filme, e foi o melhor trailer de 2020 levado nas batidas de Blue Monday do New Order. Gostei da estética anos 1980 (apesar de faltar música da época, nem Blue Monday teve) e o tema do desejo é bom. Tem cenas de ação boas. 

Another Round - Mad Mikkelsen faz um professor entediado, desinteressado e numa depressão. Num jantar seu amigo diz que o corpo humano é deficiente de alcool e que se beber um X para suprir essa deficiência a pessoa fica mais solta. Os 4 amigos decidem fazer um experimento que é mais uma desculpa para beber no trabalho. No início tudo da certo, Mads fica mais solto, dá aulas melhores mas aí decidem aumentar a dose. Os últimos 10 minutos desse filme são ótimos!

Nomadland - Chloe Zhao gosta de fazer seus filmes mezzo ficção mezzo documentário. Em Nomadland ela pegou como base o livro da jornalista Jessica Bruder sobre pessoas idosas que moram em trailers e vans e fazem trabalhos sazonais pelos EUA. Essas pessoas escolhem esse modo de vida por vários motivos mas principalmente porque o dinheiro da aposentadoria não dá para muito. Frances McDormand faz a Fern, uma senhora de 62, que vive essa vida nomade e o filme mostra a vida dela (e de outras pessoas que realmente vivem desse jeito). A fotografia é linda, a trilha sonora idem. Tinha tudo para eu tirar uma soneca mas fiquei acordada o tempo todo.

Pieces of Woman - Um casal escolhe ter o parto em casa mas dá errado e a bebê morre. Os 30 minutos inicias desse filme é o parto, e é um sofrimento. Depois o filme toma seu tempo em mostrar como Martha passa pelo luto de sua bebê ao mesmo tempo que tem que aguentar um parceiro que não respeita o tempo de luto, uma mãe que quer processar a parteira e pessoas que insistem em dar sua opinião. Na Netflix.

Minari - uma família de coreanos se muda para o meio do nada do Arkansas porque o pai quer ser fazendeiro. Eles chegam no terreno que tem uma casa/trailer e a mãe já quer ir embora. Eles tem dois filhos, Anne e David. David tem alguma doença cardíaca que ninguém deixa o menino correr e a mãe sempre preocupada, ainda mais porque o hospital mais perto fica uma hora de carro. A avó vai morar com eles, o pai tenta fazer alguma coisa crescer na terra, a mãe trabalha num aviário (o pai também) e as crianças tentam se adaptar. Não acontece muita coisa mas acontece muita coisa, porque lar nem sempre é onde você está mas sim com quem você está.

2.1.21

Oi 2021, please be kind.

O último Analisando a música de 2020 foi Watermelon Sugar do Harry Styles. 

Aí no primeiro dia do ano Harry Styles vai e joga na internet esse video maravilhoso de Treat People With Kindness.

Passei o primeiro dia do ano presa nele. Já quero aprender essa coreografia.

Começando 2021 dançando.



31.12.20

Momento TOC livros (14) parte 3

 Aconteceu. Tripliquei a meta. Cheguei a mais de 60 livros em 2020. 62 para ser exata. (e não contei os 2 que reli)

Acho que foi a falta de viagens porque continuei vendo filmes e séries, então não posso culpar Netflix e Amazon Prime. O kindle novo ajudou já que tem luz e a tela é um pouco maior.

Dos 63 livros li:

- 42 de mulheres escritoras e 21 de homens. Girl power.

- 37 livros em inglês e 26 em português.

- nacionalidade dos autores: 20 americanos, 14 brasileiros, 9 britânicos, 3 franceses, 2 irlandesas, 1 coreana, 1 japonesa, 1 italiano, 1 australiano, 1 neo zelandês, 1 sueca, 1 alemã, 1 polonesa, 1 argentina, 1 vietnamita. (li mais de um livro de alguns autores)

Acho que para o ano que vem vou colocar a meta de 30 livros, assim tento manter acima dos 20 mas menos que 60. Vamos ver o que acontece em 2021.

Parte 1 (1 ao 20)

Parte 2 (21 ao 40)

Vamos a parte 3.

