31.8.21

+ Séries e Filmes

 Séries

Starstruck - uma série de 6 episódios na HBO max que é quase uma comédia romantica. Jesse conhece Tom numa festa de ano novo e os passam a noite juntos. No dia seguinte Jessie descobre que ele é um ator famoso e vê fotos dele com a namorada. Jessie vai embora, mas os dois acabam se reencontrando por acaso. Achei divertida.

Genera+ion - série teen que é a prima menos favorecida de Euphoria. É sobre um grupo de adolescentes e seus problemas zoomers (mas alguns são bem sérios como depressão e gravidez na adolescencia). Achei ok. HBO max.

Outer Banks 2 - Segunda temporada dessa série que é Dawson's Creek com Scooby Doo (mais Scooby Doo do que Dawson's Creek). John B e seus amigos tem um novo tesouro para caçar enquanto o pai da namorada dele os persegue. Não posso dizer que essa série é boa, mas eu me divirto.

Cruel Summer - Série de 10 episódios que passa em 3 verões nos anos 1990. Duas adolescentes: Kate e Jeanette. Kate é a menina popular e Jeanette é a nerd, mas no primeiro verão Kate some e passa quase um ano desaparecida. Enquanto isso Jeanette se torna a popular da escola e até namora o namorado da Kate. No verão seguinte a Kate é encontrada e ela tinha sido sequestrada pelo vice diretor da escola. Kate acusa Jeanette de te-la visto dentro da casa e não ter dito nada, mas Jeanette nega. Aí vamos descobrir quem está mentindo. Amazon Prime Video

The Chair - Série de 6 episódios curtos com a Sandra Oh sobre uma chefe do departamento de inglês que tem que lidar com os professores mais velhos que precisam se aposentar, professor que ficou viúvo, professora nova que a universidade não dá valor, e enquanto isso ela é mãe solteira. É boa. Netflix.

100 foot Wave - Série documentário sobre o Garret McNamara, surfista americano de ondas grandes e como ele "descobriu" as ondas de Nazaré e, junto com a comunidade, tornou o lugar desejado por surfistas de ondas gigantescas. As cenas de surf são bem bonitas, mas aviso que cada caldo é um suspense, e alguns terror mesmo. HBO max

Clickbait - Série da NETFLIX sobre um fisioterapeuta, pai de familia, que aparece num video do youtube segurando dois cartazes, em um diz que ele é abusador de mulheres e no outro diz que com 5 milhões de views ele morre. Cada episódio é sobre uma pessoa envolvida com ele e o caso: irmã, esposa, filho, detetive, etc. Também é sobre relacionamentos na internet. Mantém a curiosidade. 

DP - Série coreana sobre um rapaz que vai servir no exercito coreano e acaba na divisão que busca os soldados desertores. São 6 episódios: do 1 ao 4 fiquei "ah, ok, vão mostrar um fugitivo por episódio". Nos episódios 5 e 6 fiquei passada, porque no fim é sobre bullying (e bullying asiático é outro nível, ainda mais num lugar como o exército). É bem feita e acho que é quase uma série denuncia. É boa, mas fiquem avisados que é pesada. Netflix.


Filmes

Suicide Squad 2 - Esse segundo filme dos bandidos/vilões que formam uma equipe meio secreta para uma organização é MUITO melhor que o primeiro. É colorido, trilha sonora boa, ação boa, e a Harley Quinn arrasa.

Out of My League - Uma comédia romântica (e um pouco trágica) sobre uma garota que tem uma doença incurável e ela fica interessada num rapaz. Ela vira stalker para saber mais sobre ele, mas quando ela pensa em desistir acaba o chamando para um jantar. Os dois ficam juntos mas ela não conta que é doente. Tem mil filmes nesse tema que são melhores, mas o casal italiano é fofo. NETFLIX

Diários de Intercambio - filme nacional sobre duas garotas que vão ser au pair (babá) nos EUA. A Thati Lopes que faz a Talia é muito engraçada e dei risadas com ela. O resto é bobo, a trilha sonora é péssima, mas a Talia vale a pena.

CODA - O filme feel good do ano. É sobre uma familia de surdos: pai, mãe e filho. A filha não é surda, e como eles vivem numa comunidade onde só eles não escutam, dependem da filha para toda comunicação. Um dia a menina decide entrar para o coro da escola e o professor vê que ela tem potencial e quer treiná-la para que ela entre numa universidade. Acontece que ela vive esse dilema de deixar ou não a familia para seguir o que ela quer fazer. Para ver com lencinhos. Apple Tv +

Those Who Wish Me Dead - Angelina Jolie é uma bombeira que tem que ajudar um garoto quando ele é perseguido por uns matadores de aluguel no meio de um incendio florestal. Como ação é muito bom, mas, pra mim, faltou um pouco mais de substância no porque da perseguição. NETFLIX

The Green Knight - Esse filme é baseado em um poema sobre o Gawain, sobrinho do Rei Artur. É uma fabula colorida, bonita, sobre esse sobrinho que vive a vida loka da idade média: passa os dias bebendo no pub e namorando. Em um Natal ele vai na festinha do Rei Artur e chega o Cavaleiro Verde desafiando quem estava lá a tirar dele seu machadão, MAS quem conseguisse, seja com um arranhão ou um corte profundo teria seu ato revidado em um ano. Nenhum dos cavaleiros da tavola redonda quer mas Gawain vai lá e corta a cabeça do Cavaleiro Verde que não ofereceu resistência. O Cavaleiro Verde pega sua cabeça e diz "te vejo daqui um ano". O tempo passa e Gawain vai nesse quest para encontrar o Cavaleiro Verde e se provar digno. Os últimos 15 minutos desse filme são maravilhosos. Crush no Dev Patel.

Reminiscence - Num futuro distópico onde parte do mundo está meio submerso (não explica porque mas teve uma guerra), Hugh Jackman ajuda pessoas a reviverem suas memórias atráves de uma banheira. Um dia a Rebecca Ferguson chega lá dizendo que não lembra onde colocou as chaves e depois disso ela e Hugh Jackman ficam juntos, MAS ela o abandona sem dar tchau e ele fica obcecado. Esse filme não é bom, assistível mas poderia ser muito melhor.

Shark Beach with Chris Hemsworth - Melhor Chris aprendendo sobre tubarões na costa da Australia. Tem também ele surfando com Mick Fanning, fazendo chá, mergulhando com uma senhora de 85 anos, fazendo exames em tubarões e sendo muito simpático. Ele tomou o melhor leitinho que a Australia tem. Disney +

Val - Documentário sobre o Val Kilmer feito por ele mesmo. Ao longo de sua vida e carreira o Val Kilmer documentou quase tudo, ele tem MUITAS imagens de bastidores de filmes e de sua vida. Ele conta desde o o início de sua carreira (ele é ator treinado nos clássicos), quase todos os filmes, o momento que ele se decepcionou quando fez o filme do Batman, como Hollywood o deixou de lado e depois quando ele teve cancer na garganta, perdeu a voz (ele fala com aquela voz metálica) e consequentemente sua carreira como ator. O filho dele narra a maior parte do documentário. Amazon Prime Video

8.8.21

Olimpiadas modo: OFF

Terminou. A Olimpiada sem público nos estádios mas com muita torcida pelo telão. 

Isaquias maravilhoso ganhou a medalha de ouro nos 1000m da canoagem. Com uma canoa na frente.

Hebert Conceição ganhou a medalha de ouro no boxe por knockout. POW!


Skate foi sucesso total, inclusive acho que deveriam pensar em uma modalidade mista igual teve no atletismo, na natação e no judô. No skate park masculino o Pedro Barros ficou com a prata. O australianinho Keegan Palmer fez uma volta sensacional que resultou numa nota 95 e a medalha de ouro. O americano Cory Juneau ficou com o bronze mas, na minha opinião, o Luizinho fez uma volta muito melhor e não teve uma nota adequada.


No boxe Bia Ferreira ficou a prata. E o vôlei feminino do Brasil também, perderam para as americanas.

O volei masculino o Brasil perdeu outra vez para o ROC, disputou a medalha de bronze com a Argentina e perdeu. A França foi campeã pela primeira vez.

O futebol masculino do Brasil ganhou a medalha de ouro. 

A prova de saltos do Hipismo tinha os obstáculos muito fofos com as coisas do Japão. Os cavalos brasileiros ficaram em 6.

Uma das novidades dessa Olimpíada, por causa da pandemia, foram os telões com as familias dos atletas nas arenas. Assim que terminava a prova o atleta ia lá e já comemorava com pai, mãe, filho, cachorro. Espero que esse telão continue nas próximas olimpíadas. Outra novidade foi o carrinho de controle remoto que ia buscar o martelo e o disco nas competições de arremesso, coisa mais fofa.

Por causa do horário perdi as coreanas vencendo sua NONA olimpiada no tiro com arco por equipes. Perdi o trampolim que sempre acho divertido. Perdi muito dos saltos ornamentais mas consegui ver a plataforma 10m masculino onde os chineses venceram ouro e prata e o tricotador fofo Tom Daley ficou com o bronze. O brasileiro Kawan ficou em 10 e está de parabéns.

As 21 medalhas do Brasil nessa Olimpiada:

Ouro: 7 com Rebeca no salto, Isaquias na canoa, Italo no surf, Ana Marcela na maratona aquática, Hebert Conceição no boxe, Martine Grael e Kahena Kunze na vela e futebol masculino.

Prata: 6 com Rebeca na ginástica, Rayssa, Kelvin e Pedro Barros no skate, Bia Ferreira no boxe e o volei feminino.

Bronze: 8 com Alison dos Santos e Thiago Braz no atletismo, Bruno Fratus e Fernando Scheffer na natação, Daniel Cargnin e Mayra no judô, Luisa e Laura no tênis e Abner Teixeira no boxe.


A festa de encerramento foi só ok, maldita pandemia porque acho que o Japão tinha muito potencial para uma festa bacana. O Japão mostrou uma banda de Ska, algumas danças tradicionais e apagou a pira olímpica. Os franceses trouxeram um video mostrando Paris (que, sinceramente, Missão Impossível Fallout fez melhor) e, com o que considerei uma homenagem ao Santos Dummont: a esquadrilha da fumaça francesa dando a volta na Torre Eiffel.


Mas ainda tem Paralimpiadas! Começa dia 24/08. 


Arigato Tokyo!

A bientôt Paris 2024.

4.8.21

A medalha da vela

Ouro na vela no 49er FX com Martine Grael e Kahena Kunze. Vela trazendo medalhas desde...sempre.

Ana Marcela foi ouro maratona aquática. Nadou lindamente até o final.

Duas medalhas de bronze no atletismo. Alison dos Santos nos 400m com barreiras numa prova que o norueguês bateu o recorde mundial. E Thiago Braz no salto com vara. O sueco Armand Duplantis ficou com a medalha de ouro e o americano Nilsen com a prata.

Tem uma medalha de bronze no boxe mas vem outras aí.

Na canoagem Isaquias e Jacky chegaram em 4 numa prova apertada em que o recorde olímpico foi batido 3 vezes seguidas.

Ninguem se importa com o futebol masculino mas o Brasil está na final contra Espanha.

Volei masculino do Brasil está na semifinal e vai jogar outra vez contra o Comitê Olimpico Russo (risos). Volei feminino também está na semifinal, vão jogar contra as coreanas.

No volei de praia: Alison e Alvaro perderam para os letônios. Rebeca e Ana Patrícia perderam para as suíças num jogo cheio de treta. Primeira vez, desde da estréia do esporte em Atlanta 1996, que o Brasil não tem uma dupla na semfinal.

O Skate voltou com a modalidade park, que é de drops em bowls com manobras, e é um sucesso. Duas brasileiras chegaram na final. A campeã foi a japonesa Sakura e as duas atletas mais jovens, Kokona (Japão) e Sky Brown (britânica), foram prata e bronze. Foi uma competição que as meninas eram só alegria e festa e todas torcendo umas pelas outras. 





2.8.21

+Tokyo

Rebeca Andrade voltou para a final do salto e foi medalha de ouro!

Depois ela foi para a final do solo e ficou em 5, a americana ganhou, a italiana em segundo e em terceiro um empate entre a japonesa e a russa empatadas.

Arthur Zanetti que já tem duas medalhas, ouro em Londres e prata no Rio, dessa vez ele ficou em 8, mas parabéns por ir a final em 3 olimpíadas seguidas.

A natação acabou e teve medalha de bronze nos 50m com Bruno Fratus.

No vôlei de praia Ana Patricia e Rebeca vão para as quartas, mas Agatha e Duda perderam para as alemãs e estão fora. Alison e Alvaro venceram os mexicanos e também estão nas quartas.

No volei de quadra a equipe masculina do Brasil fez um jogo com a França, que teve um set com quase uma hora, e se classificou em segundo no grupo.

No atletismo a Jamaica fez o pódio: ouro, prata e bronze nos 100m feminino. Nos 100m masculino quem ganhou foi um italiano, mas essa prova sem Usain Bolt perde um pouco da graça.

Alison dos Santos se classificou para a final dos 400m com barreira.

Teve medalha de ouro com recorde mundial no salto triplo feminino: Yulimar Rojas da Venezuela.

No salto em altura o italiano e o atleta do Qatar empataram em primeiro lugar. Eles poderiam desempatar no salto ou dividir o primeiro lugar, escolheram dividir e se abraçaram. 




Nessa olimpiada vai ter a escalada em três modalidades, uma delas é o speed onde dois atletas sobem uma parede de 15m com a mesma rota por tempo. Andei vendo uns videos e os homens sobem em 5-6 segundos e as mulheres em 7-8 segundos. Isso vai ser divertido ver. 

1.8.21

+Séries e Filmes

Estou no modo Olimpiadas, mas aqui estão as séries e filmes de julho:

Séries

Love Life - série da HBO Max sobre Darby, ela trabalha de guia num museu (e depois vira curadora) e cada episódio é um relacionamento dela que nem sempre é romântico, tem amigas e família no meio. Achei boa.

Hacks - Jean Smart faz a comediante Deborah Vance que faz shows em Las Vegas. Ela foi sucesso na tv americana, e é uma comediante de sucesso. Ela tem 70 anos e o dono do cassino onde ela faz os shows que aposentá-la. Ava é uma roteirista zoomer que está sendo cancelada por ter escrito um tweet que deu errado. As duas tem o mesmo agente e ele decide juntá-las. A Deborah é ótima! Já a Ava não simpatizei, mas a série é muito boa. HBOmax

Shrill - sobre a Annie, uma jornalista de Portland que escreveu um artigo sobre gordofobia e ficou conhecida. Annie não é perfeita e nem muita simpática, mas ela tenta lidar com seus problemas. As duas primeiras temporadas achei ok, a terceira é a melhor. O namorado da Annie é a PIOR pessoa. HBOmax.