- The Switch - Beth O'Leary - tinha lido o Flat Share da mesma autora e achei divertido então peguei esse para ler. É sobre uma mulher que está esgotada de tanto trabalhar e sua chefe lhe dá 8 semanas de férias (que ela tinha acumulado). Ela decide trocar de lugar com sua avó que ficou viúva e quer conhecer gente nova. Então Leena vai para uma cidade pequena do interior e sua avó, Ellen, vai para Londres. É divertido e a narração dos capítulos é alternada entre as duas. Igual Flat Share deve virar uma comédia romântica no cinema. (Em português saiu como A Troca)

- Querida Konbini - Sayaka Murata - Keiko é uma mulher de 36 anos, solteira, que trabalha numa konbini, que é uma loja de conveniências japonesa, há 18 anos. Geralmente são jovens universitários, ou mulheres casadas que precisam de renda extra, que trabalham nessas lojas. Keiko gosta de sua rotina, para ela é confortável. Sua família a acha estranha e ela também não entende algumas regras da sociedade (ela acha que as pessoas vem com um manual e esqueceram o dela). Um livro sobre ser diferente numa sociedade que espera sempre a mesma coisa. 

- What Alice Forgot - Liane Moriarty - um dia Alice cai da bicicleta de spinning e quando acorda não consegue lembrar dos últimos 10 anos de sua vida. Primeiro ela se olha no espelho e toma um susto porque está mais velha. Depois não lembra dos filhos porque há 10 anos ela ainda estava grávida do primeiro, não sabe porque está se divorciando do marido que tanto ama, não entende porque se afastou de sua irmã querida e vai tentar descobrir o que aconteceu. (Em português é O Que Alice Esqueceu)

- Toureando o Diabo - Clara Averbuck - em 2014 participei do financiamento coletivo desse livro, mas a autora se enrolou e só recebi esse ano. Já tinha até esquecido. São devaneios de uma escritora, Camila, que não está conseguindo terminar seu livro e conta suas histórias com os homens. As ilustrações são muito boas. 

- Bom Dia Veronica - Raphael Montes e Ilana Casoy - livro que virou série da Netflix, é sobre a escrivã da polícia Verônica que decide investigar dois casos por conta própria: o de uma mulher que foi enganada na internet e se matou, e o marido da Janete que é um serial killer. Crimes pesados, violência, e uma história boa.

- Luster - Raven Leilani - um livro sobre uma moça de 23 anos que começa um caso com um cara casado mas que a esposa sabe e concorda. A esposa apenas tem algumas regras sendo uma delas que a moça nunca vá na casa do casal. Só que um dia o cara leva a moça para casa e depois disso meio que some. A moça vai na casa do casal e conhece a esposa pessoalmente. Quando a moça perde o emprego a esposa a leva para morar com eles. A moça, que é negra, acaba sendo uma espécie de mentora da filha (negra) adotada do casal. Entre esses acontecimentos a moça conta de seus pais (mãe viciada e pai pastor). 

- Suíte Tóquio - Giovana Madalosso - esse ano já tinha lido outro livro da Giovana, o Tudo Pode Ser Roubado, e como gostei comprei esse. Suíte Tóquio é sobre uma patroa e a babá de sua filha. O livro começa com a babá dizendo que está roubando a criança e a leva até a rodoviária para pegar um ônibus. É sobre essa duas mulheres e o relacionamento entre elas (e com algumas outras pessoas). Gostei muito desse livro.

- Smoke Gets In Your Eyes - Caitlin Doughty - Um livro sobre a morte e como nós não estamos preparados para lidar com ela, mas deveríamos estar. Caitlin foi trabalhar numa funerária e era responsável pelo forno de cremação. Ao longo dos capítulos ela conta a relação dela, dos familiares dos mortos, de seus colegas e da sua família com a morte. Ela também fala da indústria da morte (nos EUA onde o processo de enterro é diferente daqui). Esse livro é muito bom. (Em português: Confissões do Crematório)