McCartney 3,2,1- uma série de 6 episódios onde Sir Paul e Rick Rubin (produtor musical) conversam sobre as músicas dos Beatles e da carreira solo de Paul McCartney. Sir Paul conta muitas histórias e as melhores partes são quando os dois analisam as melodias das músicas numa mesa de som. Poderia ter muito mais episódios.

Watch The Sound - Mark Ronson é produtor, compositor, DJ e mais um bocado de coisas. Muitos dos hits dos últimos 10 anos tem um dedinho dele. Ele tem um Oscar por Shallow. Nessa série ele mostra o que a engenharia de som oferece para que as gravações das músicas fiquem mais interessantes. Tem autotune que mexe com a voz, tem ressonância que alonga o som, sampling que é a arte de inserir pedaços de outras músicas, sintetizadores e baterias eletrônicas, e distorção. Ele entrevista várias pessoas e no fim de cada episódio ele cria uma música usando a tecnologia. AppleTv+

This Is Pop - outra série sobre música, não tão boa quanto as outras duas mas é bacana. Os episódios são temáticos e destaco o dos produtores suecos de música pop. O episódios sobre autotune é complementar ao da série do Mark Ronson. Netflix.

Never Have I Ever - série teen da Netflix que teve segunda temporada. É sobre a Devi, uma garota filha de indianos que, no primeiro episódio, o pai morre na escola enquanto ela se apresenta com a orquestra. Devi é esquentadinha, faz muita besteira, fala muita besteira, mas suas amigas, sua mãe e sua prima estão lá para tentar mostrar para Devi e os outros também existem. Na segunda temporada Devi fica entre dois garotos. O melhor dessa série é a narração do John McEnroe, sim o jogador de tênis.

The White Lotus - uma série de 6 episódios que mostra um grupo de pessoas num resort do Hawaii. No começo achei que iria ter algum mistério, mas não, é só sobre as pessoas mesmo. Cada uma enlouquecendo de um jeito: tem o homem de meia idade em crise, os recém casados que estão descobrindo que talvez não devessem ter casado, as adolescentes chatas, o gerente drogado e por aí vai. Entendo qualquer pessoa que enlouqueça num resort. HBOmax


Filmes

Forgotten - filme coreano de 2017 sobre um rapaz que se muda para uma casa com os pais e o irmão. Na primeira noite ele e o irmão saem para uma caminhada e o irmão é sequestrado por uma van. O rapaz conta tudo para a polícia, inclusive a placa do carro mas a polícia diz que esse carro não existe. Ele fica doente, não consegue dormir direito, toma uns remédios e depois de 19 dias ao irmão volta. Mas o irmão volta meio estranho. Um suspense tenso que tem um final triste mas o plot twist vale a pena. Coreanos, os reis do plot twist. Netflix.

Black Widow - A Viúva Negra ganhou seu filme, meio tarde, mas ganhou. Esse filma passa logo depois de Capitão America Guerra Civil e mostra Natasha se escondendo na Noruega. No início do filme vemos que, quando era criança, ela participou do programa russo de infiltrar espiões russos como famílias americanas, então ela tem um "pai", "mãe" e "irmã". Essa irmã manda para ela uns frascos com antídoto para uma substancia que controla um grupo de Viúvas Negras. Natasha se junta com sua irmã Yelena para tirar o pai da prisão e juntos enfrentarem o vilão. Achei as cenas de ação exageradas demais, Natasha é uma espiã, ela não tem super poderes, esperava mais espionagem e menos explosões. Achei só ok, ela merecia um filme muito melhor. Disney+

Um Lugar Silencioso 2 - Depois do fim de Um Lugar Silencioso 1 a família sai de casa e vai em busca de ajuda. Esse filme é muito mais barulhento do que o primeiro e me importei menos com os personagens. Para quem não viu o 1 pode ser melhor mas é um filme totalmente desnecessário.

Plus One - comédia romântica fofa na HBOmax onde dois amigos decidem ir juntos aos casamentos da temporada e acabam se envolvendo.

Tomorrow War - Em 2051 uns ETs invadiram a terra, estão destruindo tudo e matando todos. A população mundial no futuro é de 500 mil pessoas. Aí eles inventaram uma máquina do tempo para vir buscar em 2022 pessoas para lutar nessa guerra. Não é qualquer um que pode ir por futuro, tem umas regras e só pode ficar lá uma semana, se estiver vivo volta. É uma trama que tinha tudo para ser ruim, e é cheia de furos, mas achei esse filme divertido. Pronto. Falei. Achei os ETs muito bem feitos. Na Amazon Prime Video.

No Sudden Move - filme do Steven Soderberg para HBOmax com um elenco estelar. É sobre uns criminosos que se juntam para o roubo de uns papéis mas as coisas dão errado. As atuações são boas, tem coisas interessantes mas faltou muito o contexto do que eles estavam roubando (que só aparece nas letrinhas finais). 

Skater Girl - na onda do Skate nas olimpiadas, assisti esse filme sobre uma garota numa vila no interior da India que é apresentada ao skate quando uma inglesa vai passar uns dias na vila. O filme não é bom, mas a parte que mostra como uma garota tem que abandonar estudos para trabalhar e casar e como quando mulheres se unem as coisas avançam é boa. Netflix

Last Summer - um filme teen turco sobre o verão de 1997 na costa da Turquia. O jovem Denis, que cresceu e ficou bonitão, reencontra seu crush e tenta passar o tempo com ela mas tem um outro cara na parada. Netflix

Native Son - filme baseado num livro de 1940. A história se passa nos dias de hoje e é sobre um rapaz negro, punk rocker, que consegue emprego de motorista na casa de pessoas brancas muito ricas. Achei que ia ser uma situação tipo Get Out mas não, a familia o trata muito bem. Acontece que a filha do casal é da idade dele e acaba o levando para festas com o namorado. Aí acontece uma coisa que não posso contar. Não li o livro, mas certamente tem mais questionamentos do que o filme, mas o filme é bom. HBOmax

31.7.21

A medalha do tênis

E temos a primeira medalha olímpica do tênis! Luisa Stefani e Laura Pigosi nas duplas femininas. Vi o jogo delas da semifinal onde elas perderam as suíças. Perdi a final porque foi de madrugada, na hora do soninho, a vitória foi num tie break por 11x9. Estão de parabéns!

girl power

Essa é a olimpiada das provas mistas. São ótimas. Mulheres e homens competindo juntos. O tênis sempre teve duplas mistas mas agora teve 4x400m medley na natação (britânicos ganharam), no triathlon (os britanicos também ganharam essa), no judô (franceses ganharam) e no atletismo teve 4x400m (os poloneses ganharam).



Na final dos 100m feminino a Jamaica manteve sua tradição e foi ouro, prata e bronze. Elaine Thompson-Herah, Shelley-Ann Fraser-Price e Shericka Jackson. Com recorde olímpico que ainda era de 1988 da Florence Griffith-Joyner.



No volei de praia as 4 duplas brasileiras se classificaram para as oitavas de final. As mulheres podem se enfrentar na semifinal e os homens nas quartas de final.

O futebol feminino foi eliminado nos penaltis pela canadenses.

No salto com vara o campeão olimpico Tiago Braz está na final.

29.7.21

A medalha da ginástica

Luiza Parente foi sozinha para Seul 1988 e Barcelona 1992. Depois teve a Daniele Hypolito e Camila Comin que foram para Sydney 2000. Aí decidiram investir numa equipe de ginástica artística e em Atenas 2004 tinha uma equipe completa com Daniele Hypolito, Daiane dos Santos, Jade Barbosa, Laís Sousa, Camila Comin, Caroline Molonari, que mudando uma atleta ou outra foi assim até Londres 2012. No Rio 2016 tinha uma equipe completa por ser o país sede mas agora em Toquio foram só duas atletas: Rebeca Andrade e Flávia Saraiva.

Até hoje a ginástica artística feminina não tinha uma medalha olímpica. Rebeca Andrade foi medalha de prata no INDIVIDUAL GERAL com apresentações impecáveis nos 4 aparelhos. Deixou o país prendendo a respiração enquanto fazia suas acrobacias. E ela ainda está em mais finais por aparelho, pode ser que venha outra medalha.


O judô ganhou mais uma medalha de bronze com Mayra Aguiar.

A dupla feminina do tênis, Luisa e Laura, perderam a semifinal para as suíças (de virada) mas ainda tem chance de uma medalha de bronze contra as atletas do Comite Olimpico Russo.

Assisti a eliminatória do bicicross (BMX) e achei bem divertida, parece um video game e toda vez que as bicicletas saltam eu acho que alguém apertou o botão do controle.

27.7.21

+Surf and Skate

Outra vez o Skate deixou todos acordados para ver Rayssa Leal, aos 13 anos, cheia de estilo ganhar a medalha de prata.

Essa final do skate foi muito boa, a japonesa campeã (também com 13 anos) era rápida e leve, a holandesa liderou mas no fim ficou em 5, tinha uma americana de 34 anos sem medo de cair e a filipina Didal que era só alegria, melhor pessoa.


No surf feminino não deu para Silvana Lima que ficou nas quartas de final perdeu para a americana Carissa Moore que depois ganhou a medalha de ouro com seu surf elegante.

No surf masculino Gabriel Medina perdeu a semifinal para o Kanoa Igarashi. Nos últimos 5 minutos o japonês conseguiu uma nota muito boa com um aereo de frontside e o brasileiro que fez 545679 aereos antes não conseguiu uma última onda boa para melhorar sua nota. Foi polemico, já até fizeram um comparativo de manobras e notas.

kanoa iragashi que tirou gabriel medina da final
gostei do surf dele

Italo Ferreira, maravilhoso, ganhou a semifinal do australiano Owen Wright, foi tenso porque passaram mais da metade da bateria empatados. Medalha garantida!



Não vi a disputa do bronze nem a final porque em algum momento preciso dormir, e Gabriel Medina perdeu para o australiano Owen Wright.

MAS acordei com a medalha de ouro do Italo Ferreira!



Na natação o revezamento 4x100m livre do Brasil ficou em último na final e os americanos, como sempre (e sem Phelps), venceram. Mas finalmente tivemos uma medalha! Foi de bronze com Fernando Scheffer nos 200m livre. 



Na natação Leo de Deus vai nadar a final dos 200m borboleta e ele se classificou com o segundo melhor tempo.


25.7.21

Surf and Skate

Nessa Olimpiada do Japão foi a estréia desses dois esportes muito populares e que eu gosto muito: Surfe e Skate.


De surfe eu entendo, de skate não sei nada mas acho bacana.

O surf começou com as baterias masculinas, num mar com ondas pequenas os surfistas tiveram que se esforçar para conseguir manobras. Ondas tão pequenas que um dos surfistas australianos era alto e a onda batia na canela dele quando em pé na prancha.

Italo Ferreira se classificou na primeira bateria do dia e Gabriel Medina na última. O havaiano John John Florence ficou vendo o tempo passar e foi para repescagem.

Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb conseguiram se classificar para as oitavas.

O Skate foi uma sensação. O parque do skate ficou muito bacana e os meninos se esforçaram para acertar suas manobras. Teve muita queda e eles andam sem capacete e sem cotoveleiras (a Tia aqui fica preocupada). Na final o brasileiro Kelvin Hoefler deixou todo mundo acordado até de madrugada torcendo por tombos dos outros. Valeu a pena porque Kelvin ganhou a medalha de prata, a primeira medalha do Brasil nessa Olimpiada. Brasil, o país do Skate.

Na natação teve a final dos 400m medley masculino e feminino e os americanos começaram sua coleção de medalhas. O melhor momento foi a final dos 400m livre, o tunisiano Ahmed Hafnaoui que nadava na raia 8 deu o gás logo depois dos 300m e venceu a prova deixando o australiano que liderou desde o início em segundo. E o revezamento 4x100m livre das australianas ganhou o ouro AND bateu recorde mundial. Girl Power.


O Japão levou sua primeira meldalha de ouro na natação nessa olimpiada. Digo primeira porque se eles continuaram o programa de nadadores depois das Olimpiadas do Rio deve render mais medalhas. Antes das Olimpiadas do Rio eles não tinham muitos nadadores, só me lembro do que nadava peito, mas no Rio eles chegaram com força na natação e levaram várias medalhas.

O Brasil parece que tem menos nadadores a cada olimpiada que passa, até agora só se classificou para uma final, a do revezamento masculino 4x100m livre.

Vi volêi de praia e de quadra. Na praia, as canadenses campeãs mundiais são realmente muito boas e as brasileiras Agatha e Duda venceram o primeiro jogo contra as argentinas. Na quadra o time masculino Brasil ganhou da Tunisia, o Irã foi a zebra ganhando da Polonia e o time dos EUA veio com um dos melhores levantadores que vi até agora (e estão muito coordenados).

Não consigo ver o judô, é muita troca de suor e respiração de pertinho, mas continua a tradição de trazer medalhas e o Brasil já tem uma de bronze com Daniel Cargnin.


Na ginástica artística a Rebeca Andrade se classificou para a final, e o medalhista olimpico Arthus Zanetti se classificou para a final nas argolas. 


No basquete o sempre forte time dos EUA perdeu para França.

No futebol feminino o Brasil ganhou da China um e empatou com a Holanda. Seguimos. 

Nessa Olimpiada, por causa do horário, estou perdendo vários esportes que sempre acompanho a cada 4 anos: tiro com arco, hóquei de grama, remo, saltos ornamentais e vela.




23.7.21

Tokyo 2020 em 2021

 Olímpiadas mode: ON

Liguei o modo olimpíadas do blog, não sei se farei posts tão frequentes quanto das outras vezes mas vou tentar acompanhar os esportes que gosto.

Tenho sentimentos conflitantes com essa Olimpiada porque, devido a situação mundial atual, não acho que deveria ter acontecido, mas como vai acontecer vou assistir.

Já teve jogo de futebol, baterias do remo, eliminatórias do tiro com arco mas a abertura oficial foi hoje.

Quando Mario saiu daquele cano no Maracanã as expectativas para essa Olimpiada no Japão aumentaram, mas depois do adiamento, e no meio da pandemia, acho que não dava para esperar muito.

Começou exatamente falando de tempo, passado e presente, tempo esperado e tempo gasto. Tinha uma atleta correndo numa esteira sozinha que depois foi acompanhada de outras pessoas. Teve uma apresentação de dança moderna. Logo depois foi a apresentação dos anéis olímpicos feitos de árvores que foram plantadas nas Olimpíadas de 1964 e vieram abraçados por lanternas japonesas. A construção do símbolo olímpico foi acompanhada de uma coreografia de sapateado (coisa que não associo ao Japão).