- The Dutch House - Ann Patchett - sobre dois irmãos, Danny e Maeve, que o pai comprou essa casa faraônica para a mãe (e a família). A mãe odiava a casa e abandonou marido e filhos para ser voluntária na India. O pai se casa uma segunda vez com uma mulher que ama a casa acima de tudo. Quando o pai morre a madrasta coloca Danny para fora de casa (a Maeve já tinha saído, feito faculdade e trabalhava). Danny e Maeve mantém uma relação estranha com a casa, eles não conseguem se livrar do sentimento de abandono. Confesso que esperava outra coisa desse livro mas gostei mesmo assim. (Em português: A Casa Holandesa)

- Swing Time - Zadie Smith - duas amigas de infância que são unidas pela dança, acontece que uma tem talento e a outra não. Uma consegue uma carreira na dança (mesmo que breve) e a outra vai trabalhar de assistente de uma estrela pop que ela admirava quando criança. As duas que vieram de backgrounds semelhantes seguem por caminhos completamente diferentes. (Em português: Ritmo Louco)

- A Rainha do Ignoto - Emilia de Freitas - Livro de 1899 da cearense Emilioa de Freitas e considerado o primeiro livro de fantasia de uma escritora nacional. Edmundo chega a pequena vila de Passagem de Pedra e na sua primeira noite ele vê uma mulher tocando harpa e cantando num barco descendo o Rio Jaguaribe. Ele fica curioso e passa a investigar quem é essa mulher misteriosa. Os personagens da vila são interessantes e a Rainha do Ignoto também. Eu diria que é mais um livro feminista do que de fantasia. 

- The Silence - Don DeLillo - Quatro pessoas em um apartamento no thanksgiving quando acontece um apagão e todos ficam sem internet. Poderia ser interessante mas é uma bosta. Pronto, falei. Ainda bem que foi um livro curto.

- As Benevolentes - Jonathan Littel - Um livro sobre a Segunda Guerra no ponto de vista de um oficial nazista, Max Aue. São quase 900 páginas sobre a guerra e a vida do Max. Ele era um burocrata do partido nazista e acompanhava as atividades no front. Max era filho de um alemão com uma francesa e no início do livro já sabemos que ele sobreviveu a guerra conseguiu fugir da prisão se passando por francês. Daí ele conta tudo nos mínimos detalhes até chegar no fim, que é quando entendemos o título do livro. Tem muitas partes ótimas, tem algumas partes que achei informação demais e o finalzinho foi um pouco novelesco mas valeu a leitura.

- Daytripper - Fabio Moon e Gabriel Sá - HQ que conta a história do Brás, um escritor que trabalha escrevendo os obituários do jornal. Cada capítulo do livro é um dia importante na vida dele em idades diferentes mas que sempre acabam com ele morrendo. É sobre a vida, o universo e tudo mais.

- Such a Fun Age - Kiley Reid - Emira está numa festa e é chamada para trabalhar. Ela é babá e como precisa do dinheiro ela vai. Alix, sua patroa, fala para ela levar a filha no mercado da esquina para destrair. No mercado (num bairro rico e branco) uma senhora chama o segurança porque acha que Emira está roubando a criança. Emira discute com o segurança tem que ligar para o pai da menina para ir até o mercado. Tudo isso é filmado por um rapaz que diz que Emira porde processar todo mundo, mas ela quer deixar quieto e pede para ele apagar. Alix se sente culpada e tenta fazer de tudo (e até demais) para Emira. Tem um plot twist bom. (Em português: Na Corda Bamba)

- Girl, Woman, Other - Bernardine Evaristo - um livro excelente sobre 12 mulheres na Inglaterra (especialmente em Londres). São mulheres de diferentes idades que de alguma forma estão interligadas. Cada capítulo tem 3 sub-capítulos, uma mãe, uma filha, e uma outra que está relacionada com as duas. (Em português: Garota, Mulher, Outra)

- A Tiny Bit Marvelous - Dawn French - sobre uma familia em que cada capítulo é um membro narrando. A mãe de quase 50 anos, a filha de 17 quase 18 e o filho de 16. O pai tem um capítulo e é suficiente. O menino acha que é o Oscar Wilde e narra como tal. A avó, que é a melhor pessoa, não tem capítulo narrando, mas deveria. Achei só ok. A filha adolescente me irritou um pouco. (Em português: A Maravilha das Pequenas Coisas)

- Mundo Mulher - Aminder Dhaliwal- HQ sobre um mundo só de mulheres. Um defeito genético começa eliminar os homens e só meninas nascem. Depois de algumas catastrofes naturais e guerras as mulheres tem que se reorganizar. Elas até desenvolvem uma tecnologia onde mulheres podem engravidar via células tronco, mas ainda tem esperma congelado, elas que escolhem como querem. A avó que se lembra do mundo com homens é a melhor personagem. Tem coisas engraçadas mas algumas se perderam na tradução.

- Flowers for Algernon - Daniel Keyes - livro de 1959 que conta a história de Charlie, um homem de 32 anos e QI quase do mesmo número. Ele é escolhido para um experimento que vai deixá-lo inteligente. O livro é escrito em forma de diário, ou relatórios de progresso. No início a escrita dele é infantil, simples e a ortografia toda errada, mas a medida que o experimento funciona além de escrever melhor, o Charlie descobre que inteligência só traz mais problemas. Livro bom (mas em algumas partes tem que levar em conta o ano que foi publicado). (Em português: Flores para Algernon)

- Shuggie Bain - Douglas Stuart - O vencedor do Booker de 2020. É sobre Shuggie e sua família, especialmente sua mãe Agnes. Shuggie é o filho mais novo e o que acompanha e depois cuida da mãe. Acontece que Agnes é alcoolatra e isso causa muitos problemas na família de Glasgow. Ela é abandonada pelo segundo marido, a filha mais velha vai embora para Africa do Sul e resta a Shuggie cuidar da mãe quando deveria ser ao contrário. No início do livro sabemos que, aos 16 anos, Shuggie está morando só, num quarto alugado, trabalhando e tentando terminar a escola. Como ele chegou lá é o que conta o livro. A crueldade da pobreza e o limite do amor. Uma história muito triste, mas muito bem contada.

- Just Like You - Nick Hornby - livro sobre Lucy e Joseph. Ela tem 42 anos, dois filhos, divorciada e é professora. Ele é um jovem negro de 22 anos que trabalha no açougue local, trabalha num cento comunitário de atividades e quer ser DJ. Os dois começam um relacionamento e mesmo com as diferenças de classe e culturais eles funcionam como um casal. Mas a sociedade ainda tem seus tabus. Gostei desse livro porque os conflitos se resolvem sem muito drama as pessoas são adultas de fato. E ainda tudo se passa em meio a votação do Brexit que funciona como uma metáfora ao relacionamento dos dois.

UPDATE: terminei o livro 63 do ano no fim da tarde do dia 31/12.

- The Invisible Life Of Addie LaRue - V.E. Schwab - Em 1714 Addie está com 23 anos e prestes a casar com um viúvo que tem três filhos, mas ela quer sair do seu vilarejo na França, quer ver o mundo, quer viver. Ela foge para a floresta e faz um negócio com o deus da escuridão. Ele dá a ela a liberdade que ela quer mas ela não será lembrada por ninguém. Os anos passam em em 2014 ela está em NYC, entra numa livraria e pega um livro. O rapaz da livraria corre atrás dela mas a deixa levar o livro. Quando ela volta na livraria para trocar o livro o rapaz, Henry, lembra dela. Trezentos anos depois alguém lembrou dela. Gostei de todas as partes do livro que passam em NYC e a história do Henry, mas as partes do passado da Addie acho que poderiam ser melhores e as negociações dela com a escuridão também. Pra mim a história só ficou boa depois que ela conhece o Henry (lá pela página 100). 



Outros Momentos TOC Livros: (1)(2), (3)(4), (5)(6), (7), (8), (9), (10), (11)(12)(13)

26.12.20

Analisando a música: Watermelon Sugar (Harry Styles)

No início do ano vi que o Harry Styles tinha lançado um disco novo em dezembro de 2019, vi o video de Watermelon Sugar em maio 2020, mas deixei para escutar melhor depois. E o depois foi agora em dezembro 2020. Um ano de atraso, mas tudo bem. Sei que Watermelon Sugar foi um hit do verão europeu mas nessa pandemia em casa muita coisa passou batido.

Sei pouco do passado do Harry Styles. Sei que ele foi participar do X Factor e acabou juntado com outros meninos para formar a boy band One Direction (em 2010? 2011?). Só conheço uma música da banda (e foi por causa de um meme na época) e sei que eles atraiam um bocado de gritaria.