A entrada dos atletas, tirando Grécia que sempre entra primeiro e Japão - país sede- por último, foi uma surpresa porque foi na ordem do alfabeto japonês. As músicas tocadas eram de video games. O estádio estava vazio, só poucos cartolas, alguns representantes dos países e o Imperador Naruhito.

O Brasil foi um dos últimos e veio só com 4 pessoas: 2 atletas e 2 da comissão. Gostei do uniforme brasileiro que incluía chinelos nos pés, nada mais representativo.

O Besuntado de Tonga apareceu, de máscara é claro. Pita Taufatofua fez sucesso no Rio 2016, em PyeongChang 2018 e é engenheiro. Se teve uma coisa que todo o twitter concordou foi quando ele apareceu. E esse ano teve concorrência, Vanuatu trouxe seu próprio besuntado.

Aí veio o que, pra mim, foi o melhor momento da abertura: o ballet de drones que primeiro formaram a logo de Tokyo 2020 e depois se transformaram em um globo. Ainda não sei se o controle de tantos drones é poético ou perigoso mas no contexto ficou bonito.

Essa cena dos drones, infelizmente, veio acompanhada de Imagine do John Lennon cantada por artistas (via video) dos 5 continentes. Digo infelizmente porque abusei dessa música e o chatinho do John Legend representou as Américas.

Depois dos discursos intermináveis teve uma apresentação sobre os Pictogramas que foram criados justamente para a Olimpiada de 1964 e teve uns mímicos fazendo um live action dos pictogramas.

Teve uma apresentação de tearto classico japonês ao som de uma pianista moderna de jazz.

E veio a tocha olímpica que passou por vários atletas japoneses e terminou nas mãos da tenista Naomi Osaka. O Monte Fuji (que parecia de papel) se abriu e tinha uma escada até a pira.



Pira acesa, Olimpiada oficialmente iniciada.


A noite já tem Remo e volêi masculino.







20.7.21

Momento TOC livros 15 (parte 3)

Em abril eu aumentei a meta de 30 para 40 livros, mas já cheguei nos 60. E ainda falta um tempo para o fim do ano.

Muitos livros desse ano foram leituras leves, as conhecidas chick lit, o equivalente a assistir uma comédia romântica com mais detalhes, e por isso acabo lendo mais.

Meus caderninhos de anotação de livros que duravam 5 anos agora não duram nem dois anos. O caderninho que comecei em 2018 acabou no meio de 2020 e o que comprei em 2020 acabou agora no meio de 2021. Já tenho um caderninho novo.

Mas vamos a mais 20 livros que li em 2021.


- The Road Trip - Beth O'Leary - ano passado li dois livros da Beth O'Leary e foram ótimos passatempos. Esse The Road Trip (que ainda não tem em português) é também uma leitura beira de piscina sobre uma moça que se vê tendo que dar carona para o ex-namorado (e outras 3 pessoas), que ela não via há 2 anos, para o casamento de uma amiga em comum. Os capítulos são alternados entre os dois e, entre muitos acontecimentos numa viagem que era para ser de 6 horas e acabou em mais de 24 horas, ficamos sabendo tudo sobre esse relacionamento, começo, meio e fim.

- O Corpo Em Que Nasci - Guadalupe Nettel - A narradora da história nasceu com uma mancha no olho que a fez ter que se adaptar a enxergar o mundo de forma diferente e ela nos conta a história de sua infância e adolescência na Cidade do México e depois na Provence. A forma como ela conta sua história é interessante e cheia de observações boas. Achei a parte da infância muito boa, já a adolescência foi corrida.

- We Were Liars - E. Lockhart- (Mentirosos)- Um livro young adult sobre a Cady, uma adolescente de 17 anos que, dois anos antes,  sofreu um acidente na ilha particular da família. Sim, a familia dela tem uma ilha na costa dos EUA onde passam os verões. Na ilha tem 4 casas, uma para os avós e uma cada filha e suas familias. Cady não lembra do acidente, nem o que levou acontecer. No verão dos seus 17 anos Cady volta a ilha e vamos descobrindo junto com ela o mistério desse acidente. Achei um bom livro de mistério, tem bastante fofoca de família.

- Já Não Me Sinto Só - Maria Flor - uma atriz que terminou um relacionamento de seis anos aceita um trabalho no Jalapão. Ela mergulha no trabalho, na paisagem e na falta de conectividade com o resto do mundo para filosofar sobre o amor, a vida, o universo e tudo mais. Gostei da leitura. Saudades Jalapão.

- O Impulso - Ashley Audrain - Peguei esse livro porque estava na lista dos mais vendidos e gostei da capa. Não sabia sobre o que era e quase me arrependi no começo porque vi que seria sobre materninade, um assunto não me interessa muito. Ainda bem que continuei, que suspense tenso do cacete! Sim, é sobre maternidade, mas também sobre mães e filhas e repetições familiares. Achei esse livro muito bom.

- Malibu Rising - Taylor Jenkins Reid - (Malibu Renasce) - Gosto dos livros da Taylor Jenkins Reid, já li 3 e esse foi o lançamento mais recente. É a história de 4 irmãos, surfistas, nascidos e criados em Malibu, que organizam uma festa concorrida uma vez por ano. Durante 24 horas (em agosto de 1983), começando na manhã do dia da festa até a manhã seguinte com o fim da baderna, ficamos sabendo tudo sobre essa família. Os 4 são filhos de Mick Riva, cantor famoso (e marido número 3 da Evelyn Hugo para quem leu o livro dela), que abandonou a esposa e os 4 filhos para se virarem nos 30. Em 1983, a filha mais velha é modelo famosa casada com um tenista campeão, um filho é surfista profissional, o outro é fotógrafo de surf profissional e a mais nova ainda está se descobrindo. A primeira metade do livro é a história da família alternada com os preparativos da festa. A segunda metade do livro que é a festa é ótima! Tem de tu-do nessa festa. Sdds de uma boa festa.

- A Polícia da Memória - Yoko Ogawa - A história passa numa ilha do Japão, num mundo distópico, onde as coisas somem e as pessoas esquecem. Demorei opara entender o conceito, mas é assim: um dia os habitantes da ilha acordam e sentem que algo sumiu (pode ser um objeto, um animal, comida), a coisa de fato não desaparece mas como ninguém lembra o que é, ou para o que serve, se desfazem da coisa. Acontece que existem pessoas que lembram mas elas são perseguidas por uma polícia secreta (não tão secreta assim) e levadas embora. A protagonista é uma escritora de romances que um dia decide esconder seu editor que é uma pessoa que lembra. As conversas entre eles sobre memória, lembrança, não lembrar, e o esquecimento inevitável são ótimas.

- Tsugumi - Banana Yoshimoto - Comprei esse livro pelo nome da autora: Banana. E não me arrependi. É um livro sobre a amizade entre primas. Maria e Tsugumi são primas,  crescem juntas morando na pousada da família da Tsugumi. Tsugumi é uma menina doente e muito frágil fisicamente, mas ela tem personalidade e sabe manipular as pessoas. Maria vai morar em Tóquio mas Tsugumi a chama para um último verão na ilha porque a família vai se mudar. As vezes dá raiva da Tsugumi, mas ler esse livro é como um passeio na beira da praia.