Os anos passaram, a banda se separou e todos seguiram carreira solo (eu acho). Harry Styles lançou um disco em 2017 com o seu nome. Na época escutei esse disco, achei Sign of the Times boa, Kiwi tem uma vibe rock n' roll, dava para ver que as influencias dele iam ali na linha de Beatles, Pink Floyd, Fleetwood Mac, rock anos 1970/1980. Aliás, Harry Styles é BFF da Stevie Nicks. Tem uma versão dele cantando The Chain que é ótima.

Fine Line é o segundo album da carreira solo do Harry Styles. E veio cheio de influências musicais e literárias. 

Tem um video no youtube de um cara que analisou todas as referências literárias que influenciaram as músicas do Harry Styles (e vai de Shakespeare a Charles Bukowski)

Achei esse segundo disco melhor que o primeiro. É meio pop, meio rock, meio indie, meio folk, meio um pouco de tudo. Para lançar esse disco Harry Styles inventou uma ilha chamada Eroda que todo mundo queria saber onde era mas era só marketing para o video de Adore You (que passa numa ilha). E Eroda é Adore de trás para frente. 

Harry Styles, hoje com 26 anos, foi indicado a 3 Grammys em 2021: melhor clipe com Adore You (que e ótimo), melhor performance solo pop com Watermelon Sugar e melhor album pop com Fine Line.

O video de Golden também é ótimo (gosto de videos com pessoas correndo).

Harry Styles é cool. Harry Styles tem estilo (sim fiz esse trocadilho) e virou ícone da moda. Ele vai do camp ao andrógino num pulo, usa roupas coloridas, estampadas, misturadas, divertidas, tem tatuagens, unhas pintadas, usa anéis enormes, colar de pérolas e sustenta to-dos os looks. Esse ano apareceu na capa da vogue americana usando um vestido. Não foi o primeiro a usar um vestido, David Bowie e Kurt Cobain já fizeram isso, mas na era da internet o alcance e o impacto são maiores.


Harry Styles também é ator. Esteve em Dunkirk do Christopher Nolan e vai estar no segundo filme da Olivia Wilde (que dirigiu o divertido Booksmart). 

Watermelon Sugar é uma música divertida, curtinha, com duplo sentido (ou não), acho boa para encerrar o analisando a música de 2020 num tom mais animado.

Então vamos saber o que tem no açúcar da melancia do Harry Styles.

Tastes like strawberries
On a summer evening
And it sounds just like a song
I want more berries
And that summer feeling
It's so wonderful and warm

Começa só voz, guitarra e um teclado no fundo. Devagar.

Temos gosto de morango numa noite de verão que soa como uma música. Ele quer mais frutinhas vermelhas e aquela sensação maravilhosa e quentinha do verão. (Quentinha para ele que é inglês e o verão lá é 20 graus porque aqui é sensação derretendo do verão).

Harry Styles contou que compôs essa música enquanto fazia o tour do primeiro album (2017). Ele estava no estúdio com os caras da banda e tinha uma melodia para um refrão que era meio repetitiva. Aí ele viu o livro In Watermelon Sugar do Richard Brautigan (não li) na mesa, gostou e resolveu usar. Disse também que foi a música que ele demorou mais para terminar porque no início ele não gostou mas que vivia voltando e pronto, acabou nesse disco novo.

Ele diz que a música é sobre a euforia de quando você começa a ficar com uma pessoa e tem aquela animação (se é que vocês me entendem). 

Tem uma entrevista no youtube que o entrevistador fala: "Todo mundo sabe sobre o que é Watermelon Sugar, é sobre a alegria do prazer do sexo oral mútuo.". No que Harry Styles da uma risadinha e responde "Então é sobre isso? Eu não sei". Safadinho.


Breathe me in
Breathe me out
I don't know if I could ever go without
I'm just thinking out loud
I don't know if I could ever go without

Aqui entra uma batida eletrônica leve. Está animando.

Essa frase inicial bem parecida com uma parte da letra de Everlong da Foo Fighters que diz "Breathe out so I can breathe you in". As duas são igualmente boas mas a do Harry Styles é menos creepy. Ou não.