- Always Only You - Chloe Liese - Esse livro não tem em português. Um chick lit sobre a Frankie e o Ren. Frankie é uma moça que trabalha administrando as redes sociais de um time de hóquei do gelo e Ren é um dos jogadores (ruivão, bonitão, perfeitão demais). Eles trabalham juntos há 3 anos, ele tem um crush nela, ela o acha hot hot hot, mas como relacionamento entre funcionários é proíbido pelo time um não sabe do interesse do outro. E Frankie é autista, o que faz com que ela não perceba reações alheias e nem consiga passar muita emoção. Frankie também tem artrite reumática e usa uma bengala. Algumas coisas vão acontecendo e os dois vão ficando mais amigos e mais íntimos. O relacionamento deles é bacana porque não tem joguinhos, quando percebem o que está acontecendo eles se resolvem. O que esse livro tem de bom é a playlist que a autora fez no spotify com uma música para cada capítulo. A playlist é melhor que o livro, e agora acho que todos os livros deveriam ter uma playlist.

- Stoner - John Williams - Que livro maravilhoso. É uma história simples escrita lindamente. É sobre William Stoner, um professor universitário no centro dos EUA entre 1910 e 1954. A vida dele não tem grandes eventos mas como é contada e suas observações sobre a vida, o universo e tudo mais são tocantes. Me apeguei ao Stoner.

- Evidence of the Affair - Taylor Jenkins Reid - É mais uma short story do que um livro porque tudo acontece em pouco menos de 100 páginas. Carrie descobre cartas de Janet para seu marido Ken e decide escrever para David, marido da Janet, contando tudo. Carrie pede a David mandar as cartas do Ken para Janet. David a princípio não as acha mas começa uma correspondência com Carrie onde os dois falam de seus relacionamentos e tentam decidir se vão ou não contar para seus conjuges que sabem do caso. É tudo em cartas (se passa em 1977), inclusive lemos também as cartas de Janet e Ken. Se fosse hoje em dia seria um conto com mensagens do zap zap e prints.

- Amor(es) Verdadeiro(s) - Taylor Jenkins Reid - Gosto dos livros da Taylor porque me prendem, as histórias são boas, e a leitura flui. Chick Lit dos bons. Aumentei minha lista de livros dela que li de 3 para 5. Daisy Jones é o que mais gostei seguido da Evelyn Hugo e seus 7 maridos. Amor(es) Verdadeiro(s) conta a história de Emma que se apaixonou e se casou com Jesse mas ele sumiu num acidente de helicóptero. Três anos depois do sumiço (e considerado morto) Emma se recuperou, se apaixonou outra vez, e está noiva de Sam. Acontece que Jesse é encontrado, volta para vida de Emma e ela se vê numa situação em que ama os dois e tem que decidir. Percebi desde o começo com quem ela ia ficar mas ainda assim fiquei muito curiosa conforme Emma ia contando sua história. 

- My Lovely Wife - Samantha Downing - (Minha Adorável Esposa)- Sobre um casal que assassina mulheres. A história é narrada pelo marido e o esquema do casal é: ele seduz as mulheres fingindo ser surdo e ela toma conta do resto. Os dois estão casados há 15 anos e acharam essa forma de apimentar a relação. Acontece que um dia encontram o corpo de uma das vítimas e o marido fica preocupado. Os dois decidem fazer parecer o modus operandi de um outro serial killer da área (que foi preso, depois solto e sumiu). Até certo ponto achei esse livro interessante, a leitura fluiu bem mas o finalzinho foi ridículo.

- Silent Child - Sarah A. Denzil - Quando Aiden tem 6 anos ele some numa enchente, sua mãe Emma fica desesperada mas só encontram sua capa de chuva. Sete anos depois Aiden foi declarado morto. Dez anos depois do dia da enchente, Emma conseguiu recuperar sua vida, se casou e está grávida de 8 meses quando Aiden é encontrado. Ele estava numa estrada na beira de uma floresta, sem camisa, sem sapatos, só de calça jeans. Ele está mal nutrido, é pequeno para um rapaz de 16 anos e não está falando. O livro é Emma nos contando tudo que aconteceu. 

- Pequena Coreografia do Adeus - Aline Bei - Julia nos conta sua vida, ela é filha de pais separados, de uma mãe que não se conforma em ter sido abandonada e um pai que nunca teria ter sido casado. Sua mãe é violenta e Julia leva essa violência para escola. Adulta, ela consegue sair de casa e quem sabe seguir com a vida apesar da bola de ferro de culpa que as vezes a segura. É um livro poético, na escrita e na formatação, porque os significados não estão só nas palavras e sim onde elas estão no texto e que tamanho elas tem. Só achei que o fim foi como acabar um telefonema sem dar um tchau.

- O Homem Que Viu Tudo - Deborah Levy - Saul Adler sofre um leve acidente ao atravessar Abbey Road para tirar uma foto igual a capa do disco dos Beatles. Ele está indo para Berlim Oriental fazer uma pesquisa sobre a vida na RDA e a irmã de seu tradutor é muito fã dos Beatles. Quem tira a foto é sua namorada Jennifer Moreau que acabou de receber um convite para morar nos EUA. Não sei nem como resumir esse livro que é um quebra-cabeça que você vai juntando as peças aos poucos. Saul é egocêntrico, mas essa é a história dele. Tem referência aos Beatles, especialmente Penny Lane que escutei com atenção depois de ler, achei que tem tudo a ver com esse livro e fiz um post sobre essa referência.

- Apague a Luz se for Chorar - Fabiane Guimarães - Esse livro conta a história de duas pessoas: Cecília e João. Cecília está chegando em Pirenópolis onde seus pais acabaram de falecer, juntos, em casa. Ela tem que cuidar do enterro e das coisas deixadas por eles. João é um veterinário em Brasília que trabalha no departamento de controle de zoonoses. Ele tem um filho que tem paralisia cerebral e foi abandonado pela mãe. João quer juntar dinheiro para um tratamento na China. E assim vamos lendo a história dessas duas pessoas, e mais algumas que vão aparecendo. Achei esse livro muito bom, mas alerta sacrifício de animais.

- Before The Coffee Gets Cold - Toshikazu Kawaguchi- um café, com mais de 100 anos, num porão em um beco em Tokyo oferece a seus clientes a chance de voltar ao passado (ou ir ao futuro) mas tem algumas regras: se for ao passado encontrar alguém essa pessoa tem que ter estado no café, para voltar no tempo tem que sentar em um lugar específico mas tem uma mulher (uma espécie de fantasma) que senta lá e tem que esperar ela ir ao banheiro, uma vez no passado não pode sair do lugar e a visita dura o tempo do café esfriar, tem que beber o café todo antes de esfriar para voltar. E, por fim, NADA do que você faça ou fale no passado vai alterar o presente. Com isso temos 4 histórias interligadas dos frequentadores e funcionários do café. É sobre a vida, o universo e tudo mais. Só não gostei mais porque a escrita é muito teatral.

- Tokyo Ueno Station - Miri Yu - Kazu é um fantasma que ronda a estação e o parque Ueno. Kazu nasceu em 1933, mesmo ano que o imperador, ele foi para Tokyo em 1960 para trabalhar nas obras das instalações das Olimpíadas. Em algum ponto da vida Kazu virou um dos sem teto que mora no Ueno Park e morreu. Como fantasma ele fica no entorno da estação e parque, ele relata a vida dos sem teto, conta um pouco de sua própria história e escuta muita conversa alheia. Achei esse livro com uma narrativa meio sem propósito. As partes sobre a vida sem teto e a vida do Kazu são boas, mas as conversas que ele escuta e o amigo homeless que dá aula de história do Japão não curti.

- People We Meet On Vacation - Emily Henry - comprei pelo título que é a minha cara, eu sou essa pessoa que viaja e conhece várias outras pessoas. Esse livro é uma chick lit das boas, conta a história de Poppy e Alex, eles se conhecem no primeiro dia da faculdade mas a conversa não flui e a única coisa em comum é que eles vem da mesma cidade (mas estudaram em escolas diferentes). Quando Alex dá uma carona para Poppy até sua cidade natal os dois se conhecem melhor, decidem que querem conhecer outros lugares e ali se inicia uma amizade. Os dois levam vidas bem diferentes, ele se torna professor de inglês e ela é blogueira de viagem, mas combinam de todo verão fazerem uma viagem juntos, e isso dá certo por 8 verões até que na Croácia algo acontece e eles ficam sem se falar por 2 anos. No presente Poppy tem o emprego dos sonhos, mora em NYC, mas não está feliz. Ela lembra que seus melhores momentos foram com Alex e manda uma mensagem para ele perguntando se ele topa uma viagem e juntos vão para Palm Springs reaquecer a amizade. A narrativa vai e vem no tempo alternando todas essa viagens que eles fizeram com a viagem atual. O suspense para saber o que aconteceu na Croácia me deixou muito curiosa. Do 60 livros que li esse ano até agora, esse foi o único que me deu saudade e vontade de viajar.


Façam suas apostas: Chego nos 80 livros? Passo de 80? 

O hábito da leitura se instalou de um jeito que as vezes prefiro reler pedaços de livros que gostei do que rever algum filme na TV.

Os primeiros 20 livros de 2021.

Os 20 livros seguintes. 

Momento TOC Livros dos outros anos: (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10), (11), (12), (13), (14)

18.7.21

Analisando a música feat. Book Report - Penny Lane (The Beatles) e O Homem que viu tudo (Deborah Levy)

Muitas músicas são inspiradas por livros, inclusive fiz um post com 5 dessas músicas. Até fiz um Analisando a música especialmente para Wuthering Heights da Kate Bush usando passagens do livro (O Morro Dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë).

O contrário não acontece muito. Tentei lembrar de livros que li que foram inspirados por alguma música e só lembrei de Norwegian Wood do Haruki Murakami, inspirado na música de mesmo nome dos Beatles, High Fidelity do Nick Hornby que usa várias músicas em sua história e Os Tais Caquinhos da Natércia Pontes que usa a música da Marina Lima. 

Gosto quando autores mencionam músicas nos livros mesmo que não tenham sido a inspiração principal mas que servem a história. Li um livro que a autora fez uma lista especial no Spotify com uma música para cada capítulo, a playlist era melhor que o livro mas adorei a idéia.

Semana passada terminei de ler O Homem Que Viu Tudo da Deborah Levy. Comprei esse livro pela capa que tem uma promessa de fofoca e não me arrependi, gostei da história do Saul Adler.

Berlim na capa


O livro faz várias referências ao disco Abbey Road dos Beatles (de 1969) e também a música Penny Lane (que foi lançada em 1967 como um single junto com Strawberry Fields Forever). O livro é um quebra cabeça que faz você juntar as peças para entender (ou não) o que aconteceu com Saul Adler e muitas peças vem da música dos Beatles.

do lado de dentro da capa tem
essa foto da Abbey Road


Para fazer esse Analisando a música feat. Book Report vou dar alguns SPOILERS do livro. Avisei.

É um livro que tem muitas ambiguidades e a história de Saul se passa na fronteira delas pisando lá e cá: oriente/ocidente, feminino/masculino, passado/presente, capitalismo/comunismo, realidade/fantasia, amor/abandono, vida/morte.

O livro tem duas partes, uma em 1988 e outra em 2016. A parte de 2016 tem momentos de 1988 e vice versa. A autora disse que queria que uma parte fosse um espelho da outra.

É sobre como os outros nos vêem e a imagem que temos de nós mesmos, sobre memória, o que guardamos e como lembramos e sobre alguns fantasmas.

Em 1988 Saul Adler vai fazer uma pesquisa em Berlim Oriental, ele é um historiador, mas, antes de ir, sua namorada, Jennifer, teve a ideia de tirar uma foto dele atravessando a Abbey Road e levar para irmã do seu tradutor que é fã dos Beatles. Antes de Jennifer chegar, Saul atravessa Abbey Road e é atropelado de leve por um homem chamado Wolfgang. Jennifer chega com uma escadinha para tirar a foto (igual o fotografo original da capa do disco) e Saul Adler vestido com um terno branco igual John Lennon atravessa a rua para a foto.

Aqui tem várias referencias diretas a capa do disco Abbey Road. Inclusive tem várias músicas desse disco que podem ser usadas em momentos do livro: Oh, Darling, Come Together, Because, She Came Through the Bathroom Window, The End e I Want You. 
Quanto a capa do disco, tem uma teoria que Paul McCartney está descalço porque ele estaria morto (aos 28 anos, que é a idade do Saul Adler em 1988), então, na ordem, John Lennon de terno branco é o anjo, Ringo de terno preto é o agente funerário, Paul descalço (e com cigarro) é o defunto e George Harrison é o coveiro. Essa teoria cabe na história do livro.


Saul Adler é o narrador de toda a história e não devemos confiar nele, mas ele nos diz que é muito bonito e que Jennifer sempre o observa através das lentes de sua câmera. Jennifer faz uma arte com colagens das fotos dele. Saul usa um colar de pérolas que foi de sua mãe, que faleceu num acidente de carro, e que seu pai e seu irmão o sacaneavam por usar o colar. O pai de Saul era um comunista raiz e Saul quer levar um pouco de suas cinzas para enterrar na Alemanha Oriental.

Saul Adler pede Jennifer em casamento mas ela recusa e diz que recebeu uma oferta para estudar e expor suas fotos nos EUA. Saul vai embora arrasado (Jennifer tira uma foto dele saindo), vai até os estúdios da Abbey Road e senta no muro. Chega uma moça de vestido azul (referência ao verso capa do disco Abbey Road) eles tem uma conversa, se beijam e ela vai embora, mas nas costas dela diz que ela é uma enfermeira.



Saul recebe as fotos e vê que está descalço igual Paul McCartney mas não lembra de tirar os sapatos, depois ele vai até o supermercado e na volta dizem que seu prédio está pegando fogo mas ele não vê fumaça. Ele liga para Jennifer para dizer que os bombeiros estão em greve.

Chegando em Berlim Oriental, Saul conhece seu tradutor, Walter Muller, e ficam amigos. A irmã beatlemaníaca de Walter se chama Luna, ela é enfermeira, e Saul tem todo um pensamento de como os oficiais da Stasi deixam as músicas dos Beatles passarem na censura. Saul é apresentado a Rainer, um conhecido de Walter que consegue as coisas do ocidente.

Saul e Walter vão passar um fim de semana na casa de campo e ficam juntos. Saul se apaixona por Walter e escreve uma carta se declarando. Depois fica preocupado da Stasi ter lido, ele sente que é observado.

Luna convida Saul para a casa de campo, ele vai, e os dois se divertem escutando Abbey Road. Luna diz que seu sonho é conhecer Penny Lane, e canta a música para Saul. Luna quer fugir da Alemanha Oriental e ser enfermeira em Liverpool. Saul conta para Luna que em novembro de 1989 o muro vai cair. Os dois acabam transando e Luna diz que agora Saul tem que casar com ela e a levar para Londres, mas ele quer levar Walter. Saul quebra o disco Abbey Road de Luna.