De todo jeito respira muito, consome a alma alheia. E ele acha que não consegue mais ficar sem. Sem o que Harry?

Watermelon sugar high

Aí vem a batida melhora, mais ritmo, vem a repetição. E ele não consegue mais ficar sem o barato do açúcar da melancia. Docinho. (estou tentando manter esse post apropriado para menores de idade) 

Strawberries on a summer evening
Baby, you're the end of June
I want your belly
And that summer feeling
Getting washed away in you

Aqui a batida já é a definitiva, animada, com um grave gostoso. Temos mais morangos numa noite de verão. E ele diz que "Baby, você é o fim de junho", que lá no hemisfério norte é o início do verão, aquele calorzinho bom começando. Se você for no Rio de Janeiro no fim de junho a temperatura é a mesma do verão inglês, uma delícia.

Ele quer a barriguinha, ou a pança, e quela sensação de verão sendo banhada em Baby. 

Breathe me in
Breathe me out
I don't know if I could ever go without

E vamos respirar. Para dentro, para fora. Ommmmm

Watermelon sugar high
I just want to taste it
Watermelon sugar high.

Ele só quer provar o docinho da melancia que dá barato. Acho justo! A Magali da Turma da Mônica sabe disso há anos.

Tastes like strawberries
On a summer evening
And it sounds just like a song
I want your belly
And that summer feeling
I don't know if I could ever go without

Aqui ele repete a primeira estrofe só na voz e guitarra. Morangos, verão, música, pança quentinha e ele não quer que acabe.

Watermelon sugar high

I just want to taste it
Watermelon sugar high.

Voltamos para a batida dançante com metais. Para dançar até o fim. Traz essa melancia que todo mundo quer provar esse docinho.

Termina com Watermelon Sugar! 


Vamos ao video que saiu no meio da quarentena e tem gente se encostando de todo jeito. Vem vacina!




Parece que Harry Styles tem uma fazenda de melancias, que foi onde pegaram as melancias para fazer o video. Precisamos apresentar Harry Styles para a Magali.

(curiosidade: uma vez, numa festa a fantasia, fui de Magali e levei um pedaço de melancia de verdade que não durou 5 minutos. Watermelon sugar high!)


UPDATE: no primeiro dia de 2021 Harry Styles lançou esse video maravilhoso da música Treat People With Kindness. Além de tudo que falei acima, Harry Styles também sabe dançar. Cool.

15.12.20

+ Series e Filmes

Filmes

Sound of Metal - filme sobre um baterista de um duo de heavy metal, o Ruben, que perde 80% da audição de um dia para o outro. Ruben não sabe o que fazer, vai num médico que diz qual a sua situação, que le pode fazer a operação do implante mas que até lá ele tem que aprender a ser surdo. O design de som desse filme é incrível e você fica surdo junto com o Ruben. O Riz Ahmed já merece indicação a todos os prêmios. Para ver com fones de ouvido. Na Amazon Prime.

Mank - filme sobre o Herma Mankiewicz, o co-roteirista de Cidadão Kane junto com Orson Wells. No filme o Mank escreveu sozinho e brigava muito com Orson Wells. É um filme muito bem feito, e feito para parecer filme dos anos 1930-1940, mas o personagem é um chato e não me importei com a história. Cidadão Kane é ótimo. Netflix.

TENET - filme do Christopher Nolan que resumidamente diria que é tipo Exterminador do Futuro tentando explicar a viagem no tempo e deixando tudo mais confuso. O Protagonista (não tem nome, mas é o filho do Denzel Washington) faz parte de um unidade especial que tem que parar um traficante de armas que quer explodir tudo. Tem um bocado de cena em reverso que deixa tudo mais bacana, tem o Robert Pattinson Vampirinho que é o herói do filme, e a elegante Elizabeth Debicki. É divertido, dá para entender como um todo mas se quiser entender os detalhes vai precisar de um video no youtube que explique. (e tem vários)

Uncle Frank - filme sobre um tio e uma sobrinha que tem que voltar para a cidade natal para o enterro do patriarca da família. Acontece que o tio é gay e nunca contou para ninguém na família e seu parceiro aparece na cidade. Roteiro e direção do Alan Ball de Six Feet Under. É um filme sobre família e é bom.