Saul dá dinheiro para Rainer poder passar Walter para o lado ocidental e decide ir embora. Quando ele vai se despedir de Walter, o tradutor diz que não quer sair da Alemanha Oriental, que é feliz lá, diz que é casado e tem uma filha e que Rainer é agente da Stasi. A última imagem que Saul tem de Walter é de uma kombi da Stasi o levando.

Pula para 2016. Saul Adler é atropelado por um homem chamado Wolfgang ao atravessar a Abbey Road. Wolfgang pergunta a Saul quantos anos ele tem e Saul diz "28." no que Wolfgang faz uma cara alarmada. Saul cai sobre o quadril, perde os sapatos no impacto e é levado de ambulância para um hospital.

Em 2016 o pai de Saul está vivo e o visitando no hospital. Jennifer agora tem 51 anos, é uma fotografa famosa e também está ao seu lado. Saul acha que acabou de voltar da Alemanha Oriental mas se passaram 28 anos e ele teve uma hemorragia interna, tiraram parte do baço dele numa cirurgia e está em processo de septicemia. E seu médico se chama Rainer.

O Saul de 2016 tem delírios que está em 1988 e também momentos de lucidez onde ele consegue lembrar das pessoas e eventos nos anos entre 1988 e 2016. 

Cabe a nós, leitores, usarmos as informações de Saul para entendermos o que aconteceu entre 1988 e 2016.

Agora vamos ao que interessa: a música e o livro.

Penny Lane é uma música que já nasceu nostálgica. Fala de uma rua em Liverpool onde Paul McCartney, George Harrison e John Lennon passavam com frequência. John e Paul compuseram essa música em 1967, depois de muito famosos, usando lembranças que tinham da rua.

A música é como se fosse uma pessoa contando como era a rua, inclusive usa a palavra "meanwhile" algumas vezes que significa: Enquanto isso em Penny Lane... 
A música também tem suas ambiguidades, tem sol, tem chuva, é verão mas é perto do inverno. É uma memória de um lugar e de um tempo, pode vir acompanhada de sonhos, de cores e misturada a outras lembranças.


Penny Lane there is a barber showing photographs
Of every head he's had the pleasure to know
And all the people that come and go
Stop and say "Hello"

A música não tem uma introdução e já começa nos contando que em Penny Lane tem um barbeiro que gosta de mostrar fotos das cabeças que conheceu e que todos que passam, param e dizem "Oi".

No livro claro que Saul Adler vai num barbeiro. Ele vai fazer a barba e lavar o cabelo para encontrar Walter em Berlim. 
Todas as pessoas que ele conheceu estão passando por sua memória e no hospital todos que passam (as enfermeiras, a moça da comida, o médico, familiares e amigos) param para falar com ele.

On the corner is a banker with a motorcar
The little children laugh at him behind his back
And the banker never wears a mac
In the pouring rain, very strange

Seguimos com o banqueiro que tem um carro, as criancinhas riem dele. O banqueiro nunca usa uma capa de chuva enquanto chove. Muito estranho. 

Wolfgang, o homem que atropela Saul Adler é o banqueiro com o carro. Quando visita Saul no hospital, Wolfgang diz que trabalha com fundo de investimentos. E, segundo Saul, Wolfgang sabe que tem culpa pelo acidente mas quer que Saul diga que não foi culpa dele. 
O negócio é o seguinte Saul Adler: é tudo muito estranho mesmo.

Penny Lane is in my ears and in my eyes
There beneath the blue suburban skies
I sit, and meanwhile back

Penny Lane está em todos os lugares. Assim como a Stasi em Berlim Oriental era os olhos e ouvidos que controlava a população. 

Penny Lane também está em todas as lembranças que ate em um dia de céu azul o narrador senta e lembra que Enquanto isso em Penny Lane....

In Penny Lane there is a fireman with an hourglass
And in his pocket is a portrait of the Queen
He likes to keep his fire engine clean
It's a clean machine

...Tem um bombeiro com uma ampulheta e no seu bolso uma foto da Rainha. Ele gosta de manter seu motor limpo, é uma máquina limpa. Palmas para a rima com piadinha tio do pavê de John e Paul.

Quanto a Saul Adler, no livro tem um incêndio falso e bombeiros que nunca aparecem para apagar o fogo porque Saul acha que eles estão em greve.
E tem a ampulheta que indica o tempo restante. Saul Adler, o tempo está acabando.

Curiosidade: Depois dessa estrofe tem um solo de trompete piccolo que Paul McCartney disse que foi uma exigência dele ter esse instrumento na música depois que ele viu numa apresentação de uma música do Bach. Sir George Martin deu um jeito.

Penny Lane is in my ears and in my eyes
A four of fish and finger pies
In summer, meanwhile back

Penny Lane continua habitando todas as lembranças. O narrador da música está comendo um fish and chips e fazendo mais sei lá o que no verão, mas Enquanto isso em Penny Lane...

Behind the shelter in the middle of the roundabout
The pretty nurse is selling poppies from a tray
And though she feels as if she is in a play
She is anyway

Atrás do abrigo no meio da rotunda tem uma enfermeira bonita vendendo botões de papoula em uma bandeja. Ela acha que está em uma peça de teatro e está mesmo.

Se o narrador no refrão estava no verão, em Penny Lane essa enfermeira está perto do inverno porque as papoulas geralmente são de papel e vendidas em novembro perto do Armistice Day e estão ligadas aos soldados feridos e mortos na Primeira Guerra.

No livro temos a enfermeira de vestido azul que ele encontra no muro dos estúdios de Abbey Road e Luna, irmã de Walter, que também é enfermeira e quer fugir da RDA para Liverpool. Luna odeia a RDA, ela se sente controlada (como numa peça?) e com medo o tempo todo. 

In Penny Lane the barber shaves another customer
We see the banker sitting waiting for a trim
And then the fireman rushes in
From the pouring rain
Very strange

E voltamos para o barbeiro que está fazendo a barba de um cliente. O banqueiro também está lá esperando e o bombeiro entra afobado porque chove muito lá fora. Very Strange. Muito estranho mesmo.

Aqui a música volta lugar de início, como o livro que volta ao lugar do acidente anos depois. Três dos quatro personagens da música estão reunidos: barbeiro, banqueiro e bombeiro. A enfermeira continua dentro da peça de teatro, ela fica ausente dessa reuniãozinha.

No hospital Saul tem a visita de Jennifer, de seu pai, seu irmão e Jack (um amigo/amante). Walter ainda está na Alemanha e Luna desapareceu.

Penny Lane is in my ears and in my eyes
There beneath the blue suburban skies

Penny Lane

Mas Penny Lane continua lá, nos olhos e nos ouvidos, ocupando a memória, a nostalgia, o passado e presente misturados.

No fim Saul Adler quer tirar outra foto atravessando Abbey Road. "And in the end, the love you take is equal to the love you make"





Gosto muito dessa música. Já estive em Liverpool e fui a Penny Lane com um tour que apontava todos os lugares da música.

Também já estive em Abbey Road, mas estava só e não consegui uma foto minha atravessando a rua.

Quando terminei o livro escutei a música com mais atenção. De primeira o que me pegou foi o "Very strange" da música porque as coisas acontecem e o próprio narrador acha estranho, como no livro, depois foi isso de passado e presente. Dei uma relida rápida no livro, vi que tinha mais coisas relacionadas e rendeu esse post.

Gostei do livro. Não foi um 5 estrelas, dei 4 e entrei no jogo das referencias dos Beatles.