AmarElo - documentário sobre último disco do Emicida. Tem o processo dele fazendo as músicas e um show que ele fez no teatro municipal de São Paulo. Além disso tem a história do rap nacional que é diretamente ligado ao samba. Netflix

Wolfwalkers - desenho animado sobre uma menina que ser caçadora igual ao pai. Um dia quando o pai sai para caçar ela o segue e acaba mordida (acidentalmente) por um lobo que depois ela descobre ser uma menina. Wolfwalkers são meio lobo meio humanos. O desenho é lindo e fofo. Apple TV+

The Wolf Of Snow Hollow - assassinatos brutais de mulheres, na lua cheia, acontecem em uma cidade pequena e um policial tenta desvendar o mistério. É meio comédia, meio drama, meio horror. O policial é um alcoolatra com problema de raiva mas ele tem um instinto certo para coisas de crime. Seu pai é o sherife mas precisa se aposentar e os outros policias, menos uma, não querem se dedicar ao crime. 

How Can You Mend A Broken Heart - Documentário sobre a longa carreira dos irmãos Gibb, os Bee Gees. Eles tiveram hits nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990, a trilha de Embalos de Sábado a Noite foi um fenômeno (é uma das melhores trilhas ever) e eles compuseram mais de 1000 músicas (inclusive para cantoras como Barbra Streisand, Diana Ross e Celine Dion). Tem muita música deles por aí.


Séries

Virgin River - Novelão. No-ve-lão. Uma enfermeira vai morar numa cidadezinha e lá ela se envolve com os moradores locais, especialmente o dono bonitão do bar local. E claro que a enfermeira tem um passado cheio de babado. Para quem gosta de novela. Segunda temporada terminou com um cliffhanger que KD a terceira?? Na Netflix.

A Teacher - sobre uma professora de high school que tem um caso com seu aluno de 17 anos (ele faz 18 logo depois). Ela é casada e numa espécie de crise dos 30 anos ela vê no garoto um tempo perdido.

The Wilds - Um grupo de meninas vão parar numa ilha deserta depois de um acidente de avião. Acontece que não foi acidente e é tudo um experimento. As meninas achavam que estavam indo para um tipo de retiro feminista, inclusive os pais sabem que estão isoladas (porém monitoradas), mas como faz parte do "tratamento" eles deixam elas lá. Amazon Prime.

11.11.20

+Series e Filmes

Séries 

Bom Dia Veronica - série nacional adaptada do livro de mesmo nome do Rafael Montes e Ilana Casoy. É sobre uma escrivã da polícia, a Verônica, que começa investigar, por fora, um caso de mulheres enganadas pela internet e também o marido da Janete, uma dona de casa que liga na delegacia dizendo que seu marido é um assassino. A série tem diferenças para o livro mas a essência é a mesma. É muito boa e muito bem feita. Na NETFLIX.

The Queen's Gambit - série sobre a Beth Harmon que, quando sua mãe morre, vai para um orfanato onde ela aprende a jogar xadrez com o faz tudo do lugar e também fica viciada nos tranquilizantes que davam para as crianças. Beth cresce e vira um gênio do xadrez. É tão bem feita que eu achei que a Beth era real e fui procurar na internet. Beth é fictícia e a série consegue deixar o xadrez interessante até para quem, como eu, sabe nada do jogo. Na NETFLIX.

The Alienist - sobre um grupo formado por um psicólogo (o alienista), uma secretária da polícia (que depois vira detetive particular) e um jornalista, que investiga crimes. A primeira temporada é boa e envolve um assassino de meninos. A segunda temporada é melhor ainda, muito bem feita, e envolve sequestro e morte de bebês. Na NETFLIX.

The Undoing - série da HBO com Nicole Kidman e Hugh Grant onde os dois formam um casal envolvido no assassinato de uma mãe de um colega do filho deles. Ainda está na metade, o mistério é bom, é bem feita, muitos detalhes, e eu acho que o Hugh Grant é inocente. Depois volto para dizer se estou certa.

Emily In Paris - série bobinha da NETFLIX onde a americana Emily vai trabalhar em Paris e vive todos os clichês possiveis e as vezes até ofensivos para os franceses. Gostei do Gabriel que é o interesse amoroso da Emily e deu para passar o tempo. Achei as roupas da Emily muito cafonas e ninguém aguenta mais que 5 minutos naqueles saltos.

Ted Lasso - um americano que vai ser técnico de futebol em um time de Londres. A dona do time o contratou para que o time perdesse e ela se vingasse do ex-marido mas Ted é um cara simpático, cheio de calor no coração, sabe nada de futebol mas entende de motivação e de pessoas. Tem umas piadas meio clichê com os ingleses mas isso passa rápido (e é menos ofensivo do que a Emily com os franceses). Óbvio que não vale pelo futebol mas essa série tem coração de sobra. Na Apple TV+.

Utopia - sobre virus e vacina. É uma série violenta mas a motivação do vilão faz sentido. Tem partes bem feitas, outras nem tanto mas me deixou curiosa e vi a temporada até o fim. Na Amazon Prime.

Grand Army - série teen da NETFLIX sobre um grupo de alunos de um high school do Brooklyn. Um ataque terrorista perto da escola desencadeia vários eventos. Fala sobre feminismo, racismo, estupro, dificuldades financeiras, necessidade de atenção e outros assuntos. O episódio 3 é forte e é muito bom. 


Filmes

On The Rocks - novo filme da Sofia Coppola na Apple TV+. Sobre uma filha e um pai que se juntam para investigar o marido dela que ela acha que está a traindo. Fiquei entediada vendo esse filme, achei bobo, achei manipulativo e nem trilha sonora boa tem (e sempre acho a trilha sonora dos filmes da Sofia Coppola ótimas). Fiquei com preguiça do Bill Murray.

Rebecca - Não li o livro e nem vi o filme do Hitchcock, então achei esse ok. Sobre um viúvo que conhece uma moça, se casam e ele a leva para morar em sua mansão onde vivia com sua esposa Rebecca. É bem feito, as locações são bonitas, o figurino também, a Kristin Scott Thomas que faz a governanta é maravilhosa mas o resto é só ok. Acho que erraram na escolha do Armie Hammer, ele é muito bonito mas tem cara de americano rico e não passa por aristocrata britânico. NETFLIX

Borat 2 - Borat passou 14 anos preso no Cazaquistão por ter feito o país passar vergonha no primeiro filme, mas agora o governo quer que ele volte aos EUA para entregar um presente para o Mike Pence, o vice presidente. O presente era um macaco mas a filha do Borat se infiltrou na caixa do macaco e o comeu, então o Borat decide entregar a filha ao vice presidente. Esse segundo filme tem uma história mais consistente e um propósito. A filha do Borat é maravilhosa, tão sem noção quanto ele, e os dois juntos conseguem fazer você ter muita vergonha alheia. Acho inacreditável o que o Sacha Baron Cohen consegue fazer. Amazon Prime.

Trial of the Chicago 7 - filme sobre o julgamento de 7 (na verdade 8) homens acusados de organizar e incitar um tumulto na cidade de Chicago durante a convencão democrata de 1968. O texto do Aaron Sorkin é excelente, sua direção nem tanto mas o filme é muito bom. Para ter ódio do juiz. NETFLIX

Alice Junior - filme nacional sobre uma menina trans que mora em Recife e seu pai é transferido para uma pequena cidade no sul do país. Alice vai para uma nova escola, faz amigos, enfrenta bullies, educa algumas pessoas (inclusive quem está assistindo) e é um filme adolescente divertido. NETFLIX.

Mother - filme japonês sobre uma mãe (jovem e viciada em jogo) que manipula seu filho para fazer tudo por ela. Os dois vivem esse relacionamento abusivo pulando de casa em casa, de cidade em cidade,  as vezes sem dinheiro e sem ter o que comer. Assisti na força do ódio por essa mãe. É um tapa na cara. Sugiro ver umas 5 comédias românticas depois. NETFLIX

His House - um casal de refugiados na Inglaterra consegue uma casa para morar enquanto esperam uma posição em relação a sua situação. Acontece que os dois começam a ver fantasmas nas paredes e aí tem que ver o filme para saber o que acontece. NETFLIX